CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL

MANUAL DE REDAÇÃO OFICIAL

BRASÍLIA, 2008

Os autores: Major QOBM/Comb. Marcus Vinícius Braz de Camargo, matr. 00315-8

1º Sargento QBMG-1 Péricles Rodrigues de Oliveira, matr. 04492-X Graduando em Direito

1º Sargento QBMG-1 Leno Rodrigues de Queiroz, matr. 05485-2 Graduado em Serviço Social

2º Sargento QBMG-1 Cláudio de Oliveira Brasil, matr. 05346-5 Bacharel em Administração e pós-graduado em Marketing

Soldado QBMG-1 Solange de Carvalho Lustosa, matr. 06509-9 Licenciada em Letras, Mestre em Lingüística e Doutoranda em Lingüística

“Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados.” (máxima burocrática)

“Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não seus próprios interesses, e, sim, os dos outros.” (Filipenses 2. 3-4)

We must love them both – those whose opinions we share and those whose opinions we reject. For both have labored in the search for truth, and both have helped in the finding of it. St. Thomas de Aquino (1225-1274) [Nós devemos amar ambas: aquelas opiniões que compartilhamos e aquelas que rejeitamos. Porque elas trabalham na procura da verdade e ajudam a encontrá-la.]

Este manual é dedicado a todas as praças do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal que participam de todas as fases que envolvem a tramitação da documentação oficial desta Instituição. .

Agradecemos. decorrentes de sua leitura minuciosa. a dedicação do 2º Ten RRm.Agradecemos a colaboração do Ten-Cel. pela orientação quanto ao trato com a documentação reservada/sigilosa. MANOEL JOSÉ DA SILVA MATOS ao ensino de redação oficial para os vários cursos já realizados na Corporação e as suas sugestões feitas a este Manual. também. . JODIR CÉSAR MENEZES. com o intuito de que ele se torne uma referência bibliográfica de efetiva consulta.

6.1.1. Comprobatórios 3.5. Despacho 3.1.1.6. A formatação do envelope 2. Ofício 3.3.3.1. Requerimento 3. Atestado de origem 3.1. Circular 3.1. De assentamento 3.1. Outros 3.1.SUMÁRIO Sobre o Manual de Redação Oficial do CBMDF 1.2.1. Comunicação de acidente 3.1. O que é redação? Como se faz? 1.5.4. Formatação geral de documentos do CBMDF 2. Enunciativos 3.1.5. De correspondência 3.1.3. Portaria 3.2.1. Declaração de beneficiário 10 13 15 19 20 22 23 24 24 29 31 34 34 36 38 40 40 42 42 42 45 47 47 50 51 53 53 57 59 60 63 .1.5.1.1. Relatório 3. Formatação para publicação em Diário Oficial do Distrito Federal 3..6.1.2. Memorando 3. Mensagem (fax) 3. Inquérito sanitário de origem 3.6. Parecer 3.6. Classificação dos atos administrativos 3.3.1.1.5.1.2.1. Ata 3.3.6.4. Informação 3. Normativos 3.6.5.1.1.1.1.5.2.1.1. Ordem de serviço 3. Requisitos necessários para a formulação de atos administrativos 3.2.1.1.5.1. Exposição de motivos 3.1.1.2.5.1.4. O que é Redação Oficial? 2.2.1. Carta 3.2.1.3.

Pronomes de tratamento 7.1 O Arquivo-Geral 6. A tramitação da documentação (normal / urgente / urgentíssimo / com prazo) 7. O recebimento de documentos 7. Dúvidas relacionadas à redação oficial militar 7. Diferença entre atenciosamente e respeitosamente 7. Através de 7.2.13. Abreviaturas mais utilizadas na Corporação 7.3. Os boletins da Corporação 5. Autenticação de documentos 7.5. respondendo pelo 7.5. O enquadramento 7. Uso de maiúscula no CBMDF 7. Hífen Referências bibliográficas 63 66 66 69 70 71 71 72 72 73 74 74 76 78 81 83 85 90 92 92 93 94 94 95 96 96 98 98 100 .2.16.12. Os boletins internos 5.1. O boletim reservado 6. As siglas utilizadas no CBMDF 7.7. Gerundismo 7.6.4.1. Diferenças entre: em exercício. Regência verbal / regência nominal 7. A formação do gênero feminino no CBMDF 7. Lista de endereços eletrônicos oficiais de Seções.6.15.3.14. por delegação. A documentação sigilosa 7.3.10. Diretorias. Arquivamento da documentação 6. Nota de boletim 4.2. Junto a ou junto de 7.8. A correspondência virtual da Corporação 4.11.1.1 O boletim geral 5. Informações sobre arquivamento de documentos 7. Centros e Companhias do CBMDF 5.17.9.

O fato de não ter adotado nenhum dos manuais citados anteriormente. mas tal flexão não abarca todos os postos/graduações. uma vez ou outra. no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). A bibliografia central deste manual é o Manual de Redação Oficial da Presidência da República. Este manual pretende. Deve-se salientar que os militares que participaram da confecção deste manual tiveram como preocupação primordial abarcar tudo o que se refere à tramitação da documentação oficial do CBMDF. Um ponto crucial deste manual. registrou a existência de alguns desses termos flexionados. o que incluiu aspectos sobre a maneira e onde arquivar os documentos. pois há bastante controvérsia entre o uso dessas formas. o trato com a documentação sigilosa. mas também para todos aqueles que. este manual foi elaborado não só para os militares atrelados ao serviço burocrático da Corporação. além de inserir questões gramaticais consideradas problemáticas e mais freqüentes no momento da escrita. . é militar. é o estabelecimento da padronização das formas nominais referentes às mulheres militares do CBMDF. as Publicações e os Atos Administrativos no Âmbito do Exército. definir qual será a forma utilizada nesta Corporação. o Manual de Redação Oficial do Governo do Distrito Federal e as Instruções Gerais para a Correspondência. A Academia Brasileira de Letras. a padronização tanto de atos administrativos como do envelope utilizado. Com o intuito de dirimir essas dúvidas e mais algumas outras que foram lembradas. embora seja órgão atrelado ao GDF.Sobre o Manual de Redação Oficial do CBMDF Há tempos o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal espera por uma normatização de seus atos administrativos que viesse ao encontro de perguntas sobre a maneira correta de se elaborar cada expediente. A dificuldade geralmente advém apenas no momento da escrita e surgem questões que variam do pronome de tratamento a ser utilizado até como retratar as mulheres militares desta Corporação. precisam relatar alterações no serviço. deve-se à especificidade da documentação oficial produzida pelo CBMDF. A questão do feminino é polêmica. pois. por meio da observação do uso desses vocábulos. certamente. fazer um requerimento e não sabem ou necessitam de modelo para redigirem.

º 8. Este manual pretende. o último.característica que deve ser evidenciada em seus atos administrativos. não são tão públicos quanto deviam e na observação de outras instituições co-irmãs sobre o assunto. tanto quanto possível.666). por estar sujeito às implicações legais nem sempre interessantes para a Administração Pública. Esses expedientes serão tratados oportunamente e com maior atenção em outra publicação. daí a procura por expedientes que retratem essa natureza. com conseqüências sujeitas à Lei de Responsabilidade Fiscal. tais como o convênio e o contrato. infelizmente. baseadas em conhecimentos que. além do edital em virtude de serem complexos e requererem uma atenção redobrada. Deixam de constar neste manual os atos administrativos de ajuste. para algumas perguntas igualmente freqüentes sobre a tramitação ou elaboração de determinados expedientes. Os autores . mostrar soluções para alguns dos problemas freqüentes no âmbito burocrático. Os primeiros por estarem regulados por legislação federal (Lei n.

escrever ou interpretar um texto escrito2.10 - 1. como preconceitos lingüístico e social. receptor. No meio você coloca idéias. presentes em todos os textos. Ao contrário da fala. se resume ao ensino de gramática normativa e pouca ênfase é dada às práticas de redação e interpretação de textos. No entanto. formações discursivas. 2 Esse processo é denominado alfabetização funcional e existem praticamente em todos os países. modos de operação da ideologia. (Pablo Neruda. Dessa forma. ele parafraseia ou dá mais exemplos para que seja garantida a sua interpretação e. meio e assunto. no entanto. além de uma série de outros recursos que tentam garantir ou reduzir as interpretações de um texto escrito. não entendimento do texto (em decorrência do pouco conhecimento do código) ou entendimento errado (a ironia geralmente não é lida como ironia). a maior parte do ensino de Língua Portuguesa escrita. poeta Chileno) A escrita é a resposta a uma necessidade social: as informações precisavam ser eternizadas. em que a interação é em tempo real. O que é redação? Como se faz? Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. conseqüentemente. Só para se ter uma idéia desse processo. A perspectiva lingüística calcada na Lingüística Textual e na Análise de Discurso considera superado o modelo proposto por Jakobson (2001) que prevê que. localizam informações bem explícitas). Só para se ter uma idéia da realidade brasileira sobre a questão. referente. as quais não são tratadas por Jakobson (2001). 38% de alfabetizados com nível básico (lêem textos 1 . passadas para as outras gerações e a memória já não era mais suficiente. é relacional. código (além das funções da linguagem decorrentes dessas partes).. ethos. quando o falante percebe que foi mal entendido ou que há algo que prejudicou o entendimento de sua mensagem (informação constatada pela expressão do ouvinte). com ela. assim como o falar. para haver comunicação. Este trabalho compartilha com essas vertentes por entender que a função da linguagem não é apenas comunicar. há semelhanças entre os dois processos: escrever. a escrita não possui a capacidade de reestruturação do entendimento do leitor. O escritor não possui esses recursos. efetivamente. tem-se um crescente número de pessoas que passam anos (cerca de 10 ou mais) cursando os ensinos fundamental e médio sem saberem. são necessários o emissor. nos países emergentes ou em desenvolvido ele é mais acentuado. controle sobre a leitura que este faz. mas com ela apareceram alguns problemas como ambigüidade (devido à falta de contexto). mas inclui outras demandas muito importantes. o Índice Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF/2005) encontrou: 7% de analfabetos. pressupõe leitor/ouvinte1. a sua intenção de fala. não dá sequer para assegurar que o leitor seja o único a ter acesso ao texto e. canal. 30% de alfabetizados com nível rudimentar (lêem apenas frases e títulos. Infelizmente.

Mas como devemos proceder para resolver o problema? Uma possível solução está em dois momentos da escritura de um texto: a elaboração e a revisão. A não reflexão sobre esses problemas encontrados durante a produção de texto culmina.º 121. muitas vezes. a falta de conhecimento no uso de elementos gramaticais necessários para articular as idéias que o escritor quer compartilhar. ligado à inteligibilidade do texto numa situação de comunicação e à capacidade que o receptor tem para dar sentido ao texto (KOCH & TAVAGLIA. fazendo com que o seu autor considere que não há erro.. o quesito “o quê” é “informar o nascimento do filho”. devemos antes ter em mente alguns dados importantes como: o quê. mesmo quando se fala em situações formais. mas. O “de que forma” será atendido com o preenchimento da declaração de curtos. ele precisará informar esse fato à Corporação para receber os benefícios que lhe garante a lei. digressões (perder-se em seu raciocínio) etc. não há problema. a uma série de problemas de estrutura textual. a possibilidade de estabelecer um sentido para o texto. sobre esse aspecto. Dessa forma. como um princípio de interpretabilidade. o grande desafio do ensino. 2002: 21). A escrita é um processo relacional e. de que forma. para pensarmos ou controlarmos os efeitos de nosso texto4. a maior parte dos erros não está atrelada ao uso da forma padrão de linguagem. esse processo deve ser mais rigoroso. como externamente (com implicações de aceitação positiva ou negativa perante à sociedade). sim. alerta que: não se escreve como se fala. com textos que retratam o oral no escrito ou uma plena desconexão de sentidos. Se o militar se tornou pai. como falta de coerência3 e trechos truncados. 4 Na redação oficial. In: Educação (revista). não se fala como se escreve. n. Dossiê: leitura. mesmo quando se escreve em contextos informais. Soares (2005:17). Vamos avaliar a aplicabilidade desse processo. localizam informações explícitas ou que exigem pouca inferência) e apenas 26% da amostra são de alfabetizados com nível pleno (lêem textos longos. uma vez que o autor do texto está representando um órgão ou instituição estatal não só internamente (situação que o coloca em uma relação hierárquica). Ano 11. para quem comunicar tal tema. . 3 Entenda-se por coerência. Talvez estas sejam as maiores dificuldades a serem vencidas no ato de escrever: além do pouco domínio do código escrito. Para elaborar um texto (não só aquele relacionado à redação oficial). comparam textos. identificam fontes). para quando e qual efeito esperado com isso. Na verdade. por isso. precisamos ter esses dados em mão.11 A verdade é que a língua escrita não é uma mera representação da língua oral.

“para quem comunicar tal tema” e “qual efeito esperado com isso”. Edivaldo M. a apresentação de um bombeiro que foi movimentado para uma determinada unidade militar. freqüentemente. obscuro ou inconsistente. Essa relação funciona para tudo: se não for possível responder a essas questões mentalmente. sofrendo. pode-se colocar. que a esquematização de textos. como exemplo). 3ª ed. pode-se recorrer à elaboração de rascunho ou esquema. além das questões relacionadas ao “o quê”.) segue um roteiro previamente definido.12 beneficiário5. reflexões de posicionamento. no ofício que o apresenta. informar algumas coisas que. dessa forma. o número do boletim em que a movimentação foi realizada e se o bombeiro já gozou de férias para o ano em curso ou qualquer outro impedimento ou benefício que esteja gozando (concessão de horário especial para estudo. 8 GARCEZ. as quais serão aqui lembradas: 1) há excesso de informação? Há informações incompletas ou confusas? As informações factuais estão corretas? Expediente formulaico usado para inclusão de beneficiário de militar. já expostos anteriormente. Em uma dada situação como.. manutenção de equipamento. quer seja para a elaboração. casa. tudo o que se faz diariamente (bolo. Como ordenar as idéias. por meio de vários exemplos. do Carmo. etc. Lucília H. Pensando assim. o texto muito dificilmente será superficial. Boaventura (1993)6 mostra. a revisão7 deve ser procedida para que se tenha certeza de que o texto está coerente com o objetivo a que se pretende atender. São Paulo: Martins Fontes. Garcez (2004: 126)8 aponta algumas perguntas que ajudam nessa fase. “de que forma”. temos a necessidade de. Além disso. pois. ajudarão a unidade que receberá esse militar na função de controlar a sua vida profissional. O uso de esquema ou rascunho ajudará nesse processo de seleção de informação. 1993. 2ª ed. por exemplo. direcionada ao Diretor de Pessoal (para quem) e o efeito esperado é a inclusão do dependente e a garantia de alguns benefícios previstos. São Paulo: Ática. quer seja para a interpretação é de vital importância para se conseguir um texto bem escrito ou bem interpretado. Depois de escrito. 7 O redator deve ter consciência de que um texto nunca está pronto e acabado. 6 5 . de certa forma. BOAVENTURA. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. repetitivo. pois é fruto do pensamento. 2004.

O texto está correto quanto às exigências da língua padrão? As transições entre as idéias estão corretas e claras? Os conectivos são adequados às relações entre as idéias? A divisão de parágrafos corresponde às unidades de idéias? 6) ao objetivo e à situação. O texto é impessoal quando não há marcas ou impressões individuais de quem o escreve. . clareza. formalidade. a autoridade entende que. o faz em nome do serviço público. As escolhas estão adequadas ou há repetições enfadonhas e pobreza vocabular? Algum termo pode ser substituído por expressão mais exata? Há clichês. vemos textos de atos administrativos oscilando entre o formal e o informal. o que evidencia a falta de prática no momento de escrever atos administrativos ou talvez a ignorância sobre a sobriedade esperada para tais textos. 9 Os números 2 e 3 não se aplicam à redação oficial. Em virtude disso. pois deve estar claro para o redator que a redação oficial deve ser pautada pela linguagem formal e pela impessoalidade.. O que é Redação Oficial? A redação oficial é o meio utilizado pelo Poder Público para externar atos administrativos. excesso de adjetivos. frases feitas. expressões coloquiais inadequadas. É caracterizada pela impessoalidade. pois. A linguagem está adequada à situação? A opção escolhida tornou o texto harmonioso ou há oscilações súbitas e inadequadas?9 3) à impessoalidade ou subjetividade. uniformidade e o uso da norma padrão da Língua Portuguesa. objetividade. jargão profissional? 5) às estruturas sintáticas e gramaticais. bem como estabelecer regras para a conduta de servidores públicos ou regular o funcionamento de seus órgãos. freqüentemente. Daí. obedecendo a certas regras formais. O posicionamento adotado como predominante mantém-se ou essa opção não ficou consistente no texto? 4) ao vocabulário. Está de acordo com o objetivo estabelecido inicialmente? As idéias principais estão evidentes? 1. concisão. como o padrão culto da linguagem. o impessoal e a subjetivo. embora seja ela a assinar o documento.1.13 2) à linguagem: formal ou informal. decorre o caráter formal do texto. Eles foram aqui citados para alertar sobre a forma da escrita. polidez. não cabendo qualquer tom particular ou pessoal no texto. o assunto tratado sempre possui um caráter impessoal. tratamento adequado.

uma fonte de prova legal. GNERRE. . o que implica em dizer que os atos administrativos podem gerar processos judiciais que serão avaliados à luz do Direito e não mais do Poder Executivo. o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto. Segundo o Manual da Presidência da República. Ressalta-se que há dois tipos distintos de atos administrativos: aqueles que geram efeitos jurídicos e os que não os geram. com observância da lei. a clareza é um princípio mais que necessário. refletirá a imagem dessa instituição (GNERRE: 1998)11. é fundamental que se tenha. o redator deve ter consciência de que..14 padronização do papel e da diagramação do texto. sob regime jurídico de direito público e sujeita a controle pelo Poder Judiciário. É nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de idéias. não ser ambíguo. além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve.. Maurizio. estar em uma linguagem de entendimento fácil (sem gíria ou jargões técnicos). Dessa forma. mas o contrário não se opera. 4ª ed. 10 11 DI PIETRO. pois só se atribui significado àquilo que está claro. texto conciso é aquele que (.) consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. 18ª ed. escrita e poder. Mª Sylvia Zanella. Linguagem. e.. que a sua redação terá publicidade. Martins Fontes: 1998. para o texto obter essa qualidade ele precisa ser coeso. Outra observação a ser feita. principalmente. Para que se redija com essa qualidade. Todo processo disciplinar pode ser revisto juridicamente. Di Pietro (2005:189)10 define ato administrativo como sendo a declaração do Estado ou de quem o represente. é que o ato administrativo está sujeito a controle do Poder Judiciário. Direito Administrativo. Como o processo de leitura é a atribuição de significado aos mais variados textos. no momento em que escreve. São Paulo: Atlas. Entenda-se como ato administrativo aquele praticado no exercício da função administrativa. o administrador é responsável por aquilo que assina. pautando-se pela definição exposta acima. está representando a instituição da qual faz parte. 2005. princípios que constituem a formalidade do texto oficial. por excelência. No entanto. São Paulo. Por isso. tramitará em lugares outros que não os de sua instituição. que produz efeitos jurídicos imediatos. o ato administrativo é.

- 15 Como é utilizada para estabelecer normas ou diretrizes, a redação oficial utiliza a norma padrão12 da linguagem, não sendo permitida a utilização de gíria, regionalismo, jargão técnico etc. que se limitam a grupos restritos, fato que pode dificultar o amplo acesso ao teor do ato administrativo por parte do destinatário. Para garantir a plena interpretação textual, as expressões literárias ou em linguagem conotativa são proibidas em textos em redação oficial. O redator desse tipo de texto deve se esforçar ao máximo para não o contaminar de impressões pessoais, porque a falta de impessoalidade, além de contrariar o estabelecido pela Constituição Federal, ainda interfere na atuação da Administração Pública. É notório que a impessoalidade13 plena e a existência de uma única interpretação são difíceis ou mesmo impossíveis, mas o redator deve tentar atingir ou aproximar-se desses dois parâmetros. Quanto aos estrangeirismos ou empréstimos não serão proibidos no âmbito desta Corporação, mas a recomendação é a favor do não uso, principalmente quando já existe equivalente na Língua Portuguesa. Tal ressalva tem por objetivo primar por um dos maiores símbolos nacionais do País: a Língua Portuguesa falada no Brasil. Além disso, há uma tendência, por parte da Administração Pública como um todo, pelo uso de correlatos ao invés de empréstimos que deve ser considerada.

2. A formatação geral de documentos do CBMDF14
De forma geral, os documentos confeccionados no CBMDF obedecem às seguintes especificações: 1)
12

especificação do tamanho do papel: A4 (210 mm x 297 mm).

Ao contrário do que se pensa, norma culta e norma padrão não são sinônimos. Bagno (2007) ressalta que norma culta inclui juízo de valor em sua nomeação, reforçando o preconceito lingüístico; e norma padrão é uma abstração lingüística criada para uma variante fictícia, haja vista não haver ninguém que fale fluentemente de acordo com essa “suposta” variante. Para efeito prático, este manual adotará a terminologia “norma padrão” para referir à obediência às regras gramaticais normativas. 13 É corrente na Lingüística Textual ou na Análise de Discurso (linhas de pesquisa da Lingüística), que a forma como os autores escolhem suas estruturas textuais e seu léxico evidencia a sua impessoalidade ou seu posicionamento, no entanto, este pode ser mais ou menos acentuado, o que dependerá exatamente das escolhas textuais utilizadas pelo autor. Para maiores informações, veja Koch (2004). 14 Não serão postuladas formatações referentes ao espaçamento entre as partes que compõem o documento, em virtude de que essas especificações, muitas vezes, desaparecem para que a assinatura da autoridade não fique isolada em alguma folha do documento.

- 16 2) 3) 4) 5) coloração do papel: branca ou parda (quando reciclado). tipo de fonte: arial. cor da fonte: preta. tamanho da fonte: 12 no texto, 10 nas transcrições ou citações e 8

nas notas de rodapé. 6) 7) 8) 9) estilo da fonte: normal. margem direita: 1,5 cm. margem esquerda: 3 cm. margem superior: 3 cm.

10) margem inferior: 2 cm 11) os parágrafos do texto serão numerados com algarismos arábicos, seguidos de ponto, e o texto terá 2,5 cm de distância da margem esquerda. 12) espaço entre linhas: 1,5 cm entre as linhas e de 6 pontos (antes e depois) entre cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, será usada uma linha em branco. 13) idioma: Língua Portuguesa. 14) variante: norma padrão. 15) o cabeçalho da primeira folha deverá conter os seguintes elementos em todos os documentos que exigem timbre, este será formatado e impresso, conforme modelo abaixo:

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DENOMINAÇÃO DA OBM DENOMINAÇÃO DA SEÇÃO

15.1) no lado direito, o logotipo do Corpo de Bombeiros15; 15.2) ao centro, abaixo de um espaço simples, os nomes da Corporação, da OBM e da denominação da Seção, se for o caso, todos centralizados, em fonte arial 12, em caixa alta e em negrito, com espaçamento de

Não poderão ser utilizados logotipos de seções, unidades, centros, companhias, batalhões em nenhum documento oficial. A obrigatoriedade será o uso do brasão do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, conforme estipulado neste manual.

15

- 17 1,5 cm entre as linhas e de 6 pontos (antes e depois) entre cada denominação; se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, será usada uma linha em branco; 15.3) no lado esquerdo, o personagem-símbolo e o slogan do Programa de Educação Fiscal do Distrito Federal, conforme estabelece os arts. 1º e 2º do Decreto n.º 23.912, de 14 de julho de 2003. 15.4) nos documentos assinados pelo Comandante-Geral e/ou OBM integrantes do Comando-Geral do CBMDF e expedidos a órgãos e entidades externos à Corporação, o texto central deverá ser o seguinte:

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DENOMINAÇÃO DA OBM 15.5) cabeçalho das outras folhas: a partir da segunda folha de um documento, deve-se constar apenas (Continuação do Ofício n.º 33, de 8 de abril de 2007, folha 2/316). Tal procedimento visa evitar a separação de partes do documento, sugere-se, ainda, que em todas as folhas seja colocada uma rubrica, no sentido de coibir possíveis alterações na documentação. 16) rodapé: todos os documentos elaborados deverão conter os seguintes dizeres, centralizados e seguindo as margens definidas neste Manual, o slogan “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade”17 deve ser digitado sobre linha horizontal e as demais informações sobre a OBM que originou o documento se localizarão abaixo dessa linha horizontal, conforme modelo a seguir:
“Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM

16.1) fonte – Arial. 16.2) tamanho da fonte - 8

Total de folhas do documento, contando com a primeira página. Conforme estipula o Decreto n.º 25.366, de 19 de novembro de 2004, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal de 22 de novembro de 2004.
17

16

A exceção à essa regra será apenas para a abreviatura da unidade que segue o número da documentação (ver 1. 2004: 33). a numeração de ordem da OBM é precedida e separada por um traço da letra maiúscula correspondente ao grau de sigilo do documento. ou qualquer outra formatação que afete a sobriedade dos documentos. a saber: Reservado (R).. 1. Secreto (S) e Ultra-Secreto (US). fórmulas de pura cortesia.2) numeração de ordem da OBM que elabora o documento. sombra. 18 . letras maiúsculas. Exemplo: MEMORANDO n. caixas de texto.1. e 1..1. sem a utilização de zeros à esquerda do numeral representativo.º R-367/2006-BM/1 2) deve-se evitar o abuso no uso de expressões em negrito. Não se faz necessário negritar ou destacar o nome de guerra do militar.1. não se tratando de desatenção pessoal. pensionistas e dependentes do Corpo de Bombeiros em letras maiúsculas. é adotada uma numeração. 3) nomes: próprios de militares.1) a numeração constará de: 1.1. Confidencial (C). além de marcar o caráter militar da correspondência. mas de objetividade.18 Observações gerais da formatação dos documentos: 1) para cada tipo de correspondência (ofício.4 deste manual).1) espécie do documento (por extenso e em caixa alta). Quando a documentação estiver destinada para autoridade ou pessoa fora da Corporação não deverá conter abreviaturas ou siglas.3) o ano de elaboração do documento.). memorando entre outras).1. tais como: tenho a honra de (.18 5) não haverá traço para assinatura19. negritos. 19 Conforme previsto no Correspondência: técnicas de comunicação criativa (MEDEIROS. abreviaturas e siglas.4) a abreviatura da Organização Bombeiro Militar. 4) os postos e graduações serão grafados apenas com as iniciais maiúsculas. previstas para os substantivos próprios. 2) quando se tratar de expediente interno à Corporação. sublinhado. itálico. relevo. os demais.1. 1. serão abolidas.5) quando se tratar de expediente sigiloso. 1. letras maiúsculas. 6) deve-se evitar: 1) o uso excessivo de grifos. 1. sombreado.. a qual torna mais direta e sucinta a exposição. iniciada em 1º de janeiro de cada ano e encerrada a 31 de dezembro. apenas com as iniciais maiúsculas. seguindo de ordem natural dos números inteiros. mesmo quando abreviados. bordas.

º 41/2007-Cmte. o preenchimento deve ser feito por meio de digitação. seguido do posto ou graduação. 8) o fecho da documentação se dá com a assinatura do autor do documento oficial. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) cargo da autoridade 2. centralizados.. a qual deverá conter o nome completo. nos demais casos. principalmente quando estiver destinado a autoridades fora da Corporação.1. No envelope. apenas com o número referente ao dia sem o uso do zero à esquerda. o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência terá a seguinte forma20: GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL Ofício n. 20 . Brasília-DF.19 7) a data deverá vir expressa como 1º para representar o primeiro dia de cada mês e. De preferência. 2 de janeiro de 2007.-Geral URGENTE A sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Governador do Distrito Federal 70000-000 – Brasília – DF Os modelos expostos neste manual seguem as orientações contidas no Manual da Presidência da República e no Manual do Governo do Distrito Federal. não se pode esquecer do preenchimento do envelope no qual a documentação é encaminhada. (nome completo. função e matrícula. A formatação do envelope Para efeito de padronização da documentação como um todo.

de 31 de dezembro de 2002.501.1) fonte: Times New Roman.. que institui normas para as publicações do DODF (publicado no DODF de 16 de janeiro de 2003 e republicado em 30 de maio do mesmo ano).2) tamanho da fonte: 9. 2. 2. tratadas por Vossa Senhoria.4) espaçamento .º 41/2007-DP/SePag URGENTE Ao Senhor Fulano de Tal Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal 70000-000 – Brasília . . a padronização obedece ao seguinte modelo: CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DIRETORIA DE PESSOAL SEÇÃO DE PAGAMENTO Ofício n.3) estilo da fonte: normal.simples entre as linhas.º 23. para tanto deve-se obedecer: 1) tamanho do papel: o formato fundamental dos papéis a serem encaminhados para publicação em DODF é 210 mm x 297 mm (A4). Formatação para publicação em Diário Oficial do Distrito Federal Para publicar matérias no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) foi padronizada pela edição do Decreto Distrital n. 2. é imprescindível a remessa da matéria a ser publicada em mídia eletrônica e deverão ser geradas em editor de texto. salvas em formato RTF (Rich Text Format).20 Para as demais.2. e 2.DF 2. 2) mídia eletrônica: além da documentação devidamente impressa em papel.

29 cm. itálico e suas combinações e recuo de abertura de parágrafo.3) trazer digitado o nome do signatário e. no caso de atas. 4.2) ser agrupadas em um só arquivo de acordo com a seção do DODF onde serão publicadas.. e 4. quando reciclado.4) margem direita . discriminando as matérias a serem publicadas. gráficos e formulários e deverão possuir 12 ou 25 cm. 4.9) altura da página .0 cm.8) largura da página .0 cm. 4) a mídia eletrônica e a sua reprodução em papel deverão: 4. resoluções.13 cm.0 cm. 4.8) os textos devem ser impressos na cor preta e em papel branco ou pardo. Os caracteres da tabela poderão ter corpo menor que 9 (nove). balanços e quadros deverão possuir 12 ou 25 cm de largura.7) rodapé . . que contenham o nome de mais de um signatário. 3.3) margem esquerda . 3.4) vir em texto corrido e não deverá conter negrito.1) margem superior . 3. 4.21 3) margem: 3. acórdãos.2) margem inferior . as figuras.5) medianiz . As linhas horizontais e verticais poderão ser substituídas pela Diretoria de Divulgação de forma a se adequarem aos padrões gráficos utilizados para editoração dos jornais. de largura com altura até 29 cm. etc. a execução orçamentária. 4. 4.1 cm.1 cm. 3. 3. 21 Extensões de arquivos de programas de computador.0 cm. sublinhado. PDF ou TIF21.5) as tabelas. na largura de 12 cm. as leis e os balanços patrimoniais.6) ser encaminhados em forma de tabela e/ou quadro os decretos de créditos suplementares. 3.1) vir acompanhados por ofício. e 3.0 cm. estes deverão vir seqüencialmente.6) cabeçalho .. 3.7) estar no padrão JPEG.

a qual estava oficialmente escalada para a atividade.. Esses requisitos são importantes no momento da redação de atos administrativos. o administrador deve ter sempre em mente que o ato administrativo precisa ter finalidade pública. o administrador ou redator deve obedecer ao princípio de que a administração precisa de procedimentos especiais e formas igualmente especiais para manifestar a sua vontade. . finalidade. os militares se esquecem que há a necessidade de comunicar e obter da administração o aval para a troca de serviço e que não cabe a eles agir dessa forma. nomes fictícios de militares. escritos de próprio punho. Dessa forma. a Soldado ANA CAROLINA. No exemplo anterior. o ato torna-se inválido. o fim público é a formalização de troca de serviço para que a administração garanta os direitos e deveres às partes. Quanto à forma. para que todos fiquem resguardados em caso de problemas administrativos e/ou operacionais. pois balizam o redator sobre alguns pontos que devem ser obedecidos sob pena de tornarem os atos inválidos ou prejudicar a sua tramitação. é possível encontrar papéis que contenham.22 - 3.. Não raro. Às vezes. ao longo deste manual. temos que “nenhum ato (. se o agente não detiver o poder necessário. a troca/permuta de serviço. como exemplo. pois se houver algum problema de ordem operacional durante o serviço desenvolvido pelo Soldado AKIL22. Cabe ressaltar que a troca em si não é proibida. a qual é o interesse público. forma. além de garantir que o serviço será desempenhado por alguém. por exemplo. Essa autorização não é válida porque os autores. por meio da autoridade hierarquicamente competente para “formalizar” a transação. mas deve partir da administração. motivo e objeto. No que se refere à finalidade. Temos. não possuem o poder para deliberar sobre o assunto.) pode ser realizado validamente sem que o agente disponha de poder legal para praticá-lo” (MEIRELES. 2003:147). Se a forma 22 Serão empregados. Requisitos necessários para a formulação de atos administrativos Hely Lopes Meireles (2003) postula a existência de cinco requisitos para a formulação de atos administrativos: competência. embora sejam as partes envolvidas. por exemplo.. autorização por parte dos militares envolvidos para efetuar a transação. não responda administrativa ou criminalmente. Partindo do requisito competência.

mesmo o de correspondência. sim. Todo ato administrativo tem por objeto “a criação. por exemplo. O administrador deve sempre se lembrar de que: “nula a forma. 2003:150). Classificação dos atos administrativos Entenda-se por ato administrativo todo ato em que é expressa a vontade do Estado. como retificação. a escala poderá ser publicada. o ato administrativo muda a situação de militares: um passa a escalado o outro a nãoescalado. ela não ocorre assim. Então.23 utilizada não for a prevista.1. objetivando produzir efeitos de direito ou impor obrigações23. Os militares envolvidos deverão justificar a sua necessidade. pois não possui competência legal para publicar matéria em boletim geral. em um dos boletins da Corporação.. João Luiz. Deve sempre vir expresso. No exemplo anterior. nulo o ato”. pois está no campo do interesse pessoal e não do da Corporação. Prontuário de Redação Oficial. em conformidade com a lei. o ato administrativo não poderá ser jamais uma nota de boletim. implicando as sanções penais e administrativas decorrentes dessa nova situação às partes. No entanto. 23 NEY. excetuando-se os casos em que a lei desobrigar o agente. coisas ou atividades sujeitas à ação do Poder Público” (MEIRELES. o qual possui competência legal para tal. 2003). seu comandante não poderá elaborar uma nota de boletim retificando a escala. todo ato administrativo. 68 . embora a retificação apareça “sem motivação” em um item de boletim geral. mas. um memorando ao Diretor de Ensino e Instrução para que seja retificada a escalação no boletim geral. reflete a administração pública e não o indivíduo por ela representado. à perda de aposta não é motivo para a existência do ato. Ao contrário do que se pensa. o ato administrativo poderá se tornar nulo. 12ª ed. 3. O motivo “é a situação de direito ou de fato que determina ou autoriza a realização do ato administrativo” (MEIRELES. No exemplo trabalhado. modificação ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas. a qual será analisada pelo administrador. praticada pelo Poder Público. se os militares estiverem lotados na Academia e a escalação tiver sido publicada no boletim geral. p. se houver a retratação em tempo hábil. A vinculação da troca. Seguindo o exemplo da troca de serviço.

1.1. é indicado pela 24 Conforme exposto na introdução deste manual. como tal. reformulam ou excluem determinadas formas de funcionamento da Corporação) levam número. A diferença entre elas é pertinente ao assunto. todos os atos que expõem orientações. de acordo com dispositivos legais são classificados como atos normativos. deixam de constar. atos normativos. “quando seguido do respectivo número. a instrução. Os exemplos desse grupo são: o decreto25. os atos administrativos podem ser classificados nas seguintes categorias: – – – – – atos de correspondência. o edital. de agregação de militares) são apenas datadas. por sua complexidade. de 3 de setembro de 1996. Ao longo de todo o Capítulo III da referida lei complementar. 3.1. e atos comprobatórios. atos de ajuste24. . No artigo 52.24 De acordo com a finalidade e a peculiaridade de cada expediente. que serão tratados em uma publicação posterior. regulamentos sobre a execução de determinado serviço.º 13. possuem algumas especificações como: são articuladas (divididas em artigos). o regimento e o regulamento. a ordem de serviço. a resolução. Normativos Como o próprio nome já antecipa. a remissão a dispositivos de lei deve ser iniciada pelo artigo. aquelas que tratam de questões que atingem a Corporação como um todo (acrescentam. atos enunciativos. ou seja. Cabe salientar que as portarias são atos administrativos que versam sobre a auto-organização da instituição e.1. que. é tratada a redação dos atos normativos. Portaria As portarias no Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) se dividem em dois tipos: a que leva numeração e a não numerada.. devendo ser regidas pela Lei Complementar n. normas. os atos de ajuste (contrato e convênio).1. as demais que incidem de forma pontual para alguns militares (movimentação de oficiais. 3. 25 O decreto não será tratado neste manual em virtude de o CBMDF não produzir tal expediente.

geral). para melhor entendimento. na falta dela.” A complementação do artigo deve ser isolada por vírgulas.” seguida da numeração ordinal até o nono e cardinal depois deste. da Lei tal. a citação deve ser assim: “arts.25 abreviatura ‘art. 11. agrupar os artigos em: Parte (especial. II. definidas na citada lei complementar. em especial a portaria. seguido de travessão.” Entre algumas normas próprias no tocante à redação dos atos normativos. por meio de caracteres que a realcem e o seu texto será situado entre o centro e a margem direita do papel (com distância de 3 cm em relação à margem esquerda). 2º. que terá dia. 6) logo após o número da portaria. para citar o §2º de algum artigo. mês e ano. sendo o seu texto iniciado por minúscula. conforme se use a remissão para um ou mais artigos. 4) entre a numeração em algarismo ordinal e o texto.’ ou ‘arts. não será colocado nenhum sinal. 2) depois de parágrafo. 8) não haverá alínea única. Livros. 3) artigo será indicado por meio da abreviatura “Art. Dessa forma. 5) a portaria poderá. depois da numeração em algarismo cardinal.. a qual terá o seu texto iniciado por minúscula. será colocada a data. §2º. será colocado um ponto. temos: 1) a ementa será grafada em negrito ou. o caput do artigo não poderá ser desmembrado em incisos. Títulos. 9) o inciso será numerado em algarismo romano. Capítulos (todos em letras maiúsculas) e em Seções e Subseções (em letra minúscula). 7) não haverá inciso único. .’.

autoridade que não promulgou. Um só parágrafo é único. existe uma única regra. 2.2. artigo: unidade básica. mês e ano) / possui numeração própria.2. Texto (é articulado) 2.1. mais de um utiliza-se o símbolo “§” (é dependente do caput).2. fundamento legal Fórmula de promulgação 1. informações sobre o espírito da lei.4. autoria 1. Título Verbo na terceira pessoa do singular do Ementa presente do indicativo.2.3. ordem de execução 1.2. 2.2.º 13/96) Utiliza caracteres maiúsculos/distingue as Epígrafe espécies de portarias utilizando numeração arábica / situa a portaria no tempo (dia..26 ESQUEMA DA ESTRUTURA DAS PORTARIAS (com base na Lei Complementar n. parágrafo: Unidade complementar para apreensão do unidade complementar sentido. O texto da ementa é entre o centro e a margem direita. Preâmbulo (parte inicial da portaria) 1. . é facultativa a apresentação considerandas algumas das – Órgão ou cargo que promulgou.1. Síntese do conteúdo / negrito. Termina com ponto ou dois pontos / possuem uma única frase / sentido completo.

resolve (. consignação do local. do Regulamento da Organização Básica do CBMDF. 47. .º 16. Uma utilização bastante recorrente no CBMDF é a referência errada a incisos e alíneas.1.). 26 Ver o item 3.5 que trata da formatação da nota de boletim neste manual. aprovado pelo Decreto n. para posterior publicação26. de 4 nov.º 16.036. Fecho 3. inciso: explicita normas.. resolve (.). no uso das atribuições que lhe compete o art. do Regulamento da Organização Básica do CBMDF.. respectivamente.. letra b. data e assinatura da autoridade que promulga a lei / após o último artigo. 97. 47. 97. Perceba a diferença no seguinte exemplo: O Comandante-Geral. aprovado pelo Decreto n.3.6. incisos IV e V. 2. 2.. alínea b. (letra minúscula). alínea: Completa o sentido do caput ou do parágrafo / para melhorar o sentido faz-se um desdobramento.27 2. complementa o inciso Algarismo romano seguido de travessão. itens IV e V..2. as portarias são redigidas em formato de nota de boletim. de 4 nov.1. números: complementa a alínea (números arábicos) 3.3. os quais são tratados como itens e letras.3. O certo seria: O Comandante-Geral.036.1. Como é um ato administrativo que implica publicidade. no uso das atribuições que lhe compete o art.

2007. do Regulamento da Organização Básica do CBMDF. passará a ser cumprido na forma que se segue: I – Segundas. quartas e quintas-feiras: a) 1º expediente – das 9h às 12h. de 26 mar. O COMANDANTE-GERAL. b) 2º expediente – das 13h30min.º 6. 2007. como acontece com o Manual de Redação da Presidência da República e da Instruções Gerais para a Correspondência. 9 de abril de 2007.. de 20 mar. que alterou o horário de expediente administrativo da Corporação. 2º A contar da presente data. Revoga a Portaria n. as Publicações e os Atos Administrativos no âmbito do Exército. II – Sextas-feiras: das 9h às 13h. posto QOBM // matrícula) Comandante-Geral do CBMDF “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM Neste manual não serão estabelecidas formatações referentes a distâncias em centímetros de cada margem ou do símbolo ao texto etc.º 6. incisos I.º 7. II. de 26 mar. aprovado pelo Decreto n.º 60. terças. publicada no item VII do BG n. V e VII. 1º REVOGAR a Portaria n.27 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO PORTARIA DE REVOGAÇÃO27 Portaria n. de 4 nov. o horário de expediente administrativo da Corporação. 1994. 27 . 3º Esta Portaria entrará em vigor a contar de sua publicação. (nome completo. A preocupação se fixará nas partes que compõem os atos e a formatação sobre os espaçamentos obedecerá a melhor estética. no uso das atribuições que lhe confere o art.036. e estabelece o horário de expediente administrativo da Corporação. resolve: Art. 2007. Brasília-DF. 47. de 9 de abril de 2007.º 16. Art. Art. às 17h.

Despacho É o ato administrativo que contém a decisão das autoridades administrativas sobre o assunto submetido à sua apreciação. o despacho será considerado como movimentação a ser exposta durante a tramitação do documento. . no entanto. pois pode deliberar para autoridade ou órgão competente que decidirá sobre a questão. geralmente. No CBMDF. Alguns são feitos com uso de carimbos. que o Comandante-Geral utiliza o despacho decisório. geralmente. conforme o exemplo: CBMDF – AG PROT. mas para efeito deste manual. 3) geralmente é manuscrito. sendo. Podem-se resumir as características do despacho da seguinte forma: 1) é breve e fundamentado em informações ou parecer. Nem sempre representa decisão a respeito do assunto apreciado. o qual é numerado e objetiva avaliar e deliberar sobre solicitações.2. N. não há normatização quanto a esse expediente. 5) o formulário pode ser carimbado.1. AO: _________________________________________ PARA: _______________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ Em _____/______/_______ ASS. outros de maneira aleatória. não aparece numerado. feito no próprio documento que originou a apreciação.1. 4) não é publicado. 2) consta do corpo do processo (quando houver). uma vez que ele.29 3..º _________/_____/______ às ___h____ min.:_________________________________________ Cabe ressaltar.

30 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO DESPACHO nº 124/2007-Gab./Cmte. determino à Seção de Assessoria Jurídica: 1) apreciar juridicamente o Processo n. 9 de abril de 2007.º 3. 01111-X.-Geral Ref.2007.53.2007.759/2007-DP Assunto: matrícula no Curso de Formação de Cabos/2007 Interessado: Soldado AKIL DA SILVA.53 De acordo com as questões formuladas pela praça solicitante no requerimento que originou o Ofício n.. Processo n.º 3. posto QOBM/QBMG // matrícula) Comandante-Geral do CBMDF “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM . a este Comando. (nome completo.: Ofício n.º 25. Brasília-DF. matr.759/2007-DP. e 2) enviar relatório no prazo de 20 (vinte) dias. não prorrogáveis. Cumpra-se. de 5 de abril de 2007.º 25.

sendo denominado como NOTA DE INSTRUÇÃO.31 3.1. também. É utilizada. 3) finalidade (ementa). determina a realização de certo serviço ou regulamenta procedimentos para a sua execução. ano e órgão que a gerou ao centro. seguida de número. esse expediente é bastante produtivo para regulamentar a efetivação de solenidades. para assuntos normativos. 4) referência (fundamentação legal). A ordem de serviço precisa conter: 1) cabeçalho (conforme modelo já exposto neste manual). a fim de cumprir determinada missão.. 6) fecho. .1. além de outras autoridades de nível hierárquico equivalente. orienta as unidades orgânicas e/ou subordinados quanto ao desempenho de suas funções.3. 2) denominação do ato ORDEM DE SERVIÇO. Ordem de Serviço É o ato administrativo mediante o qual o titular da OBM. No CBMDF. e 5) atribuições. Consiste no estabelecimento de encargos para unidades orgânicas e/ou militares subordinadas. de pessoal e administrativos.

DIREÇÃO E ESTADOMAIOR NOTA DE INSTRUÇÃO Nº 3/2007-CAECDEM/DEI SOLENIDADE DE ENCERRAMENTO DO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS COMBATENTES (CAO/Comb/2007) 1) Finalidade Regular a solenidade de encerramento do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais Combatentes a ser realizada no dia 6 de novembro de 2007. 3) Programação (especificação da data. como regulamentando um dispositivo legal.) 5) Desenvolvimento da Solenidade (pormenorizado dos acontecimentos previstos. uniforme etc. para que a solenidade transcorra como previsto).. horário.) 4) Treinamento (especificação da data. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) Função da autoridade “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM Embora esse expediente seja quase sempre utilizado para normatizar e pormenorizar solenidades no CBMDF. conforme o seguinte modelo: . horário.32 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DIRETORIA DE ENSINO E INSTRUÇÃO CENTRO DE ALTOS ESTUDOS DE COMANDO. dessa forma terá uma outra estrutura. 2) Referência (fundamentação legal). bem como de sua seqüência) 6) Atribuições (encargos a diversos órgãos da Corporação. uniforme etc. (nome completo. ele pode ser aproveitado em outros campos.

conforme a Portaria n.33 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL ORDEM DE SERVIÇO N. 2) ORIENTAR os diretores. de ___% de militares em exercendo as suas atividades.036. e considerando: – que no período de dezembro a fevereiro de cada ano ocorre uma demanda acentuada de militares que entram em gozo de férias. Os casos especiais serão avaliados apenas pelo Chefe do EstadoMaior-Geral. no uso de suas atribuições que lhe confere o art. de 4 nov. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) Comandante-Geral do CBMDF “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM .º 21. o Corpo de Bombeiros precisa. – que. 3) Esta Ordem de Serviço entra em vigor na data de sua publicação. DE 5 DE JANEIRO DE 2007. 1994. 47 do Regulamento da Organização Básica do CBMDF.º 16.º 3. comandantes e chefes que atentem para a proibição. aprovado pelo Decreto n. O COMANDANTE-GERAL.. quanto para os que receberam a concessão. no período de dezembro a fevereiro de cada ano. resolve: 1) PROIBIR a concessão de dispensa recompensa nesse período. de _____. Disciplina a concessão de dispensa recompensa no âmbito do CBMDF. no mínimo. pois a não obediência acarretará em sanções disciplinares tanto para as autoridades que concederem a dispensa. 4) Revogam-se as disposições em contrário. (nome completo. – que a sobreposição do número de militares em gozo de férias com o de dispensa recompensa acarretaria em um déficit significativo para a Corporação.

Segundo Eli Lopes Meireles (2003).1. a qual será evidenciada por meio de nota de boletim. Os pareceres jurídicos emitidos pela Seção de Assessoria Jurídica do CBMDF estão incluídos nessa categoria.1. O parecer pode ser técnico ou normativo. os quais só poderão ser contestados por pessoas igualmente qualificadas.2. em norma de procedimento interno.28 Dessa forma. não podendo ser contrariado por leigo ou. infere-se que o parecer é o meio pelo qual determinada atitude da administração será tomada. a solução para a situação. mesmo. pois assessora o agente público a tomar as decisões que o caso necessita. 28 Conforme decisão do STF. 3. por superior hierárquico. Dessa forma. Parecer É um ato do agente público sobre determinado processo. Nessa modalidade de parecer ou julgamento não prevalece a hierarquia. o parecer técnico É o que provém de órgão ou agente especializado na matéria. Já o parecer normativo é convertido. publicada na Revista de Direito Administrativo (RJ) 80/136. O uso de parecer é bastante importante. baseado na análise do caso e indicada. despacho decisório ou qualquer outro expediente com essas características.34 3.2. a qual precisa estar justificada com dispositivos legais e informações relevantes. . Enunciativos Compõem essa categoria todos os atos que se restringem a emissão de opinião sobre determinado assunto ou declaram um fato com base em dispositivos legais. posteriormente.1. pois não há subordinação no campo da técnica. depois de aprovado pela autoridade. implica-se que somente pessoas capacitadas sobre determinado assunto poderão emitir parecer técnico..

Fulano de Tal. Processo n.º _________. _____ de ___________ de ____ (nome completo. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) cargo da autoridade Aprovado pela Diretoria de Pessoal Em ___/____/_____ (nome completo. Interessado: _________. HISTÓRICO II. Brasília.35 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL PARECER N. I.. CONCLUSÃO É o parecer. ANÁLISE III. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) cargo da autoridade “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM .º _____/______-.

refere-se ao relatório de viagem. deve-se entender por relatório o “documento através do qual se expõem os resultados de atividades variadas”. ocorrência ou se expõe a execução de uma missão ou de um serviço. no CBMDF. circunstanciada. O conteúdo do relatório. no qual o autor deve expor os acontecimentos e suas avaliações sobre a viagem.2. 2) parte expositiva (assunto propriamente dito do relatório). geralmente. É um documento de circulação interna em que a exposição escrita. função ou desempenho de atribuições.2. O relatório possui as seguintes partes: 1) cabeçalho (destinado à identificação).36 3. informativo e apresentável. visto que.1. O destinatário deve figurar sempre no canto inferior esquerdo da primeira página. Relatório Segundo Martins & Zilberknop (2001: 252). acontecimentos e fatos.. 3) conclusão. e 4) fecho. ela tem objetivo o estudo. mas deve ser objetivo. os assuntos e a periodicidade devem ser determinados por autoridade competente. deve ser dirigida ao superior hierárquico para relatar a execução de atividades. Uma utilização bastante freqüente desse expediente. no qual se narra uma atividade. . qualidades que só são atingidas se o seu autor demonstrar capacidade para tal. Não é simplesmente a relação de fatos. bem como quando no exercício de cargo.

ALÉXIS VICTOR DA SILVA – 2º Sgt. Senhor Diretor. observado (especificação dos acontecimentos e das Atenciosamente. realizei viagem de estudos para o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Como conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS/2007). 01012-1 Senhor Fulano de Tal Diretor de Ensino e Instrução NESTA . 10 de dezembro de 2007.37 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO RELATÓRIO N.. Brasília-DF. QBMG-1 Matr. Sendo observações).º 10/2007-ALCL Assunto: Viagem de estudos ao CBMERJ.

mas visa municiar a autoridade destinatária de dados que a levem a tal fim. A diferença entre esses dois atos está no fato de que a informação não tem em si a tomada de decisão.1. por meio do raciocínio lógico. pois também tem como objetivo a análise e equacionamento de problemas de maior complexidade. a especificação do assunto e qual a documentação que a gerou.. Informação A informação é um ato administrativo que visa esclarecer. uma determinada situação à autoridade a qual é destinada. É semelhante ao ato administrativo “estudo” utilizado pelo Exército Brasileiro.38 3. É composta de algumas partes como: do pedido.3. dos dados do solicitante. dos fatos e conclusão. De uma forma geral. da regulamentação.2. a informação possui um cabeçalho. . de forma minuciosa.

III. Brasília-DF.39 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO INFORMAÇÃO n. à luz da administração pública e da legislação em vigor). I. II.° 2/2007-Gab. Conclusão (posicionamento do autor quanto ao caso. QBMG-1 Matr.001. Referência: Processo 53. 1º de fevereiro de 2007./Cmte-Geral. Assunto: concessão de férias. Dos dados do militar (informações relevantes ao caso). V. Dos fatos (informações relevantes ao caso).364/2007. IV. Do pedido (especificação do objeto). 02222-1 Senhor Fulano de Tal Secretário do EMG NESTA . Senhor Secretário do EMG.. (amparo legal ao deferimento ou LAÍS DE SOUZA – 1º Sgt. Da regulamentação indeferimento).

não há essa necessidade. não há a construção de parágrafos. Com o advento da informática. geralmente é escrita a mão pelo secretário em livro próprio (com folhas numeradas e rubricadas).40 3. . No entanto. aceita-se que a ata seja transcrita digitalmente. por isso.3. A ata precisa de um termo de abertura e encerramento. Já em caso de digitação. sessão ou reunião para um determinado objetivo. expressões coloquiais.. ata é um resumo de fatos e decisões que aconteceram em uma assembléia. Os números devem ser escritos por extenso. Ata Em síntese. uma vez que todos deverão assiná-la ao final.1. contanto que se tenha o devido cuidado com o arquivamento e com possíveis fraudes ou alterações não conhecidas pelos membros da reunião. cabendo ao secretário retificar dentro do próprio corpo do texto as alterações aceitas. assembléia ou sessão. De assentamento 3. uma vez que o texto não permite a sua adulteração. deve-se evitar abreviações. Possui valor jurídico.1. os espaços para os parágrafos. a variante da Língua Portuguesa adotada é a padrão. devendo seguir texto contínuo em um único bloco paragráfico.3. deve ser escrita de tal forma que nada seja alterado ou modificado sem o consentimento dos participantes do evento. o tempo verbal utilizado na ata é o pretérito perfeito do indicativo.1. quando escrita a mão.

A seguir. Secretária.º 35-IBAMA. Presidente e demais participantes. Cap. lavrei a presente Ata. CAIO SILVESTRE. Assinaturas: “Brasília . SARA SANTIAGO. que presidiu os trabalhos. no Salão de Apoio do Quartel do Comando-Geral. Lida pela secretária.. nesta cidade. presentes os seguintes oficiais: Cel RAFAEL VASCONCELOS DA SILVA. Maj. Subcomandante do CBMDF. o Presidente declarou encerrada a sessão e convocou os presentes para a próxima reunião. GUSTAVO NUNES. SARA SANTIAGO que secretariou a 13ª sessão ordinária do ano. respectivamente. ANA CAROLINA MACHADO.Patrimônio Cultural da Humanidade” . do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Secretaria do Meio Ambiente Ciência e Tecnologia (SEMATEC). Eu. Maj. a ata da sessão anterior foi aprovada sem restrições.º Aos 17 dias do mês de outubro do ano de 2007. e a Cap. O expediente constou da leitura de ofício e parecer recebidos. que assino com o Sr. foi unanimente aprovado o Parecer n. Na ordem do dia. às 14horas. no dia 15 de dezembro de 2007.41 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO ATA N. Cap.

endereço). De correspondência Os atos que têm por objetivo maior estabelecer comunicação entre pessoas. dentro de sua respectiva ordem hierárquica.5.1.4.29 Esse ato administrativo possui a seguinte estrutura: 1) designação do órgão. Já para a certidão. 3) numeração/ano. casamento. 5) vocativo.5. a exposição de motivos.. a mensagem. há a de nascimento. e 29 Definição retirada do Manual de Comunicação Oficial do Governo do Distrito Federal. 9) nome. de óbito etc. São exemplos deste grupo: o aviso. local e data na mesma direção. posto/graduação e matrícula. sendo que a diferença entre eles é que o primeiro atesta a verdade referente a determinado fato transitório. no HFA e atestado de saúde. Comprobatórios São aqueles que servem como prova para determinado fato. 3. o ofício.1. 8) assinatura. órgãos ou entidades são classificados como sendo de correspondência. . 4) destinatário (nome. 2) denominação do ato CARTA. 6) texto (exposição do assunto).42 3. 7) fecho. São exemplos de atestado: comparecimento na Policlínica.1. Como tipos de documentos comprobatórios têm-se o atestado e a certidão. a circular. enquanto a outra atesta fato permanente. Carta Entenda-se como carta A forma de correspondência por meio da qual os dirigentes da Administração do Distrito Federal se dirigem a personalidades e entidades públicas e particulares para tratar de assunto oficial. o memorando. cargo. 3. a carta.1.

por isso. as autoridades entendem que o ato administrativo “ofício” atende às necessidades e. para efeito deste Manual. no entanto. . o ofício tem incorporado as atribuições da carta e a substituído.43 10) cargo. por se tratar de assunto oficial. será exposto modelo também desse ato. No Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. esse expediente praticamente não é utilizado.. pois.

O fato de pessoas que não possuem por obrigação tal atividade nos serve de alento e dá mais força no combate aos vários focos que aparecem diariamente. que não estamos sozinhos e queremos desejar não só a Vossa Senhoria. Cmdo. Sabemos.º 153/2007-Gab.Patrimônio Cultural da Humanidade” . São atitudes como essas que nos mostram o quanto a população está preocupada não só com o meio-ambiente como em nos ajudar nessas missões. RUBEM FERREIRA Síndico do Ed. 701 Senhor Síndico. 7 de outubro de 2007. na semana passada. realizações por toda a vida.-Geral Brasília-DF. agora. Morada dos Nobres SQS 313 Bloco W Apto. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) Comandante-Geral do CBMDF “Brasília .. votos de saúde.44 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL CARTA N. mas a todos que se mobilizaram para nos ajudar. Atenciosamente. (nome completo. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal agradece o apoio que recebeu de Vossa Senhoria e dos brigadistas voluntários no incêndio no Parque Nacional de Brasília.

2. Ela possui a mesma estrutura do “ofício”. geralmente. Circular São atos administrativos de mesmo teor destinados para vários funcionários ou órgãos administrativos incumbidos de certo serviço ou do desempenho de certas atribuições em circunstâncias especiais.5. por meio de sua publicação em boletim. . a qual acaba por economizar recursos materiais e humanos.1. é trocada pela ordem de serviço. além de ser conhecida ao mesmo tempo por todos os órgãos interessados.. Em virtude de possuir a característica de mesmo conteúdo para conhecimento de várias seções e unidades do CBMDF.45 3.

solicito a Vossa Senhoria que sejam recolhidos de todos os militares sob sua responsabilidade os aparelhos celulares. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) Comandante-Geral do CBMDF “Brasília . À medida que os aparelhos forem devolvidos será procedida a entrega dos novos equipamentos da empresa de telefonia celular Fulana..Patrimônio Cultural da Humanidade” .-Geral Brasília-DF. A entrega dos equipamentos deverá acontecer até o próximo dia 23 de outubro deste ano. no Protocolo-Geral. Atenciosamente. a qual venceu a licitação para prestação de serviço móvel para esta Instituição. juntamente com seus acessórios. Ao Senhor Fulano de Tal Diretor de Saúde NESTA Senhor Diretor. Cmte. (nome completo. 7 de outubro de 2007.º 253/2007-Gab. Em virtude do cancelamento do contrato com a Empresa de Telefonia Celular Tal.46 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL CIRCULAR N.). militar encarregado etc. mediante relação com as especificações do celular (número.

a característica importante de expor de forma eficaz os fatos e dados será considerada principalmente na elaboração do ato administrativo “informação” (ver item 1. . prevê a utilização da exposição de motivos vinculando-a ao expoente máximo do Governo do Distrito Federal: o Governador. Memorando Segundo o Manual de Redação da Presidência da República: Memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão. O Manual de Redação Oficial do Governo do Distrito Federal.. não será possível a sua utilização pelo CBMDF.3..1. pois em geral.1. Essa documentação tem um formato semelhante ao utilizado para o ofício e pode conter anexos para corroborar a justificativa para a tomada de determinada atitude por parte do Presidente da República. que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. a enumeração dos fatos e dos dados é utilizada para sintetizá-los e pontuá-los de tal forma que a autoridade para quem é destinada à comunicação tenha uma maior visibilidade sobre o assunto e possa deliberar com maior propriedade. Trata-se. 15. De outra forma.3). vem diluída em notas de boletim.2. ofícios.4. a exposição de motivos utilizada por militares do CBMDF não possui numeração. Devido à especificação inerente ao ato administrativo denominado exposição de motivos que é ser destinado ao Presidente ou ao Vice-Presidente. como foi anteriormente relatado. estariam autorizados os secretários e autoridades de igual nível hierárquico. Manual de Redação da Presidência da República.5. todavia. de uma forma de comunicação eminentemente interna.31 30 31 Manual de Redação da Presidência da República. a exposição de motivos é um ato administrativo dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente elaborado por Ministros de Estado30. portanto. possivelmente numa analogia ao Manual de Redação da Presidência da República. sindicâncias etc. 3.47 3. p.5. Exposição de motivos Ao contrário do que eventualmente se pratica no âmbito do CBMDF. Dessa forma.

será adotado o uso do Memorando no lugar do que atualmente se denominam “ofício interno”. diretrizes etc. por isso..48 - É o documento empregado para exposição de projetos. Por circular internamente em um mesmo órgão. devendo ser utilizado o próprio documento para despachar sobre o assunto. nas instituições militares o memorando foi muito utilizado como forma de obter justificativas para atrasos. uma vez que ele requer um retorno rápido sobre o assunto que é tratado e. pois a característica principal do memorando é a agilidade. deve ser aplicado para atingir esse objetivo. utilização que deve ser repensada. no entanto. os quais não serão mais utilizados no CBMDF. . idéias. “parte” e “encaminhamento”. faltas e não cumprimento de missões por parte de militares.

assim sendo.49 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO MEMORANDO N. PARA: o Senhor Ten-Cel QOBM/Comb. Comandante do CSM. solicito o recolhimento dos materiais carga que estavam sendo usados na Comissão Permanente de Tomada de Contas Especial/Material Carga a esta Ajudância-Geral. (nome completo.º 2.. informo a Vossa Senhoria que os materiais em questão pertencem à carga desta Ajudância-Geral. para que serem conferidos e reutilizados de acordo com as nossas necessidades.º 244.2 do item VIII. de 28 de dezembro de 2006. Atenciosamente.º 10/2007-AG Brasília-DF. 9 de janeiro de 2007. De acordo com o que fez público o n. posto QOBM // matrícula) Ajudante-Geral “Brasília . publicado no BG n.Patrimônio Cultural da Humanidade” .

PARA MENSAGEM INCOMPLETA FAVOR CONTATAR (61) 3343-9087 GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL SAM BLOCO ‘D’ MÓDULO ‘E’ CEP 70620-600 ENDEREÇO ELETRÔNICO: cmtgeral.br Fone: (061) 3901-8585 FAX Nº 1/2007-Gab. o custo será de uma ligação interurbana ou internacional).. Mensagem (fax) Não há a utilização desse expediente na Corporação. se em outro estado ou país.º 2/2007/SEDEC/SAA/MI [ assinatura ] ELOÁ VOGADO DA SILVA Secretária do Gabinete .5. o envio de documentos por meio dessa tecnologia não terá a “folha de rosto”. sendo utilizado o envio de documentos (ofício. Essas informações serão incluídas no cabeçalho do documento ou em um pequeno pedaço de papel à parte (não em uma folha inteira de papel) quando não for possível a inserção desses dados no documento. com o objetivo de agilizar a tomada de determinada providência imediatamente. parecer. que usualmente é caracterizada pelo envio de uma folha tamanho A4 que especifica o número de folhas do documento e para quem ele é destinado. Com o objetivo de diminuir gastos desnecessários. até que o documento original seja entregue via postal ou por malote.secretaria@cbm. portaria etc) via fax símile.gov.1. Deve-se ressaltar o fato de que a transmissão de fax possui o custo da ligação telefônica (se o destinatário estiver em Brasília.50 3.df. Cmte-Geral Do: Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal À: Secretaria Nacional de Defesa Civil Referência: Ofício Circular 2/2007/SEDEC/SAA/MI DATA: 3 de janeiro de 2007 Nº DESTINO 61 3331-3131 Estamos enviando os dados do Comandante-Geral solicitados por meio do Ofício Circular n. a tarifa é normal.5.

matrícula e cargo. 5) assunto. . 8) fecho. também.. 4) cargo do destinatário e endereço alinhado à esquerda.6. seguido da numeração/ano e sigla da OBM/Seção. Sua estrutura possui as seguintes partes: 1) cabeçalho. 3) local e data alinhada com o número do ofício. nome completo.51 3. 6) vocativo. 7) texto. entre as instituições particulares e as pessoas físicas. e.5. e 9) assinatura.1. Ofício Ofício é o documento que tem por finalidade o tratamento de assuntos oficiais entre o CBMDF e os demais órgãos da Administração Pública. 2) denominação do ato administrativo “OFÍCIO”.

relacionados na última reunião do dia 3 deste mês. Ao Senhor Fulano de Tal Secretário de Governo Nesta Assunto: eventos comemorativos do mês de aniversário do CBMDF.52 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL AJUDÂNCIA-GERAL OFÍCIO N. pelo Centro de Capacitação Física e pelo Diretor de Inativos e Pensionistas.º 123/2007-CBMDF Brasília-DF. necessário se faz a publicação de algumas convocações de militares que nos apoiarão durante todo o mês de julho. Senhor Secretário. 5 de junho de 2007. A CAESB se pronunciou positivamente para a doação de água potável para a Corrida do Fogo e para a solenidade de entrega da comenda deste CBMDF.. conforme planejamento. 2. Contatos foram realizados por este Ajudante com a Central de Compras do GDF para garantir a aquisição de estojos para a medalha “Mérito Dom Pedro”. Quanto aos demais eventos. Em virtude dos eventos estabelecidos para a comemoração do mês de aniversário do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. 3. já para o próximo ano. 4. . 1. A escala está sendo providenciada pelo Diretor de Pessoal. informo a Vossa Senhoria que várias atividades estão sendo realizadas para que os eventos transcorram satisfatoriamente.

604). Esse documento visa esclarecer e evidenciar as circunstâncias que cercaram o fato que deu origem ao acidente (art.6.53 (continuação do Ofício n. §3º do Decreto n. Entre eles podemos citar a Parte de Acidente e seus desdobramentos (atestado de origem.6. de 5 de junho de 2007. O . obrigatoriamente. em 48 (quarenta e oito) horas depois do acidente (conforme determinação publicada como item VI do Boletim Geral n. exame de sanidade de acidentados em ato de serviço. todas as medidas estão sendo tomadas para que o mês de julho transcorra mostrando o profissionalismo do CBMDF também na promoção de eventos comemorativos. Comunicação de Acidente A parte de acidente é considerada como sendo um expediente de caráter urgentíssimo devendo ser confeccionada e enviada à Secretaria da Policlínica.1..º 123/2007-AG. Respeitosamente. de 15 de maio de 2006). criados pela necessidade inerente às atribuições da Administração Pública para com a função do bombeiro militar. Outros Há outros atos administrativos bem peculiares utilizados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. folha 2) 5.º 90. 3º. (nome completo. inquérito sanitário de origem).1.Patrimônio Cultural da Humanidade” 3.1.º 26. Como Vossa Senhoria pode observar. posto QOBM // matrícula) Ajudante-Geral do CBMDF “Brasília . a declaração de beneficiário e seus desdobramentos. inspeção de saúde de controle. 3.

.54 autor da parte deve ter consciência de que o teor da descrição poderá prejudicar ou beneficiar o militar vítima de acidente e. são informações básicas de uma pessoa leiga. 4º do Decreto n. por isso.604. é responsável por suas conseqüências. fato que pode ser imputado a ela transgressão à disciplina. Para melhor definição de quesitos importantes para a elaboração da documentação que poderá ou não incorrer na formação de processo sobre o acidente. Todavia.º 26. Cabe salientar que o militar autor da parte não precisa ser formado em Medicina ou outras áreas de saúde. no qual prevê que o acidentado deverá ser avaliado por médico da Corporação. baseado em sua observação do acidente. 32 Entenda-se como atestado de origem o “procedimento administrativo-militar destinado a apurar a materialidade e a natureza dos acidentes que. de 23 de fevereiro de 2006. O relato deve ater-se às causas e circunstâncias do acidente. de 23 de fevereiro de 2006). pois o relatório exigido e que deve conter a parte de acidente é preliminar.604. Tal exigência implica na apresentação do acidentado à Secretaria da Policlínica (exceto aquele que estiver internado em unidade de saúde alheia à Corporação). foi sancionado o Decreto n. (art. De uma forma geral. . pois com ele pode-se avaliar também se a vítima concorreu para que o acidente acontecesse. ou seja. na qualidade de testemunha. ela deve ser fiel aos fatos e conter as informações pedidas no modelo constante deste manual.º 26. o qual deverá emitir parecer sobre a necessidade ou não de atestado de origem32. sendo considerados em conseqüência de ato de serviço. isso não diminui a importância desse relato. possam dar origem ao óbito ou à incapacidade física temporária ou definitiva” de bombeiro militar. fatores que influem na sua classificação. como sendo acidente em serviço ou não.

geralmente. Do: Secretário do EMG.604.” O termo o mesmo pode ser retirado sem prejuízo gramatical. Ratificando seu teor. . com a vítima socorrida. 7109-8 ENCAMINHAMENTO AO CHEFE DO ESTADO-MAIOR Brasília-DF./Nome: 2) Posto/Grad. Referência: Instruções Reguladoras dos DSO. e Instruções Complementares aos DSO. além de seu uso ser considerado pobreza vocabular. dessa forma.) (relato com as circunstâncias e natureza do serviço que o acidentado desempenhava no momento do acidente e a parte ou região do corpo lesionada ou atingida). Residencial DADOS DAS TESTEMUNHAS DO ACIDENTE 1) Posto/Grad.. 33 NATÁLIA MARIA DA SILVA – 3º Sgt.55 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL (OBM) COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE N... Outra observação importante a ser ressaltada é que.) vindo o mesmo a cair no solo..º: Órgão de recolhimento: RELATO SUCINTO DO ACIDENTE Comunico a V. aprovadas pela Portaria n. o militar é representado como vítima e pode haver associação.º 1/2006-AG Brasília-DF. sugere-se o uso de militar ao invés de vítima. conforme o seguinte exemplo: “(.. QBMG-1 matr. ___________________________________________ Assinatura 33 Nesse expediente administrativo é recorrente o uso do termo “o mesmo”. em alguns casos. (dia) de (mês) de (ano).: Matrícula/SIAPE: OBM: Telefone OBM: Tel. DADOS DO MILITAR ACIDENTADO Nome: Posto ou grad./Nome: DADOS DO ACIDENTE E ATENDIMENTO MÉDICO Local do acidente: Data do acidente: Hora do acidente: Órgão de Socorro: 1º médico que atendeu: CRM n. em 15 de março de 2006. imprudência ou negligência.º 4. aprovadas pelo Decreto n. de 25/02/2008. Não havendo por parte da vítima imperícia.º 26. de 23/02/2006.Sª que o (.

Após avaliar o militar acidentado. 2) Após publicação e registros.604. aprovadas pela Portaria n. Encaminho a V..º 26. emito o seguinte parecer: ( ) não é caso de lavratura de Atestado de Origem (AO). de acordo com o art. Nome completo / posto / matrícula Diretor de Saúde do CBMDF . (dia) de (mês) de (ano).Sª o presente memorando.604. Nome completo / posto / matrícula Diretor de Saúde do CBMDF QUANDO FOR O CASO DE LAVRATURA DE AO Do: Diretor de Saúde do CBMDF Ao: Senhor _____________________ (Cmte. de 25 de fevereiro de 2008. aprovadas pelo Decreto n. de 23 de fevereiro de 2006. a prova técnica. ( ) não é caso de lavratura de Atestado de Origem (AO). aprovadas pelo Decreto n. Observações (se houver): _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ Brasília. (dia) de (mês) de (ano). Brasília. Diretor ou Chefe da OBM de origem do militar) Retorno a V. para fins de instauração de Procedimento Apuratório de Provas de Autenticidade. por apresentar lesões mínimas. no prazo de 20 (vinte) dias. e as Instruções Complentares aos DSO. ( ) é caso de lavratura de Atestado de Origem (AO). de 23 de fevereiro de 2006. e Instruções Complementares aos DSO.. aprovadas pela Portaria n.º 26. por não apresentar lesões decorrentes do acidente. Anexo a prova técnica para fins de remessa à OBM de origem do militar acidentado. de acordo com as Instruções Reguladoras. 1) Confeccionar o ato pertinente para publicação em boletim geral. anexo.Sª o presente memorando sobre o acidente verificado com o (posto/graduação e nome completo do acidentado). Nome completo / Posto / matrícula Cargo ou função Do: Médico Perito do Dia Ao: Senhor Diretor de Saúde do CBMDF. Brasília.. (dia) de (mês) de (ano). Brasília.56 (VERSO) ENCAMINHAMENTOS/DESPACHOS Do: (Cmte.º 4. Diretor ou Chefe da OBM) Ao: Senhor Diretor de Saúde do CBMDF. de 25 de fevereiro de 2008. (dia) de (mês) de (ano).º 4. arquivar no prontuário nosológico do militar acidentado. Nome completo / posto / matrícula Médico Perito do Dia QUANDO NÃO FOR O CASO DE LAVRATURA DE AO Do: Diretor de Saúde do CBMDF Ao: Senhor Chefe da Seção de Perícias Médicas. 6º das Instruções Reguladoras.

começará.57 3. então. o atestado de origem é constituído de 4 (quatro) etapas sucessivas: 1) provas materiais (objetiva. estabelecer uma relação de causa e efeito entre o serviço que a vítima desempenhava com o acidente sofrido e este com as lesões ou perturbações mórbidas resultantes. 2) homologação (reconhece a natureza do serviço que a vítima se incumbia no momento do acidente. 3) inspeção de saúde de controle (acompanhamento médico do tratamento de saúde da vítima. Atestado de Origem O médico avaliador. procedimentos para arrecadação de dados que fomentação um processo de investigação sobre o acidente. a relação de causa e efeito que possa existir entre as lesões encontradas e as constantes da prova técnica).2. a fim de indicar diagnóstico e estabelecer. Só para se ter uma idéia. opinando pela elaboração do atestado de origem.6. nos pareceres médicos. entre outras coisas. .1. e 4) exame de sanidade de acidentado em ato de serviço (perícia médica final.. na qual consta os procedimentos médicos efetuados e a condição atual da vítima de alta: se curada ou melhorada). bem como sua relação com as lesões ou perturbações mórbidas resultantes.

º da identidade. << Local >>. 2. de 23 de fevereiro de 2006 (anexo I). oportunamente.604. . Ao Sr..º 26. chefe ou diretor >> Com vistas ao cumprimento do inciso III do art. ao procedimento apuratório da prova de autenticidade (art.º de registro profissional do médico>> ____________ em serviço____<< indicar a função que exerce e o local>> _______ certifica que ____<< indicar nome. n. sendo verificadas as seguintes lesões ou perturbações mórbidas resultantes do acidente ___<<descrever as lesões ou perturbações mórbidas no momento dos primeiros socorros médicos e o CID >>_____. 6º das Instruções Reguladoras dos DSO. em ____de ________ de _______ . / identidade / posto ou graduação / função ou cargo / quartel do acidentado >>_______ às ___<<indicar hora / dia / mês / ano do acidente >>________ foi vítima do acidente alegado como em ato de serviço. << comandante. “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço Completo da OBM Telefones e Endereço Eletrônico da OBM 34 Modelo estipulado pelo Decreto n.58 GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR O DISTRITO FEDERAL ATESTADO DE ORIGEM34 PROVA TÉCNICA O abaixo assinado _____<< posto. << Assinatura e posto do médico >> DESPACHO: 1. 9º das Instruções Reguladoras). Ciente. nome e n. [assinatura] Diretor de Saúde Observação: anexar.

de 23 de fevereiro de 2006 (anexo I). n.604. Estado ________ no ____<<local / quartel >> ____. nesta cidade de _________. da(o) _________<< Corporação >> _____. de acordo com a nomeação constante do Boletim n.º da identidade / lotação >>_____ Encarregado: << posto. em face dos seguintes documentos que me foram entregues em ___<< data >>___.59 3. encarregado deste ISO.º ___ de ___<< data >> ____. mês e ano por extenso >>______.3. << discriminar os documentos recebidos >> ________________. nome e n.6. presente ___<< posto e nome do médico >>____.º da identidade. Inquérito Sanitário de Origem GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR O DISTRITO FEDERAL GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR O DISTRITO FEDERAL INQUÉRITO SANITÁRIO DE ORIGEM (ISO)35 Identicação Paciente: _____<< posto ou graduação / nome / n.º de registro profissional do médico >>________ Preâmbulo Aos << dia.º 26. . dou início ao presente Inquérito de Origem.. Assinatura do encarregado do inquérito 35 Modelo estipulado pelo Decreto n.1.

. aos parágrafos e aos artigos da legislação geradora do direito requerido. No requerimento de bombeiros militares e civis do CBMDF. esclarecendo o despacho que foi dado ao requerimento anterior. prorrogáveis por Atestado de origem igual período. até duas vezes. acidente. 3. Provas materiais e Homologação do atestado de origem recebimento. são eles: Documento Procedimento Prazo Confecção e envio do No máximo em 48 (quarenta e Comunicação de acidente Homologação militar autor da parte à oito) horas depois do acidente. a contar da nomeação do encarregado. Conclusão e publicação 20 (vinte) dias após a data do em boletim geral.6. Quando requerer . autoridade competente. Lavratura pelo Diretor 20 (vinte) dias após a data do de Saúde acidente. Requerimento É o documento interno ou externo pelo qual o peticionário dirige-se a uma autoridade para pleitear direitos ou benefícios previstos na legislação em vigor. com linguagem simples e comedida. prorrogável por mais 60 (sessenta) dias. Caso contrário. até duas vezes. Máximo de 120 (cento e vinte) dias. no devido tratamento a que fizer jus a autoridade a quem for dirigido. Realizada pelo Chefe do 5 (cinco) dias úteis a contar do Estado-Maior-Geral. publicada em Inquérito sanitário de origem Conclusão boletim geral. no que se refere ao cumprimento de prazos. O requerimento é redigido em 3ª pessoa.60 - Os atos administrativos relacionados com acidentes de militares em serviço possuem algumas considerações importantes. constarão: a) o requerente deve declarar ser a primeira vez que requer.4.1. informará que ordem seqüencial toma o requerimento apresentado. É fundamentado nos detalhes concernentes às alíneas. prorrogáveis por igual período.

d) a autoridade que primeiro encaminhar um requerimento. e g) é vedado ao militar ou civil dirigir o mesmo pedido. apresentará.estudo fundamentado e sintético sobre o requerido e o parecer da autoridade que presta as informações. sobre o amparo . O encaminhamento contendo essas informações é feito por meio de um primeiro despacho. devidamente registrada. nele inserirá as informações pertinentes. sair da OBM de origem devidamente instruída. e 3. também. a autoridade que indeferir o último requerimento poderá declará-lo encerrado na esfera administrativa. os seguintes dados pertinentes ao assunto do requerimento: 1. Nas informações. conforme o modelo de Despacho de Encaminhamento. Avisos. a mais de uma autoridade administrativa. f) os requerimentos encaminhados em desacordo com a presente publicação serão devolvidos aos interessados. em que o comandante não tenha os subsídios para fundamentar seu parecer. por meio do Despacho de Encaminhamento. posto/graduação ou cargo atual. nas vezes posteriores. c) no caso de peticionário sem vínculo com o CBMDF (procurador legalmente constituído). b) em casos de repetições de requerimentos sobre o mesmo assunto. . Regulamentos. dar entrada na OBM onde o interessado serve ou estiver vinculado para fins de percepção de proventos ou de pensão militar. obrigatoriamente. argumentos ou fatos que justifiquem a revisão do despacho anterior. Deve. sendo encaminhado via cadeia de comando. data de praça..o enquadramento na legislação que ampara ou nega o direito pretendido. simultaneamente. Não residindo o peticionário no Distrito Federal. 2.61 após a primeira vez. salvo os assuntos subjetivos. com todas as informações e documentos necessários à sua apreciação e decisão. efetuará a remessa postal.informações pessoais. matrícula. sobre o requerente . para o Comando-Geral do CBMDF. Portarias do ComandanteGeral ou outros em que se fundamenta a pretensão do requerente. o requerimento dará entrada no Comando-Geral do CBMDF. quando julgados necessários. quanto à pretensão do requerente. citação de Leis. tais como: data de nascimento. entre outras conforme modelo em anexo. constarão. sobre o que requer . e) todo requerimento deve.

em virtude de problemas pessoais. 8 de fevereiro de 2007. Pede deferimento Brasília-DF.. DIRETOR DE ENSINO INSTRUÇÃO Nome: Posto/Graduação: Função: QOBM/QBMG: Lotação: Data de Admissão: Endereço Residencial: Matrícula: IU/SIAPE: Telefone: Requer a Vossa Senhoria que se digne excluir-me da convocação para freqüentar o Curso de Habilitação a Oficiais/Adm. conforme foi publicado no item VI do BG n./Esp. É a primeira vez que requer. 2006./Esp.62 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL OBM Ao Senhor Cel.) do CBMDF. (CHO Adm. [assinatura do requerente] Ciente: [ assinatura ] Chefe Imediato . QOBM/Comb. de 10 nov. Nestes termos. a ser realizado no 1º semestre de 2007.º 213.

em negrito. tratam de férias. processos disciplinares etc. centro etc. o modelo não consta deste manual por se tratar de um formulário que. 7) local e data de onde o ato foi assinado (justificado à direita).1. precisa ser modificado para atender a necessidades e procedimentos administrativos decorrentes de mudanças na legislação. os quais são separados e organizados nas cinco partes que compõem o boletim37. pois a função do boletim. aos demais boletins existentes na Corporação. as informações expostas aplicam-se. viagens. 36 Este expediente administrativo está à disposição na Diretoria de Pessoal para os interessados. visto que é um formulário com respostas pontuais.1. A NB contém: 1) o cabeçalho (ao centro e em caixa alta).63 - Trata de um ato administrativo cujo objetivo é a inclusão de beneficiário de militar que o requer. 3. 3) o ato da autoridade que está tornando público o ato (ao centro e em caixa alta).3. declaração e termo de declaração. (à sua esquerda). quando se pleiteia a inclusão. Os assuntos contidos são extremamente diversificados. 37 Embora a inclinação aqui se volte para o boletim geral. . 4) o assunto de que trata a NB (ao centro. quer seja ostensivo (geral ou interno). não raras vezes.6.. 5) enquadramento legal que dá atribuições à autoridade responsável pelo ato (texto justificado. Geralmente está associado a outros atos como o requerimento. terminado com “resolve” em minúsculo). Sua complexidade é mínima. 6) ato realizado pela autoridade (deve ser marcado por verbo no infinitivo. sem muita elaboração textual.5. seguido das demais informações que cercam o ato). Nota de Boletim A nota de boletim (NB) é um ato administrativo que visa a publicidade.5. quer seja reservado. pois geralmente. em parte ou na sua totalidade. 2) o número com a sigla ou abreviatura da seção. pede-se (no caso de menor) assistência pré-escolar e adicional de natalidade.6. diretoria. em caixa alta e negritado na ordem sintática direta). é tornar público atos dos mais variados para que surtam os efeitos legais. cursos. Declaração de beneficiário36 .

seguidos de parênteses. 3) se houver listagem de militares estes serão marcados com números ordinais. 4) os nomes dos militares. pensionistas e beneficiários serão grafados em caixa alta.64 8) assinatura e posto da autoridade responsável pela nota. 4) o texto será escrito em arial. . elas devem ser marcadas com números cardinais.. a NB seguirá a seguinte padronização: 1) se houver mais de uma deliberação no mesmo ato. seguido de parênteses e sublinhado. seguidas de parênteses. não sendo marcado o nome de guerra. 2) desmembramento de atos deverá ser marcado pelo uso de subitem. espaço simples. 3) se o(s) ato(s) gerar(em) conseqüências. seguidos de parênteses. Quanto à formatação. estas deverão ser enumeradas com letras minúsculas do alfabeto. tamanho 12.

38 . GABRIELA OLIVEIRA.1) referentes ao período aquisitivo 2006/2007: 1º) Cb. matr. matr. Nome completo / posto / matrícula Ajudante-Geral do CBMDF A matrícula das praças e dos oficiais será composta de 5 números. 2007. a falta de número será preenchida com zeros. matr.65 GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL AJUDÂNCIA-GERAL NB N.036. 2007. 00321-X. SIAPE 000000. 03074-1.. 02910-738. matr. de 4 nov. Tal convenção se dá para manter uma uniformidade entre esses elementos. do Regulamento da Organização Básica do CBMDF. Em conseqüência: a) os interessados tomem conhecimento e providências cabíveis.º 16. Brasília-DF. b) a conferência da documentação foi realizada pela Secretaria da AG. de 2 out. QBMG-1 PRISCILA SANTANA. QBMG-1 LINDSEY DA SILVA. SIAPE 000000.2) referentes ao período aquisitivo 2007: 1º) 1º Sgt. no uso das atribuições que lhe confere o art. 2007: 2. SIAPE 000000. 15 de outubro de 2007. seguida de dígito. 1994. 09498-0.º 68/2007-AG ATO DO AJUDANTE-GERAL CONCESSÃO E RETIFICAÇÃO DE FÉRIAS DE MLITARES O AJUDANTE-GERAL.1) Onde se lê: a contar de 15 dez. publicadas no item V do BG 200. 2) RETIFICAR as férias concedidas a 1ª Ten.2) Leia-se: a contar de 31 dez. QOBM/Comb. aprovado pelo Decreto n. 2º) Sd. 56. 1. incisos de I a XII. QBMG-2 FRANCISCO VANDERLEI. 2. resolve: 1) CONCEDER 30 (trinta) dias de férias aos seguintes militares: 1.

De uma forma geral. não existe padronização da correspondência virtual da Corporação. centros e seções que compõem o CBMDF.. de certificação digital. para evitar problemas de incompatibilidade de programas de informática (softwares). o que elimina os disquetes utilizados nesse processo. em parceria com o Centro de Informática. Centros e Companhias do CBMDF Como o serviço virtual da Corporação para envio de documentação é ainda pouco efetivo.gov. Dessa forma. A correspondência virtual da Corporação Atualmente. Soma-se a esse contexto o fato de que a documentação virtual precisa. só o Centro de Informática pode gravar (download) programas. sendo apenas utilizado esse espaço para a tramitação dos boletins da Corporação. A utilização de e-mails oficiais da Corporação para envio de documentos se mantém restrita às notas de boletins para publicação no boletim geral.br. para ter valor legal. disponibiliza para os militares da Corporação a opção de receber o boletim geral via correio eletrônico (e-mail). como também não existe nenhum tipo de controle nesse campo. É da competência desse Centro a atualização diária da intranet. A Ajudância-Geral. o responsável pelo órgão deve se encaminhar ao Centro de Informática e solicitar o serviço. . 4. O Centro de Informática. Para obter um endereço eletrônico com a extensão cbm.df. uma vez que não se é mais impressa cópia dessas publicações. talvez em virtude da pouca divulgação dos endereços eletrônicos das diretorias.66 - 4. no entanto. tem realizado um trabalho no sentido de canalizar todos os esforços para que os equipamentos de informática existentes na Corporação sejam utilizados de forma consciente e em prol do bem público.1. Lista de endereços eletrônicos oficiais de Seções. a utilização de documentos virtuais ainda é pouco explorada no CBMDF. O cadastro é feito no Centro e o envio é de responsabilidade dos militares da Ajudância-Geral. Estão listados abaixo os endereços eletrônicos oficiais existentes na Corporação. Diretorias. sítio (site) de informações variadas de acesso a militares do CBMDF.

boletim@cbm.emg@cbm.br Comissão de Promoção de Praças – cpp@cbm.gov.gov.67 Comandante-Geral – cmtgeral@cbm.gov.br 1ª Seção do Comando Operacional – comop.df.df.df.fichario@cbm.br 2ª Seção do EMG – emg.gov.df.gov.br Comando Operacional – com.br Seção de Justiça e Disciplina do Cmdo.gov.df. – comop.df.df.gov.df.gov.df.df.gov.gov.gov.gov.df.br Centro de Informática – cinf@cbm.br 1ª Seção do EMG – 1secao.bm4@cbm.df.gov.emg@cbm.df.gov.4secao@cbm.df.df.br Comissão de Promoção de Oficiais – cpo@cbm.br 7ª Seção do EMG – bm7@cbm.br Subcomandante do Comando Operacional – comop.df.br 1ª CRI – 1cri@cbm.gov.gov.5secao@cbm.br 3ª CRI – 3cri@cbm.2secao@cbm.br .df.gov.chefe_em@cbm.br Boletim do Comando Operacional – comop.br Centro de Treinamento Operacional – cto@cbm.br 5ª Seção do EMG – comunicacao@cbm.br 4ª Seção do EMG – emg.gov.df.gov.gov.df.gov.df.br Fichário do Comando Operacional – comop.br Secretaria do Comando Operacional – comop.df.br 5ª Seção do Comando Operacional – comop.gov.br Centro de Operação e Comunicação – cocb@cbm.df.op@cbm.br Chefe do EM do Comando Operacional – comop.gov.df.br 4ª CRI – 4cri@cbm.secretaria@cbm.sejudis@cbm.br Capelania Católica – capelania_catolica@cbm.emg@cbm.df.br Comandante-Geral/Secretaria – cmtgeral.df.df.br 3ª Seção do Comando Operacional – comop.secretaria@cbm.br 6ª CRI – 6cri@cbm.br 3ª Seção do EMG – 3secao. Op.br Chefe do Estado-Maior-Geral – chefe.br Auditoria – auditoria@cbm.df.df.secretaria@cbm.gov.df.1secao@cbm.df.gov.gov.gov.br 7ª CRI – 7cri@cbm.gov.3secao@cbm.br 4ª Seção do Comando Operacional – comop.df.cptceat@cbm.subcmt@cbm.br Corregedoria/Comissão Permanente – corregedoria.gov.gov.df.gov.gov.df.br Centro de Informática/Secretaria – cinf.gov..df.gov.

df.df.df.gov.gov.br 18ª CRI – 18cri@cbm.gov.cmt@cbm.secon@cbm.copas@cbm.gov.gov.br 1º Batalhão de Incêndio/Copas – 1bi.br 1º Batalhão de Incêndio/Sejudis – 1bi.df.df.gov.df.gov.sejudis@cbm.br 11ª CRI – 11cri@cbm.br 1º Batalhão de Incêndio/Comandante – 1bi.sucav@cbm.subcmt@cbm.df.sepag@cbm.df.semopro@cbm.br Seção de Controle/DS – ds.gov.df.br Diretoria de Saúde – ds@cbm.br 1º Batalhão de Busca e Salvamento – 1bbs@cbm.df.df.df.gov.df.br 17ª CRI – 17cri@cbm.gov.gov.df.gov.gov.gov.br 1º Batalhão de Incêndio/Central de escalas – 1bi.br 14ª CRI – 14cri@cbm.gov.br 1º Batalhão de Incêndio – 1bi@cbm.df.gov.df.gov.br 19ª CRI – 19cri@cbm.gov.gov.df.gov.br 13ª CRI – 13cri@cbm.br Centro de Assistência/DP – dp.df.gov.br Seção de Expediente/DP – dp.br 3º Batalhão de Incêndio – 3bi@cbm.br 1º Batalhão de Incêndio/Secretaria – 1bi.ca@cbm.gov.gov.br 10ª CRI – 10cri@cbm.df.gov.df.688ª CRI – 8cri@cbm.df.br 15ª CRI – 15cri@cbm.df.gov.df.br Seção de Pagamento/DP – dp.br Seção de Movimentação/DP – dp.br Seção de Justiça e Disciplina/DP – dp.df.df.df.secretaria@cbm.df.df.df.br .gov.gov.br 4º Batalhão de Incêndio – 4bi@cbm.br 21ª CRI – 21cri@cbm.df.df.sejudis@cbm.gov.br 1º Batalhão de Incêndio/SMT – 1bi.df..br 2º Batalhão de Busca e Salvamento/EM – 2bbsem@cbm.df.centralescalas@cbm.br 12ª CRI – 12cri@cbm.br Seção de Cadastro de Avaliação/DP – dp.br 1ª CIGS – 1CIGS@cbm.br 1º Batalhão de Incêndio/GST – 1bi.gov.gov.br 1º Batalhão de Incêndio/Subcomandante – 1bi.smt@cbm.gov.br 3º Batalhão de Busca e Salvamento – 3bbs@cbm.gov.expediente@cbm.gov.gst@cbm.df.gov.

bem como torná-las oficiais para fins de pagamentos de férias regulamentares.df. a terceira versa sobre “Assuntos Gerais e Administrativos”.br Centro de Suprimento de Materiais – csm@cbm.gov.gov. Os boletins possuem cinco partes: a primeira parte refere-se ao “Serviço Operacional”. 39 . ao “Ensino e Instrução.gov. as de sargento.df. além de expor atos normativos emanados pelo Comandante-Geral.df.df.gov.gov.br Diretoria de Inativos e Pensionistas – dip@cbm.df.gov.ajudancia@cbm. diárias ou simplesmente para conhecimento de escalantes e chefes sobre afastamentos de militares.br Administrador do sistema – administrador@cbm.df.df. a quarta sobre “Elogios e Punições”39 de militares.br Diretoria de Finanças – dif@cbm.multas@cbm.gov. Punições e assuntos referentes à justiça militar ou civil de soldados e cabos são comunicadas no boletim geral.gov.gov.br 5.df.df.gov. por meio de suas portarias.gov.br Diretoria de Ensino – de@cbm.br Força Tarefa – ft@cbm. Os boletins da Corporação A Corporação possui algumas publicações que são utilizadas para comunicar as decisões que foram tomadas por diretores e comandantes.df. e a quinta à “Comunicação Social”.gov.. no boletim reservado.69 Diretoria de Serviços Técnicos – dst@cbm. seguida dos “Ineditoriais”.gov.br – ajudancia. praças especiais e oficiais.gov.df.df.br Boletim Geral – boletim.br Diretoria de Apoio Logístico – dal@cbm.gov. a segunda.pagamento@cbm.dst@cbm. Técnicos/Credenciamento – credenciamento.br Diretoria de Serviços Técnicos/multas – dst.df.nb@cbm.df.br Ouvidoria – ouvidoria@cbm. concedidos pelos mais variados motivos com duração igualmente variada.df.br Diretoria de Inativos e Pensionistas/Pagamento – dip.br SAER – saer@cbm.br Diretoria de Serv.

O boletim geral 40 No boletim geral. de 11 de julho de 2001. A circulação acontece em todos os dias úteis e acontece por meio virtual na página da internet (intranet) da Corporação. As autoridades que podem publicar matérias no boletim geral estão definidas no Regulamento da Organização Básica do CBMDF.036. de 18 de agosto de 2003). as deliberações do Comando-Geral. Diretor de Serviços Técnicos. A entrega das matérias a serem publicadas no BG deverá obedecer ao prazo de 72 (setenta e duas) horas de antecedência para a publicação. Diretor de Apoio Logístico. Diretor de Pessoal.º 16. Ajudante-Geral dispostos nessa ordem hierárquica. As quais serão sintetizadas na normatização da nota de boletim. de 15 de agosto de 2003. de 11 de julho de 2001). de 15 de agosto de 2003. sendo limitadas aos seguintes cargos da Corporação: Comandante-Geral.º 40.º 151. Diretor de Inativos e Pensionistas.º 151. bastando ao militar fazer um cadastro na própria página para ter acesso ao seu conteúdo. de 15 de agosto de 2003 (publicada no BG n. cuja entrada no protocolo interno da Secretaria da Ajudância-Geral deverá acontecer nos horários do expediente administrativo vigentes na Corporação. ratificadas no art. Para maiores informações sobre o boletim geral. de 4 de novembro 1994. regula o boletim geral do CBMDF.º 40. Chefe de Gabinete do Comandante-Geral. A responsabilidade pela confecção do boletim geral é da AjudânciaGeral e existem várias publicações sobre a normatização desse serviço – Portaria n. 7º da Portaria n.. Dessa forma.º 40. aprovado pelo Decreto n. da Chefia do Estado-Maior-Geral e Diretorias da Corporação. Portaria n.º 40. Diretor de Finanças. delimitação de atribuições e funcionamento de forma geral. circulação. Chefe do Estado-Maior-Geral e Subcomandante.º 128. cria o suplemento do boletim geral da Corporação da forma como especifica (BG n. principalmente. 40 . Comandante Operacional. consulte a Portaria n. define a competência e a conduta para publicação de matérias e dá outras providências (BG n. e. Diretor de Ensino e Instrução. são tornadas públicas informações de caráter ostensivo. Diretor de Saúde.70 5. Auditor. de 18 de agosto de 2003).1.º 24. apenas as matérias consideradas urgentes pelo Comandante-Geral formarão a exceção a essa norma definida pela Portaria n. de 15 de agosto de 2003.

as autoridades recebedoras do boletim reservado41 deverão repassar as cópias sob o seu controle para a 2ª Seção do EMG para incineração. a publicação do boletim reservado é competência da 2ª Seção do EMG. sendo disciplinado o seu acesso. prisão ou comparecimento para prestar depoimento e declaração por solicitação de autoridade pública competente. Para efeito de padronização. ele teve apenas alguns números e sua circulação também não atingiu a todos os militares da CBMDF. Diretor de Serviços Técnicos. referentes a punições. recebem o boletim reservado: Comandante-Geral.2. de 26 janeiro de 2004). e a tiragem é controlada. os oficiais intermediários não podem ler os itens de natureza disciplinar ou judicial relacionados aos oficiais superiores. Comandante Operacional. de acordo com a hierarquia de seus leitores: os oficiais superiores têm acesso a todas as matérias publicadas. Diretor de Finanças. que circula somente em dias úteis e o boletim interno da Academia. possuindo a mesma estrutura do boletim geral.º 5. São eles: o boletim operacional. 5. 41 . na primeira quinzena do mês de janeiro. Chefe de Gabinete do Comandante-Geral. Quanto ao boletim técnico. matérias que poderiam ser veiculadas nele serão incluídas nos boletins geral e operacional e disponibilizadas na intranet. Diretor de Ensino e Instrução. Chefe do Estado-Maior Geral e Subcomandante. dois boletins internos em circulação no CBMDF. referentes ao serviço de investigação do CBMDF. condenação.71 5. ocorrências policiais. Cópias Atualmente. O boletim operacional dá publicidade a assuntos subordinados ao Comando Operacional da Corporação. e às praças especiais. Os boletins internos Existem. por isso. oficialmente. e Ajudante-Geral (Portaria n. subtenentes e sargentos só lêem os itens relacionados ao seu círculo hierárquico. Por se tratar de material reservado. Diretor de Pessoal. os quais incluem os militares. aos oficiais subalternos não são disponibilizados assuntos inerentes aos oficiais superiores e intermediários.3. a formatação do boletim operacional seguirá a mesma do boletim geral. as atividades operacionais a serem desenvolvidas. Diretor de Apoio Logístico. O boletim reservado Por se tratar de assuntos classificados no grau de sigilo reservado.. com exceção das autoridades com poder de publicar matérias. Diretor de Saúde. Diretor de Inativos e Pensionistas.

Chefe de Gabinete do Comandante-Geral. A regulamentação desta publicação foi estabelecida no item IV do BG n. Diretor de Apoio Logístico.. Embora ainda não esteja vinculado ao Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ)42. formulada via requerimento.º 4. de 26 de janeiro de 2004. 6. para os militares interessados. um ano e. a informação sobre a sua circulação é veiculada no boletim geral da Corporação. o Arquivo-Geral está em processo de adequação para adoção da legislação federal e distrital sobre o assunto e de desenvolvimento de uma tabela própria de Ver Decreto n. Chefe do Estado-Maior-Geral e Subcomandante. Diretor de Finanças. Diretor de Inativos e Pensionistas. sendo limitadas ao Comandante-Geral.159. o arquivo das secretarias permanecem durante.073. mediante autorização do Comandante-Geral. pois ela só acontece quando há matéria a ser noticiada. de fotocópias de processos ou arquivos. dessa massa documental. de 30 de janeiro de 2004 (Portaria n.º 5.1. de 8 de janeiro de 1991. de 26 de janeiro de 2004). A circulação não possui uma periodicidade definida. que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados. Diretor de Saúde.º 5. ou seja. Comandante Operacional e Ajudante-Geral. por isso. que regulamenta a Lei n. 42 . geralmente. Diretor de Pessoal.º 20. Arquivamento da documentação O arquivamento da documentação produzida pelo CBMDF acontece de forma descentralizada. 6. As autoridades que podem publicar matérias no boletim reservado estão definidas no art.º 8. no máximo. Quando é procedida a sua confecção. bem como a retirada. precisam ser reavaliados em termos de quais deverão permanecer arquivados e quais deverão ser descartados. de 3 de janeiro de 2002. Diretor de Serviços Técnicos.72 poderão ser tiradas. O Arquivo-Geral O Arquivo-Geral do CBMDF está subordinado à Ajudância-Geral e possui por atribuição arquivar os documentos permanentes da Corporação. cada secretaria desenvolve um arquivo próprio para controle de seus documentos. 6º da Portaria n. devido à falta de espaço. Diretor de Ensino e Instrução.

pois todo ato administrativo que produza efeitos jurídicos. a vida útil de alguns materiais43 enviados para o Arquivo-Geral do CBMDF. Ressalta-se que.2. o que não inclui os fotocopiados.12 deste manual). 23ª ed. cabe salientar que ela possui o seu valor até ser contestada. 2005. o arquivamento só pode acontecer para documentos originais. 6. Dessa forma. Informações sobre arquivamento de documentos No momento do arquivamento. Correspondência: Linguagem & Comunicação (oficial. embora o Judiciário tenha dado fé pública a cópia de documento autenticada por servidor público. 43 . estão automaticamente fora do arquivo permanente todos os documentos que cumpriram o seu trâmite e não possuam implicações jurídicas posteriores. pode ser objeto de revisão jurídica deve ser arquivado. momento em que deve ser apresentado o documento original (ver item 7. 5 anos 30 anos 1 ano 100 anos (máximo) 30 anos (máximo) Dados retirados de Beltrão. 2 anos (máximo) em condições ideais. particular).. ou seja. 5 anos (máximo) em condições ideais. MATERIAL Fax Cópias fotocopiadas (xerox) Cópias heliográficas Fitas de vídeo Meios óticos e digitais Disquete Fotografias em preto e branco Fotografias coloridas VALIDADE 3 a 5 dias (se não exposto ao sol). Exemplo: expediente solicitando a presença da banda de música. de prevenções. o militar deve atentar para a documentação que pode ser arquivada. Odacir & Beltrão.73 temporalidade de documentação. Soma-se às desvantagens. Para efeitos legais. Tal tabela define quais documentos devem ter uma determinada permanência no que se refere ao arquivamento. Mariúsa. São Paulo: Atlas. empresarial. requerimentos solicitando afastamentos que tiveram sua deliberação publicada em algum dos boletins da Corporação.

ressalta-se a quantidade enorme de fotocópias (xerox) encontradas. A formação do gênero feminino no CBMDF Não há uma padronização ou diretriz sobre o assunto.74 Dentre os materiais citados anteriormente. 7. As mulheres entraram no CBMDF em 1993 e. chega-se a encontrar de 3 ou mais cópias do mesmo documento! Além de possuir uma vida útil relativamente pequena (5 anos). três formas distintas para o caso: 1) o soldado Maria. Sendo até utilizada a expressão a soldada. sem o original a cópia nada vale para efeito legal. de forma aleatória e sem nenhuma intervenção do Comando-Geral.1. Às vezes. 2) o soldado/fem.12 autenticação de documentos. abreviaturas.. As gramáticas normativas apenas deliberam sobre o feminino de capitão (capitã) e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (o VOLP). tornando-a nula ou imprestável para processos judiciais ou como valor de prova44. podemos citar a formação do gênero feminino no CBMDF. não prevê as flexões para todos os postos e graduações. As ocorrências 1 e 2 são constatadas mais freqüentemente no período em que o quadro feminino era separado do masculino. Essas variantes apareceram paralelas a modificações da inserção das mulheres na Corporação. Entre elas. Já foram utilizadas. 44 Para maiores informações. Maria. desde essa data. produzido pela Academia Brasileira de Letras. o enquadramento de atos administrativos entre outras que serão abordadas neste capítulo. 7. o assunto sobre a formação do feminino para postos e graduações causa polêmica por causa da falta de normatização. ver a discussão apresentada sobre o assunto no item 7. a qual não aparecendo invalida a fotocópia. e 3) a soldado Maria. já que possui fé pública até que solicitada a cópia original. . Dúvidas relacionadas à redação oficial militar Há algumas peculiaridades que deverão ser tratadas de forma padronizada no CBMDF.

setembro 2005). 45 A Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ex. segundo o dicionário etimológico (Houaiss). este manual adota o critério de que todas as flexões de gênero dos substantivos referentes a postos e graduações seguirá a normatização prevista para os substantivos comuns de dois gêneros45. por meio do Capitão PM Airton Edno Ribeiro. A explicação para o fato estaria no cerne da estrutura desses vocábulos: como a concepção primeira está amalgamada por sua significação masculina não haveria a ocorrência da crase.º 47.: Concedo férias regulamentares ao soldado Marcelo. 46 A flexão do substantivo capitão para capitã é a única que se encontra em gramáticas normativas. a qual tem por regra básica não anteceder substantivos masculinos. Ex. em virtude de uma normatização geral.: As praças realizaram a missão conforme previsto. é feminino. n. ano 12. Concedo férias regulamentares a soldado Marcela (sem crase). o substantivo praça. os substantivos militar e oficial seguirão a mesma flexão. O militar (o oficial) deverá comparecer à Seção. também adotou a mesma normatização. o VOLP não prevê todas as flexões e.: A militar (a oficial) deverá comparecer à Seção.. portanto. ou seja. sendo. apresentam o mesmo formato tanto para o masculino quanto para o feminino. . No entanto. conforme os seguintes exemplos: o soldado – a soldado o cabo – a cabo o sargento – a sargento o tenente – a tenente o capitão – a capitã46 o major – a major o tenente-coronel – a tenente-coronel o coronel – a coronel A adoção dos substantivos comuns de dois gêneros para os substantivos referentes aos postos e às graduações implica no não uso da crase para os relacionados ao feminino. Não é só para os postos e graduações que será estabelecida a flexão como substantivos comuns de dois gêneros.75 Como dito anteriormente. alegando a falta de algumas flexões de gênero (ver A força policial. Ex. utilizado tanto para militares do sexo masculino quanto para o feminino indiferentemente. sendo definido pelo uso do artigo. as demais estão registradas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e não são de conhecimento de todos.

ainda confunde o leitor sobre a importância da palavra. de determinado local. também com Eficiência e Eficácia as missões que lhe são confiadas. transcrevemos um trecho de uma nota de boletim antes da correção ortográfica: Por ter demonstrado compromisso com a função que exerce nesta Comissão e em especial à Corporação. mas por toda a administração pública. A escrivã da referida sindicância está de licença especial. entre outras coisas. além de evidenciar um desconhecimento do código lingüístico. Ao contrário do que possam pensar os adeptos dessa prática. ou seja. Grosso modo. (sic) Só neste pequeno trecho. No trecho anterior. Uso de maiúscula no CBMDF É facilmente constatada a utilização exagerada de palavras com as iniciais maiúsculas em atos administrativos. Zeloso e Correto nos seus Compromissos. além de orientar com profissionalismo e proficiência seus subordinados. evidencia ser um Militar e Profissional Íntegro. existe uma normatização pela gramática do português padrão que restringe a utilização da maiúscula. o FULANO.2. Responsável. no entanto. acontecendo nos seguintes casos: . festividade. A presidente da Comissão de Recebimento de Material compareceu à reunião. tudo é importante para o autor. contamos doze vocábulos grafados com maiúscula desnecessariamente. A executora do contrato entre o CBMDF e o Marinha do Brasil deverá observar a duração do acordo. Só para se ter uma idéia do excesso empregado comumente. já que pode ser entendida a mensagem que se quis passar. Prezo. 7. por demais pela maneira como conduz seus Companheiros de trabalho. O uso de maiúscula não prejudica muito o texto.76 Quanto às outras formas relacionadas a funções ou cargos. características indeléveis ao Bombeiro Militar.. o uso de maiúscula alerta o leitor para coisas incomuns como o nome de determinada pessoa. pois ele sinalizou dessa forma. não só aqueles elaborados pelo CBMDF. Alguns podem pensar que a utilização de maiúsculas ou minúsculas se dá a revelia. permanece o prescrito pelas gramáticas de Língua Portuguesa. cabe a quem escreve deliberar sobre isso.

Ministério das Comunicações. ciências. O Ajudante-Geral.77 Casos Começo de período. Substantivos próprios. O (quando Presidente da República. Fulano age de acordo com a lei. citação direta. e referentes a nomes Cremos nEle. Sul. Palavras que indeterminam pessoas. Nomes de fatos históricos e Idade Média. D. O para dar um realce. Quando for usado de forma genérica. de redes jornais. Oeste. TV Educativa. O Reitor da UnB. Nomes de repartições. científicos e disciplinas escolares. atuando como substantivos próprios. Beira Mar. Inconfidência Mineira. 47 Mestre (Jesus Cristo) deixou sua mensagem à humanidade. designativos astronômicos. . a República. Brasil. verso Exemplos ou O Comandante-Geral fez o pronunciamento. Nomes de altos conceitos religiosos. TV Senado. Nomes comuns tornados próprios. Pedro II. de atos solenes. Aspira ao cargo de governador. Exemplos: Sonha ser papa. Lua.. de rádio periódicos edifícios. Pedro II. Nomes de artes. Terra quando A Lua gira em torno da Terra. colaterais. Nomes que ou designam postos cargos. Pedro II. Nomes televisão. Norte. a Igreja. Dia das Mães. revistas. O Papa Bento XVI. o Estado. corporações. ramos É mestre em Lingüística. Pronomes sagrados As palavras Sol. o cargo substituir o nome) 47 Nomes dos pontos cardeais e Leste. e Carta Capital. dignidades acompanhados do nome ou quando O Juiz Militar. importantes. Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Sudeste. Leciona Química e Física no Colégio D. sociológicos e políticos. apelidos. deve ser grafado com minúscula. Palácio D.

na terceira pessoa. Ajudante-de-Ordens.78 A segunda inicial da palavra Tenente-Coronel. 7. nome e estiverem determinados. cidade que aloja a alta administração do País. A palavra capital. Expressões reverência. de tratamento e Judiciário. Dessa forma. de 10 de julho de 1989. V. substantivo próprio ou o intitulativo de uma obra.800.Exª (Vossa Excelência). (Senhor). Decreto n. Os termos estado e município. e Sr. Sobre essa questão. portarias e assemelhados. se for um Decreto-Lei.” Leis.º 16. Portaria n. normas. embora se refiram à segunda pessoa do discurso (para quem se fala).. projetos de lei. Exemplo: . anteprojetos. Poder Legislativo e Poder República. uma conferência.3. que texto de leis. um congresso. Pronomes de Tratamento Os pronomes de tratamento são palavras e locuções que valem como pronomes pessoais e. seguem a flexão da terceira pessoa (de quem se fala).º 21. para o ano de 1990 e dá outras providências. não raro. adorável Mãe.º 7. se encontra exemplos que mostram uma associação errada entre o pronome de tratamento e pronomes oblíquos sobre o mesmo referente. meu querido Pai. A designação dos três poderes da Poder Executivo. O Município de Águas Lindas. minha palavras fórmulas caro respeitosas que se queiram realçar. quando se referir à O evento acontecerá nesta Capital Federal. requerimentos “Dispõe sobre as diretrizes orçamentárias etc. composta unida por hífen. projetos. O Estado de quando precederem seu respectivo Goiás. os pronomes possessivos e o verbo deverão estar. A citação de ementas contidas no Lei n. meu Amigo.036. obrigatoriamente. decretos-lei.

Quando se escreve um ato administrativo. matr. imprudência ou prática de transgressão disciplinar (errado). Secretário-Geral da Presidência da República. geralmente aparecem dúvidas quanto a que pronome de tratamento usar. Do Poder Executivo Secretários da Presidência da República. Informo-vos que não houve negligência. Ministros de Estado. Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República. Advogado-Geral da União. 00000-0 se acidentou durante o serviço. Por isso. Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República..79 1) Encaminho a Vossa Senhoria documento que trata de assunto de vosso interesse. do Exército e da Aeronáutica. 4) Participo a Vossa Senhoria que o Soldado Fulano. imprudência ou prática de transgressão disciplinar (correto). Oficiais-generais das Forças Armadas. Informo-lhe que não houve negligência. Governadores e vice-governadores de Estado e do Distrito Federal. Embaixadores. 00000-0 se acidentou durante o serviço. 3) Participo a Vossa Senhoria que o Soldado Fulano. Secretário executivo e secretário-geral de ministérios. e Prefeitos municipais. (errado) 2) Encaminho a Vossa Senhoria documento que trata de assunto de seu interesse (correto). Vice-Presidente da República. matr. Secretários de estado dos governos estaduais e secretários do Governo do Distrito Federal. Comandantes da Marinha. segue abaixo a relação dos pronomes de tratamento e as autoridades que o recebem: Vossa Excelência Presidente da República. .

Do Poder Judiciário membros dos tribunais de justiça estaduais. membros do Supremo Tribunal Federal. do Distrito Federal e dos territórios. . Do Ministério Público membros do Ministério Público da União. apenas “aos detentores do cargo de natureza especial CNE-03 de Chefe da Casa Militar e de Consultor Jurídico do Gabinete da Governadoria” (grifo nosso)48. membros dos tribunais regionais eleitorais. algumas correspondências possam ser construídas com o pronome de tratamento Vossa Excelência direcionada ao Comandante-Geral elas estão erradas. membros dos tribunais regionais do trabalho. Há. Do Poder Legislativo membros dos tribunais de contas estaduais. os membros dos órgãos de administração superior. membros do Tribunal de Contas da União. membros dos tribunais regionais federais. 14 da Lei n. e da Defensoria Pública da União. conceder as prerrogativas e garantias asseguradas aos Secretários de Estado. Embora.. membros do Órgão de Direção Superior da Advocacia-Geral Outros da União. ainda. em virtude de o art. membros das assembléias legislativas estaduais e da Câmara Distrital. e presidentes das câmaras municipais. publicada no Diário Oficial do Distrito Federal de 1º de janeiro de 2003. e membros dos ministérios públicos estaduais. membros do Superior Tribunal Militar.80 membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.º 3. membros do Tribunal Superior Eleitoral.116. membros do Superior Tribunal de Justiça. juízes e desembargadores. de 30 de dezembro de 2002. membros do Tribunal Superior do Trabalho. e auditores da Justiça Militar. alguns outros pronomes de tratamento: Vossa Magnificência 48 Reitor de Universidade.

ou reduções. 1º Tenente – 1º Ten. uma vez que ela pode obscurecer ou tornar ambíguo o termo e. Capitão – Cap. dezembro – dez. 1º Sargento – 1º Sgt. agosto – ago. a qual as trata como reduções (disponível em www. ela ganhou força no período em que se usavam telegramas para facilitar e baratear o envio de mensagem.4. 3º Sargento – 3º Sgt. Papa. o uso de abreviaturas em documentos oficiais não é aconselhado. aparecem em muitos textos antigos. 2º Sargento – 2º Sgt. Abreviaturas dos postos e graduações Coronel – Cel.50 Soldado – Sd.br). conseqüentemente. Bispos e arcebispos Sacerdotes em geral.org. Cabo – Cb. As abreviaturas apresentadas foram extraídas do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP)..81 Vossa Santidade Vossa Excelência Reverendíssima Vossa Reverendíssima Vossa Santidade Papa. 49 Subtenente – SubTen. fevereiro – fev.academia. 7. as quais podemos citar: Abreviatura dos meses janeiro – jan. novembro – nov. setembro – set. julho – jul. Como esse expediente tem um custo elevado e com o surgimento de novas tecnologias mais rápidas e baratas. outubro – out. Major – Maj. Tenente-Coronel – Ten-Cel. maio – maio junho – jun. março – mar. dificultar a interpretação do texto como um todo. sendo permitido apenas quando se fizer extremamente necessário. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal possui algumas abreviaturas de uso corrente49. elaborado pela Academia Brasileira de Letras. abril – abr. . Abreviaturas mais utilizadas na Corporação As abreviaturas. 2º Tenente – 2º Ten. Não constará o ponto da abreviatura do posto ou graduação do militar na plaqueta e no cadarço de identificação.

a criação de uma abreviatura obedece às seguintes regras: Deixam de ser usadas as siglas SBM e CBM em virtude de demais graduações e postos. passa-se então a todos os militares. esquerdo – esq. ou aj. visto que nem sempre existe a abreviatura que se vai empregar.. hustiça militar – just. telefone – tel.ª Excelentíssimo – Ex. matrícula – matr. ajudante – aj. 50 que não há outras previstas para as ser adotado o uso da abreviatura a entanto.mo feminino – fem. Dessa forma. por isso. reserva (militar) – res. Vossa Senhoria – V. comandante – comte.51 médico – méd. mil. Limitada – Ltda.º observação – obs. engenheiro – eng. Excelência – Ex. segundo – s Sua Excelência – S. ou fol. a forma apresentada neste num grupo de consoantes. mensal – mens. reformado – ref. general – gen. memorando – memo. ou p. manutenção – mnt.82 Demais abreviaturas administrativo – adm.te antigüidade – antig. Sa. semestre – sem. número – n. batalhão – btl. meritíssimo – MM. Ex. no manual decorre da regra de que quando a palavra cortar consoantes deverão ser mantidas. página – pág. combatente – comb. militar – mil. ou decr. trimestre – trim. documento – doc. exemplo – ex. seguidas pela QBMG ou QOBM do militar. masculino – masc. hora – h hurídico – jur. quantidade – quant. auxiliar – aux. 51 A abreviatura de matrícula não foi registrada no VOLP.a secretaria – sec. wide world web (rede de extensão mundial) – www O uso de abreviaturas possui algumas particularidades que devem ser consideradas por aqueles que a usam. essas . folha – fl. decreto – dec. Doutor – Dr. companhia – Cia código – cód.

com os títulos de obras de referência Essas (dicionários. firmas e afins passaram também a ser objeto de reduções. tal como antes já se fazia.. assim.A. Geralmente. gerando uma série de signos.UU. UNESCO) ou por letras e sílabas iniciais (Sudam. quando uma sigla tem caráter de palavra ou vocábulo.83 1º) faça-a terminar numa consoante e não numa vogal (feminino – fem. os nomes intitulativos designativos de associações. Direção e EstadoMaior CAO – Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais . seja dita siglema (Petrobras) e. ou EUA). O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal possui siglas de uso corrente utilizadas para referência a alguns segmentos da Corporação e cursos feitos por militares do CBMDF. sinais e logotipos. são criadas para facilitar a identificação rápida de determinado órgão ou empresa. As siglas utilizadas no CBMDF Entenda por siglas as palavras formadas por sílabas ou partes das iniciais do nome de um órgão ou entidade. em certas reduções em que se podem misturar letras e elementos ideográficos. companhias. 7. reduções enciclopédias. mantenha-as (matrícula – matr. No século passado para cá. ser etc.). Entra-se. por parte da administração. seja dita siglóide (EE.5. quando não o tenha. em trabalhos eruditos. as quais foram listadas abaixo: BBS – Batalhão de Busca e Salvamento BI – Batalhão de Incêndio CAECDEM – Centro de Altos Estudos. e mesmo índices e ícones. Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). empresas. quando siglas: repetidamente citados. e 3º) se cortar a palavra num grupo de consoantes. ou por combinações arbitrárias. As siglas em grande número se fazem pelas letras iniciais do intitulativo (URSS.). sociedades. podem chamadas especializadamente se vem convencionando que.).). Comando. 2º) o acento existente na palavra original deve ser mantido na abreviatura (século – séc.

84 CECISA – Curso de Especialização em Combates a Incêndios e Salvamento em Aeroportos.. CEFAP – Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças CEMAN – Centro de Manutenção CFC – Curso de Formação de Cabos CFSD – Curso de Formação de Soldados CG – Corregedoria-Geral CHCO – Curso de Habilitação de Condutor e Operador de Viaturas CIAD – Centro Integrado de Atendimento e Despacho CIGS – Companhia Independente de Guarda e Segurança CINF – Centro de Informática COCB – Centro de Operações e Comunicações Bombeiro CRI – Companhia Regional de Incêndio CSBM – Curso Superior de Bombeiro Militar CSU – Curso de Socorros de Urgência CTO – Centro de Treinamento Operacional DAL – Diretoria de Apoio Logístico DEI – Diretoria de Ensino e Instrução DIP – Diretoria de Inativos e Pensionistas DP – Diretoria de Pessoal DS – Diretoria de Saúde DST – Diretoria de Serviços Técnicos EMG – Estado-Maior-Geral IPM – Inquérito Policial Militar LE – Licença Especial LM – Licença Maternidade LP – Licença Paternidade LTIP – Licença para Tratamento de Interesse Particular LTSP – Licença para Tratamento de Saúde Própria LTSPF – Licença para Tratamento de Saúde de Pessoa da Família OBM – Organização Bombeiro Militar PAL – Procedimento Administrativo de Licenciamento QBMG – Quadro Bombeiro Militar Geral QOBM – Quadro de Oficiais Bombeiros Militares .

- 85 SAJur – Seção de Assistência Jurídica SBM – Soldado Bombeiro Militar SEMOPRO – Seção de Movimentação e Promoção SUCAV – Seção de Cadastro e Avaliação TCE – Tomada de Contas Especial

Existem duas questões sempre levantadas quando se usa a sigla, a primeira é sobre a sua apresentação no texto. Ao contrário do que se pratica comumente, é necessário apresentar primeiramente o órgão/entidade, para depois, entre parênteses, aparecer a sigla referente a ele. Ex.: O presidente da Tomada de Contas Especial (TCE), ao invés de O presidente da TCE (Tomada de Contas Especial). Depois disso, não se faz mais necessária a repetição do nome do órgão por extenso, bastando o uso da sigla. A segunda é sobre a formação do plural das siglas. Para fazer a pluralização, basta acrescentar um s minúsculo a ela, sem o apóstrofo.52 Ex.: OBMs, UTEs.

7.6. Regência Verbal / Regência Nominal

Dúvidas recorrentes são as que estão relacionadas à regência verbal e regência nominal. Entenda-se por regência a necessidade que verbos e nomes possuem de complementos preposicionados, ou seja, que o seu complemento possua ou não determinada preposição. O problema da regência está exatamente em qual preposição usar, já que não há regra estipulada: a regência de uma palavra é um caso particular. Não há necessidade de “decorar” a regência de verbos e nomes, pois tal manobra se torna inviável, uma vez que existem dicionários específicos para isso, os quais chegam a possuir mais de 400 páginas! Já que não se é possível decorar, basta apenas possuir esses dicionários para resolver esse problema, no entanto, tais exemplares são caros e, nem sempre, estão acessíveis quando se precisa deles. Para tentar amenizar o problema, gramáticas e manuais trazem a regência de alguns verbos e nomes mais usados na administração pública.

52

Manual de Redação e Estilo. Organizado por Eduardo Martins. São Paulo: O Estado de São Paulo, 1990.

- 86 Antes de enumerar as mais recorrentes palavras preposicionadas, cabe aproveitar o espaço para desmistificar a dificuldade que muitos atribuem à Língua Portuguesa por causa disso: o cerne do problema está no fato de que o falante nativo aprende regência “de ouvido”, mas nem sempre ele ouve o que realmente é postulado como correto pela gramática normativa: há diferenças significativas na regência da linguagem popular que, geralmente, não são filtradas no momento da escrita ou pronunciamento oficial. Regência verbal TD: fazer agrado, fazer carinho, acariciar Agradar Agradecer Almejar Amar Ansiar Aperceber-se Aspirar TI: satisfazer (agradar a). TDI (obj. direto é coisa, e o indireto é pessoa). TD (não pede preposição). TD (não pede preposição). TI: (ansiar por) TI: (aperceber-se de) TD: respirar, cheirar, absorver. TI (aspirar a ou por): almejar, desejar muito. TD: prestar assistência, socorrer, ajudar. Assistir TI: (assistir a): ver, presenciar. TI: (assistir a): caber Atender Atingir Avisar Certificar Certificar-se TD: acolher, receber, recepcionar. TI: (atender a – para pedidos, solicitações, intimações) TD (não pede preposição) TDI (alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). TDI (alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa) TI (certificar-se de) TD: fazer vir, convocar Chamar TI (chamar por): invocar. TD ou TI (caso facultativo): considerar, dar nome, rotular. Cientificar Colocar Compartilhar TDI: (alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). TD (estabelecer, instalar). TDI (situar, por): colocar sobre/em TD (não pede preposição).

- 87 Comunicar Confiar Conhecer TDI: (o obj. direto é sempre coisa; e o indireto é pessoa). TI (confiar em): ter confiança. TDI (alguma coisa a alguém): entregar com confiança. TD (não pede preposição). TD (pedir o simples comparecimento). Convidar TI (convidar a): trair, provocar. TDI: convocar, solicitar presença a ou para alguma coisa. TD: citar nomes, declarar. Declinar TI (declinar de): afastar-se, desviar-se. TDI (eximir-se, fugir). I (entrar em decadência). Desagradar Desobedecer Determinar Encarregar Ensinar Esquecer Estimar Favorecer Impedir TI (desagradar a) TI (desobedecer a) TD (delimitar, precisar, definir) TDI (determinar a): estabelecer, ordenar TDI (alguma coisa a alguém ou alguém a alguma coisa) TDI (alguma coisa a alguém ou alguém a fazer alguma coisa). TD (não pede preposição). TI (esquecer-se de) TD (não pede preposição). TD (não pede preposição). TDI TD (acarretar). Implicar TI (implicar-se em). TI (implicar com). Incumbir Informar53 Investir Ir TDI (alguma coisa a alguém ou alguém a alguma coisa). TDI (alguma coisa a alguém ou alguém a alguma coisa). TI (investir contra): atacar. TDI (dar posse, aplicar). I (ir a ou para).

É freqüente o uso do verbo informar sem especificar para quem informar em notas de boletim, mas o verbo é bitransitivo e precisa desse dado obrigatoriamente, do contrário, aconselha-se a mudança para a locução verbal “tornar público”.

53

TDI (narrar. derivar. TDI (alguma coisa a outra) TI (proceder a): precessar. TD (não pede preposição). expor. TI (lembrar-se de): Lembrar TDI (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). realizar. TDI (alguma coisa a alguém ou alguém a alguma coisa). e o indireto é pessoa). TI (querer a): amar. indicar com exatidão. Puxar TI (puxar a): ter semelhança. TD (desejar). Queixar-se Querer TDI: (de alguma coisa a alguém). direto é sempre coisa. estimar. TDI TI (obedecer a) TDI (o obj. Morar Namorar Notificar Obrigar Obedecer Pagar Pedir Perdoar Perguntar Pisar Precisar Preferir Proceder Proibir I (morar em). TDI (o obj.88 TD (não pede preposição). referir): relata alguma coisa a ou para alguém. direto é sempre coisa. TD (não pede preposição). TD (ser preciso. TI (precisar de): necessitar. querer bem. TD (consertar). Relatar Reparar Respeitar . TDI (alguma coisa a alguém). concretizar. TDI TD (não pede preposição). TD (fazer recordar. TI (reparar em): observar. TD (não pede preposição). determinar).. trazer à memória). I (proceder de): originar-se. TDI (alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). TI (puxar de): mancar. e o indireto é pessoa).

TD (não pede preposição). TDI (aproximar-se) de. provenientes de verbos. TI (transportar). TD (não pede preposição). oferecer). muitas vezes. TD(I) algo a alguém (pedir). TD (não pede preposição). sugere-se consultar o Dicionário Prático de Regência Nominal. pôr o visto ou apontar. do Celso Pedro Luft. procurar). da formação de nomes deverbais. desejar muito. convir. da Editora Ática. TI (visar a): almejar. mirar).89 TD (dar respostas grosseiras). Solicitar TDI (convidar. ou seja. TI (responder a): dar resposta. rubricar. TD (assinar. direto para exprimir a resposta). TD (buscar. Usar Usufruir Vencer Ver Vir TD (não pede preposição). Responder TD (obj.. TI (simpatizar com). . Servir Simpatizar TD (prestar serviço. Visar Regência nominal54 Acessível a Acostumado a ou com Adequado a Alheio a Alusão a Análogo a Ansioso por Apologia de Apto a ou para Atenção a ou para Atento a ou em Ávido de ou por Benéfico a 54 Favorável a Fiel a Grato a Guerra a Hábil em Habituado a Hostil a Ida a Impotente para ou contra Impróprio para Inábil para Inacessível a Incapaz de ou para Necessidade de Nocivo a Obediente a Oposto a Parecido a ou com Paralelo a Passível de Preferência a ou por Preferível a Prestes a ou para Pronto para ou em Propensão para Próprio de ou para A regência nominal é decorrente. aspirar a. TI (servir a): ser útil. mas caso não se encontre o nome específico. convocar) a.

não individualizadas nem fixadas como privativas de certo executor56. as delegações são freqüentes. 56 MEIRELLES. como também não se permite delegação de atos de natureza política. admissíveis. como a do poder de tributar. Outra restrição à delegação é a de atribuição conferida pela lei especificamente a determinado órgão ou agente. delegar é conferir a outrem atribuições que originalmente competiam ao delegante. Algumas pessoas usam indiscriminadamente essas expressões. como emanam do poder hierárquico. As delegações dentro do mesmo Poder são. de 16 de novembro de 2006. respondendo pelo e no impedimento de.. no nosso sistema constitucional. Hely Lopes. a sanção e o veto de lei. Diferenças entre: em exercício.7. 2003. e. a autorização para agir em nome de outrem. Segundo a Assessoria Jurídica do CBMDF55. Direito Administrativo Brasileiro. elas possuem diferenças singulares de sentido que devem estar claras no momento da redação do documento. entenda-se por delegação. em princípio. As informações que serão apresentadas foram dadas pela Assessoria Jurídica por meio do Memorando n. desde que o delegado esteja em condições de bem exercê-las.90 Compatível com Consulta a Desacostumado a ou com Desatento a Desejoso de Desfavorável a Desrespeito a Equivalente a Falta a Incompatível com Ingrato com Intolerante com Invasão de Junto a ou de Maior de Morador em Natural de Necessário a Próximo a ou de Referência a Referente a Residente em Respeito a ou por Sito em Situado em Superior a 7. O que não se admite.º 5-SAJUR. Delegáveis. No âmbito administrativo. são as atribuições genéricas. não podem ser recusadas pelo inferior. no entanto. por delegação. p 118-119. 28ª ed. é a delegação de atribuições de um Poder a outro. 55 . portanto. São Paulo: Malheiros Editores. como também não podem ser subdelegadas sem expressa autorização do delegante.

sob pena de responsabilidade administrativa. o impedimento torna-se dependente das funções previamente delineadas pela legislação inerente ao cargo ou função do bombeiro militar. É um ônus inerente a todas as pessoas físicas incumbidas. se tornar incompatível com o cargo ou demonstrar incapacidade no exercício das funções que lhe forem conferidas será dele afastado ou impedido de exercitá-la.255 – LOB). Nessas circunstâncias.937. As autoridades competentes para a determinação do imediato afastamento do cargo ou o impedimento do exercício da função. (ex. as regras inerentes ao limite de competência a eles atribuído. Logo. conforme disciplina o §1º do art. que essa prática não se caracterize como uma atividade perene com o fim de se obter vantagens pessoais.91 Ressalta-se que. são o Governador do Distrito Federal e o Comandante-Geral do CBMDF.º 7. no âmbito da Administração Federal. definitiva ou transitoriamente. órgãos de apoio e órgãos de execucação). No exercício é a função desempenhada pelo substituto imediato e legal quando da ausência eventual e de mero expediente da autoridade responsável pelo segmento (órgãos de direção. Portanto. Respondendo trata-se de um atributo a qualquer das explanações antes tratadas. Dessa forma. sim. os agentes substitutos só praticarão os atos funcionais na exata ordem de substituição (cadeia hierárquica). observando. o instituto da delegação encontra-se regulamentado pelo Decreto n. em todos os casos. por sua atuação. . nos termos dos §§ 1º e 2º do art.479/86. mas. 12 da Lei n. de tal sorte. devendo sempre ser observada a aplicação do devido processo legal e da ampla defesa e do contraditório. a expressão “respondendo” torna-se inadequada em expedientes de qualquer natureza..º 83. e. No impedimento é uma circunstância legal que impossibilita a execução de um ato ou exercício de uma função.º 8. não se caracteriza como uma atividade ímpar. uma conseqüência daquele agente que exerce atividade pública. 45 da Lei n. do exercício de alguma função estatal. nos moldes dos incisos LIV e LV da Constituição Federal de 1988. No âmbito desta Corporação. o bombeiro militar que. Chefe do Estado-Maior-Geral é o substituto eventual do ComandanteGeral. de 6 de setembro de 1979.

haja vista o que preceitua o art. bem como a Lei Complementar n.5. matr. O Manual de Comunicação Oficial do Governo do Distrito Federal estabelece o uso de respeitosamente apenas para o Presidente da República. como sendo parte do documento que sempre se copia e repete infinitamente. Presidente do Congresso Nacional.. Dessa forma.1. como exemplo: “O DIRETOR DE PESSOAL. ele varia de acordo com a situação e a pessoa que o evoca. 2005. Diferença entre atenciosamente e respeitosamente São expressões de fecho das correspondências oficiais. no uso das atribuições que lhe confere o art. da Lei n. resolve: INDEFERIR.8. de 27 jan. Infelizmente. Presidente do Supremo Tribunal Federal e Governador do Distrito Federal. Ao contrário do que se possa pensar. de 4 nov. as quais refletem a hierarquia nas comunicações.176. Já o termo atenciosamente deverá ser usado para as demais autoridades. em expedientes administrativos atenciosamente. decreto. de 2 jun. lei etc. 49. que trata da nota de boletim. aprovado pelo Decreto nº 16. encontramos. O enquadramento Um quesito muito importante para o texto que exija a fundamentação jurídica de modo a mostrar que a autoridade ora em questão.º 13/96 ou o Decreto n. no âmbito desta Corporação.486. e o constante na Informação n. o enquadramento não é estático.92 7. 94.º 10. o requerimento do Cabo Fulano de Tal.” Ver o item 3.º 4. Como foi dito anteriormente. de 28 de março de 2002.9.) e não no corpo do texto. 62. Deve-se atentar para o fato de que ele sempre deve vir no primeiro parágrafo do dispositivo legal (portaria. 00000-0. 2002.º 15/2005-SUCAV/DP. II. do Regulamento da Organização Básica do CBMDF. incisos I. 57 . está investida de “poderes” da Administração Pública para agir sobre determinada situação.6. Dessa forma. o fecho previsto é 7. que deve ser obedecida. há uma maneira de expor os dispositivos legais57. por falta de objeto.036. no qual solicita a correção do tempo de serviço no seu contracheque. oriundos de autoridades subalternas. juridicamente. há textos em que a utilização do dispositivo legal no corpo do texto faz com que a interpretação fique prejudicada.

2002. 37.º 15/2005-SUCAV/DP. depois. portanto.º 8.10. 23. todavia. §1º. aprovado pelo Decreto nº 16. da Lei n. das demais referências legais.” Há uma hierarquia entre os dispositivos legais. no qual solicita a correção do tempo de serviço no seu contracheque. do Regulamento da Organização Básica do CBMDF.159. 000000. para efeito de padronização. Definição colhida das Instruções Gerais para a correspondência. A documentação sigilosa Considera-se documento sigiloso58 aquele que trata de assunto que. ela nem sempre é evidenciada no momento do enquadramento e não há nenhuma orientação sobre a disposição hierárquica dos preceitos legais. 94. pois. 2005. por falta de objeto. de 27 de dezembro de 2002: Todo aquele que tiver conhecimento. da Lei n. nos termos deste Decreto.º 10. o requerimento do Cabo Fulano de Tal. bem como aqueles necessários ao resguardo da inviolabilidade da intimidade. de 4 nov. de 8 de janeiro de 1991. as publicações e os atos administrativos no âmbito do Exército (IG 10-42). 62. resolve: INDEFERIR. da vida privada. de uma forma geral. no uso das atribuições que lhe confere o art.036. de 27 jan. 58 . 49. II. de assuntos sigilosos fica sujeito às sanções administrativas. Todo documento “cuja divulgação ponha em risco a segurança da sociedade e do Estado. II. 7. de 2 jun. deve ser de conhecimento restrito e. segundo o art. seguido da Lei da Organização Básica do CBMDF e. matr. incisos I. por sua natureza.93 Sendo que o recomendável seria: “O DIRETOR DE PESSOAL. civis e penais decorrentes da eventual divulgação dos mesmos. mas. §1º do Decreto n. haja vista o que preceitua o art.486. 59 Conforme define o art.553. requerem medidas especiais de salvaguarda para sua custódia e divulgação. que dispõe sobre a Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados e dá outras providências. e o constante na Informação n.”59 Todos os militares que se depararem com documentos de acesso restrito deverão primar para que eles cheguem ao seu destino o quanto antes e evitar que fiquem expostos ou manuseados por outros militares não autorizados para tal..º 4. a orientação no âmbito do CBMDF é que quando houver referência ao Regulamento da Organização Básica ela deverá encabeçar o enquadramento. da honra e da imagem das pessoas são originariamente sigilosos.

930/SP). 7. parágrafo único do Decreto n.” (EDRE n. Em não sendo impugnada. Para efeito de regulamentação.234/80(GDF). 7.94 Dessa forma. c) urgentíssimo: documentos cujo estudo. Autenticação de documentos De acordo com o art. cópia “autenticada por servidor público que tem guarda do original. A tramitação da documentação (normal/urgente/urgentíssimo/com prazo) O quesito para classificação da documentação oficial que tramita no CBMDF é o assunto tratado por ela.º 123.936/79. solução e tramitação devem ser imediatos. b) urgente: documentos cujo estudo. a responsabilidade pela documentação engloba desde o militar que a recebeu até a autoridade a ela destinada.º 83. todo aquele que entrar em contato com qualquer documento considerado sigiloso. parágrafo único. a reprografia de documento público merece fé. d) com prazo: documentos cujo estudo. combinado com o art. confidencial ou com divulgação e acesso restrito deverá garantir a condição desses documentos. tal reprografia faz prova das coisas e dos fatos nela apresentados. solução e tramitação devem ser realizados em até 8 (oito) dias úteis. solução e tramitação devem ser realizados em até 48 (quarenta e oito) horas. sob pena de sofrerem penalidades relacionadas à sua divulgação. solução e tramitação não podem ultrapassar o prazo estipulado no seu conteúdo.11.º 5.. do Decreto n. 3º. desde que seja apresentado a este o documento original. até demonstração em contrário. reservado. 5º. Cabe ressaltar que. qualquer servidor poderá autenticar cópia de documento. os prazos para a documentação deverão obedecer ao disposto abaixo: a) normal: expedientes cujo estudo. Dessa forma. conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.12. .

Infelizmente.95 Dessa forma. para efeito de padronização no âmbito do CBMDF. possui presunção de legitimidade. as seções. Brasília-DF. após assinado por autoridade pública competente. cheguem ao seu destino dentro do prazo condizente para surtir determinados efeitos legais ou finais. O recebimento de documentos Todo militar está apto a receber qualquer tipo de documento. a seção onde foi realizada a autenticação (por extenso) e o enquadramento legal para o feito. _____ de _____________ de ________ _____________________________ Funcionário ___________ matr. é legítimo até que se prove o contrário. conforme modelo abaixo: GDF.234/80 (GDF). quaisquer que sejam. necessariamente. combinado com o art.13. 7.º 83. ainda há . 5º. no momento em que ele colocar a sua assinatura no livro de protocolo ou em uma cópia do documento. o militar além da assinatura ou rubrica deverá colocar a sua matrícula para que possa ser feita. passa a ser co-responsável pelo curso que a documentação deverá seguir a partir de então. A consciência sobre a responsabilidade em se receber documentos advém dos atos jurídicos que a omissão ou negligência com eles originar. o nome do órgão autenticador (CBMDF por extenso). no entanto. coma cópia fiel do original reproduzido neste órgão. companhias e batalhões que realizam esse tipo de atividade. autentica-se o presente. Por isso. o documento público.CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DF CCS – AJUDÂNCIA-GERAL AUTENTICAÇÃO Nos termos do art. parágrafo único do Decreto n.. a trajetória do documento.º 5. Essa divisão de responsabilidade é importante para a Administração Pública como um todo em virtude de que todos os militares que participam da função burocrática zelem para que os documentos. ou seja. 3º parágrafo único do Decreto n. No entanto. deverá confeccionar um carimbo que contenha. em caso de extravio ou atraso.936/79. diretorias.

Exemplo: Conseguimos um empréstimo junto ao BRB. por exemplo. é freqüente o uso junto a substituindo as preposições com e em. é bastante produtiva em textos dos mais variados . embora isolados. A tradução para o português seria “Eu estou trabalhando agora. A relação com o inglês é estabelecida com um tempo verbal denominado present continuous. sendo atribuída a sua origem ao inglês. O gerundismo é um fenômeno contemporâneo da linguagem. Junto a ou junto de Tanto faz junto a significa “perto de”: Ex. em que a perda ou demora na resposta é decorrente de uma desatenção por parte de quem recebeu a documentação. aos operadores de telemarketing. Exemplo: O problema só será resolvido junto à DAL. No CBMDF. 7. Tal ligação ainda não é unânime academicamente.15. em específico. o que equivale a dizer que essa estrutura derivada de um verbo ocupa função desempenhada por estruturas nominais como adjetivo. O gerúndio não é uma estrutura errada do ponto de vista gramatical normativo. Gerundismo Gerúndio é uma das formas nominais do verbo. 7.. Afirmações como: I am working now equivale a dizer o que se faz no momento da afirmação. pois embora a estrutura composicional seja semelhante.14.96 casos. pois é utilizado o verbo ir flexionado + verbo no infinitivo + gerúndio. Sua estrutura é bastante sui generis. vou estar fazendo. a Língua Portuguesa não o emprega para caracterizar o tempo presente imediato.” A estrutura seria verbo to be flexionado + gerúndio. Melhor: Conseguimos um empréstimo no BRB.: O QCG fica junto ao Buriti. Melhor: O problema só será resolvido com a DAL. Esse uso é desaconselhado pela norma padrão da língua. substantivo etc. o qual marca o tempo da realização imediata. (ou junto do Buriti). muito pelo contrário.

A professora Dra. Segundo ela. ocupando funções onde seria esperada a forma direta do verbo. cadastramento de uma reclamação etc. Ex. Eu ligarei para o Diretor de Pessoal amanhã cedo (futuro do presente. no momento em que os operadores são impelidos a resolver determinado problema (estabelecimento de um serviço. espontânea. seria o mesmo que dizer não ligarei.. o gerundismo é encontrado em excesso nesse setor em virtude de que. a de ser natural. A professora Maria Helena utiliza os operadores de telemarketing como exemplo à sua teoria. Ano I. pois o excesso no uso de qualquer estrutura gramatical provoca a sensação de artificialismo da linguagem para quem ouve ou lê. O gerundismo. E uma característica inerente à linguagem é.) eles não possuem a certeza de que serão eles ou se o problema realmente vai ser sanado. Tal constatação também possui bastantes ressalvas e debates dentro do campo lingüístico. Maria Helena Moura Neves60 tem elevado o gerundismo a tempo verbal. mesmo em ligações simultâneas. Eu vou ligar para o Diretor de Pessoal amanhã cedo (locução verbal). no entanto. o gerundismo deve ser evitado sempre que possível. atribuindo a ele a característica de compromisso mínimo. 2006. quer seja pela rotatividade de empregados no setor. ou seja. Essa associação acaba por implicar em outra: o uso consciente dessa estrutura com o intuito de não se comprometer. pois é quase impossível falar com o mesmo operador de telemarketing duas vezes. .97 gêneros. 60 Reportagem realizada pela revista Língua Portuguesa. exatamente. quer seja pelo número de atendentes. modo indicativo). De uma forma geral. é considerado como erro pelo excesso que tem sido empregado. mas de uma forma em que isso não fique explícito ou ofensivo. quando você fala “Vou estar ligando para o Diretor de Pessoal amanhã cedo”. dando à estrutura status de ineficiência.: Eu vou estar ligando para o Diretor de Pessoal amanhã cedo (gerundismo). número 1. de nunca resolver ou agir.

ou seja. Através de A expressão através de. O empréstimo só acontece através de cautela (errado).. no decorrer de (esses costumes prolongam-se através dos séculos). Para as demais situações não se recomenda seu uso. A obtenção dos palanques para o evento deverá ser feita através da Ajudância-Geral (errado). O problema foi resolvido através da publicação da nota (errado)61. pelo interior de. pelo (o ladrão entrou através da janela). A promoção foi publicada através da Diretoria de Pessoal (errado).16. O problema foi resolvido por meio da publicação da nota (certo). por entre. O problema foi resolvido mediante a publicação da nota (certo). são palavras formadas pela junção de dois ou mais vocábulos já existentes na língua. Para a gramática normativa. de um lado para outro (caminharam através de florestas e pântanos). Maiores informações pelos telefones. A obtenção dos palanques para o evento deverá ser feita por meio da Ajudância-Geral (certo). 7. como nas exemplificadas abaixo: Maiores informações através dos telefones. os únicos usos previstos são quando a expressão designar: por meio de. (errado).98 7. (certo). por dentro de. O problema não é a palavra nova que se forma. 61 Nunca se usa através de como indicador de agente da passiva.17. O empréstimo só acontece por meio de cautela (certo). vem sendo utilizada de forma errônea não só na comunicação oficial. . O empréstimo só acontece mediante cautela (certo). nesse caso será sempre “por”. A promoção foi publicada pela Diretoria de Pessoal (certo). mas em praticamente todo tipo de texto. mas como ela deve ser grafada: com ou sem hífen. Hífen Existem algumas palavras de uso freqüente na Corporação que são formadas pelo processo de composição de palavras. O problema foi resolvido pela publicação da nota (certo). com freqüência.

lugar de trabalho nem órgão. Tenente-Coronel e Ajudante-de-Ordens são termos encontrados em dicionários ou no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.. (errado) Nas palavras compostas em que o adjetivo geral é acoplado a substantivo que indica função. mas tratar-se de uma publicação. lugar de trabalho ou órgão usa-se hífen para grafá-las: Ajudante-Geral (função) Comandante-Geral (função) Chefe do Estado-Maior-Geral (função) Quartel do Comando-Geral (lugar de trabalho) Corregedoria-Geral (órgão) Ajudância-Geral (órgão) Boletim Geral não é grafado com hífen. os quais são sempre ligados por hífen. (certo) O bombeiro-militar deverá comparecer à Diretoria de Pessoal. pois não se trata de uma palavra composta. mas de um substantivo associado a outro com valor de adjetivo. em virtude de o adjetivo geral não indicar função. O bombeiro militar deverá comparecer à Diretoria de Pessoal.99 Geralmente. é errado tal uso. . no entanto. é comum encontrar o termo bombeiro associado a militar ligado por hífen.

de 15 de julho de 2003. Correspondência: Linguagem & Comunicação (oficial. dispondo sobre a elaboração.º 13. Aprova as Instruções Reguladoras dos Documentos Sanitários de Origem (DSO). Edivaldo M. Cria mensagem obrigatória que deverá constar nos documentos expedidos pelo Governo do Distrito Federal. Diário Oficial do Distrito Federal. para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. de 24 de fevereiro de 2006. Mariúsa. de 19 de novembro de 2004. São Paulo: Parábola Editorial. Decreto n. de 3 de janeiro de 2002. . de 3 de setembro de 1996.º 8. alteração e consolidação das leis do Distrito Federal. as publicações e os atos administrativos no âmbito do Exército (IG 10-42). de 22 de novembro de 2004. DISTRITO FEDERAL (Brasil).366. 23ª ed. 69 da Lei Orgânica. de 8 de Janeiro de 1991. Decreto n. redação. 2005. Diário Oficial do Distrito Federal. particular). Presidência da República. Brasília. Instruções Gerais para a correspondência. 2002.º 26. BELTRÃO. BRASIL. DISTRITO FEDERAL (Brasil).912. São Paulo: Ática. DI PIETRO. empresarial. Regulamenta o art. Lei Complementar n. São Paulo: Atlas. para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.. Brasilia. Mª Sylvia Zanella. Brasília. Brasília. 2007.159.100 - Referências Bibliográficas BAGNO. Direito Administrativo. Aprova as Instruções Reguladoras dos Documentos Sanitários de Origem (DSO).604. São Paulo: Atlas. BOAVENTURA. Brasília. 1993. Diário Oficial do Distrito Federal. Diário Oficial do Distrito Federal. de 14 de julho de 2003. BRASIL. Como ordenar as idéias.º 23. de 23 de fevereiro de 2006.º 4. Presidencia da República. Decreto n. Brasília. Institui o personagem-símbolo e o slogan do Programa de Educação Fiscal do Distrito Federal (PEF/DF). 3ª ed. e dá outras providências. Regulamenta a Lei n. DISTRITO FEDERAL (Brasil). Manual de redação da Presidencia da República. de 4 de setembro de 1996. 18ª ed. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação lingüística. Odacir & BELTRÃO. DISTRITO FEDERAL (Brasil). 2005. 2ª ed. e dá outras providências. Diário Oficial do Distrito Federal. Decreto n. de 24 de fevereiro de 2006. Marcos. que dispõe sobre a política nacional de arquitos públicos e privados.073.º 25.

VOLP/Academia Brasileira de Letras. Rio de Janeiro. Lucília H. 1990. A Academia. VOLP/Academia Brasileira de Letras. Martins Fontes: 1998. n. Cultrix: 2001. 4ª ed. Prático de Regência Nominal. 28ª ed. (org. A Academia. NEY. 2005. 18ª ed. GNERRE. 3ª ed. 2ª ed. Polícia Militar do Estado de São Paulo. São Paulo: Contexto. 4ª ed. Argumentação e linguagem. Alfabetização e letramento. ano 12. São Paulo: Malheiros. São Paulo. 2004 (disponível em: www. Airton Edno. Direito Administrativo. Particularidades da Redação Policial-Militar. Hely Lopes. São Paulo: O Estado de São Paulo. Luiz Carlos. LUFT. Linguagem. MEIRELLES. Roman. acessado em 25 out. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. São Paulo: Cortez. Rio de Janeiro. Maurizio. Editora Ática.). do Carmo. 9ª ed. 2004. São Paulo. RIBEIRO. KOCH. 14ª ed. São Paulo: Contexto. JAKOBSON. Lingüística e comunicação. 1976. Manual de redação e estilo. 2002. São Paulo. In: A Força Policial. SOARES. 2003.º 47. Celso Pedro Dicionário.101 GARCEZ.. 2004. . MARTINS. 12ª ed. Ingedore Grunfeld Villaça. setembro 2005. Prontuário de Redação Oficial. São Paulo: Martins Fontes. João Luiz.br. Magda. escrita e poder. Coerência textual.academia. 3ª ed. Eduardo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1999. 2007).org. _______________ & TAVAGLIA.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful