CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL

MANUAL DE REDAÇÃO OFICIAL

BRASÍLIA, 2008

Os autores: Major QOBM/Comb. Marcus Vinícius Braz de Camargo, matr. 00315-8

1º Sargento QBMG-1 Péricles Rodrigues de Oliveira, matr. 04492-X Graduando em Direito

1º Sargento QBMG-1 Leno Rodrigues de Queiroz, matr. 05485-2 Graduado em Serviço Social

2º Sargento QBMG-1 Cláudio de Oliveira Brasil, matr. 05346-5 Bacharel em Administração e pós-graduado em Marketing

Soldado QBMG-1 Solange de Carvalho Lustosa, matr. 06509-9 Licenciada em Letras, Mestre em Lingüística e Doutoranda em Lingüística

“Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados.” (máxima burocrática)

“Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista não seus próprios interesses, e, sim, os dos outros.” (Filipenses 2. 3-4)

We must love them both – those whose opinions we share and those whose opinions we reject. For both have labored in the search for truth, and both have helped in the finding of it. St. Thomas de Aquino (1225-1274) [Nós devemos amar ambas: aquelas opiniões que compartilhamos e aquelas que rejeitamos. Porque elas trabalham na procura da verdade e ajudam a encontrá-la.]

Este manual é dedicado a todas as praças do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal que participam de todas as fases que envolvem a tramitação da documentação oficial desta Instituição. .

com o intuito de que ele se torne uma referência bibliográfica de efetiva consulta. MANOEL JOSÉ DA SILVA MATOS ao ensino de redação oficial para os vários cursos já realizados na Corporação e as suas sugestões feitas a este Manual. pela orientação quanto ao trato com a documentação reservada/sigilosa. Agradecemos. . JODIR CÉSAR MENEZES. também. a dedicação do 2º Ten RRm.Agradecemos a colaboração do Ten-Cel. decorrentes de sua leitura minuciosa.

SUMÁRIO Sobre o Manual de Redação Oficial do CBMDF 1. Exposição de motivos 3.2.6.1.1.2.1.1.1.5. Requisitos necessários para a formulação de atos administrativos 3.4.4. Atestado de origem 3.1.1.1.6.5.1.1.1.6. A formatação do envelope 2.2. Comprobatórios 3. Circular 3.1.1.5.6.6. Ofício 3.1.3.6.1.6.1.1. Relatório 3. De correspondência 3.2. Enunciativos 3.1.5. Normativos 3.1.5.1.1. Mensagem (fax) 3.2. Formatação para publicação em Diário Oficial do Distrito Federal 3.4. Memorando 3.2.1.5.1.2. O que é redação? Como se faz? 1.5.1. Inquérito sanitário de origem 3. Declaração de beneficiário 10 13 15 19 20 22 23 24 24 29 31 34 34 36 38 40 40 42 42 42 45 47 47 50 51 53 53 57 59 60 63 . Parecer 3.1.1. O que é Redação Oficial? 2..3. Ata 3. Portaria 3. Despacho 3.5. Carta 3. Requerimento 3. Outros 3.3. De assentamento 3.3.1. Formatação geral de documentos do CBMDF 2.1. Informação 3. Classificação dos atos administrativos 3.1.3.2. Ordem de serviço 3.1.1.2.1.3.1.1.5. Comunicação de acidente 3.1.1.

respondendo pelo 7. A tramitação da documentação (normal / urgente / urgentíssimo / com prazo) 7. Diferença entre atenciosamente e respeitosamente 7. A correspondência virtual da Corporação 4.7. Gerundismo 7.1. Abreviaturas mais utilizadas na Corporação 7.2. Hífen Referências bibliográficas 63 66 66 69 70 71 71 72 72 73 74 74 76 78 81 83 85 90 92 92 93 94 94 95 96 96 98 98 100 . Através de 7.15.4. Os boletins internos 5.5. Junto a ou junto de 7.6. Lista de endereços eletrônicos oficiais de Seções.3.1.11. Nota de boletim 4. Dúvidas relacionadas à redação oficial militar 7.8. A documentação sigilosa 7.14. O boletim reservado 6.2. Informações sobre arquivamento de documentos 7.2.5. Os boletins da Corporação 5. A formação do gênero feminino no CBMDF 7. O recebimento de documentos 7. Arquivamento da documentação 6. Centros e Companhias do CBMDF 5.1.6. por delegação. As siglas utilizadas no CBMDF 7. Regência verbal / regência nominal 7. Autenticação de documentos 7.10.16.3. O enquadramento 7.1 O boletim geral 5.13.9.1 O Arquivo-Geral 6.3.12.17. Diferenças entre: em exercício. Uso de maiúscula no CBMDF 7. Pronomes de tratamento 7. Diretorias.

o trato com a documentação sigilosa. além de inserir questões gramaticais consideradas problemáticas e mais freqüentes no momento da escrita. este manual foi elaborado não só para os militares atrelados ao serviço burocrático da Corporação. fazer um requerimento e não sabem ou necessitam de modelo para redigirem. a padronização tanto de atos administrativos como do envelope utilizado. pois há bastante controvérsia entre o uso dessas formas. O fato de não ter adotado nenhum dos manuais citados anteriormente. o Manual de Redação Oficial do Governo do Distrito Federal e as Instruções Gerais para a Correspondência. por meio da observação do uso desses vocábulos. mas também para todos aqueles que. registrou a existência de alguns desses termos flexionados. no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). A dificuldade geralmente advém apenas no momento da escrita e surgem questões que variam do pronome de tratamento a ser utilizado até como retratar as mulheres militares desta Corporação. deve-se à especificidade da documentação oficial produzida pelo CBMDF. o que incluiu aspectos sobre a maneira e onde arquivar os documentos. uma vez ou outra. A questão do feminino é polêmica. é o estabelecimento da padronização das formas nominais referentes às mulheres militares do CBMDF. Este manual pretende. precisam relatar alterações no serviço. certamente. Deve-se salientar que os militares que participaram da confecção deste manual tiveram como preocupação primordial abarcar tudo o que se refere à tramitação da documentação oficial do CBMDF. definir qual será a forma utilizada nesta Corporação. as Publicações e os Atos Administrativos no Âmbito do Exército. é militar.Sobre o Manual de Redação Oficial do CBMDF Há tempos o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal espera por uma normatização de seus atos administrativos que viesse ao encontro de perguntas sobre a maneira correta de se elaborar cada expediente. Com o intuito de dirimir essas dúvidas e mais algumas outras que foram lembradas. A Academia Brasileira de Letras. . Um ponto crucial deste manual. embora seja órgão atrelado ao GDF. mas tal flexão não abarca todos os postos/graduações. A bibliografia central deste manual é o Manual de Redação Oficial da Presidência da República. pois.

característica que deve ser evidenciada em seus atos administrativos. daí a procura por expedientes que retratem essa natureza. baseadas em conhecimentos que. mostrar soluções para alguns dos problemas freqüentes no âmbito burocrático. Esses expedientes serão tratados oportunamente e com maior atenção em outra publicação. tais como o convênio e o contrato. por estar sujeito às implicações legais nem sempre interessantes para a Administração Pública. com conseqüências sujeitas à Lei de Responsabilidade Fiscal. o último. Os primeiros por estarem regulados por legislação federal (Lei n.666). não são tão públicos quanto deviam e na observação de outras instituições co-irmãs sobre o assunto. Deixam de constar neste manual os atos administrativos de ajuste. tanto quanto possível. para algumas perguntas igualmente freqüentes sobre a tramitação ou elaboração de determinados expedientes. Este manual pretende.º 8. Os autores . além do edital em virtude de serem complexos e requererem uma atenção redobrada. infelizmente.

Infelizmente. conseqüentemente. além de uma série de outros recursos que tentam garantir ou reduzir as interpretações de um texto escrito. mas com ela apareceram alguns problemas como ambigüidade (devido à falta de contexto). formações discursivas. para haver comunicação. não dá sequer para assegurar que o leitor seja o único a ter acesso ao texto e. Só para se ter uma idéia da realidade brasileira sobre a questão. efetivamente. escrever ou interpretar um texto escrito2. canal. poeta Chileno) A escrita é a resposta a uma necessidade social: as informações precisavam ser eternizadas. Dessa forma. controle sobre a leitura que este faz. O escritor não possui esses recursos. O que é redação? Como se faz? Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. Só para se ter uma idéia desse processo. presentes em todos os textos. com ela. localizam informações bem explícitas). no entanto. tem-se um crescente número de pessoas que passam anos (cerca de 10 ou mais) cursando os ensinos fundamental e médio sem saberem. a sua intenção de fala. 38% de alfabetizados com nível básico (lêem textos 1 . não entendimento do texto (em decorrência do pouco conhecimento do código) ou entendimento errado (a ironia geralmente não é lida como ironia). No meio você coloca idéias. a maior parte do ensino de Língua Portuguesa escrita. código (além das funções da linguagem decorrentes dessas partes). ele parafraseia ou dá mais exemplos para que seja garantida a sua interpretação e.. quando o falante percebe que foi mal entendido ou que há algo que prejudicou o entendimento de sua mensagem (informação constatada pela expressão do ouvinte). modos de operação da ideologia. No entanto. A perspectiva lingüística calcada na Lingüística Textual e na Análise de Discurso considera superado o modelo proposto por Jakobson (2001) que prevê que.10 - 1. pressupõe leitor/ouvinte1. receptor. a escrita não possui a capacidade de reestruturação do entendimento do leitor. em que a interação é em tempo real. se resume ao ensino de gramática normativa e pouca ênfase é dada às práticas de redação e interpretação de textos. como preconceitos lingüístico e social. passadas para as outras gerações e a memória já não era mais suficiente. o Índice Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF/2005) encontrou: 7% de analfabetos. meio e assunto. ethos. mas inclui outras demandas muito importantes. é relacional. as quais não são tratadas por Jakobson (2001). Ao contrário da fala. assim como o falar. Este trabalho compartilha com essas vertentes por entender que a função da linguagem não é apenas comunicar. (Pablo Neruda. há semelhanças entre os dois processos: escrever. são necessários o emissor. nos países emergentes ou em desenvolvido ele é mais acentuado. 2 Esse processo é denominado alfabetização funcional e existem praticamente em todos os países. 30% de alfabetizados com nível rudimentar (lêem apenas frases e títulos. referente.

fazendo com que o seu autor considere que não há erro. Para elaborar um texto (não só aquele relacionado à redação oficial). mas. Na verdade. Dessa forma. Talvez estas sejam as maiores dificuldades a serem vencidas no ato de escrever: além do pouco domínio do código escrito. para quando e qual efeito esperado com isso. n. Dossiê: leitura. devemos antes ter em mente alguns dados importantes como: o quê. esse processo deve ser mais rigoroso. a uma série de problemas de estrutura textual. precisamos ter esses dados em mão. A não reflexão sobre esses problemas encontrados durante a produção de texto culmina. A escrita é um processo relacional e. . 4 Na redação oficial. como um princípio de interpretabilidade. sim. 2002: 21). não se fala como se escreve. comparam textos. Mas como devemos proceder para resolver o problema? Uma possível solução está em dois momentos da escritura de um texto: a elaboração e a revisão. Soares (2005:17). mesmo quando se escreve em contextos informais. com textos que retratam o oral no escrito ou uma plena desconexão de sentidos. localizam informações explícitas ou que exigem pouca inferência) e apenas 26% da amostra são de alfabetizados com nível pleno (lêem textos longos. identificam fontes).11 A verdade é que a língua escrita não é uma mera representação da língua oral. mesmo quando se fala em situações formais. sobre esse aspecto. ligado à inteligibilidade do texto numa situação de comunicação e à capacidade que o receptor tem para dar sentido ao texto (KOCH & TAVAGLIA. para pensarmos ou controlarmos os efeitos de nosso texto4. 3 Entenda-se por coerência. como externamente (com implicações de aceitação positiva ou negativa perante à sociedade). muitas vezes. Se o militar se tornou pai. por isso. uma vez que o autor do texto está representando um órgão ou instituição estatal não só internamente (situação que o coloca em uma relação hierárquica). alerta que: não se escreve como se fala. a possibilidade de estabelecer um sentido para o texto. O “de que forma” será atendido com o preenchimento da declaração de curtos.º 121. não há problema. como falta de coerência3 e trechos truncados. Vamos avaliar a aplicabilidade desse processo. a falta de conhecimento no uso de elementos gramaticais necessários para articular as idéias que o escritor quer compartilhar. Ano 11. a maior parte dos erros não está atrelada ao uso da forma padrão de linguagem. In: Educação (revista). o quesito “o quê” é “informar o nascimento do filho”. de que forma. digressões (perder-se em seu raciocínio) etc. para quem comunicar tal tema. ele precisará informar esse fato à Corporação para receber os benefícios que lhe garante a lei. o grande desafio do ensino..

freqüentemente. como exemplo). pode-se colocar. 1993. O uso de esquema ou rascunho ajudará nesse processo de seleção de informação. pois. direcionada ao Diretor de Pessoal (para quem) e o efeito esperado é a inclusão do dependente e a garantia de alguns benefícios previstos. ajudarão a unidade que receberá esse militar na função de controlar a sua vida profissional. quer seja para a interpretação é de vital importância para se conseguir um texto bem escrito ou bem interpretado. “para quem comunicar tal tema” e “qual efeito esperado com isso”. no ofício que o apresenta. repetitivo. Edivaldo M. dessa forma. a revisão7 deve ser procedida para que se tenha certeza de que o texto está coerente com o objetivo a que se pretende atender. reflexões de posicionamento. Boaventura (1993)6 mostra. 8 GARCEZ. obscuro ou inconsistente. de certa forma. as quais serão aqui lembradas: 1) há excesso de informação? Há informações incompletas ou confusas? As informações factuais estão corretas? Expediente formulaico usado para inclusão de beneficiário de militar. 2ª ed. BOAVENTURA. São Paulo: Ática.) segue um roteiro previamente definido. Além disso. São Paulo: Martins Fontes. etc. tudo o que se faz diariamente (bolo.. 6 5 . temos a necessidade de.12 beneficiário5. pode-se recorrer à elaboração de rascunho ou esquema. Pensando assim. informar algumas coisas que. casa. já expostos anteriormente. o número do boletim em que a movimentação foi realizada e se o bombeiro já gozou de férias para o ano em curso ou qualquer outro impedimento ou benefício que esteja gozando (concessão de horário especial para estudo. “de que forma”. pois é fruto do pensamento. Depois de escrito. além das questões relacionadas ao “o quê”. do Carmo. Garcez (2004: 126)8 aponta algumas perguntas que ajudam nessa fase. Técnica de redação: o que é preciso saber para bem escrever. Como ordenar as idéias. Lucília H. 3ª ed. a apresentação de um bombeiro que foi movimentado para uma determinada unidade militar. que a esquematização de textos. sofrendo. Essa relação funciona para tudo: se não for possível responder a essas questões mentalmente. quer seja para a elaboração. 7 O redator deve ter consciência de que um texto nunca está pronto e acabado. o texto muito dificilmente será superficial. por exemplo. 2004. manutenção de equipamento. Em uma dada situação como. por meio de vários exemplos.

jargão profissional? 5) às estruturas sintáticas e gramaticais. o impessoal e a subjetivo. não cabendo qualquer tom particular ou pessoal no texto.1. o assunto tratado sempre possui um caráter impessoal. Eles foram aqui citados para alertar sobre a forma da escrita. frases feitas. bem como estabelecer regras para a conduta de servidores públicos ou regular o funcionamento de seus órgãos. expressões coloquiais inadequadas. formalidade. pois. o faz em nome do serviço público. objetividade. A linguagem está adequada à situação? A opção escolhida tornou o texto harmonioso ou há oscilações súbitas e inadequadas?9 3) à impessoalidade ou subjetividade. tratamento adequado.13 2) à linguagem: formal ou informal. excesso de adjetivos. 9 Os números 2 e 3 não se aplicam à redação oficial. Está de acordo com o objetivo estabelecido inicialmente? As idéias principais estão evidentes? 1. Daí. Em virtude disso. a autoridade entende que. O posicionamento adotado como predominante mantém-se ou essa opção não ficou consistente no texto? 4) ao vocabulário. obedecendo a certas regras formais. As escolhas estão adequadas ou há repetições enfadonhas e pobreza vocabular? Algum termo pode ser substituído por expressão mais exata? Há clichês. pois deve estar claro para o redator que a redação oficial deve ser pautada pela linguagem formal e pela impessoalidade. . decorre o caráter formal do texto. vemos textos de atos administrativos oscilando entre o formal e o informal. O texto é impessoal quando não há marcas ou impressões individuais de quem o escreve. É caracterizada pela impessoalidade.. clareza. O que é Redação Oficial? A redação oficial é o meio utilizado pelo Poder Público para externar atos administrativos. freqüentemente. concisão. como o padrão culto da linguagem. polidez. uniformidade e o uso da norma padrão da Língua Portuguesa. embora seja ela a assinar o documento. o que evidencia a falta de prática no momento de escrever atos administrativos ou talvez a ignorância sobre a sobriedade esperada para tais textos. O texto está correto quanto às exigências da língua padrão? As transições entre as idéias estão corretas e claras? Os conectivos são adequados às relações entre as idéias? A divisão de parágrafos corresponde às unidades de idéias? 6) ao objetivo e à situação.

o redator deve ter consciência de que. por excelência. além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve. o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto. Di Pietro (2005:189)10 define ato administrativo como sendo a declaração do Estado ou de quem o represente. princípios que constituem a formalidade do texto oficial.) consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. 4ª ed. com observância da lei. 2005. 10 11 DI PIETRO. uma fonte de prova legal. o ato administrativo é. 18ª ed. escrita e poder. Por isso.. pautando-se pela definição exposta acima. Direito Administrativo. que a sua redação terá publicidade. o administrador é responsável por aquilo que assina. não ser ambíguo. que produz efeitos jurídicos imediatos. Mª Sylvia Zanella. para o texto obter essa qualidade ele precisa ser coeso. Dessa forma. Martins Fontes: 1998. é fundamental que se tenha. Outra observação a ser feita. Maurizio. texto conciso é aquele que (. no momento em que escreve.. Entenda-se como ato administrativo aquele praticado no exercício da função administrativa. Todo processo disciplinar pode ser revisto juridicamente.. . refletirá a imagem dessa instituição (GNERRE: 1998)11. estar em uma linguagem de entendimento fácil (sem gíria ou jargões técnicos). principalmente. Linguagem. Segundo o Manual da Presidência da República. mas o contrário não se opera. Ressalta-se que há dois tipos distintos de atos administrativos: aqueles que geram efeitos jurídicos e os que não os geram. é que o ato administrativo está sujeito a controle do Poder Judiciário. GNERRE. tramitará em lugares outros que não os de sua instituição. No entanto. e. Para que se redija com essa qualidade.14 padronização do papel e da diagramação do texto. sob regime jurídico de direito público e sujeita a controle pelo Poder Judiciário. pois só se atribui significado àquilo que está claro. está representando a instituição da qual faz parte. É nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de idéias. Como o processo de leitura é a atribuição de significado aos mais variados textos. a clareza é um princípio mais que necessário. o que implica em dizer que os atos administrativos podem gerar processos judiciais que serão avaliados à luz do Direito e não mais do Poder Executivo. São Paulo. São Paulo: Atlas.

- 15 Como é utilizada para estabelecer normas ou diretrizes, a redação oficial utiliza a norma padrão12 da linguagem, não sendo permitida a utilização de gíria, regionalismo, jargão técnico etc. que se limitam a grupos restritos, fato que pode dificultar o amplo acesso ao teor do ato administrativo por parte do destinatário. Para garantir a plena interpretação textual, as expressões literárias ou em linguagem conotativa são proibidas em textos em redação oficial. O redator desse tipo de texto deve se esforçar ao máximo para não o contaminar de impressões pessoais, porque a falta de impessoalidade, além de contrariar o estabelecido pela Constituição Federal, ainda interfere na atuação da Administração Pública. É notório que a impessoalidade13 plena e a existência de uma única interpretação são difíceis ou mesmo impossíveis, mas o redator deve tentar atingir ou aproximar-se desses dois parâmetros. Quanto aos estrangeirismos ou empréstimos não serão proibidos no âmbito desta Corporação, mas a recomendação é a favor do não uso, principalmente quando já existe equivalente na Língua Portuguesa. Tal ressalva tem por objetivo primar por um dos maiores símbolos nacionais do País: a Língua Portuguesa falada no Brasil. Além disso, há uma tendência, por parte da Administração Pública como um todo, pelo uso de correlatos ao invés de empréstimos que deve ser considerada.

2. A formatação geral de documentos do CBMDF14
De forma geral, os documentos confeccionados no CBMDF obedecem às seguintes especificações: 1)
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especificação do tamanho do papel: A4 (210 mm x 297 mm).

Ao contrário do que se pensa, norma culta e norma padrão não são sinônimos. Bagno (2007) ressalta que norma culta inclui juízo de valor em sua nomeação, reforçando o preconceito lingüístico; e norma padrão é uma abstração lingüística criada para uma variante fictícia, haja vista não haver ninguém que fale fluentemente de acordo com essa “suposta” variante. Para efeito prático, este manual adotará a terminologia “norma padrão” para referir à obediência às regras gramaticais normativas. 13 É corrente na Lingüística Textual ou na Análise de Discurso (linhas de pesquisa da Lingüística), que a forma como os autores escolhem suas estruturas textuais e seu léxico evidencia a sua impessoalidade ou seu posicionamento, no entanto, este pode ser mais ou menos acentuado, o que dependerá exatamente das escolhas textuais utilizadas pelo autor. Para maiores informações, veja Koch (2004). 14 Não serão postuladas formatações referentes ao espaçamento entre as partes que compõem o documento, em virtude de que essas especificações, muitas vezes, desaparecem para que a assinatura da autoridade não fique isolada em alguma folha do documento.

- 16 2) 3) 4) 5) coloração do papel: branca ou parda (quando reciclado). tipo de fonte: arial. cor da fonte: preta. tamanho da fonte: 12 no texto, 10 nas transcrições ou citações e 8

nas notas de rodapé. 6) 7) 8) 9) estilo da fonte: normal. margem direita: 1,5 cm. margem esquerda: 3 cm. margem superior: 3 cm.

10) margem inferior: 2 cm 11) os parágrafos do texto serão numerados com algarismos arábicos, seguidos de ponto, e o texto terá 2,5 cm de distância da margem esquerda. 12) espaço entre linhas: 1,5 cm entre as linhas e de 6 pontos (antes e depois) entre cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, será usada uma linha em branco. 13) idioma: Língua Portuguesa. 14) variante: norma padrão. 15) o cabeçalho da primeira folha deverá conter os seguintes elementos em todos os documentos que exigem timbre, este será formatado e impresso, conforme modelo abaixo:

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DENOMINAÇÃO DA OBM DENOMINAÇÃO DA SEÇÃO

15.1) no lado direito, o logotipo do Corpo de Bombeiros15; 15.2) ao centro, abaixo de um espaço simples, os nomes da Corporação, da OBM e da denominação da Seção, se for o caso, todos centralizados, em fonte arial 12, em caixa alta e em negrito, com espaçamento de

Não poderão ser utilizados logotipos de seções, unidades, centros, companhias, batalhões em nenhum documento oficial. A obrigatoriedade será o uso do brasão do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, conforme estipulado neste manual.

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- 17 1,5 cm entre as linhas e de 6 pontos (antes e depois) entre cada denominação; se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, será usada uma linha em branco; 15.3) no lado esquerdo, o personagem-símbolo e o slogan do Programa de Educação Fiscal do Distrito Federal, conforme estabelece os arts. 1º e 2º do Decreto n.º 23.912, de 14 de julho de 2003. 15.4) nos documentos assinados pelo Comandante-Geral e/ou OBM integrantes do Comando-Geral do CBMDF e expedidos a órgãos e entidades externos à Corporação, o texto central deverá ser o seguinte:

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DENOMINAÇÃO DA OBM 15.5) cabeçalho das outras folhas: a partir da segunda folha de um documento, deve-se constar apenas (Continuação do Ofício n.º 33, de 8 de abril de 2007, folha 2/316). Tal procedimento visa evitar a separação de partes do documento, sugere-se, ainda, que em todas as folhas seja colocada uma rubrica, no sentido de coibir possíveis alterações na documentação. 16) rodapé: todos os documentos elaborados deverão conter os seguintes dizeres, centralizados e seguindo as margens definidas neste Manual, o slogan “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade”17 deve ser digitado sobre linha horizontal e as demais informações sobre a OBM que originou o documento se localizarão abaixo dessa linha horizontal, conforme modelo a seguir:
“Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM

16.1) fonte – Arial. 16.2) tamanho da fonte - 8

Total de folhas do documento, contando com a primeira página. Conforme estipula o Decreto n.º 25.366, de 19 de novembro de 2004, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal de 22 de novembro de 2004.
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16

). 1.1. 1.1. 6) deve-se evitar: 1) o uso excessivo de grifos. serão abolidas. sombreado. a saber: Reservado (R). Quando a documentação estiver destinada para autoridade ou pessoa fora da Corporação não deverá conter abreviaturas ou siglas.1. tais como: tenho a honra de (. sem a utilização de zeros à esquerda do numeral representativo.1) a numeração constará de: 1. apenas com as iniciais maiúsculas. não se tratando de desatenção pessoal. ou qualquer outra formatação que afete a sobriedade dos documentos. bordas. Não se faz necessário negritar ou destacar o nome de guerra do militar.1) espécie do documento (por extenso e em caixa alta). sombra. a numeração de ordem da OBM é precedida e separada por um traço da letra maiúscula correspondente ao grau de sigilo do documento.18 Observações gerais da formatação dos documentos: 1) para cada tipo de correspondência (ofício. A exceção à essa regra será apenas para a abreviatura da unidade que segue o número da documentação (ver 1. Exemplo: MEMORANDO n. letras maiúsculas.1. abreviaturas e siglas. previstas para os substantivos próprios. além de marcar o caráter militar da correspondência. 1..5) quando se tratar de expediente sigiloso. memorando entre outras). 4) os postos e graduações serão grafados apenas com as iniciais maiúsculas. sublinhado.4 deste manual).º R-367/2006-BM/1 2) deve-se evitar o abuso no uso de expressões em negrito. Confidencial (C). pensionistas e dependentes do Corpo de Bombeiros em letras maiúsculas. 1. 19 Conforme previsto no Correspondência: técnicas de comunicação criativa (MEDEIROS. é adotada uma numeração.1. 2004: 33). relevo. caixas de texto.1. fórmulas de pura cortesia. 18 . a qual torna mais direta e sucinta a exposição. Secreto (S) e Ultra-Secreto (US). 2) quando se tratar de expediente interno à Corporação. itálico.4) a abreviatura da Organização Bombeiro Militar. mas de objetividade.2) numeração de ordem da OBM que elabora o documento. iniciada em 1º de janeiro de cada ano e encerrada a 31 de dezembro. letras maiúsculas.. negritos.3) o ano de elaboração do documento..18 5) não haverá traço para assinatura19. os demais. e 1. mesmo quando abreviados. 3) nomes: próprios de militares. seguindo de ordem natural dos números inteiros.

Brasília-DF. De preferência. apenas com o número referente ao dia sem o uso do zero à esquerda. seguido do posto ou graduação. centralizados. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) cargo da autoridade 2.. A formatação do envelope Para efeito de padronização da documentação como um todo. 8) o fecho da documentação se dá com a assinatura do autor do documento oficial. função e matrícula.-Geral URGENTE A sua Excelência o Senhor Fulano de Tal Governador do Distrito Federal 70000-000 – Brasília – DF Os modelos expostos neste manual seguem as orientações contidas no Manual da Presidência da República e no Manual do Governo do Distrito Federal. 2 de janeiro de 2007. o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência terá a seguinte forma20: GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL Ofício n.19 7) a data deverá vir expressa como 1º para representar o primeiro dia de cada mês e. (nome completo. 20 . o preenchimento deve ser feito por meio de digitação. não se pode esquecer do preenchimento do envelope no qual a documentação é encaminhada.º 41/2007-Cmte. nos demais casos. principalmente quando estiver destinado a autoridades fora da Corporação. a qual deverá conter o nome completo. No envelope.1.

2. 2. de 31 de dezembro de 2002.DF 2. . é imprescindível a remessa da matéria a ser publicada em mídia eletrônica e deverão ser geradas em editor de texto. que institui normas para as publicações do DODF (publicado no DODF de 16 de janeiro de 2003 e republicado em 30 de maio do mesmo ano).1) fonte: Times New Roman.20 Para as demais.º 23.2) tamanho da fonte: 9.3) estilo da fonte: normal. Formatação para publicação em Diário Oficial do Distrito Federal Para publicar matérias no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) foi padronizada pela edição do Decreto Distrital n.º 41/2007-DP/SePag URGENTE Ao Senhor Fulano de Tal Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal 70000-000 – Brasília . tratadas por Vossa Senhoria. 2) mídia eletrônica: além da documentação devidamente impressa em papel.2. para tanto deve-se obedecer: 1) tamanho do papel: o formato fundamental dos papéis a serem encaminhados para publicação em DODF é 210 mm x 297 mm (A4). salvas em formato RTF (Rich Text Format). a padronização obedece ao seguinte modelo: CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DIRETORIA DE PESSOAL SEÇÃO DE PAGAMENTO Ofício n.501. 2. e 2..simples entre as linhas.4) espaçamento .

2) ser agrupadas em um só arquivo de acordo com a seção do DODF onde serão publicadas. 21 Extensões de arquivos de programas de computador. 3. 4.1) vir acompanhados por ofício. a execução orçamentária.1) margem superior . quando reciclado. 3. 4. e 3.8) largura da página . as figuras. 3. 4.0 cm.7) estar no padrão JPEG. balanços e quadros deverão possuir 12 ou 25 cm de largura.29 cm. discriminando as matérias a serem publicadas.5) medianiz . 4.5) as tabelas. etc.. e 4.1 cm.9) altura da página .6) ser encaminhados em forma de tabela e/ou quadro os decretos de créditos suplementares. PDF ou TIF21. sublinhado. estes deverão vir seqüencialmente. 4) a mídia eletrônica e a sua reprodução em papel deverão: 4. 4.3) trazer digitado o nome do signatário e. 3.8) os textos devem ser impressos na cor preta e em papel branco ou pardo. as leis e os balanços patrimoniais.4) vir em texto corrido e não deverá conter negrito.21 3) margem: 3.3) margem esquerda .0 cm. gráficos e formulários e deverão possuir 12 ou 25 cm. no caso de atas. 4. 3.4) margem direita .6) cabeçalho . 3. resoluções..2) margem inferior .0 cm. 3.7) rodapé .0 cm.13 cm. As linhas horizontais e verticais poderão ser substituídas pela Diretoria de Divulgação de forma a se adequarem aos padrões gráficos utilizados para editoração dos jornais. que contenham o nome de mais de um signatário. acórdãos.1 cm. de largura com altura até 29 cm. . na largura de 12 cm. itálico e suas combinações e recuo de abertura de parágrafo.0 cm. Os caracteres da tabela poderão ter corpo menor que 9 (nove).

por exemplo. mas deve partir da administração. No que se refere à finalidade. os militares se esquecem que há a necessidade de comunicar e obter da administração o aval para a troca de serviço e que não cabe a eles agir dessa forma. Essa autorização não é válida porque os autores. o administrador ou redator deve obedecer ao princípio de que a administração precisa de procedimentos especiais e formas igualmente especiais para manifestar a sua vontade. escritos de próprio punho. Não raro. o ato torna-se inválido. não possuem o poder para deliberar sobre o assunto. Requisitos necessários para a formulação de atos administrativos Hely Lopes Meireles (2003) postula a existência de cinco requisitos para a formulação de atos administrativos: competência. nomes fictícios de militares.. pois balizam o redator sobre alguns pontos que devem ser obedecidos sob pena de tornarem os atos inválidos ou prejudicar a sua tramitação. a troca/permuta de serviço.22 - 3. 2003:147). não responda administrativa ou criminalmente. embora sejam as partes envolvidas. finalidade. Partindo do requisito competência. por exemplo. além de garantir que o serviço será desempenhado por alguém. como exemplo. a qual é o interesse público. pois se houver algum problema de ordem operacional durante o serviço desenvolvido pelo Soldado AKIL22. Quanto à forma. motivo e objeto. a Soldado ANA CAROLINA. por meio da autoridade hierarquicamente competente para “formalizar” a transação. .. se o agente não detiver o poder necessário. a qual estava oficialmente escalada para a atividade. o fim público é a formalização de troca de serviço para que a administração garanta os direitos e deveres às partes. o administrador deve ter sempre em mente que o ato administrativo precisa ter finalidade pública. Cabe ressaltar que a troca em si não é proibida. No exemplo anterior. ao longo deste manual. Esses requisitos são importantes no momento da redação de atos administrativos. Temos. temos que “nenhum ato (.. para que todos fiquem resguardados em caso de problemas administrativos e/ou operacionais. Se a forma 22 Serão empregados. Às vezes. autorização por parte dos militares envolvidos para efetuar a transação. Dessa forma. é possível encontrar papéis que contenham.) pode ser realizado validamente sem que o agente disponha de poder legal para praticá-lo” (MEIRELES. forma.

todo ato administrativo. pois está no campo do interesse pessoal e não do da Corporação. praticada pelo Poder Público. Todo ato administrativo tem por objeto “a criação. um memorando ao Diretor de Ensino e Instrução para que seja retificada a escalação no boletim geral. reflete a administração pública e não o indivíduo por ela representado. em conformidade com a lei. modificação ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas. por exemplo. o ato administrativo muda a situação de militares: um passa a escalado o outro a nãoescalado. 3. coisas ou atividades sujeitas à ação do Poder Público” (MEIRELES. Então. embora a retificação apareça “sem motivação” em um item de boletim geral. como retificação. excetuando-se os casos em que a lei desobrigar o agente. mas. Ao contrário do que se pensa. o qual possui competência legal para tal. pois não possui competência legal para publicar matéria em boletim geral. sim. p. o ato administrativo não poderá ser jamais uma nota de boletim. Prontuário de Redação Oficial. mesmo o de correspondência. 2003:150). Classificação dos atos administrativos Entenda-se por ato administrativo todo ato em que é expressa a vontade do Estado. a qual será analisada pelo administrador. Deve sempre vir expresso. 2003). No exemplo anterior. João Luiz. implicando as sanções penais e administrativas decorrentes dessa nova situação às partes. 23 NEY. se houver a retratação em tempo hábil. à perda de aposta não é motivo para a existência do ato. O motivo “é a situação de direito ou de fato que determina ou autoriza a realização do ato administrativo” (MEIRELES. em um dos boletins da Corporação. No exemplo trabalhado. Seguindo o exemplo da troca de serviço. ela não ocorre assim.23 utilizada não for a prevista. 12ª ed.1. o ato administrativo poderá se tornar nulo. se os militares estiverem lotados na Academia e a escalação tiver sido publicada no boletim geral. 68 .. Os militares envolvidos deverão justificar a sua necessidade. O administrador deve sempre se lembrar de que: “nula a forma. No entanto. objetivando produzir efeitos de direito ou impor obrigações23. a escala poderá ser publicada. A vinculação da troca. seu comandante não poderá elaborar uma nota de boletim retificando a escala. nulo o ato”.

. a remissão a dispositivos de lei deve ser iniciada pelo artigo. os atos administrativos podem ser classificados nas seguintes categorias: – – – – – atos de correspondência. Os exemplos desse grupo são: o decreto25. ou seja. como tal. Portaria As portarias no Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) se dividem em dois tipos: a que leva numeração e a não numerada. atos de ajuste24. Ao longo de todo o Capítulo III da referida lei complementar.1.. o edital. atos enunciativos. por sua complexidade.1. 3. regulamentos sobre a execução de determinado serviço. a resolução. que serão tratados em uma publicação posterior. A diferença entre elas é pertinente ao assunto. Cabe salientar que as portarias são atos administrativos que versam sobre a auto-organização da instituição e. 25 O decreto não será tratado neste manual em virtude de o CBMDF não produzir tal expediente. a instrução. que. deixam de constar. de agregação de militares) são apenas datadas. as demais que incidem de forma pontual para alguns militares (movimentação de oficiais. e atos comprobatórios. “quando seguido do respectivo número. é indicado pela 24 Conforme exposto na introdução deste manual. de acordo com dispositivos legais são classificados como atos normativos. normas. todos os atos que expõem orientações. possuem algumas especificações como: são articuladas (divididas em artigos). devendo ser regidas pela Lei Complementar n. é tratada a redação dos atos normativos. 3. No artigo 52. Normativos Como o próprio nome já antecipa.1. o regimento e o regulamento. atos normativos. aquelas que tratam de questões que atingem a Corporação como um todo (acrescentam.24 De acordo com a finalidade e a peculiaridade de cada expediente. a ordem de serviço.º 13. reformulam ou excluem determinadas formas de funcionamento da Corporação) levam número. de 3 de setembro de 1996.1.1. os atos de ajuste (contrato e convênio).

sendo o seu texto iniciado por minúscula. que terá dia. a qual terá o seu texto iniciado por minúscula. na falta dela. Dessa forma. 5) a portaria poderá. temos: 1) a ementa será grafada em negrito ou. será colocada a data. §2º. geral).25 abreviatura ‘art. conforme se use a remissão para um ou mais artigos.’. 8) não haverá alínea única. a citação deve ser assim: “arts. em especial a portaria. definidas na citada lei complementar. 7) não haverá inciso único. seguido de travessão. por meio de caracteres que a realcem e o seu texto será situado entre o centro e a margem direita do papel (com distância de 3 cm em relação à margem esquerda). . 4) entre a numeração em algarismo ordinal e o texto.” A complementação do artigo deve ser isolada por vírgulas. 11.” Entre algumas normas próprias no tocante à redação dos atos normativos. para citar o §2º de algum artigo. 2) depois de parágrafo. 2º. Livros. será colocado um ponto. para melhor entendimento. Capítulos (todos em letras maiúsculas) e em Seções e Subseções (em letra minúscula). da Lei tal. 9) o inciso será numerado em algarismo romano. não será colocado nenhum sinal. 6) logo após o número da portaria. Títulos. II. agrupar os artigos em: Parte (especial.” seguida da numeração ordinal até o nono e cardinal depois deste. 3) artigo será indicado por meio da abreviatura “Art.’ ou ‘arts. mês e ano. depois da numeração em algarismo cardinal. o caput do artigo não poderá ser desmembrado em incisos..

ordem de execução 1.º 13/96) Utiliza caracteres maiúsculos/distingue as Epígrafe espécies de portarias utilizando numeração arábica / situa a portaria no tempo (dia. parágrafo: Unidade complementar para apreensão do unidade complementar sentido. autoridade que não promulgou. Texto (é articulado) 2. informações sobre o espírito da lei. .3.2. Título Verbo na terceira pessoa do singular do Ementa presente do indicativo. é facultativa a apresentação considerandas algumas das – Órgão ou cargo que promulgou. Preâmbulo (parte inicial da portaria) 1.26 ESQUEMA DA ESTRUTURA DAS PORTARIAS (com base na Lei Complementar n.2.1.1. existe uma única regra. mês e ano) / possui numeração própria. 2.. artigo: unidade básica. Termina com ponto ou dois pontos / possuem uma única frase / sentido completo. mais de um utiliza-se o símbolo “§” (é dependente do caput).2. O texto da ementa é entre o centro e a margem direita.2.2. fundamento legal Fórmula de promulgação 1.2. autoria 1. Síntese do conteúdo / negrito.4. 2. Um só parágrafo é único.

1.5 que trata da formatação da nota de boletim neste manual.036.3. de 4 nov. Fecho 3. 47. de 4 nov. os quais são tratados como itens e letras. Uma utilização bastante recorrente no CBMDF é a referência errada a incisos e alíneas.. aprovado pelo Decreto n. do Regulamento da Organização Básica do CBMDF. 47. respectivamente.).1. 26 Ver o item 3. alínea: Completa o sentido do caput ou do parágrafo / para melhorar o sentido faz-se um desdobramento. . 97. resolve (. 97. O certo seria: O Comandante-Geral. 2.º 16.3. alínea b. Como é um ato administrativo que implica publicidade.6. para posterior publicação26. aprovado pelo Decreto n. letra b. resolve (.). itens IV e V..1..036. números: complementa a alínea (números arábicos) 3.27 2. (letra minúscula). do Regulamento da Organização Básica do CBMDF. 2. no uso das atribuições que lhe compete o art.2.3.º 16.. inciso: explicita normas. no uso das atribuições que lhe compete o art. consignação do local. data e assinatura da autoridade que promulga a lei / após o último artigo. complementa o inciso Algarismo romano seguido de travessão. incisos IV e V. as portarias são redigidas em formato de nota de boletim.. Perceba a diferença no seguinte exemplo: O Comandante-Geral.

incisos I. 3º Esta Portaria entrará em vigor a contar de sua publicação. aprovado pelo Decreto n.27 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO PORTARIA DE REVOGAÇÃO27 Portaria n. Revoga a Portaria n. de 26 mar. que alterou o horário de expediente administrativo da Corporação. V e VII. 2º A contar da presente data. Art.º 6. 1994.036. 47. como acontece com o Manual de Redação da Presidência da República e da Instruções Gerais para a Correspondência. A preocupação se fixará nas partes que compõem os atos e a formatação sobre os espaçamentos obedecerá a melhor estética. de 4 nov. posto QOBM // matrícula) Comandante-Geral do CBMDF “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM Neste manual não serão estabelecidas formatações referentes a distâncias em centímetros de cada margem ou do símbolo ao texto etc. 2007. 1º REVOGAR a Portaria n. terças. 2007. de 20 mar. as Publicações e os Atos Administrativos no âmbito do Exército. de 26 mar. Art. Brasília-DF. do Regulamento da Organização Básica do CBMDF. e estabelece o horário de expediente administrativo da Corporação.. II. o horário de expediente administrativo da Corporação. O COMANDANTE-GERAL. publicada no item VII do BG n. resolve: Art. (nome completo. 27 .º 6.º 60. 9 de abril de 2007. quartas e quintas-feiras: a) 1º expediente – das 9h às 12h. II – Sextas-feiras: das 9h às 13h.º 7. 2007. passará a ser cumprido na forma que se segue: I – Segundas.º 16. b) 2º expediente – das 13h30min. no uso das atribuições que lhe confere o art. às 17h. de 9 de abril de 2007.

2.:_________________________________________ Cabe ressaltar. feito no próprio documento que originou a apreciação. geralmente. 2) consta do corpo do processo (quando houver). no entanto. AO: _________________________________________ PARA: _______________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ _____________________________________________ Em _____/______/_______ ASS. 3) geralmente é manuscrito. sendo. . o qual é numerado e objetiva avaliar e deliberar sobre solicitações. Nem sempre representa decisão a respeito do assunto apreciado. N. que o Comandante-Geral utiliza o despacho decisório.1.29 3.. geralmente. uma vez que ele. Alguns são feitos com uso de carimbos. não aparece numerado. o despacho será considerado como movimentação a ser exposta durante a tramitação do documento. pois pode deliberar para autoridade ou órgão competente que decidirá sobre a questão.º _________/_____/______ às ___h____ min. Podem-se resumir as características do despacho da seguinte forma: 1) é breve e fundamentado em informações ou parecer. 5) o formulário pode ser carimbado. outros de maneira aleatória. não há normatização quanto a esse expediente. 4) não é publicado. No CBMDF. mas para efeito deste manual. Despacho É o ato administrativo que contém a decisão das autoridades administrativas sobre o assunto submetido à sua apreciação. conforme o exemplo: CBMDF – AG PROT.1.

posto QOBM/QBMG // matrícula) Comandante-Geral do CBMDF “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM . não prorrogáveis.: Ofício n.759/2007-DP. Brasília-DF.-Geral Ref. determino à Seção de Assessoria Jurídica: 1) apreciar juridicamente o Processo n. de 5 de abril de 2007. 9 de abril de 2007. a este Comando.2007.53./Cmte.º 3.53 De acordo com as questões formuladas pela praça solicitante no requerimento que originou o Ofício n. e 2) enviar relatório no prazo de 20 (vinte) dias.º 25.. 01111-X.º 25.º 3.2007.759/2007-DP Assunto: matrícula no Curso de Formação de Cabos/2007 Interessado: Soldado AKIL DA SILVA. Cumpra-se.30 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO DESPACHO nº 124/2007-Gab. matr. (nome completo. Processo n.

A ordem de serviço precisa conter: 1) cabeçalho (conforme modelo já exposto neste manual). de pessoal e administrativos. determina a realização de certo serviço ou regulamenta procedimentos para a sua execução. 2) denominação do ato ORDEM DE SERVIÇO. orienta as unidades orgânicas e/ou subordinados quanto ao desempenho de suas funções. 6) fecho.1. a fim de cumprir determinada missão. É utilizada. também.3. esse expediente é bastante produtivo para regulamentar a efetivação de solenidades. Consiste no estabelecimento de encargos para unidades orgânicas e/ou militares subordinadas.31 3. para assuntos normativos. Ordem de Serviço É o ato administrativo mediante o qual o titular da OBM. ano e órgão que a gerou ao centro. e 5) atribuições. seguida de número. sendo denominado como NOTA DE INSTRUÇÃO. 3) finalidade (ementa). . No CBMDF. além de outras autoridades de nível hierárquico equivalente. 4) referência (fundamentação legal).1..

uniforme etc. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) Função da autoridade “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM Embora esse expediente seja quase sempre utilizado para normatizar e pormenorizar solenidades no CBMDF.32 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DIRETORIA DE ENSINO E INSTRUÇÃO CENTRO DE ALTOS ESTUDOS DE COMANDO. conforme o seguinte modelo: .) 4) Treinamento (especificação da data. 3) Programação (especificação da data. DIREÇÃO E ESTADOMAIOR NOTA DE INSTRUÇÃO Nº 3/2007-CAECDEM/DEI SOLENIDADE DE ENCERRAMENTO DO CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS COMBATENTES (CAO/Comb/2007) 1) Finalidade Regular a solenidade de encerramento do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais Combatentes a ser realizada no dia 6 de novembro de 2007. uniforme etc. (nome completo. horário.. ele pode ser aproveitado em outros campos. bem como de sua seqüência) 6) Atribuições (encargos a diversos órgãos da Corporação. para que a solenidade transcorra como previsto).) 5) Desenvolvimento da Solenidade (pormenorizado dos acontecimentos previstos. dessa forma terá uma outra estrutura. como regulamentando um dispositivo legal. 2) Referência (fundamentação legal). horário.

aprovado pelo Decreto n. (nome completo. 4) Revogam-se as disposições em contrário. O COMANDANTE-GERAL. de _____. e considerando: – que no período de dezembro a fevereiro de cada ano ocorre uma demanda acentuada de militares que entram em gozo de férias. 47 do Regulamento da Organização Básica do CBMDF.036. pois a não obediência acarretará em sanções disciplinares tanto para as autoridades que concederem a dispensa. no uso de suas atribuições que lhe confere o art. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) Comandante-Geral do CBMDF “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM . 1994.º 3. DE 5 DE JANEIRO DE 2007. de 4 nov. o Corpo de Bombeiros precisa. no mínimo.º 21. no período de dezembro a fevereiro de cada ano. 2) ORIENTAR os diretores. Os casos especiais serão avaliados apenas pelo Chefe do EstadoMaior-Geral. comandantes e chefes que atentem para a proibição. de ___% de militares em exercendo as suas atividades. – que a sobreposição do número de militares em gozo de férias com o de dispensa recompensa acarretaria em um déficit significativo para a Corporação.º 16. quanto para os que receberam a concessão. resolve: 1) PROIBIR a concessão de dispensa recompensa nesse período.. Disciplina a concessão de dispensa recompensa no âmbito do CBMDF. – que. 3) Esta Ordem de Serviço entra em vigor na data de sua publicação.33 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL ORDEM DE SERVIÇO N. conforme a Portaria n.

Já o parecer normativo é convertido. baseado na análise do caso e indicada. publicada na Revista de Direito Administrativo (RJ) 80/136. Parecer É um ato do agente público sobre determinado processo. . implica-se que somente pessoas capacitadas sobre determinado assunto poderão emitir parecer técnico. em norma de procedimento interno. 3. Dessa forma. não podendo ser contrariado por leigo ou. posteriormente. O parecer pode ser técnico ou normativo.1. infere-se que o parecer é o meio pelo qual determinada atitude da administração será tomada. despacho decisório ou qualquer outro expediente com essas características.28 Dessa forma. o parecer técnico É o que provém de órgão ou agente especializado na matéria. 28 Conforme decisão do STF. por superior hierárquico. os quais só poderão ser contestados por pessoas igualmente qualificadas.34 3. O uso de parecer é bastante importante. a qual precisa estar justificada com dispositivos legais e informações relevantes. Enunciativos Compõem essa categoria todos os atos que se restringem a emissão de opinião sobre determinado assunto ou declaram um fato com base em dispositivos legais. mesmo.. Nessa modalidade de parecer ou julgamento não prevalece a hierarquia.2.1. a solução para a situação. pois não há subordinação no campo da técnica. pois assessora o agente público a tomar as decisões que o caso necessita. Segundo Eli Lopes Meireles (2003). depois de aprovado pela autoridade.2. a qual será evidenciada por meio de nota de boletim.1. Os pareceres jurídicos emitidos pela Seção de Assessoria Jurídica do CBMDF estão incluídos nessa categoria.

posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) cargo da autoridade Aprovado pela Diretoria de Pessoal Em ___/____/_____ (nome completo.35 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL PARECER N.º _____/______-. HISTÓRICO II. Interessado: _________. CONCLUSÃO É o parecer. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) cargo da autoridade “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço completo da OBM Telefones e endereço eletrônico da OBM . I. _____ de ___________ de ____ (nome completo. Processo n.. Fulano de Tal.º _________. ANÁLISE III. Brasília.

deve ser dirigida ao superior hierárquico para relatar a execução de atividades. mas deve ser objetivo. função ou desempenho de atribuições. no CBMDF. 3) conclusão. 2) parte expositiva (assunto propriamente dito do relatório). O relatório possui as seguintes partes: 1) cabeçalho (destinado à identificação). no qual o autor deve expor os acontecimentos e suas avaliações sobre a viagem. O destinatário deve figurar sempre no canto inferior esquerdo da primeira página. bem como quando no exercício de cargo. acontecimentos e fatos. qualidades que só são atingidas se o seu autor demonstrar capacidade para tal. informativo e apresentável. ela tem objetivo o estudo. . os assuntos e a periodicidade devem ser determinados por autoridade competente.1. refere-se ao relatório de viagem..2. Uma utilização bastante freqüente desse expediente. deve-se entender por relatório o “documento através do qual se expõem os resultados de atividades variadas”. no qual se narra uma atividade. ocorrência ou se expõe a execução de uma missão ou de um serviço. O conteúdo do relatório. É um documento de circulação interna em que a exposição escrita. geralmente. Não é simplesmente a relação de fatos. Relatório Segundo Martins & Zilberknop (2001: 252). circunstanciada. visto que.2. e 4) fecho.36 3.

Brasília-DF. 10 de dezembro de 2007. ALÉXIS VICTOR DA SILVA – 2º Sgt. realizei viagem de estudos para o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. QBMG-1 Matr.37 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO RELATÓRIO N.. 01012-1 Senhor Fulano de Tal Diretor de Ensino e Instrução NESTA . Sendo observações). Senhor Diretor.º 10/2007-ALCL Assunto: Viagem de estudos ao CBMERJ. observado (especificação dos acontecimentos e das Atenciosamente. Como conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS/2007).

por meio do raciocínio lógico. a especificação do assunto e qual a documentação que a gerou. dos dados do solicitante. De uma forma geral.38 3. a informação possui um cabeçalho. Informação A informação é um ato administrativo que visa esclarecer. pois também tem como objetivo a análise e equacionamento de problemas de maior complexidade.2. uma determinada situação à autoridade a qual é destinada. .3. É semelhante ao ato administrativo “estudo” utilizado pelo Exército Brasileiro. da regulamentação. mas visa municiar a autoridade destinatária de dados que a levem a tal fim.1.. É composta de algumas partes como: do pedido. de forma minuciosa. A diferença entre esses dois atos está no fato de que a informação não tem em si a tomada de decisão. dos fatos e conclusão.

1º de fevereiro de 2007. Dos dados do militar (informações relevantes ao caso). Brasília-DF.364/2007. Dos fatos (informações relevantes ao caso). II. 02222-1 Senhor Fulano de Tal Secretário do EMG NESTA . V.° 2/2007-Gab. QBMG-1 Matr. IV. Referência: Processo 53.001.39 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO INFORMAÇÃO n. (amparo legal ao deferimento ou LAÍS DE SOUZA – 1º Sgt. I. Senhor Secretário do EMG. Assunto: concessão de férias. Conclusão (posicionamento do autor quanto ao caso./Cmte-Geral.. Da regulamentação indeferimento). Do pedido (especificação do objeto). à luz da administração pública e da legislação em vigor). III.

ata é um resumo de fatos e decisões que aconteceram em uma assembléia. contanto que se tenha o devido cuidado com o arquivamento e com possíveis fraudes ou alterações não conhecidas pelos membros da reunião. quando escrita a mão. Com o advento da informática. devendo seguir texto contínuo em um único bloco paragráfico.. a variante da Língua Portuguesa adotada é a padrão. cabendo ao secretário retificar dentro do próprio corpo do texto as alterações aceitas.40 3.1.3.3. Ata Em síntese. De assentamento 3. os espaços para os parágrafos. sessão ou reunião para um determinado objetivo. deve ser escrita de tal forma que nada seja alterado ou modificado sem o consentimento dos participantes do evento. Os números devem ser escritos por extenso. Já em caso de digitação. assembléia ou sessão. expressões coloquiais. não há a construção de parágrafos. aceita-se que a ata seja transcrita digitalmente. uma vez que o texto não permite a sua adulteração. . uma vez que todos deverão assiná-la ao final. Possui valor jurídico. A ata precisa de um termo de abertura e encerramento. deve-se evitar abreviações. por isso. o tempo verbal utilizado na ata é o pretérito perfeito do indicativo. No entanto.1. não há essa necessidade. geralmente é escrita a mão pelo secretário em livro próprio (com folhas numeradas e rubricadas).1.

Assinaturas: “Brasília . do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Secretaria do Meio Ambiente Ciência e Tecnologia (SEMATEC). que assino com o Sr.º Aos 17 dias do mês de outubro do ano de 2007. ANA CAROLINA MACHADO. foi unanimente aprovado o Parecer n. a ata da sessão anterior foi aprovada sem restrições. Presidente e demais participantes. Subcomandante do CBMDF. CAIO SILVESTRE. Lida pela secretária. SARA SANTIAGO que secretariou a 13ª sessão ordinária do ano. e a Cap.Patrimônio Cultural da Humanidade” . GUSTAVO NUNES. Na ordem do dia. Maj. Maj. o Presidente declarou encerrada a sessão e convocou os presentes para a próxima reunião. nesta cidade.. presentes os seguintes oficiais: Cel RAFAEL VASCONCELOS DA SILVA. às 14horas. no Salão de Apoio do Quartel do Comando-Geral. que presidiu os trabalhos. O expediente constou da leitura de ofício e parecer recebidos. Eu.41 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO ATA N. Cap. A seguir. no dia 15 de dezembro de 2007. respectivamente. SARA SANTIAGO. Secretária.º 35-IBAMA. lavrei a presente Ata. Cap.

de óbito etc.1. dentro de sua respectiva ordem hierárquica.4.29 Esse ato administrativo possui a seguinte estrutura: 1) designação do órgão. cargo. 5) vocativo. 2) denominação do ato CARTA. a carta. Como tipos de documentos comprobatórios têm-se o atestado e a certidão. 3. Carta Entenda-se como carta A forma de correspondência por meio da qual os dirigentes da Administração do Distrito Federal se dirigem a personalidades e entidades públicas e particulares para tratar de assunto oficial. 3) numeração/ano. a mensagem. São exemplos deste grupo: o aviso. . enquanto a outra atesta fato permanente. e 29 Definição retirada do Manual de Comunicação Oficial do Governo do Distrito Federal. 3. endereço). 8) assinatura. local e data na mesma direção. há a de nascimento. 9) nome. Já para a certidão.1.1. São exemplos de atestado: comparecimento na Policlínica. 4) destinatário (nome. 7) fecho. Comprobatórios São aqueles que servem como prova para determinado fato. a circular. no HFA e atestado de saúde.1.. casamento.42 3. a exposição de motivos. De correspondência Os atos que têm por objetivo maior estabelecer comunicação entre pessoas. sendo que a diferença entre eles é que o primeiro atesta a verdade referente a determinado fato transitório. 6) texto (exposição do assunto). posto/graduação e matrícula. o ofício. órgãos ou entidades são classificados como sendo de correspondência.5.5. o memorando.

No Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. as autoridades entendem que o ato administrativo “ofício” atende às necessidades e. . por se tratar de assunto oficial. para efeito deste Manual. o ofício tem incorporado as atribuições da carta e a substituído. esse expediente praticamente não é utilizado.43 10) cargo. será exposto modelo também desse ato.. no entanto. pois. por isso.

Patrimônio Cultural da Humanidade” . posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) Comandante-Geral do CBMDF “Brasília . votos de saúde. agora. mas a todos que se mobilizaram para nos ajudar.º 153/2007-Gab. 7 de outubro de 2007. (nome completo.44 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL CARTA N. RUBEM FERREIRA Síndico do Ed. Morada dos Nobres SQS 313 Bloco W Apto. São atitudes como essas que nos mostram o quanto a população está preocupada não só com o meio-ambiente como em nos ajudar nessas missões.. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal agradece o apoio que recebeu de Vossa Senhoria e dos brigadistas voluntários no incêndio no Parque Nacional de Brasília. Cmdo. realizações por toda a vida. Atenciosamente. que não estamos sozinhos e queremos desejar não só a Vossa Senhoria. O fato de pessoas que não possuem por obrigação tal atividade nos serve de alento e dá mais força no combate aos vários focos que aparecem diariamente. 701 Senhor Síndico. Sabemos.-Geral Brasília-DF. na semana passada.

1.5. por meio de sua publicação em boletim.45 3. . além de ser conhecida ao mesmo tempo por todos os órgãos interessados. a qual acaba por economizar recursos materiais e humanos. Ela possui a mesma estrutura do “ofício”..2. Circular São atos administrativos de mesmo teor destinados para vários funcionários ou órgãos administrativos incumbidos de certo serviço ou do desempenho de certas atribuições em circunstâncias especiais. geralmente. Em virtude de possuir a característica de mesmo conteúdo para conhecimento de várias seções e unidades do CBMDF. é trocada pela ordem de serviço.

-Geral Brasília-DF. À medida que os aparelhos forem devolvidos será procedida a entrega dos novos equipamentos da empresa de telefonia celular Fulana. A entrega dos equipamentos deverá acontecer até o próximo dia 23 de outubro deste ano. a qual venceu a licitação para prestação de serviço móvel para esta Instituição.Patrimônio Cultural da Humanidade” . Cmte. Ao Senhor Fulano de Tal Diretor de Saúde NESTA Senhor Diretor. posto ou graduação QOBM/QBMG // matrícula) Comandante-Geral do CBMDF “Brasília . Em virtude do cancelamento do contrato com a Empresa de Telefonia Celular Tal. militar encarregado etc.46 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL CIRCULAR N. 7 de outubro de 2007. solicito a Vossa Senhoria que sejam recolhidos de todos os militares sob sua responsabilidade os aparelhos celulares. no Protocolo-Geral..). Atenciosamente.º 253/2007-Gab. (nome completo. mediante relação com as especificações do celular (número. juntamente com seus acessórios.

4.. estariam autorizados os secretários e autoridades de igual nível hierárquico.5. todavia. Devido à especificação inerente ao ato administrativo denominado exposição de motivos que é ser destinado ao Presidente ou ao Vice-Presidente. como foi anteriormente relatado. não será possível a sua utilização pelo CBMDF. a enumeração dos fatos e dos dados é utilizada para sintetizá-los e pontuá-los de tal forma que a autoridade para quem é destinada à comunicação tenha uma maior visibilidade sobre o assunto e possa deliberar com maior propriedade. prevê a utilização da exposição de motivos vinculando-a ao expoente máximo do Governo do Distrito Federal: o Governador. Memorando Segundo o Manual de Redação da Presidência da República: Memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão.3. 15.1.3). de uma forma de comunicação eminentemente interna. p.31 30 31 Manual de Redação da Presidência da República.5. Essa documentação tem um formato semelhante ao utilizado para o ofício e pode conter anexos para corroborar a justificativa para a tomada de determinada atitude por parte do Presidente da República. que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis diferentes. Exposição de motivos Ao contrário do que eventualmente se pratica no âmbito do CBMDF. Trata-se. sindicâncias etc. Dessa forma.. De outra forma. a exposição de motivos utilizada por militares do CBMDF não possui numeração. portanto. O Manual de Redação Oficial do Governo do Distrito Federal. 3. .1. a exposição de motivos é um ato administrativo dirigido ao Presidente da República ou ao Vice-Presidente elaborado por Ministros de Estado30.47 3. vem diluída em notas de boletim. Manual de Redação da Presidência da República.2. pois em geral. a característica importante de expor de forma eficaz os fatos e dados será considerada principalmente na elaboração do ato administrativo “informação” (ver item 1. ofícios. possivelmente numa analogia ao Manual de Redação da Presidência da República.

48 - É o documento empregado para exposição de projetos. Por circular internamente em um mesmo órgão. faltas e não cumprimento de missões por parte de militares. diretrizes etc. no entanto. utilização que deve ser repensada. . devendo ser utilizado o próprio documento para despachar sobre o assunto. por isso. será adotado o uso do Memorando no lugar do que atualmente se denominam “ofício interno”.. os quais não serão mais utilizados no CBMDF. “parte” e “encaminhamento”. pois a característica principal do memorando é a agilidade. nas instituições militares o memorando foi muito utilizado como forma de obter justificativas para atrasos. uma vez que ele requer um retorno rápido sobre o assunto que é tratado e. deve ser aplicado para atingir esse objetivo. idéias.

9 de janeiro de 2007.Patrimônio Cultural da Humanidade” . Comandante do CSM. solicito o recolhimento dos materiais carga que estavam sendo usados na Comissão Permanente de Tomada de Contas Especial/Material Carga a esta Ajudância-Geral.2 do item VIII..º 10/2007-AG Brasília-DF. de 28 de dezembro de 2006. Atenciosamente. assim sendo. PARA: o Senhor Ten-Cel QOBM/Comb.49 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL DESCRIÇÃO DA OBM DESCRIÇÃO DA SEÇÃO MEMORANDO N. posto QOBM // matrícula) Ajudante-Geral “Brasília . para que serem conferidos e reutilizados de acordo com as nossas necessidades. informo a Vossa Senhoria que os materiais em questão pertencem à carga desta Ajudância-Geral. (nome completo. De acordo com o que fez público o n.º 2. publicado no BG n.º 244.

se em outro estado ou país. a tarifa é normal.50 3.º 2/2007/SEDEC/SAA/MI [ assinatura ] ELOÁ VOGADO DA SILVA Secretária do Gabinete . o custo será de uma ligação interurbana ou internacional).secretaria@cbm. sendo utilizado o envio de documentos (ofício. portaria etc) via fax símile.df. Essas informações serão incluídas no cabeçalho do documento ou em um pequeno pedaço de papel à parte (não em uma folha inteira de papel) quando não for possível a inserção desses dados no documento. Mensagem (fax) Não há a utilização desse expediente na Corporação. PARA MENSAGEM INCOMPLETA FAVOR CONTATAR (61) 3343-9087 GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL GABINETE DO COMANDANTE-GERAL SAM BLOCO ‘D’ MÓDULO ‘E’ CEP 70620-600 ENDEREÇO ELETRÔNICO: cmtgeral. Cmte-Geral Do: Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal À: Secretaria Nacional de Defesa Civil Referência: Ofício Circular 2/2007/SEDEC/SAA/MI DATA: 3 de janeiro de 2007 Nº DESTINO 61 3331-3131 Estamos enviando os dados do Comandante-Geral solicitados por meio do Ofício Circular n.. com o objetivo de agilizar a tomada de determinada providência imediatamente.gov. que usualmente é caracterizada pelo envio de uma folha tamanho A4 que especifica o número de folhas do documento e para quem ele é destinado.br Fone: (061) 3901-8585 FAX Nº 1/2007-Gab.5. o envio de documentos por meio dessa tecnologia não terá a “folha de rosto”.1.5. Com o objetivo de diminuir gastos desnecessários. até que o documento original seja entregue via postal ou por malote. Deve-se ressaltar o fato de que a transmissão de fax possui o custo da ligação telefônica (se o destinatário estiver em Brasília. parecer.

3) local e data alinhada com o número do ofício. 7) texto. 4) cargo do destinatário e endereço alinhado à esquerda. e. e 9) assinatura. também.1.5.. Ofício Ofício é o documento que tem por finalidade o tratamento de assuntos oficiais entre o CBMDF e os demais órgãos da Administração Pública. entre as instituições particulares e as pessoas físicas. 6) vocativo.6. 2) denominação do ato administrativo “OFÍCIO”. 8) fecho. nome completo. .51 3. seguido da numeração/ano e sigla da OBM/Seção. matrícula e cargo. Sua estrutura possui as seguintes partes: 1) cabeçalho. 5) assunto.

1. . Ao Senhor Fulano de Tal Secretário de Governo Nesta Assunto: eventos comemorativos do mês de aniversário do CBMDF. relacionados na última reunião do dia 3 deste mês. A CAESB se pronunciou positivamente para a doação de água potável para a Corrida do Fogo e para a solenidade de entrega da comenda deste CBMDF.º 123/2007-CBMDF Brasília-DF. conforme planejamento. 4. informo a Vossa Senhoria que várias atividades estão sendo realizadas para que os eventos transcorram satisfatoriamente. 2. Em virtude dos eventos estabelecidos para a comemoração do mês de aniversário do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. 3. pelo Centro de Capacitação Física e pelo Diretor de Inativos e Pensionistas. A escala está sendo providenciada pelo Diretor de Pessoal.52 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL AJUDÂNCIA-GERAL OFÍCIO N. necessário se faz a publicação de algumas convocações de militares que nos apoiarão durante todo o mês de julho. Contatos foram realizados por este Ajudante com a Central de Compras do GDF para garantir a aquisição de estojos para a medalha “Mérito Dom Pedro”. Senhor Secretário. 5 de junho de 2007. Quanto aos demais eventos. já para o próximo ano..

criados pela necessidade inerente às atribuições da Administração Pública para com a função do bombeiro militar.º 123/2007-AG. Comunicação de Acidente A parte de acidente é considerada como sendo um expediente de caráter urgentíssimo devendo ser confeccionada e enviada à Secretaria da Policlínica.6. posto QOBM // matrícula) Ajudante-Geral do CBMDF “Brasília . todas as medidas estão sendo tomadas para que o mês de julho transcorra mostrando o profissionalismo do CBMDF também na promoção de eventos comemorativos. em 48 (quarenta e oito) horas depois do acidente (conforme determinação publicada como item VI do Boletim Geral n. Outros Há outros atos administrativos bem peculiares utilizados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Respeitosamente. Entre eles podemos citar a Parte de Acidente e seus desdobramentos (atestado de origem. 3º. folha 2) 5. a declaração de beneficiário e seus desdobramentos.604). de 15 de maio de 2006). 3. obrigatoriamente.1.1.Patrimônio Cultural da Humanidade” 3..53 (continuação do Ofício n.º 90. Esse documento visa esclarecer e evidenciar as circunstâncias que cercaram o fato que deu origem ao acidente (art.6. Como Vossa Senhoria pode observar.º 26. exame de sanidade de acidentados em ato de serviço. de 5 de junho de 2007. O . §3º do Decreto n. inspeção de saúde de controle. (nome completo.1. inquérito sanitário de origem).

pois o relatório exigido e que deve conter a parte de acidente é preliminar. foi sancionado o Decreto n. de 23 de fevereiro de 2006. 4º do Decreto n. fato que pode ser imputado a ela transgressão à disciplina. sendo considerados em conseqüência de ato de serviço. ou seja. na qualidade de testemunha. Todavia.º 26. fatores que influem na sua classificação. 32 Entenda-se como atestado de origem o “procedimento administrativo-militar destinado a apurar a materialidade e a natureza dos acidentes que. De uma forma geral. é responsável por suas conseqüências. baseado em sua observação do acidente.. Cabe salientar que o militar autor da parte não precisa ser formado em Medicina ou outras áreas de saúde. por isso. possam dar origem ao óbito ou à incapacidade física temporária ou definitiva” de bombeiro militar. . ela deve ser fiel aos fatos e conter as informações pedidas no modelo constante deste manual. isso não diminui a importância desse relato. como sendo acidente em serviço ou não. são informações básicas de uma pessoa leiga. (art. no qual prevê que o acidentado deverá ser avaliado por médico da Corporação. Tal exigência implica na apresentação do acidentado à Secretaria da Policlínica (exceto aquele que estiver internado em unidade de saúde alheia à Corporação).54 autor da parte deve ter consciência de que o teor da descrição poderá prejudicar ou beneficiar o militar vítima de acidente e.º 26. o qual deverá emitir parecer sobre a necessidade ou não de atestado de origem32.604. de 23 de fevereiro de 2006). pois com ele pode-se avaliar também se a vítima concorreu para que o acidente acontecesse. Para melhor definição de quesitos importantes para a elaboração da documentação que poderá ou não incorrer na formação de processo sobre o acidente.604. O relato deve ater-se às causas e circunstâncias do acidente.

) (relato com as circunstâncias e natureza do serviço que o acidentado desempenhava no momento do acidente e a parte ou região do corpo lesionada ou atingida). 7109-8 ENCAMINHAMENTO AO CHEFE DO ESTADO-MAIOR Brasília-DF... conforme o seguinte exemplo: “(. Não havendo por parte da vítima imperícia. (dia) de (mês) de (ano). DADOS DO MILITAR ACIDENTADO Nome: Posto ou grad./Nome: DADOS DO ACIDENTE E ATENDIMENTO MÉDICO Local do acidente: Data do acidente: Hora do acidente: Órgão de Socorro: 1º médico que atendeu: CRM n. além de seu uso ser considerado pobreza vocabular..: Matrícula/SIAPE: OBM: Telefone OBM: Tel. . e Instruções Complementares aos DSO. em 15 de março de 2006. em alguns casos. o militar é representado como vítima e pode haver associação. geralmente.º 1/2006-AG Brasília-DF. Residencial DADOS DAS TESTEMUNHAS DO ACIDENTE 1) Posto/Grad. aprovadas pela Portaria n. de 25/02/2008.604. Do: Secretário do EMG. com a vítima socorrida. Ratificando seu teor. aprovadas pelo Decreto n.º: Órgão de recolhimento: RELATO SUCINTO DO ACIDENTE Comunico a V. QBMG-1 matr.º 26.55 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL (OBM) COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE N. Outra observação importante a ser ressaltada é que.” O termo o mesmo pode ser retirado sem prejuízo gramatical. sugere-se o uso de militar ao invés de vítima. ___________________________________________ Assinatura 33 Nesse expediente administrativo é recorrente o uso do termo “o mesmo”. dessa forma. Referência: Instruções Reguladoras dos DSO.Sª que o (.º 4. de 23/02/2006. imprudência ou negligência.. 33 NATÁLIA MARIA DA SILVA – 3º Sgt./Nome: 2) Posto/Grad.) vindo o mesmo a cair no solo..

a prova técnica. arquivar no prontuário nosológico do militar acidentado.Sª o presente memorando. no prazo de 20 (vinte) dias..Sª o presente memorando sobre o acidente verificado com o (posto/graduação e nome completo do acidentado). 2) Após publicação e registros. Após avaliar o militar acidentado. Nome completo / posto / matrícula Médico Perito do Dia QUANDO NÃO FOR O CASO DE LAVRATURA DE AO Do: Diretor de Saúde do CBMDF Ao: Senhor Chefe da Seção de Perícias Médicas. Nome completo / Posto / matrícula Cargo ou função Do: Médico Perito do Dia Ao: Senhor Diretor de Saúde do CBMDF. de 23 de fevereiro de 2006. aprovadas pela Portaria n. emito o seguinte parecer: ( ) não é caso de lavratura de Atestado de Origem (AO). Diretor ou Chefe da OBM de origem do militar) Retorno a V.º 26. (dia) de (mês) de (ano). Brasília. Encaminho a V. Anexo a prova técnica para fins de remessa à OBM de origem do militar acidentado. Observações (se houver): _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ Brasília. por apresentar lesões mínimas. (dia) de (mês) de (ano). por não apresentar lesões decorrentes do acidente. de 25 de fevereiro de 2008.º 4. ( ) é caso de lavratura de Atestado de Origem (AO). de acordo com as Instruções Reguladoras. ( ) não é caso de lavratura de Atestado de Origem (AO). e Instruções Complementares aos DSO.604. de acordo com o art. para fins de instauração de Procedimento Apuratório de Provas de Autenticidade.56 (VERSO) ENCAMINHAMENTOS/DESPACHOS Do: (Cmte. e as Instruções Complentares aos DSO.º 4. aprovadas pelo Decreto n. 6º das Instruções Reguladoras. aprovadas pelo Decreto n. 1) Confeccionar o ato pertinente para publicação em boletim geral. anexo. Diretor ou Chefe da OBM) Ao: Senhor Diretor de Saúde do CBMDF.604. (dia) de (mês) de (ano). Brasília. Nome completo / posto / matrícula Diretor de Saúde do CBMDF QUANDO FOR O CASO DE LAVRATURA DE AO Do: Diretor de Saúde do CBMDF Ao: Senhor _____________________ (Cmte..º 26. (dia) de (mês) de (ano).. de 23 de fevereiro de 2006. Nome completo / posto / matrícula Diretor de Saúde do CBMDF . aprovadas pela Portaria n. Brasília. de 25 de fevereiro de 2008.

.57 3. Só para se ter uma idéia.1. bem como sua relação com as lesões ou perturbações mórbidas resultantes. procedimentos para arrecadação de dados que fomentação um processo de investigação sobre o acidente. então. estabelecer uma relação de causa e efeito entre o serviço que a vítima desempenhava com o acidente sofrido e este com as lesões ou perturbações mórbidas resultantes. a relação de causa e efeito que possa existir entre as lesões encontradas e as constantes da prova técnica). opinando pela elaboração do atestado de origem.. o atestado de origem é constituído de 4 (quatro) etapas sucessivas: 1) provas materiais (objetiva. 2) homologação (reconhece a natureza do serviço que a vítima se incumbia no momento do acidente. e 4) exame de sanidade de acidentado em ato de serviço (perícia médica final. nos pareceres médicos. a fim de indicar diagnóstico e estabelecer.2.6. começará. na qual consta os procedimentos médicos efetuados e a condição atual da vítima de alta: se curada ou melhorada). Atestado de Origem O médico avaliador. 3) inspeção de saúde de controle (acompanhamento médico do tratamento de saúde da vítima. entre outras coisas.

º da identidade. n. Ao Sr. << comandante.58 GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR O DISTRITO FEDERAL ATESTADO DE ORIGEM34 PROVA TÉCNICA O abaixo assinado _____<< posto. ao procedimento apuratório da prova de autenticidade (art. 6º das Instruções Reguladoras dos DSO..º 26. / identidade / posto ou graduação / função ou cargo / quartel do acidentado >>_______ às ___<<indicar hora / dia / mês / ano do acidente >>________ foi vítima do acidente alegado como em ato de serviço.604. [assinatura] Diretor de Saúde Observação: anexar. . 2. nome e n. de 23 de fevereiro de 2006 (anexo I).º de registro profissional do médico>> ____________ em serviço____<< indicar a função que exerce e o local>> _______ certifica que ____<< indicar nome. << Assinatura e posto do médico >> DESPACHO: 1. “Brasília – Patrimônio Cultural da Humanidade” _____________________________________________________________________________________________________ Descrição da OBM Endereço Completo da OBM Telefones e Endereço Eletrônico da OBM 34 Modelo estipulado pelo Decreto n. sendo verificadas as seguintes lesões ou perturbações mórbidas resultantes do acidente ___<<descrever as lesões ou perturbações mórbidas no momento dos primeiros socorros médicos e o CID >>_____. chefe ou diretor >> Com vistas ao cumprimento do inciso III do art. oportunamente. em ____de ________ de _______ . Ciente. << Local >>. 9º das Instruções Reguladoras).

59 3.604. da(o) _________<< Corporação >> _____.º da identidade / lotação >>_____ Encarregado: << posto. Estado ________ no ____<<local / quartel >> ____..º da identidade. nesta cidade de _________. de 23 de fevereiro de 2006 (anexo I). mês e ano por extenso >>______. nome e n.º 26. n. encarregado deste ISO.1. presente ___<< posto e nome do médico >>____. Assinatura do encarregado do inquérito 35 Modelo estipulado pelo Decreto n. << discriminar os documentos recebidos >> ________________. em face dos seguintes documentos que me foram entregues em ___<< data >>___.º ___ de ___<< data >> ____.3. . dou início ao presente Inquérito de Origem. de acordo com a nomeação constante do Boletim n.6. Inquérito Sanitário de Origem GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR O DISTRITO FEDERAL GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR O DISTRITO FEDERAL INQUÉRITO SANITÁRIO DE ORIGEM (ISO)35 Identicação Paciente: _____<< posto ou graduação / nome / n.º de registro profissional do médico >>________ Preâmbulo Aos << dia.

6. O requerimento é redigido em 3ª pessoa. acidente. são eles: Documento Procedimento Prazo Confecção e envio do No máximo em 48 (quarenta e Comunicação de acidente Homologação militar autor da parte à oito) horas depois do acidente. esclarecendo o despacho que foi dado ao requerimento anterior. Realizada pelo Chefe do 5 (cinco) dias úteis a contar do Estado-Maior-Geral. no que se refere ao cumprimento de prazos.1. no devido tratamento a que fizer jus a autoridade a quem for dirigido. Quando requerer . até duas vezes. Provas materiais e Homologação do atestado de origem recebimento.4. prorrogáveis por igual período. Conclusão e publicação 20 (vinte) dias após a data do em boletim geral. 3. Lavratura pelo Diretor 20 (vinte) dias após a data do de Saúde acidente. prorrogáveis por Atestado de origem igual período. informará que ordem seqüencial toma o requerimento apresentado. Caso contrário. constarão: a) o requerente deve declarar ser a primeira vez que requer. autoridade competente. a contar da nomeação do encarregado. aos parágrafos e aos artigos da legislação geradora do direito requerido. Máximo de 120 (cento e vinte) dias. No requerimento de bombeiros militares e civis do CBMDF. Requerimento É o documento interno ou externo pelo qual o peticionário dirige-se a uma autoridade para pleitear direitos ou benefícios previstos na legislação em vigor. publicada em Inquérito sanitário de origem Conclusão boletim geral. prorrogável por mais 60 (sessenta) dias. É fundamentado nos detalhes concernentes às alíneas. com linguagem simples e comedida..60 - Os atos administrativos relacionados com acidentes de militares em serviço possuem algumas considerações importantes. até duas vezes.

posto/graduação ou cargo atual. e 3. sair da OBM de origem devidamente instruída. a mais de uma autoridade administrativa. data de praça. conforme o modelo de Despacho de Encaminhamento.o enquadramento na legislação que ampara ou nega o direito pretendido. Portarias do ComandanteGeral ou outros em que se fundamenta a pretensão do requerente. quanto à pretensão do requerente. matrícula. sobre o que requer . simultaneamente. salvo os assuntos subjetivos.informações pessoais. b) em casos de repetições de requerimentos sobre o mesmo assunto. nas vezes posteriores. f) os requerimentos encaminhados em desacordo com a presente publicação serão devolvidos aos interessados. sobre o requerente . os seguintes dados pertinentes ao assunto do requerimento: 1. efetuará a remessa postal. quando julgados necessários. tais como: data de nascimento. argumentos ou fatos que justifiquem a revisão do despacho anterior. . o requerimento dará entrada no Comando-Geral do CBMDF. Regulamentos. citação de Leis. e) todo requerimento deve.61 após a primeira vez. a autoridade que indeferir o último requerimento poderá declará-lo encerrado na esfera administrativa. sobre o amparo . e g) é vedado ao militar ou civil dirigir o mesmo pedido. com todas as informações e documentos necessários à sua apreciação e decisão. constarão. dar entrada na OBM onde o interessado serve ou estiver vinculado para fins de percepção de proventos ou de pensão militar. também. para o Comando-Geral do CBMDF. Deve. por meio do Despacho de Encaminhamento.. entre outras conforme modelo em anexo. obrigatoriamente.estudo fundamentado e sintético sobre o requerido e o parecer da autoridade que presta as informações. Nas informações. sendo encaminhado via cadeia de comando. em que o comandante não tenha os subsídios para fundamentar seu parecer. d) a autoridade que primeiro encaminhar um requerimento. apresentará. Não residindo o peticionário no Distrito Federal. devidamente registrada. c) no caso de peticionário sem vínculo com o CBMDF (procurador legalmente constituído). 2. Avisos. O encaminhamento contendo essas informações é feito por meio de um primeiro despacho. nele inserirá as informações pertinentes.

DIRETOR DE ENSINO INSTRUÇÃO Nome: Posto/Graduação: Função: QOBM/QBMG: Lotação: Data de Admissão: Endereço Residencial: Matrícula: IU/SIAPE: Telefone: Requer a Vossa Senhoria que se digne excluir-me da convocação para freqüentar o Curso de Habilitação a Oficiais/Adm. (CHO Adm. 8 de fevereiro de 2007. em virtude de problemas pessoais. [assinatura do requerente] Ciente: [ assinatura ] Chefe Imediato .) do CBMDF. 2006. Nestes termos. de 10 nov. a ser realizado no 1º semestre de 2007./Esp.º 213../Esp. Pede deferimento Brasília-DF. É a primeira vez que requer. conforme foi publicado no item VI do BG n.62 - CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL OBM Ao Senhor Cel. QOBM/Comb.

6. Geralmente está associado a outros atos como o requerimento. .. cursos. 7) local e data de onde o ato foi assinado (justificado à direita). terminado com “resolve” em minúsculo). quer seja reservado. Os assuntos contidos são extremamente diversificados. 5) enquadramento legal que dá atribuições à autoridade responsável pelo ato (texto justificado. Nota de Boletim A nota de boletim (NB) é um ato administrativo que visa a publicidade. quando se pleiteia a inclusão. seguido das demais informações que cercam o ato). declaração e termo de declaração. viagens. pois geralmente. 4) o assunto de que trata a NB (ao centro. Declaração de beneficiário36 .1. visto que é um formulário com respostas pontuais.6. em caixa alta e negritado na ordem sintática direta). quer seja ostensivo (geral ou interno). aos demais boletins existentes na Corporação. centro etc.5. A NB contém: 1) o cabeçalho (ao centro e em caixa alta).63 - Trata de um ato administrativo cujo objetivo é a inclusão de beneficiário de militar que o requer. 37 Embora a inclinação aqui se volte para o boletim geral. os quais são separados e organizados nas cinco partes que compõem o boletim37. (à sua esquerda). é tornar público atos dos mais variados para que surtam os efeitos legais. tratam de férias.3. 3) o ato da autoridade que está tornando público o ato (ao centro e em caixa alta). em parte ou na sua totalidade. Sua complexidade é mínima. pede-se (no caso de menor) assistência pré-escolar e adicional de natalidade. o modelo não consta deste manual por se tratar de um formulário que. processos disciplinares etc. não raras vezes.5. sem muita elaboração textual. pois a função do boletim. precisa ser modificado para atender a necessidades e procedimentos administrativos decorrentes de mudanças na legislação. 36 Este expediente administrativo está à disposição na Diretoria de Pessoal para os interessados. 6) ato realizado pela autoridade (deve ser marcado por verbo no infinitivo. 2) o número com a sigla ou abreviatura da seção.1. diretoria. em negrito. as informações expostas aplicam-se. 3.

a NB seguirá a seguinte padronização: 1) se houver mais de uma deliberação no mesmo ato. seguidas de parênteses. tamanho 12. pensionistas e beneficiários serão grafados em caixa alta. Quanto à formatação.64 8) assinatura e posto da autoridade responsável pela nota. . seguido de parênteses e sublinhado. espaço simples. estas deverão ser enumeradas com letras minúsculas do alfabeto. elas devem ser marcadas com números cardinais. não sendo marcado o nome de guerra. 3) se o(s) ato(s) gerar(em) conseqüências. 4) o texto será escrito em arial. seguidos de parênteses. 3) se houver listagem de militares estes serão marcados com números ordinais. seguidos de parênteses. 4) os nomes dos militares. 2) desmembramento de atos deverá ser marcado pelo uso de subitem..

036. 03074-1. SIAPE 000000.65 GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DISTRITO FEDERAL AJUDÂNCIA-GERAL NB N. resolve: 1) CONCEDER 30 (trinta) dias de férias aos seguintes militares: 1. de 4 nov. QBMG-1 PRISCILA SANTANA.2) Leia-se: a contar de 31 dez. no uso das atribuições que lhe confere o art. 00321-X. b) a conferência da documentação foi realizada pela Secretaria da AG. 09498-0. publicadas no item V do BG 200. 2007: 2. Tal convenção se dá para manter uma uniformidade entre esses elementos. QBMG-1 LINDSEY DA SILVA.º 68/2007-AG ATO DO AJUDANTE-GERAL CONCESSÃO E RETIFICAÇÃO DE FÉRIAS DE MLITARES O AJUDANTE-GERAL. SIAPE 000000. 2007. matr. seguida de dígito. Brasília-DF. QBMG-2 FRANCISCO VANDERLEI. incisos de I a XII. matr. 2. matr. QOBM/Comb. Em conseqüência: a) os interessados tomem conhecimento e providências cabíveis. 2007.2) referentes ao período aquisitivo 2007: 1º) 1º Sgt. matr. 38 .1) Onde se lê: a contar de 15 dez. 1994. a falta de número será preenchida com zeros. GABRIELA OLIVEIRA. 15 de outubro de 2007. Nome completo / posto / matrícula Ajudante-Geral do CBMDF A matrícula das praças e dos oficiais será composta de 5 números.. aprovado pelo Decreto n. 1. 2) RETIFICAR as férias concedidas a 1ª Ten. 02910-738. SIAPE 000000. 56. de 2 out.º 16. 2º) Sd.1) referentes ao período aquisitivo 2006/2007: 1º) Cb. do Regulamento da Organização Básica do CBMDF.

gov. De uma forma geral.66 - 4. disponibiliza para os militares da Corporação a opção de receber o boletim geral via correio eletrônico (e-mail).. A Ajudância-Geral. de certificação digital. para evitar problemas de incompatibilidade de programas de informática (softwares). . O cadastro é feito no Centro e o envio é de responsabilidade dos militares da Ajudância-Geral.1. sítio (site) de informações variadas de acesso a militares do CBMDF. não existe padronização da correspondência virtual da Corporação. centros e seções que compõem o CBMDF. em parceria com o Centro de Informática. O Centro de Informática. uma vez que não se é mais impressa cópia dessas publicações. Estão listados abaixo os endereços eletrônicos oficiais existentes na Corporação. É da competência desse Centro a atualização diária da intranet. Lista de endereços eletrônicos oficiais de Seções. Para obter um endereço eletrônico com a extensão cbm. A correspondência virtual da Corporação Atualmente.br. Soma-se a esse contexto o fato de que a documentação virtual precisa. sendo apenas utilizado esse espaço para a tramitação dos boletins da Corporação. o que elimina os disquetes utilizados nesse processo. só o Centro de Informática pode gravar (download) programas. Diretorias. Centros e Companhias do CBMDF Como o serviço virtual da Corporação para envio de documentação é ainda pouco efetivo. tem realizado um trabalho no sentido de canalizar todos os esforços para que os equipamentos de informática existentes na Corporação sejam utilizados de forma consciente e em prol do bem público. 4. o responsável pelo órgão deve se encaminhar ao Centro de Informática e solicitar o serviço. talvez em virtude da pouca divulgação dos endereços eletrônicos das diretorias. como também não existe nenhum tipo de controle nesse campo.df. a utilização de documentos virtuais ainda é pouco explorada no CBMDF. Dessa forma. para ter valor legal. no entanto. A utilização de e-mails oficiais da Corporação para envio de documentos se mantém restrita às notas de boletins para publicação no boletim geral.

br 5ª Seção do EMG – comunicacao@cbm.df.gov..gov.br Chefe do Estado-Maior-Geral – chefe.br 2ª Seção do EMG – emg.bm4@cbm.emg@cbm.gov.op@cbm.df.df.br 1ª CRI – 1cri@cbm.chefe_em@cbm.br .df.df.br 7ª CRI – 7cri@cbm.br Centro de Informática/Secretaria – cinf.df.gov.br Seção de Justiça e Disciplina do Cmdo.1secao@cbm.br Comandante-Geral/Secretaria – cmtgeral.gov.br Comissão de Promoção de Oficiais – cpo@cbm.gov.5secao@cbm.gov.fichario@cbm.gov.df.df.br 1ª Seção do Comando Operacional – comop.br 3ª CRI – 3cri@cbm.df.2secao@cbm.br Centro de Operação e Comunicação – cocb@cbm.gov.gov.emg@cbm.br Secretaria do Comando Operacional – comop.gov.gov.br Chefe do EM do Comando Operacional – comop.subcmt@cbm.br Comando Operacional – com.df.df.df.df.gov.gov.br 7ª Seção do EMG – bm7@cbm.df.df.df.br 4ª Seção do Comando Operacional – comop.cptceat@cbm.gov. Op.3secao@cbm.gov.br Centro de Informática – cinf@cbm.br Fichário do Comando Operacional – comop.gov.gov.df.df.secretaria@cbm.df.br 4ª Seção do EMG – emg.emg@cbm.df.gov.4secao@cbm.gov.gov.gov.df.br 3ª Seção do EMG – 3secao.gov.df.br 1ª Seção do EMG – 1secao.gov.br 4ª CRI – 4cri@cbm.gov.gov.df.df.gov.boletim@cbm.secretaria@cbm.br Subcomandante do Comando Operacional – comop.br Corregedoria/Comissão Permanente – corregedoria.df.br Boletim do Comando Operacional – comop.df.br Centro de Treinamento Operacional – cto@cbm.gov.67 Comandante-Geral – cmtgeral@cbm.br Capelania Católica – capelania_catolica@cbm.secretaria@cbm.br 3ª Seção do Comando Operacional – comop.sejudis@cbm.df.df.df.br Auditoria – auditoria@cbm.br 5ª Seção do Comando Operacional – comop.gov.df.br Comissão de Promoção de Praças – cpp@cbm.gov.br 6ª CRI – 6cri@cbm.df.gov.df.gov.gov. – comop.gov.df.df.

df.br 11ª CRI – 11cri@cbm.gov.br 3º Batalhão de Busca e Salvamento – 3bbs@cbm.df.br 1º Batalhão de Incêndio – 1bi@cbm.gov.df.br 4º Batalhão de Incêndio – 4bi@cbm.br 10ª CRI – 10cri@cbm.gov.br 1º Batalhão de Incêndio/Central de escalas – 1bi.br 2º Batalhão de Busca e Salvamento/EM – 2bbsem@cbm.gov.df.br Centro de Assistência/DP – dp.ca@cbm.br 1º Batalhão de Incêndio/Copas – 1bi.gov.df.gov.gov.df.gov.cmt@cbm.expediente@cbm.sejudis@cbm.br 13ª CRI – 13cri@cbm.gov.secon@cbm.sucav@cbm.sejudis@cbm.copas@cbm.gov.gov.br 3º Batalhão de Incêndio – 3bi@cbm.df.gov.br Seção de Pagamento/DP – dp.gov.br 1º Batalhão de Incêndio/GST – 1bi.df.gov.semopro@cbm.df.df.gov.gov.br 12ª CRI – 12cri@cbm.gov.gov.br .df.688ª CRI – 8cri@cbm.df.gov.df.br 15ª CRI – 15cri@cbm.gov.df.gov.br 21ª CRI – 21cri@cbm.gov.gov.gov.sepag@cbm.br 1º Batalhão de Incêndio/Subcomandante – 1bi.subcmt@cbm.df.br 1º Batalhão de Busca e Salvamento – 1bbs@cbm..gov.gov.gst@cbm.br 1º Batalhão de Incêndio/Sejudis – 1bi.df.br 1º Batalhão de Incêndio/Comandante – 1bi.gov.br 18ª CRI – 18cri@cbm.br 1º Batalhão de Incêndio/SMT – 1bi.df.df.df.df.br Seção de Cadastro de Avaliação/DP – dp.br 14ª CRI – 14cri@cbm.br 1ª CIGS – 1CIGS@cbm.gov.df.smt@cbm.br Seção de Expediente/DP – dp.br 19ª CRI – 19cri@cbm.gov.df.br Diretoria de Saúde – ds@cbm.df.br Seção de Movimentação/DP – dp.df.df.br Seção de Justiça e Disciplina/DP – dp.gov.br Seção de Controle/DS – ds.secretaria@cbm.df.gov.df.gov.df.df.df.centralescalas@cbm.df.gov.gov.df.br 17ª CRI – 17cri@cbm.df.br 1º Batalhão de Incêndio/Secretaria – 1bi.df.

.gov.df.br Ouvidoria – ouvidoria@cbm. Os boletins da Corporação A Corporação possui algumas publicações que são utilizadas para comunicar as decisões que foram tomadas por diretores e comandantes.br Centro de Suprimento de Materiais – csm@cbm.gov.br Diretoria de Inativos e Pensionistas – dip@cbm. diárias ou simplesmente para conhecimento de escalantes e chefes sobre afastamentos de militares.gov.pagamento@cbm.df.br Diretoria de Finanças – dif@cbm. a segunda. Punições e assuntos referentes à justiça militar ou civil de soldados e cabos são comunicadas no boletim geral.df.br 5.br Força Tarefa – ft@cbm.df.multas@cbm.br Boletim Geral – boletim. as de sargento.br Diretoria de Inativos e Pensionistas/Pagamento – dip.br Diretoria de Apoio Logístico – dal@cbm. Os boletins possuem cinco partes: a primeira parte refere-se ao “Serviço Operacional”.df.gov.gov.br Diretoria de Serv.df.br Diretoria de Serviços Técnicos/multas – dst.br Administrador do sistema – administrador@cbm.nb@cbm.df.br – ajudancia. por meio de suas portarias.gov. a quarta sobre “Elogios e Punições”39 de militares.gov.br Diretoria de Ensino – de@cbm.df. concedidos pelos mais variados motivos com duração igualmente variada.gov.df. além de expor atos normativos emanados pelo Comandante-Geral.br SAER – saer@cbm.df.gov.gov. Técnicos/Credenciamento – credenciamento. no boletim reservado.df.df.gov.gov. ao “Ensino e Instrução.dst@cbm. 39 .df. a terceira versa sobre “Assuntos Gerais e Administrativos”. praças especiais e oficiais.df.gov.69 Diretoria de Serviços Técnicos – dst@cbm.gov.df.gov. bem como torná-las oficiais para fins de pagamentos de férias regulamentares. seguida dos “Ineditoriais”. e a quinta à “Comunicação Social”.ajudancia@cbm.

de 15 de agosto de 2003 (publicada no BG n. principalmente.º 16. Diretor de Serviços Técnicos. Diretor de Finanças. O boletim geral 40 No boletim geral. de 4 de novembro 1994.. de 11 de julho de 2001). delimitação de atribuições e funcionamento de forma geral.º 128. Comandante Operacional. aprovado pelo Decreto n. Portaria n. Para maiores informações sobre o boletim geral. Auditor. As quais serão sintetizadas na normatização da nota de boletim.º 40. as deliberações do Comando-Geral. Diretor de Apoio Logístico. circulação.º 24. define a competência e a conduta para publicação de matérias e dá outras providências (BG n. consulte a Portaria n. de 18 de agosto de 2003). de 15 de agosto de 2003. A responsabilidade pela confecção do boletim geral é da AjudânciaGeral e existem várias publicações sobre a normatização desse serviço – Portaria n. As autoridades que podem publicar matérias no boletim geral estão definidas no Regulamento da Organização Básica do CBMDF. de 15 de agosto de 2003. Chefe do Estado-Maior-Geral e Subcomandante. Ajudante-Geral dispostos nessa ordem hierárquica. A entrega das matérias a serem publicadas no BG deverá obedecer ao prazo de 72 (setenta e duas) horas de antecedência para a publicação. da Chefia do Estado-Maior-Geral e Diretorias da Corporação. 7º da Portaria n. Diretor de Inativos e Pensionistas. 40 .º 151.1. de 18 de agosto de 2003). cria o suplemento do boletim geral da Corporação da forma como especifica (BG n.º 151. Diretor de Pessoal. são tornadas públicas informações de caráter ostensivo. Dessa forma. apenas as matérias consideradas urgentes pelo Comandante-Geral formarão a exceção a essa norma definida pela Portaria n. Chefe de Gabinete do Comandante-Geral. Diretor de Ensino e Instrução. de 11 de julho de 2001.º 40.º 40. e. sendo limitadas aos seguintes cargos da Corporação: Comandante-Geral. Diretor de Saúde.036. cuja entrada no protocolo interno da Secretaria da Ajudância-Geral deverá acontecer nos horários do expediente administrativo vigentes na Corporação. de 15 de agosto de 2003. ratificadas no art.º 40. regula o boletim geral do CBMDF. A circulação acontece em todos os dias úteis e acontece por meio virtual na página da internet (intranet) da Corporação. bastando ao militar fazer um cadastro na própria página para ter acesso ao seu conteúdo.70 5.

Diretor de Saúde. Chefe de Gabinete do Comandante-Geral. Por se tratar de material reservado. subtenentes e sargentos só lêem os itens relacionados ao seu círculo hierárquico. os oficiais intermediários não podem ler os itens de natureza disciplinar ou judicial relacionados aos oficiais superiores. Os boletins internos Existem. Comandante Operacional. sendo disciplinado o seu acesso. O boletim operacional dá publicidade a assuntos subordinados ao Comando Operacional da Corporação.2. Chefe do Estado-Maior Geral e Subcomandante. e Ajudante-Geral (Portaria n. referentes a punições. Para efeito de padronização. possuindo a mesma estrutura do boletim geral. 5. os quais incluem os militares. Cópias Atualmente. recebem o boletim reservado: Comandante-Geral. as atividades operacionais a serem desenvolvidas. Diretor de Inativos e Pensionistas. por isso. 41 . Quanto ao boletim técnico. Diretor de Pessoal. condenação. Diretor de Apoio Logístico. Diretor de Serviços Técnicos. na primeira quinzena do mês de janeiro. oficialmente.71 5.º 5. referentes ao serviço de investigação do CBMDF.. e a tiragem é controlada. ele teve apenas alguns números e sua circulação também não atingiu a todos os militares da CBMDF. ocorrências policiais. com exceção das autoridades com poder de publicar matérias. que circula somente em dias úteis e o boletim interno da Academia. prisão ou comparecimento para prestar depoimento e declaração por solicitação de autoridade pública competente. Diretor de Finanças.3. Diretor de Ensino e Instrução. matérias que poderiam ser veiculadas nele serão incluídas nos boletins geral e operacional e disponibilizadas na intranet. as autoridades recebedoras do boletim reservado41 deverão repassar as cópias sob o seu controle para a 2ª Seção do EMG para incineração. a formatação do boletim operacional seguirá a mesma do boletim geral. e às praças especiais. dois boletins internos em circulação no CBMDF. de acordo com a hierarquia de seus leitores: os oficiais superiores têm acesso a todas as matérias publicadas. aos oficiais subalternos não são disponibilizados assuntos inerentes aos oficiais superiores e intermediários. São eles: o boletim operacional. de 26 janeiro de 2004). a publicação do boletim reservado é competência da 2ª Seção do EMG. O boletim reservado Por se tratar de assuntos classificados no grau de sigilo reservado.

42 . A circulação não possui uma periodicidade definida. Comandante Operacional e Ajudante-Geral. Quando é procedida a sua confecção. As autoridades que podem publicar matérias no boletim reservado estão definidas no art. que regulamenta a Lei n.073. ou seja. A regulamentação desta publicação foi estabelecida no item IV do BG n. precisam ser reavaliados em termos de quais deverão permanecer arquivados e quais deverão ser descartados.º 20. Diretor de Apoio Logístico. de 26 de janeiro de 2004).. Diretor de Serviços Técnicos. O Arquivo-Geral O Arquivo-Geral do CBMDF está subordinado à Ajudância-Geral e possui por atribuição arquivar os documentos permanentes da Corporação. Diretor de Ensino e Instrução. de 26 de janeiro de 2004. a informação sobre a sua circulação é veiculada no boletim geral da Corporação. pois ela só acontece quando há matéria a ser noticiada. geralmente. um ano e. 6º da Portaria n. Diretor de Saúde. 6. de fotocópias de processos ou arquivos.1. no máximo.72 poderão ser tiradas. o Arquivo-Geral está em processo de adequação para adoção da legislação federal e distrital sobre o assunto e de desenvolvimento de uma tabela própria de Ver Decreto n. de 3 de janeiro de 2002.º 5. que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados. mediante autorização do Comandante-Geral. por isso. o arquivo das secretarias permanecem durante. de 8 de janeiro de 1991. para os militares interessados. bem como a retirada. devido à falta de espaço.159. Diretor de Pessoal. Embora ainda não esteja vinculado ao Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ)42.º 4. Diretor de Inativos e Pensionistas. 6.º 8. Diretor de Finanças. de 30 de janeiro de 2004 (Portaria n. dessa massa documental.º 5. sendo limitadas ao Comandante-Geral. Chefe do Estado-Maior-Geral e Subcomandante. cada secretaria desenvolve um arquivo próprio para controle de seus documentos. Arquivamento da documentação O arquivamento da documentação produzida pelo CBMDF acontece de forma descentralizada. formulada via requerimento. Chefe de Gabinete do Comandante-Geral.

requerimentos solicitando afastamentos que tiveram sua deliberação publicada em algum dos boletins da Corporação. pois todo ato administrativo que produza efeitos jurídicos. 43 . o que não inclui os fotocopiados. Dessa forma.73 temporalidade de documentação. 2 anos (máximo) em condições ideais. Mariúsa. estão automaticamente fora do arquivo permanente todos os documentos que cumpriram o seu trâmite e não possuam implicações jurídicas posteriores. Informações sobre arquivamento de documentos No momento do arquivamento. Para efeitos legais. de prevenções. ou seja. 6.2. 5 anos 30 anos 1 ano 100 anos (máximo) 30 anos (máximo) Dados retirados de Beltrão. particular). a vida útil de alguns materiais43 enviados para o Arquivo-Geral do CBMDF. embora o Judiciário tenha dado fé pública a cópia de documento autenticada por servidor público. pode ser objeto de revisão jurídica deve ser arquivado. 23ª ed. 2005. Exemplo: expediente solicitando a presença da banda de música. Tal tabela define quais documentos devem ter uma determinada permanência no que se refere ao arquivamento. MATERIAL Fax Cópias fotocopiadas (xerox) Cópias heliográficas Fitas de vídeo Meios óticos e digitais Disquete Fotografias em preto e branco Fotografias coloridas VALIDADE 3 a 5 dias (se não exposto ao sol). momento em que deve ser apresentado o documento original (ver item 7.12 deste manual). cabe salientar que ela possui o seu valor até ser contestada. Soma-se às desvantagens. Ressalta-se que. São Paulo: Atlas. o militar deve atentar para a documentação que pode ser arquivada. 5 anos (máximo) em condições ideais. o arquivamento só pode acontecer para documentos originais.. Odacir & Beltrão. empresarial. Correspondência: Linguagem & Comunicação (oficial.

1. A formação do gênero feminino no CBMDF Não há uma padronização ou diretriz sobre o assunto. Essas variantes apareceram paralelas a modificações da inserção das mulheres na Corporação. chega-se a encontrar de 3 ou mais cópias do mesmo documento! Além de possuir uma vida útil relativamente pequena (5 anos). Entre elas. e 3) a soldado Maria. 2) o soldado/fem. desde essa data. de forma aleatória e sem nenhuma intervenção do Comando-Geral..74 Dentre os materiais citados anteriormente. . 44 Para maiores informações. ver a discussão apresentada sobre o assunto no item 7. Já foram utilizadas. já que possui fé pública até que solicitada a cópia original. ressalta-se a quantidade enorme de fotocópias (xerox) encontradas. três formas distintas para o caso: 1) o soldado Maria. abreviaturas. não prevê as flexões para todos os postos e graduações. As mulheres entraram no CBMDF em 1993 e. Maria. produzido pela Academia Brasileira de Letras.12 autenticação de documentos. tornando-a nula ou imprestável para processos judiciais ou como valor de prova44. As gramáticas normativas apenas deliberam sobre o feminino de capitão (capitã) e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (o VOLP). o enquadramento de atos administrativos entre outras que serão abordadas neste capítulo. sem o original a cópia nada vale para efeito legal. As ocorrências 1 e 2 são constatadas mais freqüentemente no período em que o quadro feminino era separado do masculino. podemos citar a formação do gênero feminino no CBMDF. Às vezes. a qual não aparecendo invalida a fotocópia. Dúvidas relacionadas à redação oficial militar Há algumas peculiaridades que deverão ser tratadas de forma padronizada no CBMDF. Sendo até utilizada a expressão a soldada. 7. o assunto sobre a formação do feminino para postos e graduações causa polêmica por causa da falta de normatização. 7.

os substantivos militar e oficial seguirão a mesma flexão. sendo.: As praças realizaram a missão conforme previsto. as demais estão registradas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e não são de conhecimento de todos.75 Como dito anteriormente.: Concedo férias regulamentares ao soldado Marcelo.º 47. a qual tem por regra básica não anteceder substantivos masculinos. em virtude de uma normatização geral. Concedo férias regulamentares a soldado Marcela (sem crase). ou seja. também adotou a mesma normatização.. sendo definido pelo uso do artigo. apresentam o mesmo formato tanto para o masculino quanto para o feminino. Ex. portanto. utilizado tanto para militares do sexo masculino quanto para o feminino indiferentemente. No entanto. A explicação para o fato estaria no cerne da estrutura desses vocábulos: como a concepção primeira está amalgamada por sua significação masculina não haveria a ocorrência da crase. Ex. o substantivo praça. alegando a falta de algumas flexões de gênero (ver A força policial. conforme os seguintes exemplos: o soldado – a soldado o cabo – a cabo o sargento – a sargento o tenente – a tenente o capitão – a capitã46 o major – a major o tenente-coronel – a tenente-coronel o coronel – a coronel A adoção dos substantivos comuns de dois gêneros para os substantivos referentes aos postos e às graduações implica no não uso da crase para os relacionados ao feminino. o VOLP não prevê todas as flexões e. O militar (o oficial) deverá comparecer à Seção. ano 12. segundo o dicionário etimológico (Houaiss). n. Não é só para os postos e graduações que será estabelecida a flexão como substantivos comuns de dois gêneros. . é feminino. por meio do Capitão PM Airton Edno Ribeiro. 45 A Polícia Militar do Estado de São Paulo.: A militar (a oficial) deverá comparecer à Seção. este manual adota o critério de que todas as flexões de gênero dos substantivos referentes a postos e graduações seguirá a normatização prevista para os substantivos comuns de dois gêneros45. 46 A flexão do substantivo capitão para capitã é a única que se encontra em gramáticas normativas. setembro 2005). Ex.

existe uma normatização pela gramática do português padrão que restringe a utilização da maiúscula. também com Eficiência e Eficácia as missões que lhe são confiadas. cabe a quem escreve deliberar sobre isso. já que pode ser entendida a mensagem que se quis passar. (sic) Só neste pequeno trecho. Grosso modo. além de orientar com profissionalismo e proficiência seus subordinados. Alguns podem pensar que a utilização de maiúsculas ou minúsculas se dá a revelia. A executora do contrato entre o CBMDF e o Marinha do Brasil deverá observar a duração do acordo. 7. mas por toda a administração pública. O uso de maiúscula não prejudica muito o texto. o FULANO. de determinado local. Zeloso e Correto nos seus Compromissos. A escrivã da referida sindicância está de licença especial. permanece o prescrito pelas gramáticas de Língua Portuguesa. por demais pela maneira como conduz seus Companheiros de trabalho. Ao contrário do que possam pensar os adeptos dessa prática. Uso de maiúscula no CBMDF É facilmente constatada a utilização exagerada de palavras com as iniciais maiúsculas em atos administrativos. Prezo. além de evidenciar um desconhecimento do código lingüístico. não só aqueles elaborados pelo CBMDF.. No trecho anterior. tudo é importante para o autor.76 Quanto às outras formas relacionadas a funções ou cargos. entre outras coisas. características indeléveis ao Bombeiro Militar. acontecendo nos seguintes casos: . no entanto. Responsável. contamos doze vocábulos grafados com maiúscula desnecessariamente. evidencia ser um Militar e Profissional Íntegro. festividade.2. Só para se ter uma idéia do excesso empregado comumente. ainda confunde o leitor sobre a importância da palavra. pois ele sinalizou dessa forma. o uso de maiúscula alerta o leitor para coisas incomuns como o nome de determinada pessoa. transcrevemos um trecho de uma nota de boletim antes da correção ortográfica: Por ter demonstrado compromisso com a função que exerce nesta Comissão e em especial à Corporação. ou seja. A presidente da Comissão de Recebimento de Material compareceu à reunião.

Ministério das Comunicações. apelidos. de redes jornais. Pronomes sagrados As palavras Sol. Exemplos: Sonha ser papa. atuando como substantivos próprios. Pedro II. Quando for usado de forma genérica. colaterais. D. Norte. TV Educativa. Terra quando A Lua gira em torno da Terra. Brasil. designativos astronômicos. o cargo substituir o nome) 47 Nomes dos pontos cardeais e Leste. Nomes de fatos históricos e Idade Média. O Papa Bento XVI. deve ser grafado com minúscula. Nomes de altos conceitos religiosos. . ciências. Nomes que ou designam postos cargos. de atos solenes. Aspira ao cargo de governador. sociológicos e políticos. ramos É mestre em Lingüística. Lua. Substantivos próprios. Fulano age de acordo com a lei. Nomes de artes. dignidades acompanhados do nome ou quando O Juiz Militar. e referentes a nomes Cremos nEle. Palavras que indeterminam pessoas. 47 Mestre (Jesus Cristo) deixou sua mensagem à humanidade. Palácio D. Nomes televisão. corporações. o Estado. revistas. O (quando Presidente da República. Inconfidência Mineira. a República. científicos e disciplinas escolares. Beira Mar. importantes. a Igreja. verso Exemplos ou O Comandante-Geral fez o pronunciamento. TV Senado. O Ajudante-Geral. Sul.77 Casos Começo de período. e Carta Capital.. Oeste. Nomes de repartições. Pedro II. Sudeste. Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. citação direta. Nomes comuns tornados próprios. Pedro II. O para dar um realce. Dia das Mães. Leciona Química e Física no Colégio D. O Reitor da UnB. de rádio periódicos edifícios.

composta unida por hífen. de 10 de julho de 1989. embora se refiram à segunda pessoa do discurso (para quem se fala). decretos-lei. (Senhor).º 21. Exemplo: .036.Exª (Vossa Excelência). Pronomes de Tratamento Os pronomes de tratamento são palavras e locuções que valem como pronomes pessoais e. um congresso. nome e estiverem determinados. Sobre essa questão.” Leis. na terceira pessoa. normas. seguem a flexão da terceira pessoa (de quem se fala).800. meu querido Pai.º 16. A designação dos três poderes da Poder Executivo. que texto de leis. 7. Expressões reverência. A palavra capital. Portaria n.. quando se referir à O evento acontecerá nesta Capital Federal. Os termos estado e município. não raro. se for um Decreto-Lei.78 A segunda inicial da palavra Tenente-Coronel. Decreto n.º 7. cidade que aloja a alta administração do País. minha palavras fórmulas caro respeitosas que se queiram realçar. para o ano de 1990 e dá outras providências. O Estado de quando precederem seu respectivo Goiás. e Sr. anteprojetos. obrigatoriamente. Dessa forma. meu Amigo. os pronomes possessivos e o verbo deverão estar. uma conferência. portarias e assemelhados. se encontra exemplos que mostram uma associação errada entre o pronome de tratamento e pronomes oblíquos sobre o mesmo referente. projetos de lei. Ajudante-de-Ordens. adorável Mãe. substantivo próprio ou o intitulativo de uma obra. O Município de Águas Lindas. de tratamento e Judiciário. requerimentos “Dispõe sobre as diretrizes orçamentárias etc. Poder Legislativo e Poder República. V. A citação de ementas contidas no Lei n.3. projetos.

00000-0 se acidentou durante o serviço. Ministros de Estado. segue abaixo a relação dos pronomes de tratamento e as autoridades que o recebem: Vossa Excelência Presidente da República. Embaixadores. imprudência ou prática de transgressão disciplinar (errado). 4) Participo a Vossa Senhoria que o Soldado Fulano. do Exército e da Aeronáutica. matr. 3) Participo a Vossa Senhoria que o Soldado Fulano. Vice-Presidente da República. geralmente aparecem dúvidas quanto a que pronome de tratamento usar. Comandantes da Marinha. Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.79 1) Encaminho a Vossa Senhoria documento que trata de assunto de vosso interesse. Do Poder Executivo Secretários da Presidência da República. (errado) 2) Encaminho a Vossa Senhoria documento que trata de assunto de seu interesse (correto). imprudência ou prática de transgressão disciplinar (correto). Secretário executivo e secretário-geral de ministérios. Informo-vos que não houve negligência. 00000-0 se acidentou durante o serviço. Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República. Governadores e vice-governadores de Estado e do Distrito Federal. .. Quando se escreve um ato administrativo. Secretário-Geral da Presidência da República. Por isso. Oficiais-generais das Forças Armadas. e Prefeitos municipais. Advogado-Geral da União. Secretários de estado dos governos estaduais e secretários do Governo do Distrito Federal. Informo-lhe que não houve negligência. matr.

membros do Superior Tribunal de Justiça. membros do Tribunal de Contas da União. ainda. apenas “aos detentores do cargo de natureza especial CNE-03 de Chefe da Casa Militar e de Consultor Jurídico do Gabinete da Governadoria” (grifo nosso)48. e presidentes das câmaras municipais. membros do Supremo Tribunal Federal. membros do Tribunal Superior do Trabalho. Embora. membros do Órgão de Direção Superior da Advocacia-Geral Outros da União. alguns outros pronomes de tratamento: Vossa Magnificência 48 Reitor de Universidade. Do Poder Judiciário membros dos tribunais de justiça estaduais. 14 da Lei n. e auditores da Justiça Militar. membros dos tribunais regionais eleitorais. membros dos tribunais regionais federais. juízes e desembargadores. membros do Tribunal Superior Eleitoral. Do Poder Legislativo membros dos tribunais de contas estaduais. membros do Superior Tribunal Militar. do Distrito Federal e dos territórios. e membros dos ministérios públicos estaduais. Há. e da Defensoria Pública da União. conceder as prerrogativas e garantias asseguradas aos Secretários de Estado. em virtude de o art. de 30 de dezembro de 2002. algumas correspondências possam ser construídas com o pronome de tratamento Vossa Excelência direcionada ao Comandante-Geral elas estão erradas. membros das assembléias legislativas estaduais e da Câmara Distrital.116. os membros dos órgãos de administração superior.. Do Ministério Público membros do Ministério Público da União. .80 membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. publicada no Diário Oficial do Distrito Federal de 1º de janeiro de 2003.º 3. membros dos tribunais regionais do trabalho.

As abreviaturas apresentadas foram extraídas do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP). Tenente-Coronel – Ten-Cel. Bispos e arcebispos Sacerdotes em geral. conseqüentemente.br). Não constará o ponto da abreviatura do posto ou graduação do militar na plaqueta e no cadarço de identificação. Como esse expediente tem um custo elevado e com o surgimento de novas tecnologias mais rápidas e baratas. as quais podemos citar: Abreviatura dos meses janeiro – jan. 1º Sargento – 1º Sgt. o uso de abreviaturas em documentos oficiais não é aconselhado.4. novembro – nov. abril – abr. maio – maio junho – jun. elaborado pela Academia Brasileira de Letras. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal possui algumas abreviaturas de uso corrente49. agosto – ago. 7. Abreviaturas dos postos e graduações Coronel – Cel. dificultar a interpretação do texto como um todo. 3º Sargento – 3º Sgt.org. ela ganhou força no período em que se usavam telegramas para facilitar e baratear o envio de mensagem. julho – jul.academia.50 Soldado – Sd. 2º Sargento – 2º Sgt. a qual as trata como reduções (disponível em www. aparecem em muitos textos antigos. ou reduções.. . outubro – out. Papa. março – mar. 49 Subtenente – SubTen. setembro – set. 1º Tenente – 1º Ten. Abreviaturas mais utilizadas na Corporação As abreviaturas. sendo permitido apenas quando se fizer extremamente necessário. 2º Tenente – 2º Ten. Major – Maj. Cabo – Cb.81 Vossa Santidade Vossa Excelência Reverendíssima Vossa Reverendíssima Vossa Santidade Papa. fevereiro – fev. Capitão – Cap. dezembro – dez. uma vez que ela pode obscurecer ou tornar ambíguo o termo e.

auxiliar – aux. visto que nem sempre existe a abreviatura que se vai empregar. reserva (militar) – res. manutenção – mnt. esquerdo – esq. mil. ou p. no manual decorre da regra de que quando a palavra cortar consoantes deverão ser mantidas. a forma apresentada neste num grupo de consoantes.82 Demais abreviaturas administrativo – adm. trimestre – trim. hora – h hurídico – jur. por isso. exemplo – ex. ou decr.mo feminino – fem. quantidade – quant. companhia – Cia código – cód. página – pág. Ex. wide world web (rede de extensão mundial) – www O uso de abreviaturas possui algumas particularidades que devem ser consideradas por aqueles que a usam. mensal – mens. a criação de uma abreviatura obedece às seguintes regras: Deixam de ser usadas as siglas SBM e CBM em virtude de demais graduações e postos. memorando – memo. documento – doc. ou aj. militar – mil. reformado – ref. número – n. 51 A abreviatura de matrícula não foi registrada no VOLP. passa-se então a todos os militares. hustiça militar – just. Limitada – Ltda. Doutor – Dr. Dessa forma. seguidas pela QBMG ou QOBM do militar. decreto – dec.te antigüidade – antig. matrícula – matr.º observação – obs. ou fol. Vossa Senhoria – V. folha – fl.51 médico – méd. Sa.a secretaria – sec. ajudante – aj. masculino – masc.. segundo – s Sua Excelência – S. comandante – comte. essas . general – gen. meritíssimo – MM. engenheiro – eng. semestre – sem. 50 que não há outras previstas para as ser adotado o uso da abreviatura a entanto.ª Excelentíssimo – Ex. batalhão – btl. combatente – comb. Excelência – Ex. telefone – tel.

tal como antes já se fazia.A. reduções enciclopédias.).UU.). gerando uma série de signos. podem chamadas especializadamente se vem convencionando que. e mesmo índices e ícones. ser etc. Direção e EstadoMaior CAO – Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais .). 7. os nomes intitulativos designativos de associações. Comando.). No século passado para cá. sinais e logotipos. Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). seja dita siglema (Petrobras) e. assim. e 3º) se cortar a palavra num grupo de consoantes. em trabalhos eruditos.83 1º) faça-a terminar numa consoante e não numa vogal (feminino – fem. as quais foram listadas abaixo: BBS – Batalhão de Busca e Salvamento BI – Batalhão de Incêndio CAECDEM – Centro de Altos Estudos. quando não o tenha. com os títulos de obras de referência Essas (dicionários. por parte da administração. 2º) o acento existente na palavra original deve ser mantido na abreviatura (século – séc. sociedades.5. ou EUA). são criadas para facilitar a identificação rápida de determinado órgão ou empresa. empresas.. quando siglas: repetidamente citados. Geralmente. ou por combinações arbitrárias. firmas e afins passaram também a ser objeto de reduções. mantenha-as (matrícula – matr. em certas reduções em que se podem misturar letras e elementos ideográficos. companhias. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal possui siglas de uso corrente utilizadas para referência a alguns segmentos da Corporação e cursos feitos por militares do CBMDF. quando uma sigla tem caráter de palavra ou vocábulo. As siglas em grande número se fazem pelas letras iniciais do intitulativo (URSS. seja dita siglóide (EE. Entra-se. UNESCO) ou por letras e sílabas iniciais (Sudam. As siglas utilizadas no CBMDF Entenda por siglas as palavras formadas por sílabas ou partes das iniciais do nome de um órgão ou entidade.

CEFAP – Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças CEMAN – Centro de Manutenção CFC – Curso de Formação de Cabos CFSD – Curso de Formação de Soldados CG – Corregedoria-Geral CHCO – Curso de Habilitação de Condutor e Operador de Viaturas CIAD – Centro Integrado de Atendimento e Despacho CIGS – Companhia Independente de Guarda e Segurança CINF – Centro de Informática COCB – Centro de Operações e Comunicações Bombeiro CRI – Companhia Regional de Incêndio CSBM – Curso Superior de Bombeiro Militar CSU – Curso de Socorros de Urgência CTO – Centro de Treinamento Operacional DAL – Diretoria de Apoio Logístico DEI – Diretoria de Ensino e Instrução DIP – Diretoria de Inativos e Pensionistas DP – Diretoria de Pessoal DS – Diretoria de Saúde DST – Diretoria de Serviços Técnicos EMG – Estado-Maior-Geral IPM – Inquérito Policial Militar LE – Licença Especial LM – Licença Maternidade LP – Licença Paternidade LTIP – Licença para Tratamento de Interesse Particular LTSP – Licença para Tratamento de Saúde Própria LTSPF – Licença para Tratamento de Saúde de Pessoa da Família OBM – Organização Bombeiro Militar PAL – Procedimento Administrativo de Licenciamento QBMG – Quadro Bombeiro Militar Geral QOBM – Quadro de Oficiais Bombeiros Militares ..84 CECISA – Curso de Especialização em Combates a Incêndios e Salvamento em Aeroportos.

- 85 SAJur – Seção de Assistência Jurídica SBM – Soldado Bombeiro Militar SEMOPRO – Seção de Movimentação e Promoção SUCAV – Seção de Cadastro e Avaliação TCE – Tomada de Contas Especial

Existem duas questões sempre levantadas quando se usa a sigla, a primeira é sobre a sua apresentação no texto. Ao contrário do que se pratica comumente, é necessário apresentar primeiramente o órgão/entidade, para depois, entre parênteses, aparecer a sigla referente a ele. Ex.: O presidente da Tomada de Contas Especial (TCE), ao invés de O presidente da TCE (Tomada de Contas Especial). Depois disso, não se faz mais necessária a repetição do nome do órgão por extenso, bastando o uso da sigla. A segunda é sobre a formação do plural das siglas. Para fazer a pluralização, basta acrescentar um s minúsculo a ela, sem o apóstrofo.52 Ex.: OBMs, UTEs.

7.6. Regência Verbal / Regência Nominal

Dúvidas recorrentes são as que estão relacionadas à regência verbal e regência nominal. Entenda-se por regência a necessidade que verbos e nomes possuem de complementos preposicionados, ou seja, que o seu complemento possua ou não determinada preposição. O problema da regência está exatamente em qual preposição usar, já que não há regra estipulada: a regência de uma palavra é um caso particular. Não há necessidade de “decorar” a regência de verbos e nomes, pois tal manobra se torna inviável, uma vez que existem dicionários específicos para isso, os quais chegam a possuir mais de 400 páginas! Já que não se é possível decorar, basta apenas possuir esses dicionários para resolver esse problema, no entanto, tais exemplares são caros e, nem sempre, estão acessíveis quando se precisa deles. Para tentar amenizar o problema, gramáticas e manuais trazem a regência de alguns verbos e nomes mais usados na administração pública.

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Manual de Redação e Estilo. Organizado por Eduardo Martins. São Paulo: O Estado de São Paulo, 1990.

- 86 Antes de enumerar as mais recorrentes palavras preposicionadas, cabe aproveitar o espaço para desmistificar a dificuldade que muitos atribuem à Língua Portuguesa por causa disso: o cerne do problema está no fato de que o falante nativo aprende regência “de ouvido”, mas nem sempre ele ouve o que realmente é postulado como correto pela gramática normativa: há diferenças significativas na regência da linguagem popular que, geralmente, não são filtradas no momento da escrita ou pronunciamento oficial. Regência verbal TD: fazer agrado, fazer carinho, acariciar Agradar Agradecer Almejar Amar Ansiar Aperceber-se Aspirar TI: satisfazer (agradar a). TDI (obj. direto é coisa, e o indireto é pessoa). TD (não pede preposição). TD (não pede preposição). TI: (ansiar por) TI: (aperceber-se de) TD: respirar, cheirar, absorver. TI (aspirar a ou por): almejar, desejar muito. TD: prestar assistência, socorrer, ajudar. Assistir TI: (assistir a): ver, presenciar. TI: (assistir a): caber Atender Atingir Avisar Certificar Certificar-se TD: acolher, receber, recepcionar. TI: (atender a – para pedidos, solicitações, intimações) TD (não pede preposição) TDI (alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). TDI (alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa) TI (certificar-se de) TD: fazer vir, convocar Chamar TI (chamar por): invocar. TD ou TI (caso facultativo): considerar, dar nome, rotular. Cientificar Colocar Compartilhar TDI: (alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). TD (estabelecer, instalar). TDI (situar, por): colocar sobre/em TD (não pede preposição).

- 87 Comunicar Confiar Conhecer TDI: (o obj. direto é sempre coisa; e o indireto é pessoa). TI (confiar em): ter confiança. TDI (alguma coisa a alguém): entregar com confiança. TD (não pede preposição). TD (pedir o simples comparecimento). Convidar TI (convidar a): trair, provocar. TDI: convocar, solicitar presença a ou para alguma coisa. TD: citar nomes, declarar. Declinar TI (declinar de): afastar-se, desviar-se. TDI (eximir-se, fugir). I (entrar em decadência). Desagradar Desobedecer Determinar Encarregar Ensinar Esquecer Estimar Favorecer Impedir TI (desagradar a) TI (desobedecer a) TD (delimitar, precisar, definir) TDI (determinar a): estabelecer, ordenar TDI (alguma coisa a alguém ou alguém a alguma coisa) TDI (alguma coisa a alguém ou alguém a fazer alguma coisa). TD (não pede preposição). TI (esquecer-se de) TD (não pede preposição). TD (não pede preposição). TDI TD (acarretar). Implicar TI (implicar-se em). TI (implicar com). Incumbir Informar53 Investir Ir TDI (alguma coisa a alguém ou alguém a alguma coisa). TDI (alguma coisa a alguém ou alguém a alguma coisa). TI (investir contra): atacar. TDI (dar posse, aplicar). I (ir a ou para).

É freqüente o uso do verbo informar sem especificar para quem informar em notas de boletim, mas o verbo é bitransitivo e precisa desse dado obrigatoriamente, do contrário, aconselha-se a mudança para a locução verbal “tornar público”.

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TDI (o obj. TDI (alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). direto é sempre coisa. TD (não pede preposição). TD (não pede preposição). TD (consertar). Puxar TI (puxar a): ter semelhança. e o indireto é pessoa). TI (querer a): amar. estimar. referir): relata alguma coisa a ou para alguém. TDI (alguma coisa a outra) TI (proceder a): precessar.88 TD (não pede preposição). Queixar-se Querer TDI: (de alguma coisa a alguém). TI (precisar de): necessitar. realizar. TD (desejar). indicar com exatidão. direto é sempre coisa. derivar. determinar).. querer bem. concretizar. I (proceder de): originar-se. TI (reparar em): observar. TI (puxar de): mancar. TDI (alguma coisa a alguém). trazer à memória). TDI (alguma coisa a alguém ou alguém a alguma coisa). TDI TI (obedecer a) TDI (o obj. e o indireto é pessoa). Morar Namorar Notificar Obrigar Obedecer Pagar Pedir Perdoar Perguntar Pisar Precisar Preferir Proceder Proibir I (morar em). Relatar Reparar Respeitar . expor. TD (ser preciso. TD (fazer recordar. TDI (narrar. TI (lembrar-se de): Lembrar TDI (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). TD (não pede preposição). TDI TD (não pede preposição).

TI (transportar). TI (simpatizar com). provenientes de verbos. Responder TD (obj. TD (assinar. pôr o visto ou apontar. Solicitar TDI (convidar. convocar) a. Usar Usufruir Vencer Ver Vir TD (não pede preposição). da Editora Ática.89 TD (dar respostas grosseiras). mirar). TD (não pede preposição). TD (não pede preposição).. direto para exprimir a resposta). da formação de nomes deverbais. TD (não pede preposição). procurar). muitas vezes. TD(I) algo a alguém (pedir). convir. aspirar a. rubricar. TDI (aproximar-se) de. Servir Simpatizar TD (prestar serviço. TI (responder a): dar resposta. sugere-se consultar o Dicionário Prático de Regência Nominal. TD (buscar. TI (visar a): almejar. oferecer). ou seja. Visar Regência nominal54 Acessível a Acostumado a ou com Adequado a Alheio a Alusão a Análogo a Ansioso por Apologia de Apto a ou para Atenção a ou para Atento a ou em Ávido de ou por Benéfico a 54 Favorável a Fiel a Grato a Guerra a Hábil em Habituado a Hostil a Ida a Impotente para ou contra Impróprio para Inábil para Inacessível a Incapaz de ou para Necessidade de Nocivo a Obediente a Oposto a Parecido a ou com Paralelo a Passível de Preferência a ou por Preferível a Prestes a ou para Pronto para ou em Propensão para Próprio de ou para A regência nominal é decorrente. . do Celso Pedro Luft. desejar muito. mas caso não se encontre o nome específico. TI (servir a): ser útil.

No âmbito administrativo. Outra restrição à delegação é a de atribuição conferida pela lei especificamente a determinado órgão ou agente. São Paulo: Malheiros Editores. por delegação. como também não se permite delegação de atos de natureza política. Direito Administrativo Brasileiro. e. são as atribuições genéricas. elas possuem diferenças singulares de sentido que devem estar claras no momento da redação do documento. no nosso sistema constitucional. respondendo pelo e no impedimento de.º 5-SAJUR. 28ª ed. As informações que serão apresentadas foram dadas pela Assessoria Jurídica por meio do Memorando n. p 118-119. em princípio.7. é a delegação de atribuições de um Poder a outro. no entanto. de 16 de novembro de 2006. não individualizadas nem fixadas como privativas de certo executor56. delegar é conferir a outrem atribuições que originalmente competiam ao delegante. a sanção e o veto de lei. como emanam do poder hierárquico. admissíveis. O que não se admite. portanto. Delegáveis. não podem ser recusadas pelo inferior. as delegações são freqüentes. Hely Lopes. Segundo a Assessoria Jurídica do CBMDF55. como a do poder de tributar. 55 . desde que o delegado esteja em condições de bem exercê-las. 2003.90 Compatível com Consulta a Desacostumado a ou com Desatento a Desejoso de Desfavorável a Desrespeito a Equivalente a Falta a Incompatível com Ingrato com Intolerante com Invasão de Junto a ou de Maior de Morador em Natural de Necessário a Próximo a ou de Referência a Referente a Residente em Respeito a ou por Sito em Situado em Superior a 7. Diferenças entre: em exercício.. 56 MEIRELLES. a autorização para agir em nome de outrem. As delegações dentro do mesmo Poder são. entenda-se por delegação. como também não podem ser subdelegadas sem expressa autorização do delegante. Algumas pessoas usam indiscriminadamente essas expressões.

se tornar incompatível com o cargo ou demonstrar incapacidade no exercício das funções que lhe forem conferidas será dele afastado ou impedido de exercitá-la. conforme disciplina o §1º do art. observando. não se caracteriza como uma atividade ímpar. uma conseqüência daquele agente que exerce atividade pública. Nessas circunstâncias. Logo. (ex. As autoridades competentes para a determinação do imediato afastamento do cargo ou o impedimento do exercício da função. o bombeiro militar que. 45 da Lei n.479/86. os agentes substitutos só praticarão os atos funcionais na exata ordem de substituição (cadeia hierárquica). no âmbito da Administração Federal. do exercício de alguma função estatal. nos termos dos §§ 1º e 2º do art. Chefe do Estado-Maior-Geral é o substituto eventual do ComandanteGeral.255 – LOB). o impedimento torna-se dependente das funções previamente delineadas pela legislação inerente ao cargo ou função do bombeiro militar.91 Ressalta-se que. por sua atuação. . No impedimento é uma circunstância legal que impossibilita a execução de um ato ou exercício de uma função. em todos os casos.º 7. o instituto da delegação encontra-se regulamentado pelo Decreto n. e. as regras inerentes ao limite de competência a eles atribuído. É um ônus inerente a todas as pessoas físicas incumbidas. Dessa forma. a expressão “respondendo” torna-se inadequada em expedientes de qualquer natureza. sim. Respondendo trata-se de um atributo a qualquer das explanações antes tratadas. No âmbito desta Corporação. No exercício é a função desempenhada pelo substituto imediato e legal quando da ausência eventual e de mero expediente da autoridade responsável pelo segmento (órgãos de direção. de 6 de setembro de 1979.º 8.937. nos moldes dos incisos LIV e LV da Constituição Federal de 1988. 12 da Lei n. que essa prática não se caracterize como uma atividade perene com o fim de se obter vantagens pessoais. órgãos de apoio e órgãos de execucação). definitiva ou transitoriamente. devendo sempre ser observada a aplicação do devido processo legal e da ampla defesa e do contraditório. Portanto.. são o Governador do Distrito Federal e o Comandante-Geral do CBMDF. sob pena de responsabilidade administrativa.º 83. de tal sorte. mas.

Ao contrário do que se possa pensar. Já o termo atenciosamente deverá ser usado para as demais autoridades. Como foi dito anteriormente.º 13/96 ou o Decreto n. como exemplo: “O DIRETOR DE PESSOAL. ele varia de acordo com a situação e a pessoa que o evoca. resolve: INDEFERIR. O enquadramento Um quesito muito importante para o texto que exija a fundamentação jurídica de modo a mostrar que a autoridade ora em questão. aprovado pelo Decreto nº 16.92 7. Infelizmente. o enquadramento não é estático.8. de 2 jun. lei etc.” Ver o item 3. e o constante na Informação n.176. haja vista o que preceitua o art. está investida de “poderes” da Administração Pública para agir sobre determinada situação.9. há uma maneira de expor os dispositivos legais57. que deve ser obedecida. II. Dessa forma.º 10. Dessa forma.) e não no corpo do texto.486. há textos em que a utilização do dispositivo legal no corpo do texto faz com que a interpretação fique prejudicada. da Lei n. como sendo parte do documento que sempre se copia e repete infinitamente.º 4. por falta de objeto. de 27 jan. no âmbito desta Corporação. incisos I. em expedientes administrativos atenciosamente. 62. Diferença entre atenciosamente e respeitosamente São expressões de fecho das correspondências oficiais. no uso das atribuições que lhe confere o art. o requerimento do Cabo Fulano de Tal.. oriundos de autoridades subalternas. O Manual de Comunicação Oficial do Governo do Distrito Federal estabelece o uso de respeitosamente apenas para o Presidente da República.6. 94. decreto. 2002. as quais refletem a hierarquia nas comunicações. bem como a Lei Complementar n. matr. de 28 de março de 2002.º 15/2005-SUCAV/DP.5. juridicamente. Presidente do Supremo Tribunal Federal e Governador do Distrito Federal. de 4 nov.036. 00000-0.1. Deve-se atentar para o fato de que ele sempre deve vir no primeiro parágrafo do dispositivo legal (portaria. Presidente do Congresso Nacional. 49. encontramos. 2005. no qual solicita a correção do tempo de serviço no seu contracheque. que trata da nota de boletim. 57 . do Regulamento da Organização Básica do CBMDF. o fecho previsto é 7.

haja vista o que preceitua o art. de 27 de dezembro de 2002: Todo aquele que tiver conhecimento.553. 94. de 4 nov. de uma forma geral. civis e penais decorrentes da eventual divulgação dos mesmos. seguido da Lei da Organização Básica do CBMDF e.”59 Todos os militares que se depararem com documentos de acesso restrito deverão primar para que eles cheguem ao seu destino o quanto antes e evitar que fiquem expostos ou manuseados por outros militares não autorizados para tal. aprovado pelo Decreto nº 16. de assuntos sigilosos fica sujeito às sanções administrativas. todavia.º 8. da Lei n. da honra e da imagem das pessoas são originariamente sigilosos. II. para efeito de padronização. A documentação sigilosa Considera-se documento sigiloso58 aquele que trata de assunto que.º 10.486.. matr.10.º 4. incisos I. nos termos deste Decreto. 62. 37. e o constante na Informação n. das demais referências legais. por sua natureza. de 27 jan. da vida privada. segundo o art. ela nem sempre é evidenciada no momento do enquadramento e não há nenhuma orientação sobre a disposição hierárquica dos preceitos legais. por falta de objeto. 2002. resolve: INDEFERIR. de 8 de janeiro de 1991. pois. deve ser de conhecimento restrito e. Definição colhida das Instruções Gerais para a correspondência. mas.º 15/2005-SUCAV/DP. no uso das atribuições que lhe confere o art. §1º do Decreto n. requerem medidas especiais de salvaguarda para sua custódia e divulgação. II. 7. do Regulamento da Organização Básica do CBMDF. 59 Conforme define o art. no qual solicita a correção do tempo de serviço no seu contracheque. depois. §1º. 23. bem como aqueles necessários ao resguardo da inviolabilidade da intimidade.” Há uma hierarquia entre os dispositivos legais. 000000. as publicações e os atos administrativos no âmbito do Exército (IG 10-42). portanto. 58 . Todo documento “cuja divulgação ponha em risco a segurança da sociedade e do Estado. o requerimento do Cabo Fulano de Tal.036. a orientação no âmbito do CBMDF é que quando houver referência ao Regulamento da Organização Básica ela deverá encabeçar o enquadramento.159. de 2 jun. 49. que dispõe sobre a Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados e dá outras providências.93 Sendo que o recomendável seria: “O DIRETOR DE PESSOAL. da Lei n. 2005.

parágrafo único do Decreto n. confidencial ou com divulgação e acesso restrito deverá garantir a condição desses documentos.11.94 Dessa forma. solução e tramitação devem ser imediatos. Para efeito de regulamentação.º 5. solução e tramitação devem ser realizados em até 48 (quarenta e oito) horas.. sob pena de sofrerem penalidades relacionadas à sua divulgação. do Decreto n. tal reprografia faz prova das coisas e dos fatos nela apresentados. b) urgente: documentos cujo estudo. 7.º 83. reservado. solução e tramitação não podem ultrapassar o prazo estipulado no seu conteúdo. todo aquele que entrar em contato com qualquer documento considerado sigiloso.930/SP). até demonstração em contrário. 7.” (EDRE n. c) urgentíssimo: documentos cujo estudo.936/79.º 123. Em não sendo impugnada. Dessa forma. qualquer servidor poderá autenticar cópia de documento. a responsabilidade pela documentação engloba desde o militar que a recebeu até a autoridade a ela destinada. 3º. A tramitação da documentação (normal/urgente/urgentíssimo/com prazo) O quesito para classificação da documentação oficial que tramita no CBMDF é o assunto tratado por ela. solução e tramitação devem ser realizados em até 8 (oito) dias úteis. cópia “autenticada por servidor público que tem guarda do original. conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. parágrafo único. combinado com o art.12. Autenticação de documentos De acordo com o art. Cabe ressaltar que. . desde que seja apresentado a este o documento original. os prazos para a documentação deverão obedecer ao disposto abaixo: a) normal: expedientes cujo estudo. a reprografia de documento público merece fé. 5º.234/80(GDF). d) com prazo: documentos cujo estudo.

necessariamente. Por isso.936/79. passa a ser co-responsável pelo curso que a documentação deverá seguir a partir de então. a seção onde foi realizada a autenticação (por extenso) e o enquadramento legal para o feito. 3º parágrafo único do Decreto n. ou seja. possui presunção de legitimidade. o militar além da assinatura ou rubrica deverá colocar a sua matrícula para que possa ser feita. parágrafo único do Decreto n. o documento público. No entanto. combinado com o art. deverá confeccionar um carimbo que contenha. Brasília-DF. autentica-se o presente. _____ de _____________ de ________ _____________________________ Funcionário ___________ matr.CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO DF CCS – AJUDÂNCIA-GERAL AUTENTICAÇÃO Nos termos do art. 7. para efeito de padronização no âmbito do CBMDF. A consciência sobre a responsabilidade em se receber documentos advém dos atos jurídicos que a omissão ou negligência com eles originar. é legítimo até que se prove o contrário. no entanto.º 5. companhias e batalhões que realizam esse tipo de atividade. O recebimento de documentos Todo militar está apto a receber qualquer tipo de documento. Infelizmente. ainda há . coma cópia fiel do original reproduzido neste órgão. conforme modelo abaixo: GDF.234/80 (GDF). a trajetória do documento.13.. o nome do órgão autenticador (CBMDF por extenso). Essa divisão de responsabilidade é importante para a Administração Pública como um todo em virtude de que todos os militares que participam da função burocrática zelem para que os documentos. diretorias.º 83. em caso de extravio ou atraso. as seções. 5º. quaisquer que sejam.95 Dessa forma. no momento em que ele colocar a sua assinatura no livro de protocolo ou em uma cópia do documento. cheguem ao seu destino dentro do prazo condizente para surtir determinados efeitos legais ou finais. após assinado por autoridade pública competente.

Gerundismo Gerúndio é uma das formas nominais do verbo.96 casos. o qual marca o tempo da realização imediata. (ou junto do Buriti).” A estrutura seria verbo to be flexionado + gerúndio. Sua estrutura é bastante sui generis. Melhor: Conseguimos um empréstimo no BRB. pois embora a estrutura composicional seja semelhante. é bastante produtiva em textos dos mais variados . em específico. Exemplo: Conseguimos um empréstimo junto ao BRB. o que equivale a dizer que essa estrutura derivada de um verbo ocupa função desempenhada por estruturas nominais como adjetivo. Esse uso é desaconselhado pela norma padrão da língua. O gerúndio não é uma estrutura errada do ponto de vista gramatical normativo. por exemplo. A relação com o inglês é estabelecida com um tempo verbal denominado present continuous. No CBMDF. Tal ligação ainda não é unânime academicamente. é freqüente o uso junto a substituindo as preposições com e em. Afirmações como: I am working now equivale a dizer o que se faz no momento da afirmação. Melhor: O problema só será resolvido com a DAL. 7. vou estar fazendo. O gerundismo é um fenômeno contemporâneo da linguagem. substantivo etc. aos operadores de telemarketing. embora isolados. em que a perda ou demora na resposta é decorrente de uma desatenção por parte de quem recebeu a documentação. muito pelo contrário. Junto a ou junto de Tanto faz junto a significa “perto de”: Ex. pois é utilizado o verbo ir flexionado + verbo no infinitivo + gerúndio..: O QCG fica junto ao Buriti. a Língua Portuguesa não o emprega para caracterizar o tempo presente imediato.15.14. 7. Exemplo: O problema só será resolvido junto à DAL. sendo atribuída a sua origem ao inglês. A tradução para o português seria “Eu estou trabalhando agora.

.: Eu vou estar ligando para o Diretor de Pessoal amanhã cedo (gerundismo). modo indicativo). O gerundismo. pois o excesso no uso de qualquer estrutura gramatical provoca a sensação de artificialismo da linguagem para quem ouve ou lê. exatamente. no entanto. no momento em que os operadores são impelidos a resolver determinado problema (estabelecimento de um serviço. 60 Reportagem realizada pela revista Língua Portuguesa. . a de ser natural. atribuindo a ele a característica de compromisso mínimo.97 gêneros. é considerado como erro pelo excesso que tem sido empregado. Segundo ela. E uma característica inerente à linguagem é. mesmo em ligações simultâneas. o gerundismo deve ser evitado sempre que possível. quando você fala “Vou estar ligando para o Diretor de Pessoal amanhã cedo”. De uma forma geral. Essa associação acaba por implicar em outra: o uso consciente dessa estrutura com o intuito de não se comprometer. espontânea. de nunca resolver ou agir. A professora Dra. número 1. quer seja pelo número de atendentes. Ano I. cadastramento de uma reclamação etc. pois é quase impossível falar com o mesmo operador de telemarketing duas vezes. ou seja. quer seja pela rotatividade de empregados no setor. ocupando funções onde seria esperada a forma direta do verbo. mas de uma forma em que isso não fique explícito ou ofensivo. Ex. Tal constatação também possui bastantes ressalvas e debates dentro do campo lingüístico. Eu ligarei para o Diretor de Pessoal amanhã cedo (futuro do presente. Eu vou ligar para o Diretor de Pessoal amanhã cedo (locução verbal). 2006. seria o mesmo que dizer não ligarei. A professora Maria Helena utiliza os operadores de telemarketing como exemplo à sua teoria. Maria Helena Moura Neves60 tem elevado o gerundismo a tempo verbal. o gerundismo é encontrado em excesso nesse setor em virtude de que.) eles não possuem a certeza de que serão eles ou se o problema realmente vai ser sanado. dando à estrutura status de ineficiência.

61 Nunca se usa através de como indicador de agente da passiva. mas em praticamente todo tipo de texto.. por dentro de. O empréstimo só acontece mediante cautela (certo). de um lado para outro (caminharam através de florestas e pântanos). pelo (o ladrão entrou através da janela). Através de A expressão através de. com freqüência.16. O empréstimo só acontece através de cautela (errado). A obtenção dos palanques para o evento deverá ser feita através da Ajudância-Geral (errado). O problema foi resolvido mediante a publicação da nota (certo). A promoção foi publicada pela Diretoria de Pessoal (certo). Para a gramática normativa. ou seja. Para as demais situações não se recomenda seu uso. O empréstimo só acontece por meio de cautela (certo). Maiores informações pelos telefones. mas como ela deve ser grafada: com ou sem hífen. pelo interior de. (certo). são palavras formadas pela junção de dois ou mais vocábulos já existentes na língua. vem sendo utilizada de forma errônea não só na comunicação oficial. por entre.17. Hífen Existem algumas palavras de uso freqüente na Corporação que são formadas pelo processo de composição de palavras. nesse caso será sempre “por”. O problema foi resolvido por meio da publicação da nota (certo). O problema foi resolvido através da publicação da nota (errado)61. como nas exemplificadas abaixo: Maiores informações através dos telefones. 7. O problema foi resolvido pela publicação da nota (certo). os únicos usos previstos são quando a expressão designar: por meio de. A promoção foi publicada através da Diretoria de Pessoal (errado). no decorrer de (esses costumes prolongam-se através dos séculos). (errado). O problema não é a palavra nova que se forma. A obtenção dos palanques para o evento deverá ser feita por meio da Ajudância-Geral (certo).98 7. .

O bombeiro militar deverá comparecer à Diretoria de Pessoal. lugar de trabalho nem órgão. pois não se trata de uma palavra composta. (errado) Nas palavras compostas em que o adjetivo geral é acoplado a substantivo que indica função. mas de um substantivo associado a outro com valor de adjetivo. (certo) O bombeiro-militar deverá comparecer à Diretoria de Pessoal. lugar de trabalho ou órgão usa-se hífen para grafá-las: Ajudante-Geral (função) Comandante-Geral (função) Chefe do Estado-Maior-Geral (função) Quartel do Comando-Geral (lugar de trabalho) Corregedoria-Geral (órgão) Ajudância-Geral (órgão) Boletim Geral não é grafado com hífen. os quais são sempre ligados por hífen. no entanto. mas tratar-se de uma publicação. em virtude de o adjetivo geral não indicar função. .. Tenente-Coronel e Ajudante-de-Ordens são termos encontrados em dicionários ou no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. é comum encontrar o termo bombeiro associado a militar ligado por hífen.99 Geralmente. é errado tal uso.

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