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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA 16035-1
Segunda edição
16.10.2012

Válida a partir de
16.11.2012

Caldeiras e vasos de pressão — Requisitos


mínimos para a construção
Parte 1: Geral
Boilers and pressure vessels — Minimum requirements to construction
Part 1: General
Exemplar para uso exclusivo - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - 83.899.526/0001-82

ICS 23.020.30; 27.060.30 ISBN 978-85-07-03822-1

Número de referência
ABNT NBR 16035-1:2012
20 páginas

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Sumário Página

Prefácio ................................................................................................................................................v
Introdução ..........................................................................................................................................vii
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referências normativas .....................................................................................................2
3 Termos e definições ...........................................................................................................2
4 Unidades de medida ..........................................................................................................4
5 Princípios gerais ................................................................................................................5
5.1 Objetivo ...............................................................................................................................5
5.2 Construção de equipamentos pressurizados .................................................................5
5.3 Parte de construção ...........................................................................................................6
6 Modos de falha ...................................................................................................................6
6.1 Generalidade.......................................................................................................................6
6.2 Modos de falha comuns ....................................................................................................6
6.2.1 Classificação ......................................................................................................................6
6.2.2 Modos de falha de curta duração .....................................................................................6
6.2.3 Modos de falha de longa duração ....................................................................................7
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6.2.4 Modos de falha cíclica .......................................................................................................7


6.3 Modos de falhas a serem considerados ..........................................................................7
7 Requisitos técnicos ...........................................................................................................7
7.1 Generalidades.....................................................................................................................7
7.2 Materiais ..............................................................................................................................8
7.2.1 Generalidades.....................................................................................................................8
7.2.2 Especificação de materiais ...............................................................................................8
7.2.3 Certificação do material.....................................................................................................8
7.3 Projeto .................................................................................................................................8
7.3.1 Carregamentos e outras considerações de projeto .......................................................9
7.3.2 Métodos de projeto ..........................................................................................................10
7.3.3 Limites de projeto ............................................................................................................10
7.3.4 Fatores de projeto ............................................................................................................10
7.3.5 Métodos de exame ...........................................................................................................10
7.3.6 Drenagem e respiro ..........................................................................................................10
7.3.7 Corrosão e erosão ............................................................................................................10
7.3.8 Proteção contra sobrepressão .......................................................................................10
7.4 Fabricação ........................................................................................................................11
7.4.1 Métodos.............................................................................................................................11
7.4.2 Identificação dos materiais .............................................................................................11
7.4.3 Preparação dos componentes ........................................................................................11
7.4.4 Soldagem ..........................................................................................................................11
7.4.5 Qualificação de procedimentos de soldagem ...............................................................11
7.4.6 Qualificação de soldadores.............................................................................................12
7.4.7 Identificação de soldadores ............................................................................................12

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7.4.8 Tratamento térmico ..........................................................................................................12


7.4.9 Tolerâncias ........................................................................................................................12
7.5 Inspeção, ensaios não destrutivos e exames ................................................................12
7.5.1 Generalidades...................................................................................................................12
7.5.2 Métodos.............................................................................................................................12
7.5.3 Procedimentos .................................................................................................................14
7.5.4 Qualificação de pessoal ..................................................................................................14
7.5.5 Avaliação de indicações e critérios de aceitação .........................................................14
7.5.6 Disposições de não conformidades ...............................................................................14
7.6 Inspeção final e ensaios ..................................................................................................14
7.6.1 Inspeção final ...................................................................................................................14
7.6.2 Ensaio final de retenção de pressão .............................................................................15
7.6.3 Ensaio de retenção de pressão ......................................................................................15
7.7 Marcação/identificação ....................................................................................................17
8 Avaliação da conformidade .............................................................................................17
8.1 Generalidades...................................................................................................................17
8.2 Sistema de controle da qualidade na construção de caldeiras e vasos
de pressão ........................................................................................................................17
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8.2.1 Generalidades...................................................................................................................17
8.2.2 Estrutura de tópicos a serem tratados no sistema de controle da qualidade............17
Bibliografia .........................................................................................................................................20

Figura
Figura 1 – Estágios e termos utilizados na construção de equipamentos pressurizados ..........6

Tabela
Tabela 1 – Grandezas físicas e unidades de medidas adotadas para equipamentos
pressurizados ....................................................................................................................4

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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que
alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser
considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 16035-1 foi elaborada no Comitê Brasileiro Máquinas e Equipamentos Mecânicos
(ABNT/CB-04), pela Comissão de Estudo de Caldeiras e Vasos de Pressão (CE-04:011.07). O Projeto
circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 05, de 25.05.2012 a 23.07.2012, com o número
de Projeto ABNT NBR 16035-1.

Esta Segunda edição cancela e substitui a edição anterior da ABNT NBR 16035-1 de 14.02.2012,
a qual foi tecnicamente revisada.
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Esta Norma, sob o título geral “Caldeiras e vasos de pressão – Requisitos mínimos para a construção”,
tem previsão de conter as seguintes partes:

— Parte 1: Geral;

— Parte 2: Caldeiras – Conforme ASME, Code, Section I;

— Parte 3: Vasos de pressão – Conforme ASME, Code, Section VIII, Division 1;

— Parte 41: Vasos de pressão – Conforme ASME, Code, Section VIII, Division 2;

— Parte 51: Vasos de pressão – Conforme EN-286 Part 1;

— Parte 61: Vasos de pressão – Conforme EN-13445;

— Parte 71: Vasos de pressão – Conforme AD 2000 Merkblätter.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
This part of ABNT NBR 16035 specifies the minimum requirements for construction of boilers and
pressure vessels based on codes and standards in conformity with ABNT NBR ISO 16528 standard.

These requirements are established to ensure that boilers and pressure vessels are constructed more
uniformly as possible, whatever the construction code or standard adopted.

1 Projeto em elaboração.

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Part 1 of this Standard does not specify complementary requirements defined elsewhere in codes and
standards in conformity with ABNT NBR ISO 16528 standard, which are defined elsewhere in others
Parts of this Standard.

In relation to the geometry of the pressure-containing parts for boilers and pressure vessels, the scope
of this Standard includes the following:

a) Pressure vessels;

— welding end connection for the first circumferential joint for welded connections;

— first threaded joint for screwed connections;

— face of the first flange for bolted, flanged connections;

— first sealing surface for proprietary connections or fittings;

— safety accessories, where necessary.

b) Boilers;

— feedwater inlet (including the inlet valve) to steam outlet (including the outlet valve), including
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all inter-connecting tubing that can be exposed to a risk of overheating and cannot be isolated
from the main system;

— associated safety accessories;

— connections to the boilers involved in services, such as draining, venting, desuperheating, etc.

This Standard does not apply to industries components of the aircraft, vehicle, military, railway
and marine (including equipment constructed to be installed in off-shore structures), equipment
to nuclear area, transportable cylinders, equipment used for fire-fighting, piping systems and their
accessories and mechanical equipment such as combustion or compression chamber which make part
of or alternatives machines, such as pumps, compressors, turbines, generators, engines, pneumatic
and hydraulic cylinders which cannot be characterized as independent equipment.

It is not the intent of this Standard to address operation, maintenance and in service inspection
of boilers and pressure vessels.

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Introdução

A ABNT NBR ISO 16528 foi elaborada para definir os requisitos mínimos que fabricantes, usuários
e organismos normativos devem atender para a construção de caldeiras e vasos de pressão.
A ABNT NBR ISO 16528-1 estabelece os requisitos mínimos de desempenho e tem como
público-alvo os fabricantes e os usuários. A ABNT NBR ISO 16528-2 estabelece os procedimentos que
os organismos normativos devem demonstrar para comprovar a adequação de seus códigos e normas
aos requisitos da ABNT NBR ISO 16528-1. A ABNT NBR ISO 16528-2 utiliza tabelas padronizadas
que devem ser preenchidas pelos organismos normativos, para que estes possam demonstrar que
seus códigos e normas atendem aos requisitos de desempenho para caldeiras e vasos de pressão.

A ABNT NBR 16035 foi baseada nas tabelas de conformidade, previstas na ABNT NBR ISO 16528-2,
as quais foram elaboradas pelos diversos organismos normativos e estão publicadas na página oficial
da Comissão ISO/TC11 – Boilers and pressure vessels na internet.

A ABNT NBR 16035-1 estabelece os requisitos técnicos para atendimento aos códigos e normas
de construção de caldeiras e vasos de pressão mais utilizados no Brasil.

Equipamentos sob pressão têm o potencial de causar sérios danos ao meio ambiente e às plantas
industriais, além de causar prejuízos e acidentes muitas vezes fatais. Deste modo, ao construir tais
equipamentos, deve-se utilizar normas, códigos e procedimentos que, comprovadamente, mantenham
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o risco em níveis aceitáveis.

A adoção de uma norma ou código para construção de equipamentos pressurizados pressupõe


que todos os requisitos definidos nestes documentos sejam atendidos. Os requisitos de tais normas
e códigos são elaborados presumindo que todos os exames e os ensaios requeridos durante
a fabricação sejam executados. Deve-se ressaltar, ainda, que nenhuma norma ou código de projeto
e fabricação consegue ser escrito com detalhes suficientes que possam garantir todas as boas
práticas de fabricação. Cada fabricante de equipamentos pressurizados é responsável por adotar
todas as medidas necessárias, para garantir que boas práticas de fabricação e de projeto sejam
usadas para assegurar a qualidade da construção destes equipamentos.

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Caldeiras e vasos de pressão — Requisitos mínimos para


a construção
Parte 1: Geral

1 Escopo
Esta parte da ABNT NBR 16035 especifica os requisitos mínimos que devem ser adotados para
a construção de caldeiras e vasos de pressão baseados em normas ou códigos de construção que
estão em conformidade com a ABNT NBR ISO 16528-1.

Estes requisitos são estabelecidos para assegurar que os equipamentos pressurizados sejam cons-
truídos do modo mais uniforme possível, qualquer que seja a norma ou código de construção adotado.

A ABNT NBR 16035-1 não especifica os requisitos complementares contidos nas normas de construção
de caldeiras e vasos de pressão que estão em conformidade com a ABNT NBR ISO 16528, as quais
são estabelecidas em outras partes da ABNT NBR 16035.

Com relação à geometria de partes pressurizadas para caldeiras e vasos de pressão, o escopo desta
Norma cobre os seguintes limites:

a) vasos de pressão:
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— a extremidade da conexão para a primeira junta circunferencial, para as conexões soldadas;

— a primeira junta roscada para conexões rosqueadas;

— a face do primeiro flange para conexões flangeadas aparafusadas;

— a primeira superfície de vedação para as ligações ou conexões padronizadas por terceiros;

— acessórios de segurança, onde necessário;

b) caldeiras:

— conexão de alimentação de água (incluindo a válvula de entrada) até a saída de vapor


(incluindo a válvula de saída), incluindo todas as ramificações que podem ser expostas
a risco de superaquecimento e não podem ser isoladas do sistema principal;

— os acessórios de segurança associados;

— conexões para serviço, como drenos, respiros, sistemas de desuperaquecimento


(desuperheating) etc.

Esta Norma não se aplica aos componentes de produtos da indústria aeronáutica, automobilística,
bélica, ferroviária, naval (incluindo equipamentos construídos para serem instalados em estruturas
offshore), equipamentos para área nuclear, cilindros transportáveis, extintores de incêndio,
sistemas de tubulação e seus acessórios e equipamentos mecânicos, como câmara de combustão
ou compressão que façam parte integrante de máquinas rotativas ou alternativas, como bombas,
compressores, turbinas, geradores, motores, cilindros pneumáticos e hidráulicos e que não possam
ser caracterizados como equipamentos independentes.

Não é intenção desta Norma atender à operação, manutenção e inspeção em serviço de caldeiras
e vasos de pressão.

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2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para refrências
datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições
mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 6123, Forças devidas ao vento em edificações

ABNT NBR ISO 16528-1:2008, Caldeiras e vasos de pressão – Parte 1: Requisitos de desempenho

ABNT NBR ISO 16528-2:2008, Caldeiras e vasos de pressão – Parte 2: Procedimentos para
atendimento integral da ABNT NBR ISO 16528-1

ASME Code, Section I, 2010 Edition, 2011a Addenda, Rules for Construction of Power Boilers

ASME Code, Section VIII, Division 1, 2010 Edition, 2011a Addenda, Rules for Construction of Pressure
Vessels

ASME Code, Section VIII, Division 2, 2010 Edition, 2011a Addenda, Rules for Construction of Pressure
Vessels – Alternative Rules
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3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
caldeira
equipamento destinado a geração de vapor ou água quente acima da pressão atmosférica

[ABNT NBR ISO 16528-1, definição 2.1]

3.2
código
documento elaborado e aprovado por um organismo normativo para o uso comum e repetido,
estabelecendo requisitos obrigatórios, guias ou características para atividades ou seus resultados

NOTA Para os efeitos desta Norma, a palavra “código”, usada em todo o texto, deve ser considerada
equivalente a código de construção de equipamentos pressurizados.

3.3
conformidade
atendimento completo de requisitos especificados

3.4
construção
processo que inclui projeto, especificação de material, fabricação, inspeção, exame, ensaio e avaliação
de conformidade de caldeiras e vasos de pressão

3.5
contratante
indivíduo ou organização que adquire caldeiras ou vasos de pressão para um usuário ou para revenda

[ABNT NBR ISO 16528-1, definição 2.6]

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3.6
ensaio
ver exame (3.9)

3.7
ensaio de prova
ensaio realizado para determinar a pressão máxima que um equipamento pressurizado pode suportar,
quando não é possível calcular com segurança tal pressão

3.8
equipamento pressurizado
qualquer caldeira ou vaso de pressão no escopo da ABNT NBR 16035-1

3.9
exame
atividade conduzida por pessoal qualificado, usando procedimentos qualificados para avaliar
se determinados produtos, processos ou serviços estão em conformidade com critérios aceitáveis
especificados

3.10
fabricante
indivíduo ou entidade legal que é responsável pela construção de vasos de pressão de acordo com
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as especificações fornecidas pela parte contratante, e com os requisitos de uma norma aplicável para
caldeiras e vasos de pressão em consideração

3.11
inspeção
atividade para verificar se resultados de ensaios requeridos ou exames cumprem com requisitos
especificados

3.12
norma
ver código (3.2)

3.13
offshore
para os efeitos da ABNT NBR 16035-1, são estruturas oceânicas utilizadas para a prospecção
e exploração de óleo e gás

3.14
organismo normativo
organização que promulga norma nacional, regional ou internacional

3.15
pressão/pressão interna
a pressão em relação à pressão atmosférica, ou seja, a pressão manométrica

3.16
pressão externa
pressão exercida do lado externo de elementos cilíndricos e cônicos e do lado côncavo de regiões
esféricas ou elípticas de vasos de pressão

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3.17
pressão máxima de trabalho admissível
PMTA
maior valor de pressão compatível com o código de construção, a resistência dos materiais utilizados,
as dimensões do equipamento e seus parâmetros operacionais, excluindo qualquer sobre-espessura
para corrosão, abrasão etc.

3.18
qualificação
prova de conformidade de um indivíduo, processo, procedimento ou serviço, para total cumprimento
de requisitos especificados

3.19
vaso de pressão
recipiente projetado e construído para conter gases ou líquidos sob pressão

4 Unidades de medida
As unidades de medida devem ser no Sistema Internacional. Produtos normalizados disponíveis
apenas em outras unidades podem ser usados. Exceto quando especialmente citado, as unidades
utilizadas na ABNT NBR 16035 e suas partes são baseadas em newtons, milímetros e graus Celsius.
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A Tabela 1 mostra as unidades utilizadas para as principais grandezas utilizadas em equipamentos


pressurizados adotados por esta Norma e suas partes.

Tabela 1 – Grandezas físicas e unidades de medidas adotadas para equipamentos


pressurizados
Grandeza física Unidade
Ângulo plano ° (decimal)
Área mm2
Coeficiente de expansão linear μm/m °C
Comprimento mm
Deformação %
Densidade kg/m3 ou g/mm3,
Diâmetro, raio mm
Energia de ruptura – Ensaio Charpy J
Espessura mm
Força N
Massa kg
Módulo de elasticidade MPa
Módulo de inércia da seção mm3
Momento Nmm

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Tabela (continuação)

Grandeza física Unidade


Peso N ou kN
Pressão MPa, kPa ou bar
Segundo momento de área mm4
Sobre-espessura de corrosão mm
Temperatura °C
Tensão MPa
Volume m3, mm3 ou L

5 Princípios gerais
5.1 Objetivo

O objetivo da ABNT NBR 16035 e suas partes é estabelecer prescrições mínimas para a construção
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de equipamentos pressurizados de acordo com códigos e normas em conformidade com


a ABNT NBR ISO 16528-1. Para atingir este objetivo, esta parte da ABNT NBR 16035 define
os requisitos mínimos que as demais partes devem descrever ou complementar.

5.2 Construção de equipamentos pressurizados

Para efeito de entendimento da ABNT NBR 16035 e suas partes, entende-se por construção todos
os estágios principais para o fornecimento de um equipamento pressurizado.

Estes estágios incluem todas as tarefas requeridas para fazer e entregar um equipamento pressurizado,
excluindo a especificação técnica e incluindo (mas não se limitando):

a) projeto;

b) seleção e suprimento de materiais ou componentes;

c) controle de recebimento de materiais;

d) fabricação;

e) execução de ensaios e exames requeridos;

f) serviços de garantia da conformidade, como a qualificações de processos de soldagem,


soldadores, inspetores de ensaios não destrutivos, fornecedores etc.;

g) inspeção final com respectivo ensaio de retenção de pressão.

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A Figura 1 mostra os principais termos e estágios empregados no fornecimento de equipamentos


pressurizados.

Construção

Projeto Fabricação Suprimento Ensaios e exames

Figura 1 – Estágios e termos utilizados na construção de equipamentos pressurizados

5.3 Parte de construção


O usuário da ABNT NBR 16035 deve inicialmente adotar um código ou norma de construção
em conformidade com a ABNT NBR ISO 16528-1. Em seguida deve selecionar a parte
da ABNT NBR 16035 correspondente ao código ou norma de construção adotada:

a) Parte 2: Caldeiras – Construção conforme o ASME Code, Section I;


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b) Parte 3: Vasos de pressão – Construção conforme ASME Code, Section VIII, Division 1;

A parte selecionada correspondente ao código ou norma de construção adotada é chamada de Parte


de Construção.

6 Modos de falha
6.1 Generalidade
O projeto deve considerar os modos comuns de falha, descritos em 6.2, e especificamente
referenciar no projeto aqueles listados em 6.3. Este requisito não obriga uma análise detalhada
de todos os modos listados em 6.3, se os parâmetros de projeto para caldeiras ou vasos de pressão
não requerem tal análise. Em tais casos, o projetista deve documentar a razão para não considerar
um ou mais modos de falha listados em 6.3.

6.2 Modos de falha comuns


6.2.1 Classificação

As possíveis formas para as quais um equipamento pressurizado pode falhar são classificadas em:
de curta duração, de longa duração e falhas do tipo cíclicas, ou uma combinação destas.

6.2.2 Modos de falha de curta duração

Modos de falha devido à aplicação de cargas não cíclicas, que levam à falha imediata, podem ser
classificados como a seguir:

— fratura frágil;

— fratura dúctil (formação de trincas, rompimento dúctil devido a tensões localizadas excessivas,
deformação plástica e instabilidade plástica (rompimento));

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— deformações excessivas que levem a vazamento de juntas ou outras perdas de função;

— instabilidade elástica ou elastoplástica (flambagem).

6.2.3 Modos de falha de longa duração

Modos de falha devido à aplicação de cargas não cíclicas, que levam a uma falha posterior, podem
ser classificados como a seguir:

— ruptura por fluência;

— fluência – deformações excessivas em juntas mecânicas ou resultando em uma transferência


indevida de carregamento;

— instabilidade por fluência;

— erosão, corrosão;

— trincas associadas ao ambiente, por exemplo: corrosão sob tensão, trincas induzidas por hidrogênio etc.

6.2.4 Modos de falha cíclica

Os modos de falha devido à aplicação de cargas cíclicas que levam a uma falha posterior podem ser
classificadas como:
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— deformação plástica progressiva;

— deformação plástica alternativa;

— fadiga sob deformações elásticas (fadiga de médio e alto ciclo) ou sob deformações elastoplásticas
(fadiga de baixo ciclo);

— fadiga associada ao ambiente, por exemplo, corrosão sob tensão ou trinca induzida por hidrogênio.

6.3 Modos de falhas a serem considerados

No mínimo, os seguintes modos de falha devem ser levados em consideração no estabelecimento dos
critérios e métodos de projeto para caldeiras e vasos de pressão:

a) fratura frágil;

b) fratura dúctil (formação de trincas, rompimento dúctil devido a tensões localizadas excessivas,
deformação plástica e instabilidade plástica (rompimento));

c) deformações excessivas que levem a vazamento de juntas ou outras perdas de função;

d) instabilidade elástica ou elastoplástica (flambagem).

7 Requisitos técnicos
7.1 Generalidades

A integridade das partes pressurizadas de uma caldeira e vaso de pressão são baseados na aplicação
de uma combinação de técnicas de projeto, seleção de materiais, características de fabricação e níveis
de inspeção.

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Os requisitos técnicos especificados nesta parte da ABNT NBR 16035 são os requisitos mínimos que
devem ser atendidos por todos os códigos de construção adotados para a construção de equipamentos
pressurizados.

7.2 Materiais

7.2.1 Generalidades

Materiais para partes sob pressão, materiais para partes não pressurizadas (por exemplo: selas, saias
ou suportes) e consumíveis de soldagem usados na fabricação de caldeiras e vasos de pressão
conforme descrito em 7.2 da Parte de Construção adotada.

Todos os ensaios e requisitos exigidos para as especificações de materiais adotadas devem


ser executados e atendidos integralmente. A utilização ou a substituição de materiais fora do contexto
da Parte de Construção adotada não é permitida.

7.2.2 Especificação de materiais

O fabricante deve especificar as propriedades dos materiais utilizados na construção do equipamento


conforme descrito em 7.2.2 da Parte de Construção adotada.

7.2.3 Certificação do material


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O fabricante deve tomar medidas apropriadas para garantir que os materiais utilizados atendam aos
requisitos das especificações permitidas pelo Código ou Norma adotado. O fabricante deve adquirir
o material com identificação e certificação conforme requeridos pela especificação do material, como
previsto em 7.2.3 da Parte de Construção adotada.

7.3 Projeto

O projeto de um equipamento pressurizado deve compreender os seguintes itens:

a) definição do código de construção a ser adotado;

b) desenhos;

c) cálculos (memória de cálculo);

d) especificações de materiais e componentes;

e) requisitos para a compra de materiais e componentes;

f) todas as demais informações necessárias para a completa descrição do equipamento e para sua
manufatura.

A memória de cálculo dos equipamentos pressurizados deve contemplar no mínimo os seguintes itens:

a) código de construção adotado, com o ano de edição e emenda (se aplicável);

b) carregamentos e outras considerações;

c) métodos de projeto;

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d) limites de projeto;

e) fatores de projeto;

f) meios para exame;

g) drenagem e respiro, se aplicável;

h) corrosão, erosão e abrasão;

i) indicação do valor da PMTA, se aplicável;

j) proteção contra sobrepressão;

k) tipos de dispositivo de segurança.

Caso o procedimento para determinar a pressão máxima que o equipamento pressurizado ou parte
pode suportar seja baseado em ensaios de prova, os resultados destes ensaios e a metodologia
empregada devem ser anexados à memória de cálculo.

Além dos requisitos citados anteriormente, devem ser analisados e verificados os requisitos citados
em 7.3 (Memória de cálculo) da Parte de Construção adotada.
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7.3.1 Carregamentos e outras considerações de projeto

Caldeiras e vasos de pressão devem ser projetados para carregamentos apropriados, analisando
no mínimo os seguintes carregamentos no equipamento:

a) pressão interna na temperatura correspondente, incluindo a pressão estática devida à coluna


de líquido;

b) pressão externa ou vácuo na correspondente temperatura;

c) esforços de compressão e momentos fletores devidos ao peso próprio do equipamento e seus


acessórios (por exemplo, escadas, plataformas, tubulações etc.);

d) pressão do ensaio hidrostático na correspondente temperatura, incluindo a pressão estática


devida à coluna de líquido;

e) esforços devidos à força do vento, conforme ABNT NBR 6123, quando aplicável;

f) diferenças de temperatura devido a condições transientes ou diferenças nos coeficientes


de dilatação térmica;

g) mecanismos de degradação, por exemplo, corrosão, erosão, fluência e fadiga;

h) carregamentos de manuseio, transporte e instalação etc.;

i) probabilidade e magnitude de carregamentos coincidentes.

Além dos carregamentos anteriores devem ser analisados o efeito da coluna de líquido na condição
de operação ou de ensaio hidrostático, bem como os demais carregamentos a serem considerados
de acordo com 7.3.1 da Parte de Construção adotada.

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7.3.2 Métodos de projeto

Os métodos de projeto (por fórmulas, por análise ou por experimentos ou ensaios) devem aplicados
de acordo com 7.3.2 da Parte de Construção adotada.

7.3.3 Limites de projeto

Os limites de projeto para as propriedades do material e tipos de projeto para caldeiras e vasos
de pressão devem estar de acordo com 7.3.3 da Parte de Construção adotada.

7.3.4 Fatores de projeto

Adicionalmente aos limites de projeto, fatores de projeto apropriados (como eficiência de solda baseada
na extensão e tipo de exame, forma e tamanho do componente etc.) para considerar as incertezas de
fabricação, estados complexos de tensão e o comportamento do material devem estar de acordo com
7.3.4 da Parte de Construção adotada.

7.3.5 Métodos de exame

O fabricante de caldeiras e vasos de pressão deve construir o equipamento de tal forma que possam
ser inspecionados internamente de acordo com 7.3.5 da Parte de Construção adotada.
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Outros métodos de inspeção das condições de caldeiras e vasos de pressão, desde que permitidos
pela Parte de Construção adotada, podem ser aplicados quando fisicamente o acesso não é possível.

7.3.6 Drenagem e respiro

Quando necessário, meios adequados para drenagem e respiro devem ser disponibilizados
em caldeiras e vasos de pressão de acordo com 7.3.6 da Parte de Construção adotada.

7.3.7 Corrosão e erosão

Quando necessário, margem adequada ou proteção contra a corrosão, erosão ou qualquer outro
ataque químico deve ser prevista, levando-se em consideração as condições de uso do equipamento,
de acordo com 7.3.7 da Parte de Construção adotada.

7.3.8 Proteção contra sobrepressão

7.3.8.1 Requisitos gerais

Dispositivos de alívio de pressão ou sistemas para limitação de sobrepressão devem ser previstos
para caldeiras e vasos de pressão. Os sistemas de proteção devem ser projetados para prevenir
sobrepressão em caldeiras e vasos de pressão além dos limites pretendidos considerando a operação,
classificação e probabilidade de uma condição extrema, conforme 7.3.8.1 da Parte de Construção.

7.3.8.2 Tipos de dispositivos

Os tipos de dispositivos devem ser apropriados para o carregamento pretendido e uso. As condições
e ambiente de processo de caldeiras e vasos de pressão devem ser levados em consideração.

Os tipos de dispositivos e aplicação devem estar de acordo com 7.3.8.2 da Parte de Construção adotada.

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7.3.8.3 Acessórios de proteção contra sobrepressão

O projeto e construção de acessórios de segurança incluindo dispositivos limitadores de pressão,


temperatura e monitoramento, devem ser adequados para o uso pretendido e estar de acordo com
7.3.8.3 da Parte de Construção adotada.

7.4 Fabricação

7.4.1 Métodos

Métodos e técnicas de fabricação devem ser apropriados em todos os aspectos do processo


de fabricação, considerando a degradação dos materiais pela fabricação, tratamento térmico
ou conformação, conforme 7.4.1 da Parte de Construção adotada.

7.4.2 Identificação dos materiais

A identificação de materiais usados para caldeiras e vasos de pressão deve ser garantida por
meios apropriados, como, rastreamento do material com o certificado da usina, identificação correta
do material etc. Esta identificação deve estar de acordo com 7.4.2 da Parte de Construção adotada.

7.4.3 Preparação dos componentes


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Métodos apropriados para preparação dos componentes (por exemplo, corte e conformação etc.)
devem ser selecionados para assegurar que defeitos como trincas ou mudanças prejudiciais nas
características mecânicas ou químicas sejam evitadas. Estes métodos devem estar de acordo com
7.4.3 da Parte de Construção adotada.

7.4.4 Soldagem

Processos apropriados de soldagem devem ser selecionados para os materiais utilizados. Juntas
soldadas e zonas adjacentes devem estar livres de defeitos superficiais ou defeitos internos que são
prejudiciais à execução das soldas. As propriedades mecânicas das juntas soldadas devem satisfazer
aquelas especificadas para os materiais a serem soldados, a menos que outras propriedades relevantes
tenham sido especificamente consideradas nos cálculos de projeto.

Soldadores adequadamente qualificados e utilizando procedimentos de soldagem qualificados


devem executar a soldagem das partes pressurizadas e partes não pressurizadas soldadas às partes
pressurizadas.

Os requisitos acima devem estar de acordo com 7.4.4 da Parte de Construção adotada.

7.4.5 Qualificação de procedimentos de soldagem

Procedimentos de soldagem utilizados na fabricação de caldeiras e vasos de pressão devem ser


qualificados por uma terceira parte reconhecida competente, ou por um sistema nacional de qualificação
ou conforme o programa de qualidade do fabricante. A qualificação deve considerar as condições
de fabricação e operação, como materiais, posições de soldagem etc., e deve incluir exames e ensaios
apropriados, conforme requisitos de 7.4.5 da Parte de Construção adotada.

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7.4.6 Qualificação de soldadores

Soldadores envolvidos na fabricação de caldeiras e vasos de pressão devem ser qualificados por
uma terceira parte reconhecida competente, ou por um sistema internacional ou um sistema nacional
de qualificação ou conforme o programa de qualidade do fabricante. A qualificação deve considerar
as condições de fabricação pretendidas, como materiais, posições de soldagem etc., e deve incluir
exames e ensaios apropriados, conforme requisitos de 7.4.6 da Parte de Construção adotada.

7.4.7 Identificação de soldadores

Os soldadores envolvidos na fabricação de caldeiras e vasos de pressão devem ser identificados


conforme requisitos de 7.4.7 da Parte de Construção adotada.

7.4.8 Tratamento térmico

Quando o processo de fabricação puder causar mudanças inaceitáveis nas propriedades do material
ou solda, um tratamento térmico adequado deve ser aplicado em estágios apropriados da fabricação,
como corte, conformação, soldagem etc. A aplicação do tratamento térmico e as mudanças inaceitáveis
nas propriedades do material devem ser avaliadas conforme 7.4.8 da Parte de Construção adotada.

7.4.9 Tolerâncias
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Tolerâncias de chanfros de soldagem, reforço de solda, dimensões e tratamento térmico devem ser
mantidos nos estágios intermediários e final da fabricação de caldeiras e vasos de pressão. Tais
requisitos devem estar de acordo com 7.4.9 da Parte de Construção adotada.

7.5 Inspeção, ensaios não destrutivos e exames

7.5.1 Generalidades

Caldeiras e vasos de pressão devem ser examinados para conformidade dimensional e indicações
de imperfeições por exames visuais e não destrutivos apropriados durante as diversas etapas
de construção para avaliar a conformidade com a documentação técnica de construção do equipamento.
As exigências de execução e as extensões dos ensaios devem estar de acordo com 7.5.2 a 7.5.6
desta parte da ABNT NBR 16035, bem como com 7.5 da Parte de Construção adotada.

Embora alguns códigos e normas de construção de caldeiras e vasos de pressão permitam


a qualificação do pessoal que executa inspeção e ensaios não destrutivos de acordo com o programa
de qualidade do fabricante, para efeito desta Norma, esta prática de qualificação de primeira parte deve
seguir rigorosamente os requisitos de qualificação da Parte de Construção adotada e deve ser realizada
por pessoal com experiência e domínio do código de construção, caso contrário, recomenda-se que seja
utilizada certificação por uma terceira parte acreditada.

7.5.2 Métodos

Métodos de inspeção e exames e quaisquer limitações devem considerar os tipos de materiais,


processos de fabricação, espessura, configuração, aplicação pretendida etc. Estes métodos devem
estar de acordo com 7.5.2 da Parte de Construção adotada.

A seguir são abordados os ensaios não destrutivos mais frequentes aplicáveis à ABNT NBR 16035.
As exigências de execução e as extensões destes ensaios, bem como os ensaios não destrutivos
adicionais, se requeridos, devem ser verificados na Parte de Construção adotada, conforme
especificado em 5.3 desta parte da ABNT NBR 16035.

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7.5.2.1 Ensaio visual

O ensaio visual deve ser realizado com base em procedimento descrito de acordo com a Parte
de Construção adotada.

A qualificação de pessoal para a realização do ensaio visual deve seguir os requisitos descritos
em 7.5.4 desta parte da ABNT NBR 16035.

O ensaio visual deve no mínimo ser utilizado:

a) para verificar se as dimensões das peças de construção e das partes internas e externas do equipa-
mento pressurizado, submetidas à pressão, estão de acordo com as previstas em projeto;

b) quando as condições permitirem, antes de concluir a montagem do equipamento pressurizado,


com a finalidade de detectar defeitos superficiais ou situações não permitidas pela Parte de Cons-
trução adotada;

c) em cada junta soldada, em ambos os lados, se as condições permitirem;

d) para realizar uma inspeção visual na parte externa do equipamento pressurizado antes
do ensaio hidrostático;
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e) em todas as soldas no interior do equipamento pressurizado, antes da aplicação de revestimento,


pintura ou qualquer outro fator que possa interferir na inspeção.

7.5.2.2 Ensaio radiográfico

O ensaio radiográfico deve ser executado por profissional qualificado de acordo com a Parte
de Construção adotada, conforme 7.5.4 desta parte da ABNT NBR 16035.

O ensaio deve ser baseado em uma prática escrita elaborada e aprovada de acordo com a Parte
de Construção adotada.

7.5.2.3 Ensaio por ultrassom

O ensaio por ultrassom deve ser executado por profissional qualificado de acordo com a Parte
de Construção adotada, conforme descrito em 7.5.4 desta parte da ABNT NBR 16035.

O ensaio deve ser baseado em uma prática escrita elaborada e aprovada de acordo com a Parte
de Construção adotada.

O ensaio por ultrassom só deve ser utilizado dentro dos limites estabelecidos pela Parte de Construção.
A substituição do ensaio radiográfico pelo ensaio por ultrassom só pode ser realizada dentro dos
limites estabelecidos na Parte de Construção adotada.

7.5.2.4 Ensaio por líquido penetrante

O ensaio por líquido penetrante deve ser executado por profissional qualificado de acordo com a Parte
de Construção adotada, conforme descrito em 7.5.4 desta parte da ABNT NBR 16035.

O ensaio deve ser baseado em uma prática escrita, elaborada e aprovada de acordo com a Parte
de Construção adotada.

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7.5.2.5 Ensaio por partícula magnética

O ensaio por partícula magnética deve ser executado por profissional qualificado de acordo com
a Parte de Construção adotada, conforme descrito em 7.5.4 desta parte da ABNT NBR 16035.

O ensaio deve ser baseado em uma prática escrita elaborada e aprovada de acordo com a Parte
de Construção adotada.

7.5.3 Procedimentos

Procedimentos de inspeção e exame devem ser qualificados por uma terceira parte reconhecida
competente, ou por um sistema nacional de qualificação ou conforme o programa de qualidade
do fabricante, de acordo com 7.5.3 da Parte de Construção adotada.

7.5.4 Qualificação de pessoal

Pessoal para inspeção e exame deve ser qualificado por uma terceira parte reconhecida competente,
ou por um sistema nacional de qualificação ou conforme o programa de qualidade do fabricante,
de acordo com 7.5.4 da Parte de Construção adotada.

7.5.5 Avaliação de indicações e critérios de aceitação


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Critérios para avaliação de indicações e critérios de aceitação devem ser consistentes com os tipos
de material e espessura, limites do projeto e aplicações para caldeiras e vasos de pressão, e devem
estar de acordo com 7.5.5 da Parte de Construção adotada.

7.5.6 Disposições de não conformidades

Os métodos de disposição utilizados em componentes que apresentaram não conformidades devem


ser adequados para as exigências de projeto e de aplicação, não podendo prejudicar as caldeiras
e os vasos de pressão. Os métodos podem incluir reparo, demonstração de adequação para o propósito
ou rejeição e devem estar de acordo com 7.5.6 da Parte de Construção adotada.

A presença de defeitos nas soldas, em desacordo com a Parte de Construção adotada, deve ser motivo
para rejeição, a menos que seu reparo seja viável tecnicamente. Neste caso, deve ser registrado em
relatório como não conformidade e seu tratamento deve ser informado pelo profissional responsável,
conforme conselho regional competente na construção de caldeiras e vasos de pressão.

7.6 Inspeção final e ensaios

Caldeiras e vasos de pressão devem ser submetidos a uma verificação final que contemple a inspeção
final e o ensaio de retenção de pressão, conforme 7.6.1 a 7.6.2.

7.6.1 Inspeção final

Caldeiras e vasos de pressão devem ser submetidos à inspeção final para avaliação visual e revisão da
documentação, para verificar a conformidade com os requisitos de 7.6.1 da Parte de Construção adotada.

Sempre que possível, a inspeção final deve ser conduzida interna e externamente em todas as partes
das caldeiras e vasos de pressão; quando o acesso para a inspeção final não for possível, inspeções
apropriadas devem ser efetuadas durante a fabricação.

A inspeção final deve avaliar se no mínimo os itens a seguir foram atendidos:

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a) verificar se o fabricante possui um sistema da qualidade que atenda aos requisitos descritos
na Parte de Construção adotada e em 8.2 desta parte da ABNT NBR 16035;

b) verificar se os cálculos de projeto aplicáveis estão disponíveis e atendem aos requisitos descritos
na Parte de Construção adotada;

c) avaliar se os materiais utilizados na construção dos elementos de retenção de pressão e dos


elementos não pressurizados soldados aos elementos de retenção de pressão atendem aos
requisitos descritos na Parte de Construção adotada;

d) verificar se todos os procedimentos de soldagem e brasagem (se aplicável) estão qualificados


como requerido na Parte de Construção adotada;

e) avaliar se todos os soldadores, operadores de soldagem, brasadores e operadores de brasagem


estão qualificados como requerido na Parte de Construção adotada;

f) se requerido, verificar se o tratamento térmico foi executado utilizando uma instrução de acordo
com a Parte de Construção adotada;

g) verificar se as imperfeições no material reparadas por soldagem foram realizadas e aprovadas


como requerido na Parte de Construção adotada;
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h) verificar se os defeitos de solda foram reparados e aprovados como descrito na Parte


de Construção adotada;

i) verificar se os ensaios não destrutivos requeridos, ensaio de impacto e outros ensaios foram
executados e se os resultados são aceitáveis de acordo com a Parte de Construção adotada.

7.6.2 Ensaio final de retenção de pressão

Para outros tipos de ensaios diferentes do hidrostático, medições adicionais, como ensaios não
destrutivos ou outros métodos válidos equivalentes, devem ser aplicadas antes de estes ensaios
serem conduzidos.

Todo equipamento pressurizado, após a soldagem final e o tratamento térmico (se aplicável), deve
ser submetido a um ensaio de retenção de pressão conforme descrito em 7.6.2 da Parte de Cons-
trução adotada.

O ensaio final de retenção de pressão deve ser preferencialmente hidrostático. No caso específico
de caldeiras, o ensaio pneumático não é permitido.

7.6.3 Ensaio de retenção de pressão

7.6.3.1 Ensaio hidrostático

A pressão do ensaio, as temperaturas mínima e máxima do fluido, os fluidos permitidos, os critérios


para aceitação e o procedimento do ensaio devem atender aos requisitos da Parte de Construção
adotada.

O inspetor qualificado deve verificar a compatibilidade do fluido com os materiais utilizados


na construção do equipamento pressurizado.

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7.6.3.2 Ensaio pneumático

O ensaio pneumático só deve ser realizado em casos especiais, onde é tecnicamente impossível
a realização do ensaio hidrostático. Nestes casos, devem constar na memória de cálculo os motivos
que inviabilizaram a realização do ensaio hidrostático.

Antes da aplicação do ensaio pneumático, as juntas a seguir devem ser examinadas no mínimo
por líquido penetrante ou por partícula magnética, para detectar possíveis defeitos que possam
comprometer a integridade do equipamento durante o ensaio (como, por exemplo, trincas):

a) todas as juntas soldadas de topo;

b) todas as soldas em flanges, tampos e fechamentos planos;

c) todas as uniões soldadas entre o casco e os bocais, bocas de visita ou bocas de inspeção.

Caso sejam detectados defeitos críticos, estes devem ser tratados como requerido em 7.5.6 e as juntas
devem ser novamente inspecionadas no mínimo pelo ensaio de líquido penetrante ou por partícula
magnética, para verificar a eficácia do reparo.

A pressão do ensaio, os critérios para aceitação e o procedimento do ensaio devem atender também
aos requisitos da Parte de Construção adotada.

O ensaio deve ser realizado utilizando um procedimento escrito baseado no código de construção adotado.
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Ao final do ensaio deve ser emitido um certificado com os resultados obtidos no ensaio.

O certificado deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) número de série ou ordem de produção do equipamento pressurizado a ser ensaiado;

b) código de construção adotado;

c) tipo do ensaio: hidrostático ou pneumático;

d) descrição do fluido;

e) temperatura do metal no início do ensaio;

f) temperatura do fluido no início do ensaio, para o caso de ensaio hidrostático;

g) duração do ensaio;

h) pressão do ensaio;

i) número do certificado de calibração dos manômetros utilizados no ensaio;

j) data e assinatura do responsável pela execução do ensaio.

O ensaio por partícula magnética deve ser executado por profissional qualificado de acordo com
a Parte de Construção adotada.

O ensaio deve ser baseado em uma prática escrita elaborada e aprovada de acordo com a Parte
de Construção adotada.

Os critérios de aceitação e a extensão do exame devem estar de acordo com a Parte de Constru-
ção adotada.

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7.7 Marcação/identificação

As informações requeridas devem ser marcadas fisicamente nas caldeiras ou vasos de pressão,
de acordo com 7.7 da Parte de Construção aplicável.

8 Avaliação da conformidade
8.1 Generalidades

A avaliação da conformidade deve ser conforme descrito na seção 8 da Parte de Construção aplicável,
bem como o fabricante deve descrever os procedimentos utilizados na construção do equipamento
pressurizado na forma de um sistema de controle da qualidade, conforme descrito em 8.2 desta
parte da ABNT NBR 16035. Este sistema deve estar na forma escrita e disponível para verificação
e aprovação pelo contratante.

8.2 Sistema de controle da qualidade na construção de caldeiras e vasos de pressão

8.2.1 Generalidades

O fabricante de caldeiras e vasos de pressão deve ter e manter um sistema de controle da qualidade
específico para a construção de caldeiras e/ou vasos de pressão, o qual deve estabelecer que todos
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os requisitos da ABNT NBR 16035 quanto ao projeto, fabricação, inspeção e exames e verificação
final são cumpridos. Este sistema deve estar baseado em um manual de controle da qualidade (MCQ).

NOTA As informações contidas no MCQ são de propriedade do fabricante e devem ser tratadas
confidencialmente.

8.2.2 Estrutura de tópicos a serem tratados no sistema de controle da qualidade

Todos os elementos, requisitos e disposições adotadas pelo fabricante devem ser documentados
por escrito, de modo sistemático e ordenado, sob a forma de medidas, procedimentos e instruções.
A documentação referente ao sistema de qualidade deve permitir uma interpretação uniforme das
medidas relativas ao procedimento e à qualidade, como programas, planos, manuais e registros
de qualidade. Na sequência é apresentado um guia das características a serem tratadas no sistema
de controle da qualidade de caldeiras e vasos de pressão.

8.2.2.1 Autoridade e responsabilidade

A autoridade e a responsabilidade do pessoal envolvido na construção dos equipamentos devem estar


claramente estabelecidas no sistema de controle da qualidade. O pessoal que executa as funções
de controle da qualidade deve ter suficientes e bem definidas as suas responsabilidade, autoridade
e autonomia na estrutura organizacional da empresa, para identificar problemas de qualidade, bem
como recomendar e/ou fornecer soluções para tal.

8.2.2.2 Organização

Um organograma mostrando os relacionamentos entre setores de engenharia, compras (aquisição),


produção, inspeção e controle da qualidade é requerido para refletir a organização atual. O propósito
deste organograma é identificar e associar os vários setores com a função específica para qual eles
são responsáveis no sistema de controle da qualidade.

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8.2.2.3 Projeto, desenhos, cálculos e controle de especificações

O sistema de controle da qualidade do fabricante deve fornecer procedimentos que devem garantir
que os desenhos, cálculos de projetos, especificações e instruções requeridas pela ABNT NBR 16035
encontram-se na revisão corrente aplicável. Estes procedimentos devem tratar também de mudanças
autorizadas, usadas para produção, exames, inspeções e ensaios.

8.2.2.4 Controle de materiais

O fabricante deve ter um sistema de controle de recebimento que deve garantir que todo material
recebido e utilizado na construção do equipamento esteja devidamente identificado e tenha a sua
documentação, incluindo os certificados de qualidade requeridos ou registros de ensaios do material,
de acordo com a ordem de compra e a especificação do material. Os certificados de qualidade
ou registros de ensaios do material podem ser transmitidos pelo seu fabricante ou fornecedor
de forma eletrônica.

O sistema de controle do material deve garantir que somente materiais aprovados são liberados para
a produção.

O sistema deve ainda garantir a rastreabilidade dos materiais utilizados nas partes pressurizadas
do equipamento quanto ao número de série ou lote de fabricação.
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8.2.2.5 Programa de inspeção e exames (ensaios) e verificação final

O sistema de controle da qualidade do fabricante deve descrever as operações de fabricação, incluindo


exames e inspeções que devem ser executados nos vários estágios de montagem do equipamento
e a verificação final.

O sistema deve garantir a rastreabilidade das inspeções e exames e a verificação final utilizadas
na fabricação do equipamento quanto ao número de série ou lote de fabricação.

8.2.2.6 Correção de não conformidades

O fabricante deve ter um sistema implementado para correções de não conformidades. Uma
não conformidade é qualquer condição que não cumpra com os requisitos da ABNT NBR 16035.
Não conformidades devem ser corrigidas ou eliminadas de alguma forma antes de se considerar
que o equipamento cumpre com os requisitos de construção do equipamento.

8.2.2.7 Soldagem

O sistema de controle da qualidade deve incluir disposições para garantir que toda a soldagem
dos equipamentos pressurizados foi realizada através de procedimentos/processos de soldagem
e soldadores qualificados, como requerido em 7.4.4 a 7.4.7 desta parte da ABNT NBR 16035.

8.2.2.8 Ensaios não destrutivos

O sistema de controle da qualidade deve incluir disposições para identificar procedimentos de exames
não destrutivos que o fabricante irá aplicar conforme programa de inspeção e ensaios (exames)
e verificação final previstos em 8.2.2.5 desta parte da ABNT NBR 16035.

Os procedimentos e o pessoal envolvido nos ensaios devem estar em conformidade com o programa
de qualidade do fabricante, como descrito em 7.5 desta parte da ABNT NBR 16035.

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8.2.2.9 Tratamento térmico

O sistema de controle da qualidade deve fornecer controles para assegurar que os requisitos para
o tratamento térmico, como requerido em 7.4.8 desta parte da ABNT NBR 16035, foram atendidos.

O sistema deve ainda garantir a rastreabilidade dos resultados do tratamento térmico aplicados
no equipamento e/ou suas partes quanto ao número de série ou lote de fabricação.

8.2.2.10 Calibração de equipamentos e instrumentos de ensaios, inspeções e exames

8.2.2.10.1 Geral

O fabricante deve ter um sistema para calibração dos instrumentos de ensaios, inspeções e exames
usados para aprovar o equipamento e suas partes.

8.2.2.10.2 Retenção de registros

O fabricante deve ter um sistema para garantir a retenção dos registros gerados na construção
do equipamento. Esta retenção deve ser mantida por no mínimo 10 anos.

Os documentos que devem ser retidos são:


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— prontuário do equipamento;

— registros de radiografias e ultrassom, se aplicável;

— desenhos de fabricação, incluindo plano de soldagem;

— memória de cálculo do equipamento;

— registros de ensaios e/ou certificados dos materiais;

— registros da qualificação do processo de soldagem;

— registros da qualificação dos soldadores;

— registros de reparos;

— registros das inspeções e ensaios realizados durante a fabricação, como requerido em 8.2.2.5
desta parte da ABNT NBR 16035;

— registros de tratamento térmico;

— relatórios de não conformidades e disposições;

— registros do ensaio de retenção de pressão (hidrostático ou, quando permitido, pneumático).

8.2.2.11 Modelos dos formulários

O fabricante deve incluir no MCQ todos os modelos de formulários dos documentos e registros
usados no sistema de controle da qualidade. Estes exemplos de formulários devem estar preenchidos
e disponíveis para verificação pelo contratante.

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ABNT NBR 16035-1:2012

Bibliografia

[1] NR-13, Caldeiras e vasos de pressão – Norma Regulamentadora número 13 do Ministério


do Trabalho e Emprego
Exemplar para uso exclusivo - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - 83.899.526/0001-82

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