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DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO PERCENTUAL DE UMA MISTURA DE

DIÓXIDO DE SILÍCIO/CLORETO DE SÓDIO

I – INTRODUÇÃO

Existem várias formas de separar componentes de uma mistura de cloreto de


sódio e dióxido de silício. Os métodos de separação se baseiam na diferença de
propriedades das substâncias. Nesta experiência o procedimento sugerido baseia-se na
diferença de solubilidade em água apresentada pelo cloreto de sódio e pelo dióxido de
silício.
Se tais substâncias podem ser separadas, quantitativamente, é possível
determinar suas quantidades relativas numa mistura das duas.

II – PARTE EXPERIMENTAL

1 - Pesar 5,0g da amostra e coloca-la em um pequeno béquer.


2 - Juntar, aproximadamente, 30,0 mL de água desionizada e agitar vigorosamente.
3 - Filtrar a mistura em papel filtro de massa conhecida e recolher o filtrado em uma
proveta.
4 - Com pequenas porções de água desionizada, transferir, para papel filtro o sólido
que tenha ficado no copo de béquer.
5 - Lavar o sólido, no papel filtro, com pequenas porções de água desionizada a fim
de garantir que todo o sal foi solubilizado, recolhendo as águas de lavagem na
proveta que contém o filtrado.
6 - Transferir, cuidadosamente, o papel filtro com o resíduo para um vidro de
relógio de massa conhecida. Denomina-lo RESÍDUO 1.
7 - Secar papel filtro e resíduo e, depois de seco, determinar a massa do vidro de
relógio e seu conteúdo.
8 - Calcular a massa de RESÍDUO 1.
9 - Agitar o conteúdo da proveta para que a dissolução esteja seguramente
homogênea e anotar o volume total do filtrado (com as águas de lavagem).
10 - Determinar, conjuntamente, a massa de uma cápsula de porcelana e de um
vidro de relógio que a cubra.
11 - Transferir, exatamente, 10,0 mL do filtrado para a cápsula de porcelana e
cobri-la com o vidro de relógio.
12 - Evaporar com aquecimento a dissolução até eliminar todo o dissolvente.
Quando a evaporação tender ao seu final, cuidar para que o sólido úmido não se
projete para fora da cápsula.
13 - Denominar RESÍDUO 2 ao sólido que estiver contido na cápsula.
14 - Determinar a massa do RESÍDUO 2.

DADOS
Massa do papel filtro =
Massa do vidro de relógio + papel filtro + resíduo 1 =
Massa do resíduo 1 =
Massa da cápsula + vidro de relógio =
Massa da cápsula + vidro de relógio + resíduo 2 =
Massa do resíduo 2 =
III – RESULTADOS

a) Composição percentual da mistura cloreto de sódio - dióxido de silício, a partir


do resíduo 1.
b) Composição percentual da mistura cloreto de sódio - dióxido de silício, a partir
do resíduo 2.

IV – QUESTÕES

1 - Comparar as duas composições determinadas para a mistura analisada e indicar


qual das duas é mais real, justificando.

2 - Fazer algumas considerações sobre as causas de erro no presente trabalho.

3 - Elaborar um procedimento para separar os componentes de uma mistura ácido


benzóico – cloreto de sódio.
INVESTIGANDO A OCORRÊNCIA DE REAÇÕES QUÍMICAS

I – INTRODUÇÃO

O estudo da química em laboratório se ocupa com a natureza e o comportamento


dos sistemas químicos.
Um “sistemas químico” define-se como um conjunto específico de materiais
isolados tanto quanto possível dos demais, para ser estudado experimentalmente.
Cada uma das substâncias do conjunto de materiais que formam o sistemas diz-
se que é um “componente” do sistema.

ESTADO INICIAL - É aquele que descreve o sistema quando é feita a primeira


observação.

ESTADOFINAL - É aquele em que se encontra o sistema no momento em que é


feita a última observação.

Os componentes de um sistema químico, em seu estado inicial, denominam-se


“reagentes” e, no estado final, “produtos”.
Os sistemas químicos podem ser estudados levando-se em conta seus estados
inicial e final. Normalmente, uma investigação de um sistema químico se baseia na
observação ou na medida das transformações que nele ocorrem enquanto é estudado.
Em laboratório, é possível obter provas de que tenha ocorrido uma reação
química sempre que existir uma diferença observável ou mensurável entre os estados
inicial e final do sistema químico em estudo.
O que é uma reação química?
Existem vários tipos de transformações, um dos quais é a mudança de fase.
Quando ela ocorre, a natureza da substância não é alterada. Por exemplo, o gelo, H2O(s),
ao fundir, origina H2O(l) e, ao evaporar, transforma-se em vapor d’água H2O(v). Por outro
lado, é reação química toda transformação em que os átomos se reagrupam para formar
substâncias diferentes. As duas espécies de transformação envolvem modificação na
atração (ligação) entre os grupos de átomos, ou ainda, entre grupos de átomos chamados
moléculas.
Como se pode reconhecer a ocorrência de uma reação química?
O aparecimento de uma substância nova, com propriedades diferentes das
propriedades das substâncias originais (reagentes), é prova irrefutável de que ocorreu
uma reação química.
As observações que podem ser utilizadas para descrever um sistema químico
incluem aspectos tais como massa, volume, cor, temperatura e estado físico (sólido,
líquido ou gasoso) dos componentes do mesmo.
Alterações em um ou mais destes aspectos indicam que se formou uma
substância nova. Portanto, alterações de cor, formação de gases ou de produtos com
diferentes solubilidades, são transformações observáveis que evidenciam a ocorrência
de uma transformação química. Por exemplo, quando duas soluções são misturadas
ocorre uma transformação química “exotérmica”.
Existem, também, outros fenômenos que acompanham as reações químicas e
que podem ser observados:
1 - A velocidade da transformação, isto é, a rapidez com que ela ocorre e sua
variação sob a influência de certos fatores, tais como temperatura, concentração
e presença de outras substâncias (catalisadores);
2 - O término da reação, ou seja, a reação se processa até que a maior parte dos
reagentes tenha sido consumida.
Os dados observados devem ser registrados numa tabela incluindo:
a) Descrição dos reagentes envolvidos na reação;
b) Descrição detalhada de cada observação;
c) Descrição do sistema no estado final;
d) Conclusão sobre a ocorrência ou não de reação química, acompanhada
das razões para tal.

II – PARTE EXPERIMENTAL

1 - Em 5,0 mL de água, junte, uma a uma, 15 gotas de ácido sulfúrico 18,0 mol/L.
2-
ATENÇÃO: Adiciona-se, sempre, ácido concentrado à água e, nunca, a água ao
ácido concentrado.
Observe e anote as observações feitas.
Reserve o ácido diluído para utilização posterior.
3 - Em 5,0 mL de água, junte três lentilhas de NaOH(s). elas devem ser manipuladas
com uma pinça. Arrolhe o tubo e agite-o cuidadosamente.
Anote as observações feitas. Reserve o tubo para uso posterior.
4 - Coloque, em um tubo de ensaio, 1,0 g de NH4Cl(s). Acrescentar cerca de 5,0 mL
de água. Arrolhe o tubo e agite-o cuidadosamente. Verifique o pH da solução.
5 - Repita o experimento 3, substituindo o cloreto de amônio por NaCH3COO(s).
6 - Em 5,0 mL de água, junte cerca de 1,0 mL de solução de hidróxido preparada
em 2. adicione 1 a 2 gotas de fenolftaleína.
7 - Repita o teste anterior, substituindo a solução de hidróxido pela solução diluída
de ácido sulfúrico, proparada em 1.
8 - A uma pequena porção de Na2SO3(s), adicione, cuidadosamente, cerca de 3,0 mL
de HCl 6,0 mol/L.
9 - Em 5,0 mL de solução FeSO4, acidificada, junte, uma a uma, 10 gotas de
solução 0,1 mol/L de KMnO4, agitando após a adição de cada gota.
10 - A 1,0 mL de solução 0,1 mol/L de KBr, junte 1,0 mL de solução 0,1
mol/L de NaCl.
11 - Em 1,0 mL de solução 0,1 mol/L de Pb(NO3)2, adicione algumas gotas de
solução 0,1 mol/L de KI, agitando, após cada gota.
12 - Numere 4 tubos de ensaio. Coloque em cada tubo: 5,0 mL de solução 0,1
mol/L de Na2C2O4; 20 gotas de solução diluída de H2SO4 preparada em 1.
Coloque os tubos 1 e 3 em banho-maria (40-50 °C), de modo que ambos fiquem
a mesma temperatura.
Adicione 5 gotas de solução 0,1 mol/L de KMnO4, a cada um dos tubos, e agite
para misturar bem.
Verifique e anote o tempo que transcorre para se observar nos dois tubos a
formação do mesmo produto final, quando estão aquecidos e quando estão à
temperatura ambiente.

12 - Numere 4 tubos de ensaio. No tubo 1, coloque 5,0 mL de solução 6,0 mol/L de


HCl. No tubo 2, coloque 5,0 mL de solução 6,0 mol/L de ácido acético. No tubo
3, coloque 5,0 mL de solução 1,0 mol/L de HCl. No tubo 4, coloque 5,0 mL de
solução 0,1 mol/L de HCl. Junte, a cada tubo, uma pequena porção de CaCO3.
Anote as velocidades relativas das reações que forem observadas.
III – QUESTÕES

1 - Em que experimento não se observou evidência alguma de que tenha ocorrido


reação química?

2 - Que processos, entre os realizados neste experimento, são exotérmicos? E


endotérmicos?

3 - Quais as reações químicas que produzem uma nova fase?

4 - Em que reações, um aumento de concentração afetou a velocidade das mesmas?

5 - Em que reações, uma elevação de temperatura afetou a velocidade das mesmas?

6 - No ensaio 11, que efeito teve sobre a velocidade de reação, a adição de MnSO4?

7 - O que foi observado, em algumas reações, como indicativo de que, parte dos
reagentes não era consumido?

8 - Explique os resultados obtidos quando as soluções de HCl e de CH3COOH,


ambas de mesma concentração, reagem com CaCO3(s).
ESTUDO DE ÁCIDOS E BASES EM MEIO AQUOSO

I – INTRODUÇÃO

Entre os diversos conceitos de ácidos e bases, aquele proposto por Johannes


Brönsted e Thomas Lowry, em 1932, é um dos mais versáteis e práticos. Segundo
Brönsted e Lowry, ácidos são substâncias ou partículas capazes de ceder cátions H +
(prótons) e as bases são substâncias ou partículas capazes de aceitar cátions H+
(prótons). Portanto, reações ácido-base são reações químicas que envolvem a
transferência de prótons. Geralmente as reações ácido-base simples são reversíveis,
atingindo rapidamente um estado de equilíbrio.
Em uma reação ácido-base estão envolvidos dois pares de ácidos e bases
conjugados (AH e A-) e (BH+ e B); em cada par, as espécies diferem entre si por um
próton (H+):

AH + B A- + BH+
ácido 1 base 2 base 1 ácido 2

Em meio aquoso, as moléculas de H2O podem interagir tanto com ácido como
com bases.
Ácidos transferem um próton para a molécula de H2O, aumentando assim a
concentração de íons hidrônio [H3O+]:

HCl + H2O Cl- + H3O+


ácido 1 base 2 base 1 ácido 2

Muitos sais, ao serem dissolvidos em água, fornecem soluções que podem ter
caráter ácido ou básico em decorrência da interação de seus íons com a água. Alguns
íons não exercem efeito apreciável sobre o pH do meio, produzindo soluções neutras.
Sais, cujos ânions possuem um átomo de hidrogênio ionizável, podem produzir
soluções ácidas. Um exemplo é a solução aquosa de bissulfato de sódio (NaHSO4), cuja
acidez pode ser atribuí da ao ânion HSO4-, que, atuando como um ácido Brönsted-
Lowry, transfere um próton para a água, conforme a equação:

HSO4- + H2O SO42- + H3O+


ácido 1 base 2 base 1 ácido 2

Algumas substâncias que não possuem hidrogênio podem dar origem a soluções
aquosas com caráter ácido. Nesses casos, a espécie ácida é criada por uma reação
primária com água. A solução aquosa de pentóxido de fósforo (P2O5), por exemplo, é
ácida porque o P2O5 reage com água formando ácido fosfórico; por isso ele é chamado
de anidrito do ácido fosfórico.
II – PARTE EXPERIMENTAL

1 - Selecione 6 tubos de ensaio. No tubo 1, coloque 5,0 mL de solução de


fosfato monobásico de sódio 0,1 mol/L. No tubo 2, coloque 5,0 mL de
solução de fosfato dibásico de sódio 0,1 mol/L. no tubo 3, coloque 5,0
mL de solução de solfato de sódio 0,1 mol/L. ?No tubo 4, coloque 5,0
mL de solução de bicarbonato de sódio 0,1 mol/L. no tubo 5, coloque 5,0
mL de solução de ácido acético 0,1 mol/L. no tubo 6, coloque 5,0 mL de
solução de fosfato tribásico de sódio 0,1 mol/L.
1.1 - Divida em duas partes cada uma das soluções preparadas.
1.2 - Com a primeira parte, verifique se a solução tem caráter básico,
adicionando algumas gotas de solução de fenolftaleína.

2 - Com o auxílio de um bastão de vidro, colocar uma gota de solução


aquosa de hidróxido de sódio sobre papel indicador universal. Fazer o
mesmo com solução aquosa de amoníaco. Evitar contaminação entre os
reagentes.

QUESTÕES

a) Que partícula pode ser identificada através desse experimento?


b) De que maneira ela se forma, a partir do amoníaco?
c) A que classe de compostos pertence o hidróxido de sódio e o amoníaco?

3- Repetir o experimento anterior com a solução de


carbonato de sódio e sulfeto de sódio.

QUESTÕES

a) Interprete o resultado.
b) Explique-o, formulando as questões correspondentes e aplicando a teoria
clássica ácido-base de Arrenius e também de Brönsted.
c) Qual a cor que você espera observar no teste de pH com solução aquosa de
cloreto de amônio? Justifique.

4- Verter solução de ácido clorídrico sobre solução de hidróxido de sódio


até a reação fracamente ácida (verificar com papel indicador). Repetir o experimento
usando solução de carbonato de sódio no lugar de hidróxido. Evaporar até a secura, em
cápsula de porcelana, três gotas de cada solução e adicionar 1,0 mL de solução de
nitrato de prata.

QUESTÕES

a) Qual a função dos ânions dos sais sódicos utilizados?


b) Quais as partículas que participam das reações?
c) De que tipo são as reações?
5- A uma solução não muito diluída de cloreto de alumínio, adicionar, uma
a uma, algumas gotas de solução de hidróxido de sódio. Separar emduas partes essa
suspensão obtida.
5.1 - A uma das alíquotas, adicionar ácido clorídrico diluído.
5.2 - A outra, adicionar solução de hidróxido de sódio, em excesso, até
observar a dissolução do precipitado.

QUESTÕES

a) Como se chama o fenômeno de um precipitado dissolver-se tanto em ácido


quanto em base?
b) Que partículas anfóteras podem ser encontradas nos exemplos dados neste
item?

6- A uma solução de triiodeto de potássio, adicionar, gota a gota, uma


solução de sulfeto de sódio, até desaparecimento de cor.

QUESTÕES

a) Que é oxidação? E redução?


b) Quais as partículas que não participam da reação?
c) Oxidação e redução podem ocorrer como reações independentes?
d) É conhecido algum exemplo de que reações de oxidação e redução ocorram
isoladamente uma da outra?
e) Equacione cinco exemplos de reação redox.

7- Colocar, em um tubo de ensaio, um pedaço de cobre metálico e adicionar


2,0 mL de solução aquosa de nitrato de prata.

QUESTÕES

a) O que se observa? Descreva.


b) A que tipo de reação pertence a ocorrida?
c) Equacione de forma iônica a reação.
ESTUDO DE REAÇÕES DE OXIDAÇÃO-REDUÇÃO EM MEIO AQUOSO

I – INTRODUÇÃO

Os processos de oxidação-redução (também chamados de oxirredução ou,


simplesmente, processo redox) representam uma classe muito importante de reações
químicas. Por exemplo, a queima de combustíveis convencionais (lenha, carvão,
petróleo e seus derivados) corresponde a reações redox. Igualmente, no fundamento do
todos os processos metalúrgicos para obtenção industrial de metais estão envolvidas
reações redox. Todos os processos eletroquímicos (processos eletrolíticos e pilhas
eletroquímicas) são essencialmente reações redox. Em sistemas bioquímicos, reações
redox participam dos mecanismos para transferência de energia nos organismos vivos.
Em todas as reações redox, ocorre a transferência de elétrons entre os reagentes.
Por exemplo, na reação do sódio metálico com cloro elementar.

2Na + Cl2 2NaCl (Equação 1)

O sódio metálico cede elétrons, formando o cátion Na+:

Na Na+ + e- (Equação 2)

A molécula de cloro consome dois elétrons, formando dois ânions Cl- (cloreto):

Cl2 + 2e- 2Cl- (Equação 3)

Cátions Na+ e ânions Cl- combinam-se formando o composto iônico NaCl:

Na+ + Cl- NaCl (Equação 4)

O agente que fornece os elétrons chama-se redutor e o agente que consome os


elétrons chama-se oxidante. Portanto, na reação acima, o sódio é o redutor e o cloro é o
oxidante.
Em uma reação redox, o número de elétrons fornecidos pelo redutor sempre é
igual ao número de elétrons consumidos pelo oxidante. Na equação 1, cada um dos
átomos de cloro na molécula Cl2 consome um elétron, portanto a Equação 2 deve ser
multiplicada pelo fator 2 para que a soma das equações parciais (Equação 2) + (Equação
3) + (Equação 4) resulte na Equação 1., correspondente à reação química global.
Em uma reação redox sempre estão envolvidos dois pares correspondentes de
oxidantes e redutores:

Ox + *red red + *ox

A um oxidante forte no lado dos reagentes (ox) corresponde um redutor fraco no


lado dos produtos (red); a um redutor forte no lado dos reagentes (*red) corresponde um
oxidante fraco no lado dos produtos (*ox). Por exemplo, na reação de cloro com o íon
iodeto.

1
/2Cl2 + I- 1
/2I2 + Cl-

O cloro é um oxidante muito forte, portanto, o cloreto é um redutor muito fraco.


Em reações redox, pelo menos um dos elementos contidos nas espécies oxidante
e redutora muda seu estado formal de oxidação (ou número formal de oxidação). Na
espécie redutora, um elemento aumenta seu número de oxidação. Na espécie oxidante,
um elemento diminui seu número de oxidação.
A reatividade química dos não-metais varia com a eletronegatividade; logo,
quanto mais eletronegativo for o elemento, mais reativo será o não-metal. Os não-
metais mais reativos são aqueles que possuem grande tendência de receber elétrons,
logo, formam íons negativos com mais facilidade.
Os não-metais também podem ser organizados de acordo com sua reatividade:

F > O > N > Cl > Br > I > S > C > P


 Ordem crescente de reatividade

Os elementos mais eletropositivos (metais) geralmente adotam números de


oxidação positivos nos seus compostos. Os elementos mais eletronegativos (não-metais)
podem adotar número de oxidação positivos ou negativos.
Os números de oxidação geralmente são indicados em algarismos romanos entre
parênteses após o nome ou símbolo do respectivo elemento (o sinal positivo é omitido),
por exemplo: ferro (III) ou Fe(III); cromo(VI) ou Cr(VI); enxofre(-II) ou S(-II).
A reatividade química dos metais varia com a eletropositividade, logo quanto
mais eletropositivo for o elemento, mais reativo será o metal. Os metais mais reativos
são aqueles que possuem grande tendência de perder elétrons, logo, formam íons
positivos com mais facilidade.
Por exemplo: colocando-se uma lâmina de ferro em uma solução de sulfato de
cobre(II) (coloração azul), verifica-se que a lâmina de ferro fica recoberta por uma
camada de metal vermelho (o cobre). Por outro lado, a solução fica amarela [solução de
sulfato de ferro(II)].
Ocorre, pois, uma reação química que pode ser representada pela seguinte
equação: