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CONCURSO DE CONCEÇÃO SIMPLIFICADO

CONCEÇÃO ARTÍSTICA DE PROGRAMAÇÃO CULTURAL NO JARDIM MUSEU DE LISBOA


– PALÁCIO PIMENTA
PD2102-00214

TERMOS DE REFERÊNCIA

1.º - Objeto do concurso


O presente concurso tem por objeto a seleção de uma proposta de conceção artística
de Programação Cultural para o jardim do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta.

2.º - Modalidade do concurso


Este procedimento é um concurso de conceção simplificado nos termos do n.º 5 do
artigo 219.º-A e 219.º-H, ambos do Código dos Contratos Públicos, na sua redação atual.

3.º - Entidade adjudicante e decisão de contratar


1. A entidade adjudicante é a EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação
Cultural, E.M., S.A., pessoa coletiva n.º 503 584 215, matriculada na Conservatória do
Registo Comercial de Lisboa sob o mesmo número, presentemente domiciliada na Av.
Eng.º Duarte Pacheco, n.º 26, pisos 3 e 4, 1070-110 Lisboa, é uma empresa municipal,
cujo capital social é detido exclusivamente pelo Município de Lisboa, que tem por objeto
assegurar a universalidade, a continuidade dos serviços prestados e a coesão económica
e social na área da cultura, através da gestão de equipamentos culturais e de atividades
de promoção de projetos e iniciativas no domínio da cultura.
2. Entre os equipamentos e atividades acometidos à gestão da entidade adjudicante,
encontra-se o Museu de Lisboa, integrando, designadamente, o seu núcleo Palácio
Pimenta.
3. O Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, sito no Campo Grande, n.º 245, em Lisboa, é o
núcleo-sede do Museu e está instalado num palácio de veraneio da primeira metade do
século XVIII, enquadrado pelo que resta de uma antiga quinta senhorial. Encontra-se
classificado como Imóvel de Interesse Público (Dec. 27:396, de 26 de dezembro de
1936). O Palácio Pimenta compreende a área de exposição de longa duração (mostra a
evolução da cidade, desde a ocupação do território durante a pré-história até ao início
do séc. XX), a área de exposições temporárias (Pavilhão Preto) e os jardins.
4. A decisão de contratar foi tomada pelo Conselho de Administração da entidade
adjudicante em 19 de fevereiro de 2021.
4.º - Júri do concurso
O presente concurso é conduzido por um júri, constituído pelos seguintes elementos:

Efetivos:
- Presidente: Joana Sousa Monteiro, Diretora do Museu de Lisboa
- Vogal: David Felismino, Diretor Adjunto do Museu de Lisboa
- Vogal: Sofia Bicho, Adjunta da Direção do Museu de Lisboa
- Vogal: Paula Medori, Coordenadora do Gabinete de Marketing
- Vogal: Paula Nunes, Coordenadora do Gabinete de programação em Espaço Público
da EGEAC.

Suplentes:
- Marina Marques, Coordenadora de comunicação do Museu de Lisboa
- Paulo Cuiça, Coordenador do Serviço Educativo do Museu de Lisboa

5.º - Condições de participação


1. Não é exigível qualquer formação académica aos concorrentes.
2. Os concorrentes podem ser pessoas singulares ou coletivas.
3. Os concorrentes são responsáveis pela originalidade dos programas apresentados,
garantindo a respetiva autoria e assumindo toda a responsabilidade decorrente de
eventuais reclamações de terceiros no que diz respeito a violação de direitos de autor e
ou outros que decorram da lei aplicável.
4. Cada concorrente pode apresentar apenas uma proposta.
5. Ao participar no concurso os concorrentes declaram conhecer e aceitar os presentes
termos de referência.
6. Não podem concorrer nem colaborar, a qualquer título, com um concorrente:
6.1. Os membros do júri;
6.2. Os técnicos da entidade adjudicante.
7. Não podem ser concorrentes as entidades singulares ou coletivas que se encontrem
em qualquer situação de impedimento de acordo com o artigo 55.º do CCP.

6.º - Processo do concurso


Os documentos que compõem o presente concurso estão disponíveis para consulta e
download no website do Museu de Lisboa, em http://www.museudelisboa.pt.

7.º - Esclarecimentos

1. Os esclarecimentos necessários à boa compreensão e interpretação dos presentes


termos de referência são da competência do júri.
2. Os/as interessados/as podem apresentar pedidos de esclarecimentos relativos ao
presente procedimento através do email propostas@museudelisboa.pt dentro do
primeiro terço do prazo fixado para a apresentação da proposta, os quais serão
prestados por escrito até ao termo do segundo terço do prazo fixado para a
apresentação das propostas.
3. Cabe à entidade adjudicante decidir sobre a retificação de erros ou omissões das
peças do presente concurso de conceção.
4. Os esclarecimentos e as retificações referidos nos números anteriores serão juntos às
peças do procedimento e disponibilizados a todos os Interessados no website do Museu
de Lisboa, em http://www.museudelisboa.pt.

8.º - Proposta e documentos que instruem a proposta


1. Enquadramento:
a) o Museu de Lisboa – Palácio Pimenta é considerado um espaço aberto à
participação da comunidade e ao desenvolvimento de projetos em parceria. Admite a
criação conjunta de projetos que dão cumprimento à sua vocação e missão de estimular
o interesse de todos os tipos de público pela cidade de Lisboa e pelo conhecimento da
sua identidade cultural, social, económica, política, antropológica e territorial da
cidade, refletindo a sua evolução histórica e da população que a caracteriza;
b) o Museu de Lisboa – Palácio Pimenta pretende abranger na sua atividade a
programação cultural no jardim do palácio, mediante um conjunto de
espetáculos/eventos/performances, eventualmente multidisciplinares, a realizar nos
meses de maio a agosto de 2021 (inclusive), com base em propostas de agentes
culturais, artistas ou outros, que contribuam para o usufruto do espaço com uma
programação de atividade cultural que, seja proporcionadora de um efeito de estímulo
para o conhecimento da cidade de Lisboa.
2. A proposta deve ser entregue em papel ou em suporte digital (cd ou pen usb), no
formato PDF e deve conter:

a) Memória descritiva e justificativa da conceção preconizada, constituída por um


texto, com um máximo de 3000 (três mil) caracteres, justificado, no tipo de letra
Arial, tamanho 12;
b) Programa para realização de um conjunto de
espetáculos/eventos/performances para um mínimo de 4 (quatro) dias, não
consecutivos, nos jardins do Museu de Lisboa, no período de maio a agosto de
2021 (inclusive);
c) Orçamento geral de execução, contemplando necessidades artísticas e técnicas
específicas, num valor máximo de €12.000,00 (doze mil euros), a que acresce IVA
à taxa legal em vigor, e orçamento discriminado;
d) Outros elementos considerados relevantes para a interpretação do programa
apresentado.

3. Os documentos que materializam as propostas devem ser elaborados e apresentados


de tal forma que fique assegurado o total e absoluto anonimato dos concorrentes, não
podendo conter qualquer elemento que permita, de forma direta ou indireta, identificar
o seu autor ou autores.
4. Todos os documentos deverão ser redigidos obrigatoriamente em língua portuguesa.
5. A falta dos documentos referidos no n.º 2 ou o não cumprimento do previsto nos n.ºs
3 e 4 do presente artigo determina a exclusão do concorrente.
6. Podem ser solicitadas marcações de visita ao espaço do Museu, através do email
info@museudelisboa.pt, colocando no assunto “Visita Concurso Programação Cultural
– Museu de Lisboa”, no período de 1 a 10 de março de 2021.

9.º - Prazo e local de entrega das propostas


1. As propostas e os documentos que a instruem devem ser enviadas por correio
registado até ao dia 19 de março de 2021 na morada Museu de Lisboa – Palácio Pimenta,
sito no Campo Grande, 245, 1700-091 Lisboa, sem indicação do remetente.
2. São consideradas como tempestivamente apresentadas apenas as propostas com
registo de envio postal até ao dia 19 de março de 2021, inclusive, que sejam
rececionadas na morada indicada no número anterior até ao dia 26 de março de 2021,
inclusive.

10.º - Modo de apresentação das propostas


1. Os documentos que materializam os trabalhos de conceção serão entregues em
invólucro opaco e fechado, no rosto do qual deve ser escrita apenas “Proposta Concurso
Programação Cultural - Museu de Lisboa”.
2. Em invólucro com as mesmas características, deve ser encerrado um documento com
a identificação e os contactos do concorrente, no rosto do qual deve ser escrita a palavra
“Concorrente” e a designação do concurso e a seguinte declaração:

(nome, número de documento de identificação e morada), na qualidade de


representante legal de (aplicável apenas a pessoas coletivas) (firma, número de
identificação fiscal e sede), com o (número de telefone ou telemóvel) e o
(endereço de correio eletrónico), na qualidade de autor da proposta concorrente
ao Concurso de Programação Cultural no Jardim do Museu de Lisboa – Palácio
Pimenta, com o título ____________________________________, depois de ter
tomado conhecimento dos termos de referência e respetivas condições do
mesmo concurso de conceção, declaro, para os devidos efeitos, que aceito as
mesmas sem quaisquer reservas e que a proposta apresentada a concurso não
prejudica quaisquer direitos de terceiros.
Mais declara, sob compromisso de honra, não se encontra em nenhuma das
situações previstas no n.º 1 do artigo 55.º do Código dos Contratos Públicos.
Por fim, autoriza expressamente a recolha e tratamento dos dados pessoais
inerentes a esta autorização exclusivamente para este fim e em respeito da
política de privacidade e proteção de dados pessoais da EGEAC – Empresa de
Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, E.M., S.A., disponível em:
http://www.egeac.pt/egeac/politica-de-privacidade-e-proteccao-de-dados-
pessoais/.

Lisboa, ____ de _____________ de _____

O Declarante,

________________________
(assinatura)

3. Os dois invólucros a que se referem os pontos anteriores são encerrados num outro,
igualmente opaco e fechado, que se denomina “Invólucro exterior”, indicando apenas a
designação do concurso e a entidade adjudicante.

4. Todos os documentos que materializam os trabalhos de conceção, bem como todos


os invólucros, devem ser elaborados e apresentados de tal forma que fique assegurado
o total e absoluto anonimato dos concorrentes, não podendo conter qualquer elemento
que permita, de forma direta ou indireta, identificar o seu autor ou autores de forma a
garantir o anonimato dos concorrentes.

11.º - Critérios de seleção


1.1. O júri terá em consideração na avaliação os seguintes fatores e respetiva
ponderação:

a) Originalidade e criatividade da proposta (A) – 30%


A pontuação é atribuída de acordo com a seguinte norma:
i. 0 pontos SEM ORIGINALIDADE, considera-se que a proposta não é original e
criativa;
ii. 5 pontos POUCA ORIGINALIDADE, considera-se que a proposta é pouco
original e criativa;
iii. 10 pontos SUFICIENTE ORIGINALIDADE, considera-se que a proposta é
suficientemente original e criativa;
iv. 15 pontos BASTANTE ORIGINALIDADE, considera-se que a proposta é
bastante original e criativa e revela entendimento do âmbito do que se
pretende;
v. 20 pontos TOTAL ORIGINALIDADE, considera-se que a proposta é totalmente
original e criativa e revela amplo entendimento do âmbito do que se
pretende.

b) Adequabilidade da proposta enquanto estímulo para o conhecimento sobre a


cidade de Lisboa (B) – 30%
A pontuação é atribuída de acordo com a seguinte norma:
i. 0 pontos INADEQUADA, considera-se que a proposta é totalmente
desadequada enquanto estímulo para o conhecimento sobre a cidade de
Lisboa;
ii. 5 pontos POUCO ADEQUADA, considera-se que a proposta é pouco
adequada enquanto estímulo para o conhecimento sobre a cidade de Lisboa;
iii. 10 pontos ADEQUADA, considera-se que a proposta é suficientemente
adequada enquanto estímulo para o conhecimento sobre a cidade de Lisboa
iv. 15 pontos BASTANTE ADEQUADA, considera-se que a proposta é adequada
enquanto estímulo para o conhecimento sobre a cidade de Lisboa e revela
entendimento do âmbito do que se pretende;
v. 20 pontos PLENAMENTE ADEQUADA, considera-se que a proposta é
adequada enquanto estímulo para o conhecimento sobre a cidade de Lisboa
e revela amplo entendimento do âmbito do que se pretende.

c) Diversidade na proposta de iniciativas diferenciadas para os diferentes períodos


propostos (C) – 20%
A pontuação é atribuída de acordo com a seguinte norma:
i. 0 pontos SEM DIVERSIDADE, considera-se que a proposta não apresenta
diversidade de iniciativas;
ii. 5 pontos POUCA DIVERSIDADE, considera-se que a proposta apresenta pouca
diversidade de iniciativas;
iii. 10 pontos SUFICIENTE DIVERSIDADE, considera-se que a proposta apresenta
um número suficiente de diversidade de iniciativas;
iv. 15 pontos BASTANTE DIVERSIDADE, considera-se que a proposta apresenta
bastante diversidade de iniciativas e revela amplo entendimento do âmbito
que se pretende;
v. 20 pontos TOTAL DIVERSIDADE, considera-se que a proposta é plena de
diversidade de iniciativas e revela amplo entendimento do âmbito do que se
pretende.

d) Adequabilidade da proposta ao espaço do jardim do Museu de Lisboa (D) – 20%


A pontuação é atribuída de acordo com a seguinte norma:
i. 0 pontos INADEQUADA, considera-se que a proposta é totalmente
desadequada para o ao espaço do jardim do Museu de Lisboa;
ii. 5 pontos POUCO ADEQUADA, considera-se que a proposta é pouco
adequada para o ao espaço do jardim do Museu de Lisboa;
iii. 10 pontos ADEQUADA, considera-se que a proposta é suficientemente
adequada para o ao espaço do jardim do Museu de Lisboa;
iv. 15 pontos BASTANTE ADEQUADA, considera-se que a proposta é adequada
para o ao espaço do jardim do Museu de Lisboa e revela entendimento do
âmbito do que se pretende;
v. 20 pontos PLENAMENTE ADEQUADA, considera-se que a proposta é
plenamente adequada para o ao espaço do jardim do Museu de Lisboa e
revela amplo entendimento do âmbito do que se pretende.

1.2. A fórmula de cálculo para a classificação final é a seguinte:


CF = 30A+30B+20C+20D
100
1.3. Em caso de igualdade de classificação final entre duas ou mais propostas, aplicam-
se sucessivamente os seguintes fatores de desempate:
1. maior pontuação no fator A;
2. maior pontuação no fator B;
3. maior pontuação no fator C;
4. maior pontuação no fator D;
5. sorteio.
2. No âmbito deste concurso privilegiam-se propostas cuja concretização seja possível
pelos próprios proponentes e que se materializem em
espetáculos/eventos/performances que possam ser apresentados em espaço não
coberto, no jardim do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, ainda que as mesmas
propostas possam integrar atividades realizadas nos espaços expositivos, quer
temporários, quer de longa duração.

12.º - Decisão de seleção


1. Cabe ao júri selecionar um programa de acordo com os critérios de avaliação das
propostas referidos no artigo 11.º no prazo de 30 dias a contar da data limite de
apresentação de propostas, devendo no relatório final indicar:
a) a ordenação das propostas apresentadas;
b) a exclusão das propostas em violação das regras estabelecidas nos presentes
termos de referência.
2. Da decisão de seleção deve constar a atribuição de um prémio de consagração e de
uma menção honrosa aos concorrentes autores dos programas selecionados.
3. O júri pode fazer pedidos de esclarecimento aos concorrentes sobre as propostas por
si apresentadas destinados a aferir o cumprimento dos termos de referência, a
adequação ou exequibilidade do programa proposto.
4. A decisão de seleção e a atribuição de prémios será notificada, por escrito e
simultaneamente, a todos os concorrentes, acompanhada do relatório final do júri com
a ordenação das propostas.
5. Pode o júri deliberar que nenhuma das propostas apresentadas tem mérito que
justifique a sua seleção.
6. As deliberações do júri são vinculativas.

13.º - Prémios
1. Prémios de participação – Não há lugar à atribuição de prémio de participação.
2. Prémio de consagração - serão atribuídos os seguintes prémios pecuniários:
a) € 1.000,00 (mil euros) - para a proposta selecionada;
b) € 500,00 (quinhentos euros) – para a proposta à qual seja atribuída menção
honrosa pelo júri.
3. O pagamento dos prémios é efetuado no prazo de 30 dias a contar da data de
notificação da decisão.

14.º - Vencedor do concurso


1. Na sequência do presente concurso, a entidade adjudicante tem a intenção de
adquirir ao vencedor por ajuste direto, ao abrigo da alínea g) do n.º 1 do artigo 27.º do
CCP, a concretização do programa selecionado.
2. O ajuste direto terá o preço base máximo de 12.000,00€ (doze mil euros), acrescido
de IVA à taxa legal em vigor.
3. Os termos desta contratação encontram-se caraterizados, quanto à sua natureza e
condições de execução, no caderno de encargos, que constitui o Anexo I.
4. Em concordância com o concorrente cuja proposta tenha sido selecionada, poderá, a
entidade adjudicante propor eventuais ajustes que não desvirtuem a essência do
programa.
4. A entidade adjudicante pode decidir não avançar para o presente procedimento de
ajuste direto se entender que, embora adequada para seleção no concurso de conceção,
a proposta não é adequada à sua prossecução.

15.º - Direitos de autor


1. O conteúdo patrimonial dos direitos autorais sobre todos os documentos que
materializam o programa sobre o qual recaia a decisão de seleção considera-se
transmitido para a entidade adjudicante.
2. A propriedade sobre todos os documentos entregues pelos participantes cujos
programas não tenham recebido prémio é transferida para a entidade adjudicante, sem
prejuízo dos direitos de autor dos participantes, pelo que não poderão ser usados pela
entidade adjudicante sem a sua expressa autorização.

16.º - Legislação aplicável


A tudo o que não esteja especialmente previsto nos presentes termos de referência será
aplicável o regime previsto no CCP.

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