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USINAGEM ELETROQUÍMICA

Jorge Rodrigues Almeida – 234952017


Macley de Souza Matos - 223702017
Robson Sousa de Oliveira – 211632017
Valsonei Cruz Amaro - 214462017
DESCRIÇÃO GERAL
A usinagem eletroquímica é um processo não-convencional de
usinagem, no qual a remoção se dá por reações químicas que
ocorrem durante o processo.
O princípio de funcionamento é baseado em um processo
eletroquímico de dissolução anódica controlada da peça (ânodo)
com a ferramenta (cátodo) em uma célula eletrolítica, durante um
processo de eletrólise, que é acelerado pela passagem forçada de
corrente elétrica entre a peça e o eletrodo.
HISTÓRICO
O processo de Usinagem Eletroquímica (ECM - Electrochemical
machining) foi desenvolvido inicialmente para a usinagem destas
ligas metálicas de alta resistência mecânica, embora qualquer metal
possa ser usinado por este processo.
Os primeiros desenvolvimentos significativos ocorreram na década
de 1950, quando o processo ECM foi investigado como um método
para a formação de ligas de alta resistência.
A partir de 1990 a tecnologia passou a ser empregada mais
largamente na indústria, no setor automotivo, petrolífero, indústrias
e engenharia médica, bem como por empresas aeroespaciais, que
são atualmente seus principais usuários.
PROCESSO
A usinagem eletroquímica é um processo eletrolítico e sua base é o fenômeno da
eletrólise, cujas leis foram estabelecidas por Faraday em 1833 (a quantidade de matéria
removida ou depositada é proporcional à intensidade de corrente elétrica).
No processo ECM, a remoção de metal é obtida através da dissolução eletroquímica de
uma peça anodicamente polarizada, que por sua vez é parte de uma célula eletrolítica.
Metais de qualquer dureza podem ser usinados eletroliticamente usando o método ECM
e a taxa de usinagem não depende de sua dureza.
O eletrodo usado no processo (ferramenta usada como modelo) não se desgasta e,
portanto, metais macios podem ser usados como ferramentas para usinar peças de
dureza muito superiores a ela, ao contrário dos métodos convencionais de usinagem.
O processo é usado tanto para desbaste quanto para a obtenção de superfícies lisas,
furos, perfis de forma complexa, e remoção de trincas de fadiga em estruturas de aço.
VANTAGENS
O processo é uma tecnologia relativamente nova que tem grande aplicação na
usinagem de peças de grande dureza e/ou alta resistência ao cisalhamento.
Praticamente não há desgaste da ferramenta (eletrodo) nem geração de calor,
atrito ou contato direto na interface peça-ferramenta, o que preserva as
características físicas e propriedades mecânicas de ambas.
Metais endurecidos podem ser usinados usando o processo ECM e a taxa de
remoção de material não depende de sua dureza.
Os eletrodos usados no processo não se desgastam e, portanto, metais macios
podem ser usados como ferramentas de usinagem de peças de maior dureza,
ao contrário dos métodos convencionais de usinagem.
A usinagem eletroquímica não gera tensões residuais no material da peça.
Eliminação da deflexão da ferramenta nos casos em que características da peça
requerem agudos ângulos de abordagem da ferramenta, ou em situações que
exigem elevadas razões comprimento/diâmetro de cortes.
INCOVENIENTES
problemas devidos à corrosão
dificuldades próprias do processo de eletrólise;
existência de elevadas pressões hidráulicas;
dificuldades para ajustagem da ferramenta.
CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
Taxa de remoção de material: não depende da dureza ou das
propriedades mecânicas do metal a ser usinado porque o material é
removido por dissolução anódica e não por meios mecânicos. Materiais
eletricamente condutivos podem ser usinados a taxas de até 84
mm³/minuto.
Precisão: dependente de forma e dimensões da peça usinada, mas
estará aproximadamente entre 0,05 mm a 0,3 mm no uso de corrente
contínua e de 0,02 mm a 0,05 mm no uso de corrente pulsante.
Rugosidade superficial: decrescente de acordo com a taxa de remoção
de material. Os resultados alcançados ficam aproximadamente entre 100
e 250 μm;
Consumo de energia: relativamente elevado e fica entre 200 a 600
J/mm3, dependendo da tensão e das propriedades eletroquímicas do
material da peça usinada.
ELETRÓLISE
Reação não espontânea de decomposição de uma
substância, por meio de corrente elétrica.
A eletrólise é um processo eletroquímico,
caracterizado pela ocorrência de reações de
oxi-redução em uma solução condutora quando se
estabelece uma diferença de potencial elétrico entre
dois eletrodos mergulhados nessa solução.
REAÇÕES NA USINAGEM ELETROQUÍMICA
▶ Processo eletroquímico de dissolução anódica controlada em nível
atômico da peça de trabalho, na qual uma corrente contínua de alta
densidade e baixa tensão ( 12 a 24 V)é passada entre a peça a ser
usinada (o ânodo) e uma ferramenta modelo, chamada eletrodo (o
cátodo).
▶ Na superfície da peça anódica, o metal é dissolvido em íons
metálicos, e assim a forma da ferramenta é copiada para a peça.
O eletrólito é forçado a fluir através de uma folga entre os eletrodos
com alta velocidade, geralmente mais de 5 m/s, para intensificar a
transferência das cargas elétricas e para remover os óxidos, calor e
bolhas de gás geradas na folga entre eletrodos.
A IMPORTÂNCIA DO ELETRÓLITO
O objetivo primeiro e fundamental do eletrólito é completar o circuito
elétrico, permitindo a passagem de corrente entre cátodo e ânodo.
Quanto melhor condutor for o eletrólito mais efetivo será o processo.
Concomitantemente, o eletrólito também desempenha funções de
refrigeração e limpeza da região de usinagem.
Devido a seu baixo custo, boa condutividade elétrica e o fato de ser
estável em uma ampla faixa de pH (de 4 a 13), o cloreto de sódio é
o eletrólito mais utilizado na usinagem por descarga eletroquímica.
APLICAÇÕES
Palhetas de Turbinas
Rodas Dentadas
Micro Pinos para Medicina
Hélices de bombas
Anéis difusores
Conclusão:
Com o desenvolvimento deste trabalho, foi possível obter o
conhecimento do Processo de usinagem eletroquímica, de
suas reações químicas e características principais, até a
formação da usinagem.
Referencias:
https://www.youtube.com/watch?v=H0sS7oTdUhM
Acesso em: 8 Maio. 2019

https://essel.com.br/cursos/material/01/ProcessosFabricacao
>. Acesso em: 8 Maio. 2019

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