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CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC

LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

O Surdo na Sociedade

SANDRA DOS SANTOS DO NASCIMENTO

São Paulo
2021
O Surdo na Sociedade

A inclusão na educação e na sociedade de uma pessoa surda vem ao longo dos


anos tentando ocupar o seu espaço que é de direito. O surdo, antes de mais nada é uma
pessoa, um cidadão que merece respeito e oportunidades de participação nas diversas
esferas da vida. Para isso é necessário que a sociedade com um todo tenha esclarecimentos
sobre essa deficiência, entender que o surdo também é um ser humano que pode contribuir
na sociedade, que é capaz de aprender, interagir com qualquer pessoa e atuar nas mais
diversas áreas.

Na sociedade atual, o surdo conquista seu espaço de uma forma tímida, havendo
ainda muitas limitações a serem vencidas. Muitas pessoas ainda consideram o surdo como
alguém incapaz e limitado.

Ao se falar em inclusão do surdo na sociedade, esbarra-se em duas visões


distintas: a visão clínica e a visão socioantropológica.

A visão clínica entende a surdez como uma patologia a se tratada, e o cerne desse
tratamento seria o indivíduo vir a falar pelo método da oralização. Neste cenário, a pessoa
surda é vista como um deficiente que deve ser treinado a falar, utilizar a leitura orofacial
e utilizar aparelhos de amplificação.

Por outro lado, a visão socioantropológica enxerga o surdo antes de qualquer


conceituação, como um cidadão pertencente a uma sociedade, com suas diferenças assim
como todos os outros indivíduos e que devem ser respeitadas e oportunizadas em todas
as esferas da vida. Reconhece aqui a língua de sinais como algo natural, como qualquer
outro idioma e o direito de aprendizagem pelas pessoas surdas. A surdez é vista como
uma diferença cultural e linguística de uma minoria.

De forma muito tímida esse cenário vem sendo alterado em nossa sociedade de
uma visão clínica para uma visão socioantropológica. Algumas escolas particulares
oferecem apoio a pessoas com deficiência auditiva, disponibilizando o intérprete em sala
de aula, ou mesmo capacitando os professores para se comunicarem com esses alunos
através da língua de sinais. Mas infelizmente a maior parte das escolas estão muito
distante dessa realidade.
“Inclusão não significa, simplesmente, matricular os educandos com
necessidades especiais na classe comum, ignorando suas necessidades
especificas, mas significa dar ao professor e à escola o suporte
necessário à sua ação pedagógica” (MEC-SEESP, 1998).

Ainda temos um longo caminho pela frente para conseguirmos conscientizar as


pessoas sobre o que é ser surdo, ou seja a diferença entre simplesmente ser surdo, mas
sim conhecer a cultura surda, suas necessidades, possibilidades e desafios.
Referências

DORNELES, Marciele Vieira. Família Ouvinte: Diferentes olhares sobre surdez e


educação de surdos. Disponível em:
<https://educere.bruc.com.br/CD2011/pdf/5611_3080.pdf>. Acesso em 04 Set. 2021.

MOTA, Paola Rodrigues. Inclusão: O sujeito surdo na sociedade brasileira.


Disponível em:
<https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/cintedi/2014/Modalidade_1datahora_1
4_11_2014_14_30_24_idinscrito_3102_fde1204a257fed075e3ed4c5f709b8ea.pdf>.
Acesso em 04 Set. 2021.

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