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OS PRINCÍPIOS DA
LIDERANÇA CRISTÃ

Liderança Cristã
Como Surge um Líder?
O líder surgi de três maneiras:
Abrindo seu próprio caminho: corre o risco de esquece as metas do grupo
por se sentir “sob magia de sua própria determinação e poder”. Corre o risco
de ver seu ego exaltado e muitas vezes aplica um alto julgamento,
supervalorizando-se.
Sendo escolhido pelo grupo. Ele faz de seus objetivos pessoais os objetivos
do grupo. Esse é o caso ideal. O grupo reconhece na pessoa seu valor e
capacidade.
Sendo indicado por alguém superior. Terá que usa toda habilidade possível
para fazer com que o grupo o aceite não apenas como chefe, mas como líder.
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PARTE I: Tipos de Liderança


Liderança Paternalista
Este estilo de liderança como o próprio nome está dizendo PAI. É o líder
centralizador ele canaliza todas as funções nele, acha seus líderes não são
capazes de realizar as tarefas do rebanho e por isso ele não repassa funções a
ninguém. Se não der para ele fazer não é feita.
Este estilo de liderar não e produtivo, pois em algum momento ele ficará
esgotado e sobrecarregado ou frustrado.
O perigo desta liderança e que seus liderados não desenvolvem seu potencial
ministerial e muitas vezes acabam enterrando o chamado que receberão do
senhor.
Liderança autocrática
O líder autocrático não se importa em saber o que seus líderes pensam,
apenas os trata como membros subordinados.
Em geral e apenas uma pessoa irritável, brutal, egoísta e incapaz de
compreende os outros.
As vezes assume o papel paternalista, tratando as pessoas de forma que só
ele sabe fazer a coisa e os demais são incompetentes, mas fica feliz por
sentir que dependem dele.
Outras vezes age de forma a não permitir a interferência dos outros,
infundido em seus seguidores um temor de contradize-lo
Em muitos casos o líder foi criado de maneira ditatorial e reproduz
inconsciência a atitude de seus próprios educadores, ou pode ter sido criado
com mimo excessivo ou acostumado desde pequeno a mandar nos outros.
Esse líder sofre, geralmente, de profunda crise de personalidade.
Intimamente se sente fraco e, para demostrar que não é mostra-se forte
demais.
Tenta fazer uma compreensão pela auto imagem fraca que possui. Esse
comportamento pode ser provocar dois tipos de reação: 1) as pessoas se
revoltam, ou; 2) as pessoas assumem uma passividade completa.
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A liderança autocrática prejudica o grupo e os objetivos a serem alcançados,


visto que o líder não considera as pessoas como seres humanos com suas
limitações e potencialidades.
O querer mandar e impor a sua vontade anulando as pessoas é em geral uma
demonstração de insegurança.
Para escondera-la usa-se de todos os artifícios para que o grupo obedeça sem
dialogar

Liderança Liberal
Liderança Liberal ou como é chamada. Esta expressão é de origem francesa,
que em português significa “deixar fazer”
O lema desse grupo é “deixar como está para ver como e que ficar”. Pode
acontecer, por vezes, que este tipo de líder seja uma pessoa insegura que tem
receio de assumir responsabilidades.
Em geral e uma pessoa que foi criada sem que lhe exigissem um mínimo de
responsabilidades. Diante do grupo é uma pessoa que não dá ordens, não
traça objetivos, não orienta os liderados. Apenas deixar correr, devido à sua
organização, em geral, gera atrito entre os liderados.
Pessoas que pretendem ausentar-se com frequência ou ocupam cargos
inteiramente, tentam justificar sua atitude não tomando providencias
necessárias.
Em nosso meio e muito comuns pessoas que não querem ser eleitas, mas o
povo ou grupo insiste, e o final é um desastre. Há pessoas que usam de todos
os meios para se elegerem, mas ao adquirir o cargo nada fazem e atrasam o
crescimento do grupo.
Liderança Democrática Participativa
Ao contrário das duas primeiras é o resultado de um líder seguro de si
mesmo, que tem uma excelente auto imagem, que conhece os tipos de seres
humanos e que tenta trabalhar com cada um, respeitando e descobrindo
novas possibilidades.
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É uma pessoa que dá exemplo, estimula o grupo e procura manter sua


competência, tolerância e honestidade.
É o tipo de líder que procura dirigir com a participação espontânea e a boa
vontade de todos do grupo. Ele não diz “faça”, mas “vamos fazer”.
Neste estilo de liderança e permitido a todos os membros do grupo participar
das decisões. O líder guia a decisão, orienta a troca de ideias e salienta os
pontos difíceis. Uma vez tomada a decisão. O grupo sente que é sua e que
não foi imposta pelo seu líder.
Esse tipo de líder se encontra em pessoas que possuem um senso positivo de
estar bem consigo mesmas e por isso é fácil para eles entender e
compreender os liderados, além de terem o equilíbrio ao ouvir opiniões e
sugestões. Como líder cristão, este e o estilo que mais se coadura com os
princípios do evangelho.
Qual líder você quer ser?
E preciso considerar que os lideres diferem entre si e as organizações
atravessam fases diferentes. Um líder consistente perceberá que em certas
ocasiões empregará um estilo liderança para o bem do grupo. O mesmo
estilo não caberá em outra situação. O importante é a flexibilidade, pois cada
um tem suas vantagens.
O líder bem ajustado é maduro e não precisa está preso a um só método. Ele
é sensível a cada situação e sabe usar com eficiência cada estilo, sem,
contudo, abusar da posição que ocupa. Como estamos enfatizando a
liderança crista, é necessário lembrar que em qualquer dos estilos utilizados
a consciência de serviço ao Mestre deve ser nítida para não se cometerem
desatinos em matéria de liderança.
Um líder pode destruir pessoas se não tiver bom senso no trato com os
outros. Cada participante do grupo representa para o líder cristão uma
responsabilidade a mais perante Deus. Por isso é bom ter cuidado no uso de
estilos de liderança.
Qual tem sido o seu estilo de liderança cristã? Se você tem dificuldade em
identificar, peça a um membro do grupo que faça. Mas prepare-se: você
pode ouvir coisas que não gostaria de ouvir. Mas se você é um líder maduro,
não há problemas.
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PARTE II: Os Setes Tipos De Líderes Que Ninguém Deseja Seguir


Liderar não é apenas delegar tarefas e/ou dirigir um grupo de pessoas, como
instituição seculares e igrejas. Liderança vai muito mais além. A liderança
de um pastor a sua igreja deve cativar, abençoa, somar, influenciar e gerar
frutos. Assim sendo, seus membros o seguirão voluntariamente como disse
John C. Maxwell: “Liderança é influência. Se você não tiver posição nem
influência, as pessoas não irão segui-lo. ” Hoje o maior problema que põe
em “xeque” a liderança eclesiástica é a revelia de alguns membros.
Tratamos como cristãos problemáticos com aconselhamento, orações,
exemplos de vida, base bíblica e, às vezes, quando e extremamente preciso,
disciplina – para o seu próprio bem. Mas em vez de mostrarem-se obedientes
e aceitarem, de bom grado, o aconselhamento, se rebelam e deixam a
congregação; em alguns casos tomam um rumo extremo, desviam-se. Por
isso e necessário que os pastores não somente liderem, mas que influenciem
de forma positiva. Quando influenciamos somos seguidos por discípulos
voluntários que realmente obedecem, não causando resistência a liderança
que exercemos. Mas, quais os impedimentos que podem causar a
insatisfação dos liderados para com seus líderes? Será que são os líderes e
suas ações!? Se o é, quais os tipos de líderes que os cristões não desejam
seguir? Baseado nos sete tipos de “ líderes que ninguém desejar seguir”
apresentados no livro de John C. Maxwell, O líder 360°. Listarei qualidades
que, nos pastores, não podemos ter em nosso estilo de liderança. Estilo que
deve ser regido pela Palavra de Deus e o poder do Seu Santo Espirito.
O Líder Inseguro
O primeiro líder que ninguém desejar seguir e o líder inseguro. Quem
desejar seguir um pastor que não tem segurança no que diz ou não tem
firmeza na liderança que exerce e na administração da igreja local? Como
pode influenciar se e influenciado pelos que o cercam? Esse exemplo de
líder que não lidera, e o tipo de líder que deixa a instituição a cargo de seus
liderados. Jovens, senhoras e até sua esposa tem parte na liderança – não
confunda delegar tarefas com da liderança aos seus liderados, tenhamos
consciência que não lideramos sozinho, mas uma coisa é delegar e outra é
não ter controle situacional da organização. Um exemplo clássico e o de
Arão, quando instigado pelo povo fez o que pediram. Vejamos, “Mas, vendo
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o povo que Moises tardava em descer do monte, ajuntou-se o povo a Arão e


disseram-lhe: Levanta-te, faze nos deuses que vão adiante de nós; porque
quanto a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito, não
sabemos o que lhe sucedeu. E Arão lhes disse: arrancai os pendentes de
ouro que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos e de
vossas filhas e trazei-os. Então, todo o povo arrancou os pendentes de ouro
que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão, e ele os tomou das
suas mãos, e formou o ouro com buril, e fez um bezerro de fundição. Então,
disseram: Estes são teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito. ”
(Ex 32. 1-4 - ARC).
É obvio que o líder inseguro transmitir aos liderados insegurança. A
comunidade ficar sem controle e perece, foi o que aconteceu nesse episódio.
Arão deixa a insegurança ofuscar sua liderança, enquanto Moisés se ausenta,
e por pouco tempo o povo ficou incontrolável: “ Moisés viu que o povo
estava desenfreado e que Arão o tinha deixado fora de controle, tendo se
tornado objeto de risco para seus inimigos. ” (Ex 32.25 – NVI), além de
perecer “uns três mil homens” naquele dia. Pastor tenha cuidado com quem
você deixa a igreja quando sai e por quanto tempo! O líder não pode ficar
muito tempo longe de seus liderados.
Mas outro extremo, em detrimento ao primeiro, na insegurança da liderança
é de pastores “autocentrados” que veem ameaçados por algum membro que
desempenha ações de liderança e/ou tenha talentos em outras áreas
extraordinariamente melhor do que ele próprio. Tal líder se sente inseguro e
se incomoda com isso ao ponto de ofuscar tal irmão, impedindo-o de crescer
e o que é pior, como afirma John C. Maxwell: “toda ação, toda informação
e toda decisão passam pelo seu filtro de egocentrismo”. Deixando que sua
liderança seja feita com “ mão de ferro” sem aceitar sugestões ou procurar
conselhos de pessoas idôneas (2Cr 10).
O Líder Sem Visão
O segundo líder que não lidera, e que ninguém desejar seguir é o “líder sem
visão”. Líderes sem visão atrofiam a igreja, comprometem sua chamada e
enxergam apenas ao seu redor além de fazerem só o que é necessário. Jesus
fala a esse respeito quando diz em Lc 17.10: “ Assim também vos, quando
fizeste tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque
fizemos somente o que devíamos fazer”. (ARC). Pastores não podem ficar
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sem visão, porque se isso acontecer não ampliará horizontes, ficando na


mesmice e causando retrocesso sem precedentes em sua liderança. Se
liderança é influenciar pessoas, como pode um pastor influenciar se não
pode, nem sequer, promover metas visionárias para que seus membros sigam
a um alvo estabelecido. Definir sua missão, expor seu objetivo e ter um
planejamento são elementos básico para a visão, depois estabeleça metas e
projete estratégias para alcança-las. Não precisa necessariamente fazer um
plano teórico bem elaborado – embora aconselhado que fosse assim: com
gráficos, cartazes, projeções e muito planejamento. Mas, tendo em mente a
visão e apresenta-la a comunidade cristã já e o começo.
Paulo revela que esse princípio de liderança quando deixa claro que
sua visão não é terrena, mas olha além, no limiar do céu, influenciando os
cristãos para que o siga a esta mesma visão: “irmãos, quanto a mim, não
julgo que haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das
coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim,
prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus e Cristo
Jesus. ”. (Fp 3. 13-14 – ARC). Outro digno de exemplo visionário e um dos
filhos dos profetas seguidores de Eliseu, quando sua escola estava pequena
logo teve visão para fazer uma maior: “ E disseram os filhos dos profetas a
Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face nos é estreito.
Vamos, pois até ao Jordão, e habitar ali. E disse ele: Ide. ” (2Re 6.1,2 –
ARC).
Diferente desses exemplos, Faraó se destaca como um líder sem
visão. Ele ver apenas os problemas da seca vindoura interpretada por José
nos sonhos e falta-lhe visão para instiga os ânimos de seus súditos em meio
à crise. O líder sem visão não pode influencia pelo simples fato de não dá
aos liderados motivos que os motive em meios as dificuldades. A Tônica da
visão é proporcionar a motivação a um ideal a seguir. O líder sem visão é
um líder sem motivação, para si e para os outros. Visto que visão
é motivação para o sucesso visto que é apresentado um objetivo a perseguir.
Ao contrário de José que ao ver a seca viu uma possibilidade – teve visão –
para superar, os sete anos de fartura. E traçou metas estratégias para executa-
la. Caro pastor use os problemas para estabelece uma visão e compor metas,
assim, os crentes estarão motivados a suprir tais problemas pela visão
proposta da crise aparente.
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O Líder Incompetente
O terceiro líder que não lidera é “o líder incompetente”. Ninguém
quer seguir esse tipo de líder porque não dispõe de nenhuma virtude que
possa influenciar seus liderados. Um dos significados da palavra
“incompetente”, segundo o Dicionário da língua portuguesa comentado pelo
professor Pasquale, diz do indivíduo “Que não tem as condições exigidas
para certos fins”. Usando esse termo na área da liderança, a pessoa
incompetente é aquela que não apresenta nenhuma virtude de liderar, tais
como: integridade, competência, visão, empatia e outros mais. E quando a
atividade eclesiástica está associada acrescenta-se a lista de virtudes
espirituais contidas em 1Pe 5.2,3: “apascentai o rebanho de Deus que está
entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por
torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a
herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”.
O líder incompetente nada mais é do que aquele que, forçadamente,
chegam ao ministério por meio da “ simonia indireta”, apadrinhamento ou
mesmo por grande insistência. Sem chamada, vocação e dons que o habilite
para desempenhar o pastorado, tenta a qualquer custo receber o título de
“pastor”. Consequentemente, não duram muito tempo, e quando duram, só
causam prejuízos. Absalão, não obstante ser da linhagem real, sutilmente
chega a liderança de Israel, mas, por meios incorretos. Por não ter nenhum
preparo para liderar, em vez de influenciar o povo, roubo-lhes o coração:
“[...] furtava Absalão o coração dos homens de Israel. ” (2Sm 15.6 – ARC)
e obstinado pelo poder, tomou o trono de seu Pai Davi (2Sm 15). Ao
contrário de seu filho, Davi era um líder “ ad hoc”. Tinha todo o preparo e
prerrogativas para liderar o povo de Deus: “ Então, respondeu um dos
jovens e disse: Eis que tenha visto um filho de Jessé, o belemita, que saber
tocar e é valente, e animoso, e homem de guerra, e sisudo em palavras, e
gentil presença; o Senhor é com ele. ” (1Sm 16.18 ARC).
Líderes incompetentes causam, entre outras coisas, a instituição:
ineficiência, desorganização, atraso e nenhum rendimento. “A igreja local é
a cara de seu líder”, o enunciado verdadeiro. A igreja reflete o que seu líder
faz e fala. Se ele faz missões todos os membros serão missionários: se ele
prega fervorosamente a maioria serão crentes avivados, mas se ele não faz
nada consequentemente, os membros ficarão acomodados e toda instituição
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crista engessará suas atividades. Portanto lideres, “ [...] sede firmes e


constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que vosso
trabalho não é vão no senhor. ” (1Co 15.50 - ARC).
O líder Egoísta
A lista extensa, mas realista em algumas instituições e preventiva a
nos na sua exposição, segue. Apresentando-lhes: O líder egoísta. O egoísmo,
geralmente, está associado a coisas vis ou, em muitos casos, é o resultado
dele. Esse resultado recai sobre pessoas que orbita ao egoísta, pelo simples
fato de ação egoísta tratar apenas de seus próprios interesses. Esta verdade é
corroborada por Tiago: “ Pois onde há inveja e egoísmo, há também
confusão e todo tipo de coisas más. ” (3.16 – NTLH). Além de Tiago o tema
permeia toda a Bíblia, confira: Pv 28. 17; Jr 22.17; GI 5.20; 2Tm 3.2).
O líder egoísta converge todos os benefícios de sua influência a si
mesmo. Tem em sua posição uma maneira de ser auto promove. A
instituição, para ele, é uma mera fornecedora de bens materiais e méritos
sociais, causando grandes prejuízos aos membros. O socorro, a partilha e a
empatia não são palavras de seu dicionário. A estes O Senhor os chama de
“Pastores que se apascentam a si mesmos”. O egoísmo exacerbado dos
líderes de Israel sobre suas ovelhas nos tempos do profeta Ezequiel é
denunciado no capitulo 34 e versículos 1-4 de seu livro: “ Veio a mim a
palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os pastores
de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de
Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as
ovelhas? Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não
apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curaste, a
quebrada não ligaste, a desgarrada não tornaste a trazer e a perdida não
buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza”. (ARA).
Olhar somente para seus interesses pessoais, desprezando o cuidado
com o povo de Deus e a igreja do Senhor é uma forma hodierna de
“apascentar a si mesmo”. Um dos desafios de oração para o brasil no livro
(Interesses Mundial) de Patrick Johnstone e Jason Mandryk é por uma “
Liderança servil piedosa que presta conta aqueles a quem ministram”.
Comentam que “ alguns líderes têm procurado poder político e eclesiástico,
fama e lucro próprio. Ocorreram muitos escândalos e falhas morais
amplamente divulgados” (2003, p. 132, 133).
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Uma ação que denunciou o líder mais egoísta da Bíblia, a meu ver,
foi a de Acabe consumado por sua esposa Jezabel em relação a vinha de
Nabote (1Re 21). O egoísmo é faminto por bens, posições e benefícios;
motivado por inveja e sedento em realizações próprias. Independente de
como saciar sua fome materialista, feri princípios, regras e pessoas porque se
não o conseguir pode causar uma serie de doença ao possuidor de tão
efêmero sentimento. Foi o que aconteceu com Acabe, que depois de tenta de
todas as formas adquiri a vinha de Nabote, ficou “ desgostoso e indignado” a
tal ponto que lhe acusou um quadro depressivo: “ Então, Acabe veio
desgostoso e indignado a sua casa, por meio da palavra que Nabote, o
jezreelita, lhe falara, dizendo: Não te darei a herança de meus pais. E
deitou-se na sua cama, e voltou o rosto, e não comeu pão. ” (1Re 21.4 –
ARC).
Liderança é servir e quando servimos praticamos o oposto do
orgulho – a humildade. Por isso liderança, inevitavelmente, está associada à
prática da humildade pelo fato de o que serve e quando somos considerados
como servos é por exercemos qualidades inerentes a palavra humilde: “
demonstração de respeito, submissão. . . ” Atreladas as virtudes do servo:
“que presta serviço de criado, serviçal, servidor ...”. Jesus disse: “ Porque o
filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a
sua vida em resgate de muitos”. (MC 10.48 – ARC). Além dessa declaração
Ele foi incisivo ao demostrar de forma prática a humildade do servo no
exemplo de lavar os pés dos discípulos (Jo 13.1 – 20).
O Líder Camaleão
O quinto líder que ninguém desejar seguir é o líder temperamental.
Esse tipo de líder não exerce nenhum tipo de influência aos seus liderados
pelo fato real de suas ações emocionais serem imprevisíveis, obstruindo a
ponte de acesso relacional entre liderado e liderando. Isso se deve as suas
diversas faces que assume causando inacessibilidade – Consequência do
estado temperamental que possui com atitudes repentinas, não se sabe se
está feliz, facilitando aproximação, ou zangado, impossibilitando o acesso.
Este é o líder “camaleão”.
Para psicólogos, psiquiatras e demais profissionais seculares que
estudam a mente e o comportamento humano é regido por seus
temperamentos, os quais se apresentam como: Colérico, são aqueles que
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apresentam com ânimos inflamados de ira, etc.; melancólico, que tem um


quadro depressivo e tristonho; sanguíneo, de índole mais cruel, ardente e
temperamental e o Fleumático, que é sereno, impassível e lento. O líder
camaleão converge para si mais de um temperamento e por isso se torna
imprevisível. São pessoas que não se libertam de suas atitudes, carnais
entregando-se totalmente a Cristo. Sabemos que o cristão convertido não
está regido por temperamentos (natureza carnal), mas, por Cristo e seu
Espírito (1Co 7.17; Gi 2.20; 5.24).
Depois de pesquisa em vários livros manuais sobre liderança Billie
Davis lista em seu livro (Pessoas, Tarefas e Alvos P.32) sete características
dos líderes de sucesso, das quais, uma é a “Estabilidade emocional” fator
essencial para combater a velha natureza do líder camaleão. Ele diz:
Um líder “conversa-se frio”. Mostra ser uma pessoa razoável,
confiante e sempre animada. Não fica encolerizada facilmente, não é
teimoso e não se deixa desencorajar à toa. Sabe reagir de maneira pacífica
e grandiosa, quando os planos não dão certo e surgem dificuldades. Davi
exprimiu esse conceito dentro do ponto-de-vista de alguém que confia no
senhor. Declarou ele que, em meio a todas as tribulações, continuava
confiante e entoaria louvores. Diz ele em Salmos 27.14: “Espera pelo
senhor, tem bom ânimo...” (ver também Ef 4.31; 2Tm 4.5 e 1Pe 4.7).
O que mais caracteriza um líder camaleão é a hipocrisia, principal
material que se constitui sua camuflagem. Por diversas vezes os líderes
religiosos da época que Jesus foram veementemente reprovados por Ele (Mt
6.2; 6.16; 7.5; 15.7; 23.23 etc.). São inúmeras as passagens que denunciam
escribas, fariseus e saduceus como hipócritas. Devemos ter cuidado para não
incorrermos nas quatro categorias da liderança hipocrisia listadas nos
evangelhos, que são: 1) Hipocrisia expressiva, ou comportamental, se adapta
a situação que o cerca. Aqui o hipócrita expõe atitudes e qualidades
exteriores louváveis, mas sua personalidade é totalmente avessa ao correto e
as suas exposições exteriores (Mt 6.1-3; 23.27; 2)Hipocrisia legalista, sua
adaptação é religiosa, querendo convencer pela aparência pública ( Mt 6.5;
Mc 7.6) e não pela renovação interior da qual falou Paulo em Romanos 12.1;
3) Hipocrisia administrativa, praticada em sua liderança judaica se
mostrando como verdadeiros lideres com capacidades de administrar as
vidas religiosas de seus membros mas que eles estão cobertos de pecados e
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erros, apresenta-se como, também, uma hipocrisia acusativa onde só eles


estão corretos (Mt 23.13-33; Lc 6.42); e 4 ) Hipocrisia apelativa, aproxima-
se de Jesus para tenta-lo. Os líderes religiosos apelam para a bajulação,
querendo dar a entender que reconhecem a necessidade de Jesus, “ [...]
dizendo: mestre, bem sabemos que és verdadeiro e ensinos o caminho de
Deus, segundo a verdade, sem te importares com quem quer que seja,
porque não olhas a aparência dos homens” (MT 22.16 – ARC). Por isso
também a chamo de “hipocrisia messiânica” (Mt22.15-40; Mc 12.15).
Sejamos honestamente sinceros com nossos liderados e jamais os
tratamos com hipocrisia. Para que não sejamos: conviventes com a situação
pecaminosa presente; legalistas em nossos atos e detrimento aos nossos
conceitos; orientando, sem praticarmos as próprias orientações e negando a
Jesus com nossos sermões superficiais.
O Líder Político
O sexto líder que não lidera é o líder político. Enquanto pessoas e
igrejas forem lideradas por líderes desse tipo, terão um crescimento
desproporcional, porque o objetivo maior de sua liderança é suprir suas
ambições através de ações políticos de beneficiamento as pessoas que
possam dar-lhes algo em troca. Assim, usam sua influência, da qual sua
posição detém, para recompensá-las. Causando desproporcionalmente no
Corpo de Cristo, onde só uma minoria fica sendo detentora de benefícios e
privilégios. Quando decide algo, analisa em primeiro plano, suas políticas,
descartando o sucesso de toda a organização ou igreja (Maxwell, 2007).
O líder político está conectado, sempre, as opiniões da maioria, e não
nas reais consequências do que essas opiniões venham carretar e no que
Deus está orientando. Para ele é melhor que todos o venere, do que, se
sacrifique para o bem da igreja. Neste caso muitos líderes e liderados
confundem a liderança eclesiástica como uma simples liderança secular
democrática, onde o povo pode junto com a liderança decidirem o rumo das
ações religiosas.
Embora seja secular, mas se parece com uma dais ideias de espécie
de democracia – inserida na obra A Política, de Aristóteles: “Mas como o
povo constitui sempre a parte mais numerosa do Estado, e é a opinião da
maioria que faz a autoridade, é natural que seja esse o característico
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essencial da democracia. “A democracia destituiu a forma de governo divino


para nossas igrejas – a teocracia. Embora não lideramos à revelia nem tendo
como pretexto seguir orientações divinas para fazer nossas próprias
vontades, somos instados por Deus para liderar o seu povo.
Credenciados divinamente para, de forma coerente e sábia dirigimos
teoricamente a igreja de Jesus Cristo aqui na Terra. Por isso a palavra final
na igreja local é de seu pastor e não de um grupo isolado (At 15.28), mas
que essa palavra seja totalmente na direção de Deus em comum acordo com
os membros, quando assim for necessária (At 15.22).
Um exemplo histórico de líder político é Pilatos, que cedeu à pressão
dos judeus, tendo ele autoridade de Roma para debelar sobre a condenação
ou não de Cristo, lavou as mãos, em um gesto de medo e insegurança diante
do povo ficando esquivando-se.
O povo hebreu passou por um período de transição administrativa
que, a princípio, antes de nação constituída, tinha como forma de governo os
patriarcas, depois, já formada, teve o legislador Moises e o comandante
militar Josué. Chegou a ser liderada por juízes e mudou para a forma
sacerdotal, com Samuel, que era também, profeta e juiz, porém todo esse
sistema de liderança estava baseado na forma teocrática.
A transição de governo deu iniciou a uma divisão sem precedentes
na nação de Israel. Passou da teocrática para monárquica, embora também,
este último fosse baseado na teocracia, mas o povo querendo se igualar com
as nações vizinhas prevaricaram (1 Sm 8). Oremos para que Deus
conscientize pastores e líderes que verdadeira maneira de cuidar do rebanho
dele seja a dependência literal a ele.
O Líder Controlador
Enfim chegamos ao último de nossa lista - ao líder Controlado.
Ninguém deseja seguir um líder que está sempre a sua porta, seguindo seus
passos, supervisionado seu trabalho, investigando sua vida e querendo lhes
impor submissão exacerbada e liderança debelatória. Assim age esse tipo de
líder.
Muitos confundem a arte de liderar com o poder de controlar
pessoas. Liderar, nas palavras de George Barna (2002, P. 7), é: “o processo
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de motivar, mobilizar, dar recursos e dirigir pessoas a buscar, de modo


entusiástico e estratégico, a visão de Deus que um grupo adota em
conjunto”. Ao contrário dos líderes controladores, que ao apresentar uma
tarefa, controla, supervisiona, corrigi, reavalia todo o processo sem deixar
que o membro que irá realizar, faça de modo pessoal. Acham que só eles
podem executar tal tarefa com perfeição, subestimando a capacidade de seus
liderados.
O pastor de uma igreja local não deve assumir tarefas em todos os
cargos, visto ser sua função de liderar; mas também não impede de ser ativo
e, todas as áreas da igreja. O papel executivo nos departamentos é dos
membros e o pastor delegará tarefas, evitando a convergência para si, como
se não houvesse pessoas capazes em faze-las.
Embora algumas igrejas pequenas isso se torne inevitável, pelo fato
dos membros não terem sido treinados com oportunidades que os
capacitassem para determinadas tarefas – consequências de líderes que já
passaram nessas igrejas e não investiram na formação pessoal, achando-os
que seus liderados não sabiam executar tarefas tão bem quanto eles próprios,
ou mesmo tinha insegurança em sua liderança, temendo serem superados por
seus membros, que tinham potencial para desempenharem tarefas
importantes na congregação. Certa vez pastor João Bezerra, presidente da
Conadec, afirmou-me a respeito de ter segurança em colocar novos obreiros
para trabalhar: “filho, pode colocar os obreiros para trabalhar, eu faço
assim, porque não tenho medo de perde minha liderança”.
Líderes que exigem de seus liderados a perfeição gera um clima de
tensão fazendo com que seus membros desempenhem o trabalho, que é
voluntário, por obrigação; impossibilitando uma relação de voluntariedade.
Como disse Agusto Cury: “Hoje, muitos querem a perfeição absoluta, mas
se esquecem das coisas mais importantes que o Mestre valoriza e que
financia a intimida com ele: um relacionamento íntimo, aberto, espontâneo
ainda que acompanhado de erros e dificuldade”.
Voltamos para o princípio da liderança pela influência. O líder
controlador não dispõe desse recurso; ele é por natureza um ditador
administrativo, esquecendo que igreja é um bem divino; não é uma
oportunidade partícula. Esse é um conceito divino escrito por Pedro: “nem
como tendo domínio sobre a herança de Deus servindo de exemplo ao
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rebanho”. (Pe 5.3 – ARC0). Um líder excelente não impõe, motiva; não dita
regras, mobiliza os membros: não exigir perfeição, prover recursos para
alcança-la: não controla as pessoas, dirige-as para a salvação.
Todos os tipos de líderes listados aqui são resultado da expressão de
personalidade de pessoas que exercem função de liderança em instituições
tanto seculares como eclesiásticas, que não apreenderam a arte da liderança,
pela lapidação de sua personalidade para a formação de um caráter
cristalino. Visto ser o caráter fator essencial para influenciar pessoas e forjar
líderes de sucesso, negativos traços pessoais relacionados a líderes e
liderados. Fiquem certo de que as pessoas seguirão lideres com caráter
influenciável e não pela sua formação acadêmica, cargos funcionais, cursos
teológicos ou especializações profissionais.
PARTE III: A Questão da Autoridade
 Há alguns que pensam que basta ter o título de líder ou chefe para que
o grupo lhe obedeça automaticamente.
 Para ter realmente autoridade é necessário que o dirigente não
somente tenha uma série de qualidades, mas também tenha aprendido
a dirigir.
 Muitos levam anos para aprende (e alguns nunca aprendem) que
certas atitudes nunca deveriam ser tomadas em direção. Em qualquer
grupo social o líder é a peça mestra, catalisadora das energias
individuais.
 Para ser um líder, além de dirigir o grupo social é preciso ter a
participação espontânea dos membros. O líder pode ser um estimulo
como reação do grupo. Estudos têm sido feitos mostrando que as
pessoas rendem muito mais quando estão interessadas.
PARTE IV: O Perfil de um líder chamado por Deus
O objetivo desta lição sobre liderança na perspectiva cristã. Em
virtude da delimitação do tempo seremos sucintos, abordados somente os
pontos essenciais da liderança de acordo com o modelo bíblico. Esperamos
que a nossa exposição possa nortear o trabalho daqueles que ocupam um
papel de liderança tanta na igreja quanto em outros ambientes sociais, para
que desenvolvam uma direção eficaz e, sobretudo autêntica. A intenção é
que você cresça a se aperfeiçoe como líder na obra do Senhor.
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1 .Princípio do líder servo: Esse é o ponto central a liderança na perspectiva


bíblica. Líder é aquele que serve (Mt 23. 11). A humildade é fundamental ao
líder cristão (Fp 2.3). Ser autêntico e não arrogante.
2. Princípio do exemplo: John Maxwell chama esse princípio de Lei da
imagem. O melhor presente que um líder pode dar é o bom exemplo. Não
adianta falar, se não fazer. As pessoas compram o líder, depois a visão. A
grande maioria das pessoas são conduzidas pelo exemplo de seus líderes.
Josué aprendeu com exemplo de Moisés; Eliseu, com Elias; os discípulos
com Jesus; Timóteo, com Paulo. “Sede exemplo para fieis” (1Tm 4.12).
3. Princípio de comunicação: Uma boa liderança e trabalho em equipe
precisa de comunicação. O líder deve passar aos seus líderes suas ideais e
projetos. Mas, também deve ouvir as ideias dos liderados (Mt 4.9).
4. Princípio da motivação e do encorajamento: Líder é aquele que motiva e
encoraja os seus liderados para uma determinada tarefa. Neemias encorajou
o povo a reedificar o muro de Jerusalém (Ne 2.17). Davi deu forças e
esperança a um grupo de homens de perspectiva de vida (1 Sm 22).
5. Princípio do proposito e do planejamento: O líder precisa dar um sentido
de trabalho aos seus liderados, assim como planejar as suas atividades.
6. Princípio da formação de novos líderes: O verdadeiro líder forma novos
líderes (2Tm 2.2). Jesus recrutou, formou e enviou os seus discípulos.
7. Princípio do amor. A liderança crista é dirigida pelo amor: O amor e
sofrer, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade,
não se ensoberbece; não se porta com indecência, não busca os seus
interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com injustiça, mas com
a verdade (1Co 13. 4-6).
PARTE V: Exemplo de grandes lideres
José (filho de Jacó): o líder modelador e de liderança
intermediaria
Como líder modelador, José foi um exímio gestor, detalhista e de
recomendações assertivas em todas as situações que exerceu liderança. “ As
instruções detalhadas e a alta exigência são marcas registradas do líder
modelador”, acrescenta Caroline ao se referir a esse estilo de liderança.
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Podemos inserir e analisar José nesse contexto de liderança, pois ele


detalhava suas instruções a fim de solucionar alguns problemas de gestão,
como foi o caso da interpretação do sonho de Faraó (Gn 41.33- 36). Além
disso, ele exerceu liderança em um ambiente que era apenas intermediário.
José “era apenas um escravo, e precisava receber ordens da parte de seu
senhor”.
Nesse sentido, Billie afirma que a maioria dos líderes nas igrejas
exerce liderança intermediaria. Como por exemplo, o líder de departamento
de jovens, de senhoras, supervisores de congregações, etc. nessas
circunstancias, é imprevisível que o pastor, presidente da igreja local, saiba
interagir equilibradamente com esse tipo de liderança, pelo fato dele próprio
não fazer parte diretamente da gestão der tais setores.
Portanto, cabe a ele (líder intermediário) confiar integralmente nos
demais líderes e, ao mesmo tempo, manter-se próximo para evitar extremos
e revelias administrativas, mas a independência que lhes é permitida.
Moisés: o líder democrático e de liderança relacional
Moises aprendeu cedo a arte de delegar tarefas através de seu sogro
Jetro (Ex 18). Embora a liderança espiritual exercida por um servo de Deus
numa instituição religiosa, como a Igreja de Cristo, não seja uma
democracia, essa liderança deve ser compartilhada entre seus auxiliares para
que chegue ao sucesso institucional. O que definirá esse compartilhamento
será a delegação de poder.
Dados as circunstancias, Jetro instruiu Moisés para um dos estilos de
liderança moderno mais participativo já visto: a liderança relacional. Moisés
aprendeu e se tornou um líder democrático, que, nas palavras de Caroline, “é
o melhor líder para criação de ambientes de alta performance. Isso porque o
compartilhamento das responsabilidades faz com os liderados se sintam
corresponsáveis e parte de uma construção coletiva”.
Na ótica da liderança democrática, Billie afirma “que o líder prefere
o estilo democrático trabalha mais dentro do grupo. Conduz o grupo para
estabelecer regras. Permite que seu grupo participe de modo significativo na
tomada de decisões”.
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Josué: o líder dirigente e de liderança comunicativa


Outro estilo de liderança moderno mapeado por Caroline é o líder
dirigente. Ele dá lições claras para a sua equipe, dizendo exatamente o que
espera de cada um. “É um estilo que exige experiência e preparação do chefe
em gestão baseada em dialogo e comunicação”, afirma a especialista Billie
identifica Josué como esse tipo de líder. Ele o define como um líder com
uma mensagem clara e, no quesito das experiências, ele foi mentorado por
ninguém menos Moises (Ex 17; 33 e Nm 15.5-10).
Quanto à comunicação, Josué compreendia e utilizava com sucesso
sem igual seus principais fundamentos estão escritura sagrada (JS 2.1; 3.2-
4,9 6.3-8). Todo o líder cristão deve levar em consideração esse estilo de
liderança. O pastor que sabe se comunicar com sua igreja será bem-
sucedido. De acordo com Caroline, esse líder garante a motivação dos
funcionários através da transparência. “ Ele quer engajar as pessoas para que
elas sintam vontade de seguir orientações”, reitera a especialista.
Davi: o líder afetivo e de liderança espiritual
Houve um tempo em que o rei antecessor de Davi, Saul, foi
atormentado por um espirito maligno. Isso lhe causava tormento, depressão
e assombro. Logo seus criadores deram a sugestão de chamar alguém para
que tocasse de forma afetiva e espiritual para seu rei e o livrasse daquele
tormento (1Sm 16.18).
Os adjetivos atribuídos a Davi: “animoso” e de “gentil presença”
caracteriza-o como um dos líderes mais humano e fraternal das páginas
sagradas. Essa virtude lideracional o identificar com o estilo de liderança
moderno que Caroline o chama de Afetivo. “Quem dá mais atenção as
pessoas que as tarefas é o chamado líder afetivo. Ele trata bem seus
colaboradores e, não raro, são recompensados com lealdade e alto
desempenho”.
Billie atribui esse mesmo pensamento a Davi dizendo que “ele
mostrava-se leal e cheio de consideração ao tratar tanto com os seus
superiores quanto com os seus subordinados”. Caroline diz que o líder
afetivo tem um interesse genuíno nas pessoas e isso faz com que crie
harmonia e aproximação na equipe. Foi exatamente o que Davi fez com seus
valentes (1Sm 22). A afetividade de um líder esta interligada a sua
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espiritualidade. Um líder afetivo é um líder que lidera com mecanismo


espirituais, Davi dá prova disso em seus salmos. Portanto sejamos pastores
afetivos – espirituais!
Neemias: o líder coercivo e de liderança produtiva
Billie Davis apresenta-se como um líder decidido nas suas ações.
Solucionava problemas emergenciais sem a participação coletiva de seus
conselheiros e demais pessoal. O estilo coercitivo tende a funcionar bem em
situações de emergências, em que “mandar fazer é mais fácil que discutir
soluções com toda a base de empregados”, afirma Caroline Marcon. Ela
ainda diz que lideres coercivos são “ vigilantes e críticos, são ácidos e duros
em suas críticas “.
No caso de Neemias, as palavras “ácidos” e “duros” podem ser
trocados por “firmes” e “decididos”. Ele era um líder coercitivo sobre os
assuntos de negligencias espirituais (Ne 13.23-26). As suas ferramentas de
correção e tomadas de decisões eram sempre a Palavra de Deus e a
disciplina corretiva inspirada pela ordem divina.
O líder com esse estilo de liderança não deve exercê-la de forma
aleatória, pautada por suas convicções ou mesmo baseada pela prepotência
do cargo que exerce – zelo sem amor causa tirania espiritual. Mas deve agir
sob o manto da inspiração bíblica, com amor serenidade, bem como regido
pelo Espirito Santo. A tomada de divisão é o fator mais importante e
característico desse estilo de liderança. O “mandar fazer”, o qual especifica
Caroline, é uma ação particular do líder coercivo na resolução de problemas
que, muitas vezes, é necessária para resolver agravantes urgentes. Billie
Davis afirma: “Há ocasião em que um líder preciso resolver pessoalmente
qual medida deve ser tomada” sem ser insuflado por terceiros.
Paulo: líder treinador e de liderança progressiva
“Como um técnico de time de futebol investe tempo e esforços na
compreensão dos pontos fortes e fracos de cada membro da sua equipe. O
objetivo é trabalhar com eles para que o desenvolvimento pessoal gere bons
resultados”, afirma Caroline ao falar sobre o líder treinador.
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O apostolo Paulo é esse líder treinador, porque sempre treinava um


sucessor na igreja que fundava. Quando chegava a sua hora de partir,
capacitava um líder e, sem hesitar, passava o bastão da liderança (Tt 1.4,5).
O apóstolo Paulo é atraído para uma visão
E esta atração consiste em que ele deseja evangelizar o mundo. Ele
leva a sério o chamado de Deus para sua vida no qual seria “o apóstolo dos
gentios”. O desenvolvimento de sua visão ocorre essencialmente com a
ajuda de Cristo, para que ele entendesse mais profundamente acerca de seu
ministério entre os gentios, e de sua união com Cristo. Paulo fica por um
intervalo de três anos na Transjordânia pregando e batizando em Damasco
(Gl 1.17; At9.19). Ele desenvolvia trabalhando sua visão; orava, tinha
plena certeza que Deus o havia chamado para tal obra.
O apóstolo conseguiu transvisionar sua visão
Primeiramente vemos que ele se aproxima de Barnabé e depois,
consegue que este também lhe ajude a transferir todo o seu intento, seu
desejo de fazer missões entre os nãos judeus. Por sua vez, Barnabé o
apresenta aos líderes dos cristãos que antes, eram desconfiados de “Saulo”.
Vê-se que o apóstolo Paulo tinha um ideal em mente e fez o possível para
que este sonho se tornasse realidade.
A fonte da visão
A fonte da visão de Paulo não provinha de homens comuns, ou de
outras coisas, sua fonte provinha de Deus e era o próprio Deus, pois que
seu chamado veio da parte de Deus.
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REFERÊNCIAS

BARBER, Cyril J. Neemias e a Dinâmica da Liderança Eficaz. São Paulo:


Editora Vida, 1999.

BALL, Charles Fergunson. A vida e os Tempos do Apóstolo Paulo: a


reconstituição da mais famosa história missionária da igreja cristã. 1. ed. – Rio
de Janeiro: CPAD, 1998.

BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Scofield. Almeida, Corrigida, Fiel, ACF.


São Paulo: Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 2007. 1355 p.

FERGUNSON, Sinclair B.; WRIGHT, David F.; PACKER, J. I. Novo Dicionário


de Teologia. São Paulo: Hagnos, 2009.

FARIA, Cleverson de Abreu. Princípios de uma boa liderança. Letras


Santas, 2000.

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