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FÍSICA DAS RADIAÇÕES

CURSO: TÉCNICO EM RADIOLOGIA

AVENIDA NAIR XAVIER CORREIA QD 16 LOTE 12 BAIRRO: JARDIM ALEXANDRINA - ANÁPOLIS - GO 1


APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA

Física das Radiações

Propriedades e conceitos físicos relacionados às radiações ionizantes de origem


corpuscular e eletromagnética. Produção dos raios-X e fatores que modificam seu
espectro. Características das radiações ionizantes aplicadas às diferentes
tecnologias de produção de imagens radiológicas. Detecção das radiações por
meio das interações físicas em gases, sólidos, líquidos e emulsões fotográficas.
Meios de impressões e reconstruções de imagens radiológicas.
Controle geral das doses de radiação ionizante. Práticas: metodologias e
simulações.

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SUMÁRIO
A FÍSICA NA RADIOLOGIA ....................................................................................... 5
FÍSICA DAS RADIAÇÕES ......................................................................................... 6
CONCEITOS FUNDAMENTAIS ................................................................................. 6
CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES ...................................................................... 13
APLICAÇÕES DAS RADIAÇÕES ............................................................................ 21
OS RAIOS X ............................................................................................................ 22
PRODUÇÃO DE RAIOS X ....................................................................................... 23
ANODO.................................................................................................................... 26
AMPOLA DE ENCAPSULAMENTO ......................................................................... 29
CUIDADOS COM O TUBO ...................................................................................... 29
PRINCÍPIO DO FOCO LINEAR ............................................................................... 32
PROPIEDADES FUNDAMENTAIS DOS RAIOS X .................................................. 33
ELEMENTOS DE UM CONJUNTO GERADOR DE RAIOS X .................................. 34
OBSERVAÇÕES ..................................................................................................... 35
FORMAÇÃO DA IMAGEM RADIOGAFICA .............................................................. 38
FATORES QUE AFETAM A ABSORÇÃO DE RAIOS X .......................................... 40
FILTRAGEM ............................................................................................................ 41
COMPOSIÇÃO DO OBJETIVO ANÓDICO .............................................................. 43
ABSORÇÃO DIFERENCIAL NO CORPO HUMANO ............................................... 43
CONTRASTE DO SUJEITO..................................................................................... 43
FATORES DE EXPOSIÇÃO QUE AFETAM A IMAGEM AÉREA ............................. 44
EFEITO DE TALÃO (OU ANÓDICO) ....................................................................... 45
SUMÁRIO DAS APLICAÇÕES DO EFEITO ANÓDICO ........................................... 46
FILTROS DE ESPESSURA VARIÁVEL ................................................................... 46
GEOMETRIA NA FORMAÇÃO DA IMAGEM ........................................................... 46
BORROSIDADE GEOMÉTRICA E AMPLIAÇÃO DA IMAGEM ................................ 46
DISTORÇÃO............................................................................................................ 48
MOVIMENTO ........................................................................................................... 48
FILME RADIOGRÁFICO .......................................................................................... 49
RADIAÇÃO DISPERSA ........................................................................................... 49

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REDUÇÃO DA RADIAÇÃO DISPERSA ................................................................... 51
LIMITAÇÃO DO FEIXE ............................................................................................ 51
GRADES .................................................................................................................. 52
RADIAÇÃO EXTRA FOCAL..................................................................................... 55
ECRANS INTENSIFICADORES FLUORESCENTES .............................................. 56
CARACTERÍSTICAS DO FÓSFORO ....................................................................... 57
TÉCNICAS RADIOLÓGICAS KV e mAS .................................................................. 58
Referências .............................................................................................................. 71

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A FÍSICA NA RADIOLOGIA

“Vivemos em um mundo inundado de radiações. Desde o seu instante inicial,


este Universo em que vivemos foi propulsionado por quantidades por quantidades
inimagináveis de energia, que geraram galáxias, estrelas, planetas, luz (...). Estes
últimos percorrem o Universo em todas as direções, gerando a radiação cósmica
onipresente”.

As radiações sempre estiveram conosco. Estão aqui neste momento e estarão


presentes até os últimos instantes deste Universo. Somo seres cujas existências
foram e continuam sendo moduladas pelas radiações. A vida como, como nós a
conhecemos, não teria sido possível sem elas. Se tivéssemos sido constituídos
organicamente de outra forma, talvez pudéssemos percebê-las como um oceano
multicolorido e sinfônico no qual estamos imersos. Talvez, então pudéssemos ter para
com as radiações uma atitude mais correta – uma atitude de compreensão, de respeito
e até mesmo de gratidão, ao invés de temor.
A utilização efetiva das técnicas de radiodiagnóstico, assim como a
interpretação das imagens produzidas, requer a compreensão de fenômenos físicos
envolvidos nos processos de formação da imagem, pois a habilidade de visualizar
estruturas anatômicas específicas ou condições patológicas depende, não só de
características inerentes a cada técnica de radiodiagnóstico em particular, como
também do conjunto de ajustes selecionados no equipamento. A relação entre
visibilidade e ajustes de parâmetros nesses equipamentos é complexa e,
frequentemente, envolve comprometimento e interdependência dentre os diferentes
aspectos da qualidade da imagem.

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Apesar dos benefícios incontestes à Medicina, todas as técnicas de
radiodiagnóstico podem representar um risco à saúde, pois os processos de aquisição
das imagens sempre envolvem deposição de alguma forma de energia no corpo do
paciente, o que, em alguns casos pode também trazer prejuízos à saúde de médicos
e técnicos em radiologia ou em enfermagem. Os níveis de exposição do paciente aos
raios X de uso médico variam muito e têm forte influência sobre a qualidade da
imagem radiográfica. Uma abordagem da relação entre riscos e os danos à saúde
envolve análise de conceitos físicos, grandezas e unidades de medidas.
Em geral, as estruturas internas e funções do corpo humano não são visíveis.
Entretanto, por meio de diversas tecnologias, podem-se obter imagens através das
quais um médico pode detectar condições anormais, ou ainda, guiar-se em
procedimentos terapêuticos invasivo. A imagem radiográfica é uma janela para o
corpo. Nenhum tipo de imagem mostra tudo. Os diversos métodos de radiodiagnóstico
nos revelam diferentes características do corpo humano. Em cada método é
necessário se trabalhar com níveis satisfatórios de qualidade de imagem e de
visibilidade das estruturas do corpo. Estes níveis de qualidade e visibilidade
dependem das características do equipamento, da perícia do observador e do
compromisso com fatores tais como a minimização da dose no paciente devida aos
raios X ou o tempo de obtenção da imagem.

FÍSICA DAS RADIAÇÕES

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

RADIAÇÃO

É possível que o termo RADIAÇÃO, a princípio, pareça um pouco estranho.


Com certeza, você já deve tê-la visto associada a acidentes nucleares, usinas

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nucleares ou mesmo em filmes de guerra. O que ocorre é uma confusão de conceitos,
ou ainda, tratar-se de um mesmo termo aplicado a coisas diferentes.
O termo IRRADIAR significa lançar de si, emitir, espalhar, projetar. Pode ser
aplicado a diversas situações ou fenômenos diferentes. O Sol irradia luz, calor e
ultravioleta.
Já RADIAÇÃO é aquilo que é IRRADIADO por alguma coisa.
Pode ser aplicado às várias formas de luz visíveis e “invisíveis” ou a feixes de
partículas ATÔMICAS.
Radiação é o processo pelo qual uma fonte emite energia que se propaga no
espaço.
Segundo o dicionário Aurélio:
“Qualquer dos processos físicos de emissão e propagação de energia, seja por
intermédio de fenômenos ondulatórios, seja por meio de partículas dotadas de energia
cinética” ou “Energia que se propaga de um ponto a outro no espaço vazio ou através
de um meio material”.

ENERGIA

O conceito de Energia é muitas vezes considerado intuitivo e só pode ser


medido (ou quantificado) quando temos a transformação de um tipo de energia em
outro tipo (trabalho).
Em física, ENERGIA é tudo aquilo capaz de realizar trabalho.
Como por exemplo, a eletricidade é capaz de fazer um motor elétrico funcionar
e, portanto, realizar trabalho.
Da mesma forma, a energia eletromagnética do Sol pode ser convertida em
eletricidade por meio de uma célula solar ou em calor por meio de aquecedores
solares.
Uma forma importante de conversão da energia do Sol é a fotossíntese. Neste
processo a luz solar é transformada em energia química, que por sua vez é
responsável pelo crescimento das plantas e de quebra libera oxigênio para o ar.
Portanto:

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Energia é a capacidade que possui um corpo de realizar trabalho.

ONDAS

O conceito de onda é de fundamental importância para a compreensão de uma


série de fenômenos físicos. Em termos formais, onda é o resultado de algum tipo de
perturbação que se propaga.
Por exemplo, no mar, as ondas se formam basicamente devido à perturbação
da água pela atração da Lua e da ação dos ventos. Se você estiver boiando um pouco
além da rebentação, deve ter percebido que seu corpo alternadamente sobe e desce,
mas na média permanece praticamente no mesmo lugar. O fato de seu corpo subir e
descer significa que existe uma energia associada à onda (realiza trabalho). Esta
energia é transportada pela onda, sem, entretanto causar um deslocamento líquido
final do meio, no caso, a água. Já no caso da rebentação, outros fatores interferem
com a onda, acarretando um movimento efetivo da água ou de algum objeto flutuante.
A brusca frenagem da onda pelo fundo de areia da praia, faz com que à parte de cima
da onda se projete para frente, literalmente despejando a água.
Quanto à forma, existem basicamente dois tipos de onda: Ondas Mecânicas e
Ondas Eletromagnéticas.
As ondas mecânicas dependem de um meio material para se propagarem,
como as ondas do mar e as ondas sonoras, por exemplo.
As ondas eletromagnéticas não dependem de um meio material, pois
correspondem à propagação de uma perturbação nos campos elétricos e magnéticos.
Estes campos podem existir independentemente de um meio material.
Os elementos fundamentais de uma onda são:

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A distância entre dois picos ou dois vales, ou ainda, dois pontos quaisquer
equivalentes da onda, define o que se chama comprimento de onda, representado
normalmente pela letra grega LAMBDA (λ).
O número de ciclos de sobe e desce, por unidade de tempo define a freqüência
da onda, medida normalmente em Hertz ou ciclos por segundo e representada
normalmente pela letra f. O produto do comprimento de onda pela freqüência da onda
fornece a velocidade de propagação da onda no meio em questão, isto é, a velocidade
com que a perturbação se propaga. No caso das ondas eletromagnéticas no vácuo,
este produto fornece a velocidade da luz, c = 299 793 km/s.

Para as ondas eletromagnéticas, a energia transportada depende unicamente


de sua frequência ou de seu comprimento de onda, já que ambos estão relacionados
pela velocidade da luz que é uma constante universal.
A luz se desloca no espaço por meio de ondas
eletromagnéticas, que não necessitam de um meio
físico para serem transportadas, e, portanto diferem dos
outros exemplos de ondas encontrados na natureza,
como ondas na água, ondas sonoras, sísmicas, etc.

O ÁTOMO

É a menor porção de matéria

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A ideia de que a matéria é formada por
partículas muito pequenas e “indivisíveis”, ou
átomos, é muito antiga. Demócrito, que viveu quase
400 anos antes de Cristo, já pensava nessas
coisas. Ele propôs um modelo atômico onde os
átomos se encaixavam mais ou menos como as
peças de um Lego. Mas, a verdadeira estrutura do
átomo só foi revelada no início do século XX com o
trabalho de Ernest Rutherford.
Obviamente os resultados de Rutherford
foram debatidos exaustivamente até que se chegasse a um quadro de consenso. A
ideia que temos de átomo hoje em dia é o resultado dessas discussões. Um átomo
possui um núcleo que concentra praticamente toda a sua massa, e retém a carga
positiva. O diâmetro de um átomo é cerca de 100 000 vezes o diâmetro do seu núcleo.
O núcleo é circundado por elétrons (na eletrosfera), que são os portadores de carga
negativa. A massa do elétron é igual a 9, 10939× 10−31 kg.
O núcleo é composto por dois tipos de partículas:
Os prótons, e os nêutrons. Os nêutrons não possuem carga elétrica e portanto
não interagem eletricamente com os prótons do núcleo, mas exercem um papel
fundamental na sua estabilidade. Um próton possui uma carga igual à do elétron, mas
de sinal contrário: +1, 602×10−19 C; sua massa é de 1, 67262×10−27 kg, cerca de
1836 vezes maior do que o elétron. A massa do nêutron, por sua vez, é muito próxima
à do próton:1, 67482×10−27 kg. O número total de prótons no núcleo é chamado de
número atômico, em geral representado pela letra Z.

ORGANIZAÇÃO DOS SERES VIVOS

ÁTOMOS
(Carbono, Oxigênio, Nitrogênio, Hidrogênio)

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MOLÉCULAS
(água, oxigênio, carbono, açúcares, lipídeos, proteínas, ácidos nucléicos,
nucleotídeos, ácidos graxos, etc.)

SUBSTÂNCIAS

ESTRUTURAS SUB-CELULARES
(Sistemas de membranas, hialoplasma, retículo endoplasmático, complexo de
Golgi, lisossomos, mitocôndrias, cromossomos, núcleo, nucléolo, etc.)

CÉLULAS
(Epiteliais, conjuntivas, musculares, nervosas, hepáticas, linhagem
sanguínea, gametas, etc.).

TECIDOS
Tecido epitelial (epiderme, derme, tecido glandular); Tecido conjuntivo
(cartilaginoso e ósseo); Tecido muscular (liso, estriado, cardíaco); tecido nervoso,
etc.

ORGÃOS
(Cérebro, estômago, intestino, pulmão, coração, fígado, rim, pâncreas, ovário,
testículo, suprarrenais, tireóide, etc.)

SISTEMAS
(Nervoso, digestivo, respiratório, circulatório, excretor, reprodutor)

INDIVÍDUOS

CARGA ELÉTRICA

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É uma propriedade intrínseca da matéria onde se observam os fenômenos de
atração e repulsão entre corpos carregados
A carga elétrica de um próton é chamada de carga elétrica elementar, sendo
representada por e; no Sistema Internacional, seu valor é:

e = 1,6. 10-19 coulomb = 1,6. 10-19 C

A carga de um elétron é negativa, mas, em módulo, é igual à carga do próton:

Carga do elétron = - e = - 1,6. 10-19 C

Os nêutrons não possuem carga elétrica. Como num átomo o número de


prótons é igual ao número de elétrons, a carga elétrica total do átomo é nula.
De modo geral os corpos são formados por um grande número de átomos.
Como a carga de cada átomo é nula, a carga elétrica total do corpo também será nula
e diremos que o corpo está neutro. No entanto é possível retirar ou acrescentar
elétrons de um corpo. Desse modo o corpo estará com um excesso de prótons ou de
elétrons; dizemos que o corpo está eletrizado ou ionizado.

Princípio da atração e repulsão

Dados dois corpos eletrizados, sendo Q1 e Q2 suas cargas elétricas,


observamos que:
1. Se Q1 e Q2 tem o mesmo sinal (Figura 1 e Figura 2), existe entre os
corpos um par de forças de repulsão.
2. Se Q1 e Q2 têm sinais opostos (Figura 3), existe entre os corpos um par
de forças de atração.

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RADIOATIVIDADE

Núcleos atômicos que espontaneamente emitem partículas ou energia pura


(radiação eletromagnética) são chamados radioativos.
A radioatividade é um fenômeno natural, mas pode
também ser produzida em laboratório. O fenômeno foi
descoberto em 1896 pelo francês Henri Becquerel e,
em 1934, foi produzido pela primeira vez em
laboratório por Irene Curie e Pierre Joliot, que
bombardearam alumínio com partículas alfa emitido
30P.
pelo polônio, e produziram o isótopo de fósforo
Irene e Pierre levaram o Nobel de Química de 1935 pelo
seu trabalho. Os pais de Irene, Pierre e Marie Curie, já haviam sido
agraciados com o Nobel de Física de 1903 (com Becquerel), pelo seu trabalho com
radioatividade natural.
A radioatividade é a liberação de energia por um núcleo excitado.
Esse processo é chamado de decaimento radioativo, e pode ocorrer
basicamente de três modos distintos: por emissão alfa, por emissão beta ou por
emissão gama. Alfa, beta e gama são nomes dados a tipos de radiação cuja natureza
era desconhecida na época em que foram descobertas.

CLASSIFICAÇÃO DAS RADIAÇÕES

Forma

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A forma caracteriza a maneira como as radiações se apresentam na Natureza.
E podem ser:

a) RADIAÇÕES CORPUSCULARES

Possuem massa e formam os átomos e os núcleos atômicos;


Esta radiação pode ser descrita como energia em movimento a velocidades
inferiores à da luz. Sua energia depende da velocidade de maneira diretamente
proporcional segundo a equação:

Onde: m de massa e v de velocidade;


Ec é chamada de energia cinética (de movimento); Ex:
 Elétrons, prótons, nêutrons;
 Íons leves e pesados (átomos sem elétrons);
 Píons, káons, múons;
 Pósitrons, Négatrons, alfa.

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b) RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS

Você com certeza sabe ou mesmo ouvir falar que o controle remoto de sua TV
ou DVD funcionam por infravermelho. Também já não é mais novidade um
microcomputador operado por mouse e teclado sem fios, ou seja, por infravermelho.
- Mas afinal de contas o que vem a ser esse tal de infravermelho?
- Alguma espécie de raio invisível?
- Exatamente!

O Universo que nos rodeia é banhado por um imenso "oceano" de luzes, das
quais nossos olhos conseguem captar apenas uma pequeníssima fração. Essa
pequena fração de radiações que o olho humano vê, é chamada de luz visível ou
apenas luz.
Por esta razão, é mais conveniente chamarmos ao conjunto de todas as “luzes”
que não vemos de RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA. O termo luz fica reservado à
pequena parcela de radiação eletromagnética que conseguimos enxergar.
A radiação eletromagnética é uma forma de energia. Sem ela simplesmente
não haveria vida na Terra.
Outro aspecto importante da radiação eletromagnética é seu caráter
ondulatório, isto é, a radiação eletromagnética é constituída de ondas com
componentes elétricos e magnéticos.
Portanto as Radiações Eletromagnéticas:
 Não possuem massa;
 São ondas com componentes elétricos e magnéticos;
Nas figuras abaixo, temos uma representação gráfica de uma radiação
eletromagnética:

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 Sua velocidade é igual da LUZ (c = 3x108m/s);
 Sua Energia depende do comprimento de onda e de maneira
inversamente proporcional, segundo a equação:

h.c
E
.

Onde:
h é a constante universal chamada constante de Planck e cujo valor é h = 6,63
X 10-34 J.s(Joule x segundo); c é a velocidade da LUZ e é o comprimento da onda.
Ao conjunto de todas as radiações eletromagnéticas chamamos de:
ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO

Ex:
 Rádio e TV
 Micro-ondas
 Infravermelho (calor)
 Luz visível (vermelho ao violeta)
 Ultravioleta
 Raios X

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 Raios gama

Origem

Representa onde as radiações nascem. E podem ser:

a) ORIGEM NUCLEAR
Possuem origem no NÚCLEO do átomo instável.
Ex: Radiações alfas, betas, nêutrons e gama.
Obs.: Estas radiações são as chamadas RADIOATIVAS, pois são
consequência do fenômeno da RADIOATIVIDADE

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(Gama)

Núcleo Instável

b) ORIGEM ATÔMICA
Possuem origem na ELETROSFERA atômica devido a transições eletrônicas
e/ou colisões entre partículas carregadas
Ex: Raios X, Ultravioleta, Luz visível, calor, ...

c) OUTRAS ORIGENS DAS RADIAÇÕES CORPUSCULARES


 Colisões atômicas: elétrons, prótons, íons leves e pesados;
 Transições atômicas: elétrons;
 Transições nucleares (incluindo fissão): Prótons, nêutrons, elétrons
(beta), pósitrons, alfa, íons leves e pesados

d) OUTRAS ORIGENS DAS RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS


 Aceleração de cargas (+/-);
 Transições atômicas: luz visível, radiação ultravioleta, raios X;
 Transições nucleares (incluindo fissão): raios gama;
 Aniquilação partícula/anti-partícula: raios gama.

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Interação da Radiação com a matéria
Esta classificação caracteriza a maneira como as radiações se relacionam com
o meio. E podem ser:

a) RADIAÇÕES IONIZANTES
São aquelas radiações que produzem íons na matéria com a qual interagem.
Ex: Raios Gama, RAIOS X, Ultravioleta, Radiações alfas, betas e de nêutrons.

b) RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES
Estas radiações apenas depositam suas energias no meio, normalmente
causando uma excitação atômico-molecular.
Ex: Todas as demais radiações do espectro eletromagnético.

Radiações em Celulares

Comprovações recentes atestam transformações de células quando imersas


em um intenso campo eletromagnético. Essas transformações podem evoluir a ponto
de causar degenerações, tornando-se possíveis focos de leucemia e câncer.

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Embora invisíveis, as radiações fazem parte do nosso cotidiano, estamos
mergulhados num campo imenso, repleto de ondas vindas de todos os cantos, não só
do planeta, mas também do Universo. O problema, ou seja, o risco para o ser humano,
é justamente a intensidade dessas radiações, e lembrando a lei que rege a relação
entre energia e distância, (energia proporcional ao inverso do quadrado da distância),
veremos que no celular, apesar da baixa potência envolvida, a proximidade da antena
faz com que um lado da cabeça receba diretamente essas radiações, expondo o
usuário a um risco imprevisto. Basta lembrar que o processo de cozimento dos
alimentos nos fornos de micro-ondas se baseia nestas radiações, se bem que de muito
maior intensidade, mas ninguém pode prever as consequências de uma prolongada
exposição a esse campo eletromagnético. Está comprovado que, após 10 minutos de
uso do celular, a temperatura craniana sobe de 2 a 3 graus centígrados.
As termos-fotografia abaixo mostram a temperatura da cabeça sem e com o
uso de um telefone celular.

A maneira mais eficiente de se proteger dessas radiações dos telefones


celulares é, sem dúvida, a instalação, quando possível, de uma antena externa. Ao
transferir toda a potência de transmissão para essa antena, estrategicamente
localizada longe do aparelho, além de propiciar uma comunicação de muito melhor
qualidade, estaremos poupando o usuário de radiações que podem ser perigosas.

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Além dessa solução, existe ainda a possibilidade de se usar protetores contra
radiação fixa ao aparelho, que são dispositivos cerâmicos absorvedores de ondas
eletromagnéticas.
Há um método, desenvolvido pelo cientista japonês Y. Omura e denominado
"Bi digital O-Ring test.", que é capaz de mostrar uma diminuição considerável (no
mínimo 70 %) dos efeitos nocivos ao homem quando da instalação de uma antena
externa no aparelho celular, e que também demonstra a proteção exercida pelos
absorvedores.

APLICAÇÕES DAS RADIAÇÕES

RADIOGRAFIA MEDICINA NUCLEAR

Cintilógrafo Mamógrafo

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Densitômetro Ultra – som

Radioterapia Tomógrafo

Angiografia

OS RAIOS X

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Em novembro de 1895, Wilhelm Conrad
Roentgen, fazendo experiências com raios catódicos
(feixe de elétrons), notou um brilho em um cartão
colocado a pouca distância do tubo. Notou ainda que o
brilho persistia mesmo quando a ampola (tubo) era
recoberta com papel preto e que a intensidade do brilho
aumentava à medida que se aproximava o tubo do
cartão. Este cartão possuía em sua superfície uma
substância fosforescente (platino cianeto de bário).
Roentgen concluiu que o aparece dento do brilho
era devido a uma radiação que saia da ampola e que também atravessava o papel
preto. A esta radiação desconhecida, mas de existência comprovada, Roentgen deu
o nome de raios X, posteriormente conhecido também por raios Roentgen.
Roentgen constatou também que estes estranhos raios podiam atravessar
materiais densos, em um desses resultados ele pode visualizar os ossos da mão de
sua mulher.

Laboratório de Roentger

PRODUÇÃO DE RAIOS X

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De um modo geral os Raios X são produzidos quando elétrons (partículas
elementares de carga negativa) em alta velocidade colidem violentamente contra
alvos metálicos.
Os equipamentos de Raio-x foram planejados de modo que um grande número
de elétrons seja produzido e acelerado para atingirem um anteparo metálico (alvo)
com alta energia cinética.
No tubo de Raios X os elétrons obtêm alta velocidade devido a alta tensão
aplicada entre o anodo (eletrodo positivo) e o catodo (eletrodo negativo).
Os elétrons que atingem o alvo (anodo) interagem com sua estrutura atômica,
transferindo suas energias cinéticas para os átomos da estrutura atômica do alvo.
Os elétrons interagem com qualquer elétron orbital ou núcleo dos átomos do
anodo. As interações resultam na conversão de energia cinética em energia
eletromagnética (calor, cerca de 99% e Raios X, cerca de 1%)

O TUBO DE RAIOS X

É montado dentro de uma calota protetora de


metal forrada com chumbo, projetada para evitar
exposição à radiação fora do feixe útil e possíveis.
Os raios X produzidos dentro do tubo, são emitidos
em todas as direções (feixe divergente).
Os raios x utilizados em exames são emitidos através de uma janela (feixe útil
ou primário).
Os raios X que passam pela capa de proteção são chamados radiação de
vazamento ou de fuga e podem causar exposição desnecessária tanto do paciente
quanto do operador.

CATODO

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É polo (ou eletrodo) negativo do tubo de raios X. Dividindo exposição se em
duas partes: Filamento catódico e capa focalizadora ou copo de foco (cilindro de
Welmelt).
a) Filamento Catódico
Tem forma de espiral construído em tungstênio e medindo cerca de 2mm de
diâmetro, e 1 ou 2 cm de comprimento. Através dele são produzidos os elétrons,
quando uma corrente atravessa o filamento. Este fenômeno se chama emissão
termiônica. A ionização nos átomos de tungstênio ocorre devida ao calor gerado e os
elétrons são emitidos.
O tungstênio é utilizado porque possui um alto ponto de fusão, suportando
altas temperaturas (cerca de 3.400 °C). Normalmente os filamentos de tungstênio são
acrescidos de 1 a 2% de tório, que aumenta eficientemente a emissão termiônica e
prolonga a vida útil do tubo.

b) Capa Focalizadora ou Copo de Foco


Sabe-se que os elétrons são carregados negativamente havendo uma repulsão
entre eles. Ao serem acelerados na direção do anodo, ocorre uma perda, devido à
dispersão dos mesmos. Para evitar esse efeito, o filamento do catodo é envolvido por
uma capa carregada negativamente, mantendo os elétrons unidos em volta do
filamento e concentrando os elétrons emitidos em uma área menor do anodo.

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c) Foco Duplo
A maioria dos aparelhos de raio-x diagnóstico, possui dois filamentos focais,
um pequeno e um grande. A escolha de um ou outro é feita no seletor de mA, no
painel de controle. O foco menor abrange uma faixa de 0,3 a 1,0 mm e o foco maior,
de 2,0 a 2,5 mm. Ambos os filamentos estão inseridos no copo de foco.
O foco menor e associado ao menor filamento e o maior, ao outro. O foco menor
ou foco fino permite maior resolução da imagem, mas também, tem limitado a sua
capacidade de carga ficando limitado as menores cargas. O foco maior ou foco grosso,
permite maior carga, mas em compensação, tem uma imagem de menor resolução.

ANODO

É o eletrodo ou polo positivo do tubo de raio-x.


Existem dois tipos de anodo: anodo fixo e anodo rotatório (ou giratório).
O anodo recebe os elétrons emitidos pelo catodo. Além de ser um bom condutor
elétrico, o anodo é também um bom condutor térmico. Quando os elétrons se chocam
contra o anodo, grande parte de suas energias cinéticas são transformadas em calor.
Este calor deve ser conduzido para fora rapidamente, para não derreter o anodo. O
material mais usado no anodo é tungstênio em base de cobre por ser adequado na
dissipação do calor.
a) Anodo fixo
É encontrado normalmente em tubos onde não é utilizada corrente alta, como
aparelhos de raios- X dentários, unidades portáteis ou unidades de mamografia.

Exemplo de uma ampola com anodo fixo

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b) Anodo giratório ou rotatório
A maioria dos tubos de raio-x utiliza este, devido a sua capacidade de resistir a
uma maior intensidade de corrente em tempo mais curto, e com isso, produzir feixes
mais intensos.

Esquema de uma ampola com anodo giratório

c) Alvo, Fonte, ponto de Foco ou pista focal


É a área do anodo que recebe o impacto dos elétrons. No anodo fixo, o alvo é
feito de uma liga de tungstênio incluída em um anodo de cobre.
No anodo giratório, o alvo é um disco. Este disco tem uma resistência grande
à alta temperatura.

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A escolha do tungstênio deve-se à:
1. Alto número atômico, acarretando grande eficiência na produção de raio-
x.
2. Condutividade térmica quase igual a do cobre, resultando em uma rápida
dissipação do calor produzido.
3. Ponto de fusão (3.400 ° C), superior à temperatura de bombardeamento
de elétrons (2.000 ° C).

d) Aquecimento do anodo
O anodo giratório permite uma corrente mais alta pois os elétrons encontram
uma maior área de impacto. Com isso o calor resultante não fica concentrado apenas
em um ponto como no anodo fixo. Fazendo a comparação de ambos, num tubo com
foco de 1mm, temos: no anodo fixo a área de impacto (alvo) é de aproximadamente
1mm x 4mm = 4mm².

No anodo rotatório de diâmetro de 7 cm, o raio de impacto é de


aproximadamente 3 cm (30 mm). Sua área alvo total é aproximadamente 2 x π x

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30mm x 4mm = 754mm². Portanto, o anodo rotatório permite o uso de área uma
centena de vezes maior que um anodo fixa, com mesmo tamanho de foco.
A capacidade de carga é aumentada com o número de rotações do anodo.
Normalmente a capacidade de rotação é de 3.400 rotações por minuto. Existe anodo
de tubos de maior capacidade que giram a 10.000 rpm.

AMPOLA DE ENCAPSULAMENTO

É um recipiente hermeticamente fechado que serve de blindagem, isolante


elétrico e de suporte estrutural para o anodo e catodo.
Ajuda na refrigeração da ampola.
O sistema de encapsulamento serve para manter o vácuo no interior do tubo.
A presença de ar dentro do tubo é indesejável, pois, além de interferir na
produção de raios X, permitiria que eletricidade percorresse o tubo, na forma de
pequenos raios e centelhas, danificando o sistema.

CUIDADOS COM O TUBO


O mecanismo do rotor de um tubo rotatório pode falhar ocasionalmente.
Quando isso acontece, há um superaquecimento criando depressões no anodo
(danos sérios) ou rachaduras causando danos irreversíveis ao tubo.
Ao acionar o disparador de exposições de uma unidade radiográfica, deve-se
esperar 1 a 2 segundos, antes da exposição, para que o rotor acelere e desenvolva o
número de rotações por minuto desejadas. Quando a exposição é completada pode-
se ouvir o rotor diminuir a rotação e parar em mais ou menos 1 minuto. O rotor e
precisamente balanceado, existindo uma pequena fricção sem a qual o rotor levaria
10 a 20 minutos para parar, após o uso.

VALORES MÁXIMOS DE OPERAÇÃO


O operador do aparelho de raio-x deve estar atento à capacidade máxima de
operação do tubo para não o danificar. Existem vários tipos de tabelas que podem ser

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usadas para estabelecer os valores máximos de operação do tubo de raio-x, mas
apenas três são mais discutidas:
1. Curvas de rendimento máximo;
2. Resfriamento do anodo;
3. Resfriamento da calota do tubo.
Sendo que estas três variáveis, são normalmente calculadas pelos fabricantes
adotando o sistema de bloqueio de carga superior ao limite do tubo, mas, sendo de
suma importância o conhecimento destas pelo operador, pois, em caso de falha do
sistema, o próprio profissional poderá poupar o tubo das cargas excessivas.

FASES DE PRODUÇÃO DOS RAIOS X

1. O filamento catódico é aquecido devido à passagem de uma corrente


elétrica (corrente de filamento – mA) de uma fonte de baixa voltagem, controlada por
um seletor de mA.
Aumentando-se o mA, maior será a corrente, elevando a temperatura e
produzindo mais elétrons por efeito termiônico, criando uma nuvem negativa (nuvem
catódica) em torno do catodo.
2. A aplicação de uma diferença de potencial elevada (tensão ou campo
elétrico) (kV) ao conjunto catodo-anodo, acelera os elétrons da nuvem catódica em
direção ao anodo.
3. Os elétrons com grande velocidade (e Energia Cinética) “colidem” com
o anodo, no ponto de foco ou na pista focal, causando um desarranjo na estrutura
atômica do objetivo, produzindo Raios X e calor.

TIPOS DE RAIOS X

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Existem dois tipos de raio-x, dependendo da forma de interação entre elétrons
e o alvo

RAIOS X CARACTERÍSTICOS

Esse processo envolve uma “colisão” entre o elétron incidente e um elétron


orbital ligado ao átomo no material do alvo. O elétron incidente transfere energia
suficiente ao elétron orbital para que seja ejetado de sua órbita ou “salte” para uma
outra órbita, deixando um "buraco". Esta condição instável é imediatamente corrigida
com a passagem de um elétron de uma órbita mais externa para este “buraco”.
Como os níveis de energia dos elétrons são únicos para cada elemento, os
raio-x decorrentes deste processo também são únicos e, portanto, característicos de
cada elemento (material). Daí o nome de raio-x característico.

RAIOS X DE FRENAGEM

O processo envolve um elétron passando bem próximo a um núcleo do material


alvo. A atração entre o elétron carregado negativamente e o núcleo positivo faz com
que o elétron seja desviado de sua trajetória perdendo parte de sua energia. Esta
energia cinética perdida é emitida na forma de um raio-X, que é conhecido como
"bremsstrahlung” ("braking radiation") ou radiação de frenagem.

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A PRODUÇÃO DE CALOR

O calor também é produzido pelo “impacto” de elétrons.

PRINCÍPIO DO FOCO LINEAR

O PONTO DE FOCO REAL é a área do objetivo onde os elétrons “colidem”. O


tamanho do ponto de foco real (FONTE) tem um efeito na formação da imagem
radiográfica, como já foi visto.

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Sua relação é:
Quanto menor é o ponto de
foco mais nítida é a imagem. Angulação

O PRINCÍPIO DE FOCO
LINEAR faz com que o tamanho do
ponto de foco real pareça menor
quando visto da posição do filme
devido a uma angulação do anodo
com relação ao feixe catódico.
Anodo de Tungstênio
Este ponto de foco projetado (Vista lateral)
Catodo
é chamado de PONTO DE FOCO Ponto de foco
aparente ou efetivo
APARENTE ou EFETIVO. Ponto de foco real
(Área de
Entretanto a um limite para bombardeio)

esta angulação (15° a 20°). Se for


muito pequeno causa um excessivo declínio de intensidade do lado anódico do feixe,
chamado de EFEITO DE TALÃO OU ANÓDICO.

PROPIEDADES FUNDAMENTAIS DOS RAIOS X

 Causam fluorescência em certos sais metálicos;


 Enegrecem placas fotográficas;
 São radiações eletromagnéticas, não sofrem desvio em campos
elétricos ou magnéticos;
 São diferentes dos raios catódicos (feixe de elétrons);
 Tornam-se "duros" (mais penetrantes) após passarem por
absorvedores;
 Produzem radiações secundárias em todos os corpos que atravessam;
 Propagam-se em linha reta (do ponto focal) para todas as direções
(divergência);
 Transformam gases em condutores elétricos (ionização);

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 Atravessam o corpo tanto melhor quanto maior for à tensão aplicada ao
tubo (kV).

ELEMENTOS DE UM CONJUNTO GERADOR DE RAIOS X

A fonte de alimentação vem da rede elétrica.


Acoplados a ampola existem dois circuitos:
BV – Baixa voltagem, com corrente regulável que aquece o filamento.
AV – Alta voltagem que funciona junto a um retificador que fornece o campo
elétrico e mantém a polaridade no tubo.
Numa instalação de Raios X, observa-se:
a) Transformador que recebe 110/220V e fornece ao filamento
aproximadamente 10V e ao conjunto catodo-anodo uma tensão variável entre 40kV e
150kV (ou mais).
b) Painel de controle que possuem os controles
b.1) liga/desliga;
b.2) Seletor de kV;
b.3) Seletor de mA;
b.4) Seletor de mAs
c) Ampola.
d) Mesa para o paciente.
As máquinas de Raios-X podem operar a diversas tensões e a diversas
correntes no tubo. De um modo geral, temos as seguintes características:

• Diagnóstico: de 40 a 150 KVP e correntes de 25 à 1200 mA.


• Terapia: de 60 a 250 KVP e correntes de aproximadamente 8 Ma
• Raio-X dentário: de 50 a 90 KVP e correntes de até 10 mA.
• Raio-X industrial: de 50 a 300 KVP e correntes de até 10 mA

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OBSERVAÇÕES
a) A KILOVOLTAGEM – kV:
É a tensão aplicada no tubo;

b) O KILOVOLTPICO (kVp):
É a tensão máxima aplicada no tubo que determina a energia do fóton mais
energético em keV (Kiloeletronvolt) não representa a energia efetiva do feixe que está
em torno de 30% a 40% do valor do kVp;

c) O RETIFICADOR:
Transforma CORRENTE ALTERNADA (CA) em CORRENTE CONTÍNUA (CC);

d) O MILIAMPERE – SEGUNDO (mAs):


É o número total de elétrons que atingem o anodo;
Frequentemente, as unidades mA e mAs são confundidas ou tomadas como
termos sinônimos. Não são. Cada uma dessas unidades refere-se a uma
grandeza diferente. A unidade mA refere-se à grandeza física corrente elétrica (i).
A corrente elétrica é definida como a quantidade de carga elétrica (Q), dada em
Coulomb (C), que passa por um meio qualquer, dividido pelo intervalo
de tempo em que ocorre esta passagem, em segundos (s).

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e) CONTROLE AUTOMÁTICO DE EXPOSIÇÃO (CAE)
Dispositivo que controla o nível de exposição, suspendendo a geração de Raios
X quando o receptor de imagens (conjunto telefilme) recebe uma determinada
quantidade de exposição pré-determinada considerada ideal para um determinado
exame;

f) QUALIDADE DOS RAIOS X:


Capacidade de penetração que depende da energia dos Raios X;
O feixe de Raios X possui diversas energias (policromático);

g) FILTRAGEM
A filtragem do feixe aumenta a energia média do feixe, pois retira radiação com
pouco poder de penetração “raios X moles”.

h) TEMPO DE EXPOSIÇÃO:

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Em radiografias, a exposição é iniciada pelo operador do equipamento e
terminada depois que se esgota o tempo selecionado previamente.
Em fluoroscopia, a exposição é iniciada e terminada pelo operador, mas há um
indicador do tempo de exposição acumulado que emite um sinal sonoro após 5
minutos de exposição.
Os temporizadores e botões de controle ajustados pelo operador ativam e
desativam a geração de raios X acionando dispositivos de chaveamento que
pertencem, ao circuito primário do gerador.

i) TEMPO – AJUSTE MANUAL:


Nos temporizadores manuais, o ajuste do tempo de exposição deve ser feito
pelo operador antes de iniciar o procedimento. A seleção adequada dos ajustes do
tempo de exposição no equipamento dependerá do conhecimento pessoal ou da
consulta a uma Tabela de Exposição que correlaciona a espessura do paciente com
o kV, o mA e o tempo.

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Além da inegável importância na medicina,
na tecnologia e na pesquisa científica atual, a
descoberta dos raios X tem uma história repleta de
fatos curiosos e interessantes, e que demonstram
a enorme perspicácia de Roentgen.
Por exemplo, o físico inglês Sir William
Crookes (1832-1919) chegou a queixar-se da
fábrica de insumos fotográficos Ilford, por lhe
enviar papéis "velados". Esses papéis, protegidos
contra a luz, eram geralmente colocados próximos
aos seus tubos de raios catódicos, e os raios X ali
produzidos (ainda não descobertos) os velavam.
Outros físicos observaram esse "fenômeno" dos papéis velados, mas jamais o
relacionaram com o fato de estarem próximos aos tubos de raios catódicos! Mais
curioso e intrigante é o fato de que o físico alemão Philipp Lenard (1862-1947)
"tropeçou" nos raios X antes de Roentgen, mas não percebeu.
Assim, parece que não foi apenas o acaso que favoreceu Roentgen, a
descoberta dos raios X estava "caindo de madura", mas precisava de alguém
suficientemente sutil para identificar seu aspecto fenomenal.

FORMAÇÃO DA IMAGEM RADIOGAFICA

Os Raios X, assim como a luz visível, irradiam em todas as direções


(divergência) propagando-se em linhas retas (a partir do ponto de foco) até que são
detidos por um absorvente. Por este motivo, o tubo de Raios X está situado em um
alojamento de metal que detém a maioria da radiação X.
Somente uma quantidade de radiação útil sai do tubo, e esta radiação
constituem o feixe primário.
O centro geométrico do feixe primário é chamado de Raio Central (RC).

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Na maioria dos equipamentos de raios X usados em medicina, a Quilovoltagem
pode variar dentro de um amplo limite, o que possibilita uma ampla aplicabilidade de
exames ou terapias.
Podemos classificar os raios X que saem da ampola segundo a energia que
possuem, que está diretamente ligada à Quilovoltagem usada em:
RAIOS X “SUAVES” OU “MOLES”, com maiores comprimentos de ondas e
baixa energia produzidos com baixa Quilovoltagem, estes são facilmente absorvidos.
RAIOS X “DUROS”, com menores comprimentos de ondas e altas energias,
produzidos com alta Quilovoltagem, esta radiação é mais penetrante e responsável
pela imagem radiográfica.
Os raios X utilizados em radiografia médica são heterogêneos por constituírem-
se de radiações com diferentes comprimentos de ondas, energias e poderes de
penetração.

ABSORÇÃO DE RAIOS X

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Uma das principais características dos raios X é o seu poder de penetrar a
matéria, mas nem todos os raios X que entram na matéria a penetram completamente;
alguns são absorvidos e aqueles que entram formam a imagem aérea.

FATORES QUE AFETAM A ABSORÇÃO DE RAIOS X

Seguem-se alguns fatores que influenciam a absorção da radiação X.

ESPESSURA
É uma relação intuitivamente óbvia: um pedaço de material “grosso” absorve
mais radiação X do que um pedaço “fino” do mesmo material.

DENSIDADE
Elementos mais densos (maior quantidade de matéria por unidade de volume)
absorvem mais que os menos densos, como por exemplo a água (que absorve mais)
do vapor de água. O estado de agregação dos átomos do meio favorece esta
absorção.

NÚMERO ATÔMICO (Z)


O número atômico de um elemento químico representa a quantidade de prótons
presente em seu núcleo, esta relação é um tanto complicada e depende da energia
da radiação incidente.
No entanto, de uma maneira geral, elementos com baixos números atômicos
absorvem menos do que aqueles com maiores números atômicos, como por exemplo,
o alumínio (que absorve menos) do chumbo (usado para proteção e isolamento).

MEIOS DE CONTRASTE

Os meios de contraste são substâncias que diferem em densidade e número


atômico do meio em que estão cuja função é evidenciar estruturas que normalmente
não são vistas numa radiografia.

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Como exemplo, temos:
Suspensões aquosas de sulfato de bário são usadas para realçar o trato
gastrintestinal. Compostos orgânicos contendo iodo, para radiografias dos sistemas
vascular, urinário, linfático ou respiratório e o canal vertebral.
Obs.: Substâncias que absorvem radiação X são chamadas de RADIOPACOS.
Caso contrário são RADIOTRANSPARENTES, como por exemplo: o ar, CO2 ou gases
em geral.

KILOVOLTAGEM
A Quilovoltagem aplicada no tubo age como intensificadora de Raios X, quanto
mais kV, mais energéticos são os Raios X produzidos (portanto com menores
comprimentos de ondas) influindo assim em sua absorção.

FILTRAGEM

Filtrar é remover Raios X inúteis, de baixa energia. A filtragem aumenta a


energia média do feixe.

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FILTRAGEM INERENTE
É a filtragem que ocorre na própria ampola através de seus elementos como a
superfície do vidro e o óleo isolante ao redor do tubo.

FILTRAGEM ADICIONAL OU ARTIFICIAL


É a filtragem que ocorre propositalmente, através de folhas de metal inseridas
no tubo (como no caso do alumínio), cuja função é remover Raios X de baixa energia.

OBSERVAÇÕES
1. A maioria das radiações menos energéticas irão somente adicionar-se à
dose absorvida pelo paciente;
2. A filtragem necessária depende fundamentalmente da Quilovoltagem
aplicada;
3. A inserção de filtros “endurece” o feixe;
4. A filtragem pode ser especificada em termos de equivalente de alumínio,
ou seja, em termos da espessura de alumínio que produziria a mesma filtragem.

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COMPOSIÇÃO DO OBJETIVO ANÓDICO
O material que compõe objetivo também influi na absorção.
Na maioria das aplicações médicas são usados objetivos de Tungstênio
enquanto que em Mamógrafos são usados objetivos de Molibdênio (que produzem
uma maior porcentagem de radiação de baixa energia, facilmente absorvidos).

ABSORÇÃO DIFERENCIAL NO CORPO HUMANO

O corpo humano é uma estrutura complexa constituída de diferentes


espessuras e elementos. Estes elementos absorvem os Raios X de maneira
diferenciada. Por exemplo, o osso é mais denso e contém elementos de número
atômico maior do que o tecido macio. Por isso, os ossos absorvem mais Raios X que
os demais tecidos.
Observa-se também que estruturas doentes absorvem os Raios X de forma
diferenciada evidenciando uma patologia, por outro lado a idade do paciente também
pode ter alguma influência na absorção como é o caso da osteoporose (poros nos
ossos) que apresenta uma baixa absorção de Raios X.
A radiação que emerge do corpo é resultado desta absorção diferencial e é
constituída de diferentes intensidades de Raios X. Os diferentes padrões de
intensidade que emergem do corpo formam a imagem aérea.

CONTRASTE DO SUJEITO

É a relação entre a intensidade de uma parte do objeto e a intensidade de uma


outra parte mais absorvente.
Sua definição está relacionada à diferença de densidades ópticas entre dois
pontos do filme, provocado por uma diferença de exposição nestes dois pontos.
Quanto maior for a diferença de densidades ópticas para uma mesma
exposição, maior será o contraste:

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O contraste do sujeito depende dos fatores que afetam a absorção dos Raios
X.

FATORES DE EXPOSIÇÃO QUE AFETAM A IMAGEM AÉREA

MILIAMPERAGEM
Aumentando-se a miliamperagem aumenta-se a intensidade de Raio X sem, no
entanto, afetar o contraste do sujeito que se mantém com a mesma proporção (ou
seja, as diversas intensidades de Raios X que emergem do corpo continuam a manter
a mesma relação entre si).

DISTÂNCIA
A distância entre o tubo e o objeto tem um efeito na intensidade da imagem,
conforme a distância entre a fonte e o objeto diminui, a intensidade de Raios X
aumenta, e conforme a distância aumenta, a intensidade de radiação no objeto
diminui.
Isso acontece devido ao fato de que os Raios X propagam-se em linhas retas
divergentes. O contraste do sujeito também não é afetado pela mudança na distância.

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KILOVOLTAGEM
Uma mudança na Quilovoltagem resulta em uma mudança no poder de
penetração dos Raios X, modificando assim a intensidade total do feixe que incide no
paciente e também o contraste do sujeito. Como já foi dito anteriormente.

EFEITO DE TALÃO (OU ANÓDICO)


A intensidade de radiação que sai da
fonte e incide sobre o paciente não é uniforme
(ou seja, é um campo não constante) devido à
inclinação que o objetivo possui em relação ao
feixe de elétrons.
O efeito de talão corresponde a uma
variação de intensidades de Raios X devido ao
ângulo de emissão de Raios X do ponto de
foco.
A intensidade diminui rapidamente do
raio central em direção ao extremo anódico e
aumenta levemente em direção ao extremo
catódico.
O efeito de talão pode ser usado para
obter densidades equilibradas em radiografias
das partes do corpo que diferem em absorção. Por exemplo, em radiografias das
vértebras torácicas, a área cervical fina deve receber a menor intensidade de radiação
da porção do anodo do feixe enquanto que a área grossa do peito deve ser exposta a
uma radiação mais intensa da porção catódica.
Quando se usa a porção central do feixe o efeito de talão é menos notado, no
caso de exposição de filmes pequenos.

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SUMÁRIO DAS APLICAÇÕES DO EFEITO ANÓDICO
INCIDÊNCIA EXTREMIDADE EXTREMIDADE CATÓDICA
ANÓDICA
Coluna torácica (AP) Cabeça Pés
Coluna lombar (Lateral) Cabeça Pés
Fêmur (AP e lateral) Pés Cabeça
Úmero (AP e lateral) Cotovelo Ombro
Perna (Tíbia/Fíbula) Calcanhar Joelho
Antebraço (AP e lateral) Punho Cotovelo

FILTROS DE ESPESSURA VARIÁVEL


É também um método de se obter densidades equilibradas em radiografias por
usar filtros de espessuras diferentes para diferentes absorções produzindo diferentes
intensidades de radiação X incidente.

GEOMETRIA NA FORMAÇÃO DA IMAGEM


O objetivo de uma radiografia é o de obter imagens as mais exatas quanto
possível e dois fatores que afetam esta nitidez são o grau de borrosidade e o tamanho
da imagem.
Lâmpadas comuns podem simular o que acontecem com os Raios X.

BORROSIDADE GEOMÉTRICA E AMPLIAÇÃO DA IMAGEM

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A sombra produzida por uma
lâmpada pequena, a uma distância de
90cm da parede, é quase do mesmo
tamanho do objeto iluminado, a uma
distância de 5cm da parede, e de
contornos bem definidos. Movendo o
objeto em direção a luz a sombra se
torna maior e os contornos mais turvos.
Substituindo a lâmpada menor
por uma fonte maior note que os
contornos ficam turvos mesmo com o
objeto a pouca distância da parede, esta borrosidade aumenta quando se move o
objeto em direção a fonte.
O efeito da borrosidade também pode ser causado movendo-se a fonte para
perto do objeto.
Uma vez que a imagem aérea dos Raios X é também uma sombra do objeto,
os mesmos princípios de formação de sombra são aplicados em radiografia.
Quanto menor for a fonte de radiação (ponto de foco), quanto mais perto o
objeto estiver do filme (plano receptor de imagem) e quanto mais longe estiver o objeto
da fonte, menos borrosa e mais nítida é a imagem. Mas um ponto de foco maior e
mais próximo do objeto e este distante do filme, maiores são a borrosidade e a
ampliação.

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DISTORÇÃO
É uma ampliação desigual de partes de uma estrutura.
Se o ponto de foco não estiver verticalmente acima do objeto ele produzirá uma
ampliação da imagem neste caso tendo o objeto e a superfície de gravação paralela.
Se o objeto e a superfície de gravação não forem paralelos à sombra será
distorcida.
A distorção e a ampliação podem muitas vezes serem úteis quando aplicadas
para examinar algumas estruturas que de outra maneira seriam obscuras.
O estabelecimento da posição de uma estrutura a partir de sua “sombra” pode
ser útil na identificação de uma lesão.

MOVIMENTO
O movimento, tanto das estruturas sendo radiografadas quanto do
equipamento de exposição, contribui para a borrosidade da imagem. Duas regras
devem ser seguidas: Imobilizar a parte radiografada e reduzir o tempo de exposição.

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FILME RADIOGRÁFICO
O filme radiológico consiste em uma emulsão fixada numa base de material
plástico (poliéster transparente ou de triacetato), que contém em suspensão cristais
de brometo de prata em material gelatinoso.
Quando a radiação interage com estes cristais, eles modificam quimicamente
e formam o que é conhecido por imagem latente.
Após a exposição, quando o filme é então “revelado”, os cristais expostos á
radiação se reduzem a grãos de prata metálica. O filme é então “fixado” através d uma
solução de tiossulfito de sódio, que dissolve o brometo de prata e a gelatina da
emulsão não expostos às radiações, não afetando a prata metálica.
O filme é então lavado em água corrente, para remover todos os resíduos
químicos.
O resultado é o enegrecimento de áreas proporcionalmente a quantidade de
radiação recebida.
O grau de enegrecimento de uma região do filme é descrito pela “Densidade
Ótica” (DO) da região
A imagem da luz do écran é transmitida para o receptor: o filme de Raios X

COMPOSIÇÃO DO FILME
Gelatina ou emulsão: veículo para manter o composto de prata na forma de
micro cristais de ato de prata uniformemente;
Revestimento: camada protetora para diminuir danos na superfície do filme;
Suporte: É a base do filme feita de poliéster;
Haleto de prata: grãos de prata.

RADIAÇÃO DISPERSA

Quando os Raios X interagem com a matéria, para formar uma imagem, eles
podem ser ABSORVIDOS, TRANSMITIDOS ou ESPALHADOS.
A Radiação transmitida após passar pelas estruturas e ter diversas absorções
formam a “sombra” que será projetada sobre o écran e formará a imagem radiográfica.

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Mas nem toda radiação que interage com o objeto será útil na formação da
imagem, uma parte será espalhada pelos átomos que compõe o objeto, esta radiação
secundária é também conhecida por RADIAÇÃO DISPERSA.
Portanto toda radiação criada da interação do feixe primário com o objeto é
considerada Radiação dispersa ou secundária.
Fonte

Radiação Primária

Objeto radiografado

Radiação dispersa,
espalhada ou
secundária

Filme

Radiação Transmitida

EFEITO NO CONTRASTE DO SUJEITO

A radiação dispersa é uma fonte capaz de expor o filme, o que é inconveniente


porque não contribui para a formação da imagem útil. Ao contrário, ele produz uma
intensidade de raios X que se sobrepõe à imagem aérea. A consequência desta
intensidade de revestimento é o de reduzir o contraste do sujeito, ou seja, de reduzir
a proporção de intensidades de Raios X entre as estruturas vizinhas na imagem aérea.

FONTES DE RADIAÇÃO DISPERSA

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A principal fonte de Radiação dispersa é o volume irradiado, segundo a relação:
“Quanto maior o volume irradiado, maior é a intensidade de radiação dispersa
produzida”.
No caso das partes do corpo consideradas pesadas, tais como o abdômen, a
intensidade de radiação dispersa pode ser 10 ou mais vezes maiores que a radiação
primária atenuada.

REDUÇÃO DA RADIAÇÃO DISPERSA

LIMITAÇÃO DO FEIXE
O feixe primário deve ser limitado a um tamanho e forma que cubra
precisamente a área de interesse diagnóstico. As áreas não irradiadas não contribuem
para a dispersão nem para a dosagem do paciente.

DIAFRAGMAS DE ABERTURA

Consistem em lâminas de chumbo com aberturas retangulares, quadradas ou


circulares colocadas no feixe de Raios X perto da janela do tubo.

CILINDROS
São tubos metálicos que podem fornecer campos retangulares ou circulares.

DISPOSITIVOS LIMITADORES DE ABERTURA VARIÁVEL

São dispositivos que contém placas de chumbo ou obturadores que podem ser
ajustados para modificar o campo da área irradiada. Alguns possuem botões rotativos
indicadores enquanto que outros são controlados por sensores que ajustam o campo
ao tamanho do receptor de imagem (chassis).

DIMENSÕES DO CAMPO PROJETADO


Podemos calcular a largura do campo projetado seguindo a expressão:

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Onde:
X é a largura do campo projetado no chassi;
A São à distância da fonte ao plano do receptor de imagem;
B É a largura da abertura do dispositivo limitador de feixe;
C É a distância entre a fonte e a abertura menor ou de controle do
dispositivo limitador de feixe.
Ex: A= 105 cm, B= 10 cm, C= 30 cm. Usando a fórmula, o diâmetro do campo
projetado seria:

GRADES

A grade é um dispositivo formado por tiras alternadas de chumbo e material


espaçador radiotrasparentes (fibra ou alumínio) que é escolhido para ter baixa
absorção de Raios X. As tiras de chumbo absorvem radiação dispersa aleatória
enquanto que os espaçadores permitem a passagem do feixe primário.
As tiras podem ser paralelas entre si (grade paralela) ou anguladas de forma
que convertam a um ponto (grade enfocada). A distância do ponto focal à grade é
chamada de distância focal ou foco radial.

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ÍNDICE DE GRADE

É a relação entre a espessura das tiras de chumbo a e espessura dos


espaçadores. Por exemplo, se a espessura da tira de chumbo é 8 vezes maior do que
a largura dos espaçadores, o índice de grade é 8:1.
Mantendo todos os fatores constantes, quanto maior for o índice de grade, mais
radiação dispersa esta absorverá.

ENFOQUE E DESENFOQUE DA GRADE

O ponto focal do tubo deve coincidir com o foco radial e o RC do feixe deve
atravessar o centro da grade de maneira perpendicular. Quando isso não acontece
ocorre o desenfoque.
O desenfoque é a diminuição progressiva da intensidade dos raios X
transmitidos devido ao aumento do desalinhamento do feixe primário em relação às
tiras laterais.
O desenfoque pode também ocorrer se o tubo estiver inclinado lateralmente
com relação à grade.

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EFEITO NA EXPOSIÇÃO

Ao introduzir uma grade devemos


aumentar a exposição para compensar a
perda de intensidade e este aumento vai
depender de seu índice e da parte do corpo
radiografado.
Quanto maior for o índice de grade
maior será a exposição, mantendo-se todos
os fatores constantes.

ESPAÇO DE AR

Quando o paciente está perto do receptor de imagem, muita radiação dispersa


será transmitida ao receptor. Quando o paciente se afasta do receptor, a quantidade
de radiação dispersa que o atinge é reduzida.
Lembremos que o uso de espaços de ar implica na ampliação da imagem daí
a necessidade de se usar um filme maior. A borrosidade geométrica produzida por
uma maior distância entre o objeto e o chassi pelo espaço de ar, pode ser compensada
pela melhora do contraste do sujeito devido uma menor dispersão.

COMPRESSÃO

Comprimir o objeto durante o exame pode oferecer algumas vantagens:


a) Aumenta o Contraste do sujeito devido a redução do volume irradiado;
b) Reduz a borrosidade causada pelo movimento;
c) Reduz a borrosidade geométrica, pois reduz a distância entre o objeto e
os chassis

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DISPERSÃO INVERTIDA

Outros elementos que estão na direção do feixe também contribuem para a


dispersão de Raios X, como por exemplo: a mesa, o compartimento de filme, etc.
A radiação que emerge por detrás do plano de imagem pode dispersar e voltar
à imagem. Chamamos a isto como dispersão invertida. Para reduzir esta dispersão
limitamos o campo de atuação do feixe somente a área do chassi e de interesse
diagnóstico.

RADIAÇÃO EXTRA FOCAL

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A radiação extra focal é a radiação emitida de qualquer parte do tubo de raios
X que não seja do ponto focal. Elétrons dispersos e não focados no ponto de foco são
responsáveis pela radiação extra focal.
Esta radiação também causa borramentos, pois não contribuem com
informação e apenas juntam-se ao feixe primário reduzindo o contraste do sujeito.
Podemos reduzir esta radiação de duas maneiras:
a) Inserindo um diafragma de abertura o mais próximo possível do ponto
de foco;
b) O uso de um tubo com um alvo circular alojado em um anodo de grafite,
a grande maioria da radiação extra focal produzida na grafite é de baixa energia e é
facilmente absorvida pela filtragem inerente.

ECRANS INTENSIFICADORES FLUORESCENTES

Os Raios X causam fluorescência em certas substâncias (fósforos), fenômeno


este responsável por sua descoberta.
Os écrans são transformadores de energia porque permitem a conversão de
fótons de Raios X em fótons de luz azul ou verde e também podem multiplicar a

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quantidade de fótons recebidos (intensificadores) deste modo reforçam a impressão
sobre o filme radiográfico. Para aumentar a sensibilidade e melhorar a qualidade da
imagem, os filmes contêm emulsão fotossensível em ambos os lados e são expostos
colocados entre dois écrans de intensificação

CARACTERÍSTICAS DO FÓSFORO
Para que um fósforo seja usado em écrans intensificadores, ele deve:
 Alta absorção de raios X;
 Alto rendimento de conversão;
 Ter um espectro de emissão de luz adequado;
 Adaptabilidade aos processos de fabricação;
 Capacidade de resistir variadas condições ambientais como por exemplo
o calor e a umidade;
 Não deve apresentar luminescência residual (fosforescência) ou demora
de atividade.

INTENSIFICAÇÃO
Como o próprio nome já diz, écrans intensificadores intensificam o efeito
fotográfico dos raios X. Por serem mais espessos e mais absorventes, eles extraem
mais fótons de raios X do feixe multiplicando um quantum em centenas de fótons de
luz que são mais facilmente absorvidos pelo filme.
A combinação de fatores permite que a exposição seja reduzida.
As vantagens de se reduzir a exposição são:
 Diminuição da borrosidade devido ao movimento do paciente;
 Redução da dose absorvida em pacientes e profissionais (por radiação
dispersa);
 Maio tempo de vida útil para o tubo de Raios X;
 Maior flexibilidade na seleção de quilovoltagem o que permite um melhor
ajuste do contraste do sujeito;
 Diminuição da borrosidade geométrica.

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TÉCNICAS RADIOLÓGICAS KV e mAS

O kV determina o contraste.
O contraste é responsável pela imagem preta e branca na radiografia, muito
contraste significa uma imagem preta, chamada popularmente de “queimada”, e
pouco contraste significa uma imagem branca; o, mAs é responsável pela densidade.
Densidade é aquela imagem referente ao contorno da estrutura do osso, ou seja,
numa imagem de um RX de uma perna, o contorno que aparece como sendo dos
músculos e tudo o que não for osso, significa que houve pouca densidade. A
densidade é responsável pela eliminação de partes moles, portanto, se o técnico
quiser produzir uma imagem óssea com bastante detalhe e qualidade, deve colocar
mais, mAs é menos kV.
O, mAs é resultado da multiplicação do valor colocado no comando (a mA),
pelo valor colocado no comando do S (tempo). Se o botão do mA estiver no 200 e o
botão do S no 0,25 segundos, o, mAs será igual a 50, se colocar o mA no 500 e o
tempo no 0,10, também terei 50, mAs. Esse método é usado para diminuir o
borramentos da imagem, ou seja, a imagem não sai tremida. O princípio dessa técnica
é diminuir o tempo sem alterar o valor do, mAs, pois, quando maior o tempo mais
chance o paciente tem para se mexer durante a produção da imagem.
Quando o exame é designado para partes moles – tudo o que não for osso –
usa-se pouco, mAs e muito kV, e quando a imagem ideal é a do osso, usa-se pouco
kV e muito, mAs. Alguns físicos defendem que o muito uso do, mAs, gera uma forte
radiação ao paciente. É verdade que a quantidade aumenta, mAs nada de tão
exagerado a ponto de prejudicar a saúde do paciente, e a qualidade de imagem é
compensadora.
Ao contrário do que alguns afirmam, a maneira de descobrir a quantidade de
kV a ser colocada, é descoberta por uma ciência, a matemática. Para o cálculo do kV
é usada a fórmula:

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Onde, e = espessura e K = constante.
A espessura é medida através do espessômetro, que deve ser posicionado no
ponto onde entra o RC.
O K significa a constante, que é determinada por um conjunto de equipamento
e acessórios de uma sala de RX, que compreende a capacidade da ampola, a
velocidade do écran, a DFoFi, o tipo da grade, a variação da voltagem do aparelho, a
temperatura e o tempo da processadora e a marca do filme. A constante é extraída
através da fórmula:

Essa fórmula será mais discutida a frente. Então teremos para RX de tornozelo
com espessura = 9cm. e K = 25, o exemplo:

O, mAs é calculado através de outras fórmulas, cada uma a ser empregada de


acordo com a região. Para descobrir o mAs de exames ortopédicos referentes a
extremidades – regiões situadas nas pontas dos membros. A saber: MMSS: Falanges,
mão, punho, antebraço e cotovelo. MMII: Ante-pé, pé, tornozelo e perna, feitos sem
Bucky. Deve-se usar o valor do KV dividindo por três, exemplo.:

Para descobrir o valor do, mAs para essas extremidades, incluindo o joelho, o
crânio, o Hemi tórax, o ombro, o úmero, a clavícula, esterno e fêmur, usa-se o valor
do KV dividindo-o por dois, então temos:

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No exemplo acima teremos:

Para descobrir o mAs de exames de regiões mais específicas como o tórax, as


colunas e o abdome, usa-se outra fórmula:

O CM (Coeficiente Miliamperimétrico) é um valor pré-determinado usado para


determinar o, mAs. Os seus valores são: Abdome = 0,70; Colunas = 0,80; Tórax =
0,015.
Então em um exame de coluna lombar, com um paciente com espessura de 25
cm. e uma constante igual a 30 o cálculo total fica:

Essa fórmula foi elaborada para distância igual a 1 metro, mAs no exame de
tórax, usamos a distância igual a 1,80m.

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Quando afastamos a ampola, perdemos potência no aparelho. Esse fenômeno
pode ser explicado se comparado a um carro encostado na parede com o farol ligado,
quando ele começa a dar ré, a luz vai enfraquecendo, e a forma de manter a mesma
intensidade de luz é aumentando a sua potência. O mesmo acontece com o KV. A
cada 10 cm. que a ampola é afastada, deve-se aumentar 4 KV, então para o tórax
aumenta-se 32 KV. Quando se abaixa a ampola, o efeito é ao contrário, fazendo com
que o KV seja diminuído, na mesma proporção, a cada 10 cm. deve-se abaixar 4KV.
Então para o RX de tórax de um paciente com 20 cm. de espessura e com uma
constante de sala igual a 25, devo fazer o seguinte cálculo:

Todo o tórax deve ser feito no mínimo usando a mA 300.


O, mAs em alguns aparelhos o tempo começa com 0,02 s., resultando 6, mAs.
No caso acima não consigo empregar o, mAs obtido - o tempo muda de aparelho para
aparelho, juntamente com a valor do, mAs e do KV. Para isso uso a regra descrita a
seguir:
Para cada 10 KV que aumento, devo dividir o, mAs por dois; para cada 10 KV
que diminuo, devo dobrar o mAs.
Então para o, mAs do tórax citado acima, basta ir usando a regra até atingir o
valor de 6 mAs:
kV mAs
107 1,6
97 3,2
87 6,4

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O mesmo é válido para situações similares para outras partes do corpo, em que
o aparelho não proporcionar o uso correto da técnica.
Essa técnica pode também ser usada para melhorar a qualidade da imagem já
que aumentando o mAs, elimina-se as partes moles, obtendo- se mais detalhe do
osso.
É necessário prestar atenção na distância real da ampola em relação ao filme.
O ponto referente a um metro no marcador de distância da ampola, geralmente está
relacionado à DFoFi da ampola à grade, portanto quando o chassi fica em cima da
mesa, a distância é reduzida geralmente em 1 metro. Nesse caso é necessário
aumentar a distância em aproximadamente 10 cm, para compensar.
O ponto correto de medição da ampola é a aproximadamente 4 cm, acima da
sua parte redonda lateral. Deste local mede-se um metro até a grade, ou até a mesa.
A constante é o valor mais difícil de descobrir. O seu valor depende de adequar
os valores obtidos pedidos na sua fórmula de cálculo. A fórmula é:

Deve-se conferir:
a. Se o valor do kV está correto;
b. Se o valor do, mAs está dentro da relação kV/mAs usada nas fórmulas
apresentadas acima. Ex.: Em um exame de mão foi usado 41 kV com 5, mAs. A mão
é feita sem bucky, portanto extraído o kV, deve-se dividir por 3 e achar o valor do,
mAs, e 41 dividido por 3, obviamente não é 5. Neste caso deve-se adequar a fórmula
aos padrões corretos, o método a ser usado será explicado a frente;
c. Se a DFoFi está correta. No exemplo acima a ampola pode estar a 90
cm. de distância do chassi, sendo necessário adequar as nossas normas,
aumentando a distância e adicionando 4 kV;
d. Se a espessura do paciente está correta. A maneira mais simples de
descobrir a constante é extraindo-a de um exame de coluna lombar em decúbito.
Pacientes idosos, principalmente mulheres, são propensos a terem osteoporose,

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nesse caso deve-se levar em consideração a perda de cálcio nos ossos, o que faz
com a radiografia saia escura. Para evitar que o exame seja repetido, deve-se abaixar
a técnica em aproximadamente 5% do valor do kV. O mesmo é indicado para
pacientes orientais, devido a característica de sua raça. Em pacientes de cor, segue-
se o contrário. O fenômeno não tem nada haver com a pigmentação da pele e sim
com a característica de raça, por serem mais musculosos. Deve-se aumentar a técnica
em 5 kV.
Em paciente com gesso, deve-se aumentar em média 10 kV, devido a
densidade acrescentada pelo gesso. Vale a pena observar se o gesso envolve todo o
local a ser radiografado, ou se é só em partes. Em um Raio-x de tornozelo, a parte
posterior normalmente está com gesso, a anterior não.
Radiografias com o cilindro de extensão, deve-se aumentar de 6 a 8 kV, mAs
só se o cilindro estiver encostado na parte a ser radiografada. O cilindro alinha os
raios, evitando a radiação dispersa, diminuindo a intensidade.
De uma radiografia com grade para outra sem grade, diminuir 8 a 10 kV, e vice-
versa. A grade tem uma espessura que requer mais técnica.

Efeito Anódico
Quanto mais a estrutura estiver próxima ao cátodo, mais concentrado estará a
atenuação dos Raio-x, fazendo com tenha mais penetração no seu lado. A diferença
entre um lado e outro é grande, chegando em quase 50% de diferença, por isso o
efeito deve ser usado em exames que a estrutura a ser examinada tenha o formato
cuneiforme - comece fino e termine grosso –. O cátodo fica sempre no lado do
comando do aparelho, e geralmente é identificado com o sinal negativo (-) na saída
dos fios na ampola. O anodo fica na direção da estativa e é identificado com o sinal
positivo (+) também na saída dos fios da ampola. Portanto, quando o exame for de
qualquer coluna, o paciente deve sempre ficar com a cabeça em direção do anodo
(na estativa) e os pés no lado do cátodo (no comando), e quando o exame for de
quadril, perna pé, o paciente deve ser posicionado ao contrário, de modo que a parte
mais densa fique sempre no lado do cátodo.

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Magnificação
É a ampliação - Quanto mais próximo da ampola estiver à estrutura, mais
ampliada ela se apresenta. Esse efeito pode ser comparado ao efeito da luz. Imagine
que sua mão está sendo projetada em uma parede através de uma lanterna, gerando
uma sombra. Quando você aproxima a sua mão no foco gerador de luz (da lanterna),
a imagem projetada da sombra aumenta de tamanho. O mesmo acontece com os
Raio-x;
Para incidência de Arcos Costais, deve-se usar a mA 100, com o tempo longo,
em aproximadamente 1,5s. Para essa imagem ao, mAs será aumentado e o kV
diminuído. Essa técnica destacará a parte óssea do tórax, deixando as partes moles
sem evidência.
Para técnica em urografia, deve-se dobrar o, mAs e diminuir 10 kVs, afim de se
obter uma melhor imagem do rim. Como o exame estuda a possibilidade de litíase
renal, que pode apresentar-se com um tamanho bem inferior, chegando a menos de
um milímetro, é preciso de mais detalhe para osso e de eliminar qualquer estrutura
que sobreponha os rins, afinal os cálculos renais são calcificados.
Afim de se obter dois filmes com a mesma imagem, gerada através de uma só
incidência, é um só disparo de Raio-x, coloca-se dois filmes em um só chassi. Depois
de revelados, verifica-se que a imagem dos dois são quase iguais, pois um é um pouco
mais claro do que o outro devido a redução da luz produzida pelo écran;
O filtro de compensação é uma cunha de alumínio, onde projeta- se a parte
maior para a parte mais fina da estrutura, e a menor para a parte mais grossa, afim
de se obter uma igualdade da estrutura.
O filtro deve ser colado na ampola. Pode ser feito de papel alumínio de cozinha,
dobrando-o várias vezes, de modo que vire um bloco espesso. Dobra-se outro pedaço
de papel produzindo outro bloco, só que um menos espesso do que o anterior. Dobra-
se outro menos espesso ainda, e assim sucessivamente até chegar ao ponto zero.
Junta- se todos os blocos, do menor ao maior, formando-se uma “escada”.
Forra-se todos os blocos com papel cartão e depois com papel contact, assim
terá o formado desejado.

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Podem-se produzir cópias de um filme já radiografado. Para isso basta colocar
dentro do chassi, no lado onde não vai radiação, um filme totalmente velado e revelado
(preto), depois outro filme, por cima deste, virgem, e por último o filme a ser copiado.
Depois de fechado, o chassi é levado à mesa de Raio-x e irradiado com uma técnica
de mão. Revelado a imagem copiada estará no positivo, ou seja, fundo branco e
imagem preta, ao contrário do original, de fundo preto e imagem branca.
A técnica pode variar de parelho a aparelho, podendo ser alterada para mais
ou menos.

Cálculo das Mudanças nos Fatores de Exposição

Os fatores envolvidos na exposição são:


 Miliamperagem;
 Tempo de exposição;
 Distância foco-filme;
 Quilovoltagem.
Como cada um desses fatores contribuem para o resultado radiográfico, eles
podem ser alterados de acordo com as necessidades das condições. Na prática, a
mudança de um fator requer que se faça um ajuste em um dos outros fatores.
Existem tabelas que ajudam a resolver estes ajustes. Entretanto é necessário
que se compreendam as operações matemáticas envolvidas para um ajuste
inteligente se não se encontrarem tabelas à disposição.
Parâmetros iniciais:
 mA0 (miliamperagem inicial);
 mA (miliamperagem final);
 T0 (tempo original);
 T (novo tempo);
 D0 (distância original);
 D (nova distância).

Relação entre Miliamperagem e Tempo

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A miliamperagem é inversamente proporcional ao tempo de exposição.

Exemplo 1 – Uma miliamperagem de 30 e um tempo de exposição de 0,5s


foram usadas. Para se deter o movimento é necessário reduzir o tempo de exposição
a 0,05s. Qual seria a nova miliamperagem?

Exemplo 2 – Foi utilizado 30 mA e um tempo de exposição de 2s, se quer


aumentar a miliamperagem para 60. Qual o novo tempo de exposição?

Miliamperes – segundos (mAs)


É fundamentalmente o produto entre a miliamperagem e o tempo, representa o
fator que controla a “quantidade” de exposição, permanecendo a Quilovoltagem
constante.

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Relação das distâncias entre Fonte e Receptor de Imagem

Lei do Inverso do Quadrado


Os Raios X, assim como a luz, divergem em trajetórias retilíneas, a partir do
ponto de foco, a medida que se afastam da fonte cobrem áreas cada vez maiores
perdendo intensidade.
Mudanças na distância entre Fonte e Receptor
 A borrosidade geométrica diminui com o aumento da distância entre a
fonte e o receptor (isto se não modificarmos a distância entre o objeto radiografado e
o receptor);
 Reduzem também a ampliação e a distorção;
 Entretanto para manter uma mesma densidade é necessário aumentar
a quantidade de Raios X, aumentando o mA;

Relação entre Tempo e distância

Modificando-se a distância entre a fonte e o receptor deve-se também modificar


a quantidade total de Raios X usando-se a miliamperagem.
Se o tempo original (T 0) e a distância original (D0) forem conhecidas, pode-se
calcular o novo tempo de exposição (T) para qualquer nova distância (D). Usando-se
a lei do inverso do quadrado da distância teremos:

2
T D
2
T D
0
0

Exemplo 1 – Vamos supor que o tempo de exposição inicial seja de 2s e a


distância seja de 100cm. Que tempo seria necessário para uma distância de 75cm?

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2
T D
2
T D
0
0
2
T 75
2
2 100

2 5625
T
10000

T 1 , 125 s

Exemplo 2 – Supondo que o tempo de exposição inicial seja de 0,5s e a


distância seja de 1,83m. Deseja-se diminuir o tempo de exposição para 0,1s. Qual
será a nova distância solicitada?

2
T D
2
T0 D
0
0 ,1 D2
0 ,5 1,83 2
0 ,1 3,35
D2
0 ,5
D2 0 , 68
D 0 ,68 0 ,82
D 82 cm

Relação entre Miliamperagem e Distância


Os problemas relacionados entre miliamperagem e a distância são
equivalentes com a relação entre tempo e distância porque a miliamperagem afeta a
exposição da mesma forma.

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Relação entre Miliamperes-Segundos e Distância

O resultado dos miliamperes e tempo são frequentemente considerados como


um único fator. Os cálculos mais úteis envolvendo distância são aqueles que
combinam estes dois fatores em um único fator:
o miliampere-segundo (mAs). Vamos representá-los assim: ´
 mAs0 (miliampere-segundo inicial);
 mAs (miliampere-segundo final).

Exemplo 1 – Vamos supor que são necessários 100mAs para se produzir uma
exposição, a uma distância de 1,83m. Qual a distância necessária para se reduzir a
25mAs?

Exemplo 2 – Vamos supor que os fatores normais para uma radiografia da


pélvis seja uma distância de 100cm com, mAs de 100. O paciente não pode ser

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removido para uma mesa, e a altura da cama permite uma distância máxima de
somente 88cm. Qual será o novo, mAs necessário?

Mudanças de Quilovoltagem

Uma mudança na Quilovoltagem requer uma compensação na exposição (mAs


ou distância). Entretanto um aumento na Quilovoltagem reduz o contraste do sujeito.
Como é uma relação complexa estes parâmetros devem ser determinados através da
prática.

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Referências

OKUNO, Emico. Radiação – efeitos, riscos e benefícios. São Paulo: Harbra, 1998.
SOARES, Flavio Augusto P., LOPES, Henrique Batista M. Radiodiagnóstico:
fundamentos físicos. Florianópolis: Insular, 2003.
DIMENSTEIN, Renato, GHILARDI NETO, Thomaz. Bases físicas e tecnológicas
aplicadas aos raios X. São Paulo: Senac, 2002.

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