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INTERPRETAÇÃO TEXTUAL ( https://www.tecconcursos.com.br/s/Q1vinj )


Ordenação: Por Matéria

Português

Questão 201: CEBRASPE (CESPE) - AFA (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto 1A2-II

Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista do programa das dez
da manhã falou:

— Ninguém é obrigado a parecer velho.

Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, Neide considerou que, aos sessenta e
quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte:

— Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade.

Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha
até contratado um auxiliar só para atender as freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia
sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado crônico. O fogão de seis bocas
e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram anunciados em uma tabuleta de madeira. A
apresentadora, que já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e das escolhas feitas
durante a vida:

— Às vezes, é preciso dizer não.

Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era do geriatra, um homem
robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos.

— As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. Neide sentiu uma tontura,
e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com
sede. Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano de chão, e a
barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma pequena trégua, o suficiente para que ela se
desgostasse à visão do descaimento.

Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações).

Depreende-se do texto 1A2-II que a personagem Neide, ao assistir ao programa de tevê,


a) teve certeza de que a sua aparência não correspondia a sua idade.
b) compreendeu que havia começado a envelhecer aos trinta e seis anos de idade.
c) surpreendeu-se ao saber que a ciência constatara que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade.
d) refletiu sobre as circunstâncias que a impulsionaram a se tornar, desde jovem, arrimo de família.
e) constatou que os rumos de sua vida independiam das suas escolhas.
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Questão 202: CEBRASPE (CESPE) - AFA (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto 1A2-II

Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista do programa das dez
da manhã falou:

— Ninguém é obrigado a parecer velho.

Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, Neide considerou que, aos sessenta e
quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte:

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— Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade.

Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha
até contratado um auxiliar só para atender as freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia
sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado crônico. O fogão de seis bocas
e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram anunciados em uma tabuleta de madeira. A
apresentadora, que já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e das escolhas feitas
durante a vida:

— Às vezes, é preciso dizer não.

Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era do geriatra, um homem
robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos.

— As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. Neide sentiu uma tontura,
e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com
sede. Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano de chão, e a
barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma pequena trégua, o suficiente para que ela se
desgostasse à visão do descaimento.

Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações).

No último parágrafo do texto 1A2-II, os dois-pontos, em suas duas ocorrências, introduzem, nos períodos em que ocorrem,
a) opiniões da personagem Neide sobre a personagem João Carlos.
b) esclarecimentos do narrador sobre a personagem João Carlos e sobre a visão de Neide diante do marido.
c) impressões do narrador e da personagem Neide sobre a personagem João Carlos.
d) constatações do narrador e da personagem Neide sobre a personagem João Carlos.
e) suposições do narrador e da personagem Neide sobre a personagem João Carlos.
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Questão 203: CEBRASPE (CESPE) - AFA (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto 1A2-II

Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista do programa das dez
da manhã falou:

— Ninguém é obrigado a parecer velho.

Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, Neide considerou que, aos sessenta e
quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte:

— Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade.

Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha
até contratado um auxiliar só para atender as freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia
sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado crônico. O fogão de seis bocas
e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram anunciados em uma tabuleta de madeira. A
apresentadora, que já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e das escolhas feitas
durante a vida:

— Às vezes, é preciso dizer não.

Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era do geriatra, um homem
robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos.

— As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. Neide sentiu uma tontura,
e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com
sede. Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano de chão, e a
barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma pequena trégua, o suficiente para que ela se
desgostasse à visão do descaimento.

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Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações).

Assinale a opção que apresenta uma expressão temporal que marca fato anterior aos acontecimentos da narrativa do texto 1A2-
II.
a) “dez da manhã”
b) “aos sessenta e quatro anos”
c) “doze anos”
d) “até a morte”
e) “de repente”
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Questão 204: CEBRASPE (CESPE) - AB (BNB)/BNB/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
O carrinho de compras do sítio eletrônico está lotado, e o preço total agrada. Animado, você digita todas as informações
referentes ao cartão de crédito e, sem entender, observa a transação ser negada. Mais tarde, descobre que o banco tinha
considerado suspeito aquele seu procedimento virtual, uma vez que tinha características semelhantes às de uma fraude.
Decepcionante, não? E muito comum.

A fim de melhorar a experiência dos consumidores em compras pela Internet, cientistas do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts, nos Estados Unidos da América, desenvolveram um sistema baseado em princípios de aprendizagem de máquina.

A aprendizagem de máquina para a detecção de fraude é baseada em equações matemáticas e algoritmos e funciona em duas
etapas. Na primeira, o sistema recebe exemplificações de compras legítimas e ilegítimas. Em seguida, a máquina avalia compras
reais, levando em consideração os padrões observados. O sistema funciona mais ou menos como nossos neurônios. A partir de
números e fórmulas, une ponto a ponto informações sobre características de transações já feitas pelo usuário — como valores
médios gastos, horários de compra, uso de celular, pontos usados, principais estabelecimentos —, até chegar a uma probabilidade
de fraude final. Com cada constatação, o programa consegue melhorar os padrões aprendidos.

Segundo um arquiteto de software de uma empresa não participante do estudo, o modo como a máquina aprende os padrões
antes de começar a analisar compras interfere diretamente no registro de falsos positivos e fraudes reais. “Se a prepararmos
apenas para detectar casos de não fraude, podemos aumentar os riscos de fraudes que passam. Sendo assim, precisamos
aumentar ao máximo o balanço de situações apresentadas à máquina para não pesar um lado mais do que o outro”, detalha.

Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.

Infere-se do texto que a técnica de ensinar máquinas permite um planejamento simples e eficaz para detectar fraudes bancárias.
Certo
Errado
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Questão 205: CEBRASPE (CESPE) - AB (BNB)/BNB/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
O carrinho de compras do sítio eletrônico está lotado, e o preço total agrada. Animado, você digita todas as informações
referentes ao cartão de crédito e, sem entender, observa a transação ser negada. Mais tarde, descobre que o banco tinha
considerado suspeito aquele seu procedimento virtual, uma vez que tinha características semelhantes às de uma fraude.
Decepcionante, não? E muito comum.

A fim de melhorar a experiência dos consumidores em compras pela Internet, cientistas do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts, nos Estados Unidos da América, desenvolveram um sistema baseado em princípios de aprendizagem de máquina.

A aprendizagem de máquina para a detecção de fraude é baseada em equações matemáticas e algoritmos e funciona em duas
etapas. Na primeira, o sistema recebe exemplificações de compras legítimas e ilegítimas. Em seguida, a máquina avalia compras
reais, levando em consideração os padrões observados. O sistema funciona mais ou menos como nossos neurônios. A partir de
números e fórmulas, une ponto a ponto informações sobre características de transações já feitas pelo usuário — como valores
médios gastos, horários de compra, uso de celular, pontos usados, principais estabelecimentos —, até chegar a uma probabilidade
de fraude final. Com cada constatação, o programa consegue melhorar os padrões aprendidos.

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Segundo um arquiteto de software de uma empresa não participante do estudo, o modo como a máquina aprende os padrões
antes de começar a analisar compras interfere diretamente no registro de falsos positivos e fraudes reais. “Se a prepararmos
apenas para detectar casos de não fraude, podemos aumentar os riscos de fraudes que passam. Sendo assim, precisamos
aumentar ao máximo o balanço de situações apresentadas à máquina para não pesar um lado mais do que o outro”, detalha.

Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.

Para aprender, primeiramente, as máquinas recebem dados de compras — tanto as efetivamente realizadas pelo usuário/dono do
cartão quanto outras consideradas ilegítimas —; depois, elas avaliam compras reais, levando em conta padrões detectados.
Certo
Errado
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Questão 206: CEBRASPE (CESPE) - AB (BNB)/BNB/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
O carrinho de compras do sítio eletrônico está lotado, e o preço total agrada. Animado, você digita todas as informações
referentes ao cartão de crédito e, sem entender, observa a transação ser negada. Mais tarde, descobre que o banco tinha
considerado suspeito aquele seu procedimento virtual, uma vez que tinha características semelhantes às de uma fraude.
Decepcionante, não? E muito comum.

A fim de melhorar a experiência dos consumidores em compras pela Internet, cientistas do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts, nos Estados Unidos da América, desenvolveram um sistema baseado em princípios de aprendizagem de máquina.

A aprendizagem de máquina para a detecção de fraude é baseada em equações matemáticas e algoritmos e funciona em duas
etapas. Na primeira, o sistema recebe exemplificações de compras legítimas e ilegítimas. Em seguida, a máquina avalia compras
reais, levando em consideração os padrões observados. O sistema funciona mais ou menos como nossos neurônios. A partir de
números e fórmulas, une ponto a ponto informações sobre características de transações já feitas pelo usuário — como valores
médios gastos, horários de compra, uso de celular, pontos usados, principais estabelecimentos —, até chegar a uma probabilidade
de fraude final. Com cada constatação, o programa consegue melhorar os padrões aprendidos.

Segundo um arquiteto de software de uma empresa não participante do estudo, o modo como a máquina aprende os padrões
antes de começar a analisar compras interfere diretamente no registro de falsos positivos e fraudes reais. “Se a prepararmos
apenas para detectar casos de não fraude, podemos aumentar os riscos de fraudes que passam. Sendo assim, precisamos
aumentar ao máximo o balanço de situações apresentadas à máquina para não pesar um lado mais do que o outro”, detalha.

Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.

De acordo com o texto, pelo método de aprendizagem de máquinas, a informação “horários de compra” é determinante para o
sistema julgar como fraude pelo menos uma de duas compras feitas pela mesma pessoa em horários muito próximos e em
lugares distantes um do outro.
Certo
Errado
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Questão 207: CEBRASPE (CESPE) - AB (BNB)/BNB/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
O carrinho de compras do sítio eletrônico está lotado, e o preço total agrada. Animado, você digita todas as informações
referentes ao cartão de crédito e, sem entender, observa a transação ser negada. Mais tarde, descobre que o banco tinha
considerado suspeito aquele seu procedimento virtual, uma vez que tinha características semelhantes às de uma fraude.
Decepcionante, não? E muito comum.

A fim de melhorar a experiência dos consumidores em compras pela Internet, cientistas do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts, nos Estados Unidos da América, desenvolveram um sistema baseado em princípios de aprendizagem de máquina.

A aprendizagem de máquina para a detecção de fraude é baseada em equações matemáticas e algoritmos e funciona em duas
etapas. Na primeira, o sistema recebe exemplificações de compras legítimas e ilegítimas. Em seguida, a máquina avalia compras

4 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

reais, levando em consideração os padrões observados. O sistema funciona mais ou menos como nossos neurônios. A partir de
números e fórmulas, une ponto a ponto informações sobre características de transações já feitas pelo usuário — como valores
médios gastos, horários de compra, uso de celular, pontos usados, principais estabelecimentos —, até chegar a uma probabilidade
de fraude final. Com cada constatação, o programa consegue melhorar os padrões aprendidos.

Segundo um arquiteto de software de uma empresa não participante do estudo, o modo como a máquina aprende os padrões
antes de começar a analisar compras interfere diretamente no registro de falsos positivos e fraudes reais. “Se a prepararmos
apenas para detectar casos de não fraude, podemos aumentar os riscos de fraudes que passam. Sendo assim, precisamos
aumentar ao máximo o balanço de situações apresentadas à máquina para não pesar um lado mais do que o outro”, detalha.

Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).

Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e a aspectos linguísticos do texto.

A palavra ‘apenas’ foi empregada para dar ênfase ao sentido do verbo ‘detectar’, mas sua exclusão não alteraria os sentidos
originais do período como um todo.
Certo
Errado
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Questão 208: CEBRASPE (CESPE) - AB (BNB)/BNB/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Não podemos descartar a operação humana por trás dos sistemas, muito menos a presença de analistas reais. Vamos supor que
um sistema de aprendizagem de máquina perceba que todas as pessoas com índice de massa corporal regular tomam café com
açúcar, enquanto todas as pessoas com índice elevado tomam a bebida com adoçante. A inteligência artificial poderá inferir,
assim, que o adoçante é o responsável pela obesidade dos usuários, o que nós sabemos, pela nossa inteligência humana, que
não é bem assim.

O sistema de aprendizagem de máquina diminui a ocorrência de falsos positivos e deve contribuir para cortes de gastos. Contudo,
não podemos deixar de considerar uma pessoa que esteja por trás do sistema, pronta para lidar com casos realmente duvidosos,
que mereçam ser mais bem avaliados.

Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue o item subsequente.

De acordo com o texto, a inteligência artificial cometeria um equívoco se associasse o adoçante à causa da obesidade das pessoas
com índice de massa corporal elevado.
Certo
Errado
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Questão 209: CEBRASPE (CESPE) - AB (BNB)/BNB/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Não podemos descartar a operação humana por trás dos sistemas, muito menos a presença de analistas reais. Vamos supor que
um sistema de aprendizagem de máquina perceba que todas as pessoas com índice de massa corporal regular tomam café com
açúcar, enquanto todas as pessoas com índice elevado tomam a bebida com adoçante. A inteligência artificial poderá inferir,
assim, que o adoçante é o responsável pela obesidade dos usuários, o que nós sabemos, pela nossa inteligência humana, que
não é bem assim.

O sistema de aprendizagem de máquina diminui a ocorrência de falsos positivos e deve contribuir para cortes de gastos. Contudo,
não podemos deixar de considerar uma pessoa que esteja por trás do sistema, pronta para lidar com casos realmente duvidosos,
que mereçam ser mais bem avaliados.

Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue o item subsequente.

Considerando-se que, segundo o último parágrafo, o uso do sistema de aprendizagem de máquina deve “contribuir para cortes de
gastos”, é correto inferir do texto que esses gastos são ocasionados pelos analistas na operação humana.

5 of 130 24/01/2022 22:19


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Certo
Errado
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Questão 210: CEBRASPE (CESPE) - Assist (FUB)/FUB/Administração/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

Ciência e tecnologia são potentes motores do desenvolvimento da sociedade moderna, pois produzem conhecimentos e inovações
que transformam a vida de bilhões de pessoas. Da Internet à agricultura, da automação à indústria farmacêutica, o investimento
em pesquisa científica viabilizou melhorias significativas no nosso dia a dia. A revolução nas comunicações, na produção de
alimentos, na diversificação de máquinas e equipamentos e na sofisticação da medicina atesta avanços extraordinários alcançados
pela sociedade na transição do século XX para o atual.

Além disso, a complexidade dos desafios do mundo moderno coloca a ciência cada vez mais em evidência. A Organização Mundial
de Saúde, em 2016, declarou o vírus zika uma emergência de saúde pública internacional. Esse vírus se espalhou de forma muito
rápida em toda a América do Sul e na América Central e foi detectado em mais de 20 países. À época, não havia ainda vacina ou
cura para a zika, o que exigiu de governos e autoridades sanitárias enorme esforço para gerir a adversidade, enquanto mais
conhecimento sobre o vírus e seu controle fosse produzido. Em momentos como esse, fica claro quão imperativo é o investimento
em pesquisa científica. Conhecimento novo deveria ser gerado com rapidez para se conter a propagação do vírus e de seu vetor
— o mosquito Aedes aegypti — em todo o globo.

Ainda assim, há uma crítica recorrente do setor de ciência e tecnologia à crescente dificuldade de se garantir mais constância no
apoio à pesquisa científica brasileira, seja pela limitação e instabilidade no fluxo dos recursos, seja pela percepção de que pouco
uso é feito dos conhecimentos gerados. Quando recursos são mais escassos, acirra-se a discussão acerca da efetividade dos
investimentos públicos em pesquisa científica e crescem comparações e oposição entre a pesquisa acadêmica, sem aplicação
imediata, e a pesquisa aplicada, orientada à solução de problemas do mercado e da sociedade. Soma-se a isso o debate sobre os
papéis dos setores público e privado na pesquisa científica e tecnológica. As pressões impostas pelo vírus zika ilustram bem quão
estéreis são muitas dessas discussões, pois, sem sintonia entre a geração de conhecimento fundamental e aplicado e entre o
investimento público e o privado, muitos problemas da sociedade ficarão sem solução.

Internet: <www.embrapa.br> (com adaptações).

De acordo com as ideias do texto, na sociedade atual, a produção de ciência e tecnologia afeta diretamente a vida das pessoas.

Certo
Errado
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Questão 211: CEBRASPE (CESPE) - Assist (FUB)/FUB/Administração/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

Ciência e tecnologia são potentes motores do desenvolvimento da sociedade moderna, pois produzem conhecimentos e inovações
que transformam a vida de bilhões de pessoas. Da Internet à agricultura, da automação à indústria farmacêutica, o investimento
em pesquisa científica viabilizou melhorias significativas no nosso dia a dia. A revolução nas comunicações, na produção de
alimentos, na diversificação de máquinas e equipamentos e na sofisticação da medicina atesta avanços extraordinários alcançados
pela sociedade na transição do século XX para o atual.

Além disso, a complexidade dos desafios do mundo moderno coloca a ciência cada vez mais em evidência. A Organização Mundial
de Saúde, em 2016, declarou o vírus zika uma emergência de saúde pública internacional. Esse vírus se espalhou de forma muito
rápida em toda a América do Sul e na América Central e foi detectado em mais de 20 países. À época, não havia ainda vacina ou
cura para a zika, o que exigiu de governos e autoridades sanitárias enorme esforço para gerir a adversidade, enquanto mais

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conhecimento sobre o vírus e seu controle fosse produzido. Em momentos como esse, fica claro quão imperativo é o investimento
em pesquisa científica. Conhecimento novo deveria ser gerado com rapidez para se conter a propagação do vírus e de seu vetor
— o mosquito Aedes aegypti — em todo o globo.

Ainda assim, há uma crítica recorrente do setor de ciência e tecnologia à crescente dificuldade de se garantir mais constância no
apoio à pesquisa científica brasileira, seja pela limitação e instabilidade no fluxo dos recursos, seja pela percepção de que pouco
uso é feito dos conhecimentos gerados. Quando recursos são mais escassos, acirra-se a discussão acerca da efetividade dos
investimentos públicos em pesquisa científica e crescem comparações e oposição entre a pesquisa acadêmica, sem aplicação
imediata, e a pesquisa aplicada, orientada à solução de problemas do mercado e da sociedade. Soma-se a isso o debate sobre os
papéis dos setores público e privado na pesquisa científica e tecnológica. As pressões impostas pelo vírus zika ilustram bem quão
estéreis são muitas dessas discussões, pois, sem sintonia entre a geração de conhecimento fundamental e aplicado e entre o
investimento público e o privado, muitos problemas da sociedade ficarão sem solução.

Internet: <www.embrapa.br> (com adaptações).

De acordo com as ideias do texto, o investimento em pesquisa científica foi determinante para o sucesso das ações de combate e
controle ao vírus zika em 2016 e à cura dos pacientes por ele infectados.
Certo
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Questão 212: CEBRASPE (CESPE) - Assist (FUB)/FUB/Administração/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

Ciência e tecnologia são potentes motores do desenvolvimento da sociedade moderna, pois produzem conhecimentos e inovações
que transformam a vida de bilhões de pessoas. Da Internet à agricultura, da automação à indústria farmacêutica, o investimento
em pesquisa científica viabilizou melhorias significativas no nosso dia a dia. A revolução nas comunicações, na produção de
alimentos, na diversificação de máquinas e equipamentos e na sofisticação da medicina atesta avanços extraordinários alcançados
pela sociedade na transição do século XX para o atual.

Além disso, a complexidade dos desafios do mundo moderno coloca a ciência cada vez mais em evidência. A Organização Mundial
de Saúde, em 2016, declarou o vírus zika uma emergência de saúde pública internacional. Esse vírus se espalhou de forma muito
rápida em toda a América do Sul e na América Central e foi detectado em mais de 20 países. À época, não havia ainda vacina ou
cura para a zika, o que exigiu de governos e autoridades sanitárias enorme esforço para gerir a adversidade, enquanto mais
conhecimento sobre o vírus e seu controle fosse produzido. Em momentos como esse, fica claro quão imperativo é o investimento
em pesquisa científica. Conhecimento novo deveria ser gerado com rapidez para se conter a propagação do vírus e de seu vetor
— o mosquito Aedes aegypti — em todo o globo.

Ainda assim, há uma crítica recorrente do setor de ciência e tecnologia à crescente dificuldade de se garantir mais constância no
apoio à pesquisa científica brasileira, seja pela limitação e instabilidade no fluxo dos recursos, seja pela percepção de que pouco
uso é feito dos conhecimentos gerados. Quando recursos são mais escassos, acirra-se a discussão acerca da efetividade dos
investimentos públicos em pesquisa científica e crescem comparações e oposição entre a pesquisa acadêmica, sem aplicação
imediata, e a pesquisa aplicada, orientada à solução de problemas do mercado e da sociedade. Soma-se a isso o debate sobre os
papéis dos setores público e privado na pesquisa científica e tecnológica. As pressões impostas pelo vírus zika ilustram bem quão
estéreis são muitas dessas discussões, pois, sem sintonia entre a geração de conhecimento fundamental e aplicado e entre o
investimento público e o privado, muitos problemas da sociedade ficarão sem solução.

Internet: <www.embrapa.br> (com adaptações).

De acordo com as ideias do texto, a falta de aplicação imediata das pesquisas científicas é um fato reprovável.
Certo
Errado
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Questão 213: CEBRASPE (CESPE) - Assist (FUB)/FUB/Administração/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

Ciência e tecnologia são potentes motores do desenvolvimento da sociedade moderna, pois produzem conhecimentos e inovações

7 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

que transformam a vida de bilhões de pessoas. Da Internet à agricultura, da automação à indústria farmacêutica, o investimento
em pesquisa científica viabilizou melhorias significativas no nosso dia a dia. A revolução nas comunicações, na produção de
alimentos, na diversificação de máquinas e equipamentos e na sofisticação da medicina atesta avanços extraordinários alcançados
pela sociedade na transição do século XX para o atual.

Além disso, a complexidade dos desafios do mundo moderno coloca a ciência cada vez mais em evidência. A Organização Mundial
de Saúde, em 2016, declarou o vírus zika uma emergência de saúde pública internacional. Esse vírus se espalhou de forma muito
rápida em toda a América do Sul e na América Central e foi detectado em mais de 20 países. À época, não havia ainda vacina ou
cura para a zika, o que exigiu de governos e autoridades sanitárias enorme esforço para gerir a adversidade, enquanto mais
conhecimento sobre o vírus e seu controle fosse produzido. Em momentos como esse, fica claro quão imperativo é o investimento
em pesquisa científica. Conhecimento novo deveria ser gerado com rapidez para se conter a propagação do vírus e de seu vetor
— o mosquito Aedes aegypti — em todo o globo.

Ainda assim, há uma crítica recorrente do setor de ciência e tecnologia à crescente dificuldade de se garantir mais constância no
apoio à pesquisa científica brasileira, seja pela limitação e instabilidade no fluxo dos recursos, seja pela percepção de que pouco
uso é feito dos conhecimentos gerados. Quando recursos são mais escassos, acirra-se a discussão acerca da efetividade dos
investimentos públicos em pesquisa científica e crescem comparações e oposição entre a pesquisa acadêmica, sem aplicação
imediata, e a pesquisa aplicada, orientada à solução de problemas do mercado e da sociedade. Soma-se a isso o debate sobre os
papéis dos setores público e privado na pesquisa científica e tecnológica. As pressões impostas pelo vírus zika ilustram bem quão
estéreis são muitas dessas discussões, pois, sem sintonia entre a geração de conhecimento fundamental e aplicado e entre o
investimento público e o privado, muitos problemas da sociedade ficarão sem solução.

Internet: <www.embrapa.br> (com adaptações).

De acordo com as ideias do texto, a ausência de apoio financeiro à pesquisa científica brasileira foi atribuída pelo setor de ciência
e tecnologia à “limitação e instabilidade no fluxo dos recursos” e à “percepção de que pouco uso é feito dos conhecimentos
gerados”.
Certo
Errado
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Questão 214: CEBRASPE (CESPE) - Assist (FUB)/FUB/Administração/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
O ensino superior no Brasil é oferecido por universidades, centros universitários, faculdades, institutos superiores e centros de
educação tecnológica. O cidadão pode optar por três tipos de graduação: bacharelado, licenciatura e formação tecnológica. Os
cursos de pós graduação são divididos entre lato sensu (especializações e MBAs) e strictu sensu (mestrados e doutorados).

Além da forma presencial, em que o aluno deve ter frequência em pelo menos 75% das aulas e avaliações, ainda é possível
formar-se por meio do ensino a distância. Nessa modalidade, não é necessária a presença do aluno dentro de sala de aula, e ele
recebe livros e apostilas e conta com a ajuda da Internet. Há também cursos semipresenciais, com aulas em sala e também a
distância.

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, órgão do Ministério da Educação, é a unidade responsável por
afiançar que a legislação educacional seja cumprida para garantir a qualidade dos cursos superiores do país.

Para medir a qualidade dos cursos de graduação no país, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(INEP) e o Ministério da Educação utilizam o índice geral de cursos (IGC), divulgado uma vez por ano, logo após a publicação dos
resultados do ENADE. A base de cálculo do IGC é uma média dos conceitos dos cursos de graduação de uma instituição,
ponderada a partir do número de matrículas mais as notas de pós-graduação de cada instituição de ensino superior.

Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.

De acordo com o texto, compete ao Ministério da Educação legislar sobre o ensino superior ofertado nas universidades brasileiras.
Certo
Errado
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Questão 215: CEBRASPE (CESPE) - Tec (FUB)/FUB/Tecnologia da Informação/2018


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)

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Texto

Ciência e tecnologia são potentes motores do desenvolvimento da sociedade moderna, pois produzem conhecimentos e inovações
que transformam a vida de bilhões de pessoas. Da Internet à agricultura, da automação à indústria farmacêutica, o investimento
em pesquisa científica viabilizou melhorias significativas no nosso dia a dia. A revolução nas comunicações, na produção de
alimentos, na diversificação de máquinas e equipamentos e na sofisticação da medicina atesta avanços extraordinários alcançados
pela sociedade na transição do século XX para o atual.

Além disso, a complexidade dos desafios do mundo moderno coloca a ciência cada vez mais em evidência. A Organização Mundial
de Saúde, em 2016, declarou o vírus zika uma emergência de saúde pública internacional. Esse vírus se espalhou de forma muito
rápida em toda a América do Sul e na América Central e foi detectado em mais de 20 países. À época, não havia ainda vacina ou
cura para a zika, o que exigiu de governos e autoridades sanitárias enorme esforço para gerir a adversidade, enquanto mais
conhecimento sobre o vírus e seu controle fosse produzido. Em momentos como esse, fica claro quão imperativo é o investimento
em pesquisa científica. Conhecimento novo deveria ser gerado com rapidez para se conter a propagação do vírus e de seu vetor
— o mosquito Aedes aegypti — em todo o globo.

Ainda assim, há uma crítica recorrente do setor de ciência e tecnologia à crescente dificuldade de se garantir mais constância no
apoio à pesquisa científica brasileira, seja pela limitação e instabilidade no fluxo dos recursos, seja pela percepção de que pouco
uso é feito dos conhecimentos gerados. Quando recursos são mais escassos, acirra-se a discussão acerca da efetividade dos
investimentos públicos em pesquisa científica e crescem comparações e oposição entre a pesquisa acadêmica, sem aplicação
imediata, e a pesquisa aplicada, orientada à solução de problemas do mercado e da sociedade. Soma-se a isso o debate sobre os
papéis dos setores público e privado na pesquisa científica e tecnológica. As pressões impostas pelo vírus zika ilustram bem quão
estéreis são muitas dessas discussões, pois, sem sintonia entre a geração de conhecimento fundamental e aplicado e entre o
investimento público e o privado, muitos problemas da sociedade ficarão sem solução.

Internet: <www.embrapa.br> (com adaptações).

De acordo com as ideias do texto, os avanços em pesquisa durante a transição do século XX para o século XXI foram os que,
historicamente, mais trouxeram benefícios para a sociedade.
Certo
Errado
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Questão 216: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A2AAA

Tinha chegado o tempo da colheita, era uma manhã risonha, e bela, como o rosto de um infante, entretanto eu tinha um peso
enorme no coração. Sim, eu estava triste, e não sabia a que atribuir minha tristeza. Era a primeira vez que me afligia tão
incompreensível pesar. Minha filha sorria para mim, era ela gentilzinha, e em sua inocência semelhava um anjo. Desgraçada de
mim! Deixei-a nos braços de minha mãe efui-me à roça colher milho. Ah! Nunca mais devia eu vê-la...

Ainda não tinha vencido cem braças de caminho, quando um assobio, que repercutiu nas matas, me veio orientar acerca do
perigo iminente que aí me aguardava. E logo dois homens apareceram e me amarraram com cordas. Era uma prisioneira — era
uma escrava! Foi embalde que supliquei, em nome de minha filha, que me restituíssem a liberdade: os bárbaros sorriam-se das
minhas lágrimas e me olhavam sem compaixão. Julguei enlouquecer, julguei morrer, mas não me foi possível... a sorte me
reservava ainda longos caminhos.

Meteram-me a mim e a mais trezentos companheiros de infortúnio e de cativeiro no estreito e infecto porão de um navio. Trinta
dias de cruéis tormentos e de falta absoluta de tudo quanto é mais necessário à vida passamos nessa sepultura, até que
aportamos nas praias brasileiras. Para caber a mercadoria humana no porão, fomos amarrados em pé e, para que não houvesse
receio de revolta, acorrentados como os animais ferozes das nossas matas, que se levam para recreio dos potentados da Europa.
Davam-nos a água imunda, podre e dada com mesquinhez; a comida má e ainda mais porca: vimos morrer ao nosso lado muitos
companheiros à falta de ar, de alimento e de água. É horrível lembrar que criaturas humanas tratem a seus semelhantes assim e
que não lhes doa a consciência de levá-los à sepultura, asfixiados e famintos.

Maria Firmina dos Reis. Úrsula. Florianópolis: Ed. Mulheres, 2004, p. 116-7 (com adaptações).

No texto CB3A2AAA, a narradora


a) denuncia o genocídio em massa da população africana em decorrência da escravidão.
b) reflete sobre a usura, que leva os seres humanos a escravizarem os seus semelhantes.

9 of 130 24/01/2022 22:19


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c) conta como se deram as lutas dos negros contra os traficantes de escravos nos navios negreiros.
d) expõe as condições subumanas a que foi submetida após ter se tornado uma escrava.
e) conta detalhes de como era a sua vida na África e lamenta o fato de a escravidão tê-la obrigado a abandonar a sua filha.
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Questão 217: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A2AAA

Tinha chegado o tempo da colheita, era uma manhã risonha, e bela, como o rosto de um infante, entretanto eu tinha um peso
enorme no coração. Sim, eu estava triste, e não sabia a que atribuir minha tristeza. Era a primeira vez que me afligia tão
incompreensível pesar. Minha filha sorria para mim, era ela gentilzinha, e em sua inocência semelhava um anjo. Desgraçada de
mim! Deixei-a nos braços de minha mãe efui-me à roça colher milho. Ah! Nunca mais devia eu vê-la...

Ainda não tinha vencido cem braças de caminho, quando um assobio, que repercutiu nas matas, me veio orientar acerca do
perigo iminente que aí me aguardava. E logo dois homens apareceram e me amarraram com cordas. Era uma prisioneira — era
uma escrava! Foi embalde que supliquei, em nome de minha filha, que me restituíssem a liberdade: os bárbaros sorriam-se das
minhas lágrimas e me olhavam sem compaixão. Julguei enlouquecer, julguei morrer, mas não me foi possível... a sorte me
reservava ainda longos caminhos.

Meteram-me a mim e a mais trezentos companheiros de infortúnio e de cativeiro no estreito e infecto porão de um navio. Trinta
dias de cruéis tormentos e de falta absoluta de tudo quanto é mais necessário à vida passamos nessa sepultura, até que
aportamos nas praias brasileiras. Para caber a mercadoria humana no porão, fomos amarrados em pé e, para que não houvesse
receio de revolta, acorrentados como os animais ferozes das nossas matas, que se levam para recreio dos potentados da Europa.
Davam-nos a água imunda, podre e dada com mesquinhez; a comida má e ainda mais porca: vimos morrer ao nosso lado muitos
companheiros à falta de ar, de alimento e de água. É horrível lembrar que criaturas humanas tratem a seus semelhantes assim e
que não lhes doa a consciência de levá-los à sepultura, asfixiados e famintos.

Maria Firmina dos Reis. Úrsula. Florianópolis: Ed. Mulheres, 2004, p. 116-7 (com adaptações).

No texto CB3A2AAA, ao utilizar a expressão “Ah! Nunca mais devia eu vê-la...”, a narradora manifesta
a) uma surpresa.
b) um lamento.
c) um desejo.
d) uma recomendação.
e) uma dúvida.
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Questão 218: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A2BBB

O reconhecimento e a proteção dos direitos humanos estão na base das Constituições democráticas modernas. A paz, por sua
vez, é o pressuposto necessário para o reconhecimento e a efetiva proteção dos direitos humanos em cada Estado e no sistema
internacional. Ao mesmo tempo, o processo de democratização do sistema internacional, que é o caminho obrigatório para a
busca do ideal da paz perpétua, não pode avançar sem uma gradativa ampliação do reconhecimento e da proteção dos direitos
humanos, acima de cada Estado. Direitos humanos, democracia e paz são três elementos fundamentais do mesmo movimento
histórico: sem direitos humanos reconhecidos e protegidos, não há democracia; sem democracia, não existem as condições
mínimas para a solução pacífica dos conflitos. Em outras palavras, a democracia é a sociedade dos cidadãos, e os súditos se
tornam cidadãos quando lhes são reconhecidos alguns direitos fundamentais; haverá paz estável, uma paz que não tenha a
guerra como alternativa, somente quando existirem cidadãos não mais apenas deste ou daquele Estado, mas do mundo.

Norberto Bobbio. A era dos direitos. Trad. Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 1 (com adaptações).

De acordo com o texto CB3A2BBB, a condição necessária para que os direitos humanos sejam reconhecidos e efetivamente
protegidos nos Estados é a
a) soberania.
b) lei.
c) democracia.
d) cidadania.

10 of 130 24/01/2022 22:19


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e) paz.
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Questão 219: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A2BBB

O reconhecimento e a proteção dos direitos humanos estão na base das Constituições democráticas modernas. A paz, por sua
vez, é o pressuposto necessário para o reconhecimento e a efetiva proteção dos direitos humanos em cada Estado e no sistema
internacional. Ao mesmo tempo, o processo de democratização do sistema internacional, que é o caminho obrigatório para a
busca do ideal da paz perpétua, não pode avançar sem uma gradativa ampliação do reconhecimento e da proteção dos direitos
humanos, acima de cada Estado. Direitos humanos, democracia e paz são três elementos fundamentais do mesmo movimento
histórico: sem direitos humanos reconhecidos e protegidos, não há democracia; sem democracia, não existem as condições
mínimas para a solução pacífica dos conflitos. Em outras palavras, a democracia é a sociedade dos cidadãos, e os súditos se
tornam cidadãos quando lhes são reconhecidos alguns direitos fundamentais; haverá paz estável, uma paz que não tenha a
guerra como alternativa, somente quando existirem cidadãos não mais apenas deste ou daquele Estado, mas do mundo.

Norberto Bobbio. A era dos direitos. Trad. Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 1 (com adaptações).

Depreende-se do texto CB3A2BBB que o avanço do processo de democratização do sistema internacional depende da
a) flexibilização das fronteiras dos Estados.
b) eliminação de regimes autoritários.
c) manutenção de mecanismos que preservem interesses ideológicos e materiais dos Estados.
d) sobreposição dos direitos humanos aos interesses individuais dos Estados.
e) existência, em todos os Estados, de condições mínimas para a solução pacífica de conflitos.
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Questão 220: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A2BBB

O reconhecimento e a proteção dos direitos humanos estão na base das Constituições democráticas modernas. A paz, por sua
vez, é o pressuposto necessário para o reconhecimento e a efetiva proteção dos direitos humanos em cada Estado e no sistema
internacional. Ao mesmo tempo, o processo de democratização do sistema internacional, que é o caminho obrigatório para a
busca do ideal da paz perpétua, não pode avançar sem uma gradativa ampliação do reconhecimento e da proteção dos direitos
humanos, acima de cada Estado. Direitos humanos, democracia e paz são três elementos fundamentais do mesmo movimento
histórico: sem direitos humanos reconhecidos e protegidos, não há democracia; sem democracia, não existem as condições
mínimas para a solução pacífica dos conflitos. Em outras palavras, a democracia é a sociedade dos cidadãos, e os súditos se
tornam cidadãos quando lhes são reconhecidos alguns direitos fundamentais; haverá paz estável, uma paz que não tenha a
guerra como alternativa, somente quando existirem cidadãos não mais apenas deste ou daquele Estado, mas do mundo.

Norberto Bobbio. A era dos direitos. Trad. Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 1 (com adaptações).

Do trecho “haverá paz estável, uma paz que não tenha a guerra como alternativa, somente quando existirem cidadãos não mais
apenas deste ou daquele Estado, mas do mundo”, infere-se que, para o autor do texto CB3A2BBB,

a) a população de alguns Estados tem de ser exterminada para que o restante do mundo alcance a paz estável.
b) o fim das fronteiras entre as nações seria suficiente para assegurar a paz estável.
c) a existência de cidadãos que se reconheçam como pertencentes, sobretudo, ao mundo é condição para o alcance da paz
estável.
d) o patriotismo alimenta a paz que é mantida graças à guerra.
e) o alcance da paz estável depende de as pessoas negarem sua condição de cidadãos de uma pátria e se reconhecerem
como cidadãos do mundo.
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Questão 221: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A2CCC

11 of 130 24/01/2022 22:19


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Fala-se, às vezes, na necessidade que tem a democracia de se defender do que lhe possa ameaçar. Quase sempre, porém,
lamentavelmente, o que se vem considerando como ameaças à democracia é o que na verdade a justifica como democracia: a
presença atuante do povo no processo político nacional; a voz das classes trabalhadoras que se mobilizam e se organizam na
reivindicação de seus direitos; a presença inquieta da juventude brasileira cuja palavra nos é indispensável... Os que procuram
“defender” a democracia contra o “perigo” da participação dos trabalhadores e dos estudantes na reinvenção necessária da
sociedade sonham com uma democracia sem povo.

Paulo Freire. In: Ana Maria Araújo Freire (Org.).


Paulo Freire: uma história de vida. Indaiatuba, SP: Villa das Letras, 2006, p. 405 (com adaptações).

Assinale a opção que apresenta a tese central do texto CB3A2CCC.


a) As classes trabalhadoras precisam se organizar para lutar pelos seus direitos.
b) A democracia é ameaçada pelas pessoas que temem a participação popular no processo político nacional.
c) A juventude brasileira, cuja atuação é fundamental para a defesa da democracia, é passiva.
d) A democracia dispensa a participação efetiva do povo no processo político nacional.
e) As organizações estudantis representam uma ameaça para o processo democrático.
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Questão 222: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A2DDD

12 of 130 24/01/2022 22:19


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Jaguar. Átila, você é bárbaro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968, p. 166-67.

Infere-se da leitura do texto CB3A2DDD que


a) o poder de destruição dos armamentos bélicos mantém o ser humano em sobressalto permanente.
b) a inteligência do homem destruiu-lhe a capacidade de luta.
c) a exploração espacial é a única forma de evitar a extinção da vida pelos armamentos bélicos.
d) a inteligência do homem prevalece sobre o poder de destruição dos armamentos bélicos.
e) o homem perdeu o controle sobre o poder de destruição dos armamentos bélicos.
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Questão 223: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A2EEE

O açúcar

O branco açúcar que adoçará meu café


nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.

(...)

Este açúcar veio


da mercearia da esquina
e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.

Este açúcar veio


de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.

Este açúcar era cana


e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.

Em lugares distantes, onde não há


hospital nem escola,
homens que não sabem ler e morrem
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viria a ser o açúcar.

13 of 130 24/01/2022 22:19


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Em usinas escuras, homens de vida amarga e dura


produziram este açúcar branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.

Ferreira Gullar. Toda poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980 (com adaptações)

No texto CB3A2EEE, o foco da crítica do eu lírico é a exploração


a) da força de trabalho dos homens pobres.
b) das classes operárias.
c) do trabalho infantil.
d) da mão de obra escrava.
e) dos moradores da zona rural.
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Questão 224: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A2EEE

O açúcar

O branco açúcar que adoçará meu café


nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.

(...)

Este açúcar veio


da mercearia da esquina
e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.

Este açúcar veio


de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.

Este açúcar era cana


e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.

Em lugares distantes, onde não há


hospital nem escola,
homens que não sabem ler e morrem
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viria a ser o açúcar.

Em usinas escuras, homens de vida amarga e dura


produziram este açúcar branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.

Ferreira Gullar. Toda poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980 (com adaptações)

No texto CB3A2EEE, o eu lírico


a) expõe as razões que explicam a sua superioridade em relação aos homens que produzem o açúcar.
b) ressalta a qualidade do trabalho dos homens que produzem o açúcar.
c) critica a classe social dos homens que produzem o açúcar.
d) questiona a passividade dos homens que produzem o açúcar.
e) reflete sobre a desigualdade social existente entre os homens que consomem e os que produzem o açúcar.

14 of 130 24/01/2022 22:19


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Questão 225: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A2EEE

O açúcar

O branco açúcar que adoçará meu café


nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.

(...)

Este açúcar veio


da mercearia da esquina
e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.

Este açúcar veio


de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.

Este açúcar era cana


e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.

Em lugares distantes, onde não há


hospital nem escola,
homens que não sabem ler e morrem
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viria a ser o açúcar.

Em usinas escuras, homens de vida amarga e dura


produziram este açúcar branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.

Ferreira Gullar. Toda poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980 (com adaptações)

No texto CB3A2EEE, a cor e o gosto doce do açúcar são contrapostos, respectivamente,


a) à aparência dos canaviais e ao sabor da cana-de-açúcar.
b) à coloração e ao sabor do café.
c) à iluminação das usinas onde o produzem e à vida dos homens que o produzem.
d) à cor da pele e à situação de analfabetismo dos homens que o produzem.
e) às paisagens de Pernambuco e de Ipanema.
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Questão 226: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A2EEE

O açúcar

O branco açúcar que adoçará meu café


nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.

15 of 130 24/01/2022 22:19


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(...)

Este açúcar veio


da mercearia da esquina
e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.

Este açúcar veio


de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.

Este açúcar era cana


e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.

Em lugares distantes, onde não há


hospital nem escola,
homens que não sabem ler e morrem
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viria a ser o açúcar.

Em usinas escuras, homens de vida amarga e dura


produziram este açúcar branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.

Ferreira Gullar. Toda poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980 (com adaptações)

No texto CB3A2EEE, as diferenças de classe existentes entre o eu lírico e os homens que produzem o açúcar são expressas de
modo mais contundente na
a) quinta estrofe.
b) sexta estrofe.
c) primeira estrofe.
d) terceira estrofe.
e) quarta estrofe.
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Questão 227: CEBRASPE (CESPE) - TGE (SEDF)/SEDF/Secretário Escolar/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O universo da comunicação vem se ampliando com maior dinamismo, nos últimos anos, para atender à demanda de seus
usuários, nas mais diferentes situações de interatividade. Nele estamos inseridos, exercitando nossa linguagem oral e escrita, até
mesmo na área digital. Por isso, necessitamos sempre assimilar novos conhecimentos e expressá-los com objetividade e
competência.

A construção do pensamento — e sua exposição de forma clara e persuasiva — constitui um dos objetivos mais perseguidos por
todo aquele que almeja sucesso na vida profissional e, muitas vezes, pessoal. É evidente que a interlocução comunicativa permite
o entendimento, proporciona o intercâmbio de ideias e nos faz refletir e argumentar com maior propriedade em defesa de nossos
direitos e deveres como cidadãos.

L. L. Sarmentto. Oficina de redação. 5.ª ed.


São Paulo: Moderna, 2016, p. 3 (com adaptações).

A respeito dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.

O texto associa o êxito de uma pessoa na esfera social — como nas relações de trabalho, por exemplo — ao modo como ela
expõe suas ideias.

16 of 130 24/01/2022 22:19


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Certo
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Questão 228: CEBRASPE (CESPE) - TGE (SEDF)/SEDF/Secretário Escolar/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Não têm conta entre nós os pedagogos da prosperidade que, apegando-se a certas soluções onde, na melhor hipótese, se
abrigam verdades parciais, transformam-nas em requisito obrigatório e único de todo progresso. É bem característico, para citar
um exemplo, o que ocorre com a miragem da alfabetização. Quanta inútil retórica se tem desperdiçado para provar que todos os
nossos males ficariam resolvidos de um momento para o outro se estivessem amplamente difundidas as escolas primárias e o
conhecimento do abc.

A muitos desses pregoeiros do progresso seria difícil convencer de que a alfabetização em massa não é condição obrigatória nem
sequer para o tipo de cultura técnica e capitalista que admiram. Desacompanhada de outros elementos fundamentais da
educação, que a completem, é comparável, em certos casos, a uma arma de fogo posta nas mãos de um cego.

Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. 27.ª ed. São Paulo:


Companhia das Letras, 2015 (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos sentidos do texto e à sua classificação quanto ao tipo e ao gênero textual, julgue o próximo item.

Conclui-se do texto que, para seu autor, a alfabetização, por si só, pode ser nociva e que educação não é sinônimo de
alfabetização.
Certo
Errado
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Questão 229: CEBRASPE (CESPE) - TGE (SEDF)/SEDF/Secretário Escolar/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Não têm conta entre nós os pedagogos da prosperidade que, apegando-se a certas soluções onde, na melhor hipótese, se
abrigam verdades parciais, transformam-nas em requisito obrigatório e único de todo progresso. É bem característico, para citar
um exemplo, o que ocorre com a miragem da alfabetização. Quanta inútil retórica se tem desperdiçado para provar que todos os
nossos males ficariam resolvidos de um momento para o outro se estivessem amplamente difundidas as escolas primárias e o
conhecimento do abc.

A muitos desses pregoeiros do progresso seria difícil convencer de que a alfabetização em massa não é condição obrigatória nem
sequer para o tipo de cultura técnica e capitalista que admiram. Desacompanhada de outros elementos fundamentais da
educação, que a completem, é comparável, em certos casos, a uma arma de fogo posta nas mãos de um cego.

Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. 27.ª ed. São Paulo:


Companhia das Letras, 2015 (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos sentidos do texto e à sua classificação quanto ao tipo e ao gênero textual, julgue o próximo item.

O autor do texto é contrário à alfabetização em larga escala, pois ele critica a difusão das “escolas primárias”.
Certo
Errado
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Questão 230: CEBRASPE (CESPE) - MGE (SEDF)/SEDF/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O monitor — também chamado, em algumas instituições, de inspetor e bedel — é um dos profissionais mais atuantes na esfera
educacional. Ele transita por toda a escola, em geral conhece os alunos pelo nome e é um dos primeiros a ser procurado quando
há algum problema que precisa ser solucionado rapidamente. Contudo, ele nem sempre é valorizado como deveria. Infelizmente,
muitos diretores entendem que quem atua nessa função deve apenas controlar os espaços coletivos para impedir a ocorrência de
agressões, depredações e furtos, vigiar grupos de alunos, observar comportamentos suspeitos e até mesmo revistar armários e
mochilas.

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Esse tipo de controle, além de perigoso — pois os conflitos abafados por ações repressoras acabam se manifestando com mais
violência —, contribui para reforçar a desconfiança entre a instituição e os estudantes. E uma relação fundada na insegurança
fragiliza a construção de valores democráticos, que deveria ser um dos objetivos de todas as escolas.

Como qualquer profissional do ambiente escolar, os monitores também são educadores, e cabe à equipe gestora realizar ações
formativas para que eles saibam como interagir com as crianças e os jovens nos diversos espaços (como o pátio, os corredores,
as quadras, a cantina, o banheiro etc.). Com uma boa formação, eles serão capazes de trazer informações importantes sobre a
convivência entre os alunos e que poderão ser objeto de análise para que o orientador educacional, juntamente com o diretor e a
equipe docente, planeje e execute intervenções.

O papel do monitor na formação dos alunos.


Internet: <http://gestaoescolar.org.br> (com adaptações).

A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item.

Infere-se que, para o autor do texto, muitos diretores de escolas possuem uma visão restrita sobre a função do monitor.
Certo
Errado
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Questão 231: CEBRASPE (CESPE) - MGE (SEDF)/SEDF/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O monitor — também chamado, em algumas instituições, de inspetor e bedel — é um dos profissionais mais atuantes na esfera
educacional. Ele transita por toda a escola, em geral conhece os alunos pelo nome e é um dos primeiros a ser procurado quando
há algum problema que precisa ser solucionado rapidamente. Contudo, ele nem sempre é valorizado como deveria. Infelizmente,
muitos diretores entendem que quem atua nessa função deve apenas controlar os espaços coletivos para impedir a ocorrência de
agressões, depredações e furtos, vigiar grupos de alunos, observar comportamentos suspeitos e até mesmo revistar armários e
mochilas.

Esse tipo de controle, além de perigoso — pois os conflitos abafados por ações repressoras acabam se manifestando com mais
violência —, contribui para reforçar a desconfiança entre a instituição e os estudantes. E uma relação fundada na insegurança
fragiliza a construção de valores democráticos, que deveria ser um dos objetivos de todas as escolas.

Como qualquer profissional do ambiente escolar, os monitores também são educadores, e cabe à equipe gestora realizar ações
formativas para que eles saibam como interagir com as crianças e os jovens nos diversos espaços (como o pátio, os corredores,
as quadras, a cantina, o banheiro etc.). Com uma boa formação, eles serão capazes de trazer informações importantes sobre a
convivência entre os alunos e que poderão ser objeto de análise para que o orientador educacional, juntamente com o diretor e a
equipe docente, planeje e execute intervenções.

O papel do monitor na formação dos alunos.


Internet: <http://gestaoescolar.org.br> (com adaptações).

A respeito dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item.

De acordo com o terceiro parágrafo do texto, que os monitores têm formação profissional na área de educação.
Certo
Errado
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Questão 232: CEBRASPE (CESPE) - MGE (SEDF)/SEDF/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

Rubião tinha vexame, por causa de Sofia; não sabia haver-se com senhoras. Felizmente, lembrou-se da promessa que a si mesmo
fizera de ser forte e implacável. Foi jantar. Abençoada resolução! Onde acharia iguais horas? Sofia era, em casa, muito melhor que
no trem de ferro. Lá vestia a capa, embora tivesse os olhos descobertos; cá trazia à vista os olhos e o corpo, elegantemente
apertado em um vestido de cambraia, mostrando as mãos, que eram bonitas, e um princípio de braço. Demais, aqui era a dona

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da casa, falava mais, desfazia-se em obséquios; Rubião desceu meio tonto.

Machado de Assis. Quincas Borba.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br> (com adaptações).

No que se refere à tipologia e a aspectos linguísticos do texto — um fragmento de obra de Machado de Assis —, julgue o item
seguinte.

As informações do fragmento de texto em questão são insuficientes para se inferir de onde ou para onde Rubião teria descido —
“Rubião desceu meio tonto”.
Certo
Errado
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Questão 233: CEBRASPE (CESPE) - MGE (SEDF)/SEDF/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

É preciso considerar a relação entre universidade e cultura. Quais são as condições de preservação, de apropriação da cultura, e
de reflexão crítica sobre ela? Mesmo um diagnóstico superficial da época em que vivemos é suficiente para mostrar a
precariedade dessas condições. O ritmo do tempo histórico é marcado pelo círculo produção e consumo, até mesmo daquilo que
entraria na categoria dos “bens culturais”. Os fatores de desagregação cultural incluem o imediatismo e o caráter efêmero e
disperso dos interesses que os indivíduos são encorajados a cultivar, a fragmentação e a distorção da informação, a
mercantilização extremada dos meios de comunicação.

Os acessos ao mundo da cultura são cada vez mais intensamente submetidos a mecanismos industriais, sem que se assuma
qualquer medida no sentido de garantir acesso efetivamente democrático. A universidade pública é uma instância em que se pode
resistir, de alguma maneira e por algum tempo, a esse processo, sendo a instituição em que a cultura pode ser considerada sem
as regras do mercado e sem os critérios de utilidade e oportunidade socialmente introjetados a partir da mídia.

Para que a disseminação pública da cultura fuja a determinações pragmáticas e economicistas, é necessário um espaço público de
preservação, de apropriação e de reflexão. As atividades que aí se desenvolvam não se podem subordinar a critérios da
expectativa de retorno de investimento. Por isso, a universidade, como instituição pública, pode assumir a função de garantir o
efetivo caráter público de que, em princípio, se revestem os bens de cultura historicamente legados ao presente.

Faz parte da autonomia da universidade pública essa relação intrínseca com a cultura, que permite que o acesso não seja filtrado
por mecanismos de outras instâncias da vida social. É essa publicidade desinteressada da cultura — que só na instituição pública
pode-se articular em algum grau — que garante o conhecimento, a apropriação intelectual, a reflexão, a crítica e o debate.

Franklin Leopoldo e Silva. Universidade pública e cultura.


In: Estudos Avançados, v. 15, n.º 42, São Paulo (com adaptações).

De acordo com as ideias do texto, o acesso ao mundo da cultura realiza-se majoritariamente mediante a ação do Estado.
Certo
Errado
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Questão 234: CEBRASPE (CESPE) - MGE (SEDF)/SEDF/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

É preciso considerar a relação entre universidade e cultura. Quais são as condições de preservação, de apropriação da cultura, e
de reflexão crítica sobre ela? Mesmo um diagnóstico superficial da época em que vivemos é suficiente para mostrar a
precariedade dessas condições. O ritmo do tempo histórico é marcado pelo círculo produção e consumo, até mesmo daquilo que
entraria na categoria dos “bens culturais”. Os fatores de desagregação cultural incluem o imediatismo e o caráter efêmero e
disperso dos interesses que os indivíduos são encorajados a cultivar, a fragmentação e a distorção da informação, a
mercantilização extremada dos meios de comunicação.

Os acessos ao mundo da cultura são cada vez mais intensamente submetidos a mecanismos industriais, sem que se assuma
qualquer medida no sentido de garantir acesso efetivamente democrático. A universidade pública é uma instância em que se pode

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resistir, de alguma maneira e por algum tempo, a esse processo, sendo a instituição em que a cultura pode ser considerada sem
as regras do mercado e sem os critérios de utilidade e oportunidade socialmente introjetados a partir da mídia.

Para que a disseminação pública da cultura fuja a determinações pragmáticas e economicistas, é necessário um espaço público de
preservação, de apropriação e de reflexão. As atividades que aí se desenvolvam não se podem subordinar a critérios da
expectativa de retorno de investimento. Por isso, a universidade, como instituição pública, pode assumir a função de garantir o
efetivo caráter público de que, em princípio, se revestem os bens de cultura historicamente legados ao presente.

Faz parte da autonomia da universidade pública essa relação intrínseca com a cultura, que permite que o acesso não seja filtrado
por mecanismos de outras instâncias da vida social. É essa publicidade desinteressada da cultura — que só na instituição pública
pode-se articular em algum grau — que garante o conhecimento, a apropriação intelectual, a reflexão, a crítica e o debate.

Franklin Leopoldo e Silva. Universidade pública e cultura.


In: Estudos Avançados, v. 15, n.º 42, São Paulo (com adaptações).

De acordo com as ideias do texto, a produção de cultura no ambiente universitário garante rentabilidade em relação aos
investimentos feitos.
Certo
Errado
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Questão 235: CEBRASPE (CESPE) - MGE (SEDF)/SEDF/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

É preciso considerar a relação entre universidade e cultura. Quais são as condições de preservação, de apropriação da cultura, e
de reflexão crítica sobre ela? Mesmo um diagnóstico superficial da época em que vivemos é suficiente para mostrar a
precariedade dessas condições. O ritmo do tempo histórico é marcado pelo círculo produção e consumo, até mesmo daquilo que
entraria na categoria dos “bens culturais”. Os fatores de desagregação cultural incluem o imediatismo e o caráter efêmero e
disperso dos interesses que os indivíduos são encorajados a cultivar, a fragmentação e a distorção da informação, a
mercantilização extremada dos meios de comunicação.

Os acessos ao mundo da cultura são cada vez mais intensamente submetidos a mecanismos industriais, sem que se assuma
qualquer medida no sentido de garantir acesso efetivamente democrático. A universidade pública é uma instância em que se pode
resistir, de alguma maneira e por algum tempo, a esse processo, sendo a instituição em que a cultura pode ser considerada sem
as regras do mercado e sem os critérios de utilidade e oportunidade socialmente introjetados a partir da mídia.

Para que a disseminação pública da cultura fuja a determinações pragmáticas e economicistas, é necessário um espaço público de
preservação, de apropriação e de reflexão. As atividades que aí se desenvolvam não se podem subordinar a critérios da
expectativa de retorno de investimento. Por isso, a universidade, como instituição pública, pode assumir a função de garantir o
efetivo caráter público de que, em princípio, se revestem os bens de cultura historicamente legados ao presente.

Faz parte da autonomia da universidade pública essa relação intrínseca com a cultura, que permite que o acesso não seja filtrado
por mecanismos de outras instâncias da vida social. É essa publicidade desinteressada da cultura — que só na instituição pública
pode-se articular em algum grau — que garante o conhecimento, a apropriação intelectual, a reflexão, a crítica e o debate.

Franklin Leopoldo e Silva. Universidade pública e cultura.


In: Estudos Avançados, v. 15, n.º 42, São Paulo (com adaptações).

De acordo com as ideias do texto, a relação entre mercado e cultura é benéfica para a sociedade.
Certo
Errado
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Questão 236: CEBRASPE (CESPE) - TJ (TRE PE)/TRE PE/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CG3A1BBB

Competência é uma palavra polissêmica. Uma das razões da variabilidade de seu significado é a diversidade dos contextos e dos
campos de conhecimento em que ela é usada. Em 1986, o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa apresentou o

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seguinte verbete para os usos correntes à época: Competência (do latim competentia.) s. f. 1. Faculdade concedida por lei para
um funcionário, juiz ou tribunal para apreciar e julgar certos pleitos ou questões. 2. Qualidade de quem é capaz de apreciar e
resolver certo assunto, fazer determinada coisa; capacidade, habilidade, aptidão, idoneidade. 3. Oposição, conflito, luta.

Os dois primeiros sentidos, transpostos para o mundo do trabalho, indicam que a palavra competência refere-se ou às atribuições
do cargo ou à capacidade do trabalhador de apreciar, resolver ou fazer alguma coisa.

Posteriormente, o Dicionário Houaiss atribuiu dez significados ao termo. Os sete primeiros são especificações ou derivações dos
três sentidos já registrados no Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Os outros três sentidos são relacionados à
gramática, à hidrografia, à linguística, à medicina e à psicologia.

Acompanhando essa tendência, a área educacional, em especial a da educação profissional, tem multiplicado os sentidos e usos
da palavra competência. Por exemplo, ao se discutir uma proposta educacional baseada em competências, é importante
especificar o conceito de competência adotado e a forma como ele é utilizado para se discutir o modelo pedagógico decorrente.

J. A. Külller e N. de F. Rodrigo. Metodologia de


desenvolvimento de competências. Rio de Janeiro: SENAC Nacional, 2014, p. 39 (com adaptações).

Segundo o texto CG3A1BBB,


a) o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa e o Dicionário Houaiss exaurem os sentidos atualmente em uso
atribuídos à palavra competência.
b) apenas quatro registros dos usos e das variações da palavra competência não constam do Dicionário Houaiss.
c) novos sentidos foram-se incorporando à palavra competência em função de seu uso em diversas áreas do conhecimento.
d) as acepções da palavra competência na esfera trabalhista resumem-se ao potencial de um operário realizar certa atividade
para a qual seja designado.
e) a polissemia da palavra competência decorre da sua etimologia latina.
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Questão 237: CEBRASPE (CESPE) - TJ (TRE BA)/TRE BA/Serviços Gerais/Segurança Judiciária/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

Pode-se dizer que a cidadania é essencialmente consciência de direitos e deveres e exercício da democracia: direitos civis, como
segurança e locomoção; direitos sociais, como trabalho, salário justo, saúde, educação, habitação etc.; direitos políticos, como
liberdade de expressão, de voto, de participação em partidos políticos e sindicatos etc.

Não há cidadania sem democracia. O conceito de cidadania, contudo, é um conceito ambíguo. Em 1789, a Declaração dos
Direitos do Homem e do Cidadão estabelecia as primeiras normas para assegurar a liberdade individual e a propriedade.
Nascia a cidadania como uma conquista liberal. Hoje, o conceito de cidadania é mais complexo.

Com a ampliação dos direitos, nasceu também uma concepção mais ampla de cidadania. De um lado, existe uma concepção
consumerista de cidadania (direito de defesa do consumidor) e, de outro, uma concepção plena, que se manifesta na mobilização
da sociedade para a conquista de novos direitos e na participação direta da população na gestão da vida pública, por meio, por
exemplo, da discussão democrática do orçamento. Esta tem sido uma prática, sobretudo no nível do poder local, que tem ajudado
na construção de uma democracia participativa, superando os limites da democracia puramente representativa.

Moacir Gadotti. Escola cidadã – educação para e pela cidadania.


Internet: <http://acervo.paulofreire.org> (com adaptações).

De acordo com as ideias do texto,


a) a participação direta da população na gestão da vida pública constitui prática recente na sociedade brasileira.
b) a democracia é uma condição para a existência da cidadania.
c) os direitos civis e os direitos políticos merecem destaque entre os direitos dos cidadãos.
d) o alargamento da concepção de cidadania nos dias de hoje constitui uma conquista da sociedade atual.
e) a conquista do direito à liberdade individual e à propriedade é o objetivo maior de uma sociedade democrática.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/512662

Questão 238: CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

21 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

O século XX assistiu a duas sangrentas conflagrações, cujos efeitos se fizeram sentir sobre a maior parte da humanidade e, por
isso, foram justamente chamadas Guerras Mundiais. O primeiro conflito, entre 1914 e 1918, gerou a constituição da Liga das
Nações, que não conseguiu sobreviver às tensões entre as principais potências da época. O segundo, entre 1939 e 1945, teve por
consequência a criação da Organização das Nações Unidas, encarregada principalmente da manutenção da paz e segurança
internacionais.

Os conflitos do século XX possuem uma diferença marcante em relação às guerras ocorridas em épocas anteriores. Até o século
XIX, as guerras provocavam morte e destruição principalmente nas zonas de combate e em suas proximidades, e a maior parte
das baixas era causada entre os combatentes. As populações civis sofriam efeitos indiretos dessas guerras, mas em geral não
estavam expostas ao alcance imediato do armamento com o qual os exércitos se defrontavam. Durante o século XX e agora no
limiar do segundo milênio, porém, o poder destruidor do armamento de que dispõem as principais potências e outros países
economicamente mais adiantados ameaça igualmente a sobrevivência de combatentes e não combatentes. Cidades inteiras são
reféns de armas de destruição em massa que podem ser acionadas a distância e que são capazes de viajar em poucos minutos
até seus alvos urbanos, a bordo de centenas de vetores disparados de silos subterrâneos ou de submarinos e aviões que
permanecem sob os oceanos ou nos ares durante 24 horas, todos os dias, sob o pretexto de dissuadir potenciais agressores. A
doutrina da “destruição mútua assegurada”, em voga durante os anos mais intensos da Guerra Fria, não deixava dúvida quanto a
seus resultados: a completa eliminação recíproca tanto de agressores quanto de agredidos, e com eles boa parte do restante da
comunidade internacional, em meio a nuvens radioativas em forma de cogumelo. Quem quer que tenha tido ocasião de visitar os
museus de Hiroshima e Nagasaki não pode deixar de refletir com apreensão sobre o destino da humanidade e da civilização, tal
como as conhecemos, caso ocorra uma confrontação entre potências possuidoras de armamento atômico. Por esse motivo, têm
recrudescido nos anos recentes os clamores da sociedade civil por medidas urgentes e concretas de desarmamento nuclear.

Sergio de Queiroz Duarte. Esforços internacionais em prol do desarmamento. In:


Desarmamento e temas correlatos. Brasília: FUNAG, 2014, p. 23-5 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue o item a seguir.

Depreende-se do texto que a criação da Liga das Nações não foi suficiente para garantir a paz e a segurança internacionais após
o fim da Primeira Guerra Mundial.
Certo
Errado
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/551089

Questão 239: CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O século XX assistiu a duas sangrentas conflagrações, cujos efeitos se fizeram sentir sobre a maior parte da humanidade e, por
isso, foram justamente chamadas Guerras Mundiais. O primeiro conflito, entre 1914 e 1918, gerou a constituição da Liga das
Nações, que não conseguiu sobreviver às tensões entre as principais potências da época. O segundo, entre 1939 e 1945, teve por
consequência a criação da Organização das Nações Unidas, encarregada principalmente da manutenção da paz e segurança
internacionais.

Os conflitos do século XX possuem uma diferença marcante em relação às guerras ocorridas em épocas anteriores. Até o século
XIX, as guerras provocavam morte e destruição principalmente nas zonas de combate e em suas proximidades, e a maior parte
das baixas era causada entre os combatentes. As populações civis sofriam efeitos indiretos dessas guerras, mas em geral não
estavam expostas ao alcance imediato do armamento com o qual os exércitos se defrontavam. Durante o século XX e agora no
limiar do segundo milênio, porém, o poder destruidor do armamento de que dispõem as principais potências e outros países
economicamente mais adiantados ameaça igualmente a sobrevivência de combatentes e não combatentes. Cidades inteiras são
reféns de armas de destruição em massa que podem ser acionadas a distância e que são capazes de viajar em poucos minutos
até seus alvos urbanos, a bordo de centenas de vetores disparados de silos subterrâneos ou de submarinos e aviões que
permanecem sob os oceanos ou nos ares durante 24 horas, todos os dias, sob o pretexto de dissuadir potenciais agressores. A
doutrina da “destruição mútua assegurada”, em voga durante os anos mais intensos da Guerra Fria, não deixava dúvida quanto a
seus resultados: a completa eliminação recíproca tanto de agressores quanto de agredidos, e com eles boa parte do restante da
comunidade internacional, em meio a nuvens radioativas em forma de cogumelo. Quem quer que tenha tido ocasião de visitar os
museus de Hiroshima e Nagasaki não pode deixar de refletir com apreensão sobre o destino da humanidade e da civilização, tal
como as conhecemos, caso ocorra uma confrontação entre potências possuidoras de armamento atômico. Por esse motivo, têm
recrudescido nos anos recentes os clamores da sociedade civil por medidas urgentes e concretas de desarmamento nuclear.

Sergio de Queiroz Duarte. Esforços internacionais em prol do desarmamento. In:


Desarmamento e temas correlatos. Brasília: FUNAG, 2014, p. 23-5 (com adaptações).

22 of 130 24/01/2022 22:19


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Com relação às ideias do texto, julgue o item a seguir.

De acordo com o texto, a principal diferença entre as guerras do século XIX e as do século XX consiste no aumento significativo
da quantidade de combatentes mortos nos conflitos do século XX, devido ao aprimoramento do potencial ofensivo dos
armamentos.
Certo
Errado
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Questão 240: CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O século XX assistiu a duas sangrentas conflagrações, cujos efeitos se fizeram sentir sobre a maior parte da humanidade e, por
isso, foram justamente chamadas Guerras Mundiais. O primeiro conflito, entre 1914 e 1918, gerou a constituição da Liga das
Nações, que não conseguiu sobreviver às tensões entre as principais potências da época. O segundo, entre 1939 e 1945, teve por
consequência a criação da Organização das Nações Unidas, encarregada principalmente da manutenção da paz e segurança
internacionais.

Os conflitos do século XX possuem uma diferença marcante em relação às guerras ocorridas em épocas anteriores. Até o século
XIX, as guerras provocavam morte e destruição principalmente nas zonas de combate e em suas proximidades, e a maior parte
das baixas era causada entre os combatentes. As populações civis sofriam efeitos indiretos dessas guerras, mas em geral não
estavam expostas ao alcance imediato do armamento com o qual os exércitos se defrontavam. Durante o século XX e agora no
limiar do segundo milênio, porém, o poder destruidor do armamento de que dispõem as principais potências e outros países
economicamente mais adiantados ameaça igualmente a sobrevivência de combatentes e não combatentes. Cidades inteiras são
reféns de armas de destruição em massa que podem ser acionadas a distância e que são capazes de viajar em poucos minutos
até seus alvos urbanos, a bordo de centenas de vetores disparados de silos subterrâneos ou de submarinos e aviões que
permanecem sob os oceanos ou nos ares durante 24 horas, todos os dias, sob o pretexto de dissuadir potenciais agressores. A
doutrina da “destruição mútua assegurada”, em voga durante os anos mais intensos da Guerra Fria, não deixava dúvida quanto a
seus resultados: a completa eliminação recíproca tanto de agressores quanto de agredidos, e com eles boa parte do restante da
comunidade internacional, em meio a nuvens radioativas em forma de cogumelo. Quem quer que tenha tido ocasião de visitar os
museus de Hiroshima e Nagasaki não pode deixar de refletir com apreensão sobre o destino da humanidade e da civilização, tal
como as conhecemos, caso ocorra uma confrontação entre potências possuidoras de armamento atômico. Por esse motivo, têm
recrudescido nos anos recentes os clamores da sociedade civil por medidas urgentes e concretas de desarmamento nuclear.

Sergio de Queiroz Duarte. Esforços internacionais em prol do desarmamento. In:


Desarmamento e temas correlatos. Brasília: FUNAG, 2014, p. 23-5 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue o item a seguir.

O período da Guerra Fria ficou marcado pela “doutrina da ‘destruição mútua assegurada’”, porque, segundo o autor, foi nesse
período que se registraram os conflitos armados mais intensos do século XX.
Certo
Errado
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Questão 241: CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O século XX assistiu a duas sangrentas conflagrações, cujos efeitos se fizeram sentir sobre a maior parte da humanidade e, por
isso, foram justamente chamadas Guerras Mundiais. O primeiro conflito, entre 1914 e 1918, gerou a constituição da Liga das
Nações, que não conseguiu sobreviver às tensões entre as principais potências da época. O segundo, entre 1939 e 1945, teve por
consequência a criação da Organização das Nações Unidas, encarregada principalmente da manutenção da paz e segurança
internacionais.

Os conflitos do século XX possuem uma diferença marcante em relação às guerras ocorridas em épocas anteriores. Até o século
XIX, as guerras provocavam morte e destruição principalmente nas zonas de combate e em suas proximidades, e a maior parte
das baixas era causada entre os combatentes. As populações civis sofriam efeitos indiretos dessas guerras, mas em geral não

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estavam expostas ao alcance imediato do armamento com o qual os exércitos se defrontavam. Durante o século XX e agora no
limiar do segundo milênio, porém, o poder destruidor do armamento de que dispõem as principais potências e outros países
economicamente mais adiantados ameaça igualmente a sobrevivência de combatentes e não combatentes. Cidades inteiras são
reféns de armas de destruição em massa que podem ser acionadas a distância e que são capazes de viajar em poucos minutos
até seus alvos urbanos, a bordo de centenas de vetores disparados de silos subterrâneos ou de submarinos e aviões que
permanecem sob os oceanos ou nos ares durante 24 horas, todos os dias, sob o pretexto de dissuadir potenciais agressores. A
doutrina da “destruição mútua assegurada”, em voga durante os anos mais intensos da Guerra Fria, não deixava dúvida quanto a
seus resultados: a completa eliminação recíproca tanto de agressores quanto de agredidos, e com eles boa parte do restante da
comunidade internacional, em meio a nuvens radioativas em forma de cogumelo. Quem quer que tenha tido ocasião de visitar os
museus de Hiroshima e Nagasaki não pode deixar de refletir com apreensão sobre o destino da humanidade e da civilização, tal
como as conhecemos, caso ocorra uma confrontação entre potências possuidoras de armamento atômico. Por esse motivo, têm
recrudescido nos anos recentes os clamores da sociedade civil por medidas urgentes e concretas de desarmamento nuclear.

Sergio de Queiroz Duarte. Esforços internacionais em prol do desarmamento. In:


Desarmamento e temas correlatos. Brasília: FUNAG, 2014, p. 23-5 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue o item a seguir.

A expressão “nuvens radioativas em forma de cogumelo” é uma alusão à cena consequente à explosão de uma bomba atômica.
Certo
Errado
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Questão 242: CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O século XX assistiu a duas sangrentas conflagrações, cujos efeitos se fizeram sentir sobre a maior parte da humanidade e, por
isso, foram justamente chamadas Guerras Mundiais. O primeiro conflito, entre 1914 e 1918, gerou a constituição da Liga das
Nações, que não conseguiu sobreviver às tensões entre as principais potências da época. O segundo, entre 1939 e 1945, teve por
consequência a criação da Organização das Nações Unidas, encarregada principalmente da manutenção da paz e segurança
internacionais.

Os conflitos do século XX possuem uma diferença marcante em relação às guerras ocorridas em épocas anteriores. Até o século
XIX, as guerras provocavam morte e destruição principalmente nas zonas de combate e em suas proximidades, e a maior parte
das baixas era causada entre os combatentes. As populações civis sofriam efeitos indiretos dessas guerras, mas em geral não
estavam expostas ao alcance imediato do armamento com o qual os exércitos se defrontavam. Durante o século XX e agora no
limiar do segundo milênio, porém, o poder destruidor do armamento de que dispõem as principais potências e outros países
economicamente mais adiantados ameaça igualmente a sobrevivência de combatentes e não combatentes. Cidades inteiras são
reféns de armas de destruição em massa que podem ser acionadas a distância e que são capazes de viajar em poucos minutos
até seus alvos urbanos, a bordo de centenas de vetores disparados de silos subterrâneos ou de submarinos e aviões que
permanecem sob os oceanos ou nos ares durante 24 horas, todos os dias, sob o pretexto de dissuadir potenciais agressores. A
doutrina da “destruição mútua assegurada”, em voga durante os anos mais intensos da Guerra Fria, não deixava dúvida quanto a
seus resultados: a completa eliminação recíproca tanto de agressores quanto de agredidos, e com eles boa parte do restante da
comunidade internacional, em meio a nuvens radioativas em forma de cogumelo. Quem quer que tenha tido ocasião de visitar os
museus de Hiroshima e Nagasaki não pode deixar de refletir com apreensão sobre o destino da humanidade e da civilização, tal
como as conhecemos, caso ocorra uma confrontação entre potências possuidoras de armamento atômico. Por esse motivo, têm
recrudescido nos anos recentes os clamores da sociedade civil por medidas urgentes e concretas de desarmamento nuclear.

Sergio de Queiroz Duarte. Esforços internacionais em prol do desarmamento. In:


Desarmamento e temas correlatos. Brasília: FUNAG, 2014, p. 23-5 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue o item a seguir.

O texto alerta para o fato de que um dos efeitos da deflagração de uma guerra nuclear é o aniquilamento mútuo dos envolvidos.
Certo
Errado
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Questão 243: CEBRASPE (CESPE) - Of (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)

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Texto

O século XX assistiu a duas sangrentas conflagrações, cujos efeitos se fizeram sentir sobre a maior parte da humanidade e, por
isso, foram justamente chamadas Guerras Mundiais. O primeiro conflito, entre 1914 e 1918, gerou a constituição da Liga das
Nações, que não conseguiu sobreviver às tensões entre as principais potências da época. O segundo, entre 1939 e 1945, teve por
consequência a criação da Organização das Nações Unidas, encarregada principalmente da manutenção da paz e segurança
internacionais.

Os conflitos do século XX possuem uma diferença marcante em relação às guerras ocorridas em épocas anteriores. Até o século
XIX, as guerras provocavam morte e destruição principalmente nas zonas de combate e em suas proximidades, e a maior parte
das baixas era causada entre os combatentes. As populações civis sofriam efeitos indiretos dessas guerras, mas em geral não
estavam expostas ao alcance imediato do armamento com o qual os exércitos se defrontavam. Durante o século XX e agora no
limiar do segundo milênio, porém, o poder destruidor do armamento de que dispõem as principais potências e outros países
economicamente mais adiantados ameaça igualmente a sobrevivência de combatentes e não combatentes. Cidades inteiras são
reféns de armas de destruição em massa que podem ser acionadas a distância e que são capazes de viajar em poucos minutos
até seus alvos urbanos, a bordo de centenas de vetores disparados de silos subterrâneos ou de submarinos e aviões que
permanecem sob os oceanos ou nos ares durante 24 horas, todos os dias, sob o pretexto de dissuadir potenciais agressores. A
doutrina da “destruição mútua assegurada”, em voga durante os anos mais intensos da Guerra Fria, não deixava dúvida quanto a
seus resultados: a completa eliminação recíproca tanto de agressores quanto de agredidos, e com eles boa parte do restante da
comunidade internacional, em meio a nuvens radioativas em forma de cogumelo. Quem quer que tenha tido ocasião de visitar os
museus de Hiroshima e Nagasaki não pode deixar de refletir com apreensão sobre o destino da humanidade e da civilização, tal
como as conhecemos, caso ocorra uma confrontação entre potências possuidoras de armamento atômico. Por esse motivo, têm
recrudescido nos anos recentes os clamores da sociedade civil por medidas urgentes e concretas de desarmamento nuclear.

Sergio de Queiroz Duarte. Esforços internacionais em prol do desarmamento. In:


Desarmamento e temas correlatos. Brasília: FUNAG, 2014, p. 23-5 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue o item a seguir.

Depreende-se do texto que, desde o século XIX até a atualidade, os governos das grandes potências, apoiados por suas
sociedades, têm investido no desenvolvimento de armas nucleares cada vez mais poderosas para, contraditoriamente, garantir a
paz internacional.
Certo
Errado
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Questão 244: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O açúcar arrasou o Nordeste. A faixa úmida do litoral, bem regada por chuvas, tinha um solo de grande fertilidade, muito rico em
húmus e sais minerais, coberto por matas tropicais da Bahia até o Ceará. Essa região de matas tropicais converteu-se em região
de savanas. Naturalmente nascida para produzir alimentos, passou a ser uma região de fome. O latifúndio açucareiro, destrutivo e
avassalador, deixou rochas estéreis, solos lavados, terras erodidas. Fizeram-se, a princípio, plantações de laranjas e mangas, que
foram abandonadas e se reduziram a pequenas hortas que rodeavam a casa do dono do engenho, exclusivamente reservadas
para a família do plantador branco. Os incêndios que abriam terras aos canaviais devastaram a floresta e com ela a fauna;
desapareceram os cervos, os javalis, as toupeiras, os coelhos, as pacas e os tatus. A flora e a fauna foram sacrificadas, nos
altares da monocultura, à cana-de-açúcar. A produção extensiva esgotou rapidamente os solos. A abundância e a prosperidade
eram, como de costume, simétricas à miséria da maioria da população, que vivia em estado crônico de subnutrição. Daqueles
tempos coloniais nasceu o costume, ainda vigente, de comer terra. Antigamente, castigava-se esse “vício africano” colocando-se
mordaças nas bocas das crianças ou pendurando-as dentro de cestas a grande distância do solo. A falta de ferro provoca anemia;
o instinto leva as crianças a compensar com terra os sais minerais que não encontram em sua comida habitual. O Nordeste
brasileiro padece hoje a herança da monocultura do açúcar.

Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina.


Galeano de Freitas (Trad.). Rio de Janeiro, Paz e Terra (com adaptações).

Com relação às ideias veiculadas no texto, julgue o item que se segue.

O autor empregou a expressão “esse ‘vício africano’” para denotar que o hábito de comer terra adotado por crianças é uma
herança do período escravocrata.

25 of 130 24/01/2022 22:19


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Certo
Errado
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Questão 245: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O açúcar arrasou o Nordeste. A faixa úmida do litoral, bem regada por chuvas, tinha um solo de grande fertilidade, muito rico em
húmus e sais minerais, coberto por matas tropicais da Bahia até o Ceará. Essa região de matas tropicais converteu-se em região
de savanas. Naturalmente nascida para produzir alimentos, passou a ser uma região de fome. O latifúndio açucareiro, destrutivo e
avassalador, deixou rochas estéreis, solos lavados, terras erodidas. Fizeram-se, a princípio, plantações de laranjas e mangas, que
foram abandonadas e se reduziram a pequenas hortas que rodeavam a casa do dono do engenho, exclusivamente reservadas
para a família do plantador branco. Os incêndios que abriam terras aos canaviais devastaram a floresta e com ela a fauna;
desapareceram os cervos, os javalis, as toupeiras, os coelhos, as pacas e os tatus. A flora e a fauna foram sacrificadas, nos
altares da monocultura, à cana-de-açúcar. A produção extensiva esgotou rapidamente os solos. A abundância e a prosperidade
eram, como de costume, simétricas à miséria da maioria da população, que vivia em estado crônico de subnutrição. Daqueles
tempos coloniais nasceu o costume, ainda vigente, de comer terra. Antigamente, castigava-se esse “vício africano” colocando-se
mordaças nas bocas das crianças ou pendurando-as dentro de cestas a grande distância do solo. A falta de ferro provoca anemia;
o instinto leva as crianças a compensar com terra os sais minerais que não encontram em sua comida habitual. O Nordeste
brasileiro padece hoje a herança da monocultura do açúcar.

Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina.


Galeano de Freitas (Trad.). Rio de Janeiro, Paz e Terra (com adaptações).

Com relação às ideias veiculadas no texto, julgue o item que se segue.

O texto trata dos impactos negativos no Nordeste brasileiro do sistema de exploração do solo denominado monocultura.
Certo
Errado
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Questão 246: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O açúcar arrasou o Nordeste. A faixa úmida do litoral, bem regada por chuvas, tinha um solo de grande fertilidade, muito rico em
húmus e sais minerais, coberto por matas tropicais da Bahia até o Ceará. Essa região de matas tropicais converteu-se em região
de savanas. Naturalmente nascida para produzir alimentos, passou a ser uma região de fome. O latifúndio açucareiro, destrutivo e
avassalador, deixou rochas estéreis, solos lavados, terras erodidas. Fizeram-se, a princípio, plantações de laranjas e mangas, que
foram abandonadas e se reduziram a pequenas hortas que rodeavam a casa do dono do engenho, exclusivamente reservadas
para a família do plantador branco. Os incêndios que abriam terras aos canaviais devastaram a floresta e com ela a fauna;
desapareceram os cervos, os javalis, as toupeiras, os coelhos, as pacas e os tatus. A flora e a fauna foram sacrificadas, nos
altares da monocultura, à cana-de-açúcar. A produção extensiva esgotou rapidamente os solos. A abundância e a prosperidade
eram, como de costume, simétricas à miséria da maioria da população, que vivia em estado crônico de subnutrição. Daqueles
tempos coloniais nasceu o costume, ainda vigente, de comer terra. Antigamente, castigava-se esse “vício africano” colocando-se
mordaças nas bocas das crianças ou pendurando-as dentro de cestas a grande distância do solo. A falta de ferro provoca anemia;
o instinto leva as crianças a compensar com terra os sais minerais que não encontram em sua comida habitual. O Nordeste
brasileiro padece hoje a herança da monocultura do açúcar.

Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina.


Galeano de Freitas (Trad.). Rio de Janeiro, Paz e Terra (com adaptações).

Com relação às ideias veiculadas no texto, julgue o item que se segue.

Infere-se do texto que, à época das plantações de cana-de-açúcar, o Nordeste era a região economicamente mais desenvolvida
do Brasil.
Certo
Errado
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26 of 130 24/01/2022 22:19


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Questão 247: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O açúcar arrasou o Nordeste. A faixa úmida do litoral, bem regada por chuvas, tinha um solo de grande fertilidade, muito rico em
húmus e sais minerais, coberto por matas tropicais da Bahia até o Ceará. Essa região de matas tropicais converteu-se em região
de savanas. Naturalmente nascida para produzir alimentos, passou a ser uma região de fome. O latifúndio açucareiro, destrutivo e
avassalador, deixou rochas estéreis, solos lavados, terras erodidas. Fizeram-se, a princípio, plantações de laranjas e mangas, que
foram abandonadas e se reduziram a pequenas hortas que rodeavam a casa do dono do engenho, exclusivamente reservadas
para a família do plantador branco. Os incêndios que abriam terras aos canaviais devastaram a floresta e com ela a fauna;
desapareceram os cervos, os javalis, as toupeiras, os coelhos, as pacas e os tatus. A flora e a fauna foram sacrificadas, nos
altares da monocultura, à cana-de-açúcar. A produção extensiva esgotou rapidamente os solos. A abundância e a prosperidade
eram, como de costume, simétricas à miséria da maioria da população, que vivia em estado crônico de subnutrição. Daqueles
tempos coloniais nasceu o costume, ainda vigente, de comer terra. Antigamente, castigava-se esse “vício africano” colocando-se
mordaças nas bocas das crianças ou pendurando-as dentro de cestas a grande distância do solo. A falta de ferro provoca anemia;
o instinto leva as crianças a compensar com terra os sais minerais que não encontram em sua comida habitual. O Nordeste
brasileiro padece hoje a herança da monocultura do açúcar.

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Galeano de Freitas (Trad.). Rio de Janeiro, Paz e Terra (com adaptações).

Com relação às ideias veiculadas no texto, julgue o item que se segue.

De acordo com o autor do texto, parte fértil da região Nordeste transformou-se em uma região árida após os latifúndios
açucareiros.
Certo
Errado
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Questão 248: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O açúcar arrasou o Nordeste. A faixa úmida do litoral, bem regada por chuvas, tinha um solo de grande fertilidade, muito rico em
húmus e sais minerais, coberto por matas tropicais da Bahia até o Ceará. Essa região de matas tropicais converteu-se em região
de savanas. Naturalmente nascida para produzir alimentos, passou a ser uma região de fome. O latifúndio açucareiro, destrutivo e
avassalador, deixou rochas estéreis, solos lavados, terras erodidas. Fizeram-se, a princípio, plantações de laranjas e mangas, que
foram abandonadas e se reduziram a pequenas hortas que rodeavam a casa do dono do engenho, exclusivamente reservadas
para a família do plantador branco. Os incêndios que abriam terras aos canaviais devastaram a floresta e com ela a fauna;
desapareceram os cervos, os javalis, as toupeiras, os coelhos, as pacas e os tatus. A flora e a fauna foram sacrificadas, nos
altares da monocultura, à cana-de-açúcar. A produção extensiva esgotou rapidamente os solos. A abundância e a prosperidade
eram, como de costume, simétricas à miséria da maioria da população, que vivia em estado crônico de subnutrição. Daqueles
tempos coloniais nasceu o costume, ainda vigente, de comer terra. Antigamente, castigava-se esse “vício africano” colocando-se
mordaças nas bocas das crianças ou pendurando-as dentro de cestas a grande distância do solo. A falta de ferro provoca anemia;
o instinto leva as crianças a compensar com terra os sais minerais que não encontram em sua comida habitual. O Nordeste
brasileiro padece hoje a herança da monocultura do açúcar.

Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina.


Galeano de Freitas (Trad.). Rio de Janeiro, Paz e Terra (com adaptações).

Com relação às ideias veiculadas no texto, julgue o item que se segue.

O texto afirma que a redução das plantações de frutas a pequenas hortas, ainda no período colonial, foi o fator que mais
contribuiu para a subnutrição crônica verificada na população nordestina em geral.
Certo
Errado
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Questão 249: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017

27 of 130 24/01/2022 22:19


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Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)


Texto

O açúcar arrasou o Nordeste. A faixa úmida do litoral, bem regada por chuvas, tinha um solo de grande fertilidade, muito rico em
húmus e sais minerais, coberto por matas tropicais da Bahia até o Ceará. Essa região de matas tropicais converteu-se em região
de savanas. Naturalmente nascida para produzir alimentos, passou a ser uma região de fome. O latifúndio açucareiro, destrutivo e
avassalador, deixou rochas estéreis, solos lavados, terras erodidas. Fizeram-se, a princípio, plantações de laranjas e mangas, que
foram abandonadas e se reduziram a pequenas hortas que rodeavam a casa do dono do engenho, exclusivamente reservadas
para a família do plantador branco. Os incêndios que abriam terras aos canaviais devastaram a floresta e com ela a fauna;
desapareceram os cervos, os javalis, as toupeiras, os coelhos, as pacas e os tatus. A flora e a fauna foram sacrificadas, nos
altares da monocultura, à cana-de-açúcar. A produção extensiva esgotou rapidamente os solos. A abundância e a prosperidade
eram, como de costume, simétricas à miséria da maioria da população, que vivia em estado crônico de subnutrição. Daqueles
tempos coloniais nasceu o costume, ainda vigente, de comer terra. Antigamente, castigava-se esse “vício africano” colocando-se
mordaças nas bocas das crianças ou pendurando-as dentro de cestas a grande distância do solo. A falta de ferro provoca anemia;
o instinto leva as crianças a compensar com terra os sais minerais que não encontram em sua comida habitual. O Nordeste
brasileiro padece hoje a herança da monocultura do açúcar.

Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina.


Galeano de Freitas (Trad.). Rio de Janeiro, Paz e Terra (com adaptações).

Com relação às ideias veiculadas no texto, julgue o item que se segue.

Depreende-se do texto que cervos, javalis, toupeiras, coelhos, pacas e tatus eram espécies encontradas nas florestas tropicais da
região nordestina de que trata o texto.
Certo
Errado
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Questão 250: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto

O açúcar arrasou o Nordeste. A faixa úmida do litoral, bem regada por chuvas, tinha um solo de grande fertilidade, muito rico em
húmus e sais minerais, coberto por matas tropicais da Bahia até o Ceará. Essa região de matas tropicais converteu-se em região
de savanas. Naturalmente nascida para produzir alimentos, passou a ser uma região de fome. O latifúndio açucareiro, destrutivo e
avassalador, deixou rochas estéreis, solos lavados, terras erodidas. Fizeram-se, a princípio, plantações de laranjas e mangas, que
foram abandonadas e se reduziram a pequenas hortas que rodeavam a casa do dono do engenho, exclusivamente reservadas
para a família do plantador branco. Os incêndios que abriam terras aos canaviais devastaram a floresta e com ela a fauna;
desapareceram os cervos, os javalis, as toupeiras, os coelhos, as pacas e os tatus. A flora e a fauna foram sacrificadas, nos
altares da monocultura, à cana-de-açúcar. A produção extensiva esgotou rapidamente os solos. A abundância e a prosperidade
eram, como de costume, simétricas à miséria da maioria da população, que vivia em estado crônico de subnutrição. Daqueles
tempos coloniais nasceu o costume, ainda vigente, de comer terra. Antigamente, castigava-se esse “vício africano” colocando-se
mordaças nas bocas das crianças ou pendurando-as dentro de cestas a grande distância do solo. A falta de ferro provoca anemia;
o instinto leva as crianças a compensar com terra os sais minerais que não encontram em sua comida habitual. O Nordeste
brasileiro padece hoje a herança da monocultura do açúcar.

Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina.


Galeano de Freitas (Trad.). Rio de Janeiro, Paz e Terra (com adaptações).

Com relação às ideias veiculadas no texto, julgue o item que se segue.

De acordo com o texto, incêndios florestais dificultavam a cultura da cana-de-açúcar na época colonial, além de provocar danos
ambientais irreversíveis.
Certo
Errado
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Questão 251: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)

28 of 130 24/01/2022 22:19


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A palavra violência frequentemente nos remete a crimes como assassinato, estupro, roubo e lesão corporal, ou mesmo a guerras
e terrorismo. Pensamos que violência e crime violento são a mesma coisa e não levamos em conta que nem toda violência é
considerada crime.

A sociedade, para reafirmar seus valores e se manter, pune as transgressões, com a intenção de que a punição aplicada ao
transgressor seja útil para que os demais indivíduos não sigam o mau exemplo, tendo em vista as consequências. Nesse caso,
considera-se crime a transgressão de regras socialmente preestabelecidas, que variam de acordo com a sociedade e o contexto
histórico.

Lançadas com o intuito de encontrar respostas para as possíveis causas da violência, hipóteses clássicas na sociologia do crime
acabaram por defender a tese de associação entre o aumento nos índices de criminalidade e a pobreza. Essa associação sustenta
a premissa de que o crime seja combatido e punido com maior rigor e frequência nas classes economicamente mais
desfavorecidas, em contraposição à tolerância e à impunidade de crimes cometidos tipicamente ou ocasionalmente por indivíduos
detentores de poder.

O mito da criminalidade associada à pobreza cria estereótipos, marginaliza e criminaliza a pobreza — que, em si, é uma violência.
Rotula os que são tidos como pobres e faz uma proporção extremamente grande da população ser prejulgada por atos ilícitos
praticados por uma minoria.

A violência nas cidades deve ser vista sob duas vias. Um tipo de violência é a dos crimes praticados nas ruas, principalmente nas
grandes cidades, que pode atingir qualquer pessoa. O segundo tipo é a violência praticada pela própria cidade, que massacra os
pobres, marginalizando e criminalizando esses cidadãos. Enquanto se diz que os pobres da cidade são violentos, a atenção da
violência que eles sofrem é invertida. A violência contra quem mora próximo de condomínios de luxo e mansões fortificadas, sem
ter acesso a bens básicos para garantir razoáveis condições de vida, é esquecida.

Geélison Ferreira da Silva. Considerações sobre criminalidade: marginalização, medo e mitos no Brasil. In: Revista Brasileira de Segurança Pública.
ano 5, 8.ª ed. São Paulo, fev. – mar./2011, p. 91-102 (com adaptações).

Com relação às ideias do texto, julgue o item que se segue.

Para o autor do texto, a pobreza pode ser considerada um tipo de violência porque, entre outras razões, há uma corrente na
sociologia que associa essa condição social a estereótipos de marginalidade e de criminalidade.
Certo
Errado
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/551748

Questão 252: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A palavra violência frequentemente nos remete a crimes como assassinato, estupro, roubo e lesão corporal, ou mesmo a guerras
e terrorismo. Pensamos que violência e crime violento são a mesma coisa e não levamos em conta que nem toda violência é
considerada crime.

A sociedade, para reafirmar seus valores e se manter, pune as transgressões, com a intenção de que a punição aplicada ao
transgressor seja útil para que os demais indivíduos não sigam o mau exemplo, tendo em vista as consequências. Nesse caso,
considera-se crime a transgressão de regras socialmente preestabelecidas, que variam de acordo com a sociedade e o contexto
histórico.

Lançadas com o intuito de encontrar respostas para as possíveis causas da violência, hipóteses clássicas na sociologia do crime
acabaram por defender a tese de associação entre o aumento nos índices de criminalidade e a pobreza. Essa associação sustenta
a premissa de que o crime seja combatido e punido com maior rigor e frequência nas classes economicamente mais
desfavorecidas, em contraposição à tolerância e à impunidade de crimes cometidos tipicamente ou ocasionalmente por indivíduos
detentores de poder.

O mito da criminalidade associada à pobreza cria estereótipos, marginaliza e criminaliza a pobreza — que, em si, é uma violência.
Rotula os que são tidos como pobres e faz uma proporção extremamente grande da população ser prejulgada por atos ilícitos
praticados por uma minoria.

A violência nas cidades deve ser vista sob duas vias. Um tipo de violência é a dos crimes praticados nas ruas, principalmente nas
grandes cidades, que pode atingir qualquer pessoa. O segundo tipo é a violência praticada pela própria cidade, que massacra os
pobres, marginalizando e criminalizando esses cidadãos. Enquanto se diz que os pobres da cidade são violentos, a atenção da
violência que eles sofrem é invertida. A violência contra quem mora próximo de condomínios de luxo e mansões fortificadas, sem
ter acesso a bens básicos para garantir razoáveis condições de vida, é esquecida.

29 of 130 24/01/2022 22:19


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Geélison Ferreira da Silva. Considerações sobre criminalidade: marginalização, medo e mitos no Brasil. In: Revista Brasileira de Segurança Pública.
ano 5, 8.ª ed. São Paulo, fev. – mar./2011, p. 91-102 (com adaptações)

Com relação às ideias do texto, julgue o item que se segue.

No texto, o autor faz referência a um tipo de violência que é caracterizada pelos crimes praticados nas ruas e que podem atingir
qualquer cidadão, e a um tipo de violência simbólica, caracterizada pela marginalização e pela criminalização de pessoas pobres.
Certo
Errado
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Questão 253: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A palavra violência frequentemente nos remete a crimes como assassinato, estupro, roubo e lesão corporal, ou mesmo a guerras
e terrorismo. Pensamos que violência e crime violento são a mesma coisa e não levamos em conta que nem toda violência é
considerada crime.

A sociedade, para reafirmar seus valores e se manter, pune as transgressões, com a intenção de que a punição aplicada ao
transgressor seja útil para que os demais indivíduos não sigam o mau exemplo, tendo em vista as consequências. Nesse caso,
considera-se crime a transgressão de regras socialmente preestabelecidas, que variam de acordo com a sociedade e o contexto
histórico.

Lançadas com o intuito de encontrar respostas para as possíveis causas da violência, hipóteses clássicas na sociologia do crime
acabaram por defender a tese de associação entre o aumento nos índices de criminalidade e a pobreza. Essa associação sustenta
a premissa de que o crime seja combatido e punido com maior rigor e frequência nas classes economicamente mais
desfavorecidas, em contraposição à tolerância e à impunidade de crimes cometidos tipicamente ou ocasionalmente por indivíduos
detentores de poder.

O mito da criminalidade associada à pobreza cria estereótipos, marginaliza e criminaliza a pobreza — que, em si, é uma violência.
Rotula os que são tidos como pobres e faz uma proporção extremamente grande da população ser prejulgada por atos ilícitos
praticados por uma minoria.

A violência nas cidades deve ser vista sob duas vias. Um tipo de violência é a dos crimes praticados nas ruas, principalmente nas
grandes cidades, que pode atingir qualquer pessoa. O segundo tipo é a violência praticada pela própria cidade, que massacra os
pobres, marginalizando e criminalizando esses cidadãos. Enquanto se diz que os pobres da cidade são violentos, a atenção da
violência que eles sofrem é invertida. A violência contra quem mora próximo de condomínios de luxo e mansões fortificadas, sem
ter acesso a bens básicos para garantir razoáveis condições de vida, é esquecida.

Geélison Ferreira da Silva. Considerações sobre criminalidade: marginalização, medo e mitos no Brasil. In: Revista Brasileira de Segurança Pública.
ano 5, 8.ª ed. São Paulo, fev. – mar./2011, p. 91-102 (com adaptações)

Com relação às ideias do texto, julgue o item que se segue.

Depreende-se do último parágrafo do texto que a associação entre violência e pobreza potencializa a vulnerabilidade das classes
sociais menos favorecidas.
Certo
Errado
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Questão 254: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A palavra violência frequentemente nos remete a crimes como assassinato, estupro, roubo e lesão corporal, ou mesmo a guerras
e terrorismo. Pensamos que violência e crime violento são a mesma coisa e não levamos em conta que nem toda violência é
considerada crime.

A sociedade, para reafirmar seus valores e se manter, pune as transgressões, com a intenção de que a punição aplicada ao
transgressor seja útil para que os demais indivíduos não sigam o mau exemplo, tendo em vista as consequências. Nesse caso,
considera-se crime a transgressão de regras socialmente preestabelecidas, que variam de acordo com a sociedade e o contexto
histórico.

30 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

Lançadas com o intuito de encontrar respostas para as possíveis causas da violência, hipóteses clássicas na sociologia do crime
acabaram por defender a tese de associação entre o aumento nos índices de criminalidade e a pobreza. Essa associação sustenta
a premissa de que o crime seja combatido e punido com maior rigor e frequência nas classes economicamente mais
desfavorecidas, em contraposição à tolerância e à impunidade de crimes cometidos tipicamente ou ocasionalmente por indivíduos
detentores de poder.

O mito da criminalidade associada à pobreza cria estereótipos, marginaliza e criminaliza a pobreza — que, em si, é uma violência.
Rotula os que são tidos como pobres e faz uma proporção extremamente grande da população ser prejulgada por atos ilícitos
praticados por uma minoria.

A violência nas cidades deve ser vista sob duas vias. Um tipo de violência é a dos crimes praticados nas ruas, principalmente nas
grandes cidades, que pode atingir qualquer pessoa. O segundo tipo é a violência praticada pela própria cidade, que massacra os
pobres, marginalizando e criminalizando esses cidadãos. Enquanto se diz que os pobres da cidade são violentos, a atenção da
violência que eles sofrem é invertida. A violência contra quem mora próximo de condomínios de luxo e mansões fortificadas, sem
ter acesso a bens básicos para garantir razoáveis condições de vida, é esquecida.

Geélison Ferreira da Silva. Considerações sobre criminalidade: marginalização, medo e mitos no Brasil. In: Revista Brasileira de Segurança Pública.
ano 5, 8.ª ed. São Paulo, fev. – mar./2011, p. 91-102 (com adaptações)

Com relação às ideias do texto, julgue o item que se segue.

O texto visa comprovar que o aumento dos índices de criminalidade está relacionado à pobreza.
Certo
Errado
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Questão 255: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A palavra violência frequentemente nos remete a crimes como assassinato, estupro, roubo e lesão corporal, ou mesmo a guerras
e terrorismo. Pensamos que violência e crime violento são a mesma coisa e não levamos em conta que nem toda violência é
considerada crime.

A sociedade, para reafirmar seus valores e se manter, pune as transgressões, com a intenção de que a punição aplicada ao
transgressor seja útil para que os demais indivíduos não sigam o mau exemplo, tendo em vista as consequências. Nesse caso,
considera-se crime a transgressão de regras socialmente preestabelecidas, que variam de acordo com a sociedade e o contexto
histórico.

Lançadas com o intuito de encontrar respostas para as possíveis causas da violência, hipóteses clássicas na sociologia do crime
acabaram por defender a tese de associação entre o aumento nos índices de criminalidade e a pobreza. Essa associação sustenta
a premissa de que o crime seja combatido e punido com maior rigor e frequência nas classes economicamente mais
desfavorecidas, em contraposição à tolerância e à impunidade de crimes cometidos tipicamente ou ocasionalmente por indivíduos
detentores de poder.

O mito da criminalidade associada à pobreza cria estereótipos, marginaliza e criminaliza a pobreza — que, em si, é uma violência.
Rotula os que são tidos como pobres e faz uma proporção extremamente grande da população ser prejulgada por atos ilícitos
praticados por uma minoria.

A violência nas cidades deve ser vista sob duas vias. Um tipo de violência é a dos crimes praticados nas ruas, principalmente nas
grandes cidades, que pode atingir qualquer pessoa. O segundo tipo é a violência praticada pela própria cidade, que massacra os
pobres, marginalizando e criminalizando esses cidadãos. Enquanto se diz que os pobres da cidade são violentos, a atenção da
violência que eles sofrem é invertida. A violência contra quem mora próximo de condomínios de luxo e mansões fortificadas, sem
ter acesso a bens básicos para garantir razoáveis condições de vida, é esquecida.

Geélison Ferreira da Silva. Considerações sobre criminalidade: marginalização, medo e mitos no Brasil. In: Revista Brasileira de Segurança Pública.
ano 5, 8.ª ed. São Paulo, fev. – mar./2011, p. 91-102 (com adaptações)

Com relação às ideias do texto, julgue o item que se segue.

De acordo com o texto, um dos mecanismos utilizados para a manutenção da ordem social é a punição de crimes, isto é, de
condutas compreendidas como transgressão de qualquer tipo de regra.

31 of 130 24/01/2022 22:19


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Certo
Errado
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Questão 256: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A palavra violência frequentemente nos remete a crimes como assassinato, estupro, roubo e lesão corporal, ou mesmo a guerras
e terrorismo. Pensamos que violência e crime violento são a mesma coisa e não levamos em conta que nem toda violência é
considerada crime.

A sociedade, para reafirmar seus valores e se manter, pune as transgressões, com a intenção de que a punição aplicada ao
transgressor seja útil para que os demais indivíduos não sigam o mau exemplo, tendo em vista as consequências. Nesse caso,
considera-se crime a transgressão de regras socialmente preestabelecidas, que variam de acordo com a sociedade e o contexto
histórico.

Lançadas com o intuito de encontrar respostas para as possíveis causas da violência, hipóteses clássicas na sociologia do crime
acabaram por defender a tese de associação entre o aumento nos índices de criminalidade e a pobreza. Essa associação sustenta
a premissa de que o crime seja combatido e punido com maior rigor e frequência nas classes economicamente mais
desfavorecidas, em contraposição à tolerância e à impunidade de crimes cometidos tipicamente ou ocasionalmente por indivíduos
detentores de poder.

O mito da criminalidade associada à pobreza cria estereótipos, marginaliza e criminaliza a pobreza — que, em si, é uma violência.
Rotula os que são tidos como pobres e faz uma proporção extremamente grande da população ser prejulgada por atos ilícitos
praticados por uma minoria.

A violência nas cidades deve ser vista sob duas vias. Um tipo de violência é a dos crimes praticados nas ruas, principalmente nas
grandes cidades, que pode atingir qualquer pessoa. O segundo tipo é a violência praticada pela própria cidade, que massacra os
pobres, marginalizando e criminalizando esses cidadãos. Enquanto se diz que os pobres da cidade são violentos, a atenção da
violência que eles sofrem é invertida. A violência contra quem mora próximo de condomínios de luxo e mansões fortificadas, sem
ter acesso a bens básicos para garantir razoáveis condições de vida, é esquecida.

Geélison Ferreira da Silva. Considerações sobre criminalidade: marginalização, medo e mitos no Brasil. In: Revista Brasileira de Segurança Pública.
ano 5, 8.ª ed. São Paulo, fev. – mar./2011, p. 91-102 (com adaptações)

Com relação às ideias do texto, julgue o item que se segue.

Para o autor do texto, a tese que associa a criminalidade à pobreza abre margem para que a punição de crimes varie em função
da condição socioeconômica do transgressor, apesar de as regras de punição serem concebidas como aplicáveis igualmente para
todos.
Certo
Errado
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Questão 257: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)

Quino. Toda a Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 384

Com relação aos sentidos do texto, em que aparecem as personagens Mafalda (presente apenas no primeiro quadrinho) e
Susanita, julgue o seguinte item.

Mafalda afasta-se de Susanita porque se sentiu ofendida por ter sido chamada de pobre.

32 of 130 24/01/2022 22:19


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Certo
Errado
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Questão 258: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)

Quino. Toda a Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 384

Com relação aos sentidos do texto, em que aparecem as personagens Mafalda (presente apenas no primeiro quadrinho) e
Susanita, julgue o seguinte item.

Na tirinha, os recursos verbais e não verbais sugerem que as personagens têm opiniões diferentes sobre a desigualdade social.

Certo
Errado
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Questão 259: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)

Quino. Toda a Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 384

Com relação aos sentidos do texto, em que aparecem as personagens Mafalda (presente apenas no primeiro quadrinho) e
Susanita, julgue o seguinte item.

No último quadrinho, a personagem Susanita percebe que seus argumentos estavam equivocados.
Certo
Errado
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Questão 260: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)

Quino. Toda a Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 384

Com relação aos sentidos do texto, em que aparecem as personagens Mafalda (presente apenas no primeiro quadrinho) e
Susanita, julgue o seguinte item.

33 of 130 24/01/2022 22:19


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O principal comportamento humano satirizado na tirinha é a indiferença para com as condições de vida a que são submetidas as
pessoas pobres.

Certo
Errado
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Questão 261: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)

Quino. Toda a Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 384

Com relação aos sentidos do texto, em que aparecem as personagens Mafalda (presente apenas no primeiro quadrinho) e
Susanita, julgue o seguinte item.

Na opinião de Susanita, as pessoas são pobres porque escolhem essa condição para as suas vidas.

Certo
Errado
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Questão 262: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Os meninos deitaram-se e pegaram no sono. Sinha Vitória pediu o binga ao companheiro e acendeu o cachimbo. Fabiano
preparou um cigarro. Por enquanto estavam sossegados. Voltaram a cochichar projetos, as fumaças do cigarro e do cachimbo
misturaram-se. Fabiano insistiu nos seus conhecimentos topográficos, falou no cavalo de fábrica. Ia morrer na certa, um animal
tão bom. Se tivesse vindo com eles,
transportaria a bagagem. Ia morrer o amigo, num canto de cerca, vendo os urubus chegarem banzeiros, saltando, os bicos
ameaçando-lhe os olhos. A lembrança das aves medonhas, que ameaçavam com os bicos pontudos os olhos de criaturas vivas,
horrorizou Fabiano. Sinha Vitória percebeu-lhe a inquietação na cara torturada e levantou-se, acordou os filhos, arrumou os
picuás. Fabiano retomou o carrego. Pouco a pouco uma vida nova, ainda confusa, se foi esboçando. Fabiano estava contente e
acreditava nessa terra, porque não sabia como ela era nem onde era. E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade
grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Chegariam a uma terra
desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade
homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos.

Graciliano Ramos. Vidas Secas.

Acerca dos sentidos do texto, julgue o item subsequente.

A afirmativa “E o sertão continuaria a mandar gente para lá” denota uma expectativa de continuidade do êxodo rural.
Certo
Errado
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Questão 263: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Os meninos deitaram-se e pegaram no sono. Sinha Vitória pediu o binga ao companheiro e acendeu o cachimbo. Fabiano
preparou um cigarro. Por enquanto estavam sossegados. Voltaram a cochichar projetos, as fumaças do cigarro e do cachimbo
misturaram-se. Fabiano insistiu nos seus conhecimentos topográficos, falou no cavalo de fábrica. Ia morrer na certa, um animal
tão bom. Se tivesse vindo com eles,

34 of 130 24/01/2022 22:19


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transportaria a bagagem. Ia morrer o amigo, num canto de cerca, vendo os urubus chegarem banzeiros, saltando, os bicos
ameaçando-lhe os olhos. A lembrança das aves medonhas, que ameaçavam com os bicos pontudos os olhos de criaturas vivas,
horrorizou Fabiano. Sinha Vitória percebeu-lhe a inquietação na cara torturada e levantou-se, acordou os filhos, arrumou os
picuás. Fabiano retomou o carrego. Pouco a pouco uma vida nova, ainda confusa, se foi esboçando. Fabiano estava contente e
acreditava nessa terra, porque não sabia como ela era nem onde era. E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade
grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Chegariam a uma terra
desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade
homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos.

Graciliano Ramos. Vidas Secas.

Acerca dos sentidos do texto, julgue o item subsequente.

O trecho “Uma cidade grande (...) presos nela” descreve os acontecimentos que sucederam com Fabiano e sua família depois de
terem chegado à cidade grande.
Certo
Errado
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Questão 264: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Os meninos deitaram-se e pegaram no sono. Sinha Vitória pediu o binga ao companheiro e acendeu o cachimbo. Fabiano
preparou um cigarro. Por enquanto estavam sossegados. Voltaram a cochichar projetos, as fumaças do cigarro e do cachimbo
misturaram-se. Fabiano insistiu nos seus conhecimentos topográficos, falou no cavalo de fábrica. Ia morrer na certa, um animal
tão bom. Se tivesse vindo com eles,
transportaria a bagagem. Ia morrer o amigo, num canto de cerca, vendo os urubus chegarem banzeiros, saltando, os bicos
ameaçando-lhe os olhos. A lembrança das aves medonhas, que ameaçavam com os bicos pontudos os olhos de criaturas vivas,
horrorizou Fabiano. Sinha Vitória percebeu-lhe a inquietação na cara torturada e levantou-se, acordou os filhos, arrumou os
picuás. Fabiano retomou o carrego. Pouco a pouco uma vida nova, ainda confusa, se foi esboçando. Fabiano estava contente e
acreditava nessa terra, porque não sabia como ela era nem onde era. E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade
grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Chegariam a uma terra
desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade
homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos.

Graciliano Ramos. Vidas Secas.

Acerca dos sentidos do texto, julgue o item subsequente.

Embora rumasse na direção sul, em busca de uma cidade grande, Fabiano não sabia exatamente onde seria seu destino final.
Certo
Errado
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Questão 265: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Os meninos deitaram-se e pegaram no sono. Sinha Vitória pediu o binga ao companheiro e acendeu o cachimbo. Fabiano
preparou um cigarro. Por enquanto estavam sossegados. Voltaram a cochichar projetos, as fumaças do cigarro e do cachimbo
misturaram-se. Fabiano insistiu nos seus conhecimentos topográficos, falou no cavalo de fábrica. Ia morrer na certa, um animal
tão bom. Se tivesse vindo com eles,
transportaria a bagagem. Ia morrer o amigo, num canto de cerca, vendo os urubus chegarem banzeiros, saltando, os bicos
ameaçando-lhe os olhos. A lembrança das aves medonhas, que ameaçavam com os bicos pontudos os olhos de criaturas vivas,
horrorizou Fabiano. Sinha Vitória percebeu-lhe a inquietação na cara torturada e levantou-se, acordou os filhos, arrumou os
picuás. Fabiano retomou o carrego. Pouco a pouco uma vida nova, ainda confusa, se foi esboçando. Fabiano estava contente e
acreditava nessa terra, porque não sabia como ela era nem onde era. E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade
grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Chegariam a uma terra
desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade
homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos.

Graciliano Ramos. Vidas Secas.

35 of 130 24/01/2022 22:19


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Acerca dos sentidos do texto, julgue o item subsequente.

Depreende-se da narrativa que Fabiano e sua família são retirantes emigrando do sertão em direção a uma região considerada
mais promissora.
Certo
Errado
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Questão 266: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Os meninos deitaram-se e pegaram no sono. Sinha Vitória pediu o binga ao companheiro e acendeu o cachimbo. Fabiano
preparou um cigarro. Por enquanto estavam sossegados. Voltaram a cochichar projetos, as fumaças do cigarro e do cachimbo
misturaram-se. Fabiano insistiu nos seus conhecimentos topográficos, falou no cavalo de fábrica. Ia morrer na certa, um animal
tão bom. Se tivesse vindo com eles,
transportaria a bagagem. Ia morrer o amigo, num canto de cerca, vendo os urubus chegarem banzeiros, saltando, os bicos
ameaçando-lhe os olhos. A lembrança das aves medonhas, que ameaçavam com os bicos pontudos os olhos de criaturas vivas,
horrorizou Fabiano. Sinha Vitória percebeu-lhe a inquietação na cara torturada e levantou-se, acordou os filhos, arrumou os
picuás. Fabiano retomou o carrego. Pouco a pouco uma vida nova, ainda confusa, se foi esboçando. Fabiano estava contente e
acreditava nessa terra, porque não sabia como ela era nem onde era. E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade
grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Chegariam a uma terra
desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade
homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos.

Graciliano Ramos. Vidas Secas.

Acerca dos sentidos do texto, julgue o item subsequente.

Fabiano indignou-se com os urubus porque esses animais estavam ameaçando a ele e a sua família.
Certo
Errado
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Questão 267: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRT7/TRT 7/Apoio Especializado/Tecnologia da Informação/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A1AAA

Um livro é como uma casa. Tem fachada, jardim, sala de visitas, quartos, dependência de empregada e até mesmo cozinha e
porão. Suas páginas iniciais, como aquelas conversas cerimoniais que antigamente eram regadas a guaraná geladinho e biscoito
champanhe, servem solenemente para dizer ao leitor (esse fantasma que nos chega da rua.) o que se diz a uma visita de
consideração: que não repare nos móveis, que o dono da morada é modesto e bem-intencionado. (...) Que vá, enfim, ficando à
vontade e desculpando alguma coisa...

Assim, se o leitor quiser me acompanhar, eu lhe mostro, daqui da sala de visitas, esta minha nova casa. Diria, inicialmente, que
ela começou com uma ideia, e não com um projeto bem-acabado, pois não sou engenheiro civil, mas estudante das coisas
humanas. Desse modo, esta coleção de ensaios nasceu da motivação de compreender a sociedade brasileira como alguma coisa
totalizada.

Pode estar seguro o meu leitor-visita de que fiz o que pude e de que tentei até mesmo lhe indicar o caminho do quintal e da
cozinha. Mas, se mesmo assim tudo lhe for desagradável, se considerar a casa mal construída, se o café estiver frio e fraco, e a
cerveja, muito quente, se tudo — enfim — lhe parecer errado ou ruim, então eu só lhe peço que se lembre de uma coisa: a casa,
afinal de contas, é brasileira. Nela, se há regras para o anfitrião, há também normas para a visita. E, até mesmo quando não se
gosta de algo, se pode dizer isso educada e generosamente. Fique à vontade...

Roberto Damatta. A casa & a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 1997, p. 5 (com adaptações).

No texto CB3A1AAA, o emprego do termo “fantasma” sugere que o leitor é


a) um visitante inconveniente e desagradável.
b) alguém que finge ser outra pessoa.
c) alguém desconhecido, sobre quem nada se sabe.
d) uma pessoa sinistra ou assustadora.

36 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/552819

Questão 268: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRT7/TRT 7/Apoio Especializado/Tecnologia da Informação/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A1AAA

Um livro é como uma casa. Tem fachada, jardim, sala de visitas, quartos, dependência de empregada e até mesmo cozinha e
porão. Suas páginas iniciais, como aquelas conversas cerimoniais que antigamente eram regadas a guaraná geladinho e biscoito
champanhe, servem solenemente para dizer ao leitor (esse fantasma que nos chega da rua.) o que se diz a uma visita de
consideração: que não repare nos móveis, que o dono da morada é modesto e bem-intencionado. (...) Que vá, enfim, ficando à
vontade e desculpando alguma coisa...

Assim, se o leitor quiser me acompanhar, eu lhe mostro, daqui da sala de visitas, esta minha nova casa. Diria, inicialmente, que
ela começou com uma ideia, e não com um projeto bem-acabado, pois não sou engenheiro civil, mas estudante das coisas
humanas. Desse modo, esta coleção de ensaios nasceu da motivação de compreender a sociedade brasileira como alguma coisa
totalizada.

Pode estar seguro o meu leitor-visita de que fiz o que pude e de que tentei até mesmo lhe indicar o caminho do quintal e da
cozinha. Mas, se mesmo assim tudo lhe for desagradável, se considerar a casa mal construída, se o café estiver frio e fraco, e a
cerveja, muito quente, se tudo — enfim — lhe parecer errado ou ruim, então eu só lhe peço que se lembre de uma coisa: a casa,
afinal de contas, é brasileira. Nela, se há regras para o anfitrião, há também normas para a visita. E, até mesmo quando não se
gosta de algo, se pode dizer isso educada e generosamente. Fique à vontade...

Roberto Damatta. A casa & a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 1997, p. 5 (com adaptações).

Considerando que, de acordo com seu autor, o texto CB3A1AAA é um fragmento de um livro de ensaios, assinale a opção que
corresponde à seção do livro da qual faz parte o referido fragmento.
a) Um dos ensaios, já que apresenta linguagem informal, apropriada a esse gênero textual.
b) Contracapa, pois seu objetivo é convencer alguém a comprar o livro.
c) Conclusão, pois consiste em um pedido de desculpas ao leitor que, por ventura, encontrar problemas na obra.
d) Introdução, visto que convida o leitor a iniciar a leitura dos ensaios.
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Questão 269: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRT7/TRT 7/Apoio Especializado/Tecnologia da Informação/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A1AAA

Um livro é como uma casa. Tem fachada, jardim, sala de visitas, quartos, dependência de empregada e até mesmo cozinha e
porão. Suas páginas iniciais, como aquelas conversas cerimoniais que antigamente eram regadas a guaraná geladinho e biscoito
champanhe, servem solenemente para dizer ao leitor (esse fantasma que nos chega da rua.) o que se diz a uma visita de
consideração: que não repare nos móveis, que o dono da morada é modesto e bem-intencionado. (...) Que vá, enfim, ficando à
vontade e desculpando alguma coisa...

Assim, se o leitor quiser me acompanhar, eu lhe mostro, daqui da sala de visitas, esta minha nova casa. Diria, inicialmente, que
ela começou com uma ideia, e não com um projeto bem-acabado, pois não sou engenheiro civil, mas estudante das coisas
humanas. Desse modo, esta coleção de ensaios nasceu da motivação de compreender a sociedade brasileira como alguma coisa
totalizada.

Pode estar seguro o meu leitor-visita de que fiz o que pude e de que tentei até mesmo lhe indicar o caminho do quintal e da
cozinha. Mas, se mesmo assim tudo lhe for desagradável, se considerar a casa mal construída, se o café estiver frio e fraco, e a
cerveja, muito quente, se tudo — enfim — lhe parecer errado ou ruim, então eu só lhe peço que se lembre de uma coisa: a casa,
afinal de contas, é brasileira. Nela, se há regras para o anfitrião, há também normas para a visita. E, até mesmo quando não se
gosta de algo, se pode dizer isso educada e generosamente. Fique à vontade...

Roberto Damatta. A casa & a rua: espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 1997, p. 5 (com adaptações).

De acordo com o último parágrafo do texto CB3A1AAA, seu autor


a) admite que o leitor critique seu livro, desde que o faça de modo gentil e construtivo.
b) assegura que o livro terá a aprovação do público se as regras estabelecidas por ele forem obedecidas.
c) rejeita a possibilidade de o leitor não gostar do livro, visto que se esforçou muito para escrevê-lo.

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d) determina que o leitor expresse sua opinião caso não goste do livro.
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Questão 270: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRT7/TRT 7/Apoio Especializado/Tecnologia da Informação/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A1BBB

O velocista jamaicano Usain Bolt, considerado o homem mais rápido do mundo, declarou certa vez que queria se tornar jogador
de futebol do Manchester United. (...) Bolt jogaria de ala e aproveitaria para imprimir velocidade ao jogo, segundo afirmou. Dá
pra imaginar o corredor levando nove segundos e meio para sair da pequena área, sem sombra de impedimento, e chegar
saltitante ao gol rival, antes que os locutores tenham tempo de informar as horas.

Isso me leva a uma boa ideia para os próximos jogos olímpicos: no evento de abertura, as delegações desfilariam e
confraternizariam; no dia seguinte, haveria um eletrizante sorteio. Neste, descobriríamos que o time de vôlei iria representar o
Brasil na canoagem e que a equipe de pentatlo moderno havia sido escalada para jogar handebol.

Os atletas do levantamento de peso adorariam encarar uma coreografia de ginástica rítmica, enquanto os meninos do basquete
teriam certa dificuldade em driblar um ciclista durante a partida de futebol. Equipes masculinas seriam convocadas para esportes
femininos, como o nado sincronizado, e seriam obrigadas a exibir toda a sua graça e malemolência aos juízes.

Estes, aliás, seriam mantidos em seus esportes, bem como os técnicos de cada modalidade, porque, afinal, a gente não está de
brincadeira.

Vanessa Barbara. Pato na água. In: O louco de palestra. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. e-Book, localização: 204 (com
adaptações).

No trecho “Dá pra imaginar o corredor levando nove segundos e meio para sair da pequena área, sem sombra de impedimento, e
chegar saltitante ao gol rival, antes que os locutores tenham tempo de informar as horas”, o autor busca ilustrar uma cena
hipotética em que Usain Bolt
a) dribla os adversários, nos minutos finais do jogo, e alcança o gol do time rival.
b) alcança, sem dificuldades e muito rapidamente, o gol do time adversário.
c) pergunta as horas aos locutores da partida enquanto corre até o gol do time rival.
d) salta obstáculos rapidamente, até chegar ao gol do time adversário.
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Questão 271: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRT7/TRT 7/Administrativa/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB3A1BBB

O velocista jamaicano Usain Bolt, considerado o homem mais rápido do mundo, declarou certa vez que queria se tornar jogador
de futebol do Manchester United. (...) Bolt jogaria de ala e aproveitaria para imprimir velocidade ao jogo, segundo afirmou. Dá
pra imaginar o corredor levando nove segundos e meio para sair da pequena área, sem sombra de impedimento, e chegar
saltitante ao gol rival, antes que os locutores tenham tempo de informar as horas.

Isso me leva a uma boa ideia para os próximos jogos olímpicos: no evento de abertura, as delegações desfilariam e
confraternizariam; no dia seguinte, haveria um eletrizante sorteio. Neste, descobriríamos que o time de vôlei iria representar o
Brasil na canoagem e que a equipe de pentatlo moderno havia sido escalada para jogar handebol.

Os atletas do levantamento de peso adorariam encarar uma coreografia de ginástica rítmica, enquanto os meninos do basquete
teriam certa dificuldade em driblar um ciclista durante a partida de futebol. Equipes masculinas seriam convocadas para esportes
femininos, como o nado sincronizado, e seriam obrigadas a exibir toda a sua graça e malemolência aos juízes.

Estes, aliás, seriam mantidos em seus esportes, bem como os técnicos de cada modalidade, porque, afinal, a gente não está de
brincadeira.

Vanessa Barbara. Pato na água. In: O louco de palestra. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. e-Book, localização: 204 (com
adaptações).

No texto CB3A1BBB, cria-se um efeito de humor por meio do uso da ironia, recurso que consiste em afirmar algo oposto à ideia
que se quer, de fato, transmitir, como se observa quando a autora afirma que

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a) A levantadores de peso “adorariam encarar uma coreografia de ginástica rítmica”.


b) equipes masculinas “seriam convocadas para esportes femininos, como o nado sincronizado”.
c) juízes “seriam mantidos em seus esportes, bem como os técnicos de cada modalidade”
d) Usain Bolt é “considerado o homem mais rápido do mundo”
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Questão 272: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRF1/TRF 1/Administrativa/Segurança e Transporte/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB2A1AAA

A pergunta a respeito da exigibilidade ou não de procedimento licitatório prévio para a contratação de serviços profissionais de
advocacia não comporta uma resposta genérica, seja em sentido positivo, seja em sentido negativo. Na verdade, o campo de
atuação profissional do advogado é bastante amplo e compreende tanto trabalhos usuais, corriqueiros, de pequena complexidade
técnica, quanto situações de extrema dificuldade, verdadeiramente polêmicas e de enorme repercussão prática, de ordem tanto
econômica quanto propriamente jurídica.

O estudo desse problema exige muita ponderação, repudiando-se, de uma vez, soluções simplistas e extremadas. Nem se pode
dizer que toda contratação direta de advogado pelo poder público é lícita, dado o caráter fundamentalmente intelectual e pessoal
do trabalho advocatício, nem se pode afirmar que toda e qualquer contratação de advogado deve ser precedida de licitação, em
face do princípio da isonomia.

Existem, no entanto, assuntos de grande repercussão política correspondentes a programas ou prioridades determinadas
exatamente pela estrutura política eleita democraticamente pelo corpo social, e o tratamento de temas dessa natureza requer a
seleção de assistentes jurídicos nomeados para cargos de provimento em comissão ou a contratação temporária de profissionais
alheios ao corpo permanente de servidores.

Adilson Abreu Dallari. Contratação de serviços de advocacia


pela administração pública. Brasília. a. 35 n. 140 out./dez. 1998. Internet: <www2.senado.leg.br> (com adaptações).

Com relação aos sentidos do texto CB2A1AAA, julgue o item a seguir.

Depreende-se do texto que a contratação de serviços profissionais de advocacia por meio de procedimento licitatório requer a
análise de profissionais da área.
Certo
Errado
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Questão 273: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRF1/TRF 1/Administrativa/Segurança e Transporte/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB2A1AAA

A pergunta a respeito da exigibilidade ou não de procedimento licitatório prévio para a contratação de serviços profissionais de
advocacia não comporta uma resposta genérica, seja em sentido positivo, seja em sentido negativo. Na verdade, o campo de
atuação profissional do advogado é bastante amplo e compreende tanto trabalhos usuais, corriqueiros, de pequena complexidade
técnica, quanto situações de extrema dificuldade, verdadeiramente polêmicas e de enorme repercussão prática, de ordem tanto
econômica quanto propriamente jurídica.

O estudo desse problema exige muita ponderação, repudiando-se, de uma vez, soluções simplistas e extremadas. Nem se pode
dizer que toda contratação direta de advogado pelo poder público é lícita, dado o caráter fundamentalmente intelectual e pessoal
do trabalho advocatício, nem se pode afirmar que toda e qualquer contratação de advogado deve ser precedida de licitação, em
face do princípio da isonomia.

Existem, no entanto, assuntos de grande repercussão política correspondentes a programas ou prioridades determinadas
exatamente pela estrutura política eleita democraticamente pelo corpo social, e o tratamento de temas dessa natureza requer a
seleção de assistentes jurídicos nomeados para cargos de provimento em comissão ou a contratação temporária de profissionais
alheios ao corpo permanente de servidores.

Adilson Abreu Dallari. Contratação de serviços de advocacia


pela administração pública. Brasília. a. 35 n. 140 out./dez. 1998. Internet: <www2.senado.leg.br> (com adaptações).

Com relação aos sentidos do texto CB2A1AAA, julgue o item a seguir.

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O autor do texto defende que, em se tratando de assuntos de grande repercussão política, a opção pela realização de concursos
para a contratação de assistentes jurídicos deve prevalecer sobre a contratação temporária desses profissionais.
Certo
Errado
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Questão 274: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRF1/TRF 1/Administrativa/Segurança e Transporte/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB2A1AAA

A pergunta a respeito da exigibilidade ou não de procedimento licitatório prévio para a contratação de serviços profissionais de
advocacia não comporta uma resposta genérica, seja em sentido positivo, seja em sentido negativo. Na verdade, o campo de
atuação profissional do advogado é bastante amplo e compreende tanto trabalhos usuais, corriqueiros, de pequena complexidade
técnica, quanto situações de extrema dificuldade, verdadeiramente polêmicas e de enorme repercussão prática, de ordem tanto
econômica quanto propriamente jurídica.

O estudo desse problema exige muita ponderação, repudiando-se, de uma vez, soluções simplistas e extremadas. Nem se pode
dizer que toda contratação direta de advogado pelo poder público é lícita, dado o caráter fundamentalmente intelectual e pessoal
do trabalho advocatício, nem se pode afirmar que toda e qualquer contratação de advogado deve ser precedida de licitação, em
face do princípio da isonomia.

Existem, no entanto, assuntos de grande repercussão política correspondentes a programas ou prioridades determinadas
exatamente pela estrutura política eleita democraticamente pelo corpo social, e o tratamento de temas dessa natureza requer a
seleção de assistentes jurídicos nomeados para cargos de provimento em comissão ou a contratação temporária de profissionais
alheios ao corpo permanente de servidores.

Adilson Abreu Dallari. Contratação de serviços de advocacia


pela administração pública. Brasília. a. 35 n. 140 out./dez. 1998. Internet: <www2.senado.leg.br> (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1AAA, julgue o item.

No trecho “tanto trabalhos (...) prática”, os termos “tanto” e “quanto” introduzem, respectivamente, aspectos distintos que
envolvem “o campo de atuação profissional do advogado”.
Certo
Errado
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Questão 275: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRF1/TRF 1/Administrativa/Segurança e Transporte/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Texto CB2A2AAA

O pensamento do filósofo grego Sócrates, no século V a. C., marcou uma reviravolta na história humana. Até então, a filosofia
procurava explicar o mundo com base na observação das forças da natureza. A partir de Sócrates, o ser humano voltou-se para si
mesmo.

A preocupação do filósofo era levar as pessoas, por meio do autoconhecimento, à sabedoria e à prática do bem. Para o filósofo
grego, o papel do educador é, portanto, o de ajudar o discípulo a caminhar nesse sentido, despertando sua cooperação para que
ele consiga, por si próprio, iluminar sua inteligência e sua consciência.

Assim, o verdadeiro mestre não é um provedor de conhecimentos, mas alguém que desperta os espíritos. Ele deve, segundo
Sócrates, admitir a reciprocidade ao exercer sua função iluminadora, permitindo que os alunos contestem seus argumentos da
mesma forma que ele contesta os argumentos dos alunos. Para esse pensador, só a troca de ideias dá liberdade ao pensamento e
a sua expressão, condição imprescindível para o aperfeiçoamento do ser humano.

Sócrates. In: Coleção Grandes Pensadores.


Revista Nova Escola. Ed. 179, jan.–fev./2005. Internet: <https://novaescola.org.br> (com adaptações).

Ainda com relação às propriedades linguísticas do texto CB2A2AAA, julgue o item a seguir.

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O termo oracional “alguém que desperta os espíritos” define o perfil do indivíduo que se distingue do verdadeiro mestre e do
provedor de conhecimentos e, por isso, está introduzido pela conjunção “mas”, que expressa oposição.
Certo
Errado
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Questão 276: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRE TO/TRE TO/Apoio Especializado/Programação de Sistemas/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A questão baseia no texto apresentado abaixo.

Somente em um sistema de democracia indireta ou representativa existem partidos políticos. A democracia indireta ou
representativa, segundo Kelsen, é aquela em que a função legislativa é exercida por um parlamento eleito pelo povo, e as funções
administrativa e judiciária são exercidas por funcionários igualmente escolhidos por um eleitorado. Dessa forma, um governo é
representativo quando os seus funcionários, durante a ocupação do poder, refletem a vontade do eleitorado e são responsáveis
para com este.
Como o sistema de democracia representativa procurava representar uma unidade, os partidos políticos foram vistos com maus
olhos em um primeiro momento. Em seu início, não tinham sequer o respaldo da Constituição.
Kelsen explica que os partidos políticos surgiram porque, em uma democracia parlamentar, o indivíduo isolado tem pouca
influência sobre a criação dos órgãos legislativos e executivos. Assim, para obter influência, ele tem de se associar a outros que
compartilhem as suas opiniões políticas. Para o autor, o partido político é um veículo essencial para a formação da vontade pública
em uma democracia parlamentar.
Ana Cláudia Santano. Os partidos políticos. Internet: <www.egov.ufsc.br> (com adaptações).

De acordo com as ideias veiculadas no texto, nos estados democráticos os partidos políticos
a) foram criados para reunir os indivíduos eleitos pelo povo por voto direto.
b) passaram a ser mais bem aceitos quando os países publicaram suas primeiras constituições federais.
c) atuam somente em sistemas indiretos ou representativos.
d) foram criados porque indivíduos isolados não devem atuar em órgãos públicos.
e) devem fiscalizar a atuação de funcionários do governo.
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Questão 277: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRE TO/TRE TO/Apoio Especializado/Programação de Sistemas/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A questão baseia no texto apresentado abaixo.

O Tocantins dá abrigo à mais completa floresta fossilizada do mundo, que viveu no Período Permiano, em uma época anterior à
dos dinossauros. No final desse período, o planeta assistiu à maior extinção em massa da fauna e da flora de sua existência.
Os fósseis da floresta foram preservados graças à presença de sílica no ambiente, que se infiltrou nas plantas e conservou seus
formatos, por meio do processo de permineralização celular. A infiltração e a impregnação de sílica nas células e nos espaços
intercelulares formaram uma matriz inorgânica que sustentou os tecidos das plantas, preservando-os. A origem do agente da
permineralização silicosa ainda permanece obscura.
O alto índice de samambaias indica que a região central do Tocantins era, então, uma planície costeira com farto sistema
hídrico sob um clima tropical. E o ambiente? Há dúvidas quanto à sua caracterização, isto é, se era amazônico ou parecido com o
do cerrado.

Internet: <www.florestalbrasil.com> (com adaptações)

De acordo com o texto, o processo de permineralização celular pode ser compreendido como a
a) conservação, de causa desconhecida, dos formatos da vegetação da região norte do Tocantins.
b) introdução de elementos vivos resistentes em folhas e caules de plantas a fim de preservá-las da extinção.
c) infiltração, na matriz das plantas, de minerais aptos a mantê-las vivas a despeito das condições climáticas.
d) sustentação da estrutura da vegetação por meio da formação de uma camada de sílica na superfície das plantas.
e) penetração na composição celular das plantas de elemento capaz de formar uma estrutura interior inorgânica.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/566591

Questão 278: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRE TO/TRE TO/Apoio Especializado/Programação de Sistemas/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
A questão baseia no texto apresentado abaixo.

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TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

As mudanças climáticas já são uma realidade para a população mundial, com ameaças à infraestrutura de cidades, diminuição da
produtividade nas lavouras, alterações nos oceanos e risco em relação à disponibilidade de peixes.
As transformações são causadas pela emissão excessiva de gases de efeito estufa, em atividades como desmatamento, queima
de combustíveis fósseis para a geração de energia ou práticas insustentáveis na agricultura e na pecuária.
Caso nada seja feito, a previsão é de que haja um aumento de 1 ºC em 2020 em relação à era pré-industrial. Parece pouco,
mas é suficiente para gerar consequências para todas as populações do mundo, em especial as comunidades pobres e
vulneráveis, causando impactos na segurança alimentar, hídrica e energética, aumento do nível do mar, tempestades, ondas de
calor e intensificação de secas, chuvas e inundações.
Internet: <www.wwf.org.br> (com adaptações).

De acordo com o texto, as alterações climáticas causam preocupação, entre outros motivos, porque
a) resultam da elevação na temperatura terrestre média.
b) tornam inviáveis as práticas agropecuárias.
c) trazem riscos às áreas urbanas e à segurança das populações.
d) têm efeitos irreversíveis.
e) afetam de forma igual toda a população mundial.
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Questão 279: CEBRASPE (CESPE) - Sup C Qual (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto 1A1-I

O termo “dado de pesquisa” tem uma amplitude de significados que vão se transformando de acordo com domínios científicos
específicos, objetos de pesquisas, metodologias de geração e coleta de dados e muitas outras variáveis. Pode ser o resultado de
um experimento realizado em um ambiente controlado de laboratório, um estudo empírico na área de ciências sociais ou a
observação de um fenômeno cultural ou da erupção de um vulcão em um determinado momento e lugar. Dados digitais de
pesquisa ocorrem na forma de diferentes tipos de dados, como números, figuras, vídeos, softwares; com diferentes níveis de
agregação e de processamento, como dados crus ou primários, dados intermediários e dados processados e integrados; e em
diferentes formatos de arquivos e mídias. Essa diversidade, que vai sendo delineada pelas especificidades de cada disciplina, suas
condicionantes metodológicas, protocolos, workflows e seus objetivos, se torna um desafio — pelo alto grau de contextualização
necessário — para o pesquisador na sua tarefa de definir precisamente o que é dado de pesquisa de uma forma transversal aos
diversos domínios disciplinares.

As definições encontradas nos dicionários e enciclopédias falham em capturar a riqueza e a variedade dos dados no mundo da
ciência ou falham em revelar as premissas epistemológicas e ontológicas sobre as quais eles são baseados. Na esfera acadêmica,
grande parte das definições são uma enumeração de exemplos: dados são fatos, números, letras e símbolos. Listas de exemplos
não são verdadeiramente definições, visto que não estabelecem uma clara fronteira entre o que inclui e o que não inclui o
conceito.

Luis Fernando Sayão; Luana Farias Sales. Afinal, o que é dado de pesquisa? In: Biblos: Revista do Instituto de Ciências Humanas e da
Informação, Rio Grande. v. 34, n. 02, jul.-dez./2020, p.32-33. Internet: <periodicos.furg.br>. (com adaptações).

No primeiro parágrafo do texto 1A1-I, predomina a tipologia textual

a) argumentativa.
b) descritiva.
c) expositiva.
d) instrucional.

e) narrativa.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/1594223

Questão 280: CEBRASPE (CESPE) - Ag PM (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Tipologia e Gênero Textual

42 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

Texto 1A1-I

Estou escrevendo um livro sobre a guerra...

Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de
todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores.

Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três
filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai.

Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram
as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento?

A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso
ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram.

Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai
sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou
nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez nem saibamos como
fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo.

Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimento da vida surgiu uma
coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde
veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe...

Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que
respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos.

Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha uma forma incomum: um romance
constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É
isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo.

Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com adaptações).

O texto 1A1-I é predominantemente

a) narrativo.
b) descritivo.
c) dissertativo.
d) argumentativo.

e) expositivo.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/1594224

Questão 281: CEBRASPE (CESPE) - Sup C Qual (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto 1A2-I

Este artigo questiona a informação histórica de que o Brasil se insere na modernidade- mundo, o chamado “mundo moderno”,
através da realização da Semana de Arte Moderna de 1922. Tal inserção se daria, na verdade, pela construção do samba moderno
a partir da ótica artística de Pixinguinha (1897-1973), em especial pela sua excursão com os Oito Batutas pela França, em 1921,
patrocinada pelo multimilionário Arnaldo Guinle (1884-1963), apesar das críticas negativas de cunho racista dos cadernos culturais
da época.

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TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

O samba de Pixinguinha é resultante do amálgama das expressões culturais e religiosas afro-brasileiras e das trocas de
experiências culturais entre diferentes expressões culturais que começavam a circular pelo mundo, de maneira mais ampla e
rápida, graças às ondas sonoras de rádio, às gravações de discos e às partituras que chegavam ao Rio de Janeiro. Existia toda
uma vida cultural que se desenvolvia em torno da vida portuária carioca, que funcionava como acesso das populações pobres e
marginalizadas da cidade ao que de mais moderno ocorria no mundo, de maneiras inimaginadas pelas elites da época, com
impactos ainda não devidamente situados e valorizados em suas importâncias e significados para a cultura brasileira. Há ainda a
influência da música europeia como a polca ou a música de Bach, retrabalhadas e contextualizadas pelos músicos negros e
mestiços que deram origem ao choro e ao maxixe, os quais seriam presenças seminais no artesanato musical de Pixinguinha.

Pixinguinha e seus oito Batutas subvertem a ordem racista da elite brasileira da época conquistando –– literalmente –– a cidade
luz, estabelecendo novos parâmetros culturais e de modernidade para os próprios europeus. No entanto, mesmo que seu impacto
no exterior tenha se dado de maneira espaçada e pontual, a Semana de Arte Moderna de 1922 ficou conhecida como símbolo de
nossa inserção na modernidade- mundo vigente, em detrimento do impacto imediato causado pela arte revolucionária de
Pixinguinha e sua trupe musical entre os círculos culturais europeus. Cada apresentação era uma demonstração ao mundo de
uma nova forma de música urbana, articulada e desenvolvida, com estrutura rítmica e harmoniosa de alta sofisticação. Não é por
acaso que as gravações e partituras desse período em Paris tornaram-se referenciais para o cenário musical francês e para o
mundo do jazz norte-americano, como ficaria comprovado pela admiração confessa de Louis Armstrong (1901-1971) por
Pixinguinha ou pela regravação de Tico-Tico no fubá por Charlie Parker (1920-1955), no álbum La Paloma, em 1954.

Christian Ribeiro. Pixinguinha, o samba e a construção do Brasil moderno. Internet: <www.geledes.org.br> (com adaptações).

O texto 1A2-I é um exemplo do gênero textual denominado artigo de opinião. A partir dessa informação e das características do
texto 1A2-I, é correto afirmar que ele é predominantemente

a) narrativo-expositivo.
b) descritivo-narrativo.
c) expositivo-descritivo.
d) dissertativo-argumentativo.

e) injuntivo-argumentativo.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/1594242

Questão 282: CEBRASPE (CESPE) - Ass (APEX)/ApexBrasil/Apoio Administrativo/2021


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto CB2A1-I

A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e
pequenas empresas (MPE), que se veem na contingência de mudança na gestão do comércio, visando um aumento de
lucratividade e novas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.

Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrônico, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de
estabelecer compras online 24 horas por dia, sete dias da semana. Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade
empresarial, como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a diminuição de tempo gasto com as operações e a
sustentabilidade com a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper).

Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejistas e a todo tipo de comerciante que vise ampliar suas atividades
pelo uso de novas tecnologias. Os produtos englobados por este guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço.
Os consumidores protegidos pela norma conceituam-se como membro individual do público geral, que compra ou usa produtos
para fins pessoais ou finalidades domésticas.

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Todavia, para que esse sistema de transações de comércio eletrônico seja eficaz, o comerciante deve planejar, implantar e
desenvolver o sistema de comércio eletrônico e mantê-lo atualizado e transparente, de modo a auxiliar os consumidores na
efetivação da credibilidade desse tipo de negociação online.

Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a pluralidade e a diversidade na rede devem gerar um maior suporte ao
consumidor, em relação às suas reclamações e dúvidas na transação eletrônica.

Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido em seu comércio eletrônico!

ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão da qualidade –

satisfação do cliente – diretrizes para transações de comércio eletrônico de negócio a

consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 31 (com adaptações).

Quanto à tipologia textual, o último parágrafo do texto CB2A1-I é predominantemente

a) descritivo.
b) injuntivo.
c) expositivo.
d) dissertativo.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/1672696

Questão 283: CEBRASPE (CESPE) - TJ (PGDF)/PG DF/Administrativo/2021


Assunto: Tipologia e Gênero Textual

A lembrança da empregada ausente me coagia. Quis lembrar-me de seu rosto, e admirada não consegui — de tal modo ela
acabara de me excluir de minha própria casa, como se me tivesse fechado a porta e me tivesse deixado remota em relação à
minha moradia. A lembrança de sua cara fugia-me, devia ser um lapso temporário. Mas seu nome — é claro, é claro, lembrei-me
finalmente: Janair. E, olhando o desenho hierático, de repente me ocorria que Janair me odiara. Eu olhava as figuras de homem
e mulher que mantinham expostas e abertas as palmas das mãos vigorosas, e que ali pareciam ter sido deixadas por Janair
como mensagem bruta para quando eu abrisse a porta. De súbito, dessa vez com mal-estar real, deixei finalmente vir a mim
uma sensação que durante seis meses, por negligência e desinteresse, eu não me deixara ter: a do silencioso ódio daquela
mulher. O que me surpreendia é que era uma espécie de ódio isento, o pior ódio: o indiferente. Não um ódio que me
individualizasse mas apenas a falta de misericórdia. Não, nem ao menos ódio. Foi quando inesperadamente consegui rememorar
seu rosto, mas é claro, como pudera esquecer? Revi o rosto preto e quieto, revi a pele inteiramente opaca que mais parecia um
de seus modos de se calar, as sobrancelhas extremamente bem desenhadas, revi os traços finos e delicados que mal eram
divisados no negror apagado da pele.

Clarice Lispector.

A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 2009 (com adaptações).

Julgue o item que se segue, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.

No que se refere à tipologia, o texto é predominantemente descritivo.

Certo
Errado
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Questão 284: CEBRASPE (CESPE) - Cad (CBM TO)/CBM TO/2021


Assunto: Tipologia e Gênero Textual

Texto 1A1-I

A manhã era fresca na palhoça da velha dona Ana no Alto Rio Negro, um lugar onde a história é viva e a gente é parte dessa
continuidade. Dona Ana explicava que “antes tinha o povo Cuchi, depois teve Baré escravizado vindo de Manaus pra cá na época
do cumaru, da batala, do pau-rosa. Muitos se esconderam no rio Xié. Agora somos nós”. Terra de gente poliglota, de encontros e
desencontros estrangeiros.

No início desse mundo, havia dois tipos de cuia: a cuia de tapioca e a cuia de ipadu. Embora possam ser classificadas como
pertencentes à mesma espécie botânica (Crescentia cujete), a primeira era ligada ao uso diário, ao passo que a outra era usada
como veículo de acesso ao mundo espiritual em decorrência do consumo de ipadu e gaapi (cipó Banisteriopsis caapi). Os
pesquisadores indígenas atuais da região também destacam essa especificidade funcional. Assim, distinguem-se até hoje dois
tipos de árvore no Alto Rio Negro: as árvores de cuiupis e as de cuias, que recebem nomes diferentes pelos falantes da língua
tukano.

Dona Ana me explica que os cuiupis no Alto Rio Negro são plantios muito antigos dos Cuchi, e os galhos foram trazidos da beira
do rio Cassiquiari (afluente do rio Orinoco, na fronteira entre Colômbia e Venezuela), onde o cuiupi “tem na natureza”, pois
cresce sozinho e em abundância. Já a cuia redonda, diz-se que veio de Santarém ou de Manaus, com o povo Baré nas migrações
forçadas que marcaram a colonização do Rio Negro. Os homens mais velhos atestam que em Manaus só tinha cuia. De lá, uma
família chamada Coimbra chegou trazendo gado e enriqueceu vendendo cuias redondas no Alto Rio Negro.

Cuiupis e cuias diferem na origem e também nos ritmos de vida. As árvores de cuiupi frutificam durante a estação chamada kipu-
wahro. Antes de produzirem frutos, perdem todas as folhas uma vez por ano. A árvore de cuia, diferentemente do cuiupi,
mantém as folhas e a produção de frutos durante todo o ano.

Priscila Ambrósio Moreira. Memórias sobre as cuias. O que contam os quintais e as florestas alagáveis na Amazônia brasileira? In: Joana
Cabral de Oliveira et al. (Org.). Vozes Vegetais. São Paulo: Ubu Editora, p. 155-156 (com adaptações).

Quanto à tipologia textual, o texto 1A1-I é predominantemente

a) narrativo.
b) argumentativo.
c) prescritivo.
d) expositivo.
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Questão 285: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/2021


Assunto: Tipologia e Gênero Textual

Assim como todas as florestas, os trechos arborizados do Ártico às vezes se incendeiam. Mas, ao contrário de muitas florestas
localizadas em latitudes médias, que prosperam ou até mesmo necessitam de fogo para preservar sua saúde, as florestas árticas
evoluíram para que queimassem apenas esporadicamente.

As mudanças climáticas, contudo, estão remodelando essa frequência. Na primeira década do novo milênio, os incêndios
queimaram, em média, 50% mais área plantada no Ártico por ano do que em qualquer outra década do século XX. Entre 2010 e

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2020, a área queimada continuou a aumentar, principalmente no Alasca, tendo 2019 sido um ano ruim em relação aos incêndios
na região; além disso, o ano de 2015 foi o segundo pior ano da história do local. Os cientistas descobriram que a frequência de
incêndios atual é mais alta do que em qualquer outro momento desde a formação das florestas boreais, há cerca de três mil
anos, e possivelmente seja a maior nos últimos 10 mil anos.

Os incêndios nas florestas boreais podem liberar ainda mais carbono do que incêndios semelhantes em locais como Califórnia ou
Europa, porque os solos sob as florestas em latitude elevada costumam ser compostos por turfa antiga, que possui carbono em
abundância. Em 2020, os incêndios no Ártico liberaram quase 250 megatoneladas de dióxido de carbono, cerca da metade
emitida pela Austrália em um ano em decorrência das atividades humanas e cerca de 2,5 vezes mais do que a histórica
temporada recordista de incêndios florestais de 2020 na Califórnia.

Internet: <www.nationalgeographicbrasil.com> (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item que se seguem.

Quanto à tipologia textual, predomina no texto o tipo dissertativo-expositivo.

Certo
Errado
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/1727927

Questão 286: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/2021


Assunto: Tipologia e Gênero Textual

Texto 2A2-I

O termo “refugiado ambiental” é utilizado para se referir às pessoas que fogem de onde vivem, em razão de problemas como
seca, erosão dos solos, desertificação, inundações, desmatamento, mudanças climáticas, entre outros. A migração causada por
eventos climáticos não é nova, mas tende a intensificar-se. O tema é bastante atual, mas, na obra Vidas Secas, o escritor
Graciliano Ramos já tratava, embora com outras palavras, dos refugiados do clima do semiárido brasileiro.

Vidas Secas não é um romance de seca, no entanto. A centralidade dessa obra literária está em um “ano bom”, ou seja, um
ano de chuvas na caatinga. O sétimo capítulo, localizado bem no centro da obra, composta por 13 capítulos, é intitulado
“Inverno”, o que remete ao período de chuvas na região. Essa visão contraria certa leitura superficial da obra.

Graciliano Ramos acreditava em um mundo com mais justiça social e menos desigualdades no Nordeste, para o que era
necessário transformar o modelo de sociedade extremamente perverso que caracterizava as relações sociais no meio rural.

Ao mostrar a vida da uma família de sertanejos durante um ano de “inverno”, com relativa segurança e estabilidade, o escritor
alagoano questionou as relações sociais excludentes e tensivas, que impediam essa família de viver com mais estabilidade no
Nordeste brasileiro.

Na obra, quando a família ocupou uma fazenda abandonada, no fim de uma seca, o vaqueiro parecia satisfeito.

Mas suas esperanças esmoreceram, pois as chuvas vieram e, com elas, também o proprietário da fazenda, sob o domínio do qual

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o vaqueiro passou a viver, sendo humilhado, enganado, animalizado.

Somente com muita insistência, Fabiano conseguiu ficar trabalhando ali como vaqueiro. Moraria com a família pouco “mais de um
ano” numa “casa velha” da fazenda.

Para o escritor de Vidas Secas, a opressão à família de Fabiano era causada por questões sociais, não pela seca. Caso tivesse
acesso à terra e à água, a família conseguiria obter o sustento, como resultado do seu esforço e trabalho.

A condição climática natural da caatinga era instrumentalizada pelos latifundiários para a exploração de uma população
extremamente vulnerável à seca, como era o caso da família de Fabiano e sinhá Vitória.

A concentração fundiária era, e continua sendo, uma das formas mais perversas de impedir a autonomia dos pequenos
produtores rurais do semiárido brasileiro. O romance denuncia a realidade social dos sertanejos pobres que viviam no Nordeste
da época, cujo cotidiano era marcado pela opressão, humilhação, miséria, espoliação econômica e extremas privações, sobretudo
nos períodos de seca.

Internet: <https://www.letrasambientais.org.br> (com adaptações).

No que se refere aos aspectos linguísticos do texto 2A2-I, julgue o item que se seguem.

Quanto à tipologia textual, o texto é classificado como expositivo-argumentativo, pois apresenta conceitos e argumentos em
defesa de uma leitura específica do romance Vidas Secas.

Certo
Errado
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Questão 287: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/2021


Assunto: Tipologia e Gênero Textual

Texto CB2A1-I

As mãos que criam, criam o quê?

A ancestralidade de dona Irinéia mostra-se presente em suas peças feitas com o barro vermelho da sua região. São cabeças,
figuras humanas, entre outras esculturas que narram, por meio da forma moldada no barro, episódios históricos, lutas e
conquistas vividos pelos moradores de sua comunidade e do Quilombo de Palmares.

Um exemplo é a escultura que representa pessoas em cima de uma jaqueira e que se tornou uma peça muito conhecida de dona
Irinéia. A jaqueira se tornou objeto de memória, pois remonta a uma enchente, durante a qual ela e suas três irmãs ficaram toda
a noite em cima da árvore, esperando a água baixar.

O manejo da matéria-prima é feito com a retirada do barro que depois é pisoteado, amassado e moldado. As peças são então
queimadas, e ganham uma coloração naturalmente avermelhada.

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Irinéia Rosa Nunes da Silva é uma das mais reconhecidas artistas da cerâmica popular brasileira. A história de dona Irinéia,
mestra artesã do Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2005, está entrelaçada com a história do povoado quilombola Muquém, onde
nasceu em 1949. O povoado pertence ao município de União dos Palmares, na zona da mata alagoana, e se encontra próximo à
serra da Barriga que carrega forte simbolismo, pois é a terra do Quilombo dos Palmares.

Por volta dos vinte anos, dona Irinéia começou a ajudar sua mãe no sustento da família, fazendo panelas de barro. Entretanto, o
costume de fazer promessas aos santos de quem se é devoto, quando se está passando por alguma provação ou doença, fez
surgir para a artesã outras encomendas. Quando a graça é alcançada, costuma-se levar a parte do corpo curado representado
em uma peça de cerâmica, como agradecimento para o santo. Foi assim que dona Irinéia começou a fazer cabeças, pés e assim
por diante.

Até que um dia, uma senhora que sofria com uma forte dor de cabeça encomendou da ceramista uma cabeça, pois ia fazer uma
promessa ao seu santo devoto. A senhora alcançou sua graça, o que fez com que dona Irinéia ficasse ainda mais conhecida na
região. Chegou, inclusive, ao conhecimento do SEBRAE de Alagoas, que foi até dona Irinéia e ofereceu algumas capacitações que
abriram mais possibilidades de produção para a ceramista. O número de encomendas foi aumentando e, com ele, sua
imaginação e criatividade que fizeram nascer objetos singulares.

Em Muquém, vivem cerca de quinhentas pessoas que contam com um posto de saúde, uma escola e a casa de farinha, onde as
mulheres se reúnem para moer a mandioca, alimento central na comunidade, assim como de tantos outros quilombos no
Nordeste. No dia a dia do povoado, o trabalho com o barro também preenche o tempo de muitas mulheres e alguns homens que
se dedicam à produção de cerâmica, enquanto ensinam as crianças a mexer com a terra, produzindo pequenos bonecos.

Internet: <www.artesol.org.br> (com adaptações).

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte.

Quanto à sua tipologia, é correto afirmar que o texto classifica-se como argumentativo.

Certo
Errado
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Questão 288: CEBRASPE (CESPE) - Tec Min (MPE CE)/MPE CE/2020


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Em qualquer tempo ou lugar, a vida social é sempre marcada por rituais. Essa afirmação pode ser inesperada para muitos, porque
tendemos a negar tanto a existência quanto a importância dos rituais na nossa vida cotidiana. Em geral, consideramos que rituais
seriam eventos de sociedades históricas, da vida na corte europeia, por exemplo, ou, em outro extremo, de sociedades indígenas.
Entre nós, a inclinação inicial é diminuir sua relevância. Muitas vezes comentamos “Ah, foi apenas um ritual”, querendo enfatizar
exatamente que o evento em questão não teve maior significado e conteúdo. Por exemplo, um discurso pode receber esse
comentário se for considerado superficial em relação à expectativa de um importante comunicado. Ritual, nesse caso, é a
dimensão menos importante de um evento, sinal de uma forma vazia, algo pouco sério — e, portanto, “apenas um ritual”. Agimos
como se desconhecêssemos que forma e conteúdo estão sempre combinados e associamos o ritual apenas à forma, isto é, à
convencionalidade, à rigidez, ao tradicionalismo. Tudo se passa como se nós, modernos, guiados pela livre vontade, estivéssemos
liberados desse fenômeno do passado. Em suma, usamos o termo ritual no dia a dia com uma conotação de fenômeno formal e
arcaico.

Mariza Peirano. Rituais ontem e hoje. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003, p. 7-8 (com adaptações).

Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.

O texto apresentado é predominantemente descritivo, já que exemplifica uma das acepções do termo ritual.

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Certo
Errado
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Questão 289: CEBRASPE (CESPE) - TNut (B Coqueiros)/Pref B dos Coqueiros/2020


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto CG2A1-II

Quanto ao gênero, o texto CG2A1-II pode ser corretamente classificado como

a) meme.
b) caricatura.
c) charada.
d) cartum.
e) tirinha.
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Questão 290: CEBRASPE (CESPE) - Prof (B Coqueiros)/Pref B dos Coqueiros/Inglês/2020


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto CG1A2-I

A empatia é, em termos simples, a habilidade de se colocar no lugar do outro. Por exemplo, se você, leitor, escuta uma história
sobre uma criança que teve muitos problemas de saúde, que vem de uma família muito pobre, e se comove, é possível ter dois
tipos de emoção: o dó, que é a simpatia; ou colocar-se no lugar daquela criança, imaginar o que ela passou e tentar entender o
que ela sentia, enxergar o panorama a partir dos olhos dela. “É ser sensível a ponto de compreender emoções e sentimentos de
outras pessoas”, explica Rodrigo Scaranari, da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional.

E é uma característica que pode, sim, ser aprendida — ou, pelo menos, treinada. Para Rodrigo, o exercício passa pelo
autoconhecimento: para compreender a emoção do outro, é preciso conhecer e entender o que se passa dentro da própria
cabeça. “Assim como podemos treinar os bíceps na academia, e ficar mais fortes, podemos ser cada vez mais empáticos com a
prática. A plasticidade do cérebro torna isso possível”, explica a professora Anita Nowak, pesquisadora da empatia e diretora da
Área de Iniciativas Sociais e Econômicas da Universidade McGill, em Montreal.

Mas por que nos colocamos no lugar do outro? Para o psicólogo, psicanalista e professor João Ângelo Fantini, da Universidade
Federal de São Carlos (UFSCar), a empatia seria “uma forma de restabelecer um contato com um objeto de amor perdido, uma
parte incompreendida do sujeito”. Enxergamos no outro uma humanidade compartilhada, sentimentos que também temos e que
são aplicados em situações completamente diferentes. Por reconhecermos nós mesmos no próximo, temos empatia.

Tal sentimento é uma via de mão dupla: beneficia não só quem o desenvolve, mas também o emissor. “A empatia é, sem dúvida

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nenhuma, uma das habilidades mais importantes para que se tenha uma boa convivência social, interferindo diretamente tanto no
sucesso pessoal como no profissional. Ao entender melhor as emoções e as necessidades de cada um, temos menos dificuldades
para lidar com eventuais conflitos pessoais em qualquer ambiente ou situação”, afirma Rodrigo.

Juliana Contaifer e Renata Rusky.

Colocando-se no lugar do outro. In: Correio Braziliense, 1/1/2017. Internet: <www.correiobraziliense.com.br> (com adaptações).

Com relação à tipologia textual, o texto CG1A2-I é predominantemente

a) injuntivo, pois incita o leitor a agir de maneira empática.


b) descritivo, pois apresenta características de pessoas e lugares.
c) narrativo, pois relata situações em que as pessoas agem por empatia.
d) dissertativo, pois as autoras elencam ideias e opiniões acerca de um tema.
e) argumentativo, pois as autoras defendem com argumentos próprios a importância da empatia.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/1414196

Questão 291: CEBRASPE (CESPE) - AssP (PGE PE)/PGE PE/2019


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
A modernidade é um contrato. Todos nós aderimos a ele no dia em que nascemos, e ele regula nossa vida até o dia em que
morremos. Pouquíssimos entre nós são capazes de rescindi-lo ou transcendê-lo. Esse contrato configura nossa comida, nossos
empregos e nossos sonhos; ele decide onde moramos, quem amamos e como morremos.

À primeira vista, a modernidade parece ser um contrato extremamente complicado, por isso poucos tentam compreender no que
exatamente se inscreveram. É como se você tivesse baixado algum software e ele te solicitasse assinar um contrato com dezenas
de páginas em “juridiquês”; você dá uma olhada nele, passa imediatamente para a última página, tica em “concordo” e esquece o
assunto. Mas a modernidade, de fato, é um contrato surpreendentemente simples. O contrato interno pode ser resumido em uma
única frase: humanos concordam em abrir mão de significado em troca de poder.

Yuval Noah Harari. Homo Deus: uma breve história do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.

O texto apresenta estratégia argumentativa que visa aproximar o leitor das ideias desenvolvidas pelo autor.

Certo
Errado
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Questão 292: CEBRASPE (CESPE) - AssP (PGE PE)/PGE PE/2019


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Passávamos férias na fazenda da Jureia, que ficava na região de lindas propriedades cafeeiras. Íamos de automóvel até Barra do
Piraí, onde pegávamos um carro de boi. Lembro-me do aboio do condutor, a pé, ao lado dos animais, com uma vara: “Xô,
Marinheiro! Vâmu, Teimoso!”. Tenho ótimas recordações de lá e uma foto da qual gosto muito, da minha infância, às gargalhadas,
vestindo um macacão que minha própria mãe costurava, com bastante capricho. Ela fazia um para cada dia da semana, assim, eu
podia me esbaldar e me sujar à vontade, porque sempre teria um macacão limpo para usar no dia seguinte.

Jô Soares. O livro de Jô:

uma autobiografia desautorizada. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

Com relação aos aspectos linguísticos desse texto, julgue o item a seguir.

51 of 130 24/01/2022 22:19


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O texto é essencialmente descritivo, pois detalha lembranças acerca das viagens de férias que a personagem e sua família faziam
com frequência durante a sua infância.

Certo
Errado
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Questão 293: CEBRASPE (CESPE) - AssJ (TJ AM)/TJ AM/"Sem Área"/2019


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto CB3A1-I

O maior desafio do Poder Judiciário no Brasil é tornar-se cada vez mais acessível às pessoas, até mesmo a quem não pode arcar
com o custo financeiro de um processo. De um modo amplo, o acesso à justiça significa a garantia de amparo aos direitos do
cidadão por meio de uma ordem jurídica justa e, caso tais direitos sejam violados, a possibilidade de ele buscar a devida
reparação. Para tornar efetivo esse direito fundamental e popularizá-lo, foram feitas várias mudanças na lei ao longo dos anos.
Esse movimento de inclusão é conhecido como ondas renovatórias. Atualmente, já se fala no surgimento da quarta onda, que
está relacionada aos avanços da tecnologia.

Na primeira onda renovatória, buscou-se superar as barreiras econômicas do acesso à justiça. No Brasil, as medidas para garantir
a assistência judiciária a quem não pode arcar com as custas de um processo ou ser assistido por um advogado particular foram
efetivadas principalmente pela Lei n.º 1.060, de 1950, e pela criação da Defensoria Pública da União, em 1994, que atende
muitos segurados do INSS que têm de recorrer ao Poder Judiciário para conseguir um benefício.

A segunda onda renovatória enfrentou os desafios de tornar o processo judicial acessível a interesses coletivos, de grupos
indeterminados, e não apenas limitado a ser um instrumento de demandas individuais. Para assegurar a tutela dos direitos
difusos, que dizem respeito à sociedade em geral, foram criados instrumentos para estimular a democracia participativa. Os
principais avanços ocorreram com a entrada em vigor da Lei da Ação Civil Pública, em 1985, e do Código de Defesa do
Consumidor, em 1990, que, conjuntamente, formaram o microssistema processual para assegurar os interesses da população.

A terceira onda encorajou uma ampla variedade de reformas na estrutura e na organização dos tribunais, o que possibilitou a
simplificação de procedimentos e, consequentemente, do processo. Entendeu-se que cada tipo de conflito tem uma forma
adequada de solução: a decisão final para uma controvérsia pode ser tomada por um juiz, árbitro ou pelas próprias partes, com
ou sem o auxílio de terceiros neutros, como mediadores e conciliadores.

Hoje, na quarta onda renovatória, a chamada revolução digital e suas mudanças rápidas aceleraram a engrenagem judicial. Esse
processo de transição do analógico para o digital não se resume apenas à virtualização dos tribunais com a chegada do processo
eletrônico. As tecnologias da informação e comunicação oferecem infinitas possibilidades para redesenhar o que se entende por
justiça.

As plataformas digitais de solução de conflitos popularizaram serviços antes tidos como caros e pouco acessíveis. Hoje existe até
a oferta de experiências de cortes online, nas quais as pessoas têm acesso aos tribunais com um clique, sem sair de casa.

Mariana Faria. O que tecnologia tem a ver com acesso à justiça?

13/6/2018. Internet: <www.dacordo.com.br> (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB3A1-I, julgue o item a seguir.

52 of 130 24/01/2022 22:19


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Como o texto elenca fatos ocorridos ao longo da história da justiça brasileira, é correto classificá-lo como predominantemente
narrativo.

Certo
Errado
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Questão 294: CEBRASPE (CESPE) - Vest (UNCISAL)/UNCISAL/2019


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Lápide do Hipocondríaco!

Amancio Oliveira Filho @amanciooliveirafilho Nov 2

José Simão @jode_simao Nov 2

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
AHAHAHAH
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
AHAHAHAH
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH
AHAHA

Afonso Custodio Dias @acdrj Nov 2

José Simão @jose_simao Nov 2


Não tem um só aí não.

Eudoro Sousa Lima @EusousaLima82 Nov 2

José Simão @jose_simao Nov 2


Zé das Dores !!!

unha @prefiroalicate Nov 2

José Simão @jose_simao Nov 2


oia tu

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lskydiver @lskydiver8 Nov 2

Pedro @faroldebarbados Nov 2

José Simão @jose_simao Nov 2


Tipo eu!

Disponível em: https://twitter.com/jose_simao. Publicado em: 2 nov. Acesso em: 7 nov. 2018.

As manifestações na publicação do jornalista José Simão, apresentada anteriormente, são exemplos de

a) mensagens ao autor ou a outros leitores na forma de e-mails.


b) “curtidas” em uma publicação do gênero notícia digital.
c) comentários a um texto do gênero (micro) blogue.
d) compartilhamentos de um fotolog.
e) memes de um hipertexto.
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Questão 295: CEBRASPE (CESPE) - TMCI (CGM J Pessoa)/Pref João Pessoa/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual

Internet:<www.cgu.gov.br> (com adaptações).

Acerca das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item subsequente.

O texto apresentado combina elementos das tipologias expositiva e injuntiva.

Certo
Errado
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54 of 130 24/01/2022 22:19


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Questão 296: CEBRASPE (CESPE) - Ag (TCE-PB)/TCE-PB/Documentação/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto

O medo do esquecimento obcecou as sociedades europeias da primeira fase da modernidade. Para dominar sua inquietação, elas
fixaram, por meio da escrita, os traços do passado, a lembrança dos mortos ou a glória dos vivos e todos os textos que não
deveriam desaparecer. A pedra, a madeira, o tecido, o pergaminho e o papel forneceram os suportes nos quais podia ser inscrita a
memória dos tempos e dos homens.

No espaço aberto da cidade, no refúgio da biblioteca, na magnitude do livro e na humildade dos objetos mais simples, a escrita
teve como missão conjurar contra a fatalidade da perda. Em um mundo no qual as escritas podiam ser apagadas, os manuscritos
podiam ser perdidos e os livros estavam sempre ameaçados de destruição, a tarefa não era fácil. Paradoxalmente, seu sucesso
poderia criar, talvez, outro perigo: o de uma incontrolável proliferação textual de um discurso sem ordem nem limites.

O excesso de escrita, que multiplica os textos inúteis e abafa o pensamento sob o acúmulo de discursos, foi considerado um
perigo tão grande quanto seu contrário. Embora fosse temido, o apagamento era necessário, assim como o esquecimento
também o é para a memória. Nem todos os escritos foram destinados a se tornar arquivos cuja proteção os defenderia da
imprevisibilidade da história. Alguns foram traçados sobre suportes que permitiam escrever, apagar e depois escrever de novo.

Roger Chartier. Inscrever e apagar: cultura escrita e literatura

(séculos XI-XVIII). Trad.: Luzmara Curcino Ferreira. São Paulo:

UNESP, 2007, p. 9-10 (com adaptações).

Predomina no texto a tipologia

a) narrativa.

b) prescritiva.

c) argumentativa.

d) descritiva.

e) expositiva.
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Questão 297: CEBRASPE (CESPE) - SM (PM MA)/PM MA/Combatente/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto CG2A1CCC

A questão da segurança pública passou a ser considerada problema fundamental e principal desafio ao Estado de direito no Brasil.
A segurança ganhou enorme visibilidade pública e jamais, em nossa história recente, esteve tão presente nos debates.

A amplitude dos temas e problemas relativos à segurança pública alerta para a necessidade de qualificação do debate sobre
segurança e para a incorporação de novos atores, cenários e paradigmas às políticas públicas.

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O problema da segurança, portanto, não pode mais estar adstrito apenas ao repertório tradicional do direito e das instituições da
justiça. Evidentemente, as soluções devem passar pelo fortalecimento da capacidade do Estado em gerir a violência, pela
retomada da capacidade gerencial no âmbito das políticas públicas de segurança, mas também devem passar pelo alongamento
dos pontos de contato das instituições públicas com a sociedade civil e com a produção acadêmica mais relevante à área.

Em síntese, os novos gestores da segurança pública devem enfrentar esses desafios, além de fazer o amplo debate nacional sobre
o tema transformar-se em real controle sobre as políticas de segurança pública e, mais ainda, estimular a parceria entre órgãos
do poder público e da sociedade civil na luta por segurança e qualidade de vida dos cidadãos brasileiros.

Internet: <www.observatoriodeseguranca.org> (com adaptações).

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto CG2A1CCC, julgue o seguinte item.

No texto, predominam o uso de linguagem denotativa e o tipo textual argumentativo.

Certo
Errado
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Questão 298: CEBRASPE (CESPE) - TJ (STM)/STM/Administrativa/"Sem Especialidade"/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto CB4A1AAA

Narração é diferente de narrativa, uma vez que mantém algo da ideia de acompanhar os fatos à medida que eles acontecem. A
narrativa é uma totalidade de acontecimentos encadeados, uma espécie de soma final, e está presente em tudo: na sequência de
entrada, prato principal e sobremesa de um jantar; em mitos, romances, contos, novelas, peças, poemas; no Curriculum vitae; na
história dos nossos corpos; nas notícias; em relatórios médicos; em conversas, desenhos, sonhos, filmes, fábulas, fotografias.
Está nas óperas, nos videoclipes, videogames e jogos de tabuleiro. A narração, por sua vez, é basicamente aquilo que um
narrador enuncia.

Uma contagem de palavras na base de dados do Google mostra uma mudança nos usos de narrativa. A palavra vem sendo cada
vez mais empregada nas últimas décadas, mas seu sentido vem mudando.

A expressão disputa de narrativas, que teve um boom dos anos 80 do século XX para cá, não costuma dizer respeito à acepção
mais literária do termo, como narrativa de um romance. Fala antes sobre trazer a público diferentes formas de narrar o mundo,
para que narrativas plurais possam ser elaboradas e disputadas. É um uso do termo que talvez aproxime narrativa de narração,
porque sugere que toda narrativa histórica e cultural carrega em si um processo e um movimento e que dentro dela há sempre
sinais deixados pelas escolhas de um narrador.

Sofia Nestrovski. Narrativa. Internet: <www.nexojornal.com.br> (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA, julgue o item a seguir.

Dadas a temática apresentada e a presença de referências temporais, como as expressões “nas últimas décadas” e “dos anos 80
do século XX para cá”, o texto classifica-se como narrativo.

Certo
Errado
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Questão 299: CEBRASPE (CESPE) - Tec Enf (IHB DF)/IHB DF/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual

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Texto CG2A1AAA

A vida de Florence Nightingale, a criadora da moderna enfermagem, daria um romance. Florence estava destinada a receber uma
boa educação, a casar-se com um cavalheiro de fina estirpe, a ter filhos, a cuidar da casa e da família. Mas logo ficou claro que a
menina não se conformaria a esse modelo. Era diferente; gostava de matemática, e era o que queria estudar (os pais não
deixaram). Aos dezesseis anos, algo aconteceu: Deus falou-me — escreveu depois — e convocou-me para servi-lo.

Servir a Deus significava, para ela, cuidar dos enfermos, e especialmente dos enfermos hospitalizados. Naquela época, os
hospitais curavam tão pouco e eram tão perigosos (por causa da sujeira, do risco de infecção) que os ricos preferiam tratar-se em
casa. Hospitalizados eram só os pobres, e Florence preparou-se para cuidar deles, praticando com os indigentes que viviam
próximos à sua casa. Viajou por toda a Europa, visitando hospitais. Coisa que os pais não viam com bons olhos: enfermeiras eram
consideradas pessoas de categoria inferior, de vida desregrada. Mas Florence foi em frente e logo surgiu a oportunidade para
colocar em prática o que aprendera. Sidney Herbert, membro do governo inglês e amigo pessoal, pediu-lhe que chefiasse um
grupo de enfermeiras enviadas para o front turco, uma tarefa a que Florence entregou-se de corpo e alma; providenciava comida,
remédios, agasalhos, além de supervisionar o trabalho das enfermeiras. Mais que isso, fez estudos estatísticos (sua vocação
matemática enfim triunfou) mostrando que a alta mortalidade dos soldados resultava das péssimas condições de saneamento.

Isso tudo não quer dizer que Florence fosse, pelos padrões habituais, uma mulher feliz. Para começar, não havia, em sua vida,
lugar para ligações amorosas. Cortejou-a o político e poeta Richard Milnes, Barão Houghton, mas ela rejeitou-o. Ao voltar da
guerra, algo estranho lhe aconteceu: recolheu-se ao leito e nunca mais deixou o quarto. É possível, e até provável, que isso tenha
resultado de brucelose, uma infecção crônica contraída durante a guerra; mas havia aí um óbvio componente emocional, uma
forma de fuga da realidade. Contudo — Florence era Florence —, mesmo acamada, continuou trabalhando intensamente.
Colaborou com a comissão governamental sobre saúde dos militares, fundou uma escola para treinamento de enfermeiras,
escreveu um livro sobre esse treinamento.

Estranha, a Florence Nightingale? Talvez. Mas estranheza pode estar associada a qualidades admiráveis. Grande e estranho é o
mundo; grandes, ainda que estranhas, são muitas pessoas. E se elas têm grandeza, ao mundo pouco deve importar que sejam
estranhas.

Moacyr Scliar. Uma estranha, e admirável, mulher. Internet: <http://moacyrscliar.blogspot.com.br> (com adaptações).

No que se refere às ideias e à tipologia do texto CG2A1AAA, julgue o item que se segue.

O texto, embora contenha trecho narrativo dedicado a contar a trajetória da precursora da moderna enfermagem, é
essencialmente dissertativo, pois está estruturado em introdução, desenvolvimento e conclusão.

Certo
Errado
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Questão 300: CEBRASPE (CESPE) - AI (ABIN)/ABIN/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto

A atividade de inteligência é o exercício de ações especializadas para a obtenção e análise de dados, produção de conhecimentos
e proteção de conhecimentos para o país. Inteligência e contrainteligência são os dois ramos dessa atividade. A inteligência
compreende ações de obtenção de dados associadas à análise para a compreensão desses dados. A análise transforma os dados
em cenário compreensível para o entendimento do passado, do presente e para a perspectiva de como tende a se configurar o
futuro. Cabe à inteligência tratar fundamentalmente da produção de conhecimentos com o objetivo específico de auxiliar o
usuário a tomar decisões de maneira mais fundamentada. A contrainteligência tem como atribuições a produção de
conhecimentos e a realização de ações voltadas à proteção de dados, conhecimentos, infraestruturas críticas — comunicações,
transportes, tecnologias de informação — e outros ativos sensíveis e sigilosos de interesse do Estado e da sociedade. O trabalho
desenvolvido pela contrainteligência tem foco na defesa contra ameaças como a espionagem, a sabotagem, o vazamento de

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informações e o terrorismo, patrocinadas por instituições, grupos ou governos estrangeiros.

Internet: <www.abin.gov.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto.

No texto, predomina a tipologia textual expositiva, dado o seu objetivo comunicativo de transmitir ao leitor um conjunto de
informações relativas às atividades desenvolvidas sob o rótulo de inteligência.

Certo
Errado
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Questão 301: CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto

O alemão Max Weber, um dos mais renomados pensadores sociais, fundador e expoente da teoria sociológica clássica, elaborou
um conceito de burocracia baseado em elementos jurídicos do século XIX, concebidos por teóricos do direito.

A divisão e distribuição de funções, a seleção de pessoal especializado, os regulamentos e a disciplina hierárquica são fatores que
fazem da burocracia moderna o modo mais eficiente de administração, tanto na esfera privada (em uma empresa capitalista)
quanto na administração pública.

O leigo, em geral, costuma criticar o aparelho burocrático da administração pública devido à sua rigidez administrativa,
inadequação das normas e grande quantidade de regulamentos. Esses aspectos produzem resultados contrários aos esperados
pelo cidadão, como, por exemplo, a lentidão dos processos.

De fato, a crescente racionalidade do sistema burocrático tende a gerar efeitos negativos, que podem diminuir drasticamente a
eficiência de uma organização ou sociedade. Em contrapartida, novos modelos de estruturas burocráticas, alternativos ao modelo
weberiano, têm sido experimentados.

Burocracia: Max Weber e o significado de ‘burocracia’


Internet: <https://educacao uol com br> (com adaptações)

O texto tem, predominantemente, a função de


a) divertir o leitor.
b) informar o leitor.
c) dialogar com o leitor.
d) convencer o leitor de algo.
e) narrar um fato ao leitor.
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Questão 302: CEBRASPE (CESPE) - Ass Port (EMAP)/EMAP/Administrativa/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
É curioso notar que a ideia de porto está presente nas sociedades humanas desde o aparecimento das cidades. Isso porque uma
das características das primeiras estruturas urbanas existentes na região do Oriente Próximo foi a presença do porto.

As primeiras cidades, no sentido moderno, surgiram no período compreendido entre 3.100 e 2.900 a.C., na Mesopotâmia,
civilização situada às margens dos rios Tigre e Eufrates. A estrutura desses primeiros agrupamentos urbanos era tripartite: a
cidade propriamente dita, cercada por muralhas, onde ficavam os principais locais de culto e as células dos futuros palácios reais;
uma espécie de subúrbio, extramuros, local que agrupava residências e instalações para criação de animais e plantio; e o porto
fluvial, espaço destinado à prática do comércio e que era utilizado como local de instalação dos estrangeiros, cuja admissão, em
regra, era vedada nos muros da cidade.

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Não se trata, portanto, de uma criação aleatória apenas vinculada à atividade comercial. O porto aparece como mais um elemento
de uma forte mudança civilizacional que marcou o contexto do surgimento das cidades e da escrita. O comportamento
fundamental dessa mudança localiza-se no aumento das possibilidades do agir humano, na diversificação dos papéis sociais e na
abertura para o futuro. Houve, em resumo, uma ampliação no grau de complexidade da sociedade.

Cristiano Paixão e Ronaldo C Fleury Trabalho portuário — a modernização dos portos

e as relações de trabalho no Brasil São Paulo: Método, 2008, p 17-8 (com adaptações)

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item.

O texto é predominantemente descritivo, na medida em que apresenta detalhadamente as características dos portos na
Antiguidade.

Certo
Errado
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Questão 303: CEBRASPE (CESPE) - Aux Inst (IPHAN)/IPHAN/Área 1/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto CB2A1AAA

Se os historiadores produzem o passado e é o passado que faz uma nação, os historiadores do patrimônio fazem política,
inventando o patrimônio nacional, atribuindo valor e significados a bens e práticas culturais que circunscrevem os limites da
nação.

Sabemos bem que o trabalho do historiador, ao fabricar um patrimônio no seu próprio ofício da escrita da história, está integrado
a um projeto de nacionalização, de construção do Estado e, portanto, de poder.

Certa produção historiográfica e sociológica, em debate pelo menos desde os anos 70 do século passado e já clássica na
atualidade, trouxe novos ingredientes para a reflexão sobre essa ambiguidade do papel do historiador e do intelectual de um
modo geral. Essa literatura aponta os numerosos constrangimentos a que estavam submetidos, na sua produção intelectual, em
função de um processo de formação, enquadramento e disciplinarização que delineava um lugar de fala, limitado por regras de
diversas naturezas. Dentre elas, podem ser destacadas as de financiamento de estudos, postos a julgamentos sobre suas
finalidades e objetivos por comissões de alto nível, bem como as regras que regem a oferta de trabalho. O perfil e a política das
instituições em que estão inseridos, entre outros aspectos, impõem a agenda dos estudos do momento.

Alguns desses autores, em confronto com interpretações totalizantes acerca dos fenômenos sociais, verificavam, também, que,
diante de estratégias de dominação — identificadas em microescalas e em diferentes tipos e níveis de relações —, havia a
possibilidade de pequenas subversões ou da adoção de sutis táticas de resistência; noutra vertente, pode-se falar nas brechas
que se verificam em todo sistema e que arejam e alimentam esperanças de transformação.

Ainda que circunscritas a determinados limites, essas ações de resistência, aparentemente insignificantes, colocam em movimento
as relações e podem alterar a realidade de uma ordem imposta ou dominante, em um jogo vivido cotidiana e mais ou menos
silenciosamente.

É evidente, nessa perspectiva, que, diante do exercício de violência simbólica ao qual somos submetidos, na qualidade de sujeitos
históricos, verificam-se nossas capacidades inventivas nos limites de possibilidades de ação de que dispomos. Essa estranha
“margem de manobra”, ou, em melhores palavras, essa interseção entre um profundo pessimismo e a utopia de se construir um
mundo melhor, é que mobiliza os homens para a ação.

59 of 130 24/01/2022 22:19


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Márcia Chuva. História e patrimônio. In: Revista do patrimônio histórico e artístico nacional, n.º 34, 2012, p. 11 (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB2A1AAA, julgue o item a seguir.

Por expor as ideias da autora, o texto é predominantemente descritivo.

Certo
Errado
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Questão 304: CEBRASPE (CESPE) - Aux Inst (IPHAN)/IPHAN/Área 1/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto CB2A1BBB

Uma das principais características da sociedade contemporânea é a velocidade de suas transformações.

Esse novo cenário traz um desafio para as cidades: a necessidade de conciliar os novos hábitos de sua população, em constante
mutação, com a ocupação territorial, ou seja, com as soluções de habitação, de localização de equipamentos públicos, de
mobilidade.

Essas mudanças são um reflexo da inserção das cidades na economia global, o que aumentou o número de atores (empresas,
instituições públicas, associações) envolvidos na condução das políticas públicas.

Com a multiplicação das demandas sociais, no lugar de soluções únicas para a cidade, passou-se a considerar a segmentação
ainda maior de interesses. É cada vez mais difícil imaginar que uma ação pública vá atingir a aspiração de todos em um único
objetivo comum.

Há de se pensar em sistemas mais ágeis de governança urbana, em que os cidadãos sejam chamados a participar das decisões
para ações de pequena ou grande escala.

Além de todos os desafios impostos pela inconstância e pela fragmentação das demandas sociais, vivemos um divórcio entre
política e poder.

Para fazer frente a essas transformações, é necessário um novo tipo de planejamento urbano. Conceitos rígidos dão lugar à
flexibilidade, à análise de cenários alternativos e à inclusão da sociedade na formulação das políticas.

Nesse contexto novo, o patrimônio histórico tem de ser integrado ao planejamento da cidade, sob pena de ficar à deriva em um
mar de interesses puramente econômicos.

Vanessa Fernandes Correa e Mauro Sérgio Procópio Calliari. As transformações da cidade contemporânea. In: Preservando o patrimônio histórico –
um manual para gestores municipais. São Paulo (com adaptações).

Acerca das ideias e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1BBB, julgue o item seguinte.

O texto apresenta características da tipologia textual dissertativo-argumentativa.

Certo
Errado
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60 of 130 24/01/2022 22:19


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Questão 305: CEBRASPE (CESPE) - Tec Min (MPE PI)/MPE PI/Administrativa/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Eis que se inicia então uma das fases mais intensas na vida de Geraldo Viramundo: sua troca de correspondência com os
estudantes, julgando estar a se corresponder com sua amada. E eis que passo pela rama nesta fase de meu relato, já que me é
impossível dar a exata medida do grau de maluquice que inspiraram tais cartas: infelizmente se perderam e de nenhuma
encontrei paradeiro, por maiores que tenham sido os meus esforços em rebuscar coleções, arquivos e alfarrábios em minha terra.
Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que disponho, encerrando em desventuras as aventuras de Viramundo em Ouro
Preto, e dando viço às suas peregrinações.

Fernando Sabino. O grande mentecapto. 62.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2002.

Com referência aos sentidos do texto precedente e às estruturas linguísticas nele empregadas, julgue o item a seguir.

A presença de um narrador é um dos elementos textuais que permitem classificar o texto como narrativo.

Certo
Errado
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Questão 306: CEBRASPE (CESPE) - Tec Min (MPE PI)/MPE PI/Administrativa/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Saiu a mais nova lista de coisas que devem ou não ser feitas, moda que parece ter contagiado o planeta. Desta vez, Arthur
Frommer e Holly Hugues elencam os 500 locais que precisamos visitar antes que desapareçam (500 places to see before they
disappear). O livro traz lugares naturais e históricos, de antigos centros de culto a paisagens em vias de extinção, assim como
tesouros culturais únicos, como o Fenway Park, de Boston, inaugurado em 1912: um dos últimos estádios norte-americanos que
mantêm sua construção original, diz o Atlanta Journal Constitution.

Revista da Semana, dez./2008 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado.

O texto é essencialmente informativo.

Certo
Errado
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Questão 307: CEBRASPE (CESPE) - Tec I (IPHAN)/IPHAN/Área 2/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual

61 of 130 24/01/2022 22:19


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Internet: <www.meu-cantinho2014.blogspot.com> (com adaptações).

No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.

No texto, predomina a tipologia instrucional, uma vez que seu propósito comunicativo é conscientizar o leitor acerca do que são
pichação e grafitagem, a fim de convencê-lo a não cometer crimes.

Certo
Errado
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Questão 308: CEBRASPE (CESPE) - Tec I (IPHAN)/IPHAN/Área 2/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto CB3A1-I

As consequências da extinção de línguas são diversas e irreparáveis. O desaparecimento de línguas tem impacto imediato na
perda de diversidade cultural.

O desconhecimento da diversidade linguística por grande parte da população brasileira é sustentado pela representação de uma
suposta unidade da língua portuguesa, ou seja, pela ideia de que a língua portuguesa é a única língua falada no país. Essa falta
de conhecimento e de valorização leva, por conseguinte, à marginalização e à discriminação de grupos falantes de outras línguas.

A construção de uma política específica para a diversidade linguística constitui uma iniciativa que busca a valorização da
diversidade linguística do país. Atuar para a sustentabilidade da diversidade linguística, entretanto, exige a articulação de
produção de conhecimento sobre as línguas existentes no território nacional e de valorização e promoção dessas línguas.

As línguas faladas por grupos sociais minoritários requerem atenção especial de uma política de salvaguarda da diversidade
linguística, pois elas se encontram em posição de maior vulnerabilidade linguística. Tal situação decorre não só do fato de essas
línguas serem faladas por grupos sociais pouco numerosos, mas também da falta de conhecimento sobre elas. Colocar no mapa
as centenas de línguas ainda ocultadas pela representação majoritária de um país com uma única língua talvez seja o caminho
mais significativo para o reconhecimento das línguas como patrimônio cultural.

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

62 of 130 24/01/2022 22:19


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Guia de pesquisa e documentação para o INDL: patrimônio cultural e diversidade linguística. Brasília: IPHAN, 2016, p. 23-4 (com adaptações).

Com relação às ideias e à tipologia do texto CB3A1-I, julgue o item que segue.

O texto foi construído com o uso de elementos que caracterizam a tipologia argumentativa.

Certo
Errado
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Questão 309: CEBRASPE (CESPE) - AFA (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto 1A1-I

63 of 130 24/01/2022 22:19


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Internet: <https://nfg.sefaz.rs.gov.br> (com adaptações).

Predominam no texto 1A1-I as tipologias textuais

a) descrição e narração.
b) argumentação e injunção.
c) exposição e narração.
d) exposição e injunção.
e) descrição e argumentação.
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Questão 310: CEBRASPE (CESPE) - AFA (SEFAZ RS)/SEFAZ RS/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto 1A2-II

Neide nunca tinha pensado naquilo até que, mexendo um cremezinho de laranja na cozinha, a nutricionista do programa das dez
da manhã falou:

— Ninguém é obrigado a parecer velho.

Tirando a canseira provocada por aquele horror de exames que o médico tinha pedido, Neide considerou que, aos sessenta e
quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor. A dermatologista deu aparte:

— Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade.

Aos trinta e seis anos, ela já era casada havia doze anos com João Carlos, já era mãe dos gêmeos, já sustentava a casa e tinha
até contratado um auxiliar só para atender as freguesas que batiam palmas no portão. Aos trinta e seis anos, João Carlos já havia
sido despedido da firma e já indicava que ia se tornar um deprimido de marca e um desempregado crônico. O fogão de seis bocas
e a campainha com barulho de sino vieram depois, e seus préstimos de doceira eram anunciados em uma tabuleta de madeira. A
apresentadora, que já nem era tão mocinha, considerou que tudo dependia do estado de espírito da pessoa e das escolhas feitas
durante a vida:

— Às vezes, é preciso dizer não.

Neide pensou que falar era fácil e que mais a vida mandava do que ela escolhia. Na tevê, a palavra era do geriatra, um homem
robusto, de tez bronzeada e cabelos fartos e grisalhos.

— As pessoas podem continuar sexualmente ativas até a morte. Literalmente, o amor não tem idade. Neide sentiu uma tontura,
e, de repente, a colher de pau caiu ao chão com barulho. Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com
sede. Varreu com os olhos a figura diante de si: o pijama azul de listras estava tão acabado que nem dava para pano de chão, e a
barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões. A tontura deu uma pequena trégua, o suficiente para que ela se
desgostasse à visão do descaimento.

Cíntia Moscovich. Aos sessenta e quatro. In: Essa coisa brilhante que é a chuva. Rio de Janeiro: Record, 2012 (com adaptações).

Assinale a opção que reproduz trecho do texto 1A2-II em que predomina a tipologia descrição.
a) “Ninguém é obrigado a parecer velho”
b) “Neide considerou que, aos sessenta e quatro anos, até que não parecia velha. Mexeu o creme com mais vigor”
c) “Alguns estudos afirmam que a velhice começa aos trinta e seis anos de idade”
d) “Foi bem na hora em que João Carlos entrou na cozinha: estava com sede”
e) “a barriga do marido esgarçava as casas dos dois últimos botões”
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Questão 311: CEBRASPE (CESPE) - AB (BNB)/BNB/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
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referentes ao cartão de crédito e, sem entender, observa a transação ser negada. Mais tarde, descobre que o banco tinha
considerado suspeito aquele seu procedimento virtual, uma vez que tinha características semelhantes às de uma fraude.
Decepcionante, não? E muito comum.

A fim de melhorar a experiência dos consumidores em compras pela Internet, cientistas do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts, nos Estados Unidos da América, desenvolveram um sistema baseado em princípios de aprendizagem de máquina.

A aprendizagem de máquina para a detecção de fraude é baseada em equações matemáticas e algoritmos e funciona em duas
etapas. Na primeira, o sistema recebe exemplificações de compras legítimas e ilegítimas. Em seguida, a máquina avalia compras
reais, levando em consideração os padrões observados. O sistema funciona mais ou menos como nossos neurônios. A partir de
números e fórmulas, une ponto a ponto informações sobre características de transações já feitas pelo usuário — como valores
médios gastos, horários de compra, uso de celular, pontos usados, principais estabelecimentos —, até chegar a uma probabilidade
de fraude final. Com cada constatação, o programa consegue melhorar os padrões aprendidos.

Segundo um arquiteto de software de uma empresa não participante do estudo, o modo como a máquina aprende os padrões
antes de começar a analisar compras interfere diretamente no registro de falsos positivos e fraudes reais. “Se a prepararmos
apenas para detectar casos de não fraude, podemos aumentar os riscos de fraudes que passam. Sendo assim, precisamos
aumentar ao máximo o balanço de situações apresentadas à máquina para não pesar um lado mais do que o outro”, detalha.

Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.

No primeiro parágrafo do texto, predomina o tipo textual narrativo.

Certo
Errado
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Questão 312: CEBRASPE (CESPE) - Assist (FUB)/FUB/Administração/2018


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
O ensino superior no Brasil é oferecido por universidades, centros universitários, faculdades, institutos superiores e centros de
educação tecnológica. O cidadão pode optar por três tipos de graduação: bacharelado, licenciatura e formação tecnológica. Os
cursos de pós graduação são divididos entre lato sensu (especializações e MBAs) e strictu sensu (mestrados e doutorados).

Além da forma presencial, em que o aluno deve ter frequência em pelo menos 75% das aulas e avaliações, ainda é possível
formar-se por meio do ensino a distância. Nessa modalidade, não é necessária a presença do aluno dentro de sala de aula, e ele
recebe livros e apostilas e conta com a ajuda da Internet. Há também cursos semipresenciais, com aulas em sala e também a
distância.

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, órgão do Ministério da Educação, é a unidade responsável por
afiançar que a legislação educacional seja cumprida para garantir a qualidade dos cursos superiores do país.

Para medir a qualidade dos cursos de graduação no país, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(INEP) e o Ministério da Educação utilizam o índice geral de cursos (IGC), divulgado uma vez por ano, logo após a publicação dos
resultados do ENADE. A base de cálculo do IGC é uma média dos conceitos dos cursos de graduação de uma instituição,
ponderada a partir do número de matrículas mais as notas de pós-graduação de cada instituição de ensino superior.

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Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).

Acerca das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.

O texto, tipicamente argumentativo, apresenta informações acerca do ensino superior com o propósito de convencer o leitor da
importância desse nível de ensino na formação educacional do cidadão brasileiro.

Certo
Errado
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Questão 313: CEBRASPE (CESPE) - TMNM (Pref SL)/Pref SL/Monitor de Transporte Escolar/2017
Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto CB3A2AAA

Tinha chegado o tempo da colheita, era uma manhã risonha, e bela, como o rosto de um infante, entretanto eu tinha um peso
enorme no coração. Sim, eu estava triste, e não sabia a que atribuir minha tristeza. Era a primeira vez que me afligia tão
incompreensível pesar. Minha filha sorria para mim, era ela gentilzinha, e em sua inocência semelhava um anjo. Desgraçada de
mim! Deixei-a nos braços de minha mãe efui-me à roça colher milho. Ah! Nunca mais devia eu vê-la...

Ainda não tinha vencido cem braças de caminho, quando um assobio, que repercutiu nas matas, me veio orientar acerca do
perigo iminente que aí me aguardava. E logo dois homens apareceram e me amarraram com cordas. Era uma prisioneira — era
uma escrava! Foi embalde que supliquei, em nome de minha filha, que me restituíssem a liberdade: os bárbaros sorriam-se das
minhas lágrimas e me olhavam sem compaixão. Julguei enlouquecer, julguei morrer, mas não me foi possível... a sorte me
reservava ainda longos caminhos.

Meteram-me a mim e a mais trezentos companheiros de infortúnio e de cativeiro no estreito e infecto porão de um navio. Trinta
dias de cruéis tormentos e de falta absoluta de tudo quanto é mais necessário à vida passamos nessa sepultura, até que
aportamos nas praias brasileiras. Para caber a mercadoria humana no porão, fomos amarrados em pé e, para que não houvesse
receio de revolta, acorrentados como os animais ferozes das nossas matas, que se levam para recreio dos potentados da Europa.
Davam-nos a água imunda, podre e dada com mesquinhez; a comida má e ainda mais porca: vimos morrer ao nosso lado muitos
companheiros à falta de ar, de alimento e de água. É horrível lembrar que criaturas humanas tratem a seus semelhantes assim e
que não lhes doa a consciência de levá-los à sepultura, asfixiados e famintos.

Maria Firmina dos Reis. Úrsula. Florianópolis: Ed. Mulheres, 2004, p. 116-7 (com adaptações).

A estrutura e as características do texto CB3A2AAA são típicas de


a) um manifesto.
b) uma carta.
c) um relato pessoal.
d) uma fábula.
e) uma anedota.
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Questão 314: CEBRASPE (CESPE) - TGE (SEDF)/SEDF/Secretário Escolar/2017


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Não têm conta entre nós os pedagogos da prosperidade que, apegando-se a certas soluções onde, na melhor hipótese, se
abrigam verdades parciais, transformam-nas em requisito obrigatório e único de todo progresso. É bem característico, para citar
um exemplo, o que ocorre com a miragem da alfabetização. Quanta inútil retórica se tem desperdiçado para provar que todos os
nossos males ficariam resolvidos de um momento para o outro se estivessem amplamente difundidas as escolas primárias e o
conhecimento do abc.

A muitos desses pregoeiros do progresso seria difícil convencer de que a alfabetização em massa não é condição obrigatória nem
sequer para o tipo de cultura técnica e capitalista que admiram. Desacompanhada de outros elementos fundamentais da
educação, que a completem, é comparável, em certos casos, a uma arma de fogo posta nas mãos de um cego.

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Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. 27.ª ed. São Paulo:


Companhia das Letras, 2015 (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos sentidos do texto e à sua classificação quanto ao tipo e ao gênero textual, julgue o próximo item.

O texto classifica-se como injuntivo, já que visa instruir o leitor a pensar de forma diversa da que pensam “os pedagogos da
prosperidade” .
Certo
Errado
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Questão 315: CEBRASPE (CESPE) - MGE (SEDF)/SEDF/2017


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto

Rubião tinha vexame, por causa de Sofia; não sabia haver-se com senhoras. Felizmente, lembrou-se da promessa que a si mesmo
fizera de ser forte e implacável. Foi jantar. Abençoada resolução! Onde acharia iguais horas? Sofia era, em casa, muito melhor que
no trem de ferro. Lá vestia a capa, embora tivesse os olhos descobertos; cá trazia à vista os olhos e o corpo, elegantemente
apertado em um vestido de cambraia, mostrando as mãos, que eram bonitas, e um princípio de braço. Demais, aqui era a dona
da casa, falava mais, desfazia-se em obséquios; Rubião desceu meio tonto.

Machado de Assis. Quincas Borba.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br> (com adaptações).

No que se refere à tipologia e a aspectos linguísticos do texto — um fragmento de obra de Machado de Assis —, julgue o item
seguinte.

O trecho “Sofia (...) em obséquios” é predominantemente narrativo, o que se comprova pelas formas verbais flexionadas no
pretérito imperfeito, empregadas pelo narrador para apresentar ações rotineiras de Sofia.
Certo
Errado
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Questão 316: CEBRASPE (CESPE) - MGE (SEDF)/SEDF/2017


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto

É preciso considerar a relação entre universidade e cultura. Quais são as condições de preservação, de apropriação da cultura, e
de reflexão crítica sobre ela? Mesmo um diagnóstico superficial da época em que vivemos é suficiente para mostrar a
precariedade dessas condições. O ritmo do tempo histórico é marcado pelo círculo produção e consumo, até mesmo daquilo que
entraria na categoria dos “bens culturais”. Os fatores de desagregação cultural incluem o imediatismo e o caráter efêmero e
disperso dos interesses que os indivíduos são encorajados a cultivar, a fragmentação e a distorção da informação, a
mercantilização extremada dos meios de comunicação.

Os acessos ao mundo da cultura são cada vez mais intensamente submetidos a mecanismos industriais, sem que se assuma
qualquer medida no sentido de garantir acesso efetivamente democrático. A universidade pública é uma instância em que se pode
resistir, de alguma maneira e por algum tempo, a esse processo, sendo a instituição em que a cultura pode ser considerada sem
as regras do mercado e sem os critérios de utilidade e oportunidade socialmente introjetados a partir da mídia.

Para que a disseminação pública da cultura fuja a determinações pragmáticas e economicistas, é necessário um espaço público de
preservação, de apropriação e de reflexão. As atividades que aí se desenvolvam não se podem subordinar a critérios da
expectativa de retorno de investimento. Por isso, a universidade, como instituição pública, pode assumir a função de garantir o
efetivo caráter público de que, em princípio, se revestem os bens de cultura historicamente legados ao presente.

Faz parte da autonomia da universidade pública essa relação intrínseca com a cultura, que permite que o acesso não seja filtrado
por mecanismos de outras instâncias da vida social. É essa publicidade desinteressada da cultura — que só na instituição pública
pode-se articular em algum grau — que garante o conhecimento, a apropriação intelectual, a reflexão, a crítica e o debate.

Franklin Leopoldo e Silva. Universidade pública e cultura.


In: Estudos Avançados, v. 15, n.º 42, São Paulo (com adaptações).

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Julgue o próximo item, referente a aspectos linguísticos do texto e à sua tipologia.

O texto em apreço é predominantemente narrativo, uma vez que apresenta um histórico da relação entre a cultura e a
universidade pública.
Certo
Errado
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Questão 317: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/Combatente/2017


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto

O açúcar arrasou o Nordeste. A faixa úmida do litoral, bem regada por chuvas, tinha um solo de grande fertilidade, muito rico em
húmus e sais minerais, coberto por matas tropicais da Bahia até o Ceará. Essa região de matas tropicais converteu-se em região
de savanas. Naturalmente nascida para produzir alimentos, passou a ser uma região de fome. O latifúndio açucareiro, destrutivo e
avassalador, deixou rochas estéreis, solos lavados, terras erodidas. Fizeram-se, a princípio, plantações de laranjas e mangas, que
foram abandonadas e se reduziram a pequenas hortas que rodeavam a casa do dono do engenho, exclusivamente reservadas
para a família do plantador branco. Os incêndios que abriam terras aos canaviais devastaram a floresta e com ela a fauna;
desapareceram os cervos, os javalis, as toupeiras, os coelhos, as pacas e os tatus. A flora e a fauna foram sacrificadas, nos
altares da monocultura, à cana-de-açúcar. A produção extensiva esgotou rapidamente os solos. A abundância e a prosperidade
eram, como de costume, simétricas à miséria da maioria da população, que vivia em estado crônico de subnutrição. Daqueles
tempos coloniais nasceu o costume, ainda vigente, de comer terra. Antigamente, castigava-se esse “vício africano” colocando-se
mordaças nas bocas das crianças ou pendurando-as dentro de cestas a grande distância do solo. A falta de ferro provoca anemia;
o instinto leva as crianças a compensar com terra os sais minerais que não encontram em sua comida habitual. O Nordeste
brasileiro padece hoje a herança da monocultura do açúcar.

Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina.


Galeano de Freitas (Trad.). Rio de Janeiro, Paz e Terra (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto, julgue o item a seguir.

Apesar de apresentar muitos trechos descritivos, o texto classifica-se como argumentativo, pois o propósito do autor é levantar
argumentos para justificar a afirmação de que “O açúcar arrasou o Nordeste”.
Certo
Errado
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Questão 318: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2017


Assunto: Tipologia e Gênero Textual

Quino. Toda a Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1993, p. 384

A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item.

Uma propriedade característica do gênero tirinha é a presença de linguagem não verbal.

Certo
Errado

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Questão 319: CEBRASPE (CESPE) - TJ TRF1/TRF 1/Administrativa/Segurança e Transporte/2017


Assunto: Tipologia e Gênero Textual
Texto CB2A1AAA

A pergunta a respeito da exigibilidade ou não de procedimento licitatório prévio para a contratação de serviços profissionais de
advocacia não comporta uma resposta genérica, seja em sentido positivo, seja em sentido negativo. Na verdade, o campo de
atuação profissional do advogado é bastante amplo e compreende tanto trabalhos usuais, corriqueiros, de pequena complexidade
técnica, quanto situações de extrema dificuldade, verdadeiramente polêmicas e de enorme repercussão prática, de ordem tanto
econômica quanto propriamente jurídica.

O estudo desse problema exige muita ponderação, repudiando-se, de uma vez, soluções simplistas e extremadas. Nem se pode
dizer que toda contratação direta de advogado pelo poder público é lícita, dado o caráter fundamentalmente intelectual e pessoal
do trabalho advocatício, nem se pode afirmar que toda e qualquer contratação de advogado deve ser precedida de licitação, em
face do princípio da isonomia.

Existem, no entanto, assuntos de grande repercussão política correspondentes a programas ou prioridades determinadas
exatamente pela estrutura política eleita democraticamente pelo corpo social, e o tratamento de temas dessa natureza requer a
seleção de assistentes jurídicos nomeados para cargos de provimento em comissão ou a contratação temporária de profissionais
alheios ao corpo permanente de servidores.

Adilson Abreu Dallari. Contratação de serviços de advocacia


pela administração pública. Brasília. a. 35 n. 140 out./dez. 1998. Internet: <www2.senado.leg.br> (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1AAA, julgue o item.

O texto é predominantemente argumentativo, uma vez que nele se defende determinado posicionamento com relação à avaliação
acerca da exigibilidade ou não de procedimento licitatório prévio para a contratação de advogados.
Certo
Errado
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Questão 320: CEBRASPE (CESPE) - AI (ABIN)/ABIN/2018


Assunto: Paralelismo
Texto

Na legislação interna
1
dos países, a espionagem

costuma ser juridicamente


entendida como a obtenção

sub-reptícia e indevida de
informação sigilosa do Estado.
Esse

tipo de conduta é criminalizado


4
pela legislação de cada país. O

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mesmo se pode dizer do


vazamento, que guarda
estreita relação

com a espionagem e que


consiste na divulgação
indevida de

informações por quem tem o


7
dever legal do sigilo.

A espionagem é um dos
poucos crimes na legislação

brasileira que podem, em


tempo de guerra, levar à pena
de

morte, seja o condenado


10 nacional ou estrangeiro, civil
ou

militar, além de, em tempo de


paz, sujeitar o militar que a

pratique à indignidade para o


oficialato.

Se praticada por
13 autoridade superior, a
espionagem

pode configurar, além de


infração penal, crime de

responsabilidade, que, a
despeito do nome, não tem
natureza de

crime em sentido técnico, mas,


16
sim, de infração política sujeita

a cassação de mandato e
suspensão de direitos políticos.

Fábio de Macedo Soares Pires Condeixa. Espionagem e direito. In:

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Revista Brasileira de Inteligência, n.º 10, 2015, p. 25-6 (com adaptações).

A propósito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item subsequente.

O paralelismo sintático do último parágrafo do texto seria prejudicado se fosse inserido sinal indicativo de crase em “a cassação”
(l.17).

Certo
Errado
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Questão 321: CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018


Assunto: Paralelismo
Texto

O alemão Max Weber, um dos mais renomados pensadores sociais, fundador e expoente da teoria sociológica clássica, elaborou
um conceito de burocracia baseado em elementos jurídicos do século XIX, concebidos por teóricos do direito.

A divisão e distribuição de funções, a seleção de pessoal especializado, os regulamentos e a disciplina hierárquica são fatores que
fazem da burocracia moderna o modo mais eficiente de administração, tanto na esfera privada (em uma empresa capitalista)
quanto na administração pública.

O leigo, em geral, costuma criticar o aparelho burocrático da administração pública devido à sua rigidez administrativa,
inadequação das normas e grande quantidade de regulamentos. Esses aspectos produzem resultados contrários aos esperados
pelo cidadão, como, por exemplo, a lentidão dos processos.

De fato, a crescente racionalidade do sistema burocrático tende a gerar efeitos negativos, que podem diminuir drasticamente a
eficiência de uma organização ou sociedade. Em contrapartida, novos modelos de estruturas burocráticas, alternativos ao modelo
weberiano, têm sido experimentados.

Burocracia: Max Weber e o significado de ‘burocracia’


Internet: <https://educacao uol com br> (com adaptações)

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita do trecho “devido à sua rigidez administrativa, inadequação
das normas e grande quantidade de regulamentos”. Assinale a opção em que a reescrita, além de manter o sentido da informação
originalmente apresentada, também preserva a correção gramatical do texto.
a) devido à sua rigidez administrativa, à inadequação das normas e à grande quantidade de regulamentos
b) devido à sua rigidez administrativa, a inadequação das normas e a grande quantidade de regulamentos
c) devido sua rigidez administrativa, inadequação das normas e grande quantidade de regulamentos
d) devido à sua rigidez administrativa, à inadequação das normas e grande quantidade de regulamentos
e) devido sua rigidez administrativa, a inadequação das normas e a grande quantidade de regulamentos
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Questão 322: CEBRASPE (CESPE) - Sup C Qual (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A1-I

O termo “dado de pesquisa” tem uma amplitude de significados que vão se transformando de acordo com domínios científicos
específicos, objetos de pesquisas, metodologias de geração e coleta de dados e muitas outras variáveis. Pode ser o resultado de
um experimento realizado em um ambiente controlado de laboratório, um estudo empírico na área de ciências sociais ou a
observação de um fenômeno cultural ou da erupção de um vulcão em um determinado momento e lugar. Dados digitais de
pesquisa ocorrem na forma de diferentes tipos de dados, como números, figuras, vídeos, softwares; com diferentes níveis de
agregação e de processamento, como dados crus ou primários, dados intermediários e dados processados e integrados; e em
diferentes formatos de arquivos e mídias. Essa diversidade, que vai sendo delineada pelas especificidades de cada disciplina, suas
condicionantes metodológicas, protocolos, workflows e seus objetivos, se torna um desafio — pelo alto grau de contextualização

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necessário — para o pesquisador na sua tarefa de definir precisamente o que é dado de pesquisa de uma forma transversal aos
diversos domínios disciplinares.

As definições encontradas nos dicionários e enciclopédias falham em capturar a riqueza e a variedade dos dados no mundo da
ciência ou falham em revelar as premissas epistemológicas e ontológicas sobre as quais eles são baseados. Na esfera acadêmica,
grande parte das definições são uma enumeração de exemplos: dados são fatos, números, letras e símbolos. Listas de exemplos
não são verdadeiramente definições, visto que não estabelecem uma clara fronteira entre o que inclui e o que não inclui o
conceito.

Luis Fernando Sayão; Luana Farias Sales. Afinal, o que é dado de pesquisa? In: Biblos: Revista do Instituto de Ciências Humanas e da
Informação, Rio Grande. v. 34, n. 02, jul.-dez./2020, p.32-33. Internet: <periodicos.furg.br>. (com adaptações).

No último período do primeiro parágrafo do texto 1A1-I, seriam mantidas a coerência e a ideia expressa no texto caso o
vocábulo “delineada” fosse substituído por

a) sintetizada.
b) objetivada.
c) limitada.
d) determinada.

e) planejada.
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Questão 323: CEBRASPE (CESPE) - Ag PM (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A1-I

Estou escrevendo um livro sobre a guerra...

Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de
todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores.

Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três
filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai.

Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram
as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento?

A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso
ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram.

Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai
sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou
nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez nem saibamos como
fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo.

Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimento da vida surgiu uma
coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde
veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe...

Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que
respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos.

Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas. Tinha uma forma incomum: um romance
constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É
isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo.

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Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com adaptações).

A palavra “rememorando”, em “E rememorando como combatíamos.” (sexto parágrafo do texto 1A1-I) poderia ser substituída,
sem prejuízo para os sentidos do texto, por

a) relembrando.
b) resgatando.
c) reafirmando.
d) exaltando.

e) olvidando.
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Questão 324: CEBRASPE (CESPE) - Sup C Qual (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A1-II

O conhecimento científico é muito frequentemente associado à formação escolar. Por conta disso, existe uma tendência a
restringir o conhecimento oferecido pela ciência a determinadas esferas da vida. Nada mais limitante. A ciência versa sobre a
maioria dos assuntos relacionados à nossa existência, inclusive aqueles raramente associados ao tema.

A má compreensão da abrangência da ciência leva a outras questões, como o argumento de que o conhecimento científico deixa
a beleza do universo diminuída, fria, distante, pois a fragmenta e a torna asséptica. Isso pode ajudar a explicar por que as
pessoas raramente associam o estudo de um assunto como o amor à ciência. Uma eventual concepção de incompatibilidade entre
o conhecimento científico e os mais diferentes temas que dizem respeito à vida cotidiana não faz sentido.

A maioria das pessoas subestima o alcance e as possibilidades que uma visão científico-racional de mundo possui. Um olhar cético
para o mundo pode permitir a redução dos preconceitos, mais tolerância a visões políticas e ideológicas divergentes, maior
diálogo e consideração constante de que sua compreensão pode ser equivocada ou incompleta. Mas, ao mesmo tempo, esse
exercício permite reconhecer que, ainda que falha, a compreensão válida naquele momento é a melhor possível à disposição.

Ronaldo Pilati. Ciência e pseudociência: por que acreditamos

naquilo em que queremos acreditar. São Paulo: Editora Contexto, 2018, p. 26-8 (com adaptações).

Em cada uma das opções a seguir é apresentada uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto 1A1-II: “A má
compreensão da abrangência da ciência leva a outras questões, como o argumento de que o conhecimento científico deixa a
beleza do universo diminuída, fria, distante, pois a fragmenta e a torna asséptica.”. Assinale a opção que apresenta uma proposta
de reescrita gramaticalmente correta e que mantém o sentido original do texto.

a) O argumento de que o conhecimento científico deixa a beleza do universo diminuída, fria, distante, pois a fragmenta e
torna asséptica, é uma das questões advindas da má compreensão da abrangência da ciência.
b) A abrangência da ciência leva à má compreensão de outras questões, como a discussão a respeito de que o conhecimento
científico deixa a beleza do universo diminuída, fria, distante, pois fragmenta e a torna asséptica.
c) Por fragmentar e tornar asséptica a beleza do universo, diminuída, fria e distante, o conhecimento científico é o argumento
que engloba outras questões trazidas pela má compreensão da abrangência da ciência.
d) O conhecimento científico deixa a beleza do universo diminuída, fria, distante, fragmentando-a e tornando-a asséptica por
ser uma das questões trazidas pela má compreensão da abrangência da ciência.

e) A compreensão ruim da ciência leva a questões outras como o argumento de que a beleza do universo fica diminuída, fria e

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distante, fragmentada e asséptica com o conhecimento científico.


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Questão 325: CEBRASPE (CESPE) - Sup C Qual (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A2-I

Este artigo questiona a informação histórica de que o Brasil se insere na modernidade- mundo, o chamado “mundo moderno”,
através da realização da Semana de Arte Moderna de 1922. Tal inserção se daria, na verdade, pela construção do samba moderno
a partir da ótica artística de Pixinguinha (1897-1973), em especial pela sua excursão com os Oito Batutas pela França, em 1921,
patrocinada pelo multimilionário Arnaldo Guinle (1884-1963), apesar das críticas negativas de cunho racista dos cadernos culturais
da época.

O samba de Pixinguinha é resultante do amálgama das expressões culturais e religiosas afro-brasileiras e das trocas de
experiências culturais entre diferentes expressões culturais que começavam a circular pelo mundo, de maneira mais ampla e
rápida, graças às ondas sonoras de rádio, às gravações de discos e às partituras que chegavam ao Rio de Janeiro. Existia toda
uma vida cultural que se desenvolvia em torno da vida portuária carioca, que funcionava como acesso das populações pobres e
marginalizadas da cidade ao que de mais moderno ocorria no mundo, de maneiras inimaginadas pelas elites da época, com
impactos ainda não devidamente situados e valorizados em suas importâncias e significados para a cultura brasileira. Há ainda a
influência da música europeia como a polca ou a música de Bach, retrabalhadas e contextualizadas pelos músicos negros e
mestiços que deram origem ao choro e ao maxixe, os quais seriam presenças seminais no artesanato musical de Pixinguinha.

Pixinguinha e seus oito Batutas subvertem a ordem racista da elite brasileira da época conquistando –– literalmente –– a cidade
luz, estabelecendo novos parâmetros culturais e de modernidade para os próprios europeus. No entanto, mesmo que seu impacto
no exterior tenha se dado de maneira espaçada e pontual, a Semana de Arte Moderna de 1922 ficou conhecida como símbolo de
nossa inserção na modernidade- mundo vigente, em detrimento do impacto imediato causado pela arte revolucionária de
Pixinguinha e sua trupe musical entre os círculos culturais europeus. Cada apresentação era uma demonstração ao mundo de
uma nova forma de música urbana, articulada e desenvolvida, com estrutura rítmica e harmoniosa de alta sofisticação. Não é por
acaso que as gravações e partituras desse período em Paris tornaram-se referenciais para o cenário musical francês e para o
mundo do jazz norte-americano, como ficaria comprovado pela admiração confessa de Louis Armstrong (1901-1971) por
Pixinguinha ou pela regravação de Tico-Tico no fubá por Charlie Parker (1920-1955), no álbum La Paloma, em 1954.

Christian Ribeiro. Pixinguinha, o samba e a construção do Brasil moderno. Internet: <www.geledes.org.br> (com adaptações).

Sem prejuízo do sentido original do texto 1A2-I, a palavra amálgama (primeiro período do segundo parágrafo) poderia ser
substituída por

a) afastamento.
b) combinação.
c) dissociação.
d) cooperação.

e) segmentação.
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Questão 326: CEBRASPE (CESPE) - Sup C Qual (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A2-I

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Este artigo questiona a informação histórica de que o Brasil se insere na modernidade- mundo, o chamado “mundo moderno”,
através da realização da Semana de Arte Moderna de 1922. Tal inserção se daria, na verdade, pela construção do samba moderno
a partir da ótica artística de Pixinguinha (1897-1973), em especial pela sua excursão com os Oito Batutas pela França, em 1921,
patrocinada pelo multimilionário Arnaldo Guinle (1884-1963), apesar das críticas negativas de cunho racista dos cadernos culturais
da época.

O samba de Pixinguinha é resultante do amálgama das expressões culturais e religiosas afro-brasileiras e das trocas de
experiências culturais entre diferentes expressões culturais que começavam a circular pelo mundo, de maneira mais ampla e
rápida, graças às ondas sonoras de rádio, às gravações de discos e às partituras que chegavam ao Rio de Janeiro. Existia toda
uma vida cultural que se desenvolvia em torno da vida portuária carioca, que funcionava como acesso das populações pobres e
marginalizadas da cidade ao que de mais moderno ocorria no mundo, de maneiras inimaginadas pelas elites da época, com
impactos ainda não devidamente situados e valorizados em suas importâncias e significados para a cultura brasileira. Há ainda a
influência da música europeia como a polca ou a música de Bach, retrabalhadas e contextualizadas pelos músicos negros e
mestiços que deram origem ao choro e ao maxixe, os quais seriam presenças seminais no artesanato musical de Pixinguinha.

Pixinguinha e seus oito Batutas subvertem a ordem racista da elite brasileira da época conquistando –– literalmente –– a cidade
luz, estabelecendo novos parâmetros culturais e de modernidade para os próprios europeus. No entanto, mesmo que seu impacto
no exterior tenha se dado de maneira espaçada e pontual, a Semana de Arte Moderna de 1922 ficou conhecida como símbolo de
nossa inserção na modernidade- mundo vigente, em detrimento do impacto imediato causado pela arte revolucionária de
Pixinguinha e sua trupe musical entre os círculos culturais europeus. Cada apresentação era uma demonstração ao mundo de
uma nova forma de música urbana, articulada e desenvolvida, com estrutura rítmica e harmoniosa de alta sofisticação. Não é por
acaso que as gravações e partituras desse período em Paris tornaram-se referenciais para o cenário musical francês e para o
mundo do jazz norte-americano, como ficaria comprovado pela admiração confessa de Louis Armstrong (1901-1971) por
Pixinguinha ou pela regravação de Tico-Tico no fubá por Charlie Parker (1920-1955), no álbum La Paloma, em 1954.

Christian Ribeiro. Pixinguinha, o samba e a construção do Brasil moderno. Internet: <www.geledes.org.br> (com adaptações).

No trecho “mesmo que seu impacto no exterior tenha se dado de maneira espaçada e pontual, a Semana de Arte Moderna de
1922 ficou conhecida como símbolo de nossa inserção na modernidade- mundo vigente, em detrimento do impacto imediato
causado pela arte revolucionária de Pixinguinha e sua trupe musical entre os círculos culturais europeus”, do texto 1A2-I, a
expressão em detrimento de tem o mesmo sentido que

a) em prejuízo de.
b) à medida que.
c) em substituição de.
d) ao invés de.

e) em decorrência de.
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Questão 327: CEBRASPE (CESPE) - Ag PM (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A2-I

A revista The Lancet publicou no dia 14 de julho de 2020 um artigo em que apresenta novas projeções para a população
mundial e para os diversos países. Os pesquisadores do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de
Washington (IHME, na sigla em inglês) sugerem números para a população humana do planeta em 2100 que são menores do que
o cenário médio apresentado em 2019 pela Divisão de População da ONU (que é a referência maior nesta área de projeções
demográficas).

Segundo o artigo, o maior nível educacional das mulheres e o maior acesso aos métodos contraceptivos acelerarão a redução
das taxas de fecundidade, gerando um crescimento demográfico global mais lento.

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Se este cenário acontecer de fato, será um motivo de comemoração, pois a redução do ritmo de crescimento demográfico não
aconteceria pelo lado da mortalidade, mas sim pelo lado da natalidade e, principalmente, em decorrência do empoderamento das
mulheres, da universalização dos direitos sexuais e reprodutivos e do aumento do bem-estar geral dos cidadãos e das cidadãs da
comunidade internacional.

De modo geral, a imprensa tratou as novas projeções como uma grande novidade, dizendo que a população mundial não
ultrapassará 10 bilhões de pessoas até o final do século e que, no caso do Brasil, a população apresentará uma queda de 50
milhões de pessoas na segunda metade do corrente século.

Na verdade, isto não é totalmente novidade, pois a possibilidade de uma população bem abaixo de 10 bilhões de pessoas já
era prevista. Diante das incertezas, normalmente, elaboram-se cenários para o futuro com amplo leque de variação. A Divisão de
População da ONU, por exemplo, tem vários números para o montante de habitantes em 2100, que variam entre 7 bilhões e 16
bilhões.

Internet: <ecodebate.com.br> (com adaptações).

Mantendo-se a correção gramatical e a coerência do texto 1A2-I, a expressão “em que”, no primeiro período do texto, poderia ser
substituída por

a) que.
b) onde.
c) na qual.
d) de que.

e) cujo o qual.
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Questão 328: CEBRASPE (CESPE) - Ag PM (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A2-I

A revista The Lancet publicou no dia 14 de julho de 2020 um artigo em que apresenta novas projeções para a população
mundial e para os diversos países. Os pesquisadores do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de
Washington (IHME, na sigla em inglês) sugerem números para a população humana do planeta em 2100 que são menores do que
o cenário médio apresentado em 2019 pela Divisão de População da ONU (que é a referência maior nesta área de projeções
demográficas).

Segundo o artigo, o maior nível educacional das mulheres e o maior acesso aos métodos contraceptivos acelerarão a redução
das taxas de fecundidade, gerando um crescimento demográfico global mais lento.

Se este cenário acontecer de fato, será um motivo de comemoração, pois a redução do ritmo de crescimento demográfico não
aconteceria pelo lado da mortalidade, mas sim pelo lado da natalidade e, principalmente, em decorrência do empoderamento das
mulheres, da universalização dos direitos sexuais e reprodutivos e do aumento do bem-estar geral dos cidadãos e das cidadãs da
comunidade internacional.

De modo geral, a imprensa tratou as novas projeções como uma grande novidade, dizendo que a população mundial não
ultrapassará 10 bilhões de pessoas até o final do século e que, no caso do Brasil, a população apresentará uma queda de 50
milhões de pessoas na segunda metade do corrente século.

Na verdade, isto não é totalmente novidade, pois a possibilidade de uma população bem abaixo de 10 bilhões de pessoas já
era prevista. Diante das incertezas, normalmente, elaboram-se cenários para o futuro com amplo leque de variação. A Divisão de
População da ONU, por exemplo, tem vários números para o montante de habitantes em 2100, que variam entre 7 bilhões e 16
bilhões.

Internet: <ecodebate.com.br> (com adaptações).

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A coerência e a correção do texto 1A2-I seriam mantidas caso o verbo “gerando” (segundo parágrafo) fosse substituído por

a) e gerará.
b) e geraram.
c) o que gerou.
d) o que deve gerar.

e) que vão gerar.


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Questão 329: CEBRASPE (CESPE) - Ag PM (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A2-II

Quando a covid-19 começou a se espalhar pelo Brasil em março de 2020 e exigiu a adoção de medidas mais restritivas,
especialistas em saúde mental passaram a usar o termo “quarta onda” para se referir à avalanche de novos casos de depressão,
ansiedade e outros transtornos psiquiátricos que viriam pela frente.

Mas, contrariando todas as expectativas, os primeiros 12 meses pandêmicos não resultaram em mais diagnósticos dessas
doenças: estudos publicados em março de 2021 indicam que os números de indivíduos acometidos tiveram até uma ligeira subida
no início da crise, mas depois eles se mantiveram estáveis dali em diante.

Outros achados recentes também apontam que políticas mais extremas como o lockdown, adotadas em vários países e tão
necessárias para achatar as curvas de contágio e evitar o colapso dos sistemas de saúde, não resultaram numa piora do bem-
estar nem no aumento dos casos de suicídio.

O que as pesquisas mais recentes nos apontam é que, ao menos em 2020, aquela “quarta onda” de transtornos mentais que
era prevista pelos especialistas não aconteceu na prática graças à resiliência do ser humano e a despeito de uma piora na
qualidade de vida e de um esperado aumento de sentimentos como tristeza, frustração, raiva e nervosismo.

Em todo caso, é preciso destacar que alguns grupos foram mais atingidos que outros, como é o caso dos profissionais da
saúde e das mulheres, que precisaram lidar com a sobrecarga de trabalho.

Internet: <uol.com.br> (com adaptações).

Com relação ao emprego dos sinais de pontuação, a correção gramatical e a coerência do texto 1A2-II seriam mantidas caso, no
primeiro parágrafo do texto,

a) fosse empregada uma vírgula após “Brasil”.


b) a conjunção “e” fosse substituída por vírgula (no trecho “e exigiu a adoção”).
c) a expressão “em março de 2020” fosse isolada por vírgulas.
d) fosse empregada uma vírgula após “saúde mental”.

e) fosse empregado um ponto no lugar da vírgula após “depressão”, com a devida alteração da inicial de “ansiedade” para
maiúscula.
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Questão 330: CEBRASPE (CESPE) - Ag PM (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A2-II

Quando a covid-19 começou a se espalhar pelo Brasil em março de 2020 e exigiu a adoção de medidas mais restritivas,

77 of 130 24/01/2022 22:19


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especialistas em saúde mental passaram a usar o termo “quarta onda” para se referir à avalanche de novos casos de depressão,
ansiedade e outros transtornos psiquiátricos que viriam pela frente.

Mas, contrariando todas as expectativas, os primeiros 12 meses pandêmicos não resultaram em mais diagnósticos dessas
doenças: estudos publicados em março de 2021 indicam que os números de indivíduos acometidos tiveram até uma ligeira subida
no início da crise, mas depois eles se mantiveram estáveis dali em diante.

Outros achados recentes também apontam que políticas mais extremas como o lockdown, adotadas em vários países e tão
necessárias para achatar as curvas de contágio e evitar o colapso dos sistemas de saúde, não resultaram numa piora do bem-
estar nem no aumento dos casos de suicídio.

O que as pesquisas mais recentes nos apontam é que, ao menos em 2020, aquela “quarta onda” de transtornos mentais que
era prevista pelos especialistas não aconteceu na prática graças à resiliência do ser humano e a despeito de uma piora na
qualidade de vida e de um esperado aumento de sentimentos como tristeza, frustração, raiva e nervosismo.

Em todo caso, é preciso destacar que alguns grupos foram mais atingidos que outros, como é o caso dos profissionais da
saúde e das mulheres, que precisaram lidar com a sobrecarga de trabalho.

Internet: <uol.com.br> (com adaptações).

Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita do seguinte trecho do texto 1A2-II “não resultaram
numa piora do bem-estar nem no aumento dos casos de suicídio” (terceiro parágrafo). Assinale a opção cuja proposta de
reescrita, além de estar gramaticalmente correta, preserva os sentidos originais do texto.

a) não aumentaram o bem-estar nem os casos de suicídio


b) não pioraram o bem estar nem aumentaram os casos de suicídio
c) resultaram a melhora do bem-estar e a diminuição dos casos de suicídio
d) não causaram uma piora do bem-estar nem no aumento dos casos de suicídio

e) não promoveram uma piora do bem-estar nem o aumento dos casos de suicídio
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Questão 331: CEBRASPE (CESPE) - Ag PM (IBGE)/IBGE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A2-II

Quando a covid-19 começou a se espalhar pelo Brasil em março de 2020 e exigiu a adoção de medidas mais restritivas,
especialistas em saúde mental passaram a usar o termo “quarta onda” para se referir à avalanche de novos casos de depressão,
ansiedade e outros transtornos psiquiátricos que viriam pela frente.

Mas, contrariando todas as expectativas, os primeiros 12 meses pandêmicos não resultaram em mais diagnósticos dessas
doenças: estudos publicados em março de 2021 indicam que os números de indivíduos acometidos tiveram até uma ligeira subida
no início da crise, mas depois eles se mantiveram estáveis dali em diante.

Outros achados recentes também apontam que políticas mais extremas como o lockdown, adotadas em vários países e tão
necessárias para achatar as curvas de contágio e evitar o colapso dos sistemas de saúde, não resultaram numa piora do bem-
estar nem no aumento dos casos de suicídio.

O que as pesquisas mais recentes nos apontam é que, ao menos em 2020, aquela “quarta onda” de transtornos mentais que
era prevista pelos especialistas não aconteceu na prática graças à resiliência do ser humano e a despeito de uma piora na
qualidade de vida e de um esperado aumento de sentimentos como tristeza, frustração, raiva e nervosismo.

Em todo caso, é preciso destacar que alguns grupos foram mais atingidos que outros, como é o caso dos profissionais da
saúde e das mulheres, que precisaram lidar com a sobrecarga de trabalho.

Internet: <uol.com.br> (com adaptações).

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A expressão “a despeito de” (quarto parágrafo) poderia ser substituída no texto 1A2-II, mantendo-se seu sentido e sua correção
gramatical, por

a) apesar.
b) embora.
c) devido a.
d) contanto.

e) apesar de.
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Questão 332: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM TO)/PM TO/QPE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Apenas dez anos atrás, ainda havia em Nova York (onde moro) muitos espaços públicos mantidos coletivamente nos quais
cidadãos demonstravam respeito pela comunidade ao poupá-la das suas intimidades banais. Há dez anos, o mundo não havia
sido totalmente conquistado por essas pessoas que não param de tagarelar no celular. Telefones móveis ainda eram usados como
sinal de ostentação ou para macaquear gente afluente. Afinal, a Nova York do final dos anos 90 do século passado testemunhava
a transição inconsútil da cultura da nicotina para a cultura do celular. Num dia, o volume no bolso da camisa era o maço de
cigarros; no dia seguinte, era um celular. Num dia, a garota bonitinha, vulnerável e desacompanhada ocupava as mãos, a boca e
a atenção com um cigarro; no dia seguinte, ela as ocupava com uma conversa importante com uma pessoa que não era você.
Num dia, viajantes acendiam o isqueiro assim que saíam do avião; no dia seguinte, eles logo acionavam o celular. O custo de um
maço de cigarros por dia se transformou em contas mensais de centenas de dólares na operadora. A poluição atmosférica se
transformou em poluição sonora. Embora o motivo da irritação tivesse mudado de uma hora para outra, o sofrimento da maioria
contida, provocado por uma minoria compulsiva em restaurantes, aeroportos e outros espaços públicos, continuou estranhamente
constante. Em 1998, não muito tempo depois que deixei de fumar, observava, sentado no metrô, as pessoas abrindo e fechando
nervosamente seus celulares, mordiscando as anteninhas. Ou apenas os segurando como se fossem a mão de uma mãe, e eu
quase sentia pena delas. Para mim, era difícil prever até onde chegaria essa tendência: Nova York queria verdadeiramente se
tornar uma cidade de viciados em celulares deslizando pelas calçadas sob desagradáveis nuvenzinhas de vida privada, ou de
alguma maneira iria prevalecer a noção de que deveria haver um pouco de autocontrole em público?

Jonathan Franzen. Como ficar sozinho. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 17-18 (com adaptações).

No trecho “Afinal, a Nova York do final dos anos 90 do século passado testemunhava a transição inconsútil da cultura da nicotina
para a cultura do celular”, do texto 1A1-I, a palavra “inconsútil” poderia ser substituída, mantendo-se a coerência do texto, por

a) irrefreável.
b) evidente.
c) inconveniente.
d) lenta.

e) desregulamentada.
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Questão 333: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM TO)/PM TO/QPE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Apenas dez anos atrás, ainda havia em Nova York (onde moro) muitos espaços públicos mantidos coletivamente nos quais
cidadãos demonstravam respeito pela comunidade ao poupá-la das suas intimidades banais. Há dez anos, o mundo não havia
sido totalmente conquistado por essas pessoas que não param de tagarelar no celular. Telefones móveis ainda eram usados como
sinal de ostentação ou para macaquear gente afluente. Afinal, a Nova York do final dos anos 90 do século passado testemunhava
a transição inconsútil da cultura da nicotina para a cultura do celular. Num dia, o volume no bolso da camisa era o maço de
cigarros; no dia seguinte, era um celular. Num dia, a garota bonitinha, vulnerável e desacompanhada ocupava as mãos, a boca e
a atenção com um cigarro; no dia seguinte, ela as ocupava com uma conversa importante com uma pessoa que não era você.
Num dia, viajantes acendiam o isqueiro assim que saíam do avião; no dia seguinte, eles logo acionavam o celular. O custo de um
maço de cigarros por dia se transformou em contas mensais de centenas de dólares na operadora. A poluição atmosférica se

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transformou em poluição sonora. Embora o motivo da irritação tivesse mudado de uma hora para outra, o sofrimento da maioria
contida, provocado por uma minoria compulsiva em restaurantes, aeroportos e outros espaços públicos, continuou estranhamente
constante. Em 1998, não muito tempo depois que deixei de fumar, observava, sentado no metrô, as pessoas abrindo e fechando
nervosamente seus celulares, mordiscando as anteninhas. Ou apenas os segurando como se fossem a mão de uma mãe, e eu
quase sentia pena delas. Para mim, era difícil prever até onde chegaria essa tendência: Nova York queria verdadeiramente se
tornar uma cidade de viciados em celulares deslizando pelas calçadas sob desagradáveis nuvenzinhas de vida privada, ou de
alguma maneira iria prevalecer a noção de que deveria haver um pouco de autocontrole em público?

Jonathan Franzen. Como ficar sozinho. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 17-18 (com adaptações).

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto 1A1-I: “Embora o motivo da
irritação tivesse mudado de uma hora para outra, o sofrimento da maioria contida, provocado por uma minoria compulsiva em
restaurantes, aeroportos e outros espaços públicos, continuou estranhamente constante.”. Assinale a opção que contém a
proposta de reescrita que preserva a correção gramatical e a coerência do texto original.

a) Porquanto o motivo da irritação houvesse mudado repentinamente, o sofrimento da maioria contida, suscitado por uma
minoria compulsiva em restaurantes, aeroportos e outros espaços públicos, permaneceu estranhamente.
b) O motivo da irritação tinha mudado subitamente, mas, estranhamente, permaneceu o sofrimento da maioria contida,
suscitado por uma minoria compulsiva em restaurantes, aeroportos e outros espaços públicos.
c) O motivo da irritação tinha mudado repentinamente, apesar do sofrimento da maioria contida, causado por uma minoria
compulsiva em restaurantes, aeroportos e outros espaços públicos, ter estranhamente permanecido.
d) Conquanto o motivo da irritação havia mudado subitamente, o sofrimento da maioria contida, suscitado por uma minoria
compulsiva em restaurantes, aeroportos e outros espaços públicos, persistiu estranhamente.

e) O motivo da irritação tinha mudado subitamente, ao passo que, estranhamente, o sofrimento da maioria contida, causado
por uma minoria compulsiva em restaurantes, aeroportos e outros espaços públicos, se manteve.
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Questão 334: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM TO)/PM TO/QPE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
O papel da polícia militar é exclusivamente o patrulhamento ostensivo. É por isso que essa é a polícia que anda fardada e
caracterizada, mostrando sua presença ostensiva e passando segurança à sociedade.

Nesse contexto, a polícia militar tem papel de relevância, uma vez que se destaca, também, como força pública, primando
pelo zelo, pela honestidade e pela correção de propósitos com a finalidade de proteger o cidadão, a sociedade e os bens públicos
e privados, coibindo os ilícitos penais e as infrações administrativas.

Nos dias atuais, a polícia militar, além de suas atribuições constitucionais, desempenha várias outras atribuições que, direta ou
indiretamente, influenciam no cotidiano das pessoas, na medida em que colabora com todos os segmentos da sociedade,
diminuindo conflitos e gerando a sensação de segurança que a comunidade anseia.

De uma forma bem simples, a polícia militar cuida daquilo que está acontecendo ou que acabou de acontecer, enquanto a
polícia civil cuida daquilo que já aconteceu e que demanda investigação, ou seja, a polícia militar é aquela que cuida e previne, e
a polícia civil é aquela que busca quem fez.

Internet: <www.pm.to.gov.br> (com adaptações).

Cada uma das próximas opções apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto 1A2-I: “Nos dias atuais, a
polícia militar, além de suas atribuições constitucionais, desempenha várias outras atribuições que, direta ou indiretamente,
influenciam no cotidiano das pessoas” (terceiro parágrafo).

Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada mantém a correção gramatical e o sentido do texto.

a) Nos dias atuais, a polícia militar desempenha além de suas atribuições constitucionais, várias outras atribuições que, direta
ou indiretamente, influenciam no cotidiano das pessoas
b) A polícia militar, nos dias atuais, desempenha, além de suas atribuições constitucionais, várias outras atribuições que

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influenciam, direta ou indiretamente, no cotidiano das pessoas


c) Além de suas atribuições constitucionais nos dias atuais, a polícia militar, desempenha várias outras atribuições que, direta
ou indiretamente, influencia no cotidiano das pessoas
d) Nos dias atuais, além de suas atribuições constitucionais, desempenham várias outras atribuições à polícia militar, que,
direta ou indiretamente, influencia no cotidiano das pessoas

e) A polícia militar nos dias atuais, além de suas atribuições constitucionais, desempenham várias outras atribuições que
influenciam no cotidiano das pessoas direta ou indiretamente
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Questão 335: CEBRASPE (CESPE) - Tec Min (MPE AP)/MPE AP/Auxiliar Administrativo/2021
Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

Texto CG2A1-I

Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam um sinal de “excesso de população”,
quando de fato é comum, em alguns países, que mais da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em
uma só — enquanto existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em uma sociedade
urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas,
cobrem uma extensão de terra seis vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias
de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão de que o “excesso de população” é a
causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os
custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios
de viver na cidade.

Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações nacionais e mundial eram bem menores. A
expansão dos meios de transporte mais rápidos e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez
com que a população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que os subúrbios se
desenvolviam. Devido a um transporte mais rápido, esses subúrbios agora estão próximos, em termos temporais, das instituições
e atividades de uma cidade, embora as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a
vários quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que alguém que, vivendo perto do
Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé.

Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações).

Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita do seguinte trecho do texto CG2A1-I: “pessoas que
não conseguem arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão
dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade” (último período do primeiro parágrafo). Assinale a opção cuja proposta
de reescrita, além de estar gramaticalmente correta, preserva os sentidos originais do texto.

a) pessoas que não conseguem arcar com os custos do transporte nem de um espaço amplo para viver, mas que, apesar
disso, não estão dispostas a desistir dos benefícios de viver na cidade
b) pessoas que não conseguem custear o transporte ou um espaço amplo para viver mas que, do mesmo modo, não estão
dispostas a abrir mão dos benefícios de viver na cidade
c) pessoas que não tem condições de arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo
assim, não tem disposição pra dispensar os benefícios de viver na cidade
d) pessoas que não estão dispostas a arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo
assim, querem usufruir dos benefícios de viver na cidade

e) pessoas que não dão conta de arcar com os custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, nem tão pouco estão
dispostas à abrir mão dos benefícios de viver na cidade
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Questão 336: CEBRASPE (CESPE) - Tec Min (MPE AP)/MPE AP/Auxiliar Administrativo/2021

81 of 130 24/01/2022 22:19


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Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

Texto CG2A1-I

Uma das várias falácias urbanas consiste em que cidades densamente povoadas sejam um sinal de “excesso de população”,
quando de fato é comum, em alguns países, que mais da metade de seu povo viva em um punhado de cidades — às vezes em
uma só — enquanto existem vastas áreas abertas e, em grande parte, vagas nas zonas rurais. Até mesmo em uma sociedade
urbana e industrial moderna como os Estados Unidos, menos de 5% da área são urbanizados — e apenas as florestas, sozinhas,
cobrem uma extensão de terra seis vezes maior do que a de todas as grandes e pequenas cidades do país reunidas. Fotografias
de favelas densamente povoadas em países em desenvolvimento podem levar à conclusão de que o “excesso de população” é a
causa da pobreza, quando, na verdade, a pobreza é a causa da concentração de pessoas que não conseguem arcar com os
custos do transporte ou de um espaço amplo para viver, mas que, mesmo assim, não estão dispostas a abrir mão dos benefícios
de viver na cidade.

Muitas cidades eram mais densamente povoadas no passado, quando as populações nacionais e mundial eram bem menores. A
expansão dos meios de transporte mais rápidos e baratos, com preço viável para uma quantidade muito maior de pessoas, fez
com que a população urbana se espalhasse para as áreas rurais em torno das cidades à medida que os subúrbios se
desenvolviam. Devido a um transporte mais rápido, esses subúrbios agora estão próximos, em termos temporais, das instituições
e atividades de uma cidade, embora as distâncias físicas sejam cada vez maiores. Alguém em Dallas, nos Estados Unidos, a
vários quilômetros de distância de um estádio, pode alcançá-lo de carro mais rapidamente do que alguém que, vivendo perto do
Coliseu na Roma Antiga, fosse até ele a pé.

Thomas Sowell. Fatos e falácias da economia. Record. Edição do Kindle, p. 24-25 (com adaptações).

Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto CG2A1-I, a expressão “à medida que” (segundo período do
segundo parágrafo) poderia ser substituída por

a) onde.
b) visto que.
c) na medida que.
d) à proporção que.

e) no momento em que.
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Questão 337: CEBRASPE (CESPE) - TJ (PGDF)/PG DF/Administrativo/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

82 of 130 24/01/2022 22:19


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A lembrança da empregada ausente me coagia. Quis lembrar-me de seu rosto, e admirada não consegui — de tal modo ela
acabara de me excluir de minha própria casa, como se me tivesse fechado a porta e me tivesse deixado remota em relação à
minha moradia. A lembrança de sua cara fugia-me, devia ser um lapso temporário. Mas seu nome — é claro, é claro, lembrei-me
finalmente: Janair. E, olhando o desenho hierático, de repente me ocorria que Janair me odiara. Eu olhava as figuras de homem
e mulher que mantinham expostas e abertas as palmas das mãos vigorosas, e que ali pareciam ter sido deixadas por Janair
como mensagem bruta para quando eu abrisse a porta. De súbito, dessa vez com mal-estar real, deixei finalmente vir a mim
uma sensação que durante seis meses, por negligência e desinteresse, eu não me deixara ter: a do silencioso ódio daquela
mulher. O que me surpreendia é que era uma espécie de ódio isento, o pior ódio: o indiferente. Não um ódio que me
individualizasse mas apenas a falta de misericórdia. Não, nem ao menos ódio. Foi quando inesperadamente consegui rememorar
seu rosto, mas é claro, como pudera esquecer? Revi o rosto preto e quieto, revi a pele inteiramente opaca que mais parecia um
de seus modos de se calar, as sobrancelhas extremamente bem desenhadas, revi os traços finos e delicados que mal eram
divisados no negror apagado da pele.

Clarice Lispector.

A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 2009 (com adaptações).

Julgue o item que se segue, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente.

Em “fugia-me” e “lembrei-me”, a forma pronominal “me” poderia ser suprimida sem prejuízo da correção gramatical do texto.

Certo
Errado
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Questão 338: CEBRASPE (CESPE) - TJ (PGDF)/PG DF/Administrativo/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

A compreensão da comunicação como direito humano é formulação mais ou menos recente na história do direito. Tal conceito foi
expresso pela primeira vez em 1969 por Jean D’Arcy, então diretor dos Serviços Visuais e de Rádio no Escritório de Informação
Pública da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, em artigo na revista EBU Review, do European Broadcasting
Union (EBU): “Virá o tempo em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos terá de abarcar um direito mais amplo que o
direito humano à informação, estabelecido pela primeira vez 21 anos atrás no artigo 19. Trata-se do direito do homem de se
comunicar.”.

Na década de 70 do século XX, o direito à comunicação passou a ser discutido no âmbito da Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Desde 2000, vem ganhando ressonância no debate político. Primeiro na União
Europeia — o Parlamento Europeu aprovou em 2008 uma diretiva, válida em todos os países-membros, estabelecendo limites à
publicidade e padrões mínimos de veiculação de conteúdo independente, regional e acessível — e, em seguida, na América
Latina, onde marcos regulatórios foram aprovados na Argentina (2009), na Venezuela (2010), no Equador (2013) e no Uruguai
(2013).

No Brasil, o direito à comunicação foi oficialmente reconhecido pelo Estado em 2009, no Decreto n.º 7.037, que instituiu a
terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Sua diretriz número 22 tem o condão de conciliar os
conceitos de “comunicação”, “informação” e “democracia”, e apresentá-los como princípios orientadores da abordagem
contemporânea dos direitos humanos: “Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para
consolidação de uma cultura em Direitos Humanos”, diz a diretriz. Ao referir-se nominalmente ao “direito à comunicação”, o
PNDH-3 contribuiu para inaugurar uma nova etapa no debate sobre o tema. Até então, as instituições se referiam, quando muito,
ao direito à informação.

Camilo Vannuchi Galaxia. São Paulo, online,

ISSN 1982 – 2553, n.º 38, maio-ago./2018, p. 167-80. Internet: <www.dx.doi.org> (com adaptações).

83 of 130 24/01/2022 22:19


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No que se refere às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.

A expressão ‘em que’ poderia ser substituída por onde, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do texto

Certo
Errado
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Questão 339: CEBRASPE (CESPE) - TJ (PGDF)/PG DF/Administrativo/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

A compreensão da comunicação como direito humano é formulação mais ou menos recente na história do direito. Tal conceito foi
expresso pela primeira vez em 1969 por Jean D’Arcy, então diretor dos Serviços Visuais e de Rádio no Escritório de Informação
Pública da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, em artigo na revista EBU Review, do European Broadcasting
Union (EBU): “Virá o tempo em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos terá de abarcar um direito mais amplo que o
direito humano à informação, estabelecido pela primeira vez 21 anos atrás no artigo 19. Trata-se do direito do homem de se
comunicar.”.

Na década de 70 do século XX, o direito à comunicação passou a ser discutido no âmbito da Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Desde 2000, vem ganhando ressonância no debate político. Primeiro na União
Europeia — o Parlamento Europeu aprovou em 2008 uma diretiva, válida em todos os países-membros, estabelecendo limites à
publicidade e padrões mínimos de veiculação de conteúdo independente, regional e acessível — e, em seguida, na América
Latina, onde marcos regulatórios foram aprovados na Argentina (2009), na Venezuela (2010), no Equador (2013) e no Uruguai
(2013).

No Brasil, o direito à comunicação foi oficialmente reconhecido pelo Estado em 2009, no Decreto n.º 7.037, que instituiu a
terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Sua diretriz número 22 tem o condão de conciliar os
conceitos de “comunicação”, “informação” e “democracia”, e apresentá-los como princípios orientadores da abordagem
contemporânea dos direitos humanos: “Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para
consolidação de uma cultura em Direitos Humanos”, diz a diretriz. Ao referir-se nominalmente ao “direito à comunicação”, o
PNDH-3 contribuiu para inaugurar uma nova etapa no debate sobre o tema. Até então, as instituições se referiam, quando muito,
ao direito à informação.

Camilo Vannuchi Galaxia. São Paulo, online,

ISSN 1982 – 2553, n.º 38, maio-ago./2018, p. 167-80. Internet: <www.dx.doi.org> (com adaptações).

No que se refere às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.

Caso a expressão ‘21 anos atrás’ fosse substituída por a 21 anos, a correção gramatical e o sentido original do texto seriam
mantidos.

Certo
Errado
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Questão 340: CEBRASPE (CESPE) - TJ (PGDF)/PG DF/Administrativo/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

A compreensão da comunicação como direito humano é formulação mais ou menos recente na história do direito. Tal conceito foi
expresso pela primeira vez em 1969 por Jean D’Arcy, então diretor dos Serviços Visuais e de Rádio no Escritório de Informação
Pública da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, em artigo na revista EBU Review, do European Broadcasting

84 of 130 24/01/2022 22:19


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Union (EBU): “Virá o tempo em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos terá de abarcar um direito mais amplo que o
direito humano à informação, estabelecido pela primeira vez 21 anos atrás no artigo 19. Trata-se do direito do homem de se
comunicar.”.

Na década de 70 do século XX, o direito à comunicação passou a ser discutido no âmbito da Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Desde 2000, vem ganhando ressonância no debate político. Primeiro na União
Europeia — o Parlamento Europeu aprovou em 2008 uma diretiva, válida em todos os países-membros, estabelecendo limites à
publicidade e padrões mínimos de veiculação de conteúdo independente, regional e acessível — e, em seguida, na América
Latina, onde marcos regulatórios foram aprovados na Argentina (2009), na Venezuela (2010), no Equador (2013) e no Uruguai
(2013).

No Brasil, o direito à comunicação foi oficialmente reconhecido pelo Estado em 2009, no Decreto n.º 7.037, que instituiu a
terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Sua diretriz número 22 tem o condão de conciliar os
conceitos de “comunicação”, “informação” e “democracia”, e apresentá-los como princípios orientadores da abordagem
contemporânea dos direitos humanos: “Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação para
consolidação de uma cultura em Direitos Humanos”, diz a diretriz. Ao referir-se nominalmente ao “direito à comunicação”, o
PNDH-3 contribuiu para inaugurar uma nova etapa no debate sobre o tema. Até então, as instituições se referiam, quando muito,
ao direito à informação.

Camilo Vannuchi Galaxia. São Paulo, online,

ISSN 1982 – 2553, n.º 38, maio-ago./2018, p. 167-80. Internet: <www.dx.doi.org> (com adaptações).

No que se refere às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.

A informação veiculada no texto seria preservada caso a locução “vem ganhando” fosse substituída por tem ganhado.

Certo
Errado
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Questão 341: CEBRASPE (CESPE) - Cad (CBM TO)/CBM TO/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

Texto 1A1-I

A manhã era fresca na palhoça da velha dona Ana no Alto Rio Negro, um lugar onde a história é viva e a gente é parte dessa
continuidade. Dona Ana explicava que “antes tinha o povo Cuchi, depois teve Baré escravizado vindo de Manaus pra cá na época
do cumaru, da batala, do pau-rosa. Muitos se esconderam no rio Xié. Agora somos nós”. Terra de gente poliglota, de encontros e
desencontros estrangeiros.

No início desse mundo, havia dois tipos de cuia: a cuia de tapioca e a cuia de ipadu. Embora possam ser classificadas como
pertencentes à mesma espécie botânica (Crescentia cujete), a primeira era ligada ao uso diário, ao passo que a outra era usada
como veículo de acesso ao mundo espiritual em decorrência do consumo de ipadu e gaapi (cipó Banisteriopsis caapi). Os
pesquisadores indígenas atuais da região também destacam essa especificidade funcional. Assim, distinguem-se até hoje dois
tipos de árvore no Alto Rio Negro: as árvores de cuiupis e as de cuias, que recebem nomes diferentes pelos falantes da língua
tukano.

Dona Ana me explica que os cuiupis no Alto Rio Negro são plantios muito antigos dos Cuchi, e os galhos foram trazidos da beira
do rio Cassiquiari (afluente do rio Orinoco, na fronteira entre Colômbia e Venezuela), onde o cuiupi “tem na natureza”, pois
cresce sozinho e em abundância. Já a cuia redonda, diz-se que veio de Santarém ou de Manaus, com o povo Baré nas migrações

85 of 130 24/01/2022 22:19


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forçadas que marcaram a colonização do Rio Negro. Os homens mais velhos atestam que em Manaus só tinha cuia. De lá, uma
família chamada Coimbra chegou trazendo gado e enriqueceu vendendo cuias redondas no Alto Rio Negro.

Cuiupis e cuias diferem na origem e também nos ritmos de vida. As árvores de cuiupi frutificam durante a estação chamada kipu-
wahro. Antes de produzirem frutos, perdem todas as folhas uma vez por ano. A árvore de cuia, diferentemente do cuiupi,
mantém as folhas e a produção de frutos durante todo o ano.

Priscila Ambrósio Moreira. Memórias sobre as cuias. O que contam os quintais e as florestas alagáveis na Amazônia brasileira? In: Joana
Cabral de Oliveira et al. (Org.). Vozes Vegetais. São Paulo: Ubu Editora, p. 155-156 (com adaptações).

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do segundo parágrafo do texto 1A1-I:
“Embora possam ser classificadas como pertencentes à mesma espécie botânica (Crescentia cujete), a primeira era ligada ao uso
diário, ao passo que a outra era usada como veículo de acesso ao mundo espiritual em decorrência do consumo de ipadu e gaapi
(cipó Banisteriopsis caapi).”. Assinale a opção cuja proposta mantém os sentidos originais e a correção gramatical desse trecho.

a) A primeira era ligada ao uso diário, enquanto a outra era usada como veículo de acesso ao mundo espiritual em
decorrência do consumo de ipadu e gaapi (cipó Banisteriopsis caapi), mas ambas podem ser classificadas como pertencentes à
mesma espécie botânica (Crescentia cujete).
b) A primeira era ligada ao uso diário, na medida em que a outra valia como meio de acesso ao mundo espiritual em
decorrência do consumo de ipadu e gaapi (cipó Banisteriopsis caapi), conquanto ambas podem ser classificadas como
pertencentes à mesma espécie botânica (Crescentia cujete).
c) A primeira destinava-se ao uso diário, e a outra era usada como veículo de acesso ao mundo espiritual em decorrência do
consumo de ipadu e gaapi (cipó Banisteriopsis caapi), de modo que ambas podem ser classificadas como pertencentes à mesma
espécie botânica (Crescentia cujete).
d) A primeira vinculava-se ao uso diário, enquanto a outra era usada como veículo de acesso ao mundo espiritual em
decorrência do consumo de ipadu e gaapi (cipó Banisteriopsis caapi), porque ambas podem ser classificadas como pertencentes à
mesma espécie botânica (Crescentia cujete).
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Questão 342: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM TO)/CBM TO/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

Texto 2A1-I

Olhe para a tomada mais próxima, para um conjunto de janelas ou então para a traseira de um carro. Se você vê figuras
parecidas com rostos nesses e em outros objetos, saiba que não é o único: trata-se de um fenômeno bem conhecido pela
ciência, chamado pareidolia. Basta posicionar duas formas que lembrem olhos acima de outra que pareça uma boca para as
pessoas começarem a enxergar rostos.

A pareidolia já foi vista como um sinal de psicose no passado, mas hoje se sabe que ela é uma tendência completamente normal
entre humanos. De acordo com o cientista Carl Sagan, a tendência está provavelmente associada à necessidade evolutiva de
reconhecer rostos rapidamente.

Pense na pré-história: se uma pessoa conseguisse identificar os olhos e a boca de um predador escondido na mata, ela teria
mais chances de fugir e sobreviver. Quem tivesse dificuldade em ver um rosto camuflado ali provavelmente seria pego de
surpresa — e consequentemente viraria jantar.

Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, investigaram o fenômeno e escreveram em um artigo que,
além da vantagem evolutiva, a pareidolia também pode estar relacionada ao mecanismo do cérebro que reconhece e processa

86 of 130 24/01/2022 22:19


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informações sociais em outras pessoas. “Não basta perceber a presença de um rosto; precisamos reconhecer quem é aquela
pessoa, ler as informações presentes no rosto, se ela está prestando atenção em nós, e se está feliz ou triste”, diz o líder do
estudo.

De fato, os objetos inanimados não parecem ser apenas rostos inexpressivos. Em uma simples caminhada na rua, você pode ter
a impressão de que semáforos, carros, casas e até tijolos jogados na calçada te encaram e parecem esboçar expressões faciais
— medo, raiva, alegria, susto ou tristeza.

Segundo os autores do estudo, os objetos são, de fato, interpretados como rostos humanos pelo nosso cérebro. “Nós sabemos
que o objeto não tem uma mente, mas não conseguimos evitar olhar para ele como se tivesse características inteligentes, como
direção do olhar ou emoções; isso acontece porque os mecanismos ativados pelo nosso sistema visual são os mesmos quando
vemos um rosto real ou um objeto com características faciais”, diz um dos pesquisadores.

Os cientistas pretendem também investigar os mecanismos cognitivos que levam ao oposto: a prosopagnosia (a inabilidade de
identificar rostos) ou algumas manifestações do espectro autista, o que inclui a dificuldade em ler rostos e interpretar as
informações presentes neles, como o estado emocional.

Maria Clara Rossini. Pareidolia: por que vemos “rostos” em objetos

inanimados? Este estudo explica. Internet: <super.abril.com.br> (com adaptações).

O sentido e a correção gramatical do texto 2A1-I seriam mantidos se o período “Segundo os autores do estudo, os objetos são,
de fato, interpretados como rostos humanos pelo nosso cérebro.” (sexto parágrafo) fosse reescrito da seguinte maneira.

a) Considerando os autores do estudo, através do nosso cérebro realmente interpretamos como rostos humanos os objetos.
b) Como os autores do estudo, a interpretação dos objetos como rostos humanos acontecem realmente no nosso cérebro.
c) Conforme os autores do estudo, o nosso cérebro realmente interpreta como rostos humanos os objetos.
d) Com base nos autores do estudo, realmente nosso cérebro interpretam os objetos como rostos humanos.
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Questão 343: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

Uma noite, quando os integrantes do Jornal de Alagoas trabalhavam na redação de uma das folhas do jornal, surgiu alguém
gritando que um incêndio lavrava na cidade, querendo devorar tudo. Um pavoroso e sinistro incêndio cuja proporção não se
podia calcular. A Casa das Tintas era o local onde pairavam as chamas. A impressionante tragédia abalou até o governador do
estado, que para lá foi e assistiu a tudo estupefato, em companhia de seus auxiliares imediatos. As chamas devoraram todo o
estabelecimento e, ainda, cerca de vinte e cinco famílias ficaram no meio da rua com os seus móveis e utensílios.

Aquilo era, portanto, um quadro entristecedor e merecia um reparo. Latas de querosene, vasos de uso doméstico e outros
vasilhames, oferecidos e levados por pessoas residentes nas proximidades e também alarmadas, eram entregues aos voluntários
e militares que heroicamente lutavam contra as chamas, muitos deles intoxicados pelo mau cheiro saído daquele estabelecimento
que continha grande quantidade de tintas e outros produtos tóxicos.

O então governador do estado de Alagoas, revoltado com o caso, esperava encontrar ali um Corpo de Bombeiros. Teve, no
entanto, sua decepção e prometeu organizar uma unidade que viesse dar combate às chamas quando elas surgissem em algum
ponto da cidade.

87 of 130 24/01/2022 22:19


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Internet: <www.cbm.al.gov.br> (com adaptações).

Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item a seguir.

Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, o trecho “O então governador do estado de Alagoas” poderia ser
reescrito da seguinte forma: O governador do estado de Alagoas naquela circunstância.

Certo
Errado
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Questão 344: CEBRASPE (CESPE) - Sold (CBM AL)/CBM AL/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

Assim como todas as florestas, os trechos arborizados do Ártico às vezes se incendeiam. Mas, ao contrário de muitas florestas
localizadas em latitudes médias, que prosperam ou até mesmo necessitam de fogo para preservar sua saúde, as florestas árticas
evoluíram para que queimassem apenas esporadicamente.

As mudanças climáticas, contudo, estão remodelando essa frequência. Na primeira década do novo milênio, os incêndios
queimaram, em média, 50% mais área plantada no Ártico por ano do que em qualquer outra década do século XX. Entre 2010 e
2020, a área queimada continuou a aumentar, principalmente no Alasca, tendo 2019 sido um ano ruim em relação aos incêndios
na região; além disso, o ano de 2015 foi o segundo pior ano da história do local. Os cientistas descobriram que a frequência de
incêndios atual é mais alta do que em qualquer outro momento desde a formação das florestas boreais, há cerca de três mil
anos, e possivelmente seja a maior nos últimos 10 mil anos.

Os incêndios nas florestas boreais podem liberar ainda mais carbono do que incêndios semelhantes em locais como Califórnia ou
Europa, porque os solos sob as florestas em latitude elevada costumam ser compostos por turfa antiga, que possui carbono em
abundância. Em 2020, os incêndios no Ártico liberaram quase 250 megatoneladas de dióxido de carbono, cerca da metade
emitida pela Austrália em um ano em decorrência das atividades humanas e cerca de 2,5 vezes mais do que a histórica
temporada recordista de incêndios florestais de 2020 na Califórnia.

Internet: <www.nationalgeographicbrasil.com> (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item que se seguem.

Mantendo-se o sentido e a correção gramatical do texto, a expressão “há cerca de três mil anos” poderia ser substituída por
acerca de três mil anos.

Certo
Errado
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Questão 345: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

Texto CB2A1-I

88 of 130 24/01/2022 22:19


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As mãos que criam, criam o quê?

A ancestralidade de dona Irinéia mostra-se presente em suas peças feitas com o barro vermelho da sua região. São cabeças,
figuras humanas, entre outras esculturas que narram, por meio da forma moldada no barro, episódios históricos, lutas e
conquistas vividos pelos moradores de sua comunidade e do Quilombo de Palmares.

Um exemplo é a escultura que representa pessoas em cima de uma jaqueira e que se tornou uma peça muito conhecida de dona
Irinéia. A jaqueira se tornou objeto de memória, pois remonta a uma enchente, durante a qual ela e suas três irmãs ficaram toda
a noite em cima da árvore, esperando a água baixar.

O manejo da matéria-prima é feito com a retirada do barro que depois é pisoteado, amassado e moldado. As peças são então
queimadas, e ganham uma coloração naturalmente avermelhada.

Irinéia Rosa Nunes da Silva é uma das mais reconhecidas artistas da cerâmica popular brasileira. A história de dona Irinéia,
mestra artesã do Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2005, está entrelaçada com a história do povoado quilombola Muquém, onde
nasceu em 1949. O povoado pertence ao município de União dos Palmares, na zona da mata alagoana, e se encontra próximo à
serra da Barriga que carrega forte simbolismo, pois é a terra do Quilombo dos Palmares.

Por volta dos vinte anos, dona Irinéia começou a ajudar sua mãe no sustento da família, fazendo panelas de barro. Entretanto, o
costume de fazer promessas aos santos de quem se é devoto, quando se está passando por alguma provação ou doença, fez
surgir para a artesã outras encomendas. Quando a graça é alcançada, costuma-se levar a parte do corpo curado representado
em uma peça de cerâmica, como agradecimento para o santo. Foi assim que dona Irinéia começou a fazer cabeças, pés e assim
por diante.

Até que um dia, uma senhora que sofria com uma forte dor de cabeça encomendou da ceramista uma cabeça, pois ia fazer uma
promessa ao seu santo devoto. A senhora alcançou sua graça, o que fez com que dona Irinéia ficasse ainda mais conhecida na
região. Chegou, inclusive, ao conhecimento do SEBRAE de Alagoas, que foi até dona Irinéia e ofereceu algumas capacitações que
abriram mais possibilidades de produção para a ceramista. O número de encomendas foi aumentando e, com ele, sua
imaginação e criatividade que fizeram nascer objetos singulares.

Em Muquém, vivem cerca de quinhentas pessoas que contam com um posto de saúde, uma escola e a casa de farinha, onde as
mulheres se reúnem para moer a mandioca, alimento central na comunidade, assim como de tantos outros quilombos no
Nordeste. No dia a dia do povoado, o trabalho com o barro também preenche o tempo de muitas mulheres e alguns homens que
se dedicam à produção de cerâmica, enquanto ensinam as crianças a mexer com a terra, produzindo pequenos bonecos.

Internet: <www.artesol.org.br> (com adaptações).

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte.

Mantendo-se a correção gramatical do texto e as informações nele veiculadas, o trecho “o que fez com que dona Irinéia ficasse
ainda mais conhecida na região” (penúltimo parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: e isso fez dona Irinéia ficar ainda
mais conhecida na região.

Certo
Errado
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Questão 346: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

89 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

Texto CB2A1-I

As mãos que criam, criam o quê?

A ancestralidade de dona Irinéia mostra-se presente em suas peças feitas com o barro vermelho da sua região. São cabeças,
figuras humanas, entre outras esculturas que narram, por meio da forma moldada no barro, episódios históricos, lutas e
conquistas vividos pelos moradores de sua comunidade e do Quilombo de Palmares.

Um exemplo é a escultura que representa pessoas em cima de uma jaqueira e que se tornou uma peça muito conhecida de dona
Irinéia. A jaqueira se tornou objeto de memória, pois remonta a uma enchente, durante a qual ela e suas três irmãs ficaram toda
a noite em cima da árvore, esperando a água baixar.

O manejo da matéria-prima é feito com a retirada do barro que depois é pisoteado, amassado e moldado. As peças são então
queimadas, e ganham uma coloração naturalmente avermelhada.

Irinéia Rosa Nunes da Silva é uma das mais reconhecidas artistas da cerâmica popular brasileira. A história de dona Irinéia,
mestra artesã do Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2005, está entrelaçada com a história do povoado quilombola Muquém, onde
nasceu em 1949. O povoado pertence ao município de União dos Palmares, na zona da mata alagoana, e se encontra próximo à
serra da Barriga que carrega forte simbolismo, pois é a terra do Quilombo dos Palmares.

Por volta dos vinte anos, dona Irinéia começou a ajudar sua mãe no sustento da família, fazendo panelas de barro. Entretanto, o
costume de fazer promessas aos santos de quem se é devoto, quando se está passando por alguma provação ou doença, fez
surgir para a artesã outras encomendas. Quando a graça é alcançada, costuma-se levar a parte do corpo curado representado
em uma peça de cerâmica, como agradecimento para o santo. Foi assim que dona Irinéia começou a fazer cabeças, pés e assim
por diante.

Até que um dia, uma senhora que sofria com uma forte dor de cabeça encomendou da ceramista uma cabeça, pois ia fazer uma
promessa ao seu santo devoto. A senhora alcançou sua graça, o que fez com que dona Irinéia ficasse ainda mais conhecida na
região. Chegou, inclusive, ao conhecimento do SEBRAE de Alagoas, que foi até dona Irinéia e ofereceu algumas capacitações que
abriram mais possibilidades de produção para a ceramista. O número de encomendas foi aumentando e, com ele, sua
imaginação e criatividade que fizeram nascer objetos singulares.

Em Muquém, vivem cerca de quinhentas pessoas que contam com um posto de saúde, uma escola e a casa de farinha, onde as
mulheres se reúnem para moer a mandioca, alimento central na comunidade, assim como de tantos outros quilombos no
Nordeste. No dia a dia do povoado, o trabalho com o barro também preenche o tempo de muitas mulheres e alguns homens que
se dedicam à produção de cerâmica, enquanto ensinam as crianças a mexer com a terra, produzindo pequenos bonecos.

Internet: <www.artesol.org.br> (com adaptações).

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte.

Prejudicaria o sentido original do texto, embora mantivesse sua correção gramatical, a supressão do artigo “a” em “toda a noite”,
no trecho “ela e suas três irmãs ficaram toda a noite em cima da árvore”.

Certo
Errado
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Questão 347: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

90 of 130 24/01/2022 22:19


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Texto CB2A1-I

As mãos que criam, criam o quê?

A ancestralidade de dona Irinéia mostra-se presente em suas peças feitas com o barro vermelho da sua região. São cabeças,
figuras humanas, entre outras esculturas que narram, por meio da forma moldada no barro, episódios históricos, lutas e
conquistas vividos pelos moradores de sua comunidade e do Quilombo de Palmares.

Um exemplo é a escultura que representa pessoas em cima de uma jaqueira e que se tornou uma peça muito conhecida de dona
Irinéia. A jaqueira se tornou objeto de memória, pois remonta a uma enchente, durante a qual ela e suas três irmãs ficaram toda
a noite em cima da árvore, esperando a água baixar.

O manejo da matéria-prima é feito com a retirada do barro que depois é pisoteado, amassado e moldado. As peças são então
queimadas, e ganham uma coloração naturalmente avermelhada.

Irinéia Rosa Nunes da Silva é uma das mais reconhecidas artistas da cerâmica popular brasileira. A história de dona Irinéia,
mestra artesã do Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2005, está entrelaçada com a história do povoado quilombola Muquém, onde
nasceu em 1949. O povoado pertence ao município de União dos Palmares, na zona da mata alagoana, e se encontra próximo à
serra da Barriga que carrega forte simbolismo, pois é a terra do Quilombo dos Palmares.

Por volta dos vinte anos, dona Irinéia começou a ajudar sua mãe no sustento da família, fazendo panelas de barro. Entretanto, o
costume de fazer promessas aos santos de quem se é devoto, quando se está passando por alguma provação ou doença, fez
surgir para a artesã outras encomendas. Quando a graça é alcançada, costuma-se levar a parte do corpo curado representado
em uma peça de cerâmica, como agradecimento para o santo. Foi assim que dona Irinéia começou a fazer cabeças, pés e assim
por diante.

Até que um dia, uma senhora que sofria com uma forte dor de cabeça encomendou da ceramista uma cabeça, pois ia fazer uma
promessa ao seu santo devoto. A senhora alcançou sua graça, o que fez com que dona Irinéia ficasse ainda mais conhecida na
região. Chegou, inclusive, ao conhecimento do SEBRAE de Alagoas, que foi até dona Irinéia e ofereceu algumas capacitações que
abriram mais possibilidades de produção para a ceramista. O número de encomendas foi aumentando e, com ele, sua
imaginação e criatividade que fizeram nascer objetos singulares.

Em Muquém, vivem cerca de quinhentas pessoas que contam com um posto de saúde, uma escola e a casa de farinha, onde as
mulheres se reúnem para moer a mandioca, alimento central na comunidade, assim como de tantos outros quilombos no
Nordeste. No dia a dia do povoado, o trabalho com o barro também preenche o tempo de muitas mulheres e alguns homens que
se dedicam à produção de cerâmica, enquanto ensinam as crianças a mexer com a terra, produzindo pequenos bonecos.

Internet: <www.artesol.org.br> (com adaptações).

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o item seguinte.

No primeiro período do terceiro parágrafo, a substituição do vocábulo “manejo” por manuseio preservaria o sentido e a correção
gramatical do texto.

Certo
Errado
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Questão 348: CEBRASPE (CESPE) - Tec Ban I (BANESE)/BANESE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

91 of 130 24/01/2022 22:19


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O Prêmio Nobel de Economia de 2017 foi concedido ao norte-americano Richard Thaler por suas contribuições no campo da
economia comportamental. Thaler é um dos mais destacados economistas na aplicação da psicologia às análises das teorias
econômicas e das consequências da racionalidade limitada, das preferências pessoais e da falta de autocontrole. Um
desdobramento mais recente dessa área de pesquisa da economia é a aplicação de insights comportamentais às políticas
públicas. Compreender os processos decisórios, os hábitos e as experiências pessoais das pessoas em situação de pobreza é
essencial para o processo de elaboração de políticas públicas e a sua eficácia. É o que sugere o estudo do IPC-IG Insights
comportamentais e políticas de superação da pobreza, dos pesquisadores Antonio Claret Campos Filho e Luis Henrique
Paiva.

O estudo defende que pessoas em situações de escassez, como a pobreza, têm uma maior sobrecarga mental, pois estão
sujeitas a preocupações que não afetam a vida daqueles de maior renda, como a qualidade da água consumida ou o acesso à
alimentação. Evitar contrair empréstimos a juros altos é um exemplo da falta de autocontrole que tende a ser mais frequente e
mais onerosa para os pobres. Decisões de longo prazo também tendem a ser negativamente afetadas pelas sobrecargas
associadas à escassez, como retirar os filhos da escola para buscar algum tipo de trabalho, por conta da perda de emprego dos
pais, o que acarreta consequências negativas para toda a vida da criança.

Internet: <ipcig.org> (com adaptações).

No que concerne às ideias veiculadas no texto e a suas construções linguísticas, julgue o item que se segue.

No primeiro período do texto, a substituição de “por” por devido manteria a correção gramatical e o sentido original do texto.

Certo
Errado
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Questão 349: CEBRASPE (CESPE) - Tec Ban I (BANESE)/BANESE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

O Prêmio Nobel de Economia de 2017 foi concedido ao norte-americano Richard Thaler por suas contribuições no campo da
economia comportamental. Thaler é um dos mais destacados economistas na aplicação da psicologia às análises das teorias
econômicas e das consequências da racionalidade limitada, das preferências pessoais e da falta de autocontrole. Um
desdobramento mais recente dessa área de pesquisa da economia é a aplicação de insights comportamentais às políticas
públicas. Compreender os processos decisórios, os hábitos e as experiências pessoais das pessoas em situação de pobreza é
essencial para o processo de elaboração de políticas públicas e a sua eficácia. É o que sugere o estudo do IPC-IG Insights
comportamentais e políticas de superação da pobreza, dos pesquisadores Antonio Claret Campos Filho e Luis Henrique
Paiva.

O estudo defende que pessoas em situações de escassez, como a pobreza, têm uma maior sobrecarga mental, pois estão
sujeitas a preocupações que não afetam a vida daqueles de maior renda, como a qualidade da água consumida ou o acesso à
alimentação. Evitar contrair empréstimos a juros altos é um exemplo da falta de autocontrole que tende a ser mais frequente e
mais onerosa para os pobres. Decisões de longo prazo também tendem a ser negativamente afetadas pelas sobrecargas
associadas à escassez, como retirar os filhos da escola para buscar algum tipo de trabalho, por conta da perda de emprego dos
pais, o que acarreta consequências negativas para toda a vida da criança.

Internet: <ipcig.org> (com adaptações).

No que concerne às ideias veiculadas no texto e a suas construções linguísticas, julgue o item que se segue.

O sentido original do texto seria prejudicado, embora sua correção gramatical fosse mantida, caso o trecho “Um desdobramento
mais recente dessa área de pesquisa da economia é a aplicação de insights comportamentais às políticas públicas” (terceiro
período do primeiro parágrafo) fosse reescrito da seguinte forma: Um desdobramento dessa área de pesquisa mais recente da

92 of 130 24/01/2022 22:19


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economia é a aplicação de insights comportamentais às políticas públicas.

Certo
Errado
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Questão 350: CEBRASPE (CESPE) - Tec Ban I (BANESE)/BANESE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

O Prêmio Nobel de Economia de 2017 foi concedido ao norte-americano Richard Thaler por suas contribuições no campo da
economia comportamental. Thaler é um dos mais destacados economistas na aplicação da psicologia às análises das teorias
econômicas e das consequências da racionalidade limitada, das preferências pessoais e da falta de autocontrole. Um
desdobramento mais recente dessa área de pesquisa da economia é a aplicação de insights comportamentais às políticas
públicas. Compreender os processos decisórios, os hábitos e as experiências pessoais das pessoas em situação de pobreza é
essencial para o processo de elaboração de políticas públicas e a sua eficácia. É o que sugere o estudo do IPC-IG Insights
comportamentais e políticas de superação da pobreza, dos pesquisadores Antonio Claret Campos Filho e Luis Henrique
Paiva.

O estudo defende que pessoas em situações de escassez, como a pobreza, têm uma maior sobrecarga mental, pois estão
sujeitas a preocupações que não afetam a vida daqueles de maior renda, como a qualidade da água consumida ou o acesso à
alimentação. Evitar contrair empréstimos a juros altos é um exemplo da falta de autocontrole que tende a ser mais frequente e
mais onerosa para os pobres. Decisões de longo prazo também tendem a ser negativamente afetadas pelas sobrecargas
associadas à escassez, como retirar os filhos da escola para buscar algum tipo de trabalho, por conta da perda de emprego dos
pais, o que acarreta consequências negativas para toda a vida da criança.

Internet: <ipcig.org> (com adaptações).

No que concerne às ideias veiculadas no texto e a suas construções linguísticas, julgue o item que se segue.

Substituindo-se a vírgula empregada logo após “pais”, no último período do texto, por ponto final, o trecho “o que acarreta
consequências negativas para toda a vida da criança” poderia ser corretamente substituído por Isso acarreta consequências
negativas para toda a vida da criança, sem prejuízo da coerência do texto.

Certo
Errado
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Questão 351: CEBRASPE (CESPE) - Tec Ban I (BANESE)/BANESE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

O primeiro caso de coronavírus foi confirmado no Brasil em 26 de fevereiro de 2020. Sendo o Brasil um dos países mais desiguais
do mundo, era esperado que a pandemia acentuaria ainda mais as desigualdades sociais no país e causaria danos irremediáveis.

Com isso, o terceiro setor precisou apresentar uma resposta imediata. Já no dia 8 de abril de 2020, as doações para enfrentar a
pandemia ultrapassaram a marca histórica de R$ 1 bilhão. O recorde foi registrado pelo Monitor das Doações da Covid-19,
ferramenta criada pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR). O setor da saúde foi o que recebeu o maior
volume de doações.

“A pandemia proporcionou uma mobilização que se deu pela população de diversas formas, desde doações de empresas até
campanhas de financiamento. Grande parte das doações foram destinadas a hospitais, pesquisas científicas, compra de
equipamentos e também à assistência social de famílias de baixa renda”, conta Márcia Woods, presidente do conselho da ABCR.

De acordo com Woods, as doações tomaram diferentes arranjos. No entanto, apesar da grande mobilização, nem todas as
causas sociais foram favorecidas. A causa da educação, por exemplo, sofreu impactos, pois todas as escolas tiveram que fechar

93 of 130 24/01/2022 22:19


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as portas. Outra área muito afetada foi a da cultura, já que as pessoas não puderam assistir aos espetáculos pessoalmente.

Internet: <observatorio3setor.org.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte considerando as ideias e as construções linguísticas do texto apresentado.

Seriam mantidos a correção gramatical e o sentido original do texto caso, no segundo período do primeiro parágrafo, o termo
“Sendo” fosse substituído por Por ser.

Certo
Errado
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Questão 352: CEBRASPE (CESPE) - Tec Ban I (BANESE)/BANESE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

O primeiro caso de coronavírus foi confirmado no Brasil em 26 de fevereiro de 2020. Sendo o Brasil um dos países mais desiguais
do mundo, era esperado que a pandemia acentuaria ainda mais as desigualdades sociais no país e causaria danos irremediáveis.

Com isso, o terceiro setor precisou apresentar uma resposta imediata. Já no dia 8 de abril de 2020, as doações para enfrentar a
pandemia ultrapassaram a marca histórica de R$ 1 bilhão. O recorde foi registrado pelo Monitor das Doações da Covid-19,
ferramenta criada pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR). O setor da saúde foi o que recebeu o maior
volume de doações.

“A pandemia proporcionou uma mobilização que se deu pela população de diversas formas, desde doações de empresas até
campanhas de financiamento. Grande parte das doações foram destinadas a hospitais, pesquisas científicas, compra de
equipamentos e também à assistência social de famílias de baixa renda”, conta Márcia Woods, presidente do conselho da ABCR.

De acordo com Woods, as doações tomaram diferentes arranjos. No entanto, apesar da grande mobilização, nem todas as
causas sociais foram favorecidas. A causa da educação, por exemplo, sofreu impactos, pois todas as escolas tiveram que fechar
as portas. Outra área muito afetada foi a da cultura, já que as pessoas não puderam assistir aos espetáculos pessoalmente.

Internet: <observatorio3setor.org.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte considerando as ideias e as construções linguísticas do texto apresentado.

No segundo período do primeiro parágrafo, a substituição das formas verbais “acentuaria” e “causaria” por acentuasse e
causasse, respectivamente, manteria a coerência e a correção gramatical do texto.

Certo
Errado
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Questão 353: CEBRASPE (CESPE) - Tec Ban I (BANESE)/BANESE/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

O primeiro caso de coronavírus foi confirmado no Brasil em 26 de fevereiro de 2020. Sendo o Brasil um dos países mais desiguais
do mundo, era esperado que a pandemia acentuaria ainda mais as desigualdades sociais no país e causaria danos irremediáveis.

Com isso, o terceiro setor precisou apresentar uma resposta imediata. Já no dia 8 de abril de 2020, as doações para enfrentar a
pandemia ultrapassaram a marca histórica de R$ 1 bilhão. O recorde foi registrado pelo Monitor das Doações da Covid-19,

94 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

ferramenta criada pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR). O setor da saúde foi o que recebeu o maior
volume de doações.

“A pandemia proporcionou uma mobilização que se deu pela população de diversas formas, desde doações de empresas até
campanhas de financiamento. Grande parte das doações foram destinadas a hospitais, pesquisas científicas, compra de
equipamentos e também à assistência social de famílias de baixa renda”, conta Márcia Woods, presidente do conselho da ABCR.

De acordo com Woods, as doações tomaram diferentes arranjos. No entanto, apesar da grande mobilização, nem todas as
causas sociais foram favorecidas. A causa da educação, por exemplo, sofreu impactos, pois todas as escolas tiveram que fechar
as portas. Outra área muito afetada foi a da cultura, já que as pessoas não puderam assistir aos espetáculos pessoalmente.

Internet: <observatorio3setor.org.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte considerando as ideias e as construções linguísticas do texto apresentado.

Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original do texto, o trecho “Grande parte das doações foram destinadas a
hospitais, pesquisas científicas, compra de equipamentos e também à assistência social de famílias de baixa renda” (terceiro
parágrafo) poderia ser reescrito da seguinte forma: Grande parte das doações foi destinada aos hospitais, às pesquisas científicas,
à compra de equipamentos e à assistência social de famílias de baixa renda.

Certo
Errado
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Questão 354: CEBRASPE (CESPE) - TAJ (TJ RJ)/TJ RJ/"Sem Especialidade"/2021


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

Texto CG1A1

Na casa vazia, sozinha com a empregada, já não andava como um soldado, já não precisava tomar cuidado. Mas sentia falta da
batalha das ruas. Melancolia da liberdade, com o horizonte ainda tão longe. Dera-se ao horizonte. Mas a nostalgia do presente. O
aprendizado da paciência, o juramento da espera. Do qual talvez não soubesse jamais se livrar. A tarde transformando-se em
interminável e, até todos voltarem para o jantar e ela poder se tornar com alívio uma filha, era o calor, o livro aberto e depois
fechado, uma intuição, o calor: sentava-se com a cabeça entre as mãos, desesperada. Quando tinha dez anos, relembrou, um
menino que a amava jogara-lhe um rato morto. Porcaria! berrara branca com a ofensa. Fora uma experiência. Jamais contara a
ninguém. Com a cabeça entre as mãos, sentada. Dizia quinze vezes: sou vigorosa, sou vigorosa, sou vigorosa — depois percebia
que apenas prestara atenção à contagem. Suprindo com a quantidade, disse mais uma vez: sou vigorosa, dezesseis. E já não
estava mais à mercê de ninguém. Desesperada porque, vigorosa, livre, não estava mais à mercê. Perdera a fé. Foi conversar com
a empregada, antiga sacerdotisa. Elas se reconheciam. As duas descalças, de pé na cozinha, a fumaça do fogão. Perdera a fé,
mas, à beira da graça, procurava na empregada apenas o que esta já perdera, não o que ganhara. Fazia-se pois distraída e,
conversando, evitava a conversa. “Ela imagina que na minha idade devo saber mais do que sei e é capaz de me ensinar alguma
coisa”, pensou, a cabeça entre as mãos, defendendo a ignorância como a um corpo. Faltavam-lhe elementos, mas não os queria
de quem já os esquecera. A grande espera fazia parte. Dentro da vastidão, maquinando.

Clarice Lispector. Preciosidade. In: Laços de Família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p. 86-87 (com adaptações).

No trecho “Quando tinha dez anos, relembrou, um menino que a amava jogara-lhe um rato morto. Porcaria! berrara branca com a
ofensa. Fora uma experiência.”, do texto CG1A1, o termo “Fora” poderia ser substituído, sem prejuízo dos sentidos do texto, por

a) Teria sido.
b) Foi.
c) Havia sido.
d) Havia tido.

95 of 130 24/01/2022 22:19


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e) Haveria sido.
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Questão 355: CEBRASPE (CESPE) - AuxJ (TJ PA)/TJ PA/"Sem Área"/2020


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG4A1-I

O peso de Eurídice se estabilizou, assim como a rotina da família Gusmão Campelo. Antenor saía para o trabalho, os filhos saíam
para a escola e Eurídice ficava em casa, moendo carne e remoendo os pensamentos estéreis (II) que faziam da sua vida infeliz.
Ela não tinha emprego, ela já tinha ido para a escola, e como preencher as horas do dia depois de arrumar as camas, regar as
plantas, varrer a sala, lavar a roupa, temperar o feijão, refogar o arroz, preparar o suflê e fritar os bifes? Porque Eurídice, vejam
vocês, era uma mulher brilhante. Se lhe dessem cálculos elaborados, ela projetaria pontes. Se lhe dessem um laboratório, ela
inventaria vacinas. Se lhe dessem páginas brancas, ela escreveria clássicos. No entanto, o que lhe deram foram cuecas sujas, que
Eurídice lavou muito rápido e muito bem, sentando-se em seguida no sofá, olhando as unhas e pensando no que deveria pensar.
E foi assim que concluiu que não deveria pensar, e que, para não pensar, deveria se manter ocupada todas as horas do dia, e que
a única atividade caseira que oferecia tal benefício era aquela que apresentava o dom de ser quase infinita em suas demandas
diárias: (I) a culinária. Eurídice jamais seria uma engenheira, nunca poria os pés em um laboratório e não ousaria escrever versos
(III), mas essa mulher se dedicou à única atividade permitida que tinha um certo quê de engenharia, ciência e poesia. Todas as
manhãs, depois de despertar, preparar, alimentar e se livrar do marido e dos filhos, Eurídice abria o livro de receitas da Tia
Palmira.

Martha Batalha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. 1.ª ed.

São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).

A correção gramatical e o sentido original do texto CG4A1-I seriam preservados caso

I os dois-pontos imediatamente após “diárias” fossem substituídos por uma vírgula.

II o vocábulo “estéreis” fosse substituído por desnecessários.

III se inserisse, no trecho “nunca poria os pés em um laboratório e não ousaria escrever versos”, uma vírgula logo após
“laboratório” e o vocábulo “não” fosse substituído por nem.

Assinale a opção correta.

a) Nenhum item está certo.


b) Apenas o item I está certo.
c) Apenas o item II está certo.
d) Apenas o item III está certo.
e) Todos os itens estão certos.
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Questão 356: CEBRASPE (CESPE) - AuxJ (TJ PA)/TJ PA/"Sem Área"/2020


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG4A1-I

O peso de Eurídice se estabilizou, assim como a rotina da família Gusmão Campelo. Antenor saía para o trabalho, os filhos saíam
para a escola e Eurídice ficava em casa, moendo carne e remoendo os pensamentos estéreis que faziam da sua vida infeliz. Ela

96 of 130 24/01/2022 22:19


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não tinha emprego, ela D) já C) tinha ido para a escola, e como preencher as horas do dia depois de arrumar as camas, regar as
plantas, varrer a sala, lavar a roupa, temperar o feijão, refogar o arroz, preparar o suflê e fritar os bifes? Porque Eurídice, vejam
vocês, era uma mulher brilhante. Se lhe dessem cálculos elaborados, ela projetaria pontes. Se lhe dessem um laboratório, ela
inventaria vacinas. Se lhe dessem páginas brancas, ela escreveria clássicos. No entanto, o que lhe deram foram cuecas sujas, que
Eurídice lavou muito rápido e muito bem, sentando-se em seguida no sofá, olhando as unhas e pensando no que deveria pensar.
E foi assim que concluiu que não deveria pensar, e que, para não pensar, B) deveria se manter ocupada todas as horas do dia, e
que a única atividade caseira que oferecia tal benefício era aquela que apresentava o dom de ser quase infinita em suas
demandas diárias: a culinária. Eurídice jamais seria uma engenheira, nunca poria os pés em um laboratório e não ousaria escrever
versos, mas essa mulher se dedicou à única atividade permitida que tinha um certo quê E) de engenharia, ciência e poesia. Todas
as manhãs, depois de despertar, preparar, alimentar e se A) livrar do marido e dos filhos, Eurídice abria o livro de receitas da Tia
Palmira.

Martha Batalha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. 1.ª ed.

São Paulo: Companhia das Letras, 2016 (com adaptações).

A correção gramatical e o sentido do texto CG4A1-I seriam mantidos caso se suprimisse do texto

a) a partícula “se”.
b) a vírgula imediatamente após “para não pensar”.
c) o vocábulo “já”.
d) o vocábulo “ela”, em “ela já tinha ido para a escola”.
e) o acento do vocábulo “quê”.
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Questão 357: CEBRASPE (CESPE) - Tec Min (MPE CE)/MPE CE/2020


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Entre todos os fatores técnicos da mobilidade, um papel particularmente importante foi desempenhado pelo transporte da
informação — o tipo de comunicação que não envolve o movimento de corpos físicos ou só o faz secundária e marginalmente.
Desenvolveram-se, de forma consistente, meios técnicos que também permitiram à informação viajar independentemente dos
seus portadores físicos — e independentemente também dos objetos sobre os quais informava: meios que libertaram os
“significantes” do controle dos “significados”. A separação dos movimentos da informação em relação aos movimentos dos seus
portadores e objetos permitiu, por sua vez, a diferenciação de suas velocidades; o movimento da informação ganhava velocidade
num ritmo muito mais rápido que a viagem dos corpos ou a mudança da situação sobre a qual se informava. Afinal, o
aparecimento da rede mundial de computadores pôs fim — no que diz respeito à informação — à própria noção de “viagem” (e
de “distância” a ser percorrida), o que tornou a informação instantaneamente disponível em todo o planeta, tanto na teoria como
na prática.

Zygmunt Bauman. Globalização: as consequências humanas. Trad. Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Zahar, 1999 (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto precedente, julgue o item a seguir.

A substituição do conectivo “Afinal” por Contudo manteria os sentidos originais do texto.

Certo
Errado
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Questão 358: CEBRASPE (CESPE) - Tec Min (MPE CE)/MPE CE/2020


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Em qualquer tempo ou lugar, a vida social é sempre marcada por rituais. Essa afirmação pode ser inesperada para muitos, porque
tendemos a negar tanto a existência quanto a importância dos rituais na nossa vida cotidiana. Em geral, consideramos que rituais
seriam eventos de sociedades históricas, da vida na corte europeia, por exemplo, ou, em outro extremo, de sociedades indígenas.

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Entre nós, a inclinação inicial é diminuir sua relevância. Muitas vezes comentamos “Ah, foi apenas um ritual”, querendo enfatizar
exatamente que o evento em questão não teve maior significado e conteúdo. Por exemplo, um discurso pode receber esse
comentário se for considerado superficial em relação à expectativa de um importante comunicado. Ritual, nesse caso, é a
dimensão menos importante de um evento, sinal de uma forma vazia, algo pouco sério — e, portanto, “apenas um ritual”. Agimos
como se desconhecêssemos que forma e conteúdo estão sempre combinados e associamos o ritual apenas à forma, isto é, à
convencionalidade, à rigidez, ao tradicionalismo. Tudo se passa como se nós, modernos, guiados pela livre vontade, estivéssemos
liberados desse fenômeno do passado. Em suma, usamos o termo ritual no dia a dia com uma conotação de fenômeno formal e
arcaico.

Mariza Peirano. Rituais ontem e hoje. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003, p. 7-8 (com adaptações).

Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir.

A substituição do trecho “se for considerado” por quando considerado preservaria a coerência e a correção gramatical do texto.

Certo
Errado
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Questão 359: CEBRASPE (CESPE) - Ag (B dos Coqueiros)/Pref B dos Coqueiros/Comunitário de Saúde/2020


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG2A1-I

A tecnologia, especialmente a Internet, exerce grande influência em vários segmentos do nosso dia a dia. Você já reparou que
hoje assistimos a filmes e ouvimos músicas via computador e celulares com sistema operacional? Esses exemplos são só alguns
que sofrem influência das novas tecnologias de informação e comunicação e que refletem no modo como consumimos
entretenimento. A praticidade que as lojas virtuais oferecem para quem quer adquirir um produto é outro exemplo. Graças ao
comércio eletrônico, bastam alguns cliques no mouse para você efetuar a sua compra.

O trânsito também é influenciado diariamente pelas novas tecnologias. O modo como trabalham as oficinas, como ensinam os
centros de instrução de condutores e até como atua a legislação na fiscalização das infrações tem relação com os recursos
proporcionados pelas ferramentas tecnológicas.

Graças a programas de computador avançados, a educação no trânsito passou por alguns avanços, como, por exemplo, a criação
de um sistema de escola online, que traz controle de frequência, grade de conteúdo e disponibilidade de atividades e tarefas para
alunos. Há, também, simuladores que atuam para aperfeiçoar a prática dos alunos na direção de um veículo.

Quem reside nas grandes cidades brasileiras sabe que é possível perder horas preciosas do dia em engarrafamentos
intermináveis. O fato é que, quanto maior a cidade, melhor deve ser o planejamento urbano. Assim, algumas ferramentas da
tecnologia podem dar uma mãozinha: controle de semáforos por meio de sensores que percebem a presença de veículos e
regulam o funcionamento do semáforo conforme o fluxo de tráfego, de forma a evitar o acúmulo de carros; monitoramento
remoto por câmeras de alta resolução com capacidade de captar infrações às leis de trânsito, tais como não utilização de cinto de
segurança, estacionamento em local indevido e excesso de velocidade; análises de tráfego (por exemplo, ruas onde passam mais
veículos de carga, horários em que determinada via apresenta maior fluxo de veículos etc.).

Seja para a educação de pedestres e motoristas, seja para quem quer iniciar um investimento no ramo automotivo, as
ferramentas tecnológicas atuais estão aí para trazer mais facilidade. Portanto, se você é (ou pretende se tornar) um profissional
que atua nesse segmento, deve, sempre, estar atualizado com as novidades tecnológicas criadas para essa área.

Como a tecnologia influencia o trânsito. 19/9/2019. Internet: <plox.com.br> (com adaptações).

Sem prejuízo para a correção gramatical e para os sentidos do texto CG2A1-I, a expressão “em que” poderia ser substituída por

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a) porque.
b) pois que.
c) onde.
d) na qual.
e) nos quais.
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Questão 360: CEBRASPE (CESPE) - Ag (B dos Coqueiros)/Pref B dos Coqueiros/Comunitário de Saúde/2020


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG2A1-I

A tecnologia, especialmente a Internet, exerce grande influência em vários segmentos do nosso dia a dia. Você já reparou que
hoje assistimos a filmes e ouvimos músicas via computador e celulares com sistema operacional? Esses exemplos são só alguns
que sofrem influência das novas tecnologias de informação e comunicação e que refletem no modo como consumimos
entretenimento. A praticidade que as lojas virtuais oferecem para quem quer adquirir um produto é outro exemplo. Graças ao
comércio eletrônico, bastam alguns cliques no mouse para você efetuar a sua compra.

O trânsito também é influenciado diariamente pelas novas tecnologias. O modo como trabalham as oficinas, como ensinam os
centros de instrução de condutores e até como atua a legislação na fiscalização das infrações tem relação com os recursos
proporcionados pelas ferramentas tecnológicas.

Graças a programas de computador avançados, a educação no trânsito passou por alguns avanços, como, por exemplo, a criação
de um sistema de escola online, que traz controle de frequência, grade de conteúdo e disponibilidade de atividades e tarefas para
alunos. Há, também, simuladores que atuam para aperfeiçoar a prática dos alunos na direção de um veículo.

Quem reside nas grandes cidades brasileiras sabe que é possível perder horas preciosas do dia em engarrafamentos
intermináveis. O fato é que, quanto maior a cidade, melhor deve ser o planejamento urbano. Assim, algumas ferramentas da
tecnologia podem dar uma mãozinha: controle de semáforos por meio de sensores que percebem a presença de veículos e
regulam o funcionamento do semáforo conforme o fluxo de tráfego, de forma a evitar o acúmulo de carros; monitoramento
remoto por câmeras de alta resolução com capacidade de captar infrações às leis de trânsito, tais como não utilização de cinto de
segurança, estacionamento em local indevido e excesso de velocidade; análises de tráfego (por exemplo, ruas onde passam mais
veículos de carga, horários em que determinada via apresenta maior fluxo de veículos etc.).

Seja para a educação de pedestres e motoristas, seja para quem quer iniciar um investimento no ramo automotivo, as
ferramentas tecnológicas atuais estão aí para trazer mais facilidade. Portanto, se você é (ou pretende se tornar) um profissional
que atua nesse segmento, deve, sempre, estar atualizado com as novidades tecnológicas criadas para essa área.

Como a tecnologia influencia o trânsito. 19/9/2019. Internet: <plox.com.br> (com adaptações).

Seriam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto CG2A1-I se o termo “Portanto” fosse substituído por

a) Conquanto.
b) Contanto.
c) Logo.
d) No entanto.
e) Outrossim.
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Questão 361: CEBRASPE (CESPE) - Ag (B dos Coqueiros)/Pref B dos Coqueiros/Comunitário de Saúde/2020


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG2A2-I

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Atribui-se ao filósofo Rousseau o uso originário da expressão serviço público. Em um texto da obra O contrato social, a
expressão abrange qualquer atividade estatal. E o faz com duas conotações: de um lado, trata-se de atividades destinadas ao
serviço do público, isto é, ações pelas quais se assegura aos cidadãos a satisfação de uma necessidade sentida coletivamente,
sem que cada um tenha de atendê-la pessoalmente; de outro, é concebida como uma atividade estatal que sucede ao serviço do
rei, porque se operou uma substituição na titularidade da soberania.

Na França e nos países que sofreram sua influência, esse conceito político de Rousseau vai extravasar para o plano jurídico, com
as duas mesmas notas entrelaçadas, que, por sinal, permanecem válidas na configuração atual do conceito, quais sejam: 1) trata-
se de uma atividade estatal, não de uma atividade privada; 2) trata-se de uma atuação a serviço do público para satisfazer a uma
necessidade sentida coletivamente pela sociedade.

Ademais, para a captação do conceito de serviço público, deve-se considerar ainda o fator histórico- político, o seu surgimento em
uma época presidida ideologicamente por determinada concepção das relações entre Estado e sociedade e pela separação de
suas distintas esferas de atuação, que apareceram com a Revolução Francesa.

A concepção predominante no século XIX, na fórmula do Estado liberal ou Estado abstencionista, pretendia o distanciamento do
Estado em relação à vida social, econômica e religiosa dos indivíduos.

Esse afastamento significava, em primeiro lugar, a não interferência do Estado na sociedade; daí as reduzidas funções que lhe
cabiam e a inibição do Estado no âmbito econômico e social. Em segundo lugar, importava no antagonismo à existência de grupos
intermediários que pudessem interpor-se entre o indivíduo e o Estado, como associações políticas, culturais, profissionais.

Ficando o indivíduo politicamente só diante do Estado, este se viu progressivamente obrigado a assumir, como próprias, algumas
tarefas que, até então, não tinham sido consideradas estatais, por serem desenvolvidas pela sociedade organicamente
estruturada, ou seja, eram assumidas pela Igreja (em todas as suas múltiplas personificações), pelas fundações, pelas
corporações, pelas universidades e por outros entes representativos do corpo social.

Assim aconteceu, até meados do século XIX, com os hoje chamados serviços públicos assistenciais e sociais, aqueles que
garantiam o direito do administrado à conservação da vida e da saúde e ao aprimoramento de sua personalidade, como
beneficência, saúde e educação, que eram atividades assumidas pela sociedade, embora o Estado as regulasse.

Dinorá Adelaide Mussetti Grossi. Evolução da teoria do serviço público. Internet: <https://enciclopediajuridica.pucsp.br> (com adaptações).

Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto CG2A2-I, a forma verbal “importava” poderia ser substituída por

a) implicava.
b) interessava.
c) impedia.
d) promovia.
e) estimulava.
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Questão 362: CEBRASPE (CESPE) - Arqt (B Coqueiros)/Pref B dos Coqueiros/2020


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG1A1-I

O estudo do desenvolvimento das ciências vai muito além da simples percepção da progressão da técnica ou do entendimento de
como determinado objeto surgiu e de como ele funciona. Acima de tudo, trata de compreender as variáveis incutidas nos
desdobramentos da evolução científico- tecnológica. Saber quem melhor se aproveitou dessa evolução, qual teria sido sua
finalidade e quais mudanças sociais e de concepções culturais a ciência operou constitui o objetivo último do historiador da
ciência. Partir da máxima de Francis Bacon, de que o saber confere poder, pode ser um início muito esclarecedor para essa
questão.

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A ciência tem como pressuposto de sua práxis a utilização de modelos teóricos que obedeçam a determinados princípios, sem que
isso implique a aceitação de uma razão universal e impessoal, à medida que os indivíduos inventam e constroem diversas
racionalidades inerentes a cada sociedade e seus respectivos tipos de saberes. Estes, por sua vez, exprimem estruturas, valores e
projetos específicos que geram, no interior dessas sociedades, concepções peculiares de conhecimento, posto que o modo de
questionar é solidário com o modo de ser e viver, de crenças e valores, de práticas e instituições, presentes em cada grupo social.

Paulo Ferraz de Camargo Oliveira. Herança ou ruptura?

In: Revista Leituras da História, n.º 129. São Paulo: Editora Escala, 2019, p. 17 (com adaptações).

Assinale a opção cujo conteúdo apresenta reescrita que mantém as relações de sentido e a correção gramatical do seguinte
trecho do texto CG1A1-I: “Acima de tudo, trata de compreender as variáveis incutidas nos desdobramentos da evolução
científico-tecnológica.”

a) Antes de qualquer coisa, é preciso compreender as variáveis consequentes nos desdobramentos da evolução da ciência e
da tecnologia.
b) Ainda mais relevante, é o dever de compreender as variáveis presentes nos desenvolvimentos científicos e tecnológicos.
c) Trata, sobretudo, de compreender as variáveis que estão envolvidas nos desdobramentos dos avanços científico-
tecnológicos.
d) Trata-se, isso sim, de avaliar os elementos variáveis envolvidos nas consequências da evolução científico- tecnológica.
e) Mais importante, é saber quais variáveis estão incutidas nos desdobramentos da evolução da ciência e da tecnologia.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/1414182

Questão 363: CEBRASPE (CESPE) - Arqt (B Coqueiros)/Pref B dos Coqueiros/2020


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG1A1-II

A ideia de sujeito é um legado da filosofia moderna. Trata-se de uma das noções fundadoras do humanismo e de alguns dos
principais valores do mundo ocidental. Embora encontremos referências às faculdades e disposições da subjetividade (razão,
paixões, vontades, desejos) ao longo dos pensamentos antigo e medieval, é somente com René Descartes que a noção de sujeito
é constituída sob a égide de sua filosofia da consciência. O sujeito cartesiano emerge para a filosofia como um composto de alma
e corpo, cuja atividade fundamental, o pensamento, edifica as bases de todo conhecimento possível. Com Descartes surge, pois,
o sujeito cognoscente, cuja prerrogativa fundamental consiste no uso do intelecto, que, enquanto faculdade da alma, se impõe
como única via de acesso à verdade. De posse desse atributo superior, o ser humano torna-se capaz de compreender a
constituição do seu corpo e apreender a realidade do mundo. O privilégio do pensamento tem como contraponto o menosprezo
das paixões que animam a vida do indivíduo.

A história do pensamento demonstra, porém, que, aos poucos, a noção de sujeito ampliou seus horizontes de revelação. A
consciência cognoscente, que definia o sujeito apenas com base em sua relação com o objeto (mundo), foi enriquecida em suas
funções a partir do momento em que a subjetividade tornou-se também reconhecida como fluxo de vivências corporais e mentais.
À natureza do sujeito, constituída até então por pensamentos e intuições, foram acrescidos percepções, sentimentos e emoções.
O sujeito, em sua tessitura psicológica, passou a ser representado sob a forma de eu. O eu define o modo como percebemos,
sentimos, intuímos, decidimos, escolhemos, imaginamos, tudo que se nos refere e nos afeta em nossa dimensão existencial. Esta
consciência que vive sua interioridade (identidade do eu) e interage com o mundo é também situada no espaço onde convivem
outras consciências. O eu encontra aqui o seu correlato: o outro.

Marconi Pequeno. Sujeito, autonomia e moral. In:

Rosa Maria Godoy Silveira et al. Educação em direitos

humanos: fundamentos teórico-metodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007, p. 187-8 (com adaptações).

Sem prejuízo para os sentidos do texto CG1A1-II, feitas as devidas alterações gramaticais nas orações em que se encontram, os
conectores “Embora”, “pois” e “porém” poderiam ser substituídos, respectivamente, por

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a) Apesar de; contudo; não obstante.


b) Visto que; assim; todavia.
c) Conquanto; dessa forma; por conseguinte.
d) Ainda que; portanto; entretanto.
e) Destarte; então; sem embargo.
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Questão 364: CEBRASPE (CESPE) - Arqt (B Coqueiros)/Pref B dos Coqueiros/2020


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG1A1-II

A ideia de sujeito é um legado da filosofia moderna. Trata-se de uma das noções fundadoras do humanismo e de alguns dos
principais valores do mundo ocidental. Embora encontremos referências às faculdades e disposições da subjetividade (razão,
paixões, vontades, desejos) ao longo dos pensamentos antigo e medieval, é somente com René Descartes que a noção de sujeito
é constituída sob a égide de sua filosofia da consciência. O sujeito cartesiano emerge para a filosofia como um composto de alma
e corpo, cuja atividade fundamental, o pensamento, edifica as bases de todo conhecimento possível. Com Descartes surge, pois,
o sujeito cognoscente, cuja prerrogativa fundamental consiste no uso do intelecto, que, enquanto faculdade da alma, se impõe
como única via de acesso à verdade. De posse desse atributo superior, o ser humano torna-se capaz de compreender a
constituição do seu corpo e apreender a realidade do mundo. O privilégio do pensamento tem como contraponto o menosprezo
das paixões que animam a vida do indivíduo.

A história do pensamento demonstra, porém, que, aos poucos, a noção de sujeito ampliou seus horizontes de revelação. A
consciência cognoscente, que definia o sujeito apenas com base em sua relação com o objeto (mundo), foi enriquecida em suas
funções a partir do momento em que a subjetividade tornou-se também reconhecida como fluxo de vivências corporais e mentais.
À natureza do sujeito, constituída até então por pensamentos e intuições, foram acrescidos percepções, sentimentos e emoções.
O sujeito, em sua tessitura psicológica, passou a ser representado sob a forma de eu. O eu define o modo como percebemos,
sentimos, intuímos, decidimos, escolhemos, imaginamos, tudo que se nos refere e nos afeta em nossa dimensão existencial. Esta
consciência que vive sua interioridade (identidade do eu) e interage com o mundo é também situada no espaço onde convivem
outras consciências. O eu encontra aqui o seu correlato: o outro.

Marconi Pequeno. Sujeito, autonomia e moral. In:

Rosa Maria Godoy Silveira et al. Educação em direitos

humanos: fundamentos teórico-metodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007, p. 187-8 (com adaptações).

Assinale a opção cujo conteúdo apresenta reescrita que mantém a correção gramatical e os sentidos do seguinte trecho do texto
CG1A1-II: “À natureza do sujeito, constituída até então por pensamentos e intuições, foram acrescidos percepções, sentimentos
e emoções.”.

a) Percepções, sentimentos e emoções foram somados à natureza do sujeito, a qual se constituía até então de pensamentos e
intuições.
b) Ao sujeito natural, a quem até ali apenas o pensamento e as intuições conduziam, são adicionados, percepções,
sentimentos e emoções.
c) Percepções, sentimentos e emoções foram trazidos ao sujeito, para quem a natureza original era formada apenas por
pensamentos e intuições.
d) O sujeito, que a natureza fora até aquele momento constituída por pensamentos e intuições, passa a contar também com
percepções, sentimentos e emoções.
e) A natureza do sujeito era mantida até então por pensamentos e intuição, que foram-lhes complementado por percepções,
sentimentos e emoções.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/1414185

Questão 365: CEBRASPE (CESPE) - Ass Min (MPC TCE-PA)/TCE-PA/Controle Externo/2019


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.

102 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

Texto CG3A3-I

O dito popular que defende a prevenção como melhor remédio tem tanta afinidade com o dia a dia da administração pública que,
ouso afirmar, poderia ser tido como princípio implícito de nosso ordenamento constitucional.

Em outros termos, quando se trata da coisa pública, o “errar é humano” não vale, não pode valer. E não porque o ser humano
não possa errar, mas porque, direta ou indiretamente, o erro custa muito caro à sociedade.

O contrato superfaturado, a obra malfeita ou inacabada e o serviço mal prestado constituem enorme desrespeito ao contribuinte.
Além de causarem grande prejuízo a toda a coletividade, acabam sendo também os grandes responsáveis pelo sentimento de
ausência do Estado.

Diversas são as demandas da sociedade, e o administrador, preso às limitações de um orçamento, ao eleger determinado
investimento como prioridade, naturalmente relega outros. Por isso, cautela e planejamento devem ser as palavras de ordem para
o gasto público, sob todos os enfoques, especialmente nas contratações.

A matemática é simples: quantos gestores, no exercício de suas administrações, conseguiram ressarcir os prejuízos de contratos
considerados irregulares pelos tribunais de contas, por superfaturamento, deficiência na execução ou qualquer outra ilegalidade?
A prática mostra que, uma vez executado e pago o serviço, feito está, pois não se recupera todo o dinheiro público gasto
irregularmente. Ao contrário, o dispêndio público só aumenta: são abertos procedimentos de apuração interna de
responsabilidades, inquéritos civis, ações civis públicas... enfim, movimenta-se ainda mais a máquina pública, e pouco, muito
pouco, é recuperado.

Dimas Ramalho. É melhor prevenir que remediar. Internet: <www.tce.sp.gov.br> (com adaptações).

No texto CG3A3-I, a palavra “ressarcir” foi empregada com o mesmo sentido de

a) evitar.
b) transferir.
c) reduzir.
d) confiscar.
e) indenizar.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/973147

Questão 366: CEBRASPE (CESPE) - Ass Min (MPC TCE-PA)/TCE-PA/Controle Externo/2019


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG3A3-I

O dito popular que defende a prevenção como melhor remédio tem tanta afinidade com o dia a dia da administração pública que,
ouso afirmar, poderia ser tido como princípio implícito de nosso ordenamento constitucional.

Em outros termos, quando se trata da coisa pública, o “errar é humano” não vale, não pode valer. E não porque o ser humano
não possa errar, mas porque, direta ou indiretamente, o erro custa muito caro à sociedade.

O contrato superfaturado, a obra malfeita ou inacabada e o serviço mal prestado constituem enorme desrespeito ao contribuinte.
Além de causarem grande prejuízo a toda a coletividade, acabam sendo também os grandes responsáveis pelo sentimento de
ausência do Estado.

Diversas são as demandas da sociedade, e o administrador, preso às limitações de um orçamento, ao eleger determinado
investimento como prioridade, naturalmente relega outros. Por isso, cautela e planejamento devem ser as palavras de ordem para
o gasto público, sob todos os enfoques, especialmente nas contratações.

103 of 130 24/01/2022 22:19


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A matemática é simples: quantos gestores, no exercício de suas administrações, conseguiram ressarcir os prejuízos de contratos
considerados irregulares pelos tribunais de contas, por superfaturamento, deficiência na execução ou qualquer outra ilegalidade?
A prática mostra que, uma vez executado e pago o serviço, feito está, pois não se recupera todo o dinheiro público gasto
irregularmente. Ao contrário, o dispêndio público só aumenta: são abertos procedimentos de apuração interna de
responsabilidades, inquéritos civis, ações civis públicas... enfim, movimenta-se ainda mais a máquina pública, e pouco, muito
pouco, é recuperado.

Dimas Ramalho. É melhor prevenir que remediar. Internet: <www.tce.sp.gov.br> (com adaptações).

Os sentidos originais e a correção gramatical do texto CG3A3-I seriam preservados caso o termo “pois” fosse substituído por

a) assim.
b) visto que.
c) embora.
d) ao passo que.
e) por conseguinte.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/973148

Questão 367: CEBRASPE (CESPE) - Ass Min (MPC TCE-PA)/TCE-PA/Controle Externo/2019


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG3A3-II

Nascido em 1902, nos Estados Unidos da América, Theodore Schultz foi o primeiro acadêmico que efetivamente sistematizou a
relação existente entre aumento de investimentos em educação e aumento de produtividade e salários no setor agrícola — e,
claro, na economia como um todo.

Em seus estudos, o economista comparou a situação de desequilíbrio entre países pobres, cuja capacidade de produção agrícola é
baixa, e países ricos, de alta capacidade produtiva. Nessa análise, percebeu-se que os países desenvolvidos possuíam muito mais
dinheiro investido no chamado capital humano, mais especificamente em educação.

Notavelmente, educação traz desenvolvimento econômico e social, além de gerar, em um contexto micro, habilidades para o
indivíduo que possam ser aproveitadas tanto por ele quanto por outros ao seu redor — fato já conhecido por Schultz. Contudo, o
pesquisador foi além e sistematizou a influência da educação sobre a riqueza de uma nação. Ele analisou a economia norte-
americana e percebeu que a maior parte do crescimento econômico do país estava associada ao capital humano, materializado
em investimentos em educação, e não no capital físico.

Ainda nesse estudo, Schultz analisou os custos da educação. Além do óbvio custo material (professores, infraestrutura e material
escolar), há outros custos que envolvem, principalmente, tempo: pessoas que trabalhariam passam a estudar — não produzindo,
nem ganhando salários. Assim, Schultz concluiu que há custos para as pessoas (deixar de ganhar dinheiro com trabalho para
estudar) e eventualmente para o governo (pagar a educação das pessoas sem que elas produzam).

Seu trabalho o levou à conclusão de que países que investem mais em educação tendem a ser mais ricos. Segundo ele, mesmo
que isso tenha um custo, quanto mais se investir na capacitação das pessoas, mais produtiva e rica uma nação será, de modo
que os efeitos tendem a ser mais positivos que negativos.

Internet: <http://g1.globo.com> (com adaptações).

Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos originais do texto CG3A3-II, a expressão “mesmo que” poderia ser substituída
por

a) ao passo que.

104 of 130 24/01/2022 22:19


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b) contanto que.
c) ainda que.
d) desde que.
e) uma vez que.
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Questão 368: CEBRASPE (CESPE) - Ass Min (MPC TCE-PA)/TCE-PA/Controle Externo/2019


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG3A3-II

Nascido em 1902, nos Estados Unidos da América, Theodore Schultz foi o primeiro acadêmico que efetivamente sistematizou a
relação existente entre aumento de investimentos em educação e aumento de produtividade e salários no setor agrícola — e,
claro, na economia como um todo.

Em seus estudos, o economista comparou a situação de desequilíbrio entre países pobres, cuja capacidade de produção agrícola é
baixa, e países ricos, de alta capacidade produtiva. Nessa análise, percebeu-se que os países desenvolvidos possuíam muito mais
dinheiro investido no chamado capital humano, mais especificamente em educação.

Notavelmente, educação traz desenvolvimento econômico e social, além de gerar, em um contexto micro, habilidades para o
indivíduo que possam ser aproveitadas tanto por ele quanto por outros ao seu redor — fato já conhecido por Schultz. Contudo, o
pesquisador foi além e sistematizou a influência da educação sobre a riqueza de uma nação. Ele analisou a economia norte-
americana e percebeu que a maior parte do crescimento econômico do país estava associada ao capital humano, materializado
em investimentos em educação, e não no capital físico.

Ainda nesse estudo, Schultz analisou os custos da educação. Além do óbvio custo material (professores, infraestrutura e material
escolar), há outros custos que envolvem, principalmente, tempo: pessoas que trabalhariam passam a estudar — não produzindo,
nem ganhando salários. Assim, Schultz concluiu que há custos para as pessoas (deixar de ganhar dinheiro com trabalho para
estudar) e eventualmente para o governo (pagar a educação das pessoas sem que elas produzam).

Seu trabalho o levou à conclusão de que países que investem mais em educação tendem a ser mais ricos. Segundo ele, mesmo
que isso tenha um custo, quanto mais se investir na capacitação das pessoas, mais produtiva e rica uma nação será, de modo
que os efeitos tendem a ser mais positivos que negativos.

Internet: <http://g1.globo.com> (com adaptações).

Cada uma das próximas opções apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto CG3A3-II: “quanto mais se
investir na capacitação das pessoas, mais produtiva e rica uma nação será”. Assinale a opção em que a proposta de reescrita
indicada mantém a correção gramatical e os sentidos originais do texto.

a) assim como se investe mais na capacitação das pessoas, mais produtiva e rica uma nação será
b) uma nação será mais produtiva e rica à medida que houver mais investimento na capacitação das pessoas
c) será mais produtiva e rica a nação que mais investir na capacitação das pessoas
d) uma nação será mais produtiva e rica porque investe na capacitação das pessoas
e) enquanto investir na capacitação das pessoas, uma nação será mais produtiva e rica
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Questão 369: CEBRASPE (CESPE) - Ass Min (MPC TCE-PA)/TCE-PA/Controle Externo/2019


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG3A3-II

Nascido em 1902, nos Estados Unidos da América, Theodore Schultz foi o primeiro acadêmico que efetivamente sistematizou a

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relação existente entre aumento de investimentos em educação e aumento de produtividade e salários no setor agrícola — e,
claro, na economia como um todo.

Em seus estudos, o economista comparou a situação de desequilíbrio entre países pobres, cuja capacidade de produção agrícola é
baixa, e países ricos, de alta capacidade produtiva. Nessa análise, percebeu-se que os países desenvolvidos possuíam muito mais
dinheiro investido no chamado capital humano, mais especificamente em educação.

Notavelmente, educação traz desenvolvimento econômico e social, além de gerar, em um contexto micro, habilidades para o
indivíduo que possam ser aproveitadas tanto por ele quanto por outros ao seu redor — fato já conhecido por Schultz. Contudo, o
pesquisador foi além e sistematizou a influência da educação sobre a riqueza de uma nação. Ele analisou a economia norte-
americana e percebeu que a maior parte do crescimento econômico do país estava associada ao capital humano, materializado
em investimentos em educação, e não no capital físico.

Ainda nesse estudo, Schultz analisou os custos da educação. Além do óbvio custo material (professores, infraestrutura e material
escolar), há outros custos que envolvem, principalmente, tempo: pessoas que trabalhariam passam a estudar — não produzindo,
nem ganhando salários. Assim, Schultz concluiu que há custos para as pessoas (deixar de ganhar dinheiro com trabalho para
estudar) e eventualmente para o governo (pagar a educação das pessoas sem que elas produzam).

Seu trabalho o levou à conclusão de que países que investem mais em educação tendem a ser mais ricos. Segundo ele, mesmo
que isso tenha um custo, quanto mais se investir na capacitação das pessoas, mais produtiva e rica uma nação será, de modo
que os efeitos tendem a ser mais positivos que negativos.

Internet: <http://g1.globo.com> (com adaptações).

No texto CG3A3-II, a palavra “principalmente" foi empregada com o mesmo sentido de

a) especialmente.
b) frequentemente.
c) realmente.
d) possivelmente.
e) inevitavelmente.
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Questão 370: CEBRASPE (CESPE) - Tec Jud (TJ PR)/TJ PR/2019


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A1-I

O astrônomo lê o céu, lê a epopeia das estrelas. Ora, direis, ouvir e ler estrelas. Que histórias sublimes, suculentas, na Via Láctea.
O físico lê o caos. Que epopeias o geógrafo lê nas camadas acumuladas em um simples terreno. Um desfile de Carnaval, por
exemplo, é um texto. Por isso se fala de “samba-enredo”: a disposição das alas, as fantasias, a bateria, a comissão de frente são
formas narrativas.

Uma partida de futebol é uma forma narrativa. Saber ler uma partida — esse é o mérito do locutor esportivo, na verdade, um
leitor esportivo. Ele, como o técnico, vê coisas no texto em jogo que, só depois de lidas por ele, por nós são percebidas. Ler,
então, é um jogo, uma disputa, uma conquista de significados.

Estamos com vários problemas de leitura hoje. Construímos aparelhos aprimoradíssimos que sabem ler. Leem-nos, às vezes,
melhor que nós mesmos. Vi na fazenda de um amigo aparelhos eletrônicos que, ao tirarem leite da vaca, são capazes de ler tudo
sobre a qualidade do leite, da vaca, e até (imagino) ler o pensamento de quem está assistindo à cena. Aparelhos complexos leem
o mundo e nos dão recados. A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando. Lemos a notícia e postergamos
a tragédia para nossos netos. É preciso ler, interpretar e fazer alguma coisa com a interpretação.

106 of 130 24/01/2022 22:19


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Affonso Romano de Sant’Anna. Ler o mundo. São Paulo: Global, 2011, p. 8-9 (com adaptações).

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita do seguinte trecho do texto 1A1-I: “A natureza está dizendo
que a água, além de infecta, está acabando. Lemos a notícia e postergamos a tragédia para nossos netos.". Assinale a opção em
que a proposta apresentada preserva os sentidos do texto.

a) A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando, mas lemos a notícia e postergamos a tragédia para
nossos netos.
b) A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando, porque lemos a notícia e postergamos a tragédia para
nossos netos.
c) A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando, se lemos a notícia e postergamos a tragédia para
nossos netos.
d) A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando, logo lemos a notícia e postergamos a tragédia para
nossos netos.
e) A natureza está dizendo que a água, além de infecta, está acabando, ou lemos a notícia e postergamos a tragédia para
nossos netos.
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Questão 371: CEBRASPE (CESPE) - Tec Jud (TJ PR)/TJ PR/2019


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A2-I

Ética é o conjunto de princípios e valores que usamos individualmente para decidir nossa conduta social. Se só existisse um ser
humano no planeta, não existiria a questão ética, porque ela é a regulação da conduta, da vida coletiva. Esse sujeito único seria
absolutamente soberano para fazer tudo sem se importar com nada. Como vivemos todos juntos, precisamos ter princípios e
valores de convivência, de maneira que tenhamos uma vida íntegra, do ponto de vista físico, material e espiritual.

A ética é o conjunto desses princípios de convivência. A moral é a prática. Não existe ética individual, existe ética de um grupo, de
uma sociedade, de uma nação. Porém, existe moral individual, porque moral é a prática. Ainda não temos uma ética universal,
isto é, que tenha validade para todos os seres humanos em qualquer tempo e em qualquer lugar. O que mais se aproximou disso
foi a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948.

As grandes questões universais são: o que é certo e o que é errado? O que é o bem e o que é o mal? Tenho um princípio pessoal
para julgar o que é bom e o que é ruim.Tudo o que eu fizer que ajude a mim ou outro ser humano a ter mais vitalidade e não
diminua sua dignidade e capacidade é bom. Tudo o que eu fizer que diminua sua dignidade, capacidade ou vitalidade não é bom.

As questões éticas podem mudar ao longo da história. O advento das plataformas digitais, por exemplo, trouxe novas questões
éticas relacionadas à ideia de privacidade. A ética é relativa ao seu tempo. Ela só é compreendida quando se levam em
consideração a sociedade em que surge, a época em que vem à tona e também a cultura em que se situa.

Há coisas que quero, mas não posso. Há coisas que posso, mas não devo. E há coisas que devo, mas não quero. O equilíbrio na
vida vem quando o que você quer é algo que você pode e algo que você deve.

Posso fazer qualquer coisa porque sou livre, mas não devo fazer qualquer coisa. E o que não devo fazer? O que macula a minha
história, o que torna desonrosa a minha vitória, o que torna indecente o meu sucesso, o que torna repugnante o meu
patrimônio... Isto é, tudo aquilo que fraturar, que apodrecer a minha integridade.

Até o século VI a.C., ethos (em grego arcaico) significava morada do humano, o lugar onde nós vivemos juntos. Depois, os gregos
passaram a chamar isso de oikos, o que chamamos de ecologia. Se moramos juntos, temos de conviver bem. Os latinos
traduziram isso por “moral” — morada, moradia — ou “hábito” — habitação. É onde vivemos juntos. Portanto, a ética relaciona-se
com a nossa convivência. Não existe ser humano que tenha só vivência; tudo para nós é convivência.

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Mario Sergio Cortella. Ética e convivência. Internet: <www.multirio.rj.gov.br> (com adaptações).

Mantendo-se os sentidos e a correção gramatical do texto 1A2-I, o vocábulo “onde”, no trecho “o lugar onde nós vivemos juntos”,
poderia ser substituído por

a) o qual.
b) em que.
c) que.
d) de cujo.
e) aonde.
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Questão 372: CEBRASPE (CESPE) - AssJ (TJ AM)/TJ AM/"Sem Área"/2019


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CB3A1-I

O maior desafio do Poder Judiciário no Brasil é tornar-se cada vez mais acessível às pessoas, até mesmo a quem não pode arcar
com o custo financeiro de um processo. De um modo amplo, o acesso à justiça significa a garantia de amparo aos direitos do
cidadão por meio de uma ordem jurídica justa e, caso tais direitos sejam violados, a possibilidade de ele buscar a devida
reparação. Para tornar efetivo esse direito fundamental e popularizá-lo, foram feitas várias mudanças na lei ao longo dos anos.
Esse movimento de inclusão é conhecido como ondas renovatórias. Atualmente, já se fala no surgimento da quarta onda, que
está relacionada aos avanços da tecnologia.

Na primeira onda renovatória, buscou-se superar as barreiras econômicas do acesso à justiça. No Brasil, as medidas para garantir
a assistência judiciária a quem não pode arcar com as custas de um processo ou ser assistido por um advogado particular foram
efetivadas principalmente pela Lei n.º 1.060, de 1950, e pela criação da Defensoria Pública da União, em 1994,
que atende muitos segurados do INSS que têm de recorrer ao Poder Judiciário para conseguir um benefício.

A segunda onda renovatória enfrentou os desafios de tornar o processo judicial acessível a interesses coletivos, de grupos
indeterminados, e não apenas limitado a ser um instrumento de demandas individuais. Para assegurar a tutela dos
direitos difusos, que dizem respeito à sociedade em geral, foram criados instrumentos para estimular a democracia participativa.
Os principais avanços ocorreram com a entrada em vigor da Lei da Ação Civil Pública, em 1985, e do Código de Defesa do
Consumidor, em 1990, que, conjuntamente, formaram o microssistema processual para assegurar os interesses da população.

A terceira onda encorajou uma ampla variedade de reformas na estrutura e na organização dos tribunais, o que possibilitou a
simplificação de procedimentos e, consequentemente, do processo. Entendeu-se que cada tipo de conflito tem uma forma
adequada de solução: a decisão final para uma controvérsia pode ser tomada por um juiz, árbitro ou pelas próprias partes, com
ou sem o auxílio de terceiros neutros, como mediadores e conciliadores.

Hoje, na quarta onda renovatória, a chamada revolução digital e suas mudanças rápidas aceleraram a engrenagem judicial. Esse
processo de transição do analógico para o digital não se resume apenas à virtualização dos tribunais com a chegada do processo
eletrônico. As tecnologias da informação e comunicação oferecem infinitas possibilidades para redesenhar o que se entende por
justiça.

As plataformas digitais de solução de conflitos popularizaram serviços antes tidos como caros e pouco acessíveis. Hoje existe até
a oferta de experiências de cortes online, nas quais as pessoas têm acesso aos tribunais com um clique, sem sair de casa.

Mariana Faria. O que tecnologia tem a ver com acesso à justiça?

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13/6/2018. Internet: <www.dacordo.com.br> (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB3A1-I, julgue o item a seguir.

O vocábulo “que” (R.29) poderia ser substituído por o qual, sem alteração dos sentidos e da correção gramatical do texto.

Certo
Errado
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Questão 373: CEBRASPE (CESPE) - AssJ (TJ AM)/TJ AM/Programador/2019


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CB3A1-I

O maior desafio do Poder Judiciário no Brasil é tornar-se cada vez mais acessível às pessoas, até mesmo a quem não pode arcar
com o custo financeiro de um processo. De um modo amplo, o acesso à justiça significa a garantia de amparo aos direitos do
cidadão por meio de uma ordem jurídica justa e, caso tais direitos sejam violados, a possibilidade de ele buscar a devida
reparação. Para tornar efetivo esse direito fundamental e popularizá-lo, foram feitas várias mudanças na lei ao longo dos anos.
Esse movimento de inclusão é conhecido como ondas renovatórias. Atualmente, já se fala no surgimento da quarta onda, que
está relacionada aos avanços da tecnologia.

Na primeira onda renovatória, buscou-se superar as barreiras econômicas do acesso à justiça. No Brasil, as medidas para garantir
a assistência judiciária a quem não pode arcar com as custas de um processo ou ser assistido por um advogado particular foram
efetivadas principalmente pela Lei n.º 1.060, de 1950, e pela criação da Defensoria Pública da União, em 1994, que atende
muitos segurados do INSS que têm de recorrer ao Poder Judiciário para conseguir um benefício.

A segunda onda renovatória enfrentou os desafios de tornar o processo judicial acessível a interesses coletivos, de grupos
indeterminados, e não apenas limitado a ser um instrumento de demandas individuais. Para assegurar a tutela dos direitos
difusos, que dizem respeito à sociedade em geral, foram criados instrumentos para estimular a democracia participativa. Os
principais avanços ocorreram com a entrada em vigor da Lei da Ação Civil Pública, em 1985, e do Código de Defesa do
Consumidor, em 1990, que, conjuntamente, formaram o microssistema processual para assegurar os interesses da população.

A terceira onda encorajou uma ampla variedade de reformas na estrutura e na organização dos tribunais, o que possibilitou a
simplificação de procedimentos e, consequentemente, do processo. Entendeu-se que cada tipo de conflito tem uma forma
adequada de solução: a decisão final para uma controvérsia pode ser tomada por um juiz, árbitro ou pelas próprias partes, com
ou sem o auxílio de terceiros neutros, como mediadores e conciliadores.

Hoje, na quarta onda renovatória, a chamada revolução digital e suas mudanças rápidas aceleraram a engrenagem judicial. Esse
processo de transição do analógico para o digital não se resume apenas à virtualização dos tribunais com a chegada do processo
eletrônico. As tecnologias da informação e comunicação oferecem infinitas possibilidades para redesenhar o que se entende por
justiça.

As plataformas digitais de solução de conflitos popularizaram serviços antes tidos como caros e pouco acessíveis. Hoje existe até
a oferta de experiências de cortes online, nas quais as pessoas têm acesso aos tribunais com um clique, sem sair de casa.

Mariana Faria. O que tecnologia tem a ver com acesso à justiça?

109 of 130 24/01/2022 22:19


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13/6/2018. Internet: <www.dacordo.com.br> (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB3A1-I, julgue o item a seguir.

Mantendo-se a correção gramatical do texto, o termo “caso” poderia ser substituído por se.

Certo
Errado
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Questão 374: CEBRASPE (CESPE) - Vest (UNCISAL)/UNCISAL/2019


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Personagem A — Me disseram…
Personagem B — Disseram-me.
A — Hein?
B — O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
A — Eu falo como quero. E te digo mais… Ou é
“digo-te”?
B — O quê?
A — Digo-te que você…
B — O “te” e o “você” não combinam.
A — Lhe digo?
B — Também não. O que você ia me dizer?
A — Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E
que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara.
Como é que se diz?
B — Partir-te a cara.
A — Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me
corrigir. Ou corrigir-me.
B — É para o seu bem.

VERISSÍMO, Luís Fernando. Papos. Disponível em: https://novaescola.org.br. Acesso em: out. 2019 (adaptado).

O diálogo apresentado anteriormente ilustra, de forma divertida, a situação em que uma personagem tenta mostrar para a outra
como usar a língua portuguesa segundo a norma padrão. Caso a personagem A, impaciente, desejasse responder à última fala da
personagem B empregando a norma padrão da língua portuguesa, uma frase adequada para o contexto seria
a) Me esquece, falou?
b) Eu vou lhe expulsar daqui agora mesmo.
c) Quer fazer o favor de parar de me encher?
d) Eu tô te falando, você para com essa chatice.
e) Para o teu bem, eu vou esquecer essa conversa.
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Questão 375: CEBRASPE (CESPE) - TMCI (CGM J Pessoa)/Pref João Pessoa/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CB2A1AAA

O jeitinho brasileiro é uma forma de corrupção? Se a regra transgredida não causa prejuízo, temos o “jeitinho” positivo e, direi eu,
ético. Por exemplo: estou na fila; chega uma pessoa precisando pagar sua conta que vence naquele dia e pede para passar na
frente. Não há o que reclamar dessa forma de “jeitinho”.

A questão sociológica que o “jeitinho” apresenta, porém, é outra. Ela mostra uma relação ruim com a lei geral, com a norma
desenhada para todos os cidadãos, com o pressuposto de que essa regra universal produz legalidade e cidadania. Eu pago meus
impostos integralmente e, por isso, posso exigir dos funcionários públicos do meu país. Agora, se eu dou um jeito nos meus
impostos porque o delegado da receita federal é meu amigo ou parente e faz a tal “vista grossa”, aí temos o “jeitinho” virando

110 of 130 24/01/2022 22:19


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corrupção. O “jeitinho” se confunde com corrupção e é transgressão, porque desiguala o que deveria ser obrigatoriamente tratado
com igualdade. O que nos enlouquece hoje no Brasil não é a existência do jeitinho como ponte negativa entre a lei e a pessoa
especial que dela se livra, mas sim a persistência de um estilo de lidar com a lei, marcadamente aristocrático, que, de certa
forma, induz o chefe, o diretor, o dono, o patrão, o governador, o presidente a passar por cima da lei. A mídia tem um papel
básico na discussão desses casos de amortecimento, esquecimento e “jeitinho”, porque ela ajuda a politizar o velho hábito que
insiste em situar certos cargos e as pessoas que os empossam como acima da lei, do mesmo modo e pela mesma lógica de
hierarquias que colocam certas pessoas (negros, pobres e mulheres) implacavelmente debaixo da lei.

Roberto da Matta. O jeitinho brasileiro. Internet: <https://maniadehistoria.wordpress.com> (com adaptações).

A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB2A1AAA, julgue o seguinte item.

Seriam mantidos a correção gramatical e os sentidos originais do texto caso o trecho “O ‘jeitinho’ se confunde com corrupção”
fosse reescrito da seguinte forma:

Confunde- se o “jeitinho” e corrupção.

Certo
Errado
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Questão 376: CEBRASPE (CESPE) - Ag (TCE-PB)/TCE-PB/Documentação/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto

Quando nos referimos à supremacia de um fenômeno sobre outro, temos logo a impressão de que se está falando em
superioridade, mas, no caso da relação entre oralidade e escrita, essa é uma visão equivocada, pois não se pode afirmar que a
fala seja superior à escrita ou vice-versa. Em primeiro lugar, deve-se ter em mente o aspecto que se está comparando e, em
segundo, deve-se considerar que essa relação não é nem homogênea nem constante. A própria escrita tem tido uma avaliação
variada ao longo da história e nos diversos povos.

Existem sociedades que valorizam mais a fala, e outras que valorizam mais a escrita. A única afirmação correta é a de que a fala
veio antes da escrita. Portanto, do ponto de vista cronológico, a fala tem precedência sobre a escrita, mas, do ponto de vista do
prestígio social, a escrita tem supremacia sobre a fala na maioria das sociedades contemporâneas.

Não se trata, porém, de algum critério intrínseco nem de parâmetros linguísticos, e sim de postura ideológica. São valores que
podem variar entre sociedades e grupos sociais ao longo da história. Não há por que negar que a fala é mais antiga que a escrita
e que esta lhe é posterior e, em certo sentido, dependente. Mesmo considerando a enorme e inegável importância que a escrita
tem nos povos e nas civilizações ditas “letradas”, continuamos povos orais.

Luiz Antônio Marcuschi e Angela Paiva Dionisio. Princípios gerais para o tratamento
das relações entre a fala e a escrita. In: Luiz Antônio Marcuschi e Angela Paiva Dionisio.
Fala e escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p. 26-7 (com adaptações).

Em cada uma das opções a seguir, é mostrada uma proposta de reescrita para o seguinte período do texto: “Não há por que
negar que a fala é mais antiga que a escrita e que esta lhe é posterior e, em certo sentido, dependente”. Assinale a opção em que
a proposta apresentada mantém o sentido original e a correção gramatical do referido trecho.
a) Não há por que negar que a fala será mais antiga que a escrita e que esta lhe seria posterior e, nesse sentido,
dependente.
b) Não há por que negar que a fala é mais antiga do que a escrita e que a fala é posterior à ela e, em certo sentido,
dependente.
c) Não há razão para negar que a fala é mais antiga que a escrita e que essa última é posterior e, em certo sentido,
dependente da primeira.
d) Não tem por que negar que a fala é mais que a escrita e que esta lhe é posterior e, em sentido certo, dependente.
e) Não se pode negar de que a fala é mais antiga que a escrita e de que esta lhe é posterior e, em certo sentido,
dependente.
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111 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

Questão 377: CEBRASPE (CESPE) - Ag (TCE-PB)/TCE-PB/Documentação/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto

Quando nos referimos à supremacia de um fenômeno sobre outro, temos logo a impressão de que se está falando em
superioridade, mas, no caso da relação entre oralidade e escrita, essa é uma visão equivocada(b), pois não se pode afirmar que a
fala seja superior à escrita ou vice-versa. Em primeiro lugar, deve-se ter em mente o aspecto que se está comparando e, em
segundo, deve-se considerar que essa relação não é nem homogênea nem constante. A própria escrita tem tido uma avaliação
variada ao longo da história e nos diversos povos.

Existem sociedades que valorizam mais a fala, e outras que valorizam mais a escrita. A única afirmação correta é a de que a fala
veio antes da escrita. Portanto, do ponto de vista cronológico, a fala tem precedência(c) sobre a escrita, mas, do ponto de vista do
prestígio social, a escrita tem supremacia sobre a fala na maioria das sociedades contemporâneas.

Não se trata, porém, de algum critério intrínseco(d) nem de parâmetros linguísticos, e sim de postura ideológica. São valores que
podem variar entre sociedades e grupos sociais ao longo da história. Não há por que negar que a fala é mais antiga que a escrita
e que esta lhe é posterior e, em certo sentido, dependente. Mesmo considerando a enorme e inegável(e) importância que a
escrita tem nos povos e nas civilizações ditas “letradas”, continuamos povos orais(a).

Luiz Antônio Marcuschi e Angela Paiva Dionisio. Princípios gerais para o tratamento
das relações entre a fala e a escrita. In: Luiz Antônio Marcuschi e Angela Paiva Dionisio.
Fala e escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p. 26-7 (com adaptações).

A correção gramatical e o sentido original do texto seriam preservados caso se substituísse


a) “orais” por comunicativos.
b) “equivocada” por desordenada.
c) “precedência” por preferência.
d) “intrínseco” por inerente.
e) “inegável” por incerta.
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Questão 378: CEBRASPE (CESPE) - TJ (STM)/STM/Administrativa/"Sem Especialidade"/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CB4A1AAA

Narração é diferente de narrativa, uma vez que mantém algo da ideia de acompanhar os fatos à medida que eles acontecem. A
narrativa é uma totalidade de acontecimentos encadeados, uma espécie de soma final, e está presente em tudo: na sequência de
entrada, prato principal e sobremesa de um jantar; em mitos, romances, contos, novelas, peças, poemas; no Curriculum vitae; na
história dos nossos corpos; nas notícias; em relatórios médicos; em conversas, desenhos, sonhos, filmes, fábulas, fotografias.
Está nas óperas, nos videoclipes, videogames e jogos de tabuleiro. A narração, por sua vez, é basicamente aquilo que um
narrador enuncia.

Uma contagem de palavras na base de dados do Google mostra uma mudança nos usos de narrativa. A palavra vem sendo cada
vez mais empregada nas últimas décadas, mas seu sentido vem mudando.

A expressão disputa de narrativas, que teve um boom dos anos 80 do século XX para cá, não costuma dizer respeito à acepção
mais literária do termo, como narrativa de um romance. Fala antes sobre trazer a público diferentes formas de narrar o mundo,
para que narrativas plurais possam ser elaboradas e disputadas. É um uso do termo que talvez aproxime narrativa de narração,
porque sugere que toda narrativa histórica e cultural carrega em si um processo e um movimento e que dentro dela há sempre
sinais deixados pelas escolhas de um narrador.

Sofia Nestrovski. Narrativa. Internet: <www.nexojornal.com.br> (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA, julgue o item a seguir.

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Sem prejuízo à correção gramatical e aos sentidos originais do texto, o termo “encadeados” poderia ser substituído pela oração
que se encadeiam

Certo
Errado
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Questão 379: CEBRASPE (CESPE) - TJ (STM)/STM/Administrativa/"Sem Especialidade"/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CB4A1BBB

O Zoológico de Sapucaia do Sul abrigou um dia um macaco chamado Alemão. Em um domingo de Sol, Alemão conseguiu abrir o
cadeado de sua jaula e escapou. O largo horizonte do mundo estava à sua espera. As árvores do bosque estavam ao alcance de
seus dedos. Ele passara a vida tentando abrir aquele cadeado. Quando conseguiu, em vez de mergulhar na liberdade,
desconhecida e sem garantias, Alemão caminhou até o restaurante lotado de visitantes. Pegou uma cerveja e ficou bebericando
no balcão.

Um zoológico serve para muitas coisas, algumas delas edificantes. Mas um zoológico serve, principalmente, para que o homem
tenha a chance de, diante da jaula do outro, certificar-se de sua liberdade e da superioridade de sua espécie. Ele pode então
voltar para o apartamento financiado em quinze anos satisfeito com sua vida. Pode abrir as grades da porta contente com seu
molho de chaves e se aboletar no sofá em frente à TV; acordar na segunda-feira feliz para o batente.

Há duas maneiras de se visitar um zoológico: com ou sem inocência. A primeira é a mais fácil e a única com satisfação garantida.
A outra pode ser uma jornada sombria para dentro do espelho, sem glamour e também sem volta.

Os tigres-de-bengala são reis de fantasia. Têm voz, possuem músculos, são magníficos. Mas, nascidos em cativeiro, já chegaram
ao mundo sem essência. São um desejo que nunca se tornará realidade. Adivinham as selvas úmidas da Ásia, mas nem sequer
reconhecem as estrelas. Quando o Sol escorrega sobre a região metropolitana, são trancafiados em furnas de pedra,
claustrofóbicas. De nada servem as presas a caçadores que comem carne de cavalo abatido em frigorífico. De nada serve a sanha
a quem dorme enrodilhado, exilado não do que foi, mas do que poderia ter sido.

Eliane Brum. O cativeiro. In: A vida que ninguém vê. Porto Alegre: Arquipélago, 2006, p. 53-4 (com adaptações).

Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB4A1BBB, julgue o item que se segue.

A correção gramatical e o sentido original do texto seriam preservados caso o período “Ele pode então (...) sua vida” fosse assim
reescrito: Para o apartamento financiado em quinze anos, pode ele voltar então, contente com sua vida.

Certo
Errado
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Questão 380: CEBRASPE (CESPE) - Tec Enf (IHB DF)/IHB DF/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG2A1AAA

A vida de Florence Nightingale, a criadora da moderna enfermagem, daria um romance. Florence estava destinada a receber uma
boa educação, a casar-se com um cavalheiro de fina estirpe, a ter filhos, a cuidar da casa e da família. Mas logo ficou claro que a
menina não se conformaria a esse modelo. Era diferente; gostava de matemática, e era o que queria estudar (os pais não
deixaram). Aos dezesseis anos, algo aconteceu: Deus falou-me — escreveu depois — e convocou-me para servi-lo.

Servir a Deus significava, para ela, cuidar dos enfermos, e especialmente dos enfermos hospitalizados. Naquela época, os
hospitais curavam tão pouco e eram tão perigosos (por causa da sujeira, do risco de infecção) que os ricos preferiam tratar-se em

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casa. Hospitalizados eram só os pobres, e Florence preparou-se para cuidar deles, praticando com os indigentes que viviam
próximos à sua casa. Viajou por toda a Europa, visitando hospitais. Coisa que os pais não viam com bons olhos: enfermeiras eram
consideradas pessoas de categoria inferior, de vida desregrada. Mas Florence foi em frente e logo surgiu a oportunidade para
colocar em prática o que aprendera. Sidney Herbert, membro do governo inglês e amigo pessoal, pediu-lhe que chefiasse um
grupo de enfermeiras enviadas para o front turco, uma tarefa a que Florence entregou-se de corpo e alma; providenciava comida,
remédios, agasalhos, além de supervisionar o trabalho das enfermeiras. Mais que isso, fez estudos estatísticos (sua vocação
matemática enfim triunfou) mostrando que a alta mortalidade dos soldados resultava das péssimas condições de saneamento.

Isso tudo não quer dizer que Florence fosse, pelos padrões habituais, uma mulher feliz. Para começar, não havia, em sua vida,
lugar para ligações amorosas. Cortejou-a o político e poeta Richard Milnes, Barão Houghton, mas ela rejeitou-o. Ao voltar da
guerra, algo estranho lhe aconteceu: recolheu-se ao leito e nunca mais deixou o quarto. É possível, e até provável, que isso tenha
resultado de brucelose, uma infecção crônica contraída durante a guerra; mas havia aí um óbvio componente emocional, uma
forma de fuga da realidade. Contudo — Florence era Florence —, mesmo acamada, continuou trabalhando intensamente.
Colaborou com a comissão governamental sobre saúde dos militares, fundou uma escola para treinamento de enfermeiras,
escreveu um livro sobre esse treinamento.

Estranha, a Florence Nightingale? Talvez. Mas estranheza pode estar associada a qualidades admiráveis. Grande e estranho é o
mundo; grandes, ainda que estranhas, são muitas pessoas. E se elas têm grandeza, ao mundo pouco deve importar que sejam
estranhas.

Moacyr Scliar. Uma estranha, e admirável, mulher. Internet: <http://moacyrscliar.blogspot.com.br> (com adaptações).

Acerca dos aspectos linguísticos do texto CG2A1AAA, julgue o item.

A correção gramatical do texto seria mantida caso o sinal de dois-pontos empregado logo após “olhos” fosse suprimido e, em seu
lugar, fosse empregada uma vírgula seguida da expressão visto que, da seguinte forma: olhos, visto que.
Certo
Errado
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Questão 381: CEBRASPE (CESPE) - Tec Enf (IHB DF)/IHB DF/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG2A1AAA

A vida de Florence Nightingale, a criadora da moderna enfermagem, daria um romance. Florence estava destinada a receber uma
boa educação, a casar-se com um cavalheiro de fina estirpe, a ter filhos, a cuidar da casa e da família. Mas logo ficou claro que a
menina não se conformaria a esse modelo. Era diferente; gostava de matemática, e era o que queria estudar (os pais não
deixaram). Aos dezesseis anos, algo aconteceu: Deus falou-me — escreveu depois — e convocou-me para servi-lo.

Servir a Deus significava, para ela, cuidar dos enfermos, e especialmente dos enfermos hospitalizados. Naquela época, os
hospitais curavam tão pouco e eram tão perigosos (por causa da sujeira, do risco de infecção) que os ricos preferiam tratar-se em
casa. Hospitalizados eram só os pobres, e Florence preparou-se para cuidar deles, praticando com os indigentes que viviam
próximos à sua casa. Viajou por toda a Europa, visitando hospitais. Coisa que os pais não viam com bons olhos: enfermeiras eram
consideradas pessoas de categoria inferior, de vida desregrada. Mas Florence foi em frente e logo surgiu a oportunidade para
colocar em prática o que aprendera. Sidney Herbert, membro do governo inglês e amigo pessoal, pediu-lhe que chefiasse um
grupo de enfermeiras enviadas para o front turco, uma tarefa a que Florence entregou-se de corpo e alma; providenciava comida,
remédios, agasalhos, além de supervisionar o trabalho das enfermeiras. Mais que isso, fez estudos estatísticos (sua vocação
matemática enfim triunfou) mostrando que a alta mortalidade dos soldados resultava das péssimas condições de saneamento.

Isso tudo não quer dizer que Florence fosse, pelos padrões habituais, uma mulher feliz. Para começar, não havia, em sua vida,
lugar para ligações amorosas. Cortejou-a o político e poeta Richard Milnes, Barão Houghton, mas ela rejeitou-o. Ao voltar da
guerra, algo estranho lhe aconteceu: recolheu-se ao leito e nunca mais deixou o quarto. É possível, e até provável, que isso tenha
resultado de brucelose, uma infecção crônica contraída durante a guerra; mas havia aí um óbvio componente emocional, uma
forma de fuga da realidade. Contudo — Florence era Florence —, mesmo acamada, continuou trabalhando intensamente.
Colaborou com a comissão governamental sobre saúde dos militares, fundou uma escola para treinamento de enfermeiras,
escreveu um livro sobre esse treinamento.

Estranha, a Florence Nightingale? Talvez. Mas estranheza pode estar associada a qualidades admiráveis. Grande e estranho é o
mundo; grandes, ainda que estranhas, são muitas pessoas. E se elas têm grandeza, ao mundo pouco deve importar que sejam
estranhas.

Moacyr Scliar. Uma estranha, e admirável, mulher. Internet: <http://moacyrscliar.blogspot.com.br> (com adaptações).

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Acerca dos aspectos linguísticos do texto CG2A1AAA, julgue o item.

A correção gramatical do texto seria mantida, mas seu sentido seria alterado, se fosse inserida a expressão ou de logo após
“brucelose,” .
Certo
Errado
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Questão 382: CEBRASPE (CESPE) - Tec Enf (IHB DF)/IHB DF/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG2A1AAA

A vida de Florence Nightingale, a criadora da moderna enfermagem, daria um romance. Florence estava destinada a receber uma
boa educação, a casar-se com um cavalheiro de fina estirpe, a ter filhos, a cuidar da casa e da família. Mas logo ficou claro que a
menina não se conformaria a esse modelo. Era diferente; gostava de matemática, e era o que queria estudar (os pais não
deixaram). Aos dezesseis anos, algo aconteceu: Deus falou-me — escreveu depois — e convocou-me para servi-lo.

Servir a Deus significava, para ela, cuidar dos enfermos, e especialmente dos enfermos hospitalizados. Naquela época, os
hospitais curavam tão pouco e eram tão perigosos (por causa da sujeira, do risco de infecção) que os ricos preferiam tratar-se em
casa. Hospitalizados eram só os pobres, e Florence preparou-se para cuidar deles, praticando com os indigentes que viviam
próximos à sua casa. Viajou por toda a Europa, visitando hospitais. Coisa que os pais não viam com bons olhos: enfermeiras eram
consideradas pessoas de categoria inferior, de vida desregrada. Mas Florence foi em frente e logo surgiu a oportunidade para
colocar em prática o que aprendera. Sidney Herbert, membro do governo inglês e amigo pessoal, pediu-lhe que chefiasse um
grupo de enfermeiras enviadas para o front turco, uma tarefa a que Florence entregou-se de corpo e alma; providenciava comida,
remédios, agasalhos, além de supervisionar o trabalho das enfermeiras. Mais que isso, fez estudos estatísticos (sua vocação
matemática enfim triunfou) mostrando que a alta mortalidade dos soldados resultava das péssimas condições de saneamento.

Isso tudo não quer dizer que Florence fosse, pelos padrões habituais, uma mulher feliz. Para começar, não havia, em sua vida,
lugar para ligações amorosas. Cortejou-a o político e poeta Richard Milnes, Barão Houghton, mas ela rejeitou-o. Ao voltar da
guerra, algo estranho lhe aconteceu: recolheu-se ao leito e nunca mais deixou o quarto. É possível, e até provável, que isso tenha
resultado de brucelose, uma infecção crônica contraída durante a guerra; mas havia aí um óbvio componente emocional, uma
forma de fuga da realidade. Contudo — Florence era Florence —, mesmo acamada, continuou trabalhando intensamente.
Colaborou com a comissão governamental sobre saúde dos militares, fundou uma escola para treinamento de enfermeiras,
escreveu um livro sobre esse treinamento.

Estranha, a Florence Nightingale? Talvez. Mas estranheza pode estar associada a qualidades admiráveis. Grande e estranho é o
mundo; grandes, ainda que estranhas, são muitas pessoas. E se elas têm grandeza, ao mundo pouco deve importar que sejam
estranhas.

Moacyr Scliar. Uma estranha, e admirável, mulher. Internet: <http://moacyrscliar.blogspot.com.br> (com adaptações).

O item a seguir apresentam propostas de reescrita do trecho “Contudo — Florence era Florence —, mesmo acamada, continuou
trabalhando intensamente. Colaborou com a comissão governamental sobre saúde dos militares, fundou uma escola para
treinamento de enfermeiras, escreveu um livro sobre esse treinamento.” do texto CG2A1AAA. Julgue-o quanto à correção
gramatical.

Todavia, embora acamada, Florence, forte que era, continuou trabalhando com vigor: contribuiu com a comissão governamental
acerca da saúde dos militares, fundou uma escola preparatória para enfermeiras e publicou um livro a esse respeito.

Certo
Errado
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Questão 383: CEBRASPE (CESPE) - Tec Enf (IHB DF)/IHB DF/2018

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Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.


Texto CG2A1AAA

A vida de Florence Nightingale, a criadora da moderna enfermagem, daria um romance. Florence estava destinada a receber uma
boa educação, a casar-se com um cavalheiro de fina estirpe, a ter filhos, a cuidar da casa e da família. Mas logo ficou claro que a
menina não se conformaria a esse modelo. Era diferente; gostava de matemática, e era o que queria estudar (os pais não
deixaram). Aos dezesseis anos, algo aconteceu: Deus falou-me — escreveu depois — e convocou-me para servi-lo.

Servir a Deus significava, para ela, cuidar dos enfermos, e especialmente dos enfermos hospitalizados. Naquela época, os
hospitais curavam tão pouco e eram tão perigosos (por causa da sujeira, do risco de infecção) que os ricos preferiam tratar-se em
casa. Hospitalizados eram só os pobres, e Florence preparou-se para cuidar deles, praticando com os indigentes que viviam
próximos à sua casa. Viajou por toda a Europa, visitando hospitais. Coisa que os pais não viam com bons olhos: enfermeiras eram
consideradas pessoas de categoria inferior, de vida desregrada. Mas Florence foi em frente e logo surgiu a oportunidade para
colocar em prática o que aprendera. Sidney Herbert, membro do governo inglês e amigo pessoal, pediu-lhe que chefiasse um
grupo de enfermeiras enviadas para o front turco, uma tarefa a que Florence entregou-se de corpo e alma; providenciava comida,
remédios, agasalhos, além de supervisionar o trabalho das enfermeiras. Mais que isso, fez estudos estatísticos (sua vocação
matemática enfim triunfou) mostrando que a alta mortalidade dos soldados resultava das péssimas condições de saneamento.

Isso tudo não quer dizer que Florence fosse, pelos padrões habituais, uma mulher feliz. Para começar, não havia, em sua vida,
lugar para ligações amorosas. Cortejou-a o político e poeta Richard Milnes, Barão Houghton, mas ela rejeitou-o. Ao voltar da
guerra, algo estranho lhe aconteceu: recolheu-se ao leito e nunca mais deixou o quarto. É possível, e até provável, que isso tenha
resultado de brucelose, uma infecção crônica contraída durante a guerra; mas havia aí um óbvio componente emocional, uma
forma de fuga da realidade. Contudo — Florence era Florence —, mesmo acamada, continuou trabalhando intensamente.
Colaborou com a comissão governamental sobre saúde dos militares, fundou uma escola para treinamento de enfermeiras,
escreveu um livro sobre esse treinamento.

Estranha, a Florence Nightingale? Talvez. Mas estranheza pode estar associada a qualidades admiráveis. Grande e estranho é o
mundo; grandes, ainda que estranhas, são muitas pessoas. E se elas têm grandeza, ao mundo pouco deve importar que sejam
estranhas.

Moacyr Scliar. Uma estranha, e admirável, mulher. Internet: <http://moacyrscliar.blogspot.com.br> (com adaptações).

O item a seguir apresentam propostas de reescrita do trecho “Contudo — Florence era Florence —, mesmo acamada, continuou
trabalhando intensamente. Colaborou com a comissão governamental sobre saúde dos militares, fundou uma escola para
treinamento de enfermeiras, escreveu um livro sobre esse treinamento.” do texto CG2A1AAA. Julgue-o quanto à correção
gramatical.

Mesmo assim, acamada, Florence era forte e continuou seu trabalho de forma intensa, tendo colaborado em estudos do governo
sobre a saúde dos militares e fundou uma escola para treinamento de enfermeiras quando escreveu um livro contando como se
deu tal acontecimento.
Certo
Errado
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Questão 384: CEBRASPE (CESPE) - Tec Enf (IHB DF)/IHB DF/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CG2A1AAA

A vida de Florence Nightingale, a criadora da moderna enfermagem, daria um romance. Florence estava destinada a receber uma
boa educação, a casar-se com um cavalheiro de fina estirpe, a ter filhos, a cuidar da casa e da família. Mas logo ficou claro que a
menina não se conformaria a esse modelo. Era diferente; gostava de matemática, e era o que queria estudar (os pais não
deixaram). Aos dezesseis anos, algo aconteceu: Deus falou-me — escreveu depois — e convocou-me para servi-lo.

Servir a Deus significava, para ela, cuidar dos enfermos, e especialmente dos enfermos hospitalizados. Naquela época, os
hospitais curavam tão pouco e eram tão perigosos (por causa da sujeira, do risco de infecção) que os ricos preferiam tratar-se em
casa. Hospitalizados eram só os pobres, e Florence preparou-se para cuidar deles, praticando com os indigentes que viviam
próximos à sua casa. Viajou por toda a Europa, visitando hospitais. Coisa que os pais não viam com bons olhos: enfermeiras eram
consideradas pessoas de categoria inferior, de vida desregrada. Mas Florence foi em frente e logo surgiu a oportunidade para
colocar em prática o que aprendera. Sidney Herbert, membro do governo inglês e amigo pessoal, pediu-lhe que chefiasse um
grupo de enfermeiras enviadas para o front turco, uma tarefa a que Florence entregou-se de corpo e alma; providenciava comida,
remédios, agasalhos, além de supervisionar o trabalho das enfermeiras. Mais que isso, fez estudos estatísticos (sua vocação

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matemática enfim triunfou) mostrando que a alta mortalidade dos soldados resultava das péssimas condições de saneamento.

Isso tudo não quer dizer que Florence fosse, pelos padrões habituais, uma mulher feliz. Para começar, não havia, em sua vida,
lugar para ligações amorosas. Cortejou-a o político e poeta Richard Milnes, Barão Houghton, mas ela rejeitou-o. Ao voltar da
guerra, algo estranho lhe aconteceu: recolheu-se ao leito e nunca mais deixou o quarto. É possível, e até provável, que isso tenha
resultado de brucelose, uma infecção crônica contraída durante a guerra; mas havia aí um óbvio componente emocional, uma
forma de fuga da realidade. Contudo — Florence era Florence —, mesmo acamada, continuou trabalhando intensamente.
Colaborou com a comissão governamental sobre saúde dos militares, fundou uma escola para treinamento de enfermeiras,
escreveu um livro sobre esse treinamento.

Estranha, a Florence Nightingale? Talvez. Mas estranheza pode estar associada a qualidades admiráveis. Grande e estranho é o
mundo; grandes, ainda que estranhas, são muitas pessoas. E se elas têm grandeza, ao mundo pouco deve importar que sejam
estranhas.

Moacyr Scliar. Uma estranha, e admirável, mulher. Internet: <http://moacyrscliar.blogspot.com.br> (com adaptações).

O item a seguir apresentam propostas de reescrita do trecho “Contudo — Florence era Florence —, mesmo acamada, continuou
trabalhando intensamente. Colaborou com a comissão governamental sobre saúde dos militares, fundou uma escola para
treinamento de enfermeiras, escreveu um livro sobre esse treinamento.” do texto CG2A1AAA. Julgue-o quanto à correção
gramatical.

Entretanto, Florence era Florence. Ainda que acamada, continuou trabalhando sem sessar e colaborou com a comissão do
governo à respeito dos hábitos militares. Além disso, fundou uma escola para treinamento de enfermeiras e escreveu um livro
onde explicava esse treinamento.
Certo
Errado
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Questão 385: CEBRASPE (CESPE) - AI (ABIN)/ABIN/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto

Na legislação interna
1
dos países, a espionagem

costuma ser juridicamente


entendida como a obtenção

sub-reptícia e indevida de
informação sigilosa do Estado.
Esse

tipo de conduta é criminalizado


4
pela legislação de cada país. O

mesmo se pode dizer do


vazamento, que guarda
estreita relação

com a espionagem e que


consiste na divulgação
indevida de

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informações por quem tem o


7
dever legal do sigilo.

A espionagem é um dos
poucos crimes na legislação

brasileira que podem, em


tempo de guerra, levar à pena
de

morte, seja o condenado


10 nacional ou estrangeiro, civil
ou

militar, além de, em tempo de


paz, sujeitar o militar que a

pratique à indignidade para o


oficialato.

Se praticada por
13 autoridade superior, a
espionagem

pode configurar, além de


infração penal, crime de

responsabilidade, que, a
despeito do nome, não tem
natureza de

crime em sentido técnico, mas,


16
sim, de infração política sujeita

a cassação de mandato e
suspensão de direitos políticos.

Fábio de Macedo Soares Pires Condeixa. Espionagem e direito. In:

Revista Brasileira de Inteligência, n.º 10, 2015, p. 25-6 (com adaptações).

A propósito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item subsequente.

A correção gramatical e as informações originais do texto seriam preservadas caso seu terceiro período — “O mesmo (...) do
sigilo” (l. 4 a 7) — fosse assim reescrito: É possível afirmar o mesmo a propósito do vazamento, o qual mantém íntima relação
com a espionagem e consiste na divulgação indevida de informações por aqueles que têm o dever legal do sigilo.

118 of 130 24/01/2022 22:19


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Certo
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Questão 386: CEBRASPE (CESPE) - TJ STJ/STJ/Administrativa/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CB4A1AAA

As discussões em torno de questões como “o que é justiça?” ou “quais são os mecanismos disponíveis para produzir situações
cada vez mais justas ao conjunto da sociedade?” não são novidade. Autores do século XIX já procuravam construir análises para
identificar qual o sentido exato do termo justiça e quais formas de promovê-la eram possíveis e desejáveis ao conjunto da
sociedade à época. O debate se enquadra em torno de três principais ideias: bem-estar; liberdade e desenvolvimento; e
promoção de formas democráticas de participação. Autores importantes do campo da ciência política e da filosofia política e moral
se debruçaram intensamente em torno dessa questão ao longo do século XX, e chegaram a conclusões diversas uns dos outros.
Embora a perspectiva analítica de cada um desses autores divirja entre si, eles estão preocupados em desenvolver formas de
promoção de situações de justiça social e têm hipóteses concretas para se chegar a esse estado de coisas.

Para Amartya Sen, por exemplo, a injustiça é percebida e mensurada por meio da distribuição e do alcance social das liberdades.
Para Rawls, ela se manifesta principalmente nas estruturas básicas da sociedade e sua solução depende de uma nova forma de
contrato social e de uma definição de princípios básicos que criem condições de promoção de justiça. Já para Habermas, a
questão gira em torno da manifestação no campo da ação comunicativa, na qual a fragilidade de uma ação coletiva que tenha
pouco debate ou pouca representação pode enfraquecer a qualidade da democracia e, portanto, interferir no seu pleno
funcionamento, tendo, por consequência, desdobramentos sociais injustos. Em síntese, os autores argumentam a favor de
instrumentos variados para a solução da injustiça, os quais dependem da interpretação de cada um deles acerca do conceito de
justiça.

Augusto Leal Rinaldi. Justiça, liberdade

e democracia. In: Pensamento Plural. Pelotas [12]: 57-74, jan.-jun./2013 (com adaptações).

A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA, julgue o item.

A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados se o seu último período fosse reescrito da seguinte maneira: Em
síntese, os autores argumentam a favor de instrumentos variados para a solução da injustiça e dependem da interpretação de
cada um desses instrumentos relativos ao conceito de justiça.

Certo
Errado
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Questão 387: CEBRASPE (CESPE) - Ass Adm (EBSERH)/EBSERH/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto

O Brasil, durante a maior parte da sua história, manteve uma cultura familista e pró-natalista. Por cerca de 450 anos, o incentivo
à fecundidade elevada era justificado em função da prevalência de altas taxas de mortalidade, dos interesses da colonização
portuguesa, da expansão da ocupação territorial e do crescimento do mercado interno.

Durante o período do Estado Novo (1937-1945), no governo de Getúlio Vargas, foram adotados dispositivos legais para fortalecer
a família numerosa, por meio de diversas medidas: desestímulo ao trabalho feminino; facilidades para a aquisição de casa própria
pelos indivíduos que pretendessem se casar; complemento de renda dos casados com filhos e regras que privilegiavam os

119 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

homens casados e com filhos quanto ao acesso e à promoção no serviço público.

O artigo 124 da Constituição Brasileira de 1937 afirmava: “A família, constituída pelo casamento indissolúvel, está sob a proteção
especial do Estado. Às famílias numerosas serão atribuídas compensações na proporção de seus encargos”. Naquele período, além
dos incentivos ao casamento e à reprodução, vigia uma legislação que proibia o uso de métodos contraceptivos e o aborto: o
Decreto Federal n.º 20.291, de 1932, que vedava a prática médica que tivesse por fim impedir a concepção ou interromper a
gestação, e a Lei das Contravenções Penais, sancionada em 1941, que proibia “anunciar processo, substância ou objeto destinado
a provocar o aborto ou evitar a gravidez”.

José Eustáquio Diniz Alves O planejamento familiar no

Brasil Internet: <www ecodebate com br> (com adaptações)

Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.

A substituição de “foram adotados” por adotou-se preservaria a correção e o sentido do texto.

Certo
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Questão 388: CEBRASPE (CESPE) - Ass Adm (EBSERH)/EBSERH/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto

O Brasil, durante a maior parte da sua história, manteve uma cultura familista e pró-natalista. Por cerca de 450 anos, o incentivo
à fecundidade elevada era justificado em função da prevalência de altas taxas de mortalidade, dos interesses da colonização
portuguesa, da expansão da ocupação territorial e do crescimento do mercado interno.

Durante o período do Estado Novo (1937-1945), no governo de Getúlio Vargas, foram adotados dispositivos legais para fortalecer
a família numerosa, por meio de diversas medidas: desestímulo ao trabalho feminino; facilidades para a aquisição de casa própria
pelos indivíduos que pretendessem se casar; complemento de renda dos casados com filhos e regras que privilegiavam os
homens casados e com filhos quanto ao acesso e à promoção no serviço público.

O artigo 124 da Constituição Brasileira de 1937 afirmava: “A família, constituída pelo casamento indissolúvel, está sob a proteção
especial do Estado. Às famílias numerosas serão atribuídas compensações na proporção de seus encargos”. Naquele período, além
dos incentivos ao casamento e à reprodução, vigia uma legislação que proibia o uso de métodos contraceptivos e o aborto: o
Decreto Federal n.º 20.291, de 1932, que vedava a prática médica que tivesse por fim impedir a concepção ou interromper a
gestação, e a Lei das Contravenções Penais, sancionada em 1941, que proibia “anunciar processo, substância ou objeto destinado
a provocar o aborto ou evitar a gravidez”.

José Eustáquio Diniz Alves O planejamento familiar no

Brasil Internet: <www ecodebate com br> (com adaptações)

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Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.

Seriam mantidos o sentido e a correção do texto caso o trecho “complemento de renda dos casados com filhos e regras que
privilegiavam os homens casados e com filhos” fosse reescrito da seguinte forma: complementar à renda dos casados com filhos e
privilegiar aos homens casados e com filhos.

Certo
Errado
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Questão 389: CEBRASPE (CESPE) - Ass Adm (EBSERH)/EBSERH/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto

Um estudo de pesquisadores da Universidade da Califórnia acrescentou mais itens ao vasto repertório de problemas trazidos pelo
consumo de açúcar: além de aumentar os riscos de doenças como o diabetes do tipo 2, ele também pode atrapalhar o
aprendizado e a memória.

O potencial danoso do açúcar pode ter origem no fato de que ele é um ingrediente recente na dieta humana. Ao longo da
história, o homem obteve quantidades limitadas desse alimento, por meio de frutas ou mel. O consumo anual, no final do século
XIX, por exemplo, era de apenas dois quilos por pessoa. Atualmente, é de 37 quilos, segundo Michel Raymond, pesquisador do
Instituto de Ciências Evolutivas da Universidade de Montpellier, na França.

Essa mudança drástica não deixou o organismo humano ileso. Estudos mostram que o açúcar, por alterar alguns tecidos humanos
durante a fase de crescimento, pode ser o responsável por problemas que vão de miopia e acne até o câncer. Segundo a
Associação Americana do Coração, o açúcar pode causar, ainda, problemas metabólicos, como diabetes, hipertensão e aumento
do colesterol ruim.

Internet: <https://veja abril com br> (com adaptações)

Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item que se segue.

A correção gramatical e o sentido original do texto seriam preservados caso o trecho “o açúcar pode causar, ainda, problemas
metabólicos, como diabetes, hipertensão e aumento do colesterol ruim” fosse reescrito da seguinte forma: problemas
metabólicos, como por exemplo diabetes, hipertensão e aumento do colesterol ruim, também tem origem no consumo de açúcar.

Certo
Errado
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Questão 390: CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto

O acesso à educação é fundamental para que todos possam intervir de modo consciente na esfera pública, participar plenamente
da vida cultural e contribuir com seu trabalho para a satisfação das necessidades básicas e a melhoria das condições de vida da
sociedade. Entretanto, em pleno século XXI, o Brasil ainda possui um enorme contingente de cidadãos privados do mais
elementar direito: a educação. O censo demográfico de 2010 contabilizou 13,9 milhões de jovens e adultos com idade superior a
quinze anos que declararam não saber ler ou escrever.

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Ao longo das últimas décadas, o Brasil consolidou uma consciência social do direito à educação na infância, mas ainda não
construiu uma cultura do direito à educação ao longo de toda a vida. Assim, é comum que pais com baixa escolaridade lutem
para que os filhos tenham acesso a um ensino de qualidade, sem reivindicar para si mesmos o direito que lhes foi violado.
Entretanto, não é raro que pessoas com escolaridade elevada permaneçam alheias ao fato de que estão cercadas por adultos que
a pobreza e o trabalho precoce afastaram da escola, ou que têm precário manejo da leitura, da escrita e do cálculo matemático.

Maria Clara Di Pierro Os desafios para garantir a educação de


jovens e adultos Internet: <https://gestaoescolar org br> (com adaptações)

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita do trecho “contribuir com seu trabalho para a satisfação das
necessidades básicas e a melhoria das condições de vida da sociedade”. Assinale a opção em que a reescrita, além de manter o
sentido da informação originalmente apresentada, também preserva a correção gramatical do texto.
a) contribuir com seu trabalho para a satisfação das necessidades básicas e com a melhoria das condições de vida da
sociedade
b) contribuir com seu trabalho para satisfazer as necessidades básicas e melhorar as condições de vida da sociedade
c) contribuir com seu trabalho para satisfazer as necessidades básicas e a melhoria das condições de vida da sociedade
d) contribuir para com seu trabalho para a satisfação das necessidades básicas e para melhorar as condições de vida da
sociedade
e) contribuir com seu trabalho ao satisfazer as necessidades básicas da sociedade e para a melhoria de suas condições de vida
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Questão 391: CEBRASPE (CESPE) - Ass Alun (IFF)/IFF/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto

O alemão Max Weber, um dos mais renomados pensadores sociais, fundador e expoente da teoria sociológica clássica, elaborou
um conceito de burocracia baseado em elementos jurídicos do século XIX, concebidos por teóricos do direito.

A divisão e distribuição de funções, a seleção de pessoal especializado, os regulamentos e a disciplina hierárquica são fatores que
fazem da burocracia moderna o modo mais eficiente de administração, tanto na esfera privada (em uma empresa capitalista)
quanto na administração pública.

O leigo, em geral, costuma criticar o aparelho burocrático da administração pública devido à sua rigidez administrativa,
inadequação das normas e grande quantidade de regulamentos. Esses aspectos produzem resultados contrários aos esperados
pelo cidadão, como, por exemplo, a lentidão dos processos.

De fato, a crescente racionalidade do sistema burocrático tende a gerar efeitos negativos, que podem diminuir drasticamente a
eficiência de uma organização ou sociedade. Em contrapartida, novos modelos de estruturas burocráticas, alternativos ao modelo
weberiano, têm sido experimentados.

Burocracia: Max Weber e o significado de ‘burocracia’


Internet: <https://educacao uol com br> (com adaptações)

Relativamente à pontuação, a correção do texto seria mantida caso o período “Esses aspectos produzem resultados contrários aos
esperados pelo cidadão, como, por exemplo, a lentidão dos processos.” fosse reescrito como
a) Esses aspectos produzem resultados contrários aos esperados pelo cidadão, como por exemplo, a lentidão dos processos.
b) Esses aspectos produzem resultados contrários aos esperados pelo cidadão, como a lentidão dos processos, por exemplo.
c) Esses aspectos produzem resultados contrários aos esperados pelo cidadão, como a lentidão dos processos por exemplo.
d) Esses aspectos produzem resultados contrários aos esperados pelo cidadão, como, por exemplo a lentidão dos processos.
e) Esses aspectos, produzem resultados contrários aos esperados, pelo cidadão, como, por exemplo, a lentidão dos processos.
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Questão 392: CEBRASPE (CESPE) - Ass Port (EMAP)/EMAP/Administrativa/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
É curioso notar que a ideia de porto está presente nas sociedades humanas desde o aparecimento das cidades. Isso porque uma
das características das primeiras estruturas urbanas existentes na região do Oriente Próximo foi a presença do porto.

As primeiras cidades, no sentido moderno, surgiram no período compreendido entre 3.100 e 2.900 a.C., na Mesopotâmia,

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civilização situada às margens dos rios Tigre e Eufrates. A estrutura desses primeiros agrupamentos urbanos era tripartite: a
cidade propriamente dita, cercada por muralhas, onde ficavam os principais locais de culto e as células dos futuros palácios reais;
uma espécie de subúrbio, extramuros, local que agrupava residências e instalações para criação de animais e plantio; e o porto
fluvial, espaço destinado à prática do comércio e que era utilizado como local de instalação dos estrangeiros, cuja admissão, em
regra, era vedada nos muros da cidade.

Não se trata, portanto, de uma criação aleatória apenas vinculada à atividade comercial. O porto aparece como mais um elemento
de uma forte mudança civilizacional que marcou o contexto do surgimento das cidades e da escrita. O comportamento
fundamental dessa mudança localiza-se no aumento das possibilidades do agir humano, na diversificação dos papéis sociais e na
abertura para o futuro. Houve, em resumo, uma ampliação no grau de complexidade da sociedade.

Cristiano Paixão e Ronaldo C Fleury Trabalho portuário — a modernização dos portos

e as relações de trabalho no Brasil São Paulo: Método, 2008, p 17-8 (com adaptações)

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item.

Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, o trecho “local que agrupava residências e instalações para criação
de animais e plantio” poderia ser reescrito da seguinte forma: onde se agrupavam residências e instalações destinadas à criação
de animais e ao plantio.

Certo
Errado
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Questão 393: CEBRASPE (CESPE) - Aux Inst (IPHAN)/IPHAN/Área 1/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CB2A1AAA

Se os historiadores produzem o passado e é o passado que faz uma nação, os historiadores do patrimônio fazem política,
inventando o patrimônio nacional, atribuindo valor e significados a bens e práticas culturais que circunscrevem os limites da
nação.

Sabemos bem que o trabalho do historiador, ao fabricar um patrimônio no seu próprio ofício da escrita da história, está integrado
a um projeto de nacionalização, de construção do Estado e, portanto, de poder.

Certa produção historiográfica e sociológica, em debate pelo menos desde os anos 70 do século passado e já clássica na
atualidade, trouxe novos ingredientes para a reflexão sobre essa ambiguidade do papel do historiador e do intelectual de um
modo geral. Essa literatura aponta os numerosos constrangimentos a que estavam submetidos, na sua produção intelectual, em
função de um processo de formação, enquadramento e disciplinarização que delineava um lugar de fala, limitado por regras de
diversas naturezas. Dentre elas, podem ser destacadas as de financiamento de estudos, postos a julgamentos sobre suas
finalidades e objetivos por comissões de alto nível, bem como as regras que regem a oferta de trabalho. O perfil e a política das
instituições em que estão inseridos, entre outros aspectos, impõem a agenda dos estudos do momento.

Alguns desses autores, em confronto com interpretações totalizantes acerca dos fenômenos sociais, verificavam, também, que,
diante de estratégias de dominação — identificadas em microescalas e em diferentes tipos e níveis de relações —, havia a
possibilidade de pequenas subversões ou da adoção de sutis táticas de resistência; noutra vertente, pode-se falar nas brechas
que se verificam em todo sistema e que arejam e alimentam esperanças de transformação.

Ainda que circunscritas a determinados limites, essas ações de resistência, aparentemente insignificantes, colocam em movimento
as relações e podem alterar a realidade de uma ordem imposta ou dominante, em um jogo vivido cotidiana e mais ou menos
silenciosamente.

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É evidente, nessa perspectiva, que, diante do exercício de violência simbólica ao qual somos submetidos, na qualidade de sujeitos
históricos, verificam-se nossas capacidades inventivas nos limites de possibilidades de ação de que dispomos. Essa estranha
“margem de manobra”, ou, em melhores palavras, essa interseção entre um profundo pessimismo e a utopia de se construir um
mundo melhor, é que mobiliza os homens para a ação.

Márcia Chuva. História e patrimônio. In: Revista do patrimônio histórico e artístico nacional, n.º 34, 2012, p. 11 (com adaptações).

A respeito dos aspectos linguísticos e textuais do texto CB2A1AAA, julgue o item que se segue.

Seria mantida a correção gramatical do último período do texto caso o trecho “é que” fosse suprimido.

Certo
Errado
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Questão 394: CEBRASPE (CESPE) - Aux Inst (IPHAN)/IPHAN/Área 1/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CB2A1AAA

Se os historiadores produzem o passado e é o passado que faz uma nação, os historiadores do patrimônio fazem política,
inventando o patrimônio nacional, atribuindo valor e significados a bens e práticas culturais que circunscrevem os limites da
nação.

Sabemos bem que o trabalho do historiador, ao fabricar um patrimônio no seu próprio ofício da escrita da história, está integrado
a um projeto de nacionalização, de construção do Estado e, portanto, de poder.

Certa produção historiográfica e sociológica, em debate pelo menos desde os anos 70 do século passado e já clássica na
atualidade, trouxe novos ingredientes para a reflexão sobre essa ambiguidade do papel do historiador e do intelectual de um
modo geral. Essa literatura aponta os numerosos constrangimentos a que estavam submetidos, na sua produção intelectual, em
função de um processo de formação, enquadramento e disciplinarização que delineava um lugar de fala, limitado por regras de
diversas naturezas. Dentre elas, podem ser destacadas as de financiamento de estudos, postos a julgamentos sobre suas
finalidades e objetivos por comissões de alto nível, bem como as regras que regem a oferta de trabalho. O perfil e a política das
instituições em que estão inseridos, entre outros aspectos, impõem a agenda dos estudos do momento.

Alguns desses autores, em confronto com interpretações totalizantes acerca dos fenômenos sociais, verificavam, também, que,
diante de estratégias de dominação — identificadas em microescalas e em diferentes tipos e níveis de relações —, havia a
possibilidade de pequenas subversões ou da adoção de sutis táticas de resistência; noutra vertente, pode-se falar nas brechas
que se verificam em todo sistema e que arejam e alimentam esperanças de transformação.

Ainda que circunscritas a determinados limites, essas ações de resistência, aparentemente insignificantes, colocam em movimento
as relações e podem alterar a realidade de uma ordem imposta ou dominante, em um jogo vivido cotidiana e mais ou menos
silenciosamente.

É evidente, nessa perspectiva, que, diante do exercício de violência simbólica ao qual somos submetidos, na qualidade de sujeitos
históricos, verificam-se nossas capacidades inventivas nos limites de possibilidades de ação de que dispomos. Essa estranha
“margem de manobra”, ou, em melhores palavras, essa interseção entre um profundo pessimismo e a utopia de se construir um
mundo melhor, é que mobiliza os homens para a ação.

Márcia Chuva. História e patrimônio. In: Revista do patrimônio histórico e artístico nacional, n.º 34, 2012, p. 11 (com adaptações).

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A respeito dos aspectos linguísticos e textuais do texto CB2A1AAA, julgue o item que se segue.

Os sentidos originais e as relações de coesão do texto seriam preservados caso se substituísse a palavra “portanto” por também,
uma vez que ambas exprimem uma ideia de conclusão.

Certo
Errado
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Questão 395: CEBRASPE (CESPE) - Aux Inst (IPHAN)/IPHAN/Área 1/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto CB2A1BBB

Uma das principais características da sociedade contemporânea é a velocidade de suas transformações.

Esse novo cenário traz um desafio para as cidades: a necessidade de conciliar os novos hábitos de sua população, em constante
mutação, com a ocupação territorial, ou seja, com as soluções de habitação, de localização de equipamentos públicos, de
mobilidade.

Essas mudanças são um reflexo da inserção das cidades na economia global, o que aumentou o número de atores (empresas,
instituições públicas, associações) envolvidos na condução das políticas públicas.

Com a multiplicação das demandas sociais, no lugar de soluções únicas para a cidade, passou-se a considerar a segmentação
ainda maior de interesses. É cada vez mais difícil imaginar que uma ação pública vá atingir a aspiração de todos em um único
objetivo comum.

Há de se pensar em sistemas mais ágeis de governança urbana, em que os cidadãos sejam chamados a participar das decisões
para ações de pequena ou grande escala.

Além de todos os desafios impostos pela inconstância e pela fragmentação das demandas sociais, vivemos um divórcio entre
política e poder.

Para fazer frente a essas transformações, é necessário um novo tipo de planejamento urbano. Conceitos rígidos dão lugar à
flexibilidade, à análise de cenários alternativos e à inclusão da sociedade na formulação das políticas.

Nesse contexto novo, o patrimônio histórico tem de ser integrado ao planejamento da cidade, sob pena de ficar à deriva em um
mar de interesses puramente econômicos.

Vanessa Fernandes Correa e Mauro Sérgio Procópio Calliari. As transformações da cidade contemporânea. In: Preservando o patrimônio histórico –
um manual para gestores municipais. São Paulo (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1BBB, julgue o item.

Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, o primeiro parágrafo poderia ser reescrito da seguinte maneira: São
a velocidade das transformações que caracterizam, principalmente, a sociedade contemporânea.

Certo
Errado
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125 of 130 24/01/2022 22:19


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Questão 396: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A1-I

Dói. Dói muito. Dói pelo corpo inteiro. Principia nas unhas, passa pelos cabelos, contagia os ossos, penaliza a memória e se
estende pela altura da pele. Nada fica sem dor. Também os olhos, que só armazenam as imagens do que já fora, doem. A dor
vem de afastadas distâncias, sepultados tempos, inconvenientes lugares, inseguros futuros. Não se chora pelo amanhã. Só se
salga a carne morta.

No princípio, se um de nós caía, a dor doía ligeiro.Um beijo seu curava a cabeça batida na terra, o dedo espremido na dobradiça
da porta, o pé tropeçado no degrau da escada, o braço torcido no galho da árvore. Seu beijo de mãe era um santo remédio. Ao
machucar, pedia-se: mãe, beija aqui!

Há que experimentar o prazer para, só depois, bem suportar a dor. Vim ao mundo molhado pelo desenlace. A dor do parto é
também de quem nasce. Todo parto decreta um pesaroso abandono. Nascer é afastar-se — em lágrimas — do paraíso, é
condenar-se à liberdade. Houve, e só depois, o tempo da alegria ao enxergar o mundo como o mais absoluto e sucessivo milagre:
fogo, terra, água, ar e o impiedoso tempo. Sem a mãe, a casa veio a ser um lugar provisório.

Uma estação com indecifrável plataforma, onde espreitávamos um cargueiro para ignorado destino. Não se desata com delicadeza
o nó que nos amarra à mãe. Impossível adivinhar, ao certo, a direção do nosso bilhete de partida. Sem poder recuar, os trilhos
corriam exatos diante de nossos corações imprecisos. Os cômodos sombrios da casa — antes bem- aventurança primavera —
abrigavam passageiros sem linha do horizonte. Se fora o lugar da mãe, hoje ventilava obstinado exílio.

Bartolomeu Campos de Queirós. Vermelho amargo. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 5 (com adaptações).

No que concerne aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto 1A1-I, julgue o seguinte item.

Seriam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso o adjetivo “inteiro" fosse substituído por inteiramente.

Certo
Errado
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Questão 397: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A1-I

Dói. Dói muito. Dói pelo corpo inteiro. Principia nas unhas, passa pelos cabelos, contagia os ossos, penaliza a memória e se
estende pela altura da pele. Nada fica sem dor. Também os olhos, que só armazenam as imagens do que já fora, doem. A dor
vem de afastadas distâncias, sepultados tempos, inconvenientes lugares, inseguros futuros. Não se chora pelo amanhã. Só se
salga a carne morta.

No princípio, se um de nós caía, a dor doía ligeiro.Um beijo seu curava a cabeça batida na terra, o dedo espremido na dobradiça
da porta, o pé tropeçado no degrau da escada, o braço torcido no galho da árvore. Seu beijo de mãe era um santo remédio. Ao
machucar, pedia-se: mãe, beija aqui!

Há que experimentar o prazer para, só depois, bem suportar a dor. Vim ao mundo molhado pelo desenlace. A dor do parto é
também de quem nasce. Todo parto decreta um pesaroso abandono. Nascer é afastar-se — em lágrimas — do paraíso, é
condenar-se à liberdade. Houve, e só depois, o tempo da alegria ao enxergar o mundo como o mais absoluto e sucessivo milagre:
fogo, terra, água, ar e o impiedoso tempo. Sem a mãe, a casa veio a ser um lugar provisório.

126 of 130 24/01/2022 22:19


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Uma estação com indecifrável plataforma, onde espreitávamos um cargueiro para ignorado destino. Não se desata com delicadeza
o nó que nos amarra à mãe. Impossível adivinhar, ao certo, a direção do nosso bilhete de partida. Sem poder recuar, os trilhos
corriam exatos diante de nossos corações imprecisos. Os cômodos sombrios da casa — antes bem- aventurança primavera —
abrigavam passageiros sem linha do horizonte. Se fora o lugar da mãe, hoje ventilava obstinado exílio.

Bartolomeu Campos de Queirós. Vermelho amargo. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 5 (com adaptações).

Ainda a respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto 1A1-I, julgue o item que se segue.

No trecho “se um de nós caía, a dor doía ligeiro”, a substituição de “se” por caso não prejudicaria a correção gramatical do texto.

Certo
Errado
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Questão 398: CEBRASPE (CESPE) - Sold (PM AL)/PM AL/Combatente/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto 1A1-I

Dói. Dói muito. Dói pelo corpo inteiro. Principia nas unhas, passa pelos cabelos, contagia os ossos, penaliza a memória e se
estende pela altura da pele. Nada fica sem dor. Também os olhos, que só armazenam as imagens do que já fora, doem. A dor
vem de afastadas distâncias, sepultados tempos, inconvenientes lugares, inseguros futuros. Não se chora pelo amanhã. Só se
salga a carne morta.

No princípio, se um de nós caía, a dor doía ligeiro.Um beijo seu curava a cabeça batida na terra, o dedo espremido na dobradiça
da porta, o pé tropeçado no degrau da escada, o braço torcido no galho da árvore. Seu beijo de mãe era um santo remédio. Ao
machucar, pedia-se: mãe, beija aqui!

Há que experimentar o prazer para, só depois, bem suportar a dor. Vim ao mundo molhado pelo desenlace. A dor do parto é
também de quem nasce. Todo parto decreta um pesaroso abandono. Nascer é afastar-se — em lágrimas — do paraíso, é
condenar-se à liberdade. Houve, e só depois, o tempo da alegria ao enxergar o mundo como o mais absoluto e sucessivo milagre:
fogo, terra, água, ar e o impiedoso tempo. Sem a mãe, a casa veio a ser um lugar provisório.

Uma estação com indecifrável plataforma, onde espreitávamos um cargueiro para ignorado destino. Não se desata com delicadeza
o nó que nos amarra à mãe. Impossível adivinhar, ao certo, a direção do nosso bilhete de partida. Sem poder recuar, os trilhos
corriam exatos diante de nossos corações imprecisos. Os cômodos sombrios da casa — antes bem- aventurança primavera —
abrigavam passageiros sem linha do horizonte. Se fora o lugar da mãe, hoje ventilava obstinado exílio.

Bartolomeu Campos de Queirós. Vermelho amargo. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 5 (com adaptações).

Ainda a respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto 1A1-I, julgue o item que se segue.

Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, o período “Há que experimentar o prazer para, só depois, bem
suportar a dor poderia ser reescrito da seguinte forma: É preciso experimentar o prazer para, apenas depois, suportar bem a dor.

Certo
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Questão 399: CEBRASPE (CESPE) - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Administração/2018

127 of 130 24/01/2022 22:19


TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados. https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/2853...

Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.


Texto

Se a cultura, no que tange a valores e visões de mundo, é fundamental para nossa constituição enquanto indivíduos (servindo-nos
como parâmetro para nosso comportamento moral, por exemplo), limitarmo-nos a ela, desconhecendo ou depreciando as demais
culturas de povos ou grupos dos quais não fazemos parte, pode nos levar a uma visão estreita das dimensões da vida humana. O
etnocentrismo, dessa forma, representa uma visão de mundo que toma a cultura do outro (alheia ao observador) como algo
menor, sem valor, errado, primitivo. Ou seja, a visão etnocêntrica desconsidera a lógica de funcionamento de outra cultura, o que
faz o indivíduo limitar-se à visão que possui como referência cultural. A herança cultural que recebemos de nossos pais e
antepassados contribui para isso, pois nos condiciona ao mesmo tempo em que nos educa.

Tomar conhecimento do outro sem aceitar sua lógica de pensamento e seus hábitos acaba por gerar uma visão etnocêntrica e
preconceituosa, o que pode até mesmo se desdobrar em conflitos diretos. O etnocentrismo está, certamente, entre as principais
causas da intolerância internacional e da xenofobia. Basta pensarmos nas relações entre norte-americanos e latinos imigrantes,
entre franceses e os povos vindos do norte do continente africano que buscam residência em países estrangeiros, apenas como
exemplos. A visão etnocêntrica caminha na contramão do processo de integração global decorrente da modernização dos meios
de comunicação como a Internet, pois é sinônimo de estranheza e de falta de tolerância.

Internet: <https://brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item.

Em “servindo-nos”, o pronome “nos” poderia ser suprimido, sem prejudicar a correção gramatical e a coesão do texto.

Certo
Errado
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Questão 400: CEBRASPE (CESPE) - Tec MPU/MPU/Apoio Técnico e Administrativo/Administração/2018


Assunto: Reescrita de Frases. Substituição de palavras ou trechos de texto.
Texto

Se a cultura, no que tange a valores e visões de mundo, é fundamental para nossa constituição enquanto indivíduos (servindo-nos
como parâmetro para nosso comportamento moral, por exemplo), limitarmo-nos a ela, desconhecendo ou depreciando as demais
culturas de povos ou grupos dos quais não fazemos parte, pode nos levar a uma visão estreita das dimensões da vida humana. O
etnocentrismo, dessa forma, representa uma visão de mundo que toma a cultura do outro (alheia ao observador) como algo
menor, sem valor, errado, primitivo. Ou seja, a visão etnocêntrica desconsidera a lógica de funcionamento de outra cultura, o que
faz o indivíduo limitar-se à visão que possui como referência cultural. A herança cultural que recebemos de nossos pais e
antepassados contribui para isso, pois nos condiciona ao mesmo tempo em que nos educa.

Tomar conhecimento do outro sem aceitar sua lógica de pensamento e seus hábitos acaba por gerar uma visão etnocêntrica e
preconceituosa, o que pode até mesmo se desdobrar em conflitos diretos. O etnocentrismo está, certamente, entre as principais
causas da intolerância internacional e da xenofobia. Basta pensarmos nas relações entre norte-americanos e latinos imigrantes,
entre franceses e os povos vindos do norte do continente africano que buscam residência em países estrangeiros, apenas como
exemplos. A visão etnocêntrica caminha na contramão do processo de integração global decorrente da modernização dos meios
de comunicação como a Internet, pois é sinônimo de estranheza e de falta de tolerância.

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Internet: <https://brasilescola.uol.com.br> (com adaptações).

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto, julgue o próximo item.

O trecho “Tomar conhecimento (...) preconceituosa” poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do
texto, da seguinte forma: Tomar conhecimento do outro sem aceitar a lógica de seu pensamento e sem acatar a lógica de seus
hábitos acabam gerando uma visão etnocêntrica e preconceituosa.

Certo
Errado
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Gabarito
201) D 202) B 203) C 204) Errado 205) Certo 206) Errado 207) Errado
208) Certo 209) Errado 210) Certo 211) Errado 212) Errado 213) Errado 214) Errado
215) Errado 216) D 217) B 218) E 219) D 220) C 221) B
222) E 223) A 224) E 225) C 226) B 227) Certo 228) Certo
229) Errado 230) Certo 231) Errado 232) Certo 233) Errado 234) Errado 235) Errado
236) C 237) B 238) Certo 239) Errado 240) Errado 241) Certo 242) Certo
243) Errado 244) Certo 245) Certo 246) Errado 247) Certo 248) Errado 249) Certo
250) Errado 251) Errado 252) Certo 253) Certo 254) Errado 255) Errado 256) Certo
257) Errado 258) Certo 259) Errado 260) Certo 261) Certo 262) Certo 263) Errado
264) Certo 265) Certo 266) Errado 267) C 268) D 269) A 270) B
271) A 272) Errado 273) Errado 274) Certo 275) Errado 276) C 277) E
278) C 279) C 280) A 281) D 282) B 283) Errado 284) D
285) Certo 286) Certo 287) Errado 288) Errado 289) D 290) D 291) Certo
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376) C 377) D 378) Certo 379) Certo 380) Certo 381) Certo 382) Certo
383) Errado 384) Errado 385) Certo 386) Errado 387) Errado 388) Errado 389) Errado
390) B 391) B 392) Certo 393) Certo 394) Errado 395) Errado 396) Errado
397) Errado 398) Certo 399) Certo 400) Errado

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