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APLICABILIDADE DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM


NA PRÁTICA ACADÊMICA

Presentation · April 2010

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Fagner Alfredo Ardisson Cirino Campos


Universidade Federal de Rondônia
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Trabalho 130 - 1/4

APLICABILIDADE DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE


ENFERMAGEM NA PRÁTICA ACADÊMICA

Annissa Ayalla Duarth de Araujo¹; Fagner Alfredo Ardisson Cirino Campos 1; Damiana
Guedes da Silva2

A aplicação da SAE proporciona ao enfermeiro a possibilidade da prestação de cuidados


individualizados, centrada nas necessidades humanas básicas, e, além de ser aplicado à
assistência, pode nortear tomadas de decisão em diversas situações vivenciadas pelo
enfermeiro enquanto gerenciador da equipe de enfermagem. Esse processo foi
influenciado/desencadeado a partir da formulação das teorias de enfermagem,
desenvolvidas primeiramente por teóricas americanas e, no Brasil, por Wanda de Aguiar
Horta, cuja obra "Contribuição para uma Teoria de Enfermagem", publicada em 1979,
vem sendo amplamente discutida e utilizada, principalmente nos contextos acadêmicos,
como instrumento de ensino. A formação acadêmica dos enfermeiros, muitas vezes
contribui para que estes busquem e apliquem uma assistência sistematizada, durante
aulas práticas e estágios curriculares obrigatórios. As áreas da saúde e educação, por
estarem dinamicamente envolvidas com as transformações ocorridas na sociedade, são
chamadas a observar a tendência crescente na profissão pela busca de
procedimentos/métodos de organização e planejamento dos serviços de enfermagem
quer sejam mais eficientes e se traduzam numa assistência de enfermagem mais
qualificada. Este estudo teve como objetivo verificar a aplicabilidade da Sistematização
da Assistência de Enfermagem (SAE) na prática acadêmica. Trata-se de um estudo do
tipo exploratório-descritivo, com abordagem quantitativa. Sendo a pesquisa realizada
durante o desenvolvimento de aulas práticas na disciplina de Modúlo de Prática em
Semiotécnica, em hospitais localizados no interior do Estado de Rondônia. A pesquisa
teve início com o parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos
do Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná/RO da Universidade Luterana do Brasil
(CEULJI/ULBRA), registrado sob o número 025/10. Os dados foram coletados por
1
Acadêmicos do 4º período de enfermagem do Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná/RO,
ardissonfagner@bol.com.br
2
Enfermeira. Mestranda em Genética e Toxicologia Aplicada(PPGTA) da Universidade Luterana do
Brasil (ULBRA). Docente em Enfermagem no Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná/RO. Endereço:
Av. Eng°. Manfredo Barata Almeida da Fonseca, 762, Bairro Jardim Aurélio Bernardi - Caixa Postal 271 -
CEP 76.907-438 - Ji-Paraná/RO, damiguedes@hotmail.com
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meio de instrumento estruturado, compostos por questões fechadas em abril de 2010. A


amostra foi constituída de 15 acadêmicos do 4º período do curso de enfermagem do
CEULJI/ULBRA, o que representa 75% da população. A qual foi informada
antecipadamente quanto aos aspectos éticos da pesquisa, assinando o Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido, conforme determina a Resolução 196/96/CONEP.
Na análise dos dados coletados possibilitou identificar que os acadêmicos observaram
que a aplicabilidade da SAE na prática acadêmica é importante quanto à busca direta e
indireta por conhecimentos pregressos (100%), tais como Anatomia(54%), Fisiologia
(87%), Exame Físico (74%); determina as necesidades primárias do paciente (93%);
promove interação entre os acadêmicos com a equipe de enfermagem, facilita ao
acadêmico verificar as intervenções não realizadas e a intervir precocemente quando os
resultados não são alcançados (87%); organiza a prática da enfermagem, promove
sequência lógica da assistência implementada e respalda os acadêmicos nas práticas do
cuidado (80%) e valoriza o enfermeiro (67%). O Conselho Federal de Enfermagem
(COFEN), através da Resolução 272/2002 revogada pela 358/2009, define que a SAE
organizar o trabalho profissional; tornar possível a sua operacionalização;
instrumentalizar metodologicamente o cuidado profissional; documentar e
operacionalizar a prática profissional; evidenciar a contribuição da enfermagem na
atenção à saúde da população; aumentar a visibilidade e o reconhecimento profissional.
Um dos caminhos para a aplicabilidade eficaz da SAE é a integração entre as faculdades
e as instituições de saúde que servem de campo de estudo para os futuros enfermeiros.
Em alguns momentos, os acadêmicos deparando-se com diversas situações que simulam
a realidade futura e dificuldades que lhes exigirão saber técnico, olhar crítico e clínico, e
conhecimentos práticos. Mas o que se percebe, é que quando alguns enfermeiros se
formam, há uma preocupação maior na realização das técnicas. Assim, deixam de
levantar os problemas de enfermagem do paciente e de planejar os cuidados, ficando a
assistência, nesse caso, limitada a ações isoladas no decorrer de suas atividades. Na
prática, a aplicabilidade da SAE permanece ainda, na maioria dos serviços de saúde,
muito aquém do idealizado pela teoria, ou do desejável como modelo de sistematização
da assistência de enfermagem. A SAE além de ser um instrumento que qualifica e
personaliza o cuidado, não pode ser interpretada como uma ferramenta estritamente
assistencial, pois é referida como objeto de planejamento e organização, conotando uma
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Trabalho 130 - 3/4

visão gerencial da assistência. O conhecimento é, sem dúvida, um dos valores de grande


importância para o profissional enfermeiro, uma vez que confere segurança aos
profissionais na tomada de decisões relacionadas ao paciente, a sua equipe e às
atividades da unidade. Isso se reflete na equipe de enfermagem, haja vista que esta tem
o enfermeiro como um condutor. A iniciativa para assumir condutas e atitudes está
intimamente relacionada ao conhecimento que o profissional possui, pois este dá para os
enfermeiros a certeza de estarem agindo da maneira mais correta e adequada.
Conclui-se que não basta somente o acadêmico saber as etapas da SAE, é preciso,
também, que entenda a importância da sua aplicabilidade, onde a assistência
comprometida desenvolve a melhoria contínua, quer seja do enfermeiro e sua equipe
bem como assegura aos pacientes um cuidado com qualidade e humanização. Ao passo
que deixar de ser graduando e passar a ser enfermeiro, o acadêmico conseguirá ver com
mais nitidez que a SAE não é só imprescindível para uma assistência diferenciada, mas
também garantia de respaldo para o profissional de enfermagem no âmbito do trabalho.

Palavras-chave: Aplicabilidade, Enfemagem, Sistematização da Assistência de


Enfermagem.

ÁREA TEMÁTICA DE INTERESSE - 2: Implementação da Sistematização da


Assistência de Enfermagem no espaço de produção de ensino: graduação e pós-
graduação;

REFERÊNCIAS

1. Amante LN, Rosseto AP. Schneider DG. Sistematização da Assistência de


Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva sustentada pela Teoria de Wanda
Horta. Rev. esc. enferm. USP. São Paulo, v. 43(1), mar. 2009.
2. Castilho, NC, Ribeiro PC, Chirelli MQ. A implementação da sistematização da
assistência de enfermagem no serviço de saúde hospitalar do Brasil. Texto
contexto-enferm. Florianópolis, v.18(2): 280-289, jun. 2009.
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Trabalho 130 - 4/4

3. Fuly PSC, Leite JL; Lima SBS. Correntes de pensamento nacionais sobre
sistematização da assistência de enfermagem. Rev. bras. enferm. Brasília, v.
61(6), Dez. 2008.
4. Hermida PMV, Araújo IEM. Sistematização da assistência de enfermagem:
subsísios para implantação. Rev. bras. enferm. Brasília, v. 59(5), Jun. 2006.
5. Hausmann M, Peduzzi M. Articulação entre as dimensões gerencial e
assistencial do processo de trabalho do enfermeiro. Texto contexto - enferm.
Florianópolis, v. 18(2), Jun. 2009.

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