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GELSON IEZZI

OSVALDO DOLCE
DAVID DEGENSZAJN
ROBERTO PÉRIGO
NILZE DE ALMEIDA

Matemática
3
CIÊNCIA E APLICAÇÕES
Matemática
CIÊNCIA E APLICAÇÕES

GELSON IEZZI
Engenheiro metalúrgico pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Licenciado em Matemática pelo Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo.
Ex-professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Ex-professor da rede particular de ensino de São Paulo.

OSVALDO DOLCE
Engenheiro civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Ex-professor da rede pública do Estado de São Paulo.
Ex-professor de cursos pré-vestibulares.

DAVID DEGENSZAJN
Licenciado em Matemática pelo Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo.
Professor da rede particular de ensino de São Paulo.

ROBERTO PÉRIGO
Licenciado e bacharel em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Ex-professor da rede particular de ensino.
Ex-professor de cursos pré-vestibulares em São Paulo.

3
NILZE DE ALMEIDA
Mestra em Ensino de Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Licenciada em Matemática pelo Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo.
Professora da rede pública do Estado de São Paulo.
Direção geral: Guilherme Luz
Direção editorial: Luiz Tonolli e Renata Mascarenhas
Gestão de projeto editorial: Viviane Carpegiani
Gestão e coordenação de área: Julio Cesar Augustus de Paula Santos
e Juliana Grassmann dos Santos
Edição: Marcela Maris, Erika Di Lucia Bártolo
e Rodrigo Macena
Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga
Planejamento e controle de produção: Paula Godo,
Roseli Said e Marcos Toledo
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.),
Rosângela Muricy (coord.), Ana Paula C. Malfa, Brenda T. M. Morais,
Cesar G. Sacramento, Claudia Virgilio, Daniela Lima, Diego Carbone,
Flavia S. Vênezio, Gabriela M. Andrade, Lilian M. Kumai,
Luciana B. Azevedo, Luís M. Boa Nova, Luiz Gustavo Bazana,
Maura Loria, Paula T. de Jesus, Raquel A. Taveira;
Amanda Teixeira Silva e Bárbara de M. Genereze (estagiárias)
Arte: Daniela Amaral (ger.), André Gomes Vitale (coord.)
e Claudemir Camargo Barbosa (edição de arte)
Diagramação: Setup
Iconografia: Sílvio Kligin (ger.), Roberto Silva (coord.),
Carlos Luvizari (pesquisa iconográfica)
Licenciamento de conteúdos de terceiros: Thiago Fontana (coord.),
Flavia Zambon (licenciamento de textos), Erika Ramires,
Luciana Pedrosa Bierbauer, Luciana Cardoso Sousa
e Claudia Rodrigues (analistas adm.)
Tratamento de imagem: Cesar Wolf e Fernanda Crevin
Ilustrações: Alex Silva, CJT/Zapt
e Casa Paulistana de Comunicação
Design: Gláucia Correa Koller (ger.),
Erika Yamauchi Asato, Filipe Dias (proj. gráfico) e Adilson Casarotti (capa)
Composição de capa: Segue Pro
Foto de capa: Nieuwland Photography/Shutterstock,
Olesya Kuznetsova/Shutterstock e Junrong/Shutterstock

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SAC 0800 011 7875
www.editorasaraiva.com.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Matemática ciência e aplicações 3 : conecte live /
Gelson Iezzi....[et al.]. -- 3. ed. --
São Paulo : Saraiva, 2018. -- (Coleção Conecte)

Outros autores: David Degenszajn, Nilze de


Almeida, Osvaldo Dolce, Roberto Périgo.
Suplementado pelo manual do professor.
Bibliografia.
ISBN 978-85-472-3397-6 (aluno)
ISBN 978-85-472-3398-3 (professor)

1. Matemática (Ensino médio) I. Iezzi, Gelson.


II. Degenszajn, David. III. Almeida, Nilze de.
IV. Dolce, Osvaldo. V. Périgo, Roberto. VI. Série.

18-17084 CDD-510.7

Índices para catálogo sistemático:


1. Matemática : Ensino médio 510.7
Maria Alice Ferreira – Bibliotecária – CRB-8/7964
2018
Código da obra CL 800852
CAE 627983 (AL) / 627984 (PR)
3a edição
1a impressão

Impressão e acabamento

Uma publicação
Apresenta•‹o
Caros alunos,
É sempre um grande desafio para um autor definir o conteúdo a ser ministrado no Ensino Médio, distribuindo-o
pelos três anos. Por isso, depois de consultar as sugestões da Secretaria de Educação Básica (entidade perten-
cente ao Ministério da Educação) e de ouvir a opinião de inúmeros professores, optamos pelo seguinte programa:
Volume 1: noções de conjuntos, conjuntos numéricos, noções gerais sobre funções, função afim, função qua-
drática, função modular, função exponencial, função logarítmica, complemento sobre funções, progressões, Mate-
mática comercial e financeira, semelhança e triângulos retângulos e trigonometria no triângulo retângulo.
Volume 2: a circunferência trigonométrica, razões trigonométricas na circunferência, trigonometria em triân-
gulos quaisquer, funções trigonométricas, transformações trigonométricas, equações e inequações trigonométri-
cas, funções trigonométricas inversas, matrizes, sistemas lineares, determinantes, áreas de superfícies planas,
Geometria espacial de posição, prismas, pirâmide, complemento sobre poliedros, cilindros, cones, esfera, análise
combinatória, binômio de Newton e probabilidade.
Volume 3: Geometria analítica plana, estatística descritiva, números complexos, polinômios e equações algé-
bricas e tópicos de Geometria plana.
Ao tratar de alguns assuntos, procuramos apresentar um breve relato histórico sobre o desenvolvimento das
descobertas associadas ao tópico em estudo. Já em capítulos como os que tratam de funções, Matemática financei-
ra e estatística descritiva, entre outros, recorremos a infográficos e matérias de jornais e revistas, como forma de
mostrar a aplicação da Matemática em outras áreas do conhecimento e no cotidiano. São textos de fácil leitura que
despertam a curiosidade do leitor e que podem dialogar sobre temas transversais, como cidadania e meio ambiente.
No desenvolvimento teórico, procuramos, sempre que possível, apresentar os assuntos de forma contextualizada,
empregando uma linguagem mais simples. Entretanto, ao formalizarmos os conceitos em estudo (os quais são abun-
dantemente exemplificados), optamos por termos com maior rigor matemático.
Tivemos também a preocupação de mostrar as justificativas lógicas das propriedades apresentadas, omitindo ape-
nas demonstrações exageradamente longas, incompatíveis com as abordagens feitas atualmente no Ensino Médio. Cada
nova propriedade é seguida de exemplos e exercícios resolvidos, por meio dos quais é explicitada sua utilidade.
Quanto às atividades, tanto os exercícios como os problemas estão organizados em ordem crescente de dificuldade.
A obra é ainda complementada por um Manual do Professor, no qual são apresentados, de forma detalhada, os
objetivos gerais da coleção e os objetivos específicos de cada volume, além dos principais documentos oficiais
sobre o Ensino Médio, uma bibliografia comentada para o professor, sugestões de atividades e a resolução de todos
os exercícios e problemas do livro.
Mesmo com todo o esforço feito para o aperfeiçoamento desta obra, nós, autores, sabemos que sempre existirão
melhorias a fazer. Para isso, é importante conhecermos a opinião de professores e alunos que utilizaram nossa co-
leção em sala de aula, de forma que receberemos qualquer crítica ou sugestão que seja enviada à nossa editora.

Os autores

3
Conheça seu livro
Teorema Fun
damental da
O teorema
seguinte, enunc Álgebra (TF
tui um eleme
nto centra
iado e provad
l para o estudo o por Carl
A)
Gauss (1777-
das equaç 1855), consti
Todo polinô ões algébr -
icas.
mio de grau
n, n ⩾ 1, admite

Abertura do capítulo
ao menos
A demonstraçã uma raiz compl
o desse teorem exa.
sino Super a exige conhe
ior e, portan cimentos de
to, não é desen
volvida no Matemática
do En-
CAPÍTULO
Ensino Médio

As cônicas
Teorema da .

4 OBSERVAÇÕE
S
decompos
ição
A imagem de abertura
Seja p(x) um

tterstock
• Note que
r1, r , ..., polinômio
são necess 2 rn não de grau n,
n ⩾ 1, dado
ariamente

Dan Breckwoldt/Shu
distintos. p(x) = a x n por:
Então, p(x) + a xn – 1
• Dizemos pode ser decom n 2 1
n
+ ... + a x
que cada um 1 + a0 (a ≠
dos polinôm posto em n n 0)
ios de fatores de o
1 o grau, x – p(x) = a ? 1 grau sob
n (x – r ) ? (x a forma:

relaciona o conteúdo
r , x – r , ..., em que r ,
x – rn, é um 1 1 r2 , ..., r são
1 – r2 ) ? ... ? (x
– rn )
2
fator de p(x). n as raízes de
• Pode-se p(x) e a é o
mostrar que, n coeficiente
com exceçã
o da per-
Observe por dominante
que esse de p(x).
mutação dos Como p(x) teorema é
fatores é um polinô válido:
da multip menos uma mio de grau
licação, a
decomposição raiz complexa r n ⩾ 1, o TFA garan

abordado no capítulo em termos


raízes é única.
• p(x) é divisíve
um de seus
individualmente
de p(x)
de suas

l por cada
fatores,
é divisível

em que q
por x – r .
1 Então:

1 (x) é um polinô
sor x – r tem
1 . Assim, p(r

p(x) = (x –
mio de grau
r
1 ) = 0 e, pelo

1 ) ? q1 (x)
n – 1 e coefic
1
te-nos que
teorema de
p(x) tem ao
D’Alembert,
p(x)

,e 1 grau igual
bém por qualqu tam- iente domin

com temas do cotidiano,


Temos: a 1 e coefic ante a (pois
er pro- iente domin
duto desses ante unitár n o divi-
fatores. • Se n = io).
1, então q
1 (x) é um
polinômio
polinômio de grau 1
constante,
dado por q – 1 = 0, ou
p(x) = a (x seja, q (x)
n – r1 ), e o teorem 1 (x) = a . Substi 1 é um
a fica demon n tuindo em

como tecnologia, história,


• Se n ⩾ 2, strado. 1 , temos
então n – 1 que
isto é, q (x) ⩾ 1. Assim
tem ao menos , podemos
1 aplicar o TFA
divisível por uma raiz compl ao polinômio
o formato x–r: exa r . Assim q1 (x),
sua abertura, 2 2 , q1 (r ) = 0
Entretanto, desde sua inauguração: 2 e q1 (x) é
lo de Londres. de q1 (x) = (x –
casas de espetácu só foi corrigido 98 anos depois sólido gerado a partir em que q (x) r2 ) ? q (x)

arquitetura e arte.
mais famosas é um 2
Hall é uma das de acústica que ecos. O elipsoide 2 é um polinô 2
O Royal Albert um grande problemado palco, causando fortes mio de grau
teto causava tituindo 2 n – 2 e coefic
elipsoidal do ava e ampliava
o som vindo
s neste capítulo. em 1 , result iente domin
a redoma concentr das cônicas estudada a: ante a . Subs-
da elipse, uma n
da revolução
p(x) = (x –
Introdução iculares. r1 ) ? (x – r
2 ) ? q2 (x)
Se n = 2, q
em V e não perpend 2 (x) é um polinô 3
g concorrentes de e, mantendo mio de grau
duas retas e e 360° em torno
que p(x) =
an (x – r ) ? 0, dado por
Consideremos V façamos g girar ie (x – r ), e o q2 (x) = a .
fixa, pelo ponto g gera uma superfíc Caso contrá 1
rio, aplicamos 2 teorema fica n De 3 , segue
Com a reta e por elas. A reta da super- demonstrado
de medida q formado e é chamada eixo sucessivam
ente o TFA, .
constante o ângulo folhas. A reta p(x) = (x –
ie cônica de duas r1 ) ? (x – r até obterm
os:
2 ) ? ... ? (x – r
ie.
denominada superfíc dessa superfíc em que q (x)
é chamada geratriz n é um polinô n ) ? qn (x)
fície e a reta g e Assim: mio de grau
n – n = 0,
g dado por q
n (x) = a .
o da editora

n
g p(x) = a ?
e 348 (x – r ) ? (x
n
– r2 ) ? ... ? (x
de imagens/Arquiv

1
– rn )
q

V
V
Ilustrações: Banco

128

Observação
Con junto solu
Conjunto soluçã
ção
Observações aparecem
dessa equaç o de uma
ão, considerand equação polinomial
contrária,
vamos consid
Vejamos:
• Quando
o grau do
o ℂ o conjun
erar U = ℂ

polinômio
to universo.
nos exemp

é 1, para
é o conjun
Neste capítu
los e exercí
to de todas

cios.
as raízes
lo, salvo mençã
o
em momentos oportunos
equação ax encontrar
+ b = 0 (a

para complementar o estudo,


≠ 0) basta o conjunto
fazer: ax = solução da
• Quando –b ⇒ x = – b
o grau do polinô
= 0 (a ≠ 0). mio é 2, é precis eS= – b
Usando a o resolver a .
fórmula resolu a equação 2 a
ax + bx +
x = –b 6 b 2 – 4ac tiva da equaç
ão de 2 o grau, c=
eS= –b + b – 4ac
2
temos:

apresentando informações
2a
, –b – b – 4ac
• Quando 2
o grau do 2a
equação por polinômio 2a .
é 3 ou 4, é
meio de fórmu possível determ
mentais e las que envolv inar as raízes
a extraç em as quatro da
dadas no Ensino ão de raízes. No entant operações
Médio. o, essas fórmu funda-
• Quando las não são

adicionais sobre o conteúdo.


o grau do estu-
polinômio

Um pouco de história
resolutiva é maior ou
(envolvendo igual a 5, não existe
aplique a qualqu as quatro
operações uma fórmu
er equação. e a extração la
de raízes)
que se
Um pouco
de história
A resolução
de equações

Um pouco de história Os primeiros polinomia


registros encon is
ção de algum trados sobre
as equações a resolu-
ximadamen de 2 o grau
te, 1700 a.C. datam de,
antigas, como e pertencem apro-
a dos sumér a civilizações
o Keystone

Os gregos ios,
usaram a Geom egípcios e babilônios.

coloca o leitor em contato técnicas de


resolução etria para aperfe
Ivan Vdovin/Grup

das equaç içoar as


A civilização ões de 2 o grau.
islâmica també
importante: m deixou
a obra Al-jabr um legado
tico e astrôn W’al-Mugaba
omo Al-Kh la, do matem
inclui, entre warizmi, datada á-

com os processos
outros, uma do século
lução das equaç exposição VIII,
ões de 1 o e o completa da
deriva desse 2 graus. A reso-
nome. palavra “álgeb
No século ra”
XVI, com o
reu um progre Renascimen
sso significativo to italiano, Estátua de
ções de 3 o : a resolução ocor- Al-Khwarizmi

de construção do
grau e, como das equa- no Usbequ
istão. em Khiva,
segredos, decorrência,
batalhas, desafi as de 4 o grau.
Cardano. Essa os e traiçõe A história
obra contém s, culminando, da resolução
de uma equaç o processo em 1545, na dessas equaç
ão de 3 o grau, de resolução publicação ões envolv
do-a em outra além da explic e a devida de Ars Magna e
de 3 o grau. ação de como demonstraçã , de Girolamo
resolver uma o da fórmu

conhecimento matemático,
Durante dois la de resolu
Somente em
séculos e meio equação de o
4 grau, transf ção Troque ideia
tentou-se s

Troque ideias
1824 o norue encontrar orman-
de de resolu guês Niels uma fórmu
ção dessa Abel (1802- la resolutiva
equação por 1829) para a equaç
Poucos anos
depois, o francê meio das quatro provou, de maneira
consistente,
ão de 5 o grau. Interpretand
Álgebra moder
na – gener s Évariste operações
aritméticas a impossibilid o e construin
alizou as condiç Galois (1811-1832) – e de radicia a- de grau maio do gráficos

destacando os nomes de funções


cujos trabal ções.
ões de resolu
bilidade de hos deram r que 2 com polinomiais
uma equaç início à chama um softwar
ão algébrica
qualquer.
da
Graphmática
é um softwa
e gratuito
trução re gratuito

Esta seção
de gráficos de Matemática
de funções que permi
polinomiais. te, entre várias
Veja abaixo

que contribuíram para a CAPÍTULO a tela inicial possibilidade


8 | EQUAÇÕE
S ALGÉBRIC
do programa. s, a cons-
AS
347
INC

propõe atividades
2014 KSOFT,

resolução de problemas
enfrentados pela em grupo e busca
humanidade no decorrer Note que o
localização
plano cartes
de pontos.
iano é aprese
Acima do plano ntado com
um fundo
despertar a
Na barra de quadriculad
menu há um campo
zando os coman do Graphmática há

curiosidade do leitor,
, em branco o, o que facilita
dos ”Ampl a opção, em , no qual deve a leitura e
iação“ e ”Redu ”Ver“, de aumen ser digitad a

do tempo.
Para digitar tar e reduzi a a lei da função
a ção“.
para inserir 3 lei de uma função em r a malha
do plano utili-
.
2x , deve-s que apareç
o coeficiente e digitar 2x^3. am potênc
2 e a parte Observe que ias, deve-s
literal x 3. não é neces e usar o símbo
sário digitar lo ^. Por exemp

a fim de construir
a) Observe o sinal de multip lo,
o gráfico de
e responda y 5 x 3 2 4x 2 licação entre
às questões. 2 11x 1 30,
construído
i) Qual é o no Graphmática
número de ,
ii) Quais são raízes reais
os pontos desse polinô 40 y
mio?
INC

cissas? E de interseção
com o eixo do gráfico

novos conceitos
35
2014 KSOFT,

iii) Para que das orden com o eixo


valores de adas? das abs-
x tem-se f(x) 30
5 30?
3 y 25

2 20

ou aprofundar
15
1
10
26 25 24 23 0
22 21 5
0 1 2 3
21 4 5 x 0
6 7 215 210 25 x
8 0 5

conteúdos já
25 10 15
22
210

Um pouco mais sobre


23
215

220

225

CAPÍTULO
8 | EQUAÇÕE
S ALGÉBRIC
AS
367
apresentados.
A seção Um pouco mais
sobre, no final de determinados
capítulos, oferece a oportunidade
de complementar ou aprofundar
alguns dos conteúdos abordados.
Exercícios Exercício
s
84. Dete
rmine a

Um pou
co ma is sobre
distân cia de um po
nto a um
a reta Há uma grande a) P(21
b) P(0, 2)
c) P(22
, 5) e r:
d) P(1, 21)
distância
, 23) e r:
e r: 4x 2
do pont
3x 2 y 1
3y 2 11
5x 1 2y
1 29 5
550
50
o P à reta
r, sendo:
Sabendo
que
to utilizada a unidade de med
é o metr ida de comp
fór mula da e r: 3x 2 0 determin o e que rimen-

variedade de exercícios 85. Dado y245 e: a escala


ração da s os pont 0 a) a distâ é de 1 :
100,
Demonst
os A(21, 21), ncia real
r). calcule do marc
a de P a a medida B(6, 23) de Vânia; o zero da
d (distânci triângulo da altur e C(4, 210 b) a distâ cidade à
rminar ABC. a relativa ), ncia real casa
Vamos dete P
86. Dete
ao lado
AC do avenida; do mar
P(x 0, y 0)
da editora

rmine a co zero
distâ c) da cida
by 1 c 5
0 y 5 3x 2 ncia as coordena

teóricos e práticos
entre as de à
r r: ax 1 1 e 6x 2 retas de das do
/Arquivo

d 2y 1 15 equações José fica ponto da


87. Cons 5 0. d) mais próx avenida
idere os a distância imo da no qual
imagens

pontos casa de
a) Qual
desses
P(10, 21),
Q(0, 3) e considera real entre José Vânia;
pontos R(5, 1). ndo o item e a casa
de Vânia,
Banco de

r: 2x 1 é o mais 91. Obte anterior.


r por P. 5y 2 1 5 distante nha uma
s
endicular a b) O que 0? da reta equação

relacionados a cada tópico


reta perp se pode 1750 da reta para
da afirmar e distante
equação relativa a respeito lela a r:
amos a b entre r 92. Para 2 do pont
o (2, 2).
x2y1
Determin 1 5 . 88. Calc e a reta da posiç a construçã
1 passo: que pass ão
o
1 52 a ule a med a por P de uma o de
52 2
a
cujo s vérti ida da e Q? cidade plan um anel viário,
s @ r, m s mr altu
2 bx 0) 5
a
• Como b 0 ces são ra de um alguns ejada prete prefe itura
ay 1 (ay 0
e D(2 9, A(21 , 23), trap estabele
s: bx 2 lver o sis- 0). B(6, 22), ézio localizado cimentos nde desa
propriar
mos reso
b ? (x 2 x 0) V

apresentado. Eles estão 89. Dete C(5, 2) s ao long comercia


e r. Deve is que estã
2 y0 5 a de P sobr rmine o o da aven
, y 0) V y ortogonal perímetro ida Bras
il.
o
a por P(x 0 projeção r e de s:
e a área
do quad
• s pass das de P', s equações de y rado OPQ
coordena ado pela
R.
amos as form
to Arena

rmin y,
da editora

x e
2 passo:
o Dete
incógnitas 1c50
tema, nas ax 1 by 5

organizados em ordem
)50 obtemos
Corbis/Fo

2 bx por 2a, 2
/Arquivo

1 (ay 0 0
iplicada Q
bx 2 ay ção mult x: P
nda equa o valor de
imagens

com a segu , obtemos


da por b equações R
multiplica uma das 25
Banco de

equação qualquer O
a primeira valor em x

crescente de dificuldade e
Somando do esse
2 ac 2
aby 0
2 2 bc 2 abx 0 . Substituin b
2
x 90. Para
a 0y 0 2
y5 a 1b
2
2
x5 a 1b
2 ir ao traba
lho, José
2 abx 0 : ga aven Anel viário
a
2
y 0 2 bc 2 ida retilí
nea que
atravessa
, a pé, uma em const
2 aby 0 , cidade onde rução.
b x 0 2 ac 2 a 1b
2 2 corta parte lon- Os com
P e P'. vive. Ao ercia
ncia entre e P' a 1b
2 consegue longo de da pequ
ena transferid ntes instalados
os a distâ P(x 0, y 0) avistar a toda a aven nessa aven

têm por objetivo consolidar


Calculam os
3 passo:
o
ncia entre
2 O sistema casa
de coordena de Vânia, sua
ida, ele pedestres para uma futur ida serã
é a distâ 2 abx 0 2 y 0 , paralela a rua com o
de P a r a y 0 2 bc 2 mostra namorad
2
parte do das retan a. 6 km dela à ercial para
A distância , como mos avenida Brasil
2
mapa da gulares
2 aby 0 2 x 0 1 a 1b
2
está repre seguinte a unidade e distante
b x 0 2 ac 2
2
sentada cidade. tra o map
A casa de a seguinte,
2
5 a 1b
2 tema corre
sponde
pelo pont
o V e a orige de Vânia da é o quilô medida de com em que
(Dx)
2
1 (Dy) ao marc m do sis- metro: primento
considera
d5 2 o zero da

o assunto estudado.
-
2 by 0 2
c) y cidade. y
2 b ? (2ax 0 2
2 by 0 2 a 1b
c) 1 2 s: 5
da editora

6
ncia, temo
da editora

a ? (2ax 0 c) em evidê
2
1 by 0 1
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d5 a 1b
2
ando (ax 0
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do que 1 c) 1 ra
rua 12 av
Lembran (ax 0 1 by 0 2 co
en
ida x
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Banco de

2 mer
1 b 0 Bra
Banco de

2
1 c) ? (a a 1b
2
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2
2 al ci si
l
(ax 0 1 by 0 2 8 Determin
2 2 x e, no siste
1 b )
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a, a equa
|ax 0 1 by 0 truída na futura rua ção da reta
cidade. comercia
d5
2
a2 1 b l a ser cons
-
RETA 79
LO 2 | A
CAPÍTU

CAPÍTU
LO 2 | A
RETA
65

4
Aplicações Aplicações

As órbitas dos planetas


Nesta seção há textos ou O modelo heliocêntrico Período de revolução (intervalo de tempo para que o
Terra
A excentricidade
As órbitas elípticas ocupam diferentes planos no espaço e têm
diferentes tamanhos e formas. Para entender o aspecto dessas
órbitas, é necessário entender o conceito de excentricidade.
e 5 0,1 e 5 0,4 e 5 0,6

Jean-Leon Huens.Copernicus theorised that the Earth


was the center of the universe,1974 National Geographic
Society/Corbis/Latinstock
O movimento dos planetas planeta dê uma volta completa em torno do Sol): 365 dias
e a configuração do Sistema Se uma elipse tem eixo maior de medida 2a e distância

infográficos que ilustram o


e 4 horas.
Solar podem ser relacionados focal 2c, sua excentricidade (ou "achatamento") é dada por:
por um modelo heliocêntrico, Diâmetro: 12 800 km (pouco maior que o diâmetro de Vênus). 2c c
A atmosfera terrestre nos protege contra pequenos e5 5 e 5 0,7 e 5 0,8 e 5 0,9
proposto inicialmente pelo as- 2a a
trônomo Aristarco de Samos corpos celestes externos (meteoros, por exemplo), que, Como c , a, vemos que e é sempre um número perten-
(310 a.C.-230 a.C.) e retomado, em sua maioria, se queimam por meio do atrito com o ar cente ao intervalo ]0, 1[, isto é, 0 , e , 1. Elipses que têm
entre outros, pelo astrônomo antes de colidirem com a superfície terrestre. excentricidade próxima de 0 são pouco achatadas e têm forma Com base em medições, os astrônomos calcularam as

emprego de conhecimentos polonês Nicolau Copérnico


(1473-1543). Copérnico era um
astrônomo com grande incli-
nação para a Matemática e,
entre outras realizações, acre-
ditava que a Terra é um plane- O astrônomo polonês
Excentricidade órbit 0,0167 5 1,67%
entricidade de sua órbita:

Mercúrio Marte
muito próxima à de uma circunferência. Elipses que têm ex-
centricidade próxima de 1 são bem achatadas.
Observe, na ilustração ao lado, as seis elipses, de dife-
rentes excentricidades, tendo todas um eixo maior com
medida igual a 2 cm.
excentricidades das órbitas dos planetas, mostradas nes-
te infográfico. Observe, no infográfico, que, embora as
órbitas dos planetas sejam elipses, de modo geral suas
excentridades são tão pequenas que elas se parecem com
círculos.
Período de revolução: Período de revolução:

matemáticos em outros
ta como todos os outros e que Nicolau Copérnico e 88 dias terrestres. 690ódias terrestres.
gira em órbita circular ao redor a sua representação
do Modelo Diâmetro: 4 878 km Diâmetro: 6 800 km
do Sol (supostamente imóvel).
Copérnico ordenou os planetas Heliocêntrico, em Excentricidade de sua Excentricidade de sua
que as órbitas dos órbita: 0,206 5 20,6% órbita: 0,093 5 9,3%
considerando sua distância em
planetas em torno do
relação ao Sol e concluiu que, Sol são circulares. Marte e os planetas mais

campos, expondo elos


quanto mais próximo do Sol está próximos do Sol (Terra, Vênus
um planeta, maior é sua velocidade orbital. A teoria heliocên- e Mercúrio) são chamados de
trica de Copérnico (considerada mais simples que a de Cláudio planetas sólidos.
Ptolomeu, que perdurou por toda a Idade Média) derrubou a
crença de que o homem era o centro da criação do Universo.

entre a Matemática e O Sol


Ocupa posição correspondente a um dos focos das
órbitas elípticas dos planetas.
Seriam necessários 1 300 000 planetas com o

ciências como a Química, mesmo diâmetro da Terra para preencher o interior


de uma esfera do tamanho do Sol.
A temperatura em sua superfície é de
aproximadamente 6 000 °C.
Período de revolução: 225 dias terrestres.
Diâmetro: 12 000 km
Excentricidade de sua órbita: 0,0068 5 0,68%
Vênus

Júpiter Saturno
Esse planeta é visivelmente
Diâmetro: 51 800 km
Período de revolução:
Urano Netuno
Se Netuno fosse um
planeta oco, ele poderia
É o maior planeta do 84 anos terrestres. conter, em seu interior,

a Física e a Economia. Sistema Solar achatado nos polos. Dessa


aproximadamente
As órbitas elípticas (diâmetro da ordem de forma, o seu diâmetro (medido
na Linha do Equador) é da
Excentricidade de sua
órbita: 0,0461 5 4,61% 60 planetas com o mesmo
Em 1546 (três anos após a morte de Copérnico), nasceu o astrônomo Tycho Brahe, que, usando instrumentos projetados 142 984ókm).

Casa Paulistana de Comunicação


ordem de 119 300 km. diâmetro da Terra.
e fabricados por ele mesmo, registrou as posições de planetas e estrelas com precisão admirável para a época (em que não Período de revolução: Diâmetro: 49 500 km
Período de revolução: 29
existiam os telescópios). Brahe contratou, em 1600, um matemático alemão chamado Johannes Kepler (1571-1630), na 12óanos terrestres.
anos e 6 meses terrestres. AUSÊNCIA DE PROPORÇÃO Período de revolução
época com 29 anos, para ajudá-lo na análise das informações coletadas. Com a morte de Brahe em 1601, Kepler deu conti- Júpiter e os planetas
O sistema de anéis faz de 165 anos.
nuidade à análise dos dados e determinou que a trajetória dos planeta mais distantes do Sol CORES FANTASIA
planetas em relação ao Sol não tinha o formato de uma circun- (Saturno, Urano e Saturno um objeto celeste Excentricidade de sua
ferência e, sim, de uma elipse. No ano de 1609, Kepler enuncia Netuno) são chamados singular no Sistema Solar. órbita: 0,0097 5 0,97%

NASA/JPL/Space Science Institute


a lei das órbitas elípticas: “A órbita de cada planeta é uma elip- de planetas gasosos. Esses anéis são
se com o Sol posicionado em um dos focos”. Uma consequência formados por poeira Fontes de pesquisa: Movimento dos Planetas:
periélio Sol afélio Excentricidade de sua
dessa lei é que a distância do Sol a um planeta varia ao longo do e gelo. Tycho, Kepler e Galileo. Disponível em: <astro.
órbita: 0,048 5 4,8% if.ufrgs.br/movplan2/movplan2.htm>; SARAIVA,
seu movimento orbital (sendo mínima quando o planeta ocupa Excentricidade de sua

Zapt/Arquivo
da editora
M. F. O.; OLIVEIRA FILHO, K. S.; MÜLLER, A. M.
o periélio e máxima quando ocupa o afélio). Foram as descober- órbita: 0,056 5 5,6% O modelo heliocêntrico de Copérnico. Disponível
tas de Galileu Galilei (1564-1642) que proporcionaram grande em: <if.ufrgs.br/fis02001/aulas/Aula5-122.pdf>.
quantidade de evidências, consolidando o sistema heliocêntrico. Acesso em: 22 ago. 2018.

138 CAPÍTULO 4 | AS CÔNICAS 139

Exerc
ício res
olvido
4. Dur
ante
Os res 60 dias, ano
ultados tou
são mo -se o núm
strados ero
na tab de cartas ent
ela e regues
no his , diariam
Número Cartas togram
a seg ente,
de car entreg uintes em um
tas ues, por . edifíci
lução gráfica
20 o reside
30 Frequê dia, no ncial.
1 grau – reso , que uma reta r con-
o 30 ncia abs edifíci
40 o
Inequações dona Geometria espacial de posição 40 oluta
50 5 Porcen
origem na 50 tagem
base ambos com 60 9 (%)
Sabemos, com semiplanos,
o em dois 60 20 8,3
plano divide- 70
tida em um

ivo da editora
18 15
própria reta. a e b,
semiplanos 33,3
A D Observe o cubo
ao lado. ABCD em dois 8
contém a face
o plano que

Banco de imagens/Arqu
Porcen Cartas 30
A reta AC divide dois semi- tagem entreg
de ambos. o divide em 13,3
cartesiano, que
ues,
sendo AC a origem reta r do plano por uma inequaç
ão (%) por dia
, no edi
Dados
elaborad
Consideremos
uma representado os pelo
nos pode ser fício autor.
C um desses semipla ).

a
planos. Cada

editor
B b incógni tas). 33,3%
uma ou duas
do 1 grau (com coordenados.
o
a

uivo da
30%
a um dos eixos
r é paralela
1 caso: A reta

ns/Arq
o
15%

Exemplos e Exercícios resolvidos


8,3%

de image
13,3%
0
Determ 20

Banco
ine as 30
EXEMPLO 22 tregues três me 40
50
no edi didas 60
Soluçã fício. de cen 70
5 0. o: tralida
Seja r: y 2 5 nos a e b:
N o de

ivo da editora
• Mé de cor Dados
dois semipla respon elaborad cartas
cartesiano em y dia (x):
dentes os pelo
r divide o plano Usando ao núm autor.
os pon

Em todos os capítulos, há exemplos e


ero de

Banco de imagens/Arqu
y tos mé cartas
a dios de diariam
r cada
5 interva ente en-
x 5 25 ? 5 lo, tem
• Me 1 35
r x diana ?91 os:
5 0 (Me): 45 ? 20
A me 519 1 55
diana 1 20 ? 18 1

Ilustrações:
b primeira encontra- 1 18 65 ? 8
18

exercícios resolvidos que auxiliam o leitor


x
0 se na a
classe s classes 5 2 850
s, a por já ultr 3 classe (de 5 47,5
apassa 60
ordenadas me- é de 8,3% centag 40
50% (8,3 a 50), poi
de b possuem < 5 C 1 15% em de s
Todos os pontos ção y 40 até 5 23, obs erv % 1 a por
m ordenadas a 5. A inequa 5 26,
a media 3%. Isso ações acu 15% 1 33, centag
em acu
de a possue nores ou iguais ntar esses pontos. 7% das na estão con mo mulad 3% 5
Todos os pontos >5C pode represe centrad stra que do a 56,6% mu
). Ao fina lada ao fina
inequação y Cy25<0 lecer observ

a entender melhor os conceitos estudados maiores ou


Cy25>0
iguais a 5. A
pode represe
ntar esses pontos.
a seg

porcenta
uinte
50 2
40
33,3% 5 Me 2 40
ações.
propor
ção:

26,7% V Me
as
Podem 50% 2 23,
os ent

A 48
3%
valor

ão est  5 Porcentage
abe-
Cartas

m
(%)
entreg
ues,

33,3%
l das
duas
por dia
l das
primeira
, no edi
três

fício
s

ao gem

e ampliam seu repertório de técnicas de


intervalo referent porcenta
e
EXEMPLO 23
40
• Cla 50 ao inter gem refe
sse mo rente
(retângulvalo 40
A classe dal: o colo Me

a
editor
5 0.
Seja s: x 2 2
rido)

Arquivo da editora
Banco de imagens/
nos:
dois semipla a maior modal cor

uivo da
cartesiano em y porcen respon
r divide o plano r se mo tagem de ao

ns/Arq
dal é de valo interva

resolução de problemas.
y o inte res lo que
rvalo

de image
r a [40; 50[ . Nesse cas reúne

Ilustrações:
218 . o, a cla
s- 0 26,7%

Banco
40
2 x 50
0
Me N o de
x cartas
0 2 β
Dados
elaborad
os pelo
me-
m abscissas
autor.
de b possue
Todos os pontos representá-los
m abscissas
maio- a 2. Podemos
de a possue nores ou iguais 2 2 < 0.
Todos os pontos representá-los
pela ão x < 2 C x
a 2. Podemos pela inequaç
res ou iguais > 0.
>2Cx22
inequação x

68

Exercícios complementares
ntares
li-

e Testes
das duas
compleme e representa
linha verde
,
Exercícios das
3. No mapa
abaixo têm-s
de uma certa
cidade: a
reta, e a linha
Triângulo nhas de metrô ões R e S em linha linha
cida como é pos- estaç T e U em
região conhe o Atlântico, que liga as as estações estação
1. (Uerj) Na no ocean que liga comum a
localizada vértice sobre vermelha, s têm em a
Bermudas, ulo com um linha
a unidade
de medid
r um triâng outro sobre reta. As duas , em que
sível forma de San Juan, . Na figura s linhas
Testes
-riquenha e o terceiro
so- central V. supor tes dessa
5 0.
a cidade porto
a cidade estad
bre as ilhas
A figura abaix
unidense
Berm udas.
o mostra
sianas ortog
de Miami

um sistem
onais, com
a de coord
ena-
os vértices
dos. A escal
do
a
é o quilôm
têm equaç
Determine
a) as coord
etro, as retas 0 e x 1 2y 2 13
ões 4x 2
:
enada s
5y 5

das estações
da estaç
no mapa;
ão centr
al V às
1. (Cefet-AM)
do segmento
as coordenadas
Sabe-se que
AB. Se A(26,
M(a, b) é o
9) e B(22,
ponto médio
25), então
7. (Ufam) A
área da figura
Estas seções apresentam
das carte te representa eixos ncias reais a) (4, 7)
do ponto M
são: ta um terren OABC a seguir
b) as distâ

grande variedade de exercícios


devid amen unida de nos ões. o com forma represen-
triângulo 000, e cada o estaç c) (24, 27)
editora

é 1: 17 000 to de 1 cm. outras quatr b) (8, 22) e) (22, 24) convexo, medid de um quadr
ilátero não
utilizada ao comprimen d) (24, 2) o em metro
rquivo da

afirmar que s quadrados.


s equivale y
o/Uerj, 2016.

R 2. (UFPB) Se essa área Podemos


cartesiano o ponto P(x é:
2 1, 3 2 2x)
imagens/A

no segundo do plano está


8 quadrante y
Reproduçã

T gonais, então: do sistema


de eixos orto-
6

dissertativos e objetivos sobre o


.
Banco de

/Ufam,2017

V a) x , 1
U c) x , 3
2 e) x . 3
3
Reprodução

b) x . 1
x
d) 3 , x , 2
3. (Cefet-MG) 2 1
Dados os pontos
O S terre- A(1, 1), B(9,

2
área do Triângulo
das Berm
.
udas,
4. Uma pesso
no que, em
utilizada
a deseja
um sistem
é de 1 : 10
a de eixos
e a unida
senta do pelos
a em um o triângulo ABC é:
plantar gram que a escal
em

pontos do
b) to
rimen
c) plano
d)
inequ
a
a) equilá tero.
de de comp isósceles e retângulo.
escaleno, não
ações retângulo.
2) e C(5, 8), A

B
conteúdo do capítulo, auxiliando
km , a da figura , é repre e as isósceles,
Calcule, em ção plana é o metro taneament < 40. não retâng

o aluno na sua preparação para


a representa azem simul x 1 7 e 5x 1 e)2yretâng ulo. a) 5
conforme t no plano que satisf < 2 ulo, não
r, s e 5y 1 12 >
0, y 3 a isósce les.
Considere
as retas y > 0, 6x 2 4. de gram
s quadrados(Unifeasp)co- Um ponto b) 6
2. (UEM-PR) quantos metro fazer
o, para sentad
do plano cartes
ões são: Determine o pelas coord iano é repre-
cujas equaç s, no mínim enadas (x c) 11
5 1, necessário também por 1 3y, 2x 2
• r: x 1 y serão (4 1 y, 2x 1 y) e 2
terreno.
e B 5o (3,

alguns dos principais exames e


4). y), em relaçã
y 5 0, bertura do mesm sistema de
• s: 2x 1 A 5 (0, 0) coordenadas o a um d) 7
5 1. to os pontos ções, x y é igual . Nestas condi-
• t: x 2 2y for corre PUC--RJ)RJ) Sejam B? a: e) 15
ale o que 5. (PUC entre A e a) 28
retas, assin ente às alternativas a distância ulo ABC é
igual
Sobre essas a) Qual é área do triâng b) 26
2
a soma corre
spond
os que a equação
à reta de
[e indique b) Sabem pertence c) 1 8. (UEA- AM)
(21, 2), o vértice C C. Num plano

vestibulares nacionais.
corretas]. s é o ponto a 4 e que o pontod) cartesiano,
retas r e se Determine 8 pontos A, B(1, sabe-se que
A inters eção das (1, 0) e das retas x 1 y 5 2. que passa pelos 2) e C(2, 3) perten os
(01) da reta 9 e) reta, cem a uma
r e t é o ponto a equação
e que o ponto
A está sobre mesma
das retas 6. Determine da figura:
 1 , 2 2  . 5. (PUC-SP) da ordenada o eixo Oy. O
B de A é: valor
pontos A
editora

e Em um sistem
t é o ponto  5 5 ortogoBnais, a de eixos a) 0
y cartesianos
lares. seja o parale
rquivo da

perpe ndicu logram b) 3


s e t são A(5, 4), B(23, o ABCD em
t está a 22)
(02) As retas retas r e diagonais desse e C(1, 25). Se AC é
que c) 21
imagens/A

inters eção das parale uma das


de d) 2
(04) O ponto 5 da reta s. 2 2tra diagon logramo, a
a 2 A al, em unidad medida da
ou- e) 1
cia igual
Banco de

5 es de compr
uma distân essas 2 a) 3 17 imento, é:
itado por c) 6 17 9. (ESPM-SP)
ulo delim 45° x Os pontos
do triâng 45° b) 6 15 e) 9 17 O(0, 0), P(x,
(08) A área O d) 9 15 do plano cartes 2) e Q(1, x
6.
6. (ITA-SP) iano são distint 1 1)
retas é 5 pelas A área do quadr os e coline
formado Sejam A(0,
0), B(0, 6)81 ado de diagon ares.
o agudo um triâng e C(4, 3) vértice a) 12 al PQ vale:
nte do ângul ulo.CAPÍTUL O 2 | A RETA
A distân s de
(16) A tange triâng cia do barice b) 16
s é 3. ulo ao vértice
retas r e
ntro deste
é igual a: A, em unidad c) 25
es de distân
cia,
d) 4
a) 5
3 c) 109 e) 9
e) 10

Enem e vestibulares
3 10. (Enem)
b) 97 3 Devido ao
aumento do
3 d) 5 ros, uma empre fluxo de passa
3 sa de transp gei-
está fazend orte coletiv
o estudos o urbano
novo ponto para a implan
30 de parada tação de um
em uma determ
inada rota. Enem e vestibulares resolvidos
o

resolvidos
em um balanço no parque. A corda que prende
(Enem) A figura mostra uma criança brincando sofrer um
2 metros. A criança toma cuidado para não
assento do balanço ao topo do suporte mede
não chegue a alcançar a posição horizontal.
acidente, então se balança de modo que a corda
Reprodução/Enem, 2014.

Esta seção exibe,


Na figura, considere o plano cartesiano que
origem está localizada no topo do suporte do
contém a trajetória do assento do balanço,
balanço, o eixo X é paralelo ao chão do parque,
no qual a
e o eixo Y
de maneira detalhada,
pela trajetória do assento do balanço é par-
tem orientação positiva para cima. A curva determinada
te do gráfico da função
a) f(x) 5 2 2 2 x
2

2
c) f(x) 5 x 2 2
2

d) f(x) 5 2 4 2 x
2
e) f(x) 5 4 2 x
2
a resolução de questões
b) f(x) 5 2 2 x

Resolução comentada
Considerando a situação descrita, deduzimos
circunferência de centro na origem (0, 0) e raio
que a trajetória do balanço é parte do gráfico
2, como mostra a figura:
de uma

y
de algumas das provas
mais importantes do país.
Banco de imagens/Arquivo da editora

2 x
22 2 2

22

Essa circunferência tem equação: 2


(y 2 0) 1 (x 2 0) 5 2
2 2

y 1x 54
2 2

Portanto, temos:
2
f(x) 5 y 5 ± 4 2 x
o mo-
eixo x, ou seja, como y , 0, a função que descreve
Como a trajetória do balanço está abaixo do
vimento do balanço é:
2
f(x) 5 2 4 2 x

Alternativa d.

CAPÍTULO 3 | A CIRCUNFERæNCIA 115

5
Sumário
Primeira parte

Capítulo 1 – O ponto ..................................... 9 Um pouco mais sobre – Demonstração


da fórmula da distância de um ponto
Um pouco de história – Introdução
a uma reta .............................................................. 79
à Geometria analítica .......................................... 9
Enem e vestibulares resolvidos ....................... 80
Plano cartesiano ................................................... 10
Exercícios complementares ............................... 81
Distância entre dois pontos ............................... 13
Testes ...................................................................... 86
Ponto médio de um segmento ........................... 16
Mediana e baricentro ........................................ 18 Capítulo 3 – A circunferência ................. 94
Condição de alinhamento de três pontos ....... 21 Equação reduzida da circunferência ................ 94
Troque ideias – Resolvendo um problema Equação geral da circunferência ....................... 98
com o circuncentro do triângulo ..................... 24 Método I: completando os quadrados ............ 98
Enem e vestibulares resolvidos ....................... 26 Método II: analisando os coeficientes ............ 99
Exercícios complementares ............................... 27 Posições relativas entre ponto e
Testes ...................................................................... 30 circunferência ...................................................... 101
Inequações do 2o grau
Capítulo 2 – A reta ........................................ 34 com duas incógnitas .......................................... 103
Introdução .............................................................. 34 Posições relativas entre
reta e circunferência........................................... 106
Equação geral da reta.......................................... 35
Método alternativo ........................................ 108
Propriedade..................................................... 35
Interseção de circunferências.......................... 111
Casos particulares .......................................... 36
Posições relativas entre duas
Recíproca da propriedade .............................. 37
circunferências .................................................... 112
Inclinação de uma reta ................................... 43 Enem e vestibulares resolvidos ...................... 115
Coeficiente angular ......................................... 44
Exercícios complementares ............................. 116
Equação reduzida de uma reta ......................... 46
Testes .................................................................... 121
Função afim e a equação reduzida da reta .... 51
Paralelismo ............................................................ 53 Capítulo 4 – As cônicas ........................... 128
Base média de um triângulo............................... 55 Introdução ............................................................ 128
Teorema da base média de um triângulo ....... 55 Elipse ..................................................................... 130
Perpendicularidade.............................................. 56 O que é elipse? .............................................. 131
Outros modos de escrever a equação de Equação reduzida (I) ...................................... 132
uma reta .................................................................. 60 Equação reduzida (II) ..................................... 133
Forma segmentária ........................................ 60 Translação de sistema .................................. 134
Forma paramétrica ........................................... 61 Elipses com centro fora da origem
e eixos paralelos aos eixos x e y................... 136
Distância entre ponto e reta .............................. 62
Aplicações – As órbitas dos planetas ......... 138
Área do triângulo .................................................. 66
Hipérbole .............................................................. 140
Inequações do 1o grau – resolução gráfica ....... 68 O que é hipérbole?......................................... 140
Aplicações – Uma introdução Equação reduzida (I) ...................................... 141
à programação linear.......................................... 73 Equação reduzida (II) ..................................... 143
Ângulo entre retas ............................................... 75 Hipérboles com centro fora da origem ........ 145
Bissetrizes dos ângulos de duas retas ........... 77 Hipérboles e funções recíprocas .................. 147

6
Parábola ............................................................... 148 Histograma ...................................................... 184
O que é parábola?.......................................... 149 Gráfico de setores ........................................... 185
Equação reduzida (I) ...................................... 150 Gráfico de linhas.............................................. 186
Equação reduzida (II) ..................................... 150 Pictograma....................................................... 187
Parábolas com vértice fora da origem ........ 152 Aplicações – As pesquisas eleitorais .......... 195
Parábolas e funções quadráticas ................. 154 Medidas de centralidade e dispersão ............ 196
Reconhecimento de uma cônica Medidas de centralidade .................................. 197
pela equação........................................................ 155 Média aritmética.............................................. 197
Elipses ........................................................... 155 Mediana ............................................................ 204
Hipérboles ..................................................... 157 Moda.................................................................. 205
Parábolas ...................................................... 158 Medidas de dispersão
Interseções de cônicas ...................................... 160 (ou variabilidade) ................................................ 208
Enem e vestibulares resolvidos ...................... 161 Amplitude ......................................................... 209
Exercícios complementares ............................. 162 Variância ........................................................... 209
Testes .................................................................... 164 Desvio padrão .................................................. 211
Desvio médio.................................................... 214
Capítulo 5 – Estatística básica ............ 170
Medidas de centralidade e dispersão
Entenda o papel da Estatística ....................... 170 para dados agrupados ....................................... 215
Pesquisas estatísticas ...................................... 172 Cálculo do desvio padrão ............................... 216
Aplicações – Os censos demográficos ........ 173 Determinação da classe modal ..................... 217
Etapas da pesquisa estatística ....................... 174 Cálculo da mediana ......................................... 217
Amostragem .................................................... 174 Enem e vestibulares resolvidos ...................... 221
Variável ................................................................. 175 Exercícios complementares ............................. 222
Tabelas de frequência ........................................ 177 Testes .................................................................... 227
Aplicações – Matemática, informática
e trabalho............................................................. 181 Respostas .......................................................... 246
Representações gráficas .................................. 183 Significado das siglas
Gráfico de barras ............................................ 183 dos vestibulares.............................................. 271

Segunda parte
Capítulo 6 – Números complexos ..... 273 Argumento ........................................................... 290
Introdução ............................................................ 273 Definição ........................................................ 290
Representações geométricas
Um pouco de história – O desenvolvimento
do argumento principal................................. 291
dos números complexos .................................. 273
Conjunto dos números complexos .................. 274 Forma trigonométrica ou polar........................ 295
Definição ........................................................ 274 Operações na forma trigonométrica .............. 299
Forma algébrica de z .......................................... 277 Multiplicação ................................................. 299

Conjugado de um número complexo ............... 282 Significado geométrico


Definição ........................................................ 282
da multiplicação por i ......................................... 300
Interpretação geométrica do conjugado ...... 282 Divisão ........................................................... 301
Potenciação ................................................... 302
Quociente de dois números complexos
na forma algébrica .............................................. 284 Radiciação ........................................................ 305
Módulo .................................................................. 287 Enem e vestibulares resolvidos ...................... 311
Definição ........................................................ 287 Exercícios complementares ............................. 312
Interpretação geométrica do módulo .......... 287 Testes .................................................................... 315

7
Sumário

Capítulo 7 – Polinômios .......................... 320 Troque ideias – Interpretando e construindo


gráficos de funções polinomiais de grau
Definição ............................................................... 320
maior que 2 com um software gratuito ....... 367
Coeficiente dominante....................................... 321
Enem e vestibulares resolvidos ...................... 370
Função polinomial .............................................. 321
Exercícios complementares ............................. 371
Polinômio nulo .................................................... 322
Testes .................................................................... 376
Valor numérico .................................................... 323
Raiz ........................................................................ 323 Capítulo 9 – Tópicos de
Polinômios iguais (ou idênticos)..................... 324 Geometria plana............... 381
Adição, subtração e multiplicação Pontos notáveis de um triângulo ................... 381
de polinômios ...................................................... 326 Mediana de um triângulo .............................. 381
Divisão de polinômios ....................................... 328 Mediana de um triângulo retângulo ............. 383
Divisões por x 2 a............................................... 331 Bissetriz de um triângulo ............................. 385
Teorema do resto ................................................ 332 Mediatriz ........................................................ 386
Dispositivo prático de Briot-Ruffini ............... 334 Altura ............................................................. 388

Divisões sucessivas .......................................... 337 Polígonos.............................................................. 392


Enem e vestibulares resolvidos ...................... 339 Definição de polígonos .................................. 392
Elementos...................................................... 392
Exercícios complementares ............................. 340
Polígono convexo e polígono côncavo ........... 392
Testes .................................................................... 342
Nomenclatura .................................................. 393
Capítulo 8 – Equações algébricas ..... 345 Polígono regular.............................................. 393
Diagonais de um polígono .............................. 394
Introdução ............................................................ 345
Soma das medidas dos ângulos internos
Definição ............................................................... 346 de um polígono convexo ................................. 394
Raiz ........................................................................ 346 Soma das medidas dos ângulos externos
Conjunto solução ............................................. 347 de um polígono convexo ................................. 395
Um pouco de história – A resolução Circunferência e círculo ..................................... 398
de equações polinominais ............................... 347 Posições relativas entre
Teorema Fundamental da Álgebra (TFA) ...... 348 reta e circunferência ..................................... 398
Teorema da decomposição ............................... 348 Posições relativas entre
duas circunferências..................................... 400
Consequência do
teorema da decomposição............................ 349 Segmentos tangentes ................................... 401

Multiplicidade de uma raiz ............................... 353 Quadriláteros circunscritíveis ......................... 402


Introdução ..................................................... 353 Ângulos na circunferência ................................ 405
Definição ........................................................ 353 Ângulo central ............................................... 405
Relações de Girard Ângulo inscrito .............................................. 406
(relações entre coeficientes e raízes) ............ 355 Ângulo de segmento ..................................... 409
Equação de 2o grau........................................ 355 Ângulos excêntricos ........................................ 411
Equação de 3o grau ....................................... 356 Enem e vestibulares resolvidos ...................... 415
Equação de 4o grau ....................................... 357 Exercícios complementares ............................. 416
Equação de grau n ........................................ 358 Testes .................................................................... 419
Raízes complexas ............................................... 361
Introdução ..................................................... 361 Respostas .......................................................... 425
Teorema ......................................................... 361 Significado das siglas
Teorema das raízes racionais ........................... 363 dos vestibulares.............................................. 439
8
CAPÍTULO

O ponto 1
Scott Houston/Alamy/Fotoarena

A imagem apresenta parte da instalação da exposição Obsessão Infinita, da artista japonesa Yayoi Kusama.
Em seus trabalhos, há repetição de pontos e bolinhas, o que se tornou uma das características mais marcantes
de sua obra. Neste capítulo, estudaremos o ponto e suas propriedades no plano cartesiano.

Um pouco de hist—ria
Introdução à Geometria analítica
O segundo terço do século XVII foi um importante período da história da Matemática, com destaque
para a grande intercomunicação de ideias entre os matemáticos franceses, dos quais destacamos René
Descartes e Pierre de Fermat. A eles usualmente atribui-se a invenção da Geometria analítica. Outros
nomes dessa época também devem ser lembrados, como Roberval, Desargues, Mersenne e Pascal.
René Descartes (1596-1650) recebeu, desde cedo, uma educação diferenciada e dedicou grande
parte de sua vida à filosofia e à ciência. Sua obra mais importante, datada de 1637, é o Discurso sobre
o método, em que apresenta as bases filosóficas do seu método para o estudo das ciências.

CAPÍTULO 1 | O PONTO 9
Descartes acreditava que o conhecimento matemático é mais

Coleção Particular/Sheila Terry/SPL/Latinstock


cumulativo e progressivo que o de outras áreas do conhecimento,
crescendo por acréscimos e não por substituições, como ocorria
em outras ciências, à medida que eram feitas novas descobertas.
As demonstrações usadas para validar determinadas proprie-
dades na Matemática possibilitavam a aquisição segura do conhe-
cimento, e esse poderia ser o caminho para a verdade e para
novas descobertas das ciências. Segundo Descartes, não se po-
deria aceitar nada como verdade se não fossem apresentadas
provas com clareza e distinção. Esse método de organizar o pen-
samento científico, conhecido como racionalismo, rompia com o
empirismo do passado.
Em um dos três apêndices do Discurso sobre o método en-
contra-se “Le Geométric”. A maior contribuição desse texto é
a ideia de dar significado às operações algébricas por meio de René Descartes ensinando Astronomia à
interpretações geométricas e, reciprocamente, “libertar” a Geo- rainha Cristina I da Suécia, por volta de
1649. Detalhe da ilustração de D. Jaime
metria dos diagramas por meio de processos algébricos. Seix, 1876.
Esses princípios originaram a Geometria analítica que co-
nhecemos hoje e que passaremos a estudar nos primeiros quatro capítulos deste volume. Os pontos são
representados por pares ordenados de números reais; as retas, circunferências e outras curvas podem
ser descritas por meio de expressões algébricas, com as quais podemos estudar propriedades das figu-
ras geométricas. As figuras são representadas em um referen-

Coleção Particular/CCI Archives/SPL/Latinstock


cial formado por dois eixos perpendiculares, conhecido como
sistema de coordenadas cartesianas, nome dado em homena-
gem a Descartes. Vale lembrar, no entanto, que na obra de Des-
cartes não havia nada muito sistemático sobre sistema de coor-
denadas, distâncias, inclinação de retas, ângulos, etc.
Pierre de Fermat (1601-1665), ao contrário de Descartes, dedi-
cava-se à Ciência e à Matemática por prazer. Sua grande contri-
buição para a Geometria analítica foi a descoberta (um ano antes
do aparecimento de “Le Geométric”, de Descartes) do seguinte
princípio: “Uma equação que apresenta duas quantidades incóg-
nitas descreve uma linha, reta ou curva”. Fermat estudou desde
casos de equações lineares simples até equações quadráticas mais
gerais. Sua obra, mais sistemática e didática que a de Descartes,
não foi publicada em vida e, por esse motivo, a Geometria analítica
era considerada, na época, invenção única de Descartes.
Fonte de pesquisa: BOYER, Carl B. História da Matemática. 3. ed. São Paulo: “Geometria” foi publicado em 1637 como
Edgard Blucher, 2010. um apêndice do Discurso sobre o método.

Plano cartesiano
Banco de imagens/Arquivo da editora

y
o
2 quadrante 1o quadrante
Consideremos dois eixos orientados, x e y, perpendiculares em O. O plano
determinado por esses eixos é chamado plano cartesiano.
O x Cada uma das partes em que o plano fica dividido pelos eixos x e y recebe o
3o quadrante 4o quadrante nome de quadrante. Os quatro quadrantes são numerados no sentido anti-horá-
rio, como mostra a figura ao lado.

10
• O eixo x (ou eixo Ox) recebe o nome de eixo das abscissas.
• O eixo y (ou eixo Oy) recebe o nome de eixo das ordenadas.
• O ponto O é a origem do sistema de eixos cartesianos ortogonal ou retangular. Esse sistema é frequen-
temente indicado por xOy.
Dado um ponto P qualquer do plano cartesiano, traçamos por P as retas paralelas aos eixos x e y. Sejam

Banco de imagens/Arquivo da editora


P1 e P2 os pontos de interseção dessas retas com os eixos x e y, respectivamente. y
Dizemos que: P2 P
• a abscissa de P (indica-se por xP) é a medida algébrica do segmento OP1 ;
• a ordenada de P (indica-se por yP) é a medida algébrica do segmento OP2;
• as coordenadas de P são os números reais xP e yP, indicados, em geral, O P1 x
na forma do par ordenado (xP, yP).

EXEMPLO 1

Um ponto P possui coordenadas dadas por P(22, 4). Isso significa que a y

Banco de imagens/
Arquivo da editora
abscissa de P vale 22 e sua ordenada vale 4. P 4
P encontra-se no 2o quadrante, como mostra a figura ao lado.

22 0 x

OBSERVAÇÕES

• A cada ponto P do plano cartesiano corresponde um par ordenado (xP, yP) de números reais e, inversamente, para
cada par ordenado (xP, yP) de números reais corresponde um ponto P do plano.
• Um ponto pertence ao eixo das abscissas se sua ordenada é nula. Desse modo, para todo a O H, o ponto (a, 0)
pertence ao eixo x.
• Um ponto pertence ao eixo das ordenadas se sua abscissa é nula. Assim, para todo b O H, o ponto (0, b) pertence
ao eixo y.
y b13
• Um ponto pertence à bissetriz dos quadrantes ímpares (b13) se suas
3
coordenadas são iguais.
2
Assim, para todo a O H, o ponto (a, a) pertence à bissetriz b13. 1
23 22 21 45¡
0 1 2 3 x
21
22
23
Ilustrações: Banco de imagens/Arquivo da editora

• Um ponto pertence à bissetriz dos quadrantes pares (b24) se suas


y
coordenadas são opostas. b24 3
Portanto, para todo a O H, o ponto (a, 2a) pertence à bissetriz b24. 2
11 2 3
45°
23 22 21 0 x
21
22
23

• O ponto (a, 2a), com a O ℝ, pertence ao 2 quadrante se a , 0.


o

Se a . 0, ele pertence ao 4 quadrante.


o

CAPÍTULO 1 | O PONTO 11
Exercícios
1. Situe no mesmo sistema de eixos cartesianos 7. Na figura a seguir, as duas circunferências têm
os pontos A(1, 3), B(22, 1), C(0, 24), D(23, 0), centro na origem. Sabendo que a abscissa de A
5 1 é igual a 3, determine as coordenadas dos pontos
E(22, 23), F(2, 21), G(3, 24) e H , .
2 2 A, B, C, D, E, F, G e H.
2. Forneça as coordenadas dos pontos dados no
y

Banco de imagens/Arquivo da editora


plano cartesiano abaixo.
y F

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B
L H 2
G C
O A E x

J 2 D
K H
O x
8. Para quais valores reais de m o ponto
M P(m, 2m 2 1) pertence ao 3o quadrante?
N
9. Os pontos A(3, 5), B(2, m) e C(24, n) pertencem
I a uma reta paralela ao eixo das abscissas. De-
termine m e n.
3. Dados os seguintes pontos:
1 1 3 3 10. Os pontos (3, 22), (a, 5) e (b, 100) pertencem a uma
A(23, 3) E , I 2 ,2
4 4 2 2 reta paralela ao eixo y. Determine a e b.
11
B ,0 F(0, 25) J(0, p) 11. Determine as coordena-

Banco de imagens/Arquivo da editora


5 y
das dos vértices A, B, C 10
11 1 B C
C(24, 25) G 3, K 2 ,0
2 3 e D do trapézio isósce-
13
D(0, 2 ) H(1; 23,2) L(24, 2) les ao lado.

Indique quais pertencem: A D x


20
a) ao 1o quadrante. f) ao eixo y.
o
b) ao 2 quadrante. g) à bissetriz dos qua- 12. Os vértices de um triângulo são os pontos
c) ao 3o quadrante. drantes ímpares. A(24, 5), B(24, 0) e C(1, 5). Mostre que esse triân-
d) ao 4o quadrante. h) à bissetriz dos qua- gulo é retângulo. Que segmento representa a
e) ao eixo x. drantes pares. hipotenusa desse triângulo?
4. Determine o sinal do produto das coordenadas de
um ponto: 13. Na figura, ABCD é um quadrado cujo lado
a) do 1o quadrante. c) do 3o quadrante. mede 6 u. c. Obtenha as coordenadas dos qua-
b) da bissetriz dos qua- d) do eixo das ordena- tro vértices do quadrado.
drantes pares. das.
y
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5. Determine os valores reais de k para os quais o


ponto P(k2 2 9, 5) pertence ao eixo das ordenadas. B

6. Sendo a um número real positivo e b um número


real negativo, determine em que quadrante se A C
O x
encontra cada um destes pontos:
b
a) P(a, b) c) R 2a,
3
D
b) Q(2a, b) d) S(2a, 2b)

12
Distância entre dois pontos
Dados dois pontos distintos A e B do plano cartesiano, chama-se distância entre
eles a medida do segmento de reta que tem esses dois pontos como extremidades.
Indicaremos a distância entre A e B por dAB.
o
• 1 caso: O segmento AB é paralelo ao eixo x.

y
Banco de imagens/
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A B
yA 5 yB A distância entre A e B é dada pelo mó-
dulo da diferença entre as abscissas de A
e B, isto é:
O xA xB x
dAB 5 |xA 2 xB|

EXEMPLO 2

A distância entre os pontos P(22, 4) e Q(3, 4) é

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y
dPQ 5 |22 2 3| 5 |3 2 (22)| 5 5.
P 4 Q
Assim, dPQ 5 5 u.c. (unidades de medida de
d55
comprimento).

22 0 3 x

• 2o caso: O segmento AB é paralelo ao eixo y.

y
Banco de imagens/
Arquivo da editora

yB B A distância entre A e B é dada pelo mó-


dulo da diferença entre as ordenadas de A
yA
e B, isto é:
A
dAB 5 |yA 2 yB|
O xA 5 xB x

EXEMPLO 3

A distância entre os pontos R(3, 22) e S(3, 2) é y


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dRS 5 |22 2 2| 5 |2 2 (22)| 5 4. 2 S


Assim, dRS 5 4 u.c. (unidades de medida
de comprimento).
0 3 x
dRS 5 4
22 R

• 3o caso: O segmento AB não é paralelo a qualquer um dos eixos coordenados.


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y
yB B
dAB Observe que:
yA A
P • dAP 5 |xA 2 xB|
• dBP 5 |yA 2 yB|
O xA xB x

CAPÍTULO 1 | O PONTO 13
Aplicando o teorema de Pitágoras ao triângulo APB, temos:
(dAB)2 5 (dAP)2 1 (dBP)2 V (dAB)2 5 (|xA 2 xB|)2 1 (|yA 2 yB|)2
Como para todo a O H, |a|2 5 a2, podemos escrever:
(dAB) 5 (xA 2 xB) 1 (yA 2 yB)
2 2 2

dAB 5 (xA 2 xB) 1 (yA 2 yB)


2 2

Podemos observar ainda que, como (xA 2 xB) 5 (xB 2 xA) e (yA 2 yB) 5
2 2 2

5 (yB 2 yA)2, a ordem das diferenças que aparecem no radicando não importa.
Assim, pode-se escrever também:

dAB 5 (Dx) 1 (Dy)


2 2

com Dx representando a diferença entre as abscissas, e Dy, a diferença entre as


ordenadas dos pontos.

OBSERVAÇÃO

A expressão d 5 (Dx)2 1 (Dy)2 , usada para calcular a distância entre dois pontos, pode
ser aplicada tanto no primeiro caso apresentado quanto no segundo.
No 1 caso, temos d 5 (Dx)2 1 (Dy)2 5 (Dx)2 5 |Dx|.
o

No 2 caso, temos d 5 (Dx)2 1 (Dy)2 5 (Dy)2 5 |Dy|.


o

EXEMPLO 4

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Vamos calcular a distância entre os pontos A(2, 3) e B(5, 1). y
A
Temos: 3
dAB
dAB 5 (Dx) 1 (Dy)
2 2

dAB 5 (2 2 5) 1 (3 2 1) 5 9 1 4 5 13
2 2
1 B

Assim, dAB 5 13 u.c. (unidades de medida de comprimento). 0 2 5 x

Embora tenhamos deduzido a fórmula da distância entre dois pontos usando


pontos do 1o quadrante, ela não perde a validade quando são utilizados pontos de
outros quadrantes. Observe o exemplo a seguir.

EXEMPLO 5

A distância d entre os pontos C(3, 22) e D(21, 4), representados no gráfico y


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D 4
ao lado, é dada por:

d 5 3 2(21) 2 1 (22) 2 4 2 5 16 1 36 5 52 d
Assim, d 5 2 13 u.c. (unidades de medida de comprimento). 3
21 0 x

22 C

A partir de agora será omitida a expressão u.c., unidades de medida de com-


primento, quando se tratar de distância.

14
Exercício resolvido

1. Mostre que o triângulo de vértices A(2, 2), B(24, 26) e C(4, 212) é retângulo e isósceles. Em seguida,
determine seu perímetro.
Solução:
É preciso mostrar que as medidas de seus lados satisfazem a recíproca y
do teorema de Pitágoras.
2 A
Temos: 24 4
0 2 x
• AB: dAB 5 (24 2 2) 1 (26 2 2) 5 36 1 64 5 100 5 10
2 2

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• AC: dAC 5 (2 2 4) 1 [2 2 (212)] 5 4 1 196 5 200 5 10 2
2 2

26
B
• BC: dBC 5 (24 2 4) 1 [26 2 (212)] 5 64 1 36 5 100 5 10
2 2

Como (dAC) 5 (dAB) 1 (dBC) , pois (10 2 ) 5 10 1 10 , concluímos que o


2
2 2 2 2 2
212 C
triângulo ABC é retângulo em B e seus catetos AB e BC possuem a mes-
ma medida. Assim, o triângulo ABC é isósceles, e seu perímetro é igual a
10 1 10 1 10 2 5 10( 2 1 2).

Exercícios
14. Determine a distância entre os pontos dados. 18. Os pontos A(3m 1 1, 15) e B(m, 3) pertencem ao
a) A(5, 2) e B(1, 3) 2o quadrante, e a distância entre eles é igual a 13.
Qual é o valor de m?
b) C(21, 4) e D(22, 23)
19.Determine o perímetro do quadrilátero ABCD
c) E(24, 23) e O(0, 0) indicado a seguir:
y

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d) F(25, 4) e G(2, 25)
e) H(21, 5) e I(21, 12) A
B
f) J(22, 21) e K(3, 24)
g) L(24, 3) e M(24, 27) O x

h) N( 2 , 2 2 ) e P(2 2 , 2 ) C

i) Q(1, 3) e R(23, 3) D

15. Calcule o perímetro do triângulo ABC, sendo


A(1, 0), B(3, 7) e C(22, 4). 20. O centro de uma circunferência é o ponto (21, 3).
Sabendo que o ponto (2, 5) pertence à circunfe-
16. O ponto B tem ordenada nula e dista 5 de A, que rência, determine a medida de seu diâmetro.
possui ambas as coordenadas iguais a 4. Deter-
21. Mostre que o triângulo de vértices (2, 4), (5, 1) e
mine a abscissa de B. (6, 5) é isósceles e calcule seu perímetro.
1 3 22. Os pontos A e B são equidistantes de Q, perten-
17. Entre os pontos A , 1 , B 1, , C(2, 1) e D(0, 2),
2 2 cente à bissetriz dos quadrantes ímpares. Sendo
qual é o mais distante de E(1, 1)? A(4, 2) e B(6, 8), quais são as coordenadas de Q?

CAPÍTULO 1 | O PONTO 15
23. O ponto P pertence ao eixo dos y e equidista de 26. Com base na figura seguinte, determine m.
A(21, 1) e B(4, 2). Determine as coordenadas y

Ilustrações: Banco de imagens/Arquivo da editora


de P. C
m
24. Classifique, quanto aos lados, o triângulo cujos
vértices são (0, 0), (3, 2) e (21, 4).

25. Na figura, P é equidistante de A(1, 21) e B(2, 3).


Obtenha as coordenadas de P.

A
B 1
B
0 x
1 3 4
P
O x 27. Dados os pontos M(2, 0) e N(0, 2), determine P de
A modo que o triângulo MNP seja equilátero.
28. Encontre três pontos equidistantes de A(22, 4) e
B(3, 1).

Ponto mŽdio de um segmento


Há situações em Geometria analítica que envolvem mediatrizes de segmentos,
medianas e mediatrizes de triângulos e outros assuntos relacionados com o ponto
médio de um segmento.
y

Banco de imagens/Arquivo da editora


Seja M o ponto médio do segmento com ex-
tremidades A(xA, yA) e B(xB, yB). Notemos, na fi- yB B

gura ao lado, que os triângulos AMN e ABP são y M


M
semelhantes, pois possuem os três ângulos
A
respectivamente congruentes. Assim: yA P
N
AM AN
5
AB AP
Mas AB 5 2 ? (AM), pois M é o ponto médio x
O xA xM 5 xN xB 5 xP
de AB.
AM AN AN 1
Logo, 5 V 5 V AP 5 2 ? (AN).
2 ? (AM) AP AP 2
Assim, temos:
|xP 2 xA| 5 2 ? |xN 2 xA|
Como xP . xA e xN . xA, podemos escrever:
xA 1 xB
xP 2 xA 5 2(xN 2 xA) V xB 2 xA 5 2(xM 2 xA) V xB 2 xA 5 2xM 2 2xA V xM 5
2
yA 1 yB
Mediante procedimento análogo, prova-se que yM 5 .
2
Portanto, sendo M o ponto médio do segmento AB, temos:

xA 1 xB yA 1 yB
M ,
2 2

16
EXEMPLO 6

1 y
Dados os pontos A(3, 22) e B 2 , 24 , vamos calcular as coordenadas do

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2 1 5
ponto médio do segmento AB. 2
2 4 3
1 5 0 x
2 13
26
5 5 e yM 5 24 1 (22) 5
2
xM 5 2 5 5 23 22 A
2 2 4 2 2
23
M
B 24

EXEMPLO 7

Seja M(0, 2) o ponto médio do segmento AB. Se A(22, 5), para determinar as coor- y

Banco de imagens/Arquivo da editora


A 5
denadas de B, podemos calcular:
22 1 xB 5 1 yB
05 e 25 V xB 5 2 e yB 5 21 2 M
2 2
Assim, B(2, 21). Veja, ao lado, a representação gráfica. 2
22 0 x
21 B

Exercício resolvido

2. De um losango são conhecidos três vértices, A(1, 3), B(23, 5) e C(0, 6), não necessariamente con-
secutivos nessa ordem. Determine as coordenadas do quarto vértice desse losango.
Solução:

Ilustrações: Banco de imagens/Arquivo da editora


Vamos, inicialmente, calcular as distâncias entre os pontos dados, a fim y
de descobrir quais são os vértices consecutivos desse losango:
6 C
dAB 5 (1 1 3) 1 (3 2 5) 5 20
2 2
B 5
dAC 5 (1 2 0)2 1 (3 2 6)2 5 10 A
3
dBC 5 (23 2 0) 1 (5 2 6) 5 10
2 2

Como dAC e dBC são iguais, concluímos que AC e BC são lados do losango x
23 0 1
e AB é uma diagonal. Lembrando que em qualquer losango as diagonais
intersectam-se ao meio, podemos determinar o vértice D do losango:
• M é ponto médio de AB:
x 1 xB 1 1 (23) y
xM 5 A 5 5 21
2 2 6 C
M(21, 4)
yA 1 yB 315 B
yM 5 5 54
2 2 M 5
4
• M também é ponto médio de CD: 3 A
x 1 xD 0 1 xD
xM 5 C V 21 5 V xD 5 22 D 2
2 2
y 1 yD 6 1 yD
yM 5 C V45 V yD 5 2 x
2 2 23 22 21 0 1
Assim, o outro vértice é D(22, 2).

CAPÍTULO 1 | O PONTO 17
Mediana e baricentro
Determinação das medidas das medianas de um triângulo
Chamamos mediana de um triângulo o segmento cujas extremidades são um
dos vértices desse triângulo e o ponto médio do lado oposto a esse vértice. Um
triângulo possui três medianas. Através da Geometria analítica podemos deter-
minar as medidas das medianas de um triângulo. Vejamos:
Seja ABC o triângulo a seguir, de vértices A(1, 1), B(21, 3) e C(6, 4).
y

Banco de imagens/Arquivo da editora


C
4 M
B 3

G N
P
1 A

21 0 1 6 x

Vamos determinar a medida da mediana relativa ao lado BC:


• O ponto médio M de BC é dado por:
xB 1 xC yB 1 yC 21 1 6 3 1 4 5 7
, 5 , VM ,
2 2 2 2 2 2
• O comprimento da mediana AM é obtido calculando-se a distância entre
A e M:
2 2 2 2
dAM 5 5 7 5
3 5
5 9 25 5 34 5 34
12 1 12 2 1 2 1
2 2 2 2 4 4 4 2
Por meio de um procedimento análogo, podemos determinar o comprimento
das medianas BN e CP.
As três medianas intersectam-se no ponto G, indicado na figura anterior. O pon-
to de encontro das três medianas de um triângulo é chamado baricentro do triân-
gulo. Veremos a seguir como podemos determinar as coordenadas do baricentro.

Determinação das coordenadas do baricentro de um triângulo


Sejam A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC, yC) três pontos não alinhados no plano cartesiano.
Consideremos o triângulo ABC.

y
Banco de imagens/Arquivo da editora

yB B
N

A yA
G
P
M xC
xA O xB Q x

yC
C

18
As três medianas relativas aos lados AB, BC e AC são, respectivamente, CN,
AP e BM. Elas se encontram no ponto G, baricentro do triângulo.
Vamos obter as coordenadas de G. Para isso, é preciso lembrar uma proprie-
dade da Geometria Plana: o baricentro do triângulo divide cada mediana em dois
segmentos cujas medidas estão na razão 2 : 1, isto é, o segmento que tem um
vértice do triângulo como uma de suas extremidades mede o dobro do outro. Veja,
por exemplo, a mediana CN, que fica dividida em dois segmentos: CG e GN, com
CG 5 2 ? (GN).
Temos:

xA 1 xB
xN 5 1
2
• N é ponto médio de AB V
yA 1 yB
yN 5 2 OBSERVAÇÃO
2
Observe que G é ponto
xG 1 xC médio de QN:
xQ 5 3
2 G divide CN na razão 2 : 1,
• Q é ponto médio de CG V então CG 5 2 ? GN. Como
yG 1 yC
yQ 5 4 Q é o ponto médio de CG
2
(CQ 5 QG), então os seg-
mentos CQ, QG e GN são
xQ 1 xN
xG 5 5 congruentes.
2
• G é ponto médio de QN V
yQ 1 yN
yG 5 6
2

Substituindo 1 e 3 em 5 , temos:
xQ xN xG 1 xC xA 1 xB 3xG xA 1 xB 1 xC
xG 5 1 V xG 5 1 V 5 V
2 2 4 4 4 4
xA 1 xB 1 xC
V xG 5
3
Analogamente, substituindo 2 e 4 em 6 , podemos concluir que:
yA 1 yB 1 yC
yG 5
3
xA 1 xB 1 xC yA 1 yB 1 yC
Assim, as coordenadas de G são , .
3 3
Observe que a abscissa do baricentro é igual à média aritmética das abscissas
dos vértices do triângulo. Da mesma forma, a ordenada do baricentro é igual à
média aritmética das ordenadas dos vértices do triângulo.

EXEMPLO 8

Considerando o triângulo ABC da página 18, as coordenadas de seu baricentro (G) são:
xA 1 xB 1 xC 1 1 (21) 1 6
xG 5 5 52
3 3 8
G 2,
yA 1 yB 1 yC 11314 8 3
yG 5 5 5
3 3 3

CAPÍTULO 1 | O PONTO 19
Exercícios
29. Determine as coordenadas do ponto médio do c) ao eixo das abscissas?
segmento cujas extremidades são os pontos: d) ao ponto (3, 24)?
a) A(1, 2) e B(2, 4) 39. Na figura a seguir, o triângulo de vértices A(6, 0),
b) C(3, 5) e D(2, 23) O(0, 0) e B é retângulo, e sua hipotenusa mede 8.

Banco de imagens/Arquivo da editora


1 3 y
c) E 21, 2 e F 23,
2 2
B
d) G(23, 5) e H(3, 25)
e) I(4, 10) e J(10, 24)
f) L(3, 24) e M(3, 2) O A x

30. Se (2, 3) é ponto médio de AB, com A(n, 5) e Determine:


B(4, m), quanto vale m 1 n? a) as coordenadas de B;
b) a medida da mediana relativa à hipotenusa;
31. Os pontos A(2, 24), B(22, 1) e C(24, 5) são vérti-
c) as coordenadas do baricentro do triângulo e
ces de um triângulo. Determine o comprimento
sua distância à origem.
da mediana AM do triângulo ABC.
40. Dados A(213, 21) e B(3, 5), determine as coor-
32. O ponto P(7, 23) pertence a uma circunferência de denadas dos pontos que dividem AB em quatro
centro (4, 2). Determine o ponto diametralmente partes iguais.
oposto a P.
41. Um losango possui como vértices os pontos (2, 24),
33. Mostre que o quadrilátero de vértices (28, 26), (4, 4) e (26, 22). Sendo (21, 1) o ponto de encontro
(22, 0), (22, 24) e (4, 2) é um paralelogramo. das diagonais, determine o quarto vértice e a área
do losango.
34. Um segmento possui uma extremidade sobre o
eixo das abscissas e a outra sobre o eixo das or- 42. Na figura, o triângulo ABC é equilátero, e seu lado
denadas. Sendo (21, 2) seu ponto médio, deter- mede 4 cm.

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mine as coordenadas de suas extremidades. y

35. Um triângulo possui vértices nos pontos (2, 21),


A B
(4, 23) e (22, 25). Determine: x
a) as coordenadas de seu baricentro;
b) os comprimentos das medianas desse triângulo. C

36. M(1, 2), N(5, 22) e P(3, 24) são, respectivamente,


Determine:
os pontos médios dos lados AB, BC e AC do triân-
gulo ABC. Determine as coordenadas dos vértices a) as coordenadas de C;
b) a área do triângulo ABC.
desse triângulo.
43. A respeito de um triângulo ABC, sabe-se que:
37. Os pontos (2, 3), (5, 21) e (1, 24) são vértices de
3
um quadrado. • M 1, 2 é ponto médio de BC.
2
a) Quais são as coordenadas do quarto vértice?
• dAB 5 9
b) Qual é a medida do lado desse quadrado?
• dAC 5 12
38. Qual é o ponto simétrico de P(2, 23) em relação: • C(1, 6)
a) ao eixo das ordenadas? Determine as coordenadas de A, sabendo que
b) à origem do sistema cartesiano? elas são números reais negativos.

20
Condição de alinhamento de três pontos
Para que três pontos distintos estejam alinhados, suas coordenadas devem
obedecer a uma condição que será deduzida com a utilização da figura abaixo, na
qual A(x1, y1), B(x2, y2) e C(x3, y3) estão na mesma reta.
y

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y3 C

y2 B
E
y1
A D

O x1 x2 x3 x
OBSERVAÇÃO
Os triângulos retângulos BCE e ABD são semelhantes.
Se os pontos A, B e C
BE CE x3 2 x2 y3 2 y2 pertencessem a uma reta
Decorre a proporção 5 , que pode ser escrita como 5 .
AD BD x2 2 x1 y2 2 y1 paralela a um dos eixos (ao
Desenvolvendo, obtemos (x3 2 x2) ? (y2 2 y1) 2 (x2 2 x1) ? (y3 2 y2) 5 0. Daí: x, por exemplo), o determi-
nante também se anularia.
x3y2 2 x3y1 2 x2y2 1 x2y1 2 x2y3 1 x2y2 1 x1y3 2 x1y2 5 0 De fato, teríamos:
y1 5 y2 5 y3
ou, ainda:
x1y2 1 x3y1 1 x2y3 2 x3y2 2 x1y3 2 x2y1 5 0 x1 y1 1
e x2 y1 1 5 (x1y1 1 x3y1 1
x1 y1 1 x3 y1 1
Essa última igualdade pode ser escrita sob a forma de determinante: x2 y2 1 5 0
1 x2y1) 2 (x3y1 1 x1y1 1
x3 y3 1
1 x2y1) 5 0
Concluímos, então, que:

Se três pontos distintos A(x1, y1), B(x2, y2) e C(x3, y3) são colineares, então:
x1 y1 1
D 5 x2 y2 1 5 0
x3 y3 1

Vamos verificar agora que a recíproca dessa propriedade também é verdadeira,


isto é, se D 5 0, então os pontos são colineares.
Se D 5 0, como vimos, podemos escrever:
(x2 2 x1) ? (y3 2 y2) 5 (x3 2 x2) ? (y2 2 y1)
Temos as seguintes possibilidades:
• Se x3 2 x2 5 0, isto é, x3 5 x2, poderíamos ter:
x2 2 x1 5 0 V x1 5 x2 5 x3 e, portanto, A, B e C seriam colineares por per-
tencerem a uma mesma reta paralela ao eixo y;
ou
y3 2 y2 5 0 V y3 5 y2 e, daí, B 5 C; não pode ocorrer, pois estamos admitin-
do que os três pontos são distintos.
• Se y2 2 y1 5 0, isto é, y1 5 y2, poderíamos ter:
x2 2 x1 5 0 V x1 5 x2 e, daí, A 5 B; não pode ocorrer, pois estamos admitin-
do que os três pontos são distintos;
ou
y3 2 y2 5 0 V y3 5 y2 5 y1 e, portanto, A, B e C seriam colineares por per-
tencerem a uma mesma reta paralela ao eixo x.

CAPÍTULO 1 | O PONTO 21
• Se x3 2 x2 8 0 e y2 2 y1 8 0, teríamos:
y

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y3 C

y3 2 y2
B b
y2
x3 2 x2 E
y2 2 y1
A a
y1
x2 2 x1 D
O x1 x2 x3 x

x2 2 x1 y 2 y1
(x2 2 x1) ? (y3 2 y2) 5 (x3 2 x2) ? (y2 2 y1) V 5 2
x3 2 x2 y3 2 y2

Daí, os triângulos retângulos ABD e BCE têm lados cujas medidas seriam propor-
cionais, isto é, seriam triângulos semelhantes (pelo caso LAL), como mostra a figura.
Consequentemente, teríamos a 5 b, e os pontos A, B e C seriam colineares.
Assim, acabamos de verificar que:

x1 y1 1
Se D 5 x2 y2 1 5 0, em que A(x1, y1), B(x2, y2) e C(x3, y3), então A, B e C
x 3 y3 1
são colineares.

EXEMPLO 9

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C

Observe na figura ao lado que os pontos A(22, 21), B(0, 3) e C(2, 7)


estão alinhados.

22 21 1 B
De fato, o determinante D 5 0 3 1 é nulo.
2 7 1
Veja:
D 5 26 1 0 2 2 2 6 1 14 1 0 5 0 O x
A

EXEMPLO 10

Para verificar se os pontos A(24, 26), B(3, 15) e C(22, 0) estão alinhados, calculamos o determinante
24 26 1
D5 3 15 1 .
22 0 1
Temos:
D 5 260 1 12 1 0 1 30 1 18 1 0 5 260 1 60 5 0
Assim, os pontos A, B e C são colineares.

22
Exercícios resolvidos

3. Determine o valor de m de modo que (22, 7), (m, 211) e (1, 22) estejam alinhados.
Solução:
22 7 1
Devemos impor a condição de alinhamento D 5 0, ou seja: D 5 m 211 1 5 0.
1 22 1
Temos: 22 1 7 2 2m 1 11 2 4 2 7m 5 0 V 9m 5 36 V m 5 4
Assim, os pontos (22, 7), (4, 211) e (1, 22) pertencem a uma única reta.

4. Obtenha o ponto comum às retas AB e CD, sendo A(23, 4), B(2, 9), A

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C(2, 7) e D(4, 5). B
Solução: P
Seja P(xP , yP) o ponto de interseção das retas AB e CD. D
C
Temos:
23 4 1
• A, B e P são colineares V D 5 0 V 2 9 1 5 0 V 5xP 2 5yP 1 35 5 0 V xP 2 yP 5 27 1
xP yP 1
2 7 1
• C, D e P são colineares V D 5 0 V 4 5 1 5 0 V 2xP 1 2yP 2 18 5 0 V xP 1 yP 5 9 2
xP yP 1

De 1 e 2 , segue o sistema xP 2 yP 5 27 , cuja solução é xP 5 1 e yP 5 8. Assim, o ponto comum


xP 1 yP 5 9
às retas AB e CD é P(1, 8).

Exercícios
44. Verifique se estes pontos estão alinhados. 49. Para que valores de k os pontos (2, 23), (4, 3) e
7 1 k
a) (2, 1), 7, 2 e 3, 5, são vértices de um triângulo?
3 3 2
b) (0, 4), (4, 0) e (2, 22) 50. Dados os pontos A(4, 215) e B(24, 5), determine:
c) (1, 5), (23, 2) e (27, 1) a) a relação entre xP e yP a fim de que P(xP, yP)
esteja alinhado com A e B;
8
d) (6, 12), 25, 2 e (0, 4) b) o ponto em que a reta AB intersecta o eixo x.
3
e) (22, 3), (0, 0) e (6, 29) 2
51. Na figura, tg a 5 e a abscissa de P é igual
f) (22, 3), (0, 0) e (23, 2) 3
a 6. Verifique, em cada caso, se O, P e Q estão
45. Para que valor de m os pontos (3, 1), (m, 2) e (0, 22) alinhados:
são colineares?
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y
46. Ache um ponto que esteja alinhado com P(3, 5) e
P
Q(21, 23).
47. Os pontos (23, 217), (1, 3), (6, 28) e (0, 22) per-
O a
tencem à mesma reta? Verifique analiticamente. x

48. Dados os pontos A(0, 23), B(3, 3) e C(22, 27), cal-


cule as distâncias entre eles e, com base apenas a) Q(218, 210)
nesses dados, verifique se A, B e C estão alinhados. b) Q(900, 600)

CAPÍTULO 1 | O PONTO 23
52. Observe a figura abaixo e determine o ponto co- 54. Na figura, ABCD é um retângulo cujos lados me-
mum aos segmentos AB e CD. dem a e b, e A é a origem do sistema de coorde-
nadas cartesianas.
y

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y

Banco de imagens/
Arquivo da editora
D C
B

D b

C
A B x
a

A a) Escreva as coordenadas dos pontos A, B, C e D.


b) Obtenha o ponto de encontro das diagonais
O x do retângulo.
c) Prove que um ponto P(x, y) qualquer está ali-
nhado com A e C se 2bx 1 ay 5 0.
53. Na figura, M, N e P estão alinhados. Qual é a or-
denada de M? 55. Em um jogo de computador, idealizado na tela por
um plano cartesiano, a personagem principal en-
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y contra-se no ponto (23, 2) e precisa chegar à flo-


P resta, representada pelo ponto (2, 5), do outro lado
2 de um estreito rio, de trajetória retilínea, represen-
N
1 tado pelo eixo das ordenadas. O objetivo do jogo é
fazer esse caminho o mais rápido possível. Nessas
0 3 4 x
condições, em que ponto do plano ela deverá cru-
zar o rio a fim de minimizar o tempo de viagem?
M
Admita que a velocidade da personagem seja
igual para qualquer movimento.

Troque ideias

Resolvendo um problema com o circuncentro do triângulo


Com o auxílio de fotografias tiradas por um satélite, foram localizados três focos de incêndio em uma
área descampada, originados pelo calor excessivo e pela falta de chuvas. Para melhor orientação, um
especialista construiu um sistema de coordenadas cartesianas em que a origem O é um pequeno povoa-
do da região e representou os três focos pelos pontos de coordenadas F1(0, 15), F2(28, 21) e F3(8, 11).
A unidade de medida de comprimento representada no plano cartesiano é de 1 km.
y (km)
Ilustrações: Banco de imagens/Arquivo da editora

15 F1
F3
11

28 0
21 8 x (km)
F2

1a par te
Para combater o incêndio, o corpo de bombeiros pretende instalar a base de operações em um pon-
to equidistante dos três focos. Consulte as respostas nas Orientações Didáticas.
a) Em que ponto P será instalada a base do corpo de bombeiros?
b) Qual é a distância real entre P e cada foco de incêndio?

24
2 a par te
Para as próximas questões, vamos lembrar um conceito da Geometria plana: “a mediatriz de um
segmento é a reta perpendicular a esse segmento traçada pelo seu ponto médio”.

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A B

Na figura abaixo, m é a mediatriz de AB. Considerando um ponto P qualquer de m, é possível verificar


que P é equidistante das extremidades do segmento, isto é, PA 5 PB.
OBSERVAÇÃO
P

Banco de imagens/Arquivo da editora


Note que PA 5 PB, pois:
AM $ BM (M é ponto
médio);
^ ^
AMP $ BMP (ângulo reto);
PM $ PM (lado comum).
Então, pelo caso LAL de
A M B congruência, 0PAM $
$ 0PBM V PA $ PB
m

c) Represente, em um quadriculado, o ponto P determinado no item a e os três pontos: F1, F2 e F3.


Em seguida, com um compasso, trace a circunferência de centro em P e raio de medida PF1.
O que podemos observar?
Vamos agora obter o ponto P de outro modo: usando construções com régua e compasso. Para isso,
vamos lembrar como construir a mediatriz de um segmento AB qualquer:
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A M B

1o) Com centro em A e raio de medida AB (abertura do compasso), trace uma circunferência.
2o) Com centro em B e raio de medida AB, trace uma circunferência.
3o) Considerando P e Q os pontos em que essas circunferências se intersectam, a mediatriz é a reta PQ.
Justificativa: Como PA 5 PB 5 QA 5 QB, o quadrilátero PABQ é um losango e as diagonais do
losango se intersectam perpendicularmente em seus pontos médios.
Daí PQ @ AB e M é ponto médio de AB; logo PQ é a mediatriz de AB.
d) Represente, em um quadriculado, os focos F1, F2 e F3. Com régua e compasso, obtenha o ponto P,
circuncentro do triângulo F1F2F3. Verifique se as coordenadas de P, obtidas nessa construção,
coincidem com as coordenadas obtidas analiticamente no item a.

CAPÍTULO 1 | O PONTO 25
Enem e vestibulares resolvidos

(Enem) Em uma cidade será construída uma ga-

Reprodução/Enem,2016.
leria subterrânea que receberá uma rede de ca- y (km)

nos para o transporte de água de uma fonte (F)


F 5 (21, 1)
até o reservatório de um novo bairro (B).
1
Após avaliações, foram apresentados dois
projetos para o trajeto de construção da ga-
leria: um segmento de reta que atravessaria
outros bairros ou uma semicircunferência
que contornaria esses bairros, conforme ilus- 21 0 1 x (km)
trado no sistema de coordenadas xOy da fi-
gura, em que a unidade de medida nos eixos
é o quilômetro.
21
Estudos de viabilidade técnica mostraram que, B 5 (1, 21)
pelas características do solo, a construção de
1 m de galeria via segmento de reta demora 1,0 h, enquanto 1 m de construção de galeria via semi-
circunferência demora 0,6 h. Há urgência em disponibilizar água para esse bairro.
Use 3 como aproximação para p e 1,4 como aproximação para 2 .
O menor tempo possível, em hora, para conclusão da construção da galeria, para atender às neces-
sidades de água do bairro, é de
a) 1 260. d) 3 600.
b) 2 520. e) 4 000.
c) 2 800.
Resolução comentada
Calculamos a distância entre os pontos F(21, 1) e B(1, 21):

dFB 5 (xF 2 xB) 1 (yF 2 yB)2


2

dFB 5 (21 2 1) 1 (1 2 (21)) 5 (22) 1 (2) 5 8 5 2 2


2 2 2 2

dFB 5 2 2 5 2 ? 1,4 5 2,8

Assim, a medida de FB é de 2,8 km, ou seja, 2 800 m.


Como a construção de 1 metro de galeria via segmento demora 1 hora, a construção de 2 800 m
demoraria 2 800 horas.
)
Agora, calculamos o comprimento do arco FB, que tem diâmetro FB. Para isso, calculamos o com-
primento da semicircunferência de diâmetro 2 800 m e raio 1 400 m:
1 1
? (2p ? r) 5 ? (2p ? 1 400) 5 3 ? 1 400 5 4 200
2 2
)
A medida do arco FB é 4 200 m, ou seja, 4,2 km.
Como a construção de 1 metro de galeria via semicircunferência demora 0,6 hora, a construção de
4 200 m demoraria 2 520 horas.
Portanto, o menor tempo possível para conclusão da galeria é pela via semicircunferência e levará
2 520 horas.
Alternativa b.

26
Exercícios complementares
1. Determine as coordenadas dos pontos que divi- 10. Determine os vértices B e C de um triângulo equi-
dem o segmento AB em três partes iguais, dados látero ABC, sabendo que o ponto médio de AB é
A(21, 7) e B(11, 28). ( )
M 3,1 e A é a origem do sistema cartesiano.
2. Sejam A(0, 225) e B(22, 211). Determine os pon-
sur 11. (UFPR) Calcule a área do quadrilátero P1P2P3P4,
tos pertencentes a AB, que estão à distância 5 da cujas coordenadas cartesianas são dadas na
origem.
figura abaixo.
 2 1 y
3. O baricentro de um triângulo ABC é G  ,   ; o P4(2, 6)
 3 3 C B

Reprodução/UFPR,2012.
 1 P1(0, 5)
ponto médio do lado BC é N 0,   e o ponto mé-
 2 P3(8, 3)
1 
dio do lado AB é M , 2 . Determine as coorde-
2 
O P2(4, 0) A x
nadas de A, B e C. Banco de imagens/Arquivo da editora

12. (UFG-GO) Um caçador de tesouros encontrou um


4. Na figura ao lado o y
mapa que indicava a localização exata de um te-
hexágono ABCDEF é B A
x
souro com as seguintes instruções:
regular e sua área
é 24 3 u.a. C F “Partindo da pedra grande e seguindo 750 pas-
Obtenha as coorde- sos na direção norte, 500 passos na direção
D E
nadas dos vértices leste e 625 passos na direção nordeste, um
desse hexágono. tesouro será encontrado.”

5. Até que ponto o segmento de extremidades A(4, 22) Para localizar o tesouro, ele utilizou um plano car-
2  uur tesiano, representado pela figura a seguir. Neste
e B  ,21 deve ser prolongado no sentido AB para
3  plano a escala utilizada foi de 1 : 100, as medidas
que seu comprimento triplique? são dadas em centímetros e o ponto A represen-
6. Dados os pontos A(5, 3) e B (21, 24), seja C a ta a pedra grande indicada nas instruções.
sur

Reprodução/UFG,2014.
interseção da reta AB com o eixo das abscissas. norte (cm)
AC
Determine . 12
BC 11
10
7. Prove que os pontos médios dos lados de um 9
quadrilátero convexo de vértices A(a, b), 8
7
B(c, d), C(e, f) e D(g, h) são vértices de um pa- 6
5
ralelogramo. 4
3
8. (Vunesp) Sejam P 5 (a, b), Q 5 (1, 3) e R 5 (21, 21) 2
pontos do plano. Se a 1 b 5 7, determine P de 1

modo que P, Q e R sejam colineares. 210 29 2827 26 2524 2322 21 A 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


21 leste (cm)
22
9. Os pontos A(22, 0) e B(0, 2) são vértices de um
quadrado. Determine os outros vértices, a medida
Considerando que um passo mede 80 cm, en-
do lado e da diagonal e a área do quadrado, no
contre as coordenadas, no plano cartesiano, do
caso em que:
ponto onde se encontra o tesouro e calcule a
a) A e B são vértices consecutivos; distância percorrida, em metros, pelo caçador
b) A e B são vértices não consecutivos. de tesouros para encontrá-lo.

CAPÍTULO 1 | O PONTO 27
13. (PUC-RJ) Os três pontos A, P 5 (2, 1) e Q 5 (5, 16) 20.(Unesp-SP) Chegou às mãos do Capitão Jack
no plano são colineares e AQ 5 2AP. Determine o Sparrow, do Pérola Negra, o mapa da localiza-
ponto A. ção de um grande tesouro enterrado em uma
14. Utilize o triângulo retângulo POQ, em que P(xP, 0), ilha do Caribe.
Q(0, yQ) e O é origem, para mostrar a seguinte pro-

Reprodução/Unesp,2014.
priedade da Geometria plana: a mediana relativa
à hipotenusa tem medida igual à metade da me-
dida da hipotenusa.
y

Banco de imagens/Arquivo da editora


Q

O P x

15. Rotacionando-se o ponto P, em torno de O, de um


ângulo 90L no sentido anti-horário, obtém-se o pon-
to P'. Determine as coordenadas de P'.
Ao aportar na ilha, Jack, examinando o mapa,
Banco de imagens/Arquivo da editora

y
descobriu que P1 e P2 se referem a duas pedras
3 P
distantes 10 m em linha reta uma da outra, que
o ponto A se refere a uma árvore já não mais
existente no local e que
0 4 x I. ele deve determinar um ponto M1 girando o
segmento P1A em um ângulo de 908 no sen-
16. O centro de gravidade G de uma barra homogênea tido anti-horário, a partir de P1;
representada pelo segmento AB – presa pela extre- II. ele deve determinar um ponto M2 girando o
midade A ao ponto (2, 0) e tendo a extremidade B segmento P2A em um ângulo de 908 no sen-
sustentada por um apoio –, situa-se sobre o ponto
tido horário, a partir de P2;
(5, 3). Neste caso, G é o ponto médio do segmen-
III. o tesouro está enterrado no ponto médio do
Banco de imagens/Arquivo da editora

to AB.
y segmento M1M2.
B Jack, como excelente navegador, conhecia alguns
conceitos matemáticos. Pensou por alguns ins-
tantes e introduziu um sistema de coordenadas
retangulares com origem em P1 e com o eixo das
0 A x abscissas passando por P2. Fez algumas marca-
ções e encontrou
Reprodução/Unesp,2014.

Retirando o apoio, a barra, ainda presa pelo pon- o tesouro.


to A, cai em direção ao solo, representado pelo
A partir do plano
eixo das abscissas. Determine as coordenadas
cartesiano definido
das duas posições da extremidade B (antes e de-
pois da retirada do apoio). por Jack Sparrow,
determine as coor-
17. Entre os pontos que equidistam de A(1, 2) e denadas do ponto
B(3, 4), qual é o mais próximo de P(4, 3)?
de localização do
18. (UFBA) Considerando, no plano cartesiano, os pon- tesouro e marque
tos A(x, 0), B(1, 0) e C(4, 0), determine todos os va- no sistema de eixos
lores de x para os quais a soma da distância de A ao lado o ponto P2
a B e da distância de A a C seja menor ou igual a 7.
sur e o ponto do local
19. Sejam A(2, 3) e B(25, 1). Obtenha os pontos de AB do tesouro.
que são equidistantes dos eixos coordenados.

28
21. (UFPE) Sabendo que o paralelogramo com vérti- 24. Em um condomínio, as casas estão distribuídas
ces A(0, 0), B(3, b), C(x, y) e D(8, 0) tem 32 cm2 de ao longo de três grandes “avenidas” retilíneas:
área, analise as afirmações seguintes: A1, A2 e A3. O esquema a seguir representa uma
a) O quadrilátero ABCD é um losango. pauta simplificada do local.
b) BD mede 5 cm.

Ilustrações: Banco de imagens/Arquivo da editora


c) AC mede 135 cm.

avenida 2

3
a
d) O perímetro do paralelogramo ABCD mede 26 cm.

id
en
e) O triângulo ABD tem área medindo 12 cm2.

av
22. O voo 001 de uma companhia aérea parte da cida-
de A, faz uma escala de 35 minutos na cidade B e,
de lá, segue para seu destino final, que é a cidade C, avenida 1

localizada em um fuso horário adiantado uma hora


em relação à cidade A. Quando representamos essas
cidades em um plano cartesiano com origem na ci- rotatória
dade B, tendo o quilômetro como unidade de medida
e usando uma escala de 1 ; 40, as coordenadas de A
e C são respectivamente iguais a (224, 7) e (16, 12). Inserindo-se convenientemente um sistema de
Em um determinado dia, o avião partiu da cidade A coordenadas cartesianas cuja origem O repre-
às 9 h 30 min (horário local), fez escala em B no tem- senta a rotatória que dá acesso às três avenidas,
po programado e podemos representar:
Sudpoth Sirirattanasakul/Shutterstock

seguiu para  C. • duas avenidas pelos eixos cartesianos e uma


Sabendo que, du- pela bissetriz dos quadrantes ímpares;
rante cada um dos • a casa de Fábio pelo ponto F(4, 0);
dois trechos, o
• a casa de seu irmão, Gabriel, pelo ponto G;
avião desenvolveu
• a piscina do condomínio pelo ponto P(23, 1).
velocidade média
de 750 km/h, em avenida 2
que horário (local) Decolagem de avião no
aeroporto internacional G avenida 3
ele pousou na ci-
de Chiang Mai, Tailândia.
dade C?
23. (Unicamp-SP) Sejam c um número real e f(x) 5 
P 1
5 x2 2 4x 1 c uma função quadrática definida 45¡ F
para todo número real x. No plano cartesiano, 23 0 4 avenida 1
considere a parábola dada pelo gráfico de y 5 f(x).
a) Determine c no caso em que a abscissa e a
ordenada do vértice da parábola têm soma nula
esboce o respectivo gráfico para 0 < x < 4. Nesse sistema de coordenadas, a unidade de me-
Reprodução/Unicamp,2017.

y dida de comprimento é o centímetro e a escala


2 utilizada é de 1 ; 2 000.
a) Obtenha as coordenadas de G nesse sistema
1
cartesiano, sabendo que a distância real entre
0 x as casas de Fábio e Gabriel é de 100 metros.
0 1 2 3 4
b) Determine as distâncias reais entre a casa de
21 cada um dos irmãos e a piscina.
Considere 2 . 1,4 e 13 . 3,6.
22
c) Um grande amigo dos irmãos planeja comprar
b) Considere os pontos de coordenadas A 5 (a, f(a)) um terreno no condomínio e construir uma
e B 5 (b, f(b)), onde a e b são números reais com casa, na avenida 3, que diste igualmente da
a , b. Sabendo que o ponto médio do segmen- cada dos dois irmãos. Em que ponto desse pla-
to AB é M 5 (1, c), determine a e b. no seria representada a casa?

CAPÍTULO 1 | O PONTO 29
Testes
1. (Cefet-AM) Sabe-se que M(a, b) é o ponto médio 7. (Ufam) A área da figura OABC a seguir represen-
do segmento AB. Se A(26, 9) e B(22, 25), então ta um terreno com forma de um quadrilátero não
as coordenadas do ponto M são: convexo, medido em metros quadrados. Podemos
a) (4, 7) c) (24, 27) e) (22, 24) afirmar que essa área é:
b) (8, 22) d) (24, 2)

Reprodução/Ufam,2017.
y
2. (UFPB) Se o ponto P(x 2 1, 3 2 2x) do plano está
no segundo quadrante do sistema de eixos orto-
gonais, então:
3 3
a) x , 1 c) x , e) x .
2 2
3
b) x . 1 d) , x , 1 A
2
3. (Cefet-MG) Dados os pontos A(1, 1), B(9, 2) e C(5, 8),
o triângulo ABC é: B

a) equilátero.
b) isósceles e retângulo.
c) escaleno, não retângulo. a) 5
d) isósceles, não retângulo.
b) 6
e) retângulo, não isósceles.
11
c)
4. (Unifesp) Um ponto do plano cartesiano é repre- 2
sentado pelas coordenadas (x 1 3y, 2x 2 y) e
d) 7
também por (4 1 y, 2x 1 y), em relação a um
mesmo sistema de coordenadas. Nestas condi- e) 15
2
ções, xy é igual a:
a) 28 8. (UEA- AM) Num plano cartesiano, sabe-se que os
b) 26 pontos A, B(1, 2) e C(2, 3) pertencem a uma mesma
c) 1 reta, e que o ponto A está sobre o eixo Oy. O valor
d) 8 da ordenada de A é:
e) 9 a) 0
b) 3
5. (PUC-SP) Em um sistema de eixos cartesianos
c) 21
ortogonais, seja o paralelogramo ABCD em que
d) 2
A(5, 4), B(23, 22) e C(1, 25). Se AC é uma das
e) 1
diagonais desse paralelogramo, a medida da ou-
tra diagonal, em unidades de comprimento, é: 9. (ESPM-SP) Os pontos O(0, 0), P(x, 2) e Q(1, x 1 1)
a) 3 17 c) 6 17 e) 9 17 do plano cartesiano são distintos e colineares.
A área do quadrado de diagonal PQ vale:
b) 6 15 d) 9 15
a) 12
6. (ITA-SP) Sejam A(0, 0), B(0, 6) e C(4, 3) vértices de b) 16
um triângulo. A distância do baricentro deste c) 25
triângulo ao vértice A, em unidades de distância, d) 4
é igual a: e) 9

a) 5 c) 109 e) 10 10. (Enem) Devido ao aumento do fluxo de passagei-


3 3 3 ros, uma empresa de transporte coletivo urbano
5 está fazendo estudos para a implantação de um
b) 97 d)
3 3 novo ponto de parada em uma determinada rota.

30
A figura mostra o percurso, indicado pelas setas, 12. (Obmep) O quadrado da figura tem um vértice na
realizado por um ônibus nessa rota e a localização origem, outro no ponto (10, 7) e um terceiro no
de dois de seus atuais pontos de parada, repre- ponto (a, b). Qual é o valor de a 1 b?
sentados por P e Q.

Reprodução/Obmep, 2009.
y

Reprodução/Enem,2015.
(a, b)
Rua C
320 Q

(10, 7)

Rua B
20 Rua A a) 20 b) 21 c) 22 d) 23 e) 24
0 30 550 x 13. (PUC-RJ) Se os pontos A(21, 0), B(1, 0) e C(x, y)
Os estudos indicam que o novo ponto T deverá ser são vértices de um triângulo equilátero, então a
instalado, nesse percurso, entre as paradas já distância entre A e C é:
existentes P e Q, de modo que as distâncias per- a) 1 c) 4 e) 3
corridas pelo ônibus entre os pontos P e T e entre b) 2 d) 2
os pontos T e Q sejam iguais.
14. (PUC-RJ) Seja d(P, Q) a distância entre os pontos
De acordo com os dados, as coordenadas do novo
P e Q.
ponto de parada são
Considere A 5 (21, 0) e B 5 (1, 0) pontos do plano.
a) (290; 20). c) (410; 20). e) (440; 20).
b) (410; 0). d) (440; 0). O número de pontos X 5 (x, y) tais que d(X, B) 5
1 1
11. (Insper-SP) A figura mostra um tabuleiro de um 5 d(X, A) 5 d(A, B) é igual a:
2 2
jogo Batalha Naval, em que André representou
a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4
três navios nas posições dadas pelas coordenadas
B2, B14 e M3. Cada navio está identificado por um 15. (UFRGS-RS) Em um sistema de coordenadas car-
quadrado sombreado. tesianas, serão traçados triângulos isósceles.
Os vértices da base do primeiro triângulo são os
Reprodução/Insper,2014.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
A pontos A(21, 2) e B(2, 2); os vértices da base do
B segundo triângulo são C(3,5; 2) e D (6,5; 2); o tercei-
C ro triângulo tem os vértices de sua base nos pontos
D E(8; 2) e F(11; 2). Prosseguindo com esse padrão de
E
construção, obtém-se uma sequência de triângulos.
F
G
Com base nesses dados, é correto afirmar que
H a abscissa do vértice oposto à base do 18o triân-
I gulo é:
J a) 74,5. c) 76. e) 77.
K
L
b) 75,5. d) 76,5.
M 16. (Enem) Uma família resolveu comprar um imóvel
N
num bairro cujas ruas estão representadas na
O
figura. As ruas com nomes de letras são paralelas
André deseja instalar uma base em um quadrado entre si e perpendiculares às ruas identificadas
do tabuleiro cujo centro fique equidistante dos com números. Todos os quarteirões são quadra-
centros dos três quadrados onde foram posicio- dos, com as mesmas medidas, e todas as ruas
nados os navios. Para isso, a base deverá estar têm a mesma largura, permitindo caminhar so-
localizada no quadrado de coordenadas: mente nas direções vertical e horizontal. Descon-
a) G8 b) G9 c) H8 d) H9 e) H10 sidere a largura das ruas.

CAPÍTULO 1 | O PONTO 31
18. (Ufscar-SP) Um bairro de uma cidade está repre-

Reprodução/Enem,2016.
Rua A sentado de forma esquemática sobre um plano
Rua B
cartesiano, conforme mostra a área verde na figura.

Banco de imagens/Arquivo da editora


y (km)
Rua C
S
11
Rua D
L
7
Rua E 5 P E
3
C
Rua F
Rua 1

Rua 2

Rua 3

Rua 4

Rua 5

Rua 6
1 4 7 10 x (km)

Os pontos C, S e E delimitam a área a ser revita-


A família pretende que esse imóvel tenha a mes-
lizada pela prefeitura e, dentro dessa área, o triân-
ma distância de percurso até o local de trabalho
da mãe, localizado na rua 6 com a rua E, o con- gulo de vértices P, S e L delimita a área onde será
sultório do pai, na rua 2 com a rua E, e a escola construído um espaço de lazer para a população.
das crianças, na rua 4 com a rua A. Sabendo-se que todas as coordenadas desse pla-
Com base nesses dados, o imóvel que atende as no cartesiano estão em km, é correto concluir que
pretensões da família deverá ser localizado no a área, em km2, destinada ao espaço de lazer, é:
encontro das ruas a) 6
a) 3 e C. b) 7
b) 4 e C. c) 8
c) 4 e D. d) 9
d) 4 e E. e) 10
e) 5 e C. 19. (Fuvest-SP) Considere o triângulo ABC no plano
17. (UFMG) Nesta figura, está representado um qua- cartesiano com vértices A 5 (0, 0), B 5 (3, 4) e
drado de vértices ABCD: C 5 (8, 0). O retângulo MNPQ tem os vértices M e
N sobre o eixo das abscissas, o vértice Q sobre o
Reprodução/UFMG,2008.

C y lado AB e o vértice P sobre o lado BC. Dentre todos


os retângulos construídos desse modo, o que tem
área máxima é aquele em que o ponto P é:
 16 
B 5 (3, 4) a)  4, 
 5
D 5 (a, b)
 17 
b)  , 3
 4 
 12 
c)  5, 
x
 5
A 5 (0, 0)
 11 
Sabe-se que as coordenadas cartesianas dos d)  , 2
2 
pontos A e B são A(0, 0) e B (3, 4).
 8
Então, é CORRETO afirmar que o resultado da e)  6, 
 5
soma das coordenadas do vértice D é:
a) 22 20. (PUC-MG) Os catetos AC e AB de um triângulo
b) 21 retângulo estão sobre os eixos de um sistema
cartesiano. Se M(21, 3) for o ponto médio da hi-
c) 2 1
2 potenusa BC, é correto afirmar que a soma das
coordenadas dos vértices desse triângulo é igual a:
d) 2 3
2 a) 24 b) 21 c) 1 d) 4

32
21.(PUC-SP) Dois navios navegavam pelo Oceano

Reprodução/UFSM,2012.
y
Atlântico, supostamente plano: X, à velocidade
constante de 16 milhas por hora, e Y à veloci-
dade constante de 12 milhas por hora. Sabe-se 50 C3

que às 15 horas de certo dia Y estava exatamen-


30 C2
te 72 milhas ao sul de X e que, a partir de então,
Y navegou em linha reta para o leste, enquanto 10 C1
X navegou em linha reta para o sul, cada qual 50 100 200 x
mantendo suas respectivas velocidades. Nessas
Para que um cata-vento de coordenadas (x, y) es-
condições, às 17 horas e 15 minutos do mesmo
teja alinhado com o cata-vento C1 e com o ponto
dia, a distância entre X e Y, em milhas, era:
médio do segmento C2C3, é necessário e suficien-
a) 45
te que:
b) 48
a) 2x 1 15y 5 850
c) 50 b) 5y 2 x 1 50 5 0
d) 55 c) 55y 2 26x 1 2 050 5 0
e) 58 d) 4x 1 5y 5 450
22. (Mack-SP) e) 5y 2 6x 1 550 5 0
24. (Fatec-SP) No plano cartesiano da figura, consi-
Reprodução/Mackenzie,2015.

dere que as escalas nos dois eixos coordenados


são iguais e que a unidade de medida linear é
1 cm. Nele, está representada parte de uma linha
poligonal que começa no ponto P(0; 3) e, manten-
do-se o mesmo padrão, termina em um ponto Q.

Reprodução/Fatec,2013.
Se, no gráfico acima, os pontos An 5 (4n, yn),
n 5 0, 1, 2, ..., estão sobre uma reta e a distân-
cia de A0 a A1 é igual a 5, então a soma y0 1 y1 1
1 y2 1 ... 1 y200 é igual a
a) 61 230
b) 61 320 Na figura, a linha poligonal é formada por seg-
mentos de reta
c) 62 130
• que são paralelos aos eixos coordenados e
d) 62 310
• cujas extremidades têm coordenadas intei-
e) 63 210
ras não negativas.
23. (UFSM-RS) O uso de fontes de energias limpas e
Sabendo que o comprimento da linha poligonal,
renováveis, como a energia eólica, geotérmica e hi-
do ponto P até o ponto Q, é igual a 94 cm, as
dráulica, é uma das ações relacionadas com a sus-
coordenadas do ponto Q são:
tentabilidade que visa a diminuir o consumo de
a) (25; 2)
combustíveis fósseis, além de preservar os recursos b) (28; 1)
minerais e diminuir a poluição do ar. Em uma esta- c) (32; 1)
ção de energia eólica, os cata-ventos C1, C2 e C3 es- d) (33; 1)
tão dispostos conforme o gráfico a seguir. e) (34; 2)

CAPÍTULO 1 | O PONTO 33
CAPÍTULO

2 A reta

The Bridgeman Art Library/Keystone Brasil/Museu Solomon R. Guggenheim, Nova Iorque, EUA.
Na obra Composição VIII, o
pintor abstracionista
russo Wassily Kandinsky
(1866-1944) representou
Introdu•‹o
sentimentos opostos, Observe abaixo a reta r, que passa por vários pontos cujas coordenadas são
como calma e conhecidas.
agressividade. Para y r
Banco de imagens/Arquivo da editora

conseguir esse efeito, A


7 (4, 7)
utilizou cores quentes,
cores frias e formas
geométricas simples,
B
como círculos e retas. 5 (3, 5)
Neste capítulo,
estudaremos as retas no
plano cartesiano.
C 3
2 ,2
2
21 1 D
(1, 1)
2
22
0 1 3 4 x
E 3
(0, 21) 2
F
1
2 , 22
2

G 25
(22, 25)

34
Um ponto P(x, y) qualquer pertencerá a r se estiver alinhado a dois pontos
quaisquer de r, por exemplo, A e B:
4 7 1
A, B e P colineares V D 5 0 V 3 5 1 5 0 V
x y 1
V 20 1 7x 1 3y 2 5x 2 4y 2 21 5 0 V 2x 2 y 2 1 5 0 1
Se tivéssemos escolhido os pontos E e F, teríamos:
0 21 1
1 1 1
E, F e P colineares V D 5 0 V 2 22 1 5 0 V 2x 2 y 1 2x 2 5 0 V
2 2 2
1 1 x y 1
Vx2 y2 50 2
2 2
As equações obtidas em 1 e 2 são equivalentes (observe que, se dividirmos
os coeficientes de 1 por 2, obtemos 2 ) e nos mostram a relação que x e y devem
satisfazer a fim de que um ponto P(x, y) pertença a r.
A reta r pode ser analiticamente descrita por uma dessas equações ou por
qualquer outra equivalente, dependendo dos pontos escolhidos. Cada uma delas
é chamada equação geral da reta r.

Equação geral da reta


Propriedade
A toda reta r do plano cartesiano está associada pelo menos uma equação
do tipo ax 1 by 1 c 5 0, em que a, b e c são números reais, com a e b não
nulos simultaneamente, e x e y são as coordenadas de um ponto P(x, y) ge-
nérico de r. Costuma-se escrever r: ax 1 by 1 c 5 0.

Vamos demonstrar essa propriedade.


Sejam Q(x1, y1) e R(x2, y2) dois pontos distintos do plano cartesiano, e r 5 QR é
a reta determinada por Q e R.
Um ponto genérico de r é P(x, y), isto é, P é um ponto que “percorre” r.
y
Banco de imagens/Arquivo da editora

y1 Q

y2 R

O x2 x1 x
P
r

Como P, Q e R estão alinhados, devemos ter D 5 0, isto é:


x y 1
x1 y1 1 5 0 V xy1 1 yx2 1 x1y2 2 x2y1 2 xy2 2 yx1 5 0 V
x 2 y2 1
V x(y1 2 y2) 1 y(x2 2 x1) 1 (x1y2 2 x2y1) 5 0 *

Como x1, y1, x2 e y2 são números reais conhecidos, podemos considerar


y1 2 y2 5 a, x2 2 x1 5 b e x1y2 2 x2y1 5 c, e obtemos em * : ax 1 by 1 c 5 0, que
é chamada equação geral de r.

CAPÍTULO 2 | A RETA 35
OBSERVAÇÃO

Na demonstração da página anterior podemos entender o porquê de a e b serem coeficientes não nulos simultaneamente:
a 5 0, y1 2 y2 5 0 V y1 5 y2
V Q 5 R, o que é absurdo, pois consideramos que Q e R são pontos distintos.
b 5 0, x2 2 x1 5 0 V x1 5 x2
Logo, não podemos ter a e b simultaneamente nulos.

EXEMPLO 1
y

Banco de imagens/Arquivo da editora


Para obter uma equação geral da reta r que passa pelos pontos A(3, 2)
e B(22, 21), basta impor a condição de alinhamento para A, B e P(x, y), 2
A
ponto genérico de r:
3 2 1 1 C
22 21 1 5 0 22 21 P
0
x y 1 2 x
2 2 3
Calculando o determinante, temos: D 5
21
23 1 2x 2 2y 1 x 2 3y 1 4 5 0 V 3x 2 5y 1 1 5 0 B
r
Assim, r é dada pela equação: 3x 2 5y 1 1 5 0; e indica-se
r: 3x 2 5y 1 1 5 0.
O ponto C(2, 1) não pertence a r. De fato, suas coordenadas não satisfazem a equação de r:
3 ? 2 2 5 ? 1 1 1 5 0 V 2 5 0 (falso)
2
Já o ponto D 21, 2 pertence a r:
5
2
3 ? (21) 2 5 ? 2 1 1 5 23 1 2 1 1 5 0
5

Casos particulares
Se um dos coeficientes da equação geral de uma reta (ax 1 by 1 c 5 0) é igual
a zero, a reta apresenta uma propriedade especial. Temos três casos:
• a 5 0 C y1 2 y2 5 0 C y1 5 y2, isto é, dois pontos distintos dessa reta pos-
suem a mesma ordenada.
Então, se a equação não tem termo em x, a reta é paralela ao eixo x.

EXEMPLO 2

Observe as retas r e s representadas na figura ao lado. y


Banco de imagens/Arquivo da editora

3 s
4y 2 3 5 0 C y 5 3 é uma equação da reta s. 4
4
0 x
r
2y 1 1 5 0 C y 5 2 1 é uma equação da reta r. 2
1
2 2

Note que equações como y 5 0; 3y 5 0; 25y 5 0, etc. correspondem à reta que representa o eixo x.

36
• b 5 0 C x2 2 x1 5 0 V x1 5 x2, isto é, dois pontos distintos dessa reta
possuem a mesma abscissa.
Assim, se a equação não tem termo em y, a reta é paralela ao eixo y.

EXEMPLO 3

Observe as retas r e s representadas na figura abaixo.


Banco de imagens/Arquivo da editora

y
2x 1 2 5 0 C x 5 21 é uma equação da reta r.
2x 1 3 5 0 C x 5 3 é uma equação da reta s.
21 0 3 x Note que as equações x 5 0; 2x 5 0; 24x 5 0, etc. correspondem à reta que
representa o eixo y.
r s

• c 5 0 C ax 1 by 5 0
Nesse caso, para todo a O H* e b O H*, o par ordenado (0, 0) satisfaz a
equação, ou seja, a ? 0 1 b ? 0 5 0. Desse modo, se a equação não tem
termo independente, a reta passa pela origem.

EXEMPLO 4

Banco de imagens/Arquivo da editora


3x ⫺ 2y ⫽ 0
Observe as retas de equações 3x 2 2y 5 0 e x 1 7y 5 0 repre- 3
sentadas na figura ao lado. 2
Note que essas retas passam pelo ponto (0, 0). 1

0 1 2 3 4 5 6 7 x
⫺1
x ⫹ 7y ⫽ 0

Recíproca da propriedade
A toda equação da forma ax 1 by 1 c 5 0, em que a, b e c são números
reais tais que a 8 0 ou b 8 0, está associada uma única reta r do plano carte-
siano, cujos pontos possuem coordenadas (x, y) que satisfazem essa equação.

Demonstração:
Sejam M(xM, yM), N(xN, yN) e P(xP, yP) três pontos distintos cujas coordenadas
satisfazem a equação ax 1 by 1 c 5 0. Vamos mostrar que M, N e P pertencem a
uma mesma reta (admitimos a 8 0).
Temos:
2byM 2 c
axM 1 byM 1 c 5 0 V xM 5
a
2byN 2 c
axN 1 byN 1 c 5 0 V xN 5
a
2byP 2 c
axP 1 byP 1 c 5 0 V xP 5
a

CAPÍTULO 2 | A RETA 37
2byM 2 c
yM 1
a
xM yM 1 2byN 2 c
Calculamos o determinante: xN yN 1 5 yN 1
a
xP yP 1 2byP 2 c
yP 1
a
Pela regra de Sarrus, chegamos à conclusão de que o determinante é nulo.
Isso implica, como vimos, que os pontos M, N e P são colineares.

EXEMPLO 5

Vamos construir o gráfico da relação 3x 1 8y 2 7 5 0. y

Banco de imagens/Arquivo da editora


Como vimos, trata-se da equação geral de uma reta. Para 3
P
construí-la é suficiente conhecer dois de seus pontos: 2
• Se x 5 23, temos 3 ? (23) 1 8y 2 7 5 0 V 8y 5 16 V y 5 2; 1
obtemos o ponto P(23, 2).
23 22 21 0 1 2 3 4 5 x
• Se x 5 5, temos 3 ? 5 1 8y 2 7 5 0 V 8y 5 28 V y 5 21; 21
Q
obtemos o ponto Q(5, 21).
Construímos, assim, a reta PQ ao lado.

Vamos analisar a relação 3x 1 8y 2 7 5 0 de outro modo. Se isolarmos y em


3 7
função de x, obteremos 8y 5 23x 1 7 V y 5 2 x 1 .
8 8
3 7
Como vimos no estudo de funções, a lei y 5 2 x 1 representa uma função
8 8
afim (isto é, uma função polinomial do 1o grau, de H em H, definida por y 5 ax 1 b,
com a e b reais e a 8 0), cujo gráfico é uma reta oblíqua ao eixo das abscissas.
Quando estudamos a função afim, vimos que o coeficiente a está ligado à in-
clinação da reta e que o coeficiente b é igual à ordenada do ponto em que a reta
intersecta o eixo y. Mais adiante, vamos estudar com mais detalhes essas relações.
Generalizando, podemos dizer que, se a equação geral de uma reta é ax 1 by 1
a c
1 c 5 0, com a 8 0 e b 8 0, então ela representa a lei da função afim y 5 2 x 2 .
b b
É importante analisarmos dois casos particulares:
c
• Se a 5 0 e b 8 0, obtemos by 1 c 5 0 C y 5 2 e, nesse caso, temos a lei
b
de uma função constante. Por exemplo, se a equação geral de uma reta r
5
é 3y 2 5 5 0, então y 5 representa a lei da função de H em H que, a todo
3
5
x O H associa a imagem . O gráfico dessa função é a reta r paralela ao
3
eixo das abscissas:
x y y
Banco de imagens/Arquivo da editora

f: H Q H
5
f(x) 5
22 3
5 5
0 y5
3 3
5
1 r
3
2
5 0 x
}

H H

38
c
• Se b 5 0 e a 8 0, obtemos ax 1 c 5 0 C x 5 2 e, nesse caso, a equação
a
geral ax 1 c 5 0 não define uma função de H em H. Por exemplo, a equação
2x 2 6 5 0 C x 5 3 é representada, graficamente, por todos os pontos do
plano cuja abscissa é igual a 3:
y x53

Banco de imagens/Arquivo da editora


(3, 3)

(3, 2)

(3, 1)
(3, 0)
x
)
0 ) 3,2
1
(3, 21) 2

(3, 22)

(3, 23)

Podemos notar que x 5 3 está associado a infinitos valores de y (isto é, possui


infinitas imagens). Isso contraria a definição de função. Observe também que para
cada x 8 3 não há imagem correspondente.

Exercícios resolvidos

1. Seja r a reta que passa pelos pontos (1, 2) e (22, 5).


Determine:
a) uma equação geral de r.
b) os pontos de interseção de r com os eixos coordenados.
c) a lei da função afim cujo gráfico é r.
Solução:
a) Seja P(x, y) um ponto genérico de r. Temos:
x y 1
1 2 1 5 0 V 2x 2 2y 1 5 1 4 2 5x 2 y 5 0 V 23x 2 3y 1 9 5 0
22 5 1
ou, dividindo por 3 seus coeficientes, temos r: 2x 2 y 1 3 5 0. *
b) Sejam M e N os pontos de interseção de r com os eixos x e y, respectivamente.
• Ponto M: devemos determinar o ponto de r cuja ordenada é nula. A partir da equação da reta r,
obtemos 2x 2 0 1 3 5 0 V x 5 3 V M(3, 0); lembre-se de que x 5 3 é raiz da função.
• Ponto N: devemos determinar o ponto de r cuja abscissa é nula. Na equação da reta r, temos
20 2 y 1 3 5 0 V y 5 3 V N(0, 3).
c) Basta isolar y em * :
2x 2 y 1 3 5 0 V 2x 1 3 5 y

2. Determine os pontos da reta r: 5x 2 12y 5 0 que distam três unidades da origem. Represente grafi-
camente.
Solução:
Seja P(x P , yP) o ponto de r procurado. Temos:
12yP
5xP 2 12yP 5 0 V xP 5
5

CAPÍTULO 2 | A RETA 39
A distância de P à origem é 3:
2
12yP 169yP2 169yP2 15
(xP 2 0) 1 (yP 2 0) 5 3 V 1 yP2 5 3 V 53V 5 9 V yP 5 6
2 2

5 25 25 13

15 12 15 36 36 15
• Se yP 5 , então xP 5 ? 5 e P , .
13 5 13 13 13 13

15 12 15 36 36 15
• Se yP 5 2 , então xP 5 ? 2 52 e P' 2 , 2 .
13 5 13 13 13 13
y

Banco de imagens/Arquivo da editora


5 r: 5x 2 12y 5 0

15 P
36 13 d53
2
13
0 x
36 12
d53 15 13
2
P' 13

3. Determine o ponto I de interseção das retas r: 2x 2 y 2 1 5 0 e s: 4x 1 3y 2 17 5 0 representadas abaixo:

y
Banco de imagens/Arquivo da editora

I
OBSERVAÇÃO

Em geral, dadas as retas r: a1x 1


1 b1y 1 c1 5 0 e s: a2x 1 b2y 1 c2 5 0,
ao resolvermos o sistema formado
0 x por essas equações podem ocorrer
s
três casos:
• O sistema possui uma única
solução, isto é, é possível e
r determinado. As duas retas inter-
Solução: sectam-se em um único ponto.
• O sistema possui infinitas solu-
No estudo das funções, já aprendemos a determinar o ponto de
ções, isto é, é possível e indeter-
interseção de duas retas: basta resolver o sistema formado minado. As duas retas possuem
pelas leis das funções que representam as retas. A solução do infinitos pontos comuns, isto é,
sistema corresponde às coordenadas de I: são coincidentes.
• O sistema não possui solução,
2x 2 y 5 1 isto é, é impossível. As duas re-
V x 5 2 e y 5 3 V I(2, 3) tas são paralelas distintas.
4x 1 3y 5 17

40
4. As retas suportes dos lados de um triângulo ABC são r: x 2 1 5 0; s: x 1 y 2 6 5 0 e t: x 2 3y 2 9 5 0.
Obtenha os vértices desse triângulo.
Solução:
Cada vértice do triângulo é a interseção de duas retas suportes; é preciso, portanto, resolver três
sistemas:
• A5rXs
y
x2150
V x 5 1 e y 5 5.
x1y2650
r: x ⫺ 1 ⫽ 0

Banco de imagens/Arquivo da editora


Temos: A(1, 5) 6
5 A
• B5rXt
x2150 8
Vx51ey52 27
t: x ⫺ 3y ⫺ 9 ⫽ 0
x 2 3y 2 9 5 0 3
0 1 4
8 3 6 9 x
Temos: B 1, 2 ⫺
4 C
3 8

• C5sXt 3
B s: x ⫹ y ⫺ 6 ⫽ 0
⫺3
x1 y2650 27 3
Vx5 ey52
x 2 3y 2 9 5 0 4 4
27 3
Temos: C ,2
4 4

Exercícios
1. Em cada caso, encontre uma equação geral da y y

Ilustrações: Banco de imagens/


Arquivo da editora
a) c)
1
reta que passa pelos pontos: 0
1 x
a) (0, 2) e (2, 3)
b) (21, 2) e (22, 5) 1
1
c) (21, 22) e 2 , 3 0 1 x
2
d) (0, 23) e (3, 22)
b) y d) y
2. Verifique por quais dos pontos A(22, 25), B(21, 4), 1
1 19 0 x
C 2, 2 , D(3, 1) e E 21, passa a reta de 1 1
5 5
0 1 x
equação 6x 2 5y 2 13 5 0.
3. Represente graficamente as retas de equação:
a) x 2 y 1 1 5 0
b) 23x 2 y 1 2 5 0 5. A reta s passa por A(2, 21) e pelo ponto médio de
c) 3x 2 y 5 0 BC, sendo B(0, 21) e C(23, 2).
d) x 1 5 5 0
a) Escreva uma equação geral de s.
e) y 1 4 5 0
f) 200x 2 500y 1 300 5 0 b) A reta s passa pela origem? E pelo ponto (27, 3)?

4. Indique a associação correta de cada reta à lei da 6. Determine uma equação geral da reta vertical que
função afim correspondente. passa por (2, 17).
x21 3
r: y 5 s: y 5 2 x 2 3
2 2 7. Uma reta paralela ao eixo x passa pelo ponto
3x
t: y 5 2x 1 5 u: y 5 23 (1, 5). Escreva uma equação geral dessa reta.
4

CAPÍTULO 2 | A RETA 41
8. A função f é uma função afim cujo gráfico é uma 14. Obtenha o ponto de interseção entre as retas de
reta que passa pela origem e por (1, 5). equações:
a) Qual é a lei que define f? a) 2x 2 y 1 6 5 0 e 2x 1 3y 2 6 5 0
b) Calcule o valor de f(22) 1 f(0,2). b) x 1 y 2 2 5 0 e 3x 2 y 1 4 5 0
c) Escreva uma equação geral da reta que é o c) x 2 2y 5 0 e x 1 y 2 1 5 0
gráfico de f.
15. As retas r: x 1 3 5 0 e s: y 2 2 5 0 intersectam-
9. Escreva uma equação geral para cada uma das -se em um ponto P.
retas r, s e t da figura. a) Determine as coordenadas de P.
y b) Qual é a distância de P à origem?

Banco de imagens/Arquivo da editora


4 r 16. Qual é, em cada caso, a posição relativa das retas
r e s?
a) r: x 2 3y 1 2 5 0; s: 2x 2 y 5 0
b) r: x 1 y 2 3 5 0; s: 22x 2 2y 1 6 5 0
21 0 x y
c) r: 22x 1 y 2 3 5 0; s: 2x 1 1150
s t 2
d) r: x 2 1 5 0; s: x 1 2 5 0
10. Uma vela de 8 cm foi acesa às 17 horas. Sabe-se 17. As retas cujas equações são 2x 2 y 2 k 5 0 e
que às 19 horas a altura da vela era 4,8 cm. 2x 1 y 2 k 5 0, com k O H, intersectam-se no
Suponha linear a variação da altura (h) da vela 1
(em cm) em função do tempo x, em horas, sendo ponto , 0 . Qual é o valor de k?
2
x 5 0 o instante em que ela foi acesa.
18. Verifique se as retas de equações 2x 2 y 2 3 5 0,
a) Obtenha a lei da função que relaciona h e x.
3x 1 2y 2 1 5 0 e 4x 2 y 2 5 5 0 intersectam-se
b) Determine em qual horário a vela foi inteira-
somente em um ponto. Em caso afirmativo, quais
mente consumida.
são as coordenadas desse ponto?
c) Represente graficamente a função obtida no
item a. 19. Em que condições as retas de equações
d) Obtenha uma equação geral da reta obtida no px 2 y 1 3p 5 0 e 2x 2 y 1 6 5 0 têm mais de um
item c. ponto comum?

11. Os gráficos de duas funções polinomiais do 20. As representações gráficas de duas funções do
1o grau, f e g, estão representados a seguir. 1o grau, f e g, são dadas a seguir:

y y
Banco de imagens/Arquivo da editora

Banco de imagens/Arquivo da editora

4 f
3
4
g

0 5 x
21 1
g 4 6
0 1 3 R Q x
Qual é a lei que define a função g? 21

12. Considere o triângulo de vértices A(0, 0), B(1, 3) e P


C(4, 0). Determine as equações gerais das retas
suportes dos lados desse triângulo.
f
25
13. Qual(is) é(são) o(s) ponto(s) da reta x 2 y 1 1 5 0
que dista(m) 13 u.c. do ponto (0, 2)?

42
a) Obtenha a lei que define cada uma dessas c) Quantos reais cada empresa cobra por quilô-
funções. metro pavimentado?
b) Qual é o valor de f(2) 1 g(1)? d) Qual é o custo total da pavimentação de
c) Determine as coordenadas de P. 100 km em cada uma das empresas?
d) Obtenha a área do triângulo PQR. e) Para quantos quilômetros de pavimentação
é indiferente contratar qualquer uma das
21. Em uma licitação para pavimentação de uma es-
empresas?
trada, duas empresas ofereceram condições si-
22. As retas r: 2x 2 y 2 3 5 0, s: x 1 2y 2 3 5 0 e
milares (embora com valores diferentes). Cada
t: 2x 1 y 2 5 5 0 são suportes dos lados de um
uma delas cobrava um valor fixo e um adicional
triângulo. Determine as coordenadas dos vértices
por quilômetro de estrada pavimentada. A relação
do triângulo.
entre o custo da obra e o número de quilômetros
a serem pavimentados pode ser esboçada como 23. As retas de equações x 2 3y 2 2 5 0 e x 2 y 2 2p 5
no gráfico a seguir: 5 0, com p O H, intersectam-se no ponto de
coordenadas (p 1 1, p 2 1). Determine o valor

Banco de imagens/Arquivo da editora


Custo
(em reais) empresa I de p e as coordenadas do ponto de interseção
empresa II
dessas retas.
24. Os pontos A(21, 3), B(2, 4), C(4, 21) e
D(22, 22) são vértices de um quadrilátero. De-
termine as coordenadas do ponto de encontro de
suas diagonais.
25. As equações das três retas suportes de um triân-
gulo são:
x 2 1 5 0, y 2 2 5 0 e x 1 y 21 5 0
Número de a) Classifique esse triângulo quanto aos lados e
quilômetros ângulos.
pavimentados
b) Determine o perímetro e a área do triângulo.
As retas suporte das semirretas mostradas no 26. Qual deve ser o vértice C de um triângulo ABC
gráfico têm por equações gerais: para que sejam verificadas as condições abaixo?
5 000x 2 y 1 400 000 5 0 e • O vértice A pertence ao eixo x.
6 000x 2 y 1 240 000 5 0 • O vértice B pertence ao eixo y.
a) Associe cada reta à empresa correspondente. • A reta BC tem equação x 2 y 5 0.
b) Qual é o valor fixo cobrado por cada uma das • A reta AC tem equação x 1 2y 2 3 5 0.
empresas? Qual o perímetro desse triângulo?

Inclinação de uma reta


Seja r uma reta do plano cartesiano, não paralela ao eixo x. Fixemos em r dois
pontos distintos A e B.
Vamos convencionar que o sentido positivo de r é aquele em que “se parte do
ponto de menor ordenada e se chega ao ponto de maior ordenada”. Observe os
dois casos seguintes: o sentido positivo de r está indicado pela seta. OBSERVAÇÃO
y y
Quando a reta r for pa-
Ilustrações: Banco de imagens/
Arquivo da editora

r ralela ao eixo x, dados A e


B r B B distintos, temos que
yB yB
yA 5 yB. Nesse caso, o
A yA yA A sentido positivo de r é o
O x O x sentido positivo do eixo x.

CAPÍTULO 2 | A RETA 43
Banco de imagens/Arquivo da editora y semirreta Ir Seja I o ponto de interseção de r com o eixo x. O ângulo que a reta r forma com
r o eixo x é o menor ângulo formado pelas semirretas Ix e Ir. A semirreta Ix tem
origem em I e sentido coincidente com o do eixo das abscissas. A semirreta Ir tem
a
origem em I e sentido coincidente com o sentido positivo de r.
O I x
Esse ângulo denomina-se inclinação da reta. Vamos indicar a medida desse
semirreta Ix
ângulo por a.
Observe os casos possíveis:

Ilustrações: Banco de imagens/Arquivo da editora y y


r
r

a
I a
O x I O x

0° , a , 90° 90° , a , 180°

y r
y

r
a
O I x
O x

a 5 0° a 5 90°

Coeficiente angular
Coeficiente angular ou declividade de uma reta r é o número real m definido por

m 5 tg a

sendo a a medida do ângulo de inclinação de r. Temos as seguintes possibilidades:

y y
Ilustrações: Banco de imagens/Arquivo da editora

r a
a é agudo. a é obtuso.
a m 5 tg a . 0 m 5 tg a , 0
O x O x
r

y y
r

a é reto. r
Como não existe tg 90°, não a 5 0°
O x é possível definir o O x m 5 tg 0° 5 0
coeficiente angular de r.

44
EXEMPLO 6
y

Banco de imagens/Arquivo da editora


A reta r: x 2 y 5 0, correspondente à bissetriz dos quadrantes ímpares,
s r
tem declividade m 5 tg 45° 5 1; já a reta s: x 1 y 5 0, correspondente à bis-
setriz dos quadrantes pares, tem coeficiente angular m 5 tg 135° 5 21. 135°
45°
mr 5 tg 45° 5 1 O x
ms 5 tg 135° 5 21

Cálculo do coeficiente angular de uma reta a partir de dois de


seus pontos
Seja r a reta determinada pelos pontos A(xA, yA) e B(xB, yB). Vamos considerar
dois casos:

Ilustrações: Banco de imagens/Arquivo da editora


• 0 , a , 90° y
r
No triângulo ACB, temos: B
yB
BC y 2 yA
tg a 5 5 B A a C
AC xB 2 xA yA
a
Assim, o coeficiente angular de r é: O xA xB x
yB 2 yA
m 5 tg a 5
xB 2 xA
• 90° , a , 180°
No triângulo ACB, temos:
AC yA 2 yB
tg (180° 2 a) 5 5 y
BC xB 2 xA
Da trigonometria, sabemos que tg (180° 2 a) 5 2tg a. Daí, temos:
A
yA 180° 2 a
yA 2 yB yB 2 yA
2tg a 5 V tg a 5 B
xB 2 xA xB 2 xA yC 5 yB
a
C
Assim, o coeficiente angular de r é: O xA 5 xC xB x
r
yB 2 yA 180° 2 a
m 5 tg a 5
xB 2 xA
Em qualquer um dos casos, podemos calcular o coeficiente angular da reta
que passa por A(xA, yA) e B(xB, yB) por meio da relação:

yB 2 yA
m5
xB 2 xA OBSERVAÇÃO

yB 2 yA 2(yA 2 yB) yA 2 yB Lembrando o conceito de


Como 5 5 , podemos simplesmente escrever: tangente na circunferência
xB 2 xA 2(xA 2 xB) xA 2 xB trigonométrica, temos:
tg (180° 2 a) 5 2tg a.
Dy
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m5
Dx
180° 2 a tg a
a
em que Dy é a diferença entre as ordenadas de A e B, e Dx, a diferença entre as tg (180° 2 a)

abscissas de A e B, ambas calculadas no mesmo “sentido”, como mostra o exem-


plo da página seguinte.

CAPÍTULO 2 | A RETA 45
EXEMPLO 7

Vamos calcular o coeficiente angular da reta que passa por A(25, 4) e B(3, 2).
Temos:
Dy 422 2 1
m5 5 5 52 (Calculamos a diferença de “A para B”.)
Dx 25 2 3 28 4
Observe que poderíamos também fazer:
Dy 224 22 1
m5 5 5 52 (Calculamos a diferença de “B para A”.)
Dx 3 2 (25) 8 4

Equação reduzida de uma reta


Sejam r a reta cuja medida do ângulo de inclinação é a e P(x, y) um ponto ge-
nérico de r. A reta r intersecta o eixo das ordenadas em um ponto Q cuja abscissa
é nula, isto é, Q(0, n).
y

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r

y
P

α
n
R
Q
α
O x x

Como vimos, o coeficiente angular da reta r que passa por Q(0, n) e P(x, y) é
Dy y2n y2n
dado por m 5 5 , isto é, m 5 V y 5 mx 1 n
Dx x20 x
Essa última expressão é chamada forma reduzida da equação da reta r, ou
simplesmente equação reduzida da reta r, na qual {m, n} S H e:
• m é o coeficiente angular de r;
• n é a ordenada do ponto em que r corta o eixo das ordenadas e é chamado
coeficiente linear de r;
• x e y são as coordenadas de um ponto qualquer da reta r.

OBSERVAÇÕES

• Note que no triângulo PQR temos: tg a 5


PR 5 y 2 n 5 y 2 n
QR x20 x
y
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• Se a reta r é horizontal, ela forma ângulo nulo com


o eixo das abscissas; assim, m 5 tg 0° 5 0, e a n r
equação reduzida da reta torna-se simplesmente
y 5 n.
O x

• Se a reta r é vertical, ela forma ângulo reto com y r


o eixo das abscissas; como não existe tg 90°, não
se define o coeficiente angular de r e, assim, é
impossível escrever a forma reduzida da equação
de qualquer reta vertical. O x

46
EXEMPLO 8

Na figura, a medida do ângulo de inclinação de r é 60°, e r intersecta o eixo das

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y
ordenadas em (0, 2). r

Podemos concluir que: 2

m 5 tg 60° 5 3 e n 5 2
60o
Assim, r: y 5 3x 1 2 é a forma reduzida da equação da reta r.
0 x

EXEMPLO 9

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A reta s passa pelos pontos A(1, 2) e B(22, 5). B
5
Vamos deteminar a equação reduzida de s.
O coeficiente angular de s pode ser obtido da seguinte maneira:
Dy 522 3 A
m5 5 5 5 21 2
Dx 22 2 1 23
a
A equação reduzida de s é escrita provisoriamente como:
22 0 1 x
s
s: y 5 21 ? x 1 n
Como não sabemos qual é o ponto em que s intersecta o eixo y, podemos substituir x e y pelas coorde-
nadas de um ponto que pertença a r (por exemplo, o ponto A), a fim de determinar o valor de n:

2 5 21 ? 1 1 n V 2 5 21 1 n V n 5 3
Assim, a equação reduzida de s é s: y 5 2x 1 3.
Note que, como m 5 21, segue que a 5 135°, pois, da Trigonometria, sabemos que tg 135° 5 2tg 45° 5 21.

OBSERVAÇÃO

Se uma reta não é vertical, é possível transformar sua equação geral em reduzida e vice-versa:
a c
ax 1 by 1 c 5 0 V by 5 2ax 2 c V y 5 2 x2
b b
a c
Nesse caso, o coeficiente angular dessa reta é m 5 2 e seu coeficiente linear é n 5 2 .
b b
Inversamente, se uma reta é dada em sua forma reduzida, basta agrupar todos os seus termos em um único membro:
y 5 mx 1 n V mx 2 y 1 n 5 0 é a equação geral dessa reta.

EXEMPLO 10

Se a reta r é dada por 3x 1 6y 1 7 5 0, isolando y, obtemos:


x 7
2 , que é sua forma reduzida.
6y 5 23x 2 7 e y 5 2
2 6
Inversamente, dada a equação de uma reta s em sua forma reduzida y 5 3x 2 5, colocando todos os
termos em um único membro, obtemos 3x 2 y 2 5 5 0, que é sua forma geral.

CAPÍTULO 2 | A RETA 47
Exercício resolvido

5. Na figura, ABCD é um quadrado cujo lado mede 2. Escreva as equações reduzidas das retas AB e BC.
Solução: y

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Se o lado do quadrado mede 2, suas diagonais (AC e BD) medem 2 2 , B

e as coordenadas de seus vértices são: A(2 2 , 0), C( 2 , 0), B(0, 2 )


e D(0, 2 2 ). A
45° 45°
C
O x
A reta AB possui declividade dada por m 5 tg 45° 5 1, e seu coeficiente
linear é 2 ; então a equação reduzida de AB é y 5 x 1 2.
A reta BC tem declividade m 5 tg 135° 5 21, e seu coeficiente linear D
também é 2 ; então a equação reduzida de BC é y 5 2x 1 2 .

EXEMPLO 11

Como sabemos, existem infinitas retas que passam por um deter- y

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minado ponto. Na figura ao lado, r, s, t e v são alguns exemplos de
retas que passam por P(3, 1).
r
Cada uma delas define uma direção, dada pelo seu ângulo de
inclinação. s
• Tomemos um ponto qualquer (x, y) de r. Como r passa também
P
y21 1 qv
por (3, 1), temos mr 5 V y 2 1 5 mr ? (x 2 3); essa é a qt
x23 qr
equação da reta que passa por (3, 1) e tem declividade mr. 0 3 x
qs
• Tomemos agora um ponto genérico de s, de coordenadas (x, y). t
y21
Como s passa também por (3, 1), temos ms 5 V v
x23
y 2 1 5 ms ? (x 2 3); essa é a equação da reta que passa por
(3, 1) e tem declividade ms.
}
Enfim, se m varia em H, a equação y 2 1 5 m ? (x 2 3) representa, para cada valor de m, a equação da
reta que passa por (3, 1) e tem declividade igual a m, isto é, a medida do ângulo de inclinação a é tal que
tg a 5 m.
As infinitas retas que podem ser obtidas (à medida que m varia em H) formam o feixe de retas concor-
rentes em P, além da reta vertical x 2 3 5 0, para a qual não se define o coeficiente angular.
y
OBSERVAÇÃO
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Se uma reta v é horizontal (pa-


1 ralela ao eixo das abscissas),
a medida do ângulo de inclinação
0 3 x
é qv 5 0L e m 5 tg 0L 5 0.
Na equação do feixe, se m 5 0,
x2350 temos: y  2 1 5 0 ? (x 2 3) V
V y 2 1 5 0 C y 5 1; essa é a
Assim, a equação do feixe de retas que passam por (3, 1) é: equação da reta horizontal que
passa por (3, 1).
y 2 1 5 m ? (x 2 3) ou x 2 3 5 0

48
Exercício resolvido

6. Obtenha uma equação geral da reta que possui coeficiente angular igual a 22 e passa por (1, 3).
Solução:
Podemos escrever a equação do feixe de retas por (1, 3):
y 2 3 5 m ? (x 2 1); m O H
Como m 5 22, segue a equação:
y 2 3 5 22 ? (x 2 1) V 2x 1 y 2 5 5 0

Exercícios
27. Determine, em cada caso, a medida do ângulo de 29. Escreva a equação reduzida de cada reta re