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INSTITUTO DOM BOSCO


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EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA AGRÍCOLA


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Aluno: Lucas Corrêa Velloso.

Turma: 8° Ano A.

Disciplina: Geografia.

Professora: Simague Souza Rocha.


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A PRÉ-HISTÓRIA

O período da Pré-história compreende do surgimento do homem (3,5 milhões de anos)


aos primeiros indícios de registros escritos (4.000 a.C.). Este período é dividido em:
Paleolítico (3,5 milhões de anos a 10.000 a.C.); Mesolítico (10.000 a.C. a 8.000 a.C.); e
Neolítico (8.000 a.C. a 4.000 a.C.). Estas datas são tomadas como base, podendo ocorrer
alterações de região para região.

O conhecimento sobre este período é incompleto, pois não pode-se chegar a uma
conclusão dos objetos utilizados. Objetos deterioráveis (madeira, pele, etc.) já estão
decompostos, assim, praticamente, os únicos meios para se estudar o desenvolvimento neste
período é através de objetos com demorada decomposição: pedra, sílex, osso e restos de
animais.

A subsistência do homem nesse período era inicialmente conseguida através da caça


de animais e coleta de frutos silvestres. Para isto o homem utilizou ferramentas, que eram
lascas de pedras ou ossos. Porém, como observa o autor Shapiro (1972), neste período o
desenvolvimento consagrado é lento, gradual, e isto é observado, no início, no fato de uma
única ferramenta ser utilizada para diversos feitos; e serem provenientes de lascas de pedras.

Para o homem da Pré-história conseguir seus instrumentos, ele lascava pedras. Para
produzirem uma lasca preparavam o núcleo da pedra, deixando uma superfície plana, e então
golpeavam essa superfície (lugar denominado plataforma de percussão) com um martelo de
pedra; abaixo ao lugar onde foram dados os golpes denomina-se ponto de impacto, formando
neste lugar uma saliência denominada bulbo de percussão; ao lado desta saliência, apresenta
uma marca (marca bulbar), estas são fraturas que se desprendem do resto da pedra,
constituindo assim uma lasca. Após isso, fazia-se um processo de lascagem denominado
retoque: processo de finalização, onde aplicava-se a lascagem por compressão. Este processo
de finalização, porém, constituía uma nova fase, com uma técnica mais evoluída e utilizada
para tornar estas lascas com uma lâmina mais afiada.

Os instrumentos deste período podem ser divididos em quatro tipos:

îc Instrumento Biface: machado de mão, feito por golpes dados no núcleo da pedra;
possui duas bordas cortantes opostas.

îc Trinchante: instrumento com uma só borda; feitos de seixos (semelhante a um


cascalho, porém pouco menor) que são lascados em um lado, ou nos dois lados da
borda de corte.

îc ùerramenta de Lasca: instrumentos de corte, grande, alongado e em forma oval;


produzidos com martelo de pedra ou madeira.

îc Instrumento Laminado: lascas muito bem preparadas, possuindo uma lâmina muito
fina e, por isso, muito afiada.

O mais longo período da Pré-história ± o paleolítico inferior, tem seus instrumentos


encontrados próximo a vales, assim se deduz que o homem vivia, neste período, perto de
fontes de água. Inicialmente, a tecnologia utilizada era muito precária. Os primeiros
instrumentos feitos pelo homem, constituindo o processo evolutivo Abevilense, eram
machados de mão e as lascas de pedra. Esses machados são os mais antigos e rústicos
instrumentos, sua forma varia e o lascamento é irregular, assim apresenta a sua borda cortante
sinuosa, provavelmente eram feitos por martelos de pedra. Quanto às lascas resultantes é
muito provável que não tinham utilidade nenhuma, somente eram provenientes da manufatura
dos machados.

Após uma pequena evolução na tecnologia de fabricação desses instrumentos, esta


praticamente estagnou-se por um longo período, não apresentando processo evolutivo
significativo. Após isso, consistiu-se um novo processo denominado Acheulense, tendo como
característica a fabricação do machado de mão, com predominância de formas ovaladas.
Depois, neste mesmo processo, passou a apresentar machados de mão com formas ovaladas e
acentuada sinuosidade do fio. Em seguida, passa a predominar o machado de mão com forma
de lança, onde havia um fio de corte reto ou côncavo, e apresentavam suas superfícies mais
planas. Na última fase, apresenta-se machados de mão com fios retos e muito bem polidos,
com forma alongada. Em todas essas pequenas evoluções, sempre esteve presente, porém em
pequena escala, as trinchantes e os machados de mão com forma triangular.

A partir d o processo evolutivo denominado de Clactonense, onde os instrumentos


passam a ficar, gradativamente, mais afiados. Predominam os objetos lascados ² ou seja,
ainda fabrica-se machados de mão ², além também da manufatura das trinchantes. Os
objetos lascados são feitos a partir do núcleo de pedras de sílex, tendo formas irregulares;
geralmente não são polidos, porém às vezes verifica-se a prática do processo de retoque.

Então, os instrumentos passam a ter um aspecto mais em forma de lança, sendo


aperfeiçoados para terem maior poder de corte. São submetidos a um processo especial de
preparo do núcleo da pedra: grande avanço dessas ferramentas. De uma forma gradual vão se
aperfeiçoando, neste novo processo denominado Lavaloisense. A primeira fase deste processo
(Lavaloisense Inferior) caracteriza-se por lascas pesadas e lâminas de forma convexa; suas
plataformas de percussão não são polidas. O Período do Paleolítico Inferior passa a ser
substituído pelo Paleolítico Médio, onde nesse o processo evolutivo Lavaloisense tem
continuidade.

A partir do Paleolítico Médio o Lavaloisense passa a apresentar consideráveis


evoluções na técnica de produção dos instrumentos. Caracterizando a fase do Lavaloisense
Médio, tem-se o processo de manufatura das lascas aperfeiçoado: as lascas tornam-se mais
leves, finas e mais retocadas; suas lâminas tornam-se mais afiadas; e a sua forma passa a ter
aspecto mais triangular. Por seguinte, na fase Lavaloisense Superior, os objetos lascados são
manufaturados em formas ovais e alongadas, e espessura mais fina (tem melhor corte); e o
processo de retoque é ainda mais aperfeiçoado. No Lavaloisense ùinal, tem-se a fabricação de
lascas com ponta bastante triangular e um aperfeiçoamento no processo de retoque da lâmina,
que se torna mais comum.

Esse processo evolutivo não pode ser seguido rigorosamente para designar o
desenvolvimento em todas as regiões, pois isso ocorre de diferentes formas de
desenvolvimento para cada região. Isso é verificado, por exemplo, pelo fato de que em regiões
onde encontra-se o sílex em grandes blocos de pedras foi empregado técnicas para a
manufatura do maior tamanho possível de lascas. Já em regiões onde os blocos de pedras
eram menores, encontra-se lascas com tamanhos menores. Dependendo da região e da técnica
empregada ² lascas feitas a partir de blocos maiores ou menores ², as lascas são
encontradas em cavernas e abrigos de rocha, ou em lugares abertos.

Além disso, foi a partir deste período que o homem descobre como fazer fogo. E
também, foi quando o homem passa a produzir instrumentos, ou ferramentas, a partir de
ossos. A técnica, embora ainda muito primitiva, consistia na fabricação de instrumentos para
triturar, que tinham como finalidade, servirem de apoio para cortar. Estas ferramentas foram
encontradas em locais fechados, sendo que não foram encontradas em locais abertos devido à
decomposição que estas ferramentas sofreram. Assim, não pode-se ter certeza em afirmar de
que foi somente a partir deste período onde começou a prática da fabricação de ferramentas de
osso. Conclui-se que pode ter havido a prática da técnica de fazer instrumentos de osso no
Paleolítico Inferior, porém devido ao fato de eles estarem sujeitos à decomposição ² o
homem nesta época não vivia em abrigos fechados, somente em lugares abertos ² não foram
encontradas ferramentas pertencentes ao período do Paleolítico Inferior.

O paleolítico superior é, dentre os períodos paleolíticos, o menos extenso. Porém, é o


período onde ocorre o mais significativo progresso evolutivo, no qual os machados de mão e
as lascas são substituídos por instrumentos que apresentam uma maior prática de técnicas, a
partir deste período são produzidas lâminas com preparo especial e instrumentos
diversificados.

Apesar do processo de preparação de lâminas já ter sido utilizado em períodos


anteriores, foi no Paleolítico Superior que mais desenvolve-se, pois agora, além de rochas
comuns e do sílex, são utilizados o osso, o marfim e chifres. Agora, também, o homem passa
a viver em moradias, estas ainda muito simples, de forma ovalada e alongada. O homem
começa a ter uma vida social mais complexa, com a pratica de uma caça coletiva para garantir
melhor sua segurança.

O período Mesolítico tem grande influência da técnica dos micrólitos, já iniciada


superficialmente no Paleolítico Superior. Os micrólitos eram instrumentos característicos do
Paleolítico Superior ² como buris, raspadeiras, pontas e perfuradores, etc. ² de forma
pequena, geométrica e feitos de sílex.

Este período, caracteriza-se essencialmente por arpões planos (feitos de chifre de


veado e base perfurada); por instrumentos de pedra, com aspecto de micrólitos,
compreendendo raspadeiras redondas, pontas, lâminas de cinzéis; e por instrumentos de ossos,
como pontas de ossos e chifres, porém em quantidades mínimas de fabricação.

Em uma fase mais avançada, após passado da metade deste período, aparecem maiores
quantidades de implementos de madeira: cabos, remos, pirogas (embarcação comprida,
estreita e veloz), etc. Além desses, os instrumentos mais importantes que aparecem são os
feitos de ossos: pontas de ossos (muitas vezes apresentando farpas), estas colocadas em
lanças, arpões de pesca e de caça. Tem-se também machados de sílex, machados de chifre e
perfuradores.

A partir desta fase final do Mesolítico ocorrem alterações geológicas de uma forma
gradual ² a Era Glacial chegava ao seu fim, consequentemente, as geleiras começara a
derreter, fazendo com que ocorressem transformações geológicas ², esta transformação
levaram milhares de anos para se estabilizarem: a mudanças foram no clima (temperatura,
umidade, etc.), no índice pluviométrico, no nível dos mares, na flora (formações de florestas
que se alastraram, ou a formação de desertos com o esgotamento de algumas extensões de
florestas), na fauna (ocorreram mudanças na forma de vida dos animais), e ocorrem
transbordamento dos rios ² em fases posteriores foram importantes para que ocorresse a
fertilização das terras e sua utilização agrícola.

Ainda no final do período Mesolítico ocorreram, em algumas regiões em especial, o


desenvolvimento de comunidades menos nômades do que as de períodos anteriores e que
praticavam mais intensamente agricultura. Estas comunidades eram menos nômades pois
passavam mais tempo em uma determinada região, sendo que estas regiões eram
principalmente aquelas que lhes forneciam maior quantidade de alimentos. Os instrumentos
desenvolvidos nessas regiões especiais eram inovadores, e consequência de maior intensidade
da prática agrícola: ferramentas de carpintaria. Estas ferramentas de carpintaria eram: enxós,
ferramentas de carpinteiro para desbastar madeira e que tinha cabo curto e lâmina cortante;
goiva, instrumento de carpinteiro, sendo que tinha cabo de madeira e lâmina convexa; seta
com ponta de osso, instrumento que servia para matar animais de pêlos, e que preservava a
pele do animal para sua posterior utilização.

O Período Neolítico é caracterizado pelo cultivo de alimento e pela criação de gado


(de abate ou para fornecimento de alimento). Ou seja, isso gera mais independência do
homem quanto à sua alimentação, isso por que o homem não limitava-se mais a um lugar para
obter seu alimento, ele mesmo poderia produzi-lo, além de ser o quanto necessitava ² em
período anteriores o homem dependia das condições de alimentação de uma região, e quando
estas esgotavam-se deveriam partir para outro lugar (processo nômade).

Assim o homem neolítico passa a caracterizar um novo processo de modo de vida:


processo de sedentarização. Isso era necessário, pois havia um crescimento populacional, e,
com o controle da produção de alimentos e da criação de gado, poderia-se aumentar essa
produção para suprir as necessidades. A produção de alimentos baseava-se no cultivo de
cereais ² inicialmente trigo e cevada ², e a criação de gado baseava-se em animais com
chifres e em caprinos, além de carneiros. Esse processo ocorrido ² transição de caça e pesca
para um processo de cultivo de alimento e criação de gado ² chama-se Revolução Neolítica.

Além disso, o fogo passa a ter uma maior utilização, sendo utilizado para amolecer os
alimentos (cozinhar) e endurecer lanças. A utilização do fogo é de difícil compreensão quanto
ao fato de como começaram a produzi-lo. Sua utilização tem raízes no Paleolítico Médio,
porém nessa fase é restrito somente a algumas regiões mais desenvolvidas e encontrados
somente poucos indícios, assim sendo a sua utilização mais intensiva foi neste último período
da Pré-história. Sua produção provavelmente foi a partir de faísca geradas por raios que caíam
em folhagem seca, assim isso fez acender fogueiras de onde o homem pôde ter pegado algo
em chamas (galhos, por exemplo), para fazerem pequenas fogueiras. Esta possibilidade pode
ter incentivado o homem a produzir por ele mesmo o fogo, através do atrito que faz surgir
faíscas e acender folhagem seca. O que também motivou o homem a produzir fogo foi o
amolecimento dos alimentos ² não é muito provável pois não havia necessidade de os
homens quererem alimentos amolecidos, levando em consideração que tinham seus dentes e
maxilares adaptados para isso ², ou, e possivelmente, a alteração do sabor dos alimentos, que
melhorou.

Para o cultivo das terras produtivas, que precisavam ser revolvidas, foram inventados
instrumentos apropriados: plantador, bastão empregado como cavadeira em algumas regiões,
e em outras regiões a enxada (lâminas feitas de pedra ou chifre, e, posteriormente, de
madeira). Devido ao excedente de produção, surgiram locais apropriados para o
armazenamento desse excedente: celeiros e silos (locais que mantém conservado, por um
certo período de tempo, os alimentos); estes eram, respectivamente, casa para armazenagem
construída sobre o solo e local de armazenamento subterrâneo.

A IDADE DO COBRE

Esse primeiro período da Antiguidade caracterizou-se em viabilizar a agricultura o


máximo possível. Para esse desenvolvimento, primeiramente, passa-se a gerar um excedente
dos produtos agrícolas. Para tal excedente houve grandes mudanças sociais (maior relação
entre pessoas de uma mesma região, ou de lugares mais distantes) e econômicas. Implicando
também em mudanças tecnológicas.

Implicações tecnológicas foram cruciais para que pudesse ocorrer importantes


transformações no modo de produção. Assim, canais de irrigação foram usados para tornar
terras áridas e montanhosas propícias para o cultivo ² onde antes não era possível chegar
com água ², além de tornarem-se adequadas para habitação. Antes da implantação desses
canais, era possível apenas o cultivo de produtos agrícolas perto das margens dos rios. Em
oposição às áreas desérticas e montanhosas, onde basicamente não havia água, temos os locais
que se caracterizam-se por terrenos alagados. Esses locais precisavam de técnicas para a
drenagem da água, e assim tornar possível o cultivo.

Os instrumentos feitos de pedra, osso e madeira ainda continuam sendo utilizados


nessa primeira fase da Antiguidade, embora relativamente em pouca quantidades: dependia da
região e de seu respectivo nível tecnológico. Esse período é caracterizado pelos implementos
feitos de cobre ² como por exemplo os machados. Sendo que agora, passam a ser fundidos.

A metalurgia, nesse período, caracterizou-se pela descoberta de um novo material: o


cobre. E consequentes descobertas de sua maleabilidade, poder de fundir-se, e suas ligas. O
cobre, quando aquecido, permite que através de um molde assuma as formas que desejam ser
moldadas, e após seu esfriamento torna-se bastante duro, além de ser possível fazer no
material moldado um fio de corte. O molde para cobre era um recipiente geralmente de argila
no qual coloca-se o cobre aquecido ² ou seja, em estado líquido ², e espera seu esfriamento.

Os limites para a moldagem de um material e as vantagens em relação aos materiais


usados anteriormente ² pedra, sílex, etc. ² são comentadas a seguir: o limite ao tamanho do
molde depende da habilidade técnica que uma determinada pessoa tem conhecimento. Isso
também se aplica às formas que definem um objeto, sendo, portanto, também ilimitadas.
Além disso, após ser moldado e resfriado, o material pode ser novamente modificado com
golpes de martelo, tendo em consideração que o cobre é maleável. Os materiais de cobre são
mais duráveis do que os de pedra ou de osso, não por que seu fio de corte é mais durável ²
eles tem o mesmo tempo de durabilidade ², nem por que tem maior poder de corte. Mas sim
pelo fato de que o cobre pode ser restaurado ² fundindo-o ², caso quebre, ou mesmo pelo
fato de sua lâmina ² quando não tiver mais fio de corte ² poder ser amolada.

A utilização do cobre como metal para a fabricação de diversos instrumentos,


implicou no aperfeiçoamento das fornalhas para o aquecimento deste metal, devido ao fato de
precisar de fornalhas que produzam altas temperaturas, sendo que isso era necessário para a
fusão. Além da utilização de cadinhos (recipientes), para receber o material fundido; pinças,
para levantar os moldes quando com o metal aquecido; e moldes, para determinar a forma e
tamanho do objeto a ser moldado.

IDADE DO BRONZE

A descoberta da mistura de cobre e estanho origina uma liga de melhor qualidade, esta
denominada bronze. ùoi uma revolução para a metalurgia, pois passa a constituir a
concretização para a expansão dos implementos feitos de metais.

O desenvolvimento de um sistema numérico para acompanhar a evolução que estava


ocorrendo nos mais variados setores, do período da Antiguidade. O sistema numérico então
presente estava muito precário e ineficiente. Esse precário sistema consistia em fazer a
contagem de determinada coisa, marcando respectivos riscos em uma tábua de madeira. Não
mais correspondia às praticas comerciais para contabilidade e para a contagem do rebanho,
por exemplo. Dessa forma, desenvolveu-se um novo sistema numérico. No qual os números
inferiores a dez são expressados igual à maneira antiga ² semicírculos feitas com uma careta.
Porém, cada grupo de dez números passou a ser expressado de uma forma simbólica
diferente: um círculo feito pela pressão de uma vareta na argila ou madeira.

ùoram desenvolvidos dois tipos de sistema numérico: o sistema sexagesimal e o


sistema decimal. No sexagesimal, foi introduzido um novo símbolo para designar o número
60, que consistia num semicírculo feito com uma vareta maior do que o utilizado no sistema
descrito acima. E, no sistema decimal ² utilizado para medir grãos ² o mesmo símbolo que
designava o número 60 (sistema sexagesimal), era aqui utilizado para designar o número 100.
Na Suméria, depois de 2.500 a.C., o sistema decimal foi abandonado, passando a ser utilizado
somente o sexagesimal.

As grandiosas obras e templos realizados através de trabalho cooperativo, exigiam a


padronização de pesos e medidas. Isso é necessário pois, levando em consideração que eram
realizadas por grandes contigentes de pessoas, não mais era possível utilizar membros do
corpo ² braço, perna, pé, nariz, dedo, etc. ² para servir de medidas. Nem outros materiais
² grãos, por exemplo ² para servir de peso. Antes, era possível pois não eram construídos
grandes obras, consequentemente não havia necessidade de grande quantidade de pessoas.
Mas com inúmeras pessoas trabalhando, isso seria algo desastroso, pois cada pessoa tem uma
determinada medida de seus membros, e não convêm utilizar grãos para determinar o peso de
um objeto.

Para padronizar as unidades de medidas, convencionou-se a utilização de varas de


metal ou de madeira, onde era marcado o tamanho de determinado objeto que se desejava
medir. Assim, em uma construção, todos os trabalhadores poderiam ter a medida quase exata
de um objeto. Quanto a padronização de unidades de peso, passou a determiná-lo cortando
determinados materiais, principalmente a hematita que era frequentemente encontrada por
pessoas que escavavam metais. Sendo assim poderia ter medidas mais aproximadas, e, muito
provavelmente, a balança fora inventada antes desses padrões, para que fosse possível
determinar o peso de algo.
Com o surgimento dos calendários, foi possível observar o ciclo de enchentes dos rios.
Esse fato tornou a agricultura mais precisa pois indicava aos camponeses quando deviam
iniciar as operações agrícolas.

A invenção do arado foi um importante progresso para a agricultura, sendo que através
de um animal ² o boi ² foi possível adaptar uma espécie de enxada às costas do animal.
Antes utilizado apenas como fornecedor alimentício, passa a ser utilizado também como meio
para a preparação da terra, facilitando o trabalho humano, além de agilizá-lo. Sua utilização
data por volta de 3.000 a.C., sendo as primeiras regiões a utilizá-lo, Egito e Mesopotâmia.

O transporte estava começando a se difundir de maneira mais generalizada. Tal como


o trenó, já conhecido no período da Pré-história em algumas regiões da Europa, e talvez na
Ásia Menor. Uma importante e indispensável revolução nos meios de transporte foi a
invenção da roda, datando seu uso em carroças de duas e quatro rodas, de forma generalizada,
em 3.000 a.C. A roda consistia em três peças de madeira sólida, estas encaixavam-se umas
nas outras e eram revestidas com pregos de cobre; giravam juntamente com o eixo, e estes
podiam ser fixados no corpo do veículo com tiras de couro.

Quanto a utilização de animais como meios de transporte, podemos considerar o asno


² um animal de carga ², como o animal mais antigo utilizado como meio de transporte.
Provavelmente já era empregado no Egito em 3.000 a.C., e certamente utilizado Síria e na
Mesopotâmia; em relação às cargas, este animal as carregava no lombo. O boi, embora não-
adequado à isso, também serviu de meio de transporte. Esse animal ² ao contrário do asno
² puxava a carga, ou seja, a carroça. O cavalo, por ser um meio de transporte rápido, era
utilizado para estabelecer relações comerciais; seu uso é mais provável a partir do ano de
2.000 a.C. Temos também a utilização do camelo na região desértica da Ásia Menor, desde
1.000 a.C.

IDADE DO ùERRO

O início dessa fase foi marcado por sucessivas invasões de territórios entre os diversos
povos. Assim, neste período inicial ² que durou aproximadamente cinco séculos ² não
houve uma evolução significativa. Mas após essa limitação, começou um período de
evoluções nunca visto antes.

Os moinhos eram máquinas complexas, que consistia na inovação de mecanismos.


Assim, convertiam movimentos horizontais em rotatórios, e aumentavam a energia
diminuindo a velocidade. Eram feitos de madeira ² como todas as aparelhagens da moenda.
Havia também alguns que apresentavam rodas dentadas (feitas de metal).

As indústrias secundárias desenvolveram-se segundo os padrões clássicos. E houve


uma maior especialização dos operários, como na região de Delos. Comumente empregavam
de dez a vinte trabalhadores. Na indústria de moagem houve uma verdadeira evolução. Essa
evolução consiste no emprego de moinhos rotativos puxados a burro (cerca de 330 a.C.), ou
por força hidráulica (depois de 100 a.C.) ² primeira renovação do emprego da força motriz.
Nessa época, não era conveniente enviar produtos de um lugar a outro por meio do
transporte terrestre, ou mesmo marítimo. Desse modo, foi a indústria que passou a se expandir
para os mercados.

Com essas invenções, aperfeiçoamentos e desenvolvimentos de novas técnicas,


objetos e máquinas úteis ao homem, preparava-se o fim da Idade do ùerro e inícios da Idade
Média. Por parte da agricultura, esse período que chegava ao fim, apenas introduziu os
objetos que seriam aperfeiçoados no período seguinte; assim como aconteceu com os
moinhos, e com os outros inventos. A Idade do ùerro deu início aos implementos que seriam
aperfeiçoados na Idade Média. Esse novo período, porém, foi bastante caracterizado pelo
aperfeiçoamento dos instrumentos já existentes.

IDADE MEDIA

As técnicas agrícolas foram as que mais se aperfeiçoaram durante a Idade Média. Isso
ocorreu pois as civilizações estavam aumentando suas relação com outras, desenvolvendo um
mercado consumidor maior. Assim, aumentou a procura por produtos agrícolas, e como os
instrumentos existentes não supriam a esse aumento, implicou em um desenvolvimento
tecnológico na agricultura: técnicas de irrigação, cultivo, etc.

Do mesmo modo, o transporte marítimo precisou ser aperfeiçoado. Cada vez mais, era
necessário o desenvolvimento de instrumentos de navegação e da construção naval. Isso, pois,
as distâncias navegadas ficaram mais longas..

Um rudimentar moinho de vento foi desenvolvido, tendo a função de trituração de


determinados produtos. ùoi construído por volta de 650 d.C. Esses primeiros e rudimentares
moinhos de vento, compreendiam uma alta torre de tijolos, com um sistema de asas verticais
sobre um eixo fixo. Essas asas, para transformar a força do vento em força mecânica, e então
executar a trituração. Devido a sua arquitetura ² somente duas aberturas que permitiam a
passagem do vento ², só era possível a sua utilização em locais onde o vento soprava
continuamente em uma única direção ² como na Pérsia, onde fora muito utilizado.

Agora, após passado um período de quase estagnação evolutiva, começam a ocorrer


evoluções significativas. Assim, algumas das maiores invenções da Idade Média, foi a criação
de implementos agrícolas, que possibilitaram gerar um excedente de produção.

Assim, ocorreu a substituição do velho arado de madeira ou de ferro pela charrua (ou
arado pesado), este por ser mais pesado fazia sulcos mais profundos na terra, possibilitando
um maior cultivo; permitia a aragem de duros solos argilosos, os quais compreendiam grande
parte da Europa Setentrional. Outra invenção, foi a nova forma de atrelar os animais (prender
à esses animais o arado), através do arreio mais rígido, e pela substituição da tração do boi
pela do cavalo. O moinho de roda, passou a funcionar pela força hidráulica ou animal,
melhorando o poder de moer. E, além desses implementos, foi implantado uma técnica de
rotação do plantio ² isto é, mudar o produto cultivado a cada período de tempo ² e de
adubamento, nos quais consistiam em deixar a terra sempre produtiva.

A força hidráulica começa ² a partir do século XI, e até o século XIV ² a se ampliar
rapidamente. Antes desses séculos, na Alta Idade Média e até mesmo na Antiguidade, embora
tenha sido utilizada, restringiu-se somente a poucas regiões: Ásia Menor, no século I a.C., e
entre os romanos; e um pouco mais abrangente no século IX ² Alta Idade Média ², na
região da Europa. Assim, quando a roda d¶água começou a se expandir, ficou cada vez mais
comum o seu uso para moer cereais, ou também para outras utilidades.

A energia hidráulica foi introduzida à indústrias, sendo utilizada nas mais diversas
atividades. Equipamentos movidos a água com a função de se prensa, foram utilizados para:
prensar a lã, e produzir o feltro; transformar minerais coloridos em pó, para a produção de
tinta; triturar as azeitonas, para a fabricação de azeite; nas cervejarias, para obter-se a pasta de
cevada; e para a manufatura de papel. Outros equipamentos, eram serras movidas à energia
hidráulica para cortar madeira; e minas equipadas com guindastes hidráulicos. No século XV,
essa energia já era utilizada para quase todas atividades industriais.

A IDADE MODERNA

A invenção mais significativa na Idade Moderna é a Máquina a Vapor. Assim, a


primeira foi construída por Thomas Newcomen (em 1708), servindo como bomba para drenar
a água de minas. Porém, somente em 1768, por James Watt, que é inventada uma máquina a
vapor tendo a função de base para toda a indústria, ou seja, tendo uma utilização mundial.

AGRICULTURA CONTEPORANEA

A agricultura contemporânea é caracterizada pela grande utilização de meios


tecnológicos, que ampliaram a quantidade e a qualidade da produção. Todas as tecnologias
modernas fazem parte da agricultura atual, desde o sensoriamento remoto até as tecnologias
de comunicação embarcada. As máquinas agrícolas só podem ser operadas por te´cnicos
especialistas treinados na função.

Com máquinas potentes, e usufruindo de inovações tecnológicas, boa parte dos


trabalhadores tiveram seus postos de trabalho realocados, ou seja, deixaram de empregar sua
força de trabalho diretamente no trato da terra, e agora exercem outras funções, tais como
operar máquinas agrícolas, consertá-las e gerir a propriedade.

Uma das maiores conquistas da agricultura contemporânea foi a invenção dos


transgênicos, que permitem aumentar a produção, diminuir os custos, facilitar o manuseio ou
então produzir alimentos com melhores qualidades.

Além da modernização e mecanização ocorre a informatização. A agricultura


contemporânea gerou o surgimento de novas profissões, tais como: administração rural,
biotecnologia, engenharia de alimentos, engenharia de computação para a agropecuária,
engenharia agrônoma, entre outros. A produção é direcionada tanto para o mercado interno
quanto para o externo.

Com a evolução também vieram outros problemas, tais como a preservação do meio
ambiente. Hoje existem problemas devido: Efeitos nocivos de herbicidas, fungicidas,
pesticidas e outros biocidas para o ambiente; conversão de ecossistemas naturais em terra
arável; degradação da biodiversidade; erosão; resistência de ervas daninhas; lixiviação de
nitrogênio para rios e lagos.

Observando essa nova realidade, muitos leigos e especialistas detectaram o alcance de


uma melhora qualitativa no estilo de vida do homem. Afinal de contas, a agricultura permitia
a estocagem de alimentos e o planejamento das colheitas em função das transformações
climáticas decorridas ao longo de um tempo. A sobrevivência deixava de lado uma série de
riscos para então se transformar em uma ação planejada com base na capacidade intelectual
do homem.
Apesar de tais justificativas, existem aqueles que discordam desse ponto de vista ao
acreditar que a opção pela agricultura foi uma das piores escolhas realizadas pela civilização.
O biólogo Jared Diamod, por exemplo, acredita que a sedentarização pela agricultura minou o
desenvolvimento do tom igualitário que permeava as sociedades coletoras. A agricultura seria
a grande responsável pelo desmatamento, a superpopulação, os conflitos militares e a
constituição das diferenças sociais.
Para muitos, é quase impossível imaginar a viabilidade da vida humana sem a
utilização das técnicas agrícolas. Por outro lado, vemos que a atualidade tem a expressa
preocupação em repensar os seus paradigmas de desenvolvimento e consumo. Não seria esse
um indício de que a simples ampliação do domínio sobre a natureza não garante a sustentação
da vida na Terra? Essa é uma resposta que apenas o futuro tem a competência de nos fornecer.

BIBLIOGRAùIA

ĹBrasil Escola - Idade Contemporânea, acessado em 20 de fevereiro de 2011.

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