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Colégio Presbiteriano de Piumhi

Entidade Mantenedora: Luminum Educacional Ltda


Rua Ramiro Júlio Ferreira, 202 – Centro – Piumhi- MG - Fone: ( 37 ) 33711367
CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM

SEMIOTÉCNICA III

Professor(a): Amanda Domingos Ferreira


2019
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SUMÁRIO

1-CUIDADOS DE ENF. COM TUBOS E DRENOS................................ 4


2-CONTENÇÃO DO PACIENTE NO LEITO ....................................... 18
3- APLICAÇÃO DE COMPRESSA FRIA E QUENTE........................... 20
4- ELETROCARDIOGRAMA................................................................. 25
5- CUIDADO DO CORPO APÓS A MORTE...................................... 32
7-HEMODERIVADOS........................................................................... 34
8-TRICOTOMIA E TONSURA............................................................... 44
9-HIPODERMÓCLISE........................................................................... 46
10- FERIDAS NEOPLÁSICAS................................................................ 53
REFERÊNCIAS......................................................................................... 54

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Módulo III
EMENTA: Contenção Mecânica. ECG (eletrocardiograma); Dreno de tórax;
Cuidados de Enfermagem na intubação endotraqueal, Traqueostomia;
Crioterapia/Termoterapia Fundamentos da Hemotransfusão;
Hemocomponentes: Concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas,
plasma fresco ou congelado e crioprecipitado; Hemoderivados: Albumina,
imunoglobulinas e fatores de coagulação (Fator VII, VIII e IX) e complexos
protrombínicos; restrições de movimentos, cuidados do corpo após a morte,
Cálculo II, hipodérmoclise. Feridas Neoplásicas.

Metodologia de Ensino
 Aulas expositivas empregando: quadro negro, retro-projetor e power-point;
 Resolução intensiva de exercícios manuscritos e individuais;
 Trabalho sobre Prescrição Médica;
 Estudos dirigidos em sala de aula;
 Investigação científica;
 Problematização;
 Aulas Práticas em laboratório de Enfermagem.

Bibliografia Básica

CARMAGNANI et al. Procedimentos de enfermagem: guia prático. Rio de Janeiro:


Guanabara koonga, 2009.p.216.

Bibliografia Complementar

SMELTZER, Suzane C.; BARE G. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica.


10ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

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1 CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM DRENOS

DRENOS: É definido como um material colocado no interior de uma ferida ou


cavidade, visando permitir a saída de fluídos ou ar que estão ou podem estar
ali presentes.

OBJETIVOS DOS DRENOS


 Permitem a saída de ar e secreções (sangue, soro, linfa, fluido
intestinais);
 Evita infecções profundas nas incisões;
 São introduzidos quando existe ou se espera coleção anormal de
secreção.

EFEITO DO ACÚMULO DE LÍQUIDOS:


 Meio de cultura;
 Aumenta pressão local, interfere no fluxo local;
 Comprime áreas adjacentes;
 Causa irritação e necrose tecidual (bile, pus, suco pancreático e urina).

ESCOLHA DOS DRENOS


 Tipo de líquido a ser drenado;
 Cavidade a ser colocada o dreno;
 O tempo de duração do dreno.

TIPOS DE DRENOS

 Laminares Modelo Penrose: de material látex, nos tamanhos P, M, G;


 Tubulares Modelo Keer, Malecot, Nelaton, Pettzer, Dreno de Torax e
Mediastino: de material siliconizado, látex, emborrachado, nos tamanhos
de números pares, que indicam quanto maior o número maior o calibre;
 Lamino-Tubulares:É uma variação feita através da utilização de um
dreno laminar(penrose) com um dreno tubular no seu interior;
 Dreno torácico possui selo d´água (sistema drenagem Fechado);
 Dreno portovac (sanfona);
 Dreno com reservatório de Jackson-pratt (JP).

LOCALIZAÇÃO DOS DRENOS


 Interior das feridas operatórias;
 Interior de deiscência operatória;
 Interior de feridas infectadas;
 Interior de abscessos;
 Interior de órgãos ocos.
Os drenos vão realizar uma forma de comunicação entre órgãos internos e o
ambiente;

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Exemplo: Nefrostomia, Gastrostomia, etc.

FIXAÇÃO DO DRENO
Os Drenos são fixados na pele com:
 Linhas de sutura;
 Grampos de fixação;
 Alfinete de fixação.
Atenção: Drenos atuam como corpo estranho: formam tecido de
granulação à sua volta.
A granulação auxilia na diminuição do risco de saída do drenos, que deve
permanecer de 7 a 10 dias.
Saída precoce de um dreno pode causar extravasamento de secreção
cáustica no tecido interno e externo.

DRENAGEM
O Débito de drenagem pode:
 Depender do local de inserção do dreno, de acordo ao procedimento
realizado,
Atenção:
Diminuição da drenagem por dias ou semanas, pode indicar a retirada do dreno
atenção para sinais de obstrução.
PROCESSO DE DRENAGEM
 Natural: realizado através do dreno e sua exteriorização com o meio
externo;
 Gravitacional: realizado através de coletores com sistema fechado que
devem ser disponibilizado sempre em altura inferior ao da inserção do
dreno;
 Succional: realizado através de coletores com sistema fechado com
capacidade de sucção que devem permanecer na altura da lesão.
SELEÇÃO SISTEMA DE DRENAGEM
O Sistema pode ser simples ou sistema fechado a escolha depende da:
 Necessidades do local da operação;
 Atividade do paciente;
 Da capacidade de completar a cicatrização.
DRENAGEM SIMPLES
 Dreno de laminar tipo penrose: pode ficar sob um curativo oclusivo;
 Coloca-se um grampo ou alfinete para evitar a movimentação ou tração
do dreno;
 O reposicionamento do dreno é de responsabilidade médica.
SISTEMA FECHADO
 Sistema deve estar permeável;
 Avaliar drenagem pela sonda e ao redor desta;
 Diminuição súbita da drenagem indica obstrução;
Quando conectado à sucção a pressão prescrita deve ser mantida
constante e realizado pelo médico.

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SISTEMA DE SUCÇÃO
 Hemovac /jackson-pratt: exercem pressão baixa constante;
 Aparelho deve estar: comprimido completamente para realizar a sucção;
 São conhecidos como de auto sucção.

TIPOS DE DRENAGEM

 Serosa;
 Sanguinolenta;
 Purulenta;
 Serosanguinolenta;
 Purosanguinolenta;
 Seropurulenta;
 Biliosa;
 Fecaloide.

ASSISTÊNCIA GERAL COM DRENAGEM

 Local do dreno;
 Tipo de dreno;
 Tipo de drenagem;
 Tipo de líquido drenado;
 Volume de líquido drenado;
 Permeabilidade do dreno em 24h;
 Inserção do dreno;
 Tração do dreno conforme prescrição médica.

ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM

 Anote o local do dreno;


 Tipo de dreno;
 Tipo de secreção drenada;
 Volume de secreção drenada;
 Tipo de coletor;
 Se executar mobilização do dreno, descreva quanto e qual item da
prescrição médica.
 Manter gaze estéril sob o dreno;
 Ocluir o orifício de saída do dreno com gaze estéril ou colocar bolsa
plástica estéril coletora;
 Manter curativo sempre limpo e seco (ATENÇÃO TEM CURATIVOS
QUE SOMENTE O ENFERMEIRO PODE TROCAR! CERTIFIQUE-SE
COM O SUPERVIOSOR DE ENFERMAGEM!!!!);
 Manter com pressão negativa conforme orientação;

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CONSIDERAÇÕES INICIAIS Drenagem Torácica: esvaziamento de conteúdo
líquido ou gasoso patologicamente retido na cavidade pleural.

TUBOS TORÁCICOS

Os tubos torácicos são usados em clientes nos quais é necessário retirar o


conteúdo líquido ou gasoso patologicamente retido na cavidade pleural ou
mediastínico.
Os diâmetros dos tubos são aferidos em medida francesa (F) (French). Os
tubos mais calibrosos (20F a 36F) são usados para drenar sangue e secreções
espessas, enquanto os mais finos (16F a 20F) são utilizados para retirar ar. Os
sistemas de drenagem torácica podem ter um dois ou três frascos cheio de água.
O princípio é igual em todos eles a vedação aquática com selo d’água usa uma
válvula unidirecional que possibilita que o ar deixe a cavidade pleural mas impede
que volte, mantendo, desse modo, pressão negativa. Tubo cilíndrico em PVC
cristal flexível, transparente, superfície lisa, atóxico, com linhas radiopacas em
toda sua extensão.

Material para drenagem torácica


 Mesa auxiliar;
 Foco auxiliar;
 Caixa pequena cirurgia padronizada pela instituição;
 Drenos tórax compatível com a finalidade; 16/18/30/32/36
 Gazes estéreis;
 Fios de sutura;
 Seringas e agulhas;
 Solução antisséptica (PVPI/Clorexidina);
 Luvas estéreis;
 Capote;
 Gorro cirúrgico;

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 Máscaras;
 Anestésico local a 2% sem vasoconstritor;
 Lâmina de bisturi de acordo com cabo de bisturi;
 Frascos de sistema de drenagem;
 Soro fisiológico para preenchimento do frasco ou frascos;
 Fita adesiva;
 Recipiente para lixo.
Cuidados de enfermagem na Assistência á Drenagem Torácica
 Lavar as mãos, reunir material e levar para beira leito;
 Dispor material sobre mesa auxiliar;
 Auxiliar o médico no posicionamento do tórax a ser drenado; elevar
acima da cabeça e restringir o braço no lado a ser drenado;
 Colocar sobre campo estéril, fio de sutura, lâmina de bisturi e cateter de
drenagem;
 Segurar anestésico para que o médico possa aspirar o conteúdo sem
contaminar;
 Despejar solução antisséptica na cuba rim;
 Ajustar foco luz;
 Atender paciente e o médico durante procedimento; 
 QEM REALIZA A TROCA DO SELO D’ÁGUA É O ENFERMEIRO !!!!
Preencher o frasco de drenagem com SF 0,9% conforme orientação
médico;
 Após introdução dreno, auxiliar na conexão deste á extremidade distal
do sistema sem contaminar;
 Após termino do procedimento, descartar material perfuro cortante em
recipiente especial(descarpack) e os demais no lixo hospitalar;
 O ENFERMEIRO deverá fazer curativo no local da inserção;
 Registrar todo material utilizado, deixar paciente e a unidade em ordem; 
 O ENFERMEIRO deverá Identificar curativo com data, hora, nome do
realizador e anotar no prontuário;
 Lavar mãos;
 Ligar para o setor de raio-x para realização de raio-x de tórax.
(Confirmar posicionamento do dreno tórax).



PARA APROFUNDAR SOBRE O ASSUNTO: SEGURANÇA DO
PACIENTE: CUIDADOS COM O DRENO DE TÓRAX.
https://www.einstein.br/ensino/cursos-
abertos/seguranca_do_paciente__cuidados_ao_paciente_com_drenos_de_t
orax

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ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM
EXEMPLO Nº1
10.00H.Mantém dreno tipo laminar em QSD com débito sanguinolento
em bolsa coletora de 50 ml.TE Sandra COREn00000
EXEMPLO Nº 2
18.00H Mantém dreno tubular tipo Keer em QSD com débito bilioso
em coletor gravitacional sistema fechado, desprezado 150 ml,
realizado curativo aberto com solução fisiológica em inserção do
dreno de aspecto hiperemiado com discreta algia em EAV nota
3.Enf.Sandra COREn00000
EXEMPLO Nº 3
22.00H.Mantém dreno tubular em região de mastectomia esquerda
com secreção sanguinolenta em dreno de sucção com sistema
fechado, débito de 30 ml. TE COREn0000
NOTA A TROCA DO SELO D’ÀGUA È PRIVATIVO DO ENFERMEIRO!!!

Intubação Endotraqueal

A intubação endotraqueal envolve a passagem de uma cânula


endotraqueal através da boca ou do nariz para dentro da traqueia. A intubação
fornece uma via respiratória patente quando o paciente está apresentando
angústia respiratória que não pode ser tratada por métodos mais simples, e é um
método de escolha nos cuidados de emergência. A intubação endotraqueal é um
meio de proporcionar uma via respiratória para pacientes que não podem manter
uma via respiratória adequada por conta própria (pacientes comatosos, com
Glasgow ≤8, com obstrução de vias respiratórias superiores), para pacientes que
necessitam de ventilação mecânica e para aspirar secreções a partir da árvore
pulmonar.
Geralmente, uma cânula endotraqueal é passada com ajuda de um
laringoscópio por profissional médico, no Brasil não é permitido ao enfermeiro
entubar apenas em Urgência e para isso é preciso ter realizado um curso de no
mínimo, 20 horas com aulas teóricas e práticas para efetuar este procedimento.

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Assim que a cânula é inserida, um manguito é insuflado para evitar que o


ar extravase ao redor da parte externa dela, para reduzir a possibilidade de
aspiração e para evitar a possibilidade de aspiração e para evitar o movimento
da cânula.
As complicações podem acontecer em consequência da pressão
exercida pelo balão sobre a parede da traqueia. As pressões do balão devem
ser mantidas entre 15 a 20mmHg.

A pressão elevada no balão pode causar sangramento traqueal, isquemia


e necrose por pressão, enquanto a pressão baixa no balão pode aumentar o
risco de pneumonia aspirativa. A desinflação rotineira do balão não é
recomendada devido ao risco aumentado de aspiração e hipóxia. As secreções
traqueobrônquicas são aspiradas através da cânula. O oxigênio aquecido e
umidificado sempre deve ser introduzido através da cânula, esteja respirando
espontaneamente ou com suporte ventilatório. A intubação não pode ser
utilizada por mais do que 3 semanas, quando então uma traqueostomia deve ser
considerada para diminuir a irritação e o trauma ao revestimento traqueal, reduzir
a incidência de paralisia das cordas vocais e diminuir o trabalho da respiração.
As cânulas endotraqueais e de traqueostomia têm várias desvantagens.
As cânulas podem causar desconforto. O reflexo de tosse é deprimido porque o
fechamento da glote é prejudicado. As secreções tendem a retornar mais
espessas devidos ao efeito de aquecimento e umidificação das vias respiratórias
superiores ter disso superado. Os reflexos de deglutição estão deprimidos devido
ao desuso prolongado e ao traumatismo mecânico produzido pela cânula de
traqueostomia ou endotraqueal, aumentando o risco de aspiração. Além disso, a
ulceração e a estenose da laringe ou da traqueia podem se desenvolver. De
grande preocupação para o paciente é a incapacidade de conversar e comunicar
as necessidades.

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A remoção acidental ou prematura da cânula é uma complicação da


intubação endotraqueal com risco potencial de vida. A remoção da cânula é um
problema frequente em unidade de terapia intensiva e ocorre principalmente
durante os cuidados de enfermagem ou pelo paciente. É importante que a
enfermeira oriente e lembre os pacientes e os familiares no horário de visita
sobre a finalidade da cânula e os perigos de removê-la.
A avaliação basal e contínua do paciente e do equipamento assegura o
cuidado efetivo. Proporcionar medidas de conforto, incluindo analgesia com
opióides e sedação, pode melhorar a tolerância do paciente á cânula
endotraqueal.
Como último recurso, contenções de punho macias podem ser utilizadas.
Discrição e cautela sempre devem ser usadas antes de aplicar a contenção.
Quando o paciente não pode mover os braços e as mãos até a cânula
endotraqueal, as contenções não são necessárias. Quando o paciente está
alerta, orientado, é capaz de seguir as instruções e colaborar até o ponto em que
seja improvável que ele venha a remover a cânula endotraqueal, as contenções
não são necessárias. Entretanto, quando a enfermeira determina que existe um
risco de o paciente tentar remover a cânula, as contenções de punho macias são

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apropriadas com uma prescrição médica. O monitoramento rigoroso do paciente


é essencial para garantir a segurança e evitar danos.

Cuidados de Enfermagem com uma Cânula Endotraqueal


1- Verificar a simetria da expansão torácica;
2- Monitorar os sinais e sintomas de aspiração;
3- Continuar a reposicionar o paciente a cada 2 horas para evitar atelectasia
e quando necessário para otimizar a expansão pulmonar;
4- Proporcionar higiene oral e aspiração da orofaringe sempre que
necessário;
5- Observar se cliente competindo com o tubo, avisar Enf.

Cuidados de Enfermagem após a Extubação

1- Administrar oxigênio conforme a prescrição médica, manter o paciente em


Fowler se não houver contraindicação;
2- Monitora a frequência respiratória e a qualidade das excursões torácicas.
3- Monitorar a oxímetria de pulso;
4- Proporcionar a higiene oral.

Traqueostomia

A traqueostomia é um procedimentos cirúrgico pelo qual uma abertura é


feita dentro da traqueia. O tubo de demora inserido na traqueia é chamado de
cânula de traqueostomia.

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A traqueostomia é usada para desviar uma obstrução das vias


respiratórias superiores, permitir a remoção das secreções traqueobrônquicas,
permitir o uso a longo prazo da ventilação mecânica, prevenir a aspiração de
secreções orais e gástricas nos pacientes inconsciente ou paralisado.

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Procedimento de Inserção de Traqueostomia

Em geral, o procedimento cirúrgico é realizado na sala de cirurgia ou em


uma unidade de terapia intensiva, onde a ventilação do paciente possa ser bem
controlada e a técnica asséptica do paciente possa ser bem controlada e a
técnica asséptica ótima possa ser mantida. Uma abertura cirúrgica é realizada
entre o segundo e terceiro anéis traqueais.
Após a traqueia ser exposta, uma cânula de traqueostomia com balão de
tamanho apropriado é inserido. O balão é uma inserção insulflável na cânula de
traqueostomia e destina-se a ocluir o espaço entre as paredes traqueais e a
cânula, permitir a ventilação mecânica efetiva e reduzir o risco de aspiração.
A Cânula de traqueostomia é mantida em posição por cadarços fixos ao
redor do pescoço paciente. Geralmente, uma compressa de gaze esterilizada é
colocada entre a cânula e a pele para absorver a drenagem e reduzir o risco de
infecção.

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Complicações da Traqueostomia

As complicações podem acontecer precoce ou tardiamente no curso do


tratamento com a cânula de traqueostomia. Elas podem ocorrer mesmo anos
depois da remoção da cânula. As complicações precoces incluem sangramento,
pneumotórax, embolia gasosa, aspiração, enfisema subcutâneo ou mediastinal,
lesão do nervo laríngeo recorrente e a penetração da parede posterior da
traqueia. As complicações tardias incluem obstrução ou protrusão do balão sobre
a abertura da cânula, infecção, ruptura da artéria inominada, disfagia, fístula
traqueoesofágica, dilatação traqueal, isquemia traqueal e necrose. A estenose
traqueal pode se desenvolver depois que a cânula é removida.

Cuidados de Enfermagem na Traqueostomia

O paciente requer monitoramento e avalição contínuas. A abertura


recentemente feita deve ser mantida permeável através da aspiração correta das
secreções (LEMBRE-SEM QUE TÉCNICO DE ENFEMAGEM ATUALMENTE
NÃO PODE ASPIRAR CLIENTES POR ISSO, SE HOUVER DISPONÍVEL

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SOLICITAR O SERVIÇO DE FISIOTERAPIA OU ENFEMEIROS PARA A


REALIZAÇÃO DO PROCEDIMENTO).
Após os sinais vitais serem estabilizados, o paciente é colocado em uma
posição de semi-Folwer (é a posição de eleição para as pessoas que
tenham problemas para respirar e para algumas com problemas.

PARA APROFUNDAR NO ASSUNTO FAZER O CURSO: AMBU-RESSUCITADOR MANUAL


https://www.einstein.br/ensino/cursos-abertos/ambu___ressuscitador_manual

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2.CONTENÇÃO DO PACIENTE NO LEITO

Existem três tipos de contenção a mecânica na qual os profissionais de


enfermagem se necessário deve acionar os agentes policiais ou corpo de
bombeiro uma, vez, que a nossa legislação não nos respalda a realizar este
procedimento que é utilizar a força física para coibir uma ação, temos além desta
a contenção química na qual os profissionais de saúde utilizam a prescrição
médica para administrar um medicamento sedativo, o conteúdo que
apresentaremos agora são dispositivos que, podemos utilizar para que o
paciente não retire dispositivos, não agridam a si mesmo ou que ocasione mais
danos ao mesmo. Desta forma, empregamos para imobilizar um cliente ou um
membro, e que restringe a liberdade de movimento ou acesso normal ao corpo
de uma pessoa.

Objetivo

• Limitar a atividade dos clientes confusos e agressivos;

• Evitar ou diminuir os riscos de queda, quando desassistidos.

Tipos de contenção

• As típicas contenções de membros são os cintos e faixas de tecido macio.

• Também são utilizadas ataduras e lençóis

– É importante ressaltar que não se usa ataduras menor que 10 cm, pois
podem causar garroteamento no membro imobilizado

– O local onde a atadura ficará deverá ser protegida com tecido macio,
evitando lesões de pele.

Considerações importantes

• Um cliente contido, tentará naturalmente remover a contenção, aumentando o


risco de lesão do cliente.

– Formação de Lesão por pressão;


– Pneumonia hipostática: pode surgir em pessoas de idade que tenham de
permanecer no leito durante longos períodos de tempo. As mudanças frequentes
de posição ajudarão a evitar a acumulação de líquidos nos pulmões;
– Constipação;
– Incontinência urinária e fecal;
– Retenção urinária.
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A contenção deve satisfazer os seguintes objetivos:

• Reduzir o risco de lesão por queda;


• Evitar interrupção da terapia (tração, infusão, alimentação por sondas, etc)
• Evitar que cliente confuso ou agressivo remova o equipamento de suporte de
vida
• Reduzir risco de lesão para outros clientes.

Grades laterais

• Podem ajudar a aumentar a mobilidade e/ou estabilidade do cliente, quando no


leito ou quando se move do leito para a cadeira.
• As grades laterais ajudam a evitar que o cliente inconsciente caia do leito ou
maca.
• Quando grades restringem o movimento, podem ser consideradas uma
contenção.

Foco da enfermagem

• Com frequencia a enfermagem confunde uma tentativa do cliente de explorar


seu ambiente ou de ir sozinho ao banheiro com a confusão.
• É essencial uma avaliação completa.
• Sempre que grades forem utilizadas, o leito deverá ser mantido em posição
mais baixa possível.

Procedimento

-proceder a restrição no leito dos segmentos corporais na seguinte ordem:


ombros, pulsos e tornozelos, quadril e joelhos;
-ombros: lençol em diagonal pelas costas, axilas e ombros, cruzando-as na região
cervical arramar no leito;
-tornozelos e pulsos: proteger com algodão ortopédico, com a atadura de crepe
fazer movimento circular, amarrar na lateral do leito;
-quadril: colocar um lençol dobrado sobre o quadril e outro sob a região lombar,
torcer as pontas, amarrar no leito;
-joelhos: com 02 lençóis. Passar a ponta D sobre o joelho D e sob o E e a ponta
do lado E sobre o joelho E e sob o D.

Observações

-não utilizar ataduras de crepe (faixas) menor do que 10 cm ou arrames;


-evitar garroteamento dos membros;
-afrouxar a restrição em casos de edema, lesão e palidez;
-retirar a restrição uma vez ao dia (banho);
-proceder limpeza e massagem de conforto no local.

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3- APLICAÇÃO DE COMPRESSAS FRIAS E QUENTES

As aplicações de calor e frio tem por objetivo ajudar as


funções naturais do corpo.
O frio diminui a circulação local pela contração dos
vasos sanguíneos, retarda a supuração de abscessos e
diminui a dor local.
O calor age estimulando ou acalmando, de acordo com
a temperatura, tempo de aplicação e local onde é aplicação e
local onde é aplicado. Calor moderado, relaxa os músculos;
calor em grau mais elevado, facilita a circulação pela dilatação
dos vasos sanguíneos.

Tipos de aplicações frias


 Compressas frias;
 Compressas geladas;
 Bolsa de gelo.

Compressas frias

Objetivo: Diminuir a temperatura corporal

Material
 Bandeja;
 Toalha de rosto;
 Bacia com água fria;
 Compressas não estéreis;
 Roupa de cama.
 Luvas de procedimento.

Descrição e sequência dos passos


1- Cheque na prescrição médica ou de enfermagem o local, o horário e a duração
2-Higienize as mãos
3-Prepare o material necessário colocando-o- o no carrinho de banho, e leve para
o quarto do paciente
3- Explicar o procedimento ao paciente e a sua finalidade
4- Promova a privacidade do paciente colocando biombo e/oi fechando a porta
do quarto
5- Calce as luvas de procedimento
6-Coloque a água na bacia
7-Prepare o paciente, expondo os locais de aplicação
8-Embeba as compressas na água fria
9- Retire o excesso de água das compressas, torcendo-as
10- Aplique nas regiões axilar, inguinal, frontal e posterior do pescoço
11- Troque as compressas a casa 3 minutos durante meia hora, observando as
condições da pele

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12- Meça a temperatura


13- Deixe o paciente confortável
14- Recolha o material, mantendo a unidade organizada
15- Encaminhe o material permanente e o resíduo para o expurgo
16-Despreze as compressas no hamper
17- Lave a bacia com água e sabão, seque com papel- toalha e passe álcool a
70%
18- Retire as luvas de procedimento
19-Higienize as mãos
20- Cheque anote o procedimento realizado, registrando se houve redução da
temperatura, na folha de anotação de enfermagem do prontuário do paciente.

Recomendações
 A aplicação de compressas frias está indicada para pacientes com
hipertermia. Deve ser realizada nas regiões axilar, inguinal e frontal.
 Em pacientes com temperatura elevada a 39 a 40°C e persistentes,
podem ser realizadas compressas frias no corpo inteiro.
 Compressas de frio úmido são também indicadas na região frontal ou
sobre os olhos diminuir a congestão e dor de cabeça.
 Em casos de extravasamento de quimioterápicos antineoplásico, devem
se realizar compressas frias para todos os fármacos, exceto os alcaloides
da vinca, quando se usam compressas mornas.

Aplicação de compressas mornas

Objetivo: Facilitar a circulação do sangue e diminuir o edema local.

Material
 Bandeja;
 Toalha de rosto;
 Bacia com água fria;
 Compressas não estéreis;
 Roupa de cama.
 Luvas de procedimento.

Descrição e sequência dos passos

1- Cheque na prescrição médica ou de enfermagem o local, o horário e a duração


2-Higienize as mãos
3-Prepare o material necessário colocando-o- o no carrinho de banho, e leve para
o quarto do paciente
3- Explicar o procedimento ao paciente e a sua finalidade
4- Promova a privacidade do paciente colocando biombo e/oi fechando a porta
do quarto
5- Calce as luvas de procedimento
6-Coloque a água quente na bacia

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7-Teste a temperatura da água na face interna de seu antebraço


8-Prepare o paciente, expondo os locais de aplicação
9- Embeba as compressas na água morna
10- Retire o excesso de água das compressas, torcendo-as
11- Aplique as compressas no local indicado, cobrindo-as com uma toalha, para
evitar perda rápida de calor
12- Troque as compressas assim que começarem a esfriar, substituindo-as por
outra quentes
13- Repita as aplicações até que se complete o tempo indicado
14- Observe as condições da pele durante todo o processo e fique atento a
anormalidades
15- Exugue a área de aplicação e, se necessário, troque a roupa de cama após
a aplicação
16- Deixe o paciente confortável
17- Recolha o material, mantendo a unidade organizada
18- Encaminhe o material permanente e o resíduo para o expurgo
19-Despreze as compressas no hamper
20- Lave a bacia com água e sabão, seque com papel- toalha e passe álcool a
70%
21- Retire as luvas de procedimento
22-Higienize as mãos
23- Cheque anote o procedimento realizado, registrando se houve redução da
temperatura, na folha de anotação de enfermagem do prontuário do paciente.

Recomendações
 A aplicação de compressas mornas tem como finalidade relaxar a
musculatura, aliviar a dor, aumentar a circulação sanguínea e a
temperatura local.
 Em casos de extravasamento de quimioterápicos antineoplásico alcaloide
da vinca, está indicada a aplicação de compressas mornas.

Aplicação de bolsa de água morna

Objetivo: Diminuir a dor local e o edema e Facilitar a circulação pela dilatação


dos vasos sanguíneos;

Material:

 Bandeja;
 Bolsa de borracha;
 Água morna;
 Toalha;
 Bandeja;
 Luvas de procedimentos.

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Descrição e sequência dos passos


1-Verifique a prescrição médica e de enfermagem (o local e a duração)
2-Higienize as mãos
3- Encha a bolsa de borracha com água morna, até completar 2/3 da capacidade
da bolsa
4- Retire o ar da bolsa, colocando-a sobre uma superfície plana e erguendo o
gargalo, fazendo aparecer a água por meio de compressão manual
5- Feche a bolsa com a tampa e seque-a externamente
6- Verifique se há vazamentos, invertendo a posição da bolsa
7- Reúna todo o material em uma bandeja e leve para o quarto do paciente
8-Explique o procedimento ao paciente
9- Envolva a bolsa com uma toalha
10- Coloque a bolsa na face interna de seu antebraço, para verifica a temperatura
11-Aplique no local indicado
12-Troque a água da bolsa á medida que ocorra perda de calor emitido
13-Retire a bolsa quando terminar a aplicação
14- Deixe o paciente confortável
15- Mantenha o ambiente organizado
16- Esvazie a bolsa de ar, deixando escorrer a água
17- Realize a limpeza externa com água e sabão e enxugue a bolsa
18-Encha a bolsa de ar, para evitar que as paredes colabem
19- Higienize as mãos
20- Cheque anote o procedimento realizado, registrando se houve redução da
temperatura, na folha de anotação de enfermagem do prontuário do paciente.

Recomendações
A temperatura da água deve estar morna
Indicações:artralgia, espasmo muscular, extravasamento de alguns fármacos
(quimioterápicos), drenagem de abscessos e contratura muscular.
Em alguns casos de retenção urinária, pode-se colocar bolsa de água morna na
região suprapública para relaxamento da musculatura, o que induz á micção
espontânea.

Aplicação de bolsa de gelo

Objetivo: Promover vasoconstrição, diminuir hemorragias, congestão e a


inflamação, baixar a temperatura corporal, aliviar a dor e reduzir o edema.

Material:
 Bandeja;
 Toalha,
 Bolsa de borracha,
 Gelo ou (gelox)
 Luvas de Procedimentos.

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Descrição e sequência dos passos


1-Verifique a prescrição médica e de enfermagem (o local, e a
duração) 2-Higienize as mãos
3- Coloque o gelo na bolsa até 1/3 de sua capacidade
4- Apoie a bolsa sobre uma superfície plana, comprimindo-a e erguendo o
gargalo, para retira o ar do interior.
5- Feche hermeticamente a bolsa com a rolha e inverta a posição,
observando se há vazamento
6- Reúna o material e leve ao quarto do paciente
7- Prepare o paciente, expondo os locais de aplicação
8- Envolva a bolsa com a toalha e coloque-a sobre a área
prescrita 9-Deixe o paciente confortável
10- Recolha o material, mantendo a unidade organizada
11- Esvazie a bolsa, realize a limpeza externa com água e sabão e exugue-
a, ao final da aplicação
12- Encha a bolsa de ar, para evitar que as paredes
colabem 13-Higienize as mãos
14- Cheque anote o procedimento realizado, registrando se houve redução
da temperatura, na folha de anotação de enfermagem do prontuário do
paciente.

Recomendações
É contra indicado o uso de bolsa de água quente em caso de:
Feridas cirúrgicas; Hemorragias e Lesões abertas do tipo escaras.

ATIVIDADE SUGERIDA, FAÇA UM PARALELO ENTRE A FINALIDADE DE CADA APLICAÇÃO DE


COMPRESSA ENTRE FRIA OU QUENTE.

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4 ELETROCARDIOGRAMA

Princípios Básicos

O eletrocardiograma (ECG) é o registro das variações do potencial elétrico do


músculo cardíaco em atividade. Dentre as suas diversas vantagens o
eletrocardiograma é de fácil manuseio, reprodutível e de baixo custo. É
considerado padrão ouro para o diagnóstico não invasivo das arritmias cardíacas
e das isquemias coronarianas, além de poder ser utilizado como método
complementar para a detecção de alterações estruturais e metabólicas.

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O coração é um órgão muscular oco e está localizado entre os dois


pulmões na cavidade torácica, com cerca de dois terços de sua massa situando-
se à esquerda da linha mediana do corpo.
A extremidade pontuda, o ápice do coração, é formada pela ponta do
ventrículo esquerdo e repousa sobre o diafragma. A base do coração é a sua
superfície posterior que é formada pelos átrios, principalmente pelo átrio
esquerdo.
É envolvido externamente pelo pericárdio e dentro deste envoltório é
secretado um fluido que tem a finalidade de evitar o atrito do coração dentro do
saco pericárdico, assim que o coração trabalha.
O coração recebe o sangue venoso através das veias cavas inferior e
superior, e ejeta o sangue oxigenado através da aorta.
Derivações
A derivação é o registro da diferença do potencial entre dois pontos do corpo do
paciente. O ECG padrão possui 12 derivações, sendo seis periféricas (DI, DII,
DIII, aVR, aVL, Avf) e seis precordiais (V1, V2, V3, V4, V5 e V6).
As derivações são formadas por polos positivo e negativo. Cada polo
corresponde a um eletrodo colocado em um ponto específico na superfície
corporal do paciente. O polo positivo corresponde ao eletrodo explorador, ou
seja, o ponto a partir do qual se “olha” para o coração. As derivações, por sua
vez, podem ser entendidas como diferentes ângulos por meio dos quais se
“enxerga” a atividade elétrica de partes específicas do coração.
Derivações Periféricas
As derivações periféricas são constituídas por seis derivações: DI, DII, DIII, aVR,
aVL, Avf e permitem a “visualização” do plano frontal, ou seja, a visualização do
coração peça frente do corpo. Existem dois tipos de derivações periféricas, as
bipolares e as unipolares.
As derivações periféricas bipolares são constituídas pelas derivações: DI, DII, e
DIII, que registram a diferença de um potencial elétrico entre dois eletrodos. A
derivação DI registra a diferença de um potencial elétrico entre dois eletrodos. A
derivação DI registra a diferença do potencial elétrico do braço direito (eletrodo
negativo) e esquerda (eletrodo positivo).
A derivação DII registra a diferença do potencial elétrico do braço esquerdo
(eletrodo negativo) e a da perna esquerda (eletrodo positivo). A derivação DIII,
por sua vez, registra a diferença do potencial elétrico do braço esquerdo (eletrodo
negativo) e da perna esquerda (eletrodo positivo).
Ressalta-se que a derivação DII é a mais utilizada para monitorização
eletrocardiográfica, uma vez que é a que mais se assemelha ao trajeto normal
do fluxo elétrico do coração. As três derivações periféricas bipolares formam o
triângulo de Einthoven.
As derivações periféricas unipolares são constituídas pelas derivações
aVR, aVL e aVF e registram as medidas de um eletrodo específico,
considerando que o segundo está colocado em um ponto neutro. Nestas
derivações o aparelho do ECG aumenta a amplitude dos potenciais elétricos
em cerca de 50% em cada eletrodo, colocado em um dos membros.

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A letra “a” significa aumentada, o “V” se refere à voltagem e a última letra


ao posicionamento do eletrodo: “R” designa o braço direito (right), “L”, o braço
esquerdo (left) e o “F”, a perna esquerda (foot), sendo que o eletrodo positivo
está localizado em um desses membros.
As derivações periféricas (bipolares e unipolares) sobrepostas constituem
o eixo hexaxial de Bayley, representando pelo coração no centro, envolvido por
um círculo dividido em seguimentos de 30º e utilizado para avaliação do eixo
cardíaco.

Derivações Precordiais

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As derivações precordiais “visualizam” o coração como se o corpo tivesse sido


cortado transversalmente (anteroposterior) e são constituídas, principalmente,
pelas derivações V1, V2, V3, V4, V5 e V6 cada uma dessas derivações,
representa o posicionamento de um eletrodo em um ponto específico do tórax.

 V1: quarto espaço intercostal à direita, ao lado do esterno;


 V2: quarto espaço intercostal à esquerda, ao lado do esterno;
 V3: ponto médio entre as derivações V2 e V4;
 V4: quinto espaço intercostal à esquerda, na linha hemiclavicular;
 V5: quinto espaço intercostal à esquerda, na linha axilar anterior;
 V6: quinto espaço intercostal à esquerda, na linha axilar média.
Em situações especiais se pode observar a parede ventricular direita e a
posterior do ventrículo esquerdo. A parede ventricular direita pode ser
visualizada por meio das derivações V3R, V4R, V5R, V6R e a parede posterior
pelas derivações V7 e V8.
 DI e aVL = parede lateral;
 DII, DIII e aVF = parede inferior.
Em relação às derivações precordiais, pode-se correlacionar as paredes
cardíacas utilizando a palavra SAL, sendo que cada letra corresponde a uma
parede, compreendendo duas derivações:
 Septal = V1 e V2
 Anterior = V3 e V4
 Lateral = V4 e V5
Ondas e Complexo
O ECG é composto pelas ondas P, T e U e pelo complexo QRS:
 Onda P: corresponde à despolarização atrial e é a primeira forma de onda
do ciclo cardíaco. A primeira porção da onda P, predominantemente,
representa a despolarização atrial direita e a segunda, a despolarização
atrial esquerda. A onda P apresenta-se, em geral, como unifásica, regular,
0,10 segundos. E a amplitude varia de 1 mm (0,1 mV) a 2,5 mm (0,25 mV).
A onda P na derivação V1 pode apresentar-se positiva, bifásica ou
negativa e na derivação aVR é sempre negativa.

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 Complexo QRS: corresponde à despolarização dos ventrículos e


consiste na onda Q, que é a primeira deflexão negativa, na onda R que
consiste da primeira deflexão positiva e da onda S, que corresponde a
segunda deflexão negativa. A sua duração varia de 0,06 a 0,12 segundos.
Em geral, a amplitude do QRS é inferior à 2,5 mV (25 mm) nas derivações
precordiais e inferior a 1,5 mV (15 mm) nas derivações periféricas. Pode-
se observar, em algumas situações, a onda R’ que é deflexão positiva que
segue a onda S e a S’ que é a deflexão negativa que segue a onda R.
 Onda T: corresponde à repolarização dos ventrículos e está localizada
após o complexo QRS. Esta onda é arredondada e ligeiramente
assimétrica, sendo que a fase ascendente é mais lenta e a descendente
é mais rápida. Em geral, é positiva na maioria das derivações, mas pode
ser negativa em V1, raramente em V2 em crianças ou mulheres jovens e
sempre negativa em aVR. A sua amplitude não ultrapassa 0,5 mV (5 mm)
nas derivações periféricas e 1 mV (10 mm) nas derivações precordiais.
Entretanto, ressalta-se que sua amplitude é variável, sendo menor que o
complexo QRS.
 Onda U: nem sempre é visualizada no ECG e, quando presente, pode ser
observada após a onda T, esta onda presente a repolarização tardia da
fibras de Purkinje. São, normalmente, pequenas, arredondadas e
positivas e sua amplitude varia de 5 a 50% da onda T, atingindo até 0,2
mV (2 mm) em V2 e V3. Pode ser visualizada principalmente nas
derivações V2, V3 e V4.
Segmentos e Intervalos
Um seguimento é uma linha, localizada entre as ondas ou complexo. No ECG
podem ser visualizados três segmentos: PR, ST e TP.
 Segmento PR: é a linha horizontal entre o final da onda P e início do
complexo QRS e representa a avaliação do nó atrioventricular e a
transmissão do impulso elétrico dos átrios para os ventrículos.
 Segmento TP: é a linha horizontal entre o final da onda T e o início da
onda P. Este segmento, normalmente, é isoelétrico e corresponde ao
repouso elétrico cardíaco.
 Segmento ST: corresponde a linha horizontal entre o final do complexo
QRS e o início da onda T e representa a parte inicial da repolarização dos
ventrículos. O ponto de transição entre o término do complexo QRS e o
início do segmento ST é denominado de ponto J e deve estar localizado
na linha isoelétrica, tendo-se como referência o intervalo TP. A sua
elevação ou seu desnível acima de 0,1 mV (1 mm) nas derivações
periféricas ou acima de 0,2 mV (2 mm) nas derivações precordiais, está
frequentemente associado à isquemia ou necrose miocárdica.
Os intervalos por sua vez, correspondem à união de um segmento a uma onda
ou um complexo. No ECG são analisados dois intervalos: PR e QT.
 Intervalo PR: representa o tempo que o estímulo elétrico origina no nó
sinusal até alcançar os ventrículos e corresponde ao início da onda P e
início do complexo QRS. A sua duração normal, em adultos, varia de 0,12
a 0,20 segundos, podendo variar com a frequência cardíaca.

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 Intervalo QT: representa o período da sístole ventricular. Este intervalo é


medido do início do complexo QRS até o final da onda T. O tempo de
duração deste intervalo varia de acordo com a idade, sexo e a frequência
cardíaca, sendo que quanto maior a frequência cardíaca menor é este
intervalo. O intervalo QT é considerado como curto quando for menor do
que 0,39 segundos ou prolongado se for maior do que 0,46 segundos em
mulheres e 0,45 segundos em homens.

ATIVIDADE SUGERIDA: ASSISTA O VÍDEO COMO REALIZAR UM ECG DE 12 DERIVAÇÕES


DISPONÍVEL EM: <https://www.youtube.com/watch?v=XH_EMXrXQ7Y>

Realizações de Eletrocardiograma ECG


Objetivo: Registrar derivações para diagnóstico, evolução clínica e avaliação da
eficácia medicamentosa.
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Indicação: A todos os pacientes internados, com dor torácica, com cardiopatias,


conforme solicitação médica.
Responsabilidade: Enfermeiro, técnicos e auxiliares de enfermagem.
-RISCOS/PONTOS CRÍTICOS: Ansiedade, alergia aos eletrodos, erros na
fixação dos eletrodos.
Material: Papel milimetrado, eletrodos, caneta, aparelho de Eletrocardiograma
(ECG)
Descrição e seqüência dos passos
01-Higienizar as mãos;
02-Conferir a prescrição médica e pedido de exame;
03- Preparar o material e colocá-lo próximo à unidade do cliente;
04- Orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado e posicioná-lo em
decúbito dorsal, com braços e pernas relaxados;
05-Ligar ao aparelho à rede de energia, prestando atenção a voltagem solicitada;
06-Colocar a folha de ECG e apertar tecla "papel";
07-Friccionar com gazes e álcool a área a ser monitorada. Se necessário, os pêlos
deverão ser cortados;
08-Colocar as braçadeiras nos membros:
-cabo vermelho em braço D - RA
-cabo amarelo em braço E - LA
-cabo verde em perna E - LL
-cabo preto em perna D - RL
Recomendações: Evitar aplicar os eletrodos sobre saliências ósseas, locais
peludos, áreas para compressão torácica. Se a respiração distorce o traçado,
peça que ele prenda por um instante a respiração, para reduzir a oscilação basal
no traçado.Se o paciente é portador de marca-passo, pode-se usar um ímã,
conforme orientação médica.

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5. CUIDADOS DO CORPO APÓS A MORTE


Finalidade: Respeitar o cadáver e familiares mediante o procedimento.
Evitar perda de secreções e excreções.
Posicionar o corpo adequadamente antes de ocorrer rigidez cadavérica.
Indicação: para pacientes que perderam suas funções vitais e receberão
atestado de óbito.
Responsabilidades: Enfermeiro e Auxiliar de Enfermagem.
Materiais: Luvas de procedimento, biombo, hamper, lâmina de bisturi ou
tesoura, seringa 10 ml, gaze, esparadrapo, pinça Pean ou anatômica, algodão,
ataduras de crepe (10 ou 20 cm), invólucro para cadáver, fita adesiva, saco
plástico, lençol, óculos de proteção, máscara e avental.
Descrição e seqüência da técnica
01-Certificar-se da confirmação de óbito pelo médico;
02-Higienizar as mãos;
03-Calçar as luvas de procedimento e máscara. Vestir o avental e colocar óculos
de proteção;
04-Isolar o leito com o biombo e ou fechar a porta;
05-Colocar o cadáver em decúbito dorsal, retirando todos os travesseiros e
coxins;
06-Alinhar os membros;
07-Recolocar a dentadura ou ponte móvel se houver imediatamente após a
constatação da morte
08-Fechar os olhos fazendo compressão nas pálpebras, utilizando esparadrapo
ou fita adesiva hipoalergênica;
01-Evitar erros;
02-Reduzir a transmissão de microrganismos;
03- Promover barreira física, assegurando proteção ao profissional que realiza
o procedimento;
04- Respeitar a privacidade;
07- Manter o contorno natural do rosto;
08- Preservar as córneas, viabilizando provável uso para transplante;
09-Despir o corpo, colocando as roupas no hamper ou em saco plástico
identificado e fechado;
10-Retirar todos os cateteres, sondas e drenos, se houver, usando lâmina de
bisturi ou tesoura para retirar as fixações e a seringa de 10 ml para desinsuflar
os balões das sondas;
11- Fazer a higienização do corpo, se necessário;
12- Fazer os curativos necessários e, nas mucosas que possam drenar
substâncias orgânicas, comprimir bem o local com o auxílio de gaze e
esparadrapo;
13- Tamponar orofaringe, ânus e vagina (se necessário) com algodão utilizando
uma pinça Pean ou anatômica; Atualmente não é feito pela enfermagem.

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14- Fechar a boca com o auxílio de atadura prendendo-a no alto da cabeça, os


pés juntos e as mãos juntas, usando ataduras de crepe;
15-Retirar todos os lençóis, colocando o corpo dentro do invólucro para cadáver;

16-Colocar sobre o peito uma tira larga de esparadrapo com nome do cadáver,
registro, número da enfermaria, leito, data e hora do óbito, e nome por extenso
e matrícula do funcionário que preparou o corpo. Colocar outra tira de
identificação sobre o invólucro para cadáver;
17- Preencher o aviso de óbito (2 vias), colocar o corpo na maca, cobrir com
lençol e encaminhar à anatomia, acompanhado da 2ª via do aviso de óbito. A
1ª via ficará anexada ao prontuário ou GAE;
18-Recolher todos os pertences do paciente, relacionando-os em livro próprio e
entregar ao familiar;
19-Recolher o material e deixar unidade em ordem;
20-Higienizar as mãos;
21-Realizar as anotações de enfermagem no prontuário de Enfermagem
(Responsabilidades e Deveres).
Recomendações: Os corpos de pacientes na qual a morte tenha sido causada
por doenças contagiosas requerem cuidados especiais, de acordo com a
orientação do NCIH.Os corpos que se tornam disponíveis para finalidades
médicas ou para pesquisa requerem autorização legal dos familiares mais
próximos ou de autoridade legalmente constituída.

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6- HEMOCONCENTRADOS

Sangue – breve história Fonte Hemominas


"Sangue de barata", "sangue frio", "sangue azul", "sangue bom", "o
sangue subiu à cabeça"... e por aí vai. Estas e outras expressões refletem a forte
carga de magia, de fascínio e até de medo ligada ao sangue, ideias que integram
as mais diferentes culturas e religiões e perduram, em muitos casos, até os dias
de hoje.
As tentativas de se usar o sangue para curar doenças vêm desde a pré-
história. Durante muitos séculos, no entanto, os resultados foram totalmente
infrutíferos, sendo que as primeiras transfusões, que datam de meados do século
XVII, eram quase sempre feitas com sangue de animais.
A transfusão é classicamente dividida em três períodos: a era pré-
histórica, que vai até a descoberta da circulação sanguinea pelo médico britânico
William Harvey, no início do século XVII. O segundo, o período pré-científico, vai
de 1616, ano da descoberta da circulação, até o início do século XX, quando o
pesquisador austríaco Landsteiner descobre o grupo sanguineo ABO. O terceiro
período – chamado científico – começa com a descoberta de Landsteiner,
chegando até os dias atuais.
Já no período científico, a falta de soluções anticoagulantes que
permitissem a estocagem do sangue coletado de doadores condicionava a
transfusão a ser feita braço a braço. As pesquisas prosseguem e, entre as duas
guerras mundiais, desenvolve-se a solução anticoagulante à base de citrato de
sódio. Com isto, abre-se a possibilidade da existência de bancos de sangue
como são conhecidos atualmente.
A primeira transfusão de sangue coletado e estocado em garrafas de vidro
ocorreu durante a guerra civil espanhola, em 1939: um médico da cidade de
Toulouse, na França, organiza uma rede de doadores de sangue, simpatizantes
da causa dos rebeldes que lutavam contra os fascistas comandados pelo general
Franco. Com a eclosão da II Guerra Mundial, surgem os primeiros bancos de
sangue e a transfusão generaliza-se e torna-se rotina na prática médica, sendo
decisiva para salvar a vida de civis e militares feridos. A guerra, aliás, é o que
serve de motivação e estímulo para as primeiras campanhas de doação de
sangue. Desde os primórdios, o sistema de doação de sangue alicerça-se na
doação altruísta e não remunerada, contando com a solidariedade e
benevolência dos cidadãos.
Brasil
"No Brasil, os cirurgiões foram os primeiros nesta prática, mas o melhor relato
desta época (por volta de 1910) é de um professor de Clínica Médica de
Salvador, Garcez Fróes, que através de um Aparelho de Agote, improvisado por
ele, realiza uma transfusão de 129 ml de sangue de um servente do hospital para
uma paciente com metrorragia importante por pólipo uterino. Na década de 40,
a hemoterapia começa a ser vista como especialidade médica e vários "bancos
de sangue" foram inaugurados em diversas capitais brasileiras. O primeiro
"banco de sangue" público foi criado na cidade de Porto Alegre, em 1941; em
seguida, foi o do Rio de Janeiro, sendo o terceiro inaugurado em 1942, em

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Recife". (Cláudia M.F.Ribeiro - A hemoterapia no Brasil até 1980 e a criação dos


hemocentros públicos nacionais).
Ao contrário da Europa, o sistema transfusional brasileiro baseava-se na
doação remunerada: doadores dos bancos de sangue públicos e privados
recebiam pagamento. A prática favorece a proliferação dos bancos de sangue
privados que traz, em seu bojo, o recrutamento de pessoas doentes, alcoólatras,
mendigos e anêmicos. Contra ela, insurge-se a Associação de Doadores
Voluntários de Sangue (ADVS), dirigida por Carlota Osório – uma incansável
batalhadora da causa pela doação não remunerada e da distribuição gratuita de
sangue pelo Estado para quem precisasse.
Em outubro de 1964, por determinação do então presidente da República,
marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, institui-se no Ministério da
Saúde a Comissão Nacional de Hemoterapia (CNH) que estabelece a Política
Nacional de Sangue. A Comissão, extinta em 1976, deveria organizar a
distribuição do sangue, a doação voluntária, a proteção ao doador e ao receptor,
o disciplinamento da atividade industrial, o incentivo à pesquisa e o estímulo à
formação de recursos humanos.
Outro fator atesta a precariedade do Brasil na área: em 1969, a
Organização Mundial de Saúde (OMS), preocupada com a situação da
hemoterapia em todo o mundo, envia ao Brasil o professor francês Pierre Cazal
para avaliar o quadro nacional. Cazal visita São Paulo, Rio de Janeiro, Belo
Horizonte, Brasília e Salvador e elabora relatório onde faz as seguintes
observações: doações remuneradas e sem critério; comercialização do plasma
(exportação); doador inapto sem assistência; sorologia precária; transfusões
sem critérios médicos; predominância de utilização de sangue total; falta de
coordenação; carência de recursos humanos.
Em 1980, cria-se o Programa Nacional de Sangue e Hemocomponentes
(Pró-Sangue) com a finalidade de regularizar a situação da hemoterapia
brasileira. Surgem os Centros de Hematologia e Hemoterapia – os hemocentros.
Entre os muitos desafios, o de implantar a doação sistemática de sangue, pondo
fim à doação remunerada. E aí, a Fundação Hemominas, o 13º hemocentro a
ser criado no país, entra na história.
"Salvem o sangue do povo brasileiro"
O surgimento da Aids, na década de 80, transforma radicalmente o panorama
da hemoterapia brasileira: o elevado número de casos de contaminação pelo HIV
por meio de transfusão provoca o clamor da opinião pública, culminando na
proibição definitiva da doação remunerada. A Constituição de 1988 inclui o artigo
199, proibindo toda e qualquer forma de comercialização do sangue ou de seus
derivados, luta liderada pelo cartunista e escritor mineiro Henfil, que cunha, com
o irmão Betinho, o mote que empolga a opinião pública: "Salvem o sangue do
povo brasileiro". Henfil, que era hemofílico e, como tal, politransfundido, acabou
morrendo de Aids em 1989. A Lei Federal n.° 10.205, promulgada em março de
2001, regulamenta o parágrafo 4 do artigo 199.

Onde é produzido o Sangue?

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Ele é produzido na medula óssea dos ossos chatos, vértebras, costelas,


quadril, crânio e esterno. Nas crianças, também os ossos longos, como o
fêmur, produzem sangue.
Quais são os componentes do sangue?
Ele é composto basicamente por plasma, hemácias, leucócitos, plaquetas e
fatores de coagulação.

Plasma: é a parte líquida do sangue, de coloração amarelo palha, composto de


água (90%), proteínas e sais minerais. Através deles, circulam por todo o
organismo as substâncias nutritivas necessárias à vida das células. Essas
substâncias são: proteínas, enzimas, hormônios, fatores de coagulação,
imunoglobulina e albumina. O plasma representa aproximadamente 55% do
volume de sangue circulante.

Hemácias: são conhecidas como glóbulos vermelhos devido ao seu alto teor de
hemoglobina, uma proteína avermelhada que contém ferro. A
hemoglobina capacita as hemácias a transportar o oxigênio a todas as células do
organismo. Elas também levam dióxido de carbono, produzido pelo organismo,
até os pulmões, onde ele é eliminado. Existem entre 4,5 milhões a 5 milhões de
hemácias por milímetro cúbico de sangue.

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Leucócitos: chamados de glóbulos brancos, fazem parte da linha de defesa do


organismo e são acionados em casos de infecções, para que cheguem aos
tecidos na tentativa de destruírem os agressores, como vírus e bactérias.
Existem entre 5 mil a 10 mil leucócitos por milímetro cúbico de sangue.

Plaquetas: são pequenas células que tomam parte no processo de coagulação


sangüínea, agindo nos sangramentos (hemorragias). Existem entre 200 mil e
400 mil plaquetas por milímetro cúbico de sangue.

Quais são os tipos de Sangue?


O sangue é classificado em grupos com a presença ou ausência de um
antígeno na superfície da hemácia. Os grupos mais importantes são ABO e Rh
(positivo ou negativo). A incidência destes Grupos varia de acordo com raça,
pois trata-se de um fator hereditário.Percentualmente, sua ocorrência na população
é de aproximadamente:

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O que é o fator Rh: determina se o tipo de sangue é positivo ou negativo e


influencia na compatibilidade sanguínea. Assim, pessoas com sangue positivo
podem receber de pessoas com qualquer Rh, mas só podem doar para outras
com sangue positivo. Enquanto se o sangue tiver Rh negativo pode doar para
pessoas com sangue positivo ou negativo mas só podem receber negativo.
Tabela de compatibilidade sanguínea para doação de sangue
Pode doar para: Pode receber doação de:
Sangue tipo
AB+ e A+ A+, A-, O+ e O-
A+
Sangue tipo
A+, A-, Ab+ e AB- A- e O-
A-
Sangue tipo
B+ e AB+ B+,B-, O+ e O-
B+
Sangue tipo
B+, B-, AB+ e AB- B- e O-
B-
Sangue tipo A+, B+, O+, AB+, A-, B-, O- e
AB+
AB + AB- (todos)
Sangue tipo
AB+ e AB- A-, B-, O- e AB-
AB-
Sangue tipo
A+, B+, O+ e AB+ O+ e O-
O+
Sangue tipo A+, B+, O+, AB+, A-, B-, O- e
O-
O- AB- (todos)

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Hemocomponentes

Concentrado de hemácias lavadas


Concentrado de hemácias submetido a lavagem com soro fisiológico através de
centrifugação e desprezo do sobrenadante. Tem um volume final aproximado de
250 ml, com perda de cerca de 20% das hemácias. Como é realizado em sistema
aberto, o mesmo deverá ser realizado em capela de fluxo laminar.
Indicação terapêutica: Reações transfusionais alérgicas e em pacientes com
deficiência de IgA.
Validade: 24 horas quando conservado entre 2-6ºC, pois existe risco de
contaminação bacteriana.
Concentrado de hemácias
Hemocomponente obtido através do fracionamento de uma bolsa de sangue
total, com remoção de 200 a 250 ml de plasma. O volume final é de cerca de 250
a 300 ml e contém predominantemente hemácias (a bolsa tem hematócrito entre
50-80%, dependendo da solução anticoagulante utilizada) e ainda leucócitos,
plaquetas e plasma em pequena quantidade. É conservado em geladeira
específica, em temperatura de 2-6 °C.
Indicação terapêutica: principal é para se melhorar a oxigenação dos tecidos
do organismo.
Validade: entre 35 a 42 dias, dependendo do tipo de anticoagulante utilizado na
bolsa.
Concentrado de plaquetas
O Concentrado de Plaquetas é um hemocomponentes derivado da centrifugação
de uma bolsa de sangue total. Tem um volume final aproximado de 50 ml e é
conservado em agitação contínua e a temperatura entre 20-24°C.
Indicação terapêutica: É utilizado para pacientes com sangramentos com
contagens de plaquetas inferiores a 50.000 / mm3 ou portadores de disfunção
plaquetária. Também poderá ser utilizado como medida preventiva de
sangramento em casos de procedimentos invasivos para pacientes com baixa
contagem ou disfunção plaquetária.
Validade: é em torno de 5 dias.
Crioprecipitado
Hemocomponente obtido do descongelamento de 1 bolsa de Plasma Fresco
Congelado a 4° C, sendo removido o sobrenadante. Contém os fatores de
coagulação XIII, VIII, Fator de von Willebrand e fibrinogênio (I). Volume de cada
bolsa é cerca de 10 a 20 ml.
Indicação terapêutica: Sangramento ativo ou preventivo em caso de
procedimentos invasivos em casos de:-Hipofibrinogenemia ou
disfibrinogenemia;
- Deficiência de Fator XIII da coagulação (quando não houver o concentrado
liofilizado específico);- Doença de von Willebrand quando não responsivo ao
DDAVP ou quando não houver disponibilidade do concentrado liofilizado

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específico;
- Sangramento microvascular difuso com fibrinogênio < 100 mg. Validade:
Armazenado a temperaturas inferiores a 20° C, com validade de 1 ano (<-20ºC)
ou 2 anos (<-30°C)
Plaquetas por aférese
Tipo de concentrado de plaquetas especial obtido através de coleta por máquina
de aférese. A bolsa coletada equivale a 6-8 unidades de concentrado de
plaquetas comuns ou 1 bolsa de pool de concentrado de plaquetas. É um
concentrado de plaquetas de melhor qualidade, pois na maioria das vezes já vem
desleucocitado, é proveniente de 1 único doador (menor risco de eventos
adversos transfusionais) e pode ter volume de infusão final menor, em uma
transfusão para adulto.
Indicação terapêutica: O concentrado de plaquetas por aférese tem indicação
idêntica aos demais tipos de concentrados de plaquetas. Devido a oferta limitada
deste tipo de hemocomponente deveremos priorizar alguns tipos de pacientes,
em caso de baixo estoque, como candidatos a politransfusão (pacientes
oncohematológicos), candidatos a transplante de medula óssea, pacientes com
sorologia negativa para Citomegalovirus (principalmente gestantes e
imunossuprimidos), aqueles com reações alérgicas a transfusão, pacientes
politransfundidos e com refratariedade a transfusão de outros tipos de
concentrado de plaquetas (se possível transfusão com bolsa de plaquetaférese
de doador HLA compatível).
Validade: é de 5 dias, devendo ser mantido em agitação contínua e em
temperatura entre 20-24ºC, como os outros tipos de concentrado de plaquetas.
Plasma Expansor
O Plasma Expansor (ou Plasma Comum), é um plasma que não foi congelado
dentro das especificações técnicas recomendadas ou ainda pode ser
considerado o plasma fresco congelado cujo prazo de validade expirou. Deve
ser armazenado a temperatura inferior a -20°C.
Indicação terapêutica: Atualmente o Plasma Expansor não tem indicação clínica
e não deverá ser utilizada para fins transfusionais. É utilizado pela indústria para
produção de hemoderivados (como albumina, imunoglobulinas, etc.)
Validade: seu prazo de validade é de 5 anos.
Plasma fresco congelado
Hemocomponente obtido por centrifugação de bolsa de sangue total com
posterior congelamento. Consiste na porção líquida do sangue, que contém
água, proteínas e íons, dentre outros. É conservado a temperatura inferior a -20º
C e contém todas as proteínas (fatores) da coagulação sanguínea em níveis
hemostáticos. O volume médio de uma bolsa de plasma fresco congelado é em
torno de 200 ml.
Indicação terapêutica: O Plasma Fresco Congelado é utilizado para transfusão
em casos de sangramento 2º a deficiência de fatores de coagulação (quando
não há disponível concentrado liofilizado específico) ou prevenção de
sangramentos antes de procedimentos invasivos nestes pacientes. Além disso
pode ser utilizado em alguns procedimentos de plasmaférese terapêutica como
para tratamento de PTT, na coagulação intravascular disseminada, reversão de
efeito de anticoagulante cumarínico, sangramento por deficiência de fatores

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vitamina K dependentes no RN e em casos de transfusão maciça. Validade:


sua conservação, quando congelado adequadamente, pode durar até por 1 ano
(<-20°C) ou mesmo 2 anos (<-30°C).
Pool de plaquetas
Concentrado de plaquetas obtido a partir de 4 a 5 unidades de sangue total
(bolsas tipo “top and bottom”) através de centrifugação e separação da camada
leucoplaquetária. Estas bolsas são transferidas para uma única bolsa em forma
de pool e equivalem a uma dose de transfusão de plaquetas para um adulto.
Indicação terapêutica: são para pacientes com sangramento e baixa contagem
de plaquetas (geralmente <50.000 plaquetas/ mm3) ou naqueles portadores de
disfunção plaquetária. Também pode ser indicada profilaticamente em casos de
necessidade de realização de procedimentos invasivos também em pacientes
com baixa contagem de plaquetas ou disfunção plaquetária. É mais vantajosa
em relação a transfusão de bolsas comuns de concentrado de plaquetas em
pacientes adultos devido a redução do número de bolsas transfundidas (reduz
risco de reações transfusionais) mantendo o mesmo efeito terapêutico.
Sangue total
Sangue total é a bolsa de sangue coletada do doador, antes de ser submetida
ao fracionamento. Apresenta todos os componentes sanguíneos, tendo
aproximadamente 450 ml.
Indicação terapêutica: Não há atualmente indicação para o uso de bolsas de
sangue total na terapia transfusional. A transfusão de sangue total deve ser
substituída, de forma eficaz, pela transfusão de hemocomponentes específicos,
dependendo da necessidade clínica do paciente.
Albumina
Albumina é um hemoderivado obtido industrialmente através de fracionamento
do plasma de doadores de sangue. Está disponível no mercado em
concentrações de 5 a 25%, sendo que a concentração de 5% é osmoticamente
equivalente ao plasma.
Indicação terapêutica são :
- Reposição volêmica na maioria dos procedimentos de plasmaférese; -
Hipotensão pós paracentese; - Nefropatia/ enteropatia perdedora de proteínas
com edema que não responde ao uso de diuréticos;- Queimaduras com
hipoproteinemia;
Complexo protombinico ativado
O complexo protrombínico ativado (CCPA) é um hemoderivado de origem
plasmática humana liofilizado e industrializado, que contém os fatores de
coagulação II, VII, IX, X ativados.
Indicação terapêutica: para prevenção de hemorragias e antes de
procedimentos invasivos ou tratamento de sangramento em pacientes
hemofílicos portadores de inibidores.
Complexo protombinico
O Complexo Protrombínico é um derivado do plasma liofilizado e industrializado
que contém os fatores II, VII, IX, X da coagulação. É conservado sob refrigeração
(2° a 8°C).
Indicação terapêutica

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É indicado em caso de prevenção de sangramento em procedimentos invasivos


ou para tratamento de sangramentos em portadores de deficiências de um dos
fatores presentes no complexo protrombínico (II, VII,IX,X), quando não
dispomos de concentrado de fator específico. Pode ser usado ainda em
hemofílicos com deficiência de Fator VIII com presença de inibidores e para
reverter o efeito anticoagulante dos medicamentos cumarínicos (varfarina) em
casos de sangramentos importantes.
Fator IX da coagulação
O Concentrado de Fator IX é um hemoderivado, industrializado, liofilizado e
estéril, produzido a partir do plasma fresco congelado. Deve ser conservado na
geladeira em temperatura entre 2-8°C.
Indicação terapêutica: É utilizado para sangramento de pacientes com
deficiência de fator IX da coagulação ou prevenção de sangramento em caso
de necessidade de realização de procedimentos invasivos nestes pacientes.
Fator VIII da coagulação
Concentrado liofilizado de fator VIII da coagulação sendo derivado do plasma e
conservado em refrigeração (2° a 8°C).
Indicação terapêutica: É utilizado na prevenção e tratamento de
sangramentos em pacientes portadores de hemofilia A (deficiência do Fator
VIII)

Passo a passo Hemotransfusão


1° Preenchimento em duas vias pelo médico da folha solicitando o hemoconcentrado e
da outra pelo paciente ou responsável autorizando o recebimento do hemoconcentrado
informando possíveis intercorrências. Nota: ambas carbonadas o preenchimento
deverá conter apenas uma caligrafia, caso contrário o hemominas não aceita.
2°Entregar as folhas preenchidas pelo médico ao laboratório e solicitar coleta para
exames de prova cruzada e Fator Rh no momento da coleta cabe ao laboratório a
colocação da pulseira identificando o receptor.

3° A Enfermagem cabe instalar 2 acessos calibrosos 20/18/16/14: 1 para possíveis


medicamentos e o outro para a hemotransfusão.
4° Após os exames laboratoriais disponíveis mesmo entrará em contato com a enfer.
para certificar se os acessos estão preparados, para assim retirar a bolsa para
climatização em 15 min.
5°O enfermeiro deverá registrar o tempo e dentro de 10 minutos checar os sinais vitais
do cliente antes de iniciar o procedimento.
6° No laboratório a hemotransfusão deverá ser solicitada pela Janela externa da agencia
transfusional. Cabe ao laboratório entregar bolsa contendo o sangue/ nela afixado um
papel identificador sobre o n° da bolsa/ Tipo sanguíneo que deverá ser assinado pelo
enfermeiro que recebeu a bolsa. E, um equipo próprio para o procedimento. Nota: Cada
equipo corresponde a uma bolsa de hemoconcentrado.
7° Comunicar a Enfermeira Supervisora
8°Preparo do hemoconcentrado: Checar sangue da bolsa com o tipo sanguíneo do
cliente nos exames após, preenchimento do equipo próprio para hemotransfusão com

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o hemoconcentrado. Instalação no cliente. Nota: Deixe uma solução em curso para


manter acesso (ver prescrição médica) para medicamentos se intercorrências.
Importante inicie os primeiros 10 minutos com o gotejamento mais lento pois,
caso o cliente apresente reações serão amenizadas.
9° Após ter decorrido 10 minutos de hemotransfusão checar novamente os sinais vitais
do paciente atentar aos sinais clínicos como: Febre com ou sem calafrios (definida como
elevação de 1°C na temperatura corpórea), associada à transfusão. b) Calafrios com ou
sem febre. c) Dor no local da infusão, torácica ou abdominal. d) Alterações agudas na
pressão arterial, tanto hipertensão como hipotensão. e) Alterações respiratórias como:
dispneia, taquipnéia, hipóxia, sibilos. f) Alterações cutâneas como: prurido, urticária,
edema localizado ou generalizado. g) Náusea, com ou sem vômitos. Se Intercorrência•
Interromper imediatamente a transfusão e comunicar o médico responsável pela
transfusão. • Manter acesso venoso com solução salina a 0,9%. • Verificar sinais vitais
e observar o estado cardiorrespiratório. • Verificar todos os registros, formulários e
identificação do receptor. Verificar à beira do leito, se o hemocomponente foi
corretamente administrado ao paciente desejado. • Avaliar se ocorreu a reação e
classificá-la, a fim de adequar a conduta específica. • Manter o equipo e a bolsa intactos
e encaminhar este material ao serviço de hemoterapia. • Avaliar a possibilidade de
reação hemolítica, TRALI, anafilaxia, e sepse relacionada à transfusão, situações nas
quais são necessárias condutas de urgência.
10° Registro de enfermagem: A enfermagem deverá registrar no prontuário o tipo
sanguíneo, número da bolsa, início da hemotransfusão sinais vitais em tempos distintos
10 minutos antes de iniciar a terapia, 10 minutos depois e ao término do procedimento.
Reações adversas. Deverá ser checado pelo supervisor de enfermagem. Ao término do
procedimento: Anexar ao prontuário a pulseira do cliente/ Ficha do hemoconcentrado e
formulário de aceite do procedimento devidamente assinado.
Elaborado por: Amanda Domingos Ferreira.

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7-TRICOTOMIA E TONSURA

Tricotomia e a retirada dos pelos de uma determinada região.


Tonsura é o corte dos pelos de uma determinada região, utilizando-se de uma
tesoura.

Normas

01 - A tricotomia deve ser realizada no máximo duas horas antes da cirurgia;


02 - Ao realizar a tricotomia deve-se iniciar em direção ao crescimento dos
pelos;
03 - Realiza tricotomia quando esta estiver prescrita pelo médico responsável
pelo paciente;
04 - Após a tricotomia encaminhar o paciente para o banho de aspersão com
P.V.P.I. degermante ou clorexidina, se indicada;

Material

Gazes limpas,
Cuba-rim ou redoma,
Sabonete ou sabão liquido,
Aparelho para tricotomia tipo descartável,
Luvas de procedimento,
Saco plastico .

Técnica

01 - Lavar as mãos;
02 - Explicar o procedimento ao paciente;
03 - Isolar o paciente com biombos;
04 - Expor o local onde será feita a tricotomia;
05 - Cobrir o paciente deixando exposto apenas o local a ser tricotomizado;
06 - Calcar luvas;
07 - Molhar a gaze no sabão;
08 - Ensaboar a região por onde se inicia a tricotomia;
09 - Caso haja pelos grandes, corta-los primeiramente com a tesoura;
10 - Tracionar a pele a ser tricotomizada com auxílio da gaze;
11 - Iniciar a tricotomia em direção ao crescimento do pelo;
12 - Evitar aranhaduras e solução de continuidade na pele;
13 - Retirar os pelos do aparelho com gaze;
14 - Jogar a gaze em lixo apropriado;
15 - Ensaboar outra aréa e repetir a técnica;
16 - Verificar ao termino, se toda a região foi tricotomizada;
17 - Encaminhar o paciente para o banho;

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18 - Colocar a unidade em ordem;


19 - Lavar as mãos;
20- Registrar no prontuário do cliente o procedimento

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9-HIPODERMÓCLISE OU VIA SUBCUTÂNEA

Maria O. D'Aquino1
Rogério Marques de Souza2
1. Enfermeira do Núcleo de Cuidados Paliativos do HUPE; Especialista em
Enfermagem do Trabalho Fac. de Enf. Luiza de Marilac; Especialista em
Enfermagem Intensivista - UERJ.
2. Enfermeiro Coordenador de Enfermagem Hupe/UERJ Professor da
Universidade Veiga de Almeida Especialista em Admnistração dos Serviços de
Saúde UERJ - 1999.

INTRODUÇÃO

Russel descreveu em 1979 um método subcutâneo na administração de morfina


para pacientes com sintomas de câncer avançado. Após, vieram outros estudos
corroborando a escolha da via subcutânea (s.c.) como segura e eficaz na
alternativa da via oral para administração de opioides.1

Pacientes em cuidados paliativos usualmente necessitam do uso da via


subcutânea por apresentarem dificuldade em receber medicamento por via oral,
face à dispneia, disfagia, êmese, obstrução intestinal no câncer em estágio
avançado.2

A Hipodermóclise permite o controle adequado dos sintomas clínicos e usá-la


em casa pode oferecer melhor qualidade de vida ao paciente.2

Em paciente com dor crônica em estado de câncer avançado e quando não


houver possibilidade de se usar a via oral ou a via periférica endovenosa, pode-
se usar opioides em infusão contínua por bomba infusora em pequenos volumes
e alta concentração. A maioria dos pacientes pode receber de 2 a 5ml/h do
dripping de opioides por algumas horas podendo resgatar a dose anterior em
bolos.3

O medicamento mais usado por esta via é a morfina devido à vida média ser
curta e a concentração plasmática ser alcançada rapidamente. A administração
de solução de opioides altamente concentrada no tecido celular subcutâneo por
meio de bomba infusora facilita a infusão, mesmo na residência do paciente
trazendo o alívio da dor.3

A metadona também é um medicamento de escolha para a via subcutânea


quando usado com precaução, pode desenvolver eritema e endurecimento da
região entre 12 a 48 horas depois de iniciada a infusão. Por este motivo, a infusão
deve ser descontinuada.4*

FARMACOCINÉTICA:

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É o que acontece com a medicação após ser administrada no organismo até o


seu destino. A via subcutânea e a via intramuscular são semelhantes na
farmacocinética, porém com concentrações séricas menores e tempo de ação
prolongado, exercendo o efeito terapêutico esperado.5

MEDICAMENTOS COMUMENTE UTILIZADOS NA TERAPIA SUBCUTÂNEA


OU HIPODERMÓCLISE

Os medicamentos de escolha têm pH próximo à neutralidade e são


hidrossolúveis. São eles:
Sulfato de morfina;
Brometazida;
Ondansetrona;
Metadona;
Midazolan;
Prometazina;
Octreotide;
Metoclopramida;
Fenobarbital;
Escopolamina;
Dexametasona;
Clorpromazina;
Clonidina;
Brometo de n-butil;
Ranitidina;
Garamicina;
Tramadol.

Outros medicamentos têm sido estudados para verificar sua viabilidade no uso
de subcutâneo, como demonstra a Figura 1.

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Figura 1: Quadro de compatibilidade de medicamentos para administração por


via subcutânea.
Fonte: INCA adaptado de Cuidados Paliativos Oncológicos - Controle de Dor -
Centro de Suporte Terapêutico Oncológico - Instituto Nacional de Cancer - RJ.
2001; Compatibility of Subcutaneously Administered Drugs 2006.

MEDICAMENTOS INCOMPATÍVEIS COM A VIA SUBCUTÂNEA:


Diazepam;
Diclofenaco;
Eletrólitos não diluídos;
Fenitoína.

INCOMPATIBILIDADE:

A incompatibilidade compromete a eficácia da medicação, então é importante a


atenção para:
Soluto e solvente;
Soluto e soluto;
Solução e recipiente.

A incompatibilidade pode ser visível, no que diz respeito à precipitação ou


alteração da cor.5

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INDICAÇÃO DA HIPODERMÓCLISE
Hidratação - quando o paciente não recebe quantidade suficiente de líquido
oralmente e tem o acesso venoso periférico prejudicado por substância
necrosante (quimio/radioterapia);
Dor -sintoma efetivamente presente em estágio avançado da doença.5,6

Vantagens:
Baixo custo;
Método simples, seguro e eficaz;
Pode ser utilizado por pessoas que não sejam da área de saúde;
Favorece a funcionalidade do paciente;
Baixo índice de infecção;
Pode ser usado em ambulatório, ideal para ser utilizado em casa sob
supervisão;
Reduza flutuação das concentração plasmática de opioides; Usada
para hidratação a longo prazo.6

DESVANTAGENS
Não pode ser usado em pacientes que apresentam trombocitopenia ou
problemas de coagulação;
Não é a via de escolha para fazer grandes volumes;
Usar somente 1ml/h até 3.000ml, sendo 1.500ml de cada lado do tórax;
Possibilidade de reação local (sinais flogísticos).5,6

CONTRA INDICAÇÃO
Infusão rápida de grande volume;
Desidratação severa;
Distúrbio severo de eletrólitos.6

UTILIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS

Diluir a medicação na apresentação líquida em água para injeção. Exceção:


octreotídeo, ketamina, ondansetrona, devem ser diluídos em solução salina a
0,9%.

Volume: diluir a medicação em 100%, ou seja, se a medicação tiver 1ml a diluição


será para 2ml, 1ml da água para injeção e 1ml do medicamento igual ou total a
2ml.5

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TÉCNICA

Pode-se utilizar o espaço intercostal e a área abaixo da região escapular e a


região do abdome. Pacientes preferem estas regiões do que a área dos braços,
pois podem ter os movimentos livres. O tempo de troca do sítio da inserção do
cateter pode chegar até três dias, caso não haja sinais flogísticos.6

EXECUÇÃO DA TÉCNICA

Material utilizado:
Solução preparada para ser instalada (solução salina a 0,9%, medicação);
Equipo de macrogotas;
álcool a 70%;
Luvas de procedimento;
dispositivo subcutâneo 19, 23, 25 e 27;
Esparadrapo para fixar e datar (se possível, usar esparadrapo ou filme
transparente.

INSTALAÇÃO DA HIPODERMÓCLISE
Explicara o cliente sobre o procedimento;
Lavar as mãos;
Escolher o local da infusão;
Fazer antissepsia e a dobra na pele;
Introduzir o dispositivo subcutâneo num ângulo de 45º;
Fixar o dispositivo subcutâneo;
Assegurar-se de que nenhum vaso tenha sido atingido;
Aplicar o medicamento ou conectar o dispositivo subcutâneo ao equipo da
solução;
Datar e identificar a fixação.

ESCOLHA DO SÍTIO DA PUNÇÃO

Regiões:
deltoidiana;
anterior do tórax;
escapular;
abdominal;
face lateral da coxa.1,5,6

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CUIDADOS DURANTE A PERMANÊNCIA DO ACESSO


Proteger com plástico durante o banho com o objetivo de manter a área seca.
Lavagem das mãos antes do manuseio do cateter (exemplo: conectar equipos
com fluidos ou medicação) para prevenir infecção.
Observar a área da inserção do dispositivo subcutâneo em relação a sinais
flogísticos.
Nos casos de sinais flogísticos usar calor (bolsa térmica para amenizar os
sintomas).

EFEITOS ADVERSOS

Os riscos na hipodermóclise são mínimos quando administrados conforme a


indicação. Figura 2.

Figura 2: Adaptado de Sasson, M; Shvarzman, P. Hypodermoclysis: An


Alternative Infusion Techmique. Am Fam Phys, 2001 Nov;64(9);1575-8.

CONCLUSÃO:

Na prática, o uso da hipodermóclise no Núcleo de Cuidados Paliativos demonstra


eficácia em diminuir sintomas de dor e desidratação. O interesse de expandir a
informação sobre hipodermóclise é de que mais profissionais utilizem este
acesso para assistir os pacientes em cuidados paliativos seja em hospital,
ambulatório ou na residência do paciente.

REFERÊNCIAS DO ARTIGO

1. Russel P L. Analgesia in terminal malignant disease. Br Med J. 1979;(1-1561).

2. Bruera E. Alternate Routes for Home Opioid Therapy. Pain: Clin Upd. 1993 jul;
V.I,n.2.

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3. McCaffery, M.; Passero, C. How to choose the best. Nur. 2000 dez;30(12):34-
38.

4. Trujillo Gómez CC, Montoya RM, Bruera E. Vías alternativas a la vía oral para
administración sistémica de opioides en cuidados paliativos:Revisión de la
literatura.Med Paliat. 2005;12(2):1-15.

5. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Terapia Subcutânea no Câncer


Avançado, 2011; 29p.: il. color. (Série Cuidados Paliativos 7-29).

6. Sasson M; Shvarzman P. Hypodermoclysis: An Alternative Infusion


Technique. Am Fam Phys.2001 Nov;64(9);1575-8.

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FERIDAS NEOPLÁSLICAS: TRATAMENTO E CONTROLE DE FERIDAS TUMORAIS E ÚLCERAS POR


PRESSÃO NO CÂNCER AVANÇADO
DISPONÍVEL EM: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/inca/Feridas_Tumorais.pdf>

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REFERÊNCIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Atenção Especializada. Guia para o uso de hemocomponentes / Ministério
da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção
Especializada. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2010.140 p.

CARMAGNANI et al. Procedimentos de enfermagem: guia prático. Rio de


Janeiro: Guanabara koonga, 2009.p.216.

SMELTZER, Suzane C.; BARE G. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica.


10ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

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