Comunicação e Expressão

Ensino a Distância
MANTENEDORA Comunidade Evangélica Luterana São Paulo - CELSP Rua Fioravante Milanez, 206 CEP 92010-240 – Canoas/RS Telefone: 51 3472.5613 - Fax: 51 3477.1313 DIREÇÃO Presidente Delmar Stahnke UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL Av. Farroupilha, 8001 - Bairro São José CEP 92425-900 - Canoas/RS Telefone: 51 3477.4000 - Fax: 51 3477.1313 REITORIA Reitor Marcos Fernando Ziemer Vice-Reitor Valter Kuchenbecker Pró-Reitor de Administração Ricardo Muller Pró-Reitor de Graduação Ricardo Prates Macedo Pró-Reitor Adjunto de Graduação Pedro Antonio Gonzalez Hernandez Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Erwin Francisco Tochtrop Júnior Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários Ricardo Willy Rieth Capelão geral Gerhard Grasel Diretor de Ensino do EAD Joelci Clécio de Almeida Orientação e revisão da escrita Dóris Cristina Gedrat Design/Infogra a/Programação José Renato dos Santos Pereira Luiz Carlos Specht Filho Sabrina Marques Maciel

Sumário
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS E SUA IMPORTÂNCIA PARA O FALANTE NATIVO ............................................................................................ 3 NÍVEIS E FUNÇÕES DA LINGUAGEM ...............................................9 COESÃO DO TEXTO ESCRITO........................................................ 13 COERÊNCIA TEXTUAL ................................................................. 24 O PARÁGRAFO .......................................................................... 31 PADRÃO .................................................................................... 31 A PARÁFRASE ............................................................................ 40 RETEXTUALIZAÇÃO .................................................................... 48 FALA ESCRITA ............................................................................ 49 RESUMO E RESENHA .................................................................56 CONCORDÂNCIA ....................................................................... 66 VERBAL E NOMINAL ................................................................... 66 A VÍRGULA, A CRASE E OS PORQUÊS ........................................... 74

DICAS PARA UTILIZAR O PDF

COMO PESQUISAR NO TEXTO
Clique em editar => Localizar ou clique Ctrl + F. Na barra de ferramentas, digite sua pesquisa na caixa de texto localizar.

COMO UTILIZAR O ZOOM
Selecione Visualizar => Aplicar Zoom e selecione a opção desejada ou clique na barra de ferramentas + ou - para alterar o zoom. Você ainda pode escolher Ferramentas => Selecionar e zoom => Zoom dinâmico e arraste para aumentar uma área.

COMO IMPRIMIR
Clique no ícone imprimir , ou selecione arquivo => imprimir. Se preferir clique em Ctrl + p para imprimir o arquivo. Selecione visualizar => modo de leitura ou modo tela cheia para ler com mais facilidade o arquivo. Para retornar à página anterior ou ir para a próxima página clique nos seguintes ícones: Obtenha maiores informações selecionando Ajuda => Como => Fundamentos do Adobe Reader.
DDG 0800.0514131 DDG: 0800.6426363 E-mail: alunoead@ulbra.br Campus Canoas: Av. Farroupilha, 8001 · Prédio 11 · 2º andar Corredor central - Sala 130 · Canoas/RS Atendimento de segunda-feira a sexta-feira: Manhã/Tarde/Noite: Das 8:00hs às 22:30hs Atendimento aos sábados: Manhã: 8:00hs às 12:00hs

Atendimento ao Aluno EAD

www.ulbra.br/ead

2

Comunicação e Expressão

VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS E SUA IMPORTÂNCIA PARA O FALANTE NATIVO
A língua, por ser viva, muda no tempo e no espaço. Vamos ver como isso acontece!
Neste capítulo, nós nos dedicamos ao estudo das diversas possibilidades para utilização da língua portuguesa, as quais variam de acordo com as diferentes situações em que ela é utilizada.
Vanessa Loureiro Correa

Estudos da linguagem: uma breve retomada histórica
Nesse imenso território, usamos a mesma língua para nos comunicarmos, ou seja, usamos a língua portuguesa. Ainda que muitos estados tenham fronteiras com diferentes países, que cada um tenha sido colonizado por povos diferentes, que tenhamos climas, aspectos geográficos e culturas diferentes, falamos todos a mesma língua portuguesa. Será que essa língua é, de fato, a mesma? Ao longo da história, vários teóricos tentaram estudar a linguagem humana. A grande maioria, até o século XVII, selecionava uma língua e a analisava em todos os seus aspectos: fônico (sons), semântico (sentidos), sintático (gramaticais) e morfológico (estrutura das palavras). Sabiam muito do funcionamento daquela língua, mas ignoravam como funcionavam as demais. No século XVII, houve o desejo de se “fazer” uma língua que todos falassem, em todos os lugares do mundo, para que ocorresse a comunicação sem precisar estudar a língua que fosse própria de cada país. A busca por essa “linguagem universal” fez com que os estudiosos estuPR AP PA TO GO MS SC SC RS SP MG RJ ES MA CE PI BH SE
RN PB PE AL

RS
AC RO MT

Arquivo

dassem várias línguas ao mesmo tempo, comparando-as em todos os aspectos. Esse estudo fez com que se observasse a existência de princípios que eram comuns a TODAS AS LÍNGUAS DO MUNDO. A verdade é que não se conseguiu uma língua universal, mas essa descoberta foi de suma importância para o avanço nos estudos linguísticos. Esses princípios diziam que todas as
www.ulbra.br/ead

3

Comunicação e Expressão
línguas variam no tempo e no espaço. Também descobriu-se que todas as línguas têm duas articulações, uma que trata dos fonemas e outra que diz respeito aos morfemas. Quando se estudou todas as línguas juntas, descobriu-se que existem aspectos linguísticos que estão presentes em todas as línguas. No entanto, viu-se também que cada uma organiza suas articulações de maneira própria, particular. Observou-se que o falante, ao adquirir uma língua, aprende todos as suas partes juntas, isto é, todo o sistema, e não por partes – primeiro o som, depois a formação de palavras, em seguida a formação de frases e o significado das palavras. Tudo isso é feito ao mesmo tempo pela criança. Constatou-se que somente o homem é capaz de criar frases e palavras novas para expressar situações inéditas, bem como é próprio do falante tornar regular as formas irregulares da língua.

A verdade é que não se conseguiu uma língua universal, mas essa descoberta foi de suma importância para o avanço nos estudos lingüísticos. Esses princípios diziam que todas as línguas variam no tempo e no espaço. Também descobriu-se que todas as línguas têm duas articulações, uma que trata dos fonemas e outra que diz respeito aos morfemas. Quando se estudou todas as línguas juntas, descobriu-se que existem aspectos linguísticos que estão presentes em todas as línguas. No entanto, viu-se também que cada uma organiza suas articulações de maneira própria, particular. Observou-se que o falante, ao adquirir uma língua, aprende todos as suas partes juntas, isto é, todo o sistema, e não por partes – primeiro o som, depois a formação de palavras, em seguida a formação de frases e o significado das palavras. Tudo isso é feito ao mesmo tempo pela criança. Constatou-se que somente o homem é capaz de criar frases e palavras novas para expressar situações inéditas, bem como é próprio do falante tornar regulares as formas irregulares da língua.
Voltando à questão da língua universal, o homem sempre desejou que houvesse uma que fosse comum a todos os povos. Baseado nesse desejo, criou-se o Esperanto, que tinha por objetivo substituir o inglês. No entanto não deu certo, ainda que a gramática seja acessível, o Esperanto não permite ironias e ambiguidade, o que dificultou o seu emprego. Mais tarde, no século XIX, os teóricos se interessaram em buscar a língua-mãe, ou seja, aquela que deu origem a um grupo de línguas. Nessa nova abordagem, eles descobriram que a língua sofre mudanças de maneira ordenada e que essas transformações não ocorrem porque alguém decreta, mas pelo amplo uso de uma estrutura em um grupo. Por exemplo: Aqua água

É importante ressaltar que a língua não muda pela vontade do homem, mas sim pelo uso que o mesmo faz dela.
4

www.ulbra.br/ead

em que os guerreiros são os simpatizantes dos www. os gaúchos fazem rancho (compras de comida) passam pela lombada. Mãe Catirina. No centro. Por isso. Ex.Comunicação e Expressão Em 1916. com a publicação do livro Cours de Linguistique General de Ferdinad Saussure. apenas analisar os vários usos e estruturas que a mesma apresenta em grupos sociais. rico em expressões e ditados que são desconhecidos dentro do próprio Rio Grande do Sul. A língua varia de acordo com a necessidade do falante. Para melhor entendermos a afirmação acima. rhetorica.. fundou-se a Linguística. No Sul. climáticos. 1858. o mesmo que falamos agora. temos a disputa do boi Garantido versus o Caprichoso. o trecho acima foi escrito em português. Para isso. Tuchauas. temos o tradicionalismo gaúcho. provando que a língua muda de um período para outro. nós mudaremos a nossa língua. culturais. existem termos próprios usados somente nelas. Na Linguística.)” (trecho do livro “Os varões illustres do Brazil durante os tempos coloniáes. existe toda uma linguagem que se refere a essa disputa. O som das toadas e o repique dos tambores. que aborda a maior festa dessa região: “Festival de Parintins” Os bois e os sons das toadas na floresta no Festival de Parintins. sem se preocupar em dizer que ela está errada. segundo o Princípio da Variação Linguística mudam no tempo e no espaço.12) Por incrível que pareça. O espetáculo se transforma numa verdadeira batalha folclórica.ulbra. por exemplo. considerado uma das maiores manifestações culturais do Brasil. não podemos esperar que se fale a mesma língua portuguesa em todas as regiões do Brasil. Existem alguns motivos que levam a língua a variar. Esperam o ônibus na faixa (na rua) e comem negrinhos (brigadeiros). toda vez que precisarmos de uma estrutura nova ou adaptada. dizer “Nóis fumo. No Rio Grande do Sul. Tinham os jesuítas as melhores escholas. No Norte. Esta é uma das cenas que podem ser vistas durante o Festival de Parintins. rudimentos de mathematicas (.br/ead 5 .: “Veio ainda infante Claudio Manuel da Costa para a cidade do Rio de Janeiro a fim de receber a sua educação litteraria. Não cabe aos linguistas dizer o que é certo ou errado na língua. Essa ciência estuda a linguagem verbal (palavra escrita ou falada) humana. p. Cunhã-Poranga. vamos tratar da variação linguística. pertenciam á Companhia os mais affamados mestres: frequentou elle as escholas dos Jesuítas. vortemo e nada incontremo” não é errado. mas diferente porque pertence a outra época. philosophia. Vamos ver alguns exemplos: Ex. ou seja. pois não está de acordo com a língua-padrão. se o falante não fizer parte do movimento. “Mais perdido que cusco em tiroteio” (ditado gaúcho) Vamos ver um exemplo da linguagem nortista. Variação linguística e sua importância para o falante nativo Como já foi dito anteriormente.. É importante lembrar que TODAS AS LÍNGUAS. a fim de descrevê-la. aprendeu latim. Pajé e diversas tribos indígenas cantam e dançam no ritmo alucinante e contagiante das toadas de boi. se o emissor comunica a sua mensagem. como os que seguem: Região: cada região tem características próprias em termos geográficos. O linguista vai analisar essa frase dentro do contexto comunicativo em que ela foi dita e ver o porquê dessa estrutura gramatical. figuras típicas como Pai Francisco.

Ex. procurando se aproximar o máximo possível do seu sujeito interpretante: Estudo: quanto mais educação intelectual tiver o falante nativo. “A linguagem do diretor de redação. Além de roupas. é direta o objetiva. Faixa Etária: nossa linguagem muda conforme a idade.” Tribos ou grupos sociais: cada vez mais. A grande festa começa com uma recepção chamada “Festa dos Visitantes” que acontece no Clube Ilha Verde e nos currais dos bumbas Garantido e Caprichoso. tendo em vista as revistas direcionadas a esse público. Há muito mais figuras nessas últimas do que nas primeiras. adequá-los aos contextos comunicativos. Isso se dá pelo acesso à leitura. no Brasil. por isso as frases são mais curtas e truncadas.” Fonte 3 .ulbra. Pessoas do sexo feminino. durante quase seis horas. fantasias e muita coreografia. sempre no final do mês de junho. Giro de novo e é só prazer. Se giro a cadeira. preferem frases mais longas e elaboradas. a cada noite. Tribos ou grupos sociais se formam em cada canto do planeta. vejo Sabrina. Felipe Zobaran. é cara. a educação. no seu primeiro ensaio caliente para uma revista. mais rica será a sua linguagem. A pessoa que não www. da melhor forma.” Estou sentado na cadeira de diretor de redação da VIP e a vista daqui não é nada má. Infelizmente. uma vez que os assuntos têm focos distintos. a novos conhecimentos. conforme os exemplos abaixo.” “Eu e amigos fomos a uma reunião na casa de amigos.br/ead 6 . Na avenida. Ex. Este é o mundo de VIP. eles encenam um verdadeiro ritual festivo. luxo. encontramos questões que lidam com a vida amorosa. Em revistas femininas. E meu trabalho é tratar muito bem dele. relacionamentos.SXC Sexo: homens e mulheres não falam a mesma linguagem. Já as masculinas. É através do conhecimento que podemos conhecer e dominar os diferentes níveis de linguagem para. tendo em vista o interesse que temos em cada faixa etária. sentado nessa cadeira. Já os homens são mais objetivos. tratam de futebol. “Eu e os meus irmãozinhos fomos a uma festinha na casa de amiguinhos. Logo. “ Fomos ao médico para consultá-lo sobre dores de cabeça” “Fumo ao médico para consultar ele sobre dor de cabeça. Também o vocabulário difere. carros e viagens. garanto a você. meu caro. Como se fosse você. Estou muito bem cercado. em busca de uma identificação e individualização em um mundo tão globalizado. comportamentos e ideologias diferentes. Delícia. a musa instantânea.” “Eu e os brothers fomos a uma balada na baía da galera.Comunicação e Expressão Bumbás Garantido (Vermelho e Branco) e Caprichoso (Azul e Branco). A linguagem de uma criança é diferente da linguagem de um adolescente e essa é diferente da linguagem de um adulto. acredite. são poucos que podem ter uma linguagem mais diversificada em todos os aspectos.Filologia Fonte 2 . por exemplo.” Fonte 1 . São belas mulheres e homens. que encanta. com tudo que diz respeito a la. esses grupos se caracterizam por uma linguagem própria.Amazônia Ex.

” Como se pode ver.. Conheci um alemão que tinha o maior conchavo. você entenderá que a língua tem diferentes níveis e que o falante tem diferentes objetivos no processo comunicativo. O importante. É importante termos essa consciência para que possamos evitar atitudes preconceituosas e excludentes. pois a mesma veste diferentes roupagens.ulbra. peguei um tubo e levei uma vaca!” Funkeiros: “Fui a um baile que era uma maresia. neste caso. esses e outros aspectos fazem com que a nossa língua mude sempre que acharmos necessário. Arquivo www. ou seja. adequando o nível de linguagem ao contexto comunicativo. Vamos aos exemplos: Sur stas: “Dropei a onda. não pode pertencer aos mesmos. Dava corte em todas as princesas. a fim de atender nossas necessidades diárias. É muito import ante que você lembre da v ariação linguística. somente assim.Comunicação e Expressão domina a linguagem desses grupos. passar a mensagem para alguém.br/ead 7 . Um verdadeiro playboy. é comunicar. porque. Não podemos exigir que todos falem a mesma língua. No próximo capítulo você aprenderá os níveis e funções da linguagem.

Gabarito Questão da re exão Somos preconceituosos porque associamos outros níveis de linguagem. São Paulo: Martins Fontes. v. B) a linguagem varia de acordo com o sexo. J. escrita e poder. Ainda que seja da área de Letras. São Paulo: Ática. D) de acordo com a vontade do homem. História da Linguagem. Maurizzio. 1991. Introdução à Linguística. com pessoas sem cultura e sem estudo. a única alternativa correta. D) a linguagem varia de acordo com o número de leituras e conhecimentos que fazemos e adquirimos. B) vestindo roupas diferenciadas. São Paulo: Cortez. Fernanda & BENTES. A forma que os grupos sociais ou tribos têm de se diferenciar é: A) criando uma linguagem própria. desde que as mesmas tenham interesse em estudar a linguagem relacionada a outras ciências. 1. com um X. CALVET. A Geografia Linguística do Brasil. C) no tempo e no espaço. Silvia Figueiredo. KRISTEVA.1 é um livro que inicia qualquer falante nativo na ciência da Linguística. B) somente no tempo. São Paulo: Editora 70. As pessoas que estudam mais sofrem variação linguística porque: A) a linguagem varia de acordo com as tri- www. Autoavaliação 123D C A Autoavaliação Marque. Julia. P. exceto os níveis coloquial e culto. 3.L. D) criando danças próprias. Ana Christina. GNERRE. Todas as línguas variam: A) somente no espaço. C) a linguagem varia de acordo com a idade. 2002. Parábola.Comunicação e Expressão Atividade Responda a questão a seguir: Se não falamos a mesma língua. Linguagem. Referências Bibliográ cas BRANDÃO. por que somos tão preconceituosos com aqueles que não empregam o nível coloquial? bos. Referência Comentada MUSSALIN. 2. Sociolinguística. Coleção Signos. 1998. S. 2004. C) usando cabelos diferenciados. 2003.ulbra.br/ead 8 . a linguagem não é tão difícil e pode servir para as demais áreas.

Divide-se em técnica e gíria. a fim de utilizarmos o nível de linguagem adequado. Ideal para textos escritos. LÍNGUA REGIONAL O nível regional diz respeito à linguagem usada nas regiões. os skatistas. LÍNGUA COLOQUIAL Neste nível. em textos escritos. Ex. Abaixo estão os níveis com os exemplos. aquele que melhor conhece e domina os cinco níveis de linguagem existentes em nossa língua. os funkeiros e assim por diante.: Dropamos a onda e levamos uma vaca. Nóis não vimu ninguém. atualmente. A língua é como roupa. que passa ali no rancho! LÍNGUA GRUPAL É o nível de linguagem que pertence a grupos fechados.: O juiz deu um hábeas corpus ao réu. devemos observar em qual contexto comunicativo estamos inseridos. trajes de banho ou não usamos traje de gala para irmos à praia. Além disso. assim como não vamos dar uma palestra usando LÍNGUA CULTA OU PADRÃO No nível culto. Sendo assim.ulbra. No entanto. por exemplo. por exemplo. pode ser usada sem problemas. www. destacamos a necessidade de observar em qual contexto comunicativo estamos inseridos. LÍNGUA VULGAR OU INCULTA Este nível contém várias inadequações se formos levar em conta a gramática normativa da língua portuguesa. No que consistem os níveis de linguagem Sempre que falamos. dizemos: “Dá-me um copo d’água” porque esse nível está de acordo com as normas da gramática tradicional.Comunicação e Expressão NÍVEIS E FUNÇÕES DA LINGUAGEM Há várias formas de comunicação e também diferentes objetivos linguísticos.br/ead 9 . os surfistas. estudamos as principais funções exercidas pela língua em nossa vida diária. Olha o tranco da morena. Técnica: pertence a áreas de estudo. não podemos usar um nível regional. podemos dizer: “Me dá um copo d’água” porque permite pequenos desvios da gramática padrão. tem melhores oportunidades do que aqueles que sabem apenas um. Ex. Ainda que a Linguística diga que não existe o certo e o errado na língua. É ideal para situações comunicativas orais. devemos ter consciência de que existe o adequado e o inadequado para determinadas situações. Ex. como. em contextos comunicativos orais. Ex. Vanessa Loureiro Correa Neste capítulo. Gíria: é própria de “tribos” existentes na sociedade. Só é compreendida por aqueles que estudaram os termos. a fim de utilizarmos o nível de linguagem adequado.

“Quem tem Dell não troca Seu presente com total comodidade! Compre um Dell!” www.Comunicação e Expressão Assim como temos níveis para usar nos contextos comunicativos. quando falamos. Vejamos as funções da linguagem mais relevantes para a área acadêmica. também. Cabe ressaltar que temos as funções fática. sempre temos um objetivo. Usamo-na. emotiva. ou seja. principalmente. No entanto.br/ead 10 . vamos nos deter nas funções que seguem: Função referencial (ou denotativa. como um satélite da Terra. Lua está no sentido denotativo. Sendo assim. vimos que o objetivo é fazer com que o receptor compre um computador da marca Dell. ou cognitiva) ASTROLOGIA: A importância da lua na vida das pessoas Aponta para o sentido real dos seres e coisas. poética. No texto anterior. Função conativa (ou apelativa ou imperativa) Centra-se no sujeito receptor e é eminentemente persuasória. não são tão utilizadas. o nosso discurso é acompanhado de uma função. Na propaganda anterior. logo. É encontrada em todos os textos informativos que lemos e produzimos.ulbra. as mesmas. Ninguém fala se não tem necessidade. quando emitidos uma ordem. sugestão ou conselho. no contexto acadêmico. estando ela ou não em forma de pedido.

ulbra. Esse tipo de função pauta todos os textos técnicos que têm por meta introduzir palavras próprias de cada área de estudo. Dominando os níveis e funções. uma atitude. Serve para verificar se emissor e receptor estão usando o mesmo repertório. o autor define o que é saber amar usando outras palavras da língua para explicar um sentimento.br/ead 11 . Todos esses aspectos são importantes para que tenhamos a consciência do quanto a nossa língua é rica no momento em que estamos usando-a. o falante nativo terá um eficiente processo comunicativo. Arquivo www. Linguística é a ciência que estuda a linguagem verbal humana.Comunicação e Expressão Função metalinguística É a língua falando da própria língua. Nesta canção.

Sendo assim. ser o mais autosu ciente possível na comunicação de uma ideia. São Paulo.metalinguística D) grupal técnica . 18 ed. B C A www. O leitor termina a leitura entendendo a diferença existente entre cada uma delas. uma vez que consegue visualiza-las nos exemplos dados. No momento que usamos qualquer outro nível que não o padrão.Paulo: Cortez. Roman. pelego na cara”. Referências Bibliográ cas JACKOBSON. por isso..referencial B) coloquial .referencial C) culto. pobres ou em desenvolvimento. No trecho da música Morocha: “Mulher pra mim é como redomão. entre outros). Pise. São Paulo: Cultrix. Linguística e Comunicação. No trecho: “A crise mundial tem assustado a todos os países.”. Autoavaliação 1. o nível de linguagem predominante é: A) culto B) coloquial C) regional D)grupal técnico 3. a função predominante é: A) função metalinguística B) função conativa C) função referencial D) função poética Gabarito Questão para re exão Tendo em vista o tamanho do território brasileiro. 22. o seu carinho. 2. Português Instrumental. Funções da linguagem. olhares.metalinguística Referência Comentada CHALHUB.”. 2. Porto Alegre: Sagra Luzzatto.Comunicação e Expressão Atividade Responda a questão a seguir: Por que temos que ter um nível padrão nos textos escritos? 2. sejam eles ricos. 1991. 3. o seu amor. ed. No trecho da música : “Negue. Luiz Antônio. temos que ter um código escrita que seja compreendido em qualquer região do país. urge que se tenha cautela com os gastos domésticos nesse período. 2001. Dileta Silveira. 2002.. precisando. teremos – certamente – di culdades em entender a mensagem do texto.ed.ulbra. MARCUSCHI. É um livro que mostra todas as funções da linguagem através de uma conceituação simples e muitos exemplos. 2001 MARTINS. Autoavaliação 1. maneador nas patas. Diga que você já me esqueceu. 5 ed. Da fala para a escrita: atividades de retextualização.br/ead 12 . machucando com jeitinho. Samira. o nível e função predominantes são: A) culto. Ática. S. Precisamos lembrar que a forma escrita não possui os mais variados recursos da forma falada (gestos.

entre os quais “ligação e associação íntima entre as partes de um todo”. UNIDADE. se o todo é o texto. 3. Ideia de ligação. associar as suas partes é ligar as palavras e as ideias que o compõem sem repeti-las. Ling. entre: Falta coesão ao grupo. COERÊNCIA: O advogado mostrou a coesão das provas. [ + a. O objetivo é compreender o conceito de coesão textual e reconhecer e analisar o funcionamento dos anafóricos e dos articuladores na construção do sentido em um texto. destacando o papel dos anafóricos e dos articuladores como elementos que caracterizam este fator de textualidade. de adesão. Harmonia e equilíbrio entre as partes de um todo ou entre membros de um grupo . texto etc. 1. .] 2. A palavra coesão no dicionário possui vários significados. Ora. O que é a coesão textual?. entretanto outros elementos também contribuem para que esse discurso seja bem-sucedido. Para confirmar isso. consulte um dicionário e compare com a definição abaixo. O que é um texto coeso? Todo texto escrito pressupõe uma organização diferente da que caracteriza o texto falado.ulbra. [F.: Não se vê coesão entre os adversários do regime. Caráter lógico de um discurso. Veremos que a sua forma e estruturação são essenciais para a clareza da comunicação da mensagem.br/ead 13 . Pl. Expressão formal das conexões de sentido que ligam entre si as partes de um texto. cohésion.] www.: -sões.Comunicação e Expressão COESÃO DO TEXTO ESCRITO Você sabe quais são as palavras que garantem a unidade dos textos? Daniela Duarte Ilhesca Mozara Rossetto da Silva Neste capítulo estudamos a coesão textual.: do fr.

escolheu um novo calçado para seu piá E. O marceneiro Osvaldo notou que o filho estava caminhando com os pés tortos. b) muitas frases estanques. A lojinha ficava perto da casa do marceneiro. ALÉM DISSO que já era hora de substituir aquele tênis surrado. dizendo que amava demais o companheiro para trocá-lo por outro. Tente fazer as modificações necessárias e compare-as com as sugeridas no texto abaixo. e. que continuou a choramingar. Fonte 5 . o marceneiro escolheu um tênis novo para o filho e separou o velho para jogar fora. porém precisam estar ligados entre si por meio de outros elos. Veja o resultado: O que notamos nesse texto é a falta de coesão. nele encontramos: a) muitas repetições. Concluiu que o garoto estava com os pés apertados. Levou o filho à lojinha do Manoel. ASSIM.Comunicação e Expressão Observe os elos abaixo: por outro tênis. isso também dará coesão ao texto. começou a chorar. Sem entender o porquê daquele choro. corrigindo as repetições e estabelecendo relação entre as ideias. separou o velho para jogar fora. O marceneiro calçou os tênis velhos no filho e ele e o filho voltaram para casa da mesma maneira como tinham quando saído. O marceneiro concluiu que o filho estava com os pés apertados. à lojinha do Manoel. Observemos o exemplo 1 depois de ler o texto a seguir. COMO TAMBÉM tirou imediatamente o sapato do baixinho. então. Agora que identificamos os problemas no texto. no caso das palavras. pensou que alguma coisa estava machucando o filho e tirou imediatamente o tênis novo dos pés do filho.SXC Exemplo 1 O marceneiro Osvaldo notou que o filho estava caminhando com os pés tortos E resolveu investigar. fica fácil reformulá-lo. Era hora de substituir aquele velho tênis. MAL experimentara o presente. o homem NÃO SÓ pensou que alguma coisa o estava machucando. o pai pôs o antigo amigo no moleque A FIM DE voltarem para casa da mesma maneira como haviam saído. O filho experimentou o tênis e começou a chorar. isto é. que ficava perto de sua casa. O marceneiro não entendeu o porquê daquele choro. TAMBÉM. O marceneiro resolveu investigar. Resumindo. as ideias não estão ligadas umas às outras. Eles são como as seguintes palavras: Casa rosa bonita casa branca Todos os elos podem formar uma corrente. Isso formará uma corrente coesa. QUANDO lá chegou. O filho continuou a chorar e disse que amava demais o tênis velho para trocar www.br/ead 14 . A casa rosa é mais bonita que a branca. Levou-o. Chegando à lojinha.ulbra.

só procuramos substituir aquelas palavras que já foram escritas anteriormente e não devem ser repetidas. enquanto o texto em letras maiúsculas corrige a ligação entre as ideias por meio de uma possível relação de sentido.Comunicação e Expressão O texto sublinhado indica as substituições feitas para evitar a repetição de palavras. Observemos que todas possuem um referente anterior.br/ead .ulbra. SUBSTITUIÇÕES Concluiu o garoto Levou -o que Sua Lá Chegou Calçado Seu Piá o velho Experimentara o presente o homem O o sapato Baixinho o companheiro -lo Outro o pai o antigo amigo Moleque Voltarem Que REFERENTES o marceneiro Osvaldo o lho o marceneiro Osvaldo garoto / lho lojinha do Manuel garoto / lho lojinha do Manuel o marceneiro Osvaldo tênis o marceneiro Osvaldo garoto / lho calçado / tênis o piá / garoto / lho novo calçado o marceneiro Osvaldo o piá / garoto / lho o presente / novo calçado o piá / garoto / lho tênis surrado tênis surrado companheiro / tênis / calçado /sapato o marceneiro Osvaldo tênis surrado o piá / garoto / lho o lho e o pai maneira 15 www. ou seja. Vejamos primeiramente as substituições.

entregou sua serva Hagar ao marido Abraão. uma sugestão de que Deus recompensou seu desprendimento.br/ead 16 ... Ainda em relação ao texto sobre o marceneiro. observando a relação de sentido surgida entre as ideias. mas também Assim RELAÇÃO DE SENTIDO adição adição conclusão temporalidade adição nalidade temporalidade adição conclusão Agora. não podendo engravidar. nomeiam-se as substituições como anafóricos.Comunicação e Expressão O que são anafóricos? No estudo da coesão. os quais possuem um referente anterior. O nome anafórico é esquisito. Verifique o quadro abaixo.ulbra. estabelecendo uma relação de sentido entre elas. dessa forma. no momento em que foram conectadas. precisamos também observar as palavras que ligaram ideias. Fonte 6 : Jornal Zero Hora www. Na Bíblia. a fim de que ele se tornasse pai. Com isso. evitava o opróbrio que pesava sobre os casais sem filhos. Depois disso. lemos que Sara. o texto não ficará repetitivo. O primeiro passo para obter coesão textual é utilizar esse recurso. mas a sua função é muito simples: substituir palavras ou ideias para que não se repitam no texto PALAVRAS QUE LIGAM E além disso Então Quando e também a m de Mal não só. vejamos mais um exemplo. pois. a própria Sara engravidou. Exemplo 2 A ideia da mãe substituta é mais antiga do que parece.

a fim de que Abraão se tornasse pai. Depois de entregar sua serva Hagar ao marido Abraão. o texto fica muito mais claro e melhor redigido: ele – Abraão com isso – entregar a serva ao marido para que este se tornasse pai disso – entregar a serva ao marido para que este se tornasse pai seu – de Sara Comparemos como seria desenvolvido o texto se o autor não tivesse tido esse cuidado: A ideia da mãe substituta é mais antiga do que parece. Mesmo assim. mais. Ficou terrível. o Marcola. Informações essas que envolvem desde os nomes velados de testemunhas que arriscaram suas vidas depondo até a extensão do acesso das autoridades aos números das organizações criminosas e. não? Cansativo. há três anos. com as referências/retomadas que estão sublinhadas. o planejamento estratégico para o seu combate. a própria Sara engravidou. Na Bíblia. extenso. Fonte 7 : Jornal Zero Hora Referências: este último – um servidor do quadro o primeiro – um funcionário terceirizado dele – um funcionário terceirizado essas – informações sigilosas das CPIs suas – das testemunhas www. não tem qualquer compromisso ético juramentado. O primeiro. prolixo. Arquivo Vamos analisar mais um exemplo. uma sugestão de que Deus recompensou o desprendimento de Sara. Exemplo 3 Por que as gravações de depoimentos à CPI do Tráfico de Armas foram feitas por um funcionário terceirizado em vez de um servidor do quadro? Este último estaria submetido ao sigilo profissional que um cargo público implica. por R$ 200. Entregando sua serva Hagar ao marido Abraão. repetitivo e seria uma prova irrefutável da falta de vocabulário e revisão do autor. a fita com informações privilegiadas.br/ead 17 . lemos que Sara. não podendo engravidar. a fim de que Abraão se tornasse pai. que entregou aos advogados de Marcos Camacho. a fim de que Abraão se tornasse pai.Comunicação e Expressão Observemos que. evitava o opróbrio que pesava sobre os casais sem filhos. tem sido pela mão – pelo ouvido e confessadamente pelo bolso – dele que passam todas as informações sigilosas das CPIs.ulbra. entregou sua serva Hagar ao marido Abraão.

enquanto. à proporção que etc. quando etc. mais que. o passeio será cancelado. oculto. Ela não passou no teste. conforme. Veja se você consegue ligar as ideias por meio de um articulador. www. visto que. mas também. (relação de condição) Os articuladores apresentam várias possibilidades de sentidos. de CONFORMIDADE acordo com. por ser facilmente depreendida do contexto. já que etc.. além disso etc. Com ela. logo etc. Joana não passou no teste. quer.. com o objetivo de. Joana estudou muito. isto é. é possível que as respostas encontradas tenham sido as seguintes: 1.ulbra. mas estava tristonho ao acordar no dia seguinte. entretanto. como etc. também. Certamente. porém. (relação de oposição/concessão) ou Embora tenha estudado muito. Vamos ler os exemplos: 1. mal. CESSÃO mesmo que etc. Abaixo. É melhor manter o sujeito elíptico. uma vez que. Ele não estudou oo. à medida que. Como você escolheu o articulador apropriado? Será que acertou o alvo? segundo. tal qual. como etc. bem como alguns exemplos de articuladores..) Calado. Assim. verifiquemos o quadro que contempla esses sentidos. 3. mais. SENTIDOS ADIÇÃO ARTICULADORES e. pois. menos que. seja. 3. quer etc. EXPLICAÇÃO / CAUSALIDADE COMPARAÇÃO CONDIÇÃO ALTERNÂNCIA OU DISJUNÇÃO TEMPORALIDADE ou PROPORCIONALIDADE FINALIDADE porque. ou. caso. seja. mas não passou no teste. Também conhecidos como conjunções. Os outros verbos do texto têm o mesmo sujeito. apesar de..br/ead 18 . a fim de. para etc. os articuladores possibilitam estabelecer uma relação de sentido entre as ideias. quanto mais. ora.. Chuva amanhã. no entanto. se. quando. ora.. assim..Comunicação e Expressão Outro recurso para estabelecermos a retomada de um termo que seria repetido é a elipse. Se houver chuva amanhã. ainda. no momento em que.. a escolha se deu a partir da relação de sentido que já existia entre as ideias mesmo sem estarem conectadas. não só. O sujeito do primeiro verbo é explicitamente mencionado. Já não era presidente da República desde 1º de janeiro e precisava deixar o Palácio do Jaburu (. contudo. Piquenique cancelado.embora. Paulo não foi bem na prova. Exemplo 4 Itamar Franco era um homem feliz ao passar a faixa presidencial para Fernando Henrique Cardoso.. ou. O que são articuladores? mas. No estudo da coesão.. Itamar Franco..suficiente. desde que. OPOSIÇÃO / CON. nomeiam-se as palavras que ligam ideias de articuladores.. Joana estudou muito. a palavra fica oculta. (relação de explicação/causalidade) 2. CONCLUSÃO Portanto. 2. nexos ou conectivos. Paulo não foi bem na prova porque não estudou o suficiente. foi ao banheiro e embalou alguns objetos... então não é necessário repeti-lo a cada nova frase.

Como a generalidade das conferências satisfaz a tradição. irei visitá-lo. sem prejuízo de significado. mas é desaconselhável a “decoreba” dos articuladores. (temporalidade ou condição) Observemos os textos a seguir. Considerando os exemplos apresentados anteriormente. (oposição) Casaram-se. (condição) No momento em que me avisares do nascimento do bebê. é importante que o autor saiba cumprir o formato típico dos artigos científicos. Como prevê a lei. é importante conhecermos todos os sentidos possíveis. (adição) Casaram-se. prática corrente de qualquer acadêmico. escrever artigos destinados à apresentação em conferências da sua especialidade..) como . (conformidade) Conforme prevê a lei. veri cando a análise dos sentidos expressos pelos nexos destacados Exemplo 5 É hoje. sem prejuízo de significado. (comparação) Ele é tal qual o pai. e não foram felizes para sempre. acabou provocando um acidente. a) Verifique o “como” nos exemplos abaixo: Como não viu o carro. nenhuma criança pode ficar sem escola. nenhuma criança pode ficar sem escola. mas não foram felizes para sempre. vi que havia um vulto atrás da cortina. vi que havia um vulto atrás da cortina. c) Verifique o “e” nas seguintes frases: Casaram-se e foram felizes para sempre. Se me avisares do nascimento do bebê. (temporalidade) Quando entrei em casa. b) Verifique o “quando” nos exemplos abaixo: Quando me avisares do nascimento do bebê. O que vale mesmo no estudo dos articuladores é entender a relação que as ideias podem ter em um determinado texto.. para que saibamos qual articulador deverá ser selecionado para estabelecer essa “ponte“ entre os períodos ou parágrafos.sentido de causalidade/explicação (poderia ser substituído. irei visitá-lo.Comunicação e Expressão É de suma importância a identificação do sentido que desejamos passar no momento da produção do texto.br/ead 19 .sentido de concessão (poderia ser substituído.. por apesar de não se dedicar.ulbra. acabou provocando um acidente. por visto que ou já que) www. (explicação / causalidade) Porque não viu o carro. Elementos de coesão empregados: mesmo que . Ele é como o pai. ou embora não se dedique.. mesmo que não se dedique à carreira de investigação. (temporalidade) Mal entrei em casa. irei visitá-lo. Alguns articuladores podem estabelecer mais de uma relação de sentido. visto que um mesmo nexo pode assumir um ou mais sentidos.

na descrição sumária se procura realçar os aspectos mencionados. O uso tanto dos anafóricos quanto dos articuladores confere aos trechos coesão. Elementos de coesão utilizados no texto 7: mas sim – articulador que expressa oposição de ideias e – articulador que expressa adição de informação logo – articulador que expressa temporalidade nem – articulador que expressa adição de informação (Observe que mesmo os articuladores não devem ser repetidos indefinidamente no texto..Comunicação e Expressão qualidades indispensáveis para o bom entendimento de um texto. Deve-se entrar na essência do resumo então na primeira frase.. o prejuízo em relação ao real sentido que o autor tenta transmitir e para o próprio acompanhamento da leitura e o entendimento do texto.. na qual se procura realçar os aspectos mencionados.. Por isso. devem escolher-se palavras-chave tão gerais e comuns quanto possível... www. sem rodeios introdutórios nem recorrendo à fórmula estafada “Neste artigo .br/ead 20 .. a fim de evitar a já comentada repetição de palavras. assim não apenas uma lista dos tópicos que o artigo cobre. ou com a finalidade de permitir. assim. Exemplo 8 O resumo não é uma introdução ao artigo. Exemplo 7 O resumo não é uma introdução ao artigo.ulbra.. o resumo deverá ser discursivo. sem rodeios introdutórios nem recorrendo à fórmula estafada “Neste artigo . Exemplo 6 Por vezes é pedido que um artigo seja acompanhado por um conjunto de palavras-chaves que caracterizem o domínio ou domínios em que ele se inscreve. apresentamos uma demonstração de como o trecho do exemplo 7 estaria redigido se os elementos de coesão não fossem adequados.”.. por a fim de permitir. portanto é uma descrição sumária da totalidade do artigo. sem prejuízo de significado. Deve-se entrar na essência do resumo logo na primeira frase.) sua – anafórico que se refere ao termo artigo na qual – anafórico que se refere à expressão descrição sumária deverá – anafórico que se refere ao termo resumo A seguir. é preciso substituí-los por outros que transmitam o mesmo sentido. sem prejuízo de significado. por por esta razão. concisão e clareza. mas sim uma descrição sumária da sua totalidade.) por isso – sentido de causalidade/explicação (poderia ser substituído. e não apenas uma lista dos tópicos que o artigo cobre.. Podemos comprovar.. Elementos de coesão empregados: para – sentido de finalidade (poderia ser substituído.) Agora vamos analisar dois trechos que utilizam os elementos de coesão estudados. Estes termos são normalmente utilizados para permitir que o artigo seja posteriormente encontrado em sistemas eletrônicos de pesquisa. ou por este motivo.”. Deverá ser discursivo..

(7) que nunca terá fim. adição/complementação de ideias = também. 5. uma familiarização com os principais cuidados a ter na escrita de um artigo científico. (2) satisfazer (3) . 6. referência e retomada à pretensão citada na abertura do texto = este objetivo. através da experiência e da cultura. oposição de ideias entre o caráter objetivo e estruturante e a forma muito sintética do trabalho = porém . enquadrador. 3.Comunicação e Expressão Cá entre nós. não? Sentidos deturpados. como vimos.. repetições desnecessárias. Observamos o sentido exigido pelo contexto para complementar e unir as informações transmitidas: 1. Exemplo 9 Pretendeu-se que este trabalho proporcionasse. 7. 4. (6) . que ninguém se pode considerar perfeito neste tipo de tarefa. (5) . ficou péssimo. visto ser o último período do parágrafo = assim. No trecho a seguir.. de forma muito sintética. (1) objetiva e estruturante. finalidade / objetivo do trabalho= para. as indicações deste texto deverão ser entendidas como um mero primeiro passo. perfeitamente passível de aprimoramento. 2. Fazse notar. oposição entre a ideia de um início de tarefa e a projeção dessa continuidade indefinidamente = mas. 21 www. de Fonte 8: Nogueira referência frequente para o leitor que pretenda construir a sua competência na escrita de artigos científicos.ulbra. Pensa-se que o resultado obtido satisfaz os requisitos de objetividade e pequena dimensão que pretendia atingir. para uma jornada plena de aliciantes.. vamos identificar quais seriam os elementos coesivos necessários para que o texto apresentasse uma redação com mais estilo. A arte de escrever artigos científicos constrói-se no dia-a-dia. Pensa-se (4) que constituirá um auxiliar útil.br/ead . optou-se por uma descrição sequencial das componentes típicas de um documento desta natureza. oposição entre o objetivo do trabalho e a dificuldade que toda redação de artigos científicos pressupõe = todavia. articulador que exprime a relação de conclusão. Entretanto.

apenas um conjunto de palavras não é capaz de formar uma frase.br/ead . v amos estud ar os mecanismos que garantem essa COERÊNCIA TEXTUAL. A arte de escrever artigos científicos constrói-se no dia-a-dia. Para escrever um texto coeso. Pensa-se também que constiFonte 9 . mas que nunca terá fim. é necessário que as suas partes mantenham uma ordenação e uma relação entre si. que ninguém se pode considerar perfeito neste tipo de tarefa. as indicações deste texto deverão ser entendidas como um mero primeiro passo. Como vimos. através da experiência e da cultura.ulbra. de referência frequente para o leitor que pretenda construir a sua competência na escrita de artigos científicos. para uma jornada plena de aliciantes.Comunicação e Expressão Segue o texto na íntegra para que comprovemos a sua redação coesa e inteligível. no próximo capítulo. Faz-se notar. Pretendeu-se que este trabalho proporcionasse. que estejam de acordo com o sistema linguístico e transmit am aos leitores os sentidos COERENTES que o autor deseja demonstrar. uma familiarização com os principais cuidados a ter na escrita de um artigo científico. Para satisfazer este objetivo. enquadrador. todavia. e um conjunto aleatório de frases também não é suficiente para formar um texto. Assim. de forma muito sintética. Arquivo 22 www. Por isso. optou-se por uma descrição sequencial das componentes típicas de um documento desta natureza. porém objetiva e estruturante.Nogueira tuirá um auxiliar útil. Pensa-se que o resultado obtido satisfaz os requisitos de objetividade e pequena dimensão que pretendia atingir.

V.até de bilheteiros. Este livro procura condensar noções relevantes sobre coesão textual e aplicá-las à análise de redações de vestibular. São Paulo: Martins Fontes. 2) Assinale a alternativa que apresenta o referente do anafórico destacado em: “Curiosa palavra. 2003. I. Referência Comentada COSTA VAL. pois é uma explicação do argumento anterior. 3) Sobre a coesão do trecho: “Mas isso não explicava a senhora do ônibus. (concessiva) b) Eles parecem atores teatrais. pois apresenta uma hipótese. sem qualquer expectativa de um dia ser recompensada pela sua gentileza.br/ead 23 . C) expressa sentido de adição. B) Idoso. a)Muitos candidatos não convencer mais ninguém quase. B) expressa sentido de conclusão ao encerrar uma ideia já apresentada. D) “sua” é um anafórico de “gentileza”.ulbra. Redação e Textualidade. (explicação/causalidade) Autoavaliação No trecho: “Também tem o sentido de quem se apega à idade”. D) idade. 2006. O que acumulou idade. pois são imbuídos da veemência das palavras e dos gestos.Comunicação e Expressão Atividade Forme um período coeso a partir das orações abaixo. Referências Bibliográ cas GUIMARÃES. Eles ser imbuídos da veemência das palavras e dos gestos. Idoso. uma desconhecida. me perguntando. pois acrescen- Autoavaliação 1–C 2–D 3 –B www. B) “se” é um articulador de condição.”. (concessiva) b)Eles parecer atores teatrais. por alguma razão. Gabarito Questão re exiva a) Muitos candidatos não convencem quase mais ninguém. Também tem o sentido de quem se apega à idade. KOCH. (explicação/causalidade) ta um sentido. nos cinemas. observando a informação entre parênteses. C) quem se apega. D) expressa sentido de causalidade. Eles ainda impressionar alguns eleitores. embora ainda impressionem alguns eleitores. C) “sua” é um anafórico de “ ônibus”. na tentativa de estabelecer um diagnóstico e levantar sugestões para o trabalho com a expressão escrita . Coesão textual. é correto afirmar que: A) “se” é um articulador de causalidade. São Paulo: Ática. São Paulo: Contexto. Ou os repetidos gestos de deferência de outros desconhecidos . E. Maria da Graça. é correto afirmar a respeito do articulador TAMBÉM: A) expressa sentido de condicionalidade.”: A) palavra. se eu queria um ingresso com desconto. Ou que A esbanja . A articulação do texto. 2006.

Esses fatores acabam por comprometer a coerência do texto. Às vezes. quando redigimos um texto. visto que meu pai comprou uma camiseta da seleção brasileira para a Copa. que pode haver algumas incoerências que dificultarão a interpretabilidade textual. não constatamos. O que é um texto coerente? A coerência textual implica que as palavras devem manter uma correlação para que o texto não perca o seu sentido.br/ead 24 . www. estudamos a coerência textual. Exemplo 1 O meu pai não gosta de futebol. em um primeiro momento. Vamos observar as frases abaixo e verificar se são coerentes ou não. elas não podem ficar isoladas. destacando os fatores principais que levam um texto a ser coerente. Veja abaixo uma reconstrução coerente da frase: O meu pai não gosta de futebol. Notamos que há repetição de palavras (o meu pai) e contradição de ideias (não gosta de futebol – comprou uma camiseta da seleção). porém comprou uma camiseta da seleção brasileira para a Copa.ulbra. ou seja. Arquivo Façamos uma breve análise dessa frase.Comunicação e Expressão COERÊNCIA TEXTUAL Daniela Duarte Ilhesca Mozara Rossetto da Silva Você conhece os princípios que sustentam a coerência dos textos? Veja como isso acontece! Neste capítulo.

a ideia contraditória foi apagada. para que haja sempre renovação da informação e acréscimo de novos argumentos. Fonte 10 . como podemos observar nos exemplos a seguir. os magistrados decidiram que não haverá teto para os gastos dos candidatos. para que se tenha uma ideia bastante nítida.. Contudo. expressões ou ideias. Vejamos alguns exemplos. objetivamos mostrar os resultados. Que mecanismos garantem a coerência do texto? No capítulo sobre coesão textual. Observe que há presença de articuladores e informações novas são acrescentadas. e as duas ideias puderam ficar unidas. os tempos verbais e as pessoas do discurso. estabelecendo uma harmonia textual. O primeiro é o princípio da repetição. vejamos cada um deles. Agora. não-contradição e relação.. o tribunal manteve a proibição à realização de showmícios e à distribuição de camisetas e brindes durante a campanha eleitoral. Além disso. tempos verbais e pessoas do discurso e a relação das ideias de forma lógica. mas não o aprovou e decidiu trocá-lo por outro. Exemplo 3 O meu trabalho foi entregue antes do prazo estipulado. que se refere à utilização de anafóricos para evitar a repetição de palavras. permitindo a fluência do texto e garantindo sua progressão. De acordo com Charolles (1978). quando terminamos uma produção textual. www. o texto ganhou fluência. existem outros dois itens importantes que vão garantir a coerência de um texto: a não-contradição entre ideias.br/ead 25 . vimos como é fundamental o uso de anafóricos e de articuladores que contribuem para a qualidade do discurso escrito. que começa em 5 de julho. progressão. os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceram as regras para as eleições de outubro deste ano.Zero Hora Assim. isto é. O princípio da não-contradição diz respeito à obrigatoriedade da coerência entre as ideias. Entre as principais resoluções.Comunicação e Expressão Com a utilização de um articulador de oposição (porém). também está permitida a divulgação de pesquisas de opinião inclusive no dia da eleição. diferentemente do que determinava a Lei Eleitoral sancionada pelo presidente Lula no último dia 10. a coerência de um texto é sustentada pela utilização de quatro princípios básicos: repetição. No entanto. de vemos observar se todos foram considerados. Exemplo 5 Na elaboração deste trabalho. O princípio da progressão estabelece a utilização de articuladores para que o texto não se repita indefinidamente. Exemplo 2 Ana comprou um carro. Exemplo 4 Em votação realizada ontem à noite. mas ele apresentou alguns problemas de digitação e resolvi arrumá-lo. de forma que todos esses itens estejam presentes no texto sem nenhuma contradição.ulbra. como veremos daqui a pouco.

pois devemos observar a uniformidade do tempo verbal (presente. futuro e demais flexões) no texto. e os jornais publicaram -nas. cada parágrafo encerrado. por sua vez.. Exemplo 10 O ministro faz o anúncio de novas medidas econômicas na televisão. A seleção brasileira venceu a Copa. 26 . Finalizando. Na elaboração deste trabalho. a permanência no tema. garantindo. e os jornais publicaram-nas. só que algumas informações não podem ser publicadas. pois comprometem algumas pessoas.. assim. o que fere o princípio da não-contradição. o princípio da relação estabelece que cada parte do texto. houve modificação da pessoa do discurso (1ª pessoa do plural para 3ª pessoa do singular) e devemos manter a unidade no nosso texto. para que tenhamos uma ideia bastante nítida . pretérito.Comunicação e Expressão Exemplo 6 Em suma. retoma e amplia o que foi apresentado pelo anterior. www. e este. já que era a favorita. Nos exemplos 5 e 6. há modificação do tempo verbal. procuramos estabelecer alguns parâmetros para que se possa chegar a um resultado satisfatório. Exemplo 8 A seleção brasileira venceu a Copa. objetivamos mostrar os resultados. mas nem todas as informações podem ser publicadas. procuramos estabelecer alguns parâmetros para que possamos chegar a um resultado satisfatório. já que uma ideia vai de encontro à outra. O correto seria: Exemplo 7 Não há censura no Brasil. prepara o seguinte. A pesquisa não possuía caráter científico e não tinha um referencial teórico adequado. Nos exemplos 9 e 10. Eles poderiam ser reescritos assim: Não há censura no Brasil.br/ead Os exemplos 7 e 8 apresentam ideias contraditórias. Em suma. apesar de ser a favorita. Vejamos como poderíamos redigir essas frases de maneira correta: Exemplo 9 A pesquisa não possuía caráter científico e não tem um referencial teórico adequado.ulbra. O ministro fez o anúncio de novas medidas econômicas na televisão.

dois princípios já fazem parte do seu conhecimento básico sobre produção textual: o da repetição. o termômetro registrou na cidade dos Campos de Cima da Serra -2. considerando a manutenção do tema. o qual foi retomado e ampliado através de um passeio pelas regiões onde fez frio naquele estado. Em Santa Maria. Cambará do Sul voltou a ter temperatura negativa pelo segundo dia consecutivo.. d) falta relação entre algumas ideias que perdem a lógica pela falta de sequência ao raciocínio.Zero Hora Problemas do texto: a) é contraditório quando diz que o turismo oferece muitas vantagens e. c) é contraditório em relação à pessoa do discurso.6°C. na medida em que inicia com a 3ª pessoa (o turismo oferece) e passa à 1ª do plural (voltamos) no meio do texto. que trata sobre a noite mais fria do ano no estado do Rio Grande do Sul: Exemplo 12 O turismo oferece muitas vantagens. Para nalizar. da pessoa do discurso. Exemplo 11 A noite mais fria do ano até agora cobriu de branco o Rio Grande do Sul. A vida é feita para ser vivida. como em para isso existirão as maravilhosas agências e outra é o conhecimento de novos vocabulários. como podemos constatar no exemplo seguinte. mas no mesmo raciocínio mistura o pretérito e o futuro. às 6h30min.ulbra.. Algumas delas e para quem trabalha muito e não conseguia organizar uma agenda de viagens. filmagens e lembranças e nem sempre as agências conseguem satisfazer os clientes. com campos cobertos pela geada na maior parte do Estado. a segunda temperatura mais fria do Estado. Desta vez. veja quantas incoerências o texto a seguir apresenta.9ºC. que contempla o uso dos anafóricos. www. Depois que voltamos para nossa terra natal é que se dá o devido valor para o nosso habitat. termômetros registraram 0. do tempo verbal e da nãocontradição de ideias.br/ead No exemplo 11. a menor marca do ano até agora. Quem teve de sair de casa logo no início da manhã presenciou belas paisagens. O frio também foi intenso nas outras regiões gaúchas. Fonte 11 . que se refere à utilização de articuladores. No distrito de Boca do Monte. na verdade o que ficam mesmo são fotos.Comunicação e Expressão sem fuga do assunto. para isso existirão as maravilhosas agências e outra é o conhecimento de novos vocabulários. percebemos que não houve fuga do tema proposto no início do parágrafo. b) é contraditório quanto ao uso dos tempos verbais. afirma que nem sempre as agências conseguem satisfazer os clientes. pois o pensamento inicia no presente. e) falta relação do tópico frasal o turismo oferece muitas vantagens com a conclusão a vida é feita para ser vivida. Já os princípios da não-contradição e da relação estão diretamente ligados à logicidade das ideias. no final. e o da progressão. uma ponte parecia que recém havia sido pintada de branco. 27 . Como podemos notar. que tiveram mínimas variando entre 2°C e 4ºC.

pois. Notemos que o texto deixou de ser confuso. também. O texto caria bem melhor assim. ou mesmo. uma vez que organizam roteiros maravilhosos que possibilitam conhecimentos variados. tem-se contato com dialetos diferentes. até quando se veem as fotos. O turismo oferece muitas vantagens. Há manutenção do tema e da pessoa do discurso (sempre na 3a.. Há. já que só viajando é que se tem parâmetro de comparação para avaliar o habitat natural.Comunicação e Expressão Notamos ainda repetição de palavras e falta de articulação. www.). percebe-se o quanto vale viajar. e as ideias estão relacionad as entre si. as filmagens e as lembranças. a fim de preserv ar a unidade indispensável para a redação. utilizaremos esses conceitos para produzirmos um PARÁGRAFOPADRÃO cujas ideias devem ser concatenadas e estruturad as. dependendo da região ou país que se visita.br/ead 28 . Algumas agências de viagens. o que compromete a coerência do texto. com línguas estrangeiras. a valorização da terra natal. Já sabemos o que é um texto coeso e coerente! No próximo capítulo.. contraditório e sem lógica.ulbra. Logo. facilitam a vida de quem trabalha. Outro benefício é a experiência de um vocabulário novo. por exemplo.

Comprei um carro usado. Referência Comentada KOCH. tais como os elementos linguísticos.ulbra. A articulação do texto. 2006. COSTA VAL. Os autores apresentam ampla bibliografia comentada para os interessados em se aprofundar nesse campo. tornando-o coerente. Coerência textual. Qual é o princípio da coerência que foi infringido? Reescreva o trecho. E.br/ead 29 . Redação e Textualidade. Maria da Graça. 2003. Referências Bibliográ cas GUIMARÃES. as inferências e a situação. Um de seus capítulos é dedicado ao registro de como a análise da coerência textual pode auxiliar no trabalho do professor no ensino da língua. www.V. São Paulo: Contexto. mas esse carro apresentou problemas nos primeiros dias de uso e resolvi trocar o carro por outro carro. 2006. São Paulo: Martins Fontes. A obra expõe a constituição dos sentidos nos textos e seus fatores. o conhecimento do mundo. São Paulo: Ática.Comunicação e Expressão Atividade Analise o trecho a seguir. I.

B)Princípio da relação. Entretanto. Maradona também foi o melhor. É preciso saber-se suas causas para descobrirmos as possíveis soluções. Autoavaliação 1. B)Princípio da relação. ( ) há contradição no uso da pessoa do discurso. C 3. ( ) há contradição de ideias. O trecho caria melhor da seguinte forma: Comprei um carro usado. relacionando-os com os itens a seguir: A) O trânsito apresenta inúmeros acidentes graves. raça pitbull não deveriam existir. ela perderia várias prerrogativas das quais sempre desfrutou“. ( b ) há contradição de ideias. D) O progresso tecnológico avança a cada dia. ( d ) faltou relação do tópico frasal com a conclusão. 3. mas esse apresentou problemas nos primeiros dias de uso e resolvi trocá-lo por outro automóvel. A internet é o carro-chefe de todo esse avanço.br/ead 30 . D)Princípio da repetição. inclusive às pessoas que criam os cães. D)Princípio da repetição. As pessoas estão cada vez mais comodistas. Leia as frases abaixo e identifique os problemas de construção. C) Quando fazia chuva nas minhas férias. C)Princípio da não-contradição. A)Princípio da progressão. ( ) há contradição no uso do tempo verbal. D www. Não houve cuidado com a substituição de palavras e o termo “carro” foi repetido quatro vezes. Leia o período seguinte e assinale a alternativa que mostra o princípio de coerência infringido: “A administradora entende que os cães da Gabarito Questão re exiva O princípio infringido é o da REPETIÇÃO. ( c ) há contradição no uso do tempo verbal. C)Princípio da não-contradição. ao sair do lar para trabalhar fora. eu pensava que até é bom para descansar. ( ) faltou relação do tópico frasal com a conclusão. 2.Comunicação e Expressão Autoavaliação 1. Hoje. B) Pelé foi o melhor jogador de futebol que o mundo já viu. 2. conquistou espaço social. com isso. Leia o período seguinte e assinale a alternativa que mostra o princípio de coerência infringido: “É verificável que a mulher. pois os cães oferecem risco de vida a todas as pessoas. ( a ) há contradição no uso da pessoa do discurso.ulbra.“ A)Princípio da progressão. poucas pessoas ainda usam tevê sem controle remoto.

acreditam que não possuem o preparo indispensável para redigir algo que permita desvendar e compartilhar suas ideias. com o objetivo de levá-lo a reconhecer e diferenciar os componentes de sua estrutura. Luana Soares de Souza Mozara Rossetto da Silva Neste capítulo. tão somente. entre elas. transmitimos o que pensamos sobre determinado assunto a partir de experiências e vivências. você deve começar definindo o assunto. mesmo tendo plena informação sobre o assunto. Para superar o problema. Mesmo dominando as técnicas de redação. prática? Pois. Arquivo A redação é um excelente instrumento para desenvolver a criatividade. e esta é uma tarefa que necessita aprendizagem.ulbra. seu hábito leva à organização do pensamento e ao desenvolvimento da expressão linguística. depois deve selecionar as ideias principais sobre esse assunto e. escolher aquela que é www. ninguém escreve sobre aquilo que não conhece. não sabe como começar nem como prosseguir. Ao escrever. é preciso praticar. abordamos questões imprescindíveis para a escrita do parágrafo-padrão. a capacidade de expressão e de divulgação das ideias vai depender da compreensão dos princípios básicos redacionais. mas não é. para dominar os medos. Porque só aprendemos a escrever escrevendo. por outro lado. além de planejá-lo e redigi-lo adequadamente. mas se encontra sem uma ideia central. ela deve se convencer de que conhecimento. Escrever um texto Muitas pessoas não sentem o mínimo estímulo para elaborar umas poucas linhas escritas. Qual o motivo de tais sentimentos? Falta-lhes base cultural ou.Comunicação e Expressão O PARÁGRAFO PADRÃO O processo de se escrever um texto coeso e coerente pode ser facilitado se prestarmos atenção a certos detalhes. Para poder executar bem a tarefa de escrever.br/ead 31 . Muitas vezes. escrita e leitura são processos relacionados. Elas ficam desanimadas e consideram-se inaptas para o dom da escrita. Parece uma solução fácil. Ler e escrever: a prática leva à criação. É preciso ter iniciativa e escrever. a pessoa se depara com a incumbência de redigir um texto.

nem sempre. ou seja. A seguir. • todo aluno aprenderá o que é apropriado para a sua série. os estudantes de 4ª série obtiveram em Matemática e Língua Portuguesa notas que deveriam ser comuns na 1ª. Pesquisa nacional conduzida pelo Instituto Paulo Montenegro mostra que 74% dos brasileiros são analfabetos funcionais. professores que fingem que ensinam e alunos que fingem que aprendem. apenas 4. uma tarefa impossível. Até algumas décadas atrás. Na mais recente avaliação nacional. lembrando que. • toda criança e jovem de 4 a 17 anos estará na escola. 11 na Coréia do Sul e oito na Argentina. Esta deve apresentar organização interna própria. esses dados tinham relativamente pouca relevância. o ano do bicentenário da Independência: www. muitas vezes. Mas a verdade é uma só: assim como está. se suas crianças e jovens têm acesso à Educação de qualidade. afirma Ana Maria Diniz. qualidade que deixa a desejar. gente educada produz mais. mas é verdade. Exemplo 1 O desa o da qualidade Crianças de 5ª série que não sabem ler nem escrever. a Educação também é a única saída para reduzir desigualdades. Ninguém mais quer um país com uma taxa tão baixa de escolaridade: nossos alunos ficam. No início de setembro. deve concatenar as ideias e organizar um esquema que preserve a unidade da redação. • todos os alunos vão concluir o Ensino Fundamental e o Médio. contra 12 nos Estados Unidos.. como as quatro operações. salários baixos para todos os profissionais da escola.. escrever bem significa escrever muito.(. O quadro da Educação brasileira (sobretudo a pública) está cada vez mais desanimador. Leia o artigo transcrito a seguir e observe de quantos parágrafos ele é composto. de fato. De cada quatro pessoas. com a globalização econômica. Em bom economês. só uma é capaz de entender o que está escrito em qualquer texto minimamente complexo. E o mesmo ocorre com habilidades matemáticas. equipes desestimuladas. Enfrentar esse desafio parece.Comunicação e Expressão a central. não aprendem as competências básicas. Foram apresentadas cinco metas a ser atingidas até 7 de setembro de 2022. A escolha da data é simbólica e reforça a crença de que um país só pode ser considerado independente. não dá para continuar! A boa notícia é que cada vez mais gente está percebendo isso – e se mobilizando para mudar essa situação dramática. portanto. • toda criança de 8 anos saberá ler e escrever. Finalmente. o Prova Brasil. Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que filhos de mu32 A estrutura do parágrafo: suas partes Diariamente lemos textos e não paramos para analisar sua estrutura.). Do ponto de vista social. É espantador.ulbra. em média. um grupo de empresários e líderes políticos lançaram (com grande apoio de jornais e emissoras de rádio e TV) o compromisso Todos pela Educação. famílias desinteressadas pelo que acontece com seus filhos nas salas de aula. Hoje. o que é pior. presidente do Instituto Pão de Açúcar e uma das idealizadoras do pacto. não compreendem nada mais complexo que um bilhete). deve passar à escrita.br/ead . da capacitação de sua mão-de-obra. que favoreça a coerência textual. E. não conseguem ler esta reportagem (na verdade. E os de 8ª mal conseguem alcançar os conteúdos previstos para a 4ª. • o investimento na Educação Básica será garantido e bem gerido.9 anos na escola. Estudos comprovam que a riqueza de uma nação depende de sua produtividade e. não dá mais para viver sem dominar essas competências básicas.

a cada parágrafo é introduzido um novo enfoque sobre o tema. dessa forma.Zero Hora Certamente você contou seis parágrafos. Um dos fatores que podem servir como característica do parágrafo-padrão é o nível de linguagem.. Essa simples conclusão é evidente. desenvolvimento e conclusão. Nos últimos anos. agora. Vejamos. não é imaginação. obviamente. Ou não.. frases suspensas pelo meio. Com todas as informações na mão.) Fonte 12 . pode variar de acordo com a necessidade do autor. Uma enorme responsabilidade. Mas eu prefiro chamar de bom jornalismo. mas pode alcançar pela leitura da reportagem.. isso não é tudo. pais e professores.Nova Escola Exemplo 2 Jornalismo literário O que eu acredito é que existe texto bom e texto ruim. O bom texto é construído com informações mais complexas do que a mera reprodução do que é dito pelas fontes. O texto anterior é um exemplo de parágrafo. Só que esses míseros 3% que estão longe de livros e cadernos correspondem a 1. interditos. resultado dessa apuração rigorosa. como um ponto de vista diferente do anterior. É construído também com não-ditos. Escrever um texto com grande nível de detalhamento dá muito mais trabalho ao repórter porque exige uma apuração exaustiva.. lembrando que o desenvolvimento é maior do que as outras partes. apesar de existir uma relação entre eles (o cenário educacional brasileiro). aliás. sentam. Dá ao leitor observação (muita). andam. Difícil é apurar bem para escrever bem. O jornalista tem de dar ao leitor esse retrato complexo de uma realidade que ele não testemunhou. descrição do lugar. Assim. apresenta uma única abertura ou entrada de margem. mas de diretores de escola. cheiros.. é garantida a sua unidade autônoma. isto é. por exemplo. Ambos são compostos pelas três partes indispensáveis a qualquer texto que pretenda estar completo e claro: introdução. jamais usaria um sabiá porque é muito clichê.(.5 vezes mais riscos de morrer antes de completar 5 anos de idade do que as crianças cujas mães estudaram por oito anos ou mais. passam a mão no cabelo. notamos que. pegam o cigarro. um exemplo de parágrafo produzido como um texto autônomo. Costumam classificar esse tipo de texto. No jornalismo.ulbra. como já escrevi. do jeito das pessoas. ou é feita uma nova abordagem desse tema.br/ead . texturas. escrever é a parte mais fácil. Se eu digo que um sabiá cantou no enterro de tal pessoa. de como se vestem.. de jornalismo literário. (. Entretanto.). a qualidade do texto é resultado da qualidade da apuração. decepadas antes do ponto final. portanto. detalhes (muitos).5 milhão de pessoas (logicamente. Mudar essa situação caótica é uma decisão de todos os cidadãos – e não só de empresários e dirigentes políticos. No artigo apresentado. possuem lógica interna e transmitem de maneira coesa as informações necessárias. mas também deve contemplar um mínimo que garanta sua clareza e concisão. já podemos deduzir que o parágrafo deve se ocupar de apenas um aspecto ou de um enfoque do assunto. Fonte 15 . a qual pode compor um texto maior. uma vez que ele privilegia o registro padrão. 33 www. o Brasil deu um passo importante ao (praticamente) resolver a questão do acesso à escola: 97% dos jovens de 7 a 14 anos estão matriculados. o cenário educacional pode ser o mesmo de hoje. é porque cantou – e não porque eu achei poético inventar um sabiá (se fosse escrever ficção. piscam etc. das camadas mais pobres). conforme observamos pela indicação da seta no exemplo apresentado.Comunicação e Expressão lheres com pouca escolaridade (até três anos de estudo) têm 2. omissões. É informação. b) apesar de serem textos relativamente curtos. ele não compõe um texto com mais parágrafos. E isso não é ficção. c) cada uma dessas partes é formada por certo número de períodos que. É preciso aprender como se constrói um parágrafo para que ele mantenha a estrutura e a coerência internas.). No bicentenário da Independência. uma vez que é puramente visual e assinalada pelo deslocamento da margem. Esse tipo de construção textual traz as seguintes características estruturais: a) formalmente.

Comunicação e Expressão Vejamos. Representantes do Ministério de Desenvolvimento Agrário e da Petrobras estarão no Estado para deflagrar projetos voltados para a produção de biodiesel. para implantação de um complexo industrial para a produção de biodiesel e álcool combustível. entre a Petrobras e a Fundep. será a vez de assinar memorando semelhante em Bagé. 34 www. sendo apresentados e ordenados os argumentos que a explicam e sustentam.br/ead . As ações integram os projetos Biodiesel-Norte e Biodiesel-Sul. com os mesmo objetivos. a ideia inicial é apresentada. A agenda começa nesta segunda-feira. então. a estrutura de outro parágrafo: Exemplo 3 RS terá complexo industrial de biodiesel A semana será importante para a agricultura familiar no Rio Grande do Sul. com a assinatura de um memorando de entendimento para a instalação de uma usina de biodiesel e do contrato para instalação de uma usina de álcool entre a Petrobras e a Cooperbio. A meta é audaciosa: não apenas inserir a agricultura familiar gaúcha na produção de álcool. No desenvolvimento. em Palmeira das Missões. A partir de uma frase-núcleo. Argumento 1: integrantes de órgãos federais virão ao Rio Grande do Sul para dar início a programas direcionados à produção de biodiesel. Também será assinado um convênio para a manutenção do Curso de Técnico em Agropecuária Ecológica.Correio do Povo Na introdução (ou tópico frasal). Na quarta-feira. a ideia inicial é expandida. o leitor fica ciente do assunto que será tratado no texto: as perspectivas favoráveis que se apresentam para a agricultura familiar gaúcha. como tornar o Estado auto-suficiente no médio prazo. com ênfase em Biocombustíveis.ulbra. Fonte 16 .

rúcula. A agenda começa nesta segunda-feira. www. O ponto nal é empregado ao término de um período de sentido completo. espinafre. A introdução é composta por um único período (ou seja. Na conclusão.. ocorre um fechamento que retoma a ideia central de modo coeso e coerente. ponto de exclamação (período 4). entre a Petrobras e a Fundep. 5. Os períodos 2 e 5 são constituídos de mais de uma oração (mais de um verbo): são períodos compostos.. Na quarta-feira. Nesse parágrafo. com os mesmo objetivos. será a vez de assinar memorando semelhante em Bagé. Você gostou da comida daquele restaurante na Estrada do Mar? 4. O desenvolvimento tem cinco períodos (no caso. Vamos. QUADRO EXPLICATIVO Relembrando PERÍODO: começa com a letra inicial maiúscula e termina por uma pausa bem definida e indicada por ponto final (períodos 1 e 2.Comunicação e Expressão Argumento 2: a inserção da agricultura familiar gaúcha na cadeia nacional de produção de álcool. ponto de interrogação (período 3). o autor optou por uma conclusão que apresenta o objetivo final das ações listadas: a construção de um complexo estadual destinado à produção de biodiesel e álcool combustível. como tornar o Estado autosuficiente no médio prazo. por serem constituídos de uma só oração (apenas um verbo).ulbra. Mesmo em viagem ao exterior. analisar os períodos do parágrafo que constitui o exemplo 3. um ponto final). Argumento 3: Observação: Os períodos 1. ponto-e-vírgula e dois-pontos são sinais de pontuação que não delimitam períodos. como alface. no momento só me alimento de carnes brancas e de hortaliças.br/ead 35 . ATENÇÃO: vírgula. As ações integram os projetos BiodieselNorte e Biodiesel-Sul. O Brasil está entre os países que mais serão afetados pelo aquecimento global. 3. conforme informa reportagem publicada pela Revista Veja. ou reticências (período 5).. autosuficiente na área. Observe que. Também será assinado um convênio para a manutenção do Curso de Técnico em Agropecuária Ecológica. A semana será importante para a agricultura familiar no Rio Grande do Sul. para implantação de um complexo industrial para a produção de biodiesel e álcool combustível. com ênfase em Biocombustíveis. 3 e 4. um ponto final). com a assinatura de um memorando de entendimento para a instalação de uma usina de biodiesel e do contrato para instalação de uma usina de álcool entre a Petrobras e a Cooperbio. a assinatura pelos visitantes de diversos documentos visando tornar o Estado. são períodos simples. agora. a seguir). A conclusão traz um período (ou seja. 2. a médio prazo. para redigir cada parte. em Palmeira das Missões. caracterizados por cinco pontos finais). R Exemplos de períodos: 1. A meta é audaciosa: não apenas inserir a agricultura familiar gaúcha na produção de álcool. não se esqueça de sua terra natal! epresentantes do Ministério de Desenvolvimento Agrário e da Petrobras estarão no Estado para deflagrar projetos voltados para a produção de biodiesel. agrião. Estou de regime. foi utilizado um determinado número de períodos.

esclarecer. (. restringi-lo a um ou dois enfoques) elaborar o objetivo do parágrafo (ou seja. como a soda 36 3o Vamos identificar nos próximos exemplos de parágrafos como podem ser apresentados os seus respectivos esquemas. Em qualquer redação existem três aspectos importantes que devem ser considerados: 1o o conteúdo (o que se tem a dizer sobre o assunto). Com um forte poder esterilizador. 2o a estrutura (a partir do tipo de texto predeterminado. ao número e à organização dos períodos etc. Associado a uma série de problemas.Mantovani Esquema: 1º Assunto: o consumo de sal na alimentação. Passos: 1o 2 o escolher um assunto. ele será cercado por incertezas e por dúvidas durante o início e o desenvolvimento do tema. de pontuação e de concordância. mas pode ser aprendida e treinada. a associação quer reduzir pela metade a quantidade de sódio em alimentos processados ou servidos em lojas de fast-food. Alguns. A entidade pediu à FDA (agência responsável pela regulamentação de alimentos e remédios nos Estados Unidos) que mudasse o status do sal. Redigir não é tarefa fácil. até agora considerado uma substância de consumo seguro. especificá-lo. 2º Delimitação: modi cação na utilização do sal. É importante lembrar que o objetivo sempre é iniciado por um verbo na forma infinitiva como. Sem uma ideia central e um planejamento adequado. especificar.Comunicação e Expressão Planejando antes de escrever o parágrafo Planejar é tão importante quanto conhecer o assunto Múltiplas são as dificuldades que surgem para o principiante que deseja escrever um bom texto.ulbra. aonde quer chegar com os argumentos apresentados). Mas esse aliado inicial da saúde agora está sob www. qual é a intenção de quem redige. exemplificar etc. é uma opção segura e repleta de significação. da ONG Criança Segura... Exemplo 5 Estimular nas crianças o compromisso com a organização da casa é uma das missões dos pais. o 3 correção gramatical (aspectos ortográficos. As tarefas ao ar livre também são adequadas: ajudar a estender a roupa no varal. à extensão. o sal conservava a comida.). entre eles a hipertensão. demonstrar. observa Luciana O’Reilly. você deve organizar suas ideias através de alguns passos importantes e elaborar um esquema que servirá como um “esqueleto” do seu parágrafo. regar o jardim e auxiliar nos cuidados com a horta são algumas das atividades liberadas. impedindo a reprodução de bactérias. ao título. a mira das entidades médicas. Mas é preciso ter cuidados redobrados na hora de eleger em quais tarefas a ajuda delas é bem-vinda a fim de evitar acidentes. Exemplo 4 Ele começou a ser utilizado na culinária não por dar sabor aos alimentos. por exemplo. Antes de começar a redigir o texto. “É preciso ter bom senso. relativos à padronização da língua). delimitar esse assunto (isto é.br/ead . 3º Objetivo: apresentar as providências que organizações médicas pretendem tomar quanto ao consumo incontrolado de sal. mostrar. o sal foi alvo de uma ação recente da American Medical Association. por exemplo. “Um erro muito comum é colocar esse tipo de produto em embalagens de refrigerante. Atribuir a elas a organização dos brinquedos e a arrumação da própria cama. o que acaba estimulando a ingestão.Produtos de limpeza devem ser mantidos a distância dos pequenos ajudantes. mas por seu potencial sanitário.) Fonte 17 . Depende muito da habilidade e da idade da criança”. há um padrão a ser seguido em relação ao estilo. Além disso.

Observe que. a partir do esquema. 3.Comunicação e Expressão cáustica e o limpa-fornos.. o 2. da seguinte forma: • na introdução. em ambos os casos. (. • no desenvolvimento. aprend como melhorar a aind mais a sua escrit a a transformando um texto em outro. No próximo capítulo.o Objetivo: alertar quanto às precauções que devem ser adotadas durante a realização de atividades domésticas por crianças. apresentaram a delimitação.br/ead 37 .o Assunto: a ajuda das crianças nas tarefas domésticas.) Fonte 18.ulbra. • na conclusão. os autores dos parágrafos organizaram seus textos.São Paulo Esquema: 1. Delimitação: a colaboração infantil nos trabalhos da casa exige cuidados.. em São Paulo. pneumologista do Hospital e Maternidade São Luís. podem causar lesões irreversíveis”. fecharam o texto de modo coeso e coerente. Pense sobre o conteúdo estudado e procure colocá-lo em prática quando você escrever um parágrafo. lembra Fiks. desmembraram o objetivo. Confira! Arquivo www.

FIORIN. colocando as ideias em ordem. da et al.. São Paulo: Ao Livro Técnico. F. M.Comunicação e Expressão Atividade Reescreva o parágrafo a seguir. Para aprofundar os conhecimentos acerca do estudo do parágrafo. nenhuma criança dessa idade vai falar. 2. Está provado e comprovado que uma criança entre três e quatro anos de idade já domina perfeitamente as regras gramaticais de sua língua. P. é possível visualizar e explorar mais detidamente as inúmeras possibilidades redacionais de um parágrafo.br/ead 38 . Lições de texto: leitura e redação. A autora organiza uma variada tipologia de parágrafos e apresenta exemplos para cada um. por exemplo: “uma meninos chegou aqui amanhã”. L. Dessa forma. Técnicas de redação. 1978. SAVIOLI. sugerimos a leitura desse livro de Magda Becker Soares.ulbra. sofisticações e irregularidades no uso dessas regras. São Paulo: Ática. www. F. ed. O que ela não conhece são sutilezas. da Ulbra. 2006. B. coisa que só a leitura e o estudo podem lhe dar. J. S. Referências Bibliográ cas CUNHA. Pois toda e qualquer língua é “fácil” para quem nasceu e cresceu rodeado por ela. No entanto. Tecendo textos. 2000. Referência Comentada SOARES. Canoas: Ed.

so sticações e irregularidades no uso dessas regras.. O que ela não conhece são sutilezas. IV e II.ulbra. nenhuma criança dessa idade vai falar. por exemplo: “uma meninos chegou aqui amanhã”. Além disso. O problema é que o mercado oferece tantos produtos nesse setor que fica difícil optar por um modelo específico.” (CURCIO. Assinale a alternativa correta com relação à estrutura do parágrafo da questão de nº1: A) possui cinco períodos de desenvolvimento e um conclusivo. B) a má. membro da Associação Britânica de Ortopedia. III. I. Também ocorre a aquisição de conhecimentos variados. Se você se mexe excessivamente ou acorda várias vezes de madrugada. pelos diversificados conceitos que apresenta. fique atenta à qualidade do colchão ou do travesseiro. II.. verifica-se que esse hábito deve ser amplamente estimulado. pois traz muitos benefícios.Comunicação e Expressão Autoavaliação 1... III. Portanto. porque você passa cerca de 1/3 do dia com o corpo sobre o colchão e o travesseiro.. travesseiro. Pois toda e qualquer língua é “fácil” para quem nasceu e cresceu rodeado por ela. A leitura proporciona inúmeras vantagens. Assinale a alternativa que contém a ordem correta das letras para formar um parágrafo-padrão. A má acomodação do corpo pode ser notada a partir de seus hábitos noturnos. V e IV. travesseiro. II. V. D) a introdução está composta de dois períodos. D) garante. visto que permite ao indivíduo uma “viagem” ao encantado mundo da fantasia através das personagens que vão aparecendo. III. dependendo do texto escolhido. específico. B) possui quatro períodos de desenvolvimento. 3. garante o ortopedista Anthony B. C) III. I. Gabarito Questão para re exão Está provado e comprovado que uma criança entre os três os quatro anos de idade já domina perfeitamente as regras gramaticais de sua língua. é uma fonte de lazer inesgotável. 2008) A) noites. C) não possui conclusão. coisa que só a leitura e o estudo podem lhe dar.. I. Lyndon. I. D) III. Assim. V. tanto empíricos quanto científicos. IV e V. II. Uma delas é a ampliação do vocabulário. V. Autoavaliação 1-B 2-B 3-C 39 www.. C) noite. travesseiro. IV. Mas isso é vital.br/ead . tenha cuidado ao escolhê-los e acerte em cheio.. A) II. e IV. 2. Assinale a alternativa que indica o início e o final do desenvolvimento do parágrafo seguinte: “Noites mal dormidas podem ser um sinal para você trocar o colchão. B) I. No entanto.

é inesquecível. de preferência numa máquina de café expresso de boa qualidade. de São Paulo.Comunicação e Expressão Dispomos de mais de uma maneira de dizer as coisas na língua. Não é por acaso que utilizamos uma e não a(s) outra(s) cada vez que falamos ou escrevemos. melhor”. Sua alma é o café gourmet. recebe cuidado artesanal da plantação à torrefação. Fonte 19 . quem diria. e o Armazém do Café. Produzido com grãos especiais. destaca-se onde os sabores e os aromas da alta gastronomia são altamente valorizados. do Rio de Janeiro. “Se puder moer o grão na hora. quem diria. semanticamente equivalente ao texto-fonte (paráfrase).Isto é PARÁFRASE Café dos gourmets Grãos especiais levam à transformação do cafezinho numa experiência inesquecível. não ferver a água. e o Armazém do Café. Alguns cuidados são essenciais. geralmente do tipo arábica. A alma desse fenômeno é o café gourmet. A PARÁFRASE Dóris Cristina Gedrat Mozara Rossetto da Silva N este capítulo temos dois objetivos principais: compreender e aplicar o processo de transformação de linguagem de um texto em outro. bebido em restaurantes nos ou em cafeterias chiques – como a Suplicy. Pode ser preparado em casa. O cafezinho. se for possível moer o grão na hora. Além disso. como. Produzido com grãos especiais. bebê-lo em restaurantes nos ou em cafeterias chiques – como a Suplicy. geralmente do tipo arábica. conquistou seu lugar ao sol no reino dos sabores e aromas da alta gastronomia. por exemplo. mediante exemplos ilustrativos. Deve-se tomar alguns cuidados. Bem tirado.ulbra. se bem tirado. A água não deve chegar ao ponto de fervura. de São Paulo. captar. as nuanças de significado produzidas pela escolha da paráfrase empregada em cada caso. recomenda a barista Isabela Raposeiras. TEXTO ORIGINAL Café dos gourmets Grãos especiais transformam o cafezinho numa experiência inesquecível.br/ead 40 . O resultado é uma bebida sem o amargor típico dos cafés comuns e com uma diversidade maior de aromas e sensações. “O preparo deve ser feito com água mineral”. É impossível esquecê-lo. do Rio de Janeiro. Compreendendo a paráfrase Leia o texto a seguir e a paráfrase correspondente com atenção. de preferência numa boa máquina de café expresso. O cafezinho. melhor”. www. Pode-se prepará-lo em casa. recomenda a barista Isabela Raposeiras. O resultado é uma bebida não tão amarga como tipicamente são os cafés comuns e muito mais diversi cada em aromas e sensações que causa. é cuidado artesanalmente desde sua plantação até o momento da torrefação. “O preparo deve ser feito com água mineral e.

Relatórios claros e sucintos serão escritos pela secretária. (presente) A secretária escreveu relatórios claros e sucintos. este ano. Observemos os exemplos a seguir. sem que haja necessidade de alterar a construção verbal. inserindo-se o verbo “ser” antes do verbo principal da frase. Explicação: as expressões “as filhas do gerente do banco” e “as moças mais bonitas do meu bairro” não são necessariamente expressões sinônimas.br/ead 41 . Exemplo 1 O cliente finalmente recebeu a chave de sua nova casa. Explicação: o substantivo “casa” foi trocado por seu sinônimo “residência”. (futuro do pretérito) Explicação: passagem da voz ativa para a voz passiva. a paráfrase é uma atividade de reformulação de partes ou da totalidade de um texto. (processo de inversão de elementos) Exemplo 5 O coral cantou o hino. (pretérito imperfeito) A secretária escreverá relatórios claros e sucintos. Essa é uma transformação que utiliza sinônimos. O cliente finalmente recebeu a chave de sua nova residência. ser rigoroso. num determinado contexto. É um mecanismo sintático que cria alternativas de expressão para um mesmo conteúdo. O inverno promete. Exemplo 4 A secretária escreve relatórios claros e sucintos. (futuro do presente) A secretária escreveria relatórios claros e sucintos.Comunicação e Expressão Conforme podemos perceber na transformação sofrida pelo texto original acima. O que era objeto (e estava no final da oração) passa para o início da frase. (substantivo) www. Há várias maneiras de elaborar paráfrases e transformar um enunciado “A“ em um enunciado “B”. e o sujeito vai para o final. Relatórios claros e sucintos foram escritos pela secretária. Relatórios claros e sucintos eram escritos pela secretária. (verbo) (verbo) O canto do hino pelo coral foi seguido (substantivo) pela execução da marcha fúnebre. o inverno promete ser rigoroso. Relatórios claros e sucintos são escritos pela secretária. podem referir-se às mesmas pessoas. As moças mais bonitas do meu bairro foram convidadas para a festa de formatura. A voz passiva é construída a partir de uma inversão da frase original. Exemplo 2 As filhas do gerente do banco foram convidadas para a festa de formatura. depois a banda executou a marcha fúnebre. Relatórios claros e sucintos seriam escritos pela secretária.ulbra. mas. Explicação: os termos da oração são simplesmente deslocados de lugar. Exemplo 3 Este ano. (pretérito perfeito) A secretária escrevia relatórios claros e sucintos.

6. ou seja. A justiça ordenou a entrega imediata (substantivo) da criança aos pais. o qual. Exemplo 7 Ontem à noite percebi que as palavras de um velho amigo eram sensatas. utilizamos a paráfrase mesmo sem sabermos. A partir do que foi visto até aqui. há diferenças entre duas ou mais formas alternativas de se dizer algo. procura a forma mais eficaz de dizer o que deseja. Quando queremos reduzir a intensidade de uma afirmação grave ou agressiva. na paráfrase esse verbo será transformado em nome. ou vice-versa. veremos a seguir que não é assim. quando queremos intensificar a ênfase em um determinado aspecto de algo. Exemplo 11 Maria é mais esperta do que Ana. pode parecer que a língua oferece recursos para o emissor dizer algo de diferentes maneiras sem nenhum envolvimento intencional de sua parte. mas fruto da intenção comunicativa do falante (emissor). A escolha por uma paráfrase em detrimento de outra não é mero acaso. Se no texto original aparecia um verbo. (adjetivo) Exemplo 10 Pedro é mais forte que João. mesmo que inconscientemente. Parafraseamos constantemente.ulbra. são utilizados comparativos de superioridade e inferioridade. João é mais fraco que Pedro.Comunicação e Expressão Exemplo 6 A justiça ordenou que a criança fosse en(verbo) tregue imediatamente aos pais. nessas e em outras ocasiões. Exemplo 8 Foi necessário fazer todo o esforço possível para superar a crise. mesmo quando Sob o aspecto da intenção do falante. Foi necessário que se fizesse todo o esforço possível para superar a crise. substantivo ou adjetivo. e 7 trata-se de um processo que altera a classe gramatical das palavras. Ana é menos esperta do que Maria. as formas verbais são transformadas. Ontem à noite percebi a sensatez das palavras de um velho amigo. não o fazemos de forma planejada. Não é certo que fiquemos esperando pelo resto da vida. Exemplo 9 Não é certo ficarmos esperando pelo resto da vida. Explicação: nos exemplos 8 e 9. Explicação: nos exemplos 10 e 11. (substantivo) Explicação: nos exemplos 5. No entanto. www. Sua utilização é mais frequente e mais importante do que imaginamos.br/ead 42 . Por que se escolhe uma forma de dizer as coisas e não a outra? Muitas áreas do conhecimento interessamse pelo uso da paráfrase.

Além disso. como jornais e revistas. inclusive. comparando-a com a construção das frases escolhidas por B para relatar o mesmo fato. sem nenhuma intenção subliminar. apresentamos duas notícias. Isso também fica claro ao considerarmos diferentes veículos de comunicação de massa. sobre o fato de o presidente Lula não ter aceitado a renegociação de Itaipu. tanto (a) quanto (b). sob o aspecto da intenção do falante há diferenças entre as duas formas alternativas de ele dizer o que quer. b. Em (a) o fato de João ter vendido o carro é mais relevante do que em (b). O filho do prefeito comprou o carro de João. Nos exemplos 12 e 13. mas conformado. A seguir. aumentando. Fonte 20 . isto é. o simples fato de um período iniciar com uma informação e não com outra já demonstra que o seu autor está dando ênfase à informação com a qual iniciou o período. se considerarmos as intenções do falante. e não porque essa seja a informação mais importante que se quer passar. Entretanto. a veracidade da informação não é prejudicada. A matéria aparece. no exemplo 13. não lhe acrescentando dados complementares – conforme o conteúdo apresentado na unidade anterior. conforme demonstrado nas paráfrases do exemplo 12. a paráfrase altera de diferentes maneiras um enunciado. na visão ideológica de cada um.Comunicação e Expressão Sob o ponto de vista puramente sintático (que considera apenas a estrutura das orações da língua). o piloto seguiu para os boxes. Exemplo 13 a. Isso sem considerar a entoação da frase ao ser dita oralmente. frase na qual é enfatizada a informação sobre quem comprou o carro de João. embora a paráfrase seja caracterizada estruturalmente como uma reformulação sem mudança no sentido. onde desabafou. a informação destacada será “o filho do prefeito”. João vendeu seu carro para o filho do prefeito. portanto. o comentarista do primeiro enunciado não vê o resultado negativo da corrida como algo tão dramático para o GP Brasil como o segundo comentarista. no exemplo 12. Por exemplo. se for feita a entoação ascendente em (a) (iniciando a frase com tom de voz mais baixo e aumentando-o gradativamente). observe a forma de o comentarista relatar os acontecimentos durante a corrida de um grande prêmio de Interlagos. são igualmente verdadeiras. b. Agora. publicadas no jornal Zero Hora e no Jornal de Brasília. Abatido. revelando diferenças na orientação argumentativa de cada jornal e. mas isso no sentido de garantir que o ouvinte entenda a ideia.br/ead 43 . no dia 22 de maio e no dia 21 de maio de 2007. Assim. mas mantém o seu sentido original. e tanto A quanto B. em 13: Claramente.ulbra.Introdução à semântica Exemplo 12 a. o primeiro ressalta a participação do piloto. www. enquanto o segundo focaliza somente o fato de o Brasil ter perdido. A falha praticamente pôs fim ao GP Brasil mais concorrido dos últimos anos. pois. respectivamente. O mesmo ocorre em (b). teremos de admitir que ele não escolhe uma ou outra forma de dizer as coisas por acaso. ou seja. o seu esforço e sua decepção. O que se revela por trás do que é dito em cada paráfrase é uma orientação diferente no ponto de vista de quem fala. a importância desse fato.

e aumentar o preço da energia que o Paraguai vende ao Brasil. o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recusou a proposta do governo paraguaio de renegociar o Tratado de Itaipu . Fonte 21 . o assunto foi conversado com Nicanor Duarte e com ministros de ambos os países. haverá tantas empresas brasileiras produzindo em território paraguaio que Itaipu já não será motivo de discussão entre nós .centralizou a visita de Lula e ofuscou a agenda de campanha pela produção. pela primeira vez em visita oficial. Nicanor Duarte.ulbra.A sociedade vai compreender que. A vinda de Lula ao Paraguai.Jornal de Brasília www. porque o que me interessa mais é contribuir para que a economia do Paraguai possa crescer. “O problema da burocracia não é apenas da burocracia brasileira ou paraguaia. o jornal ABC Color.Comunicação e Expressão Lula descarta renegociar Itaipu Discussão sobre tratado de hidrelétrica compartilhada por Brasil e Paraguai. Quando não temos a quem culpar. Segundo ele. Atualmente. a relação entre os dois países avançou bastante. Pelo tratado. em 2006. Lula nega interesse brasileiro de revisar Tratado de Itaipu Lula faz afirmação depois de o presidente Nicanor Duarte dizer que o acordo deveria ser revisto. depois de o presidente Nicanor Duarte dizer que o acordo deveria ser revisto. durante entrevista coletiva em Assunção. A burocracia é burocracia em qualquer parte do mundo. que ambos poderão dar novos passos se souberem lidar com a burocracia.Zero Hora No Paraguai. Nós. centraliza visita presidencial. “Penso que precisamos fazer uma coisa de cada vez. culpamos a burocracia”. em uma entrevista a dois periódicos do Paraguai. cada um dos dois países tem o direito de utilizar 50% da energia produzida pela usina e a energia não-consumida pode ser vendida ao outro sócio. ainda. Ele ressaltou que os dois governos podem tratar de outras questões relacionadas a Itaipu. reiterou Lula. pediu mudanças no tratado da usina: . Na avaliação dele. latinos.é um preço abaixo do valor de mercado e mostra uma posição “imperialista” do Brasil. para refletir o que significa Itaipu para o Paraguai. Para o presidente. “Já tinha tido a oportunidade. a preço de produção. foi de US$ 373 milhões . o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo brasileiro não pretende revisar o Tratado de Itaipu. possamos utilizar toda a energia de Itaipu”. Disse. Em visita hoje ao Paraguai. Conforme a imprensa paraguaia. Em sua edição de ontem.Mesmo vendo a boa vontade do presiden- te Lula. Pouco antes da entrevista de Lula. o Paraguai consome somente 6% da energia a quem tem direito. Como já era esperado. no curto e médio prazo. crescendo a economia do Paraguai. Fonte 22 . de dizer que não estava na cogitação do governo brasileiro a discussão sobre o tratado”. acrescentou o presidente brasileiro. em discurso. em editorial. avaliou que o preço justo seria de US$ 2 bilhões ao ano. “Não existe tema proibido dentro do marco do tratado”.br/ead 44 . buscar mais justiça e igualdade.a hidrelétrica binacional que os dois países dividem no Rio Paraná . principalmente porque Paraguai e Brasil começaram a olhar na mesma direção. os dois governos podem tratar de outras questões relacionadas a Itaipu. foi precedida por duras críticas da oposição política que qualificou Duarte de “entreguista” pelo fato de ele não reclamar do preço “irrisório” pago pelo Brasil pela cessão de energia do Paraguai. o total pago anualmente pelo Brasil ao país vizinho pela energia excedente . A afirmação foi feita em discurso no palácio do governo do paraguaio. ao lado do presidente Nicanor Duarte. E.disse Lula. creio que é preciso buscar um grande acordo político para mudar os termos do tratado. . num futuro próximo. que não prevê venda de energia a terceiros. industrialização e comercialização de biocombustíveis. e por isso cede a maior parte do excedente ao Brasil. O debate sobre a situação da hidrelétrica .a maior do mundo . reclamos muito.que.

O tradutor. por exemplo. Entre outras diferenças. nos casos a seguir: Na tradução: a paráfrase acaba sendo uma das soluções devido à não coincidência vocabular. Não perca! www.Comunicação e Expressão A escolha das informações e dos comentários expressos por um e outro periódicos revela o objetivo que cada um tem ao publicar a notícia. Desse modo. então. sem muita interpretação. fazendo com que o resumo seja já uma interpretação e insinuando que nunca haveria paráfrase pura. Arquivo Neste capítulo. S. Portanto. mas sim um segundo texto sobre um primeiro acrescido de diferenças. 2 KOFFMAN. enquanto a Zero Hora oferece uma análise mais acurada do significado da recusa do presidente Lula para renegociar Itaipu. como. permitindo não só a fidelidade ao texto. No capítulo seguinte. sempre deixamos filtrar nossas intenções. semântica e sintáticoestrutural entre os idiomas envolvidos no processo. ao mesmo tempo. Na psicanálise: também se reconhece a importância da paráfrase. nunca haveria tradução. pois assim seu desempenho argumentativo certamente se enriquecerá. Entretanto. Sarah Koffman2 aborda a questão do interpretar e do resumir em Freud.br/ead 45 . Resumir. na tentativa de manter o sentido original. Qualquer falante é capaz de produzir um número infinito de paráfrases. o Jornal de Brasília limita-se a transmitir os fatos. Ele será capaz de reconhecer as intenções de outros e. geralmente recorre a uma solução parafrástica no idioma de chegada com relação ao idioma de partida. a retextualização . Isso porque nenhum enunciado existe fora de um discurso (entendido como o conjunto de convicções e práticas ideológicas de um determinado grupo) e todo discurso compreende duas situações interpretativas: a primeira diz respeito ao contexto em que elas foram proferidas. de fazer valer as suas em determinadas circunstâncias. mais do que um efeito retórico ou estilístico. e esse recurso linguístico é utilizado para os mais diferentes propósitos. ideias e sentimentos na forma como parafraseamos. você aprendeu que a língua fornece diferentes maneiras para dizermos as coisas. a paráfrase é um efeito ideológico de continuidade de um pensamento. Assim. Rio de Janeiro: PUC-RJ. a fronteira entre interpretar e resumir é muito tênue. A glosa freudiana implica um duplo sentido. a segunda evoca os sentidos que são suportados por tais declarações ou enunciados independentemente do lugar e de quem os formulou.ulbra.passagem do texto falado para o texto escrito. Parafrasear um enunciado com a intenção de manter a informação inicial e os seus sentidos exige alguns cuidados. e sim sempre interpretação. 1975. fé ou procedimento estético. Interpretar. como também a sua inteligibilidade. Reconhecer e aplicar tal processo afeta a habilidade do falante. você terá cont ato com um fenômeno semelhante ao da paráfrase.

João é mais forte que Pedro.ULBRA. 2006. Ele não vai conseguir levantar a caixa. no que se refere à exploração do sentido..br/ead 46 . Questões Semânticas. 2003. Significação e Contexto: Introdução. Referência Comentada ILARI. Introdução à semântica.ulbra. o autor se vale de sua ampla experiência para iniciar a discussão sobre a Semântica nos meios educacionais brasileiros. Então Pedro não vai conseguir levantar a caixa. Da oralidade à escrita: uma busca da mediação multicultural e plurilingüística. O. São Paulo: Insular. São Paulo: Contexto. Referências Bibliográ cas FLÔRES. nas faculdades e colégios.M. MOURA. M.Comunicação e Expressão Atividade Qual a diferença na argumentação das duas paráfrases abaixo? Pedro é mais fraco que João. H. www. Considerando o muito que há por ser feito. 2005.SILVA.R. R. Introdução à Semântica apresenta ao leitor uma bem humorada explanação sobre as principais operações sintáticas relevantes para a significação do português brasileiro. Canoas: Ed.

2. a partir daí. A única paráfrase inadequada para o trecho “A partir daí. ( 4 ) alteração verbal. se você falar “não estou pronta para beber água-decoco”.br/ead 47 . ( 2 )mudança de classe gramatical . B) A partir daí. e Então Pedro não vai conseguir levantar a caixa. um tesouro descoberto. D) O mundo achará graça de você e continuará a rodar no seu eixo. Não era comum alguém oferecer a mão para me ajudar a descer de um carro. A) ( 1 )inversão. ( 2 ) mudança de classe gramatical . Era comum alguém estender a mão para me oferecer ajuda ao descer de um carro. ( 5 ) substituição. já notava que as pessoas me tratavam de um modo especial. não estou pronto para beber”. ( 5 ) alteração de classe gramatical. A DESCOBERTA DE UM TESOURO ( 3 ) e ( 4 ). D) ( 3) mudança de classe gramatical . por exemplo. passei a notar que as pessoas ofereciam a mim um tratamento diferente. Mas as duas alternativas levam à mesma conclusão: Ele não vai conseguir levantar a caixa. passei a notar que as pessoas me tratavam de um modo diferente. um bilhete premiado. não estou pronto para beber”. invertendo os termos de comparação de superioridade (MAIS FRACO que e MAIS FORTE que). ( 5 )substituição. o mundo vai rir de você e continuará a girar em seu eixo (mudança de classe gramatical. Gabarito Questão para re exão Possível resposta: Ao inverter-se a ordem da frase. ( 3 )alteração verbal. C) A partir daí. C) ( 1 ) inversão . Não era raro alguém estender a mão para me ajudar a descer de um carro. 3.” A)E se você falar” água-de-coco. algo que tornaria eventualmente vantajoso me tratarem bem. B) ( 3 ) substituição . e João é mais forte que Pedro realça a força de João. por exemplo.Comunicação e Expressão Autoavaliação 1. Autoavaliação 1-C 2-D 3-D www. ou seja. o mundo vai rir de você e continuará a girar em seu eixo. está-se realçando essas informações. C) O mundo achará graça de você e continuará a rodar no seu eixo. Pedro é mais fraco que João enfatiza a fraqueza de Pedro. se você falar “não estou pronta para beber água-decoco”. algo que tornaria ESPORADICAMENTE ( 5 ) vantajoso me tratarem bem. (inversão e substituição lexical). por exemplo. que as pessoas me tratavam de um modo diverso. por exemplo. Paráfrase: O RECEBIMENTO DE UMA HERANÇA( 1 ) e ( 2 ). Assinale a alternativa que contém a paráfrase e o processo correspondente para o trecho: “E se você disser ‘não estou preparado para tomar água-decoco!’. Não era raro alguém estender a mão para me auxiliar a descer de um automóvel. inversão).ulbra. comecei a notar que as pessoas me tratavam de um modo diferente. D) A partir daí. Analise a paráfrase elaborada a partir do trecho e assinale a alternativa que indica os corretos processos de transformação utilizados: Uma herança recebida. Não era raro que alguém estendesse a mão para me ajudar. (nominalização e passagem da voz ativa para a voz passiva). por exemplo.” é: A) Passei a notar. o mundo não vai rir de você e continuará a girar em seu eixo (mudança de tempo verbal e substituição lexical)1 B) E se você falar” água-de-coco. a sair de um carro. um bilhete premiado. ( 4 )voz passiva.

misturam-se e. Essas reações são justificadas por integrarem as atividades de formulação do texto falado. essenciais para suprir as necessidades de comunicação humana nas situações sociais específicas em que são utilizadas.Comunicação e Expressão Em vários momentos. algumas vezes. distanciam-se. sendo as duas modalidades. Em suma. É possível perceber que fala e escrita inter-relacionam-se. por várias razões. sobrepõem-se.ulbra. isto é. exigindo o estabelecimento de relações entre ambos e apontando suas diferenças e semelhanças. nota-se que.br/ead 48 . repetem-se. temos por objetivo esclarecer que a retextualização é o processo que caracteriza a transformação do texto oral para o texto escrito. há características particulares que se evidenciam na sua formulação. gradações e mesclas. por vezes. de passar o discurso oral para o escrito. as pessoas hesitam ao falar. Mara Elisa Matos Pereira Maria Alice da Silva Braga Mozara Rossetto da Silva RETEXTUALIZAÇÃO Neste capítulo. deparamo-nos com a necessidade de escrever aquilo que ouvimos. Arquivo www. entenda-se que são problemas da fala. em um primeiro momento. é importante saber que esses aspectos fazem parte da intercompreensão na oralidade. é a transformação da oralidade para a escrita. Na conversação. corrigem sua fala ou a de seu interlocutor e até mesmo parafraseiam o que já foi dito. no entanto. Ainda que. Por que é importante conhecer o processo de transformação do texto oral para o escrito? Organização do texto conversacional O texto falado não é formulado unilateralmente.

Ex: L1 – Como aquela atriz está velha! Ela está envelhecida. na. após esse estudo da oralidade. sendo um processo de criação. Sua função principal é garantir a compreensão do que se quer comunicar. mas será que há atividades de formulação também no texto escrito? Certamente..Comunicação e Expressão Veja o quanto as ocorrências abaixo estão presentes nas nossas conversas diárias!!! a) Hesitação . eliminando-se repetições e fazendo-se correções.. A diferença é que o texto escrito pode ser editado. As atividades de formulação do texto falado são facilmente percebidas. sem permitir que se interfiram mutuamente. na.ulbra. bem como a coesão e coerência. Ex: L1 – Ela é professora de inglês.a repetição também integra as atividades de formulação. é que qualquer situação de produção oral ou escrita efetiva um evento comunicativo com características distintas p ar a cad a modalidade. Fonte 23 . b) Paráfrase . De francês. uma vez que cada uma tem sua peculiaridade. porém comunicando a mesma mensagem. Correção . Ex: L1 .. Observe o quadro: FALA Interação face a face Planejamento simultâneo ou quase simultâneo à produção Criação coletiva: administrada passo a passo Impossibilidade de apagamento Sem condições de consulta a outros textos A reformulação pode ser promovida tanto pelo falante como pelo interlocutor Acesso imediato às reações do interlocutor O falante pode processar o texto. Relações entre a fala e a escrita O que pode ser evidenciado.br/ead 49 .. enquanto que no texto falado. mostrando apenas o resultado.. redirecionando-o a partir das reações do interlocutor O texto mostra todo o seu processo de criação ESCRITA Interação a distância (espaço-temporal) Planejamento anterior à produção Criação individual Possibilidade de revisão Livre consulta A reformulação é promovida apenas pelo escritor. secretaria de desporto./no setor de esportes? d) Ex: L1 – Você acha que o time da ULBRA é bom? L2 – Bom em que sentido? L1 – Bom no sentido de ágil.. L2 – Não! É professora de francês. o que importa é observar as demandas da oralidade e da escrita. Nesse sentido.. da.. c) Repetição ... na medida em que garante a continuidade do tópico discursivo. as atividades permanecem como parte do registro.no processo de construção do texto falado. São algumas condições b ás i c a s d e produção que irão determinar as diferenças e/ou semelhanças entre os tipos de texto em contrução..é um indício de dificuldade de formulação que reforça a tese de que a fala é formulada passo a passo. eficiente e gabaritado. Sem possibilidade de acesso imediato O escritor pode processar o texto a partir das possíveis reações do leitor O texto tende a esconder o seu processo de criação. L2 – Ah.Oralidade e escrita www. paráfrase é um recurso que reconstrói o pensamento de uma forma diferente do anterior..como já se viu.Eu trabalhava na Prefeitura Municipal fazendo parte da.. a correção corresponde à necessidade de corrigir algo considerado errado aos olhos de um dos interlocutores. também ela é bastante antiga na tevê! Recorrer a atividades de formulação significa formular etapas do desenvolvimento de sua própria construção e/ou do interlocutor. A irmã dele á professora de inglês...

ulbra. o que foi ouvido na vizinhança. modalidade ou gênero. por carta. • explicações do professor transformadas em anotações do aluno . A língua deve ser vista além da simples transmissão de informações. é necessário entender o que a outra pessoa disse ou calcular o que ela teve intenção de dizer e somente. reformulação. mas sim uma atividade sociointerativa. variações sociais e regionais. uma vez que é o fenômeno de natureza sociocultural que nos permite construir opinião e expressá-la como agentes que. • redação. utilizada também para trabalhar a compreensão das mensagens e não só com o objetivo de produzir textos. antes de começar o processo de retextualização. A proposta é. Esse tipo de atividade com a língua é extremamente enriquecedor e comprova que a linguagem não é apenas um sistema de signos ou de regras. não se constituindo essa num processo mecânico. São nessas situações corriqueiras que o texto é refeito de outro modo. pois ambas permitem a construção de textos coesos e coerentes. Seu uso tem um lugar de destaque e deve ser o principal objeto de nossa observação. reescrita e transformação de textos estão envolvidas. tais ações são até hoje pouco compreendidas e estudadas. a partir disso. conscientemente. proceder às alterações lexicais e estruturais necessárias.br/ead 50 . Processos necessários para a passagem do texto falado ao escrito: www.Comunicação e Expressão Retextualização: transformação do texto falado em texto escrito Retextualização é a passagem do texto falado para o texto escrito. A passagem da fala para a escrita não é do caos para a ordem: é apenas a passagem de uma forma para outra. • a secretária anota informações faladas pelo chefe e com elas redige um ofício. ocorre uma atividade cognitiva chamada compreensão. Não são poucos os eventos linguísticos cotidianos em que atividades de retextualização. Antes de qualquer transformação textual. transformam a realidade. Vejamos alguns exemplos: Não se trata de propor em uma retextualização a passagem de um texto supostamente sem controle e confuso (referindo-se ao texto falado) para outro claro e bem estruturado (texto escrito). pois envolve operações que interferem no código e no sentido. Embora bastante utilizadas. é necessário entender o que a outra pessoa disse ou calcular o que ela teve intenção de dizer. Antes de começar o processo de retextualização. através da elaboração de raciocínios abstratos e exposições formais e informais. pois. portanto.

RETEXTUALIZAÇÃO 1 Josefa. concordância. tem . pedindu errmola muit::us vélhu::s ah pedindu errmola i:: muitas coisas assim extragada né? cumidas ex. reordenação sintática. eliminação de marcas interacionais mudança fonética para a modalidade escrita inclusão de pontuação (vírgulas e pontuação dos períodos ) retirada de repetições. principalmente idosos. servente de um edifício de Porto Alegre. quando esses não apresentam a carteira a qual autoriza o passe livre.. elis omilha bastanti na frenti di TODU mundu dentru dus ônhibus E sobre o centro da cidade? sobri ah Porrtalegri u centru di Porrtalegri eu achu assim qui u centru de Porrtalegri as pessoas éh::: sei lá . diz ela. é percorrido por crianças e idosos que pedem esmola mas. explica que os motoristas de ônibus maltratam as pessoas da cidade. passando por todas as etapas de transformação necessárias para a passagem de um texto FALADO para um texto ESCRITO: TRANSCRIÇÃO 1 Qual é a sua opinião sobre os transportes em Porto Alegre? bom u qui eu achu du:: du transporrte u qui eu achu dus ônnibus é qui:: us motorista sãu muitu dus ignorantis i maltratu muitu us velhinhus (( suspirou )) i as pessoa deficienti mintal i tem agora aquelis negóciu di carrterinha quandu elis pedi a carrterinha qui a genti nãu::.. a comida é desperdiçada por aqueles que a colocam no lixo ao invés de se solidarizarem pelos necessitados.tra-ga-da pelu centru comu verrdura otras coisa mais inveiz deli ajudá aquelas pissoas pobris elis nãu ajudu pefiru botá no lixu.ulbra. encadeamento (coesão entre as orações e períodos) tratamento estilístico com seleção de novas estruturas sintáticas e novas opções léxicas (reconstrução visando a uma maior formalidade) passagem do discurso direto para o indireto agrupamento de argumentos (condensação de ideias) i B www....Comunicação e Expressão Observe. reconstrução de estruturas truncadas.. como foi retextualizada a transcrição... paradoxalmente.. redundâncias. tem muitus crianças ah.br/ead 51 . autocorreções introdução de substituições de palavras ou expressões introdução da paragrafação O centro da cidade. a seguir..

Comunicação e Expressão

Aqui apresentamos um outro exemplo para ilustrar o processo de transformação do texto falado para o escrito. Leia atentamente a Transcrição 2 e compare com a Retextualização. Transcrição 2
Em reportagem do dia 19.06.05, o jornal Zero Hora publica uma entrevista que Márcio Pinheiro fez ao jornalista Zuenir Ventura. MP – Qual a sua lembrança de infância mais remota? ZV – Era... uma:: pirigosa brincadeira que fazíamos em Ponte Nova, Minas, onde fui criado:: atravessar uma ponte:: ... poco antes de o trem passá. MP – Qual a palavra mais bonita da Língua Portuguesa? ZV – Saudade::... não só pela o-ri-gi-na-lida-de... existe:: apenas na nossa língua:: como pela sonoridade, sem falar no sentido. MP – Defina-se. ZV – Eu::... sou...sou... ah ah... um humilde operário das letras.

Retextualização 2
Zuenir Ventura, jornalista, em entrevista, afirma que costumava brincar, quando criança, de atravessar uma ponte antes da passagem do trem, na cidade de Ponte Nova, Minas Gerais, sua cidade natal, sendo sua lembrança mais antiga da infância. Quanto à palavra mais bonita da Língua Portuguesa, destaca saudade, não só por existir apenas na nossa língua, mas também pelo significado e sonoridade. Termina a entrevista definindo-se como um humilde operário das letras. Como você, aluno, pode perceber, a passagem do texto oral para o escrito constitui-se na organização da escrita, respeitando aspectos de clareza, objetividade, elegância, coesão e coerência.

Arquivo

www.ulbra.br/ead

52

Comunicação e Expressão

Atividade
Elabore uma retextualização para o texto falado abaixo. Entrevista com o senhor Júlio Moreira, porteiro de um prédio no centro de P. Alegre. L1 – O senhor concorda com a mudança de lugar do Laçador? L2 – euuu... olha:: não gostei... a genti já tava acostumadu:: com aquela estátua lá há anus sempre quI eu ia pra minha terra:: de féria... passava por ele o Laçador e adimirava aquele baita homi:: de pé bem no centro da entrada da cidade... era lindo... (...) mais agora tem que acustumá di novo né.

Referência Comentada
FLÔRES, O.;SILVA, M.R. Da oralidade à escrita: uma busca da mediação multicultural e plurilingüística. Canoas: Ed.ULBRA, 2005. Apesar de a oralidade ser hegemônica em relação à escrita no que tange ao uso, historicamente nossa sociedade atribui mais valor ao texto escrito do que à fala. Aqui, todavia, os dois modelos são vistos como sistemas linguísticos complementares que têm, inclusive, proporcionado o hibridismo da nossa linguagem, como observamos, por exemplo, através dos bate-papos na internet. Reconhecer a importância da oralidadade na evolução da escrita é um dos aspectos que sobressaem na leitura desta obra.

Referências Bibliográ cas
FÁVERO, L. L. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. São Paulo: Cortez, 2002. MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001.
53

www.ulbra.br/ead

Comunicação e Expressão

Autoavaliação
1. Assinale a alternativa que contém a retextualização adequada ao trecho. eu achei u textu du:: Verissimu MUITU interessanti porque aborda sobri um aspequitu qui preocupa todo mundu... a proximidadi da velhici... mesmo que a pessoa diga qui ainda está longi dessa etapa no fun::do no fundinho todos tem essa preocupação porque são muitas as mudanças que ocorrem nessa época da vida e::: nem sempre os idosos são compreendidos como deveriam, né? ( entrevistado: Marco Antonio – acadêmico do curso de Direito ) A) O texto do Veríssimo é muito interessante porque aborda sobre um aspecto que preocupa algumas pessoas. A proximidade da velhice. Mesmo que a pessoa diga que ainda está longe dessa etapa no fundo, no fundinho, todos têm essa preocupação porque são muitas as mudanças que ocorrem nessa época da vida e nem sempre os idosos são compreendidos como deveriam, né?. B) Achei o texto do Veríssimo muito interessante porque aborda sobre um aspecto que preocupa todo mundo. A proximidade da velhice. Mesmo que a pessoa diga que ainda está longe dessa etapa no fundo, no fundinho, todos têm essa preocupação porque são muitas as mudanças que ocorrem nessa época da vida e nem sempre os idosos são compreendidos como deveriam. C) O acadêmico Marco Antônio informa ter considerado muito interessante o texto de Veríssimo, pois o tema aborda um aspecto que diz respeito a todos, embora algumas pessoas digam que ainda estão longe dessas preocupações. Conclui, afirmando que são muitas as mudanças dessa etapa e que nem sempre os idosos são compreendidos como deveriam ser. D) O acadêmico Marco Antônio considera muito interessante o texto de Veríssimo, pois o tema do texto considera um aspecto

que diz respeito a todas as pessoas, embora algumas pessoas digam que ainda estão longe dessas preocupações. Conclui, considerando que são muitas as mudanças da velhice e que nem sempre os idosos são compreendidos como deveriam ser compreendidos. 2. Leia a seguinte transcrição: “Marco disse: Naum ::// acreditu (...) qui TUDU tenha::: qui se-gui um rumu cer-ti-nhu. A VIDA prepara (...) surpresas disagradáveis::: e, por issu///, tenhu/// qui::: está atentu:://”. A retextualização adequada para essa transcrição é: A) Marco falou que não acredita que tudo tenha que seguir um rumo certinho, porém fatos desagradáveis ocorrem. Por isso, eu tenho que estar atento. B) Marco falou que não acredita que tudo tenha que seguir um rumo certinho, mas fatos desagradáveis ocorrem. Por isso, ele tem que estar atento. C) Marco falou que não acredita que tudo tenha que seguir um rumo certinho, tendo em vista que fatos desagradáveis ocorrem. Por isso, ele tem de estar atento. D) Marco falou que acredita que tudo tenha que seguir um rumo certinho, tendo em vista que fatos desagradáveis ocorrem. Por isso, ele tem que estar atento.

www.ulbra.br/ead

54

Comunicação e Expressão
ver nos livros e álbuns: obras célebres. A gente tem a oportunidade de ver e examinar. É completamente indescritível. Eu fui também algumas vezes ao museu do Padro, em Madri, capital da Espanha, e na Itália tive conheci museus bonitos como em Florença.” C) O jovem estudante de 25 anos relata que passou uma semana em Paris. Durante esse período, foi quatro vezes ao Louvre. O estudante de arquitetura contou que foi indescritível a experiência de ver e examinar obras célebres, que costumava ver somente em livros e álbuns. Ele lembra também que esteve na Espanha, onde visitou o museu do Prado e, na Itália, também teve a oportunidade de conhecer belos museus. D) O jovem estudante de arquitetura, conta que passou uma semana em Paris e que lá foi mais ou menos quatro vezes ao Louvre. Durante esse período foi quase quatro vezes ao Louvre. O estudante de arquitetura relata que é indescritível a sua experiência no Louvre. A experiência de ver e examinar obras célebres que costumava ver somente em livros e álbuns. O estudante conta que também esteve na Espanha, onde visitou bonitos museus como o museus do Prado e na Itália também teve a oportunidade de conhecer.

3. Leia a transcrição do quadro abaixo e assinale a alternativa que segue os princípios da Retextualização, tais como a passagem do discurso direto para o indireto, a eliminação de todas as marcas da oralidade, organização sintática, pontuação etc. L 1- Em sua viagem a Paris, você visitou o museu do Louvre? L2 – Louvre... eu achu qui umas eu passei uma semana só em Paris mas eu fui umas quatro vezes ao Louvre... purque realmente o que gente vê no Louvre é indescritível.. é::: é aquilo o que a genti tá costumadu a ver em livros e:: álbuns sobre:: obras célebre... ( ) ter oportunidade de ver lá e::: e::: examiná ... dá assim uma sensação uma emoção até::: indescritível purque::... é completamente é é indescritível... entendeu?... eu fui também a a ao Museu do Prado... fui algumas vezes no Museu do Prado em:: em:: em:: na capital da Espanha... lá em:: Madri... e:: na Itália também tive oportunidade de conhecê bonitos museu... principalmente em Florença... Entrevista com o estudante de arquitetura Fernando, de 25 anos, natural de Porto Alegre. A) Eu passei apenas uma semana em Paris, mas acho que fui umas quatro vezes ao Louvre porque realmente o que gente vê no Louvre é indescritível. É aquilo que a gente está acostumado a ver nos livros e álbuns: obras célebres. A gente tem a oportunidade de ver e examinar. É completamente indescritível. Eu fui também algumas vezes ao museu do Padro, em Madri, capital da Espanha, e na Itália tive a oportunidade de conhecer museus bonitos como em Florença. B) O jovem estudante de arquitetura diz: “passei apenas uma semana em Paris, mas fui quatro vezes ao Louvre porque realmente o que se vê no lá é indescritível. É aquilo que estamos acostumado a

Gabarito
Questão para re exão Sugestão de resposta: O entrevistado, senhor Julio Moreira, declara que não gostou da mudança de local da estátua do Laçador. O porteiro lembra que estava acostumado com a mesma durante anos naquele local, bem na entrada da cidade. Ao sair em viagem para sua terra natal, sempre a admirava. Porém, agora terá de acostumar-se à nova paisagem. Autoavaliação 1-C 2-C 3-C
55

www.ulbra.br/ead

estabelecemos a diferença entre resumo e resenha. espetáculos e até mesmo uma obra de arte. Podemos afirmar. Arquivo Quais as modalidades textuais próprias para resumir? O resumo. Ao abrir um jornal. atendendo a diversas finalidades acadêmicas e/ou simplesmente expressivas são as formas textuais adequadas.br/ead 56 . resenhas e recensões sem perceber. a nossa capacidade para resumir é exigida e testada à revelia da nossa vontade de ver como isso acontece! Débora Mutter Maria Alice da Silva Braga Nossa meta neste capítulo é entender a importância do resumo para inúmeras circunstâncias profissionais. artigos. ou melhor. compreendendo a função e a finalidade de cada um. As inúmeras situações vivenciadas que necessitamos transmitir cabem somente em uma forma reduzida. sua utilidade se faz ainda mais visível. que todas elas são sínteses de conteúdos mais extensos. Para tanto. é fundamental para as atividades intelectuais o perfeito domínio das modalidades textuais próprias ao ato de resumir. Cada uma ao seu modo. com segurança. filmes. em muitos casos. ou uma revista científica ou de www. além de ser. entramos em contato com resumos. dos quais tomamos conhecimento quase sem perceber.ulbra. Assim. mesmo quando os buscamos durante uma pesquisa. foques. peças teatrais. Entretanto. a resenha e a recensão são as três modalidades textuais mais representativas. na era da tecnologia da informação. Um determinado assunto ganha inúmeras versões e en- Entramos em contato com formas textuais resumidas sem pensar que elas são o produto de um processo relativamente complexo. que se caracterizam por resguardar alto grau de fidelidade com o original a que se referem.Comunicação e Expressão RESUMO E RESENHA Nas situações mais variadas da vida. ensaios. Por que é importante saber resumir? A importância da síntese O poder de síntese sempre foi considerado uma virtude. uma necessidade. bem como as técnicas de produção destes dois tipos de texto. resumida. Continuamente. Tais conteúdos podem ser livros.

Em ambas sorriu e gesticulou muito. Na eventualidade de necessitarmos resumir um acontecimento que presenciamos ou do qual fomos protagonistas – circunstância prevista tanto no cotidiano como em depoimentos. o resumo é a exposição sucinta das ideias principais de um texto – e de seu autor –. Observe que o período do acontecimento é de um dia inteiro e envolve várias ações observadas e reunidas na forma descritiva pelo autor. experimentou a roupa para a cerimônia duas vezes. falou com o pai. É em razão disso que precisamos primeiro ter uma ideia clara sobre a noção de resumo. Martham despertou por volta das 5h e fez o desjejum às 7h 30min. com a noiva. Às 17h. sendo um resumo da realidade. Segundo Reis*: O resumo implica. Há um elo radical que as vincula ao resumo. da parte do narrador. Disse que iria de moto. o relato acima. na outra. atendeu ao telefone várias vezes. Isso quer dizer que. estava impecável vestido de noivo. Como nunca será possível relatar os fatos num espaço de tempo igual ao dos eventos. Porém.br/ead 57 . de uma obra de arte ou ainda de um acontecimento real.Comunicação e Expressão lazer. do resumo de um dia inteiro na vida de um QUADRO EXPLICATIVO: Tecnicamente. precisamos também adotar uma postura com relação ao conteúdo resumido. é também um texto passível de ser resumido. O que é um resumo? Basicamente. de uma peça teatral. para depois. precisamos respeitar o percurso realizado pelo autor. Até o horário do almoço. necessitamos do resumo. Seremos o narrador do evento na sua forma resumida. sendo favorecida pela onisciência em princípio própria de tais situações e pelo fato de se referir a eventos passados que supostamente conhece. pois esse trajeto representa a sua forma de pensar e de entender a realidade à qual se refere. Durante a tarde. sem a inclusão de juízos. a partir daí. entramos em contato com formas textuais resumidas sem pensar que elas são o produto de um processo relativamente complexo. Ficou um longo tempo diante do espelho observando aquele noivo com olhar de horizonte. Às 18h e 50min o padre avisou aos familiares da noiva que não poderia mais esperar. homem que está prestes a se casar. Fonte 24 -Dicionário de narratologia Veja o exemplo a seguir No dia do casamento. ou seja. o narrador opta por uma atitude redutora que. Junto a isso. Dispensou o motorista. www. de um filme. adotamos uma postura de narrador do evento. um comportamento completamente distinto: acentuando a sua distância em relação aos eventos. em relatórios de trabalho –. Resumo de textos Um texto já é por si mesmo a elaboração resumida de um conhecimento ou de uma reflexão sobre algo da realidade. um resumo é apresentação abreviada do conteúdo de um texto. quando resumimos um texto. pois a próxima cerimônia seria às 19h. Em uma das chamadas. de um livro. considerar as derivações para as outras duas formas que nos interessam: a resenha e a recensão. permite-lhe selecionar os fatos que entende relevantes e abreviar os que julga menos importantes.ulbra.

acontece mais ou menos a mesma coisa. temos a segunda característica do resumo. * As espécies de resumos elaborados pelo próprio autor são de outra natureza e suas formas privilegiadas são o abstract (redigido em língua estrangeira. 14 out. Zero Hora. C. com prêmios e até elogios do presidente da República. a técnica de resumir é a mesma. o desempregado. aquele sujeito que. como ética. atende a exigências de trabalhos cientí cos como monogra as. é verdade.ulbra. destacando o que realmente é essencial. 2006. É frequente em comentários para estudos acadêmicos e resenhas críticas de revistas e jornais. Parece bem óbvia a mensagem por trás desta glorificação do gesto de honestidade: reforça-se positivamente. O doloroso diagnóstico da própria inconveniência. Ano passado. 58 Casca de banana Está para nascer o sujeito que consegue se olhar no espelho e admitir: “Sou um mala”. Portanto. hoje em dia não se ensina mais as crianças a juntar a casca de banana para que outro não escorregue. todo mundo sabe. é mais a regra do que a exceção.br/ead . (. A história é parecida com outras tantas que a gente lê no jornal de vez em quando: sujeito pobre. como bem nos lembrou o deputado recém-eleito Clodovil.). O ponto é que somos expostos a decisões morais o tempo todo. bônus em compras. Ética não é uma palavra bonita para usar em tempo de eleição contra os políticos que a gente não gosta. Resumir é reescrever o texto com as próprias palavras. o comportamento que se deseja incentivar. ou pode. inclusive. F. emprego para a www. Ética reafirma-se periodicamente diante de situações cotidianas imprevistas. a ABT – B 88 prevê dois tipos de resumo: • Indicativo: apresenta apenas os pontos principais do texto. mas relativamente subjetivos. S.. todo homem tem seu preço – nós também. Uma dessas exceções que esfregam a regra na nossa cara ganhou destaque esta semana. Para ambos os modelos. além de uma boa dose de autocrítica. o ex-vigilante Márcio José Ramos encontra em um campo de golfe um pacote de dinheiro. ele nunca é elaborado pelo próprio autor do original*. e devolve ao dono. nos parece compreensível que pegue o dinheiro do jogador de golfe ou do turista estrangeiro.. “resumir não significa recortar frases ou partes de frases do texto original.Comunicação e Expressão Como podemos deduzir. sem dados qualitativos ou quantitativos. um faxineiro do aeroporto de Brasília que encontrou US$ 10 mil e os devolveu foi recebido como herói pelo presidente Lula no Palácio do Planalto. mulher e até uma casa para a família. um ano de gás de cozinha. a escolha das ideias principais exige a seleção de aspectos principais por parte do autor do resumo. exige o complexo exercício de olhar-se de fora e imaginar o impacto das próprias ações sobre os outros.” 2 Segundo Martins (2002). É comum em catálogos de editoras e bibliotecas ou em fichas de pesquisa. Ambos procuram enfatizar aspectos importantes do conteúdo. Ninguém – espera-se – chega em uma roda de amigos e confessa: “Cuido de mim. • Informativo ou crítico: informa o leitor de forma mais global sobre o texto original. Mas. Para Cunha. Talvez seja um pouco mais do que um ano de gás de cozinha. mas também está sendo tratado como herói pela comunidade: ganhou curso profissionalizante. Como lembrou o juiz Leoberto Brancher em uma entrevista esta semana. Porto Alegre. Canoas: Ulbra. Talvez estejamos chegando ao ponto em que juntar a casca de banana no chão mereça medalha de honra ao mérito. intimamente. o que muda é a forma na exposição do resultado. não ter nada a ver com dinheiro. 2 CUNHA. Casca de banana. redigida pelo próprio autor ou pelo editor). O curioso nessas fábulas morais que aparecem nos jornais é que o herói é sempre o pobre. US$ 6 mil. et al. dissertações e teses) e a sinopse (apresentação concisa que acompanha um texto. ou seja. para resumir um texto é preciso compreendêlo como um todo. e o resto que se vire”. 1997. Fonte: Laitano. Com conceitos mais sofisticados. Assim. Tecendo textos. F. O Márcio ainda não foi chamado a Brasília. Mas o “cuido de mim”.

nos parece compreensível que pegue o dinheiro do jogador de golfe ou do turista estrangeiro. e dois episódios recentes de honestidade – devolução de dinheiro perdido. um ano de gás de cozinha. Ano passado. É difícil fazermos autocríticas. 2°) Identificamos a ideia principal de cada parágrafo como segue: 1 Está para nascer o sujeito que consegue se olhar no espelho e admitir: “Sou um mala”. Tema: A ética e a honestidade Objetivo: Mostrar que ambas são virtudes cada vez mais raras no ser humano. mas relativamente subjetivos. Mas o “cuido de mim”. Ninguém – espera-se – chega em uma roda de amigos e confessa: “Cuido de mim. embora seja a regra. bônus em compras. é mais a regra do que a exceção. emprego para a mulher e até uma casa para a família. encontrado e devolvido ao dono – foram premiados pelas autoridades. inclusive. Há exceções. como ética. além de uma boa dose de autocrítica. com prêmios e até elogios do presidente da República. intimamente. 2 Com conceitos mais sofisticados. o desempregado.Comunicação e Expressão Observe agora as etapas para a realização do resumo: 1°) Realizamos uma detida leitura. todo mundo sabe. O doloroso diagnóstico da própria inconveniência.ulbra. ou pode. exige o complexo exercício de olhar-se de fora e imaginar o impacto das próprias ações sobre os outros. US$ 6 mil. 3 Uma dessas exceções que esfregam a regra na nossa cara ganhou destaque esta semana. aquele sujeito que. e A elevação dos protagonistas ao nível de heróis nacionais tem um certo didatismo. devolve ao dono. 5 Mas. um faxineiro do aeroporto de Brasília que encontrou US$ 10 mil e os devolveu foi recebido como herói pelo presidente Lula no Palácio do Planalto. O ponto é que somos expostos a decisões morais o tem- www. Ninguém confessa publicamente seus defeitos éticos e morais. Talvez seja um pouco mais do que um ano de gás de cozinha. não ter nada a ver com dinheiro. e o resto que se vire”. acontece mais ou menos a mesma coisa. como bem nos lembrou o deputado recém-eleito Clodovil.br/ead 59 . todo homem tem seu preço – nós também. A história é parecida com outras tantas que a gente lê no jornal de vez em quando: sujeito pobre. é verdade. o comportamento que se deseja incentivar. o ex-vigilante Márcio José Ramos encontra em um campo de golfe um pacote de dinheiro. 4 Parece bem óbvia a mensagem por trás desta glorificação do gesto de honestidade: reforça-se positivamente. mas também está sendo tratado como herói pela comunidade: ganhou curso profissionalizante. identificando o tema e o objetivo geral do artigo. O Márcio ainda não foi chamado a Brasília. O curioso nessas fábulas morais que aparecem nos jornais é que o herói é sempre o pobre.

no escritório. embora seja a regra. no artigo Casca de banana. Cláudia Laitano. cotidianamente. e talvez estejamos chegando ao ponto em que juntar casca de banana mereça medalha de honra ao mérito. (Estatística: 93 palavras) Todos nós. veja como seria um resumo indicativo do texto Casca de banana. Cláudia Laitano. www. 3. afirma que é difícil fazermos autocríticas. ninguém confessa publicamente seus defeitos morais. parece que a situação geral tem piorado. Talvez estejamos chegando ao ponto em que juntar a casca de banana no chão mereça medalha de honra ao mérito. Estamos piorando e poderemos chegar ao ponto em que juntar casca de banana mereça medalha de honra ao mérito.ulbra. se não estivermos continuamente nos questionando sobre nosso comportamento. Depois de observadas essas três etapas. Ética não é uma palavra bonita para usar em tempo de eleição contra os políticos que a gente não gosta. todos nós. (Estatística: 36 palavras) Veja agora como se configuraria um resumo informativo do mesmo texto. Ética reafirma-se periodicamente diante de situações cotidianas imprevistas. Entretanto. A verdade é que. Estamos piorando e poderemos chegar ao ponto em que juntar casca de banana mereça medalha de honra ao mérito 3°) Tomamos as ideias principais de cada parágrafo e as articulamos em um texto coeso e coerente: 1.Comunicação e Expressão po todo. e dois episódios recentes de honestidade – devolução de dinheiro perdido. 4. 5. 6. Por isso. Ninguém confessa publicamente seus defeitos éticos e morais. A elevação dos protagonistas ao nível de heróis nacionais tem um certo didatismo. se não estivermos continuamente nos questionando sobre nosso comportamento. hoje em dia não se ensina mais as crianças a juntar a casca de banana para que outro não escorregue. 2. no trânsito. Embora seja a regra. estamos sujeitos a atropelar a ética. todos nós precisamos nos questionar continuamente sobre nosso comportamento ético. estaremos sujeitos a atropelar a ética. Todos nós. estaremos sujeitos a atropelar a ética. Há exceções. parece que a situação geral tem piorado. E quem não se pergunta. É difícil fazermos autocríticas. no artigo Casca de banana.br/ead 60 . 6 Como lembrou o juiz Leoberto Brancher em uma entrevista esta semana. encontrado e devolvido ao dono – foram premiados pelas autoridades. se está sendo justo e correto está fadado a atropelar a ética – no prédio onde mora. Contudo. afirma que é difícil fazermos autocríticas. se não estivermos continuamente nos questionando sobre nosso comportamento. encontrado e devolvido ao dono – foram premiados pelas autoridades. Dois episódios de honestidade – devolução de dinheiro perdido. Embora seja a regra. É possível constatar que a elevação dos protagonistas ao nível de heróis nacionais tem um cunho didático. ninguém confessa publicamente seus defeitos morais.

para monografias e artigos científicos pode ter até 250 palavras. uma crítica. Devido à sua característica descritiva e subjetiva. a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo. é preciso cuidar para não torná-la por demais longa e exaustiva. Vale dizer. intencionalmente. um disco. recomendamos que seja proporcional ao texto que o originou. Somente na resenha crítica o resenhista fará apreciações.br/ead 61 . artigos breves ou comunicações pode ter até 100 palavras. ainda que implícito ou em plano secundário. Designa todo escrito destinado a informar acerca do conteúdo de uma obra via de regra publicada em jornal. filmes. • avaliação crítica. ano). apontando os aspectos positivos e negativos. E quais os objetivos de uma resenha? O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural – livros. Agora observe a resenha de Gilberto Scarton sobre o livro Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino. Um gramático contra a gramática Língua e Liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino (L&PM. o gramático bate. que pode ser descritiva ou crítica. desenvolvimento e conclusão. a resenha é um texto de caráter efêmero. • referência bibliográfica da obra. teses e livros pode ter até 500 palavras. inutilidade do ensino da teoria gramatical. um objeto. O velho pesquisador apaixonado pelos problemas da língua. é um texto que. tomar nota”. Nos seis pequenos capítulos que integram a obra. o ensino da gramática em sala de aula.ulbra. traduz as reações imediatas do autor. faz uma avaliação sobre ele. Trata-se. “lançar um rol. etc. sempre na mesma tecla – uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna. editora. ou síntese do conteúdo. a obsessão gramaticalista. também denominado de recensão crítica. o resumo deve apresentar introdução. muito mais que outros textos de natureza opinativa. as noções falsas de língua e gramática. título. do gramático Celso Pedro Luft traz um conjunto de ideias que subverte a ordem estabelecida no ensino da língua materna. 112 páginas). purista e alienada – tão comum nas “aulas de português”. além de resumir o objeto. em inglês.Comunicação e Expressão Características gerais do resumo Todo resumo deve informar as referências bibliográficas do texto original (autor. Por isso. É importante ter em mente o público e a finalidade da resenha. à mensagem e ao objetivo da resenha. julgamentos. www. portanto. de um texto de informação e de opinião. ao resenhar um texto. Quais as partes que compõem uma resenha? A resenha é composta por: • título. Ao elaborá-la. então. para relatórios. 1995. uma peça teatral. por combater. o leitor proceda da mesma forma com o texto-base como num resumo. podendo ser entendido na sua essência com relação ao conteúdo do original. • dados bibliográficos do autor da obra resenhada. Resenha: do latim resignare. Resenha. o esquecimento a que se relega a prática linguística. veemente. peças de teatro etc. O que é resenha? É uma apreciação subjetiva sobre um texto. pois “envelhece” rapidamente. Quanto à extensão. a postura prescritiva. Breve e informativa. Quanto à estrutura. Para notas. não dispensa o julgamento crítico. é necessário dar atenção à temática. um filme. deve ter autonomia. comentários e juízos sobre o assunto. review. teórico de espírito Recomendamos que. • resumo.

Um ótimo drama que no final mostra o quão importante uma amizade verdadeira pode ter em nossa vida. auxiliando-o em suas escolhas.br/ead . Leia um fragmento da resenha 62 www. o essencial. ele conhece um psiquiatra diferente que o fará analisar seu comportamento e questionará seus valores. puristas – têm ao se depararem com uma obra de um autor de gramáticas que escreve contra a gramática na sala de aula. veemente.. a menina deixa o jovem mais confuso. o crítico expõe ao leitor um breve resumo do filme. por combater.Comunicação e Expressão lúcido e de larga formação linguística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial. o rebelde deve frequentar sessões de psicoterapia. dos professores. Por outro lado. gramática tradicional e linguística. do irrelevante. do professor Celso Pedro Luft não seja tão original quanto pareça ser para o grande público (pois as mesmas concepções aparecem em muitos teóricos ao longo da história). dos linguistas. bem como uma apreciação crítica. Outro exemplo ilustra esta modalidade de escrita. quando comenta a problemática dos conflitos psicológicos vividos pelos jovens e. o ensino da gramática em sala de aula. a resenha. revela em passagens comoventes a importância da troca de experiências entre pessoas que anseiam por encontrar o real sentido da vida. Agora leia a resenha de Guilherme Geesdorf sobre o filme norte-americano Gênio indomável. [. em especial a partir do terceiro parágrafo. Durante o processo terapêutico. professor de Língua Portuguesa.] Embora Língua e Liberdade. que o autor da obra focalizada. Fonte 26 .Jornal Zero Hora Fonte 25 . O filme descreve com intensa sensibilidade os conflitos psicológicos característicos de jovens e a postura defensiva que assumimos diante dos dramas da vida. Percebe-se também que o autor quer mostrar as dificuldades passadas por um jovem em busca de um sentido para a sua atribulada existência. destaca um conjunto de ideias que subverte a ordem estabelecida no ensino da língua materna. Depois de conseguir a liberdade. critica a atitude defensiva que nós temos diante dos dramas da vida. o saber dos falantes e o saber dos gramáticos. do mesmo modo.. Celso Pedro Luft. Ao passar por diversos psicólogos. Ao invés de se dedicar aos estudos. numa mesma obra. o relativismo e o absolutismo gramatical.ulbra. no entanto. o ensino útil. ele acaba se envolvendo com uma garota. tem o mérito de reunir. faxineiro de uma universidade americana. que estuda medicina em uma universidade de sua cidade. estudiosos levaram anos para decifrar. ele resolve complexos problemas matemáticos que Nessa resenha. Em uma de suas confusões ele é preso. O filme mostra a dificuldade que pessoas com habilidades diferentes têm em manter relacionamentos e se relacionar com outras pessoas. Sem nunca ter frequentado uma universidade.Scarton Podemos perceber. pelas palavras do resenhista. Gênio indomável conta a história de um jovem órfão. Gilberto Scarton. convincente fundamentação que lhe sustenta a tese e atenua o choque que os leitores – vítimas do ensino tradicional – e os professores de português – teóricos. do ensino inútil. gramatiqueiros. prefere ficar brigando e bebendo com seus amigos de infância desperdiçando seu talento.

] Concluindo. Se uma fórmula cultural deve ser buscada. 2005) e Diário de um Novo Mundo (Paulo Nascimento. Por um lado. se é verdade que o campo temático da obra . Entre outras diversidades. Ele decorre. Antes. Sal de Prata (Gerbase. Fernando Mascarello é doutor em Cinema pela Universidade de São Paulo. Romantizando. a metodologia de produção implementada por Brant e Ciasca subverte frontalmente a cultivada pelo longa-metragem gaúcho do período pós-Collor. com a obtenção de resultados de modo geral bastante superiores. Comecemos pela relação do espectador de Porto Alegre com a cultura local reconstruída na tela: de uma intensidade nunca antes vista. 1981).br/ead . penso eu. desde o roteiro até as locações. Observamos um relato claro e bem cuidado sobre o filme Cão sem dono. é sua franca adesão ao formato do cinema de arte. tematizar a cultura e a identidade locais. Esse conjunto de elementos. 2003). de três atributos centrais do filme. refletir sobre esses pontos me parece um caminho nada desprezível . passando pela atuação dos atores 63 www.situase em terreno universal. certamente é a pluralista. coordenador do curso de especialização em Cinema da Unisinos e organizador do livro História do cinema mundial.em muito facilitado pela aparição de Cão sem Dono. por fim. Primeiramente. Opções narrativas e relação com a identidade local ajudam a explicar o impacto do filme Cão sem dono. O crítico analisa toda a produção cinematográfica. é a que oportuniza ao espectador nativo a relação cinematográfica mais densa e fecunda com a identidade cultural portoalegrense. com várias locações na cidade de Porto Alegre. sequer insinuo. A terceira estimulante qualidade de Cão sem Dono. antilocalista etc. 1 O Porto Alegre nua e crua ma breve análise de cada um dos atributos citados de Cão sem Dono pode sugerir pontos a serem enfrentados nesse autoquestionamento.. que o cinema gaúcho deva.ulbra. em regime permanente.. mas já é um fato. observe-se que os personagens vivenciam seu drama nitidamente influenciados por um contexto cultural local que lhes fornece cor e substrato. seria bem-vinda a multiplicidade de abordagens ao tema da identidade local afirmativas. próprio de uma geração de classe média pós-industrial e transnacional. evidente no naufrágio de crítica e público de filmes como Noite de São João (Sérgio Silva. dentre as obras em 35mm já produzidas no Estado. poderia induzir o cinema gaúcho a repensar seu atual quadro de impasse estético e mercadológico. ela é fruto de aspectos tanto da esfera do conteúdo quanto da forma do filme. gostaria de ressaltar: não postulo. renovadoras e contestatórias -. U impacto de Cão sem Dono sobre o cinema local poderá ser admitido menos ou mais explicitamente por nossos realizadores. 2005). Em segundo lugar. dos paulistas Beto Brant e Renato Ciasca. a meu ver. em oposição aos projetos dirigistas ou hegemônicos de cunho regionalista.os efeitos do romance entre os jovens Ciro e Marcela (Júlio Andrade e Tainá Muller) sobre o desapego existencial do primeiro . recuperando uma vertente de há muito preterida pelos cineastas locais. quisera o cenário políticocultural franqueasse a manifestação das mais diferentes tendências estéticas em nosso cinema. dispensar valores de produção e qualidade técnica em prol da criação ou transportarse ao domínio do filme de arte. [. ao deslocar as prioridades desde os aspectos produtivos para os artísticos. tão bem ensaiada na fase superoitista de Deu Pra Ti Anos 70 (Nelson Nadotti e Giba Assis Brasil.Comunicação e Expressão crítica de Fernando Mascarello1 sobre o longa Cão sem dono.

pois. Nesses casos. Constituída de apreciações breves resultantes da comparação entre. a recensão é muito usada em pesquisas acadêmicas. como base a comparação entre as obras envolvidas. fica mais fácil entender a importância dos níveis e funções da linguagem. sem incidir em qualquer tipo de regionalismo. o texto original. Agora que estudamos o resumo e a resenha. quais sejam: o resumo e a recensão não devem expressar juízo de valor. mas intensa de nosso cenário urbano. pois. tanto quanto as obras analisadas. como base a comparação entre as obras envolvidas. rasuras etc. da coesão e da coerência. Das três modalidades. exige uma const ante retomada de algumas regras d norma padrão que a são exigidas pela escrit a. A recensão constitui-se na avaliação crítica de mais de uma obra. por não ser uma característica na oralidade. por uma relativa objetividade no exame dos problemas e pelo suporte documental: minuciosa. pressupõe um rigor que apenas tem guarida nas dimensões de uma revista. a relação entre as obras justifica- A palavra “recensão” deriva do latim (recensione = revisão) e designa o exame completo dos vários manuscritos de uma obra (data. a recensão é a única que articula mais de uma obra. aquele que pretende escrever intencionalmente em uma das modalidades deve observar as diferenças fundamentais. variantes. se em torno de um mesmo assunto. certas recensões tornam-se artigos ou ensaios importantes. Sob essa perspectiva.). Por essa razão. exibindo um caráter realista poucas vezes alcançado no cinema brasileiro. a recensão constitui-se na avaliação crítica de mais de uma obra. A recensão distingue-se da resenha pela maior extensão. Não raro. analítica. pelo menos. do parágrafo-padrão.ulbra. duas obras. Mostra que a produção valoriza as marcas identitárias portoalegrenses articuladas no filme. pois a v ariação cult d a a língua. v amos rever alguns tópicos de concordância verbal e nominal. A partir de a agora. tendo. tendo. Como podemos constatar a fronteira entre as três modalidades é relativamente tênue. por comparação. que nos habilit para o resumo. O que é uma recensão? A Recensão estrutura-se no sentido de estabelecer. Ele refere que o longa dá uma visibilidade esporádica.Comunicação e Expressão e do diretor. Arquivo www.br/ead 64 .

de forma prolixa. B) elaborar um único texto contendo a síntese de mais de uma obra. a partir da conscientização de cada ser humano como artí ce de possíveis avanços em sua própria vida e. Nesse sentido. C) manifestar uma opinião pessoal sobre o conteúdo ou sobre a informação do texto original. vê-se que a educação. da Ulbra. em sua comunidade. 1975. 2000. principalmente.br/ead 65 . D) atenção à temática. B) elaborar um único texto contendo a síntese de mais de uma obra. Autoavaliação 1. 3. KOFFMAN. sobretudo pela sua ênfase no papel da educação como mecanismo de transformações individuais e comunitárias. Aproveita contribuições da Teoria do Texto e do Discurso. a m de lecionar Língua Inglesa e Literatura para uma turma de adolescentes considerados “turbulentos”. Canoas: Ed. D) avaliar o texto-base ou mesmo o objeto alvo. Com essas considerações. Tecendo textos. Autoavaliação 1-D 2-C 3-D www. Na resenha.ulbra. 2005. o que o autor expressou de uma forma mais extensa. O livro aborda a produção de textos. C) resumir uma obra e manifestar uma opinião pessoal sobre o conteúdo ou sobre a informação do texto original. à mensagem e ao objetivo.Comunicação e Expressão Atividade Assista ao filme Escritores da Liberdade. Tal lme se inicia com uma jovem professora. F. que entra como novata em uma instituição de “ensino médio”. C) somente atenção à temática e ao objetivo. B) atenção à temática e a mensagem. Referências Bibliográ cas Referências CUNHA. D) expor concisamente o que o autor expressou de uma forma mais extensa. da et al. Carlos Alberto. inclusive envolvidos com gangues. disponível em DVD nas locadoras. como já ressaltaram grandes educadores da estirpe de Paulo Freire. priorizando a utilização da língua padrão no universo das linguagens sociais. tem um papel indispensável no implemento de novas realidades sociais. oferecendo exercícios elaborados a partir de diferentes tipos de textos. Rio de Janeiro: PUC-RJ. Resumir. 2. Prática de texto. A função de uma resenha é: A) expor o que o autor expressou de uma forma mais extensa. e redija uma resenha sobre o mesmo. Referência Comentada FARACO. S. O ato de resumir implica: A) expor. Gabarito Questão para re exão Sugestão de resposta: O lme Escritores da Liberdade aborda o desa o da educação em um contexto social problemático e violento. Interpretar. o lme “Escritores da liberdade” merece ser visto como apreço. é necessário ter: A) apenas atenção à temática. Erin (interpretada por Hilary Swank). Rio de Janeiro: Vozes. S.

www. deixando-o no singular ou no plural. O que é concordância verbal? Observe a ilustração.ulbra.Comunicação e Expressão CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL A vida impõe-nos as concordâncias. está no plural. pois o verbo admitir está no singular. o correto seria utilizarmos nessa oração “admitem-se”. no discurso escrito também devemos observar as concordâncias entre os termos na oração. contrariando uma regra fundamental da concordância verbal. Daniela Duarte Ilhesca Maria Alice da Silva Braga Nosso objetivo. que produzimos. tanto orais quanto escritos. o pronome ou o numeral se flexionam para concordar com o substantivo ao qual se referem.br/ead 66 . o que torna inadequada na frase a concordância com esse verbo. a concordância verbal e a nominal. quando o verbo se flexiona com o seu sujeito. Na charge apresentada. O substantivo faxineiros. neste capítulo. temos a oportunidade de rever duas questões gramaticais muito importantes. Para encontrar o sujeito. percebemos que há um problema gramatical. relacionado ao verbo admitir (é o seu sujeito). De acorA identificação do sujeito no texto é premissa básica para a adequação do verbo ao contexto textual. perguntamos ao verbo: que ou quem é que? do com a norma padrão. na oração “Admitese faxineiros c/ experiência”. É importante concordar verbos e nomes no texto? Neste capítulo. e a Concordância nominal. quando o artigo. é estudar a Concordância verbal. que estão presentes em todos os textos. o adjetivo. Assim.

Fonte 27 . 59 anos. e os respectivos sujeitos estão sublinhados. falando: “Falta lugares”. sempre gostou da diversidade dos povos. como veremos mais adiante. Pela primeira vez. Além disso. De uma maneira inusitada e divertida. Bonecas do mundo O porto-alegrense Paulo Gick.Comunicação e Expressão É usual escutarmos as pessoas. deu estão pode estão conseguiu. seja como for. o que permite identificar mais claramente a correta correlação entre ambos. onde estão 238 peças de cerca de 60 países. “Vende-se terrenos”. mas que atrapalham a fluência do texto na escrita. fica muito mais fácil identificá-lo e fazer a concordância verbal adequada. No quadro a seguir. achou que não precisava visitar todos os países para conhecer a cultura de cada um. A exposição Bonecas do Mundo: folclore e tradição dos cinco continentes pode ser conferida no Museu de Venâncio Aires. precisava. elas estão acessíveis ao público. o verbo fica subordinado a outros casos especiais de concordância. Observe o texto Bonecas do mundo. Com a coleção. que apresenta vários exemplos de concordância verbal bem empregada. comprou A partir de agora. Gick conseguiu ir além do conhecimento adquirido em viagens de estudo ou livros de pesquisa.br/ead 67 . comprou uma peça. deu um jeito na sua curiosidade: passou a colecionar bonecas. esses são erros comuns na fala. Porém. isto é.Jornal Zero Hora No texto escrito com o sujeito no singular ou no plural. “Chegou as encomendas”. Um dia. no Vale do Rio Pardo. anteposto ou posposto ao verbo. Sujeito O Porto Alegrense Paulo Gick Elas (bonecas) A exposição Bonecas do Mundo: folclore e tradição dos cinco continentes 238 peças de cerca de 60 países Gick Verbo gostou. caso não haja sujeito na frase. www. Exemplos: A menina e o menino chegaram atrasados na escola. Tu estás atrasado. achou. ao usarmos a linguagem padrão é fundamental o estabelecimento da concordância de acordo com as regras da gramática normativa. Com o primeiro salário. vamos conhecer um pouco mais sobre as outras regras de concordância verbal. Os verbos estão destacados em negrito. na década de 60.ulbra. para melhor visualização. se não conseguirmos responder à pergunta anterior. LEMBRETE: A REGRA GERAL de concordância verbal estabelece que o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. transcrevemos os sujeitos e os verbos do texto Bonecas do mundo. ao nosso redor.

terá sujeito expresso na oração e. Voz passiva O verbo SER concorda. * Deve fazer muitos anos que moramos no prédio. 11. Sujeito representado pelo pronome QUE 6. Vendem-se roupas usadas. Verbo no SINGULAR. Sujeito resumido por um pronome indefinido (TUDO. Sujeito representado por um pronome de tratamento 10. Foram os moradores quem reclamou das crianças. * Forma menos usual. Verbo concorda na 3ª PESSOA DO SINGULAR. Roupas usadas são vendidas. ou O relógio (sujeito) deu 4 horas. 17. a) A turma de estudantes gritava no prédio. b) As roupas parecia ficarem enormes no corpo. tudo irritava os vizinhos. Faz verões terríveis aqui no prédio. isto ou aquilo. Tudo são preocupações. As crianças e eu brigamos com as vizinhas. a) As roupas pareciam ficar enormes no corpo. Sujeito coletivo determinado A turma gritava na rua. Alugam-se casas de veraneio. Verbo HAVER (impessoal) O verbo vai para o PLURAL e concorda com a menor pessoa. Aquilo eram situações inconvenientes. 16. 15. SOAR Quando o sujeito não está anteposto. NINGUÉM etc. Sujeito representado pelo pronome QUEM 7. b)Chegou a menina e o menino. 13. Verbo parecer a) Flexiona-se o verbo parecer e não se flexiona o infinitivo. Verbo concorda em número e pessoa com o ANTECEDENTE DO PRONOME RELATIVO. c) quando o PREDICATIVO for um PRONOME PESSOAL. O verbo EXISTIR aceita o PLURAL. o auxiliar assume as características da impessoalidade (3ª pessoa do singular). Casas de veraneio são alugadas. Precisa-se de operários.) 8. b) A maioria eram universitários. Sujeito composto e posposto ao verbo SITUAÇÃO DO VERBO Verbo no PLURAL. concordará com o SUJEITO. Vossa Eminência participará da festa? Verbo HAVER. *Em uma LOCUÇÃO VERBAL com o verbo FAZER. Foram os moradores que reclamaram das crianças. Verbo fica no SINGULAR. por atração. o auxiliar assume as características da impessoalidade (3ª pessoa do singular) Há (existir) muitas crianças na rua. Existem crianças na rua. b)PLURAL (com todos os elementos). 14. Pode haver dupla concordância: a)SINGULAR (com o primeiro elemento). Verbo SER O verbo SER concorda com o PREDICATIVO: a) quando o SUJEITO for NOME DE COISA. 12. www. Verbo na 3ª PESSOA DO SINGULAR. Sujeito coletivo 4. isso. Deram quatro horas. Verbos DAR. Sujeito composto e anteposto ao verbo 2. portanto. indicando existência: 3ª PESSOA DO SINGULAR. Quando o verbo vier acompanhado pela partícula SE. b) A turma de estudantes gritavam no prédio. Índice de indeterminação do sujeito Quando o “se” funcionar como Índice de Indeterminação do Sujeito. Verbo FAZER (impessoal) – indicando tempo decorrido ou fenômeno da natureza Faz muitos anos que moramos no prédio. Acredita-se em novas alternativas.br/ead 68 . b) Verbo no PLURAL (coletivo acompanhado de substantivo no plural). a) O complicado são os problemas. *Foram os moradores QUEM reclamaram das crianças. o verbo ficará sempre na 3º pessoa do singular. c) O problema somos nós. Sujeito composto com pronomes pessoais de pessoas diferentes 9. * Deve haver muitas crianças na rua. 3. * Em uma locução verbal com o verbo HAVER. a) Verbo no SINGULAR (concordando com o coletivo). Verbo SER – sujeito representado por tudo. b) quando o SUJEITO for formado por uma palavra ou EXPRESSÃO DE SENTIDO COLETIVO. a)Chegaram a menina e o menino. risadas. As crianças e tu brigaram com as vizinhas. com o PREDICATIVO.Comunicação e Expressão REGRA 1.ulbra. 5. EXEMPLOS O menino e a menina brincavam no playground. b) Flexiona-se o infinitivo e não se flexiona o verbo parecer. NADA. brincadeiras. Gritos. (concordância mais rigorosa). os verbos concordam com o NÚMERO QUE INDICA AS HORAS. BATER. Verbo na 3ª PESSOA DO SINGULAR.

João: Vamos torcer para que elas sejam muito bonitas e simpáticas. destacamos os seguintes elementos: Espere até elas me conhecerem. Embora seja um diálogo de fácil entendimento. o adjetivo pode referir-se a um substantivo ou a mais de um substantivo. www. palavras em negrito mostram que existe uma relação entre elas. Vamos observar o quadro a seguir. A primeira é aquela em o adjetivo e todos os determinantes (artigo. Na segunda fala de Pedro. Isso significa que as palavras.ulbra. vão ficar alucinadas pois sou o maior gato da escola. Pedro diz: Percebi que há novas garotas na escola. A segunda também pode ser chamada de concordância ideológica. Exemplo 1 O rapaz tinha agilidade extraordinária. como você poderá constatar com o estudo dos casos de concordância nominal apresentados na sequência. ocorre por atração ou silepse de gênero ou de número. anteposto ou posposto aos substantivos. (o adjetivo refere-se a um só substantivo) Exemplo 2 O rapaz tinha força e agilidade extraordinárias. há uma concordância entre o adjetivo novas e o substantivo garotas. Pedro: Estou com muita pressa!!! Não posso perder minha carona . João: Ana: Uma delas vem se aproximado!!!! Vamos conferir??? Oi! Sou a Ana ! E você? A partir de tais evidências.. no diálogo acima.Comunicação e Expressão O que é concordância nominal? A concordância nominal pode ser regular ou irregular. neste caso. há pressupostos que não foram esquecidos. Pedro: Percebi que há novas garotas na escola. (o adjetivo refere-se a dois substantivos) Sob essa perspectiva. vamos montar um quadro para melhor visualização dos elementos que devem concordar entre si: adjetivo novas feminino plural garotas feminino substantivo plural Adjetivo referindo-se a mais de um substantivo Pode vir. a fala entre o personagem Pedro e seu amigo João é constituída de uma linguagem clara e direta. como a concordância entre os termos dentro da frase. Como você pode notar. há exceções. No entanto. Adjetivo como adjunto adnominal Neste caso. vão ficar alucinadas pois sou o maior gato da escola. pronome e numeral) concordam integralmente com o substantivo a que se referem. no texto. assumem posições e relações de concordância. proporcionando ao leitor imediata compreensão da mensagem que está sendo repassada.. O trecho destacado evidencia a concordância entre os termos na oração. Nessa oração. elas pronome feminino o artigo masculino definido singular pessoal plural alucinadas adjetivo feminino plural gato substantivo masculino singular Pedro: Espere até elas me conhecerem.br/ead 69 . Veja: Na primeira fala. podemos inferir que as palavras concordam entre si dentro da oração. Podemos inferir que as palavras concordam entre si dentro da oração.

Estava próximo o colégio e a casa.Comunicação e Expressão Adjetivo anteposto ao substantivo O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo. b) substantivo vai para o plural e omite-se o artigo antes do adjetivo.br/ead .ulbra. 70 a) O adjetivo irá para o plural se estiver posposto aos substantivos. Lucy disse muito obrigada. portanto. prevalece o masculino). Elas mesmas falarão com Calvin. Exemplos: Sua inteligência e esperteza eram brilhantes. Exemplos A garota tinha desengonçados os braços e as pernas. Exemplos: Eram brilhantes sua inteligência e esperteza. Exemplo: As novas vizinhas de Calvin derrotaram a seleção feminina e a masculina. Dois ou mais adjetivos referindo-se a apenas um substantivo Neste caso há duas concordâncias: Adjetivo posposto ao substantivo Neste caso. www. os documentos solicitados. também há duas concordâncias possíveis. Os alunos cometeram um crime de lesa-pátria. Essas palavras são adjetivos. Devem. a) O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo. A casa e o colégio estavam próximos. Tinha a perna e o braço desengonçados. Exemplos: As novas vizinhas de Calvin derrotaram as seleções feminina e masculina. Era brilhante sua inteligência e esperteza. Seguem. A garota tinha desengonçadas as pernas e os braços. Elas disseram muito obrigadas. há duas concordâncias possíveis. A garota tinha desengonçado o braço a perna. Calvin disse estar quite com sua consciência. A garota tinha desengonçada a perna e o braço. Casos particulares Anexo Incluso Obrigado Quite Mesmo leso b) O adjetivo vai para o plural (se os gêneros são diferentes. Exemplos: Tinha o braço e a perna desengonçada. b) O adjetivo irá para o plural ou concordará com o mais próximo se estiver anteposto aos substantivos. Exemplos: Tinha o braço e a perna desengonçados. Adjetivo como predicativo do sujeito composto Neste caso. em anexo. concordar com o nome a que se referem. a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o artigo antes do último adjetivo. A expressão em anexo é invariável. Tinha a perna e o braço desengonçado. Estava próxima a casa e o colégio. As fotos estão inclusas no envelope. Exemplos: Seguem anexos os documentos solicitados.

para continuarmos na sequência do nosso aprendizado. adjetivos ou numerais. (adjetivo) É proibido É bom É necessário É preciso Nessas expressões. Pimenta é bom para tempero. concordam com o nome a que se referem. É preciso cautela. exige o verbo no singular) Silepse de pessoa Exemplo: Os amigos do poeta. Pode ser de gênero. (advérbio) SILEPSE OU CONCORDÂNCIA IDEOLÓGICA É a concordância que se faz com o sentido e não com a forma gramatical. Exemplos: É proibido entrada. (advérbio) Ela comeu meia barra de chocolate antes da refeição. voltamos com a tristeza explícita na face. possível Os mais. o uso dos porquês e a hora cert de colocar a vírgula. Exemplos: Fiquei só. Bastante Barato Meio Caro Longe Quando funcionam como advérbios. Exª. concordando com o sexo da pessoa e não com o pronome de tratamento. Como advérbio.. Vamos a conferir? Tais expressões permanecem invariáveis se o sujeito não vier antecipado de artigo. (adjetivo) As bananas custam barato..(os verbos estão na 1ª pessoa do plural porque o autor se inclui entre os amigos) Neste capítulo. número e pessoa. Silepse de gênero Exemplo: Senhor prefeito. Exemplos: Calvin encontrou argumentos o mais fáceis possível.. “somente” e é invariável. a palavra possível concorda com o artigo que inicia a expressão. Calvin encontrou argumentos os mais fáceis possíveis. v amos estud ar outros aspectos d a Língua Portuguesa. (advérbio) Que bananas baratas! (adjetivo) Lucy parece meio esquisita. www. Exemplos: Trata-se de questões bastante difíceis. Esta pimenta é boa para tempero. por ser coletivo. está equivocado. para que o discurso seja claro. É necessário prudência. As entradas são proibidas. que é feminino) Silepse de número Exemplo: A gurizada corria pelas ruas e atiravam pedras nas vidraças. (adjetivo) Ficamos a sós. aprendemos que é fund ament al concordar verbos e nomes na oração. A entrada é proibida. como o momento de empregar o acento indicativo de crase. Só Sós A sós A palavra só como adjetivo concorda em número com o termo a que se refere.br/ead 71 . Prudência é necessário. Há menos alunas na sala de aula. Entrada é proibido. que fomos levá-lo ao aeroporto. possíveis São palavras invariáveis. pronomes. (advérbio) Já andamos por longes terras. (pronome adjetivo) As casas eram caras. Muita prudência é necessária.(a palavra equivocado está no masculino. significa “apenas”. concordando com a ideia – muitos guris – e não com gurizada.Comunicação e Expressão Alerta Menos O mais. V. essas palavras são invariáveis. Quando adjetivos.. (advérbio) Havia bastantes questões na prova final. (numeral) Nossa casa fica longe daqui. Agora. (advérbio) Só eles ficaram. que. Exemplos: As meninas estavam alerta. (o verbo atirar está no plural.ulbra.

já que vivia ___________. sentiu-se __________ com a vida. ela __________ organizou a festa. Ao final. respectivamente. embora rodeada de parentes e amigos. Referência Comentada BECHARA. a alegre senhora enfrentou situações as mais adversas ____________. revista e ampliada. D. 2001. São Paulo: Atual. esta obra. ela manteve-se com a prudência ___________. Mais que um livro de referência para especialistas. Carmem. ao leitor o extraordinário universo que é a língua portuguesa em suas múltiplas manifestações e reúne a maior coletânea de assuntos gramaticais até agora estudados. Porto Alegre: Sagra Luzzatto. oferece Referências Bibliográ cas SACCONI. Como nos afirma o autor: “Dificilmente haverá seção da Moderna Gramática Portuguesa que não tenha passado por uma consciente atualização e enriquecimento: atualização no plano teórico da descrição do idioma. estabelecendo a correta concordância dos termos – mesmo – só – possível – necessário – quite. que levou dias para ser preparada. MARTINS. A. 1999. dentro e fora do país”. Nossa gramática: Teoria e prática. Rio de Janeiro: Lucerna. www. Português Instrumental: de acordo com as atuais normas da ABNT. Evanildo. pois solicitou a ajuda dos netos e bisnetos. Moderna gramática portuguesa. e enriquecimento por trazer à discussão e à orientação normativa a maior soma possível de fatos gramaticais levantados pelos melhores estudiosos da língua portuguesa. S.Comunicação e Expressão Atividade Questão discursiva: Leia o fragmento abaixo e preencha as suas lacunas .ulbra. no entanto. L. Durante os preparativos. 2006.br/ead 72 .

C) Eugênio.Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do seguinte período: Elas _______ providenciaram os atestados. bastante C) mesmas. bastante B) mesmo. Maria.br/ead 73 . Maria. bastantes Gabarito Questão para re exão mesma. Maria. Pedro e eu fomos ao Congresso em Paris. Pedro e eu fui ao Congresso em Paris. necessária. quite Autoavaliação 1-C 2-D 3.ulbra. Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal: A) Eugênio fala as língua inglesas e francesas. anexo.D www. Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal: A) Eugênio. D) Eugênio. que enviaram _______ às procurações. só. 3. B) Eugênio fala a língua inglesa e francesa. Pedro e eu foram ao Congresso em Paris. Maria. anexo. anexos.Comunicação e Expressão Autoavaliação 1. A) mesmas. B) Eugênio. anexos. C) Eugênio fala as línguas inglesa e a francesa. possíveis. como instrumentos _______ para os fins colimados. bastante D) mesmas. Pedro e eu fostes ao Congresso em Paris. 2. D) Eugênio fala as línguas inglesa e francesa.

ao contrário do texto oral. enumeração. vocativo. i. como também identificar o papel dos elementos que a integram. Cleide Bacil de León A VÍRGULA. inversão na ordem das palavras. a produção escrita tem que se bastar linguisticamente. nossas exclamações e pausas. da crase e do porquê pode alterar signi cativamente a informação que um texto pretende veicular. a) Aposto . e. c. g.é um termo que explica. é uma menina aplicada. em que podemos contar com outros recursos no processo comunicativo. Se formos procurar na gramática normativa da língua portuguesa as regras que regem o emprego da vírgula. Empregamos a vírgula quando temos: a.ulbra. uma vez que sinaliza aspectos gramaticais e semânticos presentes nas mensagens. h. d. No entanto. você presta clareza ao texto Os sinais de pontuação auxiliam o leitor a identificar nossos questionamentos. Desta forma. porque. e a mensagem é transmitida e compreendida facilmente. Para usá-la de maneira eficaz. nosso leitor não compreende o que desejamos informar.Comunicação e Expressão O emprego incorreto da vírgula. encontraremos um bom número de termos técnicos. aposto. identifica a palavra anterior. modelo da disciplina de Língua Portuguesa. da crase e dos porquês. www. nem. é muito grave. Vamos ver cada um dos casos detalhadamente. estamos rumando para o incremento de nossa escrita. b. Por isso.br/ead 74 . agrupamos as normas em um conjunto de regras. tornando o processo comunicativo um sucesso. omissão do verbo. orações unidas pelo e com sujeitos diferentes. nosso texto fica claro. inversão na ordem das orações. Como o nosso objetivo aqui é Arquivo entender as razões que nos levam a usar esse sinal. palavras explicativas ou retificadoras. quando os empregamos de forma inadequada. ou. Não faz parte da informação principal. Quando empregamos bem esses sinais. A vírgula é um sinal muito importante. pois f. orações unidas por: mas. A CRASE E OS PORQUÊS Neste capítulo temos contato com as principais orientações quanto ao uso da vírgula. O emprego da vírgula está estreitamente relacionado a essa organização. é necessário não só saber como se estrutura a frase em português. tratando-se de texto escrito. Exemplo: Parole. deve estar entre vírgulas. longas ou não. A vírgula Ao empregar a vírgula de maneira correta. Isso.

fazemos uso do vocativo. digo. Exemplos: Parole. retifico. orações que completam ou restringem o significado de outras não devem ser separadas por vírgulas. Parole.na união de duas orações de sentido completo. não sendo possível separá-los por vírgula (para encontrar o sujeito. Exemplo: Parole adora estudar Língua Portuguesa. (duas orações com o mesmo sujeito – Parole) Parole é muito estudiosa. (ordem direta) Todos os dias. Para facilitar. aqui! c) Inversão na ordem das palavras . Exemplo: Paroli. (duas orações com sujeitos diferentes – Parole é sujeito da primeira oração. Não importa onde ele esteja na frase.Comunicação e Expressão b) Vocativo . Parole estuda Língua Portuguesa. • se há adjunto adverbial (indica circunstância de lugar. usamos conjunções coordenativas. elas aparecem separadas por vírgulas. usamos vírgula antes do e. mas muito estudiosa.ocorre quando há uma mudança na ordem das orações. sua posição natural. h) Palavras explicativas ou retificadoras . • palavras. isto é. chamar alguém a nossa fala. pois . e) Orações unidas por: mas. 75 www.ulbra. expressões. Exemplos: Parole é uma menina estudiosa e gosta de estudar a língua materna. modo etc. Parole! Venha. Exemplo: Parole adora estudar Português. então. a vírgula deve ser colocada antes delas. digo. História e Geografia. Parole é uma ótima menina. marcamos a omissão na segunda oração com a vírgula. ou.) no final da frase. Matemática. e sua mãe fica muito orgulhosa. i) Omissão do verbo -quando não desejamos repetir o verbo já mencionado na primeira oração. Exemplos: Parole estuda Língua Portuguesa todos os dias. não é utilizada a vírgula. Exemplo: Quando Parole tem dúvidas. que: • há uma forte ligação entre sujeito e verbo. Exemplo: Parole é uma menina sapeca.ocorre quando tiramos as palavras da ordem direta em português (sujeito + verbo + complementos verbais + adjuntos adverbiais). Quando estas são adversativas e conclusivas. faça pergunta quem? ou o quê? antes do verbo). e sua mãe da segunda) g) Enumeração . melhor dizendo. em outras palavras. seus amigos. tempo.ocorre quando enumeramos ou listamos palavras.quando usamos expressões como ou seja. (ordem inversa) d) Inversão na ordem das orações . é bom saber que os períodos iniciados por conjunções subordinativas recebem vírgula. pois eles também mantêm um estreito vínculo (para encontrar o complemento do verbo faça as mesmas perguntas depois dele). Quando queremos começar um discurso. • não é possível separar verbo e complemento por vírgula. deve ser sempre marcado por uma vírgula. f) Orações unidas pelo e com sujeitos diferentesquando temos duas orações unidas pelo e com sujeitos diferentes para cada uma delas (ver o verbo). Matemática. ela pede auxílio à professora. venha cá! Venha cá. Observamos.é um chamamento. nem.br/ead .

significa que ele deve receber o acento grave. ou. intercalação. preposição. (Fui ao cinema ontem) Para o bom uso desse acento.ulbra. Vejamos o exemplo abaixo: Fui à biblioteca ontem. Exemplo: Demos um lindo presente à menina (ao menino). enumeração. www. Exemplo: Vire à direita. é conveniente observar o que segue: SIM NÃO OPCIONAL X X X X X X X X X X X X X X X X • Como o artigo a só pode aparecer diante de palavras femininas. aquela e aquilo.Comunicação e Expressão A seguir veja um quadro resumo de situações de usos da vírgula: SITUAÇÃO NA ORAÇÃO Entre sujeito e verbo Entre verbo e complemento Com a ordem direta da frase em português Com adjunto adverbial curto Com complemento de verbo deslocado Em intercalações Com vocativo Com aposto Nas enumerações Na omissão do verbo Em orações unidas pelo e. a crase só ocorre diante de termos femininos. • A regência de alguns verbos que regem a preposição a determina o uso da crase diante de nomes femininos. omissão ou ênfase na frase.br/ead 76 . de modo geral. • A substituição da palavra feminina por outra equivalente masculina nos permite verificar a ocorrência ou não do acento grave. O acento grave. artigo definido. é necessário conhecermos a regência de nomes e de verbos. pode ocorrer a crase. para marcar inversão. indicador de crase. aqui citamos apenas os usos mais frequentes. indicador de crase. • Diante dos pronomes demonstrativos aquele. ocorre a crase. Este estudo não esgota todas as possibilidades do uso da vírgula. Isso acontece porque a preposição a se funde com a vogal inicial a desses pronomes. No caso do artigo. • As locuções com palavras femininas devem ser acentuadas. se a palavra feminina for trocada por uma masculina e aparecer ao no lugar do a. com sujeitos diferentes Orações unidas por: mas. Se o a for substituído por ao. Para identificarmos a presença da preposição. nem. pois Orações explicativas Orações restritivas Orações deslocadas Palavras explicativas ou retificadoras A crase O uso correto do acento grave depende do conhecimento da regência verbal e nominal. geralmente marca a fusão entre um a. e outro a. Nota: a vírgula ocorre. Exemplo: Refiro-me à estudiosa Parole.

• Sempre se acentua o a nas expressões que indicam horas. Antes de pronome possessivo feminino Com a locução até a seguida de nome feminino 77 . • Com a locução até a seguida de nome feminino. chão”. • Diante da palavra casa. à semelhança de ou à maneira de. Exemplo: Estávamos à distância de 50 metros. Exemplo: Ele jogava futebol à Pelé. Exemplo: Sairemos à zero hora. Exemplo: Dê o livro a essa senhora. Exemplo: Voltei à casa de meus amigos depois de um ano. • Antes do artigo indefinido uma. Exemplo: Dê o livro a pessoas interessadas na leitura. Exemplo: Vou até a/à farmácia. • Antes de palavras masculinas. Exemplo: Referiu-se a uma senhora que estava presente. Exemplo: Leu o livro de ponta a ponta. (sem modificador) • Antes de nome de cidade. • Pode ocorrer crase diante de palavras masculinas. quando estiverem desacompanhadas de modificador. Exemplo: Chegaram a cavalo. aquela e aquilo Diante da palavra casa Diante da palavra casa com modificador Diante das expressões que indicam horas Diante de verbos Diante de palavras masculinas Entre palavras repetidas Antes do artigo uma Antes de pronomes em geral Quando a palavra seguinte estiver no plural Sim Não Opcional x x x x x x x x x x x x x x www.ulbra. Exemplo: Começamos a trabalhar desde cedo. • Quando a palavra que segue o a estiver no plural. Exemplo: Voltei a casa tarde. • Entre substantivos repetidos.br/ead • Diante da palavra casa com o significado de “lar” e da palavra terra com o significado de “terra firme. (com modificador) Não devemos colocar o acento grave nos seguintes casos: Situações Diante de palavras femininas Diante locuções com palavras femininas Diante dos pronomes aquele. quando se subentendem as expressões à moda de. • Antes de pronome possessivo feminino. • Antes de verbos. Exemplo: Vou a Fortaleza. O uso da crase é facultativo nas situações abaixo: • A locução à distância só recebe o acento grave quando estiver determinada. Exemplo: Compre o presente a/à minha filha. quando acompanhada de modificador. • Antes de pronomes em geral.Comunicação e Expressão Exemplo: Ele referiu-se àquele livro com muito entusiasmo.

• Você chegou tarde. por quê? Porque é importante para entender o sentido correto das frases e para que o que queremos expressar seja corretamente interpretado. por esse motivo. períodos e textos.ulbra. por quê e porquê. como observamos nos exemplos abaixo: Arquivo Vejamos então quando devemos usar cada um dos porquês: • Por que você chegou tarde? / Ele não sabe por que motivo chegou tarde. • Por quê: é empregado em final de oração e equivale a por que motivo. admite o plural e a anteposição de um artigo. já que têm usos diferentes dentro do português culto e podem alterar o sentido de frases. • Por que: é empregado no início de frases interrogativas e equivale a por qual razão ou por qual motivo.br/ead 78 . “a fim de”. por quê? • Quero saber o porquê de seu atraso. Arquivo www. • Porquê: equivale a um substantivo e. porque. com ele damos explicações. Também é usado quando as palavras motivo ou razão estão claras ou subentendidas. • Porque: é usado para respostas. Os porquês podem ser grafados de quatro formas diferentes: por que. • Cheguei tarde porque o ônibus não passou a tempo. Há casos que indica finalidade e equivale a “para que”.Comunicação e Expressão Os porquês Nós temos que saber usar os porquês. Recebe acento porque é um monossílabo tônico no final da oração. É importante fazer a distinção entre eles.

Referência Comentada BECHARA. começará a fazer sol. C) Nas empresas. Eles compraram o carro a prazo. Moderna gramática portuguesa.A partir de amanhã.ulbra. B) Embora imprevistos aconteçam.Eles vieram a pé até aqui. 5. esta obra. Como nos afirma o autor: “Dificilmente haverá seção da Moderna Gramática Portuguesa que não tenha passado por uma consciente atualização e enriquecimento: atualização no plano teórico da descrição do idioma. jovens executivos. MARTINS. já que eu continuava sendo o mesmo de sempre? Em mim nada mudara. Não era raro alguém estender a mão para me ajudar a descer de um carro. _____ aquela súbita mudança de comportamento das pessoas em relação a mim. Rio de Janeiro: Lucerna. A partir de amanhã. Porto Alegre: Sagra Luzzatto. imprevistos que acontecem em nossas vidas. 1999. por exemplo. entre eles.] Pelo contrário.. 4. Questão discursiva 1. começará a fazer sol. oferece ao leitor o extraordinário universo que é a língua portuguesa em suas múltiplas manifestações e reúne a maior coletânea de assuntos gramaticais até agora estudados. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto. era de uma amabilidade inédita. 2.Comunicação e Expressão Atividade Reescreva as frases a seguir com a devida correção. B) Por que – Por quê. S. Nossa gramática: Teoria e prática. Vou ter que aprender o jargão da categoria.Eles vieram a cavalo até aqui. e enriquecimento por trazer à discussão e à orientação normativa a maior soma possível de fatos gramaticais levantados pelos melhores estudiosos da língua portuguesa. 2001. Dizem que está na zona do rebaixamento. A) a – à – à B) a – a – à C) a – a – a D) à – à – à 3. Referências Bibliográ cas SACCONI.Eles compraram o carro a prazo. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto: A partir daí. D) Por quê – Porque.. L. idosos não falam em quem chega ___ velhice como alguém que está ___ beira do túmulo. Gabarito Questão objetiva 1-B 2-A 3-D Autoavaliação 1. São Paulo: Atual. A alternativa que contém a vírgula empregada porque temos um aposto na frase é: A) Estejam preparados. Não sei o porquê de tudo isso. 1. [. 4. Evanildo. ________ ? A) Porque – Porquê. C) Por que – Porquê. ocorrem o tempo todo. nem sempre estamos preparados. D. Preciso começar ___ agir como um idoso. dentro e fora do país”. para as contingências da vida profissional. 2. Eles vieram a pé até aqui. 2006. precisamos lidar com as contingências da vida executiva. passei a notar que as pessoas me tratavam de um modo diferente. Eles vieram a cavalo até aqui. D) As contingências. revista e ampliada. 3. 79 www. 5. 2. 3. Português Instrumental: de acordo com as atuais normas da ABNT.Não sei o porquê de tudo isso. Dizem que. Mais que um livro de referência para especialistas.br/ead . A.

.. 19 maio 2006................ 1946....... Porto Alegre.. Fonte 21 Zero Hora ........................... P.br/ead 2 .... Fonte 18 Folha de São Paulo................ S..................sxc.............hu/browse.Comunicação e Expressão REFERÊNCIAS Fonte1 amazonia .......Especialistas esclarecem 25 dúvidas sobre o consumo de sal............. out........... 24 maio 2007. FRANTZ.......... 14 fev......ulbra...... Brasília. 2006 Fonte 16 Correio do Povo ... G..... p... s................ Porto Alegre: LP&M.................... 2001...... 2006....................................... Nova Escola. Adaptação de COSTA............... O desafio da qualidade.................................. Tercerização e violência.......................................com..org.......... Material extraído do livro Oralidade e escrita de Leonor Lopes Fávero..... Zero Hora.... http://www............. Resenha de: LUFT............ Fonte 13 Nova Escola ...... São Paulo: Contexto..... O texto em construção: a produção de um artigo científico. p... [S......... São Paulo................. C..php>. hhttp://www... .. São Paulo........filologia............ Fonte 19 Isto é ......d.. Folha de São Paulo........... Jornal Zero Hora. R..... MINAMI. Jornal Zero Hora....... n........ Fonte 14 Jornal do Comércio ........br/viicnlf/anais/caderno10-01.. S................... R.. Fonte 17 Montavani .................. Grãos especiais transformam o cafezinho numa experiência inesquecível....F....... 28 out.. www... 2006........ REIS....... B...... A............... Disponível em: <http:// www........ http://www.......... São Paulo........... http://www. B..248.......... Fonte 24 Dicionário de narratologia ...... C......... Fonte 23 Oralidade e escrita ..............................html (Acessado 1 8/12/2007) Fonte 4 SXC ... 196.... Fonte 25 SCARTON ................... 2006.... 2006................ B... S. Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino....... C....................] Fonte 9 NOGUEIRA .................... A...... São Paulo..................... Zero Hora.n...Montovani..... n. Um gramático contra a gramática... 21 maio 2007................. G............. M.. LAGE.. Jornal Zero Hora........... Acesso em: 12 jun.... Folha de São Paulo.... 2007..............: s....05 out............. Bonecas do mundo....... Exemplo de ILARI............................................. 15........................ CARLI................ Fonte 20 Introdução à semântica ..... B. C....... 19 de maio de 2006..l...... MINAMI..................... Porto Alegre.........................l.................................... 22 out... T........... 11.......... Fonte 11 Zero Hora ................. p............................... Caderno de Cultura... T. n. 196.................. http://www.... Zero Hora.............. Porto Alegre................ Porto Alegre......... Fonte 8 NOGUEIRA .............................. n....... Fonte 22 Jornal de Brasília ..........pucrs................ de T. 05 out. Jornal de Brasília...................... SCARTON............................... 74......... Fonte 15 Zero Hora .. Introdução à semântica........ 22 maio 2007.............. O texto em construção: a produção de um artigo científico..br/(Acessado 18/12/2007) Fonte 2 SXC ............. 2006... 2007....... MORAES..............amazonia.. Dicionário de narratologia......................n...: s.............] Fonte 10 Zero Hora . Nova Escola.... Zero Hora..... s.............. MORAES............................. GEESDORF............... NOGUEIRA.............. 2002 Fonte 27 Jornal Zero Hora ...hu/browse..................................... 20 out..sxc. R..................................... 143.............. Zero Hora............... Fonte 26 Jornal Zero Hora ........A... [S........... Fonte: TSE libera gastos de campanha e pesquisas.. Correio do Povo......... Porto Alegre........................phtml?f=search&txt=model&w=1&x=0&y=0 (Acessado 18/12/2007) Fonte 5 SXC ......... LOPES........ Porto Alegre.. 24 maio 2006...... Porto Alegre................ Jornal do Comércio.................... 2006 Ajuda infantil para arrumar a casa demanda cuidados............. 2000......... O desafio da qualidade........ R...... Coimbra: Almedina.... Fonte 7 Jornal Zero Hora .... NOGUEIRA................... São Paulo....... Porto Alegre...... de T.....................................br/gpt/resenha............hu/photo/921445(Acessado 20/12/2007 Fonte 6 Jornal Zero Hora .............................................................d..... Fonte 12 Nova Escola ..phtml(Acessado 18/12/2007) Fonte 3 Filologia ............... out.... 1995....... Porto Alegre................ Istoé....sxc. 27/062007.....................

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful