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FACULDADE DE CIÊNCIAS, CULTURA E EXTENSÃO DO RN

CURSO DE PSICOLOGIA

PRÁTICAS INTEGRATIVAS DE PSICOLOGIA III

INFÂNCIA
UMA CONSTRUÇÃO NO TEMPO E NO ESPAÇO

DOCENTE: ANA ANDREA MAUX

ALUNOS:
AFONSO KELVIN
FERNANDA VALLADARES
RAQUEL MARIANO
WILIANE PAULINO
INGRID GABRIELLE.

3º PERÍODO
TURNO NOTURNO.

NATAL/2011
"De todos os presentes da natureza para a raça humana, o que é mais doce para o
homem do que as crianças?" (Ernest Hemingway)
CONTEXTUALIZAÇÃO CONCEITUAL

INFÂNCIA

A infância, como é comentada nos dias atuais, se observada de um ponto de


vista socio- histórico, parecece ser uma idealização da imagem da criança dentro de um
período de tempo e espaço do que realmente o é no cotidiano destas.

Este período de grande desenvolvimento físico e intelecual tem um momento


que se faz de suma importancia, ou seja marca a introdução da ciança no mundo dos
adultos, o desenvolvimento da fala.

Algumas áreas do cérebro humano envolvidas no processamento da linguagem: Área


de Broca (Azul), Área de Wernicke (Verde), Giro supramarginal (Amarelo), Giro
angular (Laranja), Cortex auditivo primário (Rosa).
Fonte: http://www.wikipedia.com.br

A partir dai o aprimoramento da liguagem vai aumentando suas relações sociais,


passando com mais frequencia e segurança a imitar o comporamento de quem etá a sua
volta, nese momento a criança passa a sentir que pertence ao grupo ao qual faz parte,
tanto quanto passa a absorver e perpetuar os usos, costumes e valores dese grupo.

Brincando as crianças aprendem a viver,


porque simulam situações em que
poderão se encontrar como adultos. E é
por meio da ficção que nós, adultos,
exercitamos nossa capacidade de
estruturar nossa experiência passada e
presente.
Umberto Eco
Os valores passados de geração a geração vão se alterando conforme a condição
social em que o indivíduo está inserido, por isso afirmamos anteriormente que a
construção do conceito e infância é uma idealização de como gostaríamos que nossa
sociedade realmente funcionasse.

Muitos núcleos familiares, não tendo acesso a educação formal ou o fazendo


com extrema dificuldade não repassam a seus infantes valores próprios de sua condição
intelectual, porém os deixam expostos aos valores mais prementes reproduzidos pelos
meios de comunicação de massa.

Esse fenômeno já fora detectado na idade média, o autor Leo Huberman no


capitulo X de História da Riqueza do Homem já mostrava que a partir do surgimento
da indústria, onde se inicia o abandono da produção para subsistência para substituí-la
pela produção industrial o trabalho infantil já é aceito:

Capítulo X - Precisam-se de Trabalhadores - Crianças de Dois Anos Pode Candidatar-se 119

" Entre as residências dos patrões estão


espalhadas, em grande número, cabanas ou
pequenas moradias, nas quais residem os
trabalhadores empregados, cujas mulheres e
filhos estão sempre ocupados, cardando, fiando
etc., de forma que, não havendo desempregados,
todos podem ganhar seu pão, desde o mais novo
ao mais velho. Quase todos os que têm mais de
quatro anos ganham o bastante para si. É por
isso que vemos tão pouca gente nas ruas; mas se
batemos a qualquer porta, vemos uma casa
cheia de pessoas ocupadas, algumas mexendo
com fintas, outras dobrando a fazenda, outras no
tear todas trabalhando, empregadas pelo
fabricante e aparentemente tendo bastante o que
fazer”...

Daniel Defoe, 1724 Tour Through Great Britain.

A descrição deste autor mostra 03 dimensões da idéia que se faz da infância, uma
apresenta o abandono dos momentos infantis que passam a ser considerados como ócio, no
nascimento de uma nova ideologia, o Capitalismo, que não cuida de avaliar os prejuízos físicos,
psicológicos ou emocionais do trabalho em detrimento dos momentos de fantasia e brincadeiras.

Na verdade estes momentos ainda foram preservados a nova classe emergente que
dava inicio a indústria e aos senhores feudais que mantinham em suas terras os camponeses com
suas famílias disponibilizando a mão de obra necessária ao processo industrial.
A segunda dimensão implícita na descrição do autor remete ao desenvolvimento motor das
crianças daquela época, pois dentro do trabalho já contribuíam para sua própria subsistência
desta forma é perceptível que havia habilidades motoras que se ajustavam a necessidade do
momento, então é certo a afirmação de Gessel sobre as bases da Psicologia do desenvolvimento
nesta faixa etária.

• Executa trabalhos depois de observar modelos concretos.


• Está capacitada para actividades que impliquem ritmo, movimento, etc.
• Tem pouca habilidade para trabalhos manuais
• Reage ante motivaçoes interessantes.

Uma terceira dimensão a ser analisada é a manutençao de brincadeiras e jogos


muito embora seja a parte da infância preservada à uma classe econômica dominante
constituindo base de sua educação desde de a idade média, encontra uma forma de se
repassar.

Na sociedade antiga, o trabalho não ocupava


tanto tempo do dia, nem tinha tanta importância
na opinião comum: não tinha o valor existencial
que lhe atribuímos há pouco mais de um século.
Mal podemos dizer que tivesse o mesmo sentido.
Por outro lado, os jogos e divertimentos
estendiam-se muito além dos momentos furtivos
que lhes dedicamos: formavam um dos principais
meios de que dispunha uma sociedade para
estreitar seus laços coletivos, para sentir-se unida.
(p. 51) ARIÈS.

Os jogos na idade média tonaram-se então, nos quais a nobreza exercitava as


habilidades que aprenderam a desenvolver para logo após poderem assumir posições relativas
a comando ou política. Tais jogos de alguma forma também alcançaram o restante da
população para seus momentos de lazer, perpetuando-se, tornaram-se brincadeiras de homens
e meninos.

Nos dias de hoje inseridos no contexto da sociedade brasileiras encontramos este


exemplo nas Corridas de Jegues do interior de Sergipe e Bahia e Cavalhadas de Poconé no
Mato Grosso do Sul que simulam o contexto das disputas nobres da idade média.
Perspectivas Teóricas
Diferentes autores se debruçaram sobre o estudo do desenvolvimento infantil,
cada um dele observando características particulares que não apresentam pontos de
convergência para explicar para embasar suas teorias.

A Infância e a Psicanálise

Nos primórdios da Psicanálise Freud seu criador, concebe a infância do ponto de


vista de uma construção mental que evidencia a afetividade da criança em relação ao
genitor em especial a mãe (Shaffer).
Para Freud o desenvolvimento infantil evidencia os estádios:

 Estádio oral
 Estádio anal (entre 2 e 4 anos)
 Estádio fálico (entre 4 e 6 anos)
 Latência
 Estádio genital – puberdade

A maior contribuição deste autor foi trazer a público a idéia do inconsciente,


com base neste pressuposto Freud apresenta a sensação de prazer presente na criança em
cada um dos estádios citados nas ações que vão desde o mamar até o conhecimento do
próprio corpo já na adolescência. Nestes estádios a infância passa por experiências que se
bem vivenciadas serão negadas na vida adulta e constituirão um indivíduo plenamente
capaz em seu desenvolvimento psicológico onde id, ego, superego se limitam entre si,
caso contrário este indivíduo que reprime estas fases tem em si o processo da neurose.

Apresenta o desenvolvimento do individuo já interagindo com o meio está


inserido. As crises dão nome aos estágios psicossociais que, segundo RABELLO (2007),
são:

1 Confiança básica X Desconfiança básica

2 Autonomia X Vergonha e Dúvida

3 Iniciativa X Culpa

4 Diligência X Inferioridade

5 Identidade X Confusão de Identidade

6 Intimidade X Isolamento
7 Generatividade X Estagnação

8 Integridade X Desespero

Esta corrente de pensamento, não se concentrou em analisar as motivações


inconscientes, mas crises que o ego apresenta como cita (RABELLO, 2007, p. 11).

“O ciclo de vida, as crises do ego descritas


neste capítulo são, em conjunto, definidas por
seu idealizador – Erik Erikson – como Plano de
Vida, onde o desfecho positivo de uma ajuda na
superação da próxima e, o desfecho negativo,
além de enfraquecer o ego e rebaixá-lo a
estágios anteriores de desenvolvimento,
prejudica a superação das crises seguintes.”

Diante desta fases chamadas de crises por seu autor, se percebe que os estímulos
ao desenvolvimento,começam a impor ao indivíduo as limitações do viver em sociedade
e que exige do ambiente bem próximo do individuo lhe orientar quanto superação dela e
evoluir para a próxima.

Gessel e a Teoria da Maturidade

Para este autor o desenvolvimento se subdivide em 24 estádios que se pode


sintetizados em Comportamento motor, comportamento de adaptação, comportamento
verbal e comportamento pessoal e social sua teoria diz:

“Odesenvolvimento é como um processo


contínuo que tem uma evolução constante e
que, começando na concepção, atravessa
diversas etapas que têm uma seqüência
ordenada, imutável, representando cada uma
destas etapas um nível de maturidade no ciclo
do desenvolvimento. A criança evolui, então,
no sentido de aquisição da maturidade.”

Arnold Gessel
RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO
Observação I

Observação de uma criança com 8 anos de idade, em minha residência no dia 19 de


março de 2011.

A observação se deu através de um pequeno diálogo onde pude observar a linguagem e


o comportamento da criança.
Ficamos sentadas, uma de frente para outra, porém a menina não parava quieta. Sempre
levantava e andava, falava muito rápido e gaguejava sem parar. Ela me contou sobre ter
uma amiga que foi embora e que estava sentindo muito a sua falta, pois os seus pais
tinham se separado e levado a sua amiga para longe e disse que nunca mais poderia vê-
la. Falou com tom de tristeza e desânimo e disse que ela era sua melhor amiga. Porém
logo após, relatou o fato da mãe de sua amiga ser uma “sonsa”. Pois ninguém de sua
família gostava dela. Sempre que conversava gesticulava bastante e usava termos que
usualmente não são usados por crianças de sua idade. Como “sonsa” e “estou passada”.
Quando conversávamos, ela observava e parava para brincar com um dos meus gatos e
reparou que um deles que estava com o olho machucado. Para ela, o olho do gato estava
“quebrado”. A criança estava usando um macacão de cor branca, sandálias com salto e
maquiagem.

Observação II

Observação de crianças na faixa etária de 08 à 12 anos realizada na Praia do Meio


no dia 20.03.2011.

A observação se deu no momento da chegada de famílias com crianças na praia


a partir das 09:30 da manhã. A praia se encontrava bastante seca e as crianças seguiam
até a água sozinhas com seus irmãos mas não brincavam, o que percebe-se é que os pais
ja contavam com as crianças para que tomem conta uma das outras há a troca de
responsabilidade o que faz parte do desenvolvimento e ao mesmo tempo eia o conflito e
a geração do ciúme por o cuidador sér criança também atuando num espaço propício a
diversão. A permissão para se divertir e ficar a vontade estava com os pais que
permaneciam nas barracas apreciando comida, bebidas e os amigos.

A maior parte das crianças com faixa etária e 09 anos em diante estavam com crianças
bem mais novas e se responsabilizam por elas junto da água, os pais nao estão
presentes. Quando havia a presença dos pais as crianças de idade inferior não se ligam a
presença do irmão mais velho e ficam mais a vontade com seus pais e dão suporte a
teoria de Freud sobre as motivações inconscientes, especialmente por que esta presença
adulta é a da mae.

Na faixa etária de 08 anos em diante as meninas vestiam roupas de banho com


corte mais adulto, acompanhando também as tendências de estampa e modelagem.
Durante o período de observação que durou aproximadamente 03 horas, 05 crianças
estiveram na praia usando roupão e, as demais usam roupas de banho, essas que vestem
como adolescentes e que tem uma precupação com a aparência ao chegarem e ao sairem
da praia.
Observação III

Observação feita no Norte Shopping dia 27 de Março de 2011.

Neste ambiente que é uma pista de patinação, observamos as crianças de 07 à 10


anos, que vestiam tendências básicas nas roupas, como: jeans, camisetas e tênis. Um das
meninas encontrava-se com um estilo mais infantilizado na pista e já contava com idade
aproximada de 10 anos.

As faixas etárias de 11 à 12 anos chegavam em grupos e encontravam-se nos


corredores ou na praça de alimentação, mas, não usavam a pista de gelo. Observavam
vitrines ou paqueravam com outos grupos de faixas etárias diferentes.

Observação IV 29.04.11 Rua Bom Jesus Bairro de Felipe Camarão Natal

A obervação foi feia na rua em que moro no bairro de Felipe Camarão. A


criança observada é um garoto de aparentantdo ter entre 08 e 09 anos de idade. O garoto
tem aproximdamente 1,40 de atlura, cabelos pretos pesando em torno e 50 kg, ele esta
jogando futebol com outros garotos que parecem estar dentro da mesma faixa etária.ele
é o menor em altura presente na partida, fica a quase todo instante tentando conseguir a
a posse da bola, que é constanemente chuada chuada a varias direçoes por todos os
outros garotos.

O garoto observado pede para que o jogo seja inerompido três vezes durante a
observação,por ter recebido um contato mais físico mais brusco. Aproximadamente 4
minutos do iníci da observação uma outra criança entra no jogo e o garoto observado
reclama, pois seguno ele não há mais vaga para outro jogador na partida, o mesmo se
mosta impaciente, quando o jogo é interrompido devido ao trânsito de veículos na rua e
eles terem que se afastar e ir para a calçada e grita para que o jogo reinicie.
INTERPRETAÇÂO

Os grupos étarios observados nos ambientes escolhido, apresentavam o


desenvolvmento motor compatível com suas fixas de idade segundo a Oliveira 2006

‘ Sabe-se que o desenvolvimento motor é o


processo de mudanças neste comportamento que
envolve tanto a maturação do sistema nervoso
central, quanto à interação com o ambiente e os
estímulos dados durante o desenvolvimento da
criança.

Nossa observação pode acrescentar que o conjunto dos grupos observado estava
dentro do padrão étnico predominante do povo brasileiro, apresentando cabelos escuros
e pele morena. Mas, conforme a predominância da região nordeste este grupo se
encontrava no padrão declarado segundo o critério do IBGE para definição de cor do
povo brasileiro como pardos, conforme afirma Bejarano 2010.

Entendo o “discurso racial” como o conjunto de


representações que são construídas, (re) significadas
e, em determinadas ocasiões, naturalizadas, em torno
das relações entre grupos sociais racializados, entre
estes e o Estado, e o lugar de ditas representações nas
hierarquias projetadas nos relatos de nação. Emprega-
se um conceito de raça entendido como uma
construção sócio-histórica na qual a naturalização de
determinados rasgos físicos e/ou culturais é produto
de uma contingência política e ideológica especifica.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ,os pardos compõem


38,5 por cento da população brasileira (IBGE), somando cerca de 70 milhões de
indivíduos e estão espalhados por todo o território brasileiro. Consideram-se pardos
todos os descendentes de mistura de raças no Brasil e que têm a pele parda.
Embora o IBGE considere os pardos brasileiros como sendo automaticamente
afro-descendentes ou mulatos fruto da mistura do branco com o negro, há uma grande
discussão em torno disso, pois muitos são frutos da mistura de branco com índio
(caboclo ou mameluco), de índio com negro (cafuzo) ou de outras tantas misturas
raciais que abundam no Brasil. Todavia, devido ao preconceito, muitos negros
brasileiros classificam-se como pardos que faz com que muitas vezes pardos e negros
sejam considerados o mesmo grupo étnico.
Os grupos étarios observados nos ambientes escolhidos, apresentavam o
desenvolvmento motor compatível com suas fixas de idade segundo Oliveira 2006
sabe-se que o desenvolvimento motor é o processo de mudanças no comportamento
motor que envolve tanto a maturação do sistema nervoso central, quanto à interação
com o ambiente e os estímulos dados durante o desenvolvimento da criança.

Quanto ao desenvolvimento social, as crianças estudadas preenchem os apectos


necessários a definição de que é necessário haver um interesse para que haja o estímulo
ao desafio e ao aprendizado comentado por Bandura sua Teoria da Aprendizagem
Social 1977 cita

Eventos ambientais (recursos, conseqüências de


ações ambiente físico), pessoais (crenças, expectativas,
atitudes conhecimento) e comportamentos (atos
individuais, escolhas e declarações verbais) interagem no
processo de aprendizagem (DETERMINISMO
RECÍPROCO)

No primeiro caso, o da menina se pode observar a presença da influencia social


no seu vestir já que usava salto e maquiagem para a sua idade. O distúrbio da fala, ou
seja, a gagueira reflete uma emoção provocada por insegurança pela condição em que se
encontra estar sendo criada por avós, quando a mesma é fruto de uma relação que se
desfez. Diante desde fato, não negamos a presença de um coeficiente genético, mas
ressaltamos que a insegurança da criança esta verbalizada através deste distúrbio.
O segundo momento de observação, foi realizada na Praia do Forte com
crianças identificadas através da Tabela de Desenvolvimento da Sociedade de Pediatria,
se encontravam com os pai, irmãos e amigos.
Para avaliar um pouco mais as impressões que tínhamos a cerca de ambientes e
comportamentos, observamos outro grupo da mesma faixa etária em um ranking de
patinação num dos shoppings da cidade, e o ultimo local de observação foi um campo
de futebol, improvisado na rua por 6m termos de emoção e motivação.
O que foi observado condiz com o que Gessel, afirma que há um grau de
maturidade no desenvolvimento humano e que permite assumir comportamento de
acordo com este grau de maturidade.
“O desenvolvimento é como um processo contínuo que tem
uma evolução constante e que, começando na concepção,
atravessa diversas etapas que têm uma seqüência ordenada,
imutável, representando cada uma destas etapas um nível de
maturidade no ciclo do desenvolvimento. A criança evolui,
então, no sentido de aquisição da maturidade.”
No segundo ambiente de investigação, foi possível observar famílias que
possuíam filhos de diferentes idades, alguns pais neste dia, estavam na praia com
amigos e transferiam a responsabilidade de cuidar das crianças menores, entre 3 e 5
anos para ás crianças de 8 a 12 anos.
O grupo com 3 a 5 anos expressam com fidelidade a teoria de Freud sobre esta
faixa de idade, onde as motivações são inconsciente e eles apresentam-se seguros
quando os pais estão próximos. As idades diferenciadas da comentada acima,
apresentou a maturidade que Gessel informa, e os conflitos sugeridos por Erikson
aparecem quando perdem a motivação por ter que cuidar de crianças quando também
são crianças.
“O ciclo de vida, as crises do ego
descritas neste capítulo são, em conjunto,
definidas por seu idealizador – Erik Erikson
– como Plano de Vida, onde o desfecho
positivo de uma ajuda na superação da
próxima e, o desfecho negativo, além de
enfraquecer o ego e rebaixá-lo a estágios
anteriores de desenvolvimento, prejudica a
superação das crises seguintes.”

Ao observamos a maneira de vestir onde já se acompanha tendências de corte e


estampa confirma que os atos individuais de cada idade estão projetando o que se fará
na próxima faixa de idade.
Na faixa da idade ate 10 anos usam patins fazem evoluções graciosas e até
arriscadas. As motivações, então se encontram em duas dimensões, uma social,
influenciadas pelas olimpíadas de inverno que fora apresentada na TV ano passado. A
segunda dimensão nos remete a teoria de Freud e a motivação apesar, de não ser
inconsciente objetiva impressionar os pais que se encontram fotografando no ranking.
O curioso, deste ambiente esta em observar, que crianças na faixa de 12 anos em
diante freqüentam o shopping, vestem-se acompanhando tendências da moda, mas não
patinam, elas chegam ao local em grupos, não estão acompanhadas de seus pais
interagem com outras faixas de idade superior a deles e suas motivações já se encontram
na fase que Freud aponta para despertá-lo da sexualidade já apreciam a companhia do
sexo oposto, mas geneticamente não apresentam as formas de um adolescente, suas
motivações já apontam para o encontro com o sexo oposto, porém sem malícia e gozam
da confiança dos pais que permitem que saiam sem sua companhia.
Nossa última fase de observação, um garoto de aproximadamente 08 anos de
idade joga futebol na rua onde mora com crianças de sua idade, mas de compleição
física maior que a sua. Este garoto reclama se ressentindo dos empurrões que leva
durante jogo pede que a bola seja passada para ele, mas demonstra desenvolvimento
motor satisfatório e maturidade para se impor do que não aceita dentro da brincadeira.
seu comportamento já reflete o que sua sociedade apresenta dando ênfase ao futebol
como profissão.
No segundo ambiente de investigação, foi possível observar famílias que
possuíam filhos de diferentes idades, alguns pais neste dia, estavam na praia com
amigos e transferiam a responsabilidade de cuidar das crianças menores, entre 3 e 5
anos para ás crianças de 8 a 12 anos.
O grupo com 3 a 5 anos expressam com fidelidade a teoria de Freud sobre esta
faixa de idade, onde as motivações são inconsciente e eles apresentam-se seguros
quando os pais estão próximos. As idades diferenciadas da comentada acima,
apresentou a maturidade que Gessel informa, e os conflitos sugeridos por Erikson
aparecem quando perdem a motivação por ter que cuidar de crianças quando também
são crianças.
“ Plano de Vida, onde o desfecho positivo
de uma ajuda na superação da próxima e, o
desfecho negativo, além de enfraquecer o
ego e rebaixá-lo a estágios anteriores de
desenvolvimento, prejudica a superação das
crises seguintes.”

Ao observamos a maneira de vestir onde já se acompanha tendências de corte e


estampa confirma que os atos individuais de cada idade estão projetando o que se fará
na próxima faixa de idade.
Na faixa da idade ate 10 anos usam patins vão retomando a consciência do corpo
no aspecto do equilíbrio e adaptação a pista de gelo e fazem evoluções arriscadas,sua
motivações, então se encontram em duas dimensões, uma social, influenciadas pelas
olimpíadas de inverno que fora apresentada na tv ano passado. A segunda dimensão nos
remete a teoria de Freud e a motivação apesar, de não ser inconsciente objetiva
impressionar os pais que se encontram fotografando no ranking.

O curioso, deste ambiente esta em observar, que crianças na faixa de 12 anos em


diante freqüentam o shopping, vestem-se acompanhando tendências da moda, mas não
patinam, elas chegam ao local em grupos, não estão acompanhadas de seus pais
interagem com outras faixas de idade superior a deles e suas motivações já se encontram
na fase que Freud aponta para despertá-lo da sexualidade já apreciam a companhia do
sexo oposto, mas geneticamente não apresentam as formas de um adolescente, suas
motivações já apontam para o encontro com o sexo oposto, porém sem malícia e gozam
da confiança dos pais que permitem que saiam sem sua companhia.
Nossa última fase de observação, um garoto de aproximadamente 08 anos de
idade joga futebol na rua onde mora com crianças de sua idade, mas de compleição
física maior que a sua. Este garoto reclama se ressentindo dos empurrões que leva
durante jogo pede que a bola seja passada para ele, mas demonstra desenvolvimento
motor satisfatório e maturidade para se impor do que não aceita dentro da brincadeira.
seu comportamento já reflete o que sua sociedade apresenta dando ênfase ao futebol
como profissão.
Outro aspecto importante, se dá pelo reforço que os veículos de mídia
dão ao enfatizar este esporte como um símbolo nacional, criando a necessidade do
individuo do sexo masculino, concentrar o desenvolvimento de suas habilidades em
aperfeiçoar o desempenho físico e motor numa destas partidas.
METODOLOGIA

O presente trabalho se dividirá em duas dimensões, uma teórica e outra onde as


observações e leituras feitas em diferentes locais e correntes psicológicas possam se
entrelaçar e nos mostrar que construímos um conceito sobre a infância onde as
dimensões emocionais e socioeconômicas possam dar o embasamento teórico a este
conceito.
Os instrumentos usados para o nosso trabalho foram a leitura das correntes
teóricas que fundamentam o desenvolvimento humano . e a observação de crianças da
cidade de Natal, para identificação de um perfil mediano das mesmas utilizamos a
tabela de percentil da sociedade brasileira de pediatria, por ser instrumento aceito pela
OMS. Igualmente, procuramos observar em diferentes ambientes as nuances diferentes
para ilustração de hipóteses sobe o desenvolvimento, já que os comportamentos se
ajustam ao meio em que estiverem presentes.
Nossa observação se ateve a faixa de 08 a 12 anos de idade em locais como
residência, praia, shopping e a própria rua e assim tentar identificar nelas os aspectos
já relatados nas perspectivas clássicas de desenvolvimento.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando os aspectos teóricos que se destinaram a caracterizar o


desenvolvimento do ser humano, chegamos a conclusão que apesar de cada autor
enfocar um só aspecto deste desenvolvimento, não encontrando ponto de convergência
em sua opiniões, o que podemos observar é que toda essa diversidade interage nesse
desenvolvimento que não está completa se o ser humano não passar por todas elas em
sua vida.

Diante dos casos expostos se pode observar que a diversidade de teorias do


desenvolvimento, interagem na vida do ser humano a cada fase de seu crescimento,
entretanto, a abordagem social tem o peso mais significativo na vida adulta. As escolhas
têm, portanto a marca da sociedade em que está inserido os valores repassados se
sobrepõe aos afetos que por vezes não são atendidos, devido a determinantes sociais
que estamos absorvendo

Particularmente o período conhecido por infância onde há um desenvolvimento


acentuado físico e psicológico, é um conceito construído socialmente e que leva em
considerações determinantes sociais bem definidos, como a estrutura de uma sociedade
de classes.
O brincar faz parte deste desenvolvimento, porem historicamente foi algo
reservado com maior evidência para as classes dominantes da sociedade, enquanto
crianças de classes subalternas já eram inseridas no mercado de trabalho para garantir
sua subsistência e de sua família.
Outro aspecto relevante faz referência o se tratar criança como criança, se
respeitando o espaço de tempo que elas tenham para brincar, fantasiar e vivenciar
através destes momentos simular o que vivenciar cada fase da vida, tendo em vista
minimizar danos físicos, emocionais e psíquicos ao indivíduo.
APRESENTAÇÂO

A disciplina de Praticas Integrativas de Psicologia III, com a proposta de criar


links interdisciplinar do que foi estudado neste semestre, teve como tema a infância seu
significado e importância.
Este trabalho procurou buscar na fundamentação teórica o embasamento para
ressaltar a importância desta fase na vida do ser humano e conseqüentemente
diferenciarmos o olhar para o sujeito e sua subjetividade e construir a partir desta
fundamentação se estamos tratando com um adulto em miniatura com capacidade de
antecipar fases de seu desenvolvimento.
BIBLIOGRAFIA

http://www.portalis.co.pt/tabela-de-crescimento-infantil-meninas/cCrianças - Meninos
e Meninas - Tag)Desenvolvimento
Fonte : Medidas extraídas dos estudos da Saúde e do Desenvolvimento Infantil do
Departamento de Saúde Materno Infantil da Escola de Saúde Pública de capturado em
20 de março de 2011.

http:/educação.aaldeianet/psicologia-criança 6-7

http:/educação.aaldeianet/psicologia-8-9
http:/educação.aaldeianet/psicologia-10-12
http://www.webartigos.com/articles/8668/1/A-Teoria-Do-Desenvolvimento-
Psicossocial-De-Erik-Erikson/pagina1.html#ixzz1LJNjXaTM

http://www.unigranrio.br/unidades_acad/ihm/graduacao/letras/revista/galleries/downloa
ds/textocristiane21.pdf Brincando de ser adulto

http://www.webartigos.com/articles/8668/1/A-Teoria-Do-Desenvolvimento-
Psicossocial-De-Erik-Erikson/pagina1.html#ixzz1LJH9rdoL

http://www.posafro.ufba.br/_ARQ/dissertacao_bejarano.pdf
http://www.lusoafrica.net/v2/index.php?option=com_content&view=article&id=93&Ite
mid=114

GESSEL, Psicologia evolutiva de 1 a 16 aflos, Ed. Paidós, Buenos Aires, 1963.

sites.unb.br/fef/downloads/ronaldo/fases_do_desenvolvimento_motor.doc · Arquivo
Desenvolvimento motor e estimulação precoce
Oliveira ,Octávio Roberto Franco de * de Oliveira
- Kátia Cristina Correa Franco **
HUBERMAN, Leo História da Riqueza do Homem
ZAHAR EDITORES Ano: 1981

RABELLO, E.T. e PASSOS, J.S. Erikson e a teoria psicossocial do desenvolvimento.


Disponível em <http://www.josesilveira.com> no dia 15 de outubro de 2007.
ANEXOS

FASES DO DESENVOLVIMENTO MOTOR (TABELA 3)


FAIX DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO
A MOTOR PSICOMOTOR DO ESQUEMA
ETÁ (Geral) CORPORAL
RIA
MÉDI
A
ZERO FASE DOS FASE NEUROMOTORA FASE DO CORPO
MOVIMENTOS SUBMISSO
REFLEXOS
A - Respostas globais do - Desenvolvimento do - Movimentos estritamente
corpo sistema de respostas inatas automáticos, dependentes
da bagagem inata
1 - movimentos programados (reflexos e automatismos de
geneticamente alimentação, de defesa e de
ANO - movimentos controlados equilíbrio)
inconscientemente.
(descargas motoras)
De FASE DOS FASE SENSÓRIO- FASE DO CORPO
MOVIMENTOS MOTORA VIVIDO (1 a 4 anos)
1 RUDIMENTARES - Experiência vivida do
- Primeiras formas de - Desenvolvimento do movimento global.
a movimentos voluntários. sistema motor global - Primeiro esboço do
- controle tônico-postural. (locomoção) esquema-imagem corporal.
2 - Manipulação
(pegar, receber e
ANOS arremessar)
- Movimentação de
locomoção ( rolar, rastejar,
quadrupediar e andar)
De FASE DOS FASE PERCEPTIVO-
MOVIMENTOS MOTORA
2 FUNDAMENTAIS - Desenvolvimento dos
- Movimentos mais sistemas de locomoção, FASE DO CORPO
a eficientes e complexos. preensão e viso-motor DESCOBERTO (4 a 5
- Movimentos locomotores anos)
7 (andar, correr, saltar e - Consciência das
saltitar) características corporais.
ANOS - Movimentos não- - Descoberta dos segmentos
locomotores ( flexionar, corporais
estender, torcer, girar, -Verbalização das partes do
levantar) corpo pelo jogo da função
- Movimentos simbólica.
manipulativos
(lançar, pegar, bater,
rebater, chutar, quicar)
De FASE DE COMBINAÇÃO FASE PSICOMOTORA FASE DO CORPO
DOS MOVIMENTOS - Desenvolvimento dos
REPRESENTADO (6 a 10
7 FUNDAMENTAIS sistemas de locomoção,
anos)
- Melhoria da execução e preensão, viso-motor e
- Controle voluntário de
a aumento da capacidade de áudio-motor. atitudes corporais.
combinação de - aquisição do esquema
12 movimentos fundamentais postural. (imagem postural
- Início do domínio de estática)
ANOS habilidades específicas FASE DO CORPO
OPERATÓRIO (10 a 12
anos)
- Imagem antecipatória dos
movimentos em sequência.
(esquema imagem corporal
dinâmica)
- Estruturação espaço
temporal dentro do domínio
corporal
De FASE DOS FASE SÓCIO-MOTORA ESQUEMA CORPORAL
MOVIMENTOS - Aprimoramento dos BASICAMENTE
12 CULTURALMENTE sistemas da fase anterior. FORMADO

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