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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

CAMPUS PROFESSOR ALBERTO CARVALHO


DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA – DMAI
LABORATÓRIO DE ENSINO DA MATEMÁTICA
PROF. DOUTOR RAFAEL NEVES ALMEIDA

GRASIELLE SANTANA DA CONCEIÇÃO

Concepções sobre a modelagem matemática

Itabaiana
2021.2
INTRODUÇÃO

Neste presente trabalho será apresentado discussões sobre os meios de como


aplicar e utilizar a modelagem matemática em sala de aula. A modelagem matemática é
uma metodologia diferente das mais utilizadas em sala de aula em que o professor
fala/faz e os alunos copiam, na modelagem matemática os alunos são os protagonistas
da aula, eles que resolvem os problemas, pensam em soluções usando lógica ou a
própria matemática pura mesmo. Logo, nessa metodologia o professor será um
orientador, um ajudante para que os alunos consigam alcançar as respostas dos
problemas.

Ademais, através da modelagem o aluno pode aplicar a matemática na vida real,


ao invés de ficar resolvendo problemas genéricos ele poderá usar ela na prática, através
de problemas reais seja na ciência, na economia ou em diferentes campos profissionais,
sempre trabalhando com problemas externos à disciplina. Por ser uma das metodologias
que oferece maior liberdade aos alunos durante a aula, ela irá apresentar algumas
dificuldades na hora de aplicação, sendo então uma das metodologias com menor
aplicação em sala de aula, aparecendo raramente no período do ensino fundamental.

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Em primeira instância, a importância da modelagem na sala de aula é mostrar as


aplicações da matemática e explicar como ela funciona na prática e ela traz como foco
principal explicar o papel da matemática na sociedade, então muitas decisões são feitas
usando matemática, e se um cidadão não tem capacidade de perceber isso, ele sempre
irá aceitar o ponto de vista do outro.

Em segunda instância ainda vale salientar de pontuar como deve ser conduzida a
aula de modelagem matemática, separando em três casos mais comuns:

i. O professor leva uma questão até os alunos:

O professor já traz o problema elaborado, ele já tem as questões e os dados pré-


elaborados. Nesse caso o professor vai trabalhar com os alunos, então não se trata de os
alunos produzirem uma solução para o professor, se trata dos alunos resolverem o
problema com o professor.

ii. Os alunos vão atrás dos dados:


Será apresentado o tema ou uma questão genérica e os alunos que terão que ir atrás dos
dados e o professor terá que acompanhar os alunos nessa busca. Nesse caso, seria uma
aula mais extensa pois o melhor seria que ele fizesse orientações individuais ou em
grupo para os discentes.

iii. Os alunos vão elaborar os problemas:


Nesse caso, os alunos que serão responsáveis por formar os problemas, logo sabemos
que eles não têm prática, com isso eles sempre vão começar pensando na estrutura da
resposta porque eles vão querer fazer da forma mais simples e não na estrutura do
problema, complicando muito no desenvolvimento dos alunos.

PRINCIPAIS AUTORES

É importante destacar os principais autores que são referências para a modelagem


matemática. Dentre vários que são referência para a mesma, nós temos o Rodney Carlos
Bassenezi. Uma sequência de etapas proposta por Bassanezi (2011, p. 26 - 32), no
processo de modelar uma situação ou problema real é a seguinte:

A primeira etapa é a experimentação, onde as informações relativas ao experimento


serão compiladas. Nessa etapa, o conhecimento e a experiência do modelador são
fundamentais para direcionar as etapas posteriores. A aplicação de técnicas e métodos
estatísticos favorecem a confiabilidade dos dados obtidos na experimentação.

A segunda etapa é a abstração, cuja finalidade é obter modelos matemáticos para a


situação ou problema abordado no experimento. Portanto, a seleção de variáveis e as
relações entre elas descrevem a evolução do sistema. A problematização ou formulação
de problemas é executada de forma compreensível e operacional, portanto, o problema é
constituído através de uma pergunta científica quando específica à relação entres as
variáveis ou acontecimentos envolvidos no fenômeno. A formulação de hipóteses
direciona a investigação, referindo a inter-relação entre as variáveis analisadas nos
experimentos, porém formulada de maneira universal para generalizar os resultados. As
hipóteses poderão ser trabalhadas através de observação dos fatos, comparando com
outros estudos, dedução lógica, experiência pessoal, etc. A simplificação consiste
exatamente em restringir e isolar o campo de estudo apropriadamente de tal modo que o
problema seja tratável e, ao mesmo tempo, mantenha a sua importância.

A terceira etapa é a resolução, que consiste na manipulação do modelo matemático


que está sempre vinculado com o grau de complexidade contido na formulação. Muitas
vezes só será possível viabilizar através de recursos computacionais, operando com
resultados aproximados. A resolução é uma atividade da Matemática que pode ser
completamente desvinculada da realidade modelada.

A quarta etapa é a validação, é a etapa que verifica a aceitação ou rejeição do modelo


proposto. Os modelos e as hipóteses serão testadas com os dados experimentais,
confrontando as soluções e previsões com os dados obtidos no sistema real. O grau de
aproximação definido na previsão será fundamental para sua validação. O problema de
aceitação ou não de um modelo depende dos fatores que o modelador condiciona com
seus objetivos e recursos disponíveis.

A quinta etapa é a modificação, ou seja, a última etapa no processo de modelar em


que os modelos podem ser melhorados, se necessário, e sua reformulação se torna
fundamental no processo. Vale ressaltar que nenhum modelo deve ser considerado
definitivo, e que um bom modelo é aquele que propicia a formulação de novos modelos.

Para Bassanezi (2011, p. 16), a Modelagem Matemática: “consiste na arte de


transformar problemas da realidade em problemas matemáticos e resolvê-los
interpretando suas soluções na linguagem do mundo real. ”

PÓS E CONTRA DA MODELAGEM MATEMÁTICA.

A modelagem matemática é uma metodologia onde requer que o professor planeje


bem a aula, além disso é uma metodologia onde tem uma aplicação mais demorada, pois
requer que os alunos pensem, ou seja que modelem. Porém, a mesma proporciona uma
boa interação entre os discentes, já que na modelagem os alunos podem aplicar a
matemática na vida real.

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