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A lfab eto

Alfa
Beta
Gama
Delta
A
B
r
L1
zy
nmlkjih
G reg o

y
Õ
a

Épsilon E E

Digama F -

Dzeta Z ç
Eta H 11
Theta e 8

lota I t

Capa K x
Lambda A Iv

Mi M 11
Ni N v
csi ~
•....• ç
Ómicron O o
Pi TI 1t

San 17
Copa Q
Ro P p

dcbaZYX
Sigma L (J

Tau T "(;

lpsilon y u
Phi P <p
Qui X x
Psi qJ \jf

Ômega Q ú)

.•••..........
cq o
zyxwvutsr
S u m ário

Capítulo 1.. Sistem as de Unidades

1.2 Outras Unidades

1.3 Prescrições Gerais


nmlkjihgf
1.1 Sistema Internacional de Unidades (152 CGPM/1975)
01

02

02

03

1.4 Relações Métricas Lineares 10

1.5 Relações Métricas do Cubo 12

1.6 Exercícios (Sistema de Unidades) 13

Capítulo 2· Vínculos Estruturais 27

2.1 Introdução 27

2.2 Estrutura 28

Capítulo 3 . Equilíbrio de Forças e M om entos 31

3.1 Resultante de Forças 31

3.2 Resultante dos Momentos 31

3.3 Equações Fundamentais da Estática , 31

3.4 Força Axial ou Normal F 31

3.5 Tração e Compressão 32

3.6 Ligação ou Nó 32

3.7 Tração e Compressão em Relação ao Nó ....................................•............................................ 32

3.8 Composição de Forças 33

3.9 Decomposição de Força em Componentes Ortogonais 33

3.10 Conhecidos Fx e Fy, determinar a e ~ 34

3.11 Determinação Analítica da Resultante de Duas Forças que Formam entre Si Ângulo a , 34

3.12 Determinação Analítica da Direção da Resultante 35

3.13 Exercícios 36

3.14 Método das Projeções 38

3.15 Método do Polígono de Forças 40

3.16 Momento de uma Força 44

3.17 Exercícios Resolvidos 46

Capítulo 4· Carga Distribuída 53

4.1 Introdução 53

4.2 Linha de Ação da Resultante 54

4.3 Exercícios Resolvidos , 53


Capítulo 5 - Tração e Com pressão

5.1 Revisão do Capítulo 3

5.2 Tensão Normal


zyxwvuts
O" ••.•••••••••••••.•.••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••
63

63

64

5.3 Lei de Hooke 64

5.4 Materiais Dúcteis e Frágeis 66

5.5 Estricção 68

5.6 Coeficiente de Segurança k 68

5.7 Tensão Admissível O" ou cadrn 69

5.8 Peso Próprio , 70

5.9 Aço e sua Classificação 70

5.10 Dimensionamento de Peças 71

5.11 Dimensionamento de Correntes 72

5.12 Exercícios 75

Capítulo 6 - Sistem as Estaticam ente Indeterm inados (Hiperestáticos) 97

6.1 Introdução 97

6.2 Tensão Térmica 98

6.3 Exercícios 99

Capítulo 7 - Treliças Planas 113

7.1 Definição 113

7.2 Dimensionamento 113

7.3 Método das Secções ou Método de Ritter 123

Capítulo 8 - Cisalham ento Puro 135

8.1 Definição 135

8.2 Força Cortante Q 135

8.3 Tensão de Cisalhamento ('1:) 136

8.4 Deformação do Cisalhamento 136

8.5 Tensão Normal (0") e Tensão de Cisalhamento ('1:) ..........................................................•........ 137

8.6 Pressão de Contato O"d •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••.••••.••••• 137

8.7 Distribuição ABNT NB14 138

8.8 Tensão Admissível e Pressão Média de Contato ABNT NB14 - Material Aço ABNT 1020 138

8.9 Exercícios '" 139

8.10 Ligações Soldadas 155

8.11 Chavetas 162

8.12 Exercícios 164

••
9.1 Momento Estático

9.2 Exercícios
dcbaZYXWzy
nmlkjih
Capítulo 9 - Características Geom étricas das Superfícies Planas ::..S?

:!.e ~

171

9.3 Momento de Inércia J (Momento de 2ª Ordem) 182

9.4 Raio de Giração i 184

9.5 Módulo de Resistência W 184

9.6 Exercícios 185

9.7 Produto de Inércia ou Momento Centrífugo (Momento de 2ª Ordem) 208

9.8 Eixos Principais de Inércia 210

9.9 Momento Polar de Inércia (Jp) (Momento de 2ª Ordem) 210

CBA
9.10 Módulo de Resistência Polar (W p) ••••••••••••••••••.••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 211

9.11 Exercícios 211

Capítulo 10 - Força Cortante Q e M om ento Fletor M 229

10.1 Convenção de Sinais 229

10.2 Força Cortante Q 230

10.3 Momento Fletor M 230

10.4 Exercícios 231

Capítulo 11 - Flexão 257

11.1 Introdução 257

11.2 Flexão Pura 257

11.3 Flexão Simples 257

11.4 Tensão Normal na Flexão 258

11.5 Dimensionamento na Flexão 258

11.6 Tensão de Cisalhamento na Flexão 260

11.7 Deformação na Flexão 260

11.8 Exercícios 262

Capítulo 12 - Torção 279

12.1 Introdução 279

12.2 Momento Torçor ou Torque 279

12.3 Potência (P) , 280

12.4 Tensão de Cisalhamento na Torção (t) 281

12.5 Distorção (y) 282

12.6 Ângulo de Torção (8) 282

12.7 Dimensionamento de Eixos-Árvore 282

12.8 Exercícios 285


Capítulo 13 - Flam bagem zyxwvutsrq 299

nmlkjihgfed
13.1 Introdução 299

13.2 Carga Crítica 299

13.3 Comprimento Livre de Flambagem 299

13.4 índice de Esbeltez (À) 300

13.5 Tensão Crítica ( crer) '" '" 300

13.6 Flambagem nas Barras no Campo das Deformações Elasto-Plásticas 301

13.7 Normas 301

13.8 Exercícios 303

13.9 Carga Excêntrica 309

13.10 Exemplo 310

Apêndice A - Exercícios Propostos 311

Apêndice B - Norm as DIN 347

Apêndice C - Perfis 353


S IS TE M A S D E U N ID A D E S

o
nmlk
zyxwvuts
Decreto nº 81621 - 03/05/1978

decreto citado aprova o quadro geral de unidades de medida, em substituição ao anexo do


decreto n2 63233 de 12 de setembro de 1968.

"O Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81, item 111,da
constituição, e tendo em vista o disposto no parágrafo único do artigo 92 do Decreto-Lei n2 240, de
28 de Fevereiro de 1967.

Decreta:

"Art. 1 QFica aprovado o anexo Quadro Geral de Unidades de Medida, baseado nas
-

Resoluções, Recomendações e Declarações das Conferências Gerais de Pesos e Medidas,


realizadas por força da Convenção Internacional do Metro de 1975".

Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogando o Decreto nQ


"Art. 2 Q
63233 de 12/09/1968
-

e demais disposições em contrário".

"Brasília, 03 de maio de 1978: 157 2 da Independência e


90 Q da República.

A n g e lo
E r n e s to
dc
G e is e l

C a lm o n d e S ã "

Quadro Geral de Unidades

1-
Este Quadro Geral de Unidade (QGU) contém:
Prescrições sobre Sistema Internacional de Unidades;

2 - Prescrições sobre outras Unidades;


CBA
3 - Prescrições gerais.
Tabela I - Prefixos SI.

Tabela 11 - Unidades do Sistema Internacional de Unidades.

Tabela 11I - Outras unidades aceitas para uso com o Sistema Internacional de Unidades.

Sistem as',deUnidades I
Tabela zyxwvutsrqp
dcbaZYXW
nmlkjihg
IV - Outras Unidades, fora do SI admitidas temporariamente.

Nota: S ã o e m p re g a d a s as s e g u in te s s ig la s e a b r e v ia tu r a s :

C G P M - C o n fe r ê n c ia G e r a l d e P e s o s e M e d id a s ( p r e c e d id a d o n ú m e r o d e o r d e m e s e g u id a p e lo
a n o d e s u a r e a liz a ç ã o ) .

QGU - Q U A D R O G E R A L D E U N ID A D E S

SI - S is te m a In te r n a c io n a l d e U n id a d e s

1.1 Sistem a Internacionalde Unidades(15º CGPM /1975)

a) Unidades de Base

Unidade Sím bolo Grandeza

metro m comprimento

quilograma kg massa
segundo s tempo

CBA
ampêre A corrente elétrica

Kelvin K temperatura termodinâmica

moi moi quantidade de matéria

candela cd intensidade luminosa

b) Unidades Suplementares

Unidade Sím bolo Grandeza

radiano rad ângulo plano

esterradiano sr ângulo sólido

c) Unidades derivadas, deduzidas direta ou indiretamente das unidades de base e suplementares.

d) Os múltiplos e submúltiplos decimais das unidades acima que são formadas pelo emprego dos
prefixos SI da Tabela I.

1.2 Outras Unidades

1 .2 .1 As unidades fora do SI admitidas no QGU são de duas espécies:

a) Unidades aceitas para uso com SI, isoladamente ou combinadas entre si e ou com unidades SI,
sem restrição de prazo (tabela 111).

b) Unidades admitidas temporariamente (tabela IV)

M ecânicaTécnica e ResistênciadosM ateriais

~
1.2.2 zyxwvutsÉ abolido o emprego das unidades do CGS, exceção feita às que estão compreendidas

CBA
no SI e as mencionadas na tabela IV.

1.3 PrescriçõesGerais

1.3.1 Grafia dos nom es de unidades

1 .3 .1 .1 Quando escritos por extenso, os nomes de unidades devem ser iniciados com letra
minúscula, mesmo quando representem um nome ilustre de ciência.

Ex: newton, watt, arnpere, joule, ... exceto o grau Celsius.

1 .3 .1 .2 Na expressão do valor numérico de uma grandeza, a respectiva unidade pode ser


escrita por extenso, ou representada pelo seu símbolo. (Ex. newton por metro ou N/
rn), não sendo admitidas partes escritas por extenso misturadas com partes escritas
por símbolo.

1.3.2 Plural dos Nom es de Unidades

Unidades escritas por extenso, obedecem às seguintes regras básicas:

a) Os prefixos SI são invariáveis

b) Os nomes de unidades recebem a letra "S" no seu final, exceto nos casos da alínea C.

nmlkjihgfed
1 - As palavras simples são escritas no plural da seguinte forma:

Ex.: quilogramas, volts, joules, ampêres, newtons, farads.

2 - Quando as palavras são compostas, e o elemento complementar de um nome de unidade


não é ligado por hífen.

Ex.:

Ex.: dcbaZ
metros quadrados,

newtons-metro,

O b s e rv a ç ã o :
decímetros cúbicos, milhas marítimas.

3 - Quando o termo é resultante de um produto de unidades.

watts-hora, ohms-metro, ...

Segundo esta regra, e a menos que o nome da unidade entre no uso vulgar, o plural não
desfigura o nome que a unidade tem no singular. Ex: decibels, henrys, mols .... Não são
aplicadas às unidades algumas regras usuais na formação do plural de palavras.

c) Os nomes ou partes dos nomes de unidades não recebem "S" no final.

1 - quando terminam em S, X ou Z.

Ex.: siemens, lux, hertz, etc.

2 - quando correspondem ao denominador de palavras compostas por divisão, por exemplo:


quilômetros por hora, metros por segundo, etc.
zyxwvut
onmlkj
r-

CBA
3 - quando, em palavras compostas, são elementos complementares de nomes de unidades e
ligados a estes por hífen ou preposição.

Ex.: anos-luz, quilogramas-força, etc.

1.3.3 Grafia dos Sím bolos de Unidades

1 .3 .3 .1 A grafia dos símbolos de unidades obedece às seguintes regras básicas:

a) os símbolos são invariáveis, não sendo permitido colocar ponto significando abreviatura, ou
acrescentar "S" no plural, por exemplo, joule é J e não J. ou Js (no plural).

b) os prefixos do SI jamais poderão aparecer justapostos num mesmo símbolo, ex.: GWh (giga watt-
hora) e nunca MkWh (rnega quilowatt-hora).

c) os prefixos SI podem coexistir num símbolo composto por multiplicação ou divisão, por exemplo:
kN.mm, kW.mA, MW.cm, etc.

d) o símbolo deverá estar alinhado com o número a que se refere, não como expoente ou índice;
constituem exceção ângulos e o símbolo do grau Celsius.

e) o símbolo de uma unidade composta por multiplicação pode ser formado pela justaposição
dos símbolos componentes e que não cause ambigüidade [VA, kWh, etc], ou mediante a
colocação de um ponto entre os símbolos componentes, na base da linha ou a meia altura
[kgf.m ou kgf·m].

nmlkjihgfedc
f) o símbolo de uma unidade de uma relação pode ser representado das três maneiras exemplificadas
a seguir, não devendo ser empregada a última forma quando o símbolo, escrito em duas linhas
diferentes, causar confusão.

W j[cm 2 0c], W· cm-2 .oe-1 ---.!!...


'cm 2o e

1 .3 .3 .2

ONMLKJIH
Quando um símbolo com prefixo tem expoente, deve-se entender que esse expoente
afeta o conjunto prefixo-unidade, como se o conjunto estivesse entre parênteses.

Exem plos:

me
mm 2
= 10- 3

= 10-
e
6
m2

1.3.4 Grafia dos Núm eros

As prescrições desta secção são inaplicáveis aos números que não estejam representando
quantidade.

Exem plos: telefones, datas, nQ de identificação.

1 .3 .4 .1 Para separar a parte inteira da decimal de um número, é empregada sempre urna vírgula;
quando o valor absoluto do número for menor que 1, coloca-se zero à esquerda da
vírgula.

M ecânica Técnica e Resistência dos Materiais ,

1
JII.:,
1 ..3 .4 .2 zyxwvuts
Os números que representam quantias em dinheiro, ou quantidades de mercadorias,
bens ou serviços em documentos fiscais, jurídicos e ou comerciais, devem ser escritos
com os algarismos separados em grupos de três, a contar da vírgula para a esquerda
e para a direita, com pontos separando esses grupos entre si.

Nos demais casos, é recomendado que os algarismos de parte inteira e os de parte


decimal dos números sejam separados em grupos de três, a contar da vírgula para a

on
esquerda e para a direita, com pequenos espaços entre esses grupos (exemplo, em
trabalhos técnico-científicos); mas é também admitido que os algarismos da parte
inteira e os da parte decimal sejam escritos seguidamente, isto é, sem separação em
grupos.

nmlkjihgfed
1 ..3 .4 .3 Para exprimir números sem escrever ou pronunciar todos os seus algarismos:

a) para os números que representam dinheiro, mercadorias ou bens de serviço, são empregadas
as palavras;

mil = 10 3 = 1000

milhão 10 6 = 1000000

bilhão = 10 9 = 1000000000

trilhão = 10 12 = 1000 000 000 000

b) em trabalhos técnicos ou científicos, recomenda-se a utilização da tabela I.

1.3.5 Espaçamento entre um número e o símbolo da unidade correspondente deve atender


à conveniência de cada caso.

Exem plos:

a) frases de textos correntes, normalmente utiliza-se meia letra, para que não haja possibilidade
de fraude.

b) em colunas de tabelas, é facultado utilizar espaçamentos diversos entre os números e os


símbolos das unidades correspondentes.

1.3.6 Pronúncia dos múltiplos e submúltiplos decimais das unidades.

Na forma oral, são pronunciados por extenso.

Exem plos:

mR - mililitro
11 m - micrometro (nãJ confundir com micrômetro instrumento)

Sistemas de Unidades=

- ~ --- ---------'
Tabela I - prefixos SI

Nom e
exa
peta
tera
Sím bolo
E
P
T
zyxw
nmlkjihgfed Fator de M ultiplicação
10 18
10 15
10 12
=
=
=
1 000 000 000 000 000 000
1 000 000 000 000 000
1 000 000 000 000
giga G 10 9 = 1 000 000 000
rnega M 10 6 = 1000000
quilo k 10 3 = 1000
hecto h 10 2 = 100
deca da 10
deci d 10- 1 = 0,1
centi c 10- 2 = 0,01
mili m 10- 3 = 0,001
micro fl 10- 6 = 0,000 001
nano n 10- 9 = 0,000 000 001
pico P 10- 12 = 0,000 000 000 001
femto f 10- 15 = 0,000 000 000 000 001
atto a 10- 18 = 0,000 000 000 000 000 001

Tabela 11- Outras Unidades fora do SI adm itidas tem porariam ente

Nom e da Unidade Sím bolo Valor do SI


angstrorn A 10- 10 m
atmosfera atm 101325 Pa
bar bar 10 5 Pa
barn b 10- 28 m 2
*caloria cal 4,1868 J
* cavalo-vapor cv 735,5 W
curie ci 3,7 x 10 10 Bq
gal Gal 0,01 rn/s?
* gauss Gs 10- 4 T
hectare ha 10 4 m 2
* quilograma-força kgf 9,80665 N
* milímetro de Hg mmHg 133,322 Pa (aproximado)
milha marítima 1852 m
nó 1852/3600 rn/s milha
marítima por hora
* quilate 2 x 10- 4 kg não confundir
com ligas de ouro
rad 0,01 Gy

•••
'M ecânica Técnica e Resistência dos Materiais ONMLK
As unidades com asterisco deverão ser gradativamente substituídas

i C";."
pelas unidades do SI.
1.3.7 Unidades Fundam entais e Derivadas zyxw
As unidades fundamentais foram definidas arbitrariamente e constituem-se em:

L - comprimento

M - massa

T - tempo
ou F - força

T - tempo nmlkjih
L - comprimento

As unidades derivadas são obtidas em função das fundamentais.

1.3.7.1 Sistem a CGS

É um sistema do tipo LMT sendo constituído pelas seguintes unidades fundamentais:

L - [em] M - [g] T - [s]

Exemplos de unidades derivadas no CGS:

CBA dcb
velocidade (M RU)

.6.S [em ]
[v] =- =-= [cm y sl
.ó.t [s]

aceleração [ a l aceleração norm al da gravidade

= [.ó.Y] =[em / s] =[em ] 2


[a ] g = 980,665 cm/s
[.ó.t] s s2

1.3.7.2 Sistem a M KS (Giorgi) Sistem a Internacional (SI)

É também um sistema do tipo LMT, sendo suas unidades fundamentais:


L - [m] M - [kg] T - [s]
Exemplo de unidades derivadas:

velocidade (M RU) força

[V l)M l)m t[m /sl

ONMLKJIHGFE
[.6.t] [s] [F] = [m] . [a] = [kgm / S2]= [N]

aceleração (M UV) aceleração norm al da gravidade

[a]-_[l1v]_[m
-- --
/s]_[-m , s 2 ] I
g = 9,80665 m/s2
[.ó.t] s

Este sistema é o recomendado pelo decreto n Q


81621 de 03/05/78, gradativamente,
substituirá o sistema técnico.

1.3.7.3 Sistem a M KS (Sistem a Técnico)

É um sistema do tipo LFT.

/
Suas unidades fundamentais

L - [m] nmlkjihg
F - [kgf ou kp]
são:

T - [s]

onmlkjih
o sistema MKS* (técnico) aos poucos será substituído na engenharia pelo SI (Sistema
Internacional MKS Giorgi)
2
kp ou kgf = 1 kg . 9,80665 m/s
Ikp ou kgf = 9,80665 N I

CBA
Na prática, ainda são utilizadas unidades como:

gf = 10- 3 kgf = 10- 3 kp

Itf = 10
3
kgf = 10
3
kp I

dcbaZYX
1.3.7.4 Sistem as de Unidades Inglesas

1 .3 .7 .4 .1 Sistema FPS é um sistema do tipo LFT, ou seja;

L - comprimento (foot) - [pé]


F - força (power) - [f b]
t - tempo (second) - [s]

Unidade de massa neste sistema é o slug.

(libra)· (segundo)" €b . 52 (I )
m --=5Ug
(pé) pé

Para facilitar a escrita, abrevia-se pé através de um traço superior acima da medida.

Exem plo:

18 pé = 18'

Relação da unidade de medida pé com o sistema métrico.

pé = 30, 48 cm = 304,8 mm

Nas escritas inglesas ou americanas, é comum encontrar-se o símbolo ft (foot).

A unidade de força no FPS é a libra (f b) ou mais apropriadamente conhecida como libra-


força, podendo ser encontrada na sua escrita simbólica como:
fb ou fbf ou ainda fb * .

A sirnbología mais adequada é f b .

1 .3 .7 .4 .2 Sistema IPS é um sistema do tipo LFT, ou seja:

L - comprimento - (inch) - [pol]

F - força - (power) - [fb]


T-Tempo - (second)- [s]

----
'::,_Mecânica;Técnica:e,Resistência:dos:Materiais~iMm;:;&.,':'&_U'WW:;:;:::EFJZI=,;;;SS)"J::1t::"ylWJJ!!;Z.' ONM
" " " '! l : 1 % 0 ! @ ; C : , . - F A i ! ? '_ Y + Y , _ _ ...w
Unidade de massa no sistema
F (libra - força)
m---
- a - ( pOlegada ]

nmlkjihgfed
2
(segundo)

(libra - força) (segundo)2


m=
(polegada)

m[~lpol

Como é um sistema
ONMLKJIH denomina-se libra massa.

do LFT, predomina a unidade de força, que simbolicamente


representada por e b como foi exposto anteriormente.

Relações importantes do sistema com os sistemas, técnico, e Giorgi (MKS)

= 25,4 mm
pol
será

e b = 0,4536kgf == 4,4483N

Na escrita simbólica da polegada, ingleses, americanos e demais países que utilizam este
sistema usam as representações:

onmlk
pol; in ou ainda (").

pol - símbolo adaptado por "abreviação" da língua portuguesa.

in - (inch) polegada em inglês.

n- simbologia simplificada para facilitar a escrita.

Exem plo:

1 1 1"
-pol=-in=-
4 4 4

1..3.8 Precisão e Arredondam ento dos Núm eros

Quando a precisão de um número é necessária, deve-se aprender a aplicar as regras de


arredondamento. É muito importante saber que precisão desnecessária desperdiça tempo e
dinheiro.

Por exem plo:

Ao se expressar o número de rolamentos 6208 existentes no almoxarifado de uma


determinada indústria, a resposta será expressa somente por um número inteiro, pois em nenhuma
hipótese existirá no almoxarifado 10,4 ou 9,7 rolamentos, e isto sim 10 rolamentos.

Quando pesamos uma caixa e encontramos como resposta 100N (3 algarismos significativos),
nunca se deve se dar como resposta 100,000N se a precisão não exigir (6 algarismos
significativos), pois isto significaria ler a escala em 0,001N (milésimo de newton) o que é
absolutamente inadequado para o caso.

, Sistemas de ,Unidades
As regras principais de arredondamento são:

1 - Manter inalterado o dígito anterior se o dígito subseqüente for menor que "5" «5).

Exemplo': Suponha-se o número 365,122

arredondando o número acima tem-se:

onmlkjih
365,12 - para 5 algarismos significativos

365,1 - para 4 algarismos significativos

2 - Acrescer uma unidade ao último dígito a ser mantido quando o posterior for "~5" (maior
ou igual a 5).

Exemplo': Suponha-se o número 26,666

arredonda-se o número para:

26,67 - para 4 algarismos significativos

26,7 - para 3 algarismos significativos

27 - para 2 algarismos significativos

3 - Manter inalterado o último dígito se o primeiro dígito a ser desprezado for "5" seguido

nmlkjih
de "zeros".

Exemplo': Seja o número 34,650

arredonda-se para:

34,6 - para 3 algarismos significativos.

4 - Aumentar o último dígito em uma unidade se o número for ímpar e se o último dígito
for "5" seguido de "zeros".

Exemplos: Sejam os números

235,5 e 343,50

arredonda-se o número 235,5 para:

236 - 3 algarismos significativos.

arredonda-se o número 343,50 para:

344 - 3 algarismos significativos.

1.4 Relações M étricas Lineares


3
m = 10 dm m = 10 mm
2
m = 10 cm m = 39,37 pai

m = 3,28 pé milha marítima = 1852 m

milha terrestre = 1609 m jarda == 91,44 cm

ano-luz = 9,46 x 1015 m braça = 1,83 m

M ecânica Técnica e Resistência dos M ateriais'"" · ~· ~L ..••.


1 .,~".

li!!!!.,
1.4.1

a)

b)
Relações M étricas do Quadrado

m 2 e dm 2

m
2
e cm
2
zyxw
ONM
dc
nmlkjihg
CB
Dado o quadrado de lado a = 1m, determinar as seguiotes r.~IÇlt;>Õ:éSí "'
" :', •••~,~:."-

A rea do Q uadrado
A =a2
!_ .• \ .,

'.
i"':"'>

,u
- " ') ( . . : ; : . : 0 .
1 1 (";
'-:::. ';~,
U~
T

1-11 Li
·~ocCORÓ,
\ 'b
êC A
o .. J
-
I' '"/',,1 E ./O S
L , .1
..

c) m 2 e mrrr'

d) m 2 e pOl2 1;
e) m 2 e pé2

1m

a) m 2 e dm 2 b) m 2 e cm 2

m = 10 dm m = 102 cm
m2 = (10 dm)2 m2 = (102 cm)2
2 2 2 2 4 2
1m = 10 dm 1 1m = 10 cm 1

c) m 2 e mm 2 d) m 2 e pOl2

m = 10
3
mm m =2,54
-- pol
100

m2 = (103 mm)2 m2 = --(100 . J


2,54
pol

1m
2
= 10
6
mm
2
1 m2 ~(100J pd
2,54

m2 = 1550 pOl2

m2 = 1,55 " 103 pOl2

e) m 2 e pé2

100 ,
m = 30,48 pe

m 2 = 30,48
(~ P
éJ2

2 2 2
m = 3,28 pé

2 2
1m = 10,76 Pé 1

portanto, pode-se escrever que:

Sistemas de Unidades
1.5 Relações M étricas do Cubo

Dado o cubo, com aresta a= 1m, determinar


zyxw as seguintes relações:

a)

b)

c)
m

m
3

3
e dm

e cm

m 3 e m rrr' nmlkjihgfedc
3

d)

e)

Volume

a)
m 3 e pOl3

m 3 e pOl3

V =
do cubo

m 3 e dm 3
3
~
E
ri

'"
'"
'"
'"
'"
'"
'"
'"
'"
'"
'"
I
I
)..
...... ......
...... ... - CBA•..•..•..

"\.~

m = 10 dm

m 3 = (10 dm)3 = 103 dm 3

3 3
1m = 10 dm31

b) m 3 e cm 3

m = 102 em

m3 = (102 cm)3 = 106 crrr'

3 6 3
1m = 10 cm 1

c) m 3 e rnrrr' d) m 3 e pOl3

m = 103 mm

m 3 = (103mm)3 = 109 m rrr' m3 = (39,37 pol)3 == 61023 pOl3

3 9 3 4
1m = 10 mm 1 1 m3 == 6,1023 . 10 pOl31

e) m 3 e pé3

3 3
m = (3,29 pé)3 == 35,3 pé

m3

dcbaZYXW
1 = 35,3 Pé31

3 3 3
m3 103 dm cm 3
6 9 4
= = 10 = 10 mm = 6,1023 . 10 pOl3 = 35,3 pé

3
Obs: Q = dm (litro)

. ,Mecânicêl2Técnica ecResistência,dosMateriais.::". , L : ''t . ~ : . . · < ii: m 1 l\ ! v · ·:.,;;!$


· · ,ilIf:;if? ? ,'::. ,.~.:;&r ,~';;>§i::L.

••.......
1.6

E x. 1 -
CBA
zyxwvutsr
Exercícios (Sistem a de Unidades)

Dadas as medidas em milésimos de polegada

a) 0,393"
c) 0,325"
b) 0,750"
d) 0,875"
n, pede-se expressá-Ias em [mm].

e) 0,600" f) 0,120"

nmlkjihgfe
Solução:

Para transformar a medida expressa em [pol] para [mm], multiplica-se o valor da medida por
25,4 mm.

a) 0,393 x 25,4 = 9,9822 mm


b) 0,750 x 25,4 = 19,05 mm
c) 0,325 x 25,4 = 8,255 mm
d) 0,875 x 25,4 = 22,225 mm
e) 0,600 x 25,4 = 15,24 mm

EX.2 - Dadas as medidas em polegada fracionária ("), pede-se expressá-Ias em [mm].

5" b) 21" 3" 19"


a) - c )- d)-
8 4 16 64
Solução:

Da mesma forma que o eX.1, multiplica-se a medida por 25,4 mm

5
a) - x 25,4 = 15,875mm
8

b) 2~ x 25,4 = (2 x 25,4 + ~. 25,4) = (50,8 + 6,35) = 57,15mm

3
c) - x 25,4 = 4,7625mm
16

19
d) - x 25,4 = 7,540625mm
64

E x. 3 - Dadas as medidas em "mm", expresse-as em milésimos de polegada.

a) 15,24 mm b) 21,59 mm

c) 30,48 mm d) 8,255 mm

e) 11,430 mm f) 4,445 mm

Solução:

Para encontrar as medidas dadas em "rnm" em polegada milesimal, dividi-se o valor da


medida por 25,4, pois pol = 25,4 mm.
15,24 _ 600"
a) 25,4 -O, b) 21,59
- _ 850"
-O,
25,4

c)

e)
30,48 _ 1 200"
25,4 - ,

11,430 = 0,450"
25,4
d)

f)
-

onmlkj
8,255
25,4

4,445
-
25,4
_
- 0,

_
-
325"

0175"
,

Ex.4 -

Solução:
a) 10,31875 mm

c) 14,2875 mm

e) 5,55625 mm
nmlkj
Dadas as medidas em "mrn", expresse-as em "polegada fracionária".

b) 17,4625 mm

d) 3,96875 mm

f) 3,571875 mm

Para encontrar as medidas dadas em "mrn" em "polegada fracionária", divide-se a medida por
128
25,4 (valorda polegada), e multiplica-se o resultado obtido por 128' pois a fração de polegada
n 7
corresponde a uma exponencial de 2, ou seja 2 no caso, 128 = 2 nQ de divisões no
paquímetro.

a) 110,31875p:mí 128"t 52 = 13" (simplificado por 4)

ONMLK
25,4JfI1'Í1 x 128 128 32
~

dcbaZYX
b) 117,4625 r1)P'r' x 128"t 88 = 11" (Simplificado por 8)
25,4rymf 128 128 16
~

~28" l ~ =~ (Simplificado por 8)


128 128 16
'--A
3 , 9 6 8 7 5 ~ 1 2 8 ': L 20 = ~ (Simplificado por 4)
d)1 25,4rmTÍ x 1~128 32

CBA
5 ,5 5 6 2 5 m y Y
= 28 =!:.- (Simplificado por 4)
e) 1 25,41JJf!! x 128 32

_,571875~= 18 = ~ (Simplificado por 2)


f) 1 25,4 rymf x 12~ 128 64

EX.5 - Dadas as medidas em pé expresse-as em "mm".

a) 15' b) 12' c) 7,5' d) 18'

Solução:

Para transformar a medida expressa em "pé" para "rnm", multiplica-se o valor da medida
por 304,8 mm.

M ecânicaTécnicaeResistência dos Materiais


.,~

~
c) 7,5 x 304,8

Ex. 6 -
nmlkjihgf
a) 15 x 304,8 = 4572 mm
= onm
2286 mm

Um pé equivale a quantas polegadas?


b) 12 x 304,8 = 3657,6 mm
d) 18 x 304,8 = 5486,4 mm

Solução:

pé = 304,8 mm pol = 25,4 mm


portanto:
pé 304,8~
poI - 25 ,41J)f1'f
IPé = 12P al l

ONMLKJIH
EX.7 - Sabemos que por definição cv= 75 kgfmjs e que kgf.m = 9,80665 J. Expressar cvh
em joules.
cvh = 75 x 9,80665 == 735,5 W

cvh = 735,5 X x 3600$

I cvh = 2,6478 .10


6
J I
Ex. 8 - Sabendo-se que: pé = 30.48 em e pol = 2,54 em. Determinar as relações entre:
a) pé2 e m 2; b) pal2 e m 2;

c) pé3 e m 3 d) pal3 e m 3

2
8.a) Relação entre pé e m2
pé2 = (O,3048m)2

pé2 = 0,092903 m2

I pé2 = 9,2903 . 10-2 m 21

8.b) Relação entre pol2 m 2


pai = 2,54 . 10-2 m

pal2 = (2,54 . 10-2 m)2

I pal2 = 6,4516 . 10-4 m 21

8.c) Relação entre pe3 e m 3


pé = 3,048 x 10.1 m
pé3 = (3,048 X 10.1 m)3

I pé3 = 2,832 X 10.2 m 31

8.d) Relação entre pol3 e m 3


pai = 2,54 . 10-2m

pOl3 = (2,54 . 10-2 m)3

I pal3 = 1,638 . 10-5 m31

15
~ onmlkjihgfedc
dcbaZY
EX.9 - Em uma prova automobilística,
o percurso, com vm = 180km j h. Expressar
o piloto A foi o vencedor,
vm em:
com o seu carro perfazendo

nmlkjihgfed
a) kmjmin b) kmjs e) mjs

9.a) Velocidade média em km/rnin


~
180 i

vm = -- = 3 km j min
60 ~

9.b) Velocidade média em krri/s

I fo
vm = = 0,05 km / si

9.c) Velocidade em m/s

180000 ~4?
vm = 3600 = 50 m j s

Ex . .1.0 - No dimensionamento de circuitos automáticos e em outras aplicações na engenharia,

ONMLKJI
5 2
é utilizada a unidade de pressão bar = 10 N/m (pascal). Expressar bar em:
2
a) kgfjm 2 ; b) kgfjem ;

e) kgfjmm 2 ; d) .e b / pO l2 (psi)

Dados: kgf = 9,80665N

fb = 0,4536 kgf

pol = 2,54 em

.1.0.a) bar para kgf/m 2


5 2 10 4 2
bar = 10 Nj m = . 10 kgf j m
9,80665

I bar = 1,0197 x 104 kgfjm


2
!
.1.0.b) bar para kgf/cm 2

bar = 105 Njm 2 = 1,0197 x 104 kgfjm 2 se m 2 = 104 em 2


1,019 x 104
bar = --.:....------:---
104

I bar = 1,0197 kgf j em


2
I
.1.0.c) bar para kgf/mm 2

2 2 2 2
bar = 1,019 kgf / em se em = 10 mm

1,0197 -2 2
bar = .., = 1,0197 x 10 kgf j mm
10

I bar = 1,0197 x 10-


2
kgf j mm
2
1

·M ecânica Técnicae Resistência dos M ateriais,,,


1 0 .d ) zyxwvutsr
dcbaZYXW
nmlkjihgfed
kgf

pai
o
bar para Rb / pol2 (psi)

= 2,2
= 2,54em
eb em

em 2
= 0,3937 pai
= 0,155pa12
•••

bar = 1,0193' kgf/em 2


1,0193 x 2,2
bar = 0,155

eb
bar == 14,5 --2 (psi)
pai

EX.11 - Unidade de pressão utilizada na indústria, o psi significa libra* /polegada quadrada.
Pergunta-se:
2
a) kgf/cm equivale a quantos psi

b) N/cm 2 equivale a quantos psi

Sabe-se que:
1
kgf = eb = 9,80665 N
0,4536

1
pai = 2,54 em ~ em = -2- pai
,54

1 1 .a ) kgf/cm 2 equivalente a psi


1
eb 2
kgf 0,4536 2,54 eb
2 - 0,4536 pol2
em
[2,~4J pal
2

I kgf / cm
2
== 14,22 psi I
2
11.b) N/cm equivalente a psi

1 eb
2
N 9,80665 x 0,4536 2 ,5 4 eb

9,80665 x 0,4536 pal2


C,~4J pol2

--
N = 1,45 pSI
.
em 2

EX.12 - Para calibrar os pneus do Chevette, deve-se observar as seguintes recomendações


da Chevrolet.

-----", ....•
zyxw
onmlkjihg
r
~

CBA
12.1- Para Calibragem de Pneus a Frio

nmlkjihgfed
1 2 .1 .1

1 2 .1 .2
Quando o automóvel estiver carregado com no máximo 03 pessoas, as pressões
indicadas são:

DIANT 1,2 kgf/cm 2

Quando o automóvel estiver carregado com 5 pessoas, as pressões indicadas são:

DIANT 1,4 kgf/cm 2


TRAS

TRAS
1,5 kgf/cm

1,7 kgf/cm
2

12.2 - Para Calibragem de Pneus a Quente

1 2 .2 .1 Para percursos com velocidades acima de 100 krn/h por mais de uma hora ou quando
os pneus forem calibrados a quente, adicionar 0,14 kgf/cm 2.

Expressar as pressões indicadas em psi U b / pol")

1 2 .1 .1 Pressões expressas em psi para veículo carregado com até 03 pessoas.

DIANT = 1,2 x 14,22 17 psi


TRAS = 1,5 x 14,22 21 psi

1 2 .1 .2 Pressões em psi para veículo carregado com 05 pessoas.

DIANT = 1,4 x 14,22 20 psi


TRAS = 1,7 x 14,22 24 psi

1 2 .2 .1 Para pneus calibrados a quente é recomendado adicionar 0,14 kgf/cm 2

0,14 x 14,22 == 2 psi

EX.13 - Aceleração normal da gravidade é gn = 9,80665 m/s2. Expressar gn em [km/h],

m = 10- 3 km

5=(3,6X 10 )h-
3 1
s- (
- 3,6x10 3
1 hJ
52 - 1 h J2
- ( 3,6 X10 3 •

9,80665 X 10- 3 9,80665 X 10- 3


gn = (3,6 x 10 3)-2 = 3,6- 2 X 10- 6

gn = 9,80665 x 10- 3 x 3,6 2 X 10 6

I gn = 1,271 x 10
5
km / h
2
1

.Mecânica~Técnica e.Reslstêncla.dosMaterlalsss '., "o

~
E x .1 4 - zyxwvuts
nmlkjihgfe
on
A tabela a seguir representa o módulo de elasticidade de alguns materiais, dados
2
em [kgfjcm ]. Expressar esses valores em [kgfjmm 2 ];

M aterial
[Njcm 2 ]; [Njmm 2 ].

M ódulo de Elasticidade E [kgfjcm 2 ]

aço 2,1 x 106

alumínio 0,7 x 106

fofo nodular 1,4 x 106

cobre 1,12 x 106

estanho 0,42 x 106

2
1 4 .a ) Módulo de elasticidade E [kgfjmm ]

Aço

Eaço = 2,1 X 106 kgf/cm 2 se cm 2 = 102mm 2

Eaço = 2,1 X 106 x 10-2 = 2,1 X 104 Kgf/mm 2

Alum ínio

Eal = 0,7 X 106 kgf/cm 2 se cm 2 = 102 mrrr'

Eal = 0,7 X 106 x 10-2 = 0,7 X 104 kgf/mm 2

Foto Nodular

E fn = 1,4 X 106 kgf/cm 2 se cm 2 = 102 mrrr'

E fn = 1,4 X 106 x 10-2 = 1,4 X 104 kgf/mm 2

Cobre

Ecu = 1,12 X 106 kgf/cm 2 se cm 2 = 102 mm 2

Ecu = 1,12 X 106 x 10-2 = 1,12 X 104 kgf/mm 2

Estanho

Ee = 0,42 X 106 kgf/cm 2 se cm 2 = 102 mm 2

Ee = 0,42 X 106 x 10-2 = 0,42 X 104 kgf/mm 2

1 4 .b ) Módulo da elasticidade E [Njcm 2 ]

Eaço = 2,1 X 106 kgf/cm 2 kgf == 9,8 N

Eaço = 9,8 x 2,1 x 10


6
N/cm 2
7 2
Eaço = 2,06 X 10 N/cm

Analogamente, para os outros materiais, temos:

9
r nmlkjih Eat= zyxwvutsrqp
0,69 X 10

E fn = 1,37 x 1 0 N/em

Ecu = 1,1 x 10

Ee = 0,41 X
7
7

107 N/em 2
7

N/em
N/em

2
2

CBA
2

2
1 4 .c ) Módulo de elasticidade E [Njmm ]

7 2 2 2 2
Eaço = 2,06 X 10 N/em se em = 10 mm

Eaço = 2,06 X 107 x 10,,2 = 2,06 X 105 N/mm 2

Analogamente, para os outros materiais, temos:

E aR = 0,69 x 105 N/mm 2


5 2
Efn = 1,37 x 10 N/mm

Ecu = 1,1 X 105 N/mm 2

Ee = 0,41 X 105 N/mm 2

E x. 15 -Aárea da secção transversal da viga I, representada na figura, possui as seguintes


características geométricas:

Jx = 920 em" (momento de inércia relativo ao eixo x)


x
Wx = 120 crrr' (módulo de resistência relativo a x)

ix = 6,24 cm (raio de giração relativo ao eixo x)

Expressar as características dadas em:

a) m": m 3 ; m

b) mrn": mrrr': mm

1 5 .a ) Sabe-se que cm = 10-2 m

em" = (10-2 rn)" = 10-8 m 4 :. Jx= 920 x 10-8 m" = 9,2 x 10-6 m"

crrr' = (10-2 m)3 = 10-6 m 3 :. W x = 120 X 10-6 m 3 = 1,2 x 10-4 m 3

em = 10-2 m :. ix = 6,24 X 10-2 m = 6,24 x 10-2 m

1 5 .b ) Sabe-se que cm = 10mm

em" = (10 mrn)" = 104 mrn" :. Jx = 920 X 104 mrn" = 9,2 x 106 mm"

cm 3 = (10 mm)3 = 103 mm 3 :. W x = 120 X 103 mm 3 = 1,2 x 105 mm'

cm=10mm :. ix = 6,24 x 10 mm = 62,4 mm

onmlkjihg
;Q,,,,,Mecânica Técnica eReslstêncla dos,Materiais""'2""""',"" " " '- 'w .; " •
E X .1 6 - zyxwvutsr
A produção de petróleo no Brasil, em 1984,
produção equivale a:
foi de 500.000 barris/dia. Essa
•••

a) Quantos litros de petróleo/dia

ONMLKJ
b) Quantos metros cúbicos de petróleo/dia

barril de petróleo =159 P

1 6 .a )

: l6 .b )
Produção em litros/dia

5 x 105 x 1,59

Produção em m 3 /dia

5 x 105 x 1,59

7,95 X
X

104 m 3/dia
nmlkjihgf
X 102 = 7,95 x 107 P/dia

102 x 10-3

E X .1 7 - Unidade de tensão utilizada no SI (Sistema Internacional), o MPa (megapascal)


6 6 2
corresponde a 10 Pa ou 10 N/m . Determinar as relações entre:

a) MPa e N/em 2 b) MPa e N/mm 2

e) MPa e kgf/em 2 d) MPa e kgf/mm


2

1 7 .a ) MPa para N/cm 2

MPa = 106 N/m 2 sabe-se que,

1 7 .b ) MPa para N/mm 2

MPa = 106 N/m 2 sabe-se que,

m = 103 mm m 2 = (103 mm)2 = 106 mm 2


106
MPa = -- N /mm 2
106

2
1 7 .c ) MPa para kgf/cm

MPa = 106 N/m 2 sabe-se que,

kgf = 9,80665N:m = 102 em

m 2 = (102 em)2 = 104 em 2


106
MPa = --------:- I MPa = 10,197 kgf/em21
9,80665 X 104

I
,.. CBAdcbaZYXW
nmlkjihgf
1 7 .d ) MPa para kgfjmm

MPa ~ 6
1 0 N /m

kgf = 9,80665N
2
2

m = 103 mm
sabe-se que,

m 2 = (103 mm)2 = 106 mrrr'

106
2
onmlkjihg
ONM
MPa=-----~
9,80665 x 106 I MPa = 0,10197 kgf I mm 1

EX.18 - No dimensionamento de redes hidráulicas, utiliza-se a unidade de pressão mH 2 0


2
(metro coluna d' água), que corresponde a 9806,65 N jm . Determinar as relações
entre:

a) mH 20 e kPa; b) mH 2 0 e kgf/cm 2 ; c) mH 2 0 e bar.

Dados
1 5 2
N= kgf e bar = 10 N I m
9,80665

18.a) Como o prefixo quilo (k) representa 103, dividi-se o valor dado em Pa(Njm 2) por mil,
obtendo-se então:
9806,65
mH 20= ., =9,80665kPa
10

18.b) mH 2 0 = 9806,65 1
N /m kgf e m 2 = 104 cm 2 tem
2
como N = se que:
9,80665
2 9806,65 kgf
mH 20 = 9806,65 N 1 m = 4 --2
9,80665 x 10 cm

mH 2O = 10 3 x 10 -4 = 10 -1 kgfi cm 2

I mH 0 = 0,1 kgf
2 I cm 1
2

18.c) mH 20 = 9,80665 X 103 N jm


2
como bar = 105 N jm
2
tem-se que:

mH 2 0 = 0,980665 x 105 N /m
2
portanto

mH 2 0 = 0,980665 bar

I mH 0 = 9,80665 x 10-
2
2
bar I

E x. 19 - Por definição, tem-se que: cv= 735,5W (cavalo-vapor) e hp= 745, 7W (horse-power).
Determinar a relação entre cv e hp.

hp 745,7 745,7
-=--
cv 735,5
hp = --cv
735,5
I hp == 1,014cvl
Obs.: Na prática, normalmente utiliza-se hp = cv.

M ecânica Técnica e Resistência dos Materiais

~
20.a)
zyxwvutsr
nmlkjih
CBA
ONML
Ex. 20 - Sabe-se que, por definição, W
determinar as relações entre:

a) kWh e J

Relação entre kWh e J

Como W = .I/s: k =
=

b) kWh e kgfrn:

10 3; h

J
= 3,6
J/s, cal

X 10 3s,
= 4,186 J e kgfm
_..
~_.;'..:- '._; .-..'. ,. L_: '; ,;
c •."

c) kWIi 6~ÓaL
"('

CO ü;~O U c . :

conclui-se que:
1= n
•.
=

. ,'u· :"ri:~~EIOS
h
l
, l.-
dcba
9,80665
- h:\05~30Rq
r C\ _
J. Pede-se

kWh == 103 X 3,6 X 103,,5'.- I kWh == 3,6 x10


6
J I
/
20.b) Relação entre kWh e kgfrn
1
Tem-se que kgfm = 9,80665J, portanto J == kgfm , Como kWh = 3,6 x 10 6 J,
9,80665
conclui-se que:
6
3,6 X 10
kWh == kgfm I kWh = 3,67 x 10 5
kgf.m
9,80665

20.c) Relação entre kWh e kcal

Como 1 cal = 4,186 J, tem-se que:

1
J == -- cal
4,186

6
3,6 X 10 5
kWh == cal kWh == 8,6 x 10 cal
4,186

Como kcal = 10 3 cal, conclui-se que:

I kWh = 860 kcall

Ex. 21 - Nos projetos de sistemas de ar condicionado, utiliza-se a unidade de caloria BTU,


que significa a quantidade de calor necessária para elevar 1 libra de H 2 0 à
temperatura de 1° F. Determinar as relações entre:
a) BTU e kWh; b) BTU e cvh.

Sabe-se que, BTU = 1,0546 x 10 3 J (a 60°F aproximadamente 15,5 0c).

1 _
21.a) Sabe-se que, kWh == 3,6 x 10 6 J, portanto J = 6 kWh, tem-se entao que:
3,6 x 10
1 3
BTU == 6 x 1,0546 x 10 kWh
3,6 x 10

I BTU =2,93 x10-


4
kWh
21.b)

J
nml
zyxwvutsrq
Pela resolução

=
1
2,6478 x 106
do exercício 7, tem-se

cvh, logo pode-se escrever que


que cvh ::::2,6478x
6
10 J, portanto,

1 3
BTU= R • 1,0546 x 10 cvh
2,6478 x 10

I BTU= 0,398 x 10- 3


cvh I

3
Ex. 22 - Por definição, tem-se que: kgf-rn = 9,80665 J, kW = 10 W e hp 745,7 W.
Determinar as relações entre:

a) kWe kgfrn/s: b) hp e kgfrn/s

J 1
22.a) Como W = - e J = kgfrn, conclui-se que:
N 9,80665
3
3 J 10 kgfm
kW= 10 -= ---
N 9,80665 5

dcbaZYXW
IkW~102~1
22.b) Sendo hp::::745,7W, conclui-se que:

hp = 7457'kgfm 15 I hp == 76 kgfm 1 5 I
9,80665 .

EX.23 - A vazão de um fluido, com escoamento em um regime permanente, no tubo de uma

23.a)
a) m
ONMLKJIH
rede de distribuição, corresponde ao volume do fluido escoado na unidade de tempo.
Determinar as relações entre as unidades de vazão que seguem:
3
1 5 (SI)

Sabe-se que, m
e

3
i! 15;

= 10
3
t ,
b) m

portanto:
3
1 h e i! 1 5 .

3
m 3 /5 = 1 0 i!
5

3 3 3
23.b) Como m = 1 0 .e e h = 3,6 X 10 s, conclui-se que:

3
m 3 /h = 10 i!
3,6x103 5

I m /h
3
= 0,277 i! 1 s I
EX.24 - Denomina-se viscosidade a propriedade que tem os fluidos de resistir ao movimento
de suas partículas. Desta forma, mede-se a variação de velocidade que se reflete
sobre os esforços de cisalhamento. A viscosidade dinâmica no SI é dada em newton-
segundo por metro quadrado: viscosidade de um líquido que ao percorrer a
distância de 1m, com a velocidade de Lrn/s, provoca uma tensão superficial de
1Pa (N/m 2 ), representada por [j.l].

M ecânicaTécnica.eResistênciadosM ateriais
I
I _ = = = = --_ -J ; ~ ..
---=-- - o : : : : : = .
I--==~_ H"7,J
-_ ':.

.::--==-==t~~:-==::'=::---I~-cam ada de fluído


C

~placafixa
nm CBA
onmlkjih
placa m óvel

Ft

placa m óvel
v = Irn/s
d = 1m

cam ada de fluído

placa fixa

A unidade usual para este tipo de viscosidade é o poise que equivale a 1 dlna.s/
em ", Expressar poise nas unidades do:

a) SI; b) Mk*S (técnico).

5 2 4
24.a) Sabe-se que N = 10 dina e m = 10 cm 2 , portanto conclui-se que:

5 2 4 2
10-5 N . s
dina = 10- N cm = 10- m poise = 10-4 m 2

I poise = 10-1 Ns/m 2 I


24.b) Como kgf = 9,80665N conclui-se que:
1
N= kgf
9,80665

1 1 kgf.s
poise = 10- . ---
9,80665 m2

-3 kgf.s kgf.s
poise = 10,19 x 10 ~ --::: 98poise
m2 -

Ex. 25 - A viscosidade cinemática de um fluido (v) é definida através da relação entre a


viscosidade dinâmica (J..I.) e a sua massa específica (p). No SI, a viscosidade
cinemática é definida através da viscosidade dinâmica de 1Ns/m 2 e a massa
3
específica de 1kgjm , o que resulta em uma viscosidade cinemática de 1m 2js.
Porém, a unidade utilizada com maior freqüência na prática é a do CGS que
corresponde a cm 2 js (stoke).

Expressar Stoke nos:

a) SI b) Mk*S (técnico)

c) centistokes d) expressar centistoke no SI

.. Sistem as de Unidades ,,, .


onmlkjihgfedcbaZYXWVUTSR
nmlkjihgfe
~.

25.a) stoke no SI
2
1 cm 2 -4 2
st = stoke = -- cm = 10 m
s
4 2
st= stoke = 10- m
s

25.b) stoke no Mk*S (técnico)

o mesmo do SI

25.c) stoke em centistokes

cst = centistoke = 10- 2 stoke

25.d) centistoke no SI
2
-2 -2 -4 m
cst = centistoke = 10 stoke = 10 . 10 -
s
6 2
cst = centistoke = 10- m / s

m
2
= 10 mm

centistoke = 10-
6 2

6
. 10
6
mm
2
/ s

Ex. 26 - Demonstrar que a unidade de viscosidade cinemática de um fluido no SI é 1 m 2 / s . ONI cst= mm


2
/ si

dcbaZ
Pela definição de viscosidade cinemática tem-se que:

~ viscosidade dinâmica
v = - = --------
p massa espedfica

A unidade de viscosidade dinâmica no SI é N s /m 2 , e a unidade de massa específica


3
no SI é k g /m .

Através da definição de força escreve-se que:

F
m=-= N kg= _N
a m/ s2 portanto
m/s2

Como a definição de v = ~, conclui-se que:


p

N.s
4
m2 N. s m
v=
N Nm 2 . S2

m/ S2

3
m

Iv = m 2
/ si

..M ecânicaTécnicae Resistência dos Materiais:

~ --------
V íN C U L O S E S T R U T U R A IS

2 .1 In t r o d u ç ã o

D e n o m in a m o s
d e u m a e s tr u tu r a .

N a s e s tr u tu r a s
ZYXW
v ín c u lo s o u a p o io s o s e le m e n to s

p la n a s , p o d e m o s c la s s ific á - Io s
d e c o n s tr u ç ã o

e m 3 tip o s .
q u e im p e d e m o s m o v im e n to s

2 .1 .1 V ín c u lo S im p le s o u M ó v e l

E s te tip o d e v ín c u lo im p e d e o m o v im e n to d e tr a n s la ç ã o n a d ir e ç ã o n o r m a l a o p la n o d e a p o io ,
fo r n e c e n d o - n o s d e s ta fo r m a , u m a ú n ic a r e a ç ã o ( n o r m a l a o p la n o d e a p o io ) .

R e p r e s e n t a ç ã o s im b ó lic a :

2 .1 .2 V ín c u lo D u p lo o u F ix o

E s te tip o d e v ín c u lo im p e d e o m o v im e n to d e tr a n s la ç ã o e m d u a s d ir e ç õ e s , n a d ir e ç ã o n o r m a l
e n a d ir e ç ã o p a r a le la a o p la n o d e a p o io , p o d e n d o d e s ta fo r m a n o s fo r n e c e r , d e s d e q u e s o lic ita d o ,
d u a s re a ç õ e s , sendo u m a p a r a c a d a p la n o c ita d o .

R e p re s e n ta ç ã o s im b ó lic a :

x
t NMLK
ZYXWV
2 .1 .3

do m esm o,
E n g a s ta m e n to

E s te tip o d e v ín c u lo im p e d e a tr a n s la ç ã o
a tr a v é s d e u m c o n tr a m o m e n to ,
e m q u a lq u e r d ir e ç ã o , im p e d in d o
q u e b lo q u e ia a a ç ã o d o m o m e n to
ta m b é m a r o ta ç ã o
d e s o lic ita ç ã o .

•R x
C
~ tR!'
\- - 'S ! '< I i

~
rc ,- - Rx
Ry
= im p e d e

= im p e d e
o m o v im e n to

o m o v im e n to
d e tr a n s la ç ã o

d e tr a n s la ç ã o
n a d ir e ç ã o x .

n a d ir e ç ã o y.
M - im p e d e a r o ta ç ã o

2 .2 E s tru tu ra

D e n o m in a - s e e s tr u tu r a o c o n ju n to d e e le m e n to s d e c o n s tr u ç ã o , c o m p o s to c o m a fin a lid a d e
d e r e c e b e r e tr a n s m itir e s fo r ç o s .

A s e s tr u tu r a s p la n a s s ã o c la s s ific a d a s a tr a v é s d e s u a e s ta tic id a d e , e m 3 tip o s .

2 .2 .1 E s t r u t u r a s H ip o e s t á t ic a s

E s te s tip o s d e e s tr u tu r a s s ã o in s tá v e is q u a n to à e s ta tic id a d e , s e n d o b e m p o u c o u tiliz a d a s no


d e c o rre r d o n o s s o c u rs o .

A s u a c la s s ific a ç ã o c o m o h ip o e s tá tic a s é d e v id o a o fa to d e o n ú m e r o d e e q u a ç õ e s d a e s tá tic a


s e r s u p e r io r a o n ú m e r o d e in c ó g n ita s .

E x e m p lo :
p

A B

RA RB

número de equações> número de incógnitas

2 .2 .2 E s t r u t u r a s Is o s t á t ic a s

A e s tr u tu r a é c la s s ific a d a c o m o is o s tá tic a q u a n d o o n ú m e r o d e r e a ç õ e s a s e r e m d e te r m in a d a s
c o in c id e c o m o n ú m e ro d e e q u a ç õ e s d a e s tá tic a .

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is

~
E x e m p lo s :

a)

b) ZYXWVUTS RAv

I
P,

I
. PI

lL . _ . _ . _ RAH

número de equações < número de incógnitas

2 .2 .3 E s t r u t u r a s H ip e r e s t á t ic a s

A e s tr u tu r a é c la s s ific a d a c o m o h ip e r e s tá tic a , q u a n d o a s e q u a ç õ e s d a e s tá tic a s ã o in s u fic ie n te s


p a r a d e te r m in a r a s r e a ç õ e s n o s a p o io s .

P a r a to r n a r p o s s ív e l a s o lu ç ã o d e s ta s e s tr u tu r a s , devem os s u p le m e n ta r as equações da
e s tá tic a com as equações d o d e s lo c a m e n to , q u e s e r ã o e s tu d a d a s p o s te r io r m e n te e m r e s is tê n c ia
d o s m a te r ia is .

E x e m p lo s :

p
a)

b)
p

número de equações < número de incógnitas

V ín c u lo s ,E s t r u t u r a is · 29
",~",: __.,-,!_,«~"",".";",,,,,,,- ._;.,;., ....;;;. '-_<;l;~;,·;;-=-~:,:;<;:_;;_;;''',,:~,,-
'~§.;.,:::::_:;.._':,,'= ..~"';-
§:-

c,
E Q U IL íB R IO D E
FORÇAS E M OM ENTOS zy
srqpon
Para que um determinado corpo esteja em equilíbrio, é necessário que sejam satisfeitas as
condições 3.1 e 3.2.

3.1 R esultante de Forças

A resultante do sistema de forças atuante será nula.

3.2 R esultante dos M om entos

A resultante dos momentos atuantes em relação a um ponto qualquer do plano de forças será
nula.

3.3 Equações Fundam entais da Estática

Baseados em 3.1 e 3.2, concluímos que para forças coplanares, LFx = O, LFy = O e LM = O.

3.4 Força A xial ou N orm al F

É definida como força axial ou normal a carga que atua, na direção do eixo longitudinal da peça.
A denominação normal ocorre, em virtude de ser perpendicular, à secção transversal.

eixo
longitudinal

~. -

Equilíbrio de Forças e Momentos 11 31


, kjih
3.5

Tração
Tração e C om pressão

A ação da força axial atuante, em uma peça, originará nesta tração ou compressão.

na Peça

A peça estará tracionada quando a força axial aplicada estiver atuando com o sentido dirigido
para o seu exterior.

C om pressão na Peça

A peça estará comprimida, quando a força axial aplicada estiver atuando com o sentido dirigido
para o interior.

3.6 Ligação ou N ó

Denomina-se nó todo ponto de interligaçào dos elementos de construção componentes de


uma estrutura.

3.7 Tração e C om pressão em R elação ao N ó

Peça Tracionada

Sempre que a peça estiver sendo tracionada, o nó estará sendo "puxado".

..
Tração na barra

A
HtM,,;..;;:;;~;,:._<".tt.-
B
..
Tração no nó
A
o---~
srqpo
B

M ecânicaTécnica e R esistência dos M ateriais

,.,.
Peça C om prim ida zyxwvutsr
srqponmlkjihgfe
Sempre que a peça estiver sendo comprimida, o nó estará sendo "empurrado".

Compressão na barra Compressão do nó


A B
~"',,'@ F',..

3.8 C om posição de Forças

Consiste na determinação da resultante de um sistema, podendo ser resolvida gráfica ou


analiticamente.

Exem plo 1:

Exem plo 2:

FI + F2 F3

F3

F = FI + F2-F3

3.9 D ecom posição de Força em C om ponentes O rtogonais

Fx = F cos o. = F sen ~

Fy = F cos ~ = F sen c.

Equilíbrio de Forças.eMomentos 33
,. kjihgfe
3.:10 C onhecidos F x e Fy' determ inar

Fy .
tgo; =-,
Fx

f-'
F
F' f-'
y
F
F'
sena=

f-'
F
tg 1<=2... sen I<=2... cos I<= ~
F
Fy
-;
F
cosa =-
r.
F
ae ~ srqp
3.1:1. D eterm inação A nalítica da R esultante de D uas Forças que
Form am entre Si  ngulo a
B

0< I .-'),A

Através do ~ ODA, aplica-se o Teorema de Pitágoras, resultando:

I) F2 = (F2 + X)2 + y2
onde

CD = x

AD = Y

Pelo L'l CDA tem-se:

2 2 2
Fi = X +Y

portanto:

11) 2 - 2 2
Y = Fi - X

no mesmo L'l CDA conclui-se que:

11I) x = Fi cos a
Substituindo a eq. 11na eq. I tem-se:
2 2 2 2 2
F = F2 + 2F 2x + X + Fi - X

M ecânicaTécnicae R esistênciadosM ateriais


Substituindo a eq. 11Ina anterior tem-se:

srqponmlkji
Para a = O

Quando a = O ~ cos a
F2=F12+F/+2F1F2
= 1, portanto:

F = F1 + F2 I

Quando a = 90
kjihgfedcba
F 2 = (F 1 + F 2 )2

0
~ cosa = O, portanto:
c ---------------- ,
B
,
,,
F
,,
,
,
o "'-'---'---0: ,. A
FI

Quando a = 180 0
~ cos a = - 1, portanto:

F2=F/+F22_2F1F2

F 2 = (F 1 - F 2 )2 ou (F 2 - Fi)2

I F I = I Fi - F21 ou I F2 - Fi I
1800
FI r:-. F2

F2

FI
F=F2- Fl

3.12 D eterm inação A nalítica da D ireção da R esultante

Através do ~ OAO tem-se:


B tgy=_Y-
F2 +x

O~""r-----;:"T""~A
No ~ ACO tem-se:

Y = Fi sen«
D
x = Fi cosa
r srqpo
kjihgfed
portanto, podemos escrever que:

F 1 sena
tgy= F +F1 cosa
2

3.13 Exercícios
EX.l - Determine a resultante F dos sistemas de forças a seguir:

a) Fl=lON
.. F 2 =20N

- F3=25N
..
Solução:

F=1O+20+25=55N
-I
R esposta:

F = 55N da esquerda para direita

b)
----
50N
-
..••. .. 80N
--------
120N

Solução:

50N 80N 120N

50N
--- 200N

F = 200-50 = I50N
~I

R esposta:

F = 150N da direita para esquerda.

EX.2 - Determine os componentes ortogonals Fx e Fy de uma carga F de 100N que forma


40° com a horizontal.
y'

C~--7:B
r; I «,-?">
\)~ :
:
I
Fx = 100 cos 40° = 100 x 0,766

Fx == 76,6NI

Fy = 100 sen 40° = 100 x 0,643

o
40°
r,
.~ I
I

A X
I Fy == 64,3 N I

EX.3 - As componentes de uma carga F, são respectivamente:

r, = 120 N e Fy= 90 N

M ecânica T êcnlca.e R esistência dos~Materiais',~'"c 2;;t'l~~ill;'X ;:~;:


'" . :';"i';«.'~"i.:!.:.:::::~,j~g;"",,';~:.::':i.;;:i!';0;::::c~:JC:';.
Determinar:

a) A resultante F.
kjihgfedcb
b) O ângulo que F forma com a horizontal.

c) O ângulo que F forma com a vertical.

Solução:

a) Resultante F

F = J120 2 + 90 2 a
F srqponml
I F = 150N I Fx=120N

b) ângulo que F forma com a horizontal (a)

Fy 90
tg« = - = - = 0,75
Fx 120

l-a-=::3- 7 1

c) ângulo que F forma com a vertical (~)


B = 90° - a = 90° - 3]0

Ex.4 - As cargas Fi = 200 N e F2 = 600 N formam entre si um ângulo a=60'. Determinar


a resultante das cargas (F) e o ângulo (y) que F forma com a horizontal.

Solução:

Resultante F

F =JF; +F; +2FIF2 COSa

F=J200 2 +600 2 +2.200· 600· COS60o


y

F.=600N I F=::721N I
ângulo que F forma com F2 (Y)

FI sen a
tgy=----
F 2 +FI cosa

200sen60°
tgy=------
600 - 200 cos 60°

y=13"54' I
,.. kjihgfedcb
3.14 srqpon
M étodo das Projeções

o estudo do equilíbrio neste método, consiste em decompor as componentes


coplanares atuantes no sistema em x e y conforme item 3.
das forças

3.:14.1 E xem plos

Exem plo 1

A construção representada na figura está em equilíbrio. Calcular as


forças normais atuantes nos cabos <I>,@,®.

Solução:

Os cabos estão todos tracionados (cabo não suporta compressão), portanto os nós A, B, C,
D estão sendo "puxados".

Baseados no exposto, podemos colocar os vetores representativos das forças nos cabos.

Para determinarmos a intensidade das forças, iniciamos os cálculos pelo nó que seja o mais
conveniente, ou seja, que possua a solução mais rápida, nó com o menor número de incógnitas,
para o nosso caso nó D.
Nó D
y
L:Fy = O

I F3= P I F3

Determinada a força na barra 3, partimos para determinar Fi e F2' que serão calculados
através do nó C.
Nó C
LFy = O LFx = O
y
Fi sencx = P Fi coscx= F2

I
~t~/:
F = _P-
i sencx
= Pcosseccx I
F2 = --
P
. coscx u..11a I

sencx F, cos a x

IF 2 = P cotgCXI p

MecânícaTêcníca-e Resistência dos Materiais

••...
Exem plo 2 zyxwvutsrqp
srqponm
A construção representada na figura está em equilíbrio. Calcular
as forças normais atuantes nos cabos (j), @ , (1).

®
D
P

Solução:

Analogamente ao exemplo 1, partimos do nó D para determinar F3. No D


LFy = ° y

I F3 = P I
p

Novamente como no exemplo anterior, o nó C é o mais conveniente. Porém, neste exemplo,


temos a oportunidade de apresentar mais um artifício, que poderá ser utilizado sempre que for
necessário. Este artifício (mudança de plano) torna-se conveniente, sempre que duas ou mais forças
estiverem colineares ou defasadas 90°.

Os cabos (j), @ , (1) estão tracionados, portanto teremos o nó C com o sistema de forças a
seguir.

y x

LFy = ° LF x =0

F2 = Pcos45° F1 = P sen 45°


I F2 = 0,707P I I F1 = 0,707P I
p

Exem plo 3

Uma carga de 1000 kgf está suspensa conforme mostra a figura


ao lado. Determinar as forças normais atuantes nas barras (j), @ e (1).
"'" kjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGF
Solução:

o sistema de forças abaixo.

EFy = O
,

srqponmlkj
Iniciamos os cálculos pelo nó D. A carga de 1000 kgf traciona

F3
a barra 3, portanto teremos

IF 3 = 1000 kgf I
'.1000 kgf

A barra Q), tracionada, tende a "puxar" o nó A para baixo, sendo impedida pela barra Q) que
o "puxa" para cima, auxiliada pela barra CDque o "empurra" para cima para que haja equilíbrio.

Temos portanto a barre O tracionada e a barraCD comprimida, resultando no sistema de forças


atuante no nó A representado na figura.

y
IFx = O

F1 sen60° = F2 sen45°

Fl F2 cos45°
(:)c$ F1 = (1)
sen 60°
A x
IF y = O
~
F1 cos60° + F2 cos45° = 1000 (11)

1000 kgf

substituindo a equação I na equação 11 temos:

F2 cos 45°
---- . cos60° + F2 cos 45° = 1000
sen60°

F2 . 0,707 . 0,5
0,866 + 0,707 F2 = 1000

1,115 F2 = 1000

I F2'" 897 kgf I


substituindo F2 na equação I temos:

F = F2 cos45° 897 x 0,707


1
sen60° 0,866

I F1 = 732kgf I

3.15 M étodo do Polígono de Forças

Para que um sistema de forças concorrentes atuantes em um plano esteja em equilíbrio,


é condição essencial que o polígono de forças formado pela disposição geométrica destas cargas
esteja fechado.

M ecânica Técnica e Resistência dos M ateriais


LKJ
z
kji
te::~.~;.:~~..~ . ~ ~5 r-~t~[~ .. r/i () SS O R Ó
- [~Ií:"3LICTEC/\·
É importante ressaltar que para a formação do polígono, o iIÚOQ),Qt;lU'DífWwm€tmre;entativo
de uma carga deve coincidir com o final do outro.

o
Exem plo:

vetor CDinicia-se em A e vai até B

o vetor @ inicia-se em B e vai até C

E assim sucessivamente /

3.15.1 E xem plos

Exem plo 1

A construção dada está em equilíbrio. A carga P aplicada em D


é de 1,4 tf. Determinar as forças normais atuantes nos cabos,
utilizando o método do polígono de forças.

Solução:

Neste caso, como temos apenas 3 forças a serem determinadas, o nosso polígono será um
triângulo de forças.

Sabemos que F3 = P, como estudamos em exemplos anteriores.

Para traçarmos o triângulo de forças, vamos utilizar o nó C, procedendo da seguinte forma:

1- Traçamos o vetor força F3 = P, que sabemos ser vertical.

2 - A F 2 forma com F3 um ângulo de 3r, sabemos ainda que, o vetor F 2 tem o seu início no
final do vetor F3' portanto, com uma inclinação de 3 r em relação ao final do vetor F3'
traçamos o vetor F2 .

3 - O vetor Fi forma 90° com o vetor F3' sabemos que o início de F3 é o final de Fi' teremos,
portanto, o triângulo de forças abaixo.

Pela lei dos senos temos:

sen90°

P 1400
F2 = = -- = 1750kgf
sen53° 0,8

Fi = F2 sen3r = 1750 x 0,6

Fi = 1050 kgf
F2 =1750 kgf
F3 = 1400 kgf

Equilíbrio de: Forças:e


..... Momentos:",,:,,: 41
r

Observação:

Exem plo 2
LKJIHGFE
Com okji
srqponm se p o d e p e rc e b e r, a c a rg a 1,4 tf fo i tra n s fo rm a d a p a ra 1400 k g f.

A estrutura representada na figura está em equilíbrio. A carga P aplicada em D é de 2,4


tf. Determinar as forças normais atuantes nas barras CD, <De Q) utilizando o método do polígono
de forças.

Solução:

Observando a figura, concluímos que as barras CD e Q) estão


tracionadas, e a barra <Destá comprimida. Teremos portanto o esquema
de forças a seguir.

Novamente para este caso, teremos um triângulo de forças.

Sabemos que F3 = 2,4 tf, como já foi estudado em exemplos


anteriores.

Novamente o nó C será objeto do nosso estudo. Através de C,


traçaremos o triângulo de forças.

1. - Traçamos o vetor força F3 = 2,4 tf, que sabemos ser vertical, e para baixo.

2 - A força F2 forma com F3 um ângulo de 3JO, sabemos ainda que o vetor F2 tem o seu
início no final do vetor F3' portanto, com uma inclinação de 37° em relação ao final do
vetor F3, traçamos o vetor F2.

3 - O vetor F1 forma 90° com o vetor F 2 , pela extremidade final de F2 , com uma inclinação
de 90° em relação a este, traçamos o vetor F 1 ,teremos desta forma o triângulo de forças.

Pela lei dos senos temos:


F1 F2 F3
--= ==--
sen 3JO sen 53° sen 90°

Como o sen 90° = 1, tem-se que:

F2 = F3 sen 53° u:'

F2 = 2,4 x 0,8 = 1,92 tf

F1 = F3 sen 37"

F1= 2,4 x 0,6 = 1,44 tf

Exem plo 3

Determinar a intensidade da força F que deve ser aplicada no eixo do disco de r = 2m e


2
m = 10kg mostrado na figura, para que possa subir o degrau de h = 20 cm. Adotar g = 10m/s .

Qual a intensidade da reação em A?

~;;;,,"::Mecânica;T écnica e R esistência dos,'Materiais"';f;;,C;"'~"f;i';=fi::::",l:C;"TL.:llii':',;;;;:~:::::2 iQ ,;;,'\,;;tL


;""" " ,< ;','::YF"''':;;;;;S;;'='='='''=',
zyxwv F

F
p

Solução:
o
6
C'J
p kjihgfed
Traçaremos o triângulo de forças relativo ao equilíbrio do ponto O. Como nos exemplos
anteriores, iniciaremos o traçado pela força P que sabemos ser vertical e para baixo.

A força F, forma 90° com P, e coincide com o final de F.

Os ângulos que RA forma com P e com F serão determinados através do /'o" OAB.

1,8
cosa = - = 0,9
2

Pela lei dos senos, cálculo de FeRA:

F P RA
sen26° sen 64° sen90°

Como sen 90° = 1, tem-se:

p
F = sen 64'° sen26°

100.0,438
F= 0,9
p
IF = 48,66N I
F 48,66
R - ---
A - sen 26°- 0,438

RA == 111,1N I

43
3.16 zyxw
M om ento de um a Força

srqponmlkj
Define-se como momento de uma força em relação a um
ponto qualquer de referência, como sendo o produto entre a
intensidade de carga aplicada e a respectiva distância em
relação ao ponto.

É importante observar que a direção da força e a distância


estarão sempre defasadas 90°.
Na figura dada, o momento da força F em relação ao ponto
A será obtido através do produto F.c, da mesma forma que o p

LKJIHGFE
Çl •.... r.

produto da carga P em relação a A será obtido através de P.b. ' ,


Para o nosso curso, convencionaremos positivo, o momento que obedecer ao sentido
horário.

Nota: M u ito s a u to re s u tiliz a m convenção c o n trá ria a e s ta , p o ré m , p a ra a s e q ü ê n c ia do


n o s s o c u rs o , é im p o rta n te que o m o m e n to p o s itiv o s e ja h o rá rio .

3.16.1 Teorem a de V arignon

o momento da resultante de duas forças concorrentes em um ponto E qualquer do seu plano


em relação a um ponto A de referência, é igual à soma algébrica dos momentos das componentes
da força resultante em relação a este ponto.

Para o caso da figura temos:

Rd = Hb + Vc

3.16.2 E xem plos

Exem plo 1

Determinar as reações nos apoios das vigas a, b, c, d, carregadas conforme mostram as


figuras a seguir.
a) Viga solicitada por carga perpendicular.

J,- a
p
b
"

RA Ra

.m nvM ecânica::TécnicaeR esistência dos Materiais ,,~;;;.::.; :-::~;~';.'-~~~

==
l:MA = o
Rs (a + b) = p. a

R
B
=~
(a
zyxwvutsrq
kjihgfed
+ b)
l:Ms =0
RA (a + b)

R
A
=~
(a
=

+ b)
p. b

b) Viga solicitada por carga inclinada.


2m 3m 2m
I-
8kN 5kN

Solução:

A primeira providência a ser tomada, para solucionar este exemplo, é decompor a carga
de 10kN, visando obter as componentes vertical e horizontal. A componente horizontal será obtida
através de 10 cos 53° = 6kN, e a componente vertical é obtida através de 10 sen 53° = 8kN ..

Agora, já temos condição de utilizar as equações do equilíbrio para solucionar o exemplo.

7Rs = 5 x 5 + 8 x 2 l:FH=O

I Rs == 5,86KN I RAV = 8 + 5 - 5,86 IR AH = 6KN I


I R AV = 7,14KN I
Resultante no apoio A

2 2
RA = J7,14 +6

IRA == 9,33KN I

c) Viga solicitada por carga paralela ao suporte principal.

4m
zyxwvutsrqp
r--

IM A

6RB = 6x2

IRB=2KNI
kjihgfedc
= o
I
IF H =

RAH = 6KN

IFv =
o

o
I

IRAV=RB=2KN

Resultante no apoio A

RA = JR~H + RL

2
RA=J6 +22 IRA=6,32KNI

d) Viga solicitada por torque.

4m 6m
30kN

E
N
~

Figura A
30kN" I

r~,
RA R
B
Figura B

o binário da figura A pode ser representado conforme a figura B.

IM A = O IFv = O

10RB = 120 I RA = RB = 12KN I


I RB = 12KN I

3.17 Exercícios R esolvidos

Ex. 1. - o suporte vertical ABC desliza livremente sobre o eixo AB, porém é mantido na
posição da figura através de um colar preso no eixo. Desprezando o atrito,
determinar as reações em A e B, quando estiver sendo aplicada no ponto C do
suporte, uma carga de 5kN.

M ecânica;Técnicae Resistência;dos';Materiais'n~'::;c ',::.·:',110"'",';; ':":> , ,;'c'· ,:.' .A",:tir #7",/:" LKJ


i,,~,.; ,;X ;,1 """:,:ri, '''' ;;\')7' :, ::7;"'":;,
~ ,
~
,
»c:':
,

RAH
<, srqponm
kjihgfed
11 111
zyxwvutsrqponm
A
RAV//,.///,/

I II
I 1
Ic
I
IMA=O
24RB

RB =
= 5 x 30

6,25KN I
5 kN
IF H = O

8 I
~ IR AH = RB = 6,25KN I
8
% RB IFv =O
8 '/
B
///
30cm

Reação em A

IRA = 8KN I

Ex. 2 - A figura a seguir, representa uma junta rebitada, composta por rebites de diâmetros
iguais. Determinar as forças atuantes nos rebites.

~~ __~R=-~ ~~

RAH

Como os diâmetros dos rebites são iguais, na vertical as cargas serão iguais:

I R" = R, = Rcv = T = 1000 N I


o rebite B, por estar na posição intermediária, não possui reação na horizontal.

O rebite A está sendo "puxado" para a direita, portanto possuirá uma reação
horizontal para a esquerda.

O rebite C, ao contrário de A, está sendo "empurrado" para a esquerda, portanto


possuirá reação horizontal para a direita.

.Equilíbrio,deForças e,Momentos;;·x'!,' 47
Esforços

I.MA = O zyxwvutsrq
H orizontais

I.FH = O

I RAH= RCH= 9000N I

srqponmlk
200 RCH= 600 x 3000

I RCH= 9000N I
Força atuante nos rebites A e C

RA = JRtv + RtH

RA = ~10002 + 90002

IRA =9055N I
Como RA e Rc são iguais, temos que:

IR A e Rc = 9055 N I
E x. 3 - Determinar a intensidade da força F, para que atue no parafuso o torque de 40Nm.
A distância ª (centro do parafuso ao ponto de aplicação da carga F) será
determinada por:

20 20
a= cos23°
=--
0,92

a = 21,7 em

la=o,217ml
LMO = O
O,217F = 40

F = 40
20em 0,217=184N

EX.4 - Um grifo é utilizado para rosquear um tubo de d = 20mm a uma luva como mostra
a figura. Determinar a intensidade da força F exercida pelo grifo no tubo, quando a
força de aperto aplicada for 40N.
O somatório de momentos em relação à articulação A soluciona o exercício:

I.MA=O
40N
180

30F = 180 x 40 -1 F = 180 x 40


30

I F = 240N I

M ecânica Técnica e R esistência dos M ateriais


zyxwvutsrqp
EX.5 -

srqpon
A figura dada representa uma alavanca de comando submetida a um conjugado horário
de 90Nm exercido em O. Projetar a alavanca para que possa operar com força de 150N.

IS0N ~'--+--'
o
o
N

Solução:

Para projetar a alavanca, precisamos determinar a dimensão y. Para determinarmos y,


precisamos que as unidades sejam coerentes, por esta razão, transformaremos Nm para N.mm
90Nm = 90000Nmm
dim ensão y
dim ensão x
LMO = O
Como x é a hipotenusa do triângulo ABO temos:
150 (200 + y) = 90000
y 400
90000 x =
Y= -200 cos 26° 0,9

Iy
150
= 400mm I
Ix == 445mm I

EX.6 - O guindaste da figura foi projetado para 5kN. Determinar a força atuante na haste do
cilindro e a reação na articulação A.
400 800

5kN

',:",',;,:r,:,:"",:',:""",:r',:',:,:',:",',:,'" Equilíbrio de Forças e M om entos


Solução: zyxwvutsrqp
Esforços na viga AC

400 800

srqpon
Fcsen 37°

~~
Fc cos 37° 5kN

Força atuante na haste do cilindro:


LM A = O

400 Fc cos 37° = 5 x 1200

I Fc = 18,75kN I

Componentes de Fc

Fc cos 3r = 18,75 x 0,8 = 15 kN


Fc sen 3r = 18,75 x 0,6 = 11,25kN

Reações na articulação A Reação na articulação A


LF H = O r 2 2
RA = VRAH+ RAV
RAH = Fc sen 3r = 11,25kN
LFV = O
RA = ~11,252 + 102

LKJI
RAV = Fc cos 3r - 5 IRA=15kN I

RAV = 15 - 5 = 10kN

EX.7 - A figura dada, representa uma escada de comprimento f = 5m e peso desprezível.


A distância do pé da escada à parede é de 3m. No meio da escada há um homem
de peso P = 800N. A parede vertical não apresenta atrito. Determinar a reação da
parede sobre a escada, e a reação no ponto B .

A
Solução: ângulo a Esforços
no apoio B

>- cosa = - = 06
l-a-=-53-o I
3
5 '
[SJ~o
RSH

Podemos agora determinar a dimensão y:

y = 3 tg 53°

I y= 4m I

M ecânica Técnica e R esistência dos M ateriais


-

kjihgfe
srqponmlkjih
Reação da parede vertical na escala:

IMB =0

4RA = 1,5 x 800 IR A = 300N I


A distância 1,5 m foi obtida através do triângulo CDB:
c
Reações em B

LFv = O LF H = O
RBV = 800N RBH = R A = 300 N

Resultante Rs

RB = ~8002 + 3002
I RB == 855N I

Ex. 8 - Determinar a força que atua no prego, quando uma carga de 80 N atua na
extremidade A do extrator ("pé de cabra"), no caso representado na figura dada.

80N

Solução:

o
o Força de extração do prego:
'"
IMB =O

50F cos34°= 80 x 200

I F = 385N I

''''+1"",wrEc~uilíbriio
de Forças e Mom.entos; I
CARGA

zyxwvu
D IS T R IB U íD A

4 .1 In t r o d u ç ã o

Nos capítulos anteriores, estudamos somente a ação de cargas concentradas, isto é, cargas
que atuam em um determinado ponto, ou região com área desprezível. No presente capítulo,
passaremos a nos preocupar com a ação das cargas distribuídas, ou seja, cargas que atuam ao longo
de um trecho.

4 .1 .1 E x e m p lo s d e C a r g a s D is t r ib u íd a s

a) O peso próprio de uma viga

b) O peso de uma caixa d'água atuando sobre uma viga aZYXW

"""""ê ..CargaDistribuída ~3
v
c) zyxwvuts
aZYXWVUT
o peso de uma laje em uma viga

• I c o lu n a c o lu n a

Podemos ainda citar como exemplos, barragens, comportas, tanques, hélices, etc.

Vamos agora, genericamente, estudar o caso de uma carga qualquer distribuída, como nos
mostra a figura a seguir.
XG

x n

q - intensidade de carga no ponto correspondente

Adotamos para o estudo, o infinitésimo de carga dQ


m to- ---
que é determinado pelo produto qdx.
q
dQ I dQ = qdx I

O'
L--------~rr~I~!~tl~--~,A ~
Q
É fácil observar que a superfície da figura é composta por infinitos qdx, que correspondem às
forças elementares das áreas elementares correspondentes. O somatório dessas cargas elementares
expressará a resultante Q, determinada pela área total Om.n.A da figura.

4 .2 L in h a d e A ç ã o d a R e s u lt a n t e

O momento de um infinitésimo de área em relação ao ponto O será expresso através do


produto xdQ, que podemos escrever qxdx.

O somatório de todos os momentos em relação ao ponto O será expresso por:

f: QXdX

Denominamos XG, a abscissa que fixa o ponto de aplicação da concentrada Q em relação


ao ponto o. Portanto, podemos escrever que:

- M e c â n ic a T é c n ic a eResistênciardos',Materiais"-",,,-,', >t~~',:;:;?:'~::-.~_~mk~:df-~:C~F.';;;~f,.~',<m<:R"'~~'~)ij;!!!:r.::'f~L
s: zyxwvut
XG =-=--Q-
qxdx

aZYXWV
ZYXWV
Donde conclui-se que a resultante Q atuará sempre no centro de gravidade da superfTcie que
representa a carga distribuída. Através desta superfTcie de carga, fica determinada a resultante e
o ponto de aplicação da carga distribuída.

4 .3 E x e r c íc io s R e s o lv id o s

Ex. 1- Determinar as reações nos apoios, nas vigas solicitadas pela ação das cargas
distribuídas, conforme as figuras dadas.

1.a)

A resultante da carga distribuída de intensidade q e comprimento l será ql, e atuará


no ponto l /2 em relação a A ou B, como já foi estudado anteriormente.

Teremos, então:

qQ
Q/2

f
R A f = q f'
2

IR A = q~ I
1.b) zyxwvuts i /
q

A carga distribuída, variando linearmente de O a q, possui resultante com


intensidade q.e/ 2, que atuará a uma distância .e /3 de B (centro de gravidade do
triângulo).

Teremos, então:

~Q
3
aZYXWVU ,
ql
2
I
~
Q /3

RA RB

IM A = O IM s =0

RB t _
__ qt ._f
2 RAf = q e .~
2 3' 2 3

I R, = ~ I I R" = ~ I

1.c) 6m

lO k N
m

Na solução deste exercício, vamos dividir o trapézio em um triângulo e um


retângulo, obtendo desta forma as concentradas a seguir .

ZYXWVUTS
.q;mJ;,JYlecânic a . Técnica."e,Resistência·,dos< M a te r ia is ,;;;; '::"';_"'~'2!I'~:;';;".:
. .· · '.;;z :li· ;:" " " ? ,'< .:" '~ ' ...:.... · 7 ,! ! 'S = ; ; " ; : ; : : ; < i .. " : . .< ,'-
'"~;.'J>\_•.::.....
30kN 15kN

LM A
aZYXW
zyxwvutsrqpo
= O

6RB = 4 x 15 + 30x 3
RA
3m

LFv

RA +
= O

RB
1m

= 30 + 15
2m

IRB

IR B = 25kNI I RA = 20kNI

1..d) 6m 3m

Solução idêntica ao exercício anterior.

Teremos, então:

48kN 12kN

3m 3m 1m 2m

I
1 --------------

IRa

E x .2 -
I
LM A

RB = 38kN
= O

6RB=7x12+48x3

ZYXWVU
I I
LFv

RA +
RA = 22kN
= O

RB = 48 + 12

Determinar a reação no apoio A e a força normal na barra (D, na viga carregada


conforme a figura dada. Qual o ângulo a que RA forma com a horizontal?

2kN

5kN
m

/ 4m 2m 1m

57
Na solução deste exercício, devemos observar o tipo de solicitação na barra (j). A
barra está tracionada, portanto "puxa" os nós. Decompomos a força normal na barra
(j), determinando as componentes vertical e horizontal da força. O próximo passo é
determinar a resultante da carga distribuída, bem como a sua localização. É fácil
observar que para determinar RA' temos que obter as componentes vertical e
horizontal do apoio, para na seqüência obtermos a resultante;
aZ
Temos, então, o esquema de forças a seguir:
2m 4m 1m

RAVI

A
a

RAH
~~t
«:-7 :
.'
:
. 53°
l'

' lH
ZYXWV
F1V
12kN

Força normal na barra (j)

I ,M A = O

6Fi sen53°= 7 x 2 + 20 x 2

I Fi = 11,25KN I

Componente horizontal de Fi Componente vertical de Fi

Fi H = Fi COS 53° = 11,25 x 0,6 = 6,75 kN FiV = Fi sen 53° = 11,25 x 0,8 = 9 kN

Reação em A

Componente Vertical RAV Componente horizontal RAH

I ,F v = O I ,F H = O

R AV+FiV=20+2 I RAH = FiH = 6,75kN

I RAV = 22 - 9 = 13kN

Resultante RA

RA = JR~H + R~v

RA = J6,752 + 132

I RA == 14,65kN I
Ângulo que RAforma com a horizontal

tg o : = RAV ~
RAH 6,75

10: = 62° 34' I

Mecânica Técnica e Resistência dos Materiais


E X .3 - zyxwvutsrqp
Determinar as reações nos apoios A e B, da construção representada na figura a
seguir. Qual o ângulo (a) que RA forma com a horizontal?
4m

aZYXWVU
Pelo mesmo raciocínio do exercício anterior, chegamos ao esquema de forças a
seguir:

2m
2400N
2m

._.:=11
E 4O _0N
_. ;
~ 240N
I

: 37' 1200N
320N

~ I
~._._._.

3m 1m R.

Reação no apoio B

IM A = O

8Rs = 1200 x 7 + 240 x 4 + 2400 x 2 - 320 x 2

I Rs = 1690N I
IF y = O

RAy + Rs = 2400 + 240 + 1200 IRAS = 2150N I

IF H = O

RA H = 320N I

59
Resultante RA

RA = ~RÃH + RÃv
aZYXWV
I

ZYXW
RA = J3202 +21502 RA = 2174N

Ângulo que RA forma com a horizontal

tg « = RAV _ 2 1 5 0
l a = 8 1 ° 3 2 '1
R - 320
AH

E X .4 - Determinar as reações nos apoios A, B e C e a força normal atuante nas barras C D


e ( ? ) , na construção representada na figura a seguir.

. /n_
® 53
c
E w ~ -t
eo

3T 800N
m

.5 t I 11 ' ..;-.'- l ! '. : j

CD
"'r~500N

o
E

500N
1m I 3m

Para solucionar este exercício devemos proceder da seguinte forma. Calculamos a


força normal atuante na barra C D e a reação no apoio A, não nos preocupando com
a parte superior do exercício.

Desta forma teremos, então, o seguinte esquema de forças:

..
•...~
2m 3m
.•.. ... 3m
•... . . .

2400N FI
-: O O N .m

A r---.----.----.----.~
E

RA

.M e c â n ic a Técnica e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is
Força normal na barra CD

.L :M
A
= O

5F1 = 2400 x 2 + 1000


Reação no apoio A

.L :F v = O

RA + F1 = 2400
aZY
IFl = 1160NI RA = 2400 - 1160

IRA = 1240NI

A barraCDestá tracionada, portanto "puxa" os nós E e Fcom a intensidade de 1160N.


Portanto, agora, temos condição de calcular a parte superior de construção,
baseados no esquema de forças a seguir.

1200N

E
,.....L - - - - - - j - - j ~ = = 1 ~
B RaH F

1160N

1m 1m 2m 1m

Força normal na barra 2

I
2:MB =0

F2 = 1550N ZYXWVU
4F2 sen53°= 1200 x 3 + 1160 x 1 + 800 x 1- 600 xl

Componentes vertical e horizontal de F2

F2X= F2sen53°= 1550 x 0,8 = 1240N F2y = F2sen53°= 1550 x 0,6 = 930N

Reação no apoio B

RBV = F2cos 53°+1160 + 1200 + 600

RBV = 930 + 1160 + 1200 + 600 RBH = 1200 + 800

I Rsv = 3890N I I RBH = 440N I

Resultante B

RB = ~38902 + 4402

I RB = 3915N I

'" C a r g a ,O is t r ib u íd a 61
,l
TR A Ç Ã O E

zyxwv
COMPRESSÃO

5.1

5.1.1
Revisão do Capítulo 3

Força Norm al ou Axial F zyxwv


Define-se como força normal ou axial aquela que
atua perpendicularmente
secção transversal de peça.
(normal) sobre a área da
Eixo
Longitudinal

/
5.1.2 Tração e Com pressão

Podemos afirmar que uma peça está submetida a esforço de tração ou compressão, quando
uma carga normal F atuar sobre a área da secção transversal da peça, na direção do eixo
longitudinal.

Quando a carga atuar com o sentido dirigido para o exterior da peça ("puxada"), a peça estará
tracionada. Quando o sentido de carga estiver dirigido para o interior da peça, a barra estará
comprimida ("empurrada").

Peça tracionada Peça com prim ida

Área da secção
Transversal UTS
Área da secção
Transversal

-:

/
--
63
5.2 Tensão Norm al o zyxw
zyxwv
A carga normal F, que atua na peça, origina nesta, uma tensão normal que é determinada
através da relação entre a intensidade da carga aplicada, e a área da secção transversal da peça.

Onde:
I cr= f I
o - tensão normal [Pa; ]

F - força normal ou axial [N; ]

A - área da secção transversal da peça [m 2; ]

Unidade de Tensão no SI (Sistem a Internacional)

A unidade de tensão no SI é o pascal, que corresponde à carga de 1N atuando sobre uma


superfície de 1m 2.

1N
Como a unidade pascal é infinetesimal, utiliza-se com
freqüência, os seus múltiplos:
'~
2
1m MP a (mega pascal) . kP a (quilo pascal)
6 3
MPa = 10 Pa kPa = 10 Pa

A unidade MPa (rnega pascal, corresponde à aplicação de 106 N (um milhão de newtons)
2
na superfície de um metro quadrado (m ). Como m 2 = 106mm2, conclui-se que:

2
I MPa = N/mm 1

MP a corresponde à carga de 1N atuando sobre a superfície de Lrnm".

5.3 Lei de Hooke

Após uma série de experiências, o cientista inglês, Robert Hooke, no ano de 1678,
constatou que uma série de mãteriais, quando submetidos à ação de carga normal, sofre variação
na sua dimensão linear inicial, bem como na área da secção transversal inicial.

Ao fenômeno da variação linear, Hooke denominou alongamento, constatando que:

• quanto maior a carga normal aplicada, e o comprimento inicial da peça, maior o


alongamento, e que, quanto maior a área da secção transversal e a rigidez do material,
medido através do seu módulo de elasticidade, menor o alongamento, resultando daí
a equação:

IH=F'j-A.E

Como o = ~ podemos escrever a Lei de Hooke:


A IM=G/I
..'··'MecânicaTécnica e Resistência dos Materiais'
Onde: fedcbaZYX
zyxwvuts
f:. R - alongamento da peça [m; ]

UTSRQ
(J - tensão normal [Pa; ]

F - carga normal aplicada [N; ]


2
A - área da secção transversal [m ; ]

E - módulo de elasticidade do material [P a; ]

on
R - comprimento inicial da peça [m; ]

O alongamento será positivo, quando a carga aplicada tracionar a peça, e será negativo
quando a carga aplicada comprimir a peça.

É importante observar que a carga se distribui por toda área da secção transversal da peça.

Tração no Nó Com pressão no Nó

Peça Tracionada Peça Com prim ida

IRf = R + tlR I
Onde: J!f - comprimento final da peça [m; ]
R - comprimento inicial da peça [m; ]
tlR - alongamento [m; ]

A lei de Hooke, em toda a sua amplitude, abrange a deformação longitudinal (E) e a


deformação transversal (Et).

Deform ação longitudinal ( E )

Consiste na deformação que ocorre em uma unidade de comprimento (u.c) de uma peça
submetida à ação de carga axial.

Sendo definida através das relações:

Tração e Com pressão 6~v


como c ==

Onde:
ó. f
./"

IE=~=~ I
Deform ação transversal (tt)

(v) .

e == E'
o
r
I
,

zyxwv
zyxwvutsrqp
fedcbaZ
Determina-se através do produto entre a deformação unitária (E) e o coeficiente de Poisson

podemos escrever: ~
~
ICt == -vc I

ou Ict == _vó./I
<, on
Et - deformação transversal adimensional
o - tensão normal atuante [Pa; .... , .... ]
E - módulo de elasticidade do material [P a;; ..... ]
t - deformação longitudinal adimensional
v - coeficiente de Poisson adimensional
ó. f - alongamento [m; ]

f - comprimento inicial [m; ]

5.4 Materiais Dúcteis e Frágeis

Os materiais, conforme as suas características, são classificados como dúcteis ou frágeis.

5.4.1 M aterial Dúctil

O material é classificado como dúctil, quando submetido a ensaio de tração, apresenta


deformação plástica, precedida por uma deformação elástica, para atingir o rompimento.

Ex.: Aço; alumínio;


cobre; bronze;
latão; níquel;

etc.

··:"Mecânicac1'écnica·eResistênciados::MateriaiS:F.:.·:':;>' ..'.'.;::;".'1'&' ,:""".;.,. r" "'''".,.""."


Diagram a Tensão deform ação do aço ABNT 1020

Ponto O - Início de ensaio carga nula


Ponto A - Limite de proporcionalidade
zyxwv
Ponto B - Limite superior de escoamento

zyxwvu
Ponto C - Limite inferior de escoamento

Ponto D - Final de escoamento início da recuperação do material


Ponto E - Limite máximo de resistência
Ponto F - Limite de ruptura do material
(f
E
(fm~;---------------------~~
(fr F

o Região Escoamento Recuperação Eslricçáo


de Def.
Elástica Região de Def. Plástica

5.4.2 Material Frágil

o
material é classificado comefrágil, quando submetido a ensaio de tração não apresenta
deformação plástica, passando da deformação elástica para o rompimento.

Ex.: concreto, vidro, porcelana, cerâmica, gesso, cristal, acrílico, baquelite etc.

Diagrama tensão deformação do material frágil

Ponto O - Início de ensaio carga nula

Ponto A -limite máximo de resistência,


ponto de ruptura do material

I .•eelástica
ormação
---+----
5.5 Estricção zyxwvu
zyxwvutsr
No ensaio de tração, à medida que aumentamos a intensidade de carga normal aplicada,
observamos que a peça apresenta alongamento na sua direção longitudinal e uma redução na
secção transversal.

Na fase de deformação plástica do material, essa redução da secção transversal começa


a se acentuar, apresentado estrangulamento da secção na região de ruptura. Essa propriedade
mecânica é denominada estricção, sendo determinada através da expressão:

Ao - Af .100%
cP = Ao

Onde: cp - estricção [%]


2
Ao - área da secção transversal inicial [mm ; cm; ]
2 2
Af - área da secção transversal final [mm ; cm ; ]

5.6 Coeficiente de Segurança k

O coeficiente de segurança é utilizado no dimensionamento dos elementos de construção,


visando assegurar o equilíbrio entre a qualidade da construção e seu custo.

O projetista poderá obter o coeficiente em normas ou determiná-Ia em função das


circunstâncias apresentadas.

Os esforços são classificados em 3 tipos:

5.6.1 Carga Estática f(tensão)

A carga é aplicada na peça e permanece constante; como


exemplos, podemos citar:

Um parafuso prendendo uma luminária.

Uma corrente suportando um lustre.


t (tempo)

5.6.2 Carga Interm itente


(["(tensão)
Neste caso, a carga é aplicada gradativamente na peça,
fazendo com que o seu esforço atinja o máximo, utilizando para isso
um determinado intervalo de tempo. Ao atingir o ponto máximo, a
carga é retirada gradativamente no mesmo intervalo de tempo
utilizado para se atingir o máximo, fazendo com que a tensão atuante
volte a zero. E assim sucessivamente.
t (tempo)
Ex.: o dente de uma engrenagem .

.Mecânica Técnica e Resistênciados Materiais


5.6.3 Carga Alternada zyxwvu
zyxwv
Neste tipo de solicitação, a carga aplicada na peça (f(tensão)

fedcbaZYXW
varia de máximo positivo para máximo negativo ou vice-
versa, constituindo-se na pior situação para o material. <±l(fmáx

Ex.: eixos, molas, amortecedores, etc.


t(tempo)
Obs.: para cisalham ento substituir (J por t
G (fmáx

Para determinar o coeficiente de segurança em função


das circunstâncias apresentadas, deverá ser utilizada a
expressão a seguir:

Ik=X.Y.Z.w

valores para x (fator de tipo de material)

x = 2 para materiais comuns

x = 1,5 para aços de qualidade e aço liga

valores para y (fator do tipo de solicitação)

y = 1 para carga constante


y = 2 para carga interminente
y = 3 para carga alternada

valores para z (fator do tipo de carga)

z = 1 para carga gradual


z = 1,5 para choques leves
z = 2 para choques bruscos

valores para w (fator que prevê possíveis falhas de fabricação)

w = 1 a 1,5 para aços


w = 1,5 a 2 para fofo

Para carga estática, normalmente utiliza-se 2 ~ k ~ 3 aplicado a Cl"e (tensão de escoamento


do material), para o material dúctil e ou aplicado a c. (tensão de ruptura do material) para o material
frágil.

Para o caso de cargas interminentes ou alternadas, o valor de k cresce como nos mostra
a equação para sua obtenção.

5.7 Tensão Adm issível O' ou oadrn

A tensão admissível é a ideal de trabalho para o material nas circunstâncias apresentadas.


Geralmente, essa tensão deverá ser mantida na região de deformação elástica do material.

Tração::eCompressão:c,,,::c;c,,:,,<,
Porém, há casos em que a tensão admissível poderá estar na região da deformação plástica
do material, visando principalmente a redução do peso de construção como acontece no caso

zyxwvu
de aviões, foguetes, mísseis, etc.

UTSRQP
Para o nosso estudo, restringir-nos-emos somente ao primeiro caso (região elástica) que é o
que freqüentemente ocorre na prática.

A tensão admissível é determinada através da relação c, (tensão de escoamento) coeficiente


de segurança para os materiais dúcteis, a r (tensão de ruptura) coeficiente de segurança para os
materiais frágeis.

cr=~

cr=
k

ar
k
materiais dúcteis

materiais frágeis onmlkji


5.8 Peso Próprio

Em projetos de porte, é necessário levar em conta, no dimensionamento dos elementos de


construção, o peso próprio do material, que será determinado através do produto entre o peso
específico do material e o volume da peça, conforme nos mostra o estudo a seguir.

0 5 ,y 5 ,.e

Pp = yAy

Na secção AA

y = O -? Pp = O

fedcb
Na secção BB
y = .e -? Pp ,
ma x

I PPmáx = Y . A . f! I

-~--~
Onde: Pp - peso próprio do elemento dimensionado; [N; ... ]
2
A - área da secção transversal da peça; [m ; ... ]

y - peso específico do material [N/m3; ... ]

.e - comprimento da peça mm; [m; ... ]

5.9 Aço e sua Classificação

Aço é um produto siderúrgico que se obtém através de via líquida, cujo teor de carbono não
supere a 2% .

. " ....
""Mecânica Técnica e Resistência dos Materiais"" ..,~ : q ~ J '.
Classificação

Aço
Aço
zyxwvutsrq
extra doce
doce
< 0,15%C
0,15% a 0,30%C,
0,40%C
Aço meio doce 0,30% a
Aço meio duro 0,40% a 0,60%C
Aço duro 0,60% a 0,70%C
Aço extra duro > 0,70%C

5.10 Dim ensionam ento de Peças

Peças de Secção

1A
Área Mínim a

min = ;1
zyxwvutsrqp
Transversal Qualquer

Área de Secção
Transversal
Onde:

Amin -Área mínima da secçãotransversal [m 2: ... ]. F

F - Carga axial aplicada [N].

cr - Tensão admissível do material [Pa].

(A",in)
AreaMínima
da Secção
Peças de Secção Transversal Circular
/ ~
Diâm etro da Peça

2
-o = F como
A área do
a area o ci
errou Io e'A 4'd
= 1'C tem-
\
-se que:
, . ----' --' .-' .--- -- -----o ~l\
.: 4F ~rn4F.
( o=
--· · 1td
--2 portanto,
- - >.- -.,.,--
d=
- '--
---=o
1'C
~
i
)

Onde:

d - Diâmetro da peça [m].

F - Carga axial aplicada [N].


cr - Tensão admissível do material [Pa].

re - Constante trigonométrica 3,1415 ...


5.11 Dim ensionam ento de Correntes

T em-se entao -
que: o =
Fc
2A
zyxw
zy
A carga axial tia corrente se divide na metade para cada secção tranversal do elo.

Como a área do círculo é A = ~


4
2
tem-se que: 0== ~
2n d2
= 2 Fc portanto.
2
n d
I d ~ ~~ ~ I
Onde:
d - diâmetro da barra do elo [m).
Fc - Força na corrente [N).
rt - Constante trigonométrica 3, 1415 ....

UTS
d

0= - Tensão admissível [Pa).

F, F,
Propriedades Mecânicas "2 "2

Tabela 1 - Coeficiente de Poisson (v)

Material v Material v

aço 0,25· 0,33 latão 0,32· 0,42

alumínio 0,32· 0,36 madeira compensada 0,07

bronze 0,32· 0,35 pedra 0,16 - 0,34

cobre 0,31- 0,34 vidro 0,25

fofo · 0,23 - 0,27 zinco 0,21

Tabela 2 - Características elásticas dos m ateriais

Módulo de Módulo de
Material elasticidade Material elasticidade
E [GPaj E [GPaj

Aço 210 Latão 117

Alumínio 70 Ligas de AI 73

Bronze 112 Ligas de chumbo 17


» > :

Cobre 112 Ligas de estanho 41

Chumbo 17 Ligas de magnésio 45

Estanho 40 Ligas de titânio 114

fedcbaZYXW
Fofo 100 Magnésio 43

Fofo Modular 137 Monel (liga níquel) 179

Ferro 200 Zinco 96

Obs.: É com um encontrar-se o m ódulo de elasticidade em M P a (m egapascal)

""::,.Mecânica<Técnica;e,Resistência\dosiMateriais"u;:;~c",A ,,''';''j, s j,·,".;,,;;s:t·":.1ó.~{,2> J-;,.,:"'.;o· ;C ;;;'.1:.{::.>"":.C · Y ,':c .:.:;::< " .> -;. C ."· 'r.$U : .:::':" ':';;:ii.
Exem plos: zyxwvutsrq
zyxwvutsrq
Eaco = 2,1 x 10 MPa
4
Eae= 7,0 X 10 MPa
5

5
Ecu = 1,12 x 10 MPa

Tabela 3 - Peso específico dos m ateriais

Material Peso Específico Material Peso Específico


3 3
y[N / m ) y[N/m )

Aço 7,70 x 104 Gasolina 15°C 8,3 x 10 3


Água destilada 4°C 9,8 x 10 3 Gelo 8,8 x 103
Alvenaria tijolo 1,47 x 104 Graxa 9,0 x 103
Alumínio 2,55 x 104 Latão 8,63 x 104
Bronze 8,63 x 104 Leite (15°C) 1,02 x 104
Borracha 9,3 x 103 Magnésio 1,72 x 104
4
Cal Hidratado 1,18 x 10 Níquel 8,50 x 104
4
Cerveia 1,00 x 10 Ouro 1,895 x 105
Cimento em pó 1,47 x 104 Papel 9,8 x 103
Concreto 2,00 x 104 Peroba 7,8 x 103
Cobre 8,63 x 104 Pinho 5,9 x 103
Cortiça 2,4 x 103 Platina 2,08 x 105
Chumbo 1,1 x 105 Porcelana 2,35 x 104
Diamante 3,43 x 104 Prata 9,80 x 104
Estanho 7,10 x 104 Talco 2,65 x 104
Ferro 7,70 x 104 Zinco 6,90 x 104

Tabela 4 - Coeficiente de dilatação linear dos m ateriais

Material Coeficiente de Material Coeficiente de


dilatação linear dilatação linear
a [OCl-1 a [OCr1
Aço 1,2 x 10-5 Latão 1,87 x 10-5
Alumínio 2,3 x 10-5 Magnésio 2,6 x 10-5
Baquelite 2,9 x 10-5 Níquel 1,3 x 10-5
Bronze 1,87 x 10-5 Ouro 1,4 x 10-5

Borracha [20°C) 7,7 x 10-5 Platina 9 x 10-6


Chumbo 2,9 x 10-5 Prata 2,0 x 10-5
Constantan 1,5 x 10-5 Tijolo 6 x 10-6
Cobre 1,67 x 10-5 Porcelana 3 x 10-6
Estanho 2,6 x 10-5 Vidro 8 x 10-6

Ferro 1,2 x 10-5 Zinco 1,7 x 10-5

73
Tabela

Aço
5 - Módulo de Elasticidade

Material

Alumínio
Módulo de Elasticidade
Transversal G [GPa]

80

26
zyxwvut
Transversal

Materiais

Aço Carbono

ABNT 1010 - L
-T
Tabela 6 - Tensões

Tensão de
escoamento
de [MPa]

220
380
Tensão de ruptura
[MPa]

320
420
ABNT 1020 - L 280 360
Bronze 50 -T 480 500
ABNT 1030 - L 300 480
Cobre 45 -T 500 550
ABNT 1040 - L 360 600
-T 600 700
Duralumínio 14 28 ABNT 1050 - L 400 650

Fofo 88 Aço Liga

ABNT 4140- L 650 780


Magnésio 17 -T 700 1000
ABNT 8620 - L 440 700
Nylon 10 -T 700 780

zyxwvut
Ferro Fundido
Titânio 45
Cinzento 200
Zinco 32 Branco 450
Preto F 350
P - 550
Modular - 670
Materiais não
ferrosos

Alumínio 30 -120 70 - 230


Duralumínio 14 100 - 420 200 - 500
Cobre Telúrio 60 - 320 230 - 350
Bronze de níquel 120 - 650 300 -750
Magnésio 140 - 200 210 - 300
Titânio 520 600
Zinco 290

Materiais não
metálicos
Borracha - 20- 80
Concreto - 0,8-7

Madeiras

Peroba 100 - 200


Pinho 100 -120
Eucalipto 100 -150

Plásticos

Nylon 80

Vidro

Vidro plano - 5 -10

L -Iaminado F - Ferrítico
T - trefilado P - Perlítico

Esta tabela foi adaptada através das normas da ABNT NB-82; EB,126; EB-127; PEB-128;
NB-11.

As tensões de ruptura das madeiras deverão ser consideradas paralelas às fibras.

Mecânica Técnica e Resistência dos Materiais


Ex.1- zyxwvuts
fe
zyxw
5.12 Exercícios

A barra circular representada na figura. é de aço, possui d = 20 mm e comprimento


l! = 0,8m. Encontra-se submetida à ação de uma carga axial de 7,2 kN.

Pede-se determinar para a barra:

a) Tensão normal atuante (o)


b) O alongamento (Lil!)

c) A deformação longitudinal (E)

d) A deformação transversal (ft)

rd
. ~.'
Eaço= 210 GPa (módulo de elasticidade do aço)
Yaço = 0,3 (coeficiente de Poisson)

Solução:

a) Tensão normal atuante

F 4F
cr=-=-
A nd2

b) Alongamento da barra (Lil!)

M = crxl!
Ecaço
= 22,9x~;(xO,8m
210 x ~P;r
UTSRQPO I cr == 22,9MPa I

M = 0,087 x 10-3m
3
10 M = 0,087mm
M = 22,9 x 0,8 x 10-3m
M = 8711m
210

c) A deformação longitudinal (E) d) Deformação transversal (ft)

M 8711m
E=-=--
e 0,8m

Et = -0,3 x 109

75
Ex.2 - zyxwvutsrq
zyxwvu
Determinar o diâmetro da barra CD da construção representada na figura. O material da
barra é o ABNT 1010L com cre = 220 MPa, e o coeficiente de segurança indicado
para o caso é k = 2.

lOkN 4kN

, 53°( \ j
I
· ~B· · --· --·
A

CD 1 O,8m } O,8m J O,8m }

Solução:

1 - Carga axial na barra CD

-+
fedcbaZYXWVU
UTSRQPO
4kN

o
C')
lI)

: /a
I~
15

__ __ __ 1
I (J)
o

. __ __ .
. -_. __ .
:53 0

10 COS 53
'""'

0
. . . .

FI
O,8m O,Bm O,Bm

IMA=O

0,8Fi = 0,8 x 10 sen 5 3 ° + 1 , 6 x 4

I Fi = 16kN I

2 - Dimensionamento da barra.

2.1 - Tensão admissível (c),


ce 220
cr= - k = - 2
= 110MPa

;Mecânica Técnica e Resistência dos Materiais' i


zyxwvutsr
2.2 - Diâmetro da barra.

fedcbaZYX
zyxwvutsrq
UTSRQPO
4x 1600Q P (
6
n x 110 x 10 -2
)(

m
4 x 16000x 1Q-Bm 2
n x 110

di = 4 x 16000 x 10-3m
n x 110

... -- A barra possuirá Id == 14 mml


EX.3 - A figura dada, representa duas barras de aço soldadas na secção BB.

E
0\ A carga de tração que atua na peça é 4,5 kN.
o
A secção CD da peça possui di = 15 mm e
comprimento .e i = 0,6 m, sendo que a secção @
possui d2 = 25 mm e .e 2 = 0,9 m.

Desprezando o efeito do peso próprio do material,


pede-se determinar para as secções CDe @ .
4,5kN

a) A tensão normal (CJi e CJ2)

b) O alongamento (M i e I1f 2)
c) A deformação longitudinal (ti e t2)

d) A deformação transversal (Et1 e Et)

e) O alongamento total da peça (tH )

Eaço = 210 GPa Yaço =0,3

Solução:

a) Tensão normal (CJi e CJ2)

Secção CD da barra tem-se:


Fi 4· Fi
CJi=-=--
Ai ndi
CJ
i
= 4 x 4500N
3
n(15 x 10- m)2
= 4 x 4500 x 106Pa
n x 15
2 I CJi == 25,5MPa I

Tração e Compressão 7 •...


,
Secção

0"2
F2
=-=--
Az
4. F2 zyxwvutsrqpo
1t . d;
@, da barra tem-se:

fedcbaZYXWV
A carga F2 é a própria carga de 4.5 kN, portanto, tem-se:

4 x 4500N 4 x 4500N
0"2 = 3
=
1tx 252 X 10-6 m 2

onmlkjihgf
1t x (25 X 10- m )2

UTSRQPO
4x4500 x106Pa
0"2= 1tx252

10" == 9,2MPa I
b) Alongamento da barra ( i l 1 : '1 e il1:'z)

Secção (D:
M = 0"1 X 1:'1 = 2 5 ,5 X ~ ? t( x o ,6 m =25,5·0,6 .1 0 - 3 m
1
Eaço 210 x~ Pá' 210
103
3
M 1 == 0,073 x 10- m

M 1 == 0,073mm

M 1 == 731-\-m

Secção @:
M = 9,2x~~xO,9m
0"2 X 1:'2 = = 9,2'0,9 .1 0 - 3 m
210 x :uf Jfá
2
Eaço 210
, 103
3
M 2 == 0,039x10- m

M2 == 0,039mm

M 2 ==391-\-m

c) Deformação longitudinal (ti e t2 )

Secção @:

C.l
M
= C; =
1 731-\-ní'
O,6m
I 81 == 1221-\-
I
Secção @:
M2 391-\-~
82=-=--
1 : '2 0,6(;11' I t2 == 431-\- I

'<02-Mecânica,Técnica;e Resistência-dos'Materiais ·',m"~,:7:' <o,';"';, :,., o,:; ~,: '':' .:'0 ..... ".;. :'~',:' "<,,,.. ~,;. ":;-,":: ",<.,o.. ,y,,,'

"'..,
zyxwvuts
zyxwvutsrqp
d) Deformação

Secção 1:
fe transversal (qi e q2 ) - !3!['lLlOTEC/\
C O O FW
""
D F M LiL TlíV '· "'O S

Secção 2:

Et

M
2
= -0,3

e) Alongamento

= 73+39
x 43

total da peça UTSRQP


Ex. 4 - Uma barra circular possui d = 32 mm, e o seu comprimento R = 1,6 m. Ao ser
tracionada por uma carga axial de 4kN, apresenta um alongamento 11 R = 114 um.

Qual o material da barra?

Solução:

1 - Tensão normal na barra.

F 4F 4x4000N
(J = - = - = --------=-~
A nd2 n(32 x 10-3m)2

(J = 16000 X 106 Pa
n x 322
I (J = 5 MPa I

2 - Módulo de elasticidade do material.

Pela lei de Hooke, tem-se:


(J. R
b .R =--
E
portanto, o módulo de elasticidade será:

E=(J·R
M

5 x 106 Pa x 1 , 6 0 (
E = -------::-'---'--
114 x 1 0 - 6 y r (

E = 5 x 1,6 X 1012 Pa
114

79
r zyxwvutsrq E = 0,070

onmlkjihgf
X

E = 70 x 109Pa

IE=70GPa
1012 Pa

zyxwvutsrq
Através da tabela de módulo de elasticidade dos materiais (página 72), conclui-se que o
material da barra é o alumínio, pois Eal = 70GPa.

EX.5 - O lustre da figura pesa 120N, estará preso ao


teto através do ponto A, por uma corrente de
aço.

Determinar o diâmetro do arame da corrente,


para que suporte com segurança K = 5, o peso
do lustre.

O material do arame é o ABNT 1010L com


O"e = 220 MPa.

Solução:

1 - Dimensionamento do arame.

1.1 - Tensão admissível (o) - 120N

-0=T=5=44MPa
°e 220 I -0=44MPa

1.2 - Diâmetro do arame

Como o elo não está soldado, conclui-se que a carga está sendo suportada por uma única
área de secção transversal. Portanto, o dimensionamento será desenvolvido como se a corrente
fosse um fio reto.

4F
a= ~2
nd

d = J4~na
d =/ 4 x 1 2 0 p .(

Vn x 44 x 106 fi
m2

~-8 d=

fedcbaZY
,/4 X 1 2 0 x 1 0 6 m 2

4x120 x103m
d = .1 n x 44

I d = 2mm I
nx44

,::iU,Mecânic3,lTécnica e Reslstêncla-dos Materiais "%TIl!ITL ,X : : ~ .,,> ,,' ,TIl!ITO;:,',:::x:%'C ,:,' ~,", :,::;0,';"'112';;;;';';';, ;,,:'\:' ",:,,~:';:T2,:)MLiW; ',,\"

///

•...
A corrente possuirá diâmetro do arame

Ex.6 -
representada na figura.
d onml
zyxwvu
= 2 mm.

Determinar a área mínima da secção transversal das barras ~,® e ® da treliça

O material utilizado é o ABNT 1010L com O"e = 220MPa, e o coeficiente de segurança


para o caso é k = 2.

1 - Carga axial nas barras

1.1 - Ângulo a

2
tgCX=--t cx== 34°
3

40kN

1.2 - Reações de apoio

Como a treliça é simétrica, conclui-se que:

RA = RB = 20 kN

1.3 - Carga axial na barra @.

:Z:'Fy = O

20
F1 = == 35,7kN
sen34°

x
20
F1 = == 35,7kN F1 = 35,7kN
sen34°
Ra

F2 = 35,7cos34°

I F2 == 29,6kN I

A carga axial na barra ~ é F2 = 29,6 kN.

1.4 - Carga axial na barra a> através do equilíbrio do "D", tem-se que:
y
L:Fy = O
F3 = 40kN

40kN

T.~,~;;~ e Com pressão 81


r zyxwvutsrqp
.
~.~!U Li
)C':í'[) UTSRQPONML
, \ ~ :: :""'i
>-"'· · "i/il.)..:
;~ ," .~-:-.1$
.tE :C A
p < ~ ''.:-'(/~!i(l.4EI
fedcbaZYXWVUTSRQPONMLK
1.5 - Carga axial na barra ®.

Por simetria, conclui-se que:

IF4 = F = 29,6
2 - Dimensionamento
2 kNI
das barras.
2.1 - Tensão admissível (o).

cr = °e
k
= 220 = 110MPa
2
Icr=110MPa I
2.2 - Área mínima da secção transversal das barras. (?); @; ®
2.2.1 - Barras (?) e ®

A = A4 = 29600N
2
110x106~
m2

A2 = A4 = 269 x 10-6m2
2
A2 = A4 = 269mm

2.2.2 -Barra @

A _ 40000M "

3 - 110x106 ~
m
6 2
A3 == 364 X 10- m

2
A3 == 364mm

Ex. 7 - A barra O) da figura é de aço, possui Ai = 400 mm 2 (área de secção transversal), .


e o seu comprimento é fi. 1 = 800 mm. Determinar para a barra 0):

•. . . .
2m 3m 3m
a) Carga axial atuante (Fi)' • 1

b) Tensão normal atuante (cr1).


I'
'C"
\)
6kN
c) O alongamento (Ll fi. 1)'
20kN
d) A deformação
e) A deformação transversal

Eaço = 210 GPa


longitudinal (ti).

vaço = 0,3
(tt1)
~_.
,
__l'
~II:I
.
ICD
I ,B

<,
<,

'~'" Mecânica "fécnica·e Resistência dos Materiais .. :;::;.~..."",~>~ .


zyxwvutsr
zyxwvutsrqpo
a) Carga axial na barra CD

20kN
6kN

6m

8F1 = 6 x 1,5 + 20 x 2

I F1= 6,125kN I

b) Tensão normal atuante (cr1)

cr =iL= 6125N =6125x106~


1
A1 400 x 10-6m 2 400 m2

I cr 1 == 15,3MPa I

c) Alongamento da barra (il li)' UTSRQ


d) Deformação
fedcbaZYXW
M1 == 58f.Lm

longitudinal (fi)

M 1 58f.Lm
t1=-=--
f1 0,8m

e) Deformação transversal (Et)

tt1 = -vaco -t1

tt1 = -0,3 x 72,5


EX.8 - zyxwvutsrq
zyx
Dimensionar a secção transversal da barra (j) da construção representada
figura. A barra possuirá secção transversal quadrada de lado (a).
na

5kN 8kN

'
I 1 1 ,J,J ('liB

a,8m 1,2m a,8m

o material da barra é o ABNT 1020 L com 0e = 280 MPa. Utilizar coeficiente de


segurança k = 2.

1- Carga axial na barra

-+ 5kN 8kN 4
I
:~F,""53'
I 530

F:1 cos 53°


a.8m 1.2m i- D.8m

I,MA = O

3F1sen53°= 4 x 2,2 + 8 x 1- 5 x 0,8

IF 1 = 5,3kN

2 - Dimensionamento
I

2.1 - Tensão admissível (;.)

a = O"e
k
da barra

= 280 = 140MPa
2
UTSRQPIa = 140MPal

2.2 - Lado "a1" da secção transversal.

- F1_~
0"=-- 2

fedcbaZY
A1 a1

a1 =fi = 140
5300)(
X 106 Á"Í

m2

"' Mecânica Técnica e ResistênciadosMateriais ",;"


a1 = 5300
--X
140
zyxwvuts
10-6 m2

onmlkjih
a1 = J5300
--X 10-3 m
140

a1 == 6,15 X 10-3m

a1 == 6,15mm

Ex. 9 - Uma barra de AI possui secção transversal quadrada com 60mm de lado e, o seu
comprimento é de OJ8m. A carga axial aplicada na barra é de 36 kN. Determinar
a tensão normal atuante na barra e o seu alongamento.
5
EM = 0,7 X 10 MPa

Solução:

a) Tensão atuante na barra

Para calcular a tensão atuante na barra, devemos transformar a carga axial atuante para
newtons, tendo então F = 36000N.

cr = ~ = 36000 = 36000N = 10 X 106 ~


2 6 2 2
A (60X10-3t 60 x10- m m

Icr=10MPal

fedcbaZY
Como pode se observar, a unidade do lado da secção foi transformada para m (60mm

UTSRQPON
3 2
60 x 10- m) para que pudéssemos obter a unidade de tensão no SI N/m (pascal).

b) Alongamento na barra

Fxf ( J ·f 10~xO,8m
!:;'f = = - = ----''----=---
AxEM EM O,7x105~

M= 10xO,8m
0,7 x105

M = 114 X 10-6m

I M = 1 1 4 j.lm I

EX.10 - Dimensionar a corrente da construção representada na figura. O material utilizado


é o ABNT 1010L (Je = 220MPa e, o coeficiente de segurança indicado para o caso
é k ~ 2.

85
,
1
1_

L--I
O.6m

,I
----:-=:. =n
II
.
zyxwv
fedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
'G --'

I
I
A
J
lOkN

onmlkjihg
J5
ci

Solução:

a) Força na corrente

..........Q,6m

F,~53. '
1-'-'

II ~~
E
!l)
c5
UTSRQ
.• $C-'~ E
o !l)
~
8
I c5

J:
A

LM A =0

-0,5 Fc sen 53° - 0,6 Fc cos 53° + 0,4 x 10 sen 37° + 1 x 10 cos 37° = °
0,5 Fcsen 53° + 0,6 Fc cos 53° = 0,4 x 10 sen 37° + 10 cos 37°

0,4 Fc + 0,36 Fc= 2,4 +8


10,4
Fc= 0,76 I Fc = 13,68kN I
b) Dimensionamento do elo da corrente

A força atuante no elo divide-se em duas metades, uma para cada secção. Desta forma,
podemos escrever que:

- Fc Fc 2Fc
a = -= --= -
2A .in d 2
nd2
ft"2

2F
d=) c
na
Fc
2

"Mecânica Técnica e Resistência dos Materiais;; ...;i/ """. . ..•....• ,~:f;;; ;::",:~~·r-
b.:L) Tensão admissível

Para simplificar

cr = 110N /
b.2) Dimensionamento
mm 2
fedc
I
zyxw
cr,"

onmlkjihgfedc
do elo
'i;'~"T" 110MPa

a resolução do problema, podemos escrever:


I

Transformando a força na corrente para newtons, temos:

d= 2x13680
d= 8,9mm
1t x 110

o diâmetro do perfilado do elo da corrente deverá ser 9mm.

EX.11 - Dimensionar a barra CDda construção representada na figura, sabendo-se que a


secção transversal da barra é quadrada, e o material a ser utilizado é o ABNT 1030L"
com <Je = 300 MPa. Utilize coeficiente de segurança k ~ 2.

Solução:

a) Força axial atuante na barra CD

:LMA=O
-F1 cos 37° - F 1sen 37° + 20 x 2 + 10 x 0,5 + 3 = °
0,8 F1 + 0,6 F1 = 40 + 5 + 3

1,4 F1 == 48

48
F1 = - = 34,28kN
1,4
FI cos 37°

FI sen 37°
20kN
10kN

._1

I.. 1m .1.. 1m .1

87
b)zyxwvutsrq
zyxwvut
Dimensionamento da barra CD

onmlkjih
b.l) Tensão admissível

cr = O"e= 300 = 150MPa


k 2

150 MPa equivale a 150 N/mm 2

b.2) Dimensões de secção transversal da barra


F
0"=-
A

Como a barra possui secção transversal quadrada, denominamos o lado da secção de "a",
obtendo desta forma:
F
0"=2
a

Transformando a força na barra CD para newtons, temos que Fi = 34280N

a= [F =
V~
~34280
150
I a == 15mm I

Ex. 12 - Na construção representada na figura, a barra CD é de aço, mede 1,2 m e possui


2
área da secção transversal 1600mm . A barra ~ é de Cobre, mede 0,9m e possui
área de secção transversal 3600mm 2 . Determinar:

a) carga axial nas barras;

b) tensão normal nas barras 1 e 2;


c) os respectivos alongamentos;
d) as respectivas deformações longitudinais;

e) as respectivas deformações transversais.

5
Eaço = 2,1 X 10 MPa
~ ?"'" mE Ecu = 1,12 X 10 5
MPa
Yaço = 0,30 (coeficiente de Poisson do aço)
CD Ycu = 0,32 (coeficiente de Poisson do cobre)
E
C'-l

E
""

2m

'MecânicaTécnicae Resistênciados Materiais .


a) zyxwvutsrq
Solução:

Força axial nas barras

a.1.) barra (j) E


CV)
Fl

4kN

E
IMA =O Lf)

C'f

3F1 = 60 x 2 + 12

I F1= 44kN I

a.2)

IF
barra G)

IMs=O
4F2

2
zyxwvutsrqp
= 44
= 22kN
x 2

I
H -------i_ 44kN

b) Tensão normal nas barras

UTSRQPO
fedcbaZY
b.1.) barra (j)

a = iL = 44000 = 275 _N_


1 A1 1600 ' mm 2
N
a1 = 27,5 --2 corresponde a a 1 = 27,5 MPa
mm

b.2) barra G)

a2 -
- ~ -- 22000 _
-
6 1 N/ mm 2
A2 3600 '

I a2 = 6,1 N/ mm 2 corresponde a a 2 = 6,1 MPa

c) Alongamento das barras

c.1.) barra (j)

Ó.e = 27,5 x 1,2 = 157 x 10-6m


1 2,1 x 105

Tração e Com pressão"""· .. 89


zyxwvuts
zyxwvutsr
UTSRQ
c.2) barra (?)

F 2' R2 0"2 • R2
_
f.. R 2 = A E - Eeu
2' eu
6,11 0,9 = 49 10-6m
t: .R 2 = 1,12
X
X 105
X
I M' 2 = 49 11mI

d) Deformação longitudinal das barras

d.1) barra (j)

E
1
=~= 27,5 IE1 = 13 X 10-5 = 130 X 10-6 = 13011 1
Eaço 2,1 X 105

E
2
=~= 6,11 IE2 = 5,45 X 10-5 = 54,5 X 10-6 = 54,511
Eeu 1,12 X 105

e) Deformação transversal das barras

e.1) barra CD
5
1. Et1 =- Yaço' E1 =- 0,3 x 13 x 10-

I Et1 = - 3,9 X
5
10- = - 39 X
6
10- = -39111

e.2) barra @

Et2 = Deu . E2

E
t2
= -D,32 x 5,45 x 10-5

I Et2 = 1,74 x 10-5 = 17,4 X 10-6 = -17,41l1

Ex. 13 - Determinar as áreas rrurumas


das secções transversais das H
barras (j), @ e Q) da construção I.. 2m ~ I .• 2m ~ 1®
representada na figura. O ',I 1 1 1 1 1 I 1 1 1 1
IF
1

material a ser utilizado é o ABNT


1020 L O"e = 280MPa; utilize D
coeficiente de segurança k ~ 2.
G)

'MecânicaTécnica e Resistência dos Materiais:;: .~".... ",.;: 'C'ce


Solução:

a)
zyxwvutsrq
zyxwvuts
Força axial na barra CD
1m 2m
300kN

3m

LM A =0

5F1 = 300 x 3

I F, = T=180kN I

F'l_l_r'
160kN

b) Força normal nas barras (?) e @

Como a carga de 340 kN está aplicada


simetricamente às barras (?) e @, 180kN

!.... _.r
concluímos que:
~ F, 1_- _2m _- ~40kN_2m

c) Áreas mínimas das secções transversais

c.1) Tensão admissível do material

Para que o material trabalhe com segurança k = 2 dada como ideal para o caso, temos:

cr = ~ = 280 = 140MPa
k 2

o = 140 MPa ou para simplificar os cálculos, podemos utilizar c = 140 Njmm 2.

c.2) Área mínima da secção transversal da barra CD

transformado Fi para newtons, temos:

F1= 180.000N

Ai = '! = 180000
cr 140

2
I Ai == 1286 mm 1

c.3) Área mínima da secção transversal das barras 2 e 3. Analogamente a c.2 temos que:

170.000
A2 = A3 =
140

Traçãoe,Com pressão
zyxwvutsr
zyxwvu
Ex. 14 - A coluna da figura dada suporta uma carga de 240 kN. Considerando o peso próprio
do material, determinar as tensões atuantes nas secções AA; SS; CC.

A coluna é de concreto, sendo que o bloco


2
G) tem hi = 2m e área da secção transversal
2
Ai = 0,24 m , o bloco @ tem h2 = 2m e área da secção transversal A2 = 0,36 m .

y concreto = 2 x 104 N/ m3
240kN

CD Ih1
B B

.® Ih2
C
'T"""T"'T7

-+. *,0 0r
o

00000000°0

o o 0-
o o~o
o o ~ 0;0
o~o~

o o o o o
0.

o
®

CD

Solução:

a) Tensão na secção AA

o = 240000 = 106 li.


AA 0,24 m2

I °AA = 1MPal

b) Tensão na secção SS

A carga que atua na secção SS é de 240kN mais o peso próprio do bloco 1.

Pp1 = YC . A1 . h1

Pp1 = 2 X 104 x 0,24 x 2 x

Pp1 = 0,96 x 104N = 9600N

088 = 240000 + 9600 = O 693 X 106 N / m2


0,36 '
1'--0- --=-0-,6-9-3-M-p-a-'1
8 8

c) Tensão na secção CC

A tensão na secção CC será obtida através do somatório das cargas aplicadas na referida
secção transversal.

Pp2 = y c . A2 . h2

MecânicayTécnica'e:Resistênciados Materiaisf· 7 fedcbaZYX


UTSRQP
+"; •• ··"L~.i ê ; ': '; ,= X i.;; .. a m ; : ; · ; ' . .·;. ·,; ; ,: v '= .;·,~&:.uj)j""< ;;~. u : : ,y " .
Pp2 zyxwvutsrqponmlk
Pp2 = 2

= 1,44
X 104

X
X 0,36

104 N = 14400N
X 2

EX.15
0 ee
240000 + 9600 + 14400
°ee -- ---------
=0,733x10
0,36

fedcbaZY
onml
6
N jm
2
10ee

2
= 0,733MPa

- Dimensionar a barra Q) da construção, representada na figura. O material a ser utilizado


I

é o ABNT 1020 com cr e = 280N j mm e o coeficiente de segurança indicado para


o caso é k ~ 2.

8kN

4m 2m 3m

Solução:

a) Força normal na barra Q)

24kN 8kN
FI

R-;p;~~~R~~=======~=~~ost:~'
RAH
A -7-" F1cos53°
sen 53' ~

} 2m f'-----4m--f 3m t
LMA=O

9 Fi sen 53° = 8 X 6 + 24 X 2

Fi = 48 + 48
9 X 0,8
I Fi = 13,33kN I

UTSRQP
b) Dimensionamento da barra Q)

b.1) Tensão admissível

_0 e
0-:--- 280 -140N 'j mm2
k 2

b.2) Secção transversal da barra Q)

13330
--
140

93
r-- onmlkjihgfed
zyxwvutsrq
Ex. 1.6 -A barra Q) da figura é de aço, possui comprimento fi = O,8m e área da secção
transversal Ai = 400mm .
alongamento.
5
2

2
Determinar a tensão normal na barra e o seu

Eaço = 2,06 X 10 N/mm

Solução: Fi

a) Força normal na barra CD

LM A =0 E
U"l

5Fi = 4 x 2,5 + 2 + 12 x 3

10+2+ 36
I

UTSRQPO
F1= IFi = 9,6 kN
5

b) Tensão normal na barra CD

F1 9600
a - -
1- A - 400
1

la1 =24N/mm21
c) Alongamento da barra 1

F1 .e 1 9600 x 800
t:,..e 1 = A Eaço 5
1 400 x 2 X 10

9,6 X 103 x 8 X 102


M 1 = --'----4-0-0-X-2-X-1-07"5-

IM1 = 0,096 mm = 961-lm I

Ex. 1.7 - A viga AB absolutamente rígida suporta o carregamento da figura, suspensa através
dos pontos AB, pelas barras Q) e <l> respectivamente. A barra Q) é de aço, possui
comprimento e e área de secção transversal Ai.

A barra <l> é de AR, possui também comprimento .e e área de secção transversal


A2·

n'" iluMecânica<:récnicaeResistênciadosMateriais
Eaço

EM
= 210GPa
= 70GPa
zyx
onmlkjih
Determinar a relação entre as áreas das secções transversais das barras, sabendo-
se que a viga AS permanece na horizontal após a aplicação das cargas.

Resolução:

a) A carga concentrada do carregamento é qz .

A viga permanece na horizontal após a aplicação das cargas.

Conclui-se que:

qJi
Fi = F2 =-
2
(por simetria), e que,

95
S IS T E M A S
E S T A T IC A M E N T E
IN D E T E R M IN A D O S

zyxwv
(H IP E R E S T Á T IC O S )

6 .1

kjihgfedcb
In t r o d u ç ã o

Os sistemas hiperestáticos são aqueles cuja solução exige que as equações da estática
sejam complementadas pelas equações do deslocamento, originadas por ação mecânica ou por
':a riação térmica.

O deslocamento

IM= Fi
A.E I
originado por ação mecânica será determinado através da lei de Hooke.

Como a aplicação de uma carga axial na peça gera uma tensão normal
a lei de Hooke.

IM= cr~ll
<J = ~ , escrevemos
A

Para estudar o deslocamento


basear na experiência a seguir:

Suponhamos, inicialmente, que uma barra de comprimento e o


esteja a uma temperatura inicial to. A barra, ao ser aquecida, passa para
uma temperatura t, automaticamente acarretando o aumento da sua
medida linear, f! f = f! o + M .
CBA
originado na peça pela variação de temperatura,

1__
I.
vamos nos

'
.1
Essa variação da medida linear, observada na experiência, ---:
I l
.=r-
é proporcional à variação de temperatura (L'ü), ao comprimento ________ -.J ,

inicial da peça (f o), e ao coeficiente de dilatação linear do


material («) ; desta forma, podemos escrevê-Ia: I: ~~
1M = f! o cu'l.t I
onde: M = variação da medida linear originada pela variação de temperatura (dilatação)
[m; mm; ... ]

fo = comprimento inicial da peça [m; mm; ... ]


cx = coeficiente de dilatação linear do material [De]-1

l'.t = variação de temperatura [De]

Sistemas Estaticamente Indeterminados (Hiperestáticos)


1M = -f!.o cu'ü I
kjihgf
ZYXWVUT
Para os casos de resfriamento da peça, (t - to) < 0, portanto:

6 .2 T e n s ã o T é r m ic a

Suponhamos, agora, o caso de uma peça biengastada, de comprimento f!.e secção


transversal A, conforme mostra a figura.

Se retirarmos um dos engastarnentos, a variação de temperatura M > O, provocará o


alongamento da peça (dilatação), uma vez que a peça estará livre.

Com o engastamento duplo, originar-se-á uma carga axial, que reterá o alongamento da peça.

A B
A

Peça livre a uma temperatura inicial (to).

Dilatação M originada pela variação de temperatura (Llt > O).


./"

./"

- :
- --I CBAI
I
- : I
- - --
./
Q l>Q
./"

./" ~

Dilatação contida pela reação dos engastamentos.

A variação linear devido à variação de temperatura M (t) e a variação linear devido à carga
axial de reação M (R), são iguais, pois a variação total é nula, desta forma, temos:

M (t) = M (R)

::::H)t"»i>llVIecânica>1"écnicae,Resistência,dos"Materia is
o kjihgfedcbaZYXWVU
zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYX
-tOaLlt
Á F . fo
=--
A.E

I F = A.E.a.M I força axial térmica atuante na peça

A tensão térmica atuante será:

Icr=E.a.MI

ZYXWV
onde:F - força axial térmica [N; kN; ... )

o - tensão normal térmica [MPa; N/mm2; ...]

a - coeficiente de dilatação linear do material [O C] -1

M - variação de temperatura [O C ]

6 .3 E x e r c íc io s

Ex. 1. - A figura dada representa uma viga I de aço com comprimento f == 4m e área de
2
secção transversal A == 2800 mm engastadas nas paredes A e B, livre de tensões
a uma temperatura de 17°C. Determinar a força térmica e a tens ão térmica,
originada na viga, quando a temperatura subir para 42°C.
5
Eaço = 2,1 x 10 MPa

aaço = 1,2 x 10-5 oC- 1

A B
A

~ -------

4m -t-
S o lu ç ã o :

Transformando a unidade de área para o SI, temos:

A = 2.800 X 10-6 m 2

A variação de temperatura no sistema é:

6.t = 42 - 17 = 25 0

Transformando a unidade do módulo de elasticidade para pascal, temos:


11 2
Eaço = 2,1 X 10 5 MPa = 2,1 x 10 N/m

-S is te m a s E s ta tic a m e n te ln d e te r m in a d o s { H ip e r e s tá tic o s
Força axial térmica

I
F = A·E·o:·~t

F = 2.800

F = 176400N
X
kjihgfedcbaZY
ZYXWVU
10-6 x 2,1 X 10 11 x 1,2 X 10-5 x 25

Tensão Térmica

F 176400N
O' - - - ------
- A - 2800 x 10-6 m 2

Ex. 2 -
10'= 63 MPa I

CBA
Uma barra circular de alumínio possui comprimento .e = 0,3m a temperatura de
1 J O C . Determine a dilatação e o comprimento final da barra quando a temperatura
atingir 32°C.

S o lu ç ã o :

:L Dilatação da Barra

M = fo o : 6 . t

M = 0,3 x 2,4 x 10-5 x (32 -17)

M = 10,8 x 10-5 m

ou

M = 108 X 10-6 m I M = 108f..lmI

2 - Comprimento final da barra

Comprimento da barra 0,3 m = 300 mm

O alongamento da barra 1081lm = 0,108mm portanto, o comprimento final da barra é:

f f = f o+M = 300 + 0,108

f f = 300,108mm I

, M e c â n ic a T é c n ic a e ,R e s is tê n c ia d o s M a te r ia is
Ex. 3 - zyxwvutsrq
kjihgfed
O conjunto
A1
mm
secções
=
2
representado
2
na figura é constituído
3600 mm e comprimento de 500 mm e uma secção transversal, A 2
e comprimento de 250 mm. Determinar as tensões
transversais das partes CD e a>
por uma secção transversal,

normais atuantes nas


da peça, quando houver uma variação de
= 7200

temperatura de 20°C. O material da peça é aço.

5
Eaço = 2,1 x 10 MPa

jA--_CD __ 1

500 250

S o lu ç ã o :

A carga axial atuante na peça é a mesma que atua como reação nos engastamentos. Para

CBA
determinar esta força, é importante lembrar que o somatório dos deslocamentos é nulo,
portanto, podemos escrever que:

FRl FR 2
Ri CX
aço 6.t - = R 2 CXaço 6.t - ---=--
A i 'Eaço A 2 'Eaço

Como R1 = 2R2 e A2 = 2 A1' podemos escrever a equação anterior desta forma:


2FR2 FR2
2 R 2 CXaço f..t - = R 2 CXaçof..t - --=---
A 1 'Eaço 2A l 'Eaço

Transformando as unidades para o SI, temos:

11
F = ~ x 3600 X 10- 6 x 2,1 X 10 X 1,2 x 10- 5 x 20
3

I F = 120960N I

"". " ','S is te m a s E s ta tic a m e n te In d e te r m in a d o s { H i p e r e s tá tic o s )


tensão

° ---AF
normal kjihgfedc
120960
atuante

------
nas secções

120960 x 10
6
Q) e @

ZYXWVUT
1 -
1
- 3600 X 10- 6 - 3600

° 1 = 33,6 x 10 N / m
6 2

10 1 = 33,6MPa I

F 120960
°2 =- = 6
A2 7200xl0-

° 2 = 16,8xl0
6
N/m
2

10"2 = 16,8MPa I

E X .4 - A figura dada representa uma viga I de aço com comprimento 5m e área de secção
transversal 3600 rnrrr'.

A viga encontra-se engastada na parede A e apoiada junto à parede B, com uma folga
de 1 mm desta, a uma temperatura de 12°C .Determinar a tensão atuante na viga
quando a temperatura subir para 40°C .

5 a = 12xl0- 5 °C - 1
Eaço = 2,1 x 10 MPa aço '

A B lm m
5m

.~.-

S o lu ç ã o :

f..e=foM t

t" e = 5
= 5 x 1,2

x 12
CBA
Se a viga estivesse

X 10-
10-
5

6
x 28
livre,

x (40 -12)
o seu alongamento seria:

I M = 1680xl0- m 6
I

transformando M para mm para comparar com a folga

I M = 1 ,6 8 m m I

" M e c â n ic a :T é c n ic 3 " :e Resístêncla.dos M a te r ia is ,i',,:::~.:::::::: '~%P\.,'


Como existe a folga de 1 mm, a parte do alongamento que será responsável pela tensão é: kj
ZYXW
M* = /:,l-1 = 1,68-1 = 0,68m m

A variação de temperatura necessária para se obter III = 0,68 mm será calculada por:

L'o..t = CBA
M = (R0 + 1)0:1lt

C t: '

Tensão atuante na viga


0+
M

1)0:
= 0,68
5001 x 1,2 x 10- 5

O" = E . o: · llt

O" = 2,1 X 10 5 x 1,2 X 10- 5 x 11,33 I O" = 28.55 M Pa I


E x .5 - Um tubo de aço, com Daço= 100 mm envolve um tubo de Cu com Deu = 80 mm e
deu = 60 mm com mesmo comprimento do tubo de aço. O conjunto sofre uma carga
de 24 kN aplicada no centro das chapas de aço da figura.

Eaço = 210 G Pa, Eeu = 112 G Pa.

Determinar as tensões normais no tubo de Cu, e no tubo de aço.


24kN
C hapa

C obre

S o lu ç ã o :

A carga de 24 kN atua simultaneamente nos tubos de Cu e Aço; portanto, podemos escrever


que:

I Faço + Feu = 24kN I (I)

A carga aplicada nos tubos, fará com que estes sofram uma variação da sua medida linear
inicial. É fácil observar que as duas variações serão as mesmas.

L 'o ..R aço = L 'o ..e eu

Faço' R aço = Feu' e eu


Aaço . Eaço Aeu . Ecu

como os comprimentos são iguais, podemos escrever que:

." ···'·'i~;;@'a",u%\'.Sistemas·Estaticamente.ilndeterrninados (Hlperestátlcos).


zyxwvutsrqpon
Faço

ZYXWVUTSR
A aço . Eaço

F A aço' Eaço = F
aço A .E eu (1 1 )
eu eu

secções transversais dos tubos

2 2
A aço = % (O ;ço -d;ço) = %(100 _80 )

I A aço = 9001trnm 2 1

Acu =cu ~(02 _ d2


cu
) = ~(802
4 _ 60 2 )
4

CBA
A cu = 7001trnm21

substituindo os valores de área, obtidos na equação 11,temos

F = 9 0 0 1 t· 210 F
aço 7001t .112 eu

I Faço = 2,41 Fcu I

substituindo a relação na equação I, temos

3,41 Feu = 24

Feu = 7kN

como

Faço + Fcu = 24 Faço = 24 - 7 I Faço 17kN I


Tensão normal no tubo de aço

Transformando o valor das cargas para newtons e as áreas para m 2 , temos:

Feu = 700N

O' = Faço = 17000 =6X106~


aço A aço 9001t X 10-6 m2

I O 'aço = 6M Pa I
O'
eu
= Feu
A eu
=
7001t X
7000
10-6
= 3,18 X 106 N
m2 I O 'eu = 3,18MPa I

Mecânica Técnica:e Resistência dos Materiais",:;';w'


Ex. 6 - zyxwvutsrq
CBA
kjih
A viga AE, absolutamente rígida, suporta o carregamento representado na figura,
suspensa através dos pontos A, C e E pelas barras G ) , @ e ® respectivamente.
As barras CD e ® são de aço, possuem as mesmas dimensões, possuindo
comprimento de 1,2 m, e a área da secção transversal igual a 400 m rrr'.
A barra @ é de AR,possui comprimento de 2 m e área de secção transversal de 800 mm 2 .
A viga permanece na horizontal, após a aplicação das cargas. Determinar:

a) a força normal nas barras;

b) os respectivos alongamentos;

c) as tensões normais atuantes nas barras.

Eaco = 210GPa EAe = 70GPa

®
1m 1m 1m 1m®F

30kN 30kN

S o lu ç ã o :

Como a viga permanece na horizontal, após aplicação das cargas, concluímos que:

Fl ~ 't F2e 2 F3e 3


--=--=--
A l Eaço A 2 EA e A 3 E aço

como fi =f3 e Ai = A3 concluímos que

(I)

F le l F2e2
--=--
A1E aço A 2E A

(11)

substituindo os valores na equação 11, temos

400 x210 x 2
Fl = 800 x 70 x 1,2 F2

I Fl = 2,5 F21

"';e:(I)Sistemas Estaticamente:lndeterminados (Hiperestá tic o s )


a) kjihgfedc
zyxwvutsrq
Força normal nas barras

FI
1m
I
1m
F2

1m
I
1m
F

~30kN ~12kN ~30kN

LFy==O

F1 +F2+F3==72

como Fi=F3 e Fi = 2,5 F 2 , temos que:

2,5F2 + F2 + 2,5F2 ==72

IF 2 ==12kN I
como Fi = 2,25 F 2 , concluímos que:

I Fi ==F3 ==30kN I

CBA
b) Alongamento das barras

Como a viga permanece na horizontal, os alongamentos são iguais.

t:,.€ ==M ==M 3 == 30000 x 1,2


1 2 400 X 10-6 x 2,1 X 1011

M 1 ==M 2 ==M 3 == 30000 x 1,2


40 x z.t.x 106

M 1 ==M 2 ==M 3 ==429x10-6 m

I M1 ==M2 ==M 3 ==4291lm I

c) Tensões normais atuantes nas barras

c .1 .) barras CD e (J) c .2 ) barra @

O 'i -- ~ -- 12000 -15


- x 106p a
A2 800x10-6

10'2 == 15 MPa I

E x .7 - A viga AD de aço, absolutamente rígida, suporta o carregamento da figura, articulada


em A, e suspensa através dos pontos B e D pelas barras CD e @ respectivamente.
A barra CD é de Cu, tem comprimento igual a 2m e área da secção transversal com
600 m m ", A barra @ é de aço, tem comprimento igual a 3m e área de secção
2
transversal com 480 mm . Eaço = 210 GPa e Ecu = 112 GPa.

Determinar: a) a força normal nas barras;


b) a tensão normal nas barras;
c) os respectivos alongamentos .

. '... M e c â n ic a Técnica e R e s is tê n c ia d o s Materiais",: ,." ::[b'.,'"


a) zyxwvutsrqp
S o lu ç ã o :

Força normal nas barras


A

~
3m B 3m O

L'>~
B
~

CBA
DI

a.1) A viga AD, ao sofrer a ação das cargas, desloca a extremidade D para uma posição
D', formando o ~ADD'. O ponto B desloca-se para uma posição B', formando ~ABB'.

F 2 1'2
--=--
=-kjihgf
O deslocamento DD' representa o alongamento da barra i l J , enquanto o deslocamento
representa o alongamento da barra 1. Como ~ADD' - L1ABB', concluímos que:

M 2

2F 1 1'1
BB'

A 2 E aço A i Ecu

F _ 2x480x210x2
F
2 - 600 x 112 x 3 1

As unidades não foram transformadas para o SI, pois todas serão canceladas.

Para concluirmos a solução do problema necessitamos recorrer às equações de estática.


a .2 )
Como não foi pedida a reação no apoio A, somente uma equação da estática soluciona o
sistema.

FI
60kN F2
.;t<::'
~
D
B
60kN

1m 2m 1m 2m

IM A = O

6F 2 + 3F1 = 60 X 4 + 15 + 60 X 1

'" ..."'··".i;y;Sistemas E s ta tic a m e n te In d e te r m in a d o s ( H ip e r e s tá tic o s )


sendo F 2
kjihgfedcba
como F 2 = 2Fl' temos que

=
6 x 2F1 + 3F1

2F 1 temos que
= 315

F 2 = 2 x 21 = 42kN

b)

b .2 )
Tensão normal nas barras

b.1) barra CD (Cu)

(Jl

barra
= ~
Ai

a>
=

(aço)
21000
600 X 10-6
= 35 x 106 Pa ZYXW I (J 1 = 35 MPa
I

(J2 = -F2 = 42000 = 87,5 x 10 6 Pa I (J2 = 87,5 MPa I


A2 480 x 10-6 . .

c) Alongamento nas barras

c.1) barra CD (Cu)


35 10 6 x 2

CBA
X

1,12 X 10 11

11/\ = 625 x 10-6 m

c .2 ) alongamento da barra @ (aço)

M 2 = 2M 1 1M 2 = 2 x 625 = 1250 flm I


Ex. 8 - Determinar as forças normais, as tensões normais e o alongamento sofrido pelas
barras da treliça hiperestática, mostrada na figura. A barra CD é de aço, tem
comprimento igual a 1m e área de secção transversal com 600 mm 2

lOOkN

As barras a> e @ são também de aço e possuem área de secção transversal de


400 m m s. E = 210 aço GPa.

ir M e c â n ic a T é c n ic a e Resistência dosMateriais/:;;"';,«;PH'!h'
Solução:

a) Força normal nas barras

Ao ser aplicada a carga no ponto D, este se desloca


para uma posição D', provocando, desta forma,
kjihgfedc
CBA
alongamento nas barras da treliça.

O ângulo de 3JO sofre uma infinitésima diminuição,


por esta razão podemos admiti-Io constante.

Desta forma, podemos escrever que:

1M 2 = M 3 = M 1 cos37° I (I)

Comprimento das barras @ e @:

R 1 1
R2 = R3 = = - = 125m
cos S?? 0,8 '

Como as barras @ e @ possuem as mesmas características, concluímos que:

(11)

Da equação I, tiramos que:

F 1 e1 cos37°
A1E~

F 1 X 1 x 0,8 _ 1,25 F
600 - 400 2

F - 600 x 1,25 F
1 - 08 x400 2

I F 1 = 2,34F21
(111 )

Para solucionarmos o sistema, precisamos de mais uma equação, que será fornecida por
uma das equações do equilíbrio. -
I,Fv = O

F 1 + F 2 cos37° + F3 cos37° = 100 (IV)

Substituindo 11 e 111 na equação IV, temos:

2,34F 2 + 0,8F 2 + 0,8F2 = 100

3,94F 2 = 100

I F 2 = 25,38kN I
como F3 = F 2 = 25,38kN e F 1 = 2,34 F 2

F1 == 2,34 x 25,38

I F 1 == 59,39 kN I lOOkN

" ,- ," - ,L > ,Sistemas Estaticamente Indeterminados( Híperestátlcos)»


zyxwvutsrq
Tensão normal nas barras

kjihgfedcbaZY
b)

b.1) barra CD

(J1 == ~
A1
== 59.390
600 x 10-6
== 99 x 10 6 Pa
I (J1 = 99MPa I

b .2 ) barras al e G)

(J2 = ~
A2
== 25.380
400 x 10-6
= 63,45 x 106 Pa
I (J 2 = 63,45 MP a I

I (J3 = (J2 = 63,45MPa I

c) Alongamento das barras

c.1) barra CD
99 x 1
2,1 X 10 5

c .2 ) barras al e G)

1M 3
M2 CBA
!J..f!2
(J2

== 378

= M
Eaço

2
. e

X
2 63,45 x 1,25
=-----

10-6 m
2,1

== 37 8 1l m I
X 10 5

Ex. 9 - Determinar as forças e as tensões normais atuantes nas barras CDe al da


construção representada na figura. A barra CDé de eu, possui área de secção
2
transversal com 100mm . A barra al é de aço, possui área de secção transversal
com 140 rnrn".

Eaço = 210 GPa

Ecu = 112 GPa

'Y ': " Mecânica:Técnica·:e::Resistênciados'Materiais,'"""" ..•.


a) ZYXWVUTS
Solução:

F o rç a n o rm a l

A p lic a d a
nas

a c a rg a d e 3 5 0 0 N ,
Q) e a lo O â n g u l o d e 3 0 ° p e r m a n e c e
b a rra s Q) e a l

o p o n to D d e s lo c a - s e
c o n s ta n te
p a r a u m a p o s iç ã o
p o is a d ife r e n ç a é
D 'a l o n g a n d o
in fin ite s im a l.
a s b a rra s

E n tã o , podem os e s c re v e r que:

IM 1 = M 2 eos 30° I (1 )

a d m itin d o - s e com o .e o c o m p r im e n to da b a rra a l, podem os e s c re v e r que:

IR 1 = R2 e o s 3 0 ° = Reos 30° I (2 )

s u b s titu in d o a equação (2 ) n a e q u a ç ã o ( 1 ) , e d e s e n v o lv e n d o - s e e s ta , te m -s e que:

Fi R1 F2 R 2 . e o s 3 0 °

Ai . Eeu A2 . Eaço

Fi . R eos30° F . R eos30°
2

Ai . Eeu A2 . Eaço

F - 140 x 210 F
2 - 100 x 112· 1

I F2 = 2 ,6 2 5 Fi I (3 )

P a r a s o lu c io n a r o s is te m a , p r e c is a m o s d e m a is um a equação q u e n o s s e r á fo r n e c id a p e la s
equações d o e q u ilíb r io .

3500N

I.Fx = O

I F2 + Fi eos 30° = 3500 sen 30°

s u b s titu in d o a equação (3 ) n a equação (4 ) v e m que:

2 ,6 2 5 Fi + 0 ,8 6 6 Fi = 1750

3 ,4 9 Fi = 1750

Com o F 2 = 2 ,6 2 5 Fi vem que:

F 2 = 2 ,6 2 5 x 501 = 1315N

';;;E'''",n$istemasEstaticamentelndeterminados ( H lp e r e s tâ tlc o s j.s c


zyxwvutsrq
ZYXWV
kjihgfedcb
b) Tensão normal nas barras CDe 0
b .1 .) barra 1 (eu)

cr - -
F1
-
501
= 5,01 X 10 6 Pa
1 - A - 100 X 10- 6
1

I 0"1 = 5,01 MPa I

b .2 ) barra 2 (aço)

F2 1315 6
o2 = - = = 9,39 x 10 Pa
6
A2 140 x 10-

I 0"2 = 9,39MPa I

Mecânica Técnica·e ResistênciadosMateriais


T R E L iÇ A S PLANAS

7 .1 . D e fin iç ã o zyxwvu
Denomina-se treliça plana o conjunto de elementos de construção (barras redondas, chatas,
cantoneiras, perfiladas, I,U, etc), interligados entre si, sob forma geométrica triangular, através de
pinos, solda, rebites, parafusos, que visam formar uma estrutura rígida, com a finalidade de receber
e ceder esforços.

A denominação treliça plana deve-se ao fato de todos os elementos do conjunto pertencerem


a um único plano.

A sua utilização na prática é comum em pontes, coberturas, guindastes, torres, etc.

7 .2 D im e n s io n a m e n to

Para dimensionar uma treliça plana, podemos utilizar o método dos nós, ou o método de Ritter,
que são os métodos analíticos, utilizados com maior freqüência.

7 .2 .1 M é to d o d o s N ó s

A resolução de treliça plana, através da utilização do método dos nós, consiste em verificar
o equilíbrio de cada nó da treliça, observando a seqüência enunciada a seguir.

a) O primeiro passo é determinar as reações nos apoios.

kjihgfedcb
b) Em seguida, indentificamos o tipo de solicitação em cada barra (barra tracionada ou comprimida).

c) Verifica-se o equilíbrio de cada nó da treliça, iniciando sempre os cálculos pelo nó que tenha o
menor número de incógnitas.

c
7 .2 .1 .1 E x e r c íc io s

E x. 1. - Determinar as forças normais nas


barras da treliça dada.

"<'Treliças P la n a s '
a) zyxwvutsrqp
kjihgfed
S o lu ç ã o :

Reações nos apoios

As reações R A e R B são iguais, pois a carga P está aplicada simetricamente


portanto, podemos escrever que:
aos apoios,

a p a

b) Identificação dos esforços nas barras

As barras (j) e ~ são comprimidas, pois equilibram as reações nos apoios.

A barra Q) é tracionada, pois equilibra a ação da carga P no nó D.

As barras ~ e ® são tracionadas, pois equilibram as componentes horizontais das


barras (j) e ~.

c)

LF =0y

P
F senc =-
1
CBA
Com o estudo acima, a treliça está preparada para ser dimensionada. Para iniciar os
cálculos, vamos trabalhar com o nó A, que juntamente com o nó B é o que possui o menor
número de incógnitas.

p P
F - = - cos sec a
1 - 2sena 2

LFx = O
x

P cosa P
F2 = - . -- = - cot g a
2 sen« 2

""M!qv"MecânicatTécnica".eResistência"dos, ..:Materiaisc
Determinada a força na barra

L..y- -
"F °
tsrqponm
@, o nó que se torna mais simples para os cálculos é o D.
NóD
y

fedc
P
F4 = F 2 = -cotga x
2

Para determinar a força normal na barra ~, utilizaremos o nó B .

EDCBA F5 sena = -

p
P
2

WVUTSRQP
Fs = = - cosseca x
2sena 2

p
"2

Obs.: A s f o r ç a s n o r m a is n a s b a r r a s @ ) e (J ), p o d e r ia m s e r d e t e r m in a d a s a t r a v é s d a s im e t r ia
d a s c a rg a s e d a t r e liç a .

E x.2 - Determinar as forças normais nas barras da treliça dada.


D 6kN

20kN

2m 2m

S o lu ção :

O ângulo a formado pelas barras CDe @ e pelas barras @ e ~ será determinado pela tg o ,
1,5
tg« = - = 0,75
2
a) zyxwvutsrq
tsrqponmlkj
Reações nos apoios

EM A = O

4R B = 20 x 2 + 6 x 1,5
6kN

49
Rs = - = 12,25kN
4 E
U')
ri

EFy =0 RA.~

R AV + Rs = 20
20kN
I R AV = 20 - 12,25 = 7,75 kN I RAV
2m 2m

EF H = O

I R AH = 6 kN I

b) Forças normais nas barras

onó A é um dos indicados para o início dos cálculos, por ter, juntamente com o nó B, o
menor número de incógnitas.

EFy = O
y
Fi sen 37° = R AV = 7,75

7,75
F1 = --
0,6
= 129kN
'

RAH
x EDC
F2 = 6 + 12,9 x 0,8

I F 2 = 16,3 kN I

Determinada a força F2, o nó mais simples para prosseguir os cálculos é o C.

EFx = O
y

I F4 = F 2 = 16,3 kN I

EFy = O

I F3 = 20 kN I x

20kN

J>" M ecân ica",T écn icaeR esistên ciad o s M ateriais;?


tsrqp
1:F y

I F5

E x.3 -
5

=
=
F5 sen37° = RB

F =--
EDCBA
O

12,25
06
,

20,42 kN I fedcbaZY
Para determinar a força normal na barra 5, utilizamos o nó B.

Determinar a força normal nas barras da treliça dada.

6kN
y

2,4m 2,4m

S o lu ção :

O ângulo a será determinado através da tangente do triângulo ADF.

1,6
tg o; =-
1,2

Reações nos apoios

1:M A = O

4,8 Rs = 6 x 1,6 + 40 x 2,4

I Rs = 22kN I
2,4m 2,4m

1:F y = O

I RAH = 6kN I RAV + Rs = 40KN

R AV = 40 - 22

IR AV = 18kN I
Utilizando o nó A, determinamos

2:F y =

Fi sen53°
°
= R AV y
tsrqp
a força normal nas barras CDe eD,

EDCBA
18
F = - = 225 kN
i 0,8 '

2:F x =0

F2 = 6 + 22,5 x 0,6

IF 2 = 19,5 kN I
Determinada a força na barra CD,temos condição de utilizar o nó D para calcular F3 e F4'

I
2:F y = °
F3 cos 37° = Fi cos 37°

F3 = Fi = 22,5 kN

L:Fx = °
fedcbaZY
I
y

D
x

F4 =(Fi + F 3 ) sen37°

F4 = 2 x22,5 x 0,6

I F4 = 27 kN I

o nó B é conveniente para os cálculos das forças nas barras 6 e 7,

22
F = - = 27 5kN
7 08
, '

L:F x = ° x

F6 = F7 cos 53° = 27,5 x 0,6

I F6 = 16,5 kN I

Mecânica Técnica e Resistência dos. M ateriais


Finalmente, o nó E para determinar a força na barra ~.

LFy = O
tsrqpo
EDCB y

I
F5 COS

F5 = F7
3r =

=
F7

27,5 kN
cos 37°

I
6kN
x fed
E X .4 - Determinar as forças normais atuantes nas barras da treliça dada.

-- ••. "11 B:~------+-=---~"""~ E


20kN
20kN
2m 2m

Solução:
Para solucionar este exercício, partimos determinando o ângulo a através da sua tangente.

3
tga =-
4
tga = 0,75

la=3JOI
Reações nos apoios

I.M A = O

3Rs = 20 x 2 + 20 x 4 I R AH = Rs = 40 kN I

I R. ~ ~ ~ 40kN I I.F v = O

R AV = 20 + 20

I R AV = 40 kN I

"""Treliças P lan as
Força normal nas barras

de incógnitas.

LFy = O
tsrqponmlk
Iniciaremos os cálculos pelo nó E, que é juntamente com o nó A, o nó com o menor número

20
F =- = 33 33 kN
1 0,6 '

x
LFx = O

IF
F2 =Fl

F2

2
=
cos3r

33,33 x 0,8

= 26,67 kN fedcbaZY
I
20kN

Determinada a força F2 , o nó D apresenta-se como o mais simples para o prosseguimento dos


cálculos.
y
LFy = O

I F3 = 20 kN I
o x

I F4 = F 2 = 26,67 kN I
20kN

As forças normais nas barras ~ e CVserão determinadas através do nó B. O ângulo formado


pelas barras ® e ~ é de a = 37° e o ângulo formado pelas barras ~ e CVé o complemento
de a, ou seja, 53°.

LF x = °
40 - 26,66
F =----
5 0,8
40kN
F5 = 16,67kNI x

F7 = 16,67 x 0,6

, 'Mecânica:JTécnicae'Resistênciados'::Materiais,,:
:H x = °
tsrqponmlk
A força normal na barra ® será determinada através do equilíbrio do nó A. O ângulo formado
pelas barras ® e (]) é de 53°, temos, portanto:
y

R AV
F6 sen 53° = R AH

fedcbaZ
RAH
40 A x
F =- = 50kN
6 08
, F6
53°
F7

E x.. S - Oeterminar as torças normais nas barras do guindaste representado na figura.

,
,
,
,
,
,
,
,
,
ir-_---"",,--Oo-L-"*- - - - - - i'_ - - - - - --'

Ângulos a e ~

tgo; = ~ Ia = 37° I

tg~ =~ I~ = 53° I
S o lu ção :

WVUTSR
Cálculo dos ângulos

sen y sen« sen8


--=--=--
3 6 8
sen y = 0,5 sen a = 0,5 sen 3JD = 0,5 x 0,6 = 0,3

seny = 0,3

I y = 16°1

8 = 180 - (37 + 16)

18 == 12JO I

comprimento a

a = 8 x cos53°
a = 8 x 0,6 = 4,8m
IR
I,M A

4Rs

B
zyxwvutsr
fedcbaZY
=

= 176 kN
o
80 x 8,8

I
I,Fy =0

RA = 176 - 80

IRA = 96 kN I
NóA
2:F x = O

~Fy = °
I F2 = 96 kN I 96kN
y NóC

2:F y = O

F3 cos53° = F2 = 96
c
96 x
F3 = - = 160 kN
0,6

I F3 = 160 kN I

2:F x = O

F4 =

2:Fx = O

cos 37°
EDCBA
160 x 0,8

F4
F6 = ----'----
=

128
0,8
128 kN I

o
y NóD

I F6 = 160kNI

~Fy = °
F5 = F6 sen3JO = 160 x 0,6

I F5 = 96 kN I
y NóE

E
x
160 x 0,8
F7 =----
0,6
F7 = 213,3 kN 80kN

Mecânica<Técnica,e' Reststênclasdos-Materlals.ssse
tsrqponmlkjih
zyxwvutsrqpon
R esp o stas:

F1 = O

F 2 = 96 kN
F4 = 128 kN

F5 = 96 kN
F7 = 213,3
R A = 96 kN
kN

F3 = 160 kN F6 = 160 kN R B = 176 kN

7.3 M éto d o d as S ecçõ es o u M éto d o d e R itter

Para determinar as cargas axiais atuantes nas barras de uma treliça plana, através do método
de Ritter, deve-se proceder da seguinte forma:

Corta-se a treliça em duas partes; adota-se uma das partes para verificar o equilíbrio,
ignorando a outra parte até o próximo corte. Ao cortar a treliça deve-se observar que o corte a
intercepte de tal forma, que se apresentem no máximo 3 incógnitas, para que possa haver solução,
através das equações do equilíbrio. É importante ressaltar que entrarão nos cálculos, somente as
barras da treliça que forem cortadas, as forças ativas e reativas da parte adotada para a verificação
de equilíbrio. Repetir o procedimento, até que todas as barras da treliça estejam calculadas.

Neste método, pode-se considerar inicialmente todas as barras tracionadas, ou seja, barras
que "puxam" os nós, as barras que apresentarem sinal negativo nos cálculos, estarão comprimidas.

Os exercícios que seguem mostram a aplicação deste método, na resolução de treliças


planas.

7.3.1 E xercício s
EX.1- Determinar as forças axiais nas barras da treliça dada.
@

S o lu ção :

A altura h é determinada através da tangente de 53°.

h = tg53° c

I h :1,33m I

A~'----"'"

T reliças P lan as
A reação nos apoios A e B será P/2, pois a carga P é simétrica aos apoios.

tsrqpon
Para determinar a carga axial nas barras (j) e @, aplicamos o corte AA na treliça e adotamos
a parte à esquerda do corte para verificar o equilíbrio.

EDCBA
F sen 53° + - =
1
P
2
°

I
F 1 = -----

F1 = - 0,625 P
2 sen 53°
P

fedcbaZY
I (BC)

F 2 + Fi cos53° = ° \

F =- F cos 53° = - [ - -P . -0,6) \


2 i 2 0,8
A

WVUTSRQP
\

IF 2 = + 0,375P I (BT)

Obs.: B T - b a rra t r a c io n a d a

Be - b a r r a c o m p r im id a

Através do corte BB, determinamos as forças nas barras ® e ®.

EM E = °
1,33F 4 +2-
P
2
= °
I F, = - ~ = -O,75P I (BC)
E
(Y)
(Y)
,...;

\
\

-'------4---_~----- E
P
F sen 53° = -
3 2
p 2m
P
2~---=~---
F3 = = 0,625P (BT)
2sen53°

Como a treliça é simétrica, podemos concluir que:

F7 = F1 = - 0,625 P

F6 = F 2 = + 0,375 P

F5 = F3 = + 0,625 P

Mecânica\Técnica>e>Resistência"dos··Materiais."C:1:1/"Wy
E x.2 - zyxwvutsrq
EDCB
Determinar as forças axiais nas barras da treliça dada.

18kN 36kN

tsrqponmlkj
S o lu ção :

A reação nos apoios A e B será determinada através do somatório de momentos em relação


ao apoio A, e o somatório das forças na vertical.

O ângulo a é determinado através de sua tangente.


2
tg o = - = 1
2

Reações nos apoios

LM A = O LFv = O

6Rs = 36 x 4 + 18 x 2 R A + Rs = 36 + 18

I Rs = 30 kN I IRA = 24 kN I

Através do corte AA, determinam-se as cargas axiais nas barras (j) e ~.

LFv =0

F1 sen45° +24 = O

24
F1 = - 0,707 = - 33,95 kN (Be)
LFH = tsrqponmlk
o
F2 + Fi cos45° = O

F2 = - Fi cos45°

F2 = - (-33, 95) . 0,707

I F2 = + 24kNI (BT)

fedcbaZYX
Aplica-se o corte BB na treliça, e adota-se a parte à esquerda para cálculo, para que se
determine a força axial nas barras G) e@.

LFy = O

I F3 = 24kN I (BT)

LM D = O

2F4 + 24 x2 = O

I F4 = - 24 kN I (Be) EDCBA
Para determinar as forças nas barras ~ e @,
24kN 2m

aplica-se o corte ee, e adota-se a parte à


esquerda do corte para o cálculo.

LFy = O

F5 sen 45° + 24 - 18 = O

F = - _6_ = -849kN I. (Be)


I 5 0,707 '

LM E = O
2m 2m
-2 F6 + 4 x 24 - 18 x 2 = O
·c

F6 =
96 - 36
2
60
2
24kN 18kN I
I F6 = 30kNI (BT)

No corte DD, isolamos o nó F da treliça, para determinar a força na barra CDe ®.

LFy = O

WVU
, ,,
I F7 = 36kN
/

I (BT) ,''/ F 7"""''''


, ,
/ ,
-' F6
'----'---+----=---,
r, '-
/ F \
I \

D/ \D
36kN

M ecân icaT écn icaeiR esistên cia.· d o sM ateriais


Através do corte EE, determina-se a força axial na barra ®. tsrqpo E

fedcbaZ
LFv = O

Fg sen45° + 30 == O

I Fg == -& == -42,43kN I (BC)


/
30kN

E X .3 . Calcular as forças axiais nas barras da treliça dada.

S o lu ção :

As reações nos apoios serão determinadas pelas equações do equilíbrio.

LM A = O

6Rs == 48 x 2 - 30 x 2

IRs = 6kN! I R AV = 48 - 6 == 42 kN I

LF H = O

IR AH == 30kN !

Aplica-se o corte AA na treliça, e adota-se a parte à esquerda do corte para determinar as


cargas nas barras (j) e @.

LFv == O

42
F2 == 0,707 = 59,4kN (BT)
I
F1

F1 = R AH

F1 = -12kN
-

tsrqponmlk
+ F2 cos 45° - R AH =0

fedcbaZYX
F2 cos 45°

42
F 1 = 30 - O 707 x 0,707
,

I (BC)

Para determinar as cargas axiais nas barras Q) e @, aplica-se o corte BB na treliça, e adota-
se para cálculo a parte acima do corte.

.--'-.
, I
__ .- B

-, I
, I
, I

LM A = O

2F3 + 2F4 cos 45° = O

30 - 42 12
F4 = 0,707 =- 0,707

I F4 =- 16,97 kN I (BC) F3 = -(-~ J. 0,707

o corte CC determina as cargas axiais nas barras (3) e


I F3 = + 12kN

@. EDCBA
I (BT)

2m F

48kN
c

M ecân ica.Jécn ica;e Resistência dos Materiais",,';, ;;".;",,;.,-,


dividindo os membros da equação por 2 temos:

IF
F6 =

6
-48

= 8,49 kN
- 30 + 2 x 42
0,707

I
tsrqponmlk
84 - 30 - 48
0,707

dividindo a equação por 2 temos:

F5 = 42 - 8,49 x 0,707

I F5 = 42 - 6 = 36 kN I
Através do corte DD dado na treliça, adota-se a parte inferior da mesma para determinar a
carga axial nas barras CVe ®.

:EMc = O

fedcbaZYX
.zFg sen45°+ zR =
B
O
D
RB 6
F =- ~F =---
9 sen450 9 0,707

I Fg = - 8,49 kN I

F7 = - 8,49 x 0,707

A força normal nas barras ® e ® será determinada através do corte EE.

:EF H = O

F8 = - (-8,49 x 0,707)

IF 8 = + 6 kN I

Treliças Planas
fedcbaZYX
tsrqponmlkj
·2:,Fy:=.O

~g s~n45°+RB = o

- RB - 6
Fg = sen450 = 0,707 =}
I Fg = -8,49kN
I (BC)

E x.4 - Determinar as cargas axiais nas barras da treliça dada, através do método de Ritter.
60kN

Decomposição da carga de 60 kN .

Componente horizontal

Fx = 60 cos 53°

Componente vertical

Fy = 60 sen 53°

I Fy = 48kN I

EDCBA
S o lu ção :

A primeira providência para solucionar esta treliça é decompor a carga de 60 kN, e determinar
as reações nos apoios A e B .

Determina-se o ângulo através da sua tangente.

3 48kN
tg o = - = 075
4 '
F 36kN

L:M A = O
D

4 RB = 48 x 4 + 36 x 6

IR B = 102 kN

L:F v = O
A
RAV = RB - 48 <.

IR AV = 54 kN I

IR AH = 36kN I A CD

. · IM ecân ica· T écn icae R esistên cia.d o s.M ateriais .


Aplica-se o corte AA na treliça, para determinar as cargas Qxt:aislf1as_b;a:r:r.Çl'S\<D.e~®'~~)SSORÓ '0.,1 :"._"

A_
WVUTSRQPON
tsrqponmlkji
11,.... ( .• J ,

UiSL!CJTl::C/'.J..
~ ._ .

I F2 = R AV = 54kN I (BT)
OOFW
-, DE t v iU L T I / v I E I O S

FI"'" .

Para determinar as forças nas barras Q) e ®, aplica-se na treliça o corte BB, e adota-se para
o cálculo a parte inferior do corte.

EMc = O

-4F4 - 4R B + 3R AH = O

3 x 36 -4 x 102
F4 = 4

108 - 408
F4 = 4

I F4 = -75kN I (BC)
,,
,
-,
-, -,
B

EM A = O

-4F3 sen S?? - 4F4 - 4R B = O 4rn

-(-75) - 4 x 102 +75 - 102


F - -----
3 - sen 37° - 0,6

I F3 = - 45 kN I (BC)

As forças nas barrasrs e@, serão determinadas através do corte CC, adotando-se para cálculo
a parte da treliça acima do corte.

EF H = O
48kN

IFs=36kN 1 (BT) E F
36kN
C

EFv = O

Fe + F4 + 48 = O
'"
-, -,
F6

Fe = - 48 - F 4 -. -, r,
Fe = -48 - (-75)

I Fe I F.

fedc
= + 27 kN (BT)

",:Treliças P lan as
WVUTS
tsrqpon
Aplica-se o corte DD na treliça, adota-se a parte acima do corte para os cálculos,
determinar as cargas axiais nas barras ( J ) e ®.

= O
para

EDCBA
LF H
48~
F7 sen53° + 36 = O
E F
~-----------+---36~
[ F, " - ~ " - 45kN [ (Be)

D
LM E = O

4F8 + 4 x 48 = O

I F8 = - 48 kN I (BC)

I
LF H =

Fg = 36kN
O fedcbaZYXW
A força axial na barra® será determinada através do corte EE, adotando-se para cálculo a parte
da treliça acima do corte.

I (BT)
~ F9
48~

36~

-. -. r,

E x. 5 - Determinar as forças axiais atuantes nas barras da treliça Howe mostrada na figura,
utilizando o método de Ritter.

S o lu ção :

As reações nos apoios A e B são iguais, e a intensidade é de 40 kN, pois as cargas são
simétricas aos apoios .

.......
Mecânica Técnica e Resistência dos M ateriais'
LFy zyxwvutsrqpon
= o
Fi sen45° + 40 = O

40
Fi =- 0,707 =- 56,58 kN (BC)

LF H = O

F 2 + Fi cos45° = O

I
F 2 = - Fi cos45°

F2 = 40kN

LFy = O
fedcbaZYX
F2 = - (-56,58) 0,707

I (BT)

y
I F3 = 40 kN I (BT)
/
F4 = - F 2

I F4 = -40kN I (BC)
40kN

LFy = O

F5 sen 45° + 40 - 20 = O

20 - 40 -20
F = =--
5 sen 45° 0,707

I F5 = -28,28kN I (Be)

F = - (-~ x 0707)- (-40)

I F6
6

=
0,707'

+ 20 + 40 = 60 kN I (BT)
I
I
I
,"
.... ----
F7
" \ WVU
\ \

\
I

I F6 FIO '-
I '- - - ~ _ - + - _ ~ ~ \
LFy = O I \

D/ \ D
I F7 = 40 kN I (BT) 40kN

TrellçasPlanasses
F8

Fg
tsrqponmlkjihg
Por simetria, podemos concluir que:

=
= F4

F5
=-
=-
40kN (Be)

28,28kN (Be)

FiO = F6 = 60kN (BT)

Fl1 = F3 = 40kN (BT)

F12 = F2 = 40 kN (BT)

F13 = F1 = -56,58 kN (Be)

MecânicaTécnica e Resistência dos Materiais'"


C IS A L H A M E N T O
PURO

Um zyxwvutsrqpo
8.1 D efin ição

elemento de construção submete-se a esforço de cisalhamento, quando sofre a ação de


uma força cortante. Além de provocar cisalhamento, a força cortante dá origem a um momento fletor,
que por ser de baixíssima intensidade, será desprezado neste capítulo.

8.2 F o rça C o rtan te Q

Denomina-se força cortante, a carga que atua tangencialmente sobre a área de secção
transversal da peça.

"""-. tsrqponmlkjihg
Área
~-+---cisalhada

Q
8.3 T en são d e C isalh am en to (-c) zyxw
A ação da carga cortante sobre a área da secção transversal da peça causa nesta uma tensão
de cisalhamento, que é definida através da relação entre a intensidade da carga aplicada e a área
da secção transversal da peça sujeita a cisalhamento.

tsrqponmlk
~
~

Para o caso de mais de um elemento estar submetido a cisalhamento, utiliza-se o somatório


das áreas das secções transversais para o dimensionamento. Se os elementos possuírem a mesma
área de secção transversal, basta multiplicar a área de secção transversal pelo número de
elementos (n).

Tem-se então:

I" = n;oi, I
onde:

'C = tensão de cisalhamento [Pa, ... ]

Q = carga cortante [N]

A cis = área da secção transversal da peça [m 2 ]

n - número de elementos submetidos a cisalhamento [adimensional]

Se as áreas das secções transversais forem desiguais, o esforço atuante em cada elemento
será proporcional a sua área de secção transversal.

8.4 D efo rm ação d o C isalh am en to

Supondo-se o caso da secção transversal retangular da figura, observa-se o seguinte:

Ao receber a ação da carga cortante, o ponto C desloca-se para a posição C', e o ponto D para
a posição D', gerando o ângulo denominado distorção.

A distorção é medida em radianos (portanto adimensional), através da relação entre a tensão


de cisalhamento atuante e o módulo de elasticidade transversal do material.

EDCBA
r- WVUTS
I y=~ I
C

y,
~,
,
,
,
,

I
C'
- l'
D

I
,
D'
- -,
,
,

,/ t
Onde:

y - distorção [rad]

'C - tensão de cisalhamento atuante [Pa]

- G - módulo de elasticidade transversal do material [Pa]


I

A B

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is tê n c ia dos Materiais
8.5 T en são N o rm al (O') zyx
tsrqpo
e T en são d e C isalh am en to ('t)

A tensão normal atua na direção do eixo longitudinal da peça, ou seja, perpendicular à secção
transversal, enquanto que a tensão de cisalhamento é tangencial à secção transversal da peça.

8.6 P ressão d e C o n tato O' d

No dimensionamento das juntas rebitadas, parafusadas, pinos, chavetas, etc., torna-se


necessária a verificação da pressão de contato entre o elemento e a parede do furo na chapa (nas
juntas).

A carga Q atuando na junta, tende a cisalhar a secção AA (ver figura acima).

Ao mesmo tempo, cria um esforço de compressão entre o elemento (parafuso ou rebite) e a


parede do furo (região AS ou AC). A pressão de contato, que pode acarretar esmagamento do
elemento e da parede do furo, é definida através da relação entre a carga de compressão atuante
e a área da secção longitudinal do elemento, que é projetada na parede do furo.

Tem-se então que:

Região de contato
AS e AC

8.6.1 P ressão d e C o n tato (E sm ag am en to )

Aproj EDCBA crd


Q
=--=-
Aproj
Q
dt

Quando houver mais de um elemento (parafuso ou rebite) utiliza-se

Q Q
crd = =
n Aproj ndt

C isalh am en to · P u ro
onde:

(Jd -
tsrqponmlkj
pressão de contato [Pa]

Q - carga cortante aplicada na junta [N]

8.7
fedcbaZ
n - número de elementos [adimensional]

d - diâmetro dos elementos [m]

t - espessura da chapa [mJ

D istrib u ição A B N T N B 14

As distâncias mínimas estabelecidas pela norma e que deverão ser observadas no projeto de
juntas são:

.•
1,Sd

3d
.-:.-.~- ~- Q

1,Sd
+--Ic--.~._.Ef)- -EB-
I .

'a) Na região intermediária, a distância mínima entre centros dos rebites deverá ser três
vezes o diâmetro do rebite.
b) Da lateral da chapa até o centro do primeiro furo, a distância deverá ter duas vezes o
diâmetro do rebite na direção da carga.

c) Da lateral da chapa até o centro do primeiro furo, no sentido transversal da carga, a


distância deverá ter 1,5 (uma vez e meia) o diâmetro do rebite.

Para o caso de bordas laminadas, permite-se reduzir as distâncias

d + 6mm para rebites com d < 26mm

d + 10mm para rebites com d > 26mm.

8.8 T en são A d m issível e P ressão M éd ia d e C o n tato A B N T N B 14-


M aterial A ço A B N T 1020

8 .8 .1 R e b ite s

Tração: a= 140 MPa

Corte: 1 = 105 MPa

M ecân icaT écn ica'e,R esistên cia dos Materiais,p'" ':;


Pressão média de contato (cisalhamento duplo):

0d = 280MPa

fedcbaZYX
Pressão média de contato (cisalhamento simples):

0d = 105MPa

8 .8 .2 P a ra fu s o s

Tração: 0=140MPa

Corte: parafusos não ajustados 1

parafusos ajustados 1 = 105MPa


tsrqponm
=

Pressão de contato média (cisalhamento simples):


80 MPa

0d = 225MPa

Pressão de contato média (cisalhamento duplo):

0d ::::! 280MPa

8 .8 .3 P in o s

Flexão: 0 = 210MPa

Corte: 1 = 105MPa

Pressão média de contato (cisalhamento simples):

0d = 225MPa

Pressão média de contato (cisalhamento duplo):

0d = 280MPa

Em geral, a tensão admissível de cisalhamento é recomendável em torno de 0,6 a 0,8 da


tensão admissível normal.

I 't = 0,6 a 0,8 ai

8.9 E xercício s

Ex. 1- Determinar a tensão de cisalhamento que atua no plano A da figura.


zyxwvutsrq
tsrqponml
S o lu ção :

A tensão de cisalhamento atuante no plano A, é definida através da componente horizontal


da carga de 300 kN, e área da secção A.

Tem-se então que:

300000 COS37°
1= -------::-------:::-
200 X 10- 3 x 120 X 10- 3

240000x10 6
1=-----
, 200x120

11 = 10MPa I

E x. 2 - O conjunto representado na figura é formado por:

CD- parafuso sextavado M12.

(6) - garfo com haste de espessura 6mm.

G) - arruela de pressão.

® - chapa de aço ABNT 1020 espessura 8mm.

~ - porca M12.

f
~ , M ecân icatécn ica'e;R esistên cia,d o s 'Materiais'lG\'S"Y""''''iC", 'IX' """,""
I
A carga Q que atuará no conjunto é de 6 kN. Determinar:

a) .a tensão de cisalhamento

b) j a pressão de contato na chapa intermediária


fedcb
tsrqponm
Supor que não haja rosca no parafuso, nas regiões de cisalhamento

atuante
e esmagamento.

c) a pressão de contato nas hastes do garfo.

S o lu ção :

a) tensão de cisalhamento atuante

O parafuso tende a ser cisalhado nas secções AA e BB, portanto a tensão de cisalhamento
será determinada por:

Q Q 2Q
1=--=--=--
2A cis 2n d2 n d2
4

2x6000 2x6000x10 6
1= ----,---::-
n (12 x 10-3 )2 n122

11=
26,5MPa I

b) Pressão de contato na chapa intermediária

A carga de compressão que causa a pressão de contato entre a chapa intermediária e o


parafuso é de 6kN, portanto a pressão de contato é determinada por:

6
cdl = 6000 x 10
8x12

I crdi = 62,5MPa I

c) Pressão de contato nas hastes do garfo

A carga de compressão que causa a pressão de contato entre o furo da haste do garfo e o
parafuso é de 3 kN, pois a carga de 6kN divide-se na mesma intensidade para cada haste,
portanto a pressão de contato será:

6000
cdh = Q
2th . dp 2x6xl0-3 x12xl0- 3

6000x10 6
crdh =
2x6x12

Icrdh = 41,7MPa I

-Olsalhamento-Puro
~l

-,
. fedcbaZYXWVUTS
Ex. 3 - zyxwvutsr
Projetar a junta rebitada para que suporte uma carga de 125 kN aplicada conforme
a figura. Ajunta deverá contar com 5 rebites. 1: = 105MPa; O"d = 225MPa; tch = 8mm
(espessura das chapas).

125kN

EDCB
S o lu ção :

a) Cisalhamento nos Rebites

Observa-se na figura, que a junta é simplesmente cisalhada, ou seja, cada rebite sofre
cisalhamento na sua respectiva secção M. Tem-se então que:

- Q
1:=--
n A cis

Como os rebites possuem secção transversal circular e a área do círculo é dada por:

nd2
A cis =-
4

a fórmula da tensão do cisalhamento passa a ser:

_ 4Q
1:=--
nnd2

donde:

d=~4Q
nn1:

d= 4 x 125000
5 x n x105 x 106

500000
5xnx105

d = 17,4x10-3 m

I d = 17,4mm I

;.·wMecânica·r écn icae Resístêncla dos"Materiais"Z:'c''';'('r;y''


b) zyxwvutsrqp
Pressão de contato (esmagamento)

O rebite é dimensionado através da pressão de contato, para que não sofra esmagamento.
Aplica-se a fórmula

I
tsrqponmlkjih
d=

fedcbaZYX
5x8X
125000
10-3 x 225

d = 13,9 x 10-3 m

d = 13,9mm I
X 106

Prevalece sempre o diâmetro maior para que as duas condições estejam satisfeitas. Portanto,
os rebites a serem utilizados na junta terão d = 18mm (DIN 123 e 124).

Para que possa ser mantida e reforçada a segurança da construção, o diâmetro normalizado
do rebite deverá ser igualou maior ao valor obtido nos cálculos.

c) Distribuição

38 38

Os espaços entre os rebites desta distribuição são os mínimos que poderão ser utilizados.

As cotas de 38mm representadas na junta são determinadas da seguinte forma:

Supõe-se que as cotas sejam iguais no sentido longitudinal e transversal.

Tem-se então que:

-----«--jj\,;'-;,- _c--_-_,-",,-c_cccc_c,,"c_cccc"' , -Cisalhamento.-Puro------


-(f)-
I EDCBA
tsrqponm
fedcbaZ
portanto,
a
54 I
a = 54cos 45°
a == 38mm

I I
-(f)-
I
-EB-
I

Ex. 4 - Determinar o domínio da relação entre a espessura da chapa e o diâmetro do rebite


em uma junta simplesmente cisalhada, para que somente o dimensionamento ao
cisalhamento seja suficiente no projeto da junta.

~ = 105MPa (cisalhamento)

0d = 225MPa (esmagamento)

Solução:
Para que somente o dimensionamento ao cisalhamento seja suficiente no projeto da junta,
é indispensável que o número de rebites necessários para suportar o cisalhamento (nc) seja
maior ou igual ao número de rebites necessários ao esmagamento (ne). Tem-se então que:

~>
1nd2

tch 'tn
-

105n
WVUTSRQPON
Q
a d x d x tm

->-->---
d - 4'td - 4x225

~~O,37
d

Quando a relação entre a espessura da chapa e o diâmetro do rebite for maior ou igual a
0,37, somente o dimensionamento ao cisalhamento é suficiente para projetar a junta.

Ex. 5 - Determinar o domínio da relação entre a espessura da chapa e o diâmetro do rebite,


em uma junta duplamente cisalhada, para que somente o dimensionamento ao
cisalhamento seja suficiente no projeto da junta.

,'''.;M ecân icaT écn icae'R esistên cia dosMateriais'e;;"";;;;;~F"


0d
zyxwvutsrqponmlkjihg
WVUTS
::r = 105MPa (cisalhamento)

= 280MPa (esmagamento)

Q j2

Q j2 fedcbaZYXW Q

S o lu ção :

Para que somente o dimensionamento ao cisalhamento seja suficiente no projeto da junta,


é indispensável que o número de rebites necessários para suportaro cisalhamento seja maior
ou igual ao número de rebites necessários ao esmagamento.

Tem então que:

nc ~ ne

~> Q tch 1051t


->---
::r1td2 - (Jd X d X tCh d - 2 x280

~~0,59
d

Quando a relação entre a espessura da chapa e o diâmetro do rebite for maior ou igual a 0,59,
somente o dimensionamento ao cisalhamento é suficiente para projetar a junta.

Se a relação:

~<059
d '

Somente o dimensionamento à pressão de contato é suficiente para dimensionar a junta.

E x. 6 - Projetar a junta rebitada para que suporte a carga de 100 kN aplicada conforme a
figura.

1: = 105MPa (cisalhamento)
(Jd = 280MPA (esmagamento)

tCh = 10mm (espessura da chapa)

cr = 140 MPa (tração na chapa)

A junta contará com 8 rebites.

C isalh am en to P u ro
,
-87- -Ef)-
I
,

I
I

I I
I I
I I
I I
I

tsrqpo
EDCB
,
-Cf--Cf-
,

I I
I I I I I I
-87- -Ef)- I I
I I
-Ef)--Ef)-
I I I I

fed
I I

Solução:

o dimensionamento deste tipo de junta efetua-se através da análise de sua metade, pois a
sua outra metade estará dimensionada por analogia. Tem-se portanto que:

a) Cisalhamento

Cada rebite possui duas áreas cisalhadas, portanto o dimensionamento ao cisalhamento será
efetuado através de:

- Q Q
't = =----=-
n·2Acis nd 2
4x2-
4

d= /o
V~
100000
d=
2nx 105 x10 6

d= 50000 X 10- 3
n105

d = 12,3 X 10- 3 m I d = 12,3mm I

M ecân lca'T écn ica'e Reslstênclados 'Materiais3:1p,FZC' s,,;"j"~· "


b) zyxwvutsrqp
tsrqpo
Pressão de contato (esmagamento)

A possibilidade maior de esmagamento ocorre no contato entre a chapa intermediária e os


rebites, pois nos cobre-juntas a carga atuante é inferior à carga da chapa intermediária.

Tem-se então que:

I
_
O"d = --
ndtch

d= 8,92mm
Q

fedcbaZYX
=

I
ntch
Q
'O"d
= ----~-----:- 3
4x10x10-
100000
x280x106

c) EDCBA
Os rebites a serem utilizados devem satisfazer as duas condições ao mesmo tempo, portanto
o diâmetro será d = 14mm (DIN 123 e 124) valor normalizado imediatamente superior, adotado para
reforçar a segurança.

Distribuição

28
1
42
1
28
1 1
I I
28
1
42
1
28

.-<
-<t>--<t>- I
I
I
I
-<t>--<t>- ,~
C'l

I I C'l
<:l'

-<t>--<t>- I
I
I
I -<t>--<t>- ~
.-<
I I C'l

d) Verificação da resistência à tração na chapa

A chapa intermediária é a que sofre a maior carga, portanto, se esta suportar a tração,
automaticamente os cobre-juntas suportarão.

Chapa intermediária

o
.-<

Supondo furos de 15mm, ou seja, 1mm de folga, tem-se que:

A = (84 - 2 x 15)10

Tensão normal atuante na chapa

100000
0"= -----=-
6
540x10-
10"= 185MPa
Como a o atuante>

e) Dimensionamento WVU
õ fed
tsrqponml, conclui-se que a secção transversal deverá ser reforçada.

da secção transversal da chapa

f = 100000 + 30
10x140

I f= 102mml

Para que suporte a tração com segurança, a largura mínima da chapa será .e = 102mm.

f) Distribuição final

28 42 28 28 42 28
1 1 1 1 1 1
I I
\O
I I C'l
,~
I I
~~ I I ~~
I I o

EDCB
L{)

I I
I I ,~
I I \O
~~ ~~ C'l
I I

E x. 7 - Dimensionar os rebites da junta excêntrica representada na figura.

Os diâmetros dos rebites deverão ser iguais, tch = 10mm.

Pela ABNT NB14:

~= 105MPa

cr = d 225MPa

-·.-
360

t
C'l .

~ _.~
- _.~

;M ecân ica Técnica e R esistên cia d o s Materíals» ....:;, '.


tsrqponml
zyxwvutsrqp
S o lu ção :

a) Esforços nos rebites:

o rebite Q) encontra-se em uma posição simétrica às duas laterais (superior e inferior) e aos
rebites CD e 0).

Portanto o rebite Q) é o centro geométrico da distribuição.

Desta forma, somente os rebites CD e O) possuem componentes horizontais.

Como todos os rebites têm o mesmo diâmetro, na vertical os componentes são iguais.

Tem-se então que:

20000
R 1v = R 2v = R 3v = ---
3

A carga horizontal no rebite CD é determinada através do somatório de momentos em relação


ao rebite 0).

Tem-se então que:

IM@=O

240R1H = 20000 x 360

R1H= 20000 x 360


240

I R1H= 30000 N I

A carga horizontal no rebite @ tem a mesma intensidade da carga horizontal no rebite CD.

IFH= O

R1H= R3H= 30000N

C isalh am en to Puro"
tsrqponm
WVUTSRQ
Conclui-se portanto que:

Os rebites mais solicitados são (j) e Gl e a carga cortante que atua nos mesmos é:

R1:=J 3 0 0 0 0 2 + 66672

R1 : = J ( 3 0 x 1 0 3 ) 2

~1
+ (6,667x103)2

EDCB
fedcbaZYX i
R1:=J (900 + 44,45)106 R16667N

R1 := 103 .J 9 4 4 ,4 5
30000N

I R1:=30730N I

As cargas nos rebites (j) e Q) são iguais

b) Dimensionamento dos Rebites

b.1) Cisalhamento

Adota-se o rebite que tenha a solicitação máxima para o dimensionamento. Neste caso,
os rebites mais solicitados são (j) e @.

O desenvolvimento dos cálculos será em função do rebite (j). Tem-se portanto que:

d :=) 4R1:= 4 x 30730 ~ d:= 10-3 4 x 30730


n:::r n:x 150 x 106 n:x 105

d:= 19,3 X 10-3 m

I d = 19,3mm I

b .2 ) Pressão de Contato (esmagamento)

A pressão de contato é verificada através da fórmula

portanto,

Como o rebite que está sendo dimensionado é o rebite CD, n = 1, tem-se então que:

d= 30730
d= 13,65mm
225 x 106 x 10 X 10-3

O diâmetro dos rebites deve satisfazer as duas condições ao mesmo tempo, portanto
d = 20mm (DIN 123 e 124).

;;"M ecân ica T écn ica e R esistên cia d o s M ateriais' .,/;<11";".';';;11; .. '
Ex. 8 - zyxwvutsrq
A junta excêntrica da figura encontra-se carregada com uma carga de 90 kN,
aplicada à distância de 200mm em relação ao centro geométrico dos rebites. O
diâmetro dos rebites é de 20mm. Determinar a tensão de cisalhamento máxima

hgfedcbaZY
atuante nos rebites.

S o lu ç ã o :

A carga excêntrica de 90000N provoca na junta, a atuação de um momento de 90000 x


200 = 18000000Nmm que corresponde a 18000Nm.

Como todos os rebites possuem o mesmo diâmetro, conclui-se que na vertical, a carga de
90000N estará distribuída na mesma intensidade para cada rebite.

A carga vertical em cada rebite tem a intensidade de:

9000 = 15000N = 15kN


6
200 90kN
15kN 15kN

As forças Fi' F2 , Fs e F6são da mesma intensidade, são eqüidistantes ao centro geométrico


da junta.

As quatro forças passam a denominar-se Fc para facilitar os cálculos.

Da mesma forma conclui-se que F3 = F4' Para facilitar os cálculos denominar -se-ão F'c.

A distância entre o centro geométrico dajunta e os rebites das extremidades é 125mm, obtida
em função do triângulo (080) (teorema de Pitágoras).

LM(CG) = O
~11:00
I
4Fc x 125 + 2 x 7 5F' c = 18000000

0,5Fc+0,15F'c = 18000 I (I)


CG
o
LJ
75 D

As cargas são proporcionais às distâncias em relação ao CG, donde conclui-se que:

Fc F'c
-=-
125 75

Fc = 125 F'c
75
I F C = % F 'C I (11)
substituindo

5
0,5x-F'c+O,15F'c
3
II na equação I, tem-se que:

= 18000
hgfedcb
(0,83+0,15)F'c = 18000

I F'c = 18367N == 18,37kN I

UTSRQP
pela equação II tem-se que:

5 5
Fc = -F'c = -x18367N
3 3

I Fc = 30611N == 30,61kN I

A carga resultante em cada rebite é determinada por:

'"

Os rebites mais solicitados são 2 e 6. Pelo triângulo ODB determina-se o ângulo a.

EDCBA
B
100
cosa. = 125

cosa. = 0,8

Portanto a. = 37°

•• I ~
o -~

Se a . = 37° , conclui-se que a carga de 30,61kN está defasada 3r em rel ação à horizontal,
portanto o ângulo formado pelas cargas de 15kN e 30,61kN é 53°.

2
R 2 = ~30,612 + 15 + 2 x 15 x 30,61 x cos53°

R2 = J 9 3 6 ,9 7 + 225 + 550,98
---------

I R2 I
,~

= 41,38kN 15kN

R6 = R2 == 41,38kN

'M e c â n ic a TécnicaeResistência'dosMateriaisx;,'/" LKJIH


'" ; D , " ! : ,
hgfedcba
Observa-se graficamente que as resultantes R2 e R6 são as maiores, e como o objetivo do
exercício é determinar a tensão máxima, as outras resultantes tornam-se desprezíveis.

A tensão máxima de cisalhamento é determinada através de:

41380x4
1: = -----::~
1t(20x10-3 ) 2

11:
1:=------

Ex. 9 -
= 131,7MPa UTSRQPO
41380x4x106
1tx400

Dimensionar os parafusos para se construir ajunta excêntrica representada na figura


"1 = 105MPa, cr d = 225MPa espessura das chapas 16mm.

S o lu ç ã o :

a} Carga de Cisalhamento

A carga de 60kN divide-se igualmente para os 4 parafusos da junta. Tem-se então:

A excentricidade da carga provoca momento na junta, o que acarreta maior esforço nos
parafusos.

· ~ ""< · ,_ ,x ,,,,","~ :"_ "· '"''~ _-_''''


_'''....· '''''''
'V .~ ': ·'; " : : ,·: ,> ~ ; < ; ,: " ,,,> /.,,," ,,.: ·,: ,;
EDCBA C is a lh a m e n t o P u r o
Transformando-se

IM o == O

4xO,1xFm == 60xO,5 == 30
as unidades para metro, escreve-se que: hgfe
I
30
Fm == 0,4

Fm == 75kN UTSRQPO
I

A carga que atua em cada parafuso é:


Fm : carga gerada pelo momento

75+ 15=90kN

Fi == F3 == LKJIHGFEDCBA
EDCBA
As cargas nos parafusos

.J 7 5
2
+ 152

Porém a carga máxima atua no parafuso


Q)

I
e (J ) possuem a mesma intensidade:

Fi == F3 == 76,5kN

@,
I

sendo a sua intensidade 90kN.

b) Dimensionamento

b.1) Cisalhamento

A junta tende a acarretar cisalhamento simples nos parafusos. Tem-se portanto:

~ == 4F4 -7 d e == J4F4
1td e 2 1t't

d e ==.1 4x 90000 3
1tx105x106 == 33x10- m

I d e == 33mm I

b .2 ) Esmagamento

-d- F4 d e == 900000
n d tch
10-3
a -
225 X 106 X 1 X 16 X

d e ==
90000
225 X 16
X 10-3m
I d e == 25mm I
A junta será construída com parafusos com d = 36 mm DIN 931.

M e c â n ic a l" é c n ic a e Resistência d o s Materiais:;;;",,""· p r" ." ' •.: J , :.····".1··;"'·:····,;\


· · · , ·. • ·, .•...• ,.,..••;;.., .•.;...;" .•..•. ""0";.,,, > ~ ; : .,.· . · ; , , · t · * . • ;:.I

--
8 .1 0

8 .1 0 .1 zyxwvu
L ig a ç õ e s S o ld a d a s

S o ld a d e T o p o

hg
Indicada somente para esforços de tração ou compressão.

8 .1 0 .2 D im e n s io n a m e n t o d o C o r d ã o

t I- ~I

'3 ~
Área do cordão de solda
submetida à ação da carga
axial (F)

A =fxt

Tensão normal do cordão:

F F
(J =-=-
s A fxt

Para dimensionar

cisalhamento

compressão
EDCBA
o cordão, utiliza-se a tensão admissível especificada

A SAS (Sociedade Americana de Solda) especifica para estruturas

tração (solda de topo) a s = 90MPa

(solda lateral)

a s = 130MPa
'fs = 70MPa
para o caso.

Portanto, Q é definido por:

~
~

Onde:

.e - comprimento do cordão [m ... ]

F - carga axial aplicada [N ]

t - espessura da chapa [m ]

as - tensão admissível da solda [Pa ... ]


zyxwvutsr
E x e m p lo 1

EDCBA
Ajunta de topo representada na figura, é composta por
duas chapas com largura ,e = 200mm e espessura t = 6 m m .
A tensão admissível indicada pela SAS (Sociedade Americana
de Solda) para solda de topo é a s = 90MPa.

Determinar a carga máxima que poderá ser suportada


pela junta.

S o lu ç ã o :
hgfedcb
Na solda de topo, considera-se para efeito de dimensionamento, somente a secção

LKJIHGFE
transversal da chapa, admitindo-se como desprezível o acabamento do cordão.

Tem-se então que:

F m ax =a s x f xt

F m ax = 90X~ ~X200x~3yíX6X)Ó-3yf

I Fm ax = 108.000N = 108kN I
8 .1 0 .3 S o ld a L a t e r a l

Duas chapas unidas através de solda lateral têm os cordões dimensionados através do
estudo a seguir.
Q.

Na secção transversal do cordão, tem-se:

No dimensionamento do cordão, despreza-se o acabamento da solda, considerando-se


somente o /). AOB.

M e c â n ic a T é c n ic a ,e R e s is t ê n c ia dos Materiais,
como a

Amin =
EDCBA
hgfedcbaZYXWV
Observa-se na figura, que a área mínima de cisalhamento ocorre a 45°, sendo expressa por:

Amin = a x

.e
.e

= t cos 45° tem-se:


. tcos45°

A tensão de cisalhamento no cordão é dada por:

't
5
=~=
Amin LKJIHGFEDCBA
f . t.
Q
cos 4 5 °

Para dimensionar o cordão da solda, utiliza-se a (1 s) tensão admissível da solda, e obtém-se:

f = = ---Q -= ----
'ts .t.c o s 4 5 °

Onde:

.e = comprimento do cordão [m]


Q = carga de cisalhamento [N]

t = espessura da chapa [m]


7f s = tensão admissível da solda no cisalhamento [Pa]

Se a carga aplicada na junta for excêntrica, o comprimento dos cordões será proporcional,
conforme é demonstrado a seguir:

._.~_._.

e - Afastamento da carga em relação a linha de Centro

Dimensionado o cordão total (Q ), distribui-se conforme segue:

~ = i2 = f
e1 e2 e1 + e2
Onde:

R
-
EDCBA
comprimento

comprimento
total da solda [m]

do cordão da lateral próximo da carga [m]

UTS
-

hgfedcb
1

R
2
- comprimento do cordão da lateral afastado da carga [m]

e1 - afastamento maior da carga em relação à lateral da chapa [m]

e2 - afastamento menor da carga em relação à lateral da chapa [m]

E x e m p lo 2

LKJIHG
Dimensionar os cordões de solda (R 1 ) da junta representada
na figo A carga de tração que atuará na junta é 40kN, sendo que a
espessura das chapas t = 6mm. Para este caso, a SAS (Sociedade
Americana de Solda) indica: 1 s = 70MPa.

S o lu ç ã o :

Comprimento total da solda (R )

f= Q
't s . t. cos45°

Obs.: utiliza-se Q pois a carga de tração na junta transforma-se em cortante no cordão.

f = 4 0 x :u f3 P (

7 0 x :k Ó 6 ~X6X0-3rY(XCOS450

I f =O,135m ou f =135mm I

Como a carga aplicada é concêntrica, conclui-se que:

2R 1 = R = 135mm

portanto, 135 = 67,5mm


1\ = 2

E x e m p lo 3

Dimensionar os cordões (R1 e R 2 ) da junta excêntrica representada na figura.

Condições do projeto:

intensidade da carga 60kN

espessura das chapas t = 10mm

afastamento maior e1 = 200mm

",,;;<"Me,cânica ',," é c n ic a " e 'R e s is tê n c ia 'd o s M a te r ia is } p '''''i) ,/> ,'


hgfedcbaZ
· ,

afastamento menor e2 = 80mm

Para este caso a SAS (Sociedade Americana de Solda) indica ~s = 70 MPa.

f =
'ts
Q LKJIHGF
Comprimento total da solda

.t.cos45°
= -----------
(f)

60xt63N

70X.w64x10xíÓ-3,m'XO,707

EDCBA
m
l-f-=:-0,-1-20-m-O-U-f-=-1-2-0-m-m-1

Comprimento dos cordões z; e f2

I
fi

fi
=

= 86mm

Como .f = .fi
e1
e1 +e2

UTSRQPON
.t = 200
200+80

+ .f2
.120

= 120mm, conclui-se que:

1.f 2 = 120-86 = 34mm I

8 .1 0 .4 L ig a ç õ e s S o ld a d a s S o lic it a d a s p o r T o rq u e (M t)

Tensão na solda

Mt.r
't=-
Jp

Momento polar de inércia (Jp)


2
Jp = fr dA

Jp = (0 ,5 )2 n . a· d
EDCBA
Como a é reduzido em relação ao diâmetro (d), considera-se r constante:

't- hgfedcba
Portanto:

_ M
t.
(O,5d)
(O,5d)
2
rt, a. d
2Mt
n. a. d
2

Tensão no plano vertical

A tensão máxima ocorre na superfície de menor área a 45°.

r
Tem-se então:

't 2Mt
't = = L m áx,
max cos45° n .a.d 2 x O ,7 0 7

2,83Mt ~
'tmax = d2
1 1 :.a.

Onde:

tmáx - tensão máxima atuante [Pa]

Mt - torque [Nm]

a - base do cordão da solda [m]

d - diâmetro do eixo [m]

n - constante

E x e m p lo 4
trigo no métrica 3,1415 ... UTSRQ
U m eixo de aço com d = 35mm é ligado a uma chapa através de um cordão de solda, com
base a = 10mm.

A SAS (Sociedade Americana de Solda) indica para o caso 't = 70MPa.


Determine o torque máximo que poderá atuar na ligação.

Mt= 'ts°1 1 :o ao d 2
2,83

3 3
Mt = 7 0 x l0 6 N /m
2
x l0 x l0 - m x (3 5 x l0 - m )2 xn

2,83

2
Mt = 7 0 x l0 6x l0 x l0 - 3 x35 x l0 -
6
X 11:
2,83

I Mt= 952 N m I

,o M e c â n ic a T é c n ic a e Resistência d o s M a t e r ia is
Ligações soldadas de chapas perpendiculares

y
solicitadas por torque. hgfe
o torque Mt tende a girar a chapa vertical ao redor do eixo y , sobre a chapa horizontal. A
rotação é impedida através da ação dos cordões de solda. É fácil observar que a rigidez da chapa
faz com que as tensões variem de:

LKJIHGF
- zero no eixo y

- máxima em b/2 (periferia da chapa)

A tensão de cisalhamento no plano horizontal ('tm ax l é igual à variação das tensões normais
ao longo do comprimento f (flexão)

portanto, tem-se:

M 12Mt(f /2) 3Mt


1: = - Y m ax =
3
J (2a)f af2

Como a 1:m ax ocorre na menor área, tem-se:

1:
1: =---
m ax cos45 0

3Mt
1:m ax =----
2
a.f cos45°

Onde:

Mt - torque [Nm]

a - base do cordão [m]

f - comprimento do cordão [m]

E x e m p lo 5
UTSRQ
Duas chapas de aço foram soldadas perpendicularmente através de um cordão de solda de
f = 500mm e base de cordão de solda a = 12mm. Pelas especificações do SAS (Sociedade
Americana de Solda) a tensão admissível indicada é 1 s = 70MPa. Qual o torque máximo que poderá
atuar na junta?

_ 3Mt
s
1: = af2 cos45°

. C is a lh a m e n t o P u r o
EDCBA
hgfedcbaZ
i 5 . a· {'2cos45°
Mt = --"------

2
3

3
Mt = 70x106 N / m x12x10- m x (0,5m)2 xcos45°

UTSRQPO
3
2 3
Mt = 70x12xO,5 xcos45°x10 (Nm)
3

I Mt = 49.490 Nm I

8.11 Chavetas
Chaveta Plana I I DIN6885

Chaveta Inclinada
r J DIN6886

Chaveta Meia Lua C7 DIN6888

I I
Chaveta Tangencial I I DIN271

Chaveta Inclinada com Cabeça

C a r a c t e r ís t ic a s :

C h a v e t a P la n a

C h a v e ta I n c lin a d a
LKJIHGFE É
C
:J DIN6887

a mais comum, sendo indicada para torque de sentido único.

O cubo é montado à força. O torque transmissível é maior que nas


chavetas planas.

C h a v e t a M e ia Lua Ajusta-se automaticamente, tornando-se mais econômica. Utiliza-


se este tipo de chaveta em máquinas operatrizes, automóveis e em
transmissões em geral com o torque médio.

C h a v e ta s T a n g e n c ia is Admitem aplicações de torque nos dois sentidos.

....··:..,MecânicacTécnicae R e s is t ê n c ia dos"Materiais'~c .. , ." ....;..:;,.,,,'.. ,. ··" ic e


D im e n s io n a m e n t o : zyxwvutsr
h

A carga tangencial atuante tende a provocar cisalhamento na superfície b x EDC


e da chaveta.

A tensão do cisalhamento hgfedcbaZ


é dada por:

A pressão de contato entre o cubo e a chaveta que pode acarretar no esmagamento da


chaveta e do próprio rasgo no cubo é dada por:
0d=~=~ hgfedcbaZYX
A e sm R(h - ti)

8 .1 2
Material indicado para chavetas é o st60 ou st80 (ABNT 1060 a 1080).

Pressão média de contato

Tensão admissível de cisalhamento

E x e r c íc io s
cr d = 100 M Pa.

t = 60MPa. UTSR
Ex. 1. - o eixo árvore de uma máquina unido a uma polia através da chaveta transmite uma
potência de 70CV, girando com uma freqüência de 2Hz. O diâmetro do eixo é
100mm. Determinar o comprimento mínimo da chaveta (DIN6885).

p o lia
~ _ c h a v e ta

e ix o

Solução:
A c is = b x f A e sm = (h -tIl º

Através do DIN6885 (chaveta plana) encontram-se os seguintes valores:

M e c â n ic a Técnica e Resistêncla.dos.Materíaíe LKJIHG


'. ; , , , 0 , : C i~ : ) L ~ J ; ': ;~~;';M';

d e ix o = 100mm ~ chaveta
{
h=

t1 =
hgfedcb
EDCB
b= 2 8 m

16m m
m

9 ,9 m m

~ = 60MPa crd = 100MPa

o torque atuante na transmissão é de:

p P
Mt=-=-
to 2n:f

Como cv = 735,5W, a potência transmitida corresponde a:

P = 735, 5 x 70
P = 51485 W

Mt = 51485
M r= 4097Nm
2n:x2

Força tangencial atuante:

LKJIHG
F - 2Mr - 2x4097 d = 10-1 m
t - d - 1 0 -1

F t = 81940N

Dimensionamento ao cisalhamento:

f c

fc
= 48,8x10- m

= 49mm UTSRQPO
I
3

Dimensionamento da pressão de contato (esmagamento):

fe = 81940
100x106 (16-9,9)x10-3

3
f = 81940x10-
e 100x6,1

I fe == 135mm I

Chaveta a ser utilizada B 28 x 10 x 135 DIN6885 forma A extremos arredondados

( ) material st-60
Ex. 2 - zyxwvutsr
hgfedc
O eixo árvore de um redutor encontra-se unido a uma engrenagem através de
chaveta (DIN6886), visando transmitir P = 15CV com uma freqüência de 8Hz. O
diâmetro do eixo é de 48mm. Determinar o comprimento mínimo da chaveta.
(DIN6886 chaveta inclinada) material st-60.

S o lu ç ã o :

Analogamente
Acis = b x t e

Aesm = P (h - t1 )

Através da DIN6886
EDCBA ao exercício anterior, tem-se que:

(chaveta inclinada), encontram-se os seguintes valores:

b = 14mm
d O ;," = 48mm -> chaveta { h= 9mm

t1 = 5,5mm
material st-60

"1 = 60 MPa G d = 100 MPa

Como CV = 735,5W, a potência transmitida em watts corresponde a:


P = 735,5 x 15 P = 11032,5 W

LKJIHGFEDCBA
O torque transmitido será:

M _ ~ _ 11032,5
T - 2nf - 2nx8

MT = 220Nm

Força tangencial:

2Mt 2 x 220 F = 9.167N


Ft = -d- = 48x10-3 t

Dimensionamento do cisalhamento

- F Ft
't = _t_ ~ f c = ----=
b x é c b .'t

Mecânica Técnica e Resistênc.ia dos Materiais


t

te
zyxwvut
hgfedcbaZY
e
= 9167
1 4 x 1 0 - 3x 6 0 x 1 0 6

== 1 1 x 1 0 - m
3

I te == 11mmJ

Dimensionamento à pressão de contato (esmagamento)

UTSRQP
t = F, __ 9167
c od (h - t1 ) 1 0 0 x 1 0 6 (9 - 5,5) 1 0 - 3

3
te == 2 6 x 1 0 - m

te = 26m m I

como J !e > J !e prevalece J !c = 26mm

A chaveta a ser utilizada é A 14 x 9 x 26 DIN6886.


C A R A C T E R íS T IC A S
G E O M É T R IC A S DAS
S U P E R F íC IE S PLANAS

zyxwvuts
hgfe
9.1 M o m en to E stático

9.1.1 M o m en to E stático d e u m E lem en to d e S u p erfície

o momento estático de um elemento de superfície é definido através do produto entre a


área do elemento e a distância que o separa do eixo de referência.

Mx = y-dA

My = x-dA
y

9.1.2 M o m en to E stático d e u m a S u p erfície P lan a

Momento estático de uma superfície plana é definido através da integral de área dos
momentos estáticos dos elementos de superfície que formam a superfície total.

x
Mx = LYd A
My = IA xd,
x

9.1.3 C en tro d e G ravid ad e d e u m a S u p erfície P lan a

É um ponto localizado na própria figura, ou fora desta, no qual se concentra a superfície.

A localização do ponto dar-se-á através das coordenadas xG e YG' que serão obtidas através
da relação entre o respectivo momento estático de superfície e a área total desta.

LXdA y
G
X = LdA

",",ti; C aracterísticas:G eo m étricasd as:S u p erfícies· · P lan as 169


Para simplificar a determinação do centro de gravidade, divide-se a superficie plana em
superfícies geométricas cujo centro de gravidade é conhecido, tais como retângulos, triângulos,
quadrados, etc. Através da relação entre somatório dos momentos estáticos dessa superfície e a
área total das mesmas, determinam-se coordenadas do centro de gravidade.

xG =
A 1 X l + ...Anxn
A l + ...An
y .Ar.
hgfe
Xj

A 1 Yl +... AnYn
YG = A
A l +... n Yn
YI

j =n j =n

I,AjXj I,AjY j

j = 1
XG = -- YG=~

fedcb
j =n j =n

I,A j I,A j
j= 1 j= 1

9.1.4 T ab ela d o C en tro d e G ravid ad e d e S u p erfícies P lan as

Superfície Coordenadas do c.G

.c XG = b/ 2
YG=h/2
~

'" a
x G=YG="2

: M ecân ica T écn ica e Resistência1dos.Materiais""""· .,'","""",


y

4r
xG ==-
31t
4r

fedcbaZYX
YG ==-
31t

y
CG

hgfedcb
XG ==o
4r
YG ==-
31t
x

9.2 E xercício s

Ex. 1 - Determinar as coordenadas do centro de gravidade do topázio representada na


figura a seguir.

~:t:"""""""tn '"""),C aracterísticas G eom étricas das.S uperfícies'P lanas 1 71


S o lu ção : zyxwvutsrq
Xl
hgfedcbaZYXW
Na resolução deste exercício, denomina-se o quadrado de lado "a" como figura CD,e o
triângulo de catetos igual "a" como figura ~.

Al = a 2

=a/2
A 2 =a

X
2
2

= a +~
/2

3 -3
_ 4a

Yi = a/2 Y2 = a/3

2
a a 4a
a 2 ._+_.-
Alx l + A2 X 2 2 2 3
XG =
2
A l +A 2 a
a 2+_
2
3 3 3
a 4a 3a + 4a
-+--
xG = 2 6 = 6
2 2 2
2a + a 3a
2 2
3 3
7a _ 7a = 7a = O ,777a
xG =~- 9a2 9
6~
2
2
2 a a a
a .-+-.-
A1 Y l+ A2Y 2 = 2 2 3
YG = A +A 2 a2
l a 2 +_
2
3 3 3 3
a a 3a +a
-+-
YG = 2 6 = 6
3 2 3 2
-a -a
2 2
3
4a
3
6 _4a = 4a == 0,444a
YG =~- 9a2 9
-a
2

XG = O ,777a

YG = 0,444a

Localização do ponto na superfície


y
Xo

M ecân lca· T écn ica;e'R esistên cia d o s M ateriais;",,,;;;;;;;,


E X .2 - zyxwvutsrqp
Determinar as coordenadas do CG da superfície hachurada representada na figura.

S o lu ção :

A figura 1 correspondendo ao semicírculo de raio R e a figura 2 corresponde ao semicírculo


de raio r.

n. r2

hgfedcbaZY
A =--
2 2

4R 4 r
Y1 =- Y =_.-
3n 2 3 n

A coordenada xG = O pois as coordenadas Xi e x2 são iguais a zero.

A1Y1 - A2Y2
YG = A - A
1 2

2 2 3 3
nR
-_ ._4R nr
-_ .- 4r 4R
----
4r
Y _ 2 3n 2 3n 6 6
G - nR2 nr2
~_(R2 _r2)
2 2 2

~(R3 _r3 )
4 (R 3 _r3 )
Y G = -':6'---- __
~(R2 _r2) 3n (R2 _ r2 )
2

Localização do ponto na figura

E x. 3 - Determinar as coordenadas do centro de gravidade de cantoneira de abas desiguais


representada na figura a seguir.
y

o
co

3
S o lu ção :

A l =700mm
zyxwvutsrq
hgfedcb
Divide-se a cantoneira em dois retângulos:

2
A 2 =600mm
2

Xl = 5mm X2 =30mm

Yl = 45mm Y2 = 5mm

A l xl +A 2 x2 700x5+600x30
xG = = -------
A l +A 2 700+600

3500+18000
xG = --1-3-0-0-- Ix G = 16,53mm I

A1 Y1 + A2 Y2 700x45+600x5
YG = A +A 700+600
1 2

YG =
31500+3000
1300 I YG = 26,53mm I

localização do ponto na figura


Y
10

o YG
<X)

x
60

E x. 4 - Determinar as coordenadas do centro de gravidade do perfil u representado na figura


a seguir.
Y.
10 80 10

ss

....
o

S o lu ção :

Divide-se o perfil u em 3 retângulos para iniciar os cálculos

2
A l = 500mm 2 A 2 = 1000mm 2 A3 =500mm

Xl = 5mm X2 = 50mm X3 = 95mm

Yi = 35mm Y2 = 5mm Y3 = 35mm

',;'Mecânica Têcnlcae Resistência·dosMateriais""';'1t;\,'it'"""",,:,,,


fedcba
hgfedcbaZY
2500 + 50000 + 47500
xG = ----2 -0 -0 -0 ---

500x35
I xG = 50mm

+ 1000x5 + 500x35
500 + 1000 + 500
I

YG =
17500 + 5000 + 17500
2000 I YG = 20mm I

localização do CG na superfície
y

E x. 5 - Determinar as coordenadas do CG da superfície hachadura representada na figura


a seguir.
y

Solução:

Para determinar o CG da superfície hachadura, denomina-se a figura CD o quadrado de lado


"r", a figura <I> o quadrante de círculo de raio "r".

Interpreta-se a área da figura <I> como sendo retirada da figura CD, desta forma, para
determinar as coordenadas, subtrai-se o momento estático da área <I> , do momento estático da
área CD, procede-se da mesma forma em relação à área total.

Desta forma, teremos:


Xl zyxwvutsrqpo
= r /2

Yl =r/2
X2 =
4r
31t

4r
Y2 = 31t

Como Xi = Yi e X2 = Y2' podemos concluir que xG = YG;e teremos portanto:


2
r2.~_ m .~
XG = YG = 2 4 31t
2
2 1tr
r --
4

fedcbaZ
r3 r3 3r3 -2r3

XG = YG = 2 3 6
r2(1-~) r2(4 -1t)
4 4

r3
XG = YG = 4 -1t
6( -- )r
2 Ix G = YG = 0,775 r I
4

localização do ponto na superfície


y

t12
r-.
Ô

~CG

E x. 6 - Determinar as coordenadas do centro de gravidade da superfície hachadura


representada na figura a seguir.
y

x
S o lu ção :

Para determinar o centro e gravidade da superfície, denomina-se superfície CD, o quadrante


de círculo de raio "2r", e superfície r1) o quadrante de círuculo de raio "r", e analogamente
ao exercício anterior, determina-se as coordenadas através de:

M ecân ica T écn ica e-Reststênclados M ateriais'"


Xl
- n(2rf
A l----nr
4

=-.-=-
4
3 n
hgfedcbaZYX
2r
_

8r
3n
2

4r
x 2 =-
3n
4 2r 8r 4r
y=-'-=- Y2 =-
3 rt 3n 3n

2 8r nr2 4 r
nr ._--.--
X G -- Y G- - 3n 4 3 n
2
2 nr
nr --
4

fedcbaZ
8r3 r3
---
X G --Y G- - 3 3
3 nr2
---
4 4

Ix G = Y G = 0,99 rI

localização do ponto n a superfície

O,99r x

E x. 7- Determinar as coordenadas do CG d a superfície hachadura representada n a figura.


y

Características GeométricasdasSuperfíciesrPlanas"
S o lu ção : zyxwvutsrq
hgfed
Denomina-se superfície (j) ao triângulo de cateto 2r, e superfície (2) ao quadrante de círculo
de raio "r". Analogamente aos exercícios @ e ® , determinam-se as coordenadas xG e YG'

2rx2r = 2r2 m2
Al = -2- A2 =4

2r 4r
Xl =3" X 2 = 31t

2r 4r
Yl =3" Y2 = 31t

Como Xl = Yl e X 2 = Y2' conclui-se que xG=YG'

A l x1 - A 2 X 2
XG = YG = Al - A
2

3 3
2r2 . 2r _ m~. 4r 4r r
x
G
= YG = 3 4
2
31t _
-
3-3"
2r2 _~ r2(2_~)
4 4

r3
XG=YG= =--- y
r2(2_~) 1,215
4

xG = YG = O,82r I

&l
ó
localização do ponto na superfície
O.82r x

Ex. 8 - Determinar as coordenadas do CG da superfície hachurada representada na figura.

U")
C'oJ

1?l

1?l

';1J;i M ecân ica,T écnicae Reslstêncla-dos Materiais;if~;;;;;7;""""","''''; -~K~~,:r ,';.,


S o lu ção : zyxwvutsrqp
hgf
Divide-se a figura em 5 superfícies geométricas conhecidas. A superfície CDserá o retângulo
de 60 x 100, a superfície @ corresponde ao retângulo de 50 x 80, as superfícies Q ),@ e ~
correspondem aos furos representados na superfície. Temos então:

2 2
A l =: 10 x 60 =: 6000mm A 2 =: 50x80 =: 4000mm

Xl =: 30mm X2 =100mm

Yl =: 50mm Y2 = 25mm

1tx252 2
A3 =: =:490,87mm
4

X3 =: 30mm X4 = 30mm

Y3 = 75mm Y4 =: 25mm

X5 =: 100mm

Y5 = 25mm

6000x30 + 4000x100 - 490,87x30 - 490,87x100


x -----------------------------------
G - 6000+4000-3x490,87

180000 + 400000 -14726 -14726 - 49087


X --------------------------------
G - 10000-1472,6

X =: 501461 =: 58 8mm
G 8527,4 ,

6000x50 + 4000x25 - 490,87x75 - 490,87x25 - 490,87x25


YG =: 6000 + 4000 - 3 x 490,87

300,000 + 100.000 - 36815 -12272 -12272


YG =: 8527,4

= 338641 = 39 7mm
YG 8527,4 ,
localização do ponto na superfície

X<;
hgfed
fedcbaZYXWVUTS
~

E x. 9 - Determinar as coordenadas do CG da superfície hachadura representada na figura


a seguir.

o
CV'l

o
C'l

L{)
C'l

L{)
C'l

S o lu ção :

Divide-se a figura nas superfícies geométricas mostradas na figura, ou seja, a área CD


representada o retângulo 60x100, a área Á representada o retângulo 40x50, a área o @
semicírculo de raio 25, a área @ o furo de diâmetro 24 e área @ representada o triângulo
de catetos 30.

2 2
A l = 60x100 = 6000mm 2 A4 = nx24
-4- = 452,4mm

Xl = 30mm X4 = 30mm

Yl = 50mm Y4 = 25mm

M ecân ica T écn ica e Resistência dos Materiais <".


A 2 = 50x40 = 2000m m 2 A5 -- 30 x 30 -_ 450 m m 2
2

30
X 2 = 60+20 = 800m m x 5 = 60-- = 50m m
3

30
Y 2= 25m m Y 5=100--=90m m
3

11:.252 2
A 3 = -- = 981,75m m
2

4· 25
X 3 = 100 + -- = 110,6m m
3'11:

zyxwvut
Y 3 = 25m m

6000x30 + 2000x80 + 981,75x110,6 - 452,4x30 - 450x50


X G =--------6-0-0-0-+-2-0-0-0-+~9-8-1-,7-5--~4-5-2-,4--~4-5-0--------

180000 + 160000 + 108582 -13572 - 22500


x G =------------8-0-8-0---------------

X G= 412510 ::::5 1m m
8080

I
YG =

Y G::::40m m fedcbaZY
6000x50 + 2000x25 + 981,7 5x25 - 452,4 x 25 - 450x90

I
6000 + 2000 + 981,75 - 452,4 - 450

localização do ponto na superfície

E x. 1.0 - O perfil representado na figura é composto por uma viga I 125x25,7 e uma chapa
120xl0 [mm]. Determinar o CG do conjunto. A peça é simétrica em relação a y.
y

"::"''''0';:'' .Y· ; . C aracterísticas Geométricas das Superfícies Planas ., 181


.
hgfedcbaZYX
A 1 =3270mm 2

Y1 = 76,2mm
A 1 = 32,7cm 2 = 3270mm 2

A 2 = 1200mm 2

Y2 = 157,4mm

Como a peça é simétrica em relação a y concluímos que xG = O.

A 1Y1 +A 2Y2 3270x76,2 + 1200x157,4


YG = = ----'---------'---
A1 + A2 3270 + 1200

YG =

i
IYG =:98mm
4470

fedcbaZYX
249174+ 188880

CG

localização do ponto na superfície

9.3 M o m en to d e In ércia J (M o m en to d e 2~ O rd em )

o momento de inércia de uma superfície plana em relação a um eixo de referência, é definido


através da integral de área dos produtos entre os infinitésimos da área que compõem a superfície
e suas respectivas distâncias ao eixo de referência elevadas ao quadrado.

r, = ty 2
dA Jy = IA 2
x dA y

Análise dimensional de J dA
x
[J] = [Lf[Lf = [L 4]
y
portanto, a unidade de momento de inércia poderá ser:

[mm 4; em": m": ..] x

9.3.1 Im p o rtân cia d o M o m en to d e In ércia n o s P ro jeto s

o momento de inércia é uma característica geométrica importantíssima no dimensionamento


dos elementos de construção, pois fornece através de valores numéricos, uma noção de resistência
da peça. Quanto maior for o momento de inércia da secção transversal de uma peça, maior será
a resistência da peça.

M ecân icaT écn ica e Resistência dos Materiais;;:"


9.3.2 T ran slação d e E ixo s (T eo rem a d e S tein er) zyxw
hgfedc
Sejam x e y os eixos baricêntricos da supetiície A. Para determinar o momento de inércia
da superflcie, em relação aos eixos u e v, paralelos a x e y, aplica-se o teorema de Steiner que
é definido através das seguintes integrais.
v

Desenvolvendo as integrais, tem-se:

Como 2aS/dA = O pois x é o eixo baricêntrico, concluímos que:

Ju = Ly dA +a L dA
2 2
I Ju =
2
J x +a A I

Como 2btYdA = O pois o eixo y é baricêntrico, concluímos que:

Baseando-se nas demonstrações anteriores, pode-se definir o momento de inércia de uma


superfície plana em relação a um eixo paralelo ao eixo baricêntrico, e o respectivo transporte de
eixos, que será obtido através do produto, entre a área da supetiície e a distância entre os eixos
elevada ao quadrado.

v y

Ju = J x + Aa2 x

u
hgfedc
zyxwvuts
9.4 R aio d e G iração i

o raio de giração de uma superfície plana em relação a um eixo de referência constitui-se


em uma distância particular entre a superfície e o eixo, na qual o produto entre a referida distância
elevada ao quadrado e a área total da superfície, determina o momento de inércia da superfície em
relação ao eixo.
y

J, = A. ix 2

J y = A. i 2 ix
Y

x
Para determinar o raio de giração da superfície, quando conhecido o seu momento de inércia,
utilize-se a sua definição, que é expressa através da raíz quadrada da relação entre o momento de
inércia e a área total da superfície.

ix =fi iy =fl
Análise dimensional de i

4]1/2
= [[Lf t/ = [L]
2
[i] =[ ~~~2

portanto as unidades de i podem ser [m; cm; mm; ... ]

9.5 M ó d u lo d e R esistên cia W

Define-se módulo de resistência de uma superfície plana em relação aos eixos baricêntricos
x e y, como sendo a relação entre o momento de inércia relativo ao eixo baricêntrico e a distância
máxima entre o eixo e a extremidade da secção transversal estudada.

Jx y
Wx = -
Ymax

Jy l/r l • x
W = -
y X
max

Análise dimensional de W X m áx

[W ] = [J] = [L]4 _ 3
[x ou y] [L] - [L]

portanto as unidades de W podem ser: [m 3 ; crrr'; mm ': ... ]

M ecân ica T écn ica e R esistên cia dos Materiais


9.6 E xercício s

a)
E x. 1. - zyxwvutsrq
hgfedcbaZ
Determinar o raio de giração e o módulo de resistência relativos aos eixos
barcêntricos x e y dos perfis representados a seguir, sendo conhecido o momento
de inércia dos mesmos.

b)

bh3
J =-
x 12
x
hb3
J =-
y 12

c) d)

4
J =J = nd
x y 64

e) f)

bh3
J =-
x 36
hb3
J =-
y 36

g) h)

J, = O,1098r4
Jy = O,3927r4

';d2;:':'((' (0'(:"':",'" ',",' ,;;;" '" "" C aracterísticasiG eo m étricas d as S u p erfícies' P lan as 'i' :
i) zyxwvutsr j)

hgfedcbaZY
'" 3
J _ 1tba
x - --
~ "-X 4
Jx =Jy =O,0549r4 3
J = 1tab
y -
~ 4

S o lu ção :

a) M ó d u lo d e R esistên cia

3 2
wx = J,
--
bh w x _--- bh
Ymax - 12~ 6
~~A -)(..c 2
3 2
W = Jy hb wY _--- hb
Y x -- - --
max 12E. 6
2

R aio d e G iração i

" [J; íbh3 fJ:fhb3


Ix = 'tA = Vi2bh iy = vi = Vi2bh
(h2
ix
h h
= V12 = .J12 = 2J3
i -
y - ffi 2
-=-=-
12
b
.J12 2J3
b

I hEIix = 6 I bEI
iy = 6

b) R aio d e G iração i

~ a a
ix = iy = V12a2 = J12 = 2J3
-r~~~" ----x <':l

[ i, =iy= a: I
M ó d u lo d e R esistên cia W

4 3
wx = W y-_ 2a--- a
12 a -6

"F M ecân ica'T écn ica e Resistência d o s,M ateriais? ! '2P'.


c) zyxwvutsrqp
y
R aio d e G iração i

~
C 2J
M ó d u lo d e R esistên cia W

fedcbaZYXW
d) R aio d e G iração i

· _. _ r.c _
Ix -Iy - f"A -
4n(04 _d4)
64n(02 _ d2)

i =i = 1~.~(02_d2)
x y V 16 n~-'"-tf)

· . J(02 + d2)
Ix = Iy = 4

M ó d u lo d e R esistên cia W

e) hgfedcbaZYX R aio d e G iração i

ix =iy =~ 1~2

· . a a
1=1 =-=--
x y 52 2.J3

af3
Xrnáx li=i= 1 6
x y

-'ffi" "MCaracterísticas Geométricas'das Superfícies P lan as


M ó d u lo d e R esistên cia W zyxwvuts
hgfe
Para determinar o módulo de resistência da superfície, precisa-se do valor de Ymáxe xmáx'
que pelo fato de a superfície ser simétrica em relação aos eixos x e y, serão iguais.

Yrnax = X rnax -- aJ2


--
2

4 4
2a 2a 12
W x = W y = 12a12 = 12a1212
3
W = Wy-_ a -J2
x
12

f) R aio d e G iração i
IY
i =ff=~2bh3
x A 36bh iy = ff = ~~~~:
..c:1

. lli
Ix = 18 =
h
J1s =
h
3J2
.g
1=
y
-=--=--
18
b
J1s
b
3J2
hJ2 bJ2
I ix = 61 li y = 61

M ó d u lo d e R esistên cia W

3
=~= 3bh
W
x I w x = bh'
24
I
Yrnax 36x2h

W =~=
y xmax
3hb
3

36x2b
I w y = hb'
24 I
g)
VI/,
a 4 _b 4
J =J =--
,riíl /' ..kA "( -, x y 12
E
:>-, , .//7 .•.. ....."."
" A=a 2 -b 2

aJ2
Xmax = Ymax = 2

Xmáx
I

'M ecân ica T écn ica e Resistência dos Materiais,;''''"''''''''"


R a io d e G ir a ç ã o i M ó d u lo d e R e s is t ê n c ia W

h) srqponmlkjih y

R a io d e G ir a ç ã o i ihgfedcbaZ x

ix =ft 2

I ix = O,264r I

. f7yA
1=
Y
- iy =
2
2xO,3927
iy= ./--'----· r
n
2

M ó d u lo d e R e s is t ê n c ia W

4r 3nr-4r (3n-4)
w x -~
- Y m ax = r-= = ·r Y m ax = O,575r
Y m ax 3n 3n 3n

w
x
= O,1098r
O,575r
4
= °'
191r 3

X m ax =r Wy = O,3927r = O,3927r 3
r

i)

4r
Y m ax = X m ax = r--
3n

C a r a c t e r ís t ic a s G e o m é t r ic a s d a s Superfícies Planas y 89
R a io d e g ir a ç ã o i

ix = iy =
ihgfedcbaZ
srqponmlkjih
O,0549r 4
nr 2
. 4 _
-
4xO,0549r 2
rt
I ix = iy = O,26r I

M ó d u lo d e R e s is t ê n c ia W

4
W = W _ O,0549r O.549r 4
x y -
3m 4r
r-~ ---
3rr 3rr 3rr

W = W _ O,0549r
4
O,0549r 3 ·3rr
x y - 3 3
r(3rr - 4 (3rr-4) O,517r = O,095r
Wx = Wy = 5,42
3rr )

j)

3
J _ rrba
<ó x - --
4
3
J = rrab
y
4
A = rcab

R a io d e g ir a ç ã o i M ó d u lo d e R e s is t ê n c ia W

3 2
W _ rrba rrba
ix =) :~:: =r; =~ x - --=
4a -4

3 2
= =
iy =):::: =r; = % W
y
rrab
4b
rrab
4

9 .6 .1 T a b e la

M o m e n t o d e In é r c ia R a io d e g ir a ç ã o e M ó d u lo d e R e s is t ê n c ia

M o m e n to R a io d e M ó d u lo d e
Secção d e In é r c ia G ir a ç ã o ( i) R e s is t ê n c ia ( W )

YI

..c :1 -
N bh3 hJ3 bh2
~~
'x Jx = 1 2 ix= -
6
W x= -
6
hb3 bJ3 hb2
~ J --
y - 12 iy = - W y=-
6 6
~

.MecânicaTécnicae Reslstêncladossíslateríalss
srqpo
M o m e n to R a io de M õ d u lo de
Secção
de In é r c ia G ir a ç ã o (i) R e s is t ê n c ia (W )

·Ix= .Iy= 6
aJ3

·
I =1 =-
x y 4
.
ihgfedcbaZY
d w
x
= W
y
= 1 td
32
3

· . JD2
Ix = IY = --4 -
+d
2
W
x
= W = 1 t(D
4
- d
4
)
y 32D

'-X : · . aJ3 w = w = a
3
.J2
Ix= Iy= 6 x y 12

bh3 h.J2 bh2


.c
J =- i= - W =-
x 36 x 6 x 24
hb3 b.J2 hb2
J y= - i= - W =-
36 y 6 y 24

.. ~
Ix= Iy= 12
Secção
M o m e n to
d e In é r c ia
R a io d e
G ir a ç ã o ( i)
M ó d u lo d e
R e s is t ê n c ia ( W ) ihg
-.-x srqponmlk J , = 0,1098r

J y = 0,3927r
4

4
ix

iy
= 0,264r
= 0,5r
W x = 0,19r

wy
3

= 0,3927r 3

4 3
J, = J y = 0,0549r i, = iy = 0,264r W , = W y = 0,0953r

dy

Ex. 2 - Determinaro momento de inércia relativo ao eixo baricêntrico


x no retângulo de base b e altura h conforme mostra a figura.
1 ht2~ :
h-.l.

S o lu ç ã o :
b

Como o eixo de x é baricêntrico, divide pela metade a altura h. Desta


forma, pode-se escrever que:

2J: y2
h

J x == dA como dA = bdy temos que:

2f: by2 dy
h

f: /
h

J x == r, = 2b dY =2bX [iy3]

J =2b[~(~)3 _~(O )3l=2bh3 J


x -
_ bh---3
x 3 2 3 24 12

Ex. 3 - Determine o momento de inércia relativo ao eixo baricêntrico x no triângulo de base


b e altura h representado na figura .

x:
"*0

.cl""

'hés.Mecânica;Jécnica e R e s is t ê n c ia dos Materiais •.. ;- • H ." se:; ;;\ ./1 , • C :'T ·•••
· · ';;" 'J E T ;.- tL :;
S o lu ç ã o : srqponmlk h
O eixo x baricêntrico, estará localizado a 3 da base do triângulo.

Tem-se então:

por semelhança

b
h
de triângulos conclui-se que: ihgfedc
substituindo-se "a" na integral tem-se que:

J
x
= 2b(~h)3
9 3
_ 2b(_~)3
9 3
_ ~4
-h
3
4
.~ _ ~ .
h h
tiJ4
--

4
3

2b 8h 3 2b h 3 16h 4 . b
J = -.--+ ------
x 9 27 9 27 81 x 4h hx81x4

2b 9h 3 15h 3 b
J = -0 ----
x 9 27 324

3
2bh 15bh 3
J = -----
x 27 324

2bh 3 -15bh 3 9bh 3


3
bh
J = -------- J =-
x 324 324 x 36

C a r a c t e r ís t ic a s G e o m é t r ic a s d a s S u p e r f íc ie s : P la n a s
Ex. 4 -

a)
srqponmlk
ihgfe
Determinar momento de inércia, raio de gíração e módulo de resistência,
aos eixos baricêntricos x e y nos perfis representados
'. 0

b)
à seguir.
relativos

g
ri
x

120

c) d)

o
00
'x o
C \l
ri

S o lu ç ã o :

Transformando-se as unidades para [em], tem-se que:

a)

a .1 .) Momentos de inércia

3 3 3
18x1 2 = 2592cm
3 4
J = bh = 12x18 = 5832cm 4 hb
x 12 12 Jy = 12 = 12

a .2 ) Raios de giração

i = hJ3 = 18J3 = 5 2cm i --= bJ3 12J3


-- = 3 46cm t

x 6 6 ' y - 6 6

a .3 ) Módulos de resistência

2
w x --_ bh 2 3 2
22 = 432cm 3
12 x 18 = 648cm wv:- -hb6= 18x1
6
6 6

b)

b .1 .) Momentos de inércia

4 28 4 4
nd _1t == 30.172cm
J, = Jy = 64 - 64

;,? ~ " ;M e c â n ic a Té c n ic a e R e s is t ê n c ia .d o s M a t e r ia is ; i'


b .2 )

. . d
1 =1 =-=-=
x y 4
28
4
ihgfedcbaZ
srqponmlkji
Raios de gíração

7
em

c)

c.1) Momentos de inércia c.2) Raios de giração


4 4
a 8 4 i = i = a../3 = 8../3 == 2 31em 4
J =J =- =- == 341em
x y 12 12 x y 6 6 '

c .3 ) Módulos de resistência

3 3
a 8 3
W x = W y =-= - = 85,33em
6 6

d) Como os catetos do triângulo são iguais, conclui-se que J , = Jy

d.1) Momentos de inércia d.2) Raios de giração


3
J =J = 12x12 =576em 4 .1 =1. =--=
12J2 282 em
x y 36 x y 6 '

d .3 ) Módulos de resistência

3
12 3
W =W =-=72em
x y 24

Ex. 5 - Determinar momento de inércia, raio de giração e módulo de resistência, relativos


aos eixos baricêntricos x e y do perfil representado na figura.

v
~----~~----~

Solução:
Inicialmente, transformam-se as unidades para [cm], com a finalidade de facilitar os cálculos.

O quadrado será denominado de superfície (1), enquanto o círculo passa a ser superfície (2).
M o m e n to

J
x
= ~12 = 40
12
ihgfedcbaZ
srqponmlkj
d e In é r c ia :

4
-
= 213.333,3cm
4
J X
nd
4
= 64 =
nx2
64
04
= 7854cm
4

Como as duas figuras são concêntricas, não há transporte de eixos; desta forma, para se
obter o momento de inércia da superfície, subtrai-se o momento de inércia do furo, do momento
de inércia do quadrado.

J x = J xi - J x2 = 213.333,3 - 7854 I Jx = 205.479, 3cm 4 1

Os momentos de inércia são iguais em relação aos eixos x e y, portanto conclui-se que:
4
J x = J y = 205.479,3cm

R a io de G ir a ç ã o

ix = iy = ff
A = A i -A 2

2
A i = 40x40 = 1600cm

2 2
A 2 = nD = nx20 = 31416cm 2
44'

A = A i - A 2 = 1600 - 314,16 = 1285,84cm 2 I ix = iy = 12,64cm I

205479,3
ix = iy =
1485,84

M ó d u lo de R e s is t ê n c ia

Como a superfície é simétrica em relação aos eixos x e y, concluímos que:

Wx
_ W - 205.479,3
- y- ,..,f" " \
1
W x = W y = 10273,96cm
31

Ex. 6 - Determinar os momentos de inércia relativos aos eixos u e v do exercício anterior.

S o lu ç ã o :

A superfície sendo simétrica em relação aos eixos x e y , conclui-se que J u = Jv' pois a distância
entre os eixos laterais é a mesma.

v
Aplicando-se o teorema de Steiner, temos:

Ju = J , + A y2

J u = 205.479,3 + 1285,84 + 20 2
x
J u = 719.815,3cm 4 >-

4
Como J u = Jv' conclui-se que: J v = 719.815,3cm li

M e c â n ic a T é c n ic a e .R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is
Ex. 7 - srqponmlk
ihgfedcb
Determinar momento de inércia, raio de giração e módulo de resistência, relativos
aos eixos baricêntricos x e y da superfície hachadura representada na figura.

S o lu ç ã o :

Para resolver este exercício, a primeira providência é localizar o eixo x em relação ao eixo
u, através da coordenada vg. A coordenada ug é dispensável, por ser de simetria.

Denomina-se o retângulo de superfície (1) e o losang.o de superfície (2), tem-se então:

Obs: as medidas estão transformadas para em

v g ------
96x6-9
96-9
x9 576 - 81
87
I vg ==5,69cm I

M o m e n to d e In é r c ia

3 4

r, ==8x12 +96(6-5,69)2 _[3 +9(9-5,69)2]


12 12

J x ==1 .1 5 2 + 2 ,2 3 - (6,7 5 + 98,6)

J x ==1048, 9cm4 1

Para determinar o momento de inércia J x ' não há transporte de eixos, pois o eixo y da
peça coincide com o eixo y de cada figura geométrica da peça.

Portanto podemos escrever que:

3 4
J ==12X8 3
y 12 12

C a r a c t e r ís t ic a s G e o m é t r ic a s d a s S u p e r f íc ie s Planas 1 97
R a io s d e g ir a ç ã o :

i =
x
rJ:
VA
= ~ 1048,9
87
srqponml
ihgfedcbaZ I ix = 3,47cm I

i = ~
y Vf;:
= ~505,25
87
I iy = 2,41cm I

M ó d u lo s d e r e s is t ê n c ia :

J J
W = __x_ e W = _y_
x y
Ymax x max

Ymax = 12 - 5,69 = 6,31cm

1048,9 = 166,22cm 3

Wx = 6,31

Como o eixo é de simetria, conclui-se que:

8
X max =- = 4cm
2

505,25 = 126,3cm 3
Wy = 4

Ex. 8 - Determinar momento de inércia, raio de giração módulo de resistência, relativos


aos eixos baricêntricos x e y no perfil T representado na figura.

v
i J5i ._ -.-_ ._ -

,;á
>-EI o
<:j<

I :p51.. ~

~ ~ ~ -4 -~ ~ :tI
.:
S o lu ç ã o :

Na solução deste exercício, divide-se a superfície em dois retângulos, denominando-se


aleatoriamente o retângulo vertical de (1) e o horizontal de (2). Determina-se em seguida a
coordenada llg , com a finalidade de localizar o eixo x em relação o eixo u (eixo de referência).

Transformando as unidades do exercício para [cm], temos:

vg =
A iV i + A 2 V 2

Ai +A2
4 x 3 + 5 x O ,5
= -----'--
4+5
I vg = 1,61cm I

a coordenada ug = 2,5 cm pois o eixo y é eixo de simetria.

" " M e c â n ic a 'T é c n ic a e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is


srqponm
ihgfedcbaZYXW
M o m e n to s d e In é r c ia

1x4 3 5x1 3
J x = -- + 4(3 -1,61)2 + -- + 5(1,61- 0,5)2
12 12

J x = 5,33 + 7,73 + 0,42 + 6,16

I J x = 19,64cm
4
I

E m relação a y, não há transporte, pois o eixo y dos retângulos coincide com o eixo do .l .
Temos então que:

4x1 3 1x5 3
J = --+ --
y 12 12

J y = 0,33 + 10,41 = 10,74cm 4 I Jy = 10,74 cm 41

R a io s d e G ir a ç ã o

i
x
= ~=J19,64
VA 9
ix = 1,47cm I

i = r.ç = J10,74 I
y vI:: 9
iy = 1,09cm

M ó d u lo s d e R e s is t ê n c ia

w =~= 19,64 =579cm 3 W y =~=10,74=43cm 3 ,


x Y m ax (5 -1,61) , x m ax 2,5

Ex. 9 - Determinar momento de inércia, raio de giração e módulo de resistência, relativos


aos baricêntricos x e y no perfil I representado na figura.

x
>-
11

~
E
:r
11
';>~
o
.....

u
S o lu ç ã o : srqponmlk
ihgfedc
As unidades serão transformadas

O perfil é simétrico em relação aos eixos x e y , portanto conclui-se que:


para [em].

4 7
ug = - = 2cm vg = - = 35cm
2 2 '

M o m e n to d e In é r c ia :

Para determinar o momento de inércia relativo ao eixo x, divide-se a figura em três superfícies
retangulares, duas horizontais que se denominam (1) e (3), e uma vertical que se denomina
(2). A superfícies (2) não apresenta transporte de eixos, pois o seu eixo x coincide com
o eixo x do perfil L Restam, portanto os transporte das superfícies (1) e (3), que por serem
iguais, calcula-se uma única vez, e multiplica-se o resultado obtido por 2.

Teremos então desta forma:

J x = 2 (J X i + A y; )+ J
i X2

3 3
J =2[4X1 +4X3 2 ]+1X5
x 12 12

J x =2 (0,33+36)+10,41 4
I J x = 83,07 cm 1

O momento de inércia em relação ao eixo y não possui transporte de eixos, pois os eixos y
das superfícies retangulares coincidem com o eixo do perfil L

Portanto, conclui-se que:

Jy = 2 J Yi + J Y2

3 3
J = 2 [1 x 4 ] + 5x1
y 12 12

J y = 10,67 + 0,42 I J y = 11,09cm 41

Raios de giração:

ix=h
2
A = A i + A 2 + A 3 = 4 + 5 + 4 = 13cm

. =J
Ix
83,07 = 2,53cm
13

i
y
= { J; = J11,09
fI; 13
I iy = 0,92cm I

· ,· ," M e c â n ic a T é c n ic a e Resistência dosM aterlals


zyxwvuts
mlkjihgfed
M ó d u lo s d e R e s is t ê n c ia

Como a superfície é simétrica em relação aos eixos, conclui-se que:

h 7 b 4
Ym ax =- 2 =- 2 =35em x = - =-=2em
' m ax 2 2

W =~
x
= 83,07 = 23,71cm 3
Y m ax 3,5

Jy 11,09 3
W =--=-- 55 em
y Xm ax 2'

Ex. 10- Determinar os momentos de inércia Ju e J, do exercício anterior.

S o lu ç ã o :

Conhecendo-se os momentos de inércia baricêntrico, para se obter os momentos J u e J v ' basta


somar os respectivos transportes de eixo.

Desta forma escreve-se que:

J u = J x + Ay,2 e J y = J y + Ax,2

Como os eixos x e y são de simetria, conclui-se que:

Y ,=~=2.=35em x'= ~=~= 2em


2 2 ' 2 2

portanto, tem-se que:

J u = 83,07+13x3,5 2 = 242,32em
4
I J u = 242,32em41

r, =11,09+13x22 = 63,0gem
4
I J y = 63,0gem41

E X .1 1 - Determinar momento de inércia, raio de giração e módulo de resitência, relativos aos


eixos baricêntricos x e y da secção trasnversal representada na figura. A figura é
simétrica em relação a y.

(l)-ehapa 100 x 10[mm]


(2)-viga I 5"x3"
h= 127mm
b= 76,2mm
x Jx = 511em 4

Jy = 50cm 4
u 2
A 2 = 19cm

"·"',.'htv,;;Características,Geométricas dasSuperffcies-Planas
zyxwvutsrq
mlkjihg
S o lu ç ã o :

Para determinar o momento de inércia das secções transversais compostas por vigas, deve-
se utilizar as características geométricas destas, designadas nos catálogos ou tabelas. A
secção transversal da viga não deve ser dividida em outras superfícies geométricas, devendo
fazer parte da resolução com sua área total.

o eixo x está em uma posição desconhecida em relação à base da secção (eixo u, eixo de
referência). Para localizar o eixo x, determina- se a coordenada YG'

A iYi + A 2 Y2
YG = Ai +A2

As unidades forma transformadas para [em]:

YG =
10 x 13,2 + 19 x 6,35
10+19 I YG = 8,71cm

M o m e n to s d e In é r c ia

o momento de inércia ao eixo baricêntrico x é determinado através do somatório dos


momentos de inércia das superfícies (1) (chapa) e (2) (viga) e os respectivos transportes de eixos.

Tem-se então que:

'2 '2
J, = J x1 + A 1 Yl + J x2 + AY2

3
r, = 10x1 +10(13,2-8,71)2 +511+19(8,71-6,35)2
12

J, = 819,25cm 4

Para determinar o momento de inércia relativo a y, não há transporte, pois os eixos Y da chapa
e da viga coincidem com o eixo do conjunto.

Tem-se, então, que:

Jy = J y1 + J y2

3
1x10 +50
Jy = 12

I J y = 133,33cm41

R a io s d e

i
x
= HGFEDCB
VA
giraçâo:

T J : = ~819,25
29
I ix = 5,31cm

i
y
= ~
vI::
= ~133,33
29
I iy = 2,14cm

M e c â n ic a Técnica e Reslstêncla.dos M a te r ia is '


mlkjihgfe
zyxwvutsrqponm
M ó d u lo s d e R e s is t ê n c ia

W x= ~
Y m ax

Neste caso, a distância máxima entre o eixo e a extremidade da peça é o próprio


YG = Ymáx = 8,71cm.

w = 819,25 == 94cm 3 => 1 w = 94cm31


x 8,71 '--x --'.

A distância máxima entre o eixo Y e a extremidade do conjunto é 5 cm que correspondem


à metade da lateral da chapa.

Wy _
- _ Jy
X _
-- 133,33
5
---'
-F
I
W y = 26,67 cm
31
max

Ex. 12 - Determinar momento de inércia, o raio de giração e o módulo de resistência,


relativos ao eixo baricêntrico x do conjunto representado na figura.
y

(2) - Perfil U P. Americano CSN 6" x 2"

h = 152,4mm
.s ; : .-
x A = 24,7cm 2

I J, = 724cm
4

I J y= 43,9cm
4

I
(D C H A PA

ô~~ I
S o lu ç ã o :

Como o eixo é de simetria, conclui-se que o eixo esta localizado na metade da altura do
conjunto.

As unidades foram transformadas para [em].

15,24
yg = --+1 = 8,62cm
2
zyxwvutsrq
mlkj
M o m e n to d e In é r c ia

Com a finalidade de facilitar o entendimento, denomina-se as chapas de (1) e as vigas de (2).


As vigas não possuem transporte em relação ao eixo x pois os eixos são coincidentes.

Como as chapas possuem as mesmas dimensões, escreve-se que:

J x ==2 V X 1 + A 1 Y f)+ 2J x2

3
J x ==2 20X1
12 (
+208,62-0,5 )2] +2x724 J, ==4088,72cm 4
[

R a io d e G ir a ç ã o

HGFEDCBA
A==2A1 +2A2 ==2x20+2x24,7

A ==89,4cm 2

4088,72
ix = = fi ix ==
89,4
I ix ==6,77cm I

M ó d u lo d e R e s is t ê n c ia

W
x
==~
Y m ax
==4088,72
8,62
IW x ==474,32cm31

E x . 1 .3 - Determinar momento de inércia, raio de giração e módulo de resitência, relativos aos


eixos baricêntricos x e y na secção transversal representada a seguir, composta por
duas cantoneiras 89 x 64 designação CSN e por uma chapa 120 x 10 [mm].

-I'" I I 1"< 1-- i-'-'- -'-'-l 3 120

I
-· -I.J.......7-I./--

I (1) cantoneira 89 x 64 CSN P. Americano


x
~. C l'

'"
li

@ ch ap a

Iy 1 5 ,5 75cm 4 õcm"

I J y ==32cm 4
..c

2
I A ==9,3cm

±t-!b~I~28,2 b ==63,5mm

h ==88,9mm

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is
S o lu ç ã o : zyxwvutsrq
Para solucionar este exercício, determina-se a coordenada YG, objetivando localizar o eixo
x em relação ao eixo u (eixo de referência).

Denomina-se as cantoneiras de figura (1) e a chapa(2).

Transformando as unidades do exercício para [em], tem-se que:

52,45+ 72
YG= 30,6

I YG= 4,07em I

mlkjihgfe
o eixo y, por ser de simetria, está localizado na metade da base.

Momentos de Inércia:

3
J x =2[75+9,3(4,07_2,82)2]+1X12 +12(6-4,07)2
12

J x = 367,75em I

Para determinar o momento de inércia Jy , não existe transporte de eixos para chapa, pois
o eixo y da chapa coincide com o eixo y do conjunto.

Teremos então:

'2
Jy =2 (Jy + A i Xl ) + JY 2

r. 1 12x1
Jy = 2 L32+ 9,3(1,55 + 0,5)2 J+ --
12

Jy = 143,2em4 1

Raio de giração:

i =
x
HGFEDCBA
A = 2x9,3+12

ix = fi
367,75 = 347em
30,6 '
= 30,6em 2

. ~43,2
J=--= 216 em
y 30,6 '

~ ,% + • ....... g;"'~'/"'D'4;;L" ,. Características Geométricas;das.Superficies Planas- 205


mlkjihgfed
zyxwvutsrqpo
M ó d u lo de r e s is t ê n c ia :

W = ~
x
Y m ax
= 367,75
(12-4,07)
= 367,75
7,93
I W x = 46,37cm31

J
W
y
= .x
Xm ax
143,2
(6,35+0,5)
143,2
6,85
I Wy = 20,9cm3 1

Ex. 14 - Determinar o momento de inércia relativo ao eixo u no exercício anterior.


S o lu ç ã o :

Obtém-se o momento de inércia Ju do conjunto, somando-se ao momento de inércia J, e o


transporte de eixos (Teorema de Steiner).

Tem-se então:

J u = J, + A· Y~

J u = 367,75 + 30,6 X 4,07 2 IJ u = 874,63cm41

Ex. 15 - O perfil representado a seguir é composto por duas vigas U CSN 152 x 12,2 com as
características geométricas descritas a seguir, e duas chapas de 200 x 10 [mm].
Determinar os momentos de inércia, raios de giração e módulos de resistência do
conjunto, em relação aos eixos baricêntricos x e y (eixos de simetria).

(1) - Chapa 200 X 10 (2) - Viga U CNS 152 X 12,2

~~j 13
A = 15,5 cm 2

h = 152,4mm
xm áx
..c b = 48,8mm

y'2 ,~ J, = 546cm 4
E
s- 4
J y = 28,8cm
x

iQ )C hapa

S o lu ç ã o :

Com os eixos x e y são de simetria, podemos afirmar que o eixo y está localizado na metadade
da base e o eixo x está na metade da altura da secção.

Denomina-se (1) as chapas e (2) as vigas para simplificar a resolução.

M e c â n ic a T é c n ic a .e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is
mlkj
ZYXWVU
Observa-se que as vigas (2) estão defasadas 90° em relação à posição na qual foram dadas
as suas características geométricas. Desta forma, para determinar o J, do conjunto, utiliza-
-se o Jy da viga.

Tem-se então que:

M o m e n t o d e In é r c ia

J x = 2 (J x1 + A 1y{ )+ 2 VY2 + A 2 y5. )

J, = 2 [ 2 ~ X :
3
+ 2 0 (4 ,8 8 + 0 ,5 f 1 = 2 (2 8 ,8 + 1 5 ,5 x 1 .3 ' )

J x =2 [1,67+578,89]+2x55

J x = 1.271,12em
4
!
Para determinar o Jy utiliza-se o Jx da viga. É fácil observar que para este cálculo, não há
transporte de eixos, pois os y da chapa e da viga coincidem com o eixo y do conjunto. Vem
então que:

3
h1b1
J =2 +2J
y 12 x2

3
J = 2 lx20 + 2x546
y 12

J y = 1.333,33 + 1092

J y = 2.425,33Cm41

HGFEDCB
R a io s d e G ir a ç ã o

A = 2x20 + 2x15,5 = 71cm 2

i = fJ :
x VA
. -
Ix -
11271,12 _ 423
V 71 -, em
. - fiy - V
I
y
- -
A
-
12425,33 -- 584 em
71 '

M ó d u lo d e R e s is t ê n c ia

W
x
=~
Y m ax
= 1271,12
(4,88 + 1,0)
= 1271,12
5,88
I W x = 216,18cm
3
!

w
y
=~
x m ax
= 2425,33
10
I W y = 242,53cm31
- ZYXW
9 .7
O rd e m ) mlkjihg
P r o d u t o d e In é r c ia o u M o m e n t o

o produto de inércia (momento centrífugo) de uma superfície plana é definido através da


C e n t r íf u g o

integral de área dos produtos entre os infinitésimos de área dA que compõem a superfície e as suas
respectivas coordenadas aos eixos de referência.
y

dA
(M o m e n to de 2~

J xy = L X Y dA

o produto de inércia denota uma noção de assimetria de superfície em relação aos eixos de
referência.

9 .7 .: 1 E s t u d o d o S in a l

o produto de inércia pode ser positivo, negativo ou nulo, dependendo da distribuição de


superfície em relação aos eixos de referência.

O produto será positivo, quando a superfície predominar no 12 e no 3º quadrantes, será


negativo quando predominar no 2º e 4º quadrantes, e nulo quando houver eixo de simetria.

Jxy > O - Quando a superfície predominar no 1º e 3 2 quadrantes

x Jxy < O - Quando a superfície predominar no 2º e 4 2 quadrantes

Jxy = O - Quando houver eixo de simetria

9 .7 .2 T ra n s p o rte d e E ix o s ( T e o r e m a d e S t e in e r )

Sejam x e y eixos baricêntricos de superfície A, e os eixos u e y


v
v paralelos a x e a y respectivamente.

O produto de inércia da superfície em relação aos eixos u e v será dA

determinado através do teorema de Steiner que é definido pela integral:

x
Juv = l(Y + a)(x + b)dA

Juv = 1 xyd; + a 1 xd, + b lYdA + ab idA


u

M e c â n ic a T é c n ic a e Resistência d o s M a t e r ia is
mlkjihgfed
Como os eixos x e y são baricêntricos, conclui-se que:

o
ZYXWV
pois a e b = O (relativo ao eixo baricêntrico).

Temos, então, que: Juv = Jxy + A . a . b

A n á lis e O im e n s io n a l

produto de inércia, sendo um momento de


d o P ro d u to d e In é r c ia

2 l! ordem, possui a mesma unidade do momento


de inércia, ou seja, [L]4, senão vejamos:

9 .7 .3 T a b e la

Produtos de inércia de superfícies planas.

.«:1
-..<:.
X
X
J XY = O
Jxy = O
a

yl
y
.D

x J XY = O x- J XY = O

--+ "~'--\ .- - x
.-
x

Características Geométricas.das-Superficies P la n a s 209


9 .8 E ix o s P r in c ip a is d e In é r c ia

Pelo centro de gravidade de uma superfície plana


passam infinitos eixos, dentre os quais se apresentam da
maior importância, os eixos de momento de inércia máximo
e mínimo. O eixo de momento máximo estará sempre mais
zyxw y

\.~ i- ~

distante dos elementos de superfície que formam a superfície

mlkjihgfed
total; obviamente o eixo de momento mínimo será o mais
próximo aos elementos de superfície. x

Os momentos principais de inércia são determinados

HGFEDCBA
através das expressões:

J m ax =0,5(Jx+Jyl+O ,5J(Jx-Jyl2+4J~

J m in = 0,5(Jx +J y l-O ,5 J ( J x -Jyf +4J~

Os ângulos que os eixos principais de inércia formam com o eixo x são determinados através
de suas respectivas tangentes.

J x - J m ax Jx - Jrnin
tgcx m ax = Jxy tgcx m in = Jxy

a m ax - ângulo que o eixo de momento máximo forma com o eixo x

a m in - ângulo que o eixo de momento mínimo forma com o eixo x

Os eixos de momento de inércia máximo e mínimo estarão sempre defasados em 90° entre si.

Conclui-se portanto que:

I CX m ax = CX m in + 90° I
Qualquer par de eixos, defasados 90° entre si, que passem pel o centro de gravidade da
superfície, terá a soma de seus momentos de inércia constante.

Tem-se, então que:

J m áx + J m in = J, + J y
y

9 .9 M o m e n t o P o la r d e In é r c ia (Jp)
(M o m e n to d e 2 ª O rd e m )

o
momento polar de inércia de uma superfície plana x
é definido através da integral de área dos produtos entre os
infinitésimos de área dA e as suas respectivas distâncias
ao polo elevadas ao quadrado. y

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is
HGFE
mlkjihgf
Tem-se que:

2
aplicando Pitágoras, vem que: r2 = x + l portanto:

Jp = 1 (x
2
+ y2)d A

9 .1 0
unidade de Jp = [Lt

M ó d u lo d e R e s is t ê n c ia
ZYXW P o la r ( W p)
o módulo de resistência polar de uma superfície é definido através da relação entre o
momento de inércia polar da secção, e o comprimento entre o polo e o ponto mais distante da
periferia da secção transversal (distância máxima). y

unidade de Wp [W ] = [L]4 = [L]3


p [L]

Importância do módulo de resistência polar nos projetos.

Utiliza-se o módulo de resistência polar no dimensionamento


de elementos submetidos a esforço de torção.

Quanto maior o módulo de resistência polar da secção transversal de uma peça, maior a
sua resistência à torção.

9 .1 1 E x e r c íc io s

Ex. 1. - Determinar as expressões de momento polar de inércia (Jp) e o módulo de


resistência polar (W p) das secções transversais a seguir, sendo conhecidas as
expressões de momento de inércia das mesmas.

S o lu ç ã o :

a) b)

a d

caracterlsticas Gelométriica:sd,as~Su~)er1ícilesP la n a s
c) mlkjihgfedcb D
Iy ZYXWVU d
d)
IY

a.1) Momento polar de inércia

Sabe-se que Jp = J, + Jy ' o momento de inércia da secção transversal quadrada é o mesmo


para o eixo x e para o eixo y, e

4
a 2a 4 a"
J, =J y = 12 Temos, então, que: J p =--=-
12 6

a .2 ) Módulo de resistência polar (W p )

J
W =-p-
p
rm ax

A distância máxima entre o pólo e o ponto mais afastado da periferia da secção transversal
quadrada é a metade da sua diagonal.

Como r máx é a hipotenusa de um triângulo retângulos de catetos iguais, pode-se afirma que:

r =
a =--
aJ2 yl
m ax 2 cos 4 5 ° 2
a
4
Jp 2a a3
W =-=--=-
p rmax 6aJ2 3J2
x
3

= a -6J2 023a
=: 3
Wp - ,

b)

b.1) Momento polar de inércia (Jp )

Como Jp = J, + Jy , para secção circular:

4 4 4
J -J _ nd J = 2nd = nd
x - y - 64 portanto,
p 64 32

b .2 ) Módulo de resistência (W p)

Na secção circular, a distância máxima entre o pala e o ponto mais afastado na periferia
é o próprio raio da secção.

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is .
rm ax = 2"zyxwvutsrq
Tem-se, portanto,

Temos, então, queZYXWVU


d

c)

c.1) Momento polar de inércia: Jp = J, + Jy

Para coroa circular:

c .2 ) O módulo de resistência de coroa circular será:

J
W =-p-
p
rm ax

A distância máxima entre o pólo e o ponto mais afastado na periferia é o raio da circunferência
maior da secção.

Portanto, tem-se que:

D
rm ax = 2" logo

d)

d.1) Momento polar de inércia (Jp)

Obtém-se o momento de inércia da secção d, através da subtração entre o momento de inércia


do círculo e o momento de inércia do quadrado.

nd 4 a4
J =J =---
x y 64 12

Como J, = J y , conclui-se que:

J = 2[nd -~ )
p 64 12

"''';FW;;>;;~;;;g ';;' ; ; C a r a c t e r ís t ic a s .G e o m é t r ic a s d a s · S u p e r f íc ie s P la n a s 2 13
d .2 )
ZYXWVUT
zyxwvutsrq
Módulo de resistência: Wp = ~
J

m ax

A distância máxima entre o pólo mais afastado da periferia é o raio do círculo, portanto:

rm ax =
d
2" pólo
Iy
rmáx

4
nd
32 _ ~6 2 [4nd a 4] W _ nd 3 a4 . ----x
temos então que: Wp = ~ = d 32 -6 p - 16 - 3d
2

T a b e la d e m o m e n to p o la r d e in é r c ia (Jp) e o m ó d u lo d e r e s is t ê n c ia p o la r ( W p)

M o m e n to d e In é r c ia M ó d u lo d e R e s is t ê n c ia
Secção
P o la r J p P o la r »;
y

m~IX a
J
p
=-
a
6
4
W p == O,23a 3

Iy
2
W _ bh
P -
~ \\~ 1 J
p
bh(b
= -'------'-
2

12
+h 2
)
3 + 1 ,8 ~
b
~
I

-~'- Jp =
nd
32
4
W _ nd
p -
16
-
3

Iy d

4 4
J _ n(04 _d ) W _ n(04 _d )
-~ p - p -
32 160

i
yl

4
nd a" nd 3 a"
"~'- J
p
=---
32 6
W
p
=---
160 3d

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is .....
Ex. 2 -
~

_.

-'D-,

S o lu ç ã o :
mlkjihgfedc

Secção

_l"'~

a} Momento de inércia

J
x
::---
nd 4
64
vi

a"
12
I
a

I
i

a
.• x

'x

HG
M o m e n t o d e In é r c ia

J =--
p 32
P o la r J p

Jp =
5J3a

J3a
J =--
p

n d
48
8

4
4
4

5J3a
8
4

Determinar os momentos principais de inércia e os ângulos que os seus eixos


formam com o eixo da secção transversal representada a seguir.

Como a superfTcie possui a mesma distribuição em relação ao eixo y, conclui-se que:


"0-
X
W
p
P o la r W p

W p ::

W p =-

=--
n d

16
3
O,2b 3

a3
20
zyxw
M ó d u lo d e R e s is t ê n c ia

5J3a
4d
4

nd 4 a4
J =J ::---
y X 64 12
zyxwvutsrqp
b) Produto de inércia

mlkjihgfedcbaZY
Como os eixos x e y são de simetria, conclui-se que a secção transversal
de inércia nulo.

JXY = O

c) Eixos principais de inércia


possui produto

Para esta secção não existe J máx e J min, pois os eixos que passam pelo CG da superfície terão
o mesmo momento de inércia. Isto sempre ocorrerá para qualquer superflcie que possuir.

Jx = J y e J XY = O

d) Ângulos CXmáx e cxmin'

Como não existem eixos principais de inércia, o mesmo ocorre em relação aos ângulos cxmáx

e cxmin'

Conclui-se que, em qualquer posição que a peça for colocada, a sua resistência será a
mesma.

Ex. 3 - Determinar os momentos J máx e J min, e os ângulos cxmáx e cxmin na superffcie


representada na figura.

o
\DI X

S o lu ç ã o :

Transformam-se as unidades para [em], visando simplificar a resolução.

a) Momentos de inércia

r, = J X1 -J x2

J
x
=---
4x6 3
12
2x42 3
12
' I J x = 72 -12,35 = 59,65cm41

J y = J Y1 - J y2

6x4 3 4,2x2 3
J =------ I Jy = 32-2,8 = 29,2cm4 1
y 12 12

b) Produto de inércia

Como os eixos x e y são de simetria, conclui-se que Jxy = O.

.5j: T;~mMecânica;Técnica,e:Resistência,dos MateriaisC;1'f~ HGFED


" ''O ! d ''" = Z ; ; $ ''· ; 'J ; ) b , i$ % · ; : · if ''; ~ 'T g : Y '''· · i\ 3 : r ; ; ''N ; y - , - . ; ; : Z 'g ; ; ; ; ; ; & 2 . .: ; ; ; ; a ; E J i 2 F i > J . ' ; ; : . ; ; ; ; g ; ; ; ; ; S ' ,
c) mlkjihgf
zyxwvutsrqp
Momentos principais de inércia

J max = 0,5(59,65 + 29,2) + 0,5 J(59,65 - 29,2)2

J max = 44,425 + 15,225 = 59,65Cm41

J min = 0,5 (J, + J y) - 0,5 J(J x - J y )2 + 4J~

J min = 0,5(59,65 + 29,2) - 0,5J(59,65 - 29,2)2

I J min = 44,425 -15,225 = 29,2cm 4 I

Como J máx = J x= 59,65cm


4
e J min = J y = 29,2cm , conclui-se que
4
.-- x
Jm áx = Jx

a max = O (eixo de momento máximo coincide com eixo x), e amin


= 90°. (eixo de momento mínimo coincide com eixo y).

Ex. 4 - Determinar os momentos principais de inércia e os ângulos que os seus eixos


formam com x na contoneiras de abas iguais representada na figura.

v 10

S o lu ç ã o :

Transformando as unidades para [em], tem-se que:

a) Centro de gravidade

8 x 0,5 + 7 x 4,5
8+7
I ug = 2,37cm I

Como a cantoneira é de abas iguais, conclui-se que:

IU g =V g =2,37cm I
zyxwvutsrq
mlkjihgfedcb
b) Momentos

J x =J x1 +A 1 Yl

8x1 3
'2
de inércia

+J x2 +A 2 Y2

21x7
3
'2

I Jx == 89cm41

ZYXWVUT
J x =--+8x1,87 2 +--+7x2,12
12 12

Como a cantoneira é de abas iguais, conclui-se que:

I Jy == Jx == 89cm4 I

c) Produto de inércia

J xy = J xy1 +A 1 x'1y'1+Jxy2+A2x'2y'2

As áreas (1) e (2) são retângulos e os seus eixos barlcêntricos são eixos de simetria;
portanto, conclui-se que JXY1 e Jxy2 são nulos.

Temos portanto que:

Jxy == A 1 x'1 y'l +A 2 x'2 y'2

Jxy == 8(1,63)(-1,87) + 7(-1,87)(2,13)

I 4
J XY = -52,26cm \

d) Eixos principais de inércia

J max== 0,5(Jx +J y )+0,5)(Jx _J y )2 +4J~

J max== 0,5(89 + 89) + 0,5~4(-52,26)2 I J max== 141,25cm41

J min == 0,5(J x +J y )-0,5)(J x _J y )2 +4J~

J min== 0,5 (89 + 89) - 0,5 ~ 4 (-52,26)2 I J min== 36,74cm41

e) Ângulos que os eixos dos momentos principais de inércia formam com x.

J x -J max 89-141,26
tgamax == Jxy -52,26
(4 -
tga max == 1 portanto, a max == 45° ~7Y

tg « . _ Jx - Jmin 89 - 3674
m ln - = ' 45°
Jxy - 52,26
.- - ._ -
x
tga min == -1 portanto, a min = -45 0

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is '"
Ex. 5 - zyxwvutsrq
mlkjihgfed
Determinar J max e J min, a max

----
e

I
i
~
amin

'X" 3
y

'.
no perfil representado a seguir.

1
I
1
o
,....

x
-;:

o
,.... (

25 10 25

S o lu ç ã o :

Transformando as unidades para [em], temos:

a) Momentos de Inércia

Como as áreas (1) e (3) são iguais e estão equidistantes do eixo x, podemos escrever que
Jx1 =- JX3 e Yl = Y3 = 2 ,5 em.

J = 2 [3 ,5 X 1
x 12
3
+ 3 "5 x 2 5 2 J+ 1 x142 3

Analogamente ao momento de inércia X, podemos escrever para Y que

e X 'i = X '3 = 1,25cm

Tem-se, então, que:

3 3
J = 2 [1 X 3 ,5
y 12
+ 3 "5 x 1 2 5 2 J+ 4 x112
J = 2 (3,57 + 5,4 7) + 0,33
y
I-J- y-=-1-8-,4-1-C-m- 4 -'

b) Produto de inércia

As superfícies (1), (2) e (3) são retângulos e, portanto, possuem eixo de simetria e possuem
produto de inércia nulos.

A superfície (2) possui os seus eixos baricêntricos (x e Y) coincidentes com os eixos


baricêntricos x e Y do perfil, desta forma o transporte dos eixos é nulo.

Características Geométricas das Superfícies Planas 21 9


mlkjihgfedcb
Conclui-se que

ZYXWVUT
J xy = A 1 x '1 y 'l +A 3 x '3 y '3

Jxy =3,5(1,25) (2,5)+3,5(-1,25) (-2,5)

IJ XY = 21,88Cm41

c) Eixos principais de inércia

J max= 0,5(J x +J y )0,5J(J x _J y )2 +4J~

J max= 0,5 (49,65 + 18,41) + 0,5)(49,65 -18,41)2 + 4 (21,88)2

I Jmax= 60,91Cm41

HGFEDCB
J min= 0,5 (J x + J y )0,5 J ( J x - Jy t + 4J~

J min = 0,5(49,65+18,41)+0,5)(49,65-18,41)2 +4(21,88)2

I 4
Jmin= 7,15Cm \

d) Posição dos eixos principais em relação ao eixo x (amax e amin)

tga = Jx - J max = 49,65 - 60,91


max
Jxy 21,88

Ira-m-á-x=---2-7-0-1-4-'1

Como os eixos principais de inércia estão sempre


defasados 90 temos que:
0
,

a max = a min + 90°

a min = a max- 90°

I a min = -117°14' I

Ex. 6 - Determinar os momentos principais de inércia (Jmáx e Jmin) e localizar os respectivos


eixos em relação a x (cxmax e cxmin) na superfície representada na figura.

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is
v 30 3

---I--t-_-~ ----
x'3 i ii X'1=X'2

I !!
10 II -:
--

Ii ~
-- -- I
----
CG 'Ir
o'"
:>,
- - - - ----x

zyxwvu
-n

WVUTS
j-
Ug -;:
II ,CD >'"

o
,..... - I------i+-=--- U --
U
80

S o lu ç ã o :

Transformando as unidades para [cm] visando simplificar a resolução, temos:

a) Centro de gravidade

I ug = 3,86cm I

I vg = 4,69cm I

b) Momentos de inércia

3 3 3
Jx = ~ + 8 (4,19)2 + 1 X1~0 + 10(1,31)2 + 3 ~~ + 3(6,81)2

J x = 381cm41

Jy = %+ 3
8 (0,14)2 + 1~X;
3
+ 10 (0,14)2 + 1~~
3
+ 3 (0,86)2

J x = 48,3cm4 1

c) Produto de inércia

Os produtos de inércia das três superfícies são nulos, pois todos possuem eixos de simetria.
O somatório transportes de eixos determina o J xy do perfil.

Características Geométricas das S u p e r f íc ie s ' P la n a s 22 1


I
Jxy = 8(0,14) (-4,19)+10(0,14)

J XY = -20,4 3Cm4 1
onmlkj
WVUTSRQPONMLKJIHGF (1,31)+3(-0,86) (6,81)

d) Eixos principais de inércia

J max= 0,5(J x +J y ) + 0,5J(Jx _J y )2 +4J~

J max= 0,5(381 + 48,3) + 0,5J(381 +48,3)2 + 4(-20,44)2

I Jmax= 382,25cm
4
I

J min = 0,5 (J, + J y ) - 0,5 J(Jx - J y )2 + 4J~

J min = 0,5 (381 + 48,3) - 0,5 J(381 + 48,3)2 + 4 (-20,44)2

I Jmin= 47,05cm41
e) Posição dos eixos principais em relação a x

= =
tga
max
Jx -Jmax
Jxy
381-382,25
- 20,44
I amax = 3°30' I

Como os eixos principais estão sempre defasados 90°, pode-s e escrever que:

a min = a max - 90°

a min = 3°30 - 90° = -86°30

amin = -86°30'

o
(V )

Ex. 7 - Determine o momento polar de inércia do


perfil representado na figura.
-;:
S o lu ç ã o :

Transformam-se as unidades para [cm] para


simplificar a resolução. x
a) Centro de gravidades

o eixo y é de simetria; portanto, a coordenada YG


é suficiente para determinar o CG pois x G = O.
J~ o

150

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is
I
Ai + A2+ A3

Y G= 8,71cm
zyxwvuts
WVUTSR
A i Y i A 2Y 2+ A 3 Y 3
Y G = --=-"--=--=--=----=-=--=-

I
24 x 18,5 + 70 x 10 + 45 x 1,5
24+70+45

b) Momentos de inércia

3 43 3
J, = 8 x 3 + 24 X 9,79 2 + 5 x 1 + 70 X 1,29 2 + 15 x 3 + 45 x 7 21 2
12 12 12

I J x == 5951cm
4
I

Para determinar o J y ' os transportes de eixos são nulos, pois os eixos y das superfícies
(1), (2) e (3) coicidem com o eixo do perfil.

Tem-se, então que:

3x8 3 14x5 3 3x15 3


J
y
=--+
12 12
+---
12
I Jy = 1117,6cm
3

c) Momento polar de inércia

Jp = Jx + Jy J p = 5951 + 1117,6

I Jp = 7068,5 cm
4

Ex. 8 - Determinar o momento polar de inércia da superfície hachurada representada na


figura.

'-lf)-
o

-;>,

X
-;>,

o
.-lf)-
S o lu ç ã o :

Transformando-se

a) Momento de inércia
zyxwvutsrq as unidades para [em] temos:

Para determinar o momento de inércia da superfície hachurada, divide-se a figura em três


áreas.

Considera-se como supefície (1) o retângulo de 100x75 [mm] e as superfícies (2) e (3) os

onmlkjihgfedcb
retângulos 50x30 [mm].

Como as superfícies (2) e (3) são iguais e simétricas, os momentos também são iguais,
portanto, J x2 = J x3 e J y2 = J y3 '

Tem-se, então:

Jx == J x1 - 2(J X2 + A2Y?')
J == 7,5x10
3
_ 2(5X 3
3
+ 15x2 521 IJ x == 415cm 41
x 12 12 ')

3 2
J
Y
== J
y1
-2J
y2
J
y
== 10x7,5
12
_ 2x3x5
12 I Jy == 289cm 41

b) Momento polar de inércia

Jp == Jx + Jy Jp == 415 + 289 I Jp == 704cm 41

Ex. 9 - Determinar o momento polar de inércia do perfil representado na figura.

S o lu ç ã o :

Tranformando-se as unidades para [em], temos:

a) Momentos de inércia

Os eixos e y são de simetria, portanto, a origem dos mesmos está no centro do tubo (figura1) .

. .Mecânlcarrêcnlca e Resistência dos Materiais,


onmlkjih
Os momentos de inércia do perfil serão determinados, dividindo-se as superfícies em três
áreas. A área (1) corresponde à coroa circular que identifica o tubo, e as áreas (2) e (3)
correspondem a tiras de chapas de 60 x 100 [mm] soldas na superfície do tubo. Os cordões
de solda serão considerados desprezíveis para determinar o momento de inércia do perfil. As
áreas (2) e (3) são iguais e simétricas aos eixos, portanto, os momentos de inércia das duas
chapas em relação aos dois eixos são iguais.

Teremos, então:

Jx = J x1 + 2(J X2 + A 2 yi)
3
J = ~ (30 4 - 20 4 ) + 2[ 6x10 + 60X 20 21
x 64 12 J
J x = 31907 + 49000 IJ x = 80907cm41
4
J y = J y1 + 2J y2 como J y1 = J X1 = 31907cm
3
J
y
= 31907 + 2x10x6
12

IJ y = 32267cm41

WVUTSRQ
b) Momento polar de Inércia

Jp = Jx + Jy ::: 80907 + 32267

IJ p ::: 113174cm41

E x . 1 .0 - Determinar o momento polar de inércia do perfil composto representado na figura.


y

v ~--
U g' • •

Viga U 6" x 2" Cantoneira 4"x 4"


4
J x ::: 546cm Jx ::: J y ::: 183cm 4

J y ::: 29cm 4 A::: 18,45cm 2

A::: 15,5 cm 2 U

C'l
lJ")-
r-< X
a) zyxwvutsrqp
S o lu ç ã o :

Transformando-se as unidades para [em], tem-se que:

onmlkjihgfedcba
Centro de gravidade

Denomina-se a superfícies de viga U como (1) e a superfície da cantoneira como (2)

Al vl + A2 v2 +
VG = ----=----=----=--~ 15,5 x 7,6 + 18,45 x 2,9 I V
G
= 5,04cm I
A l +A2 15,5+ 18,45

U
G
= Alul + A2u2 + = 15,5 x 3,6 + 18,45 x 7,8 I U = 5,88cm
G
I
Al + A2 15,5 + 18,45

b) Momento de inércia (baricêntricos)

'2 '2
J x =J xl +A 1 Yl +J x2 +A 2 Y2

J x = 546 + 15,5(7,6 - 5,04)2 + 183 + 18,45(5,04 - 2,29)2

IJ x = 970,1 cm41

'2 '2
J y = J yl + A 1 Yl +J Y2 + A 2 Y2

Jy = 29 + 15,5 (5,88 - 3,6)2 + 183 + 18,45 (7,8 - 5,88)2

I Jy = 360,6cm4 1

c) Momento polar de inércia

Jp = J x + Jy J p = 970,1 +360,6 J p = 1330,7 em"

E x . 1 .1 . - Determinar os momentos principais de inércia e os ângulos que os seus eixos formam


com x no perfil representado a seguir.
vi Ug Y,

y'~

N
":'.
§I -i-~---L~ ~I

tr
~+ +
,;>'"
x

"Mecânica;T écnicaie,Resistência-dos"Materiais'!iJl'1!:!Zg;=":!i!:\L;#f'""'1i0·=i0}b;;"t"'f~;'i.;:T;;}~·-_j:rn:"k'f{{j;<';;
__ C__ b~ > ~ ,r;ihl'i1iF
zyxwvutsrqp
S o lu ç ã o :

a)

U
onmlkjihgfedcb
Transformando-se

G
Centro de gravidade

= AlUi + A2 U 2 + A3 U 3 + A4 U 4
Ai +A2 +A3 +A4
as unidades para (em), tem-se que:

= 19,2 x 0,6 + 7,2 x 4,2 + 4,56 x 7,8 + 3,84 x 7,8


IU G = 3,08cm I
19,2 + 7,2 + 4,56 + 3,84

V = Alv l +A 2 v 2 +A 3 v3 +A4v4
G
Ai +A2 +A3 +A4

v _
G -
19,2 x 0,6 + 7,2 x 5,4 + 4,5 x 6,7 + 3,84 x 9,2
34,8
I V G = 7,43cm I

b) Momentos de inércia

3 3 3
J, = 1,2 X 16 + 19,2 X 0,57 2 + 6 X1,2 + 7 2 x 2 033 + 1,2 X 3,8 +
12 12 12
3
+ 4,56 X 0,73 2 + 3,2 x 1,2 + 3,84 x 1,57 2
12

IJ x = 466,78cm
4
I

3 3 3
J = 16 X 1,2 + 19,2 X 2,48 2 + 1,2 X 6 + 7,2 X 1,122 + 3,8 X 1,2
y
12 12 12
3
+ 4,56 X 4,72 2 + 1,2 x 3,2 + 3,84 x 4,72 2
12

I Jy = 341,98cm
4
I

c) Produto de inércia

As quatro superfícies são retangulares, possuindo, portanto, eixos de simetria, donde conclui-
se que os seus produtos de inércia são nulos.

Teremos então:

J xy1 = J xy2 = J xy3 = J xy4 = °


logo

Jxy =
onmlkjihgfe
A 1 x'1 Y 'l +A 2 x'2 Y '2+A 3X '3 Y '3+A 4X '4 Y '4

WVUTSRQP
Jxy = 19,2(-2,48) (0,57)+ 7,2(1,12) (-2,03)+4,56(4,72) (-0,73)+

+ 3,84(2,72) (1,77)

I Jxy = -27,15cm 4
I

d) Momentos principais de inércia

J max = 0,5(J xJ y ) + 0,5)(J x - J y )2 + 4J~y

J = 0,5(466,78 + 341,98) + 0,5~'(4-6-6-,7-8-+-3-4-1,-98-)-2


-+-4-(
--2-7-,1-5)-2
max

J max = 472,43cm 4

J min = 0,5(J x + J y ) - 0,5)(J x - J y )2 + 4J~y

J min = 0,5(466,78+341,98)-0,5~(466,78+341,98)2 +4(-27,15)2

J min = 336,33cm 4

e) Ângulos que os eixos principais formam com x

J, - J 466,78 - 472,43 = 0,208


tg cxmax = max
J xy -27,15
cx max = 11°45'

Como cxmin = cx max - 90°, temos que:

CXmin = 11°45'-90°,
cxmin = -78°15'

Jmáx
a m áx=11°45'

" M e c â n ic a T é c n ic a e Resistência d o s M a t e r ia is
FORÇA CORTANTE
E MOMENTO
FLETOR M WV Q

1 0 .1

1 0 .1 .1
Convenção

F o rç a C o rta n te Qzyxwvut
d e S in a is

A força cortante será positiva, quando provocar na peça momento fletor positivo.

Vigas Horizontais

Convenciona-se a cortante como positiva, aquela que atua à esquerda da secção transversal
estudada, de baixo para cima.

Vigas Verticais

Convenciona-se cortante positiva aquela que atua à esquerda da secção estudada, com o

onmlkjihgf
sentido dirigido da esquerda para direita.

1 0 .1 .2 M o m e n t o F le t o r M

Momento Positivo

o momento fletor é considerado positivo, quando as cargas cortantes atuantes na peça


tracionam as suas fibras inferiores.

p com pressão

F o rç a C o rta n te Q e M o m e n t o F le t o r M
Momento Negativo

O momento fletor é considerado negativo quando as forças cortantes atuantes na peça


comprimirem as suas fibras inferiores.

O momento fletor é definido através da integral da cortante que atua na secção transversal
estudada.

Portanto, tem-se que

M= 19px
,.

secção transversal estudada, como positivo.

1 0 .2 F o rç a C o rta n te Q
WVUTS
Q= dM
dx

Para facilitar a orientação, convenciona-se o momento horário à esquerda da


~

. __
onmlkjihgf
Obtém-se a força cortante atuante em uma determinada secção transversal da peça, através
da resultante das forças cortantes atuantes à esquerda da secção transversal estudada.

Exemplos:
PI

. 1--'-
P2

C
P3

_ .-
secção

secção
AA

BB
Q = RA

Q =R A - P l
-
secçào CC Q =R A -P 1-P 2
A B C
R \ R8

1 0 .3 M o m e n t o F le t o r M

O momento fletor atuante em uma determinada secção transversal da peça, obtém-se através
da resultante dos momentos atuantes à esquerda da secção estudada.
PI P2 P3

a b c d secçãoAA M=R A
·X
A B C

o secção BB M = RA . X - P1 (X - a)
X

RA n,
'X J
J
J
J
J secçãoCC M = R A . X - P 1 (x - a) - P 2[X - (a + b)]
X J
J
J
X
Observação: O símbolo ~ significa origem da variável "x".
x

M e c â n ic a T é c n ic a e Resistência dos Materiais·',,-,,.


1 0 .4

Ex. 1. - zyxwvutsrq
onmlk
E x e r c íc io s

Determinar as expressões de força cortante (Q ) e Momento fletor (M), e construir


os respectivos diagramas na viga em balanço solicitada pela carga concentrada
1>.
P atuante na extremidade livre, conforme mostra a figura.":

Linha
da Q - = = = - " " " '- ,- ..,- ,- r - ,.....,.- r - T " " " I" - r - r - r - ; - ,......,

Linha
do M
zero
-===-~:-r..,-,-r-,.....,.-r-T"""I"-r-r-r-;-,......, I
M ,.,óx=-PQ

S o lu ç ã o :

a) Através da variável x, estudam-se todas as secções transversais da viga, da


extremidade livre ao engastamento.

O momento fletor máximo ocorrerá no engastamento, ou seja, para o maior valor de


x.
b) Expressões de Q e M

o<x<e

Q=-P

M=-P·x -, "

\' ,
X=O~M=O

x =R. ~ M=-PR.

c) Construção dos diagramas

A equação da Q é uma constante negativa; portanto, o diagrama será um segmento de reta


paralela à linha zero da Q . A distância entre a linha zero da Q e a linha limite inferior do
diagrama representa a intensidade da carga P.

A equação do M é do 1º grau com a < O; portanto, a sua representação será uma reta
decrescente' que parte da linha zero do M até o valor que represente M m áx'

Ex. 2 - Determinar as expressões de Q e M e construir os respectivos diagramas na viga


biapoiada, solicitada pela ação da carga concentrada P, conforme mostra a figura.

·····"'~l!t,ForçaCortante'Qe·MomentoFletor M
S o lu ç ã o :
-7-
~
WV o ;!

/J7J;;V)m zyxwvuts
p

'
i

M ",áx=RA . a

a) Determinam-se as reações nos apoios através da I.M = O em relação a dois pontos da


viga. Os pontos considerados ideais para o caso são A e B.

I.M A == O I.M s == O

R s· (a+b)=Pa

I Rs ~ Pa
a+b I
rn 'R A .(a+b)=P.b

R --
a - a-i b
b

b) Expressões de Q e M
O<x<a
Q-R
- A a<x<a+b

M = R A· x Q ==R A -P ==-R B
M==RA · x-P(x-a)
x=O-7M=O
x=a+b -7M=O
x=a-7M=R A·a

c) Construção dos diagramas

C 1 - Diagrama da Cortante (Q )

Com origem na linha zero da Q , traça-se o segmento de reta vertical que representa RA- No
trecho O < x < a a Q = R A portanto uma constante, representada pelo segmento de reta
paralelo, à linha zero. No ponto de aplicação da carga P, traça-se o segmento de reta vertical
que corresponde à intensidade da carga P. Como P = R A + RB' conclui-se que o valor da Q que
ultrapassa a linha zero é - R B que corresponde a Q que atua no trecho a < x < a + b; portanto,
novamente tem-se uma paralela à linha zero.

Ao atingir o apoio B, a Q = -R B , como a reação é positiva, traça-se o segmento de reta que


sobe e zera o gráfico. Portanto, o gráfico sai da linha zero e retorna à linha zero.

M e c â n ic a T é c n ic a e " R e s is t ê n c ia dos' M a t e r ia is '.E ;


"
onmlkjihgfe
W
C2 - Diagrama do Momento (M)

Com origem na linha zero do M, traça-se o segmento de reta que une o momento zero em
x = O até o M = R A • a em x = a. Observe que a equação do Momento no trecho é do 1 Q grau
portanto, tem como gráfico um segmento de reta. Analogamente ao trecho a < xa + b utiliza-
-se um outro segmento de reda unindo os pontos. x = 1 ~ M = R A • a até x = a + b ~ M = O.

Ex. 3 - Determinar as expressões de Q e M e Q


construir os respectivos diagramas na
viga biapoiada solicitada pela ação da
carga distribuída de intensidade q
conforme mostra a figura.

S o lu ç ã o :

a) A primeira providência, para solucionar este


exercício, é determinar as reações de apoio.
Através do equilíbrio dos momentos em
relação aos pontos A e B, conclui-se que:

qe
R A =Rs =-
2

b) Expressão de Q e M

O <x<f
Q = RA - qx
X = O ~ Q = RA

X =f 4 Q = -Rs

Observa-se que a Q passa de positiva a negativa. No ponto em que a Q = O, o M será máximo,


pois a equação da Q corresponde à primeira derivada da equação do momento, que igualada
a zero, fornece o ponto máximo da CUNa do momento.

qf
Q = O 4 qx = RA =-
2

Donde I
x~~ I neste ponto a

Q = O e o M é máximo.

. "Força C o r t a n t e Q e : M o m e n t o F le t o r M "
zyxwvutsrqponm
M = R AX

x=O ~M =O

x = f ~ M = _.

M = O

c)
-qx'
2

q
2
x

Construção dos diagramas

c.1) Diagrama da Q
c-
f
qC-
2 ~
x=-~

L:2j-8-
e
2

WV
q.g
M =--'--q-'-
2
e
2
f
2
e
4

A partir da linha zero da Q traça-se o segmento de reta vertical correspondente à intensidade


de R A • A equação da Q no trecho é do 1 2 grau com a < 0, portanto, o gráfico corresponde a
uma reta decrescente com origem no apoio A até o apoio B. Em B, a cortante corresponde
a -R B , como a reação é positiva (para cima), esta sobe e zera o diagrama.

c .2 ) Diagrama de M

A equação do momento corresponde a uma equação do 2 2 grau com a < O; portanto, uma
parábola de concavidade para baixo.

A parábola parte do apoio A com M = 0, atinge o máximo em t /2 e retorna a zero no apoio


B.
Ex. 4 - Determinar as expressões de Q e M e construir os respectivos diagramas na viga em
balanço solicitada pela carga distribuída representada na figura.
Q

~ ~j~.~.-;-±
}=-qQ

S o lu ç ã o :
I Q2
M ",áx=- q2

a) Expressões de Q e M

O<x<f

Q =-qx

x=O ~Q =O

x = f ~ Q = -qf

2
M = -qx . ~ =_ qx
2 2

M e c â n ic a Técnica e Resistência dos M a t e r ia is ,,,,


x=O-7M=O

x=f -7M
onmlkjihg
max
qf2
=--
2

b) Construção dos diagramas

b.1.) Diagrama da

WVUTSR Q

A equação da Q na longitude da viga corresponde a uma equação do 1 º grau com a < O;


portanto, uma reta decrescente que parte da linha zero na extremidade livre até -q f no
engastamento.

b .2 ) Diagrama do M

A equação do momento corresponde a uma equação do 2º grau, portanto, a sua representação

será parte de uma parábola, que sai de zero, na extremidade livre, e vai até .... - qf no
2
engastamento.

Ex. 5 - A viga AB biapoiada suporta um carregamento que varia linearmente de zero a q


conforme mostra a figura. Determinar as expressões de Q e M e construir os
respectivos diagramas.

linha zero do M

S o lu ç ã o :

a) Reações RA e RB

A resolução deste exercício requer que sejam determinadas as reações nos apoios, através
do equilíbrio dos momentos nos pontos A e B.
LMA=O

R~~~~
~3

I R, = ~ I
b)
WVUTSR
Expressões de O e M
I
LMB=O
R~=

R
A
zyxwvu
onmlkjih
~
qe

~
2
,,,!;

Para determinar as expressões de Q e M, utiliza-se x variando de zero a Q com o objetivo


de estudar o esforço atuante em cada secção transversal da peça; desta forma, montam-
3

se genericamente as expressões através de um intervalo x qualquer (ver figura), e uma carga


auxiliar p, que irá variar em função de x.

A relação entre as cargas p e q, é obtida em função da semelhança dos triângulos.

L'l.ABC - L'l.ADE

Tem-se então que:

~=7=>lp=~1
b .1 ) Expressão de Q

Q = R _ px = qe _ qx ,~
A 2 6 e 2
Q = q~ - ~e2 q[ i-~:) =

qe
x = o~ Q = R A =-
6

x= e~ Q ={ i -~:)q( i-~) =

Q = q( e -63e) = - ~

Q =- R B

A cortante passa de positiva para negativa, interceptando a linha zero.

Analogamente ao exercício 3, o momento fletor será máximo no ponto em que a Q = O.


2
Q ==Q ~ qx = qe
2e 6

2 2e2
x ==-=-=:::}x==-==-
e2 e e13
6 3 13 3

Ix = O,57U I ponto de Q = O e M máx

: M e c â n ic a ; ; lé c n ic a e Reststêncla-dos.Materíals ;.'ç';"'<,:,i.r:.;2:;:;;;j,';';:;;;;;::-':::".~. ";:':':.' •• ,.,:. ;:;,:~:.',~:';;.'''*


b .2 ) onmlkjihg
zyxwvutsrq
Expressão de M

M = R A · x--· -
2 3
px x

qx
como P = f tem-se que:

qx x x
M = RA·x --.-.-
R. 2 3

° momento fletor é máximo em 0,577 l, resultando em:

Mmax = qR.(O 577R.)_q(O,577R.)3


6 ' 6R.

desenvolvendo a expressão, tem-se que:

c) Construção dos diagramas

c.1) Diagrama da Q

Para x = °
a cortante é a própria reação RA' sendo representada pelo segmento de reta
vertical, que parte da linha zero até o ponto que represente proporcionalmente a intensidade
de carga. A equação da Q é do 2 Q grau; portanto, a sua representação corresponde a uma
parábola, que parte de R A no apoio A, intercepta a linha zero em 0,577 Q e atinge o ponto
B com o valor de -R B . A reação R B é positiva (para cima); portanto, a sua representação
é um segmento de reta vertical que parte de -R B até a linha zero.

c .2 ) Diagrama de M

A equação do momento é do 3 Q grau, portanto descreve uma curva do 3 Q grau que sai da
linha zero no apoio A, atinge o máximo em 0,577 R. e volta à linha zero no apoio B .

Ex. 6 - A viga AB em balanço suporta o carregamento


distribuído que varia linearmente de zero a "q"
conforme mostra a figura. Determinar as
expressões de Q e M e construir os respectivos
diagramas.
5!.-. A
x

> ,; F o r ç a C o r t a n t e Q e M o m e n t o F le t o r M 23 7
zyxwvutsrq
S o lu ç ã o :

onmlkjihgfe
Analogamente ao exercício anterior, determina-se a relação entre as cargas p e q através
da semelhança de triângulos

~ ABC ~ ~ ADE

p x qx
-=-=>p=-
q f f

a) Expressões de Q e M

a.1) Expressão de Q
2
Q = _ px = _ qx x qx
2 "-=--
f 2 2f
x=O~Q=O
2
x = R ~ Q = _ qe = _ qf
2f 2

a .2 ) Expressão de M

M_ px x _ qx x x
- -2"3 - -T""2"3 I M=-~~ I
x=O~M=O
3 2
x = f ~ M = _ qf _ qf2 ::::} ~ __ q.e
6f --6 máx - --
6

b) Construção dos diagramas

b.1) Diagrama da Q
A equação da cortante é do 2 Q grau (equação geral); portanto, o seu diagrama corresponde
a um segmento de parábola que parte da linha zero na extremidade livre e atinge o seu valor
. " ql
maxrmo no engastamento com -2.
b .2 ) Diagrama de M

A equação do M é do 3 Q grau; portanto, o seu diagrama corresponde a uma curva do 3 Q grau


2

que parte de zero na extremidade livre e atinge o máximo no engastamento com -~


6

Ex. 7 - A viga AB biapoiada submete-se à ação do Torque (T) conforme mostra a figura"
Determinar as expressões de Q e M e construir os respectivos diagramas"

", M e c â n ic a T é c n ic a e Resistência dos 'Materiais ".'"


r--a--_.~:.~----b----~.~: , WVUTzyx
S o lu ç ã o :

a)

I,M A
Reações nos apoios A e B

R B (a+b)=T
=0 I,M B = O

R A (a +b) = T
onmlkjih
T T
R B =--- R A=--
(a +b) (a +b)

b) Expressões de Q e M

O<x<a

Como R A tem sentido para baixo, segundo a convenção é negativa, portanto:

T
Q =-R A =-(a+b)

o sentido de giro do momento originado pela carga R A é antl-horárlo, portanto negativo.

M = -R A. x

x=O -'7M =O

x =a -'7 M = -R A . a

T ~
Como R A = (a + b) tem-se que:
~
a<x<a+b

T
Q =-R A =---
(a+b)

M = -R A. X +T

x = a -'7 M = -R A . a +T

-T
x = (a + b) ~ M = -- . (a-Yt5) + T = - T + T = O
{a-Yõ)

I M =ol
-;siGForça ccrtante.q-e M o m e n t o F le t o r M "r-,;· /"' / 239
c) zyxwvutsrqp
Construção

c.1) Diagrama do Q
dos diagramas

o
A equação do cortante é uma constante em todo o comprimento da viga, portanto a sua
representação será uma paralela à linha zero.

c .2 ) Diagrama M

No intervalo ° < x < a, a equação do M é do 1º grau com a < O; portanto, a sua representação
T
é uma reta decrescente que sai da linha zero e atinge - (a + b) no limite em a. Em x = a, atua

o torque de intensidade T, que é representado no diagrama, pelo segmento de reta vertical


T T
quepartede -(a+b) até -(a+b)+T

No intervalo de a < x < a + b, a equação é do 1 º grau com a < 0, portanto, uma reta decrescente
-Ta
que parte de (a + b) + T até a linha zero.

Ex. 8 - Determinar as expressões de Q e M e construir os respectivos diagramas na viga


biapoiada solicitada pelas cargas concentradas representadas na figura.

16kN 24kN

1m 2m 1m
~

~~ x
; '-=F' ; ~~
x
R A=18kN R B=22kN
x
" I I ."

1~ trmrr1f, ,,,, ,@, , , , , , ,I.,,,,,, .I O

I" '" '1-22


-r
O l",......r, ,,'''' , " ! !f! ! !JNO+Mmóx=22kNm

S o lu ç ã o :

1. Reações de Apoio

I.M A = O I.Fv = O

4R B = 24 x 3 + 16 x 1 R A + R B = 16 + 24

I R B =22kN I IR A = 18kN I

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is t ê n c ia d o s M a t e r ia is
zyxwvutsrq
2 . Expressões de Q e M

hgfedcbaZY
O<x<1

Q = R A = 18kN

lY1 = RA' X

x=O~M=O

x = 1 ~ M = 18kNm

1<x<3

Q = RA - 16 = 2kN
~r4~
M = RA X

x = 3 ~
- 16 (x-1)

M = 22kNm
!I===~=x====}
16kN 24kN
3<x<4

Q = R A - 16 - 24 = -22kN
~~I!---~~~
M = RA

x=4 ~M=O
X - 16 (x-1) - 24(x-3)
r:t:.'" JIHGFEDCBA
x
r-----~~----~

Ex. 9 - Determinar as expressões de Q e M e construir os respectivos diagramas na viga


engastada solicitada pelas cargas concentradas, representadas na figura.

-
o
x

Ohn,,~,,~~~<n~<n~rM o
·5 !-'-"...I.....I..J'-=- .•...•....•.
..J...J.jj
[k N ]

-1 5
o
E
~
N
"'"
11
,jj
E

1 . Expressões de Q e M ::.:

o < x < 1,8

Q = -5kN 5kN
M =-5X

x=O~M=O

x = 1,8 ~ M = -9kNm
x

Força Cortante Q e M o m e n t o F le t o r M 2 4 1 .·
A reação "R" no engastamento hgfedcba
é determinada

1,-5~
por:

1,8 < x < 4 ,0

~r
Q = -5 -10 = -15kN
M = -5x - 10 (x-1,8)

JIHGFEDC 1.8m

ZYXWVUT
X = 4 ~ M m ax = -42kNm x

o contramomento M' possui mesma intensidade e sentido contrário a M máx' portanto


M' = 42kNm.

E x . 1 .0 - Determinar as expressões de Q e M e construir os respectivos diagramas na viga


biapoiada carregada conforme a figura.

12kN 6kN

7 ,2

1 .. Reações de Apoio

í:MA=O í:Fv= O

3,6 Rs = 12 x 1,8 + 6 x 4,8 RA + RB = 12 +6

I Rs = 14kN I R A = 4kN I

2 - Expressões de Q e M

O < x < 1,8

Q = R A = 4kN

M = R a' x

x=O~M=O
1,- J3
x = 1,8 ~ M = 7,2kNm

· · '.,:;M e c â n ic a ;T é c n ic a e R e s is tê n c ia d o s 'M a te r ia is '" ''


~
JIHGFEDCBA
ZYXWVUTS
1,8 < x < 3,6

hgfedc
Rar-
1 ----
18m 12~

~x
+
. . .-
. .-.-•-.-.,.

No último intervalo, com o objetivo de simplificar


,
Q = RA

x = 3,6 ~
- 12 = -8kN

M = R a x - 12 (x - 1,8)

M = -7,2kNm

a resolução, utilizaremos uma variável


(x') da direita para esquerda.

TSRQPONMLK
Ao utilizar este artifício, inverte-se a convenção de sinais.
O < x < 1,2

Q = +6kN
6kN

t
+
M = -6x'

x' x' = O ~ M = O
o

x' = 1,2 ~ M = -7,2kNm


x'

Obs.: Os d o is m o m e n to s são m á x im o s , p o ré m possuem com o d if e r e n ç a o s in a l.

x = 1 ,8 --f M máx = 7 ,2 k N m (tra ç ã o n , a s f ib r a s in f e r io r e s )

x' = 1 ,2 --f Mmáx = -7 ,2 k N m (c o m p re s s ã o nas f ib r a s in f e r io r e s )

E x . 1 .1 . - Determinar as expressões de Q e M e construir os diagramas na viga engastada,


dada na figura.

~ 4~r------.::e2m",------- f- - - '2 ::.:.m ~ _+./

M '= lO k N m

o
x t - - - T - - - ~ '- -----t--.- f\
x

[k N ]

o
T
1 - Expressões de Q e M

4kN O<x<2

Q = -4kN

~I 1 M ==-4x
o
x x==O-7M=O

hgfedcbaZY
x ==2 -7 M ==-8kNm

4kN
M' = 10kNm
~
2<x<4

--
o
x 1

x
# '!
Q ==-4kN

M ==-4x + 6

ZYXWVUT
x ==2 -7 M ==-2kNm

x==4-7M==-10kNm

o contramomento M' possui a mesma intensidade de M, porém o sentido é inverso.


Portanto:

JIHGFED
E x . 1 2 - Determinar

1 . Reações de apoio

o
30kN
Q e M e construir os diagramas.

1,2m 1,2m
60kN
1,2m 1,2m
30kN

~
o
\D
11
rf
lf J

[kNJ
°rrTl~flllrrLL~~llJLtrll~Jt-r~LllJ~lJJJ:30
-301 I I I I I I

o I""""'"'L [oi
I I I I I I I I I I I I ];p " '''''''''" J : I I I I I I I I I I I jJ;; •••••.
Mmáx=-36kNm

L M A ==O L F v ==O

2,4Rs ==60x1,2 + 30x3,6 - 30x1,2 R A + Rs ==30 + 60 + 30

Rs = 60kN RA ==60kN

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is tê n c ia d o s M a te r ia is
zyx
TSRQPONM
hgfedcbaZY
Obs.: As

120
RA = RB = -
re a ç õ e s

= 60kN
2
p o d e r ia m ser d e t e r m in a d a s p o r s im e t r ia a tra v é s de:

2 - Expressões de Q e M

o < x < 1,2


30kN Q = -30kN
M = -30x
x=O ~ M =O
x
x = 1,2 ~ M máx = -36kNm

1,2 < x < 2,4

1,2 l Q = -30 + 60 = 30kN


-b'
M = -30x + 60 (x - 1,2)

x = 2,4 ~ M = O
~
o
'"11 por simetria tem-se que:
rr.""
x
x = 3,6 ~ M = -36kNm

Ex. 13 - Determinar as expressões de Q e M e construir os respectivos diagramas na viga


biapoiada carregada conforme a figura a seguir.

2m 1m
40kN JIHGFED
1m

~----------~----------{IB 40kN
1m 1m

'-'-'-',---
I
.-._.

RA

Q=Rj[~~~~~~+rrr~~,,~~
l,8 3 m

.% ' ZYXWVUTS
F o r ç a .C o r ta n te Q e M o m e n to F le to r :M
S o lu ç ã o : zyxwvutsrq
A concentrada da carga distribuída equivale a 60kN e atua a uma distância de 1m do apoio
A no CG da carga.

a)

LM A =
Reações nos apoios A e B

4R B = 3 x 40

R B = 45kN
+ 60 x 1 RA hgfedcb
LFy= O

;- R B = 60 + 40

R A = 100 - 45

R A = 55kN

b) Expressões de Q e M

0<x<2 Q = R A - 30x

x = O ~ Q = R A = 55kN

x = 2 ~ Q = 55 - 30 x 2 = -5kN

Percebe-se que a cortante passa de positiva para negativa; portanto no ponto em que cortar
a linha zero, o momento será máximo no trecho.

Q = O ~ 30x = R A
55
x = - = 183m
30 '

Neste ponto, a Q = O e o M é máximo.

x=O~M=O

X
JIHGFEDC
M = R A . X - 30 . x . -
2

= 2 ~ M = 55 x 2 - 30 . -
x

22
2

M =50kNm
2
x = 1,83 ~ M = 55x1,83- 30x1,83
2
M = 50,42kNm

2<x<3

Q = R A - 60 = 55 - 60 -5kN

M=RA ·x-60(x-1)

x = 3 ~ M = 55x3-60x2 = 45kNm

3<x<4

Q = R A - 60 - 40 == -45kN

M = R A . x -60(x -1) - 40(x -3)

x = 4 ~ M = 55 x 4 - 60 x 3 - 40 x 1 == O

'" no;;; M e c â n ic a ;J 'é c n ic a 'e c R e s is tê n c ia ,d o s Materiais,".:;ú"~':f,"" :':;;6.,,,·: ,:':::::,' ";",, r,..; ; ,,'''0 '0 ; , ';;." 0 ' " :" ';'~ ''''::.''':'';';.,;' H.:11""', 'o , , · ,.:;°';"'\4, ..';':',""
c) zyxwvutsrqp
hgfedcbaZ
Construção dos diagramas

c.1.) Diagrama da

°
Q

Para x = a Q = RA' a partir da linha zero traça-se um segmento de reta vertical que representa
a intensidade de RA-

A equação da Q no trecho é do 1º grau, com a < 0, portanto o seu gráfico é representado por
um segmento de reta decrescente que corta alinha zero em 1,83m do apoio A, atingindo -
5kN em x = 2.
No trecho 2 < x < 3, a equação da Q é uma constante de intensidade -5kN. Em x = 3, a carga
de 40kN faz com que a Q desça para Q = -45kN. No trecho 3 < x < 4, a Q é uma constante
de valor -45kN, portanto uma paralela à linha zero. Em x = 4, a intensidade de Rs retorna o
diagrama da Q para linha zero.

c .2 ) Diagrama de M

No trecho °
< x < 2, a equação do M é do 2 Q grau com a < O; portanto, o diagrama corresponde
a um segmento de parábola que parte da linha zero para x = 0, atinge o máximo em x = 1,83m
e decresce ligeiramente em x = 2m. No trecho 2 < x < 3, a equação passa a ser do 1º grau,
sendo representada por um segmento de reta decrescente. No trecho 3 < x < 4, continua
a equação do 1º grau; portanto novamente tem-se como gráfico uma reta decrescente que
parte de 45kNm em x = 3 e chega a zero em x = 4.

E x . 1 .4 - Determinar as expressões de Q e M e construir os respectivos diagramas na viga


biapoiada carregada conforme a figura dada.

1m 3m 1m

[kN]

Mmáx = 31,25kNm

-25KNm -25KNm
a) zyxwvutsrqp
S o lu ç ã o :

hgfedcbaZYX
Reações nos apoios A e B

Como os apoios são simétricos,


250
RA = RB = - = 125kN
e a concentrada da carga é de 250kN, conclui-se que:

b ) Expressões de Q e M

O<x<l
Q =-50x
x=O-7Q=O

x = 1 -7 Q = -50kN

M = -50x.-

x=O-7M=O
x
2

x = 1 -7 M = -25kNm
JIHGFEDCBA
TSRQPON
= -25x
2
50x
X

1m
yJ2

1<x<4
Q = R A - 50x
x = 1-7 Q = 125 - 50 = 75kN 50x
X
x = 4 -7 Q = 125 - 50 x 4 = -7 5kN

No ponto em que Q = O e o M é máximo. Q = O -7 X = 2 ,5 m

Como a viga e o carregamento são simétricos em relação aos apoios, conclui-se que a
análise até a metade da viga já é o suficiente para estudá-Ia toda, pois a outra metade
determina-se por simetria.
x
M = R A (x - 1) - 50x . 2"
M = R A (x - 1) - 25x 2

X = 2,5m -7 M = 125 x 1,5 - 25 x 2,5 2

M máx = 187,5 - 156, 25

I M máx = 31,25kNm I

c) Diagramas de Q e M
c.1) Diagrama de Q
No trecho O < x < 1, a equação é do l Q grau com a < O, portanto a sua representação é
um segmento de reta decrescente que parte da linha zero e atinge -50kN no apoio A.

A intensidade da R A está representada pelo segmento de reta vertical que parte de -50kN
e atinge + 75kN.

No intervalo 1 < x < 4, a equação volta a ser do 1 Q grau com a < O, portanto temos novamente
um segmento de reta decrescente que parte de + 75kN no apoio A, corta a linha zero em

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is tê n c ia dosMateriais""";~;i':X;;';"""""
hgfedcbaZY
ZY
x = 2,5m e atinge o apoio B com -75kN. A reação R B está representada pelo segmento de reta
vertical que parte de -75kN e atinge 50kN. No intervalo 4 < x < 5, a equação continua sendo
do 1º grau com a < 0, sendo representada novamente por um segmento de reta decrescente
que parte do apoio B com +50kN e atinge a extremidade final da viga na linha zero.

c .2 ) Diagrama de M

No intervalo °
< x < 1, a equação do M é do 2º grau com a < 0, portanto um segmento de
parábola com a concavidade voltada para baixo, que parte da linha zero na extremidade livre
e atinge o apoio A com a intensidade de -25kNm.

No intervalo 1 < x < 4, tem-se novamente uma equação do 2º grau com a < 0, portanto a sua
representação será uma parábola com a concavidade voltada para baixo, que parte de
-25kNm no apoio A, e atinge o seu máximo em x = 2,5m com a intensidade de 31,25kNm.
O restante do diagrama determina-se por simetria.

Ex. 15 - A viga AB biapoiada sofre a ação dos esforços representados na figura. Determinar

JIHGFEDC
as expressões de Q e M e construir os respectivos diagramas.

1m 1m 1m 1m
SO kN
lO k N

-1 0 k N m

S o lu ç ã o :

a ) Reações nos apoios A e B

LM A = O LFv = O

3Rs = 4 x 10 + 15 + 50 x 1 R A + Rs = 50 + 10

40 +15+50
R A = 60 - 35 = 25kN
3
Ir- R -
s
-= -3 -5 -k -N -"
I R A = 25kN I
0<x<1

Q
zyxwvutsrq
hgfedcbaZ
b) Expressões de

= R A = 25kN
Q e M

M = RA . x

x=O~M=O

x = 1 ~ M = 25kNm

1<x<2

Q = R A - 50 = 25 - 50 = -25kN
M = R A • x-50 (x - 1)

x = 2 ~ M = 25 x 2 - 50 x 1 = O

2<x<3

Q = RA - 50 = 25 - 50 = -25kN

M = R A • x-50 (x - 1) + 15

x = 2 ~ M = 25 x 2 - 50 x 1 + 15
M = 15kNm

x = 3 ~ M = 25 x 3 - 50 x 2 + 15
M = -10kNm

No intervalo compreendida entre 3 < x < 4, pode-se utilizar o artifício de uma variável x',
e partir da extremidade livre em direção ao apoio B.
Tem-se, então, que:
O < x' < 1

Q = 10kN

ZYX
M = -10x'

x' = O ~

c)
TSRQPONM
x' = 1 ~ M =-10kNm

Obs.: P a ra
M = O

Diagrama de Q e M
u t iliz a r e s te a r t if í c io in v e r t e - s e a convenção d e s in a is .

c..1 ) Diagrama de Q

No apoio A, a cortante é a reação RA' representada no diagrama pelo segmento de reta


vertical. Em todo o trecho O < x < 1, a cortante é uma constante de intensidade RA'
representada no diagrama pelo segmento de reta horizontal paralelo à linha zero. No ponto
x = 1, está aplicada a cortante de 50kN que está representada no diagrama pelo segmento
de reta vertical que leva a cortante de 25kN para -25kN.

No intervalo 1 < x < 3, a cortante de -25kN representada pelo segmento de reta paralelo à
linha zero. Em x=S, a reação R B representada no diagrama pelo segmento de reta vertical eleva
a cortante para 10kN. No trecho O < x' < 1, a cortante é novamente uma constante representada
no diagrama pela paralela à linha zero. Em x = 4, a carga de -10kN zera o diagrama.

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is tê n c ia dos Materiais
zyxwvutsr
hgfedcb
c .2 ) Diagrama de M

No intervalo O < x < 1, a equação do M é do 1 2 grau com a> O, portanto a sua representação
será através de um segmento de reta crescente. No intervalo 1 < x < 2, tem-se novamente
uma equação do 1 2 grau, porém neste caso o segmento de reta é decrescente, pois a
constante negativa é maior que a positiva.

No ponto x = 2, está aplicado um torque de 15kNm, que está representado pelo segmento
de reta vertical.

Nos trechos seguintes, novamente equações do 1 2 grau, representadas pelos respectivos


segmentos de retas.

Ex. 16 - Determinar as expressões de Q e M, e construir os respectivos diagramas nas vigas


AS e CD representadas na figura. O peso próprio das vigas.

AB = 500N/m CD = 1000N/m

S o lu ç ã o :

a) Inicia-se a resolução pela viga AS.

Na viga AS, tem-se que:


lO O O N JIHGFEDC
3000N
2m 2m

As reações nos apoios R A e R B são iguais, pois a carga de 1000N é simétrica aos apoios.
Temos, portanto, uma carga concentrada de 3000N atuando no centro da viga. Conclui-se
que:

R A = R B = 1500N
zyxwvutsrq
hgfedcbaZ
b) Expressões de Q e M

0<x<2
Q

X
JIHG
= R A-500x

= O ~ Q = R A = 1500N

x = 2 ~ Q = 1500 -1000

Q = 500N
M=RAX -500x·-

x=O~M=O

X = 2 ~ 1500x2-500x-

M =2000Nm
X

2
2
2

2<x<4 x
M = R A·X-500X·--l000 (x-2)
2
Q = RA - 500x -1000
2
4
x = 2 ~ Q = 500N x = 4 ~ M = 1500·4-500·--1000·2
2
x = 4 ~ Q = -1500N x=4~M=O

M rn á x = 2 0 0 0 N rn

c) Diagramas

c.1) Diagrama de Q

No apoio A a Q = R A = 1500N, portanto a sua representação será um segmento de reta


vertical acima da linha zero. No intervalo O < x < 2, a equação da cortante é do 1 Q grau com
a < O, sendo, portanto, representada por um segmento de reta decrescente. No ponto x
= 2, atua uma carga concentrada de 1000N, que está representada no diagrama, pelo

ZY
segmento de reta que "leva" a cortante de +500N para -500N.

No intervalo 2 < x < 4, tem-se novamente uma equação do 1 Q grau com a < O, sendo
representada no diagrama, pelo segmento de reta que "leva" a cortante de -500N para
-1500N, no apoio B. Em B, atua Rs cuja intensidade é de 1500N, sendo representada no
diagrama pelo segmento de reta vertical que parte de -1500N e vai até a linha zero.

M e c â n ic a · T é c n ic a e R e s is tê n c ia · d o s M a te r ia is
zyxwvutsr
hg
c .2 ) Diagrama do M

A equação do M é do 2 Q grau com a < O em toda a extensão da viga, portanto o diagrama


será uma parábola de concavidade voltada para baixo, com o seu ponto máximo em x = 2.

a.1) Resolução de viga CD


a.1.1) Reações nos apoios

1500N 1500N

4500N

4500N

Mmáx=
6000N m

Como as cargas são simétricas aos apoios, conclui-se que Rc = R D = 4500N

b.1) Expressões de Q e M

0<x<1

Q = R c -1000x

x = O ~ Q = R A = 4500N

x = 1 ~ Q = 3500N

X
M = R ·x-1000x·-
c 2

x=O~M=O

x = 1 ~ M = 4500-500 = 4000N

M =4000Nm

Como as cargas são simétricas aos apoios, conclui-se que Rc = R D = 4500N

1<x<3

Q = Rc -1000x -1500

x = 1 ~ Q = 2000N

x=3~Q=0

253
X = 3 ~ M = 4500,3 -
x zyxwvutsrqpo
JIHGFE
M = Rc.x-1000x ,- -1500(x -1)
2

1000,3 2
2
-1500,2

X = 3~ M m ax = 6000Nm

c.3) Diagramas

c.3.1) Força cortante Q

No apoio C, a cortante é representada pelo segmento de reta vertical que "sai" da linha
zero, e atinge 4500N.

No intervalo O < x < 1, a equação é do 1 º grau com a < O, portanto a sua representação
é através de um segmento de reta decrescente.

No ponto x = 1, atua uma carga concentrada de 1500N, representada no diagrama através


do segmento de reta que "parte" de 3500N e atinge 2000N. No intervalo 1 < x < 5, tem-se
novamente uma equação do 1 º grau com a < O, portanto novamente a sua representação dar-
se-a através de um segmento de reta decrescente, que corta a linha zero no ponto x = 3. Neste
ponto, o momento é máximo. O restante da viga determina-se por simetria.

c.3.2) Momento Fletor

As equações são do 2º grau, com a < O, portanto a sua representação será através de parábola
com concavidade voltada para baixo, com ponto máximo no ponto x = 3.

Ex. 17 - Determinar as expressões de Q e M e construir os respectivos diagramas da viga AS


da construção representada na figura.

1m 1m 1m

40kN
1m _ I _ 1m
F,

o i '- '- '- '- '- '- '~ c

Mecânica Técnica e Resistência dos Materiais·'E2"W'·· /


S o lu ç ã o : zyxwvutsrqp
Para determinar Q e M na viga AS, é necessário conhecer a intensidade da carga axial atuante
na barra (1).

a ) Carga Axial na barra (1)

Como a concentrada da carga distribuída é simétrica ao apoio C e a barra 1, conclui-se que:

Rc = Fi = 20kN

b) Expressões de Q e M na viga AS

Reações nos apoios A e S

hgfedc
x

lOkNm/,
x

f-._.{-.-+-._'-'_._.

1m
20kN

r-,

T
JIHG1,5m
30x'
x'

30kN

O,5m

2 ,F v = O

RA + Rs = 20 + 30
R A = 50- 35
R A = 15kN

O<x<l 1<x<2
Q=R A=15kN Q = RA - 20 = 5kN

M =RA·x-20(x -1) + 10

X = 1 ~ M = 25kNm

X = 1 ~ M = 15kNm X = 2 ~ M = 20kNm

255
zyxwvuts
o intervalo 2 < x < 3 pode ser calculado através da variável x', partindo do apoio B até a
extensão total da carga distribuída. Tem-se então o intervalo O < x' < 1. A utilização deste
artifício implica na inversão da convenção de sinais.

X
= +30x-R B

= O ~ Q =- R B = -35kN

x = 1 ~ Q = -5kN

30X'2

ZYXWVU
M=RB,x'---
2

x=O~M=O

x = 1 ~ M = 20kNm

c) Diagramas de Q e M

1m
20kN
1m 1m
i
30kN
m

R.

Q = 15kN

Q = 35kN

Mmáx = 25km

,,,,n M e c â n ic a :r é c n ic a e R e s is tê n c ia d o s M a te r ia is ,;
FLEXAO
- ZY
11.1 Introdução
o
hgfedc
esforço de flexão configura-se na peça, quando
esta sofre a ação de cargas cortantes, que venham a
originar momento fletor significativo.
,
,
I

~ ,:-:_ ---
..•..• - -

--~---------------
_

__

--_ _ _ _ _ _
~
-e:
,

R
---------
1 1 .2 F le x ã o P u r a

Quando a peça submetida à flexão, apresenta somente momento fletor nas diferentes
secções transversais, e não possui força cortante atuante nestas secções, a flexão é denominada
pura.

No intervalo compreendido entre os pontos C e D, a cortante é nula e o momento fletor atuante


é constante. Neste intervalo, existe somente a tensão normal, pois a tensão de cisalhamento é
nula, portanto o valor da força cortante é zero.

1 1 .3 F le x ã o S im p le s

A flexão é denominada simples, quando as secções transversais da peça estiverem


submetidas à ação de força cortante e momento fletor simultaneamente. Exemplos: intervalos AC
e DB da figura anterior. Neste caso, atua tensão normal e tensão tangencial.

;"'Flexão,;::;'" 257
1 1 .4 zyxw
TSRQPO
hgfedc
T e n s ã o N o r m a l n a F le x ã o

Suponha-se que a figura representada a seguir seja uma peça com secção transversal A
qualquer e comprimento Q , que encontra-se submetida à flexão pela ação das cargas cortantes
representadas.
p

5 JIHGFEDC
A~

RA
~~~B
f. c o m p rim id a s

I' \:Q ('


o
t;\(t)

f. !ra c io n a d a s

Conforme o capítulo anterior, as fibras inferiores da peça encontram-se tracionadas,


enquanto as fibras superiores se encontram comprimidas.

A tensão normal atuante máxima, também denominada tensão de flexão, é determinada em


relação à fibra mais distante da secção transversal, através da relação entre o produto do momento
fletor atuante e a distância entre a linha neutra e a fibra, e o momento de inércia baricêntrico da
secção.

Tem-se, então:

Ma Mb
o , = -J- o , = -J-

Onde 0 c tensão máxima nas fibras comprimidas. Como se convenciona o momento fletor
nas fibras comprimidas negativo, 0 c será sempre < O (negativo).

0t - tensão máxima nas fibras tracionadas. Como, por convenção, o momento fletor é positivo

nas fibras tracionadas, c , será sempre> O (positivo).

1 1 .5 D im e n s io n a m e n to n a F le x ã o

Para o dimensionamento das peças submetidas a esforço de flexão, utiliza-se a tensão


admissível, que será a tensão atuante máxima na fibra mais afastada, não importando se a fibra
estiver tracionada ou comprimida.

Tem-se, então, que:

M.y max
O' x = Jx

Do capítulo 9, escreve-se que:

w x _- Jx
-- (Módulo de resistência)
Ymax

h .M e c â n ic a Técnica e 'Resistência dos.Materlals "-T-:!;;;;;;r; .:~~.,. · r · t l~ : f '~ ~ ': : : : : : : : : ; : ; : ; i! ~ K } ; :


portanto

~
~
hgfed
TSRQPON
C ;E F F :· r ,~ lJ r'J E : [) .

C ~ ) ~ ; '~ L ~ ~ l
~~:;;

5 [~~ ~ ~ )~ 2 !;;~ ,/:\

/
/'
S N (s u p e rfíc ie n e u tra )

Para dimensionar-se a peça, utiliza-se cr = ox

Quando a carga aplicada for normal ao eixo y, tem-se que:

Mx
o =~
y J
y

Do capítulo 9, escreve-se que:

R X

(Módulo de resistência)
-A

portanto:

E]] y JIHGFEDCBA
Wy,
=M

Para dimensionar-se a peça, utiliza-se o = (jy

onde

c, e O'y - tensão normal atuante na fibra mais afastada [P A ;000]

cr -tensão admissível [P A ; N/mm2; 000]

M - momento ftetor [Nm; Nomm;ooo]

Wx e Wy - módulo de resistência da secção transversal [m 3 ; mm 3 ;ooo]

Xmáx e Ymáx -distância máxima entre LN (linha neutra) e extremidade da secção [m; rnm.. ..]

259
1 1 .6 T e n s ã o d e C is a lh a m e n to n a F le x ã o ZY
hgfe
dd .,

A força cortante que atua na secção transversal da peça


s Y
_L_ 0 __ 0
0 __
1
provoca nesta uma tensão de cisalhamento, que é determinada
através da fórmula de Zhuravski.
~
/2

't = 5 1 r\dA b
bJ Jo

Do capítulo 9, escreve-se que:

portanto: 't = QMe


Me= {Yd A
bJ

onde:

"t ~ tensão de cisalhamento [ PA ; N/mm2; ... ]

Q - força cortante atuante na secção [N; ]

Me - momento estático da parte hachurada da secção (acima de y) [m 3 ; m rrr': ... ]

b- largura da secção [m; mm; ... ]

j - momento de inércia da secção transversal [m 4 ; rnrn" ;]

Na prática, geralmente, a tensão é nula na fibra mais distante, sendo máxima na linha neutra.

1 1 .7 D e fo r m a ç ã o n a F le x ã o

A experiência mostra, nos estudos de flexão, que as fibras ~


da parte tracionada alongam-se e as fibras da parte comprimida
encurtam-se. Ao aplicar as cargas na peça, as secções
transversais cg e df giram em torno do eixo y , perpendicular ao
plano de flexão. As fibras longitudinais do lado côncavo T ria n g u lo b d e
a m p lia d o

li.
contraem-se e as do lado convexo alongam-se. A origem dos
eixos de referência x e y está contida na superfície neutra.

Para obter o !'!. dbe, traça-se uma paralela à secção c.g.


O lado de do triângulo bde representa o alongamento da fibra
localizada a uma distância y da superfície neutra (SN).

A semelhança entre os triângulos oab e bde fornece a deformação da fibra longitudinal.

Escreve-se, então: 1 E, =;;;; = 71


p
yt

-~ ~ ~ o ~~~~~~~~ ~~~~- ~ ~ ~ ~o_--Uio - .c


0__ 0- Z

AI _ -- - _ IB
b
RA RB

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is tê n c ia dos-Materlals»
zyxwvuts
o alongamento longitudinal das fibras na parte tracionada é acompanhado por uma contração
lateral, e a contração das fibras da parte compimida é acompanhada por uma distensão lateral.

A deformação que ocorre na secção transversal é determinada por:

onde Ez - deformação transversal

v - coeficiente de Poisson

Ex - deformação longitudinal

onde y - distância da fibra estudada à superfície neutra [mm; ... ]

r - raio de curvatura do eixo da peça [mm; ... ]

Pode-se perceber que o raio de curvatura R da secção transversal é maior que r,


proporcionalmente ao coeficiente de Poisson.

Ir = R . vi
Através da lei de Hooke, encontra-se a tensão longitudinal das fibras.

a,~Ee, la,~E71 y

Considera-se agora um infinitésimo de área dA, que dista y


o eixo z (LN).

A tensão que atua dA é s., portanto a força que atua em dA:

~ I
~11lX A Otmáx

'------d A
A
Como a resultante das forças distribuídas na secção transversal é igual a zero, pois o sistema
de cargas pode ser substituído por um conjugado, tem-se então que:

F=~ f ydA = O
r A

o momento estático ydA = O em relação à linha neutra, então conclui-se que a linha neutra
passa pelo CG da secção.

XWVUTSRQ
O momento estático de dA em relação à linha neutra é dado por

Ey = dAy
r

F le x ã o 261
M=

dA; portanto:

M =-Jz
r
f rqponm
Integrando a expressão para a superfície, encontra-se que:

E
rE y

Sabe-se que'. E =--


y

portanto, substituindo
2
dA

Como a linha neutra considerada no estudo da secção transversal é Z, conclui-se que Jz

ox.r

E na equação de M, tem-se que:


A
=l

M=

Obs.:
a X .r

yr
.Jz

Como, p a r a

tr a b a lh a m o s
~

d e te r m

c o m os
SECÇÃO
in a r as
e ix o s x e
c a r a c te r ís tic a s

y n a secção
g e o m é tr ic a s

tr a n s v e r s a l ,
d a s

o Jz é
s u p e r fíc ie s

p a r a nós o Jx' A
p la n a s

XWVUT
TRANSVERSAL
Y/

~
L2J x

1 1 .8 E x e r c íc io s

Ex. 1 - Dimensionar a viga de madeira que deverá suportar o carregamento representado na


figura. Utilizar Gmad = 10MPa e h == 3b.
lOOON lOOON

'm 'm _~ iH

Q=lOOON

Mmáx= l000Nm

,'''M e c â n ic a T é c n ic a e-Reslstêncla-dos Materiais"""'""""" ~P:~:;;,\::;:~::


I
S o lu ç ã o :

R A = R B =1750N
zyxwvutsrq
Como as cargas são simétricas aos apoios, conclui-se que:

a) Expressões de Q e M
lOOON
O<x<l
Q = -1000N
M = -1000x
~ X' A
rqponmlkji
R A
x=O~M=O
x = 1 ~ M = -1000Nm 1000N
1m I
1<x<2
I
Q = R A-1000 = 750N -f--.-._._._I-

M = -1000x +RA(x -1) RJ


x = 2 ~ M = -250Nm X'

Como o carregamento é simétrico, conclui-se que:

x = 3 ~ M = -1000Nm
x=4~M=0

b) Dimensionamento da viga

o módulo de resistência da secção transversal retangular é

bh2
W x =-
6
- Mmax Mmax 6Mmax
0=--=--=--
Wx bh2 bh2
6

Como a secção transversal da viga deverá ter h == 3b, tem-se que:


- 6M max 6M max 6M max
0=--=--=--
2 3
b(3b)2 b.9b 9b

donde

b= 6 x 1000f>M1
3 9 x 10 x 106 11::.
m2

b=3 6xl000 xl0-2 m


9xl0

F le x ã o 263
b == 4

Como h

Ex. 2 -
X

rqponmlkjih
=
X
10-2 m ~ b = 4cm ou

3b, conclui-se que h = 3 x 40


b = 40mm

o eixo para que suporte


= 120mm

A viga a ser utilizada é 60 x 120 [mm], que é a padronizada mais próxima do valor obtido.

Dimensionar com segurança k = 2 o carregamento


representado. O material a ser utilizado é o ABNT 1020 com cre = 280MPa.

I'Sit-$
lOOON 1500N lOOON

;$t I 'm I 'm

RA RB

Q=·R.
+'

Q=.R a A
Mmáx=2500Nm

S o lu ç ã o :

Como as cargas são simétricas aos apoios, conclui-se que:

R A =RB =1750N

a) Expressões de Q e M

0<x<1

~ f~t
Q=R A=1750N

M = RA . x
x=O~M=O lOOON
1m
x = 1 ~ M = 1750Nm

1<x<2
Q = R A -1000 = 750
R A: X
•\
M = RA . x -1000(x -1)

x = 2 ~ M = 2500Nm

Como as cargas são simétricas aos apoios e de mesma intensidade, conclui-se que:

x = 3 ~ M = 1750Nm

x=4~M=0

· -,'· "Mecânica,T é c n ic a e Reslstêncla-dos -Materiais,-',,!,-;;-- ·:'~~h


b)

o
zyxwvutsrq
rqponmlk
A
Dimensionamento

módulo de resistência da secção circular é:


do eixo

W =-
x 32
n d
3

Tensão admissível

cr = ~ = 280 = 140MPa
k 2

Diâmetro do eixo

Mmax max 32M


cr---------'-"''''-
- n d 3 - n d 3

32

d = ~32~max d= 3 32x2500
nCí n x 140 x 106

d= 3 32x 2500
n x 0,14 x 109
I d=57mm I

Ex. 3 - Dimensionar o eixo vazado para que suporte com segurança k = 2 o carregamento
representado na figura. O material utilizado é o A B N T 1040 L com (Je = 400MPa. A
relação entre os diâmetros é 0,6.

O,6m
1200N
O,6m O,3m
800N

..!l=06
D '
A
Q = 800N

Mmáx = 240Nm

Mmáx = 240Nm

S o lu ç ã o :

a) reações nos apoios


I,M A = o I,Fv =0

1,2 R B = 800 x 1,5 + 1200 x 0,6 R A +RB = 1200+800

R _ 1200+ 720
B - 1,2 I R B =1600N I R A = 2000 -1600

F le x ã o 265
O <
zyxwvutsrq
rqponmlkjih
b ) Expressões

x < 0,6
Q ==R A = 400N
de Q e M

M = RA

x==O~M=O
• x
~J~
x = 0,6 ~ M ==240Nm
1200N
0,6 < x < 1,2
~
Q = R A -1200
~ RA~
Q ==-800N

M = RA . x -1200(x - 0,6)

x = 1,2 ~ M -240Nm

O < x' < 0,3


Q ==800N

M ==-800x ~~

x==O~M=O
x = 0,3 ~ M = -240Nm

Portanto, o momento fletor máximo ocorrerá nos pontos x = O,6m e x = 1,2m e a sua
intensidade é ± 240Nm.
c) Dimensionamento do eixo

Para dimensionar o eixo utiliza-se o valor do momento em módulo, desprezando-se desta


forma o sinal negativo.

-
Tensao a drnl
rnissivel: - = -cre ==--
cr 400 ==200MP a
k 2
Diâmetro D e d

O módulo de resistência da secção circular vazada é

4
W x ==~[D4 _d )
32 O

Como, por imposição do projeto, D = 1,67d, conclui-se que:

W =-
1t [(1,67d t 4
_d ] 1t [7,78d
==--=------=
4
_d ]
4

x 32 1,67d 32 1,67d
4
W ==~ 6,78d ==~x4d3
x 32 1,67d 32

I WX=~d31

-M e c â n ic a " T é c n ic a ;e 'R e s is tê n c ia d o s ' Materiais",>,


- Mm~
A
Mm~
Ci=--=--=--
Wx
zyxwvuts
rqponm n d

8
3
8Mm~
n d
3

d =3 8 x240

XWVUTSR
nx 200 x106

d == 1,5 x 10-2m

I d == 15mm I

Por imposição do projeto, o diâmetro externo do eixo é 1,67 do diâmetro interno, conclui-se,
então, que:

D = 1,67 x 15 = 25mm

I D = 25mm I

Ex. 4 - A construção representada na figura é composta por uma viga U CSN 152 x 19,4
cujo módulo de resistência W x = 95cm 3 . Determinar o valor máximo de P, para que
a viga suporte o carregamento, com uma tensão máxima atuante de 120MPa.

P P P P

1m 1m 1m 1m

- - -
~
X
X

X
R= 4P

O
O
-P
I I I I I
-2P
11111 0 Q = 4P
-3P

n O

~ •..•..
-, ~
-.::-
-3p•..•..••..•..
••..•.•......
•..•..•..•..
M máx=-lOP

-6P'

"
", I-L
a) zyxwvutsrq
S o lu ç ã o :

Expressões

O<x<l
Q =-P
de Q e M p

M=-P·x
~~
x=O~M=O

x =1~ M=-P

1<x<2
Q =-P-P =-2P

M = -P . x - P(x -1)

rqpon
~~
x =2 ~M=-3P

2<x<3
p p p
Q = -P - P - P = -3P 1m

M = -Px - P (x -1) - P (x - 2)

x=3 ~ x

A
M = -3P-2P-P = -6P

3<x<4
M = -Px - P (x -1) - P (x - 2) - P (x - 3)
~ p p p p
x=4
M =-4P-3P-2P-P

I M máx = -10P I 4T~


b) Carga máxima P

A tensão máxima que deverá atuar na viga é de 120MPa; portanto, pode-se escrever que:

Mmax
O'max = W
x

Como o M máx = -10P ( o sinal negativo significa que as fibras inferiores estão comprimidas)
3 6 3
e o módulo de resistência da viga é de 95cm ou 95 x 10- m , escreve-se, então, que:

Mmax =O'maxxWx

10P = 120 X 10 6 x 95 X 10- 6

P = 120 x 95
10
I P = 1140N I

Ex. 5 - Determinar a expressão da tensão máxima de cisalhamento na viga de secção


transversal retangular submetida à flexão.

w i MecânicaTécnica e Resistênciados .:M ateriais


S o lu ç ã o : A
.c N
X
rqp
zyxw
b

M
x
= b % -2
o
[y2] E3'Jh2
--7 M
x
= -8 (I)

A expressão da tensão de cisalhamento é:


QMe
1:=- (li)
Jb

substituindo a equação I na equação" tem-se que:

Qbh2 Qh2
1:=--=--
8Jb 8J

bh3
Como o momento de inércia da secção retangular é J, = -, tem-se que:
12
Qh2 30
1:=--=-
3
bh 2bh
8-
12

A área da secção transversal retangular é dada por A = b x h.

Portanto, escreve-se que: I ,~%; I


A tensão do cisalhamento é máxima no centro de gravidade da secção, sendo 50% maior
que a tensão média que seria obtida através da relação Q/A.

Ex. 6 - Determinar a tensão máxima de cisalhamento e a tensão normal máxima que atuam
na viga de secção transversal retangular 6 x 16 [em] que suporta o carregamento
da figura.

F le x ã o ' 269
O,Sm
rqponmlkjih
zyxwvutsrq
600N
I 1m

----.J.I..I..lL1
o
;el~
A

RA Rs
X X'

Q=RA ISO
[KN]
Q=-Rs

S o lu ç ã o :
O XWVUTSRQPO Mmáx=S2SNm

a) Reações nos apoios

2:MA = O 2:Fv = O

2Rs = 1200 x 1,5 + 600 x 0,5 R A + Rs = 1200 + 600

Rs = 1800 + 300 R A = 1800 -1050


2

I Rs = 1050N I I R A = 750N I

b) Expressões de Q e M
O < x < 0,5

Q=R A =750N

M = RA . x

x=O~M=O
x = 0,5 ~ M = 375Nm
~1=t RA

0,5 < x < 1,5

Q = RA = 600 = 150N

M =RA ·x-600(x-0,5)

x = 1,5 ~ M = 525 Nm
1,-Rf~O~=t
1f-a
O < x' < 0,5

Q = Rs = -1050N

M = Rs . x'

x'=O~M=O

'''+ M e c â n ic a 'T é c n ic a e-Resistência dos M a t e r ia is ,


c) zyxwvutsrqp
A Tensões máximas

rqponmlk
c .:1 .) Tensão máxima de cisalhamento

3Q
't=--
2A

A força cortante máxima é de 1050N e atua no intervalo 1,5 < x < 2.

A área da secção transversal é: A = 6x16 = 96cm 2


A = 96xl0-4m 2
Tem-se então que:

3 1050 3 1050
't -- 't=-.----.,- 't = 0,16M Pa
- 2 . 96xl0- 4 2 9600xl0- 6

c .2 ) Tensão de flexão máxima

Como o módulo de resistência da secção retangular é:

bh2 6M max
W
x
=-
6 escreve-se que: (J = t;h2
Transformando-se as unidades de b e h para [m], tem-se que:

6x525 6x525 6x525xl0 6


(J max = 2 = -2 2 -4 = 2
6 X 10- 2 X (16 X 10- 2) 6 x 10 x 16 x 10 6 x 16

(J max = 2,05M Pa

1m 2m 1m y

Ex. 7-
Dimensionar a viga I de
qualidade comum CSN ABNT -
x
EB - 583 com ce = 180 MPa,
para que suporte o carrega-
mento representado na figura,
atuando com uma segurança
k ~ 2 . Desprezar o peso próprio
da viga.

271
a) zyxwvutsrqp
S o lu ç ã o :

Reações nos apoios

Como a carga é simétrica em relação aos apoios, conclui-se que:

I R A = Rs = 40kN I

rqponm
b) Expressões de Q e M

0<x<1
Q=R A=40kN

M = RA . x
~

x=04M=0
x = 14 M = 40kNm
jxt
Como o carregamento é simétrico, basta analisar a metade da viga,
e automaticamente obter-se-á o resultado da outra metade.

1<x<2 (X-I)
40(X-I)t 2
Q = R A -40(x-1) RA
X

No ponto em que Q = 0, o M será máximo.

x - 1 = :~ x = :~ +1 I x = 2m I

M=R AX -40(x-1)· (x-1) M=R AX -20(x-1)2


--=:>
2 x = 24M = 60kNm
Por simetria, conclui-se que:

A
x = 34M = 40kNm
X=44M=0

c) Dimensionamento na viga

c.1) Tensão admissível


- a 180
a = ~ = -- = 90MPa
k 2

c .2 ) Módulo de Resistência da viga

W = M~ax =
x
a

W x = 667 x 10-6 m 3
60000
90 x 106

I Wx = 667cm31 A
A viga que deverá ser utilizada é 1305 x 60,6 CSN cujo módulo de resistência é W x = 743cm 3 .
A viga com o módulo de resistência mais próximo do valor calculado.

;M e c â n ic a T é c n ic a :e . Reslstêncla.dosMaterlaísss
Obs.:

Ex. 8
Azyxwvutsr
rqponmlk
XWVU
T r a b a lh e

s u p e r io r

-
s e m

ao
p r e

v a lo r
a fa v o r

o b tid o
d a

n o s

Determinar a tensão normal atuante e o coeficiente


s e g u r a n ç a ,

c á lc u lo s .
e s c o lh e n d o s e m p r e a

de segurança
v ig a im e d ia ta m

(k) da viga
e n te

dimensionada no exercício anterior.

S o lu ç ã o :

a) Tensão normal máxima atuante

a Mmax
--------
max-
60000
W x - 743x10-6
la max = 80,75MPa

b) Coeficiente de segurança da construção

_ ae _ 180
k ------
<rm~ 80,75
I k == 2,23 I

Ex. 9 - O carregamento da figura será aplicado no conjunto de chapas e vigas representado


através da sua secção transversal.
3
O módulo de resistência do conjunto é W x = 474cm .

O material usado possui (Je = 180MPa.

Pergunta-se:

1)

2)

3)
Qual o coeficiente de segurança da construção?
O conjunto suportará o carregamento? Por quê?

A construção está bem dimensionada?

2m 1m 1m
A5kN

_0-
X

Mmáx=7kNm

F le x ã o 273
a)

IM A
rqponmlk
zyxwvutsrq
S o lu ç ã o :

Reações nos apoios

=0

3R B = 4 x 5 + 2 + 20 x 1

.j~
I

i- .. '.
I
I 1m 2m 1m

I I
I

,
I

R B =14KNI I
I
12kNm ISkN
I

IFv = O

R A + R B = 25 RA I

R A = llkN I

b) Expressões de Q e M
0<x<2
Q = R A -10x
~
lOX]<. X/2
x = O~ Q = RA = 11kN R A

X
x = 2~ Q = 11- 20 = -9 kN

Como a cortante passa de positiva para negativa, o momento fletor máximo no trecho será
no ponto em que Q = O.

Q =Q~ 10x = RA

x=~ 11
10 = 10 = 1,lm

Ponto em que Q = O e M é máximo no trecho.


x
M=R A·x-l0x·-
2
2
M = RA'X- 10x
-
2
2
M=R A.x-5x

x=O~ IM=O I

x = 2 ~ M = 11x2-5x22

1M = 2kNm I
x = 1,1 ~ M = 11 x 1,1- 5 x 1,12 I M = 6,05kNm I

2<x<3
~

M e c â n ic a T êcnlca-e.Reststêncla-dos 'M a te r ia is /
Q = RA - 20
rqponm
Este intervalo encontra-se fora do trecho de ação da carga distribuída, por essa razão, utiliza-
se a concentrada da carga para determinar Q e M.

Q = -9kN
m20kN

A
XWVUT
M=R A·x-20(x-1)
. __ .

x=3 RA~ X

M = 11x3-20x2 1M = -7kNm I
Q=R A-20+R B

Q = 11-20+14

Q = +5kN

M = RA . X - 20 (x -1) + R B (x - 3) + 2

x = 3 ~ M = 11 x 3 - 20 x 2 + 2

x = 3 ~ M = -5 kNm

o momento máximo que atua na viga é no limite à esquerda de x = 3, a sua intensidade é de


-7kNm. O sinal negativo significa que as fibras inferiores estão comprimidas, no
dimensionamento o sinal é desprezado.

c) Tensão normal máxima atuante na viga

_ M máx _ 7000
(J
max
, -------~
Wx 47 4x10-6
I (Jmáx = 14,8MPa I

1) Coeficiente de segurança da construção

k=~= 180 =12,16


I k = 12,16 1
(Jmáx 14,8

2) O conjunto suportará o carregamento, pois o coeficiente de segurança da construção


é k = 12,16, e o indicado para o caso é k = 2.

3) A construção está maldimensionada, pois o coeficiente de segurança é altíssimo para


o caso. Isto implica em urna construção segura, porém no ponto de vista econômico, tornou-
-se exagerada, o que irá acarretar gastos absolutamente dispensáveis.

Ex. 10 Determinar o módulo de resistência mínimo para que o conjunto da figura suporte
com segurança o carregamento representado. O material a ser utilizado é de
qualidade comum BR 18 ABNT-EB-583 c, = 180MPa, o coeficiente de segurança
que se indica para o caso é k = 2.
1m

15kNm 30kN
1m rqponmlkjih
O.5m

8kNml2kN
"'LD\W JULV

~.
"'LD\'V

__ .-
;uuv

._-.-
x

! I ' , , , , L , , , , ,I' XWVUTS 'P , I I Q=2kN

I
S o lu ç ã o :

a)

-l
-?-~
Reações nos apoios

I,M A = O

Rs = 21kN

b)
RAI

2Rs = 2,5 X 2 - 8 + 30

Expressões de Q e M
A
15kNm
1m

30kN

X
1m

1 + 15
8kNm
O.5m

12kN
Mmáx = 26kNm

I
I,Fv = o

RA+Rs=30+2

RA= 11kN I

O<x<1

~i=t
Q = R A = 11kN M=R A·x-15

x = O ~ M = 15kNm

x=1~M=26kNm

1<x<2

A
Q=R A -30 Q=-19kN

M = RA . X - 30 (x -1) + 15

x=2
~ 15kN~" "
M = 11 2 - 30 x 1 + 15
X
+ r R,
M=+7kNm

Mecânica Técnica e " R e s is tê n c ia dos Materiais


2 < x < 2,5 rqponmlkjih
Q = 11-30+21 = 2kN

XWVUTSR
M = R A ·x-15-30 (x-l)-8+R B (x-2

x = 2 -7 M = 11 x 2 + 15 - 30 x 1- 8

1M = -lkNm I 1m

15kNm
x = 25 M = 11 x 2,5 + 15 - 30 x 1,5 - 8 + 21 x 0,5

c) Dimensionamento da viga

c.L) Tensão admissível

(J = 0e = 180 = 90MPa
k 2

c .2 )

W
x
=
Módulo de resistência do perfil

Mmax=
cr
26000 ~
90xl06
m
l>Y
2
A

F le x ã o 277
TORÇÃO zy
1 2 .1 In tr o d u ç ã o

Uma peça submete-se a esforço de torção, quando


atua um torque em uma das suas extremidades e um
contratorque na extremidade oposta.
XWV
rqponml F

Pólo

1 2 .2 M o m e n to T o r ç o r o u T o r q u e

o torque atuante na peça representada na figura é definido através do produto entre a


intensidade da carga aplicada e a distância entre o ponto de aplicação da carga e o centro da secção
transversal (pólo).

Tem-se portanto:

IM T :: 2F·S

Onde MT - Momento de torçor ou torque [Nm; ... ]

F - Carga aplicada [N;]

S - Distância entre o ponto de aplicação da carga e o polo [m; .... ]

Para as transmissões mecânicas construídas por polias, engrenagens, rodas de atrito,


correntes, etc., o torque é determinado através de:

I MT = FT . r I

Onde: MT - Torque [Nm]

FT- Força tangencial [N]

r - raio da peça [m]

·:rorção 279
1 2 .3 P o tê n c ia (P ) zyxwvu
Denomina-se potência a realização de um trabalho na unidade de tempo.

Tem-se então que:

rqponmlkjihgfedcbaZYXWVUT
1: trabalho
p=-=---
t tempo

Como '" C = F . s, conclui-se que


F·s
p=-
t

mas v = ~ , portanto conclui-se que: IP= F . v


Nos movimentos circulares, escreve-se que:

IP = FT . v p I

Onde: P - Potência [W]

FT - Força tangencial [N] Vp

vp - velocidade periférica [m/s]

U n id a d e d e p o tê n c ia n o S I

[N] = [F] .[V] = [N]. [m / s]

[N]= [N; ] = [;] = [W]

portanto, potência no SI é determinada em W (watt)

Unidade de potência fora do SI, utilizadas na prática.

cv (cavalo vapor): cv == 735,5W

hp (horse power): hp == 745,6W

- Temporariamente admite-se a utilização do cv.

O H P (Horse Power) não deve ser utilizado, por se tratar de unidade ultrapassada, não
constando mais das unidades aceitas fora do SI.

Como vp = co . r, pode-se escrever que: IP == FT . (j). r

mas, MT = FT • r, tem-se então que: IP == MT . (j) I

porém co = 2 nf, portanto: IP = MT . 2 nf I

'"'<:Mecânica Técnica e R e s is tê n c ia d o s Materiais;;v"''''"


Como f =

P = MT x 2n n
60
ihgfedcbaZYX
o
n
60 ' escreve-se que:

BEJ
p=
30
oMron

Onde: P - potência [W]

ZYXWV
M T - Torque [N.m]

n - rotação [rpm]
f - freqüência [Hz]

(O - velocidade angular [radjs]

1 2 .4 T e n s ã o d e C is a lh a m e n to n a T o rç ã o ('t)

A tensão de cisalhamento atuante na secção transversal da peça é definida através da


expressão:

para p = O ~ 't = O

para p = r --> I 'm~ = MT·r


Jp
I (I)

conclui-se que, no centro da secção transversal, a tensão é nula.

A tensão aumenta à medida que o ponto estudado afasta-se do centro e aproxima-se da


periferia. A tensão máxima na secção ocorrerá na distância máxima entre o centro e a periferia,
ou seja, quando p = r.

Pela definição de módulo de resistência polar, sabe-se que:

I w, J; I
= (11)

substituindo-se 11em I, tem-se que:

onde:

l' máx - tensão máxima de cisalhamento na torção [Pa; ... ]

MT - momento torçor ou torque [Nm; Nmm; ... ]

T o rç ã o 281
ihgfedcbaZY
ZYXW
Jp - momento polar de inércia [m" ; rnrn": ... ]

r - raio da secção transversal [m; mm;]

W p - módulo de resistência polar da secção transversal [m3 ; m rrr': ... ]

12.5

M
D is to rç ã o (1 )

o torque atuante na peça provoca na secção transversal desta, o deslocamento do ponto


A da periferia para uma posição A'.

Na longitude do eixo, origina-se uma deformação de cisalhamento denominada distorção


que é determinada em radianos, através da tensão de cisalhamento atuante e o módulo de
't ,
elasticidade transversal do material.

I y~~ I
Onde:

"f - distorção [rad].

1 - tensão atuante [Pa].


G - módulo de elasticidade ----
transversal do material [Pa].

12.6 Â n g u lo d e T o rç ã o (8 )

O deslocamento do ponto A para uma posição A', descrito na distorção, gera, na secção
transversal da peça, um ângulo torção (e) que é definido através da fórmula.

le~MT.ll
Jp.G

Onde: e - ângulo de torção [radianos]


M T - momento torçor ou torque [Nm; Nmm; ... ]

-€ - comprimento da peça [m; mm; ... ]

Jp - momento polar de inércia [m4 ; m rn" ; ... ]

G - módulo de elasticidade transversal do material [Pa; ... ]

12.7 D im e n s io n a m e n to d e E ix o s -Á rv o re

Denomina-se:

eixo ~ Quando funcionar parado, suportando cargas.

eixo-árvore ~ Quando girar, com o elemento de transmissão.

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is tê n c ia d o s MateriaisFtc:;.'Yi;P
Para dimensionar uma árvore, utiliza-se a :r (tensão admissível do material) indicada para
o caso.

M
'T=_T
Wp
ihgfedcbaZYX
Tem-se então:

-
(I)

para o eixo maciço, tem-se

3
nd
Wp = - (11)
16

substituindo 1I em I, tem-se:

- 16M
'T= __ T
3
nd

d = ~16~T d ==1,72 ~~T


n'T

p
Como MT = -, pode-se escrever que:
ro

d = 1,72~

mas, co

d = 1,72~
= 2
P
to 'T

MLKJIHGF
P _
2 n f· 'T
n f, portanto:

d==0932~
,
P
f . 'i

, f n -
porem = 60 ' entao tem-se que:

d ==O,932~60~ d ==3,653~
nx'T ~~

Onde:

d - diâmetro da árvore [m]

MT - torque [N.m]

P - potência [W]
co - velocidade angular [rad/s]
'f - tensão admissível do material [Pa]
f - freqüência [Hz]
n - rotação [rpm]

283
M o v im e n to

Definições

velocidade angular
C irc u la r zyxwvutsr
ihgfedcbaZ
Importantes

((O )

I w ~ 2.f ~ To" ~ ,;-1

freqüência (f)

I I~i;;~ifo~~r 1

rotação (n)

n = 300) = 60f = 30vp

EDCBA
1t rc-r

velocidade periférica ou tangencial (vp)

v ," w ·( " 2 .· (· 1 " ~ 1

Onde:

O) - velocidade angular [radjs]


f - freqüência [Hz]
n - rotação [rpm]
vp - velocidade periférica [mjs]

D im e n s io n a m e n to d e Á rv o re s V a z a d a s

Para dimensionar árvores vazadas, utiliza-se:

- MT
r = Wp (I)

onde:

't - tensão admissível do material [Pa]

M T - Torque [Nm]

Wp - módulo de resistência polar da secção circular vazada cuja expressão é:


4
W· ~ ~ (04 _d )
P - 16' O

. Mecânica T é c n ic a e Reslstênclados-Materlals "'-""""';"".,


,;
E x e m p lo :

Dimensionamento

~=05
zyxwvutsrq de árvore vazada com relação

D '
D = 2d

Desenvolvendo o módulo de resistência polar da secção transversal vazada para D:::: 2d, tem-se:

W _ 15rcd
p -

substituindo
32
ihgfedcbaZ
3

11 em I tem-se:
(11)
x

- MT 32MT
1:=-=--
Wp 15rcd3

portanto: d = 3~.M T d == 0,88 ~MT


15rc ~ 1: .

diâmetro interno da árvore.


Diâmetro externo da árvore.

I D = 2d I

~ ~ ~1,2 .8 - E x e rc íc io s

Ex. 1 - Uma árvore de aço possui diâmetro d = 30mm, gira com uma velocidade angular
to = 20rc rad/s, movida por uma força tangencial FT = 18kN.

Determinar para o movimento da árvore:

a) rotação (n)
b) freqüência (f)
c) velocidade periférica (vp)
d) potência (P)

e) torque (M t)

Torção ED .

2 8 5 /)('

a)

n=--
ihgfedcbaZ
zyxwvutsrq
MLKJIH
S o lu ç ã o :

rotação (n)

3000

n
n= 30 X 20n
n
= 600rpm I n = 600rpm I

b) freqüência (f)

f = ~ = 600
60 60
I f = 10Hz

c) velocidade periférica (vp)

vp = 00· r= 20n x 0,015

I vp = 0 ,3 n m / s=:0,94m / s

d) potência (N)

P = FT . V p = 18000N x 0,94m / s

P = 16920Nm / s

I P = 16920W I

e) torque (MT )

MT = FT.r = 18000NxO,015m

I MT = 270Nm I

Ex. 2 - Dimensionar a árvore maciça de aço, para que transmita com segurança uma
potência de 7355W (~10CV), girando com uma rotação de 800rpm. O material a
ser utilizado é o ABNT 1040L, com'! = 50MPa (tensão admissível de cisalhamento
na torção).

S o lu ç ã o :

d = 3,65 ~ P_
n·'!

d = 3,65 ~I 7355
800x50xl06

d = 36531 7355 xl0-2m


, '800x50

d =:2,lxl0-2 m

d == 2,lcm ou d == 21mm

"',rMecânica T é c n ic a e R e s is tê n c ia dos Materiais "".,.":;.",.".,,,


E x .3 - zyxwvu
ihgfedcbaZ
o eixo-árvore representado na figura, possui diâmetro d = 40mm, e comprimento
R= 0,9m, gira com uma velocidade angular ro = 201t rau/s movido por um torque
MT = 200Nm .

.r;fJ ~ (;'o \)~ 0

~~K A Determinar para o movimento da árvore:

----o
\ t>/ ~ :
. '-
----
a) força tangencial
b) velocidade periférica
c) potência
d) tensão máxima atuante

S o lu ç ã o :

a) força tangencial

FT = MT = 200Nm
r 20x10-3 m
I 4
FT = 10 N = 10000N I

b) velocidade periférica

vp = 20nrad / s· 20 x 10-3 m

v p = O,41tm/ s I v p = 1,26m / s I

c) potência
P = 1 0 0 0 0 x l,2 6 I P == 1 2 6 0 0 w I

e) tensão máxima atuante

MT 16MT
'tmax = W p =~

'tmax

'tmax

'tmax
=

= 15,9 MPa
16 x200Nm
1tX 43

1 t4
X 10-6 m 3

16 x200
3
10 N
6
x - -2

I
m
MLK
287
Ex. 4 - zyxwvutsrq
MLKJ
ihgfedcbaZYXW
No exercício
Gaço = 80 GPa
anterior, determine a distorção (y ) e o ângulo de torção (e).

EDCBA
S o lu ç ã o :

a ) distorção (y )

15,9 X 106 15,9 X 106


y -------
- G-
't

80xl09 8 X 1010
I 4
y = 1,9875xl0- rad

b) ângulo de torção (e)

e= MTxe
Jpx G

o momento polar de inércia do círculo é dado por:

nd4
Jp = 32

portanto:

e = 32Mr xl

nd4xG

e= 32x200NmxO,9m
9
n(4xl0-2mf x80xl0 ~

_ 32 x 200Ntl'ÍX 0,9m
e - J1
4
xl0-8 x80xl09-
nx4 ~
m2
e= 32x200xO,9
nx 44 x 10-8 X 800 X 108
Ie = 8,95 x 10-
3
rad I

Ex. 5 - Um eixo-árvore de secção transversal constante, com diâmetro igual a 50mm,


transmite uma potência de 60kW a uma freqüência de 30Hz. Pede-se determinar
no eixo:

a) a velocidade angular

b) a rotação

c) o torque atuante

d) a tensão máxima atuante

S o lu ç ã o :

a) velocidade angular

co = 2nf co= 2n x 30 I (ü = 60nrad / s I

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is tê n c ia dos Materiais
zyxwvutsrq
ZYXWV
b) rotação do eixo

ihgfedcbaZ
Cada volta do eixo corresponde a 21t rad; donde conclui-se que o eixo gira a uma freqüência
de 30Hz ou rotação de 1800 rpm.

c) torque no eixo

O torque no eixo é dado por:

MT = ~ = 60000 = 318,3 Nm
ú.) 601t

d) tensão máxima atuante

MT 16M T
'tmax = wp =~

16x318,3
1tx 125 X 10-6
I 'tmax == 13MPa I

d
Ex. 6 - Dimensionar o eixo-árvore vazado com relação entre
diâmetros igual a 0,6, para transmitir uma potência de
20kW, girando com uma velocidade angular · -x
ú.) = 41trad/ s

D
O material do eixo é ABNT 1045 e a tensão admissível
indicada para o caso é 50MPa.

S o lu ç ã o :

a) Torque atuante no eixo

M - ~ - 2000
T - Cü - 41t
I. ~T = 1591,5Nm

b) Dimensionamento do eixo

- NT MT MT
't = - = = -....,----'----.".
4 4
Wp 1t (D _d ) ~((1,67d)4 _d4]
16 D 16 1,67d

_ MT MT
't = ---= ----___= ;_
4
~[7,78d4_d4l (6'78d ]
1t
16 1,67d 16 1,667d

-'t = ---'----
MT 16M T

~·406d3 12,75d3
16 '

Torção 289
/ =
ihgfedc
3/ 16x1591,5
1,275xO,5x109

ZYXWV
d = 10-3 ~116X 15,91,3
1,275xO,5

d = 34xl0-3 m I d = 34mm I

Como D = 1,67d, conclui-se que:

D=1,67x34=::57mm I D=::57mm I
Ex. 7 - A figura dada, representa a chave para movimentar
as castanhas da placa do eixo árvore do torno. A
/
carga máxima que deve ser aplicada em cada
extremidade é F = 120N.
Dimensionar a extremidade da secção quadrada
de lado "a" da chave.
O material a ser utilizado é o ABNT 1045 e a sua
tensão de escoamento é 400MPa. Como a chave
estará submetida à variação brusca de tensão,
recomenda-se a utilização do coeficiente de
segurança k = 8.
S o lu ç ã o :

Para dimensionar a secção quadrada da chave, admite-se coeficiente de segurança k = 8


como ideal para o caso, portanto a tensão admissível será:

ce _ 400 = 50MPa
't=T- 8

O módulo de resistência polar da secção quadrada é dado por: W p =::0,23a3 .

O torque que atuará na chave determina-se através de:

MT = 2F.s = 2x120x120 I MT = 28800Nmm


dimensionamento da secção:

- MT MT 3 MT
1'--=-- a =---
- Wp 0,23a3 0,231'

A tensão admissível está calculada em MPa, que equivale a N/mm2; conclui-se, portanto, que
1 = 50N/mm2

a - ~ MT _ 31 28800
0,231' V 0,23 x 50
I a = 13,6mm I

Mecânica Técnica e Resistência.dos MateriaisnzY;'''4't7t "'d"


Ex. 8 -

S o lu ç ã o :

a ) Torque
zyxwvutsr
ABNT
..J<__
A figura
uma
utilizada
parafusos.
que será aplicada
da "chave
180N.
da chave.

Material

o
k

A secção que apresenta


=
e

6,5.

atuante
=
dada
"chave
para

Dimensionar
representa

fixação

a ser utilizado
3140
650
(aço
MPa.

na haste
ihgfedcbaZ
soquete"

A carga máxima

soquete"
na haste
é de
a haste

Cr:
de

é o
Ni)
Utilizar

maior perigo para cisalhar


1, ._ 2 5 0 _ ._ .

perigosa

na torção é ajunção
F
-+--r ..

.: » :
I
E
entre a boca da chave
e a haste; e o torque que atua na secção é calculado por:

MT =250x180 =45000Nmm

b) Tensão admissível

A tensão máxima que deverá atuar na secção perigosa é de:

::r = ~ = 650 = 100MPa


k 6,5

Como a unidade MPa equivale a N/mm2, utiliza-se

2
'f = 100N / mm

c ) Dimensionamento da haste

c.1) O módulo de resistência polar da secção circular é dado por

3
W nd

MLKJI
p = 16

c .2 ) Diâmetro da haste

MT 16M T
't=--=--
3 3
nd nd

16

16 x45000
d= 3

nx100
I d= 13mm I

Torcão 291
Ex. 9 - ihgfedcb
zyxwvutsrqp
Um eixo-árvore possui d = 80mm e comprimento
potência de 15kW com uma freqüência de 10Hz.

Determinar:
igual a 90cm, transmite uma

a) Tensão máxima de cisalhamento atuante

b) A distorção no eixo

c) O ângulo de torção Gaço = 80 GPa

EDCBA
S o lu ç ã o :

a) Tensão máxima atuante no eixo-árvore

MLKJIHGFEDCBA
a.1.) Torque na árvore

P 15000
M --=--
T - 2m 2nx10
I MT = 239Nm
a .2 ) Tensão máxima atuante na árvore

't"
max
MT 16MT
=-=--=----
Wp nd3
16x239
n(Sx10-2)3 I 't"máx = 2,3SMPa I

b) Distorção na árvore
//
~ 17xl06
't"
y ------
-G-SOx109
'- ~ ~ : ; L

r~
[

-"--_/
" I y=2,975x10- rad s

c) Ângulo de torção

e = _M_T
_.!. ~ 32MT .!. = __ 3_2_x_2_3-,-9_x_O,--,9
4
Jp·G nd ·G n(sx1o-2f xSOx109

e= 32 x 239 x 0,9
nxS x10-8 xSOOx108
4
I e = 6,69 x 1O- rad I
4

E x . 1 .0 - Um motor de potência 100kW e velocidade angular 40 nrad / s aciona duas


máquinas através da transmissão por polias representada na figura.

A máquina da direita (2), consome 80kW e a da esquerda (3) 20kW. Desprezam-se


as perdas.
O eixo da direita (2), possui di = 80mm e comprimento igual a 1,2m, enquanto o eixo
da esquerda possui d = 40mm e comprimento igual a O,8m. Gaço = 80GPa. Os
diâmetros nominais das polias são: dn = 150mm; dn2 = 450mm; dn3 = 180mm;
dn4 = 360mm; dn5 = 200mm; dn6 = 40Ômm.

;:::;~Mecânica ,T êcnlca-e-Reslstêncla dos,Materiais1::cH8C:l.:::X:X"?fCK:


-··v.~". ·- - { W - : " " 'lU " '; '''Z ~ ·iZ
Determinar: ZYXW
ihg
a) A rotação nos eixos (1), (2) e (3)

b) A tensão máxima atuante nos eixos (2) e (3)


c) Ângulo de torção nos eixos (2) e (3)
d) A distorção nos eixos (2) e (3)

S o lu ç ã o :

a) Rotação nos eixos

a.1) Eixo do motor

Como a velocidade angular é de 40 nrad / s , conclui-se que, a cada segundo, o eixo dá 20


voltas, desta forma, em 1 min (60s) a rotação do eixo do motor será:

nm otor = 20 x 60 = 1200rpm

a .2 ) Eixo (1)

A rotação no eixo (1) é calculada através da relação entre a rotação do motor e a relação
da transmissão entre as polias (1) e (2). Escreve-se, então, que:

n
1
= 1200.
150
450
In 1 = 400rpm I

a .3 ) Eixo (2)

Analogamente ao eixo 1, conclui-se que:

I n2 = 200rpm I

a .4 ) Eixo (3)

Analogamente, tem-se que:

I n3 = 200rpm I

Torcão 293
zyxwvutsrq
ZYXWV
ihgfedcba
b) Tensão máxima nos eixos (2) e (3)

b .:1 .) Eixo (2)

b .:1 ..:1 .) Torque no eixo (2)

MT

o
,
= 30 .~
n n2
= 30x80000
nx200
EDCBA
eixo (2) trabalha com uma potência de 80kW a uma rotação de 200rpm; conclui-se, então,
que o torque no eixo é:

I
diâmetro do eixo (2) é de 80mm, portanto a tensão máxima no mesmo será:
MT, == 3820Nm I

MT, 16M T 16x3820 16x3820


't = -- = -- = 2
= --::---,
m ax, Wp 1td3 1t(8x10- )3 1tx83 x10-6

I '(m ax, = 38MPa I

b .:1 ..2 ) Eixo (3)

o eixo 3 trabalha com uma potência de 20kW e uma rotação de 200rpm; conclui-se, então,
que o torque no eixo é:

30 P
MT3 = -1t-·-n- --
-
30 20000
n . 200
I M T3 == 955Nm
_
I
3

o diâmetro do eixo 3 é de 40mm, portanto a tensão máxima no mesmo será:

't
m ax
3
MT
= Wp = 1td
16M T
3
16 x 955
= 1t(4 X 10-2 r
'tm ax
3
= 16 x 955
1t X 43 X 10-6
I 't m ax 3 = 76MPa I

MLKJIHGF
c ) Ângulo de torção nos eixos (2) e (3)

c .:1 .) Eixo (2)

MT · f2 32x3820xl,2
82 = 2 = 4
Jp·G n (8 x l0 -2) x80xl09

e =
2
1tx84
32x3820x1,2
X 10-8 x800x108
I 82 = 1,425 X 10-2 rad

c .2 ) Eixo (3)

e = MT3·f3 = 32x955xO,8
3
Jp.G 1t(4x10-2)4X80x109

.....M e c â n ic a ,T é c n ic a e 'R e s is tê n c ia '.d o s " M a te ria is M H é ('


ihgfedcbaZY
8 =
3 ZYXW
11:x 44
32x955xO,8
X )6-8 X 800 x)'{58

d) Distorção nos eixos (2) e (3)


I 82 =
2
3,8xl0- rad I

d.1) Eixo (2)

106
Y2 =
'tmaX2
G
aco
=
38 X
80xl09
I Y2 = 4,75 x 10- rad
4
I

d .2 ) Eixo (3)

'tmax3 76 x 10 6
Y3 = Gaco = 80xl09

Ex. 11- Afigura dada, representa uma transmissão porcorreias,


com as seguintes características:

Motor: P = 10kW e n = 1140 rpm


dn2
Polias: dn1 = 180mm
dn2 = 450mm
dn3 = 200mm dn3

dn4 = 400mm

Determinar torque e rotação nos eixos (1) e (2).


Desprezar perdas na transmissão.

S o lu ç ã o :

Os torques são diretamente proporcionais às relações de transmissão, enquanto as rotações


são inversamente proporcionais a estas. À medida que o torque aumenta, a rotação diminui
na mesma proporção e vice-versa.'Tem-se então que:

a) Eixo

a.1) Torque

M Tl
= 9 55x 10000 x 450
' 1140 180 I M T1 = 210Nm I
a .2 ) Rotação

n1 =1140x-
180
450
I n1 = 456rpm I

b) Eixo (2)

b.1) Torque

M
T2
= 9 55x 10000 x 450 x 400
' 1140 180 200
I M T2 = 420Nm I

Torção 295
b .2 )

n2
zyxwvutsrq
=
ihgfedcbaZYX
Rotação

nm otor ~.
dn1 dn3
dn,
n = 1140x 180 x 200
2
450 400

I n2 = 2 2 8 rpm I
Ex. 1 .2 - A figura dada a seguir representa uma transmissão por engrenagens com as
seguintes características:
Motor: P = 15kW e n == 1740rpm
Engrenagens:

do = 120mm (diametro primitivo eng 1)


1

do = 240mm (diâmetro primitivo eng 2)


2 d0 2

d0 3 = 150mm (diâmetro primitivo eng 3)

do = 225mm (diâmetro primitivo eng 4)


4
'"""""
E!::
777777
acoplam ento

d0 3

Determinar torques e rotações nos eixos (1), (2) e (3).

Desprezar as perdas na transmissão.

S o lu ç ã o :

Analogamente ao exercício anterior, tem-se que:

a) Eixo (1)

a .1 .) Torque

MT
1
= 15000
9 ,5 5 x --
1740~,
I MT
_ _1
= 8 2 ,3 N m I
,

a .2 ) Rotação

A rotação no eixo (1) é a mesma do motor, pois o eixo (1) e o eixo do motor estão ligados
através de acoplamento, portanto:

In 1 = 1 7 4 0 rpm I

~ '_MecânicasTécnicae,Resistência,dos.Materiais:;,y;;;;._<:z:,,,':'!fU!CX;;,.;; "~?;:':::'~7li='l;;:';;,'''l!!;,,'''>z~1I1iP:1!.1':~· '' ._'", '-':",;;.\_"':-~"'"


b) zyxwvutsrqp
ihgfedcbaZ
Eixo (2)

b.1) Torque
o torque no eixo (2) é determinado através do produto entre o torque do eixo (1) e a relação
de transmissão entre as engrenagens (1) e (2).

Tem-se, então:

b .2 ) Rotação

A rotação do eixo (2) é obtida através da relação entre a rotação do eixo (1) e a relação de
transmissão entre as engrenagens (1) e (2).

1740x 120
240
'I n2 = 870rpm I

c) Eixo (3)

c.1) Torque

O torque no eixo (3) é obtido através do produto entre o torque do eixo (2) e a relação de
transmissão do 2Q estágio.

I M T3 = 246,75Nm I

c .2 ) Rotação

A rotação no eixo (3) é obtida através da relação entre a rotação do eixo (2) e a relação de
transmissão do 2Q estágio.

870x150
n ----
3 - 225

I n3 =

Observação:
580rpm

EDCBA
MLKJIHGF
P a r a q u e h a ja e n g r e n e m e n t o ,
m esm o,
a tr a v é s
p o r ta n to
d a r e la ç ã o
a r e la ç ã o
e n tr e o
o m ó d u lo d o p a r d e
de tr a n s m is s ã o
n ú m e ro d e d e n te s
por
e n g re n a g e n s
e s tá g io
d o p a r.
pode
deve ser o
ser o b tid a

T o rç ã o 297
FLAMBAGEM ZY
1 3 .1 In tro d u ç ã o zyxwv
Ao sofrer a ação de uma carga axial de compressão, a peça pode perder a sua estabilidade,
sem que o material tenha atingido o seu limite de escoamento. Este colapso ocorrerá sempre na
direção do eixo de menor momento de inércia de sua secção transversal.

1 3 .2 C a rg a C rític a

Denomina-se carga crítica, a carga axial que faz com que a peça venha a
perder a sua estabilidade, demonstrada pelo seu encurvamento na direção do
eixo longitudinal.
,
,

\1
ih
p

,,
,
,
I
I

,
I

I
I
/1
I.

I
I ML
I
I
I

1 3 .2 .1 C a rg a C rític a d e E u le r

Através do estudo do suíço Leonard Euler (1707-1783), determinou-se a fórmula da carga


crítica nas peças carregadas axialmente.

EDC
Onde: Pcr- carga crítica [N;kN; ... ]
E - módulo de elasticidade do material [Mpa; GPa; ... ]
4
J - momento de inércia da secção transversal [m ; em ": ... ]
RI - comprimento livre de flambagem [m; mm; ... ]
te - constante trigonométrica 3,1415 ...

1 3 .3 C o m p rim e n to L iv re d e F la m b a g e m

Em função do tipo de fixação das suas extremidades, a peça apresenta diferentes comprimen-
tos livres de flambagem.

F la m b a g e m 299
-r
Q

1
EDCBAp

i~1 i~1
zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONM
MLKJIHG
~ - r .:
L L
~-r
,

:"1'
-T'
-:

I
p

ZYXWVU
engastada e livre ff = 2f

biarticulada ff = f

articulada e engastada ff= 0,7 f

biengastada ff = 0,5 f

1 3 .4 ín d ic e d e E s b e lte z (À)
É definido através da relação entre o comprimento de flambagem (f ( ) e o raio de giração
mínimo da secção transversal da peça.

I À ~ i,
Imin
I
Onde: À - índice de esbeltez [adimensional]

f( - comprimento de flambagem [m; mm; ... ]

imin - raio de giração mínimo [m; ... ]

1 3 .5 T e n s ã o C rític a (crer)
A tensão crítica deverá ser menor ou igual à tensão de proporcional idade do material. Desta
forma, observa-se que o material deverá estar sempre na região de formação elástica, pois o limite
de proporcional idade constituiu-se no limite máximo para validade da lei de Hooke.

Define-se a tensão crítica através da relação entre a carga crítica e a área da secção
transversal da peça.

Tem-se, então, que:

Pcr n2EJ
_
0cr=A -f~.A

como f1 = À2 . i~in escreve-se que

n2 EJ ·2 __ J
crer = A
A.À2.i 2 mas, Imin -
rrun

M e c â n ic a ;Ié c n ic a e " R e s is tê n c ia " d o s Materiais"."2\~


portanto:

onde: ocr -

')..

n -
tensão crítica [MPa; ... ]

E - módulo de elasticidade

- índice de esbeltez [adimensional]

constante trigonométrica
UTSR
baZY
do material [MPa; GPa; ... ]

3,1415 .....

1 3 .6 F la m b a g e m n a s B a rra s n o C a m p o d a s D e fo rm a ç õ e s E la s to -
-P lá s tic a s

Quando a tensão de flambagem ultrapassa a tensão de proporcionalidade do material, a


fórmula de Euler perde a sua validade.

Para estes casos, utiliza-se o estudo Tetmajer que indica:

Material

Fofo Cinzento

Aço duro

Aço Níquel até 5%


índice de

')..

')..

')..
nmlkjihg
HGFEDC
Esbeltez (')..)

< 80

< 89

< 86
<Jf (I (Tetmajer) [MPa]

<Jf

<Jf t

<Jf
I

I
=

=
=
7 7 6 -1 2 ').. + 0 ,0 5 3 ')..2

3 3 5 - 0 ,6 2 ')..

4 7 0 - 2 ,3 ')..

Madeira pinho ')..


< 100 <Jf = 2 9 ,3 - 0 ,1 9 4 ')..
I

1 3 .7 N o rm a s

ABNT NB14 (aco)

<Jt e = 2 4 0 - 0 ,0 0 4 6 ').. 2 para ').. :s: 1 0 5


2
n E
<Ju = - para ').. > 1 0 5
')..2

Adotando-se um coeficiente de segurança k = 2, tem-se er fe (tensão admissível de flambager .

crte = 1 2 0 - 0 ,0 0 2 3 ')..2 para ')..:s: 1 0 5

cr - 1 .0 3 6 .3 0 0 para ,,, > 1 0 5


te - ')..2

F la m b a g e m 3 O1
ABNT - NBll (madeira)

Tensão admissível na madeira.

Compressão

A ~40
0f (

Compressão
=0,200 c nmlkjihgfe
axial de peças curtas.

axial de peças esbeltas

A >40

40 < A ~ A o

o = ~ ,n
r ,

Ào =
4

n
UTSRQPO
1 A -4 0 ]

HGFEDCB
0 f( =0 c [ 1 -"3 'A o -4 0

A :2 :A o

(~ )cr c
2

,
, Em
J...?

Em
= ~ cr (~)
3 c A

onde: AO - índice de esbeltez acima do qual é aplicável a fórmula de Euler [adimensional]

Em - módulo de elasticidade da madeira verde [Pa; ... ]

Concreto NBl

Taxa mecânica da armadura

w- 100
- (1 5 0 -A ) A ~ 100

2A 3
w= 106 A > 100

Tensão de flambagem

w .P
0f =A

onde:

A - índice de esbeltez

P - carga aplicada [N; ... ]

A - área da secção transversal [m 2 ; ... ]

W - taxa mecânica de armadura [adimensional]

."."MecânicaTécnica e Reslstênclados Materiais'%w;c,,!,


",',; ,
Ex. 1 - zyxwvutsr
1 3 .8 E x e rc íc io s

S o lu ç ã o :
0p
n
Determinar /..,p ara o aço de baixo carbono, visando ao domínio da fórmula de Euler.

= 190 MPa E aço = 210 GPa

Para determinar o domínio, a tensão de proporcional idade torna-se a tensão crítica.

Tem-se, então, que:

/"'=:105

Concluiu-se que: para aço de baixo carbono, a fórmula de Euler é válida para /.., > 105.

Ex. 2 - Determinar o índice de esbeltez (À ), visando ao domínio da equação de Euler para


os seguintes materiais:

a) Fofo

0p = 150 MPa

E fofo = 100 GPa

b) Duralumínio

0 p= 200 MPa

E = 70 GPa

c) Pinho

U:J= 10 MPa

S o lu ç ã o :

a) Ferro HGFEDCB
:::= 10 GPa

s: .r c'do (Fofo)

/"'=:80

Utiliza-se a fórmula ce Euler para Fofo, quando o índice de esbeltez /..,> 80.
b)

~
I\,
=
nmlkjihgfe
zyxwvutsrqp
UTSRQP
À =Jn2'E

A.:= 59
Duralumínio


<Jp

2
=

In x 7 X 1 0
200x106
V
In HGFEDCB
2

9
x70X 10

200x106

_
-1 0
9

2 ~ n
2

-- X 7
200

Utiliza-se a fórmula de Euler para o duralumínio, quando o índice de esbeltez À > 59.

c) Pinho

n
2
x 1 0 10
À =Jn2E =
<Jp 107

À = 10n J10 ",,:::1 0 0

Utiliza-se a fórmula de Euler para o pinho, quando o índice de esbeltez A > 100.

Ex. 3 - A figura dada representa uma barra de aço ABNT 1020 que
p
possui d = 50mm.
Determinar o comprimento mínimo, para que possa ser aplicada
a equação de Euler.
S o lu ç ã o :

Para que possa ser aplicada a equação de Euler, À > 105 (aço doce).
I Q

Tem-se, então, que: I j


À =~= 0 ,5 .e x 4
I
1 ,,7 7 7 7 7 7 7
imin d

Como a peça está duplamente engastada


conclui-se, entao, que:
_
.ef = 0,5 .e e imin = ~
4
...... ,

-fo.ê
À x d 105 x 50
.e = - - = - - - l.e = 2 6 2 5 m m I I
2 2

Ex. 4 - Duas barras de mesmo comprimento e material serão submetidas à ação de uma
carga axial P de compressão. Uma das barras possui secção transversal circular
com diâmetro a, e a outra possui secção transversal quadrada de lado a. Verificar
qual das barras é a mais resistente, sob o regime de Euler.

As barras possuem o mesmo tipo de fixação nas extremidades.

M e c â n ic a T é c n ic a · e R e s is tê n c ia dosMaterlalsssss
S o lu ç ã o : zyxwvutsrqp
Como as cargas são de mesma intensidade (P), escreve-se que:

Jo
-=:--
Te

64
nmlk
UTSRQPO
Através da relação entre os momentos de inércia, tem-se que:

a4

JO = Jo Tea 4 x 1 2
4
Jo =:--
1
0 ,5 8
Jo
Jo a" 64a
12

portanto:.P =1,7J o
P ad

Id
C o n c lu s ã o : A barra de secção transversal quadrada é a mais resistente.

Ex. 5 - Uma barra biarticulada de material ABNT 1020, possui


comprimento f. = 1,2m e diâmetro d = 34mm.

Determinar a carga axial de compressão máxima que poderá


ser aplicada na barra, admitindo-se um coeficiente de seguran-

HGFED
ça k = 2. Eaço= 210GPa

S o lu ç ã o :

A barra sendo biarticulada, o seu comprimento de flambagem é o


comprimento da própria barra.

ef = e = 1 ,2 m

a) índice de Esbeltez

d
O raio de giração da secção transversal circular é 4' portanto, tem-se:

)~= 4 f. f =: 4x1200
À=: 1 4 1
d 34

Como À = 141, portanto maior que 105, conclui-se que a barra encontra-se no domínio da
equação de Euler.

b ) Carga Crítica

O momento de inércia de secção circular é

J =: 7:d-
x 64

portanto:

F lam bagem s
P
cr
=
n

n
p -------~-~--~-
UTSRQP
2

2
.

l'~
zyxwvutsrqp
nmlkjihgfedcbaZ
E .J

x210xl0 9
n
=----
1,22
2
. E . nd 4
X

xn
64

(3 4 X 1 0 -
3
t
cr - 1,22 X 64

x210x10 9 x34 4

baZYXWV
10-12
3
n X
P =------------
cr 1,22 X 64

Pcr =
n
3
x210x34
2
x10-
4 3
I Pcr = 94400N I
1,2 x64

Como o coeficiente de segurança é k = 2, a carga máxima que se admite que seja aplicada
na barra é:

P
ad
= Pcr = 94400N
K 2
= 47200N I P ad = 47200N I

Ex. G - Qual a tensão de flambagem atuante na barra do exercício anterior?

S o lu ç ã o :

A tensão de flambagem atuante na barra do exercício anterior obtém-se através da relação


entre a tensão crítica e o coeficiente de segurança (crer jk), portanto, como

n 2.E
O"er
= -2-
À

conclui-se que:

n 2.E 2
n x210x10
9

O"
féatuante
-
-
--
2/.} -
- ---------
2x1412 O"Uatuante == 52MPa

Ex. 7 - Uma biela, de material ABNT 1025, possui secção circular, encontra-se articulada
nas extremidades, e submetida à carga axial de compressão de 20kN, sendo o seu
comprimento l ' = 0,8m. Determinar o diâmetro da biela, admitindo-se coeficiente
de segurança k = 4.
E aço = 210GPa
S o lu ç ã o :

Como o coeficiente de segurança indicado


para o caso é k = 4, a carga crítica para
o dimensionamento será:

Pcr = 4 x 20 = 80kN

O momento de inércia na secção circular é

nd 4
J, = 64

.... M e c â n ic a ;T é c n ic a e Resistência dosMateriaisH;pq;;;n;;;'!!


Supondo-se que a biela esteja sob o domínio da equação de Euler, tem-se que:

d-
-
64P cr .
4/---=-.:..-
n 3 E
HGFEDCB
d_ 4 64 x80000 x 0,8
n 3
x 210 x 10 9
2
_ 4

- n 3
64 X 0,8
x 210 x 10 4
3

d= 10-1

índice de Esbeltez

~ _ f f _ 4f f _
{I.-------
64xO,8 3
1t
3
x210

4x800
UTSRQP
= 0,027m = 27xl0-3 m I d = 27mm I

nm
imin d 27

Ex. 8 -
ba
Como A > 105, conclui-se que realmente a barra encontra-se sob o domínio da equação
de Euler, e o coeficiente de segurança da biela é k = 4, portanto d = 27mm.

Uma barra de aço ABNT 1020 possui secção transversal circular


e encontra-se articulada nas extremidades, devendo ser submetida
t
1
200kN

a uma carga axial de compressão de 200kN; o seu comprimento


é de 1,2m. Determinar o seu diâmetro. Considere fator de
segurança k = 8. Eaço= 210GPa.

S o lu ç ã o :

A carga crítica na barra será:


Pcr = 8P ad = 8 x 200000 = 1600000N

Pcr = 1,6 M N

Como a barra atuará articulada nas extremidades


I d
ff = f! = l,2m

Aplicando-se a fórmula da carga crítica de Euler, tem-se que:


-;f=-
I
2
n EJ
Pcr =--
f~

4
O momento de inércia da secção transversal circular é J = 1td
64

d = 4 64Pcr ·d 64 x 1,6 x 10 6 x 1,22


1t
3
E 1t
3 x 210 x 10 9

2
d = 10-1 64 x 1,6 x 1,2 d = 69 X 10-3 m
3
n x 21
,,= !..L

" =
zyxwvut
ín d ic e d e E s b e lte z

HGFEDCBA
imin

Para a secção transversal

4R f
d
= 4x1200
69
nmlkjihgf
,,'= 70
circular i=

como Iv < 105, conclui-se que a barra está fora do domínio da fórmula de Euler, devendo
ser dimensionada segundo Tetmajer.
%, portanto:

Por Tetmajer, tem-se que:

a fe = 240 - 0,0046 ,,2 = 240 - 0,0046x70 2


a fi = 240 - 22,5 a fi = 217MPa

Como o coeficiente de segurança indicado é k = 8, a tensão admissível será:

au = are _
k -~
217
I ;:f( '= 27MPa I

UTSRQPON
8

o diâmetro da barra será obtido através da relação

P ad _ 4P ad
a f, = A - nd 2

d = J 4~ ad = /4 x 200000
nau ~ n x 27 x 10 6

d = 10-3 ,/4 x 200000 = 97 x 10-3 m


n x 27
I d = 97mm I

P ad
E x . 9 - A viga I de tamanho nominal 76,2 x 60,3 [mm] possui
comprimento igual a 4m e as suas características geométricas
básicas são: Jx = 105cm 4 , Jy = 19cm 4 , ix = 3,12cm, iy= 1,33cm,
2 3 3
A = 10,8cm , W x = 27,6cm , W y= 6,4cm .

A viga encontra-se engastada e livre.


~
Determinar a carga de compressão máxima, que poder-se-á
aplicar na viga. Admitir coeficiente de segurança k = 4.
O material da viga é aço, fabricada segundo classe BR 18
ABNT - EB - 583. Eaço= 210 GPa.

S o lu ç ã o :

Como a viga encontra-se engastada e livre, o seu comprimento de


flambagem é Rf = 2R = 2 x 4 = 8m.

M e c â n ic a T é c n ic a e R e s is tê n c ia d o s Materiais ""''''F
a) zyxwvutsrq
nmlkjihgfed
índice de Esbeltez

A viga sempre flambará na direção do eixo de menor momento de inércia, que para o caso
é o eixo y, portanto o raio de giração a ser utilizado é o iy = 1,33cm.

À = !..L = 8 0 0 == 6 0 2
imin 1 ,3 3

À == 602, portanto À> 105; a viga encontra-se sob o domínio da equação de Euler.

cr e~
HGFEDCB
U
b ) Carga Crítica

P = n EJmin
2

o momento de inércia mínimo da secção transversal é Jy = 19cm 4 ou Jy = 19 x 1 0 -B m


4
.

Tem-se, então:

n
2
x 210 x 109 x 19 X 1 0 -8
P cr = 82

I P cr = 6 1 5 0 N I

c) Carga Admissível

O coeficiente de segurança da construção é k = 4, portanto a carga admissível na viga será:

P ad = P ~ r = 6 1 ;0 I P ad = 1 5 3 7 ,5 N I

1 3 .9 C a rg a E x c ê n tric a

Suponha-se o