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Colonização do Brasil

 Período pré-colonial
- Inicio: 1500 com a chegada de Pedro Alvares Cabral
- Fim: 1530 com a criação do sistema de capitanias hereditárias
- Antecedentes:
 Processo de consolidação da monarquia portuguesa – ganhou autonomia em relação
a Espanha. Sofreu com dificuldade nos primeiros anos para expulsar os árabes da
região
 Dinastia de Henrique Borgonha tinha como objetivo proteção da cultura
absolutamente cristã – nobreza perdeu espaço e deu lugar para uma figura mais
centralizada financeiramente e economicamente.
 Devido a crise da nobreza houve uma ascensão da burguesia
 Dom Henrique incentivou a expansão marítima portuguesa por meio da Escola de
Sagres – as Grandes Navegações duravam meses em condições deploráveis de
higiene
 Burguesia mercantil portuguesa via nas navegações marítimas uma forma de ampliar
seus negócios e perspectiva de novas rendas para a Coroa Portuguesa. Investiram em
tecnologia (desenvolvendo formas de navegação) e aperfeiçoamento de
instrumentos (bússola e astrolábio).
 Tratado de Tordesilhas: deu a Portugal o controle de todas as terras e rotas de
navegação situadas a oeste do arquipélago.
- Chegada no Brasil:
 Cabral partiu de Lisboa com o objetivo de alcançar a Índia e seu valioso comercio de
especiarias
 Debate: se ele chegou no Brasil de forma ocasional ou intencional
- Características:
 Ausência de politicas colonizadoras de Portugal
 Ausência de um programa de ocupação populacional no Brasil
 O brasil, aparentemente, era inútil para fins lucrativos
 Exploração econômica: extração de pau-brasil e instalação de feitorias (entrepostos
comerciais portugueses, local onde concentrava as atividades mercantis de Portugal.
Função: proteger de invasões estrangeiras) na costa brasileira.
 Administração colonial
 A partir da segunda metade do século XVI começou uma maior presença dos
portugueses no Brasil, esse interesse começou devido as colônias espanholas, pois
foi encontrado muitas pedras preciosas. Além disso, os franceses, ingleses e
espanhóis começaram encostar na costa brasileira e ameaçar a soberania portuguesa
do território.
 Administração colonial no Brasil era um obstáculo, pois poucas pessoas eram aptas
para isso. Mas a possibilidade de encontrar pedras preciosas tornou-se um grande
atrativo
 D Joao III adotou o modelo politico de Capitanias Hereditárias, onde a costa brasileira
foi dividida em faixas que se estendiam do litoral ate a linha do tratado de
Tordesilhas e cada uma delas foi cedida a um capitão donatário que tinha autonomia
política e jurídica. Desse modo, ele poderia legislar como quisesse ate mesmo
redividir o território em sesmarias, desde que cumprisse com a obrigação de
proteger o território contra invasões estrangeiras e indígenas.

 Essa distribuição de terras ‘se tornou um latifúndio, ou seja, os donos de terras no


Brasil faziam parte de uma classe privilegiada em Portugal. A posse da terra definia
seu status social na Europa, deixando as posições sociais já estruturadas previamente
e seus privilégios intactos.
 Fracasso das Capitanias: os capitães não tinham nenhum suporte e nem incentivo.
Alguns deles nem viam ao Brasil e outros tiveram suas terras tomadas pela Coroa
Portuguesa.
 Desse modo, foi estabelecido um novo modelo administrativo: Governo Geral, onde
os capitães donatários passaram a contar com um governo central, localizado na
capitania Bahia de Todos-os-Santos, dela partiam todas as medidas relativas a
comunicação entre capitanias e Portugal, defesa do território e uso da força.
 Cultura
 Primeiras caravanas jesuítas começaram a vir para o Brasil com a intenção de
coordenar o processo de catequização das tribos indígenas associadas aos colonos.
 Com orientações advindas do Concilio de Trento, um dos pontos mais altos da
Contrarreforma Católica, os jesuítas agiam segundo as instruções da Companhia de
Jesus. Por meio da catequese e de um método educacional absolutamente rígido, os
jesuítas tinham como objetivo conter os avanços da Reforma ocorridas na Europa e
expandir a fé cristã no Novo Mundo. A relação entre os colonos e os jesuítas nem
sempre foi um mar de rosas.
 A presença dos jesuítas era tida como algo ruim pois eles defendiam a liberdade dos
indígenas, visto como povos suscetíveis a doutrina cristã, desde que não
apresentassem resistência
 Colonos desejavam violentar, escravizar e comercializar os nativos, por isso a
presença dos jesuítas era desagradável
 O ensino dos jesuítas tinha como principal alvo as crianças indígenas, onde
alfabetizavam as crianças e assim introduziam a Bíblia e, portanto, converte-los ao
cristianismo.
 Dentro do ensino formal existia uma ideia “civilizatória”, uma vez que, colocavam
sobre as crianças uma noção de ética e moral europeia.
 Devido à resistência dos indígenas começou a Guerra Justa, justificada pela
resistência, heresia ou comportamento inaceitável dos nativos.

 Sociedade do engenho
 As regiões mais prosperas vivam da atividade açucareira, o plantio tinha objetivo de
defender o território e aproveitamento econômico da região. Além disso, o açúcar já
tinha sido um sucesso na costa africana, de clima e solo muito próximos ao brasileiro
 Sociedade pautada(agroexportação), economicamente, exclusivamente no açúcar,
onde existia uma hierarquia patriarcal e escravista.
 O produto era exportado por meio de exclusivo comercial (pacto colonial), onde tudo
que sai da colônia deve servir a metrópole, sendo assim, as lavouras funcionavam
com um esquema de plantation (latifúndios monocultores com foco na exportação)
 Divisão da sociedade: senhor do engenho (dono de terras, latifundiário, ocupa
cargos políticos, detém poder sobre as questões políticas, sociais e econômicas.
Homem, branco, de certa idade e de posses – homem bom), homens livres
(despossuídos, que viam na submissão ao senhor a única alternativa para a
sobrevivência, serviam as propriedades como agregados ou serviçais) e escravos
 Trafico de escravo para o Brasil era denominado de Diáspora Africana. Começou pela
necessidade de mão de obra e pela lucratividade escravista. Os navios negreiros
tinham péssimas condições, pouco alimento e alto risco de morte por doenças. Ao
chegar no Brasil eles eram símbolo de status, ficavam confinados em senzalas,
trabalhavam de 12 a 15 horas diárias e eram sujeitos a castigos físicos e penitencias.

 Expansão territorial
 Ate o momento o controle colonial português estava limitado pelo Tratado de
Tordesilhas, porem a Espanha tinha muta dificuldade de explorara uma parte que
hoje pertence ao Brasil, devido a cordilheira dos Andes. Junto a isso, os tronos se
unificam com a União Ibérica e o tratado deixa de fazer sentido técnico e o
descumprimento dele já ocorria na pratica.
 Expansão nordestina: ao lado da produção açucareira os colonos nordestinos
desenvolveram criação de gado para suprir as necessidades alimentícias, transportar
mercadorias e movimentação de maquinas através da tração animal. Outro exemplo
de atividade são as Drogas do Sertão (cacau, tabaco, baunilha), mandioca e rapadura
 Expansão Sulista: atividade pecuária, uso de mão de obra livre, venda de charque
 Expansão Sudestina: Bandeirantes – homens que desbravam territórios de áreas
desconhecidas das colônias, visando suprir vários objetivos. Eles surgem devido a
ausência de investimento da metrópole no Sudeste, juntamente com um baixo fluxo
de comercio dos escravos, era uma região pouco produtiva. Sendo assim, os
bandeirantes desenvolveram uma atividade onde aprisionavam os indígenas e torná-
los escravos. Havia uma resistência dos nativos e dos jesuítas, levando a praticas
extremante violentas. Os bandeiras também buscavam metais preciosos, então
descobriram as primeiras minas de ouro (MG atualmente)
 Novos Tratados: Tratado e Madrid e de Santo Ildefonso que designaram como
domínio português um território semelhante ao Brasil atual seguindo o principio de
Uti Possidetis, ou seja, aquilo que era ocupado pelos portugueses é deles por direito:
 Os estrangeiros no Brasil colônia
 Invasões Inglesas: durante o período pré-colonial, onde havia presença de diversos
navios na costa brasileira. Os ingleses era um desses que invadiram em embarcações
piratas, onde ocuparam o litoral da capitania de São Vicente por um curto período
 Invasões Francesas: chegaram a construir um projeto de exploração do território
brasileiro, onde no período da Contrarreforma eles desejavam que o Brasil se
tornasse um local de exilio para os protestantes franceses, visando também tomar
parte no comercio de especiarias e no extrativismo local. Foi então na segunda
metade do séc. XVI que os franceses expandiram seus controles coloniais para o
litoral brasileiro, esse processo foi facilitado pela Confederação dos Tamoios: aliança
que tinha como objetivo expulsar a presença e influencia portuguesa da região. Essa
ocupação ativa na região durou de 1550-1560, quando foram expulsos por
expedições militares.
 Invasões Holandesas: eram ambiciosos e seus objetivos era conquistar o Nordeste.
Os holandeses passavam pela separação da Espanha, além disso, nessa mesma
época, Espanha e Portugal se unificaram (União Ibérica). O projeto dos holandeses
envolvia participação da Companhia das Índias Ocidentais, fundadas com o objetivo
de monopolizar as rotas comerciais em direção as colônias produtoras de açúcar. Ao
chegar no litoral da capitania os holandeses ganharam apoio local, no entanto
urbanizaram o local e ocuparam por um tempo. Ate que em 1937 comecou um
movimento contra a presença dos holandeses, que foram expulsos provocando um
declínio açucareiro na região

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