Instituições Financeiras 1- Sistema financeiro nacional Definição: pode ser definido como o conjunto de instituições e órgãos que regulam

, fiscalizam e executam as operações relativas à circulação da moeda e do crédito. Criado em 1964. Sistema Financeiro Brasileiro - Conjunto de Instrumentos e instituições que funcionam como meio para realização da intermediação financeira, que dedicam de alguma forma, ao trabalho de propiciar condições satisfatórias para manutenção de um fluxo de recursos entre poupadores e investidores.

Subsistemas do Sistema Financeiro Nacional:
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Normativo ou Supervisão ± relativo às leis. Responsável pelo funcionamento das instituições, fiscalizando e regulamento suas atividades. Intermediação ou Operativo - faz o contato entre as pessoas. Composto das instituições (bancárias e não bancárias) que atuam em operações de intermediação financeira.

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Subsistema Normativo (9 órgãos):          Conselho Monetário Nacional ± CMN; Conselho de Recursos do SFN ± CRSFN; Banco Central do Brasil ± Bacen; Superintendência de Seguros Privados ± Susep; Comissão de Valores Mobiliários ± CVM; Secretaria da Previdência Complementar ± SPC; Conselho Nacional de Seguros Privados ± CNSP; Brasil Resseguros ± IRB; Conselho de Gestão da Previdência Complementar ± CGPC; Função do SFN: Propiciar condições satisfatórias para manutenção do fluxo de recursos entre poupadores e investidores do país. Objetivos do SFN: Valorizar a intermediação entre poupadores e investidores, possibilitando ao setor produtivo maior eficiência. A estrutura atual do SFN é decorrente do conjunto de instrumentos legais, inspirada no modelo de instituições existentes nos EUA, sendo cada segmento identificado de acordo com o objetivo das destinações dos recursos captados.
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Crédito de Curto e Curtíssimo Prazo - Bancos comerciais; CFE (caixas econômicas federais); cooperativas de créditos e bancos múltiplos com carteira nacional. Crédito de Médio e Longo Prazo - Bancos de investimentos; banco de desenvolvimentos, CEF; Bancos múltiplos com carteira de investimentos ou desenvolvimento;

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Crédito ao Consumidor ± Sociedade de crédito, financiamento e investimento; bancos múltiplos com carteira de crédito, financiamento e investimento. Crédito Habitacional ± CEF, Associações de poupança e empréstimos; Cias Hipotecárias; sociedades de crédito imobiliário e bancos múltiplos com carteira de crédito imobiliário. Intermediação de títulos e valores mobiliários ± sociedades corretoras e distribuidores de títulos e valores mobiliários; bancos de investimentos e bancos múltiplos com carteira de investimentos. Arrendamento Mercantil ± sociedades de arrendamento mercantil e bancos múltiploscom carteira de arrendamento mercantil.

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Outras entidades caracterizadas como detentoras de recursos públicos, mas não participam do porcesso clássico de intermediação financeira ou distribuição de títulos mobiliários;
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Seguradoras; Cias de Capitalização; Entidades fechadas e abertas de previdência privada Consórcios;

Era da estabilidade; 1º Fase - Período até 1914 - O Sistema Financeiro Nacional era SIMPLES, movimentado basicamente pelo setor cafeeiro e iniciava-se também projetos de infra-estrutura no país. (desenvolvimento e indústrias) 2° Fase - O período das Guerras (1914 a 1945) - Caracterizada por um período de depressão muito grande, devido as guerras que assolavam o mundo. 3° Fase ± Período de Transição (1945 a 1964) - Transição da estrutura simples de intermediação, para a complexa estrutura montada com a reforma constitucional. Criação dos seguintes órgãos: SUMOC. (superintendência da moeda e do crédito) BNDES (banco nacional do desenvolvimento).
4° Fase - de 1965 até os dias atuais - Caracterizada pela evolução e desenvolvimento da intermediação

financeira do Brasil.

Conselho Monetário Nacional Historia - o Art. 2° da lei 4595/64 extinguiu o conselho de superintendência da moeda e do crédito, criando a CMN, com a finalidade de formular a política da moeda de crédito, com o objetivo do progresso econômico do país. Definição - é o órgão normativo máximo do SFN, não lhe cabem funções executivas, apenas funções deliberativas responsável pelas pela fixação das diretrizes monetárias, creditícia e cambial do pais, cujas normas são de observância obrigatória por todas as instituições. CMN ± Resoluções / deliberações / normas. CMN ± Cria as resoluções Bacen ± divulga Instituições financeiras ± executam.

Composição do CMN:  Ministro da Fazenda ± Presidente;  Ministro do Planejamento e Orçamento e Gestão ± vice-presidente.  Presidente do Banco Central (Bacen). 
Lei Nº 9.069/1995.

Objetivo do CMN 1 - Adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia nacional e seu processo de desenvolvimento; 2 - Regular o valor interno da moeda, por meio da prevenção e correção dos surtos inflacionários ou deflacionários de origem interna ou externa, das depressões econômicas e de outros desequilíbrios oriundos de fenômenos conjunturais; 3 - Regular a valor interno e externo da moeda e o equilíbrio no balanço do pagamento do país, tendo em vista a melhor utilização dos recursos em moeda estrangeira; 4 - Orientar a aplicação de recursos das instituições financeiras, quer publica ou privada, tendo em vista propiciar, nas diferentes regiões do país, condições favoráveis ou desenvolvimento harmônico da economia nacional; 5 - Propiciar o a aperfeiçoamento das instituições financeiras e dos investimentos financeiros em busca da maior eficiência do sistema de pagamento e de mobilização de recursos. 6 - Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras. 7 - Coordenar as políticas monetárias e creditícias, orçamentária e fiscal da divida pública, interna e externa; 8 - Fixar diretrizes e norma da política cambial, inclusive compra e venda de ouro e quaisquer operações em moeda estrangeira; 9 - Disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações creditícias em todas as suas formas; 10 - Expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas instituições financeiras; 11 - Regular a constituição, funcionamento e fiscalização dos que exercerem atividades subordinadas a Lei 4.595/64, bem como as penalidades previstas; 12 - Disciplinar as atividades das bolsas de valores e dos corretores de fundos públicos. 13 - Determinar os recolhimentos e encaixes obrigatórios de depósitos a vista do total dos depósitos e/ou outros títulos contábeis das instituições financeiras, função atribuída ao Bacen pela Lei n° 7.730/89;

Funções do CMN: 1 - Autorizar a emissão de papel moeda;

2 - Aprovar os orçamentos monetários, que são preparados pelo Bacen e por meio dos quais são estimadas as necessidades globais de moeda e crédito 3 - Estabelecer normas relativas à fiscalização, constituição e funcionamento das instituições; 4 - Estabelecer normas sobre a política de taxas e juros, descontos, comissões e qualquer outra forma de remuneração de operações e serviços bancários; 5 - Disciplinar as operações de câmbio; 6 - Deliberar sobre a estrutura técnica e administrativa do Bacen; 7 - Determinar as características gerais das cédulas e moedas; 8 - Determinar a porcentagem máxima dos recursos que as instituições financeiras poderão emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas; 9 - Estipular índices e outras condições técnicas sobre imobilizações ou outras relações patrimoniais a serem observadas pelas instituições financeiras; 10 - Delimitar o capital mínimo das instituições financeiras; 11 - Destinar recolhimento de até 100% dos depósitos a vista e de até 60% do total dos demais depósitos e/ou títulos contábeis das instituições financeiras, seja na forma de subscrição de letras, ou obrigações do tesouro nacional, ou compra de títulos da dívida pública federal, seja por meio de recolhimento em espécie, em ambos os casos, entregues ao Bacen. 12 - Regulamentar as operações de redesconto e empréstimos, efetuadas com quaisquer instituição financeira, pública ou privada de natureza bancária. 13 - Aprovar o regimento interno e as contas do Bacen, sem prejuízo da competência do tribunal de contas da união; 14 - Aplicar aos bancos estrangeiros que funcionem no país às mesmas vedações ou restrições equivalentes, que vigorem nas praças de suas matrizes, em relação aos bancos brasileiros ali instalados ou que nelas desejam-se estabelecer; 15 - Fixar a orientação geral a ser observada pela CBM (Comissão de Valores Mobiliários) no exercício de suas atribuições; 16 - Regular a utilização dos créditos no mercado de valores mobiliários; 17 - Definir a política a ser observada no mercado de valores mobiliários; 18 - Definir as atividades da CVM que devem ser exercidas de forma coordenada com o Bacen; 19 - Definir os tipos de instituições financeiras que poderão exercer atividades no mercado de valores mobiliários, bem como as espécies de operações que poderão realizar e de serviços que poderão prestar nesse mercado; 20 - Fixar as diretrizes para aplicação das reservas técnicas das sociedades seguradoras, entidades abertas ou privadas de previdência privada, podendo no caso das ultimas, estabelecer diretrizes diferenciadas para uma determinada entidade, levando em conta a existência de condições peculiares;

O Conselho Monetário Nacional reúne-se ordinariamente uma vez por mês, e extraordinariamente sempre que convocado pela presidência. Ad Referendum = É o voto do presidente do CMN para desempatar. Deliberar por maioria dos votos cabendo ao presidente do CMN o voto de qualidade (desempate) e a prerrogativa de deliberar, nos casos de urgência e relevante interesse, ad referendum aos demais membros, devendo nesse caso, submeter a decisão ao colegiado, na 1° reunião posterior ao ato.

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