Elaboração do Projeto

Definição do Material Genético, Produção de Mudas, Preparo da Área, Controle de Formigas, Preparo do Solo, Tratos Culturais, Tratos Silviculturais. http://ambientes.ambientebrasil.com.br/florestal/silvic ultura/elaboracao_do_projeto.html

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A elaboração de um projeto florestal merece a participação de técnicos de formações multidisciplinares, para contemplar todos os aspectos cujas influências definirão o sucesso do empreendimento. Um projeto bem elaborado deve contemplar o início e o término do estabelecimento do plantio, as definições das operações a serem executadas, material genético e, por fim, um cronograma de atividades e orçamento bem definido.

Definição do Material Genético Este é o fator de maior importância em todo o projeto florestal, tendo como base a complexidade dos fatores ambientais, descritos anteriormente e que devem ser contemplados. Uma falha nesta fase pode comprometer todo o sucesso do empreendimento e o futuro abastecimento de matéria-prima, que, por sua vez, poderá comprometer a performance e talvez a sobrevivência da própria indústria. A eleição do gênero e da espécie no projeto devem estar completamente alinhados às necessidades, características e qualidade da matéria-prima da indústria. Neste aspecto, fatores como a procedência, grau de melhoramento genético e método de produção das mudas terão pesos significativos nos custos de formação florestal e no resultado da produtividade futura da floresta.

A abertura de carreadores e estradas normalmente é o início do processo. rendimentos operacionais. entre elas. Mais precisamente na década de oitenta. em que cada fase do crescimento ficou bem definida. Preparo da Área O início das operações de implantação de um projeto florestal apresenta inúmeras variáveis. a formação de mudas era essencialmente realizada através de sementes e em recipientes de sacos plásticos ou outros de qualidade ainda inferiores a este . Controle de Formigas . resultando numa expressiva redução de custos. principalmente as de eucalipto. micropropagação e cultura de tecidos foram os destaques entre os fatores que mais contribuíram para o incremento da produtividade.Também na década de oitenta. vindo em seguida o desmatamento (ou limpeza da vegetação). o processo da propagação vegetativa. A execução desta atividade requer máquinas pesadas. A automação dos viveiros possibilitou também a utilização de outros recipientes. Ainda neste período. principalmente sob o aspecto de formação do sistema radicular e aspectos fitossanitários. As principais inovações foram ocasionadas através de uma série de automações nos viveiros florestais brasileiros.Produção de Mudas Nas últimas décadas. dependendo do grau de infestação da vegetação ou do grau de mecanização que se pretende adotar. roçadas mecânicas. dependendo da espécie a ser cultivada e principalmente das condições do relevo. sementes com alto grau de melhoramento genético. Há pouco tempo. a produção de mudas em série através de viveiros modulados e compartimentalizados. como os tubetes. além da grande melhoria na qualidade das mudas. solo e clima. o qual pode ser representado pela vegetação nativa ou restos da cultura vegetal da própria espécie em cultivo. foram introduzidas alternativas consideradas até então revolucionárias no sistema de produção de mudas. tiveram suas contribuições no aumento da qualidade dos povoamentos florestais. como as gerações F2 e híbridas. manuais ou químicas. por possibilitar suas disposições a níveis mais elevados em relação ao solo. A definição de um ou outro sistema de produção de mudas e a escolha do material genético mais ou menos evoluído afetarão substancialmente os custos do projeto. a produção de mudas tem passado por profundas e significativas evoluções.

devido ao menor dano ao meio ambiente e pela maior disponibilidade no mercado. são as do gênero Atta. recomenda-se a espera de aproximadamente 30 dias para que o combate às formigas seja iniciado. e máquinas mais leves ou de menor potência para solos arenosos e com baixa estruturação. O preparo do solo com ênfase à conservação é feito com intuito da preservação contra erosões. ocorrem diversas espécies e até gêneros diferentes. fazendo com que seu custo seja viabilizado. o que exige diferentes métodos. Normalmente nas áreas propensas às infestações de formigas. atualmente à base de sulfluramidas. Uma ampla variedade de máquinas e equipamentos é utilizada na efetivação desta operação. Nesse caso. Os custos. são os mais empregados e recomendados. Preparo do Solo Nesta operação incidem o preparo do solo propriamente dito e as operações de sua conservação. e que ocorrem em quase todos os estados. por isso é fundamental um bom planejamento técnico florestal. muito embora os controles manuais com inseticidas granulados. Após a limpeza de vegetação. O preparo tem por objetivo potencializar as condições ambientais para o máximo aproveitamento de todos os recursos disponíveis ao crescimento das mudas. são largamente variáveis em função do grau de infestação. . são também empregados em larga escala e com bastante sucesso em algumas regiões. perda de nutrientes e retenção da água e matéria orgânica. As formigas consideradas potencialmente mais críticas em termos de danos à silvicultura brasileira. comumente conhecidas como saúvas. sistema operacional e produto utilizado. tempo suficiente para que os formigueiros se restabeleçam e retornem às suas atividades normais. fundamentais e indispensáveis para a perpetuação da produtividade florestal. com potencialidade de danos significativos inclusive durante os anos de crescimento da floresta. processos e produtos para seu eficiente controle. Vários métodos e produtos para o controle são normalmente utilizados. tanto o preparo quanto o plantio deverão ser efetuados preferencialmente em curvas de nível. roçadas ou trituração de resíduos florestais. o que os tornam mais competitivos em termos de custos e porque sua distribuição no campo torna-se bastante prática e com alto rendimento operacional. rendimento e eficiência do controle. enleiramento. principalmente onde a infestação com espécies de saúva é muito elevada. normalmente máquinas mais pesadas são as preferidas em solos mais argilosos e agregados. e as Acromyrmex.As formigas cortadeiras são as principais pragas no estabelecimento de um povoamento florestal. Outros produtos como os termonebulizáveis.

é uma limpeza superficial. normalmente é realizada concomitantemente ao preparo do solo ou sulcamento.M. e. como as roçadas. Herbicidas: o controle das ervas daninhas é normalmente executado com utilização de herbicidas. mesmo sabendo que muitas delas eram localizadas em condições completamente distintas. as unidades de U. com o passar dos anos e a introdução de materiais clonais com comportamento e necessidades nutriciais diferenciados. Adubação A primeira adubação. também chamada de adubação de plantio. Roçadas: corta-se a vegetação mais alta. Os de pós emergência mais usados são à base de gliphosate e os de pré são os conhecidos como oxifluorfen. Atualmente. resíduos do tratamento de lixo urbano. classificadas como ervas daninhas. através do uso de resíduos industriais. No passado. Também outros meios são amplamente adotados nesta operação. Cu e Mn.Q. as adubações em eucalipto com os elementos N. Outras adubações também empregadas são as denominadas de adubações orgânicas. como também leva em consideração as necessidades de diferentes micronutrientes. mais ou menos responsivos às adubações. principalmente. K. como cinza de caldeiras de biomassa . podendo ser de pré ou pós emergência. considerando as interrelações entre ambiente e material genético. Para a contemplação destas inter-relações. Capina: raspa-se a parte superficial do solo (plantas rasteiras são eliminadas). Preparos manuais também podem ser executados em situações nas quais a viabilização de máquinas fica comprometida. resíduos de clarificadores. combinações e dosagens. denominado de unidades de manejo químico (U. . como B. O período de maior atenção com tratos culturais é aquele que corresponde à fase de estabelecimento e adaptação das mudas às novas condições do campo.). Gradeação: faz-se entre as linhas de plantio. faz-se a limpeza. gradagens e limpezas manuais. Tratos Culturais São todas as operações florestais com ação de eliminação da concorrência da cultura em questão com outras plantas. Zn. tem-se utilizado um conceito bastante moderno. P e K e formulações próximas de 10:20:10 eram quase que unanimidades nas empresas florestais. na maioria das empresas florestais. P. houve a necessidade de definição de novas formulações.Q. Contudo.M. em casos peculiares. contemplam não somente as adubações à base dos nutrientes N.Os custos desta operação são dependentes diretos do tipo de máquina a ser usada e do grau de preparo necessário. Ca e Mg. Tipos de Tratos Culturais: y y y y y Coroamento: deve-se fazer logo após ao plantio: ao redor da muda.

Desbaste: são cortes parciais feitos em povoamentos imaturos.) Silvicultura do Pinus (Pinus spp. a) Proteção Florestal Dois aspectos na proteção são vitais no desenvolvimento de um projeto florestal: y y o controle de pragas o controle de incêndios florestais Redação Ambiente Brasil Tags Material Genético Projetos Silvicultura Você vai gostar de ler também Silvicultura do Eucalipto (Eucalyptus spp. Seleção: eliminar fenótipos desfavoráveis. Tipos de Tratos Silviculturais: y y Poda (desrama): é a retirada de galhos de uma árvore e tem por objetivo a produção da madeira de melhor qualidade. selecionam-se as melhores árvores em crescimento e desenvolvimento. Educação:controla o ambiente com intervenções rigorosas e criteriosas: retirada de galhos.) .Tratos Silvicuturais Visam uma melhoria das condições de crescimento de indivíduos isolados ou alterações das condições ambientais em povoamentos para melhorar a estabilidade biológica. São funções dos Tratos Silviculturais: y y y y Proteção: evitar o ataque de insetos e danos físicos e proteção a temperaturas extremas. com objetivo de estimular o crescimento das árvores remanescentes e aumentar a produção de madeira utilizável. Acessórias: melhoria visual do povoamento. melhoria do sítio. a melhoria no acesso à floresta e a redução de risco de incêndios. controle de densidade.

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