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FACULDADE TEOLOGICA BATISTA BETEL-FTBB

TEREZINHA ANTROBES CUNHA DOS SANTOS

A VIOLÊNCIA INFANTIL NA CONJUNTURA FAMILIAR


RIO BRANCO – ACRE
2011
TEREZINHA ANTROBES CUNHA DOS SANTOS

A VIOLÊNCIA INFANTIL NA CONJUNTURA FAMILIAR

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Trabalho de Conclusão de Curso apresentada a Faculdade de graduação
da FTBB – Faculdade Teológica Batista Betel, como requisito parcial para a
obtenção do certificado de Bacharel em Teologia.

Orientadora: Prof. Drª Joálha P. da Costa

Rio Branco – Acre


2011

TEREZINHA ANTROBES CUNHA DOS SANTOS

A VIOLENCIA INFANTIL NA CONJUNTURA FAMILIAR

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Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, Monografia apresentada como requisito
parcial para obtenção do grau de Bacharel em Teologia da FATBB – Faculdade Teológica
Batista Betel, com nota final igual a ___________, conferida pela Banca Examinadora
formada pelos professores.

__________________________________________________

Orientadora: Msc.Drª Joalha

FATBB – Faculdade Teológica Batista Betel

______________________________________________

Avaliador

RIO BRANCO – ACRE


2011

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DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho a Deus que sempre me iluminou, a minha esposa


Terezinha, minhas filhas Doraline, Elinaiara e Elinaiane por todo o incentivo e apoio
que foram fundamentais e imprescindíveis para a conclusão deste trabalho.

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AGRADECIMENTOS

Ao Senhor Jesus, a ele eu agradeço, glorifico e exalto o seu santo nome. Aos
meus pais Balbino Almeida e Maria Fernandes, pelo amor, pelo carinho, pela
compreensão e pelo incentivo, a vocês eu devo tudo. A minha esposa Terezinha, pelo
companheirismo que durante este curso quando muitas vezes pensei em desistir. A
minhas filhas Doraline, Elinaiara e Elinaiane pela compreensão de todo esse tempo e
pelo carinho que tiveram durante o período. Ao Pastor Presidente da Assembléia de
Deus em Rio Branco Pr. Luiz Gonzaga de Lima o maior incentivador deste sonho, a
ele eu agradeço por tudo! A minha irmã em Cristo Jaqueane por ter me auxiliado na
elaboração deste trabalho. Aos irmãos da Área 15 da Igreja Evangélica Assembléia
de Deus em Rio Branco Acre pelas orações que foram fundamentais na elaboração
deste trabalho. A todos os meus familiares e amigos que de forma direta e indireta
contribuíram para a realização deste sonho.

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EPÍGRAFE

Eis que os filhos são herança do


Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.
Salmo 127.3 (Almeida Revista e
Atualizada).

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RESUMO

A Violência é um comportamento que causa dano à outra pessoa, ser vivo ou


objeto. Nega-se autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro.
É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado. O termo deriva do latim
violentia (que por sua vez o amplo, é qualquer comportamento ou conjunto de deriva
de vis, força, vigor); aplicação de força, vigor, contra qualquer coisa ou ente. Assim, a
violência diferencia-se de força, palavras que costuma estar próximas na língua e
pensamento cotidiano. Enquanto que força designa, em sua acepção filosófica, a
energia ou "firmeza" de algo, a violência caracteriza-se pela ação corrupta, impaciente
e baseada na ira, que não convence ou busca convencer o outro, simplesmente o
agride. Existe violência explícita quando há ruptura de normas ou moral sociais
estabelecidas a esse respeito: não é um conceito absoluto, variando entre
sociedades. A violência doméstica contra crianças e adolescentes é um problema que
ocorre dentro do lar, devendo, por isso, ser correlacionado estreitamente às noções
modernas de infância e família. Enquanto fenômeno social ela é objeto de uma prática
que engloba ações desde a prevenção até a intervenção, passando pela detecção do
fato, denúncia, verificação pelos órgãos delegados a esta função, como o conselho
tutelar, até a penalização dos agressores e as ações de proteção às vitimas. O
presente estudo tem como objetivo geral compreender os problemas de violência
domestica praticada contra crianças que ocorrem nos no âmbito dos lares brasileiros
e as conseqüências graves que este o mesmo acarreta na vida futura de quem sofre
as agressões.

Palavras chaves: Violência Doméstica, Estatuto da Criança e do


Adolescente, violência infantil.

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ABSTRACT

The Violence is a behavior that cause damage to the other person, alive being
or object. One refuses autonomy, same physical or psychological integrity and the life
of another one. It is the extreme use of force, beyond the necessary one or waited.
The term drift of the Latin violent (that in turn the ample one, is any joint behavior or of
drift of vile, force, vigor); application of force, vigor, against any thing or being. Thus,
the violence is differentiated of force, words that costumer to be next in the language
and daily thought. Whereas force assigns, in its philosophical meaning, the energy or "
firmest" of something, the violence is characterized for the corrupt, impatient action
and based in the anger, that does not convince or searchs to convince the other, it
attacks simply it. Explicit violence exists when it has rupture of established social
norms or moral to this respect: it is not an absolute concept, varying between society.
The domestic violence against children and adolescents is a problem that occurs
inside of the home, having, therefore, to be correlated narrowly to the modern slight
knowledge of infancy and family. While social phenomenon it is practical object of one
that engloba action since the prevention until the intervention, passing for the
detention of the fact, denunciation, verification for the agencies delegated to this
function, as the advice to tutor, until the penalização of the aggressors and the actions
of protection to the victims. The present study it has as objective generality to
understand the violence problems domesticates practiced against children who occur
in the ones in the scope of the Brazilian homes and the serious consequences that this
the same causes the future life of who suffers the aggressions.

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Words keys: Domestic violence, Statute of the Child and the Adolescent,
infantile violence.

SUMÁRIO

EPÍGRAFE....................................................................................................................7
INTRODUÇÃO............................................................................................................11

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INTRODUÇÃO

A vitimização de crianças e adolescentes ignora fronteiras econômicas


entre as classes sociais e vem assumindo proporções epidêmicas, abrangendo
modalidades física, sexual e psicológica. Independente de qual seja a modalidade,
esse é um processo que vai interferir na personalidade da criança e do
adolescente, uma vez que depende das relações interpessoais adulto-criança
(GUERRA, 1989, p.80).
Esse problema da vitimização caracteriza crianças e adolescentes como
objetos de maus-tratos, dominados, explorados e oprimidos por aqueles que
deveriam protegê-los de qualquer ato de violência. Ao se fazer uma análise, pode-
se perceber que a maior parte das violências cometidas nessas pessoas é
praticada por parentes e pessoas próximas, dificultando a denúncia do crime.
Com conseqüência desses crimes encontram crianças e adolescentes
abandonando os seus lares pela negligência, atos de violência física, psicológica e
sexual, praticada por pais ou responsáveis.
Os registros no Conselho Tutelar do Município de Rio Branco apresentam
uma estimativa de crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social,
totalizando 900 casos, incluindo 430 vítimas de violência, nos últimos anos.
A violência praticada contra crianças e adolescentes tem sido considerado
um grave problema de saúde pública, devido aos altos índices de incidência e às
sérias conseqüências para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social da vítima e
de sua família (Gonçalves & Ferreira, 2002; Habigzang & Caminha, 2004; Osofsky,
1995).
Diante do exposto o presente trabalho tem o objetivo de abordar A
violência infantil na conjuntura familiar, tendo como base o município de Rio
Branco, mostrando os principais tipos de atos praticados contra crianças no âmbito
familiar e as conseqüências que essas atitudes acarretam para o desenvolvimento
da criança, bem como salienta a importância da escola e do poder público em
prevenir e punir os agressores com rigor.

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JUSTIFICATIVA

Para Pereira (1996), os pais são os responsáveis por atenderem a criança


em suas necessidades básicas de alimentação, segurança e proteção. As crianças
se mostram sensíveis ao ambiente em que vivem, o que tem uma importância na
constituição de sua personalidade.
Há famílias que transmitem insegurança às crianças, denominadas
disfuncionais, nas quais a criança e o adolescente têm de se submeter a um
abusador, seja homem ou mulher, ou ainda ambos, que usam de violência/abuso
contra eles, desencadeando o medo e um desempenho inadequado dos papéis
sociais (Ferrari, 2002). Essa mesma autora aponta que aquele que abusa, tanto da
criança quanto do adolescente, utiliza-se da violência como forma de manifestação
das relações de dominação, expressando claramente uma negação da liberdade
do outro, da igualdade e da vida.
O trabalho fundamenta-se na identificação dos níveis de violência
praticadas contra as crianças no âmbito familiar, bem como aborda a importância
da escola na identificação desses crimes a fim de se prevenir tais atos que geram
as crianças conseqüências para toda a vida, bem como também levar ao
conhecimento dos órgãos de proteção a criança os crimes praticados contra os
menores.

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PROBLEMA QUE URGE SOLUÇÃO IMEDIATA

Por que as crianças são vitimas de violência familiar praticada muitas


vezes pelos próprios genitores, sendo que o dever dos mesmos seria o de proteger
os próprios filhos?
Será que esse é um problema psicológico de pais que tiveram a mesma
criação cruel?
Será falta de informação junto à estrutura familiar?
O estatuto da criança e do adolescente (ECA) tem sido pouco regulado e
regido pelas autoridades?

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HIPOTESE

 Muitos dos genitores das crianças são usuários de drogas;


 Desestruturação familiar acarretada pela condição social vivida pela
família;
 Despreparo dos genitores no tocante a educação dos filhos.

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OBJETIVO

OBJETIVO GERAL

− Mostrar o problema da violência praticada no âmbito do seio familiar,


bem como identificar os principais tipos de violência praticada contra as crianças,
para propor estratégias de prevenção e punição para os possíveis agressores;

− Esta é uma ferramenta para ajudar você e seu grupo a aprofundarem


as discussões em torno de temas relevantes relacionados com o Estatuto da
Criança e do Adolescente. A intenção não é chegar a um consenso ou a um “certo”
ou “errado”, mas sim discutir sobre os interesse, as possibilidades e os
encaminhamentos. A discussão deve levar em conta que o ECA é uma lei
complexa que se integra a várias outras leis. Assim, aplicação prática do Estatuto
nem sempre é simples.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

− Identificar os principais níveis de violência infantil;


− Identificar os agressores e sua relação com as crianças;
− Mostrar o papel da escola e do poder público no combate a violência
infantil;
− Propor sugestões que minimizem o problema da violência familiar
praticada.

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METODOLOGIA

Primeiramente realizou-se uma análise bibliográfica focalizando a


problemática abordada, A Violência Infantil na Conjuntura Familiar, em seguida foi
realizada uma pesquisa básica empírica com a finalidade de levantar as ações
pertinentes aos principais tipos de após foi realizado um estudo agressões
praticadas conta crianças, bem como a identificação dos números de violência
praticado em Rio Branco com as crianças, identificação das causas da violência e
ações de prevenção, bem como analises e conclusões do assunto.
Em relação à delimitação do tema, foi feita uma pesquisa sobre A violência
infantil na conjuntura familiar em Rio Branco, através do qual foram mostrados os
dados numéricos da violência praticada contras as crianças.
Os dados coletados para a realização dessa pesquisa consistiram em
pesquisas bibliográficas, em artigos, livros e monografias e sites relativos ao caso
abordado, bem como um questionário aplicado a um conselheiro tutelar.
Para analise e interpretações dos dados foram utilizadas tabelas e quadros
onde através dos mesmos são expressas os resultados deste trabalho.
A metodologia qualitativa foi empregada nesta pesquisa, pois segundo
Flick (2004), ela é direcionada para a análise de casos concretos em sua
particularidade temporal e local, partindo das expressões e atividades das pessoas
em seus contextos locais. De acordo com Freitas (2002), ela valoriza os aspectos
descritivos e as impressões pessoais, buscando focalizar o particular como
instância da totalidade social, além de compreender os sujeitos envolvidos e, por
sua intervenção, entender também o contexto.
Neste tipo de investigação o pesquisador vai até os locais onde acontecem
os fatos nos quais está interessado, buscando observá-los, entrar em contato com
as pessoas, conversando e coletando material produzido por elas ou que esteja
relacionado a elas (Freitas, 2002).
Para alcançar os objetivos da pesquisa, buscou-se compreender como a
escola entende o seu trabalho com crianças vítimas de violência doméstica e a
relação que estabelece com o Conselho Tutelar, além dos procedimentos adotados

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por este órgão público nestes casos. Procuramos ainda ter um entendimento do
papel do psicólogo que atual nesta rede de atendimento público.
CAPITULO II

6 Considerações Teóricas

Neste capitulo serão abordados conteúdos referentes à violência e seus


efeitos, bem como principais conceitos.

6.1 A Infância, Família e a Violência Doméstica.

A violência doméstica é um fenômeno existente no cotidiano familiar desde


a Antigüidade. Ela configura-se sempre que houver violação aos direitos
fundamentais das crianças e dos adolescentes, especificados e garantidos na
Constituição da República no seu art. 227, e repetidos pelo Estatuto da Criança e
Adolescente (ECA), tais como à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao
lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária, além do direito a estar salvo de toda forma de
negligência, discriminação, exploração, crueldade e opressão.
Deste modo, como conceitua AZEVEDO e GUERRA (1989) violência
doméstica contra crianças e adolescentes configura-se como “todo ato ou omissão
praticado por pais, parentes ou responsáveis contra crianças e/ou adolescentes
que –sendo capaz de causar dano físico, sexual e/ou psicológico à vitima implica
de um lado, numa transgressão do direito que crianças e adolescentes têm de ser
tratados como sujeitos e pessoas em condição peculiar de desenvolvimento.” (p.
33).
A violência doméstica contra crianças e adolescentes é um problema
que ocorre dentro do lar, devendo, por isso, ser correlacionado estreitamente às
noções modernas de infância e família. Enquanto fenômeno social ela é objeto de
uma prática que engloba ações desde a prevenção até a intervenção, passando
pela detecção do fato, denúncia, verificação pelos órgãos delegados a esta função,

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como os conselhos tutelares, até a penalização dos agressores e as ações de


proteção às vitimas.
As experiências vividas pela criança no âmbito das relações familiares
fazem parte do seu cotidiano, marcado por aspectos positivos ou negativos. A
família pode ser considerada como um grupo social primário, constituída de
indivíduos que compartilham situações históricas, culturais, sociais, econômicas e
afetivas, apresentando uma comunicação própria e uma dinâmica determinada
(Ferrari, 2002; Corsi, 1994).
Segundo ARIÈS (1978) a família não teve sempre a configuração e a
dinâmica que observamos atualmente. Somente após a ascensão da burguesia e a
chegada da transição do feudalismo para o capitalismo, é que a família passa a
valorizar a intimidade da vida privada e a necessitar de uma identidade e união
afetiva. Sendo assim, o conceito moderno de infância deriva-se diretamente desta
conformação da sociedade burguesa do século XIX.
Sendo a família o primeiro grupo social do indivíduo, é importante
considerar a sua influência primordial no seu desenvolvimento e evolução. Desse
modo, o estabelecimento de interações sadias, que permitam a satisfação das
necessidades físicas, emocionais e intelectuais de seus membros, bem como a
experimentação, contenção e correta utilização dos conteúdos afetivos resulta em
uma família mais integrada, onde as pessoas poderiam se reconhecer como
sujeitos conscientes de si e dos demais com condições de amar e respeitar o outro.
(FERRARI, 2002, p. 97). E, no entanto, não se pode esquecer que esta família a
que nos referimos também está inserida no contexto social econômico e cultural da
sociedade capitalista ocidental e exerce a função de reprodução de mão de obra e
da ideologia dominante. Nesse sentido, a criança também é educada para as
relações sociais fora da família. Ora, as relações familiares espelham as relações
sociais e estas se encontram permeadas pelo autoritarismo, hierarquia, poder e
desigualdades. Na família da atualidade, não notamos situação diferente: a criança
se encontra alienada das decisões familiares, escolares e sociais, ocupando um
papel secundário na hierarquia familiar. SCODELARIO (apud Ferrari e Vecina,
2002) em seu artigo sobre a família que inclui violência em sua dinâmica aponta
para a multicausalidade deste fenômeno, isto é, “experiências de socialização,

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características patológicas, fatores situacionais de estresse, fatores culturais,


sociais e políticos, características particulares dos pais e/ou filhos”.
Segundo ADORNO (1988) não se pode pensar em violência sem fazer
uma referência às estruturas sociais e ao sujeito que as sustentam enquanto
experiência social.
Isso porque a violência expressa tanto as relações entre classes como as
relações interpessoais, isto é, as relações entre pais e filhos, adultos e crianças,
homens e mulheres, profissionais de categorias diferentes e assim por diante. O
fim a que se destina é a coisificação, ou seja, a transformação de sujeitos em
objetos. Os estudos e pesquisas têm apontado para a grande incidência desta
violação dos direitos no âmbito doméstico, associada à agressão física e
psicológica. Estes mesmos estudos têm demonstrado que a violência doméstica
não escolhe classe social, mas há uma tendência maior em encontrar-se mais
visibilidade do problema junto às camadas sociais populares, graças à sua
exposição aos serviços públicos e às ações interventivas do Estado.

6.1.1 Os PAPÉIS DA ESCOLA E DO PODER PUBLICAM CONTRA A


VIOLENCIA INFANTIL

A prevenção é uma estratégia importante para o combate à (re)produção


da violência doméstica contra crianças e adolescentes (Azevedo e Guerra, 2002).
Diferentes propostas de intervenções que integram as ações em distintos contextos
têm sido considerado como maneiras de se combater a violência. Para
Prilleltensky, Peirson e Nelson (2001) ao se promover o bem-estar da criança
devem ser considerados os níveis da hierarquia ecológica, com os suportes das
políticas sociais, em que está inserida a educação pública, os cuidados com a
saúde, a existência de normas sociais que respeitem a criança e o acesso a
ambientes comunitários coesos.
A escola, um dos sistemas que pode contribuir para a prevenção da
violência e influenciar no desenvolvimento infantil, conta desde o ano de 1996 com
um suporte político que define os objetivos, as prioridades, as condições e os
meios que devem reger a política educacional no país. A Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional (LDB) –Lei nº 9394/96 aponta que a educação é um
processo que se desenvolve na família e na convivência com outras pessoas em
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diferentes ambientes, sendo que esta lei volta-se para a educação escolar que
acontece “predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias”
(Brasil, 1996).
A LDB aponta que a educação escolar compõe-se da educação básica
(educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) e da educação superior. A
educação infantil, foco do presente estudo, deve ser oferecida nas creches e pré-
escolas, sendo a primeira etapa da educação básica, visando o desenvolvimento
integral da criança que tenha até seis anos de idade. Este desenvolvimento
envolve os aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais, complementares à
ação da família e da comunidade (Brasil, 1996).
Com a participação de profissionais diversos capazes de trabalhar em
equipe, torna-se mais eficiente a função educativa da escola, contribuindo para o
desenvolvimento da criança, e é neste contexto que o psicólogo pode ocupar um
lugar (Martinez, 2003).
A função social do psicólogo escolar, segundo Gomes (2002), deverá estar
relacionada ao compromisso ético-político-cultural característico de uma prática
educativa que esteja de fato envolvida com a transformação da realidade social.
Para esta autora, a Psicologia Escolar tende a converter-se em um instrumento que
busca promover a ajuda no ensino, na aprendizagem e ainda na solução de
problemas na área pessoal, social, institucional e comunitária.
A atuação do psicólogo na escola tem um caráter essencialmente social,
articulado a outros fazeres da instituição e do contexto extra-escolar, resultando em
um produto educacional coletivo ( Del Prette e Del Prette, 1996).
O conhecimento das políticas públicas voltadas à proteção de crianças e
adolescentes torna-se fundamental para que possam existir conexões entre os
psicólogos escolares e os serviços voltados ao acompanhamento e atenção à
infância, nesta visão externa à escola.
Para isso, torna-se importante saber que, após uma série de movimentos
sociais, foi promulgada em 1988 a Constituição Federal do Brasil e que o artigo 227
foi a alavanca de um processo que culminaria na elaboração de uma nova lei que
atendesse crianças e adolescentes. “Estavam criadas as bases da mobilização que
tornaram possível o rápido alastramento do debate, a partir de um texto básico, que
compunha o embrião da nova lei” 4 . Esta nova lei é o Estatuto da Criança e do

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Adolescente, (ECA). Promulgado no ano de 1990, o Estatuto da Criança e do


Adolescente segue a Doutrina da Proteção Integral e tem como objetivo primordial
oferecer proteção às crianças e adolescentes. Até então vigorava o Código de
Menores, onde as crianças não tinham os seus direitos expressos exclusivamente,
como cidadãos de fato. Constava ainda neste código a Doutrina da Situação
Irregular, tendo como objeto legal apenas os menores de 18 anos em estado de
abandono ou delinqüência, sendo submetidos pela autoridade competente às
medidas de assistência e proteção (Rocha e Pereira, 2004).
Está clara no ECA (Brasil, 1990) a obrigatoriedade da criação de
instrumentos para a efetivação dos direitos das crianças e dos adolescentes, tais
como os Conselhos Nacionais, Estaduais e Municipais dos Direitos da Criança e do
Adolescente e os Conselhos Tutelares, além das políticas públicas direcionadas a
esta população.
Conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (Brasil, 1990),
todos os municípios devem criar pelo menos um Conselho Tutelar, dependendo do
número de habitantes. A finalidade do Conselho Tutelar, tal como é previsto na lei,
é zelar para que as crianças e adolescentes tenham acesso efetivo aos seus
direitos, pois, se os direitos de uma ou várias crianças estiverem sendo violados,
omitidos ou ameaçados, o Conselho Tutelar deverá estar presente para intervir,
encaminhar soluções sérias, ágeis e permanentes para garantir estes direitos.
Caso os direitos de crianças e de adolescentes, garantidos no Estatuto,
estejam sendo violados, qualquer pessoa poderá e deverá dirigir-se ao Conselho
Tutelar para fazer denúncias, pois é dever da família, da comunidade, da
sociedade em geral e do Poder Público garantir a efetivação dos direitos de
crianças e adolescentes (Brasil, 1990). De acordo com Guzzo (2002), os
indicadores sociais no Brasil apontam que existe muito a ser feito para garantir os
direitos fundamentais das crianças. As políticas do país e os problemas
econômicos vividos pela maioria da população impedem o acesso de crianças e
adultos à cidadania. Crianças e adolescentes não são prioridades para práticas de
intervenção social.
O psicólogo, segundo Contini (2003), é um dos profissionais que ao
considerar crianças e adolescentes cidadãos sociais, deve voltar suas ações para
propostas que oportunizem a participação da sociedade civil organizada na busca

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dos direitos assegurados no ECA. No trabalho direto com as crianças e


adolescentes, o psicólogo poderá contribuir para que os sujeitos de direitos
apreendam a natureza política e ética da participação para a transformação social.
Dentro da escola, para que o psicólogo possa iniciar as atividades que
levem a uma modificação social, ele precisa ter um entendimento ecológico da
criança e das relações entre os diferentes sistemas sociais que influenciam o seu
desenvolvimento. Para esta compreensão utilizamos a abordagem ecológica do
desenvolvimento, proposta por Bronfenbrenner (1979/2002).
A ecologia do desenvolvimento humano é definida como o estudo científico
da acomodação progressiva, mútua, entre um ser humano ativo, em
desenvolvimento, e as propriedades que se modificam nos ambientes imediatos no
qual a pessoa vive, sendo que esse processo é afetado pelas relações entre esses
e pelos contextos mais amplos nas quais estão inseridos (Bronfenbrenner, 1979/
2002).
Este modelo ecológico do desenvolvimento proposto por Bronfenbrenner e
Morris (1998) privilegia a compreensão do ser humano de forma ampla e sistêmica
e propõem quatro dimensões que estão dinamicamente interligadas para melhor
entendê-las: o processo, a pessoa, o contexto e o tempo (PPCT). O processo é a
forma de interpretação das experiências no ambiente, focalizando mais os
aspectos saudáveis. A interação que acontece entre o organismo e o ambiente é o
que se denomina de processo proximal, que é um elemento importante designado
dentro do PPCT, uma vez que é a forma de interpretação das experiências dentro
do ambiente, sendo responsável pelo desenvolvimento da pessoa (Bronfenbrenner,
1995).
A dimensão pessoa refere-se as características biológicas, físicas e
psicológicas da própria pessoa que interage com o ambiente.
O contexto é entendido como os níveis de interação entre os sistemas do
meio ambiente ecológico e nos quais a pessoa se desenvolve. Esses sistemas
ecológicos foram divididos em microssistema, exossistema, mesossistema e
macrossitema, que estão organizados de maneira concêntrica (Bronfenbrenner,
1979/2002).

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O microssistema é a relação interpessoal mais próxima da pessoa, que


ocorrem num ambiente com características físicas e materiais específicos. São as
relações que mais afetam o desenvolvimento humano.
O mesossistema abarca as inter-relações entre dois ou mais ambientes
nos quais a pessoa em desenvolvimento participa de maneira ativa. Esse sistema é
formado ou ampliado toda vez que a pessoa em desenvolvimento entra num novo
sistema.
O exossistema é o ambiente que não envolve a pessoa em
desenvolvimento de forma direta, mas onde ela é afetada e afeta os eventos deste
ambiente por aquilo que ocorre no ambiente onde está a pessoa em
desenvolvimento.
O macrossistema são as relações mais amplas, da subcultura ou da cultura
como um todo, as crenças ou ideologias manifestadas.
A quarta dimensão do modelo ecológico é o tempo, sendo o momento
histórico, individual e da humanidade. Foi dividido em microtempo, mesotempo e
macrotempo. O desenvolvimento infantil, de acordo com Valle e Guzzo (2004), é o
resultado de todas as qualidades que traz para o sistema e dos efeitos interativos
de todos os sistemas, além dos efeitos dos microssistemas, como a escola de
educação infantil e os vizinhos, que podem afetar diretamente a criança.
Carvalho (2003) argumenta que a escola funciona como um sistema
ecológico (mesosistema), e é neste espaço onde acontece a educação, que
ocorrem influências sociais, culturais, políticas e históricas no desenvolvimento das
crianças provenientes de vários sistemas onde vive.
A mediação entre o mesossitema pode ser feita pelo psicólogo escolar
inserido na instituição para que os sistemas se complementem e favoreçam
preventivamente a criança (Valle e Guzzo, 2004).
Já o Conselho Tutelar pode fazer parte do exossistema se não houver
participação face-a-face, cujas decisões tomadas afetam a vida das crianças, mas,
caso passe a existir uma interação direta, passará a pertencer ao microssistema
(De Antoni e Koller, 2001).
Deve-se levar em conta a cultura e os valores ao se pensar políticas
públicas para a infância, já que estas compõem o macrossistema no qual a criança
está inserida (Carvalho, 2003).

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Com base no exposto acima, este estudo teve por objetivo geral
compreender como acontece a relação entre uma escola pública de educação
infantil e o Conselho Tutelar em casos de violência doméstica. De maneira mais
específica, pretendeu-se entender como a direção da escola e a supervisora
escolar lotada em uma instância municipal de suporte à unidade educacional
trabalham com as notificações de violência doméstica que envolvem seus alunos;
compreender como casos de violência doméstica são analisados pelo Conselho
Tutelar e conhecer como é percebido o papel do psicólogo escolar, ao longo deste
processo, para a escola, para a supervisora escolar, para o Conselho Tutelar, além
da visão de um profissional da área.

6.1.2 Principais Tipos de Maus-Tratos

Aqui serão apontados os principais tipos de abuso praticados contra as


crianças, onde os agressores mais comuns são os pais biológicos, adotivos e
madrasta/padrasto. Segundo AZEVEDO e GUERRA (2000), as estatísticas
internacionais apontam que 70% das agressões são provenientes dos pais
biológicos.
O cônjuge que agride mais os filhos é a mãe. Isso acontece devido o fato
da criança passar geralmente a maior parte do tempo em sua companhia. Já o pai,
por conta de ter maior força física, é o que causa lesões mais graves nos filhos
quando os pune corporalmente. Assim serão divulgados os níveis de violência mais
comuns.

6.1.2.1 Violência Física

Ela é resultante de um abuso de poder por parte dos pais (ou


responsáveis). Essa extrapolação do poder pode ser por abuso físico como os
castigos corporais ou por negligência, que é uma forma insidiosa de maus-tratos.
(GUERRA, 1989). Segundo Abrapia (2004b), a violência física se caracteriza pelo
uso da força ou atos de omissão praticados pelos pais ou responsáveis, podendo
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deixar marcas evidentes, sendo que as mais comuns são as de murros, tapas,
agressões com objetos e queimaduras com objetos ou líquidos quentes, conforme
melhor especifica (anexo A).

6.1.2.2 Violência Psicológica

Segundo Guerra (1989), o abuso-vitimização psicológico, ou tortura


psicológica, ocorre quando o adulto constantemente despreza a criança,
bloqueando seus esforços de autoaceitação, causando-lhe grande sofrimento
mental. Outra forma de representar sofrimento psicológico é quando a criança sofre
ameaças de abandono, tornando-se uma criança medrosa e ansiosa. O autor
acima ainda cita que esse tipo de abuso pode assumir duas formas básicas:
negligência afetiva e rejeição afetiva. A negligência afetiva é caracterizada pela
falta de responsabilidade, de calor humano, de interesse para com as
necessidades e manifestações da criança. Já a rejeição afetiva se caracteriza por
manifestações de depreciação e agressividade para com a criança.
Abrapia (2004a) considera como formas mais comuns de violência
psicológica a rejeição, a depreciação, a discriminação, o desrespeito e as punições
exageradas. Ela afirma ainda que esse tipo de violência, embora não deixe marcas
visíveis, deixa marcas por toda a vida.

6.1.2.3 Violência Sexual

Corresponde a todo ato ou jogo sexual entre um adulto e uma criança


menor de 18 anos, tendo por finalidade estimular sexualmente a criança ou utilizá-
la para obter uma estimulação sexual sobre sua pessoa ou de outra pessoa
(GUERRA, 1989).
Como subtipos do abuso sexual, tem-se, segundo Guerra (1989):

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• Incesto: que se caracteriza por toda atividade de caráter sexual entre


adulto e criança, seja uma relação de consanguidade, seja de afinidade ou de mera
responsabilidade (pai adotivo, tutor, padrasto).

• Exploração sexual: caracterizada por crianças em atividades de


prostituição e pornografias infantis, ou seja, que estão ingressadas no comércio do
sexo.

Segundo a Abrapia (2004a), a violência sexual é um abuso de poder,


sendo a criança ou adolescente induzido ou forçado a satisfazer sexualmente o
adulto. Portanto ela pode ou não vir acompanhada da violência física.

6.1.2.4 Negligência

Conforme já foi dito por Guerra (1989) é uma forma insidiosa de maus-
tratos. Neste caso o adulto omite os cuidados relacionados às necessidades físicas
e emocionais infanto-juvenis.

6.1.2.5 Síndrome do Bebê Sacudido (Shaken Baby Syndrome)

Esta síndrome que, segundo Abrapia (2004a), se refere a lesões de


gravidade variáveis, ocorrendo geralmente em lactente, quando é severo ou
violentamente sacudido.

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6.1.2.5 Considerações Finais

A presente pesquisa permitiu apreender as percepções dos operadores


do direito sobre a violência doméstica cujos resultados, quanto aos seus aspectos
desencadeadores, desenhou caminhos para sua compreensão a partir do foco do
que é a questão social, palco privilegiado de sua encenação.

A violência, qualquer que seja ela, instaura-se por inúmeros e complexos


fatores, passando desde a questão ambiental e o problema da qualidade de vida
que atingem a realidade familiar, até o comprometimento das relações.

Por outro lado, a ordem jurídica compõe-se e é produto do viver em


comunidade, constituinte precípuo de nossa cultura, cuja célula-mater é a família.
A mesma sociedade que impõe regras e normas de conduta não transcende seus
atos históricos nem seus ditames; especificamente, quanto à violência doméstica,
foi possível confirmar nosso pressuposto de que, historicamente, ela é tratada
pela sociedade de forma a banalizar as suas características específicas.

O Poder Judiciário parece-nos ser formado numa cultura com pouca


capacidade de entender a sociedade e seus conflitos, além de estar fechado para
discussão interna ou externa. Seus operadores, enquanto ramo do Estado,
comungam e introjetam o ideário de sua possível redemocratização.

Ultrapassamos, dessa forma, a visão ingênua da realidade, para uma


compreensão mais crítica, possibilitada pelo diálogo entre a teoria e os dados
concretos apresentados.

Os relatos dos entrevistados demonstram uma visão limitada quanto à


violência doméstica e à violência na sociedade, não citando, por exemplo, os
aspectos psicossociais, éticos, morais, etc. Apesar de apontarem a
multifatoriedade do problema, registram que ele está relacionado a uma
determinada classe social, em discórdia com a literatura já mencionada. A

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violência acontece, também, em todas as classes sociais e envolve todos os


profissionais, sejam eles liberais ou trabalhadores braçais.

Essa visão unilateral pode estar influindo na forma como tais profissionais
atuam nos processos, levando-os, provavelmente, à banalização da violência
infantil.

Acreditamos, ainda, que este estudo representa uma pequena


contribuição para o avanço do conhecimento com relação à violência contra a
criança e o adolescente, ao ultrapassar a simples descrição de fatos e
desconstruir as falas dos sujeitos, trazendo luz à compreensão da realidade
estudada, participando, assim, do desafio de construir o saber.

A presente pesquisa permitiu apreender as percepções dos operadores do direito


sobre a violência doméstica cujos resultados, quanto aos seus aspectos
desencadeadores, desenhou caminhos para sua compreensão a partir do foco do
que é a questão social, palco privilegiado de sua encenação.

A violência, qualquer que seja ela, instaura-se por inúmeros e complexos fatores,
passando desde a questão ambiental e o problema da qualidade de vida que
atingem a realidade familiar, até o comprometimento das relações.

Por outro lado, a ordem jurídica compõe-se e é produto do viver em comunidade,


constituinte precípuo de nossa cultura, cuja célula-mater é a família. A mesma
sociedade que impõe regras e normas de conduta não transcende seus atos
históricos nem seus ditames; especificamente, quanto à violência doméstica, foi
possível confirmar nosso pressuposto de que, historicamente, ela é tratada pela
sociedade de forma a banalizar as suas características específicas.

O Poder Judiciário parece-nos ser formado numa cultura com pouca capacidade de
entender a sociedade e seus conflitos, além de estar fechado para discussão
interna ou externa. Seus operadores, enquanto ramo do Estado, comungam e
introjetam o ideário de sua possível redemocratização.

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Ultrapassamos, dessa forma, a visão ingênua da realidade, para uma compreensão


mais crítica, possibilitada pelo diálogo entre a teoria e os dados concretos
apresentados.

Os relatos dos entrevistados demonstram uma visão limitada quanto à violência


doméstica e à violência na sociedade, não citando, por exemplo, os aspectos
psicossociais, éticos, morais, etc. Apesar de apontarem a multifatoriedade do
problema, registram que ele está relacionado a uma determinada classe social, em
discórdia com a literatura já mencionada. A violência acontece, também, em todas
as classes sociais e envolve todos os profissionais, sejam eles liberais ou
trabalhadores braçais.

Essa visão unilateral pode estar influindo na forma como tais profissionais atuam
nos processos, levando-os, provavelmente, à banalização da violência infantil.

Acreditamos, ainda, que este estudo representa uma pequena contribuição para o
avanço do conhecimento com relação à violência contra a criança e o adolescente,
ao ultrapassar a simples descrição de fatos e desconstruir as falas dos sujeitos,
trazendo luz à compreensão da realidade estudada, participando, assim, do desafio
de construir o saber.

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