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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Centro de Ensino à Distância

Manue de Curso de Licenciatura em Ensino de Biologia


Bioestatística e Higiene Escolar

Universidade Católica de Moçambique


Centro de Ensino `a Distância
Direitos de autor (copyright)
Este manual é propriedade da Universidade Católica de Moçambique, Centro de Ensino `a Distância
(CED) e contém reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução deste manual, no
seu todo ou em partes, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (electrónicos, mecânico,
gravação, fotocópia ou outros), sem permissão expressa de entidade editora (Universidade Católica de
Moçambique-Centro de Ensino `a Distância). O não cumprimento desta advertência é passivel a
processos judiciais.

Elaborado Por: Naftal Naftal


Licenciado em Ensino de Biologia e Química pela Universidade
Pedagógica-Delegação da Beira.
Foi Docente da Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade Católica de Moçambique.
Colaborador e Docente do Centro de Ensino a Distancia-Departamento de
Química e Biologia da Universidade Católica de Moçambique.
Actualmente Docente da Faculdade de Ciências de Saúde na Universidade Zambeze.

Universidade Católica de Moçambique


Centro de Ensino `a Distância-CED
Rua Correira de Brito No 613-Ponta-Gêa

Moçambique-Beira
Telefone: 23 32 64 05
Cel: 82 50 18 44 0
Fax:23 32 64 06
E-mail:ced@ucm.ac.mz
Website: www..ucm.ac.mz
Agradecimentos
A Universidade Católica de Moçambique-Centro de Ensino `a Distância e o autor do presente manual,
dr. Naftal J. Naftal, agradecem a colaboração dos seguintes indivíduos e instituições na eleboração
deste manual.

Pela contribuição no conteúdo temático dr. Naftal J. Naftal , docente na Universidade


Católica e colaborador do CED e na Faculdade de
Ciências de Saúde na Universidade Zambeze.

Pelas imagens e ilustrações dr. Sérgio Daniel Artur (Coordenador e Docente


de cursos de Licenciatura em Ensino de Química
e Biologia na UCM-CED )

Pela revisão linguística dr. Armando Ramiro Artur (Coordenador de


Curso de Língua Portuguesa e docente na UCM-
CED) e dr. Estevão Alculete Lopes de Araújo (
Docente do Instituto de Língua da Beira e
Docente e Colaborador na UCM-CED )
Bioestatística e Higiene Escolar

Índice
Visão Geral 01
Benvindo a ecologia humana e educação ambiental ............................................................... 01
Objectivos da cadeira .............................................................................................................. 01
Quem deveria estudar esta cadeira ......................................................................................... 01
Como está estruturada este cadeira ........................................................................................ 01
Ícones de actividade................................................................................................................ 01
Habilidades de estudo ............................................................................................................. 02
Precisa de apoio? ................................................................................................................... 02
Tarefas (avaliação e auto-avaliação) ....................................................................................... 03
Avaliação ...................................................................................................................... 03

Unidades de Estudo-B0044
Unidade 01. Bioestatística....................................................................................................... 05
Unidade 02. Investigação Científica......................................................................................... 10
Unidade 03. Projecto de Investigação ..................................................................................... 14
Unidade 04. Tipos de Estudos....................................................................................................22
Unidade 05. Higiene Escolar .................................................................................................. 29
Unidade 06. Higiene do Edificio Escolar.....................................................................................33
Unidade 07. Dimensões da Sala de Aulas..................................................................................37
Unidade 08. Pavimento e Pintura das Paredes da Sala de Aulas..............................................41
Unidade 09. Carteira Racional e Prática para um Aluno............................................................45
Unidade 10. Limpeza e Desinfecção da Escola.........................................................................49
Unidade 11. Porquê uma Abordagem FRESH...........................................................................54
Unidade 12. Desenvolvimento do Modelo FRESH.....................................................................58
Unidade 13. Quadro para Intervenção em Saúde Escolar.........................................................62
Unidade 14. Custos dos Programas de Saúde Escolar.............................................................66
Unidade 15. Escolarização e a Infância.....................................................................................69
Unidade 16. Infância e a Educação Física...........................................................................74

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Bioestatística e Higiene Escolar

Visão Geral

Benvindo a Bioestatística e Higiene


Escolar

Caro estudante, bem-vindo a Bioestatística e Higiene Escolar. A cadeira


de bioestatística e higiene escolar, é um campo das ciências biológicas
que se ocupa com o estudo da escola nos aspectos ligados a higiene e a
saúde, de modo a proporcionar um ambiente são as crianças.
Esta cadeira permitirá que o prezado estudante, compreenda e discuta
como é que os diferentes a autores e fazedores do processo ensino-
aprendizagem, para tornar a escola, as salas de aulas, os balneários, a
saúde dos alunos, cada vez melhor e oferecer um ambiente confortável
em termos higiénicos e condições de aprendizagem, incluindo os
professores.

O módulo, esta composto por duas partes. Na primeira será discutido a


bioestatistica e a segunda higiene escolar.

Objectivos da Cadeira
Quando caro estudante, terminar o estudo da Bioestatística e Higiene
Escolar será capaz de:

 Aplicar os conhecimentos sobre a bioestatistica e higeine escolar.


 Desenvolver atitudes com vista a manter a escola limpa e saudável.
 Aplicar os primeiros socorros no caso de acidentes na escola.
 Aplicar as recomendações básicas de construcao, pinturas e
apetrechamento de edifícios escolares.
 Explicar a importância da aplicacao das regras básicas de saúde e
Objectivos higiene escolar.
 Descrever os problemas mais comuns ligados a falta de higiene na
escola.

Quem deveria estudar esta Cadeira


Este manual da cadeira de Bioestatística e Higiene Escolar foi concebido
para todos aqueles que estejam a ingressar para os cursos de
licenciatura em ensino de Biologia, dos programas do Centro de Ensino
`a Distância, e para aqueles que desejam consolidar seus
conhecimentos em Bioestatística e Higiene Escolar, para que sejam
capazes de compreender melhor os aspectos relacionados com a saúde
na escola, na comunidade e em outros locais de interesse social.

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Bioestatística e Higiene Escolar

Como está estruturado este Módulo


Todos os manuais das cadeiras dos cursos oferecidos pela Universidade
Católica de Moçambique-Centro de Ensino `a Distância (UCM-CED)
encontram-se estruturados da seguinte maneira:

Páginas introdutórias
 Um índice completo.
 Uma visão geral detalhada da cadeira, resumindo os aspectos-
chave que você precisa conhecer para completar o estudo.
Recomendamos vivamente que leia esta secção com atenção antes
de começar o seu estudo.
Conteúdo da cadeira
A cadeira está estruturada em unidades de aprendizagem. Cada unidade
incluirá, o tema, uma introdução, objectivos da unidade, conteúdo
da unidade incluindo actividades de aprendizagem, um sumário da
unidade e uma ou mais actividades para auto-avaliação.
Outros recursos
Para quem esteja interessado em aprender mais, apresentamos uma
lista de recursos adicionais para você explorar. Estes recursos podem
incluir livros, artigos ou sites na internet.
Tarefas de avaliação e/ou Auto-avaliação
Tarefas de avaliação para esta cadeira, encontram-se no final de cada
unidade. Sempre que necessário, dão-se folhas individuais para
desenvolver as tarefas, assim como instruções para as completar. Estes
elementos encontram-se no final do manual.
Comentários e sugestões
Esta é a sua oportunidade para nos dar sugestões e fazer comentários
sobre a estrutura e o conteúdo da cadeira. Os seus comentários serão
úteis para nos ajudar a avaliar e melhorar este manual.

Ícones de Actividade
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas margens
das folhas. Estes icones servem para identificar diferentes partes do
processo de aprendizagem. Podem indicar uma parcela específica de
texto, uma nova actividade ou tarefa, uma mudança de actividade, etc.

Acerca dos ícones


Os ícones usados neste manual são símbolos africanos, conhecidos por
adrinka. Estes símbolos têm origem no povo Ashante de África
Ocidental, datam do século 17 e ainda se usam hoje em dia.

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Bioestatística e Higiene Escolar

Habilidades de Estudo
Caro estudante, procure olhar para você em três dimensões
nomeadamente: O lado social, professional e estudante, dai ser
importante planificar muito bem o seu tempo.
Procure reservar no mínimo 2 (duas) horas de estudo por dia e use ao
máximo o tempo disponível nos finais de semana. Lembre-se que é
necessário elaborar um plano de estudo individual, que inclui, a data, o
dia, a hora, o que estudar, como estudar e com quem estudar (sozinho,
com colegas, outros).
Evite o estudo baseado em memorização, pois é cansativo e não produz
bons resultados, use métodos mais activos, procure desenvolver suas
competências mediante a resolução de problemas específicos, estudos
de caso, reflexão, etc.
Os manuais contêm muita informação, algumas chaves, outras
complementares, dai ser importante saber filtrar e apresentar a
informação mais relevante. Use estas informações para a resolução dos
exercícios, problemas e desenvolvimento de actividades. A tomada de
notas desenpenha um papel muito importante.
Um aspecto importante a ter em conta é a elaboração de um plano de
desenvolvimento pessoal (PDP), onde você reflecte sobre os seus
pontos fracos e fortes e perspectivas o seu desenvolvimento.
Lembre-se que o teu sucesso depende da sua entrega, você é o
responsável pela sua própria aprendizagem e cabe a ti planificar,
organizar, gerir, controlar e avaliar o seu próprio progresso.

Precisa de Apoio?
Caro estudante, temos a certeza de que por uma ou por outra situação, o
material impresso, lhe pode suscitar alguma dúvida (falta de clareza,
alguns erros de natureza frásica, prováveis erros ortográficos, falta de
clareza conteudística, etc). Nestes casos, contacte o tutor, via telefone,
escreva uma carta participando a situação e se estiver próximo do tutor,
contacte-o pessoalmente.
Os tutores têm por obrigação, monitorar a sua aprendizagem, dai o
estudante ter a oportunidade de interagir objectivamente com o tutor,
usando para o efeito os mecanismos apresentados acima.
Todos os tutores têm por obrigação facilitar a interação, em caso de
problemas específicos ele deve ser o primeiro a ser contactado, numa
fase posterior contacte o coordenador do curso e se o problema for da
natureza geral, contacte a direcção do CED, pelo número 825018440.
Os contactos so se podem efectuar, nos dias úteis e nas horas normais
de expediente.
As sessões presenciais são um momento em que você caro estudante,
tem a oportunidade de interagir com todo o staff do CED, neste período
pode apresentar dúvidas, tratar questões administrativas, entre outras.
O estudo em grupo, com os colegas é uma forma a ter em conta, busque
apoio com os colegas, discutam juntos, apoiem-me mutuamnte, reflictam
sobre estratégias de superação, mas produza de forma independente o
seu próprio saber e desenvolva suas competências.
Juntos na Educação `a Distância, vencedo a distância..

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Bioestatística e Higiene Escolar

Tarefas (avaliação e auto-avaliação)


O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e
auto-avaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é
importante que sejem realizadas.As tarefas devem ser entregues antes
do período presencial.
Para cada tarefa serão estabelecidos prazaos de entrga, e o não
cumprimento dos prazos de entrega, implica a não classificação do
estudante.
Os trabalhos devem ser entregues ao CED e os mesmos devem ser
dirigidos ao tutor/docentes.
Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa, contudo
os mesmos devem ser devidamente referenciados, respeitando os
direitos do autor.
O plagiarismo deve ser evitado, a transcrição fiel de mais de 8 (oito)
palavras de um autor, sem o citar é considerado plágio. A honestidade,
humildade científica e o respeito pelos direitos autorais devem marcar a
realização dos trabalhos.

Avaliação
Vocé será avaliado durante o estudo independente (80% do curso) e o
período presencial (20%). A avaliação do estudante é regulamentada
com base no chamado regulamento de avaliação.
Os trabalhos de campo por ti desenvolvidos, durante o estudo individual,
concorrem para os 25% do cálculo da média de frequência da cadeira.
Os testes são realizados durante as sessões presenciais e concorrem
para os 75% do cálculo da média de frequência da cadeira.
Os exames são realizados no final da cadeira e durante as sessões
presenciais, eles representam 60%, o que adicionado aos 40% da média
de frequência, determinam a nota final com a qual o estudante conclui a
cadeira.
A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da cadeira.
Nesta cadeira o estudante deverá realizar: 2 (dois) trabalhos; 1 (um)
teste e 1 (exame).
Não estão previstas quaisquer avaliações orais.
Algumas actividades práticas, relatórios e reflexões serão utilizadas
como ferramentas de avaliação formativa.
Durante a realização das avaliações, os estudantes devem ter em
consideração: a apresentação; a coerência textual; o grau de
cientificidade; a forma de conclusão dos assuntos, as recomendações, a
indicação das referências utilizadas, o respeito pelos direitos do autor,
entre outros.
Os objectivos e critérios de avaliação estão indicados no manual.
Consulte-os.
Alguns feedbacks imediatos estão apresentados no manual.

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Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 01

Tema: Bioestatistica

Introdução
Caro estudante, seja bem-vindo Bioestatística. A Bioestatística não se
distanciada estatística aplicada em matematica. A principal diferença e o facto
deste módulo estudar aspectos directamento relacionados com o Homem, em
particular na escola como um lugar de busca de conhecimentos e atitudes que
caracterizam os princípios básicos de convivência humana

Nesta unidade o prezado estudante é convidado para a discussão acerca de


conceitos usados em bioestatistica, investigacao cientifica, projecto de
investigacao, etc.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Definir bioestatistica.
 Aplicar correctamente conceitos usados em bioestastica
 Explicar os conceitos usados em bioestastica
 Descrever áreas em que pode ser aplicada bioestastica
Objectivos
 Aplicar conhecimentos de bioestastica na resolução de problemas

Conceito de Bioestatística
A bioestatística é a aplicação de estatística ao campo biológico e
médico. Ela é essencial em muitas áreas sociais no planeamento,
colecta, avaliação e interpretação de todos os dados obtidos em
pesquisa na área biológica e médica. É fundamental à epidemiologia, à
ecologia, à psicologia social e à medicina baseada em evidência.

Alguns Conceitos Importantes em Bioestatística

Estatística: é um ramo do conhecimento que consta de um conjunto de


processos cujo objectivo é a observação, a classificação formal e a
análise de fenômenos colectivos ou de massa (finalidade descritiva) e,
também, de investigar a possibilidade de fazer inferências indutivas

5
Bioestatística e Higiene Escolar

válidas a partir de dados observados e buscar métodos para permitir


essa inferência (finalidade indutiva).

Biometria: é um ramo da ciência que estuda a mensuração dos seres


vivos. É a parte da estatística que investiga atributos biológicos
quantitativos, pertinentes a uma população de seres vivos. As idéias dos
cientistas devem ser testadas. Isso possibilita projectos de pesquisa,
para provar evidências.

Dado: é elemento ou quantidade conhecida que serve de base à


resolução de um problema. É importante notar que para a estatística,
não interessam resultados únicos portanto, se os dados não puderem
ser quantificados não poderão ser submetidos à análise estatística.

Estágios de uma pesquisa:

 Redução do problema a uma hipótese testável


 Desenvolvimento de um conjunto de instrumentos (ex:
elaboração de um questionário, entrevista, método laboratorial)
 Colecta dos dados para a pesquisa da matéria de estudo.
 Análise dos dados para a pesquisa o matéria de estudo
 Interpretação dos dados, levando em conta a hipótese inicial.
 Comunicação dos resultados (seminários, conferências e/ou
publicações).

Amostra: conjunto de observações individuais, selecionadas por um


critério específico. Para se fazer as observações individuais toma-se a
Menor Unidade Amostral (M.U.A.).

E importante notar que os elementos amostrais podem ser:

 Simples (indivíduos) ou Coletivos (famílias, irmandades,


colônias). Veja o exemplo abaixo:
 Amostra: Peso de 100 ratos
M.U.A.: Cada rato
Observação individual: Peso de cada rato
 Amostra: Peso de 1 rato durante 1 mês
M.U.A.: O rato
Observação individual: Cada pesagem do rato

População (ou universo): Pode ser definida ou analizada tendo em


conta duas áreas importantes, como se pode ver, logo a seguir:

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Bioestatística e Higiene Escolar

 Em Biologia: é o conjunto de indivíduos de uma certa espécie,


que ocupa uma certa área em um determinado intervalo de
tempo.

 Em Estatística: é a totalidade de observações individuais dentro


de uma área de amostragem delimitada no espaço e no tempo,
sobre as quais serão feitas inferências.

Inferência Estatístisca: População> Amostra> Observações individual


de caracteres ou variáveis

Variável: propriedade em relação à qual os indivíduos de uma amostra


diferem de algum modo aferível (aferir = ajustar a um padrão). Note-se
que as propriedades que não variam não são de interesse estatístico.

Variáveis Mensuráveis: as variáveis em termos estatísticos são:

 Contínuas: podem assumir qualquer valor. Dependem apenas da


precisão do instrumento de medição. Exemplos: comprimentos,
áreas, volumes, pesos, ângulos, temperaturas, períodos de
tempo, taxas, %...
 Descontínuas: podem assumir apenas valores inteiros, sem
intermediários possíveis. Também são chamadas de merísticas
ou discretas. Exemplos: número de estruturas (ex: dentes,
glândulas), número de colônias de microrganismos em uma
placa de Petri, Número de indivíduos por área.

As variáveis descontínuas podem apresentar alguns casos considerados


especiais:

 Variáveis de Ordenação: não podem ser medidas, mas podem


ser ordenadas ou classificadas. Exemplo: sequência de eclosão
de pupas (1a, 2a, 3a, etc).
 Variáveis Qualitativas (categóricas ou de atributos): não podem
ser medidas, mas são expressas qualitativamente. Combinando-
se os atributos com frequências, esses podem ser tratados
estatisticamente. Exemplo: sexo (macho ou fêmea), cor do olho
(verde, azul ou castanho), grupos de um sistema sanguíneo.

Exatidão: é a proximidade da medida obtida em relação à medida real.

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Bioestatística e Higiene Escolar

Precisão: é a capacidade de reproduzir o mesmo valor em medidas


consecutivas.

Limites Implícitos: o último dígito de uma medida deve ser significativo,


ou seja, deve estar entre limites implícitos, os quais devem ser
verificáveis. Por exemplo:

 Se a medida é 12, os limites implícitos são 11.5 e 12.5


 Se a medida é 12.3, os limites implícitos são 12.25 12.35
 Se a media é 12.32, os limites implícitos sãio 12,315 12,325

Convenção para Arredondamento: se o dígito a ser arredondado é


seguido de um número menor que cinco, não são alterados. Se o dígito a
ser arredondado é seguido de um número maior ou igual a cinco, em
regra deve no entanto, ser acrescido de mais de uma unidade.

Exemplo: supondo que se deseja arredondar para:


a) A terceira casa decimal:
3.14128 = 3.141
4.26781 = 4.268
2.99251 = 2.993

b) A segunda casa decimal:


3.14128 = 3.14
4.26781 = 4.27
2.99251 = 2.99

Sumário
A bioestatística é a aplicação de estatística ao campo biológico e
médico. É aplicada por exemplo em epidemiologia, ecologia, psicologia
social e à medicina baseada em evidência. E regra que uma ciência
tenha sua própria linguagem, neste caso, em bioestatística são usados
conceitos como estatística, biometria, dado, estágios de uma pesquisa,
amostra, população (ou universo).

O termo populacao ao nível da estatística tem outra interpretacao


contraria a da biologia, inferência estatístisca, variável, variáveis
mensuráveis. Estas por sua vez podem ser contínuas ou descontínuas.

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Bioestatística e Higiene Escolar

As variáveis descontínuas são variáveis de ordenação e variáveis


qualitativas. A exactidão e outro conceito aplicado, incluindo os conceitos
de a precisão, limites implícitos e convenção para arredondamento:

1. Qual é a diferença entre exactidão e precisão?


R: Exactidão é a proximidade da medida obtida em relação à medida real
enquanto que precisão é a capacidade de reproduzir o mesmo valor em
medidas consecutivas.

2. Diga como e definida a populacao em biologia e estatística.


R: Em biologia populacao é o conjunto de indivíduos de uma certa espécie, que
ocupa uma certa área em um determinado intervalo de tempo enquanto que em
estatística é a totalidade de observações individuais dentro de uma área de
amostragem delimitada no espaço e no tempo, sobre as quais serão feitas
inferências.

3. Explique como são classificadas as variáveis mensuráveis descontinuas em


Exercícios termos estatísticos.
R: Variáveis de ordenação-não podem ser medidas, mas podem ser ordenadas
ou classificadas e variáveis qualitativas (categóricas ou de atributos)-não podem
ser medidas, mas são expressas qualitativamente. Combinando-se os atributos
com frequências, esses podem ser tratados estatisticamente.
a) De exemplos que concordem com a sua resposta.
R: Variáveis de ordenação, exemplo: sequência de eclosão de pupas (1a, 2a,
3a, etc) e variáveis qualitativas, exemplo: sexo (macho ou fêmea), cor do olho
(verde, azul ou castanho), grupos de um sistema sanguíneo.

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Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 02

Tema: Investigação Científica

Introdução

Depois de termos discutidos na unidade anterior aspectos introdutórios


da bioestatistica. E importante frisar que muitas vezes, não seremos
capazes de resolver problemas de ordem científicos sem aplicaçõ da
bioestatistica.

Nesta unidade, discutir aspectos teóricos de uma investigacao cientifica


de modo que no futuro, o estudante esteja dotado de bases para ligar
teoria-pratica, com base numa investigação.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Aplicar conhecimentos sobre a investigacao cientifica.


 Explicar os requisitos para uma investigacao científica.
 Elaborar protocolo de uma investigacao científica.
 Resolver problemas centrados numa pesquisa científica.
Objectivos
 Aplicar as regras de investigacao cientifica.

Investigação Científica

A investigação científica, é uma esfera do trabalho organizado, para dar


solução aos problemas simples ou complexos. Em todos casos, essa
actividade científica organiza-se em várias fases ou etapas incluíndo
tanto, conhecimento científico bem como, a aquisição de novos
conhecimentos at é a solução de diferentes problemas, e caracteriza-se
por três etapas fundamentais:

1. Observação: com objectivo de contemplar o que se pretende


observar. Observar com finalidade de criar melhor juízo sobre o
problema (vale a pena investigar, será que realmente e um
problema?...);

10
Bioestatística e Higiene Escolar

2. Hipótese: um pensamento definido, como possíveis soluções ao


problema que se pretende resolver;
3. Verificação das hipóteses: com o objectivo de fazer análise se
realmente se adequam ao problema levantado ou se poderão
responder o problema levantado.
A investigação cientifica passa por diferentes momentos ou etapas
dinâmicas que são: planificação da investigação, execução da
investigação e conclusão ou relatório final.

 Planificação: caracteriza-se pela planificação do problema, a


formulação dos objectivos, o cronograma de actividades,
recursos a usar e custos da investigação;
 Execução: recolha de dados, processamento e análise dos
resultados;
 Conclusão: discussão dos resultados, conclusões, sugestões e
recomendações.
Portanto, a planificação antecede, a recolha de dados e consiste na
definição dos passos a seguir, desde a eleição do problema a investigar
até ao desenho metodológico a seguir. Na planificação respondem-se
três perguntas principais.

 O que é que se vai investigar? Isto vai constituir a pergunta e


problema da investigação.

 Qual é a base teórica do problema: que é o marco teórico ou


hipótese;

 Como se investigará: metodologia de investigação a ser usada.

Na execução inclui a recolha de dados, seu processamento, análise,


interpretação e conclusão, que no fim será elaborado um relatório final
no qual serão conhecidos os resultados, com o fim de contribuir para
implementação de conhecimentos habituais sobre o tema de estudo e
ajudar a dar solução aos problemas que motivaram a investigação.

Para chegar a uma investigação científica existe modelos conhecidos por


projectos (proposta, protocolo) de investigação. O projecto de
investigação é um documento que especifica o objecto da investigação
contendo no máximo possível detalhes, precisão e claridade do plano da
investigação científica e deve ser concebido antes do inicio da
investigação, seguindo todas as etapas anteriormente apresentadas.

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Bioestatística e Higiene Escolar

Sumário
A investigação científica, é uma esfera do trabalho organizado, para dar
solução aos problemas simples ou complexos. Em todos casos, essa
actividade científica organiza-se em várias fases ou etapas incluíndo
tanto, conhecimento científico bem como, a aquisição de novos
conhecimentos at é a solução de diferentes problemas, e caracteriza-se
por três etapas fundamentais: a observação com finalidade de criar
melhor juízo sobre o problema, as hipótese um pensamento definido,
como possíveis soluções ao problema, que se pretende resolver e a
verificação das hipóteses com o objectivo, de fazer análise se realmente
se adequam ao problema levantado ou se poderão responder o
problema levantado.

Os momentos ou etapas da investigacao cientifica são planificação da


investigação, execução da investigação e conclusão ou relatório final. Na
execução inclui a recolha de dados, seu processamento, análise,
interpretação e conclusão, que no fim será elaborado um relatório final
no qual serão conhecidos os resultados, com o fim de contribuir para
implementação de conhecimentos habituais sobre o tema de estudo e
ajudar a dar solução aos problemas que motivaram a investigação. O
projecto de investigação é um documento que especifica o objecto da
investigação contendo no máximo possível detalhes, precisão e
claridade do plano da investigação cientifica e deve ser concebido antes
do inicio da investigação, seguindo todas as etapas anteriormente
apresentadas.

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Bioestatística e Higiene Escolar

1. Quais são as fases ou etapas da investigação cientifica?


R: Observação, hipótese e verificação das hipóteses.

a) Em que consiste cada uma das etapas?


R: Observação: observar com finalidade de criar melhor juízo sobre o problema,
hipótese são possíveis soluções ao problema que se pretende resolver e
verificação das hipóteses com o objectivo de fazer análise se realmente se
adequam ao problema levantado.

2. Explique cada uma das etapas dinâmicas da investigação.


R: A planificação caracteriza-se pela planificação do problema, a formulação
dos objectivos, o cronograma de actividades, recursos a usar e custos da
investigação; a execução recolha de dados, processamento e análise dos
Exercícios resultados e conclusão discussão dos resultados, conclusões, sugestões e
recomendações.

4. Para chegar a uma investigação científica existe modelos conhecidos por


projectos (proposta, protocolo) de investigação.
a) O que é projecto de investigação?
R: O projecto de investigação é um documento que especifica o objecto da
investigação contendo no máximo possível detalhes, precisão e claridade do
plano da investigação científica e deve ser concebido antes do inicio da
investigação.

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Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 03

Tema: Projecto de Investigação

Introdução
Caro estudante, como pode notar, praticamente esta unidade e
continuacao da discutida anteriormente, sobre a investigacao cientifica.
Aconselhamos que o estudante faca uma ligacao entre a unidade
anterior, com esta que iremos discutir a seguir.

Nesta unidade, o prezado estudante é convidado para uma discussão


teórica sobre o projecto de investigacao.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Aplicar conhecimentos sobre a investigacao cientifica.


 Explicar os requisitos para uma investigacao científica.
 Elaborar protocolo de uma investigacao científica.
 Resolver problemas centrados numa pesquisa científica.
Objectivos
 Aplicar as regras de investigacao cientifica.

Projecto de Investigação
O projecto também, designado protocolo de investigação é um
documento que especifica o objecto da investigação contendo no
máximo possível detalhes, precisão e claridade do plano da investigação
científica e deve ser concebido antes do inicio da investigação.

Os componentes básicos do processo de investigação são:

1. Titulo: o título deve ser claro, preciso e breve e ainda específico. Para
muitos autores, deve levar entre 15-20 palavras devendo informar qual é
o conteúdo do tema de investigação. Portanto, em muitos casos, devido
a dificuldade de formulação do mesmo, sugere-se sua definiação no fim
da investigação.

14
Bioestatística e Higiene Escolar

2. Autores e instituições: refere-se a pessoa ou grupo de pessoas que


participa na investigação, dentre as quais os autores principais ou
máximos responsáveis do desenvolvimento do processo, investigativo e
os coordenadores de cada etapa de investigação. E imprescindível
referenciar de forma específica ou clara a instituição a qual pertencem os
investigadores e dizer o conteúdo.

3. Índice: todo documento deve incluir este componente, para facilitar


que os leitores localizem de maneira rápida e fácil os conteúdos,
sessões e suas divisões contidos no documento ou projecto. E
necessário especificar as páginas importantes e exactas de modo que os
leitores encontrem o assunto.

4. Planteamento do Problema: inclui introdução ou antecedentes de


justificação. Quando enfretamos obstáculos, na vida diária ou em acções
planificadas para obter novos conhecimentos, surge um problema
cientifico, cuja definição intervêm afinidade que persegue. Para muitos
autores, o problema deve expressar a pergunta principal da investigação.

É uma síntese, que faz a interpretação de um fenómeno específico a luz


dos conhecimentos acumulados, a qual tenta-se provar. O problema tem
carácter interrogativo e a sua resposta não esta contida no conjunto dos
conhecimentos actuais, os quais so serão obtidos como resultado do
processo de investigação de modo que o problema científico constitui
argola para união entre o conhecimento adquirido com o que se procura.
As outras funções dos problemas são:

a) Resolver necessidade prática social.


b) São pontos de partida para aquisição de novos conhecimentos.
c) Organizam o oprocesso investigativo.
d) Determinam o conteúdo.
e) Definem o tipo de investigação.

Para a formulação do problema e necessário ao menos ter três


requisitos:

 Objectividade: expressa o seu conteúdo e a fundamentação.


 Especificidade: demarca o problema na sua particularidade.
 Contrastação empírica: expressa a possibilidade de comparar-se
com a realidade.

Os passos para planteamento do problema que devem ser seguidos são:

15
Bioestatística e Higiene Escolar

 Definir a área e tema de estudo: identificação do lugar, onde vai


ocorrer a investigação bem como, o período que vai levar a
investigação (em alguns casos inclui a população-alvo):
Quando? Onde? Quem?
 O problema deve ser planteado em forma de pergunta, exemplo:
a) Qual será a da mortalidade geral em Moçambique
entre 2009-2012, segundo causas evitaveis?
b) Quais foram os factores que contribuiram para o maior
índice de reprovações na escola...?
c) Quais foram os factores associados ao aumento da
criminalidade na cidade da Beira em 2008?

5. Hipóteses: uma vez identificado o problema a investigação com base


de uma experiencia e conhecimento elabora uma explicação inicial,
acerca do carácter do problema. Uma concepção preliminar capaz de
abranger seus diferentes aspectos. A hipótese tenta relatar uma
explicação teórica e facilitar a solução prática do problema. No sentido
geral pode-se consider a hipótese como uma suposição cientificamente
fundamental para uma situação até o seu momento desconhecido, e
uma espécie de suspeita sobre a interrogante principal do problema a
estudar.

As características principais de uma hipótese são:

 E um guia ou critério de orientação da investigação.


 Uma vez comprovada converte-se numa tese e ponto de partida
de novas investigações.
 Constitui uma fonte directa para elaboração das variáveis com
seus respectivos indicadores.

Os requisitos de uma hipótese são:

a) Evitar estar em correspondência com material empírico


previamente acumulado.
b) Derivar-se de teorias existentes já comprovadas e guardar
relação com elas.
c) Expressar um princípio comprovável na prática ou teoria.
d) Ter riqueza de conteúdo e dispor de certa significação dentro de
um contexto científico, possuir valor cognitivo.

16
Bioestatística e Higiene Escolar

Os elementos estruturais das hipóteses são:

 Unidade de análise: objecto, dedução de análise.


 Variáveis: são características ou atributos da unidade de análise,
devem ser qualitativos ou quantitativos.
 Deve ser expressa correctamente, devendo:

o Referir-se a uma só situação da realidade.

o Conceitos devem ser claros e precisos.

o Conter a realidade ou referentes empíricos observáveis.

o Prever técnica para provar a hipótese.

6. Objectivos da Investigação: a formulação dos objectivos da


investigação é importante para plantear o propósito a médio ou longo
prazos, deve incluir o que se espera atingir, bem como, a utilidade ou
potência de resultados que se espera alcançar. Geralmentes, estes são
formulados divididos em duas categorias: objectivo geral, vinculado na
formulação do problema e específicos relacionados com as tarefas a
cumprir para dar solução ao problema. Os objectivos tem como função
orientar as fazes do processo investigativo, determinar os limites e
amplitudes do estudo, definir as etapas que se requerem e definir o
estudo no contexto geral do problema.

Para a formulação dos objectivos deve-se:

a) Os objectivos devem estar orientados ao elemento básico do


problema.
b) Devem ser mensuráveis (medidos), alcançavéis e observáveis.
c) Ser precisos e claros.
d) Seguir uma ordem metodológica ou lógica e expressar-se com
os verbos no infinito.
A formulação dos objectivos é a base, centro e ponto de partida da
investigação. Se formular com verbos no infinitivo que garante sua sua
mediação mediante verbos de acção que permite sua verificação, alguns
deles são: determinar, definir, verificar, valorar, avaliar..., etc.

7. Metodologia de Investigação: esta etapa considera-se a mais


importante na elaboração de um projecto de investigação. O investigador
deve explicar relatando em tempo futuro, não só o que irá fazer e como,
mas também, deve convencer que os porecedimentos ou métodos

17
Bioestatística e Higiene Escolar

seleccionados são os mais adequados para o tipo de pesquisa que


pretende fazer. Ao desenhar um estudo trata-se de alcançar a maior
validez e confiabilidade possível dos resultados obtidos. O desenho
metodológico de um estudo deve ao menos incluir os aspectos
seguintes:

a) Tipo de estudo.
b) Área de estudo.
c) Definição das variáveis.
d) Universo e amostra.
e) Procedimentos na colecta de dados.
f) Plano de processamento de dados.

8. Descrição da Área de Estudo: a descrição da área de estudo, inclui o


lugar onde será feito o estudo: província, município, uma zona
geográfica, tipo de população. Se limitará bem na zona geográfica o
tamanho da populaçãoe o tipo de investigação envolvida no estudo (uma
escola, um hospital ou uma fábrica).

Desta maneira garantimos a caracterização e diferenciação da área de


estudo. O que favorecerá a realização da investigação e a interpretação
dos resultados já que dessa caracterização depende de alguma medida
e facilitabilidade de sua realização, a disponibilidade dos recursos de
outros estudos.

9. Cronograma de Actividades: em qualquer projecto de investigação


deve-se incluír de modo cronológico as actividades a realizar. No
cronograma de actividades devem estar contidos os prazos de cada
actividade a ser executada, se possível, indicar os locais em paricular na
recolha de dados, processamento e primeiras análises dos resultados.

10. Recursos e Custos da Investigação: o autor deve fazer uma


avaliação prévia do custo da investigação. Esta avaliação deve-se
basear na duração da pesquisa, tipo de investigação, local da recolha de
dados, entre outros elementos. Em muitos casos, faz-se uma lista das
necessidades para a investigação com o objectivo de pedir patrocínio.

11. Referência Bibliográfica: finalmente deve fazer uma lista de acordo


com a ordem alfabética dos nomes dos autores das obras, cumprindo

18
Bioestatística e Higiene Escolar

com as regras de Vancover, as quais podem ser visitadas em qualquer


revista científica. É uma regra que deve ser aplicada por todo
investigador já que em todas investigações se consultam autores, é
importanta citar a literatura para dar credibilidade científica a
investigação e os seus resultados ou conclusões.

12. Anexos: no anexo devem estar os inquéritos, tabelas, desenhos em


alguns casos, dependendo da discussao dos dados também podem
constar os gráficos.

13. Análise e discussão dos resultados: devemos separar e analisar os


resultados obtidos de uma forma independente, mas sempre tendo em
conta a interelações, analisar cada variável, tal como, nós propusemos
no programa de investigação.

14. Conclusao e Recomendações: nesta sessão se representam de


forma sintética os resultados mais relevantes, novos aranjos e as
possíveis generalizações que se obteve no estudo. As recomendações
nem sempre devem aparecer no informe final e devem expressar no
alcance do resultado obtido para a prática diária.

Sumário
O projecto também, designado protocolo de investigação é um
documento que especifica o objecto da investigação contendo no
máximo possível detalhes, precisão e claridade do plano da investigação
científica e deve ser concebido antes do inicio da investigação. Os
componentes básicos do processo de investigação são: titulo, autores e
instituições, índice, planteamento do problema. O problema tem carácter
interrogativo e a sua resposta não esta contida no conjunto dos
conhecimentos actuais, os quais serão obtidos como resultado do
processo de investigação. A hipótese tenta relatar uma explicação
teórica e facilitar a solução prática do problema e tem como
característica principal ser um guia ou critério de orientação da
investigação. Objectivos da investigação estes, geralmentes, são
formulados e divididos em duas categorias geral e específicos.

19
Bioestatística e Higiene Escolar

A metodologia de Investigação, o investigador explica relatando em


tempo futuro não só o que irá fazer e como, mas também, convencer
sobre os métodos seleccionados se são os mais adequados para o tipo
de pesquisa que pretende fazer. Portanto, a descrição da área de
estudo, esta, inclui o lugar onde será feito o estudo. No cronograma de
actividades devem estar contidos os prazos de cada actividade a ser
executada. Recursos e Custos da Investigação: Esta avaliação deve-se
basear na duração da pesquisa, tipo de investigação, local da recolha de
dados, entre outros elementos. Sobre as referências bibliográfica, faz-se
uma lista, cumprindo com as regras de Vancover, as quais podem ser
visitadas em qualquer revista científica é importanta citar a literatura para
dar credibilidade científica a investigação e os seus resultados ou
conclusões.

Os anexos devem conter os inquéritos, tabelas, desenhos em alguns


casos, dependendo da discussão dos dados também, podem constar os
gráficos. Na análise e discussão dos resultados, devemos separar e
analisar os resultados obtidos de uma forma independente, mas sempre
tendo em conta a interelações, analisar cada variável, tal como, nós
propusemos no programa de investigação. As conclusões e
recomendações, nesta sessão se representam de forma sintética os
resultados mais relevantes, novos aranjos e as possíveis generalizações
que se obteve no estudo. As recomendações nem sempre devem
aparecer no informe final e devem expressar no alcance do resultado
obtido para a prática diária.

20
Bioestatística e Higiene Escolar

1. Defina projecto de investigação.


R: O projecto (protocolo) de investigação, é um documento que especifica o
objecto da investigação contendo no máximo possível detalhes, precisão e
claridade do plano da investigação científica e deve ser concebido antes do
início da investigação.

2. Para além do carácter interrogativo, quais são as outras funções do problema


numa investigação?
R: As outras funções dos problemas são: resolver necessidade prática social,
são pontos de partida para aquisição de novos conhecimentos, organizam o
oprocesso investigativo, determinam o conteúdo e definem o tipo de
investigação.

3. Mencione os requisitos necessários para a formulação dos problemas.


R: Objectividade-expressa o seu conteúdo e a fundamentação, especificidade-
demarca o problema na sua particularidade e contrastação empírica-expressa a
possibilidade de comparar-se com a realidade.

4. Diga quais são as principais características de uma hipótese.


Exercícios R: As características principais de uma hipótese são: é um guia ou critério de
orientação da investigação, uma vez comprovada converte-se numa tese e
ponto de partida de novas investigações, constitui uma fonte directa para
elaboração das variáveis com seus respectivos indicadores.

5. Como são classificados os objectivos da investigação?


R: São classificados em duas categorias: objectivo geral, vinculado na
formulação do problema e específicos relacionados com as tarefas a cumprir
para dar solução ao problema.

6. Fale da função dos objectivos.


R: Os objectivos tem como função orientar as fazes do processo investigativo,
determinar os limites e amplitudes do estudo, definir as etapas que se requerem
e definir o estudo no contexto geral do problema.

21
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 04

Tema: Tipos de Estudos

Introdução
Caro estudante, depois de ter discutido nas unidades anteriores a
investigacao cientifica, projecto de investigacao, respectivamente. Agora
vamos tratar de estudos.

Nesta unidade iremos discutir os diferentes tipos de estudos, de modo


que o caro estudante seja capaz de usar e aplicar os conhecimentos
adquiridos em varias áreas de acordo com as necessidades de
aplicabilidade.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Distinguir os diferentes tipos de estudos.


 Caracterizar os diferentes tipos de estudos.
 Explicar o objecto de estudo de cada estudo.
 Relacionar os tipos de estudos em funcao da sua aplicabilidade.
Objectivos

Tipos de Estudos

Existem vários tipos de estudos de acordo com o que se pretende


investigar:
1. Estudo Causal: também designado por investigação causal, constitui
estratégia epidemiológica na sua metodologia convencional, opera
mediante a aplicação do método indutivo, o que se demonina por alguns
como raciocínio epidemiológico. A estratégia epidemiológica basea-se
em dois grandes princípios:
a) Observação: o investigador não manipula o factor em estudo,
utiliza método de observação, medição e aplicação de técnicas de
análises para obter conclusões sobre o fenómeno estudado. Os
estudos observacionais podem ser descritivos e analiticos.

23
Bioestatística e Higiene Escolar

b) Experimentacao: o investigador manipula o factor em estudo de


forma aleatória e não aleatória e utiliza procedimentos de análises
para tirar conclusões.

2. Estudos Ecológicos: são estudos descritivos que servem para partida


do processo investigativo, seu objectivo principal é gerar hipótese
causais, elaborar a efectividade das medidas de intervenção no controlo
de diferentes fenómenos.

3. Estudos transversais: em outras literaturas, são denominados


inquérito de corte transversal. Permitem realizar uma descrição
instantânea da situação que se investiga. Da-nos uma imagem
fotográfica do problema, geralmente é utilizado para provar hipóteses de
associações sem definir a causa.

4. Estudo de Caso: são investigações económicas, usadas mais em


pesquisas epidemiológicas. O estudo de caso e controlo consistem em
desenhos em que se estuda de maneira comparativa grupos de
indivíduos. Mas também, pode ser considerado como um estudo em que
num problema geral, por exemplo de uma escola, apenas se investiga
em algumas turmas, problema de uma província onde apenas se faz o
estudo em alguns distritos. Portanto, num estudo de caso pega-se:
a) Um grupo formado por pessoas como um dano de uma
característica determinada = caso;
b) Outro grupo que não apresentam esta característica = controlo.
Portanto, o grupo de controlo serve de comparação, é referência do
estudo, no estudo utiliza-se para definir associações, prevalência ou
incidência,

5. Estudo de Corte: consiste na classificação de um grupo de indivíduos


em subgrupos segundo a posição, factor potencial de dano-corte
exposto. Assim, como um grupo de pessoas não exposto-corte não
exposto. Especificam-se e medem-se as variáveis de interesses e
seguimos a evolução de todo corte tanto exposto como não exposto para
reconhecer o aparecimento de algum dano característico e sua diferença
entre os grupos.

6. Estudo de Ensaios Aleatorizados Controlados: também é chamado de


ensaios clínicos, estão relacionados com a vida no ser humano. Ensaios
aplicam-se nas investigações experimentais destinadas a estudar e

24
Bioestatística e Higiene Escolar

comprovar um projecto preventivo ou de tratamento, em seu desenho as


pessoas se inserem num aleatoriamento a um dos dois grupos e devem
cumprir 3 condições básicas:
a) Controlado: porque utiliza um grupo controlo para avaliar os
resultados.
b) Aleatorizado: porque se faz uma selecção, designação e
inversão do indivíduo, num grupo sem nenhum parâmetro de
selecção.
c) Emascaramento: ocultação premeditada a pertinência das
participações de diferentes grupos.

7. Estudo de Medições Epidemiológicas: nesta investigação


epidemiológica é importante referir que existem 3 tipos de medidas:
a) Medida de frequência ou ocorrência: utilizam-se na investigação
descritiva. O uso de medida de frequência depende de uma estimação
correcta do número de pessoas que se da a considerar. As medidas
fundamentais da frequência são:
 Razão: é uma expressão da relação entre duas quantidades de
natureza diferente que se emprega habitualmente para a
construção de diversos índices, exemplo: densidade
populacional. A razão constitui uma expressão matemática-
quociente, na qual o numerador não esta contido no
denominador (a / b). Podem ser dimensionais quando se
expressam na unidade de medida exemplo: médico / habitante;
cama / habitante; habitante / quilómetro quadrado, etc. Podem
ser a dimensionais que resultam da divisão de duas proporções
ou taxas, exemplo: % alcoólico / % não alcoólico.
 Proporção: relação matemática que resulta da divisão em
número de elementos por uma atributo ou característica da
mesma natureza, entre o elemento total do objecto de análises:
Ex: número de elemento em atributo / total elemento objecto de análise.
E adimensional toma valores entre “0 e 1” pelo que habitualmente se
multiplicado por 100 é representado em percentagem:
Ex: 100 / 1000 = 1/10, o valor esta entre “0 e 1”; X 100 = 10 %.
Como podemos observar o conjunto de elementos no numerador está
contido no denominador.
 Taxa: é uma razão cuja característica essencial é tempo, minuto,
horas. E um elemento denominador no qual existe uma relação
distinta entre o numerador e denominador:

Ex: ataques cardíacos X 1000 habitantes X ano.

25
Bioestatística e Higiene Escolar

Sobre a medida da frequência particularmente as taxas se


baseam nos conceitos principais de prevalência e incidência.
a) Prevalência: expressa a carga que representa uma
característica para a comunidade ou população, em questão
se calcula da seguinte maneira:

P = N de pessoas com a condicao determinada no momento / N


e pessoas na populacao nesse momento.

b) Incidência: medida da ocorrêencia que melhor expressa a


mudança de um problema para outro (de são para doente).
 Média: valor central que resulta da divisão da soma total das
observações entre o total de objectos observados. A mesma é
influenciada pela média de valor extenso.
 Mediana: cifra de valor central de uma série de valores. Uma vez
organizada a série ascendente ou descendente o valor médio e
a mediana não é afectado por valores extremos.
 Moda: valor que mais se repete em todas séries de valores
observados, exemplo: grupo de idade mais comum entre os
indivíduos que tem um determinado problema. Portanto,
intervalo, é a medida de expressão mais vaga, basea-se nos
valores mais extremos numa série de observações.
 Desvio Standard: expressa os graus de dispersão dos valores da
série observada ao redor de uma média.
 Variância: expressa o grau de dispersão dos valores da série ao
redor de uma média em forma de unidades quadráticas. Esta
medida é de maior aplicação na estatística aplicada.

8. Medidas de Associação: tem a finalidade de avaliar a coincidência de


um determinado vento em presença de uma condição atribuída
hipoteticamente como factor de risco e podem ser: proporcionalidade e
diferença ou subtração.

9. Medida de Significação Estatística: em análise epidemiológica


utilizam-se uma série de provas ou testes estatísticos que permitem
medir de modo sistemático em grau de certeza que que o resultado
achado corresponde com a realidade. Estes testes são chamados provas
de hipóteses pois permitem medir de modo sistemático o grau de certeza
de que algum achado na investigação corresponde com a realidade e

26
Bioestatística e Higiene Escolar

pesa-se através do valor p (probabilidade → P ≤ 0, 055 %; 95 % ≤ 0.05


% ).

Sumário

Existem vários tipos de estudos de acordo com o que se pretende


investigar: estudo causal (investigação causal). Estudos transversais
(inquérito de corte transversal), permitem realizar uma descrição
instantânea da situação que se investiga. Estudos de caso são
investigações económicas, usadas mais em pesquisas epidemiológicas.
Num estudo de caso pega-se, um grupo formado por pessoas como um
dano de uma característica determinada = caso e outro grupo que não
apresentam esta característica = controlo.

Podemos ainda citar: estudo de corte, estudo de ensaios aleatorizados


controlados (ensaios clínicos), estudo de medições epidemiológicas.
Taxa é uma razão cuja característica essencial é tempo, minuto, horas. A
média é valor central que resulta da divisão da soma total das
observações entre o total de objectos observados. Mediana cifra de valor
central de uma série de valores.

Moda valor que mais se repete em todas séries de valores observados,


Desvio Standard expressa os graus de dispersão dos valores da série
observada ao redor de uma média. Variância expressa o grau de
dispersão dos valores da série ao redor de uma média em forma de
unidades quadráticas.

27
Bioestatística e Higiene Escolar

1. Explique a diferença entre média e mediana.


R: Média-valor central que resulta da divisão da soma total das observações
entre o total de objectos observados enquanto que mediana-cifra de valor
central de uma série de valores.

2. A estrategia epidemiológica basea-se em dois grandes princípios. Quais são?


R: Observacao-o investigador não manipula o factor em estudo, utiliza método
de observação, medição e aplicação de técnicas de análises para obter
conclusões sobre o fenómeno estudado. Os estudos observacionais podem ser
descritivos e analiticos e ainda a experimentação o investigador manipula o
factor em estudo de forma aleatória e não aleatória utilizando procedimentos de
análises para tirar conclusões.

Exercícios 3. Sobre autossoma recessivo numa população:


a) A frequência de um gene numa determinada doença numa população é de
1/20. Qual é a taxa de probabilidade ou mobilidade?
R: 1/1600

b) A probabilidad de uma doenca numa população é de 1/10000. Qual é a taxa


de frequência?
R: 1:50

4. Qual é a taxa de ataques cardíacos sabendo que em 1 ano foram


diagnosticado 814 casos?
R: 814 000.

5. Qual é a prevalência de uma doenção, sabendo que o número de pessoas


com condição determinada no momento é de 1295 e o número de pessoas na
população nesse momento é de 13524.
R: 0.1 (0.095)

28
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 05

Tema: Higiene Escolar

Introdução
Caro estudante, seja bem-vindo ao estudo Higiene Escolar. Como ja
tínhamos feito referência na introducao da cadeira, dizíamos que o
módulo estava composto por duas parte. Como pode notar, entramos na
segunda parte do módulo.

Nesta unidade o prezado estudante é convidado discutir sobre a higiene


escolar, um assunto que merece atencao de todos os intervenientes
educacionais.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Definir o conceito de higiene escolar.


 Contribuir para a aquisição e desenvolvimento de competências na àrea
da saúde
 Promover a educação para a saúde na escola
Objectivos  Aplicar conhecimentos sobre a higiene escolar.
 Descrever as regras básicas de higiene individual e colectiva.
 Relacionar a higiene escolar e a saúde.

Higiene Escolar

O termo higiene deriva do gr. Hygeia = são, viver com saúde. Podemos
definir como ciência que ensina, a conservar e melhorar a saúde. No
aspecto prático, podemos considerá-la como um conjunto de regras,
normas ou preceitos tendentes a cuidar da saúde e prolongar a vida
tendo por objecto, evitar aparecimento de doenças. Ela visa ensinar ao
Homem e a sociedade, as normas da vida sã, concorrendo assim, para
afirmação ou realização plena da personalidade humana e para
progressão e prosperidade dos povos.

29
Bioestatística e Higiene Escolar

Higiene no Sono e no Repouso

É importante que o educador, entenda quanto e quando é que seus


educandos devem dormir, para garantir uma saúde fíisica, espiritual,
intelectual de seus educandos e conhecer o impacto do sono nas
crianças em idade escolar. O sono e o repouso, em período mais ou
menos regular são uma necessidade orgânica indispensável ao
equilíibrio do ser humano. Quanto mais complexo for o ser, mais forte é a
necessidade de repouso. No entanto, o sono é uma sensação de fadiga,
função de defesa para evitar que se chegue a fase de esgotamento,
surge como um agente desetoxicador e reparador da fadiga provocada
pelo trabalho orgânico. E um agente fisiológico de acumulação de
reserva energética para os esforços a realizar.

Período de Repouso

As regras que acompanha a higiene do sono, indicam que o período


recomendado para dormir é anoite e principalmente entre as 19-24
horas. Ao dormir anoite, o ritmo do sono é de luz. Durante anoite há,
ausência de ruídos e de luz, são algumas condições externas para que o
corpo possa repousar. As modificações da tensão arterial, ritmo
circulatório e todos ritmos orgânicos, alcanidade do sangue e humor são
algumas condições internas que permitem o repouso.

Existem estudos de fenómenos biológicos, os quais indicam que o


sangue durante o dia, apresenta uma taxa elevada de acidez ganhando
gradualmente os ácidos do tecido do corpo, até cerca da meia-noite,
depois o sangue modifica e torna-se mais alcalino. É neste período que o
organismo, limpa os dentritos e impurezas, acumuladas durante o fluxo
ácido. No período do sono não se formam produtos tóxicos pois cessou
a actividade motriz voluntária. As funções de extensão e relaxamento
dos músculos, deixam de exercer função e começa a acumular-se
energia. A criança precisa de se deitar mais cedo, que o adulto porque
durante o dia, realiza um duplo esforço nas suas actividades.

Tempo de Repouso

O tempo ou número de horas de repouso é variável, e depende de


factores como: idade, estacao do ano, regime de vida, saude, etc.

30
Bioestatística e Higiene Escolar

As crianças fadigam-se muito mais que os adultos, devido as suas


actividades, pelo que precisam mais de horas de repouso que os
adultos, além de estarem na fase de construção e desenvolvimento do
organismo, daí que o sono funciona como reparador por excelência a
uma saúde e desenvolvimento perfeitos. Experimentalmente está
provado que cresce mais, tanto no aumento de peso corporal, como
também, na estatura as crianças, que se beneficiam de um sono mais
longo. Em condições normais, um adulto deve dormir 7-8 horas por dia,
no entanto, pode-se estabelecer a seguinte regra:
 6-7 anos: 11 horas + uma de descanso depois do almoco;
 7-9 anos: 11 horas;
 9-11 anos: 10 a 11 horas;
 12-14 anos: 9 a 10 horas;
 14-16 anos: 9 horas.

Estação do Ano e meio Ambiente


A estação do ano, tanto na criança, como no adulto, sente-se a
necessidade de dormir mais tempo, no inverno que no verão. No meio
ambiente, as pessoas que vivem nas cidades carecem de mais tempo
para repouso do que as que vivem no campo, porque há muitas
pertubações, ruídos que provocam excitação nervosa. Quanto mais
agitado for o regime de vida que se leva, maior é a necessidade de
repouso, sono para recompensar as energias perdidas.

Sumário

O sono é uma sensação de fadiga, função de defesa, para evitar que se


chegue a fase de esgotamento. Surge como um agente desetoxicador e
reparador da fadiga provocada pelo trabalho orgânico. As regras que
acompanham a higiene do sono indicam que o período recomendado
para dormir é anoite e principalmente entre as 19-24 horas. Durante
anoite há ausência de ruídos e de luz, são algumas condições externas
para que o corpo possa repousar. As funções de extensão e relaxamento
dos músculos, deixam de exercer função e começa a acumular-se

31
Bioestatística e Higiene Escolar

energia. A criança precisa de se deitar mais cedo que o adulto, porque


durante o dia, realiza um duplo esforço nas suas actividades.

O tempo ou número de horas de repouso é variável e depende de


factores como: idade, estação do ano, regime de vida, saúde, etc. As
criancas fadigam-se muito mais que os adultos, e precisam mais de
horas de repouso que estes, além de estarem na fase de construção e
desenvolvimento do organismo. A estação do ano, tanto na criança como
no adulto, sente-se a necessidade de dormir mais tempo no inverno que
no verão. No meio ambiente, as pessoas que vivem nas cidades
carecem de mais tempo para repouso do que as que vivem no campo,
porque há muitas pertubações, ruídos que provocam excitação nervosa.

1. Defina higiene:
a) No aspecto teórico
R: É uma ciência que ensina a conservar e melhorar a saúde.

b) No aspecto prático.
R: Um conjunto de regras, normas ou preceitos tendentes a cuidar da saúde e
prolongar a vida, tendo por objectivo evitar aparecimento de doenças.

2. Diga o que entendes por sono.


R: O sono é uma sensação de fadiga, função de defesa para evitar que se
chegue a fase de esgotamento, surgem como um agente desetoxicador e
reparador da fadiga, provocada pelo trabalho orgânico. E um agente fisiológico
de acumulação de reserva energética para os esforços a realizar.

3. Quais são as condições internas que permitem o repouso?


Exercícios R: são modificações da tensão arterial, ritmo circulatório e todos ritmos
orgânicos, alcanidade do sangue e humor.

4. Porque é que as criancas precisam de mais tempo de repouso que os


adultos?
R: Porque as crianças fadigam-se muito mais que os adultos, devido as suas
actividades pelo que precisam mais de horas de repouso que os adultos, além
de estarem na fase de construção e desenvolvimento do organismo, daí que o
sono funciona como reparador por excelência a uma saúde e desenvolvimento
perfeito.

32
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 06

Tema: Higiene do Edifício Escolar

Introdução

Para melhor eficiência dos planos de higienes escolar, é necessário a


articulação por parte de todos que directa ou indirectamente contribuem
para a efectivação do processo ensino-aprendizagem.

Portanto, nesta unidade será assunto de discussão a higiene do edifício


escolar. Mais uma vez, e como sempre, caro estudante e o actor
principal nesta discussão.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Aplicar as regras básicas de higiene do edifício escolar.


 Descrever os criterios sobre a construção do edifício escolar.
 Explicar a importância dos critérios na construção do edifício escolar.
 Relacionar a localização da escola com o PEA.
Objectivos

Higiene do Edifício Escolar


As condições ou normas de higiene que devem satisfazer o edifício
escolar são as mesmas que devem satisfazer uma habitação. Portanto, é
sabido que, o processo de ensino-aprendizagem, para assimilação e
construção de conhecimentos deve ser em ambientes extremamente
calmos. Contudo, houve um tempo, não muito distante, em que foi moda
construír edifícios a beira das estradas.

Tal critério hoje, já não pode ser aceite, por ser iminentemente perigoso
e incómodo devido ao incremento de viação acelerado, mas outrora esse
efeito não se fazia sentir, porque o trânsito era raro e lento. Portanto,
com o desenvolvimento da indústria automóvel e veículos motorizados
bem como, o crescimento populacional condicionaram o desconforto das
escolas a beira das estradas. Esses factores, entre outros fazem com

33
Bioestatística e Higiene Escolar

que as cidades fiquem cada vez mais sem espaço para construção de
edifícios escolares, como resultado do nivel de automóveis, fábricas e
habitações.

Critério para Escolha do Local para Construção


do Edifício Escolar

O local para a edificação de uma escola, deve ser escolhido de modo


que satisfaça no melhor possível, ao fim que se destina. No entanto, a
escola é mais exigente que a moradia particular:
 Estar isolada das demais construções.
 Estar afastadas de todas visinhanças perigosas.
 Isoladas das linhas-férreas.
 Afastados de poços de água descobertos.
 Isolados de postes de energia de alta tensão.
 Estar afastadas de de vias de trânsito intenso, cinemas,
hospitais, cemitérios e quartéis.
 Afastados de centros de povoados, mas a uma distância
2
relativamente pequena de 2 km e de fácil acesso.
 Não deve estar num local privado de uma iluminação natural.

Construção do Edifício Escolar

Como já é sabido que, a escola deve estar afastada de locais de trânsito


intenso, com o crescimento urbano e desenvolvimento da indústria de
veículos motorizados, nem sempre é possível cumprir com esse critério.
Portanto na construção do edifício escolar deve ser considerado:
a) Distância mínima de 20 metros da estrada, para boa defesa da
escola. Se os edifícios e as visinhançs forem altos, optar pela regra
clássica dos engenheiros, que impõe a distância de separação,
pelo menos igual a duas vezes, a altura das construções ou
árvores que circundam a escola, por outro lado, de modo que ela
se disponha de campos de recreação para as crianças.

b) A escola deve ser construída num local, de modo que na área


onde deve funcionar, haja espaço suficiente para as crianças
brincarem no recreio. Como exemplo, o regulamento Francês de
construções escolares, impõe 10 m2 por criança ou 500 m2, por

34
Bioestatística e Higiene Escolar

cada escola. O regulamento Inglês estabelece que o mínimo seja


2
de 1000 m .

Orientação do Edifício Escolar

Tal como para a moradia particular, deve-se avaliar ligeiramente de


harmonia com o clima e latitude:
a) A escola deve ter fachada de modo, a receber bem a luz do sol
nas salas de aulas, pois a radiação solar não só é luminosa mas
também, térmica e bactericida.
b) Deve estar numa posição, a receber iluminação natural durante
as horas lectivas e a sua defesa contra ventos dominantes.
Portanto, as opiniões sobre este ponto são várias e aplicadas de
acordo com as circunstâncias de cada região. Exemplo: o Trélat,
diz que, a sala de aulas deve ficar voltada a norte, porque
gozará de uma iluminação mais uniforme e constante. Mas
Bosinsk, apela que a fachada deve estar voltada a leste, mas
esta posição não é aceite por muitos, porque a sala de aulas
recebendo sol só na metade da manhã, viria ficar muito quente
no verão e a luz iria ferir directamente os olhos dos alunos e
relativamente no inverno parte do dia sem sol. A orientação mais
aconselhável segundo: Guillaumo, Bandin, Serras e Silva é para
sueste (ou sul-sueste), nesta orientação a escola conseguirá ser
mais higiénica e confortável, mais quente e bem iluminada nos
mese de frio e inverno sem que se torna incómodo por calor e
humidade.

Sumário

Portanto, é sabido que o processo de ensino-aprendizagem, para


assimilação e construção de conhecimentos devem ser em ambientes
extremamente calmos. O local para a edificação de uma escola deve
satisfazer os seguintes requisitos: estar isolada das demais construções,
estar afastadas de todas visinhanças perigosas, isoladas das linhas-
férreas, afastados de poços de água descobertos, isolados de postes de
energia de alta tensão, devem estar afastadas de de vias de trânsito
intenso, cinemas, hospitais, cemitérios e quartéis, deve estar afastados

35
Bioestatística e Higiene Escolar

de centros de povoados mas a uma distância relativamente pequena de


2 km e de fácil acesso e não deve estar num local privado de uma
iluminação natural.

Na construção do edifício escolar, deve ser considerado: distância


mínima de 20 m da estrada, para boa defesa da escola. A escola deve
ser construída no local, de modo que na área onde deve funcionar haja
espaço suficiente para as crianças brincarem no recreio. Na construção
do edifício escolar, deve haver harmonia com o clima e latitude: a escola
deve ter fachada para receber a luz do sol nas suas salas. A orientação
mais aconselhável segundo: Guillaumo, Bandin, Serras e Silva é para
sueste (ou sul-sueste), nesta orientação a escola conseguirá ser mais
higiénica e confortável, mais quente e bem iluminada nos meses de frio e
inverno, sem que se torna incómodo por calor e humidade.

1. Porque é que actualmente nâo se aconselha, construír escolas a beira


das estradas?
R: E perigoso e incómodo devido ao incremento de viação acelerado, outro
aspecto é o desenvolvimento da indústria automóvel, veículos motorizados
e o crescimento populacional condicionaram o desconforto das escolas a
beira das estradas.

2. Mencione 4 requisito a considerar na construção de uma escola.


R: Estar isolada das demais construções, estar afastadas de todas
Exercícios visinhanças perigosas, isoladas das linhas-ferreas e afastados de poços
descobertos.

3. Qual deve ser a orientação do edifício escolar mais aconselhável?


R: A orientação mais aconselhável segundo: Guillaumo, Bandin, Serras e
Silva é para sueste (ou sul-sueste), nesta orientação a escola conseguirá
ser mais higiénica e confortável, mais quente e bem iluminada nos mese de
frio e inverno sem que se torna incómodo por calor e humidade.

36
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 07

Tema: Dimensão das Salas de Aulas

Introdução
Na unidade anterior discutimos alguns requisitos a observar na
edificacao de escolas. Certamente, caro estuadante concorda que estas
regras todas visam a proporcional cabalmente um ambiente escolar são
a todos alunos.

Nesta unidade, o prezado estudante é convidado para discutir-mos sobre


as dimensões das salas de aulas, consideradas como chave para que
um edifício se chame escola.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Descrever as regras estabelecidas sobre as dimensões das salas.


 Explicar a importância das regras para o aproveitamento pedagogico
saudavel.
 Aplicar as regras estabelecidas sobre as dimensões da sala
Objectivos  Relacionar o espaço na sala de aulas com o desenvolvimento mental
do estudante.

Dimensão das Salas de Aulas

A sala de aula, deverá receber uma atenção especial. A sala de aulas é “


capital pedagógica da escola” (Trélat). A escola existe, em função da
sala de aulas onde a criança deverá viver numa permanência de 3-6
horas. As dimensões da sala de aulas, devem ser proporcionais ao
número de alunos que deverá abergar, não deveria ser superior a 30-35
alunos, mas têm se proposto 32 alunos por sala. Este número e
equivalente a 4 filas de carteiras com 2 lugares cada (4 filas x 8 carteiras
= 32 alunos).

As classes mais numerosas, serão permitidos como uma necessidade


transitória e forçada não como uma norma defendida pela higiene

37
Bioestatística e Higiene Escolar

pedagógica. O tamanho, calcula-se em função do número de alunos que


se destina. Exemplo: na França, a lei preconiza que cada criança deve
2
dispor de 1 m de superfície da sala, 4 m de altura o que representa 4 m
por criança. Na Bélgica, 1.5 m x 4.5 m = 6.75 m3 por criança. O número
3 2
mínimo legal por criança é de 3.5 m (0.85 m x 4 m).

Forma Geométrica da Sala de Aulas

A sala de aulas, deve ter uma forma que mais se adeque as suas
funções. No entato, a experiência ensina a forma prática como a
rectangular, nas proporções de 2x3 ou 3x5, onde o maior númera e o
comprimento. A largura não só esta condicionada as acções
pedagógicas mas também, as de iluminação, poderá ir além se as duas
paredes laterais da sala possuirem janelas.

A Iluminação na Sala de Aulas

Segundo Trélat, aconselha como máximo, a largura de 6-6.5 m, outros


aconselham que nunca, deve ser superior a duas vezes a altura da sala.
Para além de 6.5 m, os alunos das carteiras do lado oposto ao da janela
sempre receberão uma iluminação insuficiente, por melhor que seja a
superficie iluminada. O comprimento da sala de aulas, esta subordinada
a condições pedagógicas do ensino, dá-se como máximo 8x6x4
(comprimento, largura e altura, respectivamente). Fora desta distância, a
criança estará em mas condições para o ensino e o professor para o
aluno e dos orgãos de sentido.

A Disposição das Carteiras na Sala de Aulas

A disposição das carteiras na sala de aulas, nem sempre se dispõe


higiénica e pedagogicamente satisfatória, porque obedece mais um
critério de arrumação estética, que a um racional motivo de higiene é
conveniência escolar. O que se faz, dispor as carteiras alinhadas umas
as outras, de modo que os alunos fiquem em colunas perpendiculares a
cabeceira da aula, encobrindo-se assim, uns com os outros. Esta
disposição clássica do mobiliario, pois satisfaz as exigências
pedagógicas e higiénicas do ensino e boa visibilidade, tanto para o
professor como para os alunos, mas tem um grande aspecto negativo,

38
Bioestatística e Higiene Escolar

obriga aos alunos a inclinação e torsão para poderem prestar atenção ao


que se passa na secretária do professor. O ordenamento correcto das
salas de aulas é a disposição de filas ligeiramente obliquas (ou em duas
ordens de colunas alternadas), onde cada aluno deixa de estar
encoberto, pelo que já, fica imediatamente adiante, disposição semi-
circular das carteiras voltas para o ângulo, onde está a secretária do
professor.

Sumário
As dimensões da sala de aulas, devem ser proporcionais ao número de
alunos que deverá abergar, têm se proposto 32 alunos por sala. A sala
de aulas, deve ter uma forma que mais se adeque as suas funções. A
largura não só esta condicionada as acções pedagógicas mas também,
as de iluminação, poderá ir além se as duas paredes laterais da sala
possuirem janelas.Para além de 6.5 m, os alunos das carteiras do lado
oposto ao da janela sempre receberão uma iluminação insuficiente, por
melhor que seja a superficie iluminada.

A disposição clássica do mobiliario, satisfaz as exigências pedagógicas e


higiénicas do ensino e boa visibilidade, tanto para o professor como para
os alunos, mas o aspecto negativo, obriga aos alunos a inclinação e
torsão para poderem prestar atenção ao que se passa na secretária do
professor. O ordenamento correcto das salas de aulas é a disposição de
filas ligeiramente obliquas (ou em duas ordens de colunas alternadas),
onde cada aluno deixa de estar encoberto, pelo que já, fica
imediatamente adiante, disposição semi-circular das carteiras voltas para
o ângulo, onde está a secretária do

39
Bioestatística e Higiene Escolar

1. Como é que o Trélat, define a sala de aulas?


R: A sala de aulas é capital pedagógica da escola.

2. Como é calculado o tamanho da sala de aulas?


R: O tamanho, calcula-se em função do número de alunos que se destina.

3. Diga como e calculado o tamanho das salas na Belgica e Franca.


R: Bélgica, 1.5 m x 4.5 m = 6.75 m3 por criança. O número mínimo legal por
criança é de 3.5 m3 (0.85 m2 x 4 m) enquanto que na França, a lei preconiza
2
que cada criança deve dispor de 1 m de superfície da sala, 4 m de altura o
que representa 4 m por criança.

4. Quais sao os facotres que condicionam a forma geometrica da sala de


Exercícios aulas?
R: A largura condicionada as acções pedagógicas mas também, as de
iluminação, poderá ir além se as duas paredes laterais da sala possuirem
janelas.

5. Qual e a disposicao das carteiras que mais satisfaz as exigencias


pedagogicas?
R: isposição clássica do mobiliario, pois satisfaz as exigências pedagógicas
e higiénicas do ensino e boa visibilidade, tanto para o professor como para
os alunos.

40
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 08

Tema: Pavimento e Pinturas das


Paredes da Sala de Aulas

Introdução
Caro estudante, depois de termos falado na unidade anterior sobre as
dimensões da sala de aulas e sua importância para o remdimento
pegagogico da criança bem como para o seu desenvolvimento.

Nesta unidade o prezado estudante, vai conosco discutir a importância


do cumprimento das regras de pavimento, pintura e mobiliário da sala de
aulas, no processo educativo.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer as regras estabelecidas sobre o pavimentoe, pintura das


salas emobiliario escolar na saúde dos educandos.
 Descrever as regras estabelecidas sobre o pavimentoe, pintura das
salas e mobiliário escolar.

Objectivos  Explicar a importância cumprimento das regras para a saúde visual


do estudante.
 Aplicar as regras estabelecidas sobre o mobiliário escolar.
 Relacionar o mobiliário da sala com a saúde física do estudante

Pavimento e Pinturas das Paredes da Sala de Aulas

O pavimento, as paredes e a pintura da sala de aulas devem obedecer


determinadas regras ou requisitos para satisfazer a higiene escolar:
 O pavimento deverá ser de madeira, resultando no confortável e
satisfatório no inverno, não deve possuír fendas, deve ser liso e
bem encaixado ao gênero parquet.
 As paredes, devem ser lisas e de cantos boleados, evitar-se-ão
cores muito vivas, incluíndo a cor branca de cal, cores polidas e
brilhantes. As cores das paredes internas da sala de aulas não
devem ser berrantes e vivas porque o excesso de luminosidade
e brilho ferem intensamente a retina dos alunos. No entanto, são

41
Bioestatística e Higiene Escolar

contra a boa higiene da visão e também o próprio


aproveitamento pedagógico.

Devem ser aplicadas cores como: cor marte (um tom de marfim velho),
cor de palha ou creme claro, branco-azulado e cinzento muito claro ou
mesmo verde estabito. As portas e janelas, devem adaptar-se melhor
possíveis as circunstâncias de conforto de higiene escolar. As portas
devem ser de uma só batente mas largas (0.90 m). As janelas devem ser
suficientemente numerosas e amplas para permitir melhor ventilação
garantindo a higiene da classe. Deve ter uma altura de 1/3 de largura da
2 2
classe (2 m para uma sala de 6 m de largura), 1 m de janela ppor 5 m
de soalho.

Condições do Mobiliario Escolar

Por ausência de um modelo único de mobiliário escolar existem duas


propostas fundamentais:
a) Modelos adaptáveis: carteira extensível que acompanhe o
desenvolvimento somático do aluno. É uma teoria mais racional,
quer dizer a a carteira cresceria e adaptar-se-ia a crianca que a
utiliza.
b) Modelos fixos: torna-se necessário, que a escola se disponha de
carteiras de diferentes tamanhos do mesmo modelo de fixas:

 Vantagens: permite que o aluno adapta-se nela numa


posição correcta ou ortostática, para prevenir os desvios
da coluna vertebral e as deficiências por uma má
posição da função respiratória

 Razões de ordem pedagógica e higiénica: maior


facilidade de trabalho escolar porque a carteira adapta-
se as relações dos segmentoa anatómicos do esqueleto
da criança que vai utilizar e particularmente no que diz
respeito ao tampo da mesa e o busto.

Se a carteira fica muito baixa obriga a uma curvatura exagerada da


coluna vertebral para diante (posição cifónica do raquis) que favorece a
aquisição permanente daquela atitude e traz como consequência:
a) Comprensão do tórax.

42
Bioestatística e Higiene Escolar

b) Dificulta a boa respiração.


c) Predispõe a incurvação lateral da coluna favorecendo a
escoliose.

Portanto se o tampo fica muito alto, torna-se mais incómodo e fatigante


para o trabalho, impõe uma aproximação exagerada dos olhos aos livros
e cadernos favorecendo miopia.

Sumário
O pavimento, as paredes e a pintura da sala de aulas devem obedecer
regras ou requisitos para satisfazer a higiene escolar: o pavimento
deverá ser de madeira, não deve possuír fendas, deve ser liso e bem
encaixado ao gênero parquet. As paredes, devem ser lisas e de cantos
boleados. Devem ser aplicadas cores como: cor marte (um tom de
marfim velho), cor de palha ou creme claro, branco-azulado e cinzento
muito claro ou mesmo verde estabito. As portas devem ser de uma só
batente mas largas (0.90 m). As janelas deve ter uma altura de 1/3 de
largura da classe (2 m para uma sala de 6 m de largura), 1 m2 de janela
2
por 5 m de soalho.

O mobiliário escolar deve ser de modelos adaptáveis: carteira que


acompanhe o desenvolvimento somático do aluno mas tambem podem
ser Modelos fixos tornando-se necessário, que a escola se disponha de
carteiras de diferentes tamanhos do mesmo modelo de fixas. Se a
carteira ficar muito baixa obriga a uma curvatura exagerada da coluna
vertebral para diante (posição cifónica do raquis) que favorece a
aquisição permanente daquela atitude e traz consequência para o aluno.
O tampo muito alto, torna-se mais incómodo e fatigante para o trabalho,
impõe uma aproximação exagerada dos olhos aos livros e cadernos
favorecendo miopia.

43
Bioestatística e Higiene Escolar

1. Sobre a higiene escolar, explique como devem ser:


a) Pavimento e pnturas das paredes da sala de aulas.
R: O pavimento deverá ser de madeira, resultando no confortável e
satisfatório no inverno, não deve possuír fendas, deve ser liso e bem
encaixado ao gênero parquet e as paredes, devem ser lisas e de cantos
boleados, evitar-se-ão cores muito vivas, incluíndo a cor branca de cal,
cores polidas e brilhantes.

2. Mencione as cores que devem ser aplicadas a pintura das paredes da


sala de aulas.
R: Cor marte (um tom de marfim velho), cor de palha ou creme claro,
branco-azulado e cinzento muito claro ou mesmo verde estabito.

Exercícios 3. Como é que devem ser concebidas as portas e janelas da sala de aulas?
R: As portas devem ser de uma só batente mas largas (0.90 m). As janelas
devem ser suficientemente numerosas e amplas para permitir melhor
ventilação garantindo a higiene da classe.

4. Quais são as vantagens do uso de carteiras de modelos fixos?


R: Vantagens: permite que o aluno adapta-se nela numa posição correcta
ou ortostática, para prevenir os desvios da coluna vertebral e as deficiências
por uma má posição da função respiratória.

44
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 09

Tema: Carteira Racional e Prática


Para um Aluno

Introdução
Caro estudante, seja bem-vindo ao estudo de carteiras racional e prática
para o aluno. Todas estas orientacoes são frutos de estudiosos com
vista a melhor cada vez e melhor o ensino onde o estudante encontre na
sala de aulas um ambiente confortável.

Nesta unidade, iremos discutir as características das carteiras e sua


influência na aprendizagem em particular na escrita.
Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Caracterizar uma carteira ideal para o aluno


 Distinguir os diferentes modelos de carteira

Objectivos  Relacionar a carteira do aluno com o PEA.

Carteira Racional e Prática Para um Aluno

A carteira racional e prática, é aquela que adapta convenientemente as


condições físicas do aluno, permitindo-lhe boa posição estática, facilita a
execução dos movimentos respiratórios e dos trabalhos escolares nas
condições higiénicas. Também, é aquela estável, resistente, prática e
simples de modo a poder remover-se, limpar-se com facilidade, não
constituí fonte de ruído ou de acidentes (intalar ou ferir os alunos).
Segundo Defestel, higienicamente uma carteira adaptada deve ter
sempre em consideração:
a) A estatura e conformação física do aluno a que se destina.
b) A altura da sua perna, tomada sob joelho estando sentado e com
os pés assentos no pavimento (esta medida dará altura do
banco do assento).

45
Bioestatística e Higiene Escolar

c) O diâmetro antero-posterior do corpo, tomado a altura do


extremo (este diâmetro aumentado de 5 cm dará a distância que
vai do encosto ao bordo da mesa).
d) O comprimento do fémur (2/3 deste comprimento), deverão
representar a largura do banco ou assento da carteira.
e) A diferença da carteira, ou seja o espaço compreendido entre o
banco e o bordo da mesa (esta altura deve corresponder a
distância que vai ao assento ao sulco subepigrástrico do aluno).
f) A distância da carteira ou seja, o espaço que separa (no plano
vertical) o bordo posterior da mesa dom bordo posterior do
assento. Portanto, pode ser positivo, nula ou negativo (neste
caso de 2 cm) a maioria dos autores, pronunciam-se pela
distância negativa que é a mais cómoda adequada ao trabalho
escolar, mas implica uma assento móvel que facilita a entrada e
saida do aluno.

Outros Fctores de Deformação do Aluno

Existem outros factores de deformação do aluno além da carteira. A


natural debilidade do tônus muscular e a relativa maleabilidade óssea e
própria é da idade escolar. As crises de crescimento rápido em altura,
levam a incurvação cifótica da coluna. A aprendizagem da escrita, o
hábito de levar livros e demais objectos na mão direita, o destrismo.
Porém a correcção dos eventuais defeitos da coluna só poderão ser
conseguidos por meios activos, através de uma actuação médico-
pedagógica racional e adequada por uma intervenção ortopédica activa,
dinâmica e não por simples constragimento acidental e passivo de uma
atitude ou posição estática.

Tal que se recomenda: a prática de educação física como uma disciplina


médica-pedagógica, racional e humana ao serviço dos interesses e
necessidades vitais da criança. Outro problema na higiene geral da
escola: as instalações sanitárias que compreendem os lavatórios,
bebedouros e acessociamento, os balneários. Para uma boa
comodidade e higiene, o número deve ser proporcional ao dos alunos
que frequentam a escola. Não obstante possuirem, fossas que devem
ser de dois tipos:
 Fossas fixas (sistema mouras): aceitável e higiénico, metálico e
de duplo compartimento, actualmente são construídos em tijolos
e cimento.

46
Bioestatística e Higiene Escolar

 Fossas móveis: construídas por simples recepiente de recolha


dos dejetos, são folhas de ferro, que repletos se transportam a
distância e despejam em locais apropriados (campo ou cultura,
mar, etc).
Quanto aos bebedouros, a escola deve possuir para efeito uma torneira,
porém evitar o uso de copo comum, que se deve abandonar, por ser
anti-higiénico e perigoso. Pode-se evitar, usando o bico de jacto
horizontal bastando a presença de um depósito munido com um tudo
com torneira.

Outras Instalações Escolares

A escola deverá comportar-se de um vestuário ou pequena dependência


provida de cabides para os alunos deixarem as capas, agasalhos, bonés,
guarda chuvas, etc. “ A escola deve dispor de condições para nos
recreios amplos a criança brincar ao ar livre” (Dr. Monjon da Graneda,
fundador da escola de Ave Maria). Ainda segundo ele diz que a criança
deve: primeiro comer, segundo dormir, terceiro jogar quanto estudar e
durante estas funções respirar o ar puro a plenos pulmões.

Sumário
A carteira racional e prática, é aquela que adapta convenientemente as
condições físicas do aluno, permitindo-lhe boa posição estática, facilita a
execução dos movimentos respiratórios e dos trabalhos escolares nas
condições higiénicas. Segundo Defestel, higienicamente uma carteira
adaptada deve ter sempre em consideração: a estatura e conformação
física do aluno a que se destina, o diâmetro antero-posterior do corpo,
tomado a altura do extremo, o comprimento do fémur (2/3 deste
comprimento), deverão representar a largura do banco ou assento da
carteira, a diferença da carteira, ou seja o espaço compreendido entre o
banco e o bordo da mesa, a distância da carteira ou seja, o espaço que
separa (no plano vertical) o bordo posterior da mesa do bordo posterior
do assento. Existem outros factores de deformação do aluno além da
carteira.

47
Bioestatística e Higiene Escolar

A natural debilidade do tônus muscular e a relativa maleabilidade óssea


e própria é da idade escolar. As crises de crescimento rápido em altura,
levam a incurvação cifótica da coluna. A aprendizagem da escrita, o
hábito de levar livros e demais objectos na mão direita, o destrismo.
Outro problema na higiene geral da escola: as instalações sanitárias que
compreendem os lavatórios, bebedouros e acessociamento, os
balneários. Para uma boa comodidade e higiene, o número deve ser
proporcional ao dos alunos que frequentam a escola. Não obstante
possuirem, fossas fossas fixas e fossas móveis. Quanto aos bebedouros,
a escola deve possuir para efeito uma torneira, porém evitar o uso de
copo comum, por ser anti-higiénico e perigoso. A escola deverá
comportar-se de um vestuário ou pequena dependência provida de
cabides para os alunos deixarem as capas, agasalhos, bonés, guarda
chuvas, etc.

1. Diga quando se considera uma carteira raciona e prática?


R: A carteira racional e prática, é aquela que adapta convenientemente as
condições físicas do aluno, permitindo-lhe boa posição estática, facilita a
execução dos movimentos respiratórios e dos trabalhos escolares nas
condições higiénicas.

2. Segundo Defestel, higienicamente uma carteira adaptada o que deve ter


em consideração (indicar 3 aspectos)?
R: A estatura e conformação física do aluno a que se destina, altura da sua
perna-tomada sob joelho estando sentado e com os pés assentos no
pavimento (esta medida dará altura do banco do assento), diâmetro antero-
Exercícios posterior do corpo-tomado a altura do extremo (este diâmetro aumentado de
5 cm dará a distância que vai do encosto ao bordo da mesa) e comprimento
do fémur (2/3 deste comprimento).

3. Como é que devem ser as fossas da escola?


R: Fossas fixas (sistema mouras): aceitável e higiénico, metálico e de duplo
compartimento, actualmente são construídos em tijolos e cimento e fossas
móveis: construídas por simples recepiente de recolha dos dejetos, são
folhas de ferro, que repletos se transportam a distância e despejam em
locais apropriados (campo ou cultura, mar, etc).

48
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 10

Tema: Limpeza e Desinfecção da Escola

Introdução
Caro estudante, a higiene e base pilar para uma escola saudável e
capaz de responder aos anseios dos cidadãos. A escola deve contribuir
em grande medida na educacao dos estudantes sobre as regras de
higene individual e colectiva.

Portanto, os balneários devem ser mantidos limpos, desinfectados de


modo que não se transformem em focos de doenças, em particular para
as doenças endémicas como a cólera, diarreias, entre outras.

No entanto, ao completar esta unidade você será capaz de:

 Aplicar correctamente as regras de limpeza e desinfeccao na escola.


 Descrever as regras de desinfeccao usando produtos quimicos
 Elaborar um plano de limpeza e desinfeccao da escola.
 Identificar os principais focos de doenças na escola.
Objectivos
 Eliminar os principais focos de atentado a saúde dos alunos
 Explicar as regras de higiene individual e colectiva.

Limpeza e Desinfecção da Escola


Deve-se criar nas crianças, o hábito de serem cuidadosas do seu aranjo
e conservação, a não riscarem as paredes e mobiliário ou não lançarem
papéis no chão, disponibilizando cestos ou outro recepiente adequado a
um canto da sala de aulas. A limpeza do pavimento, deve ser diário após
trabalhos escolares e as das paredes uma vez por semana. A limpeza a
húmido é simples, económico constituido em passar o soalho com pano
molhado. Também, realiza-se a desinfecão da classe e do mobiliário: na
ocasião de epidemias na escola, de qualquer doença gravemente
contagiosa. É uma operação que pode ser feita por autoridades
sanitárias com habilidades para o efeito. Nos centros rurais, será feito
pelo professor usando meios e desinfectantes químicos simples,

49
Bioestatística e Higiene Escolar

empregando creolina a 5-10%. A creolina tem incoveniente de cheiro daí


que as vezes, usa-se cloreto de drogania (ou hipocloreto de cálcio).

Socorros de Urgência na Escola

São essencialmente dirigidos para o professor primário. Podem ser


realizados, fora ou dentro da sala de aulas quando se deparar com um
acidentado. O socorrista, deve ter consciência sobre aquilo que se está a
passar com o acidentado. Dentro de um acidente, recomenda-se:
 Não se pode dar de beber a um inanimado, sem saber se está
em estado de puder engolir.
 Não se deve por sentado, a um ferido grave que acaba de caír
de uma grande altura.
 Dentro do atropelado, na via pública deve-se deixar o atropelado
numa calma e chamar a quem é de direito.

Acidentes de Maior Ocorrência na Escola

Os acidentes que ocorrem, com maior frequência na escola são:

1. Feridas: primeiro sustar hemorragia-fazer parar a hemorragia e


segundo prever a infecção-para evitar a recontaminação do
organismo. Para tratar o ferido, deve se ter atenção sobre o local, a
extensão (tamanho) e complicação de modo que o tratamento varie
de acordo com a gravidade.
 Procedimentos: interrogar o ferido e possíveis testemunhas,
examinar a ferida mediante os procedimentos, assistir o ferido de
forma harmoniosa e eficiente e ainda dar explicação se possível
ao encarregado de educação:
a) Lavar a ferida (com agua esterilizada ou fervida, sabão,
borato de sódio, soro fisiológico, água oxigenada, água
simples ou qualquer solução com sabão).
b) Desinfectar (álcool, tentura de iodo, mercúrio cromo, água
oxigenada).
c) Pensar (por penso) a ferida (compressas de gases
esterilizados acompanhada de algodão e ligadura).

50
Bioestatística e Higiene Escolar

2. Mordeduras (cobras venenosas, cães, animais selvagens): fazer


uma espécie de corte na ferida para fazer escorrer sangue
(laceração), com lâmina, vidro ou navalha. Depois da laceração
amarrar a parte de cima de modo que o veneno não seja lançado
para dentro do corpo. Fazer a sucção do sangue, no local da
mordedura e cuspir rapidamente de modo que o veneno não escora.
As pessoas que fazem a sucção, devem ter a mucosa saudável (não
ter gengivas com feridas) de modo que o veneno, não escorra. Pode-
se usar corticosteróide ou anti-histaminica, gluconato de cálcio
através da via intravenosa.

3. Mordedura de animais raivosos: ir rapidamente ao posto anti-


rábico mais próximo, em caso de dúvida, prender o animal, lavar a
ferida com água e sabão ou sabonete e depois estancar a
hemorragia com uma ligadura. Em seguida levar o ferido ao posto
mais próximo.

4. Fractura: usar talas e amarrar com ligadura, impedindo a


articulação total do membro. Exemplo: se a fractura é no cotovelo,
deve fixar talas do braço até ao ante-braço e assim, sucessivamente
independentemente da fractura, ser de deslocamento ou sem
deslocamento.

5. Envenenamento de qualquer natureza: chamar prontamente o


médico independentemente da gravidade. Enquanto vêm o médico:
pode provocar vómitos, introduzindo o dedo ou penas de aves na via
oral ou aplicar vomitivos (2 g de ípeca em 50 g de xarope ípeca),
criar vómitos, usando uma preparação de espuma de sabão bem
espaçosa, usar água morna com sal, duas colheres de sopa no caso
de sal para 2 dl de água.

Portanto, neutralizar veneno no estômago, com água e carvão, água


com clara de ovo bem batido, provocando vómitos para baixar o
nível do veneno no organismo. No entanto, o carvão une-se ao
veneno. A clara de ovo é uma proteina (albumina) e o veneno adere-
se a ela. Quando o veneno é ácido neuralizar com uma substância
alcalina (e vice-versa).

51
Bioestatística e Higiene Escolar

Sumário

Deve-se criar nas crianças, o hábito de serem cuidadosas do seu aranjo


e conservação, a não riscarem as paredes e mobiliário ou não lançarem
papéis no chão, disponibilizando cestos ou outro recepiente adequado a
um canto da sala de aulas. Também, realiza-se a desinfecão da classe e
do mobiliário: na ocasião de epidemias na escola, de qualquer doença
gravemente contagiosa. Nos centros rurais, será feito pelo professor
usando meios e desinfectantes químicos simples, empregando creolina a
5-10%. Os primeiros socorros, o socorrista, deve ter consciência sobre
aquilo que se está a passar com o acidentado. Dentro de um acidente,
recomenda-se: não se pode dar de beber a um inanimado, sem saber se
está em estado de puder engolir, não se deve por sentado, a um ferido
grave que acaba de caír de uma grande altura e dentro do atropelado, na
via pública deve-se deixar o atropelado numa calma e chamar a quem é
de direito.

Os acidentes que ocorrem, com maior frequência na escola são: feridas,


onde os procedimentos, devem ser: lavar a ferida (com agua esterilizada
ou fervida, sabão, borato de sódio, soro fisiológico, água oxigenada,
água simples ou qualquer solução com sabão), Desinfectar (álcool,
tentura de iodo, mercúrio cromo, água oxigenada), pensar (por penso) a
ferida (compressas de gases esterilizados acompanhada de algodão e
ligadura) e fractura: usar talas e amarrar com ligadura, impedindo a
articulação total do membro. A fractura, pode ser de deslocamento ou
sem deslocamento. Também podem ocorrer: mordeduras (cobras
venenosas, cães, animais selvagens), mordedura de animais raivosos,
envenenamento de qualquer natureza: chamar prontamente o médico
independentemente da gravidade. Portanto, neutralizar veneno no
estômago, com água e carvão, água com clara de ovo bem batido,
provocando vómitos para baixar o nível do veneno no organismo.

52
Bioestatística e Higiene Escolar

1. Num acidente, o socorrista, deve ter consciência sobre aquilo que se está
a passar com o acidentado. Diga quais sao as recomendacoes.
R: Não se pode dar de beber a um inanimado, sem saber se está em estado
de puder engolir, não se deve por sentado, a um ferido grave que acaba de
caír de uma grande altura e dentro do atropelado, na via pública deve-se
deixar o atropelado numa calma e chamar a quem é de direito.

2. No caso de uma ferida quais devem ser os procedimentos do socorrista?


(resumir).
R: Lavar a ferida, desinfectar e pensar.
Exercícios
3. Explique no caso de envenenamento, quais devem ser os procedimentos.
R: chamar prontamente o médico independentemente da gravidade.
Introduzindo o dedo ou penas de aves na via oral ou aplicar vomitivos (2 g
de ípeca em 50 g de xarope ípeca), criar vómitos, usando uma preparação
de espuma de sabão bem espaçosa, usar água morna com sal, duas
colheres de sopa no caso de sal para 2 dl de água, neutralizar veneno no
estômago, com água e carvão, água com clara de ovo bem batido,
provocando vómitos para baixar o nível do veneno no organismo.

53
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 11

Tema: Porquê Uma Abordagem FRESH?

Introdução

Caro estudante, depois de termos falado discutidos nas unidades


anteriores. Portanto, vamos avançar com a nossa discussão destacando
a a abordagem FRESH (Focusing Resources on Effective School Health-
Concentrar Recursos numa Saúde Escolar Eficaz).

Prezado estudante, assegurar que as crianças são saudáveis e capazes


de aprender é uma componente essencial de um sistema de educação
eficaz. Nesta unidade bem como nas subsequentes iremos falar do
modelo FRESH, onde és convidado para tal discussão.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer o modelo fresh.


 Decrever os componentes do modelo fresh.
 Aplicar o modelo fresh nas actividades escolares.
 Explicar os objectivos do modelo fresh
Objectivos
 Relacionar o modelo fresh com a melhoria do PEA.
 Reconhecer a importância do modelo fresh, na articulação das
actividades educacionais.

Porquê Uma Abordagem FRESH?

Porquê uma abordagem FRESH (Focusing Resources on Effective


School Health-Concentrar Recursos numa Saúde Escolar Eficaz)?

Assegurar que as crianças são saudáveis e capazes de aprender é uma


componente essencial de um sistema de educação eficaz. A salubridade
aumenta a frequência escolar e reduz o absentismo, trazendo para a
escola mais crianças dos meios mais pobres e em maior desvantagem,
muitas das quais são meninas. São estas crianças, que são na maior

54
Bioestatística e Higiene Escolar

parte das vezes, as menos saudáveis e mais malnutridas, as que tiram


maior proveito educacional de uma saúde melhor.

Os programas de saúde escolar eficazes, desenvolvidos dentro de


parcerias comunitárias, proporcionam uma das formas mais eficazes em
termos de custos para atingir as crianças em idade escolar, os
adolescentes e as comunidades em geral, e são um meio sustentável de
promover práticas saudáveis. O novo modelo FRESH é o ponto de
partida para o desenvolvimento de um programa eficaz de saúde
escolar, higiene e nutrição, num ambiente escolar mais amigável para as
crianças e mais saudável.

Um programa eficaz de saúde escolar, higiene e nutrição, como é o caso


do FRESH, oferece muitos benefícios:

 Responde a necessidade cada vez maiores: o sucesso de


programas de sobrevivência das crianças, e os esforços de
muitos governos e comunidades no sentido de expandir a taxa
de cobertura da educação básica têm resultado quer num maior
número de crianças em idade escolar, quer numa maior
proporção destas crianças a frequentar a escola. Quase 90%
das crianças chegam ao seu quinto ano de vida, e cerca de 80%
destas frequentam a escola. Em muitos países, programas de
educação seleccionados asseguraram que muitos dos novos
alunos que entraram para a escola fossem raparigas, para as
quais uma boa saúde é especialmente importante.
 Aumenta a eficácia de outros investimentos em desenvolvimento
infantil: Os programas de saúde escolar são a sequela e o
complemento mais essencial aos programas de cuidados e de
desenvolvimento infantil (os programas para antes das crianças
atingirem a idade escolar). É essencial que haja continuidade de
boa saúde nas crianças em idade escolar, se se pretender que
as crianças sustenham as vantagens de uma primeira infância
saudável, e tirem o máximo proveito do que pode ser a sua única
oportunidade de educação formal.
 Assegura um melhor aproveitamento escolar: assegurar uma
boa saúde em idade escolar pode impulsionar a frequência
escolar, reduzir as repetições, e aumentar o sucesso escolar. As
boas práticas de saúde podem promover a saúde reprodutiva e
contribuir para evitar a SIDA. As estimativas mostram que os

55
Bioestatística e Higiene Escolar

prejuízos desta doença para as crianças em idade escolar dos 5


aos 14 anos são de 11% do prejuízo total.
 Melhora a equidade social: em resultado das estratégias de
educação básica universais, algumas das crianças mais
desvantajadas-meninas, crianças pobres dos meios rurais,
crianças com deficiências-têm pela primeira vez acesso à
escola. Mas a capacidade destas crianças para frequentar a
escola e para aprender é comprometida pelos seus problemas
de saúde. São estas crianças, que mais vão beneficiar de
intervenções na área da saúde, pois é muito provável que elas
mostrem melhorias substanciais na frequência e nos resultados
escolares.
 É uma estratégia altamente eficaz em termos de custos: os
programas de saúde escolar contribuem para a ligação entre
recursos para a saúde, para a educação, para a nutrição e para
o saneamento, a uma infraestrutura-a escola-que já existe, que é
penetrante e que é sustentável. Enquanto que o sistema escolar
raramente é universal, a cobertura é muitas vezes superior à dos
sistemas de saúde. Para além disso, o sistema escolar possui
forças de trabalho extensivamente capacitadas, e que já têm
experiência de trabalho mais próximo das comunidades.

Sumário
Abordagem FRESH, é uma sigla que significa: Focusing Resources on
Effective School Health. Traduzindo as siglas para língua Portuguesa:
Concentrar Recursos numa Saúde Escolar Eficaz. Deve assegurar que
as crianças são saudáveis e capazes de aprender é uma componente
essencial de um sistema de educação eficaz. A salubridade aumenta a
frequência escolar e reduz o absentismo, trazendo para a escola mais
crianças dos meios mais pobres e em maior desvantagem, muitas das
quais são meninas. Os programas de saúde escolar eficazes,
desenvolvidos dentro de parcerias comunitárias, proporcionam uma das
formas mais eficazes em termos de custos para atingir as crianças em
idade escolar, os adolescentes e as comunidades em geral, e são um
meio sustentável de promover práticas saudáveis.

56
Bioestatística e Higiene Escolar

Um programa eficaz de saúde escolar, higiene e nutrição, como é o caso


do FRESH, oferece muitos benefícios: responde a necessidade cada vez
maiores, aumenta a eficácia de outros investimentos em
desenvolvimento infantil, assegura um melhor aproveitamento escolar,
melhora a equidade social, é uma estratégia altamente eficaz em termos
de custos. Enquanto que o sistema escolar raramente é universal, a
cobertura é muitas vezes superior à dos sistemas de saúde. Para além
disso, o sistema escolar possui forças de trabalho extensivamente
capacitadas, e que já têm experiência de trabalho mais próximo das
comunidades.

1. Qual é a importância dos programas de saúde escolar desenvolvidos


dentro de parcerias comunitarias?
R: Proporcionam uma das formas mais eficazes em termos de custos
para atingir as crianças em idade escolar, os adolescentes e as
comunidades em geral, e são um meio sustentável de promover práticas
saudáveis.

2. Caracteriza o novo modelo FRESH.


R: É o ponto de partida para o desenvolvimento de um programa eficaz
de saúde escolar, higiene e nutrição, num ambiente escolar mais
amigável para as crianças e mais saudável.

3. Enumere os beneficios de um modelo FRESH.


R: Responde a necessidade cada vez maiores: aumenta a eficácia de
outros investimentos em desenvolvimento infantil, assegura um melhor
Exercícios aproveitamento escolar, assegurar uma boa saúde em idade escolar
pode impulsionar a frequência escolar, reduzir as repetições, e aumentar
o sucesso escolar.

4. As boas práticas de saúde podem promover a saúde reprodutiva e


contribuir para evitar a SIDA. Pode comentar esta afirmação?
R: As estimativas mostram que os prejuízos desta doença para as
crianças em idade escolar dos 5 aos 14 anos são de 11% do prejuízo
total. Melhora a equidade social, é uma estratégia altamente eficaz em
termos de custos, os programas de saúde escolar contribuem para a
ligação entre recursos para a saúde, para a educação, para a nutrição e
para o saneamento, a uma infraestrutura-a escola-que já existe, que é
penetrante e que é sustentável.

57
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 12

Tema: Desenvolvido do Modelo FRESH

Introdução

A educaçã é a base para o desenvolvimento em todos níveis. Portanto, é


importante que todos interveientes se apliquem de melhor forma, com
vista a lograr, tais metas. Nesta ordem de idéia, um dos objectivos pelos
quais foi concebido o modelo fresh, é melhorar cada vez mais a
assistência escolar.

Nesta unidade o prezado estudante é convidado para continuar a


discussão sobre o modelo fresh.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer o modelo fresh.


 Decrever os componentes do modelo fresh.
 Aplicar o modelo fresh nas actividades escolares.
 Explicar os objectivos do modelo fresh
Objectivos
 Relacionar o modelo fresh com a melhoria do PEA.
 Reconhecer a importância do modelo fresh, na articulação das
actividades educacionais.

Desenvolvido do Modelo FRESH

O modelo FRESH foi desenvolvido no âmbito de uma parceria entre a


UNESCO, a UNICEF, a OMS e o Banco Mundial, e lançada no Fórum
para a Educação Mundial, em Abril de 2000. Este modelo é o ponto de
partida para o desenvolvimento de um programa efectivo de saúde
escolar, higiene e nutrição, numa escola mais amigável para as crianças,
e promotora da saúde. O objectivo é a focalização em intervenções que
possam ser implementadas mesmo nas escolas com maiores
dificuldades em termos dos recursos disponíveis. O modelo centra-se em

58
Bioestatística e Higiene Escolar

4 componentes principais, que deverão estar disponíveis em todas as


escolas:
1. Políticas escolares relacionadas com a saúde que, por exemplo,
não excluam raparigas grávidas, que encoragem estilos de vida
saudáveis incluindo não fumar, e que ajudem a manter o sistema
educativo na frente de combate à SIDA;
2. Provisão de água limpa e saneamento adequado para
proporcionar um ambiente de aprendizagem saudável e que
estimule comportamentos higiénicos, e permita privacidade no
sentido de promover a participação das raparigas adolescentes
na educação;
3. Educação sobre saúde, higiene e nutrição, com base nas
competências existentes, que se centre no desenvolvimento dos
conhecimentos, atitudes, valores e preparação para a vida,
necessários ao estabelecimento de práticas de higiene
duradouras, e à redução da vulnerabilidade à SIDA por parte dos
jovens e dos professores;
4. Serviços de saúde e nutrição baseados nas escolas, que sejam
simples, seguros e familiares, e que abordem problemas comuns
e reconhecidos como importantes pelas comunidades, incluindo
a disponibilização de aconselhamento para o combate à SIDA.

Portanto, A implementação deste modelo implica:


a) Parcerias inter-sectoriais, especialmente entre os sectores da
Saúde e da educação.
b) Parcerias com as comunidades, especialmente APPs
(Associações de Pais e Professores).
c) Envolver activamente as crianças das escolas.

O que deve ser feito e o que deve ser evitado em


Programas de Saúde Escolar Centrados nas
Comunidades

 Assegurar que há cooperação entre os sectores saúde e


educação, e que sejam feitos acordos por escrito, do tipo
“acordos de protocolo”.
 Assegurar que as actividades de saúde escolar são aceites e
apoiadas por pais, associacao de pais e professores e alunos.
 Assegurar a concepção de um programa cujo alcance chegue às
crianças mais pobres nas comunidades mais remotas.

59
Bioestatística e Higiene Escolar

 Utilizar uma estratégia de comunicação que assegure que as


políticas de saúde são transparentes e inteiramente
compreendidas por professores, pais e alunos.
 Assegurar que, antes de construir as latrinas, a comunidade as
quer e tem capacidade para as manter.
 Assegurar que a educação sobre saúde se baseia na verdadeira
compreensão daquilo que deve ser feito na prática, e não
apenas em conhecimentos académicos.
 Acompanhar e avaliar todas as actividades implementadas.
 Não sobrecarregar os professores-a primeira função deles é
ensinar.

Sumário
O modelo FRESH foi desenvolvido no âmbito de uma parceria entre a
UNESCO, a UNICEF, a OMS e o Banco Mundial, e lançada no Fórum
para a Educação Mundial, em Abril de 2000. O objectivo é a focalização
em intervenções que possam ser implementadas mesmo nas escolas
com maiores dificuldades em termos dos recursos disponíveis. Portanto,
a implementação deste modelo implica: parcerias inter-sectoriais,
especialmente entre os sectores da Saúde e da educação, parcerias
com as comunidades, especialmente APPs (Associações de Pais e
Professores) e envolver activamente as crianças das escolas.

Em programas de saúde escolar centrados nas comunidades deve, por


exemplo: assegurar que há cooperação entre os sectores saúde e
educação, e que sejam feitos acordos por escrito-acordos de protocolo,
assegurar que as actividades de saúde escolar são aceites e apoiadas
por pais, associacao de pais e professores e alunos, assegurar a
concepção de um programa cujo alcance chegue às crianças mais
pobres nas comunidades mais remotas, utilizar uma estratégia de
comunicação que assegure que as políticas de saúde são transparentes
e inteiramente compreendidas por professores, pais e alunos, etc.

60
Bioestatística e Higiene Escolar

1. Quais são os componentes peincipais do do modelo FRESH?


R: Políticas escolares relacionadas com a saúde (que não excluam
raparigas grávidas), provisão de água limpa e saneamento adequado
para proporcionar um ambiente de aprendizagem saudável e que
estimule comportamentos higiénicos, educação sobre saúde, higiene e
nutrição, com base nas competências existentes, que se centre no
desenvolvimento dos conhecimentos, atitudes, valores e preparação
para a vida e serviços de saúde e nutrição baseados nas escolas.

2. Porque é que o modelo FRESH e de extrema importância para o


sector da educacao?
R: É o ponto de partida para o desenvolvimento de um programa
efectivo de saúde escolar, higiene e nutrição, numa escola mais
Exercícios amigável para as crianças, e promotora da saúde.

3. Qual é o objectivo do modelo FRESH?


R: O objectivo é a focalização em intervenções que possam ser
implementadas mesmo nas escolas com maiores dificuldades em termos
dos recursos disponíveis. e reconhecidos como importantes pelas
comunidades, incluindo a disponibilização de aconselhamento para o
combate à SIDA.

4. Enumera as condicoes (implicacoes) para implementacao deste


modelo.
R: Parcerias inter-sectoriais, especialmente entre os sectores da Saúde
e da educação, Parcerias com as comunidades, especialmente APPs
(Associações de Pais e Professores) e envolver activamente as crianças
das escolas.

61
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 13

Tema: Quadro para Intervenções


Em Saúde Escolar

Introdução

Prezado estudante, nesta unidade e dentro dos mesmos objectivos


iremos discutir o modelo fresh, em aspectos relacionados com as
intervencoes em saúde escolar, com vista a ajudar aos actores da
educacao melhor ambiente de aprendizagem e tornar a escola um local
cada vez mais confortável.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer o modelo fresh.


 Decrever os componentes do modelo fresh.
 Aplicar o modelo fresh nas actividades escolares.
 Explicar os objectivos do modelo fresh.
Objectivos
 Relacionar o modelo fresh com a melhoria do PEA.
 Reconhecer a importância do modelo fresh, na articulação das
actividades educacionais.

Quadro para Intervenções Em Saúde Escolar

Podemos iniciar a discussão desta unidade com a seguinte pergunta: O


que pode ser feito para melhorar os resultados educacionais e a saúde
das crianças em idade escolar?

A resposta a esta pergunta, pode ser resumida no modelo FRESH:


 Políticas escolares relacionadas com a saúde.
 Fornecimento de água potável, e de saneamento adequado para
todas as escolas.
 Educação sobre saúde que inclua a prevenção contra o
HIV/SIDA.
 Serviços de saúde e nutrição, tratamento de deficiências em
micronutrientes, de anemia, e desparasitação.

62
Bioestatística e Higiene Escolar

Estas accoes devem ser implementadas em todas as escolas e para


todas as crianças. O quadro para intervenções em saúde escolar inclui
quatro domínios: políticas escolares relacionadas com a saúde, provisão
de água e saneamento, saúde escolar baseada nas competências e
serviços de saúde e nutrição nas escolas:

Objectivos Intervenções Beneficários/ Indicadores


principais Grupos alvo

Políticas escolares relacionadas com a saúde


Aumentar o número de Políticas claras para A população escolar % das escolas com
escolas com instalações de assegurar a provisão de água limpa e com
água e saneam ento serviços de água e condições de
adequadas saneamento em todas saneamento adequadas
as escolas
Aumentar o acesso às Políticas para a A população escolar % das escolas com boa
instalações sanitárias para educação em higiene manutenção das
professores, para os rapazes básica integradas no A comunidade instalações sanitárias
e para as raparigas currículo, que conduzam
a maior procura e As raparigas Maior taxa bruta de
correspondência da adolescentes escolarização das
parte das crianças, de raparigas quando há
Associações de Pais e casas de banho
Professores (APPs) e funcionais nas escolas
das comunidades, no
sentido de uma boa
manutenção das
instalações
Aumentar a educação sobre Política clara de Adolescentes % de escolas com com
vida familiar e o acesso a inclusão da educação educação sobre vida
serviços de planeam ento sobre vida familiar e do familiar e serviços de
familiar planeamento familiar no aconselhamento sobre
currículo do ensino contracepção/DSTs
secundário
Reduzir os abandonos Políticas claras sobre a Raparigas adolescentes Taxas de escolarização
escolares por motivo de permissão para as feminina m ais elevadas
gradidez raparigas continuarem
na escola durante a Menor número de
gravidez e depois do abandonos por
parto raparigas adolescentes
Foco no direito das
mulheres á educação
Reduzir as diferenças
de género e a
discriminação
Reduzir o uso de tabaco e de Políticas que proibam de A população escolar % de escolas onde não
outras substâncias fumar e de usar outras se fuma
substâncias nas escolas
Reduzir a discriminação Políticas para evitar a A população escolar Redução do número de
contra pessoas com SIDA e discriminação contra crianças com HIV/SIDA
contra as suas famílias pessoas com SIDA e e o número de orfãos
contra as suas famílias por causa desta doença
SIDA que abandonam a
escola

Provisão de água limpa e de saneamento adequado às escolas


Aumentar o número de Normas de contrução A população escolar, % de escolas com água
escolas com instalações de das escolas que incluam especialmente as limpa e com instalações
água e saneam ento boas condições de água raparigas adolescentes sanitárias adequadas e
adequadas, bem mantidas e e saneamento, com bem mantidas
separadas para rapazes e instalações sanitárias
para raparigas separadas para rapazes
e para raparigas
Reduzir a incidência de Existência de água A população escolar e a Redução do número de
diarreia e de infecções potável nas escolas comunidade faltas e das taxas de
intestinais nas crianças das repetição
escolas

63
Bioestatística e Higiene Escolar

Educação sobre saúde com base nas competências


Reduzir o número de Educação sobre saúde Adolescentes Taxas de escolarização
gravidezes indesejadas e o baseada nas feminina m ais elevadas
abandono escolar competências, incluindo Redução do número de
educação sobre a vida raparigas que
familiar abandonam a escola
por motivos de gravidez
e discriminação
Reduzir comportamentos de Inclusão da educação Todas as crianças da % de crianças com
risco e a falta de sobre saúde baseada escola conhecimento sobre a
conhecimentos sobre a SIDA nas competências, e da prevenção da
prevenção contra a SIDA/DSTs
SIDA/DSTs no currículo
escolar
Reduzir a fome temporária e Educação sobre a Todas as crianças da % de crianças que
melhorar a nutrição nutrição com base nas escola comem antes de ir para
competências a escola
Reduzir o abuso do tabaco e Educação sobre saúde Todas as crianças da % das crianças da
de outras substâncias com base nas escola escola que usaram
competências produtos tabagísticos
nos últimos trinta dias

Serviços de saúde e nutrição centrados na escola


Reduzir infecções Desparasitação regular Todas as crianças da Reduzir as taxas de
parasitárias (lombrigas) escola repetição e de
abandono escolar
Reduzir as deficiências em Suplemento oral de ferro Todas as crianças da Reduzir as taxas de
micronutrientes e a anemia e de Vitamina A escola repetição e de
abandono escolar

Sumário

O modelo FRESH, traça um conjunto de possíveis soluções aos


problemas educacionais, ligados a saúde e higiene escolar, tais como:
políticas escolares relacionadas com a saúde, fornecimento de água
potável, e de saneamento adequado para todas as escolas, educação
sobre saúde que inclua a prevenção contra o HIV/SIDA e serviços de
saúde e nutrição, tratamento de deficiências em micronutrientes, de
anemia, e desparasitação.

Estas acções devem ser implementadas em todas as escolas e para


todas as crianças. O quadro para intervenções em saúde escolar, com
base no modelo FRESH, inclui quatro domínios: políticas escolares
relacionadas com a saúde, provisão de água e saneamento, saúde
escolar baseada nas competências e serviços de saúde e nutrição nas
escolas.

64
Bioestatística e Higiene Escolar

1. Quais são as possíveis solucoes de problemas educacionais


relacionados com a saúde e higiene escolar?
R: São: políticas escolares relacionadas com a saúde, fornecimento de
água potável, e de saneamento adequado para todas as escolas,
educação sobre saúde que inclua a prevenção contra o HIV/SIDA e
serviços de saúde e nutrição, tratamento de deficiências em
micronutrientes, de anemia, e desparasitação.Estas acções devem ser
implementadas em todas as escolas e para todas as crianças.

2. O quadro para intervenções em saúde escolar, com base no modelo


FRESH, inclui quatro domínios. Quais são estes domínios?
R: Políticas escolares relacionadas com a saúde, provisão de água e
saneamento, saúde escolar baseada nas competências e serviços de
saúde e nutrição nas escolas.

3. Com base no quadro do modelo FRESH, responda:


a) Descreve a sua escolha 1 politica escolar relacionada com a saúde,
tendo em conta: objectivos, intervencoes principais, grupo alvo e
indicadores.
Exercícios R: objectivos: aumentar o número de escolas com instalações de água e
saneamento adequadas; intervenções principais: políticas claras para
assegurar a provisão de serviços de água e saneamento em todas as
escolas; grupo alvo: a população escolar e indicadores: % das escolas
com água limpa e com condições de saneamento adequadas.

b) Descreve a sua escolha 1 politica escolar relacionada com provisão


de água limpa e de saneamento adequado às escolas, tendo em conta:
objectivos, intervenções principais, grupo alvo e indicadores.
R: Objectivo: Aumentar o número de escolas com instalações de água e
saneamento adequadas, bem mantidas e separadas para rapazes e
para raparigas; intervenções principais: Normas de contrução das
escolas que incluam boas condições de água e saneamento, com
instalações sanitárias separadas para rapazes e para raparigas; grupo
alvo: A população escolar, especialmente as raparigas adolescentes e
indicadores: % de escolas com água limpa e com instalações sanitárias
adequadas e bem mantidas.

65
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 14

Tema: Custos dos Programas de Saúde Escolar

Introdução
Em muitos países, torna-se quase impossível implementar inovacoes na
área da educacao, por um lado, devido a falta de recursos e por outro
lado devido a incapacidade financeira. O modelo fresh traz solucoes no
âmbito de criacao de escolas saudáveis e capazes de oferecer aos seus
países geracoes de cidadãos formados.

Nesta unidade, iremos discutir e apreciar algumas propostas para


solucao de problemas de educacao em particular a higiene escolar
usando baixos custos.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Conhecer o modelo fresh.


 Decrever os componentes do modelo fresh.
 Aplicar o modelo fresh nas actividades escolares.
 Explicar os objectivos do modelo fresh
Objectivos
 Relacionar o modelo fresh com a melhoraria do PEA.
 Reconhecer a importância do modelo fresh, na articulação das
actividades educacionais.

Custos dos Programas de Saúde Escolar

Os programas de saúde escolar, demonstram em muitos países


funcionalidade e a eficácia de custos. Exemplos da funcionalidade e da
eficácia de custos dos programas de saúde escolar:

As infecções parasitárias do tipo lombrigas, são comums em crianças em


idade escolar, e provocam anemia por deficiência em ferro (IDA – Iron
Deficiency Anemia). A IDA em crianças está fortemente associada com
atrasos no desenvolvimento físico e psicológico e com debilidade no
sistema imunitário. As estimativas indicam que cerca de 210 milhões de
crianças em idade escolar sofrem de IDA. Existe uma multiplicidade de

66
Bioestatística e Higiene Escolar

estudos que demonstram os benefícios do tratamento da IDA em


crianças em idade escolar e pré-escolar através de suplementos de ferro
e desparasitação das lombrigas. Os benefícios incluem:
 a redução do absentismo escolar, e melhores resultados nos
testes, ou seja, melhor aproveitamento escolar.
 O custo desta medida é de cerca de 1 USD por ano, por cada
criança.

No Bangladesh, a provisão de água potável e de instalações sanitárias


adequadas provocou um aumento de 15% no número de meninas que
frequentam a escola. Foram observadas interacções com a família e
procura de instalações sanitárias em casa, em 80% das crianças que
adquiriram estas práticas na escola. Um estudo recente, sobre 144
intervenções diferentes, demonstrou quais os impactos na morbidez, das
intervenções no domínio da água, saneamento e higiene:
 Redução mediana dos casos de diarréia de 36%, em
consequência do depósito segura das fezes.
 Redução mediana dos casos de diarréia de 35%, em
consequência de lavar as mãos com sabão depois do contacto
físico com os bancos (cadeiras na escola).
 Redução mediana dos casos de diarréia de 20%, em
consequência de proteger a água de contaminações fecais.
 Redução mediana dos casos de diarréia de 26%, em
consequência da integração de educação sobre higiene ou
promoção de práticas higiénicas, em projectos de água (Esrey
and et al., 1990).

Um estudo da ONUSIDA, de 1997, sobre 53 estudos apreciadores da


eficácia de programas de prevenção da infecção HIV e problemas de
saúde relacionados com aquela, entre a população jovem, concluiu que
programas de educação sexual nas escolas são um meio eficaz para a
redução dos comportamentos de risco associados à infecção HIV/SIDA e
outras DSTs, entre crianças e adolescentes.

67
Bioestatística e Higiene Escolar

Sumário
Os programas de saúde escolar, demonstram em muitos países
funcionalidade e a eficácia de custos. As infecções parasitárias do tipo
lombrigas, são comums em crianças em idade escolar, e provocam
anemia por deficiência em ferro (IDA-Iron Deficiency Anemia). A IDA em
crianças está fortemente associada com atrasos no desenvolvimento
físico e psicológico e com debilidade no sistema imunitário. Os
benefícios do tratamento incluem: a redução do absentismo escolar, e
melhores resultados nos testes, ou seja, melhor aproveitamento escolar
e o custo desta medida é de cerca de 1 USD por ano, por cada criança.

Um estudo recente, sobre 144 intervenções diferentes, demonstrou quais


os impactos na morbidez, das intervenções no domínio da água,
saneamento e higiene: redução mediana dos casos de diarréia em
consequência do depósito segura das fezes; de lavar as mãos com
sabão depois do contacto físico com os bancos (cadeiras na escola); de
proteger a água de contaminações fecais e da integração de educação
sobre higiene ou promoção de práticas higiénicas, em projectos de água
(Esrey and et al., 1990). Um estudo da ONUSIDA, concluiu que
programas de educação sexual nas escolas são um meio eficaz para a
redução dos comportamentos de risco associados à infecção HIV/SIDA e
outras DSTs, entre crianças e adolescentes.

68
Bioestatística e Higiene Escolar

1. Quias são os benefícios ao tratar as crianças em idade escolar IDA?


R: a redução do absentismo escolar, e melhores resultados nos testes,
ou seja, melhor aproveitamento escolar e o custo desta medida é de
cerca de 1 USD por ano, por cada criança.

2. Descreve os problemas associados ao IDA em crianças em idade


escolar?
R: A IDA em crianças está fortemente associada com atrasos no
desenvolvimento físico e psicológico e com debilidade no sistema
imunitário.

3. Foi feito um estudo recente, sobre 144 intervenções diferentes,


demonstrou quais os impactos na morbidez, das intervenções no
domínio da água, saneamento e higiene. Explique de uma forma
Exercícios resumida as conclusões de referido estudo.
R: Redução mediana dos casos de diarréia em consequência do
depósito segura das fezes; de lavar as mãos com sabão depois do
contacto físico com os bancos (cadeiras na escola); de proteger a água
de contaminações fecais e da integração de educação sobre higiene ou
promoção de práticas higiénicas, em projectos de água.

4. Qual foi a conclusão tirada do estudo feito pela Um estudo da


ONUSIDA, de 1997?
R: Concluiu que programas de educação sexual nas escolas são um
meio eficaz para a redução dos comportamentos de risco associados à
infecção HIV/SIDA e outras DSTs, entre crianças e adolescentes.

69
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 15

Tema: A Escolarização e a Infância

Introdução

Nesta unidade o prezado estudante é convidado para uma discussão em


torno da escolarizacao e a infância, como aspectos muito importantes
durante o desenvolvimento e formacao da personalidade da criança em
todos níveis.

Também, serão discutidos aspectos como a cultura como objecto


histórico. E importante lembrar que os sábios dizem: que a cultura de um
povo e a sua historio. Facto que ajuda a perceber que em muitos países
as escolas foram criadas segundo a sua história.

Ao completar esta unidade você será capaz de:

 Aplicar conhecimentos sobre o desenvolvimento da criança


 Descrever a culturar como factor no desenvolvimento da criança.
 Relacionar a cultura e a escolarizacao da criança
 Explicar a relação entre a escola e a infância.
Objectivos

A Escolarização e a Infância

O processo de escolarização intensiva e extensiva em muitos países em


desenvolvimento é recente. A organização dessa modalidade de ensino
se fundamentava na padronização, visando a atender um grande número
de crianças em idade escolar, com vista a se encontrar uma escola
adequada à escolarização em massa e às necessidades da
universalização da educação popular” (souza, 1998, Pag. 20), tornando-
se, também, um meio para civilizar a população. Fazendo parte do
mesmo movimento de escolarização, hoje, é possível perceber, a partir
dos estudos feitos por kuhlmann jr. (2001), as instituições pré-escolares
sendo implantadas em muitos países, em fins do século xix, como uma

70
Bioestatística e Higiene Escolar

solução no mundo moderno, como o lugar onde os trabalhadores


pudessem deixar seus filhos.

No século xx, consolidou-se a escolarização, que se expandiu em razão


da obrigatoriedade, da universalização, da laicização e da utilização de
métodos mais modernos de ensino, fundamentados em propostas
pedagógias activas, a partir das quais a escola foi tomando novas formas
e adaptando-se às reais necessidades impostas com as mudanças
sociais. Diante de tais factos, a infância começou a receber tratamento
diferenciado e institucionalizado com maior amplitude. O interesse em
torno da criança e de sua cultura como objectos de estudo, foi um
período em que a escola também estava consolidando uma nova cultura
de ensino, de aprendizagem, de meio para preparação do ser humano
para a vida social.

A Cultura Escolar como Objecto Histórico

Compreender o significado de cultura escolar é remontar a história e


buscar as razões da existência da escola, pois acreditamos que a razão
está na necessidade, pois toda forma de cultura nasce das necessidades
humanas. Foi necessário, então, escolarizar, higienizar, incutir
conhecimentos que viessem a se tornar comuns a todos. Ao longo dos
anos, desde o surgimento da educação institucionalizada, o modo como
a escola dissemina saberes, valores, ciência, ordens e hábitos de vida foi
construído gradativamente, assim a cultura escolar de cada período
corresponde às necessidades de seu próprio momento.

Essa reflexão nos remete ao modo como o historiador, Dominique Júlia


delimita o significado do conceito de cultura escolar. Para o autor, a
noção de cultura escolar nos permite compreender como se articula. A
partir disso, entendemos, num sentido mais amplo, que conhecer tal
cultura, requer compreender o universo da escola, considerando todos
os aspectos que a constituem, abarcando, inclusive, a influência de
culturas externas e os objectivos sociais, acerca dos conhecimentos que
julgamos necessário saber, ou seja, tudo o que é preciso para o bom
desenvolvimento social e a constituição de uma cultura específica. Os
professores deveriam transmitir às crianças todas as noções possíveis
de higiene corporal, com vistas a que os alunos pudessem cultivar sua
própria saúde, os temas abrangiam detalhadamente acerca da higiene

71
Bioestatística e Higiene Escolar

corporal, incluindo aspectos da limpeza, da alimentação, vestuário, entre


outros. Esses conhecimentos corporais não eram unicamente da
educação física que veio a se consolidar como disciplina em meio a
esses acontecimentos.

É com esses objectivos que a escola do novo século, organizada com


base nos preceitos médicos de higiene e saúde, com vistas a construção
de uma nação moderna, constitui, gradativamente, sua cultura. E a
educação física ganha importante espaço nessa construção. Toda essa
organização parte do aspecto físico da própria escola, dentro de cujos
espaços os corpos das crianças já começariam a ser cultivados. Outro
aspecto importante era os programas de ensino que incluíam, dentre as
suas disciplinas, a instrucção moral e cívica, physica, hygiene e
exercícios physicos (especialmente fundamentada na idéia da
regeneração da raça-Vago, 1999). Assim, retomando o pensamento de
Dominique Júlia (2001, Pág. 22), a produção da cultura no ambiente
escolar “[...] desemboca aqui no remodelamento dos comportamentos,
na profunda formação do caráter e das almas que passa por uma
disciplina do corpo e por uma direção das consciências”.

Sumário

O processo de escolarização intensiva e extensiva em muitos países em


desenvolvimento é recente. A organização dessa modalidade de ensino
se fundamentava na padronização, visando a atender um grande número
de crianças em idade escolar, com vista a se encontrar uma escola
adequada à escolarização em massa e às necessidades da
universalização da educação popular. No século xx, consolidou-se a
escolarização, que se expandiu em razão da obrigatoriedade, da
universalização, da laicização e da utilização de métodos mais modernos
de ensino, fundamentados em propostas pedagogias activas, a partir das
quais a escola foi tomando novas formas e adaptando-se às reais
necessidades impostas com as mudanças sociais.

Ao longo dos anos, desde o surgimento da educação institucionalizada,


o modo como a escola dissemina saberes, valores, ciência, ordens e
hábitos de vida foi construído gradativamente, assim a cultura escolar de
cada período corresponde às necessidades de seu próprio momento. Os

72
Bioestatística e Higiene Escolar

professores deveriam transmitir às crianças todas as noções possíveis


de higiene corporal, com vistas a que os alunos pudessem cultivar sua
própria saúde, os temas abrangiam detalhadamente acerca da higiene
corporal, incluindo aspectos da limpeza, da alimentação, vestuário, entre
outros. Esses conhecimentos corporais não eram unicamente da
educação física que veio a se consolidar como disciplina em meio a
esses acontecimentos.

E a educação física ganha importante espaço nessa construção. Toda


essa organização parte do aspecto físico da própria escola, dentro de
cujos espaços os corpos das crianças já começariam a ser cultivados.
Outro aspecto importante era os programas de ensino que incluíam,
dentre as suas disciplinas, a instrucção moral e cívica, physica, hygiene
e exercícios physicos (especialmente fundamentada na idéia da
regeneração da raça).

1. Segundo Sousa, qual e a importância do processo de escolarizacao


intensiva e extensiva?
R: Visa a atender um grande número de crianças em idade escolar, com
vista a se encontrar uma escola adequada à escolarização em massa e
às necessidades da universalização da educação popular, tornando-se,
também, um meio para civilizar a população.
2. Quais foram as mudanças ocorridas no século xx?
R: Consolidou-se a escolarização, que se expandiu em razão da
obrigatoriedade, da universalização, da laicização e da utilização de
métodos mais modernos de ensino, fundamentados em propostas
Exercícios pedagógias activas, a partir das quais a escola foi tomando novas
formas e adaptando-se às reais necessidades impostas com as
mudanças sociais.
3. Como e que esta organizada a escola do novo século.
R: Organizada com base nos preceitos médicos de higiene e saúde,
com vistas a construção de uma nação moderna, constitui,
gradativamente, sua cultura. E a educação física ganha importante
espaço nessa construção.

73
Bioestatística e Higiene Escolar

Unidade 16

Tema: Infância e Educação Física:


Saúde, Higiene e Regeneração da Raça

Introdução
Qualquer plano só pode ser alcançado, quandro for traduzido de teoria
para prática, quer dizer, com trabalho. Portanto, só pode trabalhar se
estiver bem de saúde. O mesmo acontece na escola. Só passa de
classe, o aluno que for assíduo e demostrar resultados para tal. Para se
ser assíduo é indispensável que esteja bem de saúde.

A educação física, embora ainda não vista, como uma atitude prática
com vista a revitalizar os sistemas do corpo, desempenha papel
importante na melhoria das condições de saúde dos alunos na escola,
contribuindo sobre maneira na assiduidade dos mesmos e consequente
aumento do rendimento pedagógica, diminuindo o índice de desistência
por doenças evitáveis.

Portanto, ao terminar esta unidade você será capaz de:

 Compreender a importância da educação física na saúde escolar.


 Explicar as necessidades de uma escola saudável.
 Elaborar plano de actividades desportivas na escola.
 Sensibilizar os alunos para prática de educação física nas escolas.
Objectivos
 Relacionar a educação física com a saúde escolar.

Infância e Educação Física: Saúde, Higiene e


Regeneração da Raça

Certamente, quando observamos os discursos veiculados na revista


educação physica, percebemos que os preceitos de saúde e higiene
eram constantemente reforçados e dirigido aos diferentes leitores, pais,
professores, especialistas e a escola em geral. Segundo Gondra (2003),
no século xx, o discurso pela saúde e higiene se actualiza e se
consolida, tornando-se matriz para os programas educacionais e
projectando a educação como um eficiente meio para alcançar o homem

74
Bioestatística e Higiene Escolar

integral, pois, pela educação, conseguiremos o país que almejamos.


Contudo, para se alcançar o progresso, o povo deve ser fisicamente
suficiente “há de ele ter aplenitude para as grandes iniciativas e os
grandes empreendimentos. É necessário que a educação, pois, seja do
espírito e também do corpo: “ intelectual e também física” (Lourenço
filho, 1939, p. 10 -12).

A exercitação física, os cuidados com o corpo, o melhoramento dos


hábitos, a moralização, eram fins de uma educação moderna, que
primava por ser, antes de tudo, moral, intelectual e física. A educação
física deveria tomar para si a responsabilidade de regenerar a raça,
restaurando valores sociais, o que acarretaria um aperfeiçoamento da
natureza humana. Eram as crenças em uma educação física que fosse
transformadora, no sentido de fazer com que as crianças abandonadas
nas cidades superpovoadas, ou indivíduos possivelmente fadados às
mazelas da marginalização se transformassem em “[...] preciosos
elementos de energia e capacidade de trabalho” (azevedo,1936, p. 8)
que fizessem girar a grande engrenagem social.

A educação física começou a ser enaltecida, como disciplina escolar,


num período em que os principais estudiosos da área e também de
outras áreas acreditavam fortemente em sua capacidade de recuperar
toda uma nação, pois, segundo esses estudiosos, havia muitas
deficiências a se corrigir em muitos povos, para que ele se elevasse
diante dos outros:
 Nem toda a gente terá calculado, ainda, quanto a educação
física precisa ser parte nos projectos de correção e realização
dessa pátria ideal e educacional;
 Quanto a educação física pesará e inclinará a realidade a nosso
favor, si a levarmos na devida conta, para o preparo das
gerações humanas.
Os programas de educação física escolar eram elaborados orientando-
se para a construção de uma nação forte, servindo como um supra-sumo
para a formação moral e intelectual da criança:
 Preparando o espírito desta para bem amar e servir a pátria,
 Ajustando-o as qualidades cívicas de um perfeito cidadão,
cultivando-lhe sentimentos patrióticos,
 Altas qualidades morais de honra, dignidade,

Vários autores deixam claras suas crenças nas contribuições da


educação física para os programas de saúde que se instauraram nos

75
Bioestatística e Higiene Escolar

espaços escolares. Entretanto, espera-se, com esses programas, que os


diversos profissionais da saúde e os professores de educação física nas
escolas se associem, com vistas a aumentar o interesse da disciplina
nas escolas por esses programas, pois acredita-se que essa disciplina
muito contribuía para a saúde escolar.

Por exemplo, para Fischer (1938), a saúde do corpo resultava sempre


numa boa saúde mental, somente uma vida mais higiênica e saudável
poderia tornar o ser humano mais produtivo, pois o deixaria mais alegre
e entusiasmado. Até mesmo a espiritualidade do ser humano e sua
capacidade de filosofar e em outras áreas dependiam desse requisito, e
esses preceitos deveriam começar a ser conhecidos desde a infância,
sendo a escola um meio ideal para isso. A finalidade da educação física
passou a ser a busca por um corpo saudável e, desse modo, a saúde,
preconizada nas escolas, no período em que circulou o impresso,
expandia-se para além dos cuidados com o corpo, situando-se, também,
nos âmbitos mental e emocional dos sujeitos. Segundo, Grayson (1941),
é responsabilidade da educação física:
 Contribuir fortemente para a regeneração da raça, dentro dos
objetivos educacionais gerais.
 A educação física seria um instrumento para resgatar os valores
sociais, aproveitando os aspectos somáticos do ser humano.
Esse resgate seria impresso nas crianças, a futura geração forte,
saudável, eugenizada, higienizada e regenerada.

Sumário

A exercitação física, os cuidados com o corpo, o melhoramento dos


hábitos, a moralização, eram fins de uma educação moderna, que
primava por ser, antes de tudo, moral, intelectual e física. A educação
física deveria tomar para si a responsabilidade de regenerar a raça,
restaurando valores sociais, o que acarretaria um aperfeiçoamento da
natureza humana.

A educação física começou a ser enaltecida, como disciplina escolar,


num período em que os principais estudiosos da área e também de
outras áreas acreditavam fortemente em sua capacidade de recuperar

76
Bioestatística e Higiene Escolar

toda uma nação, pois, segundo esses estudiosos, havia muitas


deficiências a se corrigir em muitos povos, para que ele se elevasse
diante dos outros. Os programas de educação física escolar eram
elaborados orientando-se para a construção de uma nação forte,
servindo como um supra-sumo para a formação moral e intelectual da
criança: preparando o espírito desta para bem amar e servir a pátria,
ajustando-o as qualidades cívicas de um perfeito cidadão, cultivando-lhe
sentimentos patrióticos, e altas qualidades morais de honra, dignidade,

A finalidade da educação física passou a ser a busca por um corpo


saudável e, desse modo, a saúde, preconizada nas escolas, no período
em que circulou o impresso, expandia-se para além dos cuidados com o
corpo, situando-se, também, nos âmbitos mental e emocional dos
sujeitos. Segundo, Grayson (1941), é responsabilidade da educação
física: contribuir fortemente para a regeneração da raça, dentro dos
objetivos educacionais gerais, a educação física seria um instrumento
para resgatar os valores sociais, aproveitando os aspectos somáticos do
ser humano. Esse resgate seria impresso nas crianças, a futura geração
forte, saudável, eugenizada, higienizada e regenerada.

77
Bioestatística e Higiene Escolar

1. Quais eram os fins da educação moderna?


R: A exercitação física, os cuidados com o corpo, o melhoramento dos
hábitos, a moralização, que primava por ser, antes de tudo, moral,
intelectual e física.

2. Em que período a educacao física começou a ser enaltecida como


disciplina escolar?
R: Num período em que os principais estudiosos da área e também de
outras áreas acreditavam fortemente em sua capacidade de recuperar
toda uma nação.
a) Segundo eles qual era a finalidade da educacao física?
R: havia muitas deficiências a se corrigir em muitos povos, para que ele
se elevasse diante dos outros:

3. Os programas de educação física escolar eram elaborados


Exercícios orientando-se para a construção de uma nação forte, servindo como um
supra-sumo para a formação moral e intelectual da criança. Comente
esta afirmacao buscando argumentos no texto da unidade.
R: preparando o espírito desta para bem amar e servir a pátria,
ajustando-o as qualidades cívicas de um perfeito cidadão, cultivando-lhe
sentimentos patrióticos e altas qualidades morais de honra, dignidade,

4. Segundo, Grayson (1941), qual é a responsabilidade da educação


física?
R: contribuir fortemente para a regeneração da raça, dentro dos
objetivos educacionais gerais, a educação física seria um instrumento
para resgatar os valores sociais, aproveitando os aspectos somáticos do
ser humano. Esse resgate seria impresso nas crianças, a futura geração
forte, saudável, eugenizada, higienizada e regenerada.

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