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CLIENTE:

GOLAR POWER
EMPREENDIMENTO:

TERMINAL GÁS SUL - TGS


OPERAÇÃO: OS/OSA Nº PLANAVE REV. PLANAVE

1.19.033 01/00 ET-D09-C00-0007 0


CONTRATO: Nº CLIENTE REV. CLIENTE

- -
TÍTULO:
PROJETO DE ENGENHARIA CLASSE 2 – TERMINAL GÁS SUL (TGS)
GASODUTO ITAPOÁ-GARUVA / CRUZAMENTOS E TRAVESSIAS
REV. DESCRIÇÃO DAS REVISÕES DATA EXE. VER. APR.

0 EMISSÃO INICIAL 02/09/2019 LCDC SIMON HJS


PA-000-L00-0401-D
Nº CLIENTE: REV. CLIENTE FOLHA:

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Nº PLANAVE: REV. PLANAVE 2/11
ET-D09-C00-0007 0

ÍNDICE

1 OBJETIVO ........................................................................................................................................... 3
2 CRUZAMENTOS E TRAVESSIAS ..................................................................................................... 3
PA-000-L00-0401-D
Nº CLIENTE: REV. CLIENTE FOLHA:

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Nº PLANAVE: REV. PLANAVE 3/11
ET-D09-C00-0007 0

1 OBJETIVO

Esta especificação tem por objetivo descrever os requisitos para o detalhamento de


travessias e cruzamentos do gasoduto Itapoá-Garuva.

2 CRUZAMENTOS E TRAVESSIAS
O projeto de detalhamento dos cruzamentos e travessias deve atender aos requisitos do
Anexo A.

Para os cruzamentos devem ser observados os pontos mencionados a seguir:


a) quando houver dúvidas quanto à existência de interferências subterrâneas, deve ser
executada uma sondagem eletromagnética, complementada pela escavação de
poços de inspeção;
b) nos cruzamentos onde os transtornos ao tráfego de veículos sejam consideráveis,
devem ser utilizados métodos não destrutivos como: furo direcional, microtúnel etc.;
c) no cruzamento com dutos e outras interferências, recomenda-se que o duto passe
por baixo destes;
d) nos cruzamentos sem tubo-camisa em rodovias, avenidas e ruas em áreas urbanas,
deve ser prevista a colocação de tela de segurança com fita de aviso e placa de
concreto sobre o duto ao longo de toda a extensão do cruzamento, conforme a
ABNT NBR 15280-2.

Para travessias devem ser observados os pontos mencionados a seguir:


a) a travessia de rios e de lagos deve ser projetada em locais de margens e leitos bem
definidos e permanentes;
b) para rios navegáveis devem ser obtidas, junto à Capitania dos Portos, as
informações sobre o tráfego de embarcações e sobre atividades pesqueiras no local
da travessia;
c) a travessia aérea deve ser evitada, só sendo justificável no caso de grotas.
PA-000-L00-0401-D

O projeto do cruzamento deve ser precedido pela obtenção das informações mencionadas a
seguir:
a) sondagens geotécnicas;
b) levantamento cadastral.
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Nº PLANAVE: REV. PLANAVE 4/11
ET-D09-C00-0007 0

O projeto das travessias relevantes, do ponto de vista social, econômico ou ambiental, deve
considerar as informações mencionadas a seguir:
a) estudos hidrológicos para determinação do regime do rio ou lago, incluindo:
migração das margens nos rios que atravessam planícies de inundação, perfil de
erosão no leito, transporte de sedimentos (volume e composição), área da bacia de
drenagem pluvial, vazão máxima centenária, velocidade, profundidade e outros;
b) sondagens geotécnicas nas margens e no leito dos rios e lagos;
c) rotina de dragagem de rios e canais;
d) dados de operação de barragem, como: cota máxima de reservatório e vazão
máxima de extravasamento de comportas.

O dimensionamento do duto nos cruzamentos sem tubo-camisa deve considerar os pontos


mencionados a seguir:
a) carga externa de peso de terra de cobertura;
b) carga externa de tráfego veicular;
c) pressão de projeto;

O dimensionamento do duto nas travessias deve considerar os pontos mencionados a


seguir:
a) carga externa de peso de terra de cobertura;
b) momentos de flexão decorrentes do curvamento natural;
c) pressão de projeto;

No dimensionamento do duto nos cruzamentos (sem tubo-camisa) e nas travessias, a


jaqueta de concreto não pode ser considerada como contribuinte para o aumento da
resistência mecânica do duto.

Nas travessias de rios, lagos e canais, a estabilização do trecho deve ser feita apenas com
a utilização de jaqueta de concreto, confeccionada de acordo com a ABNT NBR 15280-2,
não sendo permitido o emprego de selas, blocos de concreto ou outros tipos de massas
PA-000-L00-0401-D

concentradas. A jaqueta deve ter as características mencionadas a seguir:


a) espessura mínima de 38 mm;
b) peso específico mínimo do concreto para lastro igual a 22 x 103 N/m 3 (2 240 kg/m³);
c) resistência mínima à compressão do concreto igual a 15 MPa.
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Nº PLANAVE: REV. PLANAVE 5/11
ET-D09-C00-0007 0

Os cruzamentos com tubo-camisa devem considerar os requisitos mencionados a seguir:


a) para o diâmetro externo mínimo do tubo-camisa, considerar uma folga, conforme
definido na seguinte equação:
- DIC = DC + 100 mm;
onde,
DIC é o diâmetro interno mínimo do tubo-camisa;
DC é o diâmetro externo do conjunto a ser inserido no tubo-camisa, incluindo: o
tubo-condução, o revestimento anticorrosivo, a jaqueta de concreto e o tubo-camisa da
fibra ótica, caso existente.

NOTA Recomenda-se que em tubos-camisa com comprimentos superiores a 36 m, a


folga seja aumentada em 50 %.

b) a espessura de parede do tubo-camisa deve atender à Tabela 1;


c) o tubo-camisa deve ser instalado com inclinação mínima de 0,3 % no sentido da
lateral da faixa que apresentar a melhor condição de drenagem.

Tabela 1 — Espessura mínima do tubo-camisa


Espessura mínima do
Diâmetro nominal do tubo-camisa
tubo-camisa
Cruzamento rodoviário
mm pol. mm pol.
550 22 7,14 0,281
600 24 7,14 0,281
650 26 7,92 0,312
700 28 7,92 0,312
750 30 9,53 0,375
800 32 9,53 0,375
850 34 10,31 0,406

NOTA Os valores da Tabela 4 foram calculados com base nas seguintes condições: material
PA-000-L00-0401-D

API 5L Grau B, ovalização máxima de 5 %, carga móvel rodoviária padrão TB-450 da ABNT
NBR 7188, profundidade de enterramento de 0,9 m. Refazer o cálculo para outras
condições.

Nos cruzamentos, quando for necessária proteção mecânica para cargas de tráfego pesado
(veículos de mineradoras e madeireiras), o projeto deve considerar a conveniência de
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Nº PLANAVE: REV. PLANAVE 6/11
ET-D09-C00-0007 0

instalação de laje de concreto armado construída abaixo e justaposta à pista de rolamento


da via.
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Nº CLIENTE: REV. CLIENTE FOLHA:

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Nº PLANAVE: REV. PLANAVE 7/11
ET-D09-C00-0007 0

ANEXO A

FIGURAS COM DETALHES TÍPICOS DE CRUZAMENTOS E TRAVESSIAS


PA-000-L00-0401-D
Nº CLIENTE: REV. CLIENTE FOLHA:

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Nº PLANAVE: REV. PLANAVE 8/11
ET-D09-C00-0007 0

Dimensões em metros
Cruzamento com Cruzamento sem
faixa de domínio faixa de domínio Placa de
sinalização

(Nota 1) faixa de domínio


Pista de rolamento 2 (mín.)
Limite da

1 da rodovia ou rua
(mín.)
Canaleta de
drenagem 1,2
(típ.) (mín.)
Consultar Figura C.7

(mín.)
Jaqueta de concreto

0,9
(mín.)
0,9

1 Duto
(mín.)
1 0,3% (mín.) Tubo-camisa
(Nota 2)
(mín.)

Trecho reto com jaqueta de concreto

NOTA 1 O comprimento mínimo é de 5 m, quando o método de instalação for com abertura de poço
de acesso.
NOTA 2 Para evitar a entrada de água e resíduos, as extremidades do tubo-camisa são vedadas.
Para a vedação podem ser utilizadas, entre outras, a espuma de poliuretano ou espumas embebidas
em um selante asfáltico.

Figura 1 — Rodovia ou rua com tubo-camisa

Dimensões em metros

Cruzamento com Cruzamento sem


faixa de domínio faixa de domínio Placa de
sinalização

2 (mín.)
faixa de domínio

(Nota)
Pista de rolamento
Limite da

1 da rodovia ou rua
(mín.)
Canaleta de
drenagem 1,2
(típ.) (mín.)
(mín.)
0,9
(mín.)
0,9

Duto
Jaqueta de concreto
PA-000-L00-0401-D

NOTA O comprimento mínimo é de 5 m, quando o método de instalação for com abertura de poço
de acesso.

Figura 2 — Rodovia ou rua sem tubo-camisa


Nº CLIENTE: REV. CLIENTE FOLHA:

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Nº PLANAVE: REV. PLANAVE 9/11
ET-D09-C00-0007 0

Dimensões em metros
Canaleta de
drenagem Estrada
(típ.)

2 (mín.)
(Nota)
(mín.)
0,9
cruzamento

cruzamento
Limite do

Limite do
Curvas de
Duto campo

2 (mín.) 2 (mín.)

NOTA Em estradas vicinais, interligando comunidades rurais e fazendas, a cobertura mínima pode
ser reduzida para 1,5 m.

Figura 3 — Estrada secundária sem tubo-camisa

Dimensões em metros

Placa e tela de segurança Duto ou


(conforme ABNT NBR 15280-2) cabo existente
(Nota)
H

1 1 0,5
Duto (mín.)
3 3

a) Cruzamento sob dutos ou cabos

Figura 4 — Cruzamento com duto ou cabo


PA-000-L00-0401-D
Nº CLIENTE: REV. CLIENTE FOLHA:

- -
Nº PLANAVE: REV. PLANAVE 10/11
ET-D09-C00-0007 0

Dimensões em metros

Placa e tela de segurança


(conforme ABNT NBR 15280-2) 0,5
(mín.)

(Nota)
Duto ou

H
Duto cabo existente

1 1
3 3

b) Cruzamento sobre dutos ou cabos.

NOTA Os valores mínimos para afastamento vertical (H) são:


a) Cruzamento com duto metálico: 0,8 m;
b) Cruzamento com duto não metálico ou cabo: 0,6 m.

Figura 4 — Continuação

Dimensões em metros
Margem definida

Margem definida

Placa de Placa de
sinalização sinalização

N.A. máx.

5 (mín.) 5 (mín.)
(Nota)

Duto
Jaqueta de concreto
Trecho com curvamento natural
PA-000-L00-0401-D

NOTA A cobertura mínima na travessia é:


a) para escavação normal: 1,2 m;
b) para escavação em rocha consolidada: 0,6 m.

Figura 5 — Travessia com curvamento natural


Nº CLIENTE: REV. CLIENTE FOLHA:

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Nº PLANAVE: REV. PLANAVE 11/11
ET-D09-C00-0007 0

Dimensões em metros

Margem definida

Margem definida
Placa de Placa de
sinalização sinalização

N.A. máx.

5 (mín.) 5 (mín.)

(Nota)
Curvas
Duto de campo

Jaqueta de concreto

Trecho reto

NOTA A cobertura mínima na travessia é:


a) para escavação normal: 1,2 m;
b) para escavação em rocha consolidada: 0,6 m;
c) para escavação em leito sujeito à dragagem: 2 m (em relação à cota de dragagem).

Figura 6 — Travessia com cavalote

Placa de Placa de
sinalização sinalização

N.A. máx.
(Nota)

Curvas
Duto de campo

Jaqueta de concreto

Trecho reto

NOTA A cobertura mínima na travessia é:


PA-000-L00-0401-D

a) para escavação normal: 1,2 m;


b) para escavação em rocha consolidada: 0,6 m;
c) para escavação em leito sujeito à dragagem: 2 m (em relação à cota de dragagem).

Figura 7 — Travessia de canal com cavalote

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