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Mislaine Ribeiro 6º SEMESTRE- ODONTOLOGIA

Giovana Canateli
Luisa de Luca

PERIODONTIA PLANO DE TRATAMENTO − Realiza a instrumentação


PERIODONTAL periodontal
− Após o exame clinico periodontal, será possível − Será feito o controle do agente
caracterizar o diagnóstico do paciente e etiológico (biofilme), dar
estabelecer uma sequência lógica para as condições para realizar esse
necessidades de tratamento que o paciente controle e ao mesmo tempo
apresenta estará eliminando situações
− Baseado no que foi coletado no exame clinico e clinicas que favoreçam a higiene
com o auxílio do exame radiográfico, para observar do paciente (excesso de
as características especificas comprimento restauração, depósitos de cálculo),
radicular, tipo de defeito ósseo, quantidade de se houver áreas com bolsa
raízes que o elemento dental tem, presença de periodontal fazer instrumentação
lesões periapicias. Tudo isso auxilia para na área da bolsa para desconta
estabelecer um plano de tratamento. minar essa região e transformar a
bolsa em sulco, diminuir a
Anamnese + exame físico profundidade dessa bolsa
=
→ REAVALIACÃO: Terminada a terapia
Diagnostico e prognostico básica, todas as áreas que precisam ser
instrumentadas precisaram aguardar um
período de cicatrização (45 a 60 dias), para
reavaliar se o paciente teve as sua saúde
Plano de tratamento reestabelecida

Avaliar necessidade do paciente/ estabelecer


sequência para o tratamento o FASE II – terapia cirúrgica
− Relacionada a procedimentos
cirúrgicos periodontais e com
FASES DO PLANO DE TRATAMENTO instalação de implantes
o FASE I – terapia inicial e terapia básica ( − Terapia cirúrgica só será realizada
terapia associada a causa) (se houver necessidade) após a
− Nessa fase sera identificado a terapia inicial e terapia básica
presença do agente etiológico,os − Pode ser indicada como
fatores que retem o agente complemento da terapia
etiologivo (biofilme), se tem periodontal, acesso para
cavidade aberta, se existe instrumentação em área de bolsa
restaruraçõa em excesso ou em e furca, indicada para que exponha
falta, se os depósitos de calculo os términos de preparo para
estão presentes para facilitar a prótese, preparos cavitarios para
retenção do biofilme e dificultar a restauração. Para que as
higienização estruturas periodontais sejam
preservadas e que o profissional
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consiga realizar as restaurações,


próteses e facetas de forma → Existem situações clínica que vão
adequada. caracterizar urgências. Se o paciente
− Existe também indicações chega com dor ou se ele possui alguma
estéticas, tratamento para área de alteração estética, é considerado
furca, recobrimento de retração, urgência.
as vezes possibilidade de • As vezes o paciente chega ao
regenerar o periodonto através do consultório com o provisório
uso de membrana ou com algum ciado, então deve cimentar esse
tipo de enxerto. provisório antes de fazer qualquer
tratamento periodontal. Paciente
o REAVALIAÇÃO: 45 a 60 dias, que é o chega com a cavidade aberta, faz
tempo de organização do tecido uma restauração provisória
conjuntivo • Se estiver iniciando a terapia
terapia básica, tem que parar ela e
o FASE III – terapia reconstrutiva tratar a dor primeiro.
(reabilitação) • A única situação que que vai fazer
− Se será necessário fazer com que o plano de tratamento
restauração, prótese (fixa, parcial seja pausado é um urgência.
removível, prótese sobre • Para o sucesso da terapia
implante ou total) peridodontal é necessário
− É devolvida a função perdida identificar as necessidades do
devido a ausência de dentes (pq paciente e colocá-lo nessa
não foram formados ou foram sequência de tratamento
extraídos) periodontal
• Terapia inicial
o REAVALIAÇÃO: reavalia a qualidade dessa → Procedimentos básicos
restauração, oclusão, adaptação da • Terapia basica
prótese ou restauração. Para poder • Instrumentação periodontal
colocar o paciente na terapia de suporte • Na maioria dos casos de doenças
gengivais ou periodontais, o
o FASE IV- terapia de suporte/manutenção/ problema será resolvido com os
apoio procedimentos da terapia inicial e
− Serve para as condições de saúde terapia básica.
que foram estabelecidas, seja → Reavaliação
relacionada com carie ou doença • Após 45 dias
periodontal, sejam mantidas a → Manutenção
longo prazo
− Todo paciente independente do Se houver recidiva da doença, volta a
tratamento, deve ser colocada no realizar a terapia inicial e terapia básica.
terapia de suporte, para o que foi
feito seja mantido por muito → Terapia cirúrgica
tempo.
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• Se o problema do paciente não for • Demonstrar o uso do fio


resolvido com a terapia inicial e dental, escova de dente para
terapia básica, ainda há áreas de o paciente repetir em si
bolsa, regiões com lesão de furca, mesmo
ausência de gengiva que necessita − Motivação do paciente
de enxerto − Remoção dos fatores de retenção
• Depois da terapia inicial, terapia de placa (placa supr, restaurações/
básica e a reavaliação, daí pode próteses mal adaptadas,
partir para terapia cirúrgica se selamento de cavidade de carie,
houver necessidade exodontias) para dar condição ao
→ Reavaliação paciente realizar a higienização
• Após 45 a 60 dias corretamente
→ Terapia de manutenção/suporte * coloca o tipo de restauração na
ficha: amalgama ou resina
Se houver recidiva da doença, também • Só remove cálculo supra na
volta a realizar a terapia inicial e terapia terapia incial no ficha. Na
básica. hora de atender o paciente e
tiver cálculo supra e sub no
mesmo dente remove os
TERAPIA INICIAL – TERAPIA PERIODONTAL NÃO
dois de uma vez, faz
CIRURGICA
instrumentação supra
− Tanto a terapia inicial e a terapia básica (terapia inicial) e sub (terapia
podem receber outros nomes com fase I, basica)
procedimentos básicos, terapia associada • Começa a dlimitar para o
a causa ou terapia periodontal não paicnte as áreas tratadas
cirúrgica para ele conservar. Se fizer a
− Objetivo: iniciar e dar condição para que o boca inteira supra e depois
paciente controle a placa supragengival, faz a sub, o paciente não vai
com isso vai favorecer a eliminação do ver melhora, pq o que esta
processo inflamatório. causando problema não é
− Coloca o paciente no tratamento apenas o supra e sim o sub,
− Tratamento periodontal é um pouco onde saia sangue ira
diferente dos outras especialidades, pois continuar sangrando
depende da higiene do paciente, ele • Apesar de na ficha colocar
precisa ser treinado para realizar essa terapia inicial e terapia
higiene bucal de forma correta. Desde a basica separadas dentro da
primeira consulta, isso precisa estar claro fase I, na clínica atende se
para o paciente o elemento dental precisa
o FORMAS DE TRATAMENTOS: de terapia inicial, reforçar a
− Orientação de higiene oral higiene oral, mas tem
• Utilizar o evidenciador de excesso de restauração ou
placa, para o paciente ver o cavidade aberta, calculo
que é a placa sub, já resolve na hora.
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• Se tiver um dente muito precisa caracterizar a


destruído pela carie ou cm profundidade dessa cavidade, se
muita inserção existe envolvimento endodôntico
periodontal, esse (se houver não restaura a
elemento deve ser cavidade, forma abcesso). Se
extraído que é realizada na desconfiar que essa cavidade
terapia inicial (encaminhar aberta é modera, media ou
o paciente para a clínica de profunda tem que radiografar. Faz
cirurgia) teste de vitalidade também.
• Se tem necessidade de − Se pela radiografia suspeitar de
tratar o canal também faz envolvimento endodôntico ou se o
na terapia inicial. Por teste de vitalidade der negativo,
exemplo uma pulpite não restaura essa cavidade aberta.
(urgência). Primeiro trata a Encaminha para endo.
dor para daí então dar
CASO CLÍNICO
continuidade ao
tratamento periodontal − Paciente com profundidade de
(clínica de endo ou sondagem de 5mm e retração gengival
integrada). de 2mm, então tem uma perda de
• Confeccionar provisório inserção de 7mm que ocorre em todos
para o paciente ou os dentes anteriores.
cimentação de provisório − Nesses dentes anteriores foram feitos
(terapia inicial) tratamento ortodôntico e ocorrer
− Remoção de contatos oclusais reabsorção radicular, o dente perdeu
prematuros muita inserção, inserção ao redor de
• Realizar ajuste oclusal na todos os dentes está no terço apical, há
terapia inicial presença de cálculo até essa região.
• Remove o contato − Dente com mobilidade maior que 2 mm
grosseiro, não faz ajuste − Um dente com NIC 7 mm e grau de
refinado mobilidade maior que 2 mm (grau 3).
− Uso de pontas diamantadas para Periodontite P4
remoção de excessos nas faces − Paciente perdeu os incisivos superiores e
livre e proximais um incisivo inferior. Teve que fazer uma
− Uso de tirar de lixa para remoção instalação de prótese provisória.
de excesso de material
TERAPIA BÁSICA – TERAPIA PERIODONTAL NÃO
restaurador nas faces proximais.
CIRURGICA
− Se tem cavidade aberta faz
restauração provisória, cavidade − Instrumentação periodontal: raspagem e
aberta e lesão cariosa remove o alisamento corono radicular (RACR)
tecido cariado e faz uma − Na ficha no tópico de terapia básica coloca
restauração provisória. só instrumentação sub (se tiver), porem
− Ao ver uma cavidade aberta há pode colocar sub e supra na ficha
necessidade de radiografar, pois também, pode colocar os dois
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− Instrumentação supragengival é indicada sempre que ela aumentar vai estar


quando houver presença de cálculo supra deixando de ganhar tecido.
− Instrumentação subgengival é indicada ou − Eliminação da inflamação tecidual/ do
quando tem cálculo sub ou por causa da sangramento (redução do indicie de
profundidade de sondagem de 3mm, sangramento gengival) devido a melhora
5mm ou maior ou igual 7mm do controle de placa do paciente (redução
− Dentes com mobilidade grau 3, vai do indicie de placa)
caracterizar se há perda de função (P4)→ − Observar se o envolvimento de furca foi
indicar exodontia na terapia inicial eliminado,

REAVALIAÇÃO– 45 a 60 dias TERAPIA PERIODONTAL CIRURGICA

− Na maioria dos casos só o fato de realizar − As vezes há necessidade de


a terapia inicial e a terapia básica de forma complementar a terapia inicial e básica
adequada e com a colaboração do com a terapia cirúrgica.
paciente, já resolvem o problema − Objetivos: corrigir deformidades
− Para marcar a reavaliação, será a partir da resultantes ou fracassados dos
realização de toda a instrumentação onde procedimentos básicos e controlar a
havia indicação. doença/ complementa a fase I, só é
− Paciente será colocado em um programa indicada com controle de placa
de controle de placa e isso vai depender SATISFATÓRIO.
da dificuldade dele. Se ele tiver áreas que • Controle de placa
ele tem dificuldade coloca mais próximo e INSATISFATORIO é contraindicado
se ele tiver facilidade, indicie de placa esta para qualquer cirurgia
satisfatório pode ser mais espaçado. periodontal.
Marca uma vez por semana ou a cada 15 o INDICAÇÃO
dias, para reforçar a higiene e fazer − Acesso para raspagem e
profilaxia, até dar o período de alisamento radicular (cirurgia a
cicatrização retalho)
− Duas medidas consecutivas do nível − Aumento de coroa clínica
clínico (NIC): observar se houve ganho (estética): remoção de excesso de
(NIC era de 5mm e caiu para 3 mm, então tecido gengival (gengivectomia)
teve ganho de 2mm) ou perda (NIC era de − Tratamento de lesão de furca
5mm e aumentou para 7 mm) ou (cirurgia a retalho)
manutenção (NIC se mantem, NIC era − Cirurgia pré protética: onde
5mm não teve retração e ele se manteve precisa recuperar o espaço
5 mm) do nível de inserção. biológico invadido, está muito
− Nic diminui ganha tecido subgengival, precisa expor tecido
− Profundidade de sondagem/eliminação − Cirurgia regenerativa melhorar
da bolsa periodontal para facilitar que defeito infra-osseo presente
durante a escovação o biofilme seja − Cirurgia mucogengival: melhorar
removido tanto supra como sub retração, inserção do freio ou criar
− Posição da margem gengival: o ideal é que gengiva
a gengiva nuca aumenta a retração,
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o ACESSO CIRURGICO PARA instrumentação e outros casos


INSTRUMENTAÇÃO PERIODONTAL onde tem uma maior perda de
− Na raiz mesial do molar há uma inserção da raiz disto vestibular,
concavidade externa grande que perda de 7mm e uma lesão de
dificulta a higienização. Então foi furca grau2, uma raiz está mais
rebatido um retalho, tinha um afetada que as outras, faz uma
defeito infra- ósseo que facilita a amputação radicular da raiz. Para
instrumentação da região. fazer a amputação precisa ter o
canal tratado, depois disso rebate
→ CONSEQUÊNCIAS DA TERAPIA o retalho, faz a instrumentação e
PERIODONTAL NÃO CIRURGICA E TERAPIA com um aponta tronco cônica
PERIODONTAL CIRURGICA separa a raiz mais afetada do
− Precisa estar atento ao indicar uma restante do dente.
cirurgia periodontal pode ocorrer perda
de tecido ou instrumentar uma região e o RELAÇÃO PERIODONTIA/PRÓTESE/
também acabar perdendo tecido, DENTISTICA
causando retração. − Não é doença e sim uma
− Instrumentação radicular em sulco com necessidade de cirurgia
profundidade menor que 3mm → perda reabilitadora
de inserção , se não houver indicação. A − Pode indicar a cirurgia para expor
única indicação para instrumentar sulco os términos do preparo, por causa
é se tiver cálculo, se não tiver cálculo, de invasão do espaço biológico ou
somente placa precisa orientar sobre pq os preparos são muitos curtos e
higienização e fazer profilaxia.. não da retenção para a prótese
− Instrumentação radicular em bolsas com fixa, então aumenta a coroa do
profundidade maior que 5mm → ganho dente para ter mais retenção
de inserção. Todas as bolsas serão − Estética: dentes com tamanhos
instrumentadas sub diferentes, paciente quer fazer
− Maior perda de inserção, maior ganho facetas
de inserção clinica após instrumentação
− Acesso cirúrgico (para instrumentação) → CASO CLINICO: fratura na cúspide mesio
em áreas com profundidade menor que palatina e o termino do preparo esta 2mm
5mm→ perda de inserção. Só irá fazer sub (está na união da gengiva com o
cirurgia se a profundidade de sondagem dente, no espaço biológico), então precisa
for igual ou maior que 5mm recuperar esse espaço biológico para
poder fazer a restauração ou a prótese
o TRATAMENTO DE LESÕES DE FURCA para esse elemento dental.
− Realiza o rebatimento do retalho o PROCEDIMENTOS REGENERATIVOS
para expor a área de furca e PERIODONTAIS/ÓSSEOS
instrumentar, descontaminar a − Envolve só o tecido ósseo ou o todo
área. periodonto ao redor
− Existem casos de lesões de furca
onde só vai fazer o acesso para
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REAVALIAÇÃO TERAPIA PERIODONTAL − Avaliar a qualidade (adaptação e lisura do


CIRURGICA material) e localização dos términos de
próteses e restaurações
− Nível clinico de inserção: menor
− Avaliar a oclusão
profundidade de sondagem, posição da
margem gengival, ganho ou perda de TERAPIA DE SUPORTE/MANUTENÇÃO
inserção
− Estabelecer um prazo para o paciente
− Inflamação tecidual/ eliminação do
voltar, de 3 a 6 meses, vai se adequando a
sangramento/controle de placa do
necessidade clínica do paciente.
paciente
− Objetivo: preservar a saúde periodontal
− Envolvimento de furca
restabelecida a longo prazo, evitando a
TERAPIA RECONSTRUTIVA recidiva da doença
− Remotivação do paciente
− Após a cicatrização tecidual
− Tratamento de sítios ativos reinfectados:
(procedimentos de instrumentação
se tem retração, profundidade de
radicular, cirúrgicas regenerativas,
sondagem aumentada, sangramento,
mucogengival, pré-protéticas)
perda de inserção
− Após ortodontia
− Determinar futuras visitas para terapia de
− Reabilitação protética/ restauradora/
manutenção
− Prótese sobre implante

→ Se o paciente vai fazer tratamento COMO PREENCHER O PLANO DE TRATAMENTO?


ortodôntico e precisa de uma coroa, o
− Estabelece sequência de tratamento
tratamento deve ser feito com a coroa
− Dividimos a boca em sextantes, 6 partes
provisória, só depois que o tratamento for
− Começa pelo lado superior posterior
finalizado que coloca a definitiva. Em caso
direito
de restauração deve estar com a definitiva
para fazer o tratamento ortodôntico, pq Sextante 1 – 18 a 14
irá trabalhar com oclusão, se a
Sextante 2 – 13 a 23
restauração for provisória ela terá que ser
ajustada depois. Sextante 3 – 24 a 28
→ Não realizar tratamento ortodôntico com
Sextante 4 – 38 a 34
doença
Sextante 5 – 33 a 43
REAVALIAÇÃO DA TERAPIA RECONSTRUTIVA
Sextante 6 – 44 a 48
− Nível clinico de inserção: menor
profundidade de sondagem, posição da sextante 1 – 18 a 14 sextante 2- 13 a 23 sextante 3
margem gengival, ganho ou perda de – 24 a 28
inserção sextante 6 – 44 a 48 sextante 5 – 33 a 43 sextante 4 –
− Inflamação tecidual/ eliminação do 38 a 34
sangramento/controle de placa do
− Para realizar o plano de tratamento do
paciente
sextante 1 por exemplo, tem que olhar na
− Envolvimento de furca
ficha do exame clinico e observar tudo
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que tem do dente 18 ao 14. Marca − Orientação e motivação da


seguindo a sequência das terapias, técnica de escovação para o
especificar o que será feito em cada uma paciente: técnica de Bass
das terapias, para cada elemento dental modificada ou técnica de
ou para os grupos de dentes daquele Stillman modificada
sextante. Marcar só o que o sextante está − Remoção dos fatores
mostrando. retentores de placa: depósitos
de cálculo supra, excessos de
SEQUENCIA DO PLANO DE TRATAMENTO
restauração
− Ele não é rígido, pode ir da fase I para a 2. Controle mecânico e químico da placa
fase III depois ir para a fase IV, pode ir da supra: associação de bochechos ou gel
fase I para a fase IV. Sempre que passar de de clorexidina a 0,12%
uma fase para outra precisa da
SEQUENCIA PARA CONTROLE MECANICO DO
reavaliação (a única área entre a terapias
BIOFILME SUPRA
que não precisa de reavaliação é entre a
terapia inicial e básica, pois elas se 1. Terapia inicial: orientação motivação do
complementam) paciente
2. Terapia inicial: remoção do cálculo supra
com ultrassom ou cureta, ou ambos
associados
3. Reavaliação da superfície instrumentada
4. Terapia inicial: profilaxia
PLANO DE TRATAMENTO PERIODONTITE
CRÔNICA

− Terapia inicial: orientação de higiene


(escova + fio), profilaxia, aplicação de
TRATAMENTO DA GENGIVITE CRÔNICA flúor, instrumentação periodontal supra
ASSOCIADA A PLACA − Terapia básica: instrumentação
− Terapia inicial: orientação de higiene periodontal sub (P.S)
(escova + fio), profilaxia, instrumentação − Reavaliação:
periodontal supra − Terapia de suporte
− Terapia básica: instrumentação INSTRUMENTAÇÃO SUBGENGIVAL
periodontal sub (P.S)
− Reavaliação: se não melhorou faz terapia − Irrigação com soro fisiológico ou
cirúrgica clorexidina ou iodo-povidine.
− Terapia cirúrgica: gengivectomia TERAPIA PERIODONTAL NÃO CIRURGICA
− Terapia de suporte
− Terapia inicial + terapia básica=
o TERAPIA INICIAL instrumentação corono radicular sem
1. Controle mecânico da placa supra acesso cirúrgico.
− Reavaliação:

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• Se observar controle de placa − Tipo de doença: gengivite ou periodontite


satisfatório, porém sem melhoras e sua gravidade
no nível de inserção, P.S − Altura do osso remanescente
aumentada, presença de − Idade do paciente: o prognostico é melhor
inflamação tecidual, presença de em um paciente com maior idade do que
áreas de furca concavidades ou um paciente mais novo (com a mesma
fissuras radiculares que dificultam perda de inserção). Paciente mais velho
a higiene demorou mais tempo para perder
• Realizar acesso para inserção do que o paciente mais novo.
instrumentação com terapia − Antecedentes sistêmicos do paciente:
cirurgia periodontal fumante, diabético
− Terapia cirugica periodontal − Inflamação gengival: tudo que for
− Reavaliação inflamação e é compatível com a presença
− Terapia de suporte de placa, se tem melhora do quadro
− Maloclusão: vai precisar de tratamento
´´ O bem estar da dentição não deve ser posto
ortodôntico e tem grande perda de
em risco na tentativa heroica de manter dentes
inserção, prognóstico será desfavorável
questionáveis´´
− Reabilitação oral
´´ A condição periodontal dos dentes a serem − Cooperação do paciente
mantidos é mais importante que o número
PROGNÓSTICO INDIVIDUAL (DENTE A DENTE)
deles´´
Carranza,2004 − Mobilidade: indicação de exo mobilidade
grau 3 ou mobilidade grau 2 de dente que
será apoio de prótese.
´´ Manter dentes com o mínimo de dúvida é a − Bolsa periodontais: quantas faces afeta,
base para o plano de tratamento periodontal´´ perda de inserção em todos os dentes,
dente não será apoio de prótese
Dentes praticamente condenados − Problemas mucogengivais
− Fonte futura de aborrecimentos − Envolvimento de furca: qual o grau da
− Depreciam o trabalho do profissional lesão, quantas raízes tem o elemento
dental, qual a característica da perda de
PROGNÓSTICO inserção
− Previsão da duração, curso e termino de − Anatomia dental
uma doença e sua resposta ao − Dentes adjacentes a áreas desdentadas:
tratamento. dentes que serão apoio de prótese estão
− Prognostico: geral (avaliar o paciente ao lado de áreas desdentadas
como um todo, sua condição sistêmica) e − Remanescentes ósseo nas faces dentais
individual (condição periodontal) − Caries, dentes desvitalizados, reabsorções

PROGNÓSTICO GERAL

PERIODONTIA

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CONTROLE MECÂNICO DO BIOFILME SUPRAGENGIVAL


− Tratamento periodontal não existe sem o
controle mecânico do biofilme → Para o paciente entender o que está
supragengival. Essa fase do plano de acontecendo com sua saúde bucal, ele
tratamento é muito importante, o paciente precisa ir acompanhando com ajuda de um
trabalha junto com o profissional. espelho, para ele se motivar
− Deve mostrar ao paciente que ele tem
MOTIVAÇÃO DO PACIENTE/ORIENTAÇÃO DE
responsabilidade no plano de tratamento,
HIGIENE
se ele não colaborar, não dará resultado
− Tratamento periodontal é diferentes dos − Precisa evidenciar a placa, com ajuda da
outros, pois ele começa no consultório e Fucsina que é um evidenciador de placa.
continua em casa, com o paciente fazendo Ele serve para o paciente observar como os
o controle do biofilme. dentes estão afetados pela placa.
− Em uma semana já é possível ver resultado, − No mercado existe Fucsina liquida, na
redução da característica inflamatória clínica da faculdade usa pastilhas. O
devido a esse controle. paciente deixa a pastilha na boca (sem
− Entra no quadro de inflamação por conta morder), ela vai dissolver na saliva, com
da placa e sai desse quadro com a higiene essa saliva que a Fucsina esta dissolvida e
(escova + fio dental). ele vai passar com a língua essa saliva para
− Na profilaxia, primeiro higieniza as faces corar os dentes, joga água, pede para o
interproximais com o fio dental e depois paciente bochechar para remover o
usa a taça de borracha nas faces livre excesso e suga.
− A Fucsina liquida é colocada na bolinha de
FASE I- FASE INCIAL DO TRATAMENTO
algodão e pressiona sobre os dentes, se
o PROFISSIONAL esfregar remove a laca dando um falso
− Orientar técnica de escovação e positivo.
motivar o paciente (explicar o pq − Existem soluções fluorescentes que o
precisa higienizar) paciente só consegue ver a laca através da
− Controlar biofilme (através da luz negra.
profilaxia), remover calculo supra
FACES LIVRES
− Eliminar outras áreas e retenção de
biofilme: restauração em excesso ou o CARACTERISTICAS DAS ESCOVAS
falta, melhorar a anatomia dental − Cabeça
o PACIENTE • Mais próximo do retangular
− Motivado controla biofilme através da (pois o número de cerda fica
escovação e uso de fio dental equivalente)
− Escovas uni e bitufo, interdentais e • Pequena
passa fio: profissional irá avaliar a • Mais próximo da retangular é
condição clínica, anatômica dos a ovalada
espaços interproximais que o paciente − Cabo
apresenta para poder indicar esses • Reto e anatômico para facilitar
dispositivos. empunhadura
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− Cerdas: − Um dente de cada vez


• Mesma altura: cerdas com − Nos posteriores é movimento de
tamanhos diferentes não vai-vem no sentido horizontal
funciona 5. Distal de molares movimentos
• Macia ou extra macia: o que a pendulares
caracteriza é o − Levanta as cerdas da escova
arredondamento que existe na
ponta. Quando se escova com → De dois em dois dentes 5 movimentos
uma cerda macia ela perde → 5 movimentos dente a dente anterior por
esse arredondamento, mas ele palatina e lingual
volta depois. Já as escova de
cerda media ou dura elas não o TÉCNICA DE STILLMAN MODIFICADA:
possuem esse indicada para pacientes com retenção com
arredondamento, elas retas. retrações múltiplas, pacientes que
• 3 ou 4 fileiras possuem traumas devido a força na hora
de escovar
TÉCNICAS DE ESCOVAÇÃO
1. Cerdas inclinas a 45º em relação ao
o TÉCNICA DE BASS: indicada para gengivites longo eixo do dente
e periodontites − Cerdas ficam sobre o tecido gengival
1. Cerdas à 45º em relação a superfície 2. Não penetra no sulco gengival
dental 3. Movimentos de rotação de cervical
− Para o paciente saber se ele está a para incisal ou oclusal
45º em relação a superfície do − Tanto por vestibular ou
dente, ele deve observar a gengiva lingual/palatina
e as cerdas da escova, ele não pode − O punho gira
estar observando gengiva, dentes e − De dois em dosi dentes, realiza 5
cerdas da escova. movimentos
− Sente levemente as cerdas da
ESTABELECER SEQUÊNCIA PARA TÉCNICA DE
escova na margem gengival (fica
ESCOVAÇÃO
isquemiada)
2. Penetra no sulco gengival
3. Movimentos vibratórios vai –vem no
sentido horizontal
− De dois em dois dentes (um dente
que escovou e um dente novo para
escovar).
− Em toda a vestibular dos dentes
anteriores e posteriores.
4. Face palatina/lingual em dentes
anteriores vai-vem vertical
− Escova paralela à superfície do − Precisa ter uma região para ele começar e
dente, movimentos de cervical para uma região para ele terminar, assim evita
incisal que o paciente esqueça alguma região.
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− Em ambas as técnicas pedir ao paciente • Pacientes portadores de aparelho


escovar a oclusal e a língua (com escova ortodôntico
ou limpador de língua). • Paciente com dificuldades motoras
ESCOVAS DENTAIS ELÉTRICAS TRAUMA DE ESCOVAÇÃO E ABRASÃO DENTAL
− Indicada para pacientes com coordenação
motora deficiente − Agentes abrasivos utilizados nos
− Ela também precisa atender as dentifrícios
necessidades da escova manual: cerdas de − Característica da cerda da escova dental
mesma altura (geralmente cerda dura)
− 2000 movimentos por minuto − Pressão utilizada durante a escovação
− Escovas manuais x escovas elétricas→
QUANDO INDICAR A TROCA DA ESCOVA PARA O
menor indicie de placa, mas sem diferença
PACIENTE?
entre índice de sangramento e gengival
Se a escova começou a perder a sua forma ele
ESCOVAS UNI OU BITUFO
precisa ser trocada
− Sua cabeça é circunferencial
FIO DENTAL
− Feita para higienizar dente a dente
− Para usa-la não precisa de dentifrício, pois − Tipos: extra fino, fino ou fita
o paciente precisa enxergar onde ele está − Indicação depende do tamanho do espaço
passando para ser efetivo interproximal
− Primeiro usa o fio dental, se tiver indicação − O fio dental deve abraçar os dentes
usa a bitufo e depois usa escova com o − Pare fininha do fio, colocar na área da
dentífrico ameia em pacientes com aparelho
− Usada sempre inclinada a 45º em relação ortodôntico ou próteses fixas de 3
ao dente, realizar movimentos rotatórios elementos
− Penetra no sulco − O dispensador de fio dental já vem
− Acompanha o formato da gengiva ao do preparado, indicado para paciente com
dente dificuldades motoras, dá para usá-lo
− Indicação: apenas com uma mão
• Próteses fixas − Pacientes com aparelho ortodôntico
• Dentes isolados, distal dos terceiros devem usar o passa fio.
molares ESCOVAS INTERPROXIMAIS
• Apinhamento dental
• Faces linguais anteriores − Depende do tamanho da ameia (espaço
• Lesões de furca, fóssulas, interproximal), vários tamanhos e formas
concavidades − Indica geralmente quando há curvatura,
• Dentes rizectomizados, mal concavidades nessas áreas interproximais
posicionados e houve perda de inserção.
• Diferentes posições da margem − Higienizar no espaço interproximal por
gengival vestibular e lingual/palatina
− Indicada para espaços interproximais em
áreas de prótese ou não
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Mislaine Ribeiro 6º SEMESTRE- ODONTOLOGIA
Giovana Canateli
Luisa de Luca

− Higieniza furcas expostas REOÇÃO DE FATORES DE RETENÇÃO DE BIOFILME


PARA FACILITAR ESCOVAÇÃO DO PACIENTE
PROFILAXIA-JATO DE BICARBONATO
− Pontas FF para remover o excesso de
− Remove manchas como café, fumo ou
restauração (resina)
clorexidina da superfície dental
− Pontas multilaminadas para remover o
− Agua em spray associada a bicarbonato
excesso de restauração (amalgama)
− Utilizado formando um ângulo de 45º em
− Se tiver excesso na interproximal usar tiras
relação a superfície dental, voltado para a
de lixa seja para resina ou amalgama, para
oclusal/incisal
não desgastar o ponto de contato
− Proibido usar na área de suco ou bolsa
periodontal (pode abcedar)
− Em caso de sangramento gengival não usar
ainda, primeiro orienta sobre higiene, faz
profilaxia com taça de borracha. CORREÇÃO DO EXERCICIO
PROFILAXIA-TAÇA DE BORRACHA EM BAIXA
ROTAÇÃO

− Executam com movimentos intermitentes


(passa e tira, passa e tira)
− Associada a abrasivos, como pedra pomes
ou branco de espanha (maior lisura
superficia)l
• Pasta profilática já vem com abrasivo
− Controle do biofilmes supra
− Na área sub pode provocar trauma aos
tecidos
− Maior lisura após a instrumentação
radicular
• Sempre fazer profilaxia após a
instrumentação
• Da maior lisura e remove placa
• Depois faz aplicação de tópica de flúor
(risco de sensibilidade) Ela começou nesse índice de placa,
− Espalha a pasta com taça de borracha na precisamos calcular a porcentagem para
superfície dental, depois aciona o motor. poder estabelecer a necessidade da
orientação da higienização em relação
SEQUÊNCIA PARA CONTROLE MECÂNICO DO ao tratamento e quando for dar o
BIOFILME SUPRA diagnóstico para o nosso paciente para
1. Instrumentar o paciente podermos caracterizar a presença do
2. Checa lisura da superfície agente etiológico (biofilme bacteriano)
3. Termina realizando a profilaxia em relação na ocorrência da doença
para realizar o diagnóstico.

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Na periodontite crônica: perda de Sonda penetra 5mm: o grau e lesão de


inserção compatível com a presença da furca é grau 2
placa além das suas características como
Quando a sonda penetra lado a lado:
fator de retenção ou uma alteração
grau 3 tanto para vestibular quanto para
sistêmica
lingual
Gengivite associada a placa: não temos
** nunca deixar o quadrado do MJCE em
perda de inserção, tem o agente
branco, sempre colocar em 0 quando
etiológico para estar caracterizando o
não tem nenhuma informação**
sangramento
Para sabermos dar o diagnóstico do
Periodontite agressiva: índice de placa
paciente, precisamos saber preencher a
não é compatível com a perda de
ficha de forma adequada para que
inserção, não tem alteração sistêmica,
chegue a conclusão de tudo e saber se
não existe fator de retenção de placa.
esse agente etiológico é compatível com
Fazer a conta para chegar na a perda de inserção.
porcentagem do índice de placa, como
a profundidade de sondagem do 13 ao
23 deu 3 mm e tem sangramento em
todas as faces, já significa que é uma
bolsa, então além de orientar o paciente
sei que preciso corrigir os excesso de
restaurações que tem e fazer uma
instrumental nessa área subgengival
QUAL O DIAGNÓSTICO DESSE CASO?
Não importa se o paciente já está 20 anos
na faculdade se com vc é a primeira vez, Periodontite Crônica P2 Complicada
já marca como INICIAL Generalizada
MGJCE- margem gengival e junção Periodontite: porque o NIC é 5 (pior nic
cemento esmalte, quando está que devemos levar em consideração),
aumentada (coronária) é (MENOS) e então tem perda de inserção, tem 100%
quando está apical (retraída) então a raiz sangramento, então caracteriza a
está exposta é (MAIS) periodontite a perda de inserção
relacionada ao sangramento.
PS e MGJCE: nunca colocar 4 ou 6,
sempre colocar maior (mais próximo) se Crônica: índice de placa compatível com
tiver entre o 3 e 5 marca 5 mm, se tiver a perda de inserção e fora isso temos
entre 5 e 7 marca o 7 mm fatores de retenção de placa (calculo,
excesso de rest, lesão cariosa)
Quando falamos movimentação
vestíbulo lingual é o sentido horizontal, Perda de inserção: baseado no NIC
então vemos na mobilidade que é menor
NIC DE:
que 1 mm então é grau 1
3 ou 4 : p1
Intrusão dental: mobilidade grau 3
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5 ou 6: p2 Se pedir se é bolsa ou sulco, para


responder usa a aula de patogênese e
7 mm (n está indicado para extração): p3
exame clinico
Maior ou igual 7 mm (dente indicado para
PLANO DE TRATAMENTO:
extração) : p4
FASE 1 – (inicial e terapia básica)
A mobilidade grau 3 que tem no 28 não
está compatível com o NIC, tem algum Terapia inicial:
outro fator que está relacionado e está
motivação e orientação de higiene,
dando a mobilidade grau 3 pode ser:
profilaxia e aplicação de flúor, caso sobre
oclusão, endodôntico, se fosse
tempo já pode remover dessa região o
periodontal o nível do NIC estaria
fator de retenção: (excesso de restaur.)
compatível com a mobilidade existente,
pode remover com ponta de polimento,
nesse caso não terá perda de função
tira de lixa, broca de acabamento.
porque ainda tem inserção ao redor das
raízes, então essa mobilidade está sendo Terapia básica:
influenciada ou por condição
3 mm de PS com sangramento, tem
endodôntica ou pela oclusão
retração tbm com 3 mm já consideramos
O NIC= 5, significa que terá perda na bolsa então nesse caso nessa região
metade da raiz e isso ia começar a ter precisaremos instrumentar subgengival,
uma mobilidade compatível com a perda então devemos escrever:
de inserção: seria menor que 1 mm ou até INSTRUMENTAÇÃO PERIODONTAL
1 mm mas nada exagerado, temos que SUBGENGIVAL e SUPRAGENGIVAL OU
tomar cuidado com a mobilidade, não RASPAGEM E ALISAMENTO CORONO-
podemos dar o diagnóstico através disso, RADICULAR SUBGENGIVAL E
temos várias situações que podem SUPRAGENGIVAL/ OU RACR subgengival
influencia na mobilidade dental (oclusão, e supragengival (raspagem alisamento
condição endodôntico) para ser de corono radicular)
origem periodontal o NIC precisa dar 7
Toda vez que fizer raspagem precisa fazer
envolvendo todas as faces ou maior que
naquela região profilaxia a aplicar tópica
7 para ter essa mobilidade grau 3
flúor
Complicada: porque existe o
REAVALIAÇÃO – 45 dias
envolvimento da área de furca e a
justificativa para não extrair o dente é Se não tiver cirurgia periodontal para
porque ainda tem suporte para as raízes fazer ou restauração definitiva pode pular
e ir para a
Generalizada: segundo a extensão, deu
mais de 30% com perda de inserção. Nesse caso do exercício que passei pra
vcs, tem o aumento gengival e preciso
Diagnóstico para saber o tipo de doença,
corrigir isso (TERAPIA CIRURGICA) observar
usa a AAP
se houve regressão do aumento gengival
se não corrigir esse aumento com a
terapia cirúrgica
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Quando se tem 7 mm na MGJCE as vezes Então o agente químico não consegue


tem a necessidade da terapia cirúrgica – remover o biofilme se esse biofilme estiver
tudo temos que ir reavaliando, nunca fala estruturado a única coisa que removeu o
para o paciente que vai fechar só na biofilme foi a ação mecânica (escova),
terapia básica as vezes será necessário a hoje em dia sabemos que nenhum
terapia cirúrgica e ai é o momento que o agente químico consegue remover um
paciente vai cobrar biofilme.

Nosso objetivo é desorganizar a estrutura


do biofilme e isso é só com a AÇÃO
TERAPIA DE SUPORTE
MECNICA (ESCOVA)
Fazer para semana que vem

CONTROLE QUÍMICO DA PLACA


BACTERIANA
02/09/20

Tem muitos comerciais que induzem a gente


pensar que a escovação não está completa
se não usarmos o enxaguante bucal, eles
querem induzir o paciente a pensar que só
usando a escova a fio dental não é o
suficiente para o paciente.
POR QUE NÃO RESOLVE O PROBLEMA SE
Características do biofime bacteriano FIZER O BOCHECHO?

Temos em branco a sup do dente, em É justamente pq as bactérias que causam


amarelo temos a película adquirida e a doença elas precisam ficar num lugar
estrutura que se organizou na estrutura aderidas, e elas só conseguem se aderir
dental são as microcolônias que formam na sup. Do dente
um biofilme bacteriano, o acumulo na
O que acontece com as bactérias que
sup. Do dente já passou dos 3 a 4 dias
tentam ficar aderidas na língua?
para ter a presença do biofilme
Bochecha? Gengiva?
bacteriano, está sendo liberado uma
barreira protetora em volta das Como é tecido epitelial, esse epitélio vai
microcolônias é o biofilme quem cria isso, descamar o epitélio descama de 10 a 15
as bactérias organizadas em dias, isso é uma forma de proteção, então
microcolonias organizadas dentro de um a bactéria nunca vai causar doença
biofilme elas se comunicam e trabalham dessa forma, não do tempo de formar
a favor de si, tem o objetivo de manter o biofilme, a mesma coisa na língua e
biofilme vivo ao maior tempo possível, bochecha.
teremos canais de fluidos entre as
Por isso o nosso problema é o que está no
microcolonias e teremos essas bactérias
dente.
protegendo para que evite a penetração
de qualquer agente químico.
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Controle químico terá suas indicações • Redução do biofilme bacteriano –


precisas, o tratamento periodontal para o biofilme está la formado, ele vai
indicar o bochecho preciso avaliar o risco continuar la formado, única coisa
de cárie dele, ou é um paciente que vai que pode fazer é impedir que
ficar com fio de sutura ali (vai passar por novas bactérias se agreguem ali
uma cirurgia), em caso de doenças usando o produto
agudas. Agora quando o paciente não • Inibir calcificação da placa-
tem alteração da coordenação motora, • Não desenvolver bactérias
não tem nenhum problema, nesse caso resistentes- tem produtos a base do
eu simplesmente vou querer a eficiência triclosan
dele para a escovação e do fio dental • Não causar efeitos colaterais-
causa sim, tem creme dental que
CONTROLE DA PLACA BACTERIANA
resseca a boca, da gosto metálico
Recursos mecânicos efetividade
-ADA, 1986
depende:
A ADA fizeram um consenso e analisaram
- Motivação
que é muito difícil esses agentes químicos
- Coordenação motora: precisamos
atingirem todas essas qualidades que
avaliar qual será a melhor técnica de
falavam.
escovação para determinado paciente,
para a maioria dos pacientes com SUBSTANTIVIDADE- apenas os produtos
gengivite e periodontite indicamos para iônicos possuem, produto iônico significa
eles a técnica de BASS, em casos em que que é carregado com carga, exemplo o
a gengiva está retraída indicamos a flúor ele tem carga negativa, a
escova bitufo clorexidina tem carga (iônica) ela é o
produto que mais tem substantividade de
Recursos químicos: 12 horas, é o agente que mais fica sendo
liberado na cavidade bucal após o uso.
Auxiliar aos meios mecânicos, no caso de
doenças agudas pq o local estará Durante o bochecho tem a ação
dolorido para o paciente passar a escova bactericida (só atinge bactéria que está
o fio dental, caso de GUN, pericoronarite. isolada, não está organizado em
biofilme), depois que cuspiu o produto ele
PROPRIEDADES AGENTES QUÍMICOS
fica retido na boca sendo liberado
propriedades ideais: mas nem todos tem- lentamente e terá uma ação
bacteriostática (impedindo o
• Substantividade- produto conseguir
crescimento bacteriano). Caso o
manter a sua atividade pela
bochecho atinja um biofilme ele terá
retenção na boca após o seu uso
capacidade de atingir apenas a
• Inocuidade aos tecidos bucais – o
superfície não vai conseguir penetrar,
agente químico não deve causar
NENHUM PRODUTO TEM AÇÃO SOBRE O
dano nenhum a nenhum tecido na
BIOFILME
boca
PERIOGARD: é clorexidina

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BACTÉRIA PLANQUITONICA: bactéria É um creme dental da Prevente, tem


isolada ação anti-placa, tem ação que impede a
mineralização da placa, porque ele está
***queremos que o flúor reaja com o
associado ao citrato que tem essa
cálcio para formar o que chamamos de
característica que inibe a calcificação do
fluoreto de cálcio, isso vai ficar
biofilme impedindo a formação do
armazenado na superfície do dente e
cálculo.
quando houver estimulo ou processo
DESRE, na desmineralização ao invés de Então para os pacientes que tem muito
estar desmineralizando esmalte teremos o calculo pode ser que a gente indique
fluoreto de cálcio formado e é ele que para eles:
será liberado nesse processo de DESRE,
Técnica de escovação adequada para
por isso é importante o flúor, é a
não acumular o biofilme, mas pode ter
frequência***
calculo mesmo sem biofilme apenas com
Paciente com lesões cariosas e pacientes a saliva, então indicaremos essa pasta
com sensibilidade dentinária: bochecho 1 PREVENTE TRICLOSAN COM O CITRATO DE
x ao dia é suficiente ZINCO, o problema desta pasta é que
mais caro $ 10,00.
A clorexidina não tem inocuidade aos
tecidos, porque ela mancha dente, altera Temos o pirofosfato na saliva, tem gente
paladar, macha língua, tem paciente que forma mais cálculo ou menos cálculo
que descama e a gengiva fica sem tudo isso depende da quantidade de
epitélio nenhuma essa descamação pirofosfato que a pessoa tem na saliva, se
pode ser estimulada pela característica tiver mais pirofosfato tem menos
da clorexidina. mineralização do biofilme e tem menor
formação de cálculo, por isso tem o
O paciente que faz uso da clorexidina por
dentifrício chamado SORRISO ele tem
MUITO TEMPO, começa a ter mais
pirofosfato: inibe mineralização do
facilmente a mineralização do biofilme
biofilme, inibe a formação de cálculo.
bacteriano, isso é efeito colateral.
Vantagem do dentifrício SORRISO do
Então devemos orienta o paciente que
Prevent é o custo
esses efeitos colaterais podem acontecer,
mas que é necessário para ter o controle Então nenhum agente químico terá todos
químico. os agentes ideais
Antes o PLAX da colgate estava presente AGENTES QUÍMICOS
o triclosan.
Indicações (adjunto ou substituto do
O produto pode ser ótimo, porém não agente mecânico)
tem todas as propriedades ideais
• Ausência de coordenação motora-
*TRICLOSAN ASSOCIADO AO CITRATO DE exemplo: triclosan, podemos usar
ZINCO* ele a longo prazo que não causa
tantos danos, ele não é iônico
dessa forma a substantividade dele
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não existe, quando cuspir não tem • Adjuntos ao controle do biofilme


ação quando associados a um agente
• Doenças periodontais agudas químico
• Redução microrganismos em
aerossóis
• Após cirurgias da cavidade bucal
• Alto risco de cárie
• Pacientes com implante- para não
ter característica inflamatória ao
redor do implante
• Pacientes ortodônticos – pensando
no risco de cárie para esses
pacientes, ou não desenvolver
inflamação gengival.
Dispositivo de irrigação oral: Waterpik- é
Essas são as duas situações em que o
um jato de água, ele não remove nada,
agente químico substituirá o agente
nesse sentido isso não seve para nada a
mecânico
não ser que seja matéria alba, restos
1- Doenças agudas: INVERSÃO alimentares, o máximo que pode ter é um
PAPILAR: caso de GUN, temos auxilio dele com a escovação dental,
conjuntivo exposto, o não remove o biofilme.
paciente fala que dói
muito, então não vai
conseguir passar QUAL A DIFERENÇA DESSE WATERPIK PARA
escova ou fio dental, O JATO DE BICARBONATO?
por isso indicamos
O jato de bicarbonato tem o agente
agentes químicos
abrasivo que é o próprio bicarbonato, por
2- Cirurgia. Seja
isso o jato de bicarbonato remove o
cirurgia periodontal,
biofilme porque tem ação mecânica por
oral menor, as vezes
ser abrasivo, o waterpik não remove.
não da para escovar o
dente e região nesse CLOREXIDINE
caso controlamos o
• Bisguanidina catiônica (adsorvida a
biofilme de alguma
sítios aniônicos) isso quer dizer que a
forma.
clorexidina tem sinal positivo e o sitio
aniônico é negativo, significa que
positivo com negativo da um
CONTROLE QUÍMICO DA PLACA
travamento
BACTERIANA SUPREGENGIVAL
• Atividade antimicrobiana
Dispositivos para irrigação oral • Alta substantividade (12 horas)
após o bochecho
• Não removem o biofilme

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POR QUE NÃO DA CERTO DE COLOCAR - 30% retida, para ter ação da
CLOREXIDINA NO CREME DENTAL? substantividade e ação bacteriostática
Porque a clorex é catiônica e se o seu - 3% engolida
creme dental tem flúor vai reagir, ou com
• Película adquirida
detergente do creme dental, também vai
• Proteínas salivares
reagir, nesse sentido ela não funciona em
• Mucosa bucal
creme dental, só funciona para
• Compete com ions cálcio
bochecho.
Intervalo entre aplicação e escovação
Quando receitarmos clorexidina precisa
de 30 minutos (Fishman, 1994)
ser de 12 em 12 horas por 1 semana (7
dias), pq o tempo de ação dela Ions livres de monofluorfosfato de sódio, e
(substantividade) é por 12 horas, são 15 ml lauril sulfato de sódio nos dentifrícios
(1 colher de sopa). reduzem ação e retenção da clorexidina
Usamos mais a forma liquida, o gel é mais Temos que pensar que o paciente escova
difícil porque ele não escoa e o spray os dentes, então o que acontece é que
podemos errar a direção por isso a forma terá flúor (ions negativo) ali no dente
liquida será mais efetivo reagindo com a clorexidina (ions positivos
‘cationica’) e quandp age acaba o
Forma: Liquida – Gel – Spray
efeito dos dois.
Indicações:
Por esse motivo precisamos ter esses 30
• Pós-operatório (principalmente) min de intervalo entre a escovação e o
nesse caso acaba sendo um bochecho
substituto do controle químico,
O laurel sulfato de sódio tem no shampoo,
tempo curto
pasta de dente tbm, ele acaba
• Pacientes com deficiência motora-
neutralizando a característica iônica e
não fica como substituto
dessa forma impede a ligação da
• Doenças agudas (principalmente)-
clorexidina com a superfície do dente, se
nesse caso acaba sendo um
mantém menos retida
substituto do controle químico,
tempo curto
• Tratamento ortodôntico- não fica
como substituto
• Reabilitação com implante- não RECEITA PARA GLUCONATO DE
fica como substituto CLOREXIDINE A 0,12% - PERIOGARD
AÇÃO: Mislaine de Oliveira Ribeiro – CRO xxxx-x
• Ação mediata – redução de 80% Paciente: Francisco de Souza
bactérias
USO EXTERNO:
• Ação residual:
Gluconato de Clorexidine a 0,12% - 250 ml
- 67% expectorada
– 1 frasco.
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Periogard Acabamos irrigando a área da bolsa com


a clorexidina, mas precisamos ficar atento
Fazer bochecho com uma medida de
se vai interferir em relação a proliferação
colher de sopa com o produto puro, por 1
e produção de fibroblastos na raiz em
minuto, de 12/ 12 horas (manhã e noite)
relação a fibra colágena.
por 7 dias.
ÓLEOS ESSENCIAIS- COMPOSTOS
FENÓLICOS
12/09/20 – Mislaine O. Ribeiro
Ação:
• Rompe parede bacteriana e inibe
Se for periogard precisa ser 250 ml e a o sistema enzimático
concentração 0,12%, também tínhamos • Álcool e fenol baixo
concentração de 0,2 % mas causava lipopolissacarídeos
muito efeito colateral eles viram que a • Efeito anti-inflamatório
concentração de 0,12% tem o mesmo
*listerine, triclosan*
efeito com o menor efeito colateral, não
devemos colocar na receita que é 2 x ao Quando falamos de listerine vamos
dia. lembrar da ardência e essa ardência não
está relacionada a presença do álcool,
• Cirurgias periodontais: 7 dias
está relacionada com os compostos
• Enxertos: 15 dias
fenólicos que ele possui.
• Doença aguda: 1 semana é o
suficiente Na sua composição tem o álcool, fenol,
salicilato de metila que tem a ação anti-
EFEITOS COLATERAIS- clorexidine
inflamatória por isso tem esse efeito anti-
(bochecho)
inflamatório além da ação anti
• Manchas nos dentes e restaurações microbiana, ele tem a capacidade de
• Coloração da língua romper a parede microbiana e promove
• Descamação da mucosa a morte celular bacteriana, o fenol terá
• Alteração do paladar uma ação nas endotoxinas bacterianas
• Maior formação de cálculo (lipopolissacarideos) e isso acaba
contribuindo para que tenha redução da
Esse manchamento do dente dependerá
contaminação desse tecido e reduz a
de hábito alimentar não é só o produto e
característica da resposta inflamatória.
está em relação ao hábito de fumar.
VANTAGEM:
Essa descamação arde muito,
principalmente se o produto tiver álcool • Reduz placa em 20 a 34%
• Reduz gengivite 28 a 34% associada
Com o uso da clorexidina altera o pH e a
a escovação
característica tampão da saliva que
permitia provavelmente maior A clorexidina chega a reduzir placa mais
precipitação de mineral por isso tem de 40%, o listerine acaba sendo a
maior formação de cálculo. segunda melhor opção do mercado

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DESVANTAGEM: a literatura fala


que ele tem mais
• Não iônico
efeito anti
• Baixa substantividade
inflamatório do
Quando bochechar, cuspiu, pronto que efeito anti
acabou o efeito placa

Efeitos colaterais:
• Sensação de queimação
• (álcool: 26,9%)
• Gosto amargo
• Mancha dentes???? O
manchamento dos dentes está
relacionado ao tipo de corante
que existe no listerine, tem o
vermelho, laranja, verde e falam O álcool do listerine pode ocorrer a
que o vermelho é o pior pra desidratação da mucosa, como ele tem
manchar mais de 150 anos foi possível apenas
Antigamente era fabricado com álcool e diminuir a quantidade de álcool.
a concentração do álcool era super alta. • Associado ao citrato de zinco efeito
Tem o nome Listerine porque quem anti-placa e anti-cálculo
idealizou vou o Adolf Lister • Associado ao gantrez (copolímero
de ácido meléico e polivinilmetil-
TRICLOSAN E SAIS MINERAIS éter)
Triclosan: • Maior tempo de retenção em sítios
de ligação
• Antisséptico não iônico – baixa
substantividade Pasta Prevent – triclosan com citrato de
• Baixa toxicidade zinco que terá ação anti placa e anti
• Amplo espectro calculo ou teremos a colgate total 12 ou
triclosan associado ao gantrez.
Também é um óleo essencial,
inicialmente foi lançado no colgate total Como o triclosan não tem característica
iônica o gantrez faz com que aumente
esse tempo de ligação do triclosan na sup
bucal

Existe o PLAX SEM ÁLCOOL, não tem na


composição o triclosan, ele não é um
óleo essencial, terá a composição do
cloreto de cetilpiridínio.
SaNiFiil: bochecha, cospe e tem só a
ação do momento, tem triclosan na
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composição, tem cloreto de cetilpiridínio, Posologia:


fluor.
Concentração indicada 0,03% 2 vezes ao
dia
Baixa concentrações interferem
produção de ácido de Strptococcus Sp e
PROTEASES de Porphyromonas gingivalis.
SAIS MINERAIS: alta concentrações
vetadas
Efeitos colaterais:

• Gosto metálico na boca


• Ressecamento dos tecidos bucais
• Manchas na língua e dentes

COMPOSTOS QUATERNÁRIOS DE AMÔNIA


O listerine, triclosan, creme dental: é Cloreto de cetilperidineo- ação
encontrado em farmácia e
supermercado, tudo que for encontrado • Efetivo contra bactérias gram
em supermercado são cosméticos e não positivas
é medicamento, a clorexidina só • Aumenta permeabilidade da
encontramos em farmácia então é um parede celular e a rompe
medicamento CEPACOL- os problemas das bactérias na
periodontia são as gram negativas, então
esse produto tem mais efeito em lesões
cariosas, tem o efeito bactericida e pode
uma substantividade mediana pois tem
característica iônica

Fizemos um estudo comparando a


PREVENT, SORRISO, COLGATE TOTAL 12, o
prevent foi o melhor que reduziu presença
de placa e formação de cálculo.

O abrasivo que mais desgasta a sup


dental é a sílica
TRICLOSAN E SAIS MINERAIS
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O PLAX SEM ALCOOL ENTRA NA • Impede a mineralização


CLASSIFICAÇÃO DOS COMPOSTOS
é um paciente
QUATERNARIOS DE AMONIA
que forma muito
cálculo, dessa
forma podemos
usar produtos a
base do
pirofosfato: ele
vai impedir que o
ion cálcio venha
se aderir e
mineralizar esse
biofilme
EXEMPLOS: tem pirofosfato

O SaniFill também entra nessa


classificação dos compostos quaternários
de amônia
Efeitos colaterais- desvantagens:
• Substantividade média – composto
monovalente catiônico
• Mancha superfícies dentais-
dependendo do hábito, corantes
Já tiraram esse do mercado
• Sensação de queimação
• Aumento da formação de calculo
• Pigmenta língua

PIROFOSFATO TETRASSÓDICO
• Agente anti-cálculo

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Mecânico – escova, vai estimular a


movimentação da fibrila de torres e tem a
contração da dor
Térmico (quente/ frio)

Osmótico – alimento doce, pegajoso


TRATAMENTO PARA HIPERSENSIBILIDADE:
Vedar o túbulo, o flúor faz isso porque é
iônico então vai reter ao cálcio que é
positivo, formará fluoreto de cálcio e vai
agregando ao túbulo, demorando em
torno de 15 dias para diminuir a
FLUORETOS: para periodontia
sensibilidade e teremos o resultado.
Indicação:
Flúor Gel Neutro- para aplicar no paciente
• Prevenção de cárie periodontal tem raiz exposta:
• Tratamento da hipersensibilidade
dentinária - Isolamento relativo para o flúor só ficar
em contato com a sup. Do dente
Faz primeiro o tratamento
Precisa ser neutro pq coisa ácida gera
(instrumentação periodontal) e então a
gente vai se preocupar se o paciente não estimulo osmótico e isso acaba
estimulando para a movimentação faz
tem sensibilidade naquela área.
fibrilas do túbulo por isso tem que ser o
Na terapia inicial a gente faz dois flúor gel neutro, não pode ser o acidulado
procedimentos depois da
• Só vai anestesiar na periodontia
instrumentação, fazemos a profilaxia para
a sup ficar lisa e em seguida aplicamos o quando precisar trabalhar na área
flúor na tentativa de prevenir a subgengival em área gengival
sensibilidade dentinária. Podemos tratar hipersensibilidade
também falando para o paciente fazer
A hipersensibilidade ocorre pq o túbulo
bochecho c flúor, aplicação tópica de
dentinário perde cemento da superfície
da raiz, o túbulo dentinário fica exposto flúor, dentifrícios dessenssibilizantes
(colgate sensitive), duraphat
na boca e dentro desse túbulo tem o
prolongamento de tones?? Que vem la
do odontoblasto da polpa, tem liquido
(fluido) dentro desse túbulo dentinário e
por vários estímulos (físico, químico...)

Ar- a fibrila vai contrair dentro do túbulo


dentinário e dessa forma a polpa
responde com dor, de forma intensa,
curta duração, enquanto o estimulo está
Lesão cervical não cariosa
ali
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Giovana Canateli
Luisa de Luca

RECEITA SOLUÇÃO AQUOSA DE FLUORETO PRÓPOLIS- ação antimicrobiana e anti-


DE SÓDIO A 0,05% inflamatória, mas não tem ação sobre
hipersensibilidade dentinária.
CÁRIE
Em relação ao flúor é importante a
Mislaine de Oliveira Ribeiro – CRO xxxx-x
frequência e não a concentração tudo
Paciente: Francisco de Souza que for 0,05% será uso diário e o que for
0,2% será semanal, nesse caso será tudo
USO EXTERNO/ bucal:
diário.
Solução Aquosa de Fluoreto de Sódio a
0,05% - 300 ml – 1 frasco. Sabor: hortelã
DOENÇAS PERIODONTAIS AGUDAS
09/09/20
Fazer bochecho com uma medida de
colher de sopa (15 ml) com o produto Quando o paciente chega com dor tem que
puro, por 1 minuto, 01 vez ao dia (noite). pensar em cárie, condição endodôntica,
Uso continuo. alterações que podem afetar o periodonto
que são as doenças periodontais agudas,
12/09/20 – Mislaine O. Ribeiro oclusão, hipersensibilidade.
HIPERSENSSIBILIDADE É mais raro ter doença aguda periodontal,
Toda vez que houver diagnóstico de doença
Mislaine de Oliveira Ribeiro – CRO xxxx-x
aguda periodontal, no nosso plano de
Paciente: Francisco de Souza tratamento tem que constar TERAPIA DE
URGÊNCIA
USO EXTERNO/ bucal:
DOENÇAS NECROSANTES:
Solução Aquosa de Fluoreto de Sódio a
A primeira coisa que temos que pensar
0,05% - 300 ml – 1 frasco. Sabor: hortelã
quando falamos necrosante devemos
Fazer bochecho com uma medida de lembrar de ODOR (cheiro), tem odor fétido, é
colher de sopa (15 ml) com o produto uma halitose muito forte. E esse odor fétido
puro, por 1 minuto, 04 vezes ao dia (em está associada a dor.
todas as escovações). Uso por 30 dias. O que diferencia uma doença da outra é a
perda de inserção, também olharemos o NIC.
12/09/20 – Mislaine O. Ribeiro
• Gengivite ulcerativa necrosante - GUN
• Periodontite ulcerativa necrosante- PUN
*Sempre é bom a gente colocar o sabor
NÃO É CAUSADA PELO BIOFILME
que o paciente gosta: hortelã, tuti fruti, BACTERIANO:
menta, primeiro faremos a receita pra
cárie a preferencia pro bochecho é a Não é causada pelo biofilme bacteriano,
mas, sim pelo vírus da Herpes Simplex -
noite para carie, uso continuo
Gengivo-estomatite-herpética-aguda: não
26
Mislaine Ribeiro 6º SEMESTRE- ODONTOLOGIA
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terá um tratamento especifico, é mais • Resposta inflamatória a bactérias anaeróbias


paliativo gram negativas
• Gengivite pré-existente ou não
• Gengivo Estomatite Herpética
• Impedimento da saída de exsudato
ABSCESSOS: qualquer acumulo de pus no nosso inflamatório da área do sulco gengival por
organismo corpos estranhos

Temos 3 tipos de abscessos que afeta o periodonto: Se não tiver ponto de contato, quando terminei minha
restauração e não restabeleci o ponto de contato, o
• Abscessos Periodontal alimento vai direto na papila gengival, o alimento vai
• Gengival toda hora bater ali, vai começar a doer, aglomera
• Periocoronário / Pericoronarite alimentação e cria biofilme e tem chance de abscedar

Exemplo: restaurações em excesso, paciente usa o


aparelho ortodôntico fixo, não utiliza o fio dental,
comeu pipoca e a casquinha impactou no sulco, e tudo
isso contribui para que houvesse esse acumulo de
exsudato lá dentro.

Para tratar precisamos drenar, mas para isso vamos


usar os instrumentais, NADA DE BISTURI, porque é no
ABSCESSO GENGIVAL periodonto.

• Localizado no tecido gengival (gengiva


marginal livre/ área sulco gengival)
• Sinais Clínicos: aumento de volume,
circunscrito, eritema, sem perda de inserção
• Sintomas: Dor, desenvolvimento rápido

Toda vez que observar um aumento de volume ABSCESSO PERIODONTAL


circunscrito que é a TUMEFAÇÃO.
Tem TUMEFAÇÃO, paciente reclamou de DOR com
Nesse caso a papila incisal aumento de volume circunscrito.
juntou com a papila
interdental, qualquer corpo Esse abscesso está no curso da bolsa periodontal, tem
estranho que entrar na área perda de inserção.
do sulco gengival que
NIC: para ter perda de inserção precisa dar 3 ou maior
impeça de sair o exsudato
que 3
inflamatório pode ocorrer
um abscesso Ocorre no curso da periodontite / bolsa periodontal

Para não ter perda de Presença de reabsorção óssea, perda de inserção


inserção tem que ter o NIC
Aumento de volume circunscrito, eritema, dor, fistula
no máximo 2 mm, pode ser
1 ou 0 mm ETIOLOGIA:

• Resposta inflamatória a bactérias anaeróbias


gram negativas
ETIOLOGIA:
• Fechamento da abertura da bolsa periodontal
devido a:

27
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• Presença de corpos estranhos meu diagnóstico através da dor, aumento


• Raspagem incompleta e permanência de circunscrito e perda de inserção.
processo inflamatória em sua porção apical
NÃO PODEMOS CONFUNDIR ABCESSO
PERIODONTAL COM ABSCESSO PERIAPICAL.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL – ABSCESSO PERIAPICAL

Teste de vitalidade negativo

Pequena mobilidade dental

>Sensibilidade a percussão vertical

Aqui tem necrose pulpar.

Nesse caso ocorreu esse abscesso foi por conta de


raspagem incompleta permanecendo comtaminação
na raiz ou destacou o calculou da raiz e foi pra área da
bolsa TRATAMENTO

1- Primeira coisa é
ANESTESIAR
2- DRENAGEM DO
ABSCESSO
• Instrumentação
periodontal na área do
sulco/bolsa (remoção fator
etiológico)
Liberar o exsudato para ele
sair
Nem todo abscesso tem fistula (ponto de • Indicação agente químico auxilia higiene oral
flutuação), o que sempre terá é dor e paciente
aumento circunscrito • Após a fase aguda tratar fase crônica da
doença
PS: 5 mm

MGJCE: 0 mm
ANTIBIÓTICO PROFILÁTICO PARA TRATAR DOENÇAS
NIC: 5 mm
AGUDAS: (quando indicar?)
Podemos rastrear essa fistula, é só observar
Quando falamos de profilaxia seguimos a indicação
que ela vai para a base da crista óssea, na
caso o paciente tenha febre ou gânglio palpável
altura dela, o cone de guta NÃO VAI PARA O
(linfoadenopatia), pacientes com risco para
ÁPICE. Só vou usar o cone de guta percha
endocardite bacteriana, diabético descompensado.
quando tiver FISTULA, quando n tiver eu dou
28
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Precisamos de antibiótico de amplo espectro para abscesso e será uma PERIODONTITE e se for uma
profilaxia antibiótico: Abscesso gengival a fase crônica será GENGIVITE

-Amoxicilina 500 mg – 4 cp
Tudo isso do abscesso agudo foi na terapia de
Tomar 4 cp 1 h antes da consulta
urgência

ALÉRGICOS:
ABSCESSO PERICORONÁRIO – pericoronarite
-Clindamicina - 300mg - 2cp
TRATAMENTO: Seria todo o plano de tratamento, da
Tomar 2 cp 1 h antes da consulta
terapia inicial, básica e vai até a terapia de suporte

-Azitromicina 500mg – 1 cp PERICORONARITE


Tomar 1 cp 1 h antes da consulta
Se tivermos um terceiro molar na fase de erupção se
por ventura houver inflamação do capuz teremos uma
Continuidade do antibiótico por 7 dias, exceto para
PERICORONARITE ou abscesso pericoronario
casos de endocardite, que será apenas 1 hora antes
da consulta. Inflamação do tecido gengival de dentes parcialmente
irrompidos
Precisa dar o antibiótico após ter desorganizado o
biofilme se não nem adianta nada: Tem mais ocorrência terceiros molares mandibulares

Uso interno/ uso oral:


Amoxicilina - 500mg- 21 cp
Tomar 1 cp de 8/8 horas por 7 dias
Metronidazol - 250mg- 21cp
Tomar 1 cp de 8/8 horas por 7 dias

*se o paciente for alérgico a amoxicilina não faz essa


associação*

EM CASO DE PACIENTE ALÉRGICO À PENICILINA


Clindamicina - 300mg - 28cp Nessa região temos mais acumulo de biofilme e
Tomar 1 cp a cada 6 horas por 7 dias situações com restos de alimentos, teremos acumulo
de corpo estranho, então terá DOR, aumento de
- Azitromicina - 500mg - 5 cp volume circunscrito TUMEFAÇÃO
Tomar 1 cp 1 vez ao dia / a cada 24 horas por 5 dias
SINAIS CLINICOS
E para o controle do biofilme vamos receitar, para o • Acumulo de placa bacteriana entre tecido
paciente fazer na casa, após a raspagem e juntamente gengival pericoronário e coroa dental
com os medicamentos: • Dor, eritema, edema, supuração
Uso Externo/ bucal:
• Casos avançados presença de trismo
Gluconato de clorexidina a 0,12% - 1 frasco
Bochechar 1 medida de colher de sopa com o produto Em casos mais avançados esse paciente pode
puro por 1 minuto, de 12/12 horas por 7 dias. apresentar trismo

SINAIS SISTÊMICOS
Quando o paciente retornar ele vai falar para vc tratar • Febre
quando tiver na fase crônica dessa doença do • Linfoadenopatia
29
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• Leucocitose se fizer um hemograma tem essa Nesse caso foi indicado extração, pois Depois da
quantidade maior de células brancas drenagem do abscesso na Terapia de Urgência, a
sequência é exodontia na Terapia Inicial.

Pode usar cureta, lima para drenar e depois fazer a


TRATAMENTO
irrigação com iodo, clorexidina se não tiver nenhum
• Tratamento depende da severidade da dos dois pode fazer com soro fisiológico
inflamação, complicações sistêmicas, na Característica para determinar o bom posicionamento
manutenção ou não do dente dental para não extrair o terceiro molar:
• Remoção placa bacteriana, matéria alba,
(redução processo inflamatório, promover - Distância do terceiro molar ao ramo da mandíbula
drenagem do abscesso) no mínimo 5mm
• Antibioticoterapia associada ao envolvimento
- Relação do dente no arco - alinhamento e extrusão -
sistêmico
tem que estar alinhado e não pode estar extruído
• Remoção tecido pericoronário (cunha distal –
para permanência do elemento dental) Para fazer a cirurgia de cunha precisa ter:
• Extração dental (após eliminação da fase
- ter mucosa queratinizada ( gengiva) ao redor do
aguda)
dente para poder fazer a cirurgia de cunha distal
Tudo isso de cirurgia a gente faz se tiver regressão do
quadro agudo, se não corre o risco de piorar a condição
do paciente. Vamos drenar esse abscesso com
instrumental, remover o corpo estranho.

Vamos dar o medicamento para o paciente caso ele


tenha ANTIBIÓTICO PROFILÁTICO PARA TRATAR
DOENÇAS AGUDAS: (quando indicar?)

Quando falamos de profilaxia seguimos a indicação


caso o paciente tenha febre ou gânglio palpável
(linfoadenopatia), pacientes com risco para
endocardite bacteriana, diabético descompensado.

Todo esse tratamento do abscesso: é na TERAPIA de Nesse caso não vou extrair o 2º molar: tem tudo
URGÊNICA. correto, está com abscesso.

Orientação de higiene: terapia inicial Primeira coisa é a terapia de urgência, drena, irriga

Remoção do capuz Pericoronário: é na terapia Ve se precisa tomar antibiótico.


cirúrgica
O paciente vai ser da clinica com a receita da
clorexidina do bochecho e analgésico.

Depois paciente volta e faz todo o plano de


tratamento da periodontia.

GENGIVITE ULCERATIVA NECROSANTE – GUN

Outros nomes que a GUN já recebeu:

• Doença de Vincent
• Gengivite fusoespiroquetal
30
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• Boca de trincheira
• Gengivite ulcerativa aguda
• Gengivite ulcerativa necrosante aguda (GUNA)

Sem higiene acumula placa com a característica do


stress muda a resposta inflamatória e resulta nessa
doença

Essa é uma doença associada ao stress, odor fétido,


membrana esbranquiçada: característica de necrose

SINAIS CLINICOS

• Necrose da papila gengival até gengiva Por stress, depressão, quando ocorre a depressão:
marginal necrose da papila chamamos de inversão papilar,
• Odor fétido PACIENTE RELATA: gosto metálico na boca (pq
• Pseudomembrana acinzentada temos ferro no sangue), paciente sente a
• Eritema gengival sensação de cunha entre os dentes

Doença de stress é a GUN

Não tem perda de inserção

SINAIS E SINTOMAS SISTÊMICOS

• Linfoadenopatia
• Febre alta, aumento pulsação
• Cefaléia, insônia, desordens gastrointestinais
• Perda de apetite
• Leucocitose (aumento de leucócitos na
corrente sanguínea)
• Depressão

Se tiver linfoadenopatia, febre, diabético – damos o


antibiótico profilaxia antibiótica
Removeu toda a pseudomembrana, foi indicado
para fazer o bochecho e se houvesse necessidade Para poder atender esse paciente no inicio preciso ter
o uso do analgésico. um antibiótico de amplo espectro: Profilaxia
antibiótica
Paciente com HIV pode apresentar doença
necrosante Uso interno/ uso oral:

Amoxicilina - 500mg - 4 cp
Tomar 1 cp 1 hora antes da consulta

Uso interno/ uso oral:


Metronidazol - 400mg - 21cp
Tomar 1cp de 8/8 horas por 7 dias

No mercado começou parar de ter metronidazol


sozinho, então usamos mais para a associação:
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Uso interno/uso oral: aumentado a quantidade da vasoconstrição além da


Amoxicilina - 500mg - 21 cp alteração da função dos neutrófilos que os fumantes
Tomar 1 cp de 8/8 horas por 7 dias possuem, o paciente que possui stress tem mais
cortisol liberado e isso será liberado para o plasma do
Metronidazol - 250mg- 21 cp
sangue, isso vai para o sulco gengival (fluido gengival)
Tomar 1 cp de 8/8 horas por 7 dias
e serve como nutrientes para os microrganismos se
proliferarem.
Clindaminicina
Então temos a condição sistêmica influenciando na
em caso de alergia
condição local do tecido gengival
Clindamicina - 300mg - 28cp
Tomar 1cp de 6/6 horas por 7 dias TRATAMENTO-

ETIOLOGIA Terapia Urgência


Debridamento periodontal - desorganizar o biofilme
Bacteriana: bacilos fusiformes anaeróbios e
bacteriano e remover a pseudomembrana: vamos
espiroquetas
passar a cureta para desorganizar o biofilme e em
Fatores predisponentes locais: gengivite pré- seguida vamos embeber a gaze em soro, água
existente, fumantes o fumo não é determinante, o oxigenada ou clorex para que possa eliminar essa
paciente precisa ter o fator predisponente: o stress e pseudomembrana (tec. Necrosado) , não estamos
a gengivite para que haja uma modificação nos tipos preocupados com a qualidade da superfície, fazemos
microbianos e uma prevalência dessas fusiformes e no na face SUPRAGENGIVAL não trabalhamos
espiroquetas para que haja desenvolvimento da GUN subgengival, queremos apenas desorganizar o
biofilme.
FATORE SISTÊMICOS PREDISPONENTES:
Quando o paciente não tem dinheiro pra comprar
• Deficiência nutricional CLOREX:
• Doenças debilitantes (câncer, AIDS, discrasias
sanguíneas, desordens gastrointestinais) Pode usar listerine ou água oxigenada diluída na água
• Fatores psicossomáticos A água oxigenada foi o primeiro produto indicado pro
**lembrar que paciente estressado fuma mais** uso porque ela libera oxigênio H2O2 e estamos
falando de bactérias gram negativas anaeróbias então
nesse sentido é interessante o uso da água oxigenada,
mas hoje em dia é clorex.

TRATAMENTO DA FASE AGUDA

Intervenção local:

• Remoção da pseudomembrana (gaze/curetas


/ aparelho ultra sônico)
• Intensificar controle de placa (primeiras horas
químico e após alivio dor mecânico)- depois
O Stress tem capacidade de alterar a função dos de 2 a 3 dias o paciente volta ao consultório
neutrófilos levando uma redução da resposta e leva a para intensificarmos o controle do biofilme
uma vasoconstrição porque libera a catecolamina, se
Intervenção sistêmica:
o paciente é stressado e fuma isso tudo será
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• Antibioticoterapia (metronidazol) • Necessidade de melhora do contorno gengival


• Analgésicos – alivia algum desconforto, mas (fase cirúrgica ????)
quando fazemos o debridamento o paciente • Complemento nutricional – principalmente
já se sente um alivio vitamina C

GENGIVITE ULCERATIVA NECROSANTE (GUN)

Fase aguda:

Em caso de envolvimento sistêmico (gânglios


palpáveis (linfoadenopatia), relato de febre) uso de
antibioticoterapia sistêmica

Metronidazol – cp

RECEITA PARA METRONIDAZOL – só indica quando o


paciente tem comprometimento sistêmico e
começamos com um de amplo espectro para depois
vir com um metro de 400 mg, se não tiver de 400 mg
parte para aquelas associações que já conversamos Foi feito o debridamento com cureta e gaze, mas
poderia ter feito com o ultrassom e depois de 2 a 3
Cabeçalho (identificação do profissional e paciente)
dias a gente orienta o paciente na higienização, foi
USO INTERNO: indicado a técnica de BASS

Metronidazol – cp – 400 mg – 1 caixa PERIODONTITE ULCERATIVA NECROSANTE

Tomar 1 cp de 8/8 horas por 7 dias. Teremos todas as características da GUN, porem
temos a perda de inserção: 3 ou maior que 3 mm
Data, Assinatura e Carimbo profissional

TRATAMENTO DA FASE CRÔNICA

Consultas subsequentes – depois de 3 dias

• Intensificar controle de placa (raspagem e


alisamento radicular / higiene oral), vamos
fazer instrumentação periodontal se houver
calculo normalmente o paciente não tem
bolsa, apenas sulco, pode ter calculo
subgengival ou supra para instrumentar
Então nessa consulta subsequente será
Terapia inicial: orientação, motivação de
higiene, profilaxia...
Terapia básica: instrumentação periodontal CARACTERISITICAS
na região
Caso precise da cirurgia devido ao contorno • Presença de necrose e ulceração no tecido
da papila (normalmente não precisa) mas se gengival
precisar fazemos isso na terapia cirúrgica e • Pseudomembrana acinzentada, amarelada
pode indicar pro paciente para ajudar na • Radiograficamente presença de cratera ósseas
cicatrização um complexo vitamínico interproximais
principalmente vit C

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Cratera ósseas: não é uma reabsorção óssea vertical, • Controle mecânico da placa bacteriana
é como se fosse uma cratera mesmo, perdeu toda a • Raspagem e alisamento radicular
papila (necrosou tudo), perdeu tecido. • Correção estética cirúrgica, se necessário
P.U.N X AIDS
GENGIVO ESTOMATITE HERPÉTICA AGUDA (GEHA)
Para identificar a diferença entre eles: Vamos
investigar pedir um exame de linfócitos TCD4 ou um Ocorre na gengiva e está relacionada com o vírus da
teste elisa para o paciente herpes
• Grandes áreas de necrose tecidual ETIOLOGIA
• Exposição e sequestro ósseo
• Primeira infecção pelo vírus HERPES SIMPLEX-
ETIOLOGIA muita criança que apresenta isso
• + comum em crianças jovens (até 10 anos)
• Quantidade variável de espiroquetas
• Após infecção vírus alojado nos gânglios
• Microbiota semelhante PC (periodontite
neurais
crônica)
Depois da primeira infecção o vírus fica latente, fica
TRATAMENTO
alojado nos gânglios nervosos (neurais) e quando
Vai persistir com a mesma característica em caso de existe uma queda da imunidade ele tem essa
GUN, exceto para antibiótico, porque em relação ao manifestação
antibiótico temos que ficar atento se for HIV por
conta do antibiótico alterar muito a microbiota e esse
paciente pode ter uma proliferação fúngica e correr o
risco de vir a óbito.

Mas a sequencia é a mesma exceto que para os casos


de PUN o tratamento da fase crônica eu tenho áreas
com bolsa, com perda de inserção, se eu tenho bolsa
eu tenho calculo tenho que fazer a instrumentação.
Então obrigatoriamente tenho as fase de:
Afta: normalmente tem maior diâmetro e única, vc
Urgência trata corticoide e para vírus não tratamos com
corticoide pq ele ajuda na proliferação microbiana
Inicial

Básica
ETIOLOGIA
Reavalia
• Manifestações secundárias:
Cirúrgica – ve se precisa mesmo
Herpes labial
Reavalia • Ocorrências por estimulo:
Luz solar, trauma, febre ou stress
Terapia de Suporte

Tratamento da fase aguda

• Remoção da pseudomembrana/ placa


bacteriana / tecido necrosado / controle de
placa químico (clorexidine)

Tratamento da fase crônica


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TRATAMENTO

Não adianta dar antibiótico porque estamos falando


de virus, não tem nada especifico que tenha um efeito
eficaz, temos que esperar o ciclo.

Orienta a mãe proteger a mão e com uma gaze tenta


limpar os dentes passando um agente químico porque
se for pra fazer o bochecho vai arder emanter o
paciente bem alimentada, com baste liquido para
ajudar na imunidade para não ter inapetência.
Eritema difuso • Paleativo – para vírus não temos medicação
Alguns falam que para ter as primeiras manifestações especifica, não tem um antibiótico eficaz
de herpes labial é porque eles tiveram essa GEHA mas • Uso de suplemento vitamínico, antibióticos
isso não é regra não, encontramos esse relato na • >sucesso uso de medicação para herpes
literatura que a primeira ocorrência de herpes é da (acyclovir, zovirax)
GEHA no tecido gengival • Remoção de placa bacteriana

SINAIS CLINICOS

Para diferenciarmos herpes de afta, a herpes vai


ocorrer em tecido queratinizado (gengiva) e afta:
mucosa alveolar sem queratina, herpes é unilateral
(normalmente) é só do lado do gânglio neural que o
virus ficou alojado, a GEHA tem várias áreas ulceradas
de pequeno diâmetro, múltiplas ulcerações e afta
normalmente é maior diâmetro e única .

Afta trata normalmente com corticoide e se


colocarmos corticoide da herpes isso explode vai
proliferar muito, NÃO POSSO DAR CORTICOIDE PRA •
VIRUS porque ele ajuda na proliferação microbiana • 16/09/20
• Eritema difuso envolvendo tecido gengival, • Temos que ter noção das
variação edema e sangramento gengival superfícies da característica dental
• Ciclo: 7 a 10 dias além do eritema pode para saber se o tratamento que foi
evoluir para as vesículas esféricas, elas se feito está adequado, temos que
rompem formando as ulceras que tem as avaliar se
margens avermelhadas e o centro
acinzentado
• Estágio inicial: presença de vesículas esféricas
• Após 24 horas ruptura vesículas formando
ulceras
• Margem avermelhada e porção central
amarela ou acinzentada

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• •
• 1 imagem: gengiva está sendo • O paciente consegue higienizar
rebatida (acesso cirúrgico) tem um uma sup. Lisa, vamos aguardar o
depósito de cálculo, ali a diferença período da reavaliação (45 a 65
entre cárie na raiz ou calculo dias) após a instrumentação,
devemos avaliar a consistência: sabemos que irá ocorrer a
• Carie: é amolecida cicatrização do tecido mole
• Calculo: sup mineralizada e (gengiva, epitélio gengival,
irregular (verifico com a sonda conjuntivo gengival)
milimetrada de willians) toda sup • Esse tempo é o tempo que as fibras
rugosa na periodontia é gengivais é o tempo que essas
caracterizada como sup fibras demoram para se reorganizar
contaminada, todo cálculo seja • A característica de cicatrização do
supra ou sub terá na sup tecido, quanto mais organizado o
• biofilme vivo e com características tecido conjuntivo maior resistência
capazes de causar agressão terá nessa profundidade de
tecidual sondagem, quem garante essa
• SEMPRE QUE HOUVER CALCULO OU resistência da penetração da
BOLSA VAMOS FAZER sonda é a organização do tecido
INSTRUMENTAÇÃO PERIODONTAL. conjuntivo.
• Para avaliar se a instrumentação • Nesse caso o paciente precisa estar
ficou satisfatória é vendo a lisura da orientado já segundo as
superfície estando necessidades que ele apresentava
descontaminada, tem que sair de em relação a higienização.
uma superfície rugosa e quando • Durante esse tempo de
instrumenta com raspagem e reavaliação eu vou chamar o
alisamento precisa terminar com paciente quinzenalmente para que
SUPERFICIE LISA isso significa que eu faça profilaxia, continue
esta descontamida, vamos. supervisionando a higiene do
• Então o 1º parâmetro é a lisura paciente, não pode deixar o
controle de placa deficiente, as
bactérias que estão localizadas na
área subgengival elas tiveram
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origem da área supra, dessa forma • A característica anatômica que vai


se ele desorganiza a supra não terá variar de dente para dente para
a sub. instrumentar a área de sulco das
• Semana a semana eu devo ver raízes é extremamente difícil,
uma melhora naquele quadro do precisa ter destreza manual.
paciente • Ultrassom tem limitações eu perco
• PS na imagem 1: 8 mm, sensibilidade tátil não é toda área
sangramento, tem retração que vou conseguir penetrar com
gengival de 2 mm– já tem ultrassom
inflamação nesse tecido • O treinamento profissional é com o
• Imagem 2: é o mesmo dente: PS 3 tempo, sempre lembrando dos
mm, tem retração de 2 mm, sem princípios, devemos saber fechar
sangramento, tem NIC de 5 e isso bolsas
caracteriza que houve ganho de
inserção, não tem mais conjuntivo
exposto na base do sulco
• Semana a semana o sangramento
vai dimuindo, se houver o caso do
sangramento persistir isso
caracteriza que ainda tem
organismo agressor então pode ser
deficiência na escovação, e se não •
reduz nada significa que podemos • O ganho de inserção acontece quando
ter falhado na instrumentação e diminui a profundidade de sondagem e a
pode ter deixado agente etiológico retração continua igual
ainda lá ou calculo • Pro paciente diabético e fumante:
• Temos que tomar cuidado para conseguimos sim reduzir a profundidade de
não brunir o calculo não podemos sondagem, porém ter ganho de inserção é
fazer isso jamais, precisamos retirar! muito pouco, coisa de 1 mm, então mais
mantem o ganho de inserção nesses
Pq se não sobra placa em cima
pacientes
desse cálculo tornando área com
• Tem diferença sobre o ganho de inserção e
toxina, a falha na instrumentação é
mantem o ganho de inserção
caracterizada pela presença de
• Para transformar bolsa em sulco precisamos
pus (exsudato purulento)
ganhar inserção


37
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conseguimos recobrir, temos que lembrar


da onde vem a nutrição da gengiva (osso,
periósteo e ligamento periodontal), nesse
caso não tem o que ser feito, pq não terá
vascularização
• 0: 39 min
• Existem casos específicos que vão
caracterizar tipos de retração que nós
podemos indicar o recobrimento, retração
do tipo miller 3 ou 4 não está indicado para
o recobrimento

• Não colocar cureta em profundidade menor
que 3 mm
• Bolsas com PS maiores 5 mm: temos
tendência de ganhar inserção, paciente
saudável, diabética saudável
• Quando vou indicar cirúrgica para fazer?
• R: Vamos indicar em casos que a os é maior
que 5 mm ou 5mm (rebate de gengiva para
poder instrumentar) •
• Não posso fazer retalho com PS menor que • Na primeira foro inferior na esquerda tenho
5 mm, se não eu posso fazer uma iatrogênia o epitélio juncional ulcerada tanto na
e causará retração dessa gengiva, ocorrendo gengivite e periodontite, e está localizado
perda de inserção. apicalmente (migra) na junção cemento
esmalte em caso de periodontite e na
gengivite ele continua no nível da junção
cemento e esmalte e na saúde ele não está
ulcerado
• O epitélio juncional 0,94 a 0,97 mm antes
do tratamento
• Em quadro de periodontite o epitélio
juncional vai se proliferar (6 a 14 dias se
renova) no sentido coronário e vai receber
o nome de epitélio juncional longo terá o
• tamanho 2 mm ou maior que 2 mm, a
• PS 5 mm + 2 mm (retração) organização do tecido conjuntivo +
• NIC: 7 mm formação do epitélio juncional longo =
• Nas interproximais tem calculo o que está ocorrerá redução da PS
mais amarelado que o dente • Quando colocamos um enxerto formará o
• Depois da terapia inicial, básica, na epitélio juncional longo
reavaliação ela continua com o NIC 7 mm • Quem ganha a corrida na hora de cicatrizar
por conta da diabete interferir, essa retração é o epitélio pq o conjutivo não pode ficar
ela está sendo causada pela periodontite (é exposto, normalmente após a
uma sequela) não será toda retração que

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instrumentação periodontal o que forma AFIAÇÃO DOS INSTRUMENTOS


primeiro é o epitélio juncional longo
PERIODONTAIS
16/09/20 - 6º aula
O sucesso na instrumentação periodontal
é também ele estar bem afiado, além das
outras características.
Sextante 2 e 5: curetas 5 e 6, Mc Call 13 e
14, lima dunlop e hierschifield, cureta mini
• five. Precisamos reconhecer onde está o
• Presença do aumento gengival, ângulo de corte nesse instrumento e saber
vermelhidão do tecido.
onde adptar esse ângulo de corte na sup,
• NÃO VOU INSTRUMENTAR SE TIVER
e ele precisa estar afiado.
SÓ PLACA, É ORIENTAÇÃO DE
HIGIENE Precisamos aprender critérios e
• NIC: 4 mm (tem perda de inserção) parâmetros para afiar instrumentos,
quando chegarmos na região pré-molar
ai sim já vamos afiar, precisamos sentir
essa diferença
INSTRUMENTO PERIODONTAL AFIADO

• Maior efetividade
• Aumento da sensibilidade táctil
• Maior precisão
• Manter as características da ponta
ativa do instrumento

• Precisa motivar o paciente para remover o Conseguimos instrumentar mt mais rápido e
biofilme, ela como graduando precisa tem maior qualidade. Na hora que tiver
remover o que está na área da bolsa, deve instrumentado na região subgengival
ser desorganizado o biofilme , precisamos depende mt da sensibilidade tátil apurada,
não precisa força para alisar e raspar,
ver a resposta inflamatória do paciente se
precisamos fazer o movimento de alavanca,
tem alguma interferência (ver se
sempre devo lembrar na hora de afiar é que
precisamos proteger o paciente) com
preciso deixar a ponta ativa com as mesma
antibiótico e com isso o paciente precisa
características não pode afiar errado, precisa
nos ajudar a controlar essa higiene.
ser as características originais do instrumento
• DESBIOSE- não pode deixar ocorrer isso
novamente na boca do paciente. Se ele não tiver afiado vai escapar pro meu
dedo ou bochecho e lábio do paciente

Característica da Ponta Ativa que devem ser


observadas antes da afiação, formato e
localização do ângulo de corte, e devem ser
mantidas após.

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Essa foto precisa estar fixada na cabeça de


vcs, para caracterizar uma cureta estamos
vendo a secção transversal da ponta ativa:
trapézio, cureta universal: trapézio (base
maior e base menor unidas pelas laterais), o
que diferencia as duas será a característica
da angulação da haste com a ponta ativa.

Quando formar 90º (haste e ponta ativa)


teremos 2 angulos de corte e ângulo 70º
(haste e ponta ativa) a face coronária está 1 foto: cureta, temos o formato da secção
inclinadas terei um ângulo de corte é aquele transversal de trapézio, união da face
mais baixo coronária com a face lateral essa linha
brilhando é o ângulo de corte, toda vez q se
Foice: triangular, ângulo de 90º, terei 2
eu quiser saber se ele está com corte ou não
angulos de corte ativo e consequentemente
vamos colocar esse instrumento contra luz, se
terei que afiar os dois lados. O ângulo de
essa superfície se torna arredondada a hora
corte é ....
que bate a luz ela reflete, precisamos afiar
CARACTERISTICAS DO USO DE INSTRUMENTOS para não ficar com essa luz ela precisa ficar
SEM CORTE pontiaguda, qualquer instrumento seja
cureta, lima ou foice terá essa característica.
• Ângulo de corte reflete a luz. Teste
para afiação pode ser feito em Pro laboratório podemos pegar o tubete de
espelho plástico autoclavável. plástico, se ele não desgastar o plástico é pq
• Necessita de maior pressão lateral ele está sem corte. Na clínica posso esterilizar
para a realização dos movimentos de esses espelhos e testar no cabo dele se esse
raspagem e alisamento radicular instrumento está afiado ou não.
• Instrumento tende a escapar da área
Pressão lateral: pressão do ângulo de corte
instrumentada, movimento menos
contra a superfície do dente.
preciso
• Remoção incompleta dos depósitos Se eu não to conseguindo fazer a pressão
de cálculo ou ocasiona o seu certa, é pq estou com problema no angulo
brunimento de corte, não podemos fazer força

CARACTERISTICAS PONTA ATIVA DOS


INSTRUMENTOS RASPADORES

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Para cada instrumento vamos ter a indicação


um tipo de pedra.

Para as curetas usamos a pedra retangular:


pedra carborundum e para limas são
Face cornaria: continuidade com a haste do triangular a pedra
instrumento
1º vamos umedecer a sup das duas pedras e
Sup apical ou lateral vamos passar uma pedra na outra para que
Ângulo de corte: extremidade, é uma linha isso aumente a lisura, para que não tenha
(união da face coronária com a sup. Lateral/ uma sup rugosa na hora de passar o
apical instrumento, não quero passar essa
rugosidade na sup. Do instrumento e se isso
Dorso: pode ser usado na área subgengival vai para o dente vai deixar a sup do dente
(cureta) ou supra, por isso que o dorso mais rugosa e consequentemente isso terá
quando é triangular não podemos usar na acumulo de placa.
área subgengival
PEDRA RETANGULAR: indicada para afiação
de curetas e foices.

Preensão em caneta modificada para a


técnica da pedra na horizontal

Preensão digitopalmar para a técnica da


pedra na vertical

Polegar embaixo e o indicador e dedo médio


em cima, seguramos a pedra assim tanto na
horizontal quanto na vertical

FORMA DE PREENSÃO DO INSTRUMENTO E


PEDRA

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Ângulo de Afiação formado entre a face


coronária e a pedra de afiar

Deve ser de 100 a 110 graus, para permitir que


ocorra o desgaste da superfície lateral e
ângulo de corte.

A pedra encosta no ângulo de corte e


superfície lateral.

Em periodontia já aprendemos 3 angulos

Ângulo de corte

Ângulo de trabakho: união da face coronária


c/ a sup do dente

Angulo de afiação: face coronária e a pedra


de afiar, ele precisa ser de 100 a 110º para ter
o contato correto do ângulo de corte com a
sup. Lateral

1) vamos definir a técnica que vamos usar


para afiar o instrumento: vertical ou
horizontal? Vc que escolhe
É mais fácil afiar na técnica vertical, pq tenho
2) preciso determinar a característica do parâmetro para posicionar a pedra e o
ângulo de afiação instrumento, vamos colocar a nossa ponta
ativa na angulação correta
3) independente da técnica vamos sempre
dividir a ponta ativa em 3 partes isso para as
curetas, pq a ponta ativa é curva
Olhar de frente pro relógio, buscar o ponteiro
de 1 h a pedra vai na inclinação do ponteiro
de 13 h, o instrumento com sua face cornaria
tem que deixar ela paralela ao chão
provavelmente o cabo ta inclinado mas o
importante visualizar a face coronária
paralela ao chão.

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Tem técnica que fala para a gente


instrumentar o instrumento e tem técnica que
fala para movimentar a pedra, mas eu prefiro
movimentar a pedra para ter maior
segurança.

O que importa é a face cornaria paralela,


nem ligue para o cabo, nem haste

DIVIDIDA EM TRÊS PARTES:

• Perto da haste
• Meio da ponta ativa
• Final da ponta ativa

TEMOS QUE SABER A FORMA DE PREENSÃO E Na hora que adapto o ângulo de corte no
ETC... todos os conceitos precisamos ter em calculo significa que vou remover de forma
mente errado e vou acabar brundindo, por isso não
posso errar

2 erros:

1- Alterar o formato da ponta ativa


2- Tem o problema de ao invés de
remover o calculo eé brunir o calculo

O que acontece se não respeitarmos o


ângulo de afiação?

Esse ângulo está 90º está errado, significa que


crio vários ângulos de corte na mesma
Cuidado com AFIAÇÃO INCORRETA, pois
superfície, então o instrumento não pode ter
ALTERA característica do formato da PONTA
3 ângulos de corte
ATIVA, fragilizando instrumento, e associado à
Quando o ângulo está maior que 110º, a ADAPTAÇÃO INCORRETA pode levar a sua
pedra está inclinada muito, significa que FRATURA
estou transformando uma cureta que tem um
O instrumento fraturou porque afiamos muito
formato de trapézio em um triangulo no
formato de uma foice e isso está errado

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Não tem 4 canais, na área da furca temos 1


cureta que fraturou e temos que tirar dali, é
um corpo estranho pode abscedar

UM MOLAR COM 4 CANAIS?

Instrumento periodontal fraturado precisa ser


removido

Essa lima temos vários ângulos de corte

A sup lateral são as rampinhas nessa lima, na


hora de afiar vou passar na face coronária e
na sup. Lateral

Cureta: pedra retangular

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Lima: pedra triangular (durante e execução da instrumentação)

• Amarelo: sup. Lateral - Antes da instrumentação superfície


• Vermelho: face coronária RUGOSA (CONTAMINADA)
• Prateado: ângulo de corte
- Após a instrumentação superfície lisa
Coloca a lima sobre a pedra retangular para (descontaminada)
dar certo a afiação

AVALIAÇÃO: após o período de cicatrização


do tecido mole
(semana seguinte a instrumentação e 45 a 60
dias após)
• Sem sangramento gengival
• Se sangramento gengival persistir
(inflamação) associada a:
• Controle de placa deficiente do
paciente
• Falha instrumentação periodontal

Cola a lima sobre a pedra triangular é só num


sentido só, vai sem ser vai e vem, é só vai, vai
vai. DIFICULDADES NA INSTRUMENTAÇÃO
RADICULAR
AVALIAÇÃO DA INSTRUMENTAÇÃO
PERIODONTAL • Profundidade de Sondagem
• Morfologia da Bolsa Periodontal
AVALIAÇÃO: • Presença de Concavidades, Fissuras,
Sulcos na Superficie Radicular
Lisura superfície dental
• Áreas de Furca
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• Treinamento Profissional • Áreas com profundidade menor que 3


mm- perda de inserção
• Bolsas com profundidade maior que 5
mm ganho de inserção
• Maior a perda de inserção, maior o
ganho de inserção clinica após
instrumentação
• Acesso cirúrgico em áreas com
profundidade menor que 5 mm –
perda de inserção

AVALIAÇÃO: após o período de cicatrização


do tecido mole
(semana seguinte a instrumentação e 45 a 60
dias após)
ANTES TRATAMENTO
• Nível clinico de inserção: mantê-lo o
ganhar inserção Epitélio juncional (0,94 – 0,97 mm) localizado
• Ganho de inserção distante da junção cemento-esmalte, ao
• Caracterizado pela: REDUÇÃO DA longo da raiz
profundidade de sondagem,
APÓS TRATAMENTO
• Sem aumento da retração da margem
gengival Epitélio Juncional Longo (> ou igual 2 mm),
sua formação auxilia na redução da OS
associada ou não a retração gengival

RESULTADO INSTRUMENTAÇÃO PERIODONTAL

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SUCESSO NA INSTRUMENTAÇÃO PERIODONTAL

• Ausência sangramento e exsudato


• Reduzir profundidade de sondagem
para sulco
• Aumento do nível de inserção clinica

SUCESSO INSTRUMENTAÇÃO PERIODONTAL

REVISÃO INSTRUMENTAÇÃO PERIODONTAL-


RASPAGEM E ALISAMENTO CORONO RADICULAR
ESTABILIZAÇÃO DO INSTRUMENTO pois ele é maior. Parte do dedo médio fica
apoiada na haste e a ponta fica na incisal ou
− Ocorre de duas maneiras: forma de oclusal.
preensão e na forma de apoios
− Apreensão em caneta modificada, a digital APOIOS DOS DEDOS INTRABUCAIS
do polegar e do indicador estão em contato
o CONVENCIONAL (mais usado)
com o cabo, o ideal do dedo indicador e
− Usada para instrumentar região
polegar é eles estarem curvados.
anterior.
− O cabo deve estar apoiado na curvatura
− O 3º dedo está apoiado na incisal
entre o polegar e o indicador, o dedo médio
(anterior) e oclusal (posterior),
fica embaixo para travar o instrumento.
próximo a área que sera
− Forma uma estrutura geométrica, onde une
instrumentada
as pontas do dedos forma um triangulo,
− Quando for instrumentar mesial o
então o instrumento está fixo
apoio sera pela distal e se for
− Um dedo deve ficar apoiado sobre a oclusal
instrumental distal o apoio sera pela
ou incisal do dentes, pode ser o anelar ou o
médio, porém é mais preferível o médio,
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mesial. Sempre sera ao contrário, − Adaptação morse e cureta: a área da raiz é


para formar a alavanca. curva, então a cureta se adapta bem a
o ARCADA CRUZADA (dentes posteriores) superfície, já a ponta morse a ponta é reta
− Apoio sera na mesma arcada que (só supra)
sera feita a instrumentação.
− Por exemplo: apoio no lado direito
para instrumentar a lingual do lado
esquerdo
o ARCADA OPOSTA
− Apoia na arcada inferior para poder
instrumentar a arcada superior − Característica que a haste ou cabo do
− Apoia com o 4ª dedo na incisal para instrumento deve ficar em relação a
instrumentar a distal do molar superfície do dente
superior • Cureta Gracey e mini five: final da
o DEDO SOBRE DEDO haste paralelo a face instrumentada.
− O indicador de uma mão afasta e ao
mesmo tempo ele vem sobre a
oclusal dos dentes posteriores. O
dedo de apoio da outra mao (dedo
médio) sera apoiado no dedo
indicador, apoia sobre o dente ao − Se não deixar a haste paralela, a haste fica
invés de ser no dente inclinada não vai conseguir que o ângulo
de corte fica em contato com superfície do
EXTRABUCAL dente
− Os dedos não ficam apoiados na incisal e − Ponta ativa sempre acompanha a superfície
sim na mandíbula do paciente, com bastante do dente
delicadeza ADAPTAÇÃO DO INSTRUMENTO NA
ADAPTAÇÃO DA PONTA ATIVA DO SUPERFÍCIE RADICULAR
INSTRUMENTO − 1/3 final da extremidade ativa, adaptado na
− Ângulo de corte deve estar em contato com superfície radicular
a superfície do dente, o terço final da ponta − Curetas universais: cabo paralelo a face
ativa (é uma linha). O terço final que será instrumentada
adaptado. − Curetas especificas: 1/3 final da haste
paralelo a face instrumentada
ÂNGULO DE TRABALHO- face coronária com a
superfície do dente
A. 0º- introdução do instrumento na área
subgengival: movimento de tração no
− Se adaptar no terço médio ou no terço sentido coronário colocando pressão lateral
inicial, a ponta ativa ficara fora da B. 45º a 90º- â de trabalho ideal, â de corte em
superfície do dente, então a ponta focara contato com a superfície dental
em contato com a gengiva, na parede da C. Â < 45º- face em contato com a superfície
bolsa se estiver sub pode dilacerar o tecido dental

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D. Â > 90º- superfície lateral em contato com − No começo da instrumentação tem muito
a superfície dental calculo, contaminação, então faz um
movimento mais curto e com mias pressão
lateral
− Quando já removeu uma boa quantidade de
calculo e agora precisa alisar a superfície do
dente, faz um movimento mais amplo e a
pressão do angulo de corte contra a
INTRUMENTAÇÃO SUBGENGIVAL superfície do dente é menor.

− Introdução da cureta na bolsa com ângulo INTRUMENTAÇÃO SUPRAGENGIVAL


de 0º
− Fácil visualização do calculo
− Na base da bolsa ângulo de 45 a 90º
− Cálculo < aderido
− Movimento no sentido coronário,
− Fácil adaptação e angulação do
colocando pressão lateral (pressão do
instrumento
ângulo de corte contra a superfície do
− > liberdade de movimentos
dente)
INTRUMENTAÇÃO SUBGENGIVAL
ATIVAÇÃO DO INSTRUMENTO
− Calculo mais aderido
− Difícil acesso
− Limitação de adaptação e movimento do
instrumento
− Observar posição do instrumento
(haste/cabo)
A. Obliquo (inclinado da base da bolsa para a
Cuidado com excesso de pressão lateral e
margem): dente posterior
quantidade de movimento realizados na
B. Vertical: dente anterior em proximais
instrumentação
C. Horizontal: dente anterior faces livres
(distal para mesial ou mesial para distal) IRRIGAÇÃO DA AREA INSTRUMENTADA
D. Horizontal: dente posterior em faces livres
− Manter campo limpo e auxiliar a
QUANTIDADE DE MOVIMENTOS E descontaminação periodontal
PRESSÃO LATERAL PARA − Solução de iodeto a 2% ou PVP-I
INSTRUMENTAÇÃO PERIODONTAL − Gluconato de clorexidine a 0,12%
o Esmalte: superfície lisa então o cálculo está − Soro fisiológico
menos aderido, menos quantidade de − Seringa e agulha de ponta romba
movimento e pressão e lateral
o JCE: calculo está bem aderido, mais
pressão lateral e movimento
o Raiz: maior pressão e mais movimentos,
para alisar e raspar
MOVIMENTO DE RASPAGEM E
ALISAMENTO RADICULAR

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