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CAPÍTULOS 1, 2 e 3 – LISTA DE EXERCÍCIOS RESOLVIDOS.

EXERCÍCIO 01 – Calcular o fluxo nas linhas do sistema da figura abaixo. Utilizar o método
linearizado.

SOLUÇÃO:

Não é necessário montar a matriz YBARRA. A montagem da matriz B', de dimensão


2, pois a barra flutuante é excluída.

1 1
 
B22   5,0
x12 x 23
1 1
 
B33   4,0
x13 x32
1
  B32
B23    2,0
x 23

 P2   B22 B23   2 
 P    B  B     
 3   32 33   3
 0,5  5,0  2,0  2 
 1,0    2,0 4,0    
     3
 1 
 2  1 4,0 2,0  0,5  4 
  16 2,0 5,0   1,0   3  rad
   
 3     
 8

Fluxos de potência nos ramos.

P12 
1   2

 4   3 pu
0,0   1
x12 1 4
3
P13 
1   3

 8   3 pu
0,0   3
x13 4 1
2

P23  2 
3
   3  14   8 1
 pu
 
x23 1 4
2

Atenção: Pij = Pji, pois não há perda.

EXERCÍCIO 02 – Determinar o defasamento angular da barra 3 e a potência que flui da


barra 2 para a 3, utilizando o modelo de fluxo linear.

SOLUÇÃO:

Os cálculos das admitâncias são dados por:

 100  1
z 23  j 0.08     j 0,16 pu  y 23  x 23   j 6,25 pu
 50 
x12  0,45  200  90 
100 M
z12  j 90  2
 j 0,4726 pu  y12  x121  2,116 pu
138k 
A equação de fluxo linear do sistema é:

 2,016  2,016 0   0   P1 
 2,016 8,266  6,25      0,0 
   2  
 0  6,25 6,25   3   0,3

Os resultados dos defasamentos angulares das barras 2 e 3 são dados por:

1
 2   8,266  6,25  0,0 
    6,25 6,25    0,3
 3    

A equação acima pode ser resolvida por escalonamento. Aplicando os passos acima no vetor
de injeção de potência obtém-se:

 2   0,1418
    0,1898 rad
 3  
O fluxo de potência da barra 2 para a barra 3 é dado por:

2  3 0,1418   0,1898
P23    0,300 pu
x23 0,16

O valor da potência encontrado confere com o valor da carga de 30 MW.

EXERCÍCO 03 – A figura abaixo representa um sistema elétrico de 3 barras, cujos dados


encontram-se na tabela abaixo. Adotando-se a barra 1 como referência, encontre a potência
ativa gerada por esta barra, através do fluxo de carga linear:

Dados de Barra
Barra Módulo Tensão [pu] Potência
1 1,02 ––
2 1,02 PG = 50 MW
3 –– PC = 100 MW, QC = 60 MVAr

Dados de linha
Linha Impedância [pu]
1–2 0,02 + j0,04
1–3 0,02 + j0,06
2 – 3 0,02 + j0,04 (ambas as linhas)

SOLUÇÃO:

A equação de fluxo linear do sistema é dada por:

 P1   41,67  25  16,67  0 
 0,5     25 75

 50    2 
  
 1,0  16,67  50 66,67   3 
Cujo sistema de equações é dado por:

 P1  25   2  16,67   3

0,5  75   2  50   3
 1,0  50    66,67  
 2 3

Eliminando a barra 1 como referência, tem-se:

 0,5   75  50   2 
 1,0   50 66,67   
     3
A solução do sistema é dado por:
1
 2   75  50   0,5   0,00665
    50 66,67   1,0   0,02000 rad
 3      

Portanto a potência gerada na barra 1 é dada por:

P1  25   2  16,67   3  0,49965 pu  0,50 pu


Ou P1 = 50 MW

EXERCÍCO 04 – (Exame Nacional de Cursos, 1999) Uma concessionária de energia


elétrica pretende analisar o comportamento dos fluxos de potência ativa em seu sistema, tendo
em vista a previsão de carga para um horizonte de dez anos. Para isso, como engenheiro da
Divisão de Planejamento dessa concessionária, você foi encarregado de estudar o problema. A
figura abaixo representa o diagrama unifilar do sistema com as cargas futuras previstas.

a) Calcule os fluxos de potência ativa nas linhas de transmissão, considerando a barra 1


como a referência angular do sistema (θ1 = 0 rad).
b) Supondo que o fluxo de potência máximo permitido na linha 1-2 seja 0,5 pu,
determine analiticamente a reatância em pu, do menor banco de capacitores que
deverá ser instalado em série com a linha 1-3, de modo que o limite máximo na linha
1-2 não seja ultrapassado.
Dados/Informações Técnicas:
P = Bθ
Onde P é o vetor de injeção de potência ativa nas barras, B é a matriz de susceptância de
barras e θ é o vetor do ângulo das tensões de barra.

PGi é a potência ativa gerada na Barra i.


PLi é apotência ativa consumida na Barra i.
Xij é a reatância série da linha de transmissão i-j.

O efeito capacitivo e a resistência série das linhas de transmissão são desprezados

SOLUÇÃO:

a) Forma da matriz B,

1
bij 
xij
b12  b13  b12  b13   5  3  2
B    b12 b12  b23  b23     3 5  2
  b13  b23 b13  b23   2  2 4 

Como θ1 = 0, elimina-se a 1ª linha e a 1ª coluna de B

 P2   5  2  2 
 P    2 4    
 3    3
 2   1 4 18    1    0,25 
    1 5
   2  
 0,375
rad
 3  8 
16 
  1 
 

i   j
Os fluxos nas linhas são dados por Pij 
xij
1   20   0,25
P12    0,75 pu
x12 1
3
1   3 0   0,375
P13    0,75 pu
x13 1
2
   3  0,25   0,375
P23  2   0,25 pu
x 23 1
2

b) Pede-se P12  0,5 pu XC = ?


Nas condições limítrofes, tem-se

1   2 1
P12   0,5   2  
1 6
3

O fluxo na linha 1-3 deve ser, então:

P13  PG1  P12  1,5  0,5  P13  1,0 pu

Lembre-se que:

0  3
P13   1,0   3   x13 (*)
x13
5 2 
 0,5   1   1 
P  B       2  2     6 
  1,0    1  XC    3 
  2 

Pela 1ª equação, tem-se que:

1 5 1
    2 3  3  
2 6 6
1  1  1
De (*)     X C   X C  pu
6 2  3
EXERCÍCO 05 – Considerar a rede de 3 barras e 3 ramos a seguir. A barra 1 é escolhida
como referência angular (θ1 = 0).

Considerar inicialmente que o tap do transformador defasador que conecta as barras 1


e 2 esteja na posição nominal, ou seja, 12 = 0,0. Obtenha os ângulos de fase nodais para:
a) 12 = 0,0;
b) 12 = –0,1.

SOLUÇÃO:

a) Para 12 = 0,0 pode-se obter os ângulos de fase nodais a partir de:

 P1   5,0  3,0  2,0 1 


 0,5    3,0 5,0  2,0   
     2
  1,0   2,0  2,0 4,0   3 

que resulta em:

1   0,000 
    0,250 rad
 2  
 3    0,375

Os fluxos nos ramos são:

P12  x121   12  0,75 pu


P13  x131  13  0,75 pu
1
P23  x 23   23  0,25 pu

b) Para 12 = –0,1 radianos o vetor das injeções de compensação fica:


  1 12 
 x12   0,3 
P   1 12     0,3 pu
C

 x12 
 0,0   0,0 
 

Os ângulos de fase nodais são calculados por:

 0,0000 
1

  B   P  P
C
   0,3250 rad
 0,4125

Os fluxos nos ramos agora são:

P12  x121   12  12   0,675 pu


P13  x131   13  0,825 pu
1
P23  x 23   23  0,175 pu

O ajuste da posição do tap em 12 = –0,1 radianos resultou em um alívio de carga no


ramo 1-2. Em consequência, o carregamento do ramo 1-3 aumentou:
LISTA DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS

EXERCÍCIO 1 – O fluxo de potência ativa em uma linha de transmissão depende de sua


abertura angular e flui dos ângulos maiores para os menores. O fluxo de carga linearizado,
que é um modelo aproximado do fluxo não linear, permite estimar com baixo esforço
computacional e relativa precisão, os ângulos das barras do sistema e os fluxos de potência
ativa.

Considere o sistema de três barras representado na figura acima, com os dados em pu.
Resolvendo o fluxo de carga pelo método linearizado e considerando a barra 1 como
referência angular, os ângulos em radianos das barras 2 e 3 valem, respectivamente:

a) θ2 = –1,00 e θ3 = –1,50
b) θ2 = –0,35 e θ3 = –0,52
c) θ2 = –0,27 e θ3 = –0,46
d) θ2 = 0,15 e θ3 = –0,26
e) θ2 = 0,20 e θ3 = 0,40

Resp.: Item C

EXERCÍCIO 2 – ( ELETRONORTE, 2006) A solução do Fluxo de Potência Linearizado


para a rede abaixo, considerando a barra 1 como referência angular do sistema (θ1 = 0
radianos) calcula:

Dados de Barra (pu)


P1 ––
P2 0,50
PD 1,00
Pi – Potência ativa injetada na barra
PD – Potência ativa demandada na barra
Dados de Ramos (pu)
De Para x
1 2 0,50
1 3 0,50
2 3 0,25
x – reatância do ramo

a) θ2 = −0,20 rad; θ3 = −0,05 rad; P13 = 0,50 pu;


b) θ2 = −0,10 rad; θ3 = −0,05 rad; P13 = 0,30 pu;
c) θ2 = 0,05 rad; θ3 = 0,20 rad; P13 = 1,40 pu;
d) θ2 = −0,05 rad; θ3 = −0,20 rad; P13 = 0,40 pu;
e) θ2 = −0,05 rad; θ3 = −0,20 rad; P13 = 0,60 pu.

Resp. Item D

EXERCÍCIO 3 – A figura abaixo mostra um diagrama unifilar de um sistema de 3 barras. Os


parâmetros do sistema são dados nas tabelas abaixo.
a) Determine a matriz de admitância Ybus 33 em pu;
b) Determine os ângulos de fase de tensão em todas as barras, através do fluxo de carga
linearizado (adotar a barra 1 como referência e θ1 = 0º )

FIGURA – Diagrama unifilar (impedâncias em pu e potências ativa e reativa são mostradas)

DADOS DE BARRAS
Barra Tipo V [pu] θ [º] PG [pu] QG [pu] PL [pu] QL [pu]
1 ref 1,00 0,00 – – 0,00 0,00
2 PQ – – 0,00 0,00 2,00 0,50
3 PV 1,00 – 1,00 – 0,00 0,00

DADOS DE LINHAS
Linha De – Para R [pu] X [pu]
1 1–2 0,00 0,10
2 2–3 0,00 0,20
3 1–3 0,00 0,40

 j12,5 j10,0 j 2,5 


 2   0,1143  2   6,5481
Resp.: Ybus   j10,0  j15,0 j5,0  ;

    0,0571  rad ou     3,2740 
 j 2,5 j5,0  j 7,5  3    3  
EXERCÍCIO 4 – A figura abaixo mostra um diagrama unifilar de um sistema de 3 barras
com todos os valores de reatâncias e potências dados em pu. Pede-se:

a) Os ângulos de fase nas barras 1 e 2, calculados através do fluxo de carga CC (adotar


barra 3 como referência, onde θ3 = 0 rad);
b) Calcular os fluxos de potência ativa nas linhas P12, P13 e P23;
c) A potência injetada na barra 3, P3.

Resp.:
   0,02 
a)  2     rad
 3   0,1
b) P12  0,6 pu , P13  0,05 pu e P23  0,4 pu
c) P3  0,35 pu

EXERCÍCIO 5 – Calcular o fluxo de potência do sistema da figura abaixo pelo método


linearizado ou dc.

DADOS:
 z12 = 0,05 + j0,10 pu,
 z13 = 0,04 + j0,08 pu,
 z23 = 0,025 + j0,05 pu.
 A barra 1 é a barra flutuante e a base é de 100,0 MVA.

 2   0,0052
Resp.:      rad , P12  0,052 pu , P13  0,348 pu , P23  0,452 pu
 3   0,0278
EXERCÍCIO 06 – Considerar uma rede constituída por três barras e três linhas de
transmissão, cujos dados, em p.u. estão tabelados a seguir:

Linha
De Para r x bsh (*)
1 2 0,10 1,00 0,10
1 3 0,20 2,00 0,20
2 3 0,10 1,00 0,10
(*) carregamento total

As barras 2 e 3 contêm cargas de 0,05 e 0,015 pu, respectivamente.


a) Determinar a distribuição dos fluxos de potência ativa na rede utilizando o modelo de fluxo
de carga cc. Adotar a barra 1 como referência angular. Calcular a injeção de potência ativa na
barra de referência.
b) Repetir os cálculos do item a) considerando a barra 2 como referência. Lembrar que as
injeções de potência nas barras são as mesmas do item a). Comparar os resultados obtidos.

EXERCÍCIO 07 – Considerando ainda a rede do problema (2), a linha 1-2 é substituída por
um transformador defasador puro, cujos parâmetros são x12 = 1,0 pu e 12 = 10º [modelo do
transformador: ( 1 : e j12 ) conectado à barra 1].
a) Determinar a distribuição dos fluxos de potência ativa na rede utilizando o modelo do
fluxo de carga cc e tomando a barra 1 como referência. Calcular a injeção de potência
na barra de referência. Comparar os resultados com o item (A) do problema (2).
b) Repetir os cálculo do item (a) para 12 = –10º.

EXERCÍCIO 08 – O modelo de fluxo de potência linearizado é muito utilizado na análise de


sistemas de potência, em aplicações que necessitem do valor aproximado do fluxo de potência
ativa em linhas de transmissão. Neste modelo, as perdas são desprezadas e os módulos das
tensões das barras fixadas em 1 pu, sendo, portanto, útil apenas para o cálculo de potência
ativa. Para um determinado vetor de injeções de potência ativa nas barras P = [P1 P2 P3]T, os
ângulos das tensões de barra θ = [θ1 θ2 θ3]T são dados pelo sistema de equações lineares
P = B.θ, onde B é a matriz admitância. Seja a rede mostrada na figura abaixo: a barra numero
0 (zero) é chamada de barra de folga, na qual o ângulo da tensão de barra é fixado em θ = 0º e
o vetor de injeção de potência ativa faz o balanço das injeções de potência do modelo, sendo,
portanto, eliminada para a execução dos cálculos. A matriz admitância B da rede da figura, já
com a barra de folga eliminada, também é dada.
 4,0  1,5  0,5
B     1,5 3,0  0,5
 0,5  0,5 2,0 
FIGURA – Diagrama de admitâncias da rede
(admitâncias em pu).

Seja o vetor de injeções de potência ativa de barra P = [–3,0 1,5 –2,0], determine o
vetor dos ângulos de barra.

1    0,9926
Resp.    2    0,2132 rad
 3    1,3015 

EXERCÍCO 09 – A figura abaixo representa um sistema elétrico de 4 barras, cujos dados


encontram-se na tabela abaixo. Adotando-se a barra 0 como referência, encontre a potência
ativa gerada por esta barra e os ângulos de fase em todas as barras, através do fluxo de carga
linear:

DADOS DE BARRA
Bus Voltage p.u Power
0 1,02 –
1 1,02 PG = 50 MW
2 – PC = 0 MW, QC = 0 MVAr
3 – PC = 100 MW, QC = 60 MVAr
DADOS DE LINHA
Line Impedance p.u
0–1 0,02 + j0,04
0–2 0,02 + j0,06
1–2 0,02 + j0,04 (ambos)
2–3 j0,1
(Obs.: Adotar 1 pu para todas as barras)

1   0,0067 1   0,3819


Resp.: P0  0,50 pu e  2    0,0200 rad ou  2     1,1458 
 3    0,1200  3   6,8754

EXERCÍCIO 10 – Determine o defasamento angular da barra 3 e o fluxo de potência ativa


da barra 1 para a 2 utilizando o modelo de fluxo linear. A reatância indutiva das linhas é de
0,5 /km e a reatância capacitiva de 250 kxkm. Considere que a barra 3 fornece 10 MW ao
sistema.

EXERCÍCIO 11 – (Prova ASP 16jul99) – Determinar a reatância percentual do


transformador entre as barras 3 e 4 que limita P43 em 200 MW. Utilizar como base 100 MVA
e 345 kV no gerador da barra 1, os conceitos de fluxo linear poderão ser utilizados para
resolver o problema.

EXERCÍCIO 12 – Dada a rede elétrica abaixo:


a) Determine a matriz de admitância Ybus 44 em pu;
b) Determine os ângulos de fase de tensão em todas as barras, através do fluxo de carga
linearizado (adotar a barra 1 como referência e θ1 = 0º )
c) Calcular os fluxos de potência ativa nas linhas P12, P13, P14, P23 e P34
Resp.:
a)  30 10 10 10  b)  2   0,025
 10  20 10 0       0,150  rad
Ybus  j  3  
 10 10  30 10   4   0,025
 
 10 0 10  20
c) P12  0,25 pu
P13  1,5 pu
P14  0,25 pu
P23  1,25 pu
P34  1,25 pu

EXERCÍCIO 13 – Dada a rede elétrica abaixo (base = 100 MVA):

a) Obtenha a matriz B´ para o sistema;


 P1  1 
P   
 2  2
 P3   B    3  P em pu e  em radianos 
   
 P4   4 
 P5   5 
b) Assuma a barra 5 como a barra de referência (θ5=0 rad). Calcule os ângulos de fase
para o conjunto de injeções de potência abaixo, utilizando o fluxo de carga CC.
 P1 = 100 MW (geração)
 P2 = 120 MW (carga)
 P3 = 150 MW (geração)
 P4 = 200 MW (carga)

c) Calcule P5 de acordo com o fluxo de carga CC;


d) Calcule todos os fluxos de potência sobre o sistema, utilizando os ângulos de fase
obtidos no item b.

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