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METODOLOGIA DE ENSINO

Acadêmicos: Joseane Beuting dos Santos


Simone Cechelero dos Santos
Professora: Samira Valcanaia
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Pedagogia (PED 2435)
04/09/2021

RESUMO

Todos os espaços educacionais de qualidade devem proporcionar a construção de personalidades


autônomas, onde crianças aprendem a ser pessoas críticas. Neste ambiente, o aluno deve aprender
a valorizar as diferenças pelo exemplo dos professores, pela convivência com seus pares, pela
metodologia e currículos abordados em sala de aula, e por todas as relações estabelecidas na
comunidade escolar através de projetos e interações pais, alunos e docentes. Escolas assim
necessitam de um bom planejamento curricular, que valorize as diferenças de cada aluno e
provoque o interesse em querer saber, assim o aluno tem a possibilidade de construir um
aprendizado de apropriação. Aprofundar, tentar compreender e interpretar a pedagogia é o único
caminho para se encontrar as respostas corretas aos desafios que são postos para os gestores nos
mais diversos contextos educativos. Assim, diante dos enormes obstáculos na complexividade na
missão pedagógica nos dias de hoje, a única maneira de vencer essa batalha é através de
alternativas criticas- reflexivas com relação a sua formação docente e no reinventar
constantemente de novas práticas, dando chance para as novas possibilidades.

Palavras-chave: Metodologia, Escola e Família

1. INTRODUÇÃO

É necessário que conheçamos a nossa caminhada enquanto docentes, que consigamos avaliar
nossas experiências, e que essas possam nos guiar para novas reinvenções. Para que isso ocorra é
importante que cada professor tenha em mente alguns requisitos como uma forma pedagógica
adequada, e um bom planejamento curricular. Porém o planejamento do processo de ensino e
aprendizagem consiste em uma tarefa bastante complexa e cheia de desafios, que necessita do
aprimoramento constante do professor dentro e fora da escola.
O docente deve procurar uma formação continuada não somente em cursos fora da escola,
mas também em sala de aula, procurando observar e avaliar o aluno, pois ele também tem muito a
dizer. “Reconhecemos também nossa própria necessidade de comunicar certas ideias aceitas pelos
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estudantes como válidas para o desenvolvimento de uma estratégia de ensino personalizada”.


(Pittenger,1977,p.1).
O ensino e aprendizagem tem como principal finalidade promover mudanças nos indivíduos,
mudanças estas, almejadas e permanentes, que provoquem tanto a aquisição de novos
comportamentos quanto a mudança dos já existentes. Os espaços educacionais de qualidade devem
proporcionar a construção de personalidades autônomas, onde os alunos aprendem a ser pessoas
críticas. Nesse ambiente, o docente deve aprender a valorizar as diferenças pelo exemplo dos
professores, pela convivência com seus pares, pela metodologia e currículo abordados em sala de
aula, e por todas as relações estabelecidas na comunidade escolar através de projetos e interação
pais, alunos e docentes.
Escolas assim necessitam de um bom planejamento curricular, onde os alunos não
fiquem reduzidos a pessoas rotuladas por docentes que os condenam e os julgam a
categorizações e hierarquizações consequentes de profissionais mal preparados, mas sim
que valorize as diferenças de cada aluno e provoque o interesse em querer saber. Assim o
aluno tem a possibilidade de construir um aprendizado de apropriação. Segundo
(Mantoan,2011,pg.11)

[...] Cada aluno é um sujeito, cuja complexidade não se mede de fora e que precisa de situações
estimuladoras para que cresça e alcance em todos os aspectos da sua personalidade, a partir de uma
construção ao mesmo tempo social e pessoal, que vai ser definido e transmutando a sua identidade
[...] Ainda existem muitos professores que se negam a admitir o poder do ensino de qualidade, e
insistem em métodos tradicionalistas, porém gradativamente este quadro está evoluindo e diferentes
visões de ensino estão sendo incorporadas ao ensino: o que se quer ensinar a favor do que se quer
saber.
A abordagem dessas novas propostas não se trata de uma receita, mas simplesmente um
redirecionamento para os docentes, que assim como seus alunos, conseqüentemente está adquirindo
novos conhecimentos a todo o momento.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Para que o profissional se torne um professor preparado, ele precisa estar disposto a examinar
todas as crenças e costumes básicos sobre a natureza do aluno, da sociedade e da educação como
um todo. Neste processo o docente necessita avaliar a compatibilidade entre suas metodologias de
ensino a fim de proporcionar o bem maior que é a aprendizagem discente. Sem esta base o professor
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estará sujeito a se condenar em uma prática estereotipada de ensino, em que possivelmente formara
cidadãos de massa.
Cada professor tem sua própria maneira de agir em sala de aula, sua filosofia, assim como os
alunos que devem ser considerados como indivíduos, pois cada pessoa leva consigo sua própria
história e sua maneira de ser e aprender. Dentro desta concepção, para orientar o professor no
momento que irá elaborar o currículo e a prática pedagógica, ele pode contar com o apoio de um
alicerce que está disponível de diversas maneiras, como por exemplo, as leis de Diretrizes e Bases
(LDB).
Sem dúvida a prática docente também é uma importante forma pedagógica que o professor
pode utilizar como ferramenta para avaliar o aluno e se auto avaliar como docente. Esta prática é de
extrema importância para que se possa ter consciência da realidade em sala de aula, tanto dos
alunos, quanto dos professores. Com isso observa-se a importância de se valorizar o aprender
constante e a troca continua entre os envolvidos nesse processo.
Cada um desses conceitos são como orientações educacionais, conscientes com o objetivo que
se pretende alcançar, considerado a natureza humana, da sociedade e a educação. As interpretações
da educação precisam ser compatíveis e relacionadas com o tempo e a realidade social desse
momento. Então (Galvão,2004,pg.28) defende que :

[...] Qualquer mudança social só se faz efetiva quando penetra neste nível da realidade: a
vida cotidiana é o que deve ser mudado e, ao mesmo tempo, o mais difícil de ser mudado.
O conhecimento da sociedade dependente depende da articulação entre o conhecimento de
sua dimensão global e cotidiana [...].

Sabemos que é no planejamento curricular que se define qual o objetivo se quer alcançar, as
práticas que irão ser desenvolvidas, e é neste momento que se faz necessário a reflexão sobre que
futuros cidadãos estarão sendo formados. Para além, a prática pedagógica como um todo, deve
priorizar a formação do aluno como individuo na sua totalidade, psicológica, integral, física, social
e cultural.
Sem dúvidas, este é um grande desafio que o orientador precisa enfrentar, e para dar conta
desses objetivos é necessário que promovam ao aluno situações que favoreçam seu
desenvolvimento intelectual, e a construção de conceitos de cidadania. Neste sentido, o aluno ao
longo de sua vida, principalmente nos primeiros anos, absorve tudo o que acontece ao seu redor.
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Esse é um dos principais motivos para se valorizar o processo de ensino e aprendizagem adequado
desde cedo.
Podemos afirmar que uma metodologia de ensino de qualidade deve ir muito além dos
métodos e temas tradicionais. O docente está “[...] livre para experimentar abordagens novas, para
determinar em que extensão os fins selecionados são atingidos”. (Pittenger,1977,p.112).
Toda proposta pedagógica deve ser desenvolvida de forma minuciosa, pois tem o importante
papel de envolver os alunos em questões sociais, valores éticos e morais, assumindo o compromisso
de ensinar de maneira responsável, formando cidadãos participativos na sociedade, convivendo e se
relacionando com pessoas que possuem habilidades, culturas e condições sociais diferentes.
A metodologia de ensino chama a atenção para o cuidado que o professor precisa ter quando
se fala de teorias e práticas no processo de ensino e aprendizagem. Neste contexto, os principais
envolvidos são os alunos, professores e toda a comunidade, pois todos estão ligados de alguma
forma.
Vivemos em uma sociedade diferente da que nossos antepassados viveram, onde que a
realidade atual está em constante mudança, e é preciso aprender a evoluir com elas. Muitas coisas
mudaram, principalmente a maneira de pensar e a visão do mundo. E no processo de ensino e
aprendizagem não é diferente. O professor precisa estar aberto a novas tendências pedagógicas,
como o multiculturalismo, interdisciplinaridade, currículos híbridos, novas tecnologias e temas
transversais. Para que a escola de maneira geral, possa cumprir com o seu papel, precisa
transcender, buscando melhorar suas metodologias para conquistar os alunos. Procurar neste aluno a
motivação, pois essa é a melhor maneira para se provocar interesse e assim vontade de aprender,
através de recursos e métodos, o professor devera trazer para a sala de aula situações que favoreçam
a aprendizagem, porém sempre respeitando as condições e os limites de cada indivíduo.
Com tudo, uma pessoa só pode tomar posse do conhecimento se for de sua vontade, por isso é
importante que ele seja motivado ao interesse de saber, e como consequência disso temos um novo
método de ensino, onde superando desafios todos os dias, a motivação é a melhor forma para se
alcançar o ensino e aprendizagem de maneira eficaz.
Estes novos métodos estão relacionados especificamente com a evolução da história da
educação. Estamos em uma época privilegiada, pois o professor pode e deve se utilizar de recursos
como uma didática moderna e introduzir no currículo temas atuais, como o intuito de fazer refletir e
formar suas próprias opiniões para que o futuro tenha a oportunidade de transformar a sociedade.
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As abordagens tradicionais de ensino trata-se de uma concepção, na prática pedagógica, que


persistiram durante muito tempo, representam um papel bastante relevante para toda a história da
educação, pois passaram a ser referencia para as demais práticas modernas. O ensino, em todas as
formas é entendido como uma instrução, caracterizada como transmissão do conhecimento
associada a ideia de se adquirir o saber. Esta ação não está restrita a escola, mas sim em todo o
ambiente social em que o aluno está inserido. Porém, considerando que é na escola onde ocorre o
ensino formal, logo este é um lugar privilegiado para se realizar a educação através do entusiasmo,
pois não se pode apenas transmitir uma ideia a um aluno através de metodologias estereotipadas de
ensino. [...] Para o professor, num contexto perceptivo, o problema de ensinar não é “Como devo
apresentar o assunto?”, mas “Como posso ajudar os estudantes a perceberem o significado pessoal
do assunto ( vê-lo de algum modo relacionado com suas vidas?) (Pittenger,1977,p.112).
É necessário mencionar que é através da educação que se tem o poder de transformar o mundo
em que vivemos. Assim compreendemos que a teoria e a prática juntas, uma aliada a outra, podem
transformar a sociedade que nos cerca. Por tanto, é neste processo que se ressalta a relevância em
torno da metodologia de ensino, pois este é o caminho para a educação que almejamos alcançar.
Porém não é tarefa fácil para o educador, que além de competir com o mundo globalizado, cheio de
novas tecnologias que atraem cada vez mais a atenção das crianças, cada vez mais cedo, precisa
também estar atento e informado para acompanha-los, e para além precisa compreender essa nova
geração de alunos que pensam e interagem de maneira muito diferente de alguns anos atrás.
Para atingir estas finalidades em torno de todo processo de ensino e aprendizagem, os métodos
de intervenção pedagógicos precisam ser constantemente aprimorados, se direcionando para uma
ciência educativa, que precisa antes de tudo, estar aliada a perspectiva do novo. Assim como se
expressa Franco, “[...] a relevância do objeto pratica educativa, local privilegiado da concretização
das intencionalidades educacionais e talvez o lugar certo e único para se conseguir as
transformações pretendidas à formação de humanidade nos homens”.(pg.94).
Evidenciando o que se considera como essencial para o exercício da pedagogia formadora,
ficou por certo que essas práticas estarão sempre aliadas a reflexão filosófica com relação a ideias e
valores educativos, comprovando a não possibilidade de uma educação neutra e desinteressada.
“ Ná ultima década o estudo sobre a formação de professores têm centrado suas
temáticas em torno de questões relativas à formação de um profissional reflexivo, em
oposição do professor como técnico, que se dedica à reprodução e à transmissão de
informações e conhecimentos selecionados e escolhidos por instâncias burocráticas
superiores e alheias ao próprio professor”. (Franco,p.96).
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As formas como os estudos atuais em relação ao potencial formador e transformador do


exercício cotidiano da reflexão sobre o planejamento, colocam em destaques conceitos que atuam
no sentido de superar os pressupostos com relação a paradigmas, que alimentam as bases de novas
maneiras de se ensinar.
Neste sentido, esta passagem para uma nova visão de conceitos no que diz respeito ao
processo de ensino e aprendizagem, se fez a medida de diversos pensadores que, analisando práticas
docentes, chegaram à conclusão que para alcançar uma educação produtiva requer a competência de
diversos requisitos docentes no processo intuitivo e criativo, de conhecimentos que organizam
durante a teoria e a prática, de conhecimentos que se moldam a partir da ação e de planejamentos
criativos, que promovam situações que instiguem o interesse e a apropriação da aprendizagem,
através de métodos lúdicos, agradáveis, onde o aluno é provocado a aprender de maneira natural.
Esses conhecimentos docentes, aliados a diálogos e observações a práticas, nos dão a
convicção de que os professores, possuem uma grande responsabilidade sobre sua metodologia de
ensino. O ensinar e o aprender, que abrem muitas possibilidades para a humanidade.
Para tanto, o docente tem nas mãos um importante instrumento de transformação da
sociedade, que no decorrer do dia a dia está passado despercebido na maioria das vezes, mas estes
princípios devem ser resgatados, para as práticas docentes, pois é somente através da educação que
se pode mudar e melhorar o mundo.

3. METODOLOGIA

O planejamento de ensino e aprendizagem é algo que deve se adequar as condições de cada


instituição, ao momento histórico e a legislação vigente. Neste sentido a metodologia de ensino
correta e a aplicação de práticas pedagógicas são os princípios básicos de toda uma dinâmica para
que o principal objetivo seja realmente alcançado.
Neste momento percebe-se que todo esse processo complexo e multidimensional não pode ser
compreendida apenas por meios psicológicos, e nem apenas por uma única contribuição teórica.
Portanto, as teorias em torno das metodologias de ensino e aprendizagem podem ser consideradas
como um campo aberto no qual se constata a existência dessa discussão. “ Todos nós nos
alfabetizamos em todas as coisas da cultura. Os começos são sempre complicados, mas depois, com
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o exercício e com a prática [...] as ações e movimentos se tornam fáceis e, com frequência,
automáticas”. ( Peruzzolo, 2004, p. 13).
As formas como os estudos atuais em relação ao potencial formador e transformador do
exercício cotidiano da reflexão sobre o planejamento, colocam em destaque conceitos que atuam,
no sentido de superar os pressupostos com relação a paradigmas, que alimentam as bases de novas
maneiras de se ensinar. A linha de pensamento entre os antigos paradigmas e as novas visões
espitemológicas expressa uma ruptura na maneira de se conceber as relações entre aluno e professor
na concepção da metodologia de ensino e aprendizagem em seu papel social, e nas reformas
políticas educacionais.
O conflito entre teorias é fundamental para que aja o processo do conhecimento, é importante,
desta mesma forma a compreensão sobre as visões do mundo, de seres humanos e de sociedade que
as sustenta. Isto veio a contribuir a favor do professor que pode então de maneira mais crítica e
consciente, decidir sobre os meios que possibilitaram a concretizar os fins de uma educação
formadora de cidadões. Organizar o currículo pedagógico de forma adequada, que de prioridade a
formação do individuo na sua totalidade social, física, intelectual e psicológica é o grande desafio
que o educador precisa enfrentar.

“ Na última década o estudo sobre formação de professores tem centrado sua temática em
torno de questões relativas à formação de um profissional reflexivo, em oposição do
professor como técnico, que se dedica à reprodução e à transmissão de informações e
conhecimentos selecionados e escolhidos por instâncias burocráticas superiores e alheias ao
próprio professor”. ( Franco, p, 96).

Para orientar o professor neste momento importante a busca de forma correta todos os direitos
e deveres de todos os envolvidos neste processo, existem atualmente leis na constituição brasileira,
como as Leis de Diretrizes e Bases (LDB), vale ressaltar que essas leis conquistadas são frutos de
lutas sociais que ocorra durante anos.
Enfim, é necessário que aja a consciência da realidade social de cada individuo em seu
momento, e relação um com o outro, na prática em comum, intermediada pela linguagem, é que o
individuo se constitui e se desenvolve enquanto sujeito de uma estrutura social.
Proporcionar uma metodologia de ensino alicerçada a um planejamento de qualidade é um
dever que acompanha o educador durante toda sua vida acadêmica. No inicio da formação, um novo
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mundo aparece quando as cortinas da prática pedagógica se abrem provocando um estranhamento,


mas logo, os desafios e mudanças vão sendo separados pelas descobertas que os educadores se
apropriam.
Busca-se uma formação para um profissional flexível, elegendo a concepção que preconiza
como elementos importantes e fundamentais do processo educativo a reflexão constante sobre o
planejamento, a prática, o conhecimento da teoria e a reformulação constante da sua atuação em
sala de aula.

[...] a difícil tarefa da facilitação, para o instrutor [...] é motivar o estudante a aplicar suas
percepções, para incluir características salientes do mundo das coisas e dos outros. O
professor precisa introduzir idéias e experiências que sejam contrarias aos sistemas
perceptuais limitados e fechados do não-informado satisfeito. ( Pittenger, 1977. p. 143).

A tarefa de um educador é complexa e pede um profissional que tenha uma visão integrada da
realidade e condições de pensar na metodologia de ensino com responsabilidade, que se aventure a
criar soluções com base em conhecimentos contínuos, que inove seu método de mediar situações
cotidianas, que seja movido pela vontade de desenvolver novas práticas e estar aberto a novas
experiências.
Esse artigo foi produzido a partir de fontes bibliográficas e pesquisas da internet, as
quais nos forneceram dados para uma discussão sobre a metodologia de ensino. Todo educador tem
por responsabilidade, em qualquer atividade que irá desenvolver com seus alunos, o dever de
considera-los como indivíduo, pois cada aluno leva consigo sua própria história e sua maneira de
aprender.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Hoje entendemos que o profissional que escolhe esta carreira, precisa além de ser apaixonado
pelo que faz, é necessário uma formação adequada e continuada, um bom planejamento, refletir
sobre a prática do trabalho acadêmico, buscar novas metodologias que provoquem o interesse e a
atenção dos alunos, tomarem conhecimento do currículo a ser apresentado, construir junto com a
classe, a proposta pedagógica e muita dedicação.
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CUNHA (1994) em seu estudo sobre “o bom professor”, entre outros aspectos, analisa que a
relação professor e aluno passam pela forma com que o professor trabalha seus conteúdos, pela
forma com que ele se relaciona com sua área de conhecimento, por sua satisfação em ensinar e por
sua metodologia. (p. 70-71). E principalmente, como ele se vê no processo pedagógico, uma vez
que para este autor, a metodologia, visa a revelar um tipo de sociedade, um tipo de conhecimento,
um tipo de saber que se quer apreender e, o mais importante, a conotação ao que esse conhecimento
tem a nível social.
As metodologias de ensino, pode ser entendida como a postura do educador diante da
realidade, como a articulação de uma teoria de compreensão e interpretação da realidade a uma
prática específica. ( VASCONCELLOS, 2002) ou seja, a prática pedagógica que demanda uma
intencionalidade.
As metodologias utilizadas pelos professores devem estar relacionadas com a concepção
pedagógica, com a visão de educação, de homem e de sociedade das escolas de atuação, construída
criticamente a partir da reflexão que fazem sobre o trabalho que realizam e expressam nos seus
projetos políticos pedagógicos.
Para tanto, estes saberes fazem parte da formação docente, da aquisição de aprendizado e de
experiência profissional para então, na prática docente, dar conta de todo o planejamento escolar
que precisa ser organizado de maneira a permitir ao aluno vivenciar situações no seu dia a dia que
instiguem a apropriação do conhecimento, e para além, a convivência e interação da sociedade em
que esta inserido, e tendo como consequência a construção de conceitos e aprendizados que os
acompanharam para toda a vida.
GASPARIN (2007) enuncia que:

“Essa metodologia dialética do conhecimento perpassa todo o trabalho docente-discente,


estruturando e desenvolvendo o processo de construção do conhecimento escolar, tanto no
que se refere à nova forma de o professor estudar e preparar os conteúdos e elaborar e
executar seu projeto de ensino, como às respectivas ações dos alunos.[...] expressa a
totalidade do processo pedagógico, dando-lhe centro e direção na construção e reconstrução
do conhecimento. Dá unidade a todos os elementos que compõem o processo educativo
escolar”.(p.5).

Pensar no planejamento pedagógico, antes de tudo é pensar na formação adequada e


continuada. O educador não é um mero expectador do seu trabalho, mas sim tem o papel de
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constante reflexão sobre suas práticas docentes e de avalição dos seus alunos e de seu auto avaliar,
sempre desenvolvendo e criando novas metodologias de ensino.
Neste momento podemos constatar, que está sendo uma etapa muito importante, e que só tem
a acrescentar em nossas experiências como professores e como pessoas. Durante este tempo,
vivenciamos valores e adquirimos novos conceitos.

“O movimento que vai da síncrese (“a visão caótica do todo”) à síntese (“uma rica
totalidade de determinações e de relações numerosas”) pela mediação da análise (“as
abstrações e determinações mais simples”) constitui uma orientação segura tanto para o
processo de descoberta de novos conhecimentos ( o método científico) como para o
processo de transmissão – assimilação de conhecimentos ( o método de ensino)”.
[SAVIANI, 1999, p. 83].

A escola é e sempre foi, um espaço para discussões e construções. E não poderia deixar de ser.
É nela que construímos nossas idealizações, expomos nossas dificuldades, potencializamos nossas
virtudes. É neste ambiente que os alunos podem ter a possibilidade de interagirem com as
diferenças, e assim se tornarem pessoas formadoras de opiniões, e cidadãos que façam sua parte na
sociedade em que vivem.

5. CONCLUSÃO

Concluímos que, o maior desafio da escola e do educador nos dias de hoje, é incluir no currículo
pedagógico, metodologias adequadas com um ensino que de prioridade a formação do indivíduo, na
sua totalidade física, social, intelectual e psicológica. Podemos considerar que a preparação de um
plano pedagógico institucional, que orienta a aprendizagem dos alunos, deve vir carregado de
intencionalidade, proporcionando diferentes visões frente a sociedade. Assim como também, a
participação de toda a escola.
A Metodologia de ensino, traz a concepção de espaço, de momentos, de vivências, de
convívios, de interações. Uma metodologia de ensino, precisa garantir as interações entre as pessoas
da unidade, entre as crianças e as famílias. A aprendizagem acontece em qualquer lugar. Não há um
local que não me ensine, nem uma pessoa que não aprenda. No entanto, enquanto docentes,
acreditamos que o melhor local para se ensinar, é na escola. São os objetivos de cada professor, um
conjunto de projetos em função do movimento educativo.
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Desta forma, é fundamental que ouçamos os envolvidos no processo. Sem este passo, não
saberemos quais as necessidades do grupo, e como destacar as potencialidades das crianças. Todas
as linguagens precisam ser trabalhadas: a arte, a matemática, a escrita, a música, o movimento...
afinal, a criança permanece um tempo consideravelmente, dentro de uma escola, e é fundamental
que um profissional, conhecedor das fases/etapas de desenvolvimento da infância o encha de
informações e possibilidades de experiências.
Pelo fato da sociedade influenciar no currículo educativo, todos, pais, alunos e professores
devem contribuir para este processo educativo. Considerando que o currículo não é algo pronto,
fechado a mudanças, mas pelo contrário, ele deve ser adaptável a mudanças, deve ser alterado
conforme a necessidade, levando em conta a cultura da região local, a realidade em que se encontra,
dentro do contexto social existente.
Desta forma, a metodologia de ensino aplicada corretamente, tem o papel de formar uma
sociedade inclusiva, crítica, desenvolvendo no aluno sua capacidade de pensar.

REFERÊNCIAS

CUNHA, I. da. O bom professor e sua prática. Campinas: Papírus, 1994.


FRANCO, Maria Amélia do Rosário Santoro. Pedagogia como Ciência da Educação. 2 ed. São
Paulo: Cortez, 2008
GALVÃO, Izabel. Cenas do Cotidiano Escolar: Conflito sim, violência não, Petrópolis:
Vozes,2004.
GASPARIN, J.L Uma didática para a pedagogia histórico – crítica. 4 ed. Revista e ampliada.
Campinas, SP: Autores Associados, 2007. (Coleção Educação Contemporânea).
MANTOAN, Maria Tereza Eglér. O Desafio das Diferenças nas Escolas. 3 ed. Petrópolis,
RJ:Vozes,2011.
OLIVEIRA, Zilma de Moraes. O currículo na educação infantil. 2010. Disponível em:
htpp://www.portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf. Acesso em 03/10/2021.
PERUZZOLO, Adair Caetano. Elementos de Semiótica da Comunicação: quando aprender é
fazer. São Paulo: EDUSC, 2004.
PITTENGER, Owen Ernest. Teorias da aprendizagem na Prática Educacional: uma interação de
psicologia e filosofia educacional. Trad. Dirce Pestana Soares. São Paulo: EPU, 1977.
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SAVIANI, D. Escola e Democracia. São Paulo: Cortez Editora, 32º edição 1999.
VASCONCELOS, V.M.R. & VALSINER, J. Perspectivas Co – construtivista na Psicologia e na
Educação. In: GASPARIN, J.L. Uma didática para a pedagogia Histórico – Crítica, 2007.

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