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3.2.2 Segundo dia – 30.05.

2011
Neste dia, fui convidado pela Secretaria Municipal de Educação,
juntamente com todos os professores de artes e supervisores do município, a
participar de uma reunião, no auditório da mesma, a fim de decidir os
conteúdos a serem trabalhados no próximo trimestre da área em questão.
A reunião, marcada para as 8h e 30min iniciou-se com um pequeno
atraso, e desenrolou-se com participações, depoimentos e alguns professores
pensando ser melhores que os demais, nada que todos já não estivessem
acostumados e já não tivessem-me alertado antes do inicio da reunião.
  
3.2.3 Terceiro dia – 31.05.2011
Juntamente com a professora Cristine, supervisora titular, acompanhei
sua conferência periódica dos cadernos de chamada, pois, em detrimento de
outros supervisores municipais que apenas fazem isto no final do trimestre, a
referida profissional efetua conferencias parciais com antecedência, não
acumulando trabalho apenas para o dia do conselho de classe. Leva-se em
conta nesta conferência as notas, registros de aula e conteúdos, assim como o
capricho e atualização. Neste momento também, verifica-se a freqüência, a fim
de sanar, caso ocorra um possível caso de infrequência ou evasão, contudo,
na persistência do problema, poderá haver o acionamento do Conselho Tutelar.
  
3.2.4 Quarto dia – 01.06.2011
Ocorreu neste quarto dia de coparticipação, uma reunião com os
professores e funcionários da instituição, a diretora, Sra. Simone Pires
discorreu acerca da participação massiva de todos no evento do dia 28 de
maio, os Jogos das Escolas Polo. Agradeceu e entregou a todos uma
mensagem de amizade e companheirismo, como sempre, ao ler a mensagem,
ficou com os olhos marejados, espalhando a mesma ação para outras
professoras.
Após a reunião, continuei a observar o trabalho da supervisora,
enquanto a mesma conferia os cadernos, dividindo um saboroso "mate".
Mesmo em um local que, em outras instituições, que tive a oportunidade de
observar, é um local demasiadamente formal e quieto, o “clima” na Escola
Municipal de Ensino Fundamental Bibiano Batista é completamente diferente,
ali os professores e funcionários conversam e riem, porém nunca
exacerbadamente, tudo isto regado por um bom chimarrão, que aqui no sul,
não é apenas uma bebida típica, mas uma ferramenta de integração e
aproximação das pessoas, o que, diga-se de passagem, é normal na referida
instituição.
  
3.2.5 Quinto dia – 02.06.2011
Foi-me proposto pela direção a observação de um trabalho que poucas
vezes é necessário na instituição, porém deve-se ter conhecimento. Auxiliei na
procura de um histórico para a efetuação da transferência de um aluno, quando
primeiramente foi-nos entregue, pelos pais do estudante em questão um
atestado de vagas de uma escola na zona urbana, após esta etapa, a
instituição/campo de estágio, imitiu o histórico do aluno e seus pareceres
descritivos. Caso se tratasse de um aluno do segundo ciclo do ensino
fundamental, seriam emitidas, junto ao histórico as notas e não pareceres.
Na oportunidade, também explicado como seria o acionamento do
Conselho Tutelar. O mesmo acionamento é feito após preenchimento da ficha
FICAI, está ficha notifica ao conselho, a ausência do aluno por mais de cinco
dias consecutivos.
  
3.2.6 Sexto dia – 03.06.2011
O sexto dia ficou reservado para a parte financeira, juntamente com o
Sr. Régis Fraga e Sra. Simone Pires.
Na escola, assim como em quase todas as instituições que se utilizam
de orçamentos para adquirir material, pedem-se, no mínimo, três orçamentos
em estabelecimentos distintos, neste dia, ocorreu apreciação de cinco
orçamentos. Juntamente com a confecção da lista de materiais de limpeza,
entregue à direção pela Sra. Ivone, merendeira.
Outro ponto a se ressaltar é que na escola oferece-se, todos os dias, o
café da manhã para os professores, já que os mesmos embarcam em direção
a instituição por volta das seis horas da manha. Ao final de cada mês, o valor
total gasto é dividido por todos que usufruem do lanche diário.
  
3.2.7 Sétimo dia – 06.06.2011
Somente neste dia foi possível efetuar uma visita guiada em caráter
oficial, junto à diretora da instituição. Cada sala e cada canto da escola foi-me
mostrado, neste momento, mais um aspecto para o projeto de intervenção foi
evidenciado: a falta de espaço para uma horta, o que anteriormente me foi
confidenciado pela professora Maria Glaci e constatado durante a visita guiada.
Na mesma oportunidade tomei maior conhecimento a respeito da
“Paradinha do Pinheiro” que, ao mesmo tempo é um ponto de referência assim
como a escola, parada de ônibus e inspiração, pois além de tudo, a mesma
aparece em “causos” e músicas de artistas regionais, uma delas está anexada
ao presente relatório.
  
3.2.8 Oitavo dia – 07.06.2011
Com o intuito de fomentar a organização de ações aos demais
professores a respeito da conservação do patrimônio e ambiente, seguindo o
tema que propus para o projeto, a equipe diretiva convocou uma reunião com
os alunos e professores no refeitório. No encontro os alunos foram indagados a
respeito da implantação de um projeto para revitalizar a escola e a “Paradinha
do Pinheiro”.
Perguntei então o interesse a respeito de uma horta, mas logo fui
questionado pelos professores e alunos a respeito do local onde seria
montada. Eis que no dia anterior, a internet havia me dado a resposta antes
mesmo do questionamento.
A questão não era o espaço no chão, mas o que poderia ser feito na
vertical, uma horta suspensa poderia ajudar. A sugestão foi aceita na mesma
hora em que foi dada, assim como outras medidas propostas por professores e
alunos. Muitas das medidas pertinentes seriam, futuramente, implementadas
no projeto.

3.2.9 Nono dia – 08.06.2011


Este dia foi marcado como o dia das consultas das crianças com a
necessidades de consulta com seus respectivos especialistas. Fomos à
fonoaudióloga, oftalmologista e psicóloga, um dia cheio, pois as consultas com
horas marcadas foram das 9h até as 16h, porém, no cronograma, o dia de
atividade de coparticipação em questão, está descrito como tendo duração de
4h.

3.2.9 Décimo dia – 09.06.2011


Um dia calmo e anormal, pois não houver brigas ou nada que fosse
necessária a intervenção da equipe diretiva. Surgiu a oportunidade de iniciar a
criação do projeto na escola e junto à equipe diretiva.
  
3.2.10 Décimo primeiro dia – 10.06.2011
 Levando em conta o dia anterior, novamente junto à equipe diretiva a
fim de deliberar ações pertinentes ao projeto, as professoras Cristine e Simone
e o professor Régis, auxiliaram-me na construção do projeto novamente,
expondo pontos que já haviam sido notados e outros que não puderam ser
observados anteriormente.
  
3.2.11 Décimo segundo dia – 13.06.2011
Outro dia “anormalmente normal”, pois a calmaria deste último dia não é
algo corriqueiro, tempo mais que suficiente para dar os últimos ajustes no
projeto (em anexo) e entregá-lo à equipe diretiva.
Após o recreio a calmaria teve fim, pois duas professoras viram-se
obrigadas a solicitar a presença da direção para “acalmar” suas respectivas
turmas. Como sempre, a professora Simone conversou e foi escutada por
todos, com os olhos arregalados, porém a mesma nunca alterou o tom de voz,
e deu a temida “lição de moral” sutil e devastadora, porém em tom suave e
amistoso.
Ao final do turno letivo, às 12 horas, ocorreu um almoço para
confraternização de estagiários e professores. Após isto foi entregue o projeto
de intervenção à direção da escola, na pessoa da professora Simone Soares
Pires de Abreu.

3.3 Considerações Parciais acerca da Coparticipação


Assim como na etapa de observação, a coparticipação foi estimulante e
desafiadora, é obvio que os desafios foram notados, mas quem realmente
tomava as providências cabíveis era, certamente, a equipe diretiva, utilizando-
se de seus conhecimentos adquiridos nas constantes atualizações e na
experiência do dia-a-dia, tratando a todos como iguais. A hierarquia é clara,
porém não é imposta a “ferro e fogo”, mas com diálogo e bom senso.

4. APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

Esta foi uma prática que como todas as outras atividades do tipo
esclareceu vários pontos de vista e aparou arestas em relação a pratica de um
gestor. Pois nem sempre as aulas de video streaming são suficientes para
oferecer um entendimento completo de algum tema, pois como costuma-se
dizer, a prática é sempre melhor que a teoria.

4.1 Dificuldades Encontradas


Nenhuma dificuldade foi constatada durante a execução do estágio. A
escola em todos os momentos foi solícita e atendia prontamente a minhas
dúvidas e questionamentos. Apenas algo que existe em qualquer escola, o fato
de alguns alunos serem ou setirem-se desinteressados e tentarem influenciar
os demais e também professores, no caso um em especial que finge estar
interessado, porém não cumpre suas responsabilidades em determinados
projetos quando lhe é oferecida alguma tarefa, este mesmo indivíduo foi citado
anteriormente como “múmia da educação brasileira” e terá sua identidade
mantida em sigilo no presente relatório.

5. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

Concluo que esta foi uma experiência de estágio de sucesso sem igual,
ao menos a mim, após a prática, pareceu que optei pela profissão correta.
Felizes seriam os professores e alunos do mundo inteiro se cada escola tivesse
apenas dez por cento do ambiente acolhedor e de descobertas enriquecedoras
o qual se configura a Escola Municipal de Ensino Fundamental Bibiano Batista.
Pode-se notar que a melhor maneira de se solucionar um problema,
muitas vezes não é a repreensão ou a “prova surpresa”, mas o diálogo, se
necessário com a presença dos pais e a reeducação, a quebra de paradigmas
e acima de tudo, a escola deve ser atrativa ao aluno, portanto devemos
transformar o que é estranho em novo, o que foi descartado em  reciclável e o
velho em atualizado.
As praticas atuais de gestão e educação têm muito a somar, porém não
devemos deixar de lado tudo o que aconteceu no passado, sendo em relação a
gestão ou docência, pois nem tudo o que é novo é perfeito, e a
transformação/evolução da educação é um processo que ainda está em
desenvolvimento e continuará assim enquanto houver educação, pois a
atualização e a mudança para melhor devem ser constantes.
Todas as atividades realizadas foram de grande ajuda para minha futura
prática como supervisor, mostrando o lado bom e o ruim de gerir uma escola
que certamente possuirá conflitos e outros revezes do gênero, poisé de ciência
comum e afirmado por Vigotsky que o saber que não vem da experiência não é
realmente saber.

6. REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO Brasileira de Brinquedos (ABBRI). Pensamentos e


Frases.Brasil, 2011. Disponível em:
<http://www.brinquedoteca.org.br/si/site/000502>. Acesso em: 15. Jun. 2011
HORN, Maria da Graça de Souza. Sabores, cores, sons, aromas. A
organização dos espaços na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2004
KOSIK, Karel. Dialética do Concreto. 2 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1976
LUCK, H. Gestão educacional: estratégia, ação global e coletiva no ensino.
In. FINGER,
A. etal. Educação: caminhos e perspectivas. Curitiba: Champagnat,1996.
MACHADO, N. J .- Educação: seis propostas para o próximo
milênio.Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo,
Coleção Série Educação para a Cidadania, No. 16. S. Paulo: USP, out., 1998.
Postado por Mateus B. Dull às 15:06 
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Um comentário:

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