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Secretaria Municipal de Educação - SEDUC

EDUCAÇÃO INCLUSIVA:
A EDUCAÇÃO ESPECIAL, O ENSINO
REGULAR E O ATENDIMENTO
EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
E OS PROJETOS POLÍTICOS
PEDAGÓGICOS
Parceria:

DO
pró-reitoria de cultura UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
inovações institucionais
gestão - saúde - Educação
e extensão universitária
No módulo 3, abordaremos a educação especial, o ensino regular e o Atendimento Educacional
Especializado (AEE), que é realizado no contra turno do período regular, com o intuito de promover
o acesso e as condições para uma educação de qualidade. Também conheceremos mais a fundo o
Projeto Político Pedagógico (PPP) e o que ele deve conter, pois é um documento fundamental que
norteia as práticas pedagógicas da escola.

MÓDULO 3
INTRODUÇÃO
Até bem pouco tempo, o sistema educacional brasileiro possuía a escola regular e a escola es-
pecial, no esforço de buscar a inclusão. Os estudantes não frequentavam os mesmos ambientes;
quem possuía algum tipo de deficiência acabava sendo encaminhado à escola especial. No entanto,
nos últimos anos, a proposta inclusiva tem ganhado força e a escola regular passou a aceitar alunos
com necessidades educacionais especiais. Ainda estamos engatinhando para tornar estas escolas
inclusivas na prática, mas já caminhamos bastante.

O objetivo desta escola regular inclusiva é acolher estes educandos, prestando assistência e aten-
dimento especializado para que eles desenvolvam suas aprendizagens e se sintam pertencentes à
sociedade.

A escola deve ser um espaço que acolhe a todos, promovendo o respeito à diversidade, aos direitos
e liberdades, a empatia, a colaboração, o pensamento crítico e a cidadania.

A Educação é um direito de todos e deve permitir o desenvolvimento da personalidade e preservação


da identidade. A Educação inclusiva tem a proposta de oferecer um modelo que abrange as necessi-
dades do grupo de alunos, bem como as individuais, proporcionando um contexto de aprendizagem
que respeita o ritmo, as particularidades e especificidades de cada aluno.

Portanto, a educação inclusiva prevê a educação das crianças e adolescentes de forma mais justa
e equânime. Isso não quer dizer que as dificuldades dos estudantes serão ignoradas; ao contrário,
serão adequadamente gerenciadas. Na educação inclusiva, ser diferente não é um problema. Faz
parte do mundo que vivemos, e ele é diverso, multifacetado, multicolorido.

OBJETIVOS DO MÓDULO

• Compreender a diferença entre educação especial e educação inclusiva e como a educação


especial se insere na educaçãoregular;

• Discorrer sobre o Atendimento Educacional Especializado(AEE);

• Conhecer com mais profundidade o Projeto Político Pedagógico(PPP).

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ESPECIALIZADO E OS PROJETOS POLÍTICOS PEDAGÓGICOS
1. A EDUCAÇÃO ESPECIAL E A EDUCAÇÃOREGULAR
A Educação Especial é definida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) como
uma modalidade de ensino que é destinada aos educandos com necessidades educacionais es-
peciais, ou seja, pode-se dizer que são crianças e adolescentes com deficiências, transtornos do
espectro autista (TEA) e altas habilidades/superdotação.

Assim, a educação especial dispõe de práticas pedagógicas específicas e ferramentas didáticas


para atender as dificuldades físicas ou cognitivas dos educandos, e é ofertada em escolas de ensi-
no regular. No entanto, também é oferecida em instituições especializadas. Porém, neste caso ela
não é integradora, se os educandos estão em instituições diferentes. Assim, é uma instituição que
não promove ainclusão.

Nas escolas e instituições especializadas, os professores costumam ter formação específica ou


complementar (como educação especial ou psicopedagogia, por exemplo). Também costumam
oferecer equipamentos especiais, especializados. No entanto, a falta de convívio com as crianças,
sejam elas deficientes ou não, acaba sendo umadesvantagem.

Ao pensarmos numa educação inclusiva, com-


preendemos que se trata de um sistema híbrido
que compreende a educação regular e a educa-
ção especial. Podemos dizer que a educação es-
pecial está contemplada na educação inclusiva.

Com a Educação Inclusiva, crianças, adolescen-


tes e jovens com necessidades especiais passa-
ram a interagir com os demais estudantes que
frequentavam as escolas, mas com suas neces-
sidades educacionais atendidas de forma apro-
priada. Os estudantes passaram a conviver com
uma grande diversidade de crianças e adoles-
centes, e assim aprendem a exercitar o respeito,
a tolerância e a empatia.

Fig. 1 – A educação inclusiva gera senso de pertencimento |


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ESPECIALIZADO E OS PROJETOS POLÍTICOS PEDAGÓGICOS
Portanto, uma escola regular pode ser inclusiva, desde que capacite seus professores e forneça uma
estrutura adequada, de acordo com leis, resoluções, portarias e decretos vistos anteriormente, para
que possa oferecer condições apropriadas para favorecer a aprendizagem de todos.

Uma escola inclusiva tem o objetivo de auxiliar a criança a se sentir parte integrante da sociedade,
independente de suas limitações, que podem ser físicas (surdez, cegueira ou paralisia) ou cogni-
tivas (transtornos neurológicos diversos). Ela também fomenta o respeito e empatia, motivando
os alunos a conviverem com o diferente, tratando os estudantes com necessidades especiais de
forma respeitosa e inclusiva, gerando o senso de pertencimento de todos.

Vale ressaltar que uma escola que tenha um corpo discente diversificado não necessariamente se
caracteriza como escola inclusiva. O que vai torná-la inclusiva, de fato, são as práticas pedagógicas
aplicadas e o respeito com que todos são tratados. Ela precisa desenvolver esse senso de perten-
cimento dosalunos.

A inclusão ocorre mais facilmente por meio da utilização da tecnologia e práticas pedagógicas mais
lúdicas, além de metodologias ativas. Falaremos mais a respeito nos módulos 5 e 6.

Para que a educação inclusiva seja efetiva é necessário haver a participação ativa e conjunta de
todos os estudantes, das famílias, dos professores, dos funcionários e da comunidade.

A palavra-chave que descreve a educação inclusiva é equidade, pois ela promove oportunidades
para todos.

Ao refletir sobre a abrangência do sentido e do significado do processo de Educa-


ção inclusiva, estamos considerando a diversidade de aprendizes e seu direito à
equidade. Trata-se de equiparar oportunidades, garantindo-se a todos - inclusive
às pessoas em situação de deficiência e aos de altas habilidades/superdotados,
o direito de aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a
conviver. (CARVALHO,2005)

Num evento promovido pela escola, deve haver atividades que possam ser desenvolvidas por todos,
pois assim há oportunidades de todos participarem ativamente e sentirem que pertencem ao mundo.
Só assim caminharemos em direção a uma sociedade mais justa e igualitária.

2. O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE)


O Atendimento Educacional Especializado (AEE) foi criado com o objetivo de atender as crianças e
adolescentes com necessidades educacionais especiais. Pode-se dizer que é uma parceria entre

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um professor e um professor especializado (especialista) para que, juntos, possam investigar as
barreiras para a aprendizagem e comoultrapassá-las.

As crianças que utilizam o AEE são aquelas com deficiências, transtornos neurológicos diversos
como dislexia, discalculia, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), do espectro
autista (TEA) e altas habilidades/superdotação. Ele é um serviço de apoio à sala de aula comum,
para que se ofereçam meios e modos que efetive o real aprendizado dosestudantes.

O AEE pode ser realizado em uma sala de recursos multifuncionais (SRM), mas não apenas nessa
sala, podendo ser realizado em outros espaços também. É importante destacar que o AEE não se
constitui como uma sala de reforço, nem uma sala onde os alunos estudam separadamente. As es-
colas públicas têm

organizado salas de recursos multifuncionais ou salas de apoio, sejam na própria escola ou em ins-
tituições conveniadas.

Sobre o funcionamento do AEE, o Conselho Nacional de Educação (CNE) e a Câmara de Educação


Básica (CEB) emitiram um parecer com diretrizes operacionais sobre o AEE na Educação Básica,
modalidade Educação Especial, em 2009, que traz dois artigos especificando como o AEE deveria
ser ofertado e sua função.

Art. 1º. Para a implementação do Decreto nº 6.571/2008, os sistemas de ensino de-


vem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento
e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Aten-
dimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifun-
cionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública
ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos;

Art. 2º. O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do alu-
no por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estra-
tégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e de-
senvolvimento de sua aprendizagem; Parágrafo Único. Para fins destas Diretrizes,
consideram-se recursos de acessibilidade na Educação aqueles que asseguram
condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade redu-
zida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços,
dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos
transportes e dos demais serviços. (CNB/CNE, 2009)

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SAIBA MAIS Como já mencionado, o professor do AEE tra-
balha em conjunto com o educador da sala de
Assista a vídeos que explicam o funcionamento
do Atendimento Educacional Especializado aula regular. Assim, quando o educador veri-
fica as dificuldades e limitações que algum
estudante apresenta para aprender, eles
https://www.youtube.com/watch?v=T_q9o2n-
dIpE conversam para buscarem a complementa-
ção ao trabalho que é realizado no turno re-
https://www.youtube.com/watch?v=RCGL9kb-
gular, em sala de aula com todos os outros
0Hh8
estudantes. Isso quer dizer que o profissional
https://gestaoescolar.org.br/conteu- especializado pode atuar em vários contex-
do/2204/atendimento-educacional-espe-
tos (biblioteca, pátio, quadra, sala, etc.) auxi-
cializado-o-que-e-para-quem-e-e-co-
mo-deve-ser-feito liando na complementação do trabalho feito
em sala de aula regular.

Para que este trabalho de complementação seja feito de forma efetiva, os profissionais que traba-
lham com o AEE precisam ter especialização em Educação inclusiva, pois é o curso que oferece uma
preparação mais adequada para desenvolver as atividades necessárias. Este profissional precisa es-
tar em constante contato com os professores, estudantes e gestores.

O AEE ocorre no contra turno; o estudante recebe este atendimento no período oposto às aulas
regulares.

Esse trabalho deve estar previsto no Projeto Político Pedagógico (PPP) de cada escola e organizado
por gestores e professores, juntamente com a Secretaria de Educação de cada estado.

2.1. SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS


As salas de recursos multifuncionais
(SRM) são salas ou espaços disponibi-
SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS
lizados pelas escolas para o AEE com
equipamentos, materiais e recursos Instruções:
https://www.youtube.com/watch?v=ml9aeS_bRs8
pedagógicos que promovem a acessi-
bilidade e potencializam a aprendiza- Práticas:
gem dos estudantes com necessida- https://www.youtube.com/watch?v=tqwFNm2zjFA
des educacionais especiais.

Alguns materiais e recursos podem ser desenvolvidos pelos próprios educadores, uma vez que o
objetivo é complementar o trabalho feito em sala de aula regular, desenvolvendo as habilidades,
estimulando-os cognitivamente e incentivando uma participação mais ativa.

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SAIBA MAIS
Atendimento Educacional Especializado não
PENSE E RESPONDA presencial

Como prestar atendimento Assista a um vídeo que compartilha ideias para


especializado aos estudantes este atendimento especial não presencial.
de forma não presencial, em
virtude de pandemias e outros
impedimentos? https://www.youtube.com/watch?v=KQ-UEV7CT_k

Como já mencionado, o AEE não precisa ser feito apenas na SRM; pode ser feito também em outros es-
paços. No entanto, para que essa escola possa oferecer uma educação de qualidade na prática, precisa
investir em sua estrutura física e na capacitação dos professores que trabalharão neste espaço.

Um bom exemplo do que as escolas têm feito para incluir os alunos com necessidades especiais é pro-
videnciar um segundo professor na sala de aula regular. Este professor/educador pode estar presente
durante todo o período ou apenas em alguns momentos. Ele pode ser intérprete, monitor, mediador
ou auxiliar; pode ter uma formação específica ou pode ser um estagiário, designado para acompanhar
os alunos que precisam ser incluídos (prática comum nas escolas).

Este professor também pode participar do AEE, seja contribuindo com a equipe pedagógica no pla-
nejamento ou na percepção sobre a compreensão das dificuldades de aprendizagem dos estudantes.

Outra prática inclusiva é promover a possibilidade de reorganização o conhecimento, ao serem res-


peitados os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.

Todas essas práticas mencionadas estão em fase de experimentação, uma vez que a educação
inclusiva está sendo construída no dia a dia. Ainda há muitos desafios a serem enfrentados, mas os
educadores e escolas que estiverem buscando esse caminho estão proporcionando a seus estu-
dantes a possibilidade de pertencerem à sociedade, possuírem sua cidadania e dignidade assegu-
radas e serem respeitados.

3. O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)


Toda escola precisa fazer um planejamento, pois possui objetivos e metas a cumprir. Isso é feito por
meio do Projeto Político Pedagógico (PPP). Chama-se projeto, pois há propostas a serem executadas
num calendário determinado; é político, pois a escola é um espaço de desenvolvimento de consciên-
cia e reflexão crítica, responsabilidade e construção de cidadania, para que os estudantes possam
atuar na vida em sociedade de forma ativa; e pedagógico porque estrutura, organiza e seleciona ativi-
dades pedagógicas relativas ao processo de aprendizagem.

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Fig. 3 – O PPP deve ser elaborado com a participação de todos | Fonte: Pixabay

O PPP é um documento que norteia o trabalho da escola, mas também auxilia estudantes e suas
famílias. Deve ser um documento detalhado, porém ao mesmo tempo ter flexibilidade para acomo-
dar as necessidades educacionais que surgirem. Informações que devem constar no PPP: missão
da escola; público-alvo; dados sobre a aprendizagem dos alunos; informações sobre as famílias;
os materiais, equipamentos e recursos pedagógicos utilizados bem como diretrizes sobre como
utilizá-los; e um plano contendo todas as ações, eventos, um planejamento de tudo o que a escola
realiza. É um documento bastante importante e quanto mais detalhado e completo estiver, melhor
orientará o trabalho de todos.

O PPP é uma ferramenta que auxilia a tomada de decisão, pois serve como base para a discussão
sobre ações a serem tomadas pela escola. É importante compartilhar sua elaboração com os fun-
cionários, famílias e comunidade, para que eles possam participar das decisões e definições de
ações, permitindo uma gestão verdadeiramente democrática. Na realidade, é um dos pilares da
gestão democrática.

No entanto, muitos gestores tratam o PPP apenas como uma exigência a ser cumprida por lei (LDB de
1996), e, portanto, uma burocracia desnecessária. Assim, alguns documentos são elaborados de for-
ma inadequada e apenas para cumprir a lei. Um documento bem elaborado leva em consideração as
necessidades da escola, e apesar do desafio de elaborar um documento com a participação de tantos
atores, os maiores ganhos são a segurança na tomada de decisões e o desenvolvimento do senso de
pertencimento de todos.

Há alguns eixos norteadores na elaboração do documento, de acordo com Veiga (2013), são: igual-
dade, gestão democrática, qualidade, liberdade (autonomia), pluralismo de ideias, valorização do
profissional (magistério).

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A LDB de 1996 traz em seu texto, art. 3º Título II – Dos princípios e Fins da Educação Nacional:

Art. 3º - O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:


I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a
arte e o saber;
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância; (...)
VII- valorização do profissional da educaçãoescolar;
VIII- gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos
sistemas deensino;
IX- garantia de padrão dequalidade;
X- valorização da experiência extra-escolar; (...) (BRASIL,1996)

3.1. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO INCLUSIVO

Cada vez mais os educadores estão cientes da diversidade de suas turmas, e sentem a neces-
sidade de transformar a educação para que ela seja acessível a todos. Assim, para acomodar os
estudantes com necessidades especiais de maneira adequada, tudo começa no PPP. Mas como
torná-lo de fato inclusivo?

Fig. 4 – Promover a acessibilidade faz parte de um projeto inclusivo | Fonte: Pixabay

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Fig. 5 – Promover a acessibil-
idade faz parte de um projeto
inclusivo | Fonte: Pixabay

Já foram mencionadas as transforma-


ções pelas quais a escola precisa pas-
sar, desde sua estrutura, corpo docente,
etc. Todos estes pontos devem constar
do PPP inclusivo: a estrutura física, com
salas equipadas para prestar o AEE; for-
mação e capacitação dos professores
(professores devidamente formados e
SAIBA MAIS
capacitados para trabalhar com os estu-
Assista a um vídeo sobre o PPP dantes com necessidades educacionais
https://www.youtube.com/ especiais); acessibilidade e introdução de
watch?v=WVp2qC8HGAQ
tecnologias assistivas; campanhas de fo-
Assista também a uma entrevista so- mento ao respeito e empatia.
bre PPP e gestão democrática
A inclusão de pessoas com necessidades
https://www.youtube.com/
watch?v=H8EqhlCy4Is especiais é um dos aspectos de uma so-
ciedade democrática, mais justa e que
respeita seus cidadãos. O projeto políti-
co pedagógico inclusivo faz parte de uma
escola que está comprometida e alinhada
com esta sociedade.

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CONCLUSÃO

Concluímos o módulo 3, compreendendo melhor a diferença entre educação especial e inclusiva, e


como a educação especial se molda à educação regular.

Também conhecemos o Atendimento Educacional Especializado, que se propõe a atender os alu-


nos com necessidades especiais no contra turno, complementando o trabalho feito na sala de aula
regular. E por fim, detalhamos o Projeto Político Pedagógico, documento de suma importância para
uma gestão participativa e mais efetiva, e como ele pode ser inclusivo.

A inclusão é um desafio que demanda profundas mudanças, no modo de pensar e de agir, mas, so-
bretudo, requer coragem e vontade de fazer a diferença.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: 1996. Disponível em
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em: 18 de dezembro de 2020.

BRASIL. Resolução CNE/CEB nº 04/2009 e Parecer CNE/CEB nº 13/2009. Brasília: MEC, 2009. Disponível em
<http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf>. Acesso em: 11 de dezembro de 2020.

CARVALHO, R. E. Diversidade como Paradigma de Ação Pedagógica na Educação. In: Revista da Educação Especial. MEC/SEESP. Brasí-
lia: Secretaria de Educação Especial. v. 1, n. 1, out. 2005. Disponível em
<http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/revistainclusao3.pdf>. Acesso em: 30 de novembro de 2020.

VEIGA, I. P. A. (org.). Projeto Político‐Pedagógico da Escola: uma construção possível. 29 ed. Campinas, SP: Papirus, 2013.

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