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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

ESCOLA MUNICIPALIZADA HERCÍLIA HENRIQUES MORET


ATIVIDADE PEDAGÓGICA - SEMANA _04_____
PROFESSOR(A) REGENTE: ___VALQUIRIA____________
ANO DE ESCOLARIDADE:______9º________
PRÁTICA DE LINGUAGENS
Leitura, interpretação e análise dos elementos da narrativa.
UNIDADE TEMÁTICA: Características do CONTO.

CARGA HORÁRIA ESTIMADA: 3 HORAS-AULA


HABILIDADES CONTEMPLADAS: EF89LP33
DATA: 22/03/2021

Leia o conto O bilhete do amor, de Elias José.

O BILHETE DO AMOR
Logo que colocou os objetos embaixo da carteira, Pitu encontrou o bilhete. Leu, ficou
vermelho, colocou no bolso, não mostrou pra ninguém. De vez em quando, mordia-lhe uma
curiosidade grande, uma vontade de reler pra ter certeza. Era uma revelação que ele não estava
esperando. Não podia dizer que estivesse achando ruim, pelo contrário... Ele estava com vontade de
olhar para trás, para as últimas carteiras e procurar por uma resposta com o olhar. Era um tímido e
não se encorajava.
A professora explicava num mapa as regiões do Brasil e ele viajava num rumo diferente.
Ainda bem que ela não estava olhando pra ele, nem fazendo perguntas, só estava expondo a
matéria. Na hora da verificação, acabaria saindo-se mal. Não gostava de ignorar as coisas
perguntadas. Só não se saía muito bem quando se tratava de fazer contas de números fracionários.
A professora mesma dizia-lhe que em Português e matéria de leitura e entendimento ele se saía
bem; mas nos cálculos tinha dificuldades.
Agora estava distante, pensava em poesias românticas, em música sentimental. Estava meio
perdido nos pensamentos confusos. O bilhete queimando no bolso. Uma vontade de relê-lo, palavra
por palavra. Interessante, não era um bilhete bem escrito, tinha até erro de Português - por que a
curiosidade? Só ele sabia dele, não foi como no dia do correio elegante, pai, mãe e seu Francisco do
armazém querendo saber, dando palpites. Agora, tinha um bilhete e era diferente. Tinha um bilhete
que trazia uma declaração de amor e uma assinatura. Trazia mais: trazia um convite para um bate-
papo na praça, às duas horas, se ele quisesse namorar de verdade. Marina era bonitinha, ele queria.
Falta-lhe jeito de dizer, tinha que escrever um bilhete respondendo, era mais fácil.
No intervalo, escreveu o bilhete, fechado no banheiro. Quando ela chegou, a resposta a
esperava na carteira. Quase no fim da aula, ele criou força e olhou para trás. Marina sorria,
confirmando. Ele sorria também. Diversas vezes, ele olhou pra trás e a encontrou olhando. Trocaram
sorrisos e olhares. Os dois estavam vivendo uma ternura primeira e não sabiam escondê-la mais.
Tanto assim que a professora pediu que ele virasse pra frente, observasse o que ela estava pedindo
pra pesquisa do fim de semana. Naquele fim de semana, ele iria pesquisar alguma coisa nova que
não tinha experimentado, como alguns outros de sua idade e turma.
Elias José. O bilhete do amor. In: Histórias de amor. Coord. José Paulo Paes.
São Paulo: Ática, 1997. p. 109-111. v. 22. (Para Gostar de Ler).

1. Como faz a fotografia, é próprio do gênero CONTO flagrar um momento especial na vida de
um personagem.
a) Quem é o personagem em foco? __________________________
b) Que momento especial é esse? ____________________________________________________
________________________________________________________________________________
c) Podemos afirmar que ele é a personagem principal da história? _________________________
d) A personagem principal de uma história também é chamada de _________________________
e, quando há vilão ou vilã, também podemos chamá-los de ________________________________
2. Em uma narrativa, quem narra a história se chama NARRADOR, que pode ser o próprio
personagem ou não.
TIPOS DE NARRADOR
As histórias podem ser narradas pelo próprio personagem ou por alguém de fora, que não
participa dos acontecimentos.
No caso de um NARRADOR PERSONAGEM, temos uma narrativa em 1ª pessoa. Verbos e
pronomes estão na primeira pessoa do singular. Neste caso, a história é narrada do ponto de vista
do narrador, que interpreta, à sua maneira, os acontecimentos de que participa.
Exemplo: Sempre que eu chegava em casa, minha mãe perguntava quais eram as novidades. Que
aborrecimento! Eu não queria conversa. Queria ficar no meu canto pensando em Janaína, no
sorriso encantador, nos cabelos com perfume de lavanda.

Quando alguém conta a história, sem participar dela, temos o NARRADOR OBSERVADOR, ou seja,
uma narrativa em 3ª pessoa.
Exemplo: "Agora (Pitu) estava distante, pensava em poesias românticas, em música
sentimental. Estava meio perdido nos pensamentos confusos."

Releia este trecho do conto:


Logo que colocou os objetos embaixo da carteira, Pitu encontrou o bilhete. Leu,
ficou vermelho, colocou no bolso, não mostrou pra ninguém.

a)Há muitos FATOS no trecho. Identifique os verbos no trecho e circule-os.


Os verbos marcam os FATOS, ou seja, o que ocorre na história.

b) Quem narra esse momento é o próprio personagem? ______________

c) Se o narrador fosse o próprio personagem, como ficariam esses verbos?


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d) Em que LUGAR acontecem essas ações?___________________________________

3. Uma história acontece em um TEMPO determinado. Qual é o tempo do conto lido?


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4. O conto termina com esta frase:


Naquele fim de semana, ele iria pesquisar alguma coisa nova que não tinha
experimentado, como alguns outros de sua idade e turma.
O que seria a coisa nova que Pitu iria pesquisar naquele fim de semana?
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BOAS ATIVIDADES!!!

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