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AUTARQUIA DE ENSINO SUPERIOR DE ARCOVERDE

ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE ARCOVERDE

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA


INSTITUCIONAL E CLÍNICA

ANA PAULA ROSENDO DA SILVA


AUCIONE FERREIRA DOS SANTOS
MAYARA SIQUEIRA DE SOUZA
PATRÍCIA DOS SANTOS ARAÚJO

DISLEXIA
ORIENTANDO ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA SOB A
PERSPECTIVA DO PSICOPEDAGOGO

ARCOVERDE - PE

2020
ANA PAULA ROSENDO DA SILVA
AUCIONE FERREIRA DOS SANTOS
MAYARA SIQUEIRA DE SOUZA
PATRÍCIA DOS SANTOS ARAÚJO

DISLEXIA: ORIENTANDO ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA


SOB A PERSPECTIVA DO PSICOPEDAGOGO

Trabalho de Conclusão de Curso, no formato


de artigo científico, construído como requisito
parcial para a obtenção do título de
Psicopedagogia- da Autarquia de Ensino
superior de Arcoverde (AESA).
Orientador: Professor Mestre Fabio Alves dos
Santos.

ARCOVERDE - PE

2020
DISLEXIA: ORIENTANDO ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA
SOB A PERSPECTIVA DO PSICOPEDAGOGO
DYSLEXIA: GUIDING PEDAGOGICAL STRATEGIES IN THE CLASSROOM
UNDER THE PERSPECTIVE OF THE PSYCHOPEDAGOGUE

Ana Paula Rosendo da Silva1


Aucione Ferreira dos Santos2
Fabio Alves dos Santos 3
Mayara Siqueira de Souza 4
Patrícia dos Santos Araújo 5

RESUMO
O presente artigo buscou mostrar possíveis intervenções pedagógicas do
profissional de psicopedagogia auxiliando o trabalho do professor frente a crianças
disléxicas. Para isso, foi realizado um estudo de natureza qualitativa, descritiva e
exploratória, do tipo revisão sistemática da literatura. Evidencia-se nos resultados a
carência de artigos com essa temática. A discussão foi construída a partir de duas
seções concernentes as repercussões do distúrbio de aprendizagem- dislexia, no
processo ensino-aprendizagem; assim como as intervenções psicopedagógicas que
facilitam o processo ensino-aprendizagem de crianças disléxicas. Sendo
evidenciada, diante dos dados coletados, a importância da aprendizagem para o
desenvolvimento social e cognitivo do sujeito, o qual é favorecido pela interação e
por metodologias adequadas, voltadas para as crianças com dislexia.

PALAVRAS-CHAVE: Educação Infantil; Dislexia; Aprendizagem.

ABSTRACT
The present article sought to show possible pedagogical interventions by the
psychopedagogic professional, helping the work of the teacher in face of dyslexic
children. For this, a qualitative, descriptive and exploratory study was carried out, of
the systematic literature review type. The lack of articles on this theme is evident in
the results. The discussion was built from two sections concerning the repercussions
1 Pedagoga e pós graduanda em Psicopedagogia Institucional e Clínica pelo Centro de Educação
Superior de Arcoverde (CESA); Contato: ane.cip87@hotmail.com.
2 Pedagoga e pós graduanda em Psicopedagogia Institucional e Clínica pelo Centro de Educação
Superior de Arcoverde (CESA); Contato: aucioneferreira@outllok.com.
3 Psicólogo, Mestre em saúde pública e especialista em atenção à saúde. Professor do Curso de
Psicologia da
Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA).
4 Pedagoga e pós graduanda em Psicopedagogia Institucional e Clínica pelo Centro de Educação
Superior de Arcoverde (CESA); Contato: siqueirasouzamayara@gmail.com.
5 Pedagoga e pós graduanda em Psicopedagogia Institucional e Clínica pelo Centro de Educação
Superior de Arcoverde (CESA); Contato: patriciadossantosaraujo95@gmail.com.
of the learning-dyslexia disorder, in the teaching-learning process; as well as
psychopedagogical interventions that facilitate the teaching-learning process of
dyslexic children. In view of the data collected, the importance of learning for the
social and cognitive development of the subject is evidenced, which is favored by
interaction and by appropriate methodologies, aimed at children with dyslexia.

KEY-WORDS: Early Childhood Education; Dyslexia; Learning.

INTRODUÇÃO

Pensar em práticas pedagógicas que facilitam a aprendizagem da criança


com dislexia é pensar em maneiras de promover a inclusão e permanência dessa
criança no ambiente escolar. A escola deve ser um ambiente que acolhe as
diferenças e busca amenizar as dificuldades que surgem no processo de ensino.
Para mediar e desenvolver estratégias que facilitem a aprendizagem do educando
podemos contar com o trabalho do professor (SANTOS, 2019).
Diante das dificuldades que se apresentam no âmbito escolar, o professor
não tem a solução para todos os obstáculos, assim sendo quando se trata de
transtornos de aprendizagem, como a dislexia, o mesmo pode contar com ajuda do
psicopedagogo. A dislexia é definida como uma dificuldade no processo de
aquisição da leitura que não está associada à inteligência, ou seja, o indivíduo com
dislexia tem uma inteligência normal. Também é compreendida como dificuldade no
uso de palavras, com baixo nível de leitura quando comparado a idade escolar. A
criança com dislexia tem dificuldade de organizar as suas ideias e usar palavras
corretamente seguindo a gramática e ortografia para colocá-las no papel (MUSZKAT
e RIZZUTTI, 2017).
Pôde-se perceber que a dislexia se mostra realmente quando a criança
chega à escola, pois é no ambiente escolar que a leitura e a escrita é desenvolvidas
e exploradas predominantemente (MONTANARI, 2015). Diante disto, surge nosso
desejo de descobrir como trabalhar com essas crianças com tal transtorno. É de
suma importância, que o educador tenha conhecimento sobre a dislexia, toda via
que, a falta de informação a respeito do assunto, impossibilita sua ação, no auxílio
aos seus educandos. Para Topczewski (2010) a maior dificuldade que a criança com
dislexia enfrenta é a falta de preparo dos profissionais da educação.
É importante dentro das estratégias pensarmos na forma como se deve
avaliar o desenvolvimento da aprendizagem da criança com dislexia, pois é preciso
respeitar os limites da criança disléxica, evitando assim, o constrangimento da
mesma em sala de aula. De acordo com Tavares (2008) a avaliação deve ser feita
levando em consideração o conhecimento da criança e não com base em seus erros
de ortografia.
É necessária a realização de um estímulo adequado por parte do professor
para que a criança desenvolva a leitura e consequentemente a escrita.
Percebe-se que o professor não tem uma preparação adequada na sua
formação para identificar distúrbios de aprendizagem, por esse motivo nossa
intenção é desenvolver um trabalho de pesquisa que possa nortear e ajudar os
educadores (CARREIRA 2016).
Conhecendo essas dificuldades chegamos à pergunta norteadora dessa
pesquisa, “Como o psicopedagogo pode orientar o professor no desenvolvimento do
ensino-aprendizagem da leitura e linguagem da criança com dislexia?”
Dessa forma, temos como objetivo geral dessa pesquisa: Identificar
possíveis intervenções pedagógicas do profissional de psicopedagogia frente a
crianças com dislexia. Adotando como metodologia a revisão sistemática da
literatura, tendo como base a pesquisa bibliográfica buscando estudos recentes a
respeito da dislexia e estratégias de ensino para inclusão e desenvolvimento da
criança disléxica. Vale salientar que se faz necessário a busca constante por
estratégias que favoreçam o processo de ensino- aprendizagem e a interação social
da criança com dislexia, com intuito de emancipação crítico-social das mesmas e da
busca subsídios/fundamentos suficientes para embasamento do trabalho dos
profissionais em sala de aula.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O presente estudo é de natureza qualitativa e descritiva, do tipo revisão


sistemática da literatura. Segundo Sampaio e Mancini (2007), esse tipo de revisão
permite sumarizar os estudos concluídos e alcançar conclusões sobre como o
psicopedagogo pode auxiliar o professor no processo ensino aprendizagem na
educação infantil diante de uma criança com dislexia, por meio da análise de
estudos significativos.
Para a construção desse trabalho, a partir do rigor metodológico na análise do
amplo acervo que abrange o contexto literário-científico, foram adotadas algumas
etapas, descritas a seguir.
Num primeiro momento, a fim de organizar as pesquisa em torno dos
distúrbios de linguagem – Dislexia buscou-se o refinamento do tema, por meio de
uma breve e atenta revisão da literatura e produção de fichamentos, chegando
assim a definição do objetivo deste trabalho e elaboração da questão-problema.
Definindo o seguinte objetivo: Identificar possíveis intervenções pedagógicas
do profissional de psicopedagogia frente a crianças com dislexia. Diante desses
procedimentos chegamos a elaboração da questão- problema: “Como o
psicopedagogo pode orientar o professor no desenvolvimento do ensino-
aprendizagem da leitura e linguagem da criança com dislexia?”.
Vale salientar que esses elementos foram cruciais para pesquisar os artigos
mais significativos sobre o tema a ser explorado.
Para a pesquisa nas bases de dados, foram utilizadas as seguintes palavras-
chave “Educação Infantil”, “Dislexia” e “Aprendizagem”, sendo utilizado entre elas o
booleano “AND”, apresentando assim, uma única combinação: “Educação infantil
AND Dislexia AND Aprendizagem”. Enfatizando que essas palavras pertencem aos
Descritores em Ciência da Saúde – DECS.
No segundo momento, foi realizado um levantamento bibliográfico seguindo
os seguintes critérios de inclusão dos textos para a busca e seleção da amostra na
literatura: a) Tipo do texto: artigos científicos relacionados ao assunto abordado; b)
Tempo de publicação: artigos publicados entre 2015-2020; c) Extensão do texto:
artigos publicados em sua versão completa; d) Língua escrita do texto: artigos em
português; e) Abordagem do texto: artigos com abordagem qualitativos; f) Tipo de
pesquisa: Pesquisa bibliográfica.
As bases de dados utilizadas para encontrar os artigos foram: a) Bases de
Dados da Psicologia, Educação, Psiquiatria, Ciências Sociais (PSYCINFO); b)
Carrer and Technical Education (PROQUEST); c) Psicologia, Medicina,
Enfermagem, Sociologia, Educação Social (PSYCLIT); d) Sistema On-line de Busca
e Análise de Literatura Médica (MEDLINE); e) Social Sciences full text; f) Literatura
Latino-Americana e do Caribe em Ciências de Saúde (LILACS); g) Scientific
Electtronic Library Online (SCIELO).
Diante da primeira análise nessas bases citadas obteve o seguinte resultado: -
211 trabalhos encontrados; 52 trabalhos em científico; 41 trabalhos em português;
45 nos últimos cinco anos; 15 trabalhos de metodologia qualitativa; 13 trabalhos de
pesquisa bibliográfica; 4 trabalhos com estrita relação com nossos objetivos.
Ressaltando que os artigos foram selecionados através de critérios rigorosos que
contemplassem a temática proposta, sendo excluídas as bases de dados que se
encontraram artigos repetidos, escolhendo apenas uma base que continham esses
artigos.
No terceiro momento houve a catalogação dos artigos, organizados e
sintetizados as informações num quadro seguindo as seguintes variáveis: Título do
texto; autores; bases de dados; periódico (revista); ano de publicação; tipo de
pesquisa (se quali, quanti ou quali-quanti); principais resultados relacionados ao
objetivo da pesquisa.
Mediante a catalogação, observou-se que após a filtragem rigorosa dos
artigos, restou-se apenas uma base de dados - Social Sciences Full Text, e quatro
artigos científicos para análise e fundamentação da pesquisa já mencionada.
Podendo citar assim os demais artigos selecionados: Psicologia e educação
inclusiva: ensino aprendizagem e desenvolvimento de alunos com transtornos (Nerli
Nonato Ribeiro Mori, 2016); Diretrizes para saúde infantil: desenvolvimento da
linguagem em foco (Denyse Telles, Martha Cristina, Olga Maria Bastos); Onde está
o déficit? Polêmica em torno da dislexia (Patrícia Aquino) e As relações da
neurolinguística discursiva com os familiares das crianças em processo de
aprendizado de escrita e leitura (Monica Filomena Caron), sendo eles selecionados
por responderem a problemática exposta.
A quarta etapa, seguiu-se com análise dos artigos elencados, onde se deu o
momento da categorização da temática, de acordo com a perspectiva da análise de
conteúdo de temas selecionados. A categorização temática seguiu às seguintes
etapas: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados, após
inferência e interpretação do material, foram extraídos trechos, frases e fragmentos
de cada artigo elencado para fundamentação bibliográfica do referido estudo, com
intuito de identificar eixos de sentido de acordo com a problemática do trabalho.
Na quinta etapa, para a compreensão dos resultados, foi realizada a discussão
dos principais resultados encontrados na literatura sobre os fatores ligados ao
distúrbio de aprendizagem- Dislexia, que influenciam e/ou atrapalha o processo de
aprendizagem do indivíduo disléxico. Na sexta etapa, houve a apresentação dos
resultados e a discussão de maneira detalhada e sistematizada, da revisão da
literatura.

RESULTADOS

Foram encontrados, nas bases de dados selecionadas, 211 artigos, os quais


foram submetidos a critérios de inclusão e exclusão pré-determinados. Segue a
Figura 1.

Artigos selecionados
pela estratégia de
busca N= 211

Artigos selecionados Excluídos por estarem


por estar em português repetidos nas bases de
N= 41 dados N= 10

Excluídos após leitura


Artigos selecionados do resumo
entre 2015 a 2019
N= 45 N = 20

Excluídos por não


apresentarem relação
com Dislexia
Artigos analisados na
integra por apresentar N= 11
estrita relação com o
tema N= 4

Figura 1. Fluxograma do número de artigos encontrados e selecionados após a aplicação dos


critérios de inclusão e exclusão. Arcoverde, PE, 2020.

Elaboração própria
A amostra final resultou em quarto artigos, no intervalo de tempo compreendido
entre 2015- 2020, os quais foram apresentados por meio de uma síntese
sistematizada (Quadro 1) e submetidos à análise na íntegra.

Quadro 1. Resumo dos artigos selecionados na revisão integrativa de acordo com título, autores, ano, base de
dados, periódico, principais resultados. Arcoverde, PE, 2020.
TÍTULO AUTORES/ BASE DE PERIÓDICO PRINCIPAIS RESULTADOS
ANO DADOS
 Onde está o  Patrícia  Social   UNICAMP, A instituição encarregada da alfabetização – não
déficit?-polêmica Aparecida Sciences full IEL - Cadernos estar preparada e/ou não ter condições adequadas
em torno da de Aquino/ text de Estudos para sanar as dificuldades no momento em que elas
dislexia 2018 Linguísticos. aparecem e, com isso, permitir que se transformem
em um problema de grandes proporções, o que leva
muitas crianças a desistirem da leitura e da escrita,
por não compreenderem o sistema.
As relações da Monica Social UNICAMP, IEL A escola precisa possibilitar aos cidadãos,
neurolinguística Filomena Sciences full - Cadernos de independentemente das suas diferenças e
discursiva com Caron/ text Estudos necessidades, o desenvolvimento das competências
os familiares das 2018 Linguísticos. e habilidades que lhes auxiliem a explorar
crianças em plenamente os seus potenciais, integrando-se
processo de ativamente à sociedade.
aprendizado de
escrita e leitura
Diretrizes para Denyse Social Associação O domínio da linguagem é essencial ao sucesso
saúde infantil: Telles da Sciences full Brasileira de escolar, à integração social e à inserção profissional.
desenvolvimento Cunha text Saúde Coletiva
da linguagem em Lamego; Ma Ciência e
foco rtha Cristina Saúde Coletiva
Nunes
Moreira; Olg
a Maria
Bastos/
2018

 Psicologia e  Nerli  Social  Acta Inicialmente, a criança assimila os modos sociais de


educação Nonato Sciences full Scientiarum. atividades e de interação do seu grupo; depois, por
inclusiva: ensino, Ribeiro text Educação. meio de atividades orientadas de forma sistemática e
aprendizagem e Mori/ intencionalmente organizadas na escola, ela adquire
desenvolvimento 2016 os conhecimentos científicos.
de alunos com
transtorno.
Elaboração própria

DISCUSSÃO

Após a leitura atenta dos artigos selecionados da revisão sistemática,


surgiram eixos temáticos relacionando a dislexia e o processo de ensino -
aprendizagem, sendo eles: Inclusão e Desenvolvimento intelectual infantil; Interação
social e processo de aprendizagem; Diagnóstico precoce.
Diante disso, o conteúdo deste trabalho será apresentado em duas seções,
para facilitar a compreensão dos resultados obtidos. Na primeira seção serão
abordadas as repercussões da dislexia no processo ensino – aprendizagem. Na
segunda seção, serão discutidas as possíveis intervenções do psicopedagogo para
facilitar o processo ensino-aprendizagem de crianças disléxicas.

REPERCUSSÕES DA DISLEXIA NO PROCESSO ENSINO – APRENDIZAGEM

Entende-se que o processo de aprendizagem é construído durante toda


nossa história de vida e sabe-se também que nossa aprendizagem passa por etapas
a cada momento. Aquino (2016) apud Vygotsky (1997) defende que a aprendizagem
é a fonte propulsora do desenvolvimento e o bom ensino é aquele que a ele se
adianta, ou seja, é dirigido as funções psicológicas em vias de se desenvolverem.
Em alguns momentos procuramos uma nova aprendizagem, porém, em
outros momentos acontece naturalmente. Góes (2002) explica que ser humano
como sujeito histórico e social e a aprendizagem, como um processo partilhado
mediante o qual os sujeitos se apropriam do conhecimento produzido pela
humanidade. Aprender leva-nos a evolução, e com isso traz consigo valores,
experiências, fatores cognitivos, emocionais, sociais e culturais. Observa- se que a
cada novo aprendizagem somo moldados, pois aprender é algo amplo. Nesta
mesma linha de pensamento Saviani (2005):
Para saber pensar e sentir; para saber querer, agir ou avaliar é
preciso aprender, o que implica o trabalho educativo. Assim, o saber
que diretamente interessa à educação é aquele que emerge como
resultado do processo de aprendizagem, como resultado do trabalho
educativo (Saviani, 2005, p.7)

Nessa conversa, pode-se chamar atenção para aprendizagem significativa que


ocorre por meio de processos, como por exemplo: explorando, tentando,
elaborando, entre outros. Ausubel (1982) defende os conhecimentos prévios dos
educandos, podendo assim construir em cima de um leque de possibilidades para
ampliar o que se sabe e para conhecer o novo, com o intuito de que haja prazer para
quem aprende e quem ensina, para que seja algo livre, leve, com significado e que
se obtenha o resultado que se deseja.
Vygostky (2003) lembra que para que a aprendizagem ocorra ela precisa ter
significado, objetivo, e que exista compreensão, esteja relacionado às experiências
já vivenciadas, que de algum modo traga aprendizagem. A aprendizagem
significativa para ele é uma aprendizagem mais do que uma acumulação de fatos. É
uma aprendizagem que provoca uma modificação quer seja no comportamento do
indivíduo, na orientação futura que escolhe ou nas suas atitudes e personalidade.
Nesse sentido, segundo Rogers (2001) é uma aprendizagem penetrante, que não se
limita a um aumento de conhecimento, mas que penetra profundamente em todas as
parcelas de sua existência.
Na proposta de aprendizagem significativa, Vygotsky (1997, p.45) propõe
atividades que façam a crianças pensar, mesmo sendo atividades simples deve
abordar fatos e fenômenos científicos, desenvolvimento dos sentimentos,
percepções e imaginação.
Segundo os dados estatísticos do IBGE/UNICEF (2009), estima-se que, cerca
de 15% da população mundial é disléxica, o que vale de três a quatro crianças em
uma sala de 25 crianças. A aprendizagem da leitura em uma criança disléxica é
lenta e precisa de cuidado, mas a criança deve levar uma vida normalmente na
escola, como afirma Mori (2016), o aluno com transtorno aprende, o aprendizado
transforma o seu desenvolvimento, e o seu lugar é na escola comum.
A intervenção com crianças disléxicas baseia-se no treinamento da escrita e
da leitura, a fim de irem memorizando a maneira correta de ler e escrever
determinadas palavras ligando o som à grafia. Diante disso, quando a dislexia é
precocemente descoberta, é maior a probabilidade da criança não sofre muito com
suas dificuldades na aprendizagem da leitura e da escrita, tornando mínimos seus
problemas emocionais durante sua caminhada escolar e em sua convivência social
(MELLO, 2005).
A mesma tem dificuldade de identificar sons que constituem as palavras e na
parte da escrita parece dificultar o processo das informações. As maiorias das
crianças aprendem a ler sem dificuldade, outras precisam de um pouco mais de
ajuda, outras não aprendem a ler devido a suas limitações cognitivas, enquanto os
disléxicos, não aprendem no tempo adequado, independente da sua inteligência ser
normal e das condições de ensino ser minimamente satisfatórias, sendo que à
aprendizagem é um processo mental ativo, tendo em vista, aquisições, por meio das
quais a lembrança do conteúdo internalizado e o uso deste conhecimento fazem
com que o sujeito possa dominá-lo e manipulá-lo, quando necessário (BRANDÃO,
2015).
Crianças com dislexia apresentam dificuldades na aprendizagem, porém em
contrapartida, desenvolvem outras habilidades. Abrindo assim um leque de
oportunidades e possibilidades para que a professora busque com o que e como
trabalhar com este educando para seu desenvolvimento de suas habilidades, dando-
lhe liberdade, segurança e conhecendo a importância do brincar no seu
desenvolvimento. De acordo com Mori (2016, p. 56) “a escolarização da criança é
essencial; com deficiência ou não, toda criança precisa de e tem direito a uma
escola que cumpra sua função básica de promover a socialização do conhecimento
produzido pela humanidade”.
Segundo Ianhez; Nico (2002, p.25) “a palavra dislexia é derivada de: dis=
distúrbio e lexia que, e, grego, quer dizer linguagem e, em latim, leitura, portanto,
dislexia é um distúrbio de linguagem e/ou leitura”. Observa-se que a dislexia não é
uma doença é um distúrbio de aprendizagem, com várias características, dentre
elas; dificuldades de leitura em diferentes graus, dificuldades na escrita e soletração
entre outras características.
Percebe-se, que é de suma importância que haja um diagnóstico precoce.
Com intuito, de que o tratamento da dislexia seja iniciado o quanto antes, garantido
assim uma aprendizagem, eficaz. Visto que, “os distúrbios de aprendizagem, são
uma construção do pensamento médico, e a hipótese da existência da dislexia é
decorrente do já questionável raciocínio clinico tradicional” (MOYSÉS e COLLARES,
1992, p.33). Assim, nota-se a necessidade de um olhar mais apurado em relação ao
desenvolvimento da criança, nos primeiros anos de vida “a necessidade do olhar
sobre o desenvolvimento infantil nos dois primeiros anos de vida constituiu-se como
meta governamental” (LAMENGO apud MOREIRA apud BASTO 2018, p.3098).
Desse modo, percebe-se que é de suma importância que haja formações
para os educadores, aperfeiçoarem suas práticas pedagógicas e psicopedagógicos,
com intuito de inserção da criança com dificuldades/transtornos de aprendizagens
na sociedade, promovendo de maneira efetiva seu desenvolvimento cognitivo e
consequentemente social. Falta a muitos cursos de Fonoaudiologia, de Pedagogia
de Psicopedagogia e mesmo de Letras um conhecimento técnico para que os
profissionais exerçam suas atividades de forma responsável (COUDRY, 2017).
Entretanto, evidenciam-se as dificuldades apresentadas por algumas escolas,
em relação, a análise do processo de aprendizagem dos alunos. Percebe-se que,
em alguns casos, a criança que apresenta alguma dificuldade de aprendizagem é
“rotulada” como disléxica sem se quer ter passado por uma avaliação com
especialista. Segundo Aquino (2016, p.121) “É comum ouvir diferentes profissionais
afirmarem que determinada criança tem dislexia porque troca surda por sonoras”.
Sem fazer qualquer análise sobre o processo escolar pelo qual a criança ou o
adolescente teria passado”.
De acordo com pesquisas desenvolvidas no desenvolvimento deste artigo,
percebe-se que, a criança disléxica sofre vários impactos na aprendizagem, visto
que, muitas pessoas desconhecem ou não acreditam no distúrbio da dislexia e
acham que a dificuldade que a criança apresenta na leitura e na escrita é preguiça
ou falta de interesse.
Além disso, a criança dislexia, também precisa lidar com professores
despreparados, e com o preconceito de alguns colegas de sala, por não conseguir
acompanhar o desempenho da turma. Acredita-se que esses impactos deixam
sequelas psicológicas, que se não forem tratadas, serão carregadas pelo resto da
vida. Desse modo, é primordial que a criança disléxica seja integrada, no processo
de aprendizagem. Segundo Mori (2016, p.54) “conceber a educação inclusiva não só
como direito, mas como condição para conquista de conhecimento e de
desenvolvimento da capacidade de compreender, imaginar, avaliar, enfim, pensar o
mundo”.
Diante de tantos desafios a serem superados no processo de ensino
aprendizagem, percebe-se a dificuldade tanto dos profissionais de educação, quanto
dos próprios familiares de reconhecerem os ‘sintomas’ específicos da criança com
dislexia. De acordo com Aquino (2018) apud HINSHELWOOD (1917),
O termo cegueira verbal congênita, nós entendemos um defeito
congênito que ocorre em crianças com cérebros normais e sem
nenhuma outra alteração, caracterizado por uma dificuldade tão
grande em aprender a ler que é obviamente (manifestly) devida a
uma condição patológica, e as tentativas de ensinar essa criança
pelos métodos comuns falham completamente (p.40).
Compreende-se assim que a dislexia, como muitos pensam, não é uma
doença ‘cognitiva’, ou tão pouca preguiça e/ou falta de interesse da criança em
aprender, mas sim, enfatiza-se que se faz necessário o reconhecimento das
dificuldades apresentadas pelos sujeitos disléxicos, mais especificamente as
características apresentadas nas crianças com esse distúrbio de aprendizagem.
Desse modo, “é preciso entender que a dislexia, assim como outros vários
distúrbios de aprendizagem, existe em diversos níveis, ou seja, não apresentam um
único tipo (OLIVIER, 2007 p. 52)”, fazendo-se necessário a quebra de barreiras
sociais para abrangência da apropriação dos conhecimentos adequados em torno
da dislexia. Nesse sentido, vale citar de acordo com Olivier (2007), as principais
dificuldades da criança disléxica, onde ela divide os sintomas em duas fases,
singular/primária aqueles sintomas que ocorrem na fase inicial, caso a criança
apresente dificuldade na fala, no campo visual, na coordenação motora, para
soletrar e/ou esquecimento imediato. Especifica/secundária quando a criança não
conseguir identificar letras ou tiver baixo desempenho na leitura.
Portanto, compreende-se que as dificuldades que a criança com dislexia se
faz presente no processo de apropriação da leitura, da escrita e ortografia, porém
vale salientar um olhar atencioso tanto da família dessa criança, quanto dos
profissionais de educação, para que essas dificuldades de aprendizagem não se
tornem ou agravem a autoestima da criança, prejudicando assim, o emocional e
social da mesma, pois se entende que a interação social é ferramenta indispensável
no processo de uma aprendizagem significativa para o sujeito, “a criança assimila os
modos sociais de atividades e de interação do seu grupo; depois, por meio de
atividades orientadas de forma sistemática e intencionalmente organizadas na
escola, ela adquire os conhecimentos científicos” (MORI, 2016, p. 54).

POSSÍVEIS INTERVENÇÕES DO PSICOPEDAGOGO PARA FACILITAR O


PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DE CRIANÇAS DISLÉXICAS

A Dislexia é um transtorno linguístico que dificulta a aprendizagem na leitura e


escrita e o educador deve estar atento quando aos sinais apresentados pelo corpo
discente em sala de aula, pois a criança ao entrar na educação infantil está em uma
fase marcada por novas experiências que afetam a construção de sua identidade. É
por esse motivo que as instituições devem contam com metas organizadas, via
propostas pedagógicas, elaboradas para compreender o desenvolvimento do
ensino-aprendizagem, construído na interação do aluno e do professor e angariar
melhor aproveitamento dos conteúdos e do tempo escolar, demonstrando assim o
papel do profissional psicopedagogo na escola e como este poderá contribuir para a
educação junto aos alunos disléxicos.
Desse modo, o psicopedagogo possui uma preocupação em criar propostas
pedagógicas que servem de orientação para as práticas educacionais realizadas
para a necessidade dos alunos disléxicos. Como base para a organização dos
currículos tem-se as experiências sociais, a bagagem de conhecimentos já
adquiridos pelas crianças através de suas interações sociais - mesmo antes de
entrar no espaço escolar - e conteúdo que possam gerar o desenvolvimento
cognitivo, afetivo, linguístico, ético e cultural das crianças em suas integralidades.
(MORI, 2016)
Os projetos psicopedagógicos devem contar com uma gestão democrática
que viabiliza a participação coletiva de todos os profissionais da escola, na
formulação das atividades adequadas, para que seja sempre atualizado com as
particularidades existentes nas dificuldades de cada caso e não seja visto como um
padrão fechado a ser seguido. A intervenção psicopedagógica, antes de ser aplicada
deve ser planejada, assim como todo trabalho, o que faz do apoio do psicopedagogo
não somente um apoio que subsidia as aplicações pedagógicas em sala de aula,
mas um instrumento que possa auxiliar os professores no ensino-aprendizagem dos
alunos disléxicos (CARON, 2018).
Para Vygotsky (1993) todos os seres humanos são capazes de aprender, mas
é necessário que adaptemos a nossa forma de ensinar. Dessa maneira, observa-se
que o psicopedagogo tem por função a investigação e análise aprofundada das
dificuldades de aprendizagem do sujeito, que por consequência o prejudicam na sua
vida escolar, assim como enfatiza Sampaio (2009, p. 17) é necessário:
Identificar as causas dos bloqueios que se apresentam nos sujeitos
com dificuldades de aprendizagem [...] sendo possível, após a
descoberta das causas das dificuldades (pelas etapas adequadas de
investigação/avaliação), a elaboração de propostas interventivas
eficazes para o desenvolvimento da aprendizagem.
O trabalho do psicopedagogo é para ajudar, ou seja, focando sempre a
aprendizagem do aluno, pois cada um aprende de uma forma, possibilitando assim
melhores e mais adequadas metodologias para auxiliar cada aluno, pois a criança
com dislexia é preciso estimular com atividades que antecedem a leitura e a escrita,
fazê-la pensar que nosso sistema é formado por letras e sons, que agrupados
formam palavras e frases.
Sendo assim, um bom conhecimento sobre os conteúdos que precisam ser
abordados em sala de aula, desperta no professor o discernimento para que se
explorem todas as possibilidades didáticas, e se desenvolva em vários aspectos nas
atividades planejadas, levando assim os principais eixos temáticos a ser trabalhados
que são: Linguagem oral e escrita, natureza e sociedade e matemática. Mas para o
aluno disléxico é bom explorar a aprendizagem multissensorial com o lúdico,
utilizando assim campos que não explorem somente a visão, mas a sensibilidade
por meio do tato, como exemplo, caminhar com a criança sobre uma letra, deixá-la
interagir, moldar a massa de modelar na forma das letras, colocar barbante ou grãos
de feijão em cima da letra inicial do seu nome, entre outras atividades lúdicas e
assim trabalhar atividades diversificadas (AQUINO, 2018).
Vygotsky (2003) levou a demonstrar como o desenvolvimento do pensamento
é determinado pela linguagem e pelas experiências socioculturais da criança. A
linguagem oral e escrita é responsável não só por trabalhar a comunicação e a
compreensão dos símbolos, através da codificação e decodificação, mas ampliar as
possibilidades de inserção da criança e participação nas diversas práticas sociais.
Nessa direção, Vygotsky (1934/1979) e Coudry (1986), apoiada ainda em
Franchi (1977, 1987), afirmam que a linguagem é fator desencadeante de outros
processos que passam pelo corpo, como percepção, associação, memória,
pensamento. Natureza e sociedade é um tema que atende as curiosidades e
percepções que a criança tem ao seu redor. Este eixo é então a resposta que as
crianças procuram a respeito do que conhecem sobre o mundo.
Também não podemos deixar de destacar o eixo matemática que envolve
atribuir significado às noções de espaço, grandezas, situações que envolvem
números, comparações, classificações, inclusões entre outros. Segundo o
Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNEI), “Estes eixos foram
escolhidos por se constituírem em uma parcela significativa da produção cultural
humana que amplia e enriquece as condições de inserção das crianças na
sociedade” (RCNEI, 1998, p.46).
Dessa forma, ao surgir um assunto gerado pelos acontecimentos cotidianos
das crianças, o educador estará preparado para aproveitar e explorar o assunto
estabelecendo conexões com os eixos temáticos possibilitando o desenvolvimento
das capacidades infantis através de um tema que chame a atenção da criança.
Nesse sentido, o professor pode trabalhar Artes com o tema das rimas, por
exemplo, e através dessa mesma atividade trabalhar conteúdos de diversas áreas
do conhecimento. Sendo assim, estará visando à aprendizagem de uma forma
integrada e interdisciplinar. Como observa Cavalcanti (2008) a interdisciplinaridade é
a articulação que existe entre as disciplinas para que o conhecimento do aluno seja
global e não fragmentado. Todo esse conhecimento e planejamento didático são de
grande importância para o rendimento e organização do tempo da criança na escola.
Para que a criança possa se habituar aos espaços e atividades empregadas
na sala é necessária determinar uma rotina. O emprego do tempo utilizado para
melhorar do ensino a criança com dislexia envolvem cuidados, brincadeiras e
atividades orientadas. Diante disso, a organização se faz necessária para auxiliar
essas atividades que o educador precisa realizar com as crianças.
“[...] a palavra "rotina" tem, no seu sentido habitual, um caráter pejorativo,
porque nos faz pensar em conduta mecânica. [...] Tratam-se de situações
de interação, importantíssimas, entre a pessoa adulta e a criança, em que a
criança parte de uma dependência total, evoluindo progressivamente a uma
autonomia que lhe é muito necessária.” (BASSEDAS, HUGUET e SOLE
1999, p.2)

Percebe-se então que a rotina é a estrutura que vai equilibrar a jornada do


professor que se utilizará de atividades permanentes aplicadas com frequência,
como rodas de histórias, oficinas de leitura e/ou desenho; atividades sequenciadas
para que sejam aprendidas de várias formas um determinado assunto; ou ainda,
projetos de trabalhos que reúne várias atividades que podem ser aplicadas em
várias etapas partindo de um tema que seja significativo para toda a turma e que as
crianças com dislexia possam de forma coletiva e lúdica se engajar na solução dos
problemas que são apresentados nos projetos e assim poder ampliar seus
conhecimentos através da interdisciplinaridade. (AQUINO, 2018)
Além da rotina, o educador deve se atentar na questão da avaliação, pois não
se deve apenas avaliar a partir de registros, ou seja, provas ao final de cada unidade
é importante que a mesma aconteça em todos os momentos seja nas brincadeiras
ou atividades onde a criança possa expressar a suas aprendizagens e dificuldades.
Sendo assim, o educador a partir dessa avaliação pode planejar as atividades
visando o aproveitamento do espaço e tempo a fim de promover o desenvolvimento
cognitivo, social e afetivo da criança (BASTOS, 2018). Pois ensinar é mostrar
caminhos criando possibilidades para que os alunos consigam construir o seu
próprio aprendizado, de modo consciente e participativo na sociedade em que vive.
Assim, ensinar não é apenas transmitir conhecimentos, mas contribuir para com
uma aprendizagem significativa na qual o conhecimento adquira o papel de
transformar ideias em atividades fazendo a diferença.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este artigo abordou a importância da intervenção do psicopedagogo diante as


dificuldades e características, apresentadas pelo distúrbio de aprendizagem-
Dislexia, e quais metodologias que esse profissional, juntamente ao docente da
educação infantil, deve promover no educando disléxico. Contribuindo para melhoria
da qualidade do aprendizado ao aluno disléxico, buscando novas estratégias e
caminhos que favoreça o ensino- aprendizagem.
Permitiu perceber o aproveitamento do tempo e espaço, com intuito do
desenvolvimento afetivo, linguístico, social, cultural e cognitivo do sujeito.
Considerando o trabalho do psicopedagogo como um espaço favorecedor na
organização do trabalho pedagógico, sendo um articulador no processo de
formação, que se dá no interior da escola, a diversidade de funções que são
determinadas do cotidiano escolar. Tem como objetivo, apresentar reflexões
teóricas e práticas, referentes ao papel do psicopedagogo diante ao aluno disléxico
na escola, de forma, que possa subsidiar a organização sistemática e prática das
atividades pedagógicas.
Esse trabalho foi de grande importância, pois é possível desenvolver, de uma
maneira mais eficaz, métodos que possibilitam o desenvolvimento psicossocial do
aluno com dificuldades de aprendizagem, além da autonomia para investigação das
atividades desenvolvidas, voltadas para o transtorno da dislexia, conhecendo os
desafios que o psicopedagogo enfrenta rotineiramente e a responsabilidade de uma
atualização constante diante das transformações da sociedade.
Portanto, o desenvolvimento desse artigo, foi significativo, tanto no aspecto
pessoal como na formação acadêmica, visto que, o mesmo contribuirá de forma
positiva na ação psicopedagógica, o qual está voltado à desenvolver práticas
pedagógicas inclusivas para crianças disléxicas, garantindo assim, o direito de uma
aprendizagem significativa, respeitando as diferenças e acreditando no potencial de
cada aluno, tornando-os protagonistas da sua própria história.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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