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MIGRAÇÕES E REDES SOCIAIS: TRAJETÓRIAS, PERTENCIMENTO DOS

POVOS ESLAVOS NO CENTRO SUL DO PARANÁ

Mariana Pereira
Karla Rosário Brumes

1. INTRUDUÇÃO E JUSTIFICATIVA

A história da migração ocorrida no território brasileiro não pode ser encarda como um
quadro alheio á história do país, pois estas se entrelaçam dando origem a história do povoamento
do território, bem como incorporam características singulares ao povo que habita toda sua
extensão. Segundo Maisel (1965, p.02) “ um navegante italiano partiu com três pequenas
caravelas espanholas do porto de Palos em 1492 – com tripulações que, profeticamente,
compreendiam um inglês,um irlandês e um israelita – deu origem a uma movimentada seqüência
de migrações, destinadas a alterar decisivamente todos os aspectos da civilização tanto no Velho
quanto no Novo Mundo.”Os povos eslavos que migraram para o Brasil possuíam motivos,
diversos, que os levaram a migrar (fatores de expulsão da terra de origem, como crises
econômicas, conflitos internos, etc.), e certamente escolheram o Brasil como destino, por este
dispor de fatores de atração (nova oportunidade).
Esta migração contribuiu inegavelmente, para a diversificação e o enriquecimento das
culturas dos locais onde se inseriram. Ainda citando Maisel (1965, p.03) “Não existe qualquer
motivo para acreditar-se que a nossa maneira de viver se assemelhasse grandemente à que hoje
conhecemos, se o fluxo da imigração não tivesse atuado, repetidamente, como determinante
decisivo na trilha da história americana.”. Nessa perspectiva, somos impelidos á investigação e ao
reconhecimento dos aportes migratórios, conseqüentemente, as relações desses migrantes e seus
descendentes dentro da realidade brasileira, uma vez que relações múltiplas e mutáveis a partir daí
se estabeleceram e ainda se estabelecem. Neste sentido as manifestações resultantes da dinâmica
migratória nessa região merecem atenção da academia, uma vez que as relações de trabalho, as
redes sociais, a construção de identidades que se constituem, ainda estão a se estudar mesmo

Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3

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ante a alguns estudos já iniciados.
Uma das premissas que informam sobre a construção do objeto é a de que a migração
por meio de uma série de processos sociais os quais evidenciam que os sujeitos não migram
sozinhos, mas inseridos em um conjunto de relações sociais muito bem definidas. E quando se
estabelecem em seu destino, mantém relações muito próximas das que possuíam na terra de
origem, principalmente com seus semelhantes, porém isso não elimina a possibilidade dessas
relações com indivíduos á margem de sua identidade cultural. Traduzindo esta perspectiva para
uma análise acadêmica, nada mais é que a constituição e manutenção de redes sociais de
convívio, a fim de diminuir tensões entre migrantes e não-migrantes.
Segundo Soares (2002) e Fazito (2002) a análise de redes sociais difere das formas
convencionais de abordagem porque não centra a atenção nos indivíduos e seus atributos, mais
sim na possibilidade de laços entre eles. Atributos individuais podem fornecer importantes
informações sobre um subconjunto de atores em estudo, a partir de características próprias que
conferem a este maior importância dentro de um conjunto maior. No entanto dados dessa
natureza não são suficientes para demonstrar um componente existencial das redes: as relações.
As quais nesse estudo ocupam papel de destaque, uma vez que é dessas relações que emergem
as modificações nos campos que as rodeiam (esfera política, econômica, meios de produção e
também na esfera cultural). Para nossa análise das redes sociais estabelecidas entre migrantes e
não-migrantes no Centro-Sul do Paraná, faremos uso de dois conceitos de mensuração
fornecidos por Soares (2002) que são: a densidade e o grau de Centralidade das redes sociais. A
densidade compreende as propriedades básicas das redes, referente à quantidade de laços
estabelecidos quanto ao tamanho da rede. Já o grau de centralidade nos remete a distribuição do
poder (e/ou influência) entre os indivíduos que constituem a rede. Partindo se desse pressuposto,
ao lançar se um olhar sobre os migrantes eslavos que se localizam na região Centro Sul do
Paraná, observa-se que eles não devem ser vistos como sujeitos desligados de sua origem. As
redes de relações sociais configuradas nessa região só podem ser traçadas se observadas dentro
da ligação dos migrantes com seus e suas respectivas origens, uma vez que ao se sentir
pertencente a um grupo social pode os fazer interagir em seus destinos de chegada de certa
maneira. Estão nesse sentido longes de serem consideradas pessoas sozinhas. A rede social é um

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predisposição que os fazia ao chegar em uma região, já inseridos num conjunto de relações
sociais as quais são muito importantes para se pensar as redes e suas configurações. Esta
pesquisa dentro desse contexto se justifica no sentido de perceberem-se nas redes sociais, nas
recomendações dos amigos e parentes os motivos da migração de um número considerável de
eslavos para o Estado do Paraná, sobretudo, na região Centro Sul, justifica-se que neste tipo de
estudo é possível se perceber a qual rede de relações esses migrantes estão inseridos.
2. OBJETIVOS
Esta pesquisa tem por objetivo perceber a rede de relações em que estão envolvidos os
migrantes eslavos da região Centro Sul do Paraná.
2.2. OBETIVOS ESPECÍFICOS
1. Analisar as redes de parentes presentes na migração eslava;
2. Entender as trajetórias contidas no processo
3. MÉTODOLOGIA
1. Análise de dados secundários de instituições como Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES),
Prefeituras dos municípios envolvidos, centros de preservação das culturas eslavas presentes
tanto no Estado do Paraná, como em outras localidades, com o intuito de fazer análises
macroanalíticas.
2. Aplicação de questionários que visam estabelecer maior contato com os sujeitos envolvidos no
processo.
3. Entrevistas que vêm sendo utilizadas intensamente em diferentes áreas da ciência.
4. RESULTADOS PRELIMINARES
4.1. O quadro Ucraniano na migração eslava
Uma vez estabelecido, que a o ato de migrar, decorre de um conjunto de fatores tanto de
expulsão, quanto de atração, inerentes á um grupo de indivíduos, ou mesmo á um individuo
isolado. Neste contexto a imigração ucraniana é de fácil entendimento a partir de um resgate
histórico, já que o povo ucraniano resistiu bravamente por séculos a todas as tentativas de
anexação territorial, bem como opressões por meio de conflitos por disputas de território. Isto
fica claro nas palavras de Burko (1963 p15-16)

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“O povo ucraniano resistiu por séculos a todas as tentativas de absorção e
de assimilação, que demonstrou na queda Rússia Tzarista, a sua potência
militar e a usa capacidade organizadora, defendendo em cinco frentes, por
mais de dois anos, a independência finalmente reconquistada, em 1918”

Para o autor Miguel Wouk, estudioso da língua ucraniana afirma que a palavra Ucrânia é
composta por dois elementos que significam junto de; e também terra, país ou região o que se
torna evidente, em termos geográficos, pois a localização da Republica da Ucrânia, demonstra
essa realidade, alem de se tratar de uma região que assistiu a inúmeras lutas entre os povos
turcos, poloneses, russos e moscovitas. A Ucrânia é um país eslavo localizado no centro leste da
Europa, com o idioma oficial sendo o ucraniano, porem há forte influencia do idioma russo e
bielo-russo.
Quanto a independência Ucraniana há um fato interessante, uma vez que, a primeira
ocorreu em 22 de janeiro de 1918 sob a regência de Symon Petlura, e esta se caracterizou como
passageira, sendo logo em seguida incorporada a União Socialista Soviética, dessa forma o país
detinha sua autonomia, porém não sua soberania enquanto estado independente, com o advento
da abertura política na URSS em 1985, a Ucrânia reconquista sua independência em 24 de
agosto de 1991.
Com toda essa bagagem de luta pela soberania, sobrevivência e permanência na terra de
seus antepassados, o povo ucraniano de forma geral aprendeu, brilhantemente, a conservar sua fé
e tradições culturais. Em meio a esse cenário de grande atribulação social, muitos indivíduos
(isolados ou em grupos), na medida do possível resolveram abandonar sua férteis terras, para
buscar novos lugares, onde pudessem se desenvolver com liberdade e fraternidade, dando inicio
a primeira corrente de migração ucraniana, que pulverizou, de forma geral, todo o continente
Americano, ainda em meados do século XIX. Outra etapa da migração ucraniana ocorreu em
seguida da Primeira Guerra Mundial, os motivos que impulsionaram essa migração foram de
caráter políticos, tendo m vista o ambiente liberal que se assolou pela Europa neste período. E
após a Segunda Guerra Mundial ocorreu novamente um forte fluxo migratório em direção ao
continente Americano, este considerado o maior êxodo de indivíduos ucranianos, como comenta
a Boruszenko (1969, p. 427. Apud CRUZ 1993): “chega a 8 milhões o número de ucranianos

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que vivem fora das fronteiras de seu país, sendo que a maioria vive nos países componentes da
Rússia, e os demais, nos países livres do Ocidente”.
4.2. O quadro dos poloneses na imigração eslava
Quanto a imigração polonesa, os indivíduos que chegaram ao “Novo Mundo”, certamente
vieram fugidos do cenário de dominação de seu território mãe, porém essa dominação era
exercida por três potencias econômicas, Rússia , Prússia e Áustria de 1795 a o final da Primeira
Guerra Mundial ( Prates & Hees, p 01). Contudo não deixaram se perder as tradições e a sua
própria cultura.
Segundo Decol 1999) a imigração polonesa, com destino as Américas possui dois
motivos que a impulsionaram; sendo eles de ordem política e econômica. A primeira, ocorreu no
inicio do século XVIII, alcançando seu apogeu sobre tudo a partir da divisão do território
polonês em 1795. Neste período os índices de emigração chegou a índices significativos, sendo
caracterizado como “febre de emigração”. Já a segunda diz respeito ao translado de indivíduos
em busca de trabalho, para regiões que necessitam periodicamente de mão-de-obra, dentro da
temático polonesa, esses trabalhadores se dirigiam inicialmente as minas da Silésia, estendendo-se
posteriormente a França, e apenas em caráter definitivo para as Américas. Decol (1999, p. 02),
ainda argumenta que “freqüentes mudanças de fronteiras e de territórios, alem do seu
desaparecimento do mapa político durante todo o século XIX, expulsaram, voluntária e
involuntariamente, milhões de poloneses para o exterior”. Deixando ainda mais evidente dessa
forma, o ambiente de opressão, pela qual passavam os poloneses.
Como anteriormente citado neste trabalho, quando um individuo decide migrar, não toma
essa decisão ao acaso, freqüentemente recebe estímulos para realizar tal empenho; esses
estímulos podem ser reais, ou podem se caracterizar como mito, o que ocorreu com os poloneses
e o Brasil, assim como afirma Buchmenn (1995, p.63):
“Foi, em parte, pela necessidade de superar a esfera de sobrevivência pela
sobrevivências, foi em busca da dignidade humana, que os imigrantes
cruzaram o mar. Foi nessa tentativa de superar a esfera da sobrevivência
pela sobrevivência que os imigrantes tiveram eu acreditar nos mitos
produzidos sobre o Brasil, como ‘terra prometida’ , quase um paraíso
terrestre”.
Muitos imigrantes adentraram em território brasileiro, principalmente a partir de 1890,

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quanto alcançaram numero expressivos, sendo o período de 1891 a 1894 conhecido comumente
de “febre migratória brasileira”. Nesta ocasião, acredita-se que em m tono de 63.000 imigrantes
poloneses chegaram ao Brasil. Com um numero tao elevado de indivíduos de cultura, hábitos e
tradições, em fim, de forma geral de uma gama de pertencimentos diferentes em relação a
realidade brasileira na época em questão, os problemas estruturais não demoraram a se
estabelecer em termos de caos absoluto. Na obra de Elane T. Buchmann (1995) “A trajetória
do sol” encontramos algumas cartas e relatos traduzidos que nos fornecem alguma noção do que
se passava com os imigrantes recém chegados ao Brasil. As dificuldades, pelas quais esses
indivíduos passavam, não terminavam com o desembarque no porto brasileiro, após o período de
quarentena, onde geralmente ficavam isolados na Ilha das Flores no Rio de Janeiro, eram
encaminhadas às províncias, às áreas de floresta para a construção das colonias que iriam habitar,
dessa forma uma nova rede de dificuldades se abatia sobre estes indivíduos migrantes. A partir
desse pressuposto nos fica claro que a o mito da “terra prometida”, não passava de mera
ilusão, que acometia muitos dos imigrantes poloneses.
No inicio das colonias, a situação não era favorável aos colonos, assim como salienta
Hempel:
“De tempos em tempos, levavam para as colonias nas florestas levas de
imigrantes. Estas terras de localizam-se numa distancia de 100 a 200 Km
da capital […] na outra hospedaria o acotovelamento é idêntico. A doença
é geral. Dormem em beliches, como sardinhas em lata. Entramos de noite
e um quadro simplesmente horripilante desenhou-se à luz tênue do lampião.
À entrada repousa um rapaz.[...] Acomodaram-se no chão e as mulheres
com lagrimas mostram os catres, onde devem repousar em meio a
imundice e bichos. Alguns permanecem de três a seis meses nestas casas,
antes de partirem para as Colonias, que nesta época estavam sendo
demarcadas” (Hempel, Apud Buchmann 1995, p. 69)
Dessa maneira, somos levados a pensar que se na pátria mãe sua cultura vinha sendo
esmagada, pela tripla dominação do território. No Brasil a situação não se alterava
significativamente, uma vez que aqui se estabeleceram barreiras materiais e logicas à adaptação
desa cultura a um novo mundo, onde tudo ersa diferente a aina de certa foma desconhecido. O

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imigrante polonês veio para o Brasil, especialmente para o Parana, ser camponês e em razão
dessa condição, veio para pertencer a um novo universo simbólico, onde se caracterizava por
carregar consigo o enorme peso de séculos de servidão e humilhação, contudo aqui se libertou
das obrigações com a terra, substituindo o peso pelo intuito de se tornar proprietário, dessa
forma, a posse de terra não significa apenas a posse de um meio de produção e subsistência, para
o imigrante polonês significa liberdade e autonomia.
Sendo assim, encontramos intrincados nos discursos desses imigrantes, a necessidade de
acreditar no mito que se estabelecia a respeito da vida na “terra prometida”, e também de
disseminar essa concepção aos demais indivíduos que apresentavam pretensão de emigrar,
sobrepondo essa possibilidade de melhores condições de vida e relação a todas as dificuldades,
pelas quais teriam que passar, caso viessem a emigrar de fato.
5. Algumas considerações
Entre esses milhões, muitos chegaram ao Brasil, em diferentes épocas, buscando melhores
condições de vida, e formaram redes sociais de grande âmbito, na porção Centro Sul do Estado
do Paraná. Partindo de um resgate teórico a cerca da migração eslava, chegamos à segunda
etapa do trabalho, que engloba observações de campo, em localidades que nos fornecem
subsídios práticos dos pertencimentos desses imigrantes, num contexto muito distinto em relação
ao qual induziu seus antepassados a abandonar seu lugar de origem.
Em meio nossas observações, conseguimos nos aproximar da cultura Ucraniana no
município de Prudentópolis, no Estado d Paraná, onde se localiza a maior colônia de imigrantes e
descendentes de Ucranianos do Estado. Nesse ambiente houve clareza nas materializações de
aspectos culturais, exemplos são a criação e manutenção de um museu de imigração ucraniana,
“Museu do Milênio”, que possui um acervo diversificado demonstrando o processo histórico da
imigração; ainda a exemplo, a comunidade promove e incentiva atividades voltadas a manutenção
da cultura e ate mesmo seu resgate.
Nossa pesquisa se concentro na identificação das redes sociais desenvolvidas por esses
migrantes, entre eles mesmo e seus diferentes. Varias foram nossas constatações a cerca de suas
relações, uma delas no entanto se destaca, sendo que as comunidades remanescentes, se mantem
frequentemente fechadas em relação aos de fora (dela), nos mesmo enfrentamos algumas

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dificuldades de aproximação, uma vez que não fazíamos parte da comunidade, muito menos
eramos conhecedores de suas tradições, dessa forma buscamos primeiramente o individuo líder
da comunidade, ou ao menos que possuísse representatividade dentro da mesma. Feito essa
primeira aproximação bem como a presentação de nossas intenções a respeito do trabalho que
desejávamos realizar, partimos para dialogas informais, os quais facilitam a extração de
informações, uma vez que a utilização de questionários poderia causar um certo constrangimento
aos entrevistados.
Identificamos inicialmente, o conhecimento a cerca da pátria mãe, estabelecido de
maneira confusa, em geral as noções remetem a um lugar distante, diferente da realidade atual,
nas palavras dos mais idosos, já para os descendentes, é um lugar que fica na Europa, onde o
clima é diferente e o povo não tem malandragem, dessa forma, nos apresentando um cenário de
desconhecimento da realidade atual da partia de origem. Quanto a religiosidade, podemos situa-la
como fator de integração e manutenção da cultura, uma vez que os imigrantes eslavos atribuem a
essa característica, papel diferenciador e qualificador de sues membros. Sendo em varias falas
identificada como “a coisa mais importante da vida da gente, pois quando as coisas não vão
bem, é só ter fé que as coisas se encaminham”. A questão das relações familiares, nos chama
atenção, devido que em pleno seculo XXI, onde a globalização desvirtua as relações sociais que
eram estabelecidas em espaço real, agora passam a se estabelecer nos espaços não reais
(virtuais). Contudo, nas famílias de imigrantes e seus descendentes ocorre o inverso, uma vez que
se mantem em sua maioria reunidas, com o pensamento firme na unidade familiar .
Dessa experiência inicial tiramos algumas impressões, ainda prematuras, visto a etapa do
processo de pesquisa, sendo ma marca forte nesse cenário é a relação que a Igreja estabelece e a
influencia que exerce sob os indivíduos dela pertencentes. Sedo assim, podemos dizer que a
construção da identidade de um individuo histórico é um processo. E este processo se
desencadeia no cotidiano de assoes e representações concretas. Portanto o individuo migrante se
estabelece de forma similar, mais diferente em relação ao local e aos indivíduos que se
estabelecem com ele.
Sendo assim, nossa experiencia junto dos imigrantes eslavos, nos foi em muitos aspectos
recompensadora. Em nossas considerações, obtivemos, até então, o sentimento de dever

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cumprido, uma vez que nossas primeiras experiencias alcançamos nosso objetivo de identificação
das redes sociais e seus pertencimentos mais superficiais. Contudo é evidente que não possuímos
subsídios suficientes para uma analise mais detalhadas, no intimo das redes sociais estabelecidas,
dessa forma não nos sentimos capazes de realizar até o presente momento considerações mais
especificas, apenas com o prosseguimento das investigações e constante exercício critico
chegaremos a satisfazer os objetivos propostos no inicio desse trabalho.
5. REFERÊNCIAS.
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BURKO, Valdomiro; A imigração ucraniana no Brasil; Curitiba [s.n], 1963
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