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Escola Estadual Indígena Ananias de Sena

Estudantes: Ângela Natália; Eduardo; Matheus; Ana clara; Jucielio; Silvana Bezerra; José
cicero; Fábio Henrique; Mariana Araújo.

O ESTUDO DO ESPECIFICO NAS ESCOLAS INDÍGENAS ATIKUM

Orientadores: Vanessa Radsia; Tatiane


de Souza.

Cachoeira I
Carnaubeira da Penha/2021

Introdução

Nenhum assunto será mais relevante do que trabalhar a história do


desenvolvimento da educação indígena de Atikum, sendo assim, decidimos
abordar o a como a educação específica e trabalhada nas escolas indígenas de
Atikum através de pesquisa com educadores, Conforme os relatos das pessoas
dos educadores mais velhos essa luta por uma educação indígena dentro do nosso
território não foi fácil e continua sendo uma luta ainda, pois o preconceito com o
ensinar indígena ainda permanece atualmente.

Segundo as educadoras Dona Silvana e Dona Lúcia houve resistência


dentro do próprio povo, pois não confiavam na educação que era ofertada na
Aldeia, muitos jovens se deslocavam em paus-de-arara justificando que a
educação na rua era melhor.com o passar de anos os jovens se adaptaram a
estudar em sua própria comunidade.

O nosso trabalho será embasado na realidade de vida dos educadores afim


de saber como se desenvolveu a educação Atikum-Umã até hoje.

JUSFICATIVA

O reconhecimento e o resgate da nossa essência enquanto estudantes


indígenas são fundamentais para o nosso desenvolvimento cultural e nossa busca
por uma educação de qualidade. Saber a história dos professores, coordenadores,
e ex-educadores na busca por esse olhar específico dentro das escolas.

Conforme os estudos a natureza e os rituais são os métodos principais de


fortalecimento do específico na escola. A prática do Toré é o principal meio de
desenvolver nossas práticas educativas. Por tanto, nossos educadores faziam e
continuam a praticar os rituais na escola.
OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Procurar saber a respeito da formação e como foi constituída a educação escolar


indígena de Atikum-Umã, e assim conhecer a história de origem através dos nossos
educadores primogênitos, e ter o conhecimento para passar para a próxima geração. É
importante Saber as dificuldades que tiveram para obter a educação intercultural nas
escolas, Para que nós, estudantes indígenas, possamos instigar nossa história
cultural, e jamais esquecê-la e nem deixar esquecidas por nós através do tempo.

OBJETIVO ESPECÍFICOS

 conhecer a metodologia usada nas escolas indígena


 Desenvolver conhecimento para a próxima geração.
 Explorarr a nossa herança cultural.
 Conhecer a cultura das comunidades e como influência na construção de
conhecimento nas escolas.

METODOLOGIA

A construção do projeto foi necessárias entrevista com educadores.


utilizados: ferramenta tecnologia para digitação (notebook, celulares, câmaras
fotográficas), planilhas digitais, calculadora, artigos científicos, sites de pesquisa.
Os dados foram coletados a partir da aplicação de questionários.
PRODUTO FINAL

Os resultados das pesquisas estão relacionados em fotos e vídeos.


Depois das pesquisas temos novas visões a respeito da importância de
trabalhar a cultura nas escolas. Nossos educadores, além de fonte de
conhecimento são símbolo de luta e resistência.
Aprendemos que a natureza e a cultura são nossa base e não podemos esquecê-
las.

Após as pesquisas de campo, nós aprendemos aquilo o que era oculto, ou seja
aquilo que não era esclarecido.

Fundamentação teórica :

A Carta dos Índios

Há muitos anos (1774) nos Estados Unidos, Virgínia e Maryland assinaram


um tratado de paz com os índios das Seis Nações. Ora, como as promessas e
os símbolos da educação sempre foram muito adequados a momentos
solenes como aquele, logo depois os seus governantes mandaram cartas aos
índios para que enviassem alguns de seus jovens às escolas dos brancos. Os
chefes responderam agradecendo e recusando. A carta acabou conhecida
porque alguns anos mais tarde Benjamin Franklin adotou o costume de
divulgá-la aqui e ali. Eis o trecho que nos interessa.

" .. . Nós estamos convencidos, portanto, que os senhores desejam o bem


para nós e agradecemos de todo o coração. Mas aqueles que são sábios
reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das coisas e,
sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa ideia
de educação não é a mesma que a nossa...

.. . Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas do


Norte e aprenderam toda a vossa ciência. Mas, quando eles voltavam para
nós, eles eram maus corredores, ignorantes da vida da floresta e incapazes
de suportarem o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o
inimigo e construir uma cabana, e falavam a nossa língua muito mal. Eles
eram, portanto totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros,como
caçadores ou como conselheiros.
Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não
possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão oferecemos aos nobres
senhores de Virgínia que nos enviem alguns dos seus jovens, que lhes
ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens."

Neste trecho de carta aos índios é evidente a posição que chefes


indígenas da época tomaram ao receber a proposta de enviar jovens índios
para estudar em escolas de ensinamentos brancos, para eles os jovens
retornavam para suas tribos e não conseguiam exercer funções ou trabalhos
necessários a sobrevivência na Aldeia. O jovem indígena aprende na
educação específica ensinamentos para todos os momentos de sua vida.,
Desde as ervas que são encontradas na mata até o alimento que é colocado
sobre a mesa. São jovens destinados a desfrutar da medicina da vida dentro
da sua localidade. Na educação da aldeia os alunos são motivados a
trabalhar o ser indígena e jamais perde a sua essência. A nossa educação é
específica dentro do nosso povo. Ensina-se o mesmo conteúdo da escola
dos brancos, Mas voltados para a Aldeia e a nossa cultura.
CRONOGRAMA

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dados
Pesquisa de X X X
campo
Redação do x x
trabalho
Apresentação do x
projeto
Anexos:

Artesanatos produzidos por artesãos das comunidades para formação escolar na


Aldeia massapê.
(construção do livro de Atikum.)

Professores e lideranças praticando o Toré, Em reuniões e formações escolares


sempre inicia-se com a prática do Toré.
Entrevista com Dona Lucinha e Dona Silvana primeiras educadoras do povo
Atikum que estiveram presentes e lutaram por uma educação intercultural nas
escolas das aldeias.
Professores em reunião de pesquisa para a construção do livro de Atikum.

DESENVOLVIMENTOS E RELATOS DE PESQUISA

TEXTO 1

COM O SABER DO SEU POVO ÀS CRIANÇAS VÃO APRENDENDO A


CULTIVAR SUAS CULTURAS E RAÍZES, SEM DEIXAR DE SUAS
BRINCADEIRA DE INFÂNCIA PARTICIPAR.

EDUCAR PARA NOSSO POVO É UM PROCESSO FUNDAMENTAL PARA A


SUA FORMAÇÃO DO SER HUMANO SOCIAL, A CRIANÇA APRENDE
BRINCANDO O VALOR DOS SEUS ANCESTRAIS.
A CRIANÇA PRECISA BRINCAR PARA SEU CONHECIMENTO APRIMORA,
COM SEU POVO CONHECE OS RECURSO DO LUGAR. A CRIANÇA NÃO
PRECISA DA ALDEIA SE AUSENTAR PARA CONQUISTAR SUA FORMAÇÃO.

COM UM GESTO DE CARINHO A MÃE INDÍGENA ENSINA SEU FILHO, NO


OUVIDO DO CURUMIM ELA ACONSELHA-O A SEGUIR À CULTURA DO SEU
POVOS.

COM UM GESTO DE AFETO RELATA AS BOAS MANEIRAS QUE OS


INDÍGENAS CULTIVAR PARA QUE NA SUA ALDEIA NUNCA FALTE ESSE
DIALETO.

ESTUDANTE: EDUARDO 9° ANO

TEXTO 2

A literatura é um instrumento muito importante para conscientizar as pessoas


que tem pouco conhecimento sobre a cultura indígena. Os povos indígenas tem
muita capacidade em usa a sua cultura a seu favor e com isso eles tem um retorno
de suas próprias ações. Educar pros povos indígenas é um processo fundamental
para a formação do ser humano e isso começa na infância desde de pequeno.

Para uma criança crescer integra ela tem que ter uma infância completa e
quando eu falo completa me refiro a ter direito a ser uma criança normal sem
responsabilidades. Essas crianças para crescer integra tem que conviver com o
seu ambiente eles tem que explorar coisas na sua comunidade. A educação
indígena é diferente, pra uma criança aprender ele não precisa de material didático.

Ele aprende a partir daquilo que ela está vendo no que explora na quilo que
utiliza, isso é como ele realmente aprende. Quando um curumim brinca com seus
amigos eles tem que usar o dialogo entre eles e com isso o curumim treina a sua
capacidade de negociação e entendimento, e isso já é um processo de educação
que já vai vivenciando.

ESCOLA: Escola Estadual Indígena Ananias De Sena.


Estudante: Matheus Izaque Leonel Silva.

TEXTO 3

INTERCULTURALIDADE NA ALDEIA.
EDUCAÇÃO É UM DIREITO,MÁS TEM QUE SER DO NOSSO JEITO E
QUEREMOS MOSTRAR PARA O MUNDO INTEIRO. SOMOS INDÍGENAS E
VAMOS MOSTRAR PARA QUE VINHEMOS. NEM MELHORES E NEM PIORES
DO QUE NINGUÉM, NÃO QUEREMOS BRIGAR, E SIM VALORIZAR A
EDUCAÇÃO INDÍGENA.

QUEREMOS RESPEITO PELA A NOSSA EDUCAÇÃO INDÍGENA, NOSSAS


CULTURAS, NOSSAS HISTÓRIAS E TRADIÇÕES. A EDUCAÇÃO ESPECÍFICA
É A EDUCAÇÃO VOLTADA PARA O ESTUDO DAS NOSSAS HISTÓRIAS E
CULTURA, A EDUCAÇÃO INDÍGENA DEVE SER PERMITIDA PARA AS
NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS. A EDUCAÇÃO INDÍGENA É UM DIREITO, E
DESEJAMOS FAZER DO NOSSO JEITO!

ALUNA: ÂNGELA NATÁLIA ALVES.

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