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ESCOLA SECUNDÁRIA AUGUSTO CABRITA

Área de projecto – 12º ano

Ano Lectivo 2010/ 2011

Texto informativo: Como se faz um relatório


A consulta de um dicionário de Língua Portuguesa dá-nos a seguinte definição de relatório: "exposição
circunstanciada e objectiva, oral ou por escrito, daquilo que se viu, estudou, observou, analisou”.
Ao longo da tua vida académica e profissional, vais ter de produzir relatórios cujo objectivo é descrever
situações, factos, actividades, comunicar um trabalho, uma pesquisa, um projecto desenvolvido. Para além do
papel de comunicação que o relatório efectivamente tem, a sua elaboração permite ao autor uma análise crítica
sobre o seu trabalho e a perspectivação da actividade futura. Daí que, num relatório, não te possas l imitar
a descrever o que foi feito, mas como foi feito: deves registar os processos que te levaram a determinadas
conclusões, as dificuldades sentidas e as hipóteses de trabalho levantadas.
No âmbito da AP vais ter de produzir diferentes tipos de relatórios:
1. Relatórios de actividade
2. Relatórios de desenvolvimento/processo
3. Relatórios do produto final
Vamos analisar os objectivos de cada um destes tipos de relatório e de seguida a estrutura que deves seguir
para a sua elaboração.
1. Relatório de actividade - o professor pode solicitar um relatório individual ou de grupo de uma iniciativa, de
uma saída ou actividade de campo, de uma visita de estudo, de um conjunto de actividades produzidas num
determinado período de tempo.
2. Relatório de desenvolvimento de processo - está prevista a apresentação de um relatório do
desenvolvimento do projecto em AP, em dois momentos:

• no fim do 2ª etapa.
• no fim da 3ª etapa
Contudo, o professor pode solicitar um relatório de desenvolvimento sempre que considere oportuno. Os
objectivos destes relatórios, também designados por relatórios de processo, são, entre outros, os seguintes:
• permitem que o grupo e cada um dos seus elementos tomem consciência do processo de execução do
projecto e da participação de cada um;
• ajudam a reflectir sobre as dificuldades e até bloqueios do projecto favorecendo a sua superação;
• podem orientar a reformulação do projecto;
• promovem a auto-avaliação;
• constituem elementos de avaliação para o professor.

A estrutura de um relatório de desenvolvimento de processo


Vamos apresen tar -te u m conj unto de e lemen tos que poderás encarar como u m gu ião para
a elaboração de rela tórios.
Geralmen te , o relatório apresen ta as seguintes partes: capa, índice /sumár io, texto ,
anexos.

Professores de Área de Projecto


Setembro de 2010
ESCOLA SECUNDÁRIA AUGUSTO CABRITA
Área de projecto – 12º ano

Ano Lectivo 2010/ 2011

Capa
Na capa devem cons tar os seguin tes ele men tos:
o nome da escola
o título : (por exemp lo, "Rela tório do Trabalho de Projecto ")
a tua identificação
a iden tificação d o pro fessor
a data .
Apesar de a capa não ter regis tado o nú mero de página, con ta co mo página 1 .
Sumário
Na pági na 2 deves regis tar o sumário, por ve zes designado por índice , q ue tem por
função apresen tar a estru tura do relatório e a su a loca lização através do reg isto da pá gina .
.
Texto
Deves inic iar o teu tex to com u ma in trodução on de justificas a razão de ser do rela tório e
os seus ob jec tivos . Podes apresen tar, brevemen te, o p lano do texto que produzis te .
No rela tório , isto é, no tex to propria men te d ito, iden tificas o objec tivo do rela tório,
descreves o trabalho q ue real izaste , as metodologias utilizadas, os resultados, e a s
dificuldad es que encon traste , as ques tões que o trabalho suscitou .
Um relatório que se li mi te a descrever a s activid ades desenvolv idas é pobre : é a re flexão
sobre as dificu ldades que sen tis te , a forma co mo as ultrapassaste, o modo como interag iste
com os teus colegas e com outras pessoas com quem colaboraste que torna o teu relatóri o
um documen to único , por ref lectir a tua experiência pessoal. Mos tra como organizaste e
desenvolveste o tra balho e a tua contr ibuição pa ra o grupo: in tegra, por tanto , u ma aprecia -
ção autocrítica do teu trabalho.

Deves incl uir uma co nclusão onde registes come ntários fina is, observa ções, críticas e um
balanço g enérico da ac tiv idade ou do trabalho ob jecto do rela tório.
No teu tex to, há alguns aspec tos é ticos que deve s respeitar:
• só ci tar docu mentos e fectivamente consultados ;
• citar as fon tes a que recorreste , regis tando todos os dados q ue permi tam a su a
identificação ;
• ser rigoroso no regis to dos dados e nos con tac to s que man tives te;
• ser autêntico na descrição das tuas experiências e na análise crítica que produzas.
Anexos
Nos anexos, deves in tegrar os documen tos , g ráficos, leg islação , imagens , con forme o
caso. Es tes ma teria is deve m ser numerados . A paginaçã o deve con tinu ar a do texto
principal. Deves inc luir ta mbém a bib liogra fia , respei tando as regras que já ana lisá mos.

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Setembro de 2010
ESCOLA SECUNDÁRIA AUGUSTO CABRITA
Área de projecto – 12º ano

Ano Lectivo 2010/ 2011

3. Relatório do produto final


O relatório do produto final acompanha a apresentação do produto no fim do ano lectivo. O produto final é a
concretização do projecto desenvolvido: integra a experiência do projecto.

A estrutura do relatório final


Na fase final do desenvo lvi men to do projecto tens de apresentar u m balanço do te u
trabalho indiv idual no grupo de trabalho . Pre te nde-se que faças uma reflexão crítica d o
desenvolvi mento do processo que conduziu à a presentação do produ to final. Apresen tam-se
alguns i tens que te pode m orien tar na e laboração deste docu men t o: In trodução,
Desenvolvi men to e Ava liação .

Introdução
Começa o rel atório por c ontex tual izar o teu traba lho indiv idua l no tra balho do grupo.

Desenvolvi men to
• Descreve as activid ades que realizas te no âmbito da investigação qu e foi fe ita a o
longo do ano. Sem en trares em pormenores pouco rele vantes para se compreender a
tua ac tiv idade , deves , con tudo , re feren ciar os objec tivos das pesqu isas , quando e
onde as concretizas te e as razões das opções feitas.
• Identi fica e descreve os o bstácu los e d ificuldad es c om que te depa raste e as forma s
de as sup erar. Po des re ferir o efeito das várias r efor mulações ao projec to .
• Identi ficas as aprend izagens fe itas.
• Regis ta de que modo o desenvolv ime nto do projecto em particular e da frequênc ia d a
Área de Projecto te permi t ira m o desenvo lvimento d e compe tências que pensas
venham a ser ú te is na tua v ida acadé mica, profis sional e pessoal.

É impor tante que re fl ictas nos teus regis tos a tu a perspectiva pessoa l. U ma ma is -val ia d e
um rela tório é , para alé m de ser fiável, reflec ti r a impressão persona lizada do seu au tor .

Avaliação
• Faz uma au to -aval iação do teu trabalho indiv idua l, jus tificando.
• Faz uma ava liação do projec to, referindo o que consideras os aspec tos positivos e o s
aspectos n egativos.

Professores de Área de Projecto


Setembro de 2010