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Art. 100, §2º do CP.


O ofendido menor de 21 anos e maior de 18 anos pode promover a ação penal privada ? Pode. O
legislador não considerou o menor de 21 e maior de 18, nesse particular, relativamente incapaz,
tal qual o considerou na lei civil. O menor de 21 anos e maior de 18 anos pode promover ação
penal privada sem necessidade de ser assistido. E mais até: poderá ele promover a ação penal
mesmo a contragosto do seu representante legal. De fato. Ler art. 34 do CPP
O legislador concedeu a ambos, ofendido e representante legal, a titularidade da ação penal
privada. Tanto pode promover a ação penal privada o menor como seu representante legal. Se o
ofendido menor não quiser exercer o direito de queixa, isto é, não quiser promover a ação penal
privada, poderá fazê-lo ser representante legal, ainda que aquele a tanto se oponha, e vice-versa.
Muito embora elucidativo o parágrafo único do art. 50 do CPP.(vide ao final)
E se ambos, ao mesmo tempo, ingressarem em juízo com a queixa, qual das duas deverá
prevalecer ? parece-nos que se deve dar prioridade àquela oferecida pelo ofendido, pela vítima
do crime.
E se o ofendido não tiver representante legal e for menor de 18 ? Nesse caso, o próprio menor
poderá levar o fato ao conhecimento do Juiz, e este, então, de ofício, nomear-lhe-á um curador
especial, que poderá promover a ação penal. Cabe-lhe observar que o curador especial não é
obrigado a oferecer queixa. Ele poderá promover ou deixar de promover a ação penal. Cabe-lhe
observar da conveniência, ou não, quando à sua propositura. A mesma regra é aplicável, em se
tratando de ofendido maior de 18 anos, caso seja mentalmente enfermo ou retardado e não tenha
representante legal, ou tendo-o, haja colidência nos seus interesses.
Se o ofendido morrer ou for judicialmente declarado ausente ? Aí é preciso distinguir: se a ação
penal ainda não foi promovida, poderá promovê-la qualquer daquelas pessoas enumeradas no
art. 31 do CPP: Cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. Se a ação penal já havia sido
iniciada, qualquer daquelas pessoas poderá dar-lhe prosseguimento. E o curador do ausente? O
Código nada fala.
Mulher casada pode exercer o direito de queixa ? art. 35 do CPP, há restrições, porém o art. 266,
§ 5º da CF, estabelece igualdade de direito se obrigações na sociedade conjugal, entre homens e
mulheres, a restrição imposta pelo art. 35 do CPP perdeu sua razão de ser. O legislador
ordinário expressamente revogou aquela disposição (cf. Lei n. 9.520/97)
E se se tratar de representação ? Se quanto à queixa não há restrição, com melhor razão na
representação.
Pessoas jurídicas ? ± art. 37 do CPP

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ATENÇÃO: atualmente, em face do novo Código Civil, o maior de 18 anos é plenamente


capaz para todos os atos da vida civil e não mais possui representante legal. Portanto, não existe
mais sentido no disposto neste artigo. A legitimidade para propor queixa é exclusiva da pessoa
maior de 18 anos.