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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DE


RIBEIRÃO PRETO
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO

RAFAEL AUGUSTO DA SILVA

ANÁLISE FINANCEIRA – USIMINAS

Trabalho de análise de análise financeria


para aprovação na disciplina de Análise
Financeira I: Gestão do Capital de Giro da
Faculdade de Economia, Administração e
Contabilidade de Ribeirão Preto da
Universidade de São Paulo.

Docente Responsável: Prof. Dr. Alberto


Borges Matias.

RIBEIRÃO PRETO
MAIO DE 2011
SUMÁRIO

1 Diagnóstico Financeiro ................................................................................................. 6


1.1 Análise Macro-financeira ....................................................................................... 6
1.2 Análise Nacional..................................................................................................... 6
1.3 Análise Internacional ............................................................................................ 11
1.3.1 Estados Unidos .............................................................................................. 11
1.3.2 China ............................................................................................................. 16
1.3.3 Japão .............................................................................................................. 20
1.4 Análise Setorial..................................................................................................... 23
1.5 Análise dos Indicadores E2S ................................................................................ 26
1.6 Projeções ............................................................................................................... 29
1.6.1 Macrofinanceira Nacional ............................................................................. 29
1.6.2 Macrofinanceira Internacional ...................................................................... 29
1.6.3 Setorial Siderurgia ......................................................................................... 30
1.6.4 Empresarial, Usiminas .................................................................................. 31
1.6.5 Balanço e Indicadores da USIMINAS para 2011 e 2012.............................. 31
2 Análise de Risco de Crédito ........................................................................................ 34
2.1 Análise de Restritivos ........................................................................................... 34
2.2 Análises de Crédito ............................................................................................... 35
2.3 Parecer Sobre Crédito ........................................................................................... 38
3 Análise da Administração do capital de giro .............................................................. 39
3.1 Analise das Demonstrações de Origens e Aplicações dos Recursos .................... 39
3.1.1 Dimensionamento da necessidade de Capital de Giro .................................. 41
3.2 Administração do Capital de Giro da Empresa .................................................... 43
3.2.1 Gestão de Contas a Receber .......................................................................... 43
3.2.2 Gestão de Estoques........................................................................................ 44
3.2.3 Gestão de Financiamentos a curto prazo ....................................................... 48
3.2.4 Gestão Tributária ........................................................................................... 50
3.2.5 Sistemas de Informação ................................................................................ 51
3.2.6 Gestão de Tesouraria ..................................................................................... 52
3.2.7 Gestão da Geração de Valor do Capital de Giro ........................................... 55
3.2.8 Gestão do Capital de Giro Internacional ....................................................... 56
3.2.9 Impactos Comportamentais na Gestão do Capital de Giro ........................... 57
3.2.10 Parecer ........................................................................................................... 58
4 Gestão do Capital de Giro internacional ..................................................................... 59

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4.1.1 Projeção ......................................................................................................... 59
4.1.2 Análise Economico-financeira ...................................................................... 61
4.1.3 Parecer de Crédito ......................................................................................... 62
4.1.4 Análise dos Demonstrativos de Fluxo de Caixa............................................ 64
4.1.5 Análise da Administração do capital de giro ................................................ 66
4.1.6 Parecer ........................................................................................................... 71
5 Competitividade da Gestão do Capital de Giro das Empresas Brasileiras .................. 72
6 Referências bibliográficas ........................................................................................... 73
7 Anexos ......................................................................................................................... 76
7.1 Anexo 1 – Balanços Padronizados, atualizados, 2001-2010. ............................... 76
7.2 Anexo 2 – Índices Modelo E2S ............................................................................ 80
7.3 Anexo 3 – Demonstrativos Financeiros Padronizados U.S. Steel ........................ 83
7.4 Anexo 4 – Indicadores Financeiros U.S. Steel ..................................................... 87
7.5 Anexo 4 – Empresas Utilizadas para Geração da Pontuação dos indicadores ..... 92

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Índice de Tabelas

Tabela 1 - Indicadores financeiros Pontuação..................................................................... 26


Tabela 2 - Índices ................................................................................................................ 35
Tabela 3 - Índices comparativos 3T10 (fonte: www.infomoney.com.br) ........................... 37
Tabela 4 - Demonstração das Origens e Aplicações de Recurso (fonte:
www.infoinvest.com.br) ...................................................................................................... 39
Tabela 5 - Matérias Primas e Fornecedores (fonte: USIMINAS, 2007) ............................. 45
Tabela 6 - Matérias Primas e Fornecedores (fonte: USIMINAS, 2008) ............................. 45
Tabela 7 - Composição dos estoques .................................................................................. 45
Tabela 8 - Receita por serviço (fonte: USIMINAS, 2009) ................................................. 47
Tabela 9 - Fontes Operacionais ........................................................................................... 48
Tabela 10 - Contas a Receber de Clientes (fonte: USIMINAS, 2011) ............................... 49
Tabela 11 - Composição dos Estoques ................................................................................ 50
Tabela 12 - Tributos (fonte: USIMINAS, 2011) ................................................................ 51
Tabela 13 - Fluxo de Caixa 2006 a 2010 ............................................................................ 52
Tabela 14 - Demonstração do Valor Adicionado 2006-08 (fonte:
http://usiminas.infoinvest.com.br/) ..................................................................................... 55
Tabela 15 - Negócios Internacionais ................................................................................... 56
Tabela 16 - Fornecedores estrangeiros ................................................................................ 57
Tabela 17 - Projeção DFCs U.S. Steel ................................................................................ 59
Tabela 18 - At. Permanente e PL ........................................................................................ 62
Tabela 19 - Empréstimos e % do PL ................................................................................... 63
Tabela 20 - Fluxo de Caixa (fonte: http//us.advfn.com) ..................................................... 64

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Índice de Figuras

Figura 1 - IPCA (fonte: IPEADATA) ................................................................................... 7


Figura 2 - Taxa de Câmbio (fonte: IPEADATA) .................................................................. 8
Figura 3 - Renda média (fonte: IPEADATA) ....................................................................... 8
Figura 4 - Desemprego (fonte: IPEADATA) ........................................................................ 9
Figura 5 - PIB Per capita (fonte: IPEADATA) ..................................................................... 9
Figura 6 - PIB real (fonte: IPEADATA) ............................................................................. 10
Figura 7 - Investimento real (fonte: IPEADATA) .............................................................. 10
Figura 8 - NASDAQ (fonte: IPEADATA) ......................................................................... 11
Figura 9 - PIB EUA (fonte: IPEADATA) ........................................................................... 12
Figura 10 - (fonte: OCDE apud. MATIAS, 2007) .............................................................. 12
Figura 11 - Juros EUA (fonte: IPEADATA) ...................................................................... 14
Figura 12 - Euro/US$ (fonte: IPEADATA) ....................................................................... 14
Figura 13 - IPC EUA (fonte: IPEADATA) ........................................................................ 15
Figura 14 - Desemprego EUA (fonte: IPEADATA) .......................................................... 15
Figura 15 - PIB per capita (fonte: IPEADATA) ................................................................ 16
Figura 16 - PIB China (fonte: IPEADATA) ...................................................................... 16
Figura 17 - (fonte: Inepad apud MATIAS, 2007) ............................................................... 17
Figura 18 - China PIB per capita (fonte: IPEADATA) ...................................................... 18
Figura 19 - Taxa de Cãmbio - yuan/US$ (fonte: IPEADATA) ......................................... 18
Figura 20 - China IPC (fonte: IPEADATA) ...................................................................... 19
Figura 21 - (fonte: Internacional Labor Organization apud. MATIAS, 2007) ................... 19
Figura 22 - (fonte: Indexmundi, 2011) ................................................................................ 20
Figura 23 - PIB Japão (fonte: IPEADATA) ....................................................................... 20
Figura 24 - Balança comercial Japão (fonte: IPEADATA) ............................................... 21
Figura 25 - PIB Japão (fonte: IPEADATA) ....................................................................... 21
Figura 26 - Desemprego Japão (fonte: IPEADATA) ......................................................... 22
Figura 27 - Juros Japão (fonte: IPEADATA)..................................................................... 22
Figura 28 - IPC Japão (fonte: IPEADATA) ........................................................................ 23
Figura 29 - Câmbio Japão (fonte: IPEADATA) ................................................................ 23
Figura 30 - (fonte: Instituto Aço Brasil, 2010)................................................................... 24
Figura 31 - Produção Aço (fonte: IPEADATA) ................................................................ 24
Figura 32 - Produção Aço por empresa (fonte: Instituto Aço Brasil, 2010) ....................... 25
Figura 33 - Produção Mundial de Aço (fonte: Instituto Aço Brasil, 2010) ........................ 26
Figura 34- PIB Mundial – projeção (fonte: IPEADATA)................................................... 30
Figura 35 - Créditos e Contas a Receber ............................................................................. 43
Figura 36 - Percentagem - Créditos sobre Ativo Circ. ........................................................ 44
Figura 37 - Giro de Estoques............................................................................................... 46
Figura 38 - Aplicação em Estoques..................................................................................... 47
Figura 39 - Fluxo de Caixa .................................................................................................. 54
Figura 40 - Ativo, Passivo e PL .......................................................................................... 61
Figura 41 - Receita Líquida e Resultado do Exercício........................................................ 62
Figura 42 - Disponibilidades ............................................................................................... 66
Figura 43 - Estoques ............................................................................................................ 68
Figura 44 - Percentagem dos Estoques na Receita Líquida ................................................ 68
Figura 45 - Créditos............................................................................................................. 69
Figura 46 - Impostos ........................................................................................................... 70
Figura 47 - Percentagem Impostos Sobre Passivo .............................................................. 70

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1 DIAGNÓSTICO FINANCEIRO

O atual trabalho visa fazer uma analise financeira retrospectiva dos últimos dez
anos e prospectiva para os próximos dois anos da empresa do setor de siderurgia, Usinas
Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. (CNPJ: 60.894.730/0001-05) que utiliza o nome
comercial de USIMINAS.
Inicialmente faremos uma análise macro-financeira nacional e internacional,
seguida de uma analise setorial. Apresentaremos a analise das fontes de financiamento,
depois de risco de crédito, seguindo uma analise de estoques e analise dos indicadores do
modelo E2S. E para finalizar a projeção para os próximos dois anos: macro-financeira e
para a USIMINAS.
Os Demonstrativos Financeiros Padronizados da empresa (de 2001 a 2011) serão
encontrados no anexo 1 deste documento. E o valor de todos os indicadores E2S serão
encontrados no anexo 2.

1.1 ANÁLISE MACRO-FINANCEIRA

Nesse capítulo faremos a analise nacional e posteriormente a análise internacional.


Os países escolhidos para a análise internacional foram
a) Estados Unidos: pela sua relevância global e por ser responsável por 6% das
exportações da USIMINAS em 2010.
b) China: por se tratar do maior comprador externo do aço da empresa analisada,
representou 16% das vendas externas da empresa em 2010.
c) Japão, pelo fato de que o conglomerado japonês Nippon Steel é atualmente o
controlador e maior investidor da USIMINAS.

1.2 ANÁLISE NACIONAL

O ano de 2001 foi o período final do mandato de Fernando Henrique Cardoso. Foi
um ano conturbado nacionalmente e internacionalmente:
No ano de 2001, tem-se uma mudança na trajetória de crescimento em
função dos choques externos (pressões cambiais em função da crise da
Argentina), que promoveu outra desvalorização do Real frente ao Dólar
e a crise energética (racionamento de energia no país) promovendo

6
redução do consumo e pressões de custo. Houve pressões inflacionárias
em função da nova desvalorização cambial (interrompendo o processo
de queda nas taxas de juros), retraindo os investimentos nos anos de
2001 e 2002. (MATIAS, 2007)

Fatos que trouxeram à tona a fragilidade da economia brasileira.


As eleições de 2002 trouxeram muitas incertezas para o mercado, agravando esse
cenário de recessão. O IPCA disparou junto com vários outros indicadores diante da
incerteza de como seria a política de então eleito presidente Luís Inácio Lula da Silva.
Abaixo o gráfico mostrando as variações do IPCA desde 1996.

Figura 1 - IPCA (fonte: IPEADATA)

A política de FHC era tida como a que possuiu o objetivo final de estabilizar a
economia como um todo e principalmente a inflação. A inflação era um terror que
assombrava gerações brasileiras que viveram em épocas que esta chegava a 80% ao mês. O
sentimento de insegurança dos investidores estrangeiros diante dessa transição política
traduziu-se pelo considerável aumento da taxa de cambio (a mais alta dos últimos 10 anos),
do risco-país, das taxas de juros e do índice Bovespa:
Nesse período (dezembro de 2002), o índice IBOVESPA somava 11.268
pontos, o risco pais aproximava-se dos 1.446 pontos e a cotação da
moeda americana (1 US$) chegava a R$ 3,54, enquanto a taxa de juros
SELIC chegou ao patamar de 25% ao ano e as reservas internacionais
não passavam de US$ 37,8 bilhões. Os títulos da dívida brasileira
chegaram a se desvalorizar em 20%. (MATIAS, 2007)

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Figura 2 - Taxa de Câmbio (fonte: IPEADATA)

O inicio da política de Lula visou acalmar o mercado. Seu plano econômico seguiu
as diretrizes já impostas pelo governo atual. O novo governo cumpriu todas as medidas já
formadas no governo anterior e se caracterizou muito pela política de divisão de rendas. De
modo geral houve um aumenta da renda média real, gráfico abaixo.

Figura 3 - Renda média (fonte: IPEADATA)

E também uma diminuição das taxas de desemprego.

8
Figura 4 - Desemprego (fonte: IPEADATA)

Essa evolução em termos sociais é condizente com a evolução econômica não só do


país, mas do mundo nesses últimos anos. Abaixo, o gráfico do PIB per capita.

Figura 5 - PIB Per capita (fonte: IPEADATA)

O PIB per capita evolui quase linearmente passando de US$ 7,04 mil em 2000 para
US$ 8,33 mil em 2009.

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Figura 6 - PIB real (fonte: IPEADATA)

Tirando as sazonalidades, o PIB real seguiu uma linha crescente de aumento,


acompanhado a tendência mundial de crescimento. Embora seu crescimento ficasse aquém
de outros países emergentes, seus pontos mínimos de crescimento no período foram o já
citado período da transição política FHC-Lula e a crise econômica de 2008.
O investimento real segue uma trajetória parecida com a variação do PIB. O
período da transição do governo foi marcado por taxas negativas de investimento
(calculado segundo o IPEADATA pela “variação percentual em relação ao mesmo período
do ano anterior”) no determinado período, tendo também seu ponto mínimo em 2009 como
consequência da crise financeira que abalou o mundo naquele período.

Figura 7 - Investimento real (fonte: IPEADATA)

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1.3 ANÁLISE INTERNACIONAL

1.3.1 ESTADOS UNIDOS

Os Estados Unidos é a maior economia global. Segundo o FMI seu PIB em 2010
equivale a US$ 14.624,184 bilhões, sendo maior do que a soma dos três outros maiores
PIBs do mundo, a saber, China, Japão e Alemanha.
O período da análise corresponde de 2001 à 2010, o que equivale aos dois
mandatos do presidente George W. Bush. Eleito em 2000, Bush tomou posse no inicio de
2001. Seu mandato iniciou-se fraco com imagem de uma polêmica eleição. O País já
estava com uma retração na economia devido ao estouro da Bolha das empresas “ponto
com” na bolsa de valores eletrônica NASDAQ como podemos ver no gráfico abaixo: em
2000 o índice da bolsa atingiu seu ápice iniciando um processo de queda que só iniciou um
processo concreto de crescimento em 2003.

Figura 8 - NASDAQ (fonte: IPEADATA)

No PIB (abaixo) também podemos ver essa retração no período.

11
Figura 9 - PIB EUA (fonte: IPEADATA)

Em 11 de setembro de 2001 ocorreram os atentados terroristas no World Trade


Center em Nova Iorque e no Pentágono em Washington. As bolsas de valores de Dow
Jones e NASDAQ ficaram fechadas durante alguns dias, na reabertura registravam
drásticas quedas. O PIB do país após esse período mostrou grande crescimento,
provavelmente boa parte devido aos gastos públicos terem aumentado com as intervenções
militares no Afeganistão e, posteriormente, Iraque.

Figura 10 - (fonte: OCDE apud. MATIAS, 2007)

Os EUA vinham de um grande período em que seus gastos superavam sua receita e
estavam em um período de equilíbrio entre as contas. Com o inicio da “Guerra ao Terror” a
voltou ao seu estado de déficit orçamentário. O então governo Bush, que até o momento
dos atentados era tido como fraco, passou a adquirir grande aprovação com a intervenção
militar em resposta aos ataques. Esse foi um período que causou instabilidade no mundo,

12
houve aumento no preço do petróleo que ocasionou uma piora na balança comercial dos
EUA (MATIAS, 2007). Ainda segundo Matias (2007):
“Apenas em 2004 os investidores retomaram a confiança na economia
norte americana e aumentaram os investimentos, resultando em uma
melhora dos indicadores financeiros, notadamente no índice de
desemprego que caiu de 6,4% em junho de 2003, para 5,6% no mesmo
período de 2004.”

Desde então a economia americana continuou crescendo em um bom ritmo até


sofrer com outra crise econômica, dessa vez só comparada com a de 1929. A Crise
financeira de 2008-2009 começou através de uma crise de hipotecas subprime.
Hipotecas subprime são empréstimos residenciais que não se encaixam
nos critérios de hipotecas prime, ou seja, são empréstimos que possuem
menor expectativa de pagamento integral. O empréstimo subprime
facilitou a expansão da compra do imóvel próprio para as comunidades
mais pobres que são geralmente consideradas muito arriscadas para os
empréstimos tradicionais. (MATIAS, 2007)

O grande número de inadimplência começou a fazer com que houvesse um


mercado mobiliário com grande oferta de residências. Os bancos não conseguiam se livrar
mais dessas casas que adquiriam em hipotecas realizadas, aumentando assim sua
quantidade de ativos de difícil realização e havendo ao mesmo tempo a massiva
desvalorização desses; até que, em linhas gerais, os bancos não possuíam capital de giro
para manter suas operações, levando alguns à insolvência. A crise começou por atingir os
Bancos que fizeram tais tipos de investimentos, e posteriormente seguradoras que criaram
seguros contra a inadimplência desse tipo de empréstimo; tudo isso gerou quedas históricas
nas bolsas de valores num efeito dominó de queda de cotações que contaminou as bolsas
de todo o mundo. As conseqüências desse caso podem ser vistas nos gráficos mostrados
acima, inclusive do Brasil, e será notado em boa parte das subseqüentes analises.
O Federal Reserve (Banco Central dos EUA, FED)
Tanto na crise de 1991, quanto na crise de 2001 (...) optou por diminuir a
taxa de juros básica. A diminuição dos juros aumenta a liquidez na
economia, uma vez que diminui o custo de capital e pode atuar como um
impulso para o consumo. (MATIAS, 2007)

13
Figura 11 - Juros EUA (fonte: IPEADATA)

A taxa de juros básica corrente desde janeiro de 2009 é de 0,125%.


A moeda americana tornou-se cada vez mais desvalorizada no mercado
internacional. Desde 2001 ela vinha apresentando certa queda diante do Euro, até atingirem
suas menores cotações com a crise de 2008-09.

Figura 12 - Euro/US$ (fonte: IPEADATA)

A atual baixa do dólar em relação ao real brasileiro pode ser explicada em partes
por esse contínuo fenômeno de desvalorização do dólar que vem ocorrendo.

14
Figura 13 - IPC EUA (fonte: IPEADATA)

Acima mostramos o IPC no período. Os EUA vinham com uma constante e leve
inflação que deu uma retraída devido à grande queda no consumo interno e aumento da
oferta de produtos.

Figura 14 - Desemprego EUA (fonte: IPEADATA)

A taxa de desemprego (acima) que vinha sofrendo oscilações desde 2000, no ano de
2008 atingindo patamares em torno de 9%. Os EUA e sua população entraram numa crise
há muito tempo não vista. O PIB per capita (abaixo) que vinha em um aumento anual,
começou se estagnar e diminuir.

15
Figura 15 - PIB per capita (fonte: IPEADATA)

1.3.2 CHINA

É um lugar comum dizer que na China tudo é grande. É um dos maiores países em
termos de território; possui a maior população do planeta; seu PIB real já é o segundo
maior do mundo, perdendo somente para os EUA, e o que mantêm maiores taxas de
crescimento no mundo. Nesse nível de crescimento analistas acreditam que o PIB chinês
irá superar o estadosunidensses até 2020. Abaixo o gráfico de crescimento do PIB em
paridade do poder de compra.

Figura 16 - PIB China (fonte: IPEADATA)

A China é uma economia socialista de mercado. Sua economia é planificada pelo


governo e executada pela livre iniciativa. Mas nem sempre foi assim, esse novo modelo
surgiu com Deng Xiaoping.

16
Em 1978, após um período de prolongada seca, o governo foi forçado a
afrouxar os controles sobre a atividade agrícola. Pelas novas regras, os
produtores agrícolas podiam reter parte de sua produção para consumo
ou venda. Essa oportunidade estimulou muito os camponeses e a
produtividade agrícola aumentou bastante. O sucesso das reformas
agrícolas logo foi adaptado para a indústria e estas rapidamente
obtiveram sucesso com o relaxamento dos rigorosos controles estatais.
No final da década de 70, também foram criadas as ZEE (Zonas
Econômicas Especiais), responsáveis por grande produção industrial e
comércio com o exterior. (MATIAS, 2007)

A modificação de sua postura econômica abriu as portas para um crescimento


gigantesco e ganhar participação e espaço seja político ou econômico no mundo. Hoje a
China faz parte da ONU, da OMC, do FMI, entre outros órgãos internacionais de prestígio
e de suma importância.
Seu grande crescimento pode ser explicado em grande parte pelo país ter se tornado
um grande exportador de bens faturados para o mundo. Abaixo apresentamos a balança
comercial da China.

Figura 17 - (fonte: Inepad apud MATIAS, 2007)

Apesar de seu crescimento gigantesco o PIB per capita não atinge grandes níveis se
comparado aos demais países de tamanha economia. Por exemplo, o PIB per capita
brasileiro, é maior que o chinês. Abaixo o gráfico em US$ de sua evolução.

17
Figura 18 - China PIB per capita (fonte: IPEADATA)

Uma das explicações do grande nível de exportações chinesas é a política cambial


de manter a sua moeda (o Yuan) desvalorizada. Os produtos ficam mais baratos ao serem
produzidos na China do que em outro lugar. Mas mesmo assim a partir de 2005, o Yuan
teve alguma valorização diante do dólar.

Figura 19 - Taxa de Cãmbio - yuan/US$ (fonte: IPEADATA)

A inflação chinesa era muito inconstante. Mas nos últimos 10 anos se comportou de
modo relativamente mais estável. Ela é geralmente baixa e chegou a pontos de deflação em
2009, provavelmente como efeito da crise financeira norte-americana.

18
Figura 20 - China IPC (fonte: IPEADATA)

A mão de obra chinesa em termos comparativos é uma das mais baratas e


abundantes do mundo. Segundo o documentário de Micha Peled, China Blue, o pais vem
sofrendo um processo de êxodo rural muito forte, o que vem fornecendo força de trabalho
abundante para as fabricas. Abaixo dois gráficos sobre desemprego na China, o primeiro
cobrindo de 1990 a 2005, o segundo de 2005 a estimativa para 2011.

Figura 21 - (fonte: Internacional Labor Organization apud. MATIAS, 2007)

19
Figura 22 - (fonte: Indexmundi, 2011)

1.3.3 JAPÃO

O Japão é atualmente a terceira maior economia do mundo, perdendo apenas para


EUA e China. Ele girou nos últimos anos na faixa dos ¥500 trilhões. Por se tratar de uma
das grandes superpotência do mundo desenvolvido, a variação do PIB mostrada no gráfico
abaixo se assemelha com a dos EUA, já tratada nesse trabalho, porém com variações mais
drásticas.

Figura 23 - PIB Japão (fonte: IPEADATA)

De 2001 a 2003 o Japão apresentou recessão como uma conseqüência da crise da


bolha das “ponto com” e dos atentados terroristas nos EUA. A Economia se recuperou
tendo crescimento consideráveis para novamente entrar em uma forte recessão, dessa vez
causa pela crise americana que contaminou o mundo em 2008-2009, mas houve uma
recuperação e volta para os patamares de 2005 no ano de 2010.

20
O Japão é um país grande produtor de tecnologias, altamente industrializado porém
dependente do mercado externo para obtenções de matéria prima. Apesar de suas altas
importações de matéria prima, sua balança comercial é positiva devido a grandes
exportações de produtos acabados.

Figura 24 - Balança comercial Japão (fonte: IPEADATA)

A população do Japão é estimada em 127,9 milhões de pessoas. Sua renda per


capita não está entre as maiores do mundo, mas é uma das maiores entre os países do G7.
Ela vinha num crescimento constante, mas foi abalado pela crise de 2008-09.

Figura 25 - PIB Japão (fonte: IPEADATA)

A força de trabalho no Japão é tida como uma das mais especializadas no mundo.
Sua capacidade de gerar revoluções tecnológicas deve-se em boa parte a esses
profissionais. A taxa de desemprego no período girou em torno de 5%

21
Figura 26 - Desemprego Japão (fonte: IPEADATA)

Os desempregos mostram maiores taxas em 2002, um pico em 2007 e no começo


de 2009. Reflexos respectivamente da crise mundial de 2001, de uma mudança agressiva
na variação na base monetária em 2007 (ROQUE, 2010), e a crise financeira mundial de
2008-2009.

Figura 27 - Juros Japão (fonte: IPEADATA)

Segundo Roque (2010) em 2007 o governo aumentou os juros (gráfico acima) para
conter uma onda de deflação que vinha ocorrendo, (gráfico abaixo). A atitude foi capaz de
fazer com que a inflação não fosse mais negativa, porém afetou a taxa de emprego naquele
período. Porém o mesmo voltou rapidamente a patamares anteriores.

22
Figura 28 - IPC Japão (fonte: IPEADATA)

O Yene, moeda japonesa, apresentava sazonalidade de variação até 2008. Diante da


crise financeira desse ano, e do enfraquecimento do dólar como moeda, visto no mundo
todo, o Yene apresentou valorização diante do dólar a partir de 2008; chegando hoje em
dia a preços históricos de alta diante do dólar.

Figura 29 - Câmbio Japão (fonte: IPEADATA)

1.4 ANÁLISE SETORIAL

A siderurgia brasileira atende prioritariamente ao mercado interno. Em relação ao


consumo interno de aço, muito pouco do aço que o mercado nacional demanda é
importado.

23
Figura 30 - (fonte: Instituto Aço Brasil, 2010)

O Brasil vem passando por um período de forte crescimento. As novas políticas de


investimento em infra-estrutura fizeram com que nos últimos anos a produção de aço
apresentasse crescimento. A quantidade recorde de aço produzida foi atingida um pouco
antes da crise mundial de 2008-2009.

Figura 31 - Produção Aço (fonte: IPEADATA)

Depois do ápice da produção antes da crise, a capacidade instalada tornou-se muito


ociosa. O crescimento retomou, mas ainda não atingiu o mesmo patamar.
Existe, desde a crise econômica em 2008, elevado desbalanceamento
entre a capacidade de produção e o consumo mundial de produtos
siderúrgicos. O excedente de capacidade na produção de aço mundial
gira, hoje [dezembro de 2010], em torno de 500 milhões de toneladas,
segundo o World Steel Association . Em consequência disso os preços
no mercado mundial estão artificialmente baixos e as condições de
financiamento incompatíveis com as práticas usuais do mercado.
(INSTITUTO AÇO BRASIL, 2010)

24
Desde a época desse informativo até hoje, o preço do aço, assim como das
commodities em geral subiram. O aço vive um momento de preços altos em que boa parte
é explicado pelo terremoto ocorrido em 11 de março no Japão.
As condições atuais do mercado de aço resultam em alta dos preços da
commodity, dificuldade de suprimento da demanda e grande aumento da
volatilidade das cotações. Esta volatilidade incentiva a busca por meios
de redução dos riscos para os agentes deste mercado. Esta é a função
primordial dos contratos futuros e de opções de aço. (WIKI-ADVFN,
2011)

Nesse contexto o Brasil mostra-se um dos dez maiores produtores de aço do mundo
produzindo 25,3 milhões de toneladas em 2009. Essa produção é dividida da seguinte
maneira:

Figura 32 - Produção Aço por empresa (fonte: Instituto Aço Brasil, 2010)

A empresa analisada nesse trabalho, a USIMINAS, representa a segunda maior


produtora de aço bruto do Brasil. Que é o nono maior produtor de aço do mundo como
podemos ver na tabela a seguir:

25
Figura 33 - Produção Mundial de Aço (fonte: Instituto Aço Brasil, 2010)

1.5 ANÁLISE DOS INDICADORES E2S1

Num sistema de pontuação variando de 0 a 9, usando como comparação cerca de 40


empresas nacionais de diversos setores, chegamos na seguinte pontuação para a
USIMINAS:

Tabela 1 - Indicadores financeiros Pontuação


Indicadores: pontuação (0 a 9) 2001 2002 2003 2004 2005
Capitalização Ajustada 2 2 3 4 7
Capitalização Seca 2 3 3 4 7
Endividamento Ajustado Total 1 3 3 7
Captação

2
Endividamento Seco 2 2 3 3 6
Captação de Curto Prazo 7 6 7 8 6
Captação de Longo Prazo 2 3 2 2 3
Exigibilidades Tributárias 5 5 4 2 2
Comprometimento Bancário 5 4 6 7 6
Comprometimento com Fornecedores 8 7 8 8 8
Imobilização Ajustada do Capital Próprio 2 1 2 2 4
Imobilização de Recursos não Correntes 2 2 2 3 3
Aplicação

Recursos de Longo Prazo em Giro 2 1 2 3 3


Recursos Próprios em Giro 2 1 2 2 5
Aplicação em Ativos de Crédito 5 6 6 5 3
Aplicaçao em Estoques 3 6 4 4 2
Aplicação em Disponibilidades 4 4 5 6 5
Aplicação em Investimentos 3 4 4 3 1
Aplicação em Imobilizado 1 1 1 1 2

1
Os índices em números absolutos estão no Anexo 2 desse documento.

26
Despesa de Overhead - 5 5 5 5
Custo de Produção - 7 7 6 7
Despesa Administrativa 6 6 6 6
Eficiência
-
Despesa de Comercialização - 6 6 6 6
Eficiência Operacional 0 0 0 0 0
Custo do Endividamento 8 8 7 8 8
Despesa Financeira - 8 9 8 8
Despesa Operacional 5 5 5 5 5
Provisionamento para IR e contribuições 0 7 7 7 6
Margem Bruta - 6 7 7 7
Margem da Atividade - 7 7 8 8
Rentabilidades

Constribuição do Resultado Financeiro - 0 0 2 7


Margem Operacional - 1 7 9 8
Margem Líquida - 1 7 9 9
Giro do Ativo Operacional 2 2 2 3 3
Giro do Ativo Total 1 1 2 3 2
Rentabilidade da Atividade do PL 6 7 7 7 7
Rentabilidade do Ativo Total (ROI) 2 1 6 8 9
Rentabilidade do Ativo Operacional 4 2 6 9 9
Rentabilidade do Patrimônio Líquido 4 2 6 8 7
Liquidez Geral 2 2 3 4
CCG Solvencia

1
Liquidez Corrente 1 1 2 6 5
Liquidez Seca 1 1 2 6 4
Coeficiente do Capital de Giro Líquido 1 1 2 6 5
Coeficiente do Capital de Giro Próprio 2 2 3 5 8

Indicadores: pontuação (0 a 9) 2006 2007 2008 2009 2010


Capitalização Ajustada 8 8 8 8 7
Capitalização Seca 8 8 8 8 8
Endividamento Ajustado Total 8 8 7 8 7
Captação

Endividamento Seco 8 8 7 8 8
Captação de Curto Prazo 7 5 6 6 7
Captação de Longo Prazo 3 4 3 3 2
Exigibilidades Tributárias 3 1 2 5 4
Comprometimento Bancário 7 7 5 5 6
Comprometimento com Fornecedores 7 6 6 6 6
Imobilização Ajustada do Capital Próprio 4 4 5 5 4
Aplicação

Imobilização de Recursos não Correntes 2 3 4 3 2


Recursos de Longo Prazo em Giro 3 4 5 4 4
Recursos Próprios em Giro 5 6 6 6 5
Aplicação em Ativos de Crédito 3 3 5 4 2
Aplicaçao em Estoques 2 3 2 1 2
Aplicação em Disponibilidades 7 7 5 6 7

27
Aplicação em Investimentos 1 1 1 1 1
Aplicação em Imobilizado 2 2 3 2 2
Despesa de Overhead 6 6 5 6 6
Custo de Produção 7 7 7 8 9
Despesa Administrativa 6 6 6 7 8
Eficiência

Despesa de Comercialização 6 6 6 6 6
Eficiência Operacional 0 0 0 1 0
Custo do Endividamento 8 7 9 2 -
Despesa Financeira 8 7 9 2 -
Despesa Operacional 5 5 5 6 5
Provisionamento para IR e contribuições 6 7 6 7 -
Margem Bruta 7 7 7 7 7
Margem da Atividade 8 8 8 5 5
Rentabilidades

Constribuição do Resultado Financeiro 2 6 1 8 9


Margem Operacional 8 8 8 6 6
Margem Líquida 8 9 8 6 7
Giro do Ativo Operacional 3 3 2 2 2
Giro do Ativo Total 2 2 2 2 2
Rentabilidade da Atividade do PL 5 6 6 3 2
Rentabilidade do Ativo Total (ROI) 7 8 7 4 4
Rentabilidade do Ativo Operacional 8 9 7 5 5
Rentabilidade do Patrimônio Líquido 5 6 6 3 3
Liquidez Geral 5 6 6 5 5
CCG Solvencia

Liquidez Corrente 8 7 8 8 9
Liquidez Seca 7 7 8 7 8
Coeficiente do Capital de Giro Líquido 6 7 7 7 7
Coeficiente do Capital de Giro Próprio 8 9 8 9 8

Através da análise do desempenho dos indicadores e da análise dos Demonstrativos


financeiros (Anexo 1) vemos que a USIMINAS teve um expressivo crescimento nesses
últimos 10 anos. A empresa estava numa excelente fase em 2008, de recordes de
faturamento e investimento; com a crise financeira a demanda por aço decaiu
drasticamente no mundo inteiro e a empresa não ficou isolada disso. Muitos analistas
criticaram que a USIMINAS não apresentou resultados satisfatórios em 2010, o mercado
via que os resultados de 2010 deveriam demonstrar a retomada do crescimento a níveis que
apresentavam em 2008, antes da crise. A USIMINAS não apresentou resultados
comparáveis aos de 2008, mas percebe-se através de seus balanços e dos índices a
formação de uma estratégia da empresa dispor de grandes somas de capital de giro. Capital
que poderiam ter sido aplicados em outras rubricas das contas acabou sendo aplicada nas

28
disponibilidades, estratégia coerente para uma empresa que vem demonstrando interesses
de realizar fortes investimentos nos próximos anos.

1.6 PROJEÇÕES

1.6.1 MACROFINANCEIRA NACIONAL

O Brasil foi considerado um dos países que melhores lidou com a crise. A crise
financeira de 2008-09 atingiu, sim, o Brasil, porém não de uma forma tão impactante como
em outros países. Muito da crise econômica não ter atingido o Brasil com tamanha força
deve-se as políticas econômicas para gerar liquidez tomada pelo Brasil. Isso evitou uma
retração do consumo e conseqüentemente da produção.
Segundo o IPEADATA o PIB do Brasil deve crescer 5,4% em 2011 e 5,9% em
2012. O consumo privado 6,0% e 6,4%, respectivamente para os mesmos anos. A taxa de
juros deverá manter-se 11,3% para os dois anos.
O Brasil está numa fase de expansão das suas infra-estruturas, tanto versando sobre
um aceleramento econômico (como por exemplo, o Programa de Aceleração do
Crescimento, o PAC, que tem orçado para esse ano investimentos de R$ 39,750 bilhões)
quanto investimentos para os futuros eventos globais que irá ocorrer no Brasil: a Copa do
Mundo em 2014, e a Olimpíadas em 2016.
O IPEADATA prevê investimentos fixos para o Brasil de R$ 757,80 bilhões em
2011 e R$ 928,30 bilhões em 2012; o que corresponderia a uma variação real de 6,0% e
6,4% respectivamente, em relação aos anos anteriores.
Deste modo, as expectativas de crescimento para o Brasil são boas.

1.6.2 MACROFINANCEIRA INTERNACIONAL

Segundo o IPEADATA o PIB mundial deverá ter um crescimento entre 4% e 5%


ao ano até 2015.

29
Figura 34- PIB Mundial – projeção (fonte: IPEADATA)

O mundo está num processo de recuperação econômica da crise de 2008-2009. Sem


contar que num ritmo acelerado de crescimento impulsionado pela economia chinesa.
Ainda segundo o IPEADATA os EUA apresentarão um crescimento de 2,1% em 2011, a
China 8,7%, e o Japão 1,7%. Mas o caso do Japão já é visível uma diferenciação entre essa
previsão de crescimento e o crescimento que ele irá de fato apresentar. O terremoto que
abalou seu território em 11 de março de 2011 fará com que essa projeção seja revista para
baixo. Mas acredita-se que em ritmo de recuperação estrutural e econômica, o Japão irá
necessitar de muita matéria prima e commodities – esse é um dos fatores da alta dos preços
das commodities atualmente no mercado internacional – e o Brasil é um país que sua
balança de exportações é constituída em boa parte por esses produtos.

1.6.3 SETORIAL SIDERURGIA

O setor siderúrgico irá apresentar forte crescimento diante desse cenário. O grande
mercado desse setor é nacional e boa parte dele é voltada para aços com fins na construção
civil. Os projetos do PAC, a Copa do Mundo e a Olimpíadas, irão demandar grandes
volumes de aço, capazes de superar a capacidade produtiva brasileira no setor. O Instituto
Aço Brasil prevê um crescimento de 7% no setor para os próximos anos, algumas
siderúrgicas estão fazendo pesados investimentos para competir com o aço chinês. A alta
das commodities internacionais deixa o aço brasileiro com certa margem de lucro, porém
quando esse preço internacional está em seu nível normal, as margens de produção
brasileira não conseguem fazer preços competitivos ao aço Chinês.
30
1.6.4 EMPRESARIAL, USIMINAS

Como dito no parágrafo anterior, o preço alto das commodities faz com que esse
período seja um bom período para a siderurgia brasileira. Está pode competir com o
mercado Chinês diante desse cenário de preços altos. Mas diante de preços normais para o
aço, o Brasil obtêm margens menores e menor capacidade competitiva. Por isso a
USIMINAS possui projetos de grandes investimentos na área de extração mineral,
horizontalizando a cadeia e podendo operar com margens melhores e competitivamente
com o mercado de aço Chinês.
O grupo está expandindo as unidades industriais localizadas nos
municípios de Ipatinga, Pouso Alegre, Itatiaiuçu e Mateus Leme, onde
ele está presente com a Usiminas, Usipart e Unigal. Os investimentos
vão gerar 4 mil empregos diretos.
“Este é o maior investimento na siderurgia brasileira em todos os
tempos, de uma empresa individualmente. São investimentos em
qualidade e aumento de capacidade produtiva. Somente em Ipatinga,
vamos aumentar em mais de 3,2 milhões de toneladas. Se falarmos em
empregos indiretos, na construção e na montagem, estamos falando em
algo acima de 20 mil pessoas”, explicou o presidente do Sistema
Usiminas, Rinaldo Campos Soares. (GOVERNO DE MINAS GERAIS,
2010)

Ao se perceber que a empresa está acumulando capital em disponibilidades, fica


claro a sua intenção de realizar esse grande investimento. As possibilidades a partir dele
serão uma maior competitividade no mercado externo e interno de aço, podendo
juntamente aumentar sua produtividade, utilizando-se da capacidade já instalada que
atualmente não está operando a plena capacidade, e também da expansão das Usinas já
existentes. Os próximos anos apresentam-se assim com um grande potencial de
crescimento para a USIMINAS.

1.6.5 BALANÇO E INDICADORES DA USIMINAS PARA 2011 E 2012

Abaixo estão as projeções de resultados para a USIMINAS para os anos de 2011 e


2012, juntamente com seus resultados de 2008 a 2010. Lembrando que o Anexo 1 deste
documento possui todos os balanços dos últimos 10 anos.

31
Ativo, Consolidado

Milhões 2008 2009 2.010 2011 2012


Ativo Total 21.850,678 20.398,680 25.209,485 26.974,15 28.862,34
Ativo Circulante 9.426,989 7.390,825 9.749,110 10.431,55 11.161,76
Disponibilidades 2.316,770 2.442,587 3.607,878 3.860,43 4.130,66
Créditos 2.425,063 1.554,584 1.394,979 1.492,63 1.597,11
Estoques 4.026,327 2.881,624 3.880,755 4.152,41 4.443,08
Outros 658,829 512,030 865,498 926,08 990,91
Ativo Não Circulante 12.423,688 13.007,855 15.460,375 16.542,60 17.700,58
Ativo Realizável a Longo
Prazo 1.000,838 1.119,468 1.137,796 1.217,44 1.302,66
Créditos Diversos 29,543 27,632 25,078 26,83 28,71
Créditos com Pessoas
Ligadas 6,572 5,818 4,722 5,05 5,41
Outros 964,724 1.086,018 792,498 847,97 907,33
Ativo Permanente 11.422,850 11.888,387 14.322,578 15.325,16 16.397,92
Investimentos 1.645,054 1.368,187 1.633,003 1.747,31 1.869,63
Imobilizado 8.191,777 9.159,878 11.309,571 12.101,24 12.948,33
Intangível 1.586,019 1.360,322 1.380,005 1.476,61 1.579,97
Diferido 0,000 0,000 0,000 0,00 0,00

Passivo, Consolidado

Milhões 2008 2009 2.010 2011 2012


Passivo Total 21.850,678 20.398,680 25.209,485 26.974,15 28.862,34
Passivo Circulante 3.501,640 2.565,205 2.798,136 2.994,01 3.203,59
Empréstimos e
Financiamentos 839,396 582,001 671,668 718,68 768,99
Debêntures 22,858 14,791 17,759 19,00 20,33
Fornecedores 873,396 645,922 996,563 1.066,32 1.140,97
Impostos, Taxas e
Contribuições 658,920 201,412 244,836 261,98 280,31
Dividendos a Pagar 485,316 303,531 126,619 135,48 144,97
Provisões 0,000 74,090 0,000 0,00 0,00
Dívidas com Pessoas Ligadas 44,049 43,397 63,021 67,43 72,15
Outros 577,705 700,062 594,501 636,12 680,64
Passivo Não Circulante 6.442,151 5.776,172 7.335,015 7.848,47 8.397,86
Passivo Exigível a Longo
Prazo 6.373,587 5.494,597 7.731,147 8.272,33 8.851,39
Empréstimos e
Financiamentos 3.567,501 2.919,121 5.469,888 5.852,78 6.262,47
Debêntures 871,490 871,490 396,132 423,86 453,53
Provisões 1.652,614 1.289,001 1.387,891 1.485,04 1.589,00
Dívidas com Pessoas
Ligadas 1,362 0,000 33,931 36,31 38,85

32
Outros 280,621 414,985 443,306 474,34 507,54
Resultados de Exercícios
Futuros 0,000 0,000 0,000 0,00 0,00
Participações Minoritárias 68,563 281,575 1.265,117 1.353,68 1.448,43
Patrimônio Líquido 11.906,888 12.057,303 13.811,217 14.778,00 15.812,46
Capital Social Realizado 9.626,005 9.626,005 9.626,005 10.299,83 11.020,81
Reservas de Capital 0,000 0,000 0,000 0,00 0,00
Reservas de Reavaliação 0,000 0,000 0,000 0,00 0,00
Adiantamento p/ futuro
aumento de capital 0,000 0,000 0,000 0,00 0,00
Outras Reservas de Lucro 1.900,572 2.593,674 3.420,197 3.659,61 3.915,78
Lucros/Prejuízos Acumulados 0,000 0,000 0,000 0,00 0,00

DRE no Ano Fiscal,


Consolidado

Milhões 2008 2009 2.010 2011 2012


Receita Bruta de Vendas e/ou
Serviços 17.550,301 12.287,419 14.281,186 15.280,87 16.350,53
Deduções da Receita Bruta (4.536,385) (3.236,033) 0,00 0,00
Receita Líquida de Vendas e/ou
Serviços 13.013,917 9.051,385 10.740,217 11.492,03 12.296,47
Custo de Bens e/ou Serviços
Vendidos (8.035,766) (7.327,417) (8.643,232) (9.248,26) (9.895,64)
Resultado Bruto 4.978,151 1.723,969 2.096,985 2.243,77 2.400,84
Despesas de Atividade (506,299) (613,507) (746,934) (799,22) (855,16)
Com Vendas (210,465) (235,428) (310,095) (331,80) (355,03)
Gerais e Administrativas (295,834) (378,079) (436,839) (467,42) (500,14)
Resultado da Atividade 4.471,852 1.110,462 1.350,051 1.444,55 1.545,67
Outras Receitas Operacionais 196,508 156,502 142,940 152,95 163,65
Outras Despesas Operacionais (543,723) (505,477) (83,327) (89,16) (95,40)
Resultado Antes de Juros e
Tributos 4.124,636 761,487 1.409,664 1.508,34 1.613,92
Resultado Financeiro (604,870) 804,618 206,406 220,85 236,31
Receitas Financeiras 813,907 113,422 324,089 346,78 371,05
Despesas Financeiras (1.798,163) 552,363 (313,130) (335,05) (358,50)
Resultado da Equivalência
Patrimonial 379,386 138,833 195,447 209,13 223,77
Resultado Operacional 3.519,766 1.566,105 1.576,319 1.686,66 1.804,73
Resultado Não Operacional 0,000 0,000
Receitas Nao Operac 0,000 0,000
Despesas Nao Operac 0,000 0,000
Resultado Antes de IR e Contr.
Social 3.519,766 1.566,105 1.782,725 1.907,52 2.041,04
Provisão para IR e Contribuição
Social (610,271) (197,719)

33
Participações (12,727) (2,013) (9,785) (10,47) (11,20)
Contribuições 0,000 0,000
IR Diferido (225,108) (253,126)
Reversão dos Juros sobre
Capital Próprio 0,000 0,000
Resultado do Exercício 2.671,660 1.113,246 1.312,451 1.404,32 1.502,62

2 ANÁLISE DE RISCO DE CRÉDITO


2.1 ANÁLISE DE RESTRITIVOS

A pesquisa de restritivos junto ao SPC/SERASA forneceu a resposta copiada na


integra abaixo.

ADMINISTRADOR 25/03/2011 16:57:08 Pág.:1


------------> RESPOSTA CONCENTRE <---------------------------------------------
CONSULTA.......: CONCENTRE
SOLICITANTE....: 19397 - ADMINISTRADOR
DOCUMENTOS.....: CNPJ 60894730000105
--------------------------------------------------------------------------------
REGISTRO CONFIRMEI:
--------------------------------------------------------------------------------
Razão Social.....................: USINAS SIDERURGICAS DE MINAS GERAIS S/A
USIMINAS
Data da Fundação.................: 08/09/1966
Situação do CNPJ em 03/03/2011...: ATIVA
UF / Municipio...................: MG / BELO HORIZONTE
--------------------------------------------------------------------------------
VARIAÇÕES DE GRAFIAS PARA O DOCUMENTO:
--------------------------------------------------------------------------------
USINAS SIDERURGICAS DE MINAS GERAIS S A
USIMINAS SIDERURGICAS DE MINAS GERAIS S/A
USINAS SIDERURGICAS DE MINAS GERAIS S A USIMINAS
USINAS SIDERURGICAS DE MINAS GERAIS S/A
--------------------------------------------------------------------------------
PROTESTOS: 1 ocorrência(s) de 15/03/2011 a 15/03/2011
--------------------------------------------------------------------------------
Data Cart Nat Valor Prca UF Cidade SJ
--------------------------------------------------------------------------------
15/03/2011 0001 Z1 2.648,34 IIG MG IPATINGA
--------------------------------------------------------------------------------
PEFIN: 9 ocorrência(s) de 06/07/2009 a 11/02/2011
--------------------------------------------------------------------------------
Data Contrato Nat Valor Prca UF Prc Jdc CNPJ Credor
--------------------------------------------------------------------------------
11/02/2011 145668 0NF 17.498,10 S 61602199
ULTRAGAZ
07/02/2011 144939 0NF 17.191,50 S 61602199
ULTRAGAZ
07/01/2011 BRA/114810 0DP 36.680,70 S 88246251
TRANSEICH
05/04/2010 6986 0NF 303,75 S 61602199
ULTRAGAZ
05/04/2010 6982 0NF 303,75 S 61602199
ULTRAGAZ
29/03/2010 85045 0NF 708,75 S 61602199

34
ULTRAGAZ
17/08/2009 44643 0NF 82,50 S 61602199
ULTRAGAZ
03/08/2009 42691 0NF 221,45 S 61602199
ULTRAGAZ
06/07/2009 37662 0NF 752,40 S 61602199
ULTRAGAZ
500 - CONSULTA CONCLUIDA

A USIMINAS é uma empresa com Patrimônio Líquido de R$ 17 bilhões, e valor de


mercado de R$ 19.424 milhões; com isso a avaliação de restritivos não mostra, de acordo
com seu porte, valores relevantes para que aja uma restrição de crédito.

2.2 ANÁLISES DE CRÉDITO

Em fevereiro de 2011 a STANDARD AND POORS (2011) divulgou a


reclassificação do rating da USIMINAS, este passou de BBB-/Estável/-- para BBB-
/Negativa/-- na escala de rating global; e de brAAA/Estável/-- para brAAA/Negativa/-- na
escala nacional. A empresa possuiu um fraco desempenho operacional na recuperação da
crise financeira de 2008 que a tornaram neste momento em especifico incapaz de
acompanhar a retomada da economia e retornar aos seus níveis anteriores de geração de
caixa no curto prazo e rentabilidade.
Acreditamos que a estratégia comercial e de produção da Usiminas tem
levado a uma precificação ineficiente (com descontos objetivando liberar
capital de giro) e a um mix de produtos menos nobre, restringindo ainda
mais suas margens e suas métricas de crédito. No entanto, a política
financeira da Usiminas permanece conservadora, com forte liquidez.
(STANDARD AND POORS, 2011)

Alguns índices calculados a seguir a partir dos Balanços Patrimoniais e


Demonstrações de Resultado veem a confirmar a opinião da Standard and Poors e
aprofundar mais a questão.

Tabela 2 - Índices
Situação Mais
Índices 4T08 4T09 3T10 Favorável
Comprometimento Bancário 0,18 0,18 0,14 Menor
Endividamento Ajustado 0,83 0,67 0,79 Menor
Captação de Curto Prazo 0,35 0,32 0,24 Menor
Captação de Longo Prazo 0,64 0,68 0,76 Maior
Imobilização Ajustada de Capital Próprio 0,96 0,99 1,11 Menor
Recursos próprios em giro -0,04 -0,08 -0,20 Maior

35
Custo Endividamento -0,10 0,08 -0,01 Menor
Despesas Financeiras -0,08 0,07 -0,04 Menor

Percebe-se uma relativa fraca utilização de capital de terceiros, capital este que
pode ser proveniente tanto de crédito de fornecedores quanto crédito de instituições
financeiras. Esse endividamento com terceiros sofreu ligeira queda de 2008 para 2009 e
posteriormente uma ligeira alta no terceiro trimestre de 2010. A Captação de curto prazo
vem se tornando menor a cada período e a de longo prazo, maior. Nota-se com isso que
dificilmente a empresa terá dificuldades de sustentabilidade financeira.
Quando o índice de Imobilização Ajustada de Capital Próprio é menor do que 1,0
há “uma „folga‟ financeira de recursos não-exigíveis da empresa (...) o que aumenta, de
certa forma, a liquidez da empresa. (...) Visto de Outra forma (...) indica que todo capital
de terceiro foi aplicado apenas em ativos „não-permanentes‟” (MATIAS, 2007). Durante
os dois últimos anos, 2008-09 o índice mostrou-se inferior, porém próximo a 1,0, passando
a ser 1,11 em 2010 – o ativo permanente começa a superar o patrimônio liquido.
Nessa situação a empresa começa a ficar pressionada a gerar resultados
futuros suficientes à cobertura do custo de financiamento da parcela dos
recursos de terceiros aplicados em ativo permanente ou vê-se em
situação de maior necessidade de renovar as aplicações obtidas de
terceiro para sua continuidade operacional, o que pode ser percebido
como fator de aumento de risco, gerando financiamento de terceiros a
custos mais elevados. (MATIAS, 2007)

Apesar de não ser satisfatório o nível da empresa nos Recursos Próprios em Giro,
vale lembrar que trata de uma indústria de siderúrgica e mineração. Segundo Matias (2007)
“Em setores de atuação onde o faturamento é altamente proporcional ao tamanho do ativo
imobilizado e as margens são baixas, valores baixos e negativos para o índice de recursos
próprios em giro são mais comuns”. À título de exemplificação, podemos ver que uma das
maiores siderúrgicas do Brasil, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), possui esse
indicador em -1,02.
O Custo de Financiamento e de Despesas Financeiras da USIMINAS é
extremamente baixo, chegando a praticamente zero no terceiro trimestre de 2010. O
pagamento de juros e outras despesas de capital de terceiros que estão inclusas na rubrica
da DRE despesas financeiras mostram-se muito baixo. O ideal para qualquer empresa.

2
A CSN mostrou um patrimônio líquido de R$7.520.138 mil e um Ativo Não Circulante de
R$17.401.371 mil no Balanço do terceiro trimestre de 2010. Sendo assim Recurso Próprios de Cap. De Giro
= (PL+ At. Não-Circ)/ PL = (7.520.138+17.401.371)/7.520.138 = -1,0

36
Mais uma vez confirma o relatório da Standard and Poors citado anteriormente, a saúde
financeira da USIMINAS é conservadora e preza pela liquidez, mas está comprometendo
sua saúde operacional.
Abaixo mostramos uma tabela comparativa de alguns índices relativos ao terceiro
trimestre de 2010 entre as maiores siderúrgicas nacionais: a Companhia Siderúrgica
Nacional (CSN), a Gerdau3 e a USIMINAS.

Tabela 3 - Índices comparativos 3T10 (fonte: www.infomoney.com.br)


3T10 CSN Gerdau Usiminas
Dív. curto prazo (%) 11,4 20,78 8,11
Dív. longo prazo (%) 88,6 79,22 91,89
Endiv. longo prazo (%) 88,6 79,22 91,89
Endividamento líquido (%) 99,6 99,92 64,89
Liquidez corrente (%) 1,26 0,69 3,08
Liquidez seca (x) 0,63 0,69 1,75
Liquidez geral (x) 0,31 0,48 0,86
Margem bruta (%) 44,88 16,48 19,78
Margem operacional (%) 16,97 9,53 20,87
Margem líquida (%) 19,32 - 15,96
Ret. ativo (%) 5,75 10,76 6,97
Retorno sobre patrimônio (%) 29,14 13,27 11,94

Podemos ver que em relação a outros concorrentes do setor a USIMINAS possui


pouco endividamento de curto prazo e um maior endividamento de longo prazo. Mas seu
endividamento líquido é bem menor do que qualquer uma das outras. Sua liquidez, seja ela
corrente, seca ou geral é bem superior as outras citadas empresas do setor. Já a Margem
Bruta está muito abaixo a da CSN e pouco acima da Gerdau e a Margem Operacional está
acima de todas as outras. Sua margem operacional alta parece ser derivada de sua política
de geração de capital de giro (que atingiu a marca de R$4.553,885 milhões no fechamento
do quarto trimestre de 20104) através de descontos no preço de seus produtos.
Vale notar que muitos analistas criticaram o fraco desempenho operacional da
USIMINAS, tal desempenho não é refletido pelo índice Margem Operacional, mas sim
pelo fraco crescimento (bem abaixo do esperado) do resultado operacional da empresa em
relação ao ano de 2009. Vale salientar que o resultado antes de juros e tributos (antes do
acréscimo dos resultados financeiros na conta) foi quase o dobro do ano 2009: isso mostra

3
Não foram encontrados dados para a geração do indicador de Margem Líquida da Gerdau.
4
USIMINAS. Relatório 4T10.

37
que naquele ano a empresa teve rendimentos advindos de resultados financeiros, próximos
a rendimentos vindos de sua atividade fim, a siderurgia.
A USIMINAS, portanto vem apresentando alguns problemas na geração de
resultado ante a concorrência, em parte devido à importação de aço chinês e ao elevado
preço internacional das commodities minerais.
A alta diferença entre a Margem Bruta da CSN e da USIMINAS mostra que a
última possui um custo de operação maior que a primeira.

2.3 PARECER SOBRE CRÉDITO

Dito isto, percebe-se que a empresa USIMINAS possui excelente liquidez, boa
saúde financeira, mas vem apresentando resultados indesejáveis:
A siderúrgica teve um lucro líquido 38% menor nos três últimos meses
de 2010, no valor de R$ 413 milhões, em comparação aos R$ 662
milhões somados no trimestre final de 2009. O resultado também foi
menor perante os R$ 495 milhões do intervalo de julho a setembro de
2010, por causa "do decréscimo dos preços médios dos produtos
siderúrgicos e da elevação dos custos de produção", como apontou a
Usiminas. (VALOR ONLINE, 2011)

A disponibilidade de crédito para a USIMINAS pode ser um excelente negócio. Na


USIMINAS créditos advindos de terceiros é relativamente muito baixo em relação às
outras empresas do setor. Isso pode ser uma oportunidade para inserção de crédito na
empresa, sem comprometer seus índices relacionados à independência financeira.
A empresa vem acumulando progressivamente grandes montantes de capital de giro
com a pretensão de gerar investimentos em mineração própria, a fim de criar uma
horizontalização da cadeia produtiva, tornando-se menos dependente das recentes altas dos
preços internacionais das commodities minerais a empresa poderá praticar preços muito
mais competitivos, tanto no mercado interno quanto no mercado externo – tal competição
com aço importado chinês, e o alto custo da matéria prima foram o principal culpado pelo
fraco resultado da empresa em 2010. Os resultados abaixo da expectativa da USIMINAS
em 2010 geraram decepção por parte dos investidores e se refletiu em quedas no valor das
ações que chegou a 11,5% na ultima semana de fevereiro (EXAME, 2011). Esses futuros
investimentos aliados com as expectativas de melhora do consumo do aço – expectativas
advindas inclusive da tragédia ocorrida no Japão dia 11 deste mês – e também em seu
preço elevado, fazem com que seja um excelente negócio a concessão de crédito a
USIMINAS.

38
Apesar de, como anteriormente dito, a Standard and Poors ter reclassificado para
baixo o rating da empresa, essa classificação poderá voltar aos níveis anteriores diante de
um cenário otimista para 2011. Com o fato do rebaixamento para BBB-/Negativa/-- na
escala de rating global, e para brAAA/Negativa/-- na escala nacional, existe a
possibilidade dos juros aplicados num empréstimo à USIMINAS serem alterados para
mais.
O risco de insolvência diante de um cenário positivo para o setor em 2011 é muito
baixo, segundo o modelo Matias a probabilidade de insolvência é de apenas 0,16%.
Portanto é altamente recomendável um empréstimo de curto prazo a USIMINAS com o
valor máximo de R$ 1.743,26 milhões.

3 ANÁLISE DA ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO


3.1 ANALISE DAS DEMONSTRAÇÕES DE ORIGENS E APLICAÇÕES DOS
RECURSOS

Tabela 4 - Demonstração das Origens e Aplicações de Recurso (fonte: www.infoinvest.com.br)


Demonstração das Origens e Aplicações de Recurso
Consolidadas (x R$ 1000)
Código da
Descrição da Conta: 01/01/2006 a 31/12/2006 01/01/2005 a 31/12/2005
Conta:
4.01 Origens 4.793.498 4.658.206
4.01.01 Das Operações 3.115.540 3.725.369
4.01.01.01 Lucro/Prejuízo do Período 2.515.461 3.918.429
Vls. que não repr. mov. Cap.
4.01.01.02 600.079 (193.060)
Circulante
4.01.01.02. Variações monetárias de
(75.157) (58.057)
01 longo prazo
4.01.01.02.
Depreciação e amortização 687.784 680.192
02
4.01.01.02. Partic. em Soc. controladas
(150.171) (922.964)
03 e coligadas
4.01.01.02. Imposto de renda e
24.796 (84.722)
04 contribuição social
4.01.01.02. Valor residual do
15.797 57.071
05 permanente baixado
4.01.01.02. Particip.de acionistas não
19.878 23.339
06 controladores
4.01.01.02.
Provisões de longo prazo 153.382 129.475
07
4.01.01.02.
Outras (76.230) (17.394)
08
4.01.02 Dos Acionistas 0 5.764
4.01.02.01 Integralização de capital 0 5.764
4.01.03 De Terceiros 1.677.958 927.073
4.01.03.01 Ingressos de financiamentos 904.744 360.976
Decréscimo em outros
4.01.03.02 364.310 399.633
realizáveis
Amort. de vrs. a receber de
4.01.03.03 256.093 0
Soc. ligadas
Acréscimo em outras contas
4.01.03.04 17.879 10.267
a pagar
4.01.03.05 Baixa de investimentos 0 93.213

39
Transf. de financ. p/ longo
4.01.03.06 134.877 0
prazo
Dividendos recebidos /
4.01.03.07 0 59.910
declarados
4.01.03.08 Outras 55 3.074
4.02 Aplicações 3.086.806 4.409.321
4.02.01 No ativo permanente 792.750 471.426
Transf.de emprest e
4.02.02 812.589 1.391.384
financ.p/curto prazo
Acréscimo em outros
4.02.03 174.864 232.784
realizáveis
Dividendos / juros s/ capital
4.02.04 850.000 1.115.308
próprio
Transf.de outros exigíveis
4.02.05 259.406 214.033
p/curto prazo
Decréscimo em outros
4.02.06 32.716 342.070
exigíveis
Valores a receber de
4.02.07 27.474 140.652
sociedades ligadas
Variação da partic.acionistas
4.02.08 0 138.660
não contr.
4.02.09 Reversão de provisões 126.379 208.342
4.02.10 Outras 10.628 154.662
Acréscimo/Decréscimo no
4.03 1.706.692 248.885
Cap. Circulante
4.04 Variação do Ativo Circulante 942.107 305.169
Ativo Circulante no Início do
4.04.01 6.640.126 6.334.957
Período
Ativo Circulante no Final do
4.04.02 7.582.233 6.640.126
Período
Variação do Passivo
4.05 (764.585) 56.284
Circulante
Passivo Circulante no Início
4.05.01 3.940.371 3.884.087
do Período
Passivo Circulante no Final
4.05.02 3.175.786 3.940.371
do Período
(Fonte: http://usiminas.infoinvest.com.br/modulos/DFP.asp?codcvm=014320&arquivo=01432060.WFL&topic=8&language=ptb)

O lucro de 2005 para 2006 da USIMINAS caiu de R$3.918.429 mil para


R$2.515.461 mil. Uma queda alta para um único período de operação. Mas houve fortes
compensações fazendo com que as origens de capital como um todo não sofressem bruscas
variações. Isso deve-se a um aumento substancial nos Valores que não representam
movimentação de Capital Circulante, Maior capital vindo de terceiros e o ingresso de
financiamentos – Apesar do lucro do período ter diminuído essas operações tiveram grande
responsabilidade para fazer com que houvesse um aumento de R$135.292 mil na origem
de recursos (dentro das operações).
Juntamente com a diminuição do lucro no período, como vimos acima, e as
estratégias para manter o nível de origens de recursos, há uma queda nas aplicações. Todas
as contas de aplicações sofreram bruscas quedas com exceção de aplicações no ativo
permanente.
Houve no período um acréscimo substancial no Capital Circulante, passando de
R$248.885 mil em 2005, para R$1.706.692 mil em 2006. A variação do ativo circulante foi

40
de R$942.107 mil em 2006 e de R$305.169 mil em 2005. O passivo circulante por sua vez
teve uma variação negativa de R$764.585 mil em 2006. Com um passivo menor a empresa
mostrou-se mais capaz de tolerar a queda substancial que houve nos lucros.
Vemos que a empresa em 2006 obteve lucros bem abaixo de 2005, mas pautou-se
em certas estratégias para manter, ou até aumentar, seus recursos financeiros, seu ativo
circulante e seu capital de giro. Estratégias que foram principalmente captar recursos de
terceiros e diminuir o passivo circulante.

3.1.1 DIMENSIONAMENTO DA NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO

Balanço Patrimonial Consolidado Ativo (x R$ 1000)


Código da Conta: Descrição da Conta: 31/12/2006 31/12/2005
1 Ativo Total 18.975.489 18.195.258
1.01 Ativo Circulante 7.582.233 6.640.126
1.01.01 Disponibilidades 2.721.062 1.930.654
1.01.02 Créditos 1.909.243 1.751.085
1.01.02.01 Clientes 1.796.056 1.657.527
1.01.02.02 Créditos Diversos 113.187 93.558
1.01.03 Estoques 2.542.793 2.531.860
1.01.04 Outros 409.135 426.527
1.01.04.02 Impostos a recuperar 98.853 87.535
1.01.04.03 Imp.de renda e cont.social diferidos 256.836 243.617
1.01.04.04 Outros 53.446 95.375
1.02 Ativo Não Circulante 11.393.256 11.555.132
1.02.01 Ativo Realizável a Longo Prazo 1.133.673 1.549.137
1.02.01.01 Créditos Diversos 35.128 44.008
1.02.01.01.01 Contas correntes devedoras 35.128 44.008
1.02.01.02 Créditos com Pessoas Ligadas 0 267.140
1.02.01.02.01 Com Coligadas e Equiparadas 0 0
1.02.01.02.02 Com Controladas 0 267.140
1.02.01.02.03 Com Outras Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.03 Outros 1.098.545 1.237.989
1.02.01.03.01 Imp. de renda e cont.social diferidos 540.972 824.666
1.02.01.03.02 Ações de outras Companhias 47.123 18.330
1.02.01.03.03 Depósitos judiciais 426.064 303.943
1.02.01.03.04 Outros 84.386 91.050
1.02.02 Ativo Permanente 10.259.583 10.005.995
1.02.02.01 Investimentos 1.762.748 1.329.045
1.02.02.01.01 Participações Coligadas/Equiparadas 0 0
1.02.02.01.02 Participações Coligadas/Equiparadas-Ágio 0 0
1.02.02.01.03 Participações em Controladas 1.740.541 1.307.092
1.02.02.01.04 Participações em Controladas - Ágio 0 0
1.02.02.01.05 Outros Investimentos 22.207 21.953
1.02.02.02 Imobilizado 8.471.965 8.648.782
1.02.02.02.01 Em operação 13.423.578 13.024.403
1.02.02.02.02 Depreciação (5.724.959) (5.057.004)
1.02.02.02.03 Em obras 773.346 681.383
1.02.02.03 Intangível 0 0
1.02.02.04 Diferido 24.870 28.168

06.02 - Balanço Patrimonial Consolidado Passivo (x R$ 1000)


Código da Conta: Descrição da Conta: 31/12/2006 31/12/2005
2 Passivo Total 18.975.489 18.195.258

41
2.01 Passivo Circulante 3.175.786 3.940.371
2.01.01 Empréstimos e Financiamentos 739.947 1.151.218
2.01.02 Debêntures 0 0
2.01.03 Fornecedores 525.044 395.096
2.01.04 Impostos, Taxas e Contribuições 492.245 773.357
2.01.04.01 Tributos a recolher 135.389 121.637
2.01.04.02 Salários e encargos sociais 145.039 134.125
2.01.04.03 Imposto de renda e contribuição social 211.817 517.595
2.01.05 Dividendos a Pagar 508.709 546.955
2.01.06 Provisões 0 0
2.01.07 Dívidas com Pessoas Ligadas 228.747 58.208
2.01.08 Outros 681.094 1.015.537
2.01.08.01 Contas a pagar 181.404 153.897
2.01.08.02 Adiantamento de clientes 231.827 154.052
2.01.08.03 Tributos parcelados 20.956 31.771
2.01.08.04 Instrumentos financeiros 246.907 675.817
2.02 Passivo Não Circulante 5.283.632 5.418.178
2.02.01 Passivo Exigível a Longo Prazo 5.283.632 5.418.178
2.02.01.01 Empréstimos e Financiamentos 2.319.159 2.292.584
2.02.01.02 Debêntures 0 0
2.02.01.03 Provisões 1.053.957 1.058.218
2.02.01.03.01 Passivos contingentes 1.053.957 1.058.218
2.02.01.04 Dívidas com Pessoas Ligadas 0 0
2.02.01.05 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0
2.02.01.06 Outros 1.910.516 2.067.376
2.02.01.06.01 Imp.de renda e cont.social diferidos 254.652 253.202
2.02.01.06.02 Tributos parcelados 127.637 144.240
2.02.01.06.04 Passivo atuarial 1.250.432 1.292.239
2.02.01.06.05 Instrumentos financeiros 258.843 336.736
2.02.01.06.06 Outros 18.952 40.959
2.02.02 Resultados de Exercícios Futuros 0 0
2.03 Part. de Acionistas Não Controladores 98.040 84.139
2.04 Patrimônio Líquido 10.418.031 8.752.570
2.04.01 Capital Social Realizado 5.400.000 2.400.000
2.04.01.01 Ações ordinárias 2.691.305 1.196.135
2.04.01.02 Ações preferenciais 2.708.695 1.203.865
2.04.02 Reservas de Capital 1.831.542 1.831.542
2.04.02.01 Incentivo fiscal - Lei 7554/86 149.524 149.524
2.04.02.02 Valor excedentre na subscrição de ações 1.787.313 1.787.313
2.04.02.03 Ações em tesouraria (105.295) (105.295)
2.04.03 Reservas de Reavaliação 0 0
2.04.03.01 Ativos Próprios 0 0
2.04.03.02 Controladas/Coligadas e Equiparadas 0 0
2.04.04 Reservas de Lucro 3.186.489 4.521.028
2.04.04.01 Legal 539.083 413.985
2.04.04.02 Estatutária 0 0
2.04.04.03 Para Contingências 0 0
2.04.04.04 De Lucros a Realizar 0 0
2.04.04.05 Retenção de Lucros 0 0
2.04.04.06 Especial p/ Dividendos Não Distribuídos 0 0
2.04.04.07 Outras Reservas de Lucro 2.647.406 4.107.043
2.04.04.07.01 Para investimentos e capital de giro 2.647.406 4.107.043
2.04.05 Lucros/Prejuízos Acumulados 0 0
2.04.06 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0
(fonte: http://usiminas.infoinvest.com.br)

Segundo Matias (2007), resumidamente, “a necessidade de capital de giro (NCG)


representa a diferença entre o ativo circulante operacional e o passivo circulante

42
operacional”5. Sendo assim tiramos do Balanço Patrimonial que Ativo Circulante
Operacional de 2006 da Usiminas é a soma das contas Clientes (R$1.796.056 mil) e
Estoques (R$ 2.542.793 mil), ou seja, seu Ativo Circulante Operacional é de R$4.338.849
mil.
O Passivo Circulante Operacional se dá através da soma de Fornecedores
(R$525.044 mil) e Salários e Encargos Sociais (R$145.039 mil). Totalizando R$670.083
mil.
Assim a NCG = AC operacional – PC operacional; NCG = 4.338.849 - 670.083;
NCG = 3.668.766
A necessidade de capital de giro é de R$3.668.766 mil.

3.2 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO DA EMPRESA

3.2.1 GESTÃO DE CONTAS A RECEBER

Créditos e contas a receber é a rubrica no ativo circulante que diz respeito ao


financiamento que a empresa dá aos seus clientes. Impacta no capital de giro na medida em
que é necessário que a empresa consiga bancar suas operações no curtíssimo prazo sem ter
esse capital em caixa.

Créditos e Contas a Receber


4,000
3,500
3,000
Milhões de Reais

2,500
2,000 Créditos e
1,500 Contas a
Receber
1,000
0,500
0,000

Figura 35 - Créditos e Contas a Receber

5
Pag. 52

43
O oferecimento de crédito da Usiminas aos seus clientes seguiu uma linha quase
constante em todo esse período. Um leve crescimento de 2001 a 2003, estabilização de
2003 a 2004; a partir de 2004 apresentou tendência de queda até apresentar um pico em
2008 para cair novamente. 2008 foi o ano que a empresa bateu recordes de produção e
vendas, portanto era de se esperar um aumento nessa conta neste ano. O gráfico abaixo
trata dessa anomalia em 2008.

Percentagem - Créditos sobre Ativo Circ.


100%
90%
80%
70% Ativo
60% Circulante
50%
40%
30%
Créditos e
20%
contas a
10%
receber
0%
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2.010

Figura 36 - Percentagem - Créditos sobre Ativo Circ.

Vemos que apesar do aumento anormal na oferta de crédito da empresa, a


porcentagem do crédito oferecido em relação ao ativo circulante não sofreu grandes
variações em 2008, apresentando-se em cerca de 20% de todo o ativo circulante. A
porcentagem do ativo circulante que correspondeu aos créditos e contas a receber já foi
maiores em outros anos da empresa, chegando próximos de 30% em 2001 a 2003; e vem
apresentando tendência de queda nos últimos anos.

3.2.2 GESTÃO DE ESTOQUES

A contabilização de estoques da USIMINAS trabalha com a metodologia de


estoques médios: o preço médio das aquisições de todo o material que está no estoque, seja
ele matéria prima ou produto final.
A matéria prima da empresa é formada por carvão metalúrgico; minério de ferro;
ferro ligas de Manganês, Silício e Cromo; refratários; coque grosso. Algumas delas
adquiridas no mercado externo, e uma parcela considerável são advindas de empresas
ligadas à USIMINAS. Abaixo a tabela de principais fornecedores do ano 2007 e 2008.

44
Tabela 5 - Matérias Primas e Fornecedores (fonte: USIMINAS, 2007)
Matérias Primas e Fornecedores - 2007
% de Fornecimento
Nome do sobre o Total das
Item: Matéria Prima: Importação: Fornecedor: Compras da Cia.:
ESTADOS
1 CARVÃO METALÚRGICO Sim UNIDOS 9,59%
2 CARVÃO METALÚRGICO Sim AUSTRALIA 13,13%
CIA VALE DO
3 MINÉRIO DE FERRO Não RIO DOCE 25,54%
FERRO LIGAS DE Mn RIO DOCE
5 ,Si,Cr Não MANGANÊS S/A 2,45%

6 REFRATÁRIOS Não MAGNESITA S.A. 3,88%


7 COQUE GROSSO Sim CHINA 10,11%
TOTAL: 62,70%

Tabela 6 - Matérias Primas e Fornecedores (fonte: USIMINAS, 2008)


Matérias Primas e Fornecedores - 2008
% de Fornecimento
Nome do sobre o Total das
Item: Matéria Prima: Importação: Fornecedor: Compras da Cia.:
ESTADOS
1 CARVÃO METALÚRGICO Sim UNIDOS 11,75%
2 CARVÃO METALÚRGICO Sim AUSTRALIA 15,19%
CIA VALE DO
3 MINÉRIO DE FERRO Não RIO DOCE 23,12%
7 COQUE GROSSO Sim CHINA 12,64%
TOTAL: 64,70%

A composição dos estoques nos últimos três anos é mostrada na tabela a seguir.

Tabela 7 - Composição dos estoques


31/12/2010 31/12/2009 31/12/2008 31/12/2007
Produtos acabados 1.684.163 1.245.286 1.386.744 823.279
Produtos em elaboração 1.152.323 706.480 1.028.982 493.418
Matérias-primas 907.861 689.899 1.076.613 581.601
Suprimentos e sobressalentes 811.903 690.723 714.786 599.325
Importações em andamento 248.977 168.194 790.794 169.326
Outros 93.084 136.621 84.134 26.765
TOTAL 4.898.311 3.637.203 5.082.053 2.693.714

O ano de 2008 foi muito bom para os resultados da empresa até o estouro da crise
financeira que abalou o mundo no final do ano. Os problemas de tal crise se refletiram
especificamente no ano de 2009. Houve queda na produção, três dos cinco alto-fornos da
companhia permaneceram parte do período desligados. A gestão visou também reduzir os

45
estoques a níveis mínimos. Estratégia que acabou mostrando seu lado negativo com
inesperada disparada do preço do minério de ferro (principal matéria prima da siderurgia) a
partir de maio de 2009: a formação de estoques quando seu preço estava nos menores
níveis nos últimos cinco6 anos poderia ter diminuído os custos de produção da empresa.
Em 2010, em clima de recuperação econômica os estoques aumentaram, assim
como a produção da empresa. O cálculo do estoque de segurança – utilizando-se como
base a receita líquida desde 2007 e probabilidade de 98% de não haver falta de estoque –
tem por resultado a cifra de R$4.087,88 milhões, ou seja, permanece um pouco abaixo do
estoque do ultimo balanço da empresa, mostrando assim que sua estratégia de estoques
baixos continua. Diante do cenário atual de preços altos das commodities minerais, essa se
revela uma boa estratégia.
O giro do estoque apresenta uma linha de queda nos últimos dez anos como mostra
o gráfico 1.1, demonstrando que cada vez mais a USIMINAS vem tentando maximizar
seus custos de estocagem. O Giro em 2010 foi de 1,22.

Giro de estoques
2,5

1,5

0,5

0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

Figura 37 - Giro de Estoques

Um indicador que diz respeito aos estoques é o de Aplicações em Estoques (gráfico


1.2). É um indicador que mostra o quanto dos recursos da empresa são estoques. Nos
últimos dez anos cada vez mais a USIMINAS alocou recursos em estoques, fator que é
explicável pelas altas no preço do minério de ferro e seus derivados.

6
Segundo o Internacional Monetary Fund, o preço praticado em abril de 2009 foi de 59,78 centavos de
dólares por tonelada métrica, menor preço desde 2005.

46
Aplicação em estoques
0,45
0,4
0,35
0,3
0,25
0,2
0,15
0,1
0,05
0
2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

Figura 38 - Aplicação em Estoques

Em 2010 a produção voltada ao mercado interno correspondeu a 83% da receita


líquida total da empresa, sendo três produtos responsáveis por cerca de 75% de toda a sua
receita. Os dados são da produção da USIMINAS entre 2006 e 2008 e mostram um padrão
bem constante de seus principais produtos.

Tabela 8 - Receita por serviço (fonte: USIMINAS, 2009)


Produtos e Serviços Oferecidos % da Receita Líquida:

Principais Produtos e/ou Serviços: 2008 2007 2006


CHAPAS GROSSAS 28,00% 28,80% 25,20%
LAMINADOS A QUENTE 26,51% 25,20% 24,50%
LAMINADOS A FRIO 23,47% 26,10% 27,10%
CHAPAS GALVANIZADAS 11,29% 10,80% 11,10%
ESTAMPADOS - 4,20% 5,00%
PLACAS 4,85% 4,90% 7,10%
OUTROS 5,87% 0,00% 0,00%

A produção de Chapas Grossas, Laminados a quente e Laminados a frio,


corresponderam nesse período sempre algo em torno de 75% a 80% da receita líquida total
da empresa. Tais itens devem ser considerados como prioridades de produção, mantendo
margens mais seguras de estocagem.

47
3.2.3 GESTÃO DE FINANCIAMENTOS A CURTO PRAZO

3.2.3.1 ANÁLISE DAS FONTES DE FINANCIAMENTO

As fontes de financiamento de capital de giro podem advir das atividades


operacionais e/ou das atividades financeiras da empresa. Ambas são visualizadas
sinteticamente no balanço patrimonial, especificamente dentro das contas de ativo
circulante e passivo circulante. Para fins de melhor analise das fontes de financiamento da
USIMINAS, organizaremos separadamente as análises em duas grandes partes: fontes de
financiamento operacionais e fontes de financiamento financeiras.

3.2.3.2 FONTES OPERACIONAIS

A USIMINAS apresentou na subconta Disponibilidades o valor de R$ 4.553,885


milhões em 2010 e R$ 2.098,196 milhões em 2009. O valor disponível da empresa nunca
foi tão alto em seus anos de operação como o demonstrado no último ano. A divisão das
disponibilidades está detalhada na tabela abaixo.

Tabela 9 - Fontes Operacionais

2010 2009
Bancos conta movimento 85.481 176.473
Certificados de depósitos bancários (CDBs) 3.916.342 1.872.108
Aplicações financeiras no exterior 154.275 49.615
Total 4.156.098 2.098.196

Percebe-se que 89% e 93%, do capital para disponibilidades da empresa,


respectivamente para os anos de 2009 e 2010, estão aplicados em CDBs com
possibilidades de retirada imediata – são, portanto aplicações financeiras – sendo
remunerado por juros: “os rendimentos das aplicações financeiras em Certificados de
Depósitos Bancários são atrelados a uma variação de 100% a 106,5% do CDI.”
(USIMINAS, 2011).
Segundo as notas explicativas do relatório do quarto trimestre de 2010:
“As contas a pagar registradas na rubrica “Fornecedores, empreiteiros e
fretes” não possuem caráter de financiamento e são inicialmente
reconhecidas pelo valor justo e subsequentemente mensuradas pelo custo
amortizado com o uso do método de taxa de juros efetiva, se aplicável.”
(USIMINAS, 2011)

48
Da conta „Passivo Circulante‟ rubrica „Fornecedores‟ não há, portanto, alguma
forma de aplicação de juros e/ou caráter de financiamento. Essa rubrica atingiu o valor de
R$ 1.257,868 milhões, constituindo 3,953% do Passivo Total.
Os salários e encargos, Impostos e contribuições sociais também são uma fonte
operacional de financiamento de capital de giro. Tais rubricas aparecem dentro da conta
„Passivo Circulante‟ e reunidas na subconta „Impostos, Taxas e Contribuições‟ que
totalizou R$ 387,442 milhões. Tal subconta em 2009 apresentou-se da seguinte forma:

Tributos a recolher 130.383


Salários e encargos sociais 206.519
Imposto de renda e contribuição Social 50.540
TOTAL 387.442

3.2.3.3 FONTES FINANCEIRAS

As contas a receber no ativo circulante chegaram ao total de R$ 1.760,751 milhões


em 2010 e R$ 1.798.390 milhões em 2009 e são constituídos da seguinte forma:
Tabela 10 - Contas a Receber de Clientes (fonte: USIMINAS, 2011)
Contas a Receber de Clientes 2010 2009
Clientes no país 1.527.394 1.606.274
Clientes no exterior 294.488 269.854
Provisão para perdas de contas a receber de clientes (71.156) (81.484)
Contas a receber de clientes, líquidas 1.750.726 1.794.644
Contas a receber de partes relacionadas 10.025 3.746
Total 1.760.751 1.798.390

As contas a receber da USIMINAS “não possuem caráter de financiamento e estão


avaliadas e registradas inicialmente pelo valor justo” (USIMINAS, 2011).
Os empréstimos e financiamentos no passivo circulante totalizaram R$ 847,783
milhões em 2010, correspondente a 2,664% de todo o passivo da companhia. Trata-se de
empréstimos e financiamentos com data de pagamento inferiores a um ano – a maioria dos
empréstimos da empresa são de longo prazo. Desse total R$ 418.634 milhões são em
moeda estrangeira7 e R$ 406.733 milhões são em moeda nacional. O principal financiador
da companhia no curto prazo é o BNDES, sendo responsável por R$ 327,267 milhões. Em

7
Os valores dos empréstimos foram convertidos para reais com os câmbios de 31/12/2010

49
moeda estrangeira seus empréstimos encontram-se mais pulverizados, sendo o maior
financiador a JBIC juntamente com a Nippon Usiminas (do grupo Nippon Steel, que é a
maior acionista da USIMINAS) com o valor de R$ 98,011 milhões. Vale salientar também
que há vários empréstimos indexados ao Yene.
A mensuração do valor de estoques da USIMINAS usa o método de estoques
médios, o preço médio de aquisição de seus estoques ou o valor médio de seus produtos
acabados.
O Giro dos estoques no período foi de 2,12 dias. A composição dos estoques nos
últimos dois anos é mostrada na tabela a seguir.

Tabela 11 - Composição dos Estoques


31/12/2010 31/12/2009
Produtos acabados 1.684.163 1.245.286
Produtos em elaboração 1.152.323 706.480
Matérias-primas 907.861 689.899
Suprimentos e sobressalentes 811.903 690.723
Importações em andamento 248.977 168.194
Outros 93.084 136.621
TOTAL 4.898.311 3.637.203

3.2.4 GESTÃO TRIBUTÁRIA

A Usiminas (2011) em suas notas explicativas diz:

“As Empresas Usiminas estão sujeitas ao imposto de renda em todos os


países em que opera. É necessário um julgamento significativo para
determinar a provisão para impostos sobre a renda nesses diversos
países. Em muitas operações, a determinação final do imposto é incerta.
Para fins de apuração do imposto de renda e da contribuição social sobre
o lucro líquido do exercício de 2009, as companhias brasileiras puderam
optar pelo Regime Tributário de Transição (RTT), que permite à pessoa
jurídica eliminar os efeitos contábeis decorrentes das mudanças nas
práticas contábeis adotadas no Brasil com base nas Leis nº 11.638/07 e
nº 11.941/09, por meio de registros no livro de apuração do lucro real
(LALUR) ou de controles auxiliares, sem qualquer modificação da
escrituração mercantil. A opção por esse regime foi manifestada quando
da entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ).”

Por se tratar de uma empresa com operações internacionais, sob ela incorrem
impostos incertos para cada país, estes são provisionados na rubrica de provisões de
imposto de renda. O imposto de rende de pessoa jurídica (IRPJ) e a contribuição social são

50
calculados a partir do lucro real da empresa, com alíquotas de 25% para imposto de renda e
9% para contribuição social. Abaixo segue tabela discriminando esses valores.

Tabela 12 - Tributos (fonte: USIMINAS, 2011)

3.2.5 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Segundo Silva (2011), a Usiminas utiliza um sistema integrado de informação, um


ERP (Enterprise Resource Planning), da SAP do Brasil chamado R/3.
De acordo com o Uol (2011), a Usiminas em abril de 2010 iniciou um processo de
reestruturação de toda sua área de tecnologia da informação, incluindo a criação de uma
Diretoria de TI corporativa que abriga três superintendências de TI: Superintendência
corporativa, siderúrgica (dividida em duas gerências: Ipatinga e Cubatão) e a de bens de
capital; há ainda a proposta de criação de uma nova superintendência, a de mineração.
Com isso vemos que a Usiminas possui um sistema integrado de informação
contando com sua própria diretoria, superintendências e gerências. Fatores que elevam a
confiança que podemos ter sobre a empresa no quesito da gestão de sistemas de
informação integrados.

51
3.2.6 GESTÃO DE TESOURARIA

A gestão de tesouraria é o conceito mais amplo do que os de gestão das


disponibilidades. As disponibilidade são de extrema importância ao ser visto que pesquisas
apontam que a maior quantidade de insolvência de empresas se dá por falta de capacidade
de pagamento de suas funções no curto prazo (MATIAS, 2007). O capital disponível em
caixa ter finalidades de: transação (devido a falta de sincronia entre pagamentos e
recebimentos), precaução (evitar riscos de eventuais atrasos ou falta de pagamento
influenciar a capacidade da empresa continuar operando) e especulação (oportunidades
futuras de investimento).
O fluxo de caixa é uma maneira de verificar como e em que estão sendo aplicadas
as entradas e saídas dos disponíveis da empresa. A Tabela 8 mostra o fluxo de caixa da
Usiminas entre 2006 e 2010.

Tabela 13 - Fluxo de Caixa 2006 a 2010


01/01/2010 01/01/2009 01/01/2009 01/01/20 01/01/20
a a a 07 a 31/1 06 a 31/1
Descrição da Conta: 31/12/2010: 31/12/2009: 31/12/2009: 2/2007: 2/2006
Caixa Líquido Atividades
Operacionais 413.708 -446.557 390.658 2.083.227 2.281.944
Caixa Gerado nas
Operações 607.311 329.988 2.909.529 2.143.518 1.915.156
Lucro líquido do
exercício 328.786 -154.133 3.248.781 3.187.417 2.501.964
Encargos e
var.monet./cambiais,
líquidas 66.766 43.108 709.751 73.404 70.542
Despesas de juros 69.941 115.512 178.907 0 0
Depreciação e
amortização 199.981 217.893 419.053 278.883 263.468
Baixa de invest.,
imobilizado e diferido 3.805 49.368 73.332 4.703 15.024
Participações em
controladas e coligadas -53.588 89.793 -1.905.543 -1.303.313 -997.368
Imp.de renda e
contrib.social diferidos -53.497 -61.747 -159.102 111.969 148.030
Constituição
(reversão) de provisões 45.117 30.194 344.350 -209.545 -86.504
Particip.de acionistas
não controladores 0 0 0 0 0
Variações nos Ativos e
Passivos -193.603 -776.545 -2.299.233 -60.291 366.788
Títulos e valores
mobiliários -49.047 -21.871 -627.742 0 0
Clientes -330.686 -67.626 86.808 183.229 -133.156
Estoques -82.478 303.963 -1.328.487 -126.227 17.229
Impostos a recuperar -34 -120.267 -321.393 -24.192 -22.712
Valores a receber de
empresas ligadas 280 408 761 -73.554 -79.614
Depósitos judiciais -9.530 1.946 -62.177 7.738 318.539

52
Outros
(acréscimos)decréscimos
de ativos 1.402 8.942 -65.234 -56.623 172.614
Fornecedores,
empreiteiros e fretes 170.741 -290.291 261.607 79.600 105.815
Adiantamentos de
clientes 161.921 -6.831 112.362 -217.640 185.492
Valores a pagar a
sociedades ligadas 1.711 -13.902 3.652 -113 -490
Tributos a recolher 90.923 45.585 -40.445 24.505 1.474
Imposto de renda e
contribuição social 3.731 -380.546 -100.524 87.232 -177.389
Juros pagos -125.177 -136.599 -82.972 0 0
Pagamento passivo
atuarial -36.857 0 -219.638 0 0
Outros acréscimos
(decréscimos) passivos 9.497 -99.456 -135.449 55.754 -21.014
Outros 0 0 0 0 0
Ajustes de adoção Lei
11.638/07 0 0 -219.638 0 0
Caixa Líquido Atividades
de Investimento -791.083 -249.676 -2.436.605 -281.735 -581.900
Adições de
investimentos -32.527 20.482 -84.725 0 -527.320
Adições para
imobilizado -757.151 -233.449 -1.138.459 -495.792 -257.790
Adições do intangível -2.071 3.290 -1.554.848 0 0
Dividendos recebidos 666 13.895 341.427 214.057 203.210
Aquisição de
controladas 0 -53.894 0 0 0
Caixa Líquido Atividades
Financiamento -184.119 -18.347 1.749.586 -1.062.884 -1.487.717
Ingressos de
empr.,financ. e
debêntures 242.731 755.243 3.070.303 218.918 100.625
Pagamento
empréstimos e
financiamentos -370.039 -639.731 -146.318 -260.964 -355.207
Pagamento de tributos
parcelados -11.589 -2.595 -24.927 -19.525 -31.496
Resgate de operações
de swap -10.621 -89.009 -4.446 -2.097 -313.981
Dividendos e juros
s/cap.próprio pagos -34.601 -42.255 -1.145.026 -999.216 -887.658
Variação Cambial s/
Caixa e Equivalentes 0 0 7.238 -43.001 -19.752
Aumento(Redução) de
Caixa e Equivalentes -561.494 -714.580 -289.123 695.607 192.575
Saldo Inicial de Caixa
e Equivalentes 2.098.196 2.924.241 1.970.101 1.274.494 1.081.919
Saldo Final de Caixa e
Equivalentes 1.536.702 2.209.661 1.680.978 1.970.101 1.274.494

Utilizando-se de algumas rubricas da tabela acima, montamos o seguinte gráfico.

53
Fluxo de Caixa
4 Saldo Final de
Caixa e
3 Equivalentes
Milhões de Reais

2 Aumento(Redução)
de Caixa e
1 Equivalentes
Caixa Líquido
0 Atividades
Financiamento
-1 Caixa Líquido
Atividades
-2 Operacionais

Figura 39 - Fluxo de Caixa

Analisando ambos, percebemos que o resultado operacional apresentava queda


desde 2006, chegando a ser negativo em 2009, o ano da crise financeira.Neste ano houve
uma brusca redução das disponibilidades da empresa (Linha „Aumento (redução) de caixa
e equivalentes‟). A empresa vinha captando em atividades de financimento cerca de 1
milhão de reais em 2006 e em 2007. Em 2008 houve um forte crescimento de sua
produção, e o nível de captação financeira também aumento, para manter estável o Saldo
final de disponibilidades (este apresentou leve queda de 2007 para 2008) e a variação de
Caixas e equivalentes. Com crise financeira de 2008-09 houve uma queda da demanda de
aço no final de 2008 e em todo o ano de 2009, refletindo na queda do caixa liquido de
financiamentos, e também no de atividades operacionais (que já apresentava tendência de
queda); houve uma forte variação negativa no caixa e equivalentes, mas que foi suportado
pelo alto saldo de caixa que a empresa apresentava. Sem essas disponibilidades em alto
valor, é possível que a empresa tivesse tido problemas sério de caixa e disponibilidades de
curto prazo devido a crise. Em 2010 a Usiminas apresentou melhoras na sua situação em
relação a 2009, porém ainda fraco em relação aos anos anteriores a crise. Fatores esses que
refletem que causaram uma insatisfação dos acionistas (EXAME, 2011).
Vale salientar como já visto anteriormente8, que a maior parte das aplicações de
caixa são CDBs.

8
Tópico: 3.2.3 Gestão de Financiamentos a curto prazo

54
3.2.7 GESTÃO DA GERAÇÃO DE VALOR DO CAPITAL DE GIRO

Maximizar o valor de uma empresa para todos seus stakeholders é um dever


econômico e social da companhia. Em todos os seus aspectos é preciso explorar sua
capacidade de melhorar sua geração de renda incluindo gerar valores a partir do capital de
giro. Abaixo mostramos a tabela do demonstrativo de valor adicionado da Usimininas
entre 2006 e 2008.

Tabela 14 - Demonstração do Valor Adicionado 2006-08 (fonte: http://usiminas.infoinvest.com.br/)


DVA (x1000 Reais) 2008 2007 2006
Receitas 11.412.986 9.814.433 8.932.649
Vendas Mercadorias, Produtos e
11.401.174,000 9.806.671,000 8.932.649,000
Serviços
Outras Receitas 7.901,000 7.762,000 0,000
Receitas refs. à Constr. Ativos Próprios 0,000 0,000 0,000
Provisão/Rev. Créds. Liquidação
3.911,000 0,000 0,000
Duvidosa
Insumos Adquiridos de Terceiros -6.912.033,000 -5.356.416,000 -5.037.397,000
Custos Prods., Mercs. e Servs.
-6.394.375,000 -5.134.245,000 -5.037.397,000
Vendidos
Materiais-Energia-Servs Terceiros-
-517.658,000 -222.171,000 0,000
Outros
Perda/Recuperação de Valores Ativos 0,000 0,000 0,000
Outros 0,000 0,000 0,000
Valor Adicionado Bruto 4.500.953,000 4.458.017,000 3.895.252,000
Retenções -284.726,000 -267.464,000 -264.307,000
Depreciação, Amortização e Exaustão -284.726,000 -267.464,000 -264.307,000
Outras 0,000 0,000 0,000
Valor Adicionado Líquido Produzido 4.216.227,000 4.190.553,000 3.630.945,000
Vlr Adicionado Recebido em
2.528.627,000 1.482.348,000 1.058.767,000
Transferência
Resultado de Equivalência Patrimonial 1.905.543,000 1.303.313,000 997.368,000
Receitas Financeiras 623.084 179.035 61.399
Outros 0 0 0
Valor Adicionado Total a Distribuir 6.744.854,000 5.672.901,000 4.689.712,000
Distribuição do Valor Adicionado 6.744.854,000 5.672.901,000 4.689.712,000
Pessoal 628.733,000 630.774,000 555.961,000
Remuneração Direta 356.588,000 354.011,000 384.427,000
Benefícios 156.804,000 129.399,000 93.391,000
F.G.T.S. 42.066,000 35.330,000 0,000
Outros 73.275,000 112.034,000 78.143,000
Impostos, Taxas e Contribuições 1.567.438,000 1.829.200,000 1.495.902,000
Federais 955.600,000 1.311.661,000 1.056.396,000
Estaduais 598.455,000 505.010,000 428.052,000
Municipais 13.383,000 12.529,000 11.454,000

55
Remuneração de Capitais de Terceiros 1.299.902,000 25.510,000 135.885,000
Juros 1.445.449,000 25.510,000 135.885,000
Aluguéis 0,000 0,000 0,000
Outras -145.547,000 0,000 0,000
Remuneração de Capitais Próprios 3.248.781,000 3.187.417,000 2.501.964,000
Juros sobre o Capital Próprio 758.004,000 645.001,000 650.002,000
Dividendos 379.071,000 470.594,000 199.998,000
Lucros Retidos / Prejuízo do
2.111.706,000 2.071.822,000 1.651.964,000
Exercício
Outros 0,000 0,000 0,000

O fato da dissolução da receita entre todos os stakeholders da empresa “pode ser


notado pela Demonstração de Valor Adicionado (DVA), que apresenta, na distribuição da
riqueza gerada pela organização, qual a participação dos empregados, do Governo, dos
Agentes financiadores e dos Proprietários” (MATIAS, 2007). Como podemos ver o lucro
retido nos exercícios de 2008, 2007 e 2006 correspondem, respectivamente, a 18%, 21% e
18%.

3.2.8 GESTÃO DO CAPITAL DE GIRO INTERNACIONAL

A Usiminas possui diversos negócios no exterior. A Companhia controladora da


Usiminas é a japonesa Nippon Steel com 23,57% das ações ordinárias (com direito a voto).
Apensar disso, a Nippon Steel não tem capacidades de tomadas de decisão para a
Usiminas; a empresa brasileira é gerida através de um organograma que possui em sua
estrutura fundamentos da governança corporativa, tornando-se mais transparente e
imparcial em suas decisões.
A partir das tabelas 7, 9 e 10 deste documento, podemos extrair a seguinte tabela
onde mostram todas as aplicações internacionais da Usiminas.

Tabela 15 - Negócios Internacionais


2.010 2.009
Aplicações financeiras no exterior 154.275 49.615
% do total de Aplicações financeiras 4,00% 2,00%
Clientes no exterior 294.488 269.854
% do total de Clientes a receber 16,73% 15,01%
Importações em andamento 248.977 168.194
% do total de estoques 5,08% 4,62%

56
Podemos ver que somente nestes três quesitos a empresa teve aplicado US$ 697
milhões em 2010 e US$ 487 milhões em 2009. A Usiminas não é uma empresa com
grandes prioridades em negócios internacionais, seu foco de mercado de aço é claramente
o mercado interno. As vendas para o exterior somam 16,73% do total de vendas em 2010 e
15,01% em 2009. As porcentagens de aplicações financeiras que dão-se no exterior é
percentualmente pequena em relação ao montante total de capital voltado para aplicações
financeiras.

Tabela 16 - Fornecedores estrangeiros


2.008 2.007
% do total de Fornecedores que estrangeiros 39,58% 32,83%

Porém um fator que é decisivo nos negócios internacionais da Usiminas é sua


dependência de matéria prima estrangeira; com 39,58%, em 2008, e 32,83%, em 2007, de
seus fornecedores sendo de fora do Brasil.

3.2.9 IMPACTOS COMPORTAMENTAIS NA GESTÃO DO CAPITAL DE GIRO

Aspectos comportamentais que envolvem pessoas também podem influir na gestão


da empresa; incluindo a gestão do capital de giro. Essa é uma relação profunda entre a
psicologia e as finanças que deve ser entendida para melhor ser entendida a empresa, seu
perfil comportamental e com isso o seu próprio funcionamento.
A gestão não se dá somente pelos fatores racionais, há também fatores
comportamentais que a determinam: Deve-se considerar também que há uma importante
participação do componente “emocional”, assim como do componente “racional”, nas
atitudes pessimistas e otimistas, que refletem a análise da perspectiva de aquisição de
recursos.
“Administrar dinheiro não é nada mais do que administrar recursos. Os
recursos na espécie humana possuem valor de autoconservação, valor
reprodutivo e valor hedonístico (que geram prazer).
Isso explica facilmente porque lidar com dinheiro pode “mexer” tanto
com a emoção. Na gestão de finanças, a auto-análise de emocionalidade
deve ser uma tarefa cotidiana.
Devem-se trabalhar métodos de avaliação contínua, para evitar que
tendências de personalidade ou de momentos bons ou ruins possam
influenciar negativamente nas decisões financeiras.” MATIAS, 2007.

57
Podemos ver que a Usiminas percebe esses fatores que podem comprometer sua
adequada gestão, incorporando conceitos de governança corporativa em sua gestão.
Quantos mais pessoas pensarem e lidarem com as decisões importantes menos riscos a
empresa correrá a partir dessas decisões, isso faz com que a empresa se enquadre “Em uma
administração financeira mais racional, cabe, pois, a constante tentativa de identificação e
correção dos erros que implicam em perdas financeiras, mesmo que por vezes custe a
humildade da admissão pública destes mesmos erros.” (MATIAS, 2007)

3.2.10 PARECER

A Usiminas apresentou resultados operacionais fracos nesse ultimo ano, o mercado


numa ansiedade de ver as empresas recuperarem seus níveis anteriores a crise de 2008-09
decepcionou-se. A empresa realmente não apresentou resultados equivalentes ao esperado
nesse quesito, mas é visível sua melhora.
Com a formação de grandes montantes de capital de giro (em caixa ou em
aplicações financeiras) percebe-se um movimento na empresa de querer se expandir. A
expansão se dará com a verticalização da cadeia produtiva do aço – ou seja, com a
aquisição de mineradoras – para reduzir seus custos e aumentar sua competitividade,
principalmente frente ao aço chinês, tanto no mercado interno quanto no externo. Uma
redução de custos dessa magnitude vai ser capaz de melhorar bruscamente seus resultados,
incluindo o operacional que fora tão atacado pelos investidores no primeiro trimestre de
2011.
A empresa mostra um pequeno índice de endividamento, fator que favorece muito
sua capacidade de captação de recursos de terceiros. Seu endividamento é menor do que o
de suas principais concorrentes no mercado interno de aço. Seu nível de solvência, e
portanto, risco de insolvência, é muito baixo.
O modelo de gestão corporativa faz com que sua gestão seja mais racional,
profissional e consciente.
O setor siderúrgico mostra forte tendência de alta, a partir de toda a análise é
possível ver que a Usiminas possui forte capacidade de crescimento de maneira muito bem
sustentada financeiramente. Diante desse aspecto é uma empresa muito atraente para
investimentos a longo prazo
.

58
4 GESTÃO DO CAPITAL DE GIRO INTERNACIONAL

A empresa internacional que analisaremos é a United States Steel Corporation;


comumente chamada de U.S. Steel. É uma siderúrgica com mais de um século de
existência – foi fundada em 1 de abril de 1901. Sua sede fica em Pittsburgh, Pensilvânia.
Seus demonstrativos financeiros completos poderão ser vistos no Anexo 3 deste
documento.

4.1.1 PROJEÇÃO

Segundo o Folha de São Paulo (2011) “As transações de fusões e aquisições no


setor de siderurgia devem subir entre 15% e 25% em 2011, após somarem US$ 10,7
bilhões no ano passado, segundo previsão da consultoria PwC”. Considerar juntamente
com a projeção macro-financeira dos Estados Unidos, um crescimento de 15% para a U.S.
Steel, soa razoável. Sendo assim, abaixo são apresentados os demonstrativos financeiros da
empresa para os próximos dois anos considerando um crescimento de 15% para 2011 e de
10% para 2012. Os valores encontram-se em milhões de Euros sob a taxa de 31 de
dezembro de 2011.

Tabela 17 - Projeção DFCs U.S. Steel


Ativo, Consolidado

Milhões 2.010 2011 2.012


Ativo Total 11.463,8 13.183,4 15.160,9
Ativo Circulante 3.961,2 4.555,4 5.238,7
Disponibilidades 431,7 496,4 570,9
Créditos 1.510,8 1.737,5 1.998,1
Estoques 1.756,5 2.020,0 2.323,0
Outros 262,1 301,5 346,7
Ativo Não Circulante 7.502,7 8.628,1 9.922,3
Ativo Realizável a Longo Prazo 754,3 867,4 997,6
Créditos Diversos - 0,0 0,0
Créditos com Pessoas Ligadas - 0,0 0,0
Outros - 0,0 0,0
Ativo Permanente 4.904,0 5.639,6 6.485,5
Investimentos 202,7 233,1 268,0
Imobilizado 4.843,9 5.570,5 6.406,1
Intangível 1.519,8 1.747,8 2.009,9
Diferido - 0,0 0,0

59
Passivo, Consolidado

Milhões 2.010 2011 2.012


Passivo Total 8.587,1 9.875,1 11.356,4
Passivo Circulante 2.350,3 2.702,8 3.108,2
Empréstimos e Financiamentos 193,4 222,4 255,8
Debêntures 0,0 0,0 0,0
Fornecedores 1.347,3 1.549,4 1.781,8
Impostos, Taxas e Contribuições 809,6 931,0 1.070,6
Dividendos a Pagar 0,0 0,0 0,0
Provisões 0,0 0,0 0,0
Dívidas com Pessoas Ligadas 0,0 0,0 0,0
Outros 86,6 99,6 114,6
Passivo Não Circulante 6.237,5 7.173,2 8.249,1
Passivo Exigível a Longo Prazo 0,0 0,0 0,0
Empréstimos e Financiamentos 2.626,6 3.020,6 3.473,7
Debêntures 0,0 0,0 0,0
Provisões 0,0 0,0 0,0
Dívidas com Pessoas Ligadas 0,0 0,0 0,0
Outros 3.259,9 3.748,9 4.311,2
Resultados de Exercícios Futuros 0,0 0,0 0,0
Participações Minoritárias 0,0 0,0 0,0
Patrimônio Líquido 2.876,0 3.307,4 3.803,6
Capital Social Realizado 0,0 0,0 0,0
Reservas de Capital 0,0 0,0 0,0
Reservas de Reavaliação 0,0 0,0 0,0
Adiantamento p/ futuro aumento de capital 0,0 0,0 0,0
Outras Reservas de Lucro 0,0 0,0 0,0
Lucros/Prejuízos Acumulados 2.761,8 3.176,0 3.652,5

DRE no Ano Fiscal, Consolidado

Milhões 2.010 2011 2.012


Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 12.975,4 14.921,7 17.160,0
Deduções da Receita Bruta 0,0 0,0 0,0
Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 12.975,4 14.921,7 17.160,0
Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos ######## ######## (16.058,7)
Resultado Bruto 832,7 957,6 1.101,3
Despesas de Atividade (455,6) (523,9) (602,5)
Com Vendas 0,0 0,0 0,0
Gerais e Administrativas 0,0 0,0 0,0
Resultado da Atividade 281,7 323,9 372,5
Outras Receitas Operacionais (31,4) (36,1) (41,5)
Outras Despesas Operacionais 0,0 0,0 0,0

60
Resultado Antes de Juros e Tributos (141,90) (163,2) (187,7)
Resultado Financeiro 204,63 235,3 270,6
Receitas Financeiras 0,00 0,0 0,0
Despesas Financeiras (145,63) (167,5) (192,6)
Resultado da Equivalência Patrimonial 0,0 0,0 0,0
Resultado Operacional 46,9 53,9 62,0
Resultado Não Operacional 0,000 0,0 0,0
Receitas Nao Operac (82,9) (95,3) (109,6)
Despesas Nao Operac 0,0 0,0 0,0
Resultado Antes de IR e Contr. Social (287,5) (330,7) (380,3)
Provisão para IR e Contribuição Social 72,4 83,3 95,8
Participações 0,0 0,0 0,0
Contribuições 0,0 0,0 0,0
IR Diferido 0,0 0,0 0,0
Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 0,0 0,0 0,0
Resultado do Exercício (360,0) (414,0) (476,1)

4.1.2 ANÁLISE ECONOMICO-FINANCEIRA

Nos últimos 10 anos, assim como a Usiminas, a US Steel cresceu


significativamente. Seu patrimônio líquido aumentou para quase € 25 bilhões, seu passivo
acompanhou um aumento maior que seu ativo, mostrando que houve mais captação de
recursos do que seu uso. O Gráfico abaixo demonstra essas mudanças.

Ativo, Passivo e PL
30,0

25,0 Patrimônio
Líquido
Bilhões de Euros

20,0

15,0
Passivo Total
10,0

5,0
Ativo Total
0,0

Figura 40 - Ativo, Passivo e PL

Porém durante todo esse período a empresa mostrou índices de lucros muito baixos.

61
Receita Líquida e Resultado do Exercício
20,0
Receita
15,0 Líquida de
Bilhões de €€

Vendas
e/ou
10,0 Serviços

Resultado
5,0 do Exercício

0,0
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2.010
(5,0)

Figura 41 - Receita Líquida e Resultado do Exercício

Seus resultados líquidos sempre foram muito baixos em relação a receita total da
empresa, tendo momentos em que a empresa obteve prejuízos no período. Em 2009 houve
uma brusca redução em sua receita, que também refletiu em prejuízo operacional. A U.S.
Steel é uma empresa que está com visível problemas na geração de lucros, muito
provavelmente devido à concorrência estrangeira no mercado norte americano. Assim
como a Usiminas a U.S. Steel ainda não recuperou-se totalmente dos abalos da crise
financeira.

4.1.3 PARECER DE CRÉDITO

Num empréstimo a empresa pode dar por garantias seus ativos permanentes e
imobilizados. E usualmente o limite de crédito é dado a partir de uma porcentagem do
Patrimônio líquido.
Tabela 18 - At. Permanente e PL
2006 2007 2008 2009 2010
Ativo
Permanente 3.037,0 5.084,2 4.934,1 5.061,8 4.904,0

Imobilizado 3.307,7 4.994,8 4.985,8 5.093,4 4.843,9


Patrimônio
Líquido 3.259,9 4.130,7 3.655,7 3.492,2 2.876,0

Lucros/Prejuízos
Acumulados 2.167,3 2.750,6 4.231,5 3.143,4 2.761,8

62
Mas podemos ver conforme a tabela abaixo, onde é mostrado os valores dos
empréstimos de curto e longo prazo e a porcentagem desses valores sobre o patrimônio
líquido, que a US Steel está extremamente endividada no longo prazo, chegando a 91,33%
em 2010. Possuindo um endividamento grande em relação ao total do seu patrimônio.

Tabela 19 - Empréstimos e % do PL
2005 2006 2007 2008 2009 2010
Empréstimos e
Financiamentos Curto prazo 209,1 84,4 97,1 85,1 38,1 193,4
% do PL 8,42% 2,59% 2,35% 2,33% 1,09% 6,73%
Empréstimos e
Financiamentos Longo
Prazo 1.017,9 704,3 2.350,3 2.288,3 2.498,1 2.626,6
% do PL 41,00% 21,60% 56,90% 62,59% 71,54% 91,33%

Fato perigoso que vem ser comprovado com a utilização dos indicadores E2S.
Abaixo em números absolutos e posteriormente, numa escala de pontuação de 0 a 99.

Indicadores em Situação
números 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Mais
absolutos Favorável
Capitalização
0,43 0,34 0,16 0,57 0,51 0,7 0,55 0,44 0,44 0,33 maior
Ajustada
Capitalização Seca 0,3 0,21 0,04 0,45 0,37 0,54 0,52 0,41 0,41 0,31 maior
Endividamento
2,33 2,94 6,17 1,76 1,95 1,43 1,83 2,29 2,3 2,99 menor
Ajustado Total
Endividamento
3,35 4,75 25,8 2,24 2,67 1,86 1,93 2,42 2,43 3,21 menor
Captação

Seco
Captação de Curto
0,22 0,23 0,32 0,36 0,42 0,43 0,3 0,25 0,23 0,27 menor
Prazo
Captação de Longo
0,78 0,77 0,68 0,64 0,58 0,57 0,7 0,75 0,77 0,73 maior
Prazo
Exigibilidades
0,08 0,09 0,15 0,17 0,19 0,21 0,11 0,11 0,09 0,09 menor
Tributárias
Comprometimento
0,01 0,01 0,01 0,01 0,04 0,02 0,01 0,01 0 0,02 menor
Bancário
Comprometimento
0,12 0,13 0,15 0,18 0,19 0,21 0,17 0,13 0,14 0,16 menor
com Fornecedores
Liquidez Geral 0,94 0,82 0,64 1,09 0,92 1,05 0,87 0,85 0,8 0,76 maior
Solvencia

Liquidez Corrente 1,65 1,78 1,46 1,68 1,76 1,92 1,65 2,06 2,03 1,69 maior
Liquidez Seca 0,96 1,03 0,86 1,2 1,22 1,33 0,89 1,17 1,35 0,94 maior

9
Escala elaborada a partir de levantamento dos indicadores de 76 empresas nacionais e internacionais. A
Listagem dessas empresas encontra-se no anexo 4.

63
Pontuação
2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001
Indicadores
Capitalização Ajustada 2 2 3 4 5 3 4 1 3 3
Capitalização Seca 1 3 3 3 3 2 3 1 2 2
Endividamento Ajustado
7 2 3 3 5 3 4 1 2 3
Total
Captação

Endividamento Seco 8 2 2 3 3 2 2 0 1 1
Captação de Curto Prazo 2 7 8 8 6 6 7 8 8 8
Captação de Longo
6 2 1 2 4 3 2 2 2 1
Prazo
Exigibilidades Tributárias 8 1 1 1 0 0 1 0 2 1
Comprometimento
2 9 8 8 8 8 9 9 9 9
Bancário
Comprometimento com
4 4 4 3 2 2 2 3 3 4
Fornecedores
Liquidez Geral 2 1 2 1 4 3 5 1 4 4
Solvencia

Liquidez Corrente 3 5 6 4 6 6 6 5 7 6
Liquidez Seca 3 5 4 2 6 6 6 4 6 5

Vemos índices de solvência muito baixos, e alguns índices de captação deixam


muito a desejar; juntamento com indicadores que mostram que a empresa possui um
elevado endividamento. Fatores esses que dificultam a liberação de crédito para essa, e
aumentam seus riscos.
Os índices de solvência apresentarem um nível tão fraco mostram que a US Steel
está em condições perigosas; a estratégia de captação advinda principalmente de
fornecedores e não bancária (como será visto no item 4.1.5.3) está claramente relacionada
a essa dificuldade de captar recursos que a baixa solvência oferece.
Para uma instituição financeira, um empréstimo para esta empresa não é
recomendável a não ser com altas taxas de juros e utilizando-se de covenants.

4.1.4 ANÁLISE DOS DEMONSTRATIVOS DE FLUXO DE CAIXA

Abaixo o demonstrativo de fluxo de caixa da empresa nos últimos quatro anos.

Tabela 20 - Fluxo de Caixa (fonte: http//us.advfn.com)


CASH-FLOW STATEMENT
OPERATING ACTIVITIES 2006 2007 2008 2009 2010
Net Income/Loss 1,374.0 879.0 2,112.0 -1,406.0 -482.0
Depreciation 441.0 506.0 605.0 661.0 658.0
Amortization 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Amortization Of Intangibles 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0

64
Deferred Income Taxes -3.0 182.0 366.0 -156.0 155.0
Operating Gains 8.0 238.0 -665.0 -286.0 -132.0
Extraordinary Gains 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
(Increase) Decrease In Receivables -93.0 222.0 -150.0 735.0 -433.0
(Increase) Decrease In Inventories -109.0 305.0 -376.0 867.0 -688.0
(Increase) Decrease In Prepaid Expenses 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
(Increase) Decrease In Other Current Assets 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Decrease (Increase) In Payables 274.0 -440.0 81.0 -347.0 412.0
Decrease (Increase) In Other Current
Liabilities 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Decrease (Increase) In Other Working Capital 0.0 0.0 -182.0 12.0 8.0
Other Non-Cash Items -206.0 -147.0 -133.0 -141.0 123.0
Net Cash From Continuing Operations 1,686.0 1,745.0 1,658.0 -61.0 -379.0
Net Cash From Discontinued Operations 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Net Cash From Total Operating Activities 1,686.0 1,745.0 1,658.0 -61.0 -379.0
INVESTING ACTIVITIES
Sale Of Property, Plant & Equipment 26.0 42.0 24.0 366.0 169.0
Sale Of Long-Term Investments 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Sale Of Short-Term Investments 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Purchase Of Property, Plant & Equipment -612.0 -692.0 -36.0 0.0 -676.0
Acquisitions 0.0 -4,029.0 -105.0 0.0 0.0
Purchase Of Long-Term Investments -4.0 -9.0 -21.0 -62.0 0.0
Purchase Of Short-Term Investments 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Other Investing Changes, Net 0.0 13.0 -894.0 -678.0 -76.0
Cash From Discontinued Investing Activities 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Net Cash From Investing Activities -590.0 -4,675.0 -1,032.0 -374.0 -583.0
FINANCING ACTIVITIES
Issuance Of Debt 0.0 2,976.0 359.0 966.0 776.0
Issuance Of Capital Stock 33.0 18.0 5.0 667.0 5.0
Repayment Of Long-Term Debt -607.0 -873.0 -424.0 -800.0 -417.0
Repurchase Of Capital Stock -442.0 -117.0 -227.0 0.0 0.0
Payment Of Cash Dividends -77.0 -95.0 -129.0 105.0 -29.0
Other Financing Charges, Net -62.0 -18.0 111.0 0.0 0.0
Cash From Discontinued Financing Activities 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
Net Cash From Financing Activities -1,155.0 1,891.0 -305.0 938.0 335.0
NET CASH FLOW
Effect Exchange Rate Changes 2.0 18.0 2.0 -9.0 -13.0
Net Change In Cash & Equivalents -57.0 -1,021.0 323.0 494.0 -640.0
Cash At Beginning Of Period 1,479.0 1,422.0 401.0 724.0 1,218.0
Cash End Of Period 1,422.0 401.0 724.0 1,218.0 578.0
*
Foreign Sales 3,991.0 0.0 5,485.0 2,944.0 3,989.0
Domestic Sales 11,774.0 0.0 18,269.0 8,104.0 13,385.0
Pricewate
Pricewater Pricewaterh rhouseCo
PWC houseCoo ouseCoope opers
Auditor Name LLP PWC LLP pers LLP rs LLP LLP
Auditor Report UQ UQ UQ UQ UQ

65
Em 2006, 2007 e 2010 a variação do caixa foi negativa, ou seja, houve queda no
fluxo de caixa em relação aos outros anos. As atividades operacionais mostraram um fluxo
negativo somente em 2009 e 2010, e em números que não foram tão expressivos.
Aparentemente um grande vilão para fluxos negativos foram os fluxos advindos de
investimentos: a empresa anda fazendo investimentos altos todos os anos – uma aquisição
em 2006 chegou a US$ 4 bilhões – o que vem comprometendo suas disponibilidades de
caixa. Suas atividades financeiras foram capazes de gerar recursos para a empresa que
melhorasse a conta do fluxo de caixa geral.

4.1.5 ANÁLISE DA ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO

Conforme vemos na tabela 20 – Fluxo de Caixa; a empresa não está criando


satisfatoriamente capital para disponibilidades. Em 2010 a US Steel possuía somente US$
578 milhões em caixa (€ 431,7 milhões); contra € 3.607,878 milhões da Usiminas.
Mas aparentemente isso não vem a ser um grande problema para a empresa, já que
ela aparenta possuir a estratégia de possuir poucos recursos em caixa, exceto nos anos
anteriores em que ela preparava uma grande aquisição (aquisição de imobilizados de cerca
de US$ 4 Bilhões em 2006), e no ano de 2009 em que foi abatida por uma forte crise
econômica em seu país.

Disponibilidades
1.200,0

1.000,0
Milhões de Euros

800,0

600,0 Disponibilida
des
400,0

200,0

0,0

Figura 42 - Disponibilidades

66
4.1.5.1 GESTÃO DE CONTAS A RECEBER

Assim como é visto posteriormente no tópico 4.1.5.3, a US Steel fornece mais


créditos do que consegue captar. Provavelmente como uma maneira de competir com o
mercado externo de aço.

Créditos a Clientes
1.800,0
1.600,0
1.400,0
Milhões de Euros

1.200,0
1.000,0 Créditos a
Clientes
800,0
600,0
400,0
200,0
0,0

A disposição de créditos nos últimos 10 anos foi sempre crescente, e sua tendência
é de maior crescimento ainda.

4.1.5.2 GESTÃO DE ESTOQUES

Quando comparados a evolução do nível da receita líquida da empresa e seu nível


de estoques podemos perceber que estes acompanharam, no mesmo nível, a evolução das
receitas brutas da empresa.

67
Estoques
2.000,0
1.800,0
1.600,0
Milhões de Euros

1.400,0
1.200,0
1.000,0
800,0
600,0 Estoques
400,0
200,0
0,0

Figura 43 - Estoques

A evolução de sua quantidade foi grande passando de cerca de € 600 milhões em


2001 até seu ápice de cerca de € 1,8 bilhões em 2008. Mas a margem desses estoques em
relação a receita líquida da empresa permanece quase sempre por volta de 10%.

Percentagem dos Estoques na Receita Líquida

100%
90%
80% Receita
Milhões de Euros

70% Líquida de
60% Vendas
e/ou
50%
Serviços
40%
30%
20% Estoques
10%
0%
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2.010

Figura 44 - Percentagem dos Estoques na Receita Líquida

4.1.5.3 GESTÃO DE FINANCIAMENTOS A CURTO PRAZO

A empresa busca captação de créditos principalmente a partir de fornecedores. Os


créditos captados com instituições financeiras são muito poucos se comparado a esses.
Esse fato que a US Steel tem uma grande capacidade de negociação com seus fornecedores

68
provavelmente por se tratar de uma empresa com muita tradição e história na cultura
americana.

Créditos
1,8
Centenas de Milhares de Euros

1,6 Créditos a Clientes


1,4
1,2
1,0
0,8 Empréstimos e
Financiamentos
0,6
0,4 Créditos de
0,2 Fornecedores

0,0
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

Figura 45 - Créditos

O crescimento de seu patrimônio líquido deve muito ao crescimento na captação de


crédito que houve nesse mesmo período. É possível ver que a empresa obteve cada vez
mais créditos de fornecedores, e tentou evitar a captação bancária.
Porém o fornecimento de crédito a seus clientes mostra-se superior a ambas
captação de recursos. Ela fornece mais crédito do que capta, tendo uma necessidade de
investimento de capital próprio para esse feito, provavelmente é uma estratégia para arcar
com a concorrência de aço vindos de fora dos EUA.

4.1.5.4 GESTÃO TRIBUTÁRIA

Houve um alto crescimento na carga tributária da empresa de 2001 para 2004,


porém posteriormente os encargos a ela atribuídos mantiveram-se na mesma faixa e até
decaíram em alguns anos.

69
Impostos, Taxas e Contribuições
1.200,0
Milhões de Euros 1.000,0

800,0

600,0
Impostos,
400,0 Taxas e
Contribui
200,0 ções

0,0
2001 2003 2005 2007 2009

Figura 46 - Impostos

O gráfico abaixo vem somente a título de comparação entre a percentagem de


impostos pagos sobre o Passivo Circulante de ambas as empresas analisadas nesse
trabalho; a americana US Steel e a brasileira Usiminas.

Figura 47 - Percentagem Impostos Sobre Passivo

4.1.5.5 GESTÃO DE TESOURARIA

Conforme visto nos diversos tópicos anteriores, a empresa tende a utilizar menores
quantias para o capital de giro, fazendo com que a variação em seu fluxo de caixa nunca
seja tão grande. Estando num ambiente econômico mais estável que o Brasil, ela pode se
utilizar dessa estratégia.
Os estoques mantém-se num nível de 10% do valor total do ativo circulante e
acompanham claramente o crescimento ou a redução das vendas.

70
Os créditos oferecidos superam a quantidade de créditos captados – seja de bancos
ou de fornecedores – oferecendo assim um diferencial diante da forte concorrência com o
aço importado pelos EUA. A empresa além disso, não apresenta boa capacidade de
aquisição de crédito bancário, uma vez que já está amplamente comprometida.

4.1.5.6 GESTÃO DA GERAÇÃO DE VALOR DO CAPITAL DE GIRO

A US Steel mostra claramente que trabalha com baixos índices de capital de giro. A
geração do valor do capital de giro dá-se justamente com esse fato: o capital que poderia
ser utilizado para o giro da empresa, costuma ser utilizado em outros investimentos com
boas capacidades de liquidez.

4.1.6 PARECER

A U.S. Steel vem apresentando resultados em que mostram um grande


endividamento bancário de longo prazo, seu nível nos indicadores de solvência chega a ser
preocupante. Haja visto que:

A solvência complementa-se à estratégia e à rentabilidade na avaliação


abrangente do desempenho da empresa. Ela se refere a um estado
verificado na data focal dos demonstrativos, que se torna importante pela
percepção dos terceiros em relação à capacidade da empresa em honrar-
lhes os compromissos. Quando a solvência é reduzida, várias atividades
de empresa são prejudicadas, sua captação em princípio torna-se mais
cara, e no limite os agentes dos quais a empresa depende para existir
podem se recusar a transacionar e/ou financiar a empresa, determinando
o encerramento sua falência.
Conforma já visto, muitas são as causas mediatas, de longo prazo, que
conduzem uma empresa à falência e determinam o encerramento de suas
atividades normais, conquanto a causa imediata da interrupção de
atividades da empresa seja sempre sua incapacidade de honrar
compromissos financeiros com terceiros no curtíssimo prazo. Neste
sentido, os indicadores de solvência avaliam exatamente essa
capacidade. (MATIAS, 2007)

A estratégia da empresa captar mais recursos de fornecedores ao invés de


instituições bancárias, mostra-se que não é somente uma conveniência de mercado – apesar
de sua grande capacidade de negociação. Cerca de 91% do valor de seu Patrimônio
Líquido correspondem a empréstimos e financiamentos a longo prazo. Para piorar sua

71
situação, ela oferece mais crédito a seus clientes do que é capaz de captar; mostrando
alguns sintomas da síndrome do supermercado:
SÍNDROME DO SUPERMERCADO. O Supermercado que obtém
financiamento dos fornecedores (prazo médio de recebimento de vendas
curto, prazo médio de estocagem curto e prazo médio de pagamento de
compras longo) e não mantém disponível (gasta, expande), quando de
redução de vendas acaba tendo dificuldade em financiar sua necessidade
de capital, e normalmente, visando aumentar as vendas, passa a oferecer
maior prazo de pagamento a seus clientes, agravando sua situação.
(MATIAS, 2007)

5 COMPETITIVIDADE DA GESTÃO DO CAPITAL DE GIRO DAS


EMPRESAS BRASILEIRAS

A Usiminas apresenta um montante de capital de giro muito maior do que a US


Steel, porém deve-se atentar ao fato de que atualmente a Usiminas planeja fazer grandes
investimentos. De modo geral percebe-se que a empresa estrangeira tem um montante mais
curto de capital de giro e não faz questão de aumentá-lo substancialmente, pode-se
considerar isso como uma forma de gerar mais valor para a corporação; enquanto que no
Brasil o montante que a empresa deve ter para operar é maior, provavelmente por serem
maiores as incertezas de nossa economia em comparação com a economia dos EUA – sem
contar que os custos inerentes a uma captação imediata de recursos seriam maiores.
Diante disso, a empresa brasileira deve utilizar de instrumentos financeiros
(aplicações com rápida liquidez) como um instrumento a mais para gerar lucro, além dos
instrumentos típicos da empresa , isso é a chamada geração de valor a partir do capital de
giro – tal utilização para o capital de giro não é percebida na empresa estrangeira, porém,
conforme já dito, essa utiliza margens muito menores de capital de giro para se sustentar,
ou seja, utiliza o capital que ficaria retido no giro, em aplicações relacionadas com sua
atividade fim. A manutenção das taxas de juros altas no Brasil, ajuda a agravar o quadro:
reduzir o capital de giro, colocando-o em aplicações materiais relacionadas com a
atividade fim da empresa, pode por vezes, não oferecer o retorno de investimento que um
investimento financeiro é capaz de dar.

72
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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75
7 ANEXOS
7.1 ANEXO 1 – BALANÇOS PADRONIZADOS, ATUALIZADOS, 2001-2010.
(Valores em milhões de Euros)

Valores inflacionados e em Euro, Cotação de 31 de


Ativo, Consolidado Dezembro de 2010 R$2,221
L.S. L.S. L.S. L.S. L.S.
Milhões 2001 2002 2003 2004 2005
Ativo Total 10.876,640 12.298,171 12.337,775 13.442,443 14.415,444
Ativo Circulante 2.138,585 2.931,969 3.365,244 5.018,957 5.260,732
Disponibilidades 356,447 579,743 667,884 1.513,688 1.529,587
Créditos 806,677 1.198,141 1.393,091 1.522,113 1.387,321
Estoques 975,461 990,632 1.142,322 1.583,741 2.005,901
Outros 0,000 163,452 161,947 399,415 337,922
Ativo Não Circulante 8.738,056 9.366,202 8.972,531 8.423,486 9.154,713
Ativo Realizável a Longo
1.311,684 1.896,687 1.442,557 1.069,028 1.227,325
Prazo
Créditos Diversos 129,698 205,801 51,532 44,915 34,866
Créditos com Pessoas
8,861 5,941 61,401 64,005 211,645
Ligadas
Outros 1.173,126 1.684,945 1.329,624 960,108 980,814
Ativo Permanente 7.426,372 7.469,515 7.529,974 7.354,458 7.927,388
Investimentos 167,005 47,731 142,229 262,898 1.052,954
Imobilizado 7.204,021 7.366,451 7.347,803 7.052,685 6.852,117
Intangível 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Diferido 55,346 55,333 39,942 38,876 22,316

Passivo, Consolidado Valores inflacionados e em Euro, Cotação de 31 de Dezembro de 2010

Milhões 2001 2002 2003 2004 2005


Passivo Total 10.876,640 12.298,171 12.337,775 13.442,443 14.415,444
Passivo Circulante 2.426,331 3.991,804 3.331,690 3.077,222 3.121,813
Empréstimos e
1.799,813 2.979,179 2.048,515 1.075,863 912,068
Financiamentos
Debêntures 6,817 106,048 13,279 0,000 0,000
Fornecedores 236,626 544,357 379,127 260,026 313,020
Impostos, Taxas e
120,858 152,786 228,483 631,311 612,703
Contribuições
Dividendos a Pagar 40,819 1,599 242,762 640,737 433,333
Provisões 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Dívidas com Pessoas
25,802 26,671 34,335 46,058 46,116
Ligadas
Outros 195,596 181,164 385,190 423,227 804,573
Passivo Não Circulante 5.789,753 5.903,098 5.837,488 5.651,688 4.359,287
Passivo Exigível a Longo
5.685,691 5.834,166 5.746,850 5.483,261 4.292,626
Prazo

76
Empréstimos e
3.385,869 3.793,031 3.238,278 2.779,526 1.816,331
Financiamentos
Debêntures 458,190 258,487 190,143 0,000 0,000
Provisões 491,115 499,617 724,379 807,751 1.862,182
Dívidas com Pessoas
0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Ligadas
Outros 1.350,517 1.283,031 1.594,051 1.895,984 614,113
Resultados de Exercícios
0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Futuros
Participações
104,062 68,932 90,638 168,427 66,660
Minoritárias
Patrimônio Líquido 2.660,557 2.403,269 3.168,597 4.713,533 6.934,344
Capital Social Realizado 967,354 967,354 1.014,762 1.014,762 1.901,433
Reservas de Capital 1.583,557 1.435,915 1.451,064 1.451,064 1.451,064
Reservas de Reavaliação 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Adiantamento p/ futuro
0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
aumento de capital
Outras Reservas de Lucro 109,645 0,000 702,770 2.247,706 3.581,847
Lucros/Prejuízos
0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Acumulados

DRE no Ano Fiscal,


Valores inflacionados e em Euro, Cotação de 31 de Dezembro de 2010
Consolidado

Milhões 2001 2002 2003 2004 2005


Receita Bruta de Vendas e/ou
5.199,573 6.954,736 9.193,437 13.270,922 14.134,063
Serviços
Deduções da Receita Bruta (1.154,086) (1.458,143) (2.018,119) (3.126,586) (3.328,943)
Receita Líquida de Vendas
4.045,487 5.496,593 7.175,318 10.144,335 10.805,119
e/ou Serviços
Custo de Bens e/ou Serviços
(2.812,991) (3.547,305) (4.634,072) (5.499,230) (6.318,128)
Vendidos
Resultado Bruto 1.232,496 1.949,287 2.541,246 4.645,105 4.486,991
Despesas de Atividade (245,490) (297,578) (336,320) (411,212) (405,926)
Com Vendas (97,920) (133,618) (149,359) (203,910) (191,656)
Gerais e Administrativas (147,570) (163,960) (186,960) (207,302) (214,270)
Resultado da Atividade 987,006 1.651,709 2.204,926 4.233,893 4.081,065
Outras Receitas
0,000 0,000 0,000 68,794 78,054
Operacionais
Outras Despesas
(48,967) (55,845) (112,356) (173,881) (215,534)
Operacionais
Resultado Antes de Juros e
938,038 1.595,864 2.092,570 4.128,806 3.943,584
Tributos
Resultado Financeiro (944,959) (2.144,289) (609,605) (366,064) 212,749
Receitas Financeiras 189,671 444,423 (12,231) 107,808 94,640
Despesas Financeiras (1.247,002) (2.658,181) (693,248) (744,867) (646,629)
Resultado da Equivalência 112,372 69,469 95,874 270,995 764,738

77
Patrimonial
Resultado Operacional (6,920) (548,425) 1.482,965 3.762,743 4.156,333
Resultado Não Operacional 0,785 23,116 (28,016) (92,523) (34,012)
Receitas Nao Operac 0,785 23,116 15,744 3,800 9,542
Despesas Nao Operac 0,000 0,000 (43,759) (96,367) (43,554)
Resultado Antes de IR e Contr.
(6,136) (525,309) 1.454,949 3.670,220 4.122,321
Social
Provisão para IR e
(42,988) 162,504 (214,775) (848,435) (686,363)
Contribuição Social
Participações 173,453 32,288 (54,671) (75,997) (19,338)
Contribuições 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
IR Diferido 78,321 58,318 (135,224) (230,261) (169,938)
Reversão dos Juros sobre
0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Capital Próprio
Resultado do Exercício 202,651 (272,200) 1.050,280 2.515,528 3.246,682

Ativo, Consolidado
L.S. L.S. L.S. L.S. IFRS
Milhões 2006 2007 2008 2009 2.010
Ativo Total 14.812,969 16.398,870 21.850,678 20.398,680 25.209,485
Ativo Circulante 6.007,129 7.101,003 9.426,989 7.390,825 9.749,110
Disponibilidades 2.155,799 3.130,184 2.316,770 2.442,587 3.607,878
Créditos 1.512,624 1.524,689 2.425,063 1.554,584 1.394,979
Estoques 2.014,563 2.134,132 4.026,327 2.881,624 3.880,755
Outros 324,143 311,998 658,829 512,030 865,498
Ativo Não Circulante 8.805,840 9.297,866 12.423,688 13.007,855 15.460,375
Ativo Realizável a
677,544 808,557 1.000,838 1.119,468 1.137,796
Longo Prazo
Créditos Diversos 27,831 32,408 29,543 27,632 25,078
Créditos com
0,000 0,000 6,572 5,818 4,722
Pessoas Ligadas
Outros 649,713 776,148 964,724 1.086,018 792,498
Ativo Permanente 8.128,296 8.489,310 11.422,850 11.888,387 14.322,578
Investimentos 1.396,561 1.333,585 1.645,054 1.368,187 1.633,003
Imobilizado 6.712,031 7.139,412 8.191,777 9.159,878 11.309,571
Intangível 0,000 0,000 1.586,019 1.360,322 1.380,005
Diferido 19,704 16,313 0,000 0,000 0,000

Passivo,
Consolidado

Milhões 2006 2007 2008 2009 2.010


Passivo Total 14.812,969 16.398,870 21.850,678 20.398,680 25.209,485
Passivo Circulante 2.516,060 2.986,352 3.501,640 2.565,205 2.798,136

78
Empréstimos e
586,233 446,771 839,396 582,001 671,668
Financiamentos
Debêntures 0,000 0,000 22,858 14,791 17,759
Fornecedores 415,973 660,586 873,396 645,922 996,563
Impostos, Taxas e
389,988 642,562 658,920 201,412 244,836
Contribuições
Dividendos a Pagar 403,032 496,683 485,316 303,531 126,619
Provisões 0,000 0,000 0,000 74,090 0,000
Dívidas com Pessoas
181,228 60,947 44,049 43,397 63,021
Ligadas
Outros 539,606 678,803 577,705 700,062 594,501
Passivo Não Circulante 4.043,080 3.529,557 6.442,151 5.776,172 7.335,015
Passivo Exigível a Longo
3.965,406 3.439,177 6.373,587 5.494,597 7.731,147
Prazo
Empréstimos e
1.837,386 1.594,013 3.567,501 2.919,121 5.469,888
Financiamentos
Debêntures 0,000 0,000 871,490 871,490 396,132
Provisões 1.605,060 1.383,213 1.652,614 1.289,001 1.387,891
Dívidas com Pessoas
0,000 0,000 1,362 0,000 33,931
Ligadas
Outros 522,961 461,951 280,621 414,985 443,306
Resultados de Exercícios
0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Futuros
Participações Minoritárias 77,674 90,380 68,563 281,575 1.265,117
Patrimônio Líquido 8.253,829 9.882,961 11.906,888 12.057,303 13.811,217
Capital Social Realizado 4.278,225 6.417,337 9.626,005 9.626,005 9.626,005
Reservas de Capital 1.451,064 0,000 0,000 0,000 0,000
Reservas de Reavaliação 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Adiantamento p/ futuro
0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
aumento de capital
Outras Reservas de Lucro 2.524,540 3.465,624 1.900,572 2.593,674 3.420,197
Lucros/Prejuízos
0,000 0,000 0,000 0,000 0,000
Acumulados

DRE no Ano Fiscal,


Consolidado

Milhões 2006 2007 2008 2009 2.010


Receita Bruta de
13.559,729 15.339,455 17.550,301 12.287,419 14.281,186
Vendas e/ou Serviços
Deduções da Receita
(3.272,803) (3.884,642) (4.536,385) (3.236,033)
Bruta
Receita Líquida de
10.286,927 11.454,813 13.013,917 9.051,385 10.740,217
Vendas e/ou Serviços
Custo de Bens e/ou
(6.750,895) (7.404,487) (8.035,766) (7.327,417) (8.643,232)
Serviços Vendidos
Resultado Bruto 3.536,032 4.050,326 4.978,151 1.723,969 2.096,985
Despesas de (451,510) (463,423) (506,299) (613,507) (746,934)

79
Atividade
Com Vendas (218,845) (198,951) (210,465) (235,428) (310,095)
Gerais e
(232,664) (264,471) (295,834) (378,079) (436,839)
Administrativas
Resultado da Atividade 3.084,522 3.586,904 4.471,852 1.110,462 1.350,051
Outras Receitas
148,836 286,413 196,508 156,502 142,940
Operacionais
Outras Despesas
(283,636) (184,887) (543,723) (505,477) (83,327)
Operacionais
Resultado Antes de Juros e
2.949,722 3.688,430 4.124,636 761,487 1.409,664
Tributos
Resultado Financeiro (150,494) 2,452 (604,870) 804,618 206,406
Receitas Financeiras 153,701 238,543 813,907 113,422 324,089
Despesas Financeiras (428,622) (243,705) (1.798,163) 552,363 (313,130)
Resultado da
Equivalência 124,427 7,614 379,386 138,833 195,447
Patrimonial
Resultado Operacional 2.799,228 3.690,882 3.519,766 1.566,105 1.576,319
Resultado Não
38,101 5,926 0,000 0,000
Operacional
Receitas Nao Operac 18,170 68,570 0,000 0,000
Despesas Nao Operac 19,931 (62,644) 0,000 0,000
Resultado Antes de IR e
2.837,329 3.696,808 3.519,766 1.566,105 1.782,725
Contr. Social
Provisão para IR e
(559,023) (932,295) (610,271) (197,719)
Contribuição Social
Participações (16,470) (19,207) (12,727) (2,013) (9,785)
Contribuições 0,000 0,000 0,000 0,000
IR Diferido (177,607) (117,178) (225,108) (253,126)
Reversão dos Juros
0,000 0,000 0,000 0,000
sobre Capital Próprio
Resultado do Exercício 2.084,229 2.628,129 2.671,660 1.113,246 1.312,451

7.2 ANEXO 2 – ÍNDICES MODELO E2S

Situação
Indicadores 2001 2002 2003 2004 2005 Mais
Favorável
Captação

Capitalização Ajustada 0,3238 0,2429 0,3456 0,5400 0,9269 maior


Capitalização Seca 0,3035 0,2381 0,3301 0,5099 0,7862 maior
Endividamento Ajustado
Total 3,0881 4,1173 2,8938 1,8519 1,0788 menor
Endividamento Seco 3,2949 4,2007 3,0298 1,9613 1,2720 menor

80
Captação de Curto Prazo 0,2953 0,4034 0,3634 0,3525 0,4173 menor
Captação de Longo Prazo 0,7047 0,5966 0,6366 0,6475 0,5827 maior
Exigibilidades Tributárias 0,0147 0,0154 0,0249 0,0723 0,0819 menor
Comprometimento
Bancário 0,2757 0,3379 0,2456 0,1233 0,1219 menor
Comprometimento com
Fornecedores 0,0288 0,0550 0,0413 0,0298 0,0418 menor
Imobilização Ajustada do
Capital Próprio 2,7913 3,1081 2,3764 1,5603 1,1432 menor
Imobilização de Recursos
não Correntes 0,8788 0,8993 0,8361 0,7095 0,7019 menor
Recursos de Longo Prazo
Aplicação

em Giro 0,0341 0,1276 0,0037 0,1873 0,1894 maior


Recursos Próprios em Giro 2,2843 2,8973 1,8317 0,7871 0,3202 maior
Aplicação em Ativos de
Crédito 0,2338 0,2481 0,2898 0,2500 0,2138 maior
Aplicaçao em Estoques 0,2827 0,2052 0,2376 0,2601 0,3092 menor
Aplicação em
Disponibilidades 0,1033 0,1201 0,1389 0,2486 0,2358 maior
Aplicação em Investimentos 0,0154 0,0039 0,0115 0,0196 0,0730 menor
Aplicação em Imobilizado 0,6623 0,5990 0,5956 0,5247 0,4753 menor
Despesa de Overhead 0,0607 0,0541 0,0469 0,0405 0,0376 menor
Custo de Produção 0,6953 0,6454 0,6458 0,5421 0,5847 menor
Despesa Administrativa 0,0365 0,0298 0,0261 0,0204 0,0198 menor
Eficiência

Despesa de
Comercialização 0,0242 0,0243 0,0208 0,0201 0,0177 menor
Eficiência Operacional 16,4792 18,4711 21,3348 24,6693 26,6185 maior
Custo do Endividamento 0,1518 0,2686 0,0756 0,0853 0,0864 menor
Despesa Financeira 0,3082 0,4836 0,0966 0,0734 0,0598 menor
Despesa Operacional 0,0853 0,0732 0,0933 0,0961 0,0958 menor
Provisionamento para IR e
contribuições 7,0063 0,3093 0,1476 0,2312 0,1665 menor
Margem Bruta 1,2853 1,2653 1,2813 1,3082 1,3081 maior
Margem da Atividade 0,2440 0,3005 0,3073 0,4174 0,3777 maior
Constribuição do Resultado
Financeiro 0,2336 0,3901 0,0850 0,0361 0,0197 maior
Rentabilidades

Margem Operacional 0,0017 0,0998 0,2067 0,3709 0,3847 maior


Margem Líquida 0,0501 0,0495 0,1464 0,2480 0,3005 maior
Giro do Ativo Operacional 1,1725 1,1383 1,4924 1,6663 1,6654 maior
Giro do Ativo Total 0,3719 0,4469 0,5816 0,7546 0,7496 maior
Rentabilidade da Atividade
do PL 0,3710 0,6873 0,6959 0,8982 0,5885 maior
Rentabilidade do Ativo
Total (ROI) 0,0186 0,0221 0,0851 0,1871 0,2252 maior
Rentabilidade do Ativo
Operacional 0,0587 0,0564 0,2185 0,4132 0,5004 maior
Rentabilidade do
Patrimônio Líquido 0,0762 0,1133 0,3315 0,5337 0,4682 maior

81
Solvencia Liquidez Geral 0,4199 0,4880 0,5243 0,6975 0,8673 maior
Liquidez Corrente 0,8814 0,7345 1,0101 1,6310 1,6852 maior
Liquidez Seca 0,4794 0,4863 0,6672 1,1163 1,0426 maior
Coeficiente do Capital de
Giro Líquido 0,0711 0,1928 0,0047 0,1914 0,1980 maior
CCG

Coeficiente do Capital de
Giro Próprio 0,7735 0,6367 0,3720 0,0925 0,2383 maior

Situação
Indicadores 2006 2007 2008 2009 2010 Mais
Favorável
Capitalização Ajustada 1,2584 1,5167 1,1974 1,4455 1,3630 maior
Capitalização Seca 1,0455 1,3121 1,0320 1,2815 1,2018 maior
Endividamento Ajustado
Total 0,7947 0,6593 0,8351 0,6918 0,7337 menor
Captação

Endividamento Seco 0,9565 0,7622 0,9690 0,7804 0,8321 menor


Captação de Curto Prazo 0,3836 0,4583 0,3521 0,3075 0,2761 menor
Captação de Longo Prazo 0,6164 0,5417 0,6479 0,6925 0,7239 maior
Exigibilidades Tributárias 0,0595 0,0986 0,0663 0,0241 0,0242 menor
Comprometimento
Bancário 0,0894 0,0686 0,1744 0,1760 0,1071 menor
Comprometimento com
Fornecedores 0,0634 0,1014 0,0878 0,0774 0,0983 menor
Imobilização Ajustada do
Capital Próprio 0,9848 0,8590 0,9593 0,9860 1,0370 menor
Imobilização de Recursos
não Correntes 0,6610 0,6329 0,6225 0,6666 0,6773 menor
Recursos de Longo Prazo
Aplicação

em Giro 0,2839 0,3068 0,3229 0,2706 0,2689 maior


Recursos Próprios em Giro 0,0669 0,0592 0,0434 0,0788 0,1194 maior
Aplicação em Ativos de
Crédito 0,2263 0,1928 0,2326 0,1827 0,1281 maior
Aplicaçao em Estoques 0,3014 0,2698 0,3861 0,3386 0,3565 menor
Aplicação em
Disponibilidades 0,3225 0,3957 0,2222 0,2870 0,3314 maior
Aplicação em
Investimentos 0,0943 0,0813 0,0753 0,0671 0,0648 menor
Aplicação em Imobilizado 0,4531 0,4354 0,3749 0,4490 0,4486 menor
Despesa de Overhead 0,0439 0,0405 0,0389 0,0678 0,0695 menor
Custo de Produção 0,6563 0,6464 0,6175 0,8095 0,8048 menor
Eficiência

Despesa Administrativa 0,0226 0,0231 0,0227 0,0418 0,0407 menor


Despesa de
Comercialização 0,0213 0,0174 0,0162 0,0260 0,0289 menor
Eficiência Operacional 22,7834 24,7179 25,7040 14,7535 14,3791 maior
Custo do Endividamento 0,0653 0,0374 0,1808 0,0662 - menor
Despesa Financeira 0,0417 0,0213 0,1382 0,0610 - menor
Despesa Operacional 0,1100 0,0820 0,1007 0,1315 0,0763 menor

82
Provisionamento para IR e
contribuições 0,1970 0,2522 0,1734 0,1262 - menor
Margem Bruta 1,3182 1,3391 1,3486 1,3575 1,3297 maior
Margem da Atividade 0,2998 0,3131 0,3436 0,1227 0,1257 maior
Constribuição do Resultado
Financeiro 0,0146 0,0002 0,0465 0,0889 0,0192 maior
Rentabilidades

Margem Operacional 0,2721 0,3222 0,2705 0,1730 0,1468 maior


Margem Líquida 0,2026 0,2294 0,2053 0,1230 0,1222 maior
Giro do Ativo Operacional 1,5389 1,4482 1,2480 1,0636 0,9865 maior
Giro do Ativo Total 0,6945 0,6985 0,5956 0,4437 0,4260 maior
Rentabilidade da Atividade
do PL 0,3737 0,3629 0,3756 0,0921 0,0978 maior
Rentabilidade do Ativo
Total (ROI) 0,1407 0,1603 0,1223 0,0546 0,0521 maior
Rentabilidade do Ativo
Operacional 0,3118 0,3323 0,2562 0,1308 0,1206 maior
Rentabilidade do
Patrimônio Líquido 0,2525 0,2659 0,2244 0,0923 0,0950 maior
Liquidez Geral 1,0191 1,2139 1,0487 1,0203 1,0744 maior
Solvencia

Liquidez Corrente 2,3875 2,3778 2,6922 2,8812 3,4841 maior


Liquidez Seca 1,5868 1,6632 1,5423 1,7578 2,0972 maior
Coeficiente do Capital de
Giro Líquido 0,3394 0,3592 0,4553 0,5331 0,6472 maior
CCG

Coeficiente do Capital de
Giro Próprio 0,4093 0,5546 0,4199 0,6939 0,6030 maior

7.3 ANEXO 3 – DEMONSTRATIVOS FINANCEIROS PADRONIZADOS U.S.


STEEL

Ativo, Consolidado (valores em Euros


da data 31/12/2010)
L.S. L.S. L.S. L.S.
Milhões 2001 2002 2003 2004
Ativo Total 6.226,3 5.957,5 5.853,7 8.182,3
Ativo Circulante 1.548,2 1.822,3 2.320,4 3.168,8
Disponibilidades 109,8 181,5 236,0 774,5
Créditos 619,9 697,5 910,4 1.321,9
Estoques 649,7 769,2 958,2 894,0
Outros 168,8 174,0 215,8 178,5
Ativo Não Circulante 4.678,1 4.135,2 3.533,3 5.013,5
Ativo Realizável a Longo Prazo 2.374,9 1.602,0 354,0 2.246,5
Créditos Diversos - - - -
Créditos com Pessoas Ligadas - - - -
Outros - - - -
Ativo Permanente 2.146,8 2.324,2 2.634,8 2.517,1
Investimentos 571,3 578,8 621,4 633,3

83
Imobilizado 2.303,2 2.224,1 2.550,4 2.708,8
Intangível - 309,2 356,2 28,4
Diferido - - - -

Passivo, Consolidado (valores em


Euros da data 31/12/2010)

Milhões 2001 2002 2003 2004


Passivo Total 4.354,8 4.443,6 5.037,4 5.217,4
Passivo Circulante 940,3 1.024,7 1.590,7 1.890,2
Empréstimos e Financiamentos 59,7 52,3 69,5 27,6
Debêntures 0,0 0,0 0,0 0,0
Fornecedores 516,8 572,8 767,0 959,7
Impostos, Taxas e Contribuições 363,7 399,6 754,3 902,9
Dividendos a Pagar 0,0 0,0 0,0 0,0
Provisões 0,0 0,0 0,0 0,0
Dívidas com Pessoas Ligadas 0,0 0,0 0,0 0,0
Outros 178,5 189,7 485,4 602,7
Passivo Não Circulante 3.414,5 3.419,0 3.446,6 3.327,1
Passivo Exigível a Longo Prazo 0,0 0,0 0,0 0,0
Empréstimos e Financiamentos 1.071,0 1.051,5 1.411,5 1.017,9
Debêntures 0,0 0,0 0,0 0,0
Provisões 0,0 0,0 0,0 0,0
Dívidas com Pessoas Ligadas 0,0 0,0 0,0 0,0
Outros 1.796,9 2.200,9 2.030,6 1.841,7
Resultados de Exercícios Futuros 0,0 0,0 0,0 0,0
Participações Minoritárias 0,0 0,0 0,0 0,0
Patrimônio Líquido 1.871,6 1.513,8 816,3 2.964,9
Capital Social Realizado 0,0 0,0 0,0 0,0
Reservas de Capital 0,0 0,0 0,0 0,0
Reservas de Reavaliação 0,0 0,0 0,0 0,0
Adiantamento p/ futuro aumento de capital 0,0 0,0 0,0 0,0
Outras Reservas de Lucro 0,0 0,0 0,0 0,0
Lucros/Prejuízos Acumulados 0,0 31,4 (314,4) 486,2

DRE no Ano Fiscal, Consolidado


(valores em Euros da data 31/12/2010)

Milhões 2001 2002 2003 2004


Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 4.761,0 5.268,1 7.063,5 10.536,3
Deduções da Receita Bruta 0,0 0,0 0,0 0,0
Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 4.694,6 5.214,4 6.966,4 10.432,5
Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos (4.548,9) (4.599,0) (6.324,9) (8.519,1)
Resultado Bruto 145,6 615,4 641,5 1.913,4
Despesas de Atividade (68,7) (312,2) (502,6) (551,9)

84
Com Vendas 0,0 0,0 0,0 0,0
Gerais e Administrativas 0,0 0,0 0,0 0,0
Resultado da Atividade 57,4 226,4 103,7 1.016,8
Outras Receitas Operacionais 188,9 0,0 510,1 0,0
Outras Despesas Operacionais 0,0 0,0 0,0 0,0
Resultado Antes de Juros e Tributos (293,50) 105,30 (531,00) 1.205,38
Resultado Financeiro 105,30 85,89 97,09 88,87
Receitas Financeiras 0,00 0,00 0,00 0,00
Despesas Financeiras (114,26) (95,59) (111,28) (114,26)
Resultado da Equivalência Patrimonial 0,0 0,0 0,0 0,0
Resultado Operacional (140,6) 142,8 (324,1) 966,6
Resultado Não Operacional 0 0 0 0
Receitas Nao Operac (368,9) 41,8 (642,3) 1.076,2
Despesas Nao Operac 0,0 0,0 0,0 0,0
Resultado Antes de IR e Contr. Social (407,8) 9,7 (642,3) 1.091,1
Provisão para IR e Contribuição Social (245,0) (35,8) (339,1) 262,1
Participações 0,0 0,0 0,0 24,6
Contribuições 0,0 0,0 0,0 0,0
IR Diferido 0,0 0,0 0,0 0,0
Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 0,0 0,0 0,0 0,0
Resultado do Exercício (162,8) 45,6 (345,8) 814,8

Ativo, Consolidado
(valores em Euros da data
31/12/2010)
L.S. L.S. L.S. L.S. L.S. IFRS
Milhões 2005 2006 2007 2008 2009 2.010
Ativo Total 7.335,4 7.905,9 11.674,4 12.014,3 11.517,6 11.463,8
Ativo Circulante 3.607,9 3.880,5 3.703,5 4.280,8 3.745,4 3.961,2
Disponibilidades 1.104,6 1.062,0 299,5 540,7 909,6 431,7
Créditos 1.193,4 1.343,5 1.551,2 1.708,7 1.170,3 1.510,8
Estoques 1.094,9 1.197,9 1.702,0 1.861,1 1.253,9 1.756,5
Outros 215,1 277,1 150,9 170,3 411,5 262,1
Ativo Não Circulante 3.727,4 4.025,4 7.970,9 7.733,4 7.772,3 7.502,7
Ativo Realizável a Longo
Prazo 519,8 640,8 1.372,7 837,9 781,2 754,3
Créditos Diversos - - - - - -
Créditos com Pessoas
- - - - -
Ligadas -
Outros - - - - - -
Ativo Permanente 2.893,1 3.037,0 5.084,2 4.934,1 5.061,8 4.904,0
Investimentos 666,2 758,8 221,4 208,6 186,2 202,7
Imobilizado 2.998,5 3.307,7 4.994,8 4.985,8 5.093,4 4.843,9
Intangível 209,1 - 1.591,5 1.412,3 1.498,1 1.519,8
Diferido - - - - - -

85
Passivo, Consolidado
(valores em Euros da data
31/12/2010)

Milhões 2005 2006 2007 2008 2009 2.010


Passivo Total 4.852,9 4.646,0 7.543,7 8.358,5 8.025,4 8.587,1
Passivo Circulante 2.053,0 2.017,9 2.242,7 2.074,7 1.847,7 2.350,3
Empréstimos e
Financiamentos 209,1 84,4 97,1 85,1 38,1 193,4
Debêntures 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Fornecedores 938,0 980,6 1.292,0 1.107,5 1.088,1 1.347,3
Impostos, Taxas e
Contribuições 905,9 953,0 853,6 882,0 721,4 809,6
Dividendos a Pagar 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Provisões 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Dívidas com Pessoas Ligadas 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Outros 681,1 817,0 782,7 151,6 66,5 86,6
Passivo Não Circulante 2.799,9 2.628,1 5.301,0 6.283,8 6.177,8 6.237,5
Passivo Exigível a Longo
Prazo 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Empréstimos e
Financiamentos 1.017,9 704,3 2.350,3 2.288,3 2.498,1 2.626,6
Debêntures 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Provisões 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Dívidas com Pessoas
0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Ligadas 0,0
Outros 1.758,0 1.895,5 2.764,0 3.866,3 3.094,1 3.259,9
Resultados de Exercícios
0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Futuros
Participações Minoritárias 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Patrimônio Líquido 2.482,5 3.259,9 4.130,7 3.655,7 3.492,2 2.876,0
Capital Social Realizado 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Reservas de Capital 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Reservas de Reavaliação 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Adiantamento p/ futuro
0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
aumento de capital 0,0
Outras Reservas de Lucro 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Lucros/Prejuízos Acumulados 1.198,7 2.167,3 2.750,6 4.231,5 3.143,4 2.761,8

DRE no Ano Fiscal,


Consolidado (valores em
Euros da data 31/12/2010)

Milhões 2005 2006 2007 2008 2009 2.010


Receita Bruta de Vendas e/ou
Serviços 10.484,7 11.736,4 12.601,3 17.740,2 8.251,0 12.975,4
Deduções da Receita Bruta 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0

86
Receita Líquida de Vendas e/ou
Serviços 10.484,7 11.736,4 12.601,3 17.740,2 8.251,0 12.975,4
Custo de Bens e/ou Serviços
Vendidos (8.664,0) (9.684,9) (10.928,4) (14.729,7) (8.661,0) (12.142,7)
Resultado Bruto 1.820,8 2.051,5 1.672,9 3.010,5 (410,0) 832,7
Despesas de Atividade (521,3) (451,1) (439,9) (466,8) (461,5) (455,6)
Com Vendas 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Gerais e Administrativas 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Resultado da Atividade 970,5 1.195,3 920,9 1.899,7 (650,9) 281,7
Outras Receitas Operacionais (48,5) (62,0) (50,8) (200,2) (107,5) (31,4)
Outras Despesas Operacionais 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Resultado Antes de Juros e
Tributos 1.074,69 1.371,93 94,10 2.371,93 (1.259,16) (141,90)
Resultado Financeiro 94,85 46,30 78,42 46,30 120,24 204,63
Receitas Financeiras 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Despesas Financeiras (94,85) (85,14) (113,52) (126,21) (118,75) (145,63)
Resultado da Equivalência
Patrimonial 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Resultado Operacional 873,4 1.059,2 128,8 1.806,0 (850,6) 46,9
Resultado Não Operacional 0 0 0 0 0 0,000
Receitas Nao Operac 1.074,7 1.333,1 905,9 2.292,0 (1.257,7) (82,9)
Despesas Nao Operac 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Resultado Antes de IR e Contr.
Social 979,8 1.286,8 827,5 2.245,7 (1.377,9) (287,5)
Provisão para IR e Contribuição
Social 272,6 242,0 162,8 637,0 (327,9) 72,4
Participações 27,6 18,7 8,2 31,4 (3,7) 0,0
Contribuições 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
IR Diferido 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Reversão dos Juros sobre
0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Capital Próprio
Resultado do Exercício 679,6 1.026,1 656,5 1.577,3 (1.046,3) (360,0)

7.4 ANEXO 4 – INDICADORES FINANCEIROS U.S. STEEL

Situação
Indicadores 2001 2002 2003 2004 2005 Mais
Favorável
Capitalização Ajustada 0,430 0,341 0,162 0,568 0,512 maior
Captação

Capitalização Seca 0,299 0,210 0,039 0,447 0,374 maior


Endividamento Ajustado Total 2,327 2,935 6,171 1,760 1,955 menor
Endividamento Seco 3,349 4,752 25,843 2,238 2,672 menor
Captação de Curto Prazo 0,216 0,231 0,316 0,362 0,423 menor
Captação de Longo Prazo 0,784 0,769 0,684 0,638 0,577 maior

87
Exigibilidades Tributárias 0,084 0,090 0,150 0,173 0,187 menor
Comprometimento Bancário 0,014 0,012 0,014 0,005 0,043 menor
Comprometimento com Fornecedores 0,119 0,129 0,152 0,184 0,193 menor
Imobilização Ajustada do Capital Próprio 1,147 1,535 3,228 0,849 1,165 menor
Imobilização de Recursos não Correntes 0,406 0,471 0,618 0,400 0,548 menor
Recursos de Longo Prazo em Giro 0,115 0,162 0,171 0,203 0,294 maior
Aplicação

Recursos Próprios em Giro -1,500 -1,732 -3,328 -0,691 -0,502 maior


Aplicação em Ativos de Crédito 0,152 0,192 0,283 0,233 0,269 maior
Aplicaçao em Estoques 0,159 0,212 0,298 0,158 0,246 menor
Aplicação em Disponibilidades 0,027 0,050 0,073 0,137 0,249 maior
Aplicação em Investimentos 0,092 0,097 0,106 0,077 0,091 menor
Aplicação em Imobilizado 0,370 0,373 0,436 0,331 0,409 menor
Despesa de Overhead -0,015 -0,060 -0,072 -0,053 -0,050 menor
Custo de Produção -0,969 -0,882 -0,908 -0,817 -0,826 menor
Despesa Administrativa -0,015 -0,060 -0,072 -0,053 -0,050 menor
Eficiência

Despesa de Comercialização - - - - - menor


- - - - -
Eficiência Operacional 68,326 16,703 13,860 18,903 20,113 maior
Custo do Endividamento -0,026 -0,022 -0,022 -0,022 -0,020 menor
Despesa Financeira -0,024 -0,018 -0,016 -0,011 -0,009 menor
Despesa Operacional -0,017 -0,086 -0,156 -0,097 -0,117 menor
Provisionamento para IR e contribuições 0,601 -3,692 0,528 0,240 0,278 menor
Margem Bruta 1,014 1,010 1,014 1,010 1,000 maior
Margem da Atividade 0,012 0,043 0,015 0,097 0,093 maior
Rentabilidades

Constribuição do Resultado Financeiro 0,022 0,016 0,014 0,009 0,009 maior


Margem Operacional -0,030 0,027 -0,047 0,093 0,083 maior
Margem Líquida -0,035 0,009 -0,050 0,078 0,065 maior
Giro do Ativo Operacional 1,151 1,435 2,164 1,842 2,360 maior
Giro do Ativo Total 0,754 0,875 1,190 1,275 1,429 maior
Rentabilidade da Atividade do PL 0,031 0,150 0,127 0,343 0,391 maior
Rentabilidade do Ativo Total (ROI) -0,026 0,008 -0,059 0,100 0,093 maior
Rentabilidade do Ativo Operacional -0,040 0,013 -0,107 0,144 0,153 maior
Rentabilidade do Patrimônio Líquido -0,087 0,030 -0,424 0,275 0,274 maior
Liquidez Geral 0,937 0,818 0,639 1,086 0,915 maior
Solvencia

Liquidez Corrente 1,647 1,778 1,459 1,676 1,757 maior


Liquidez Seca 0,956 1,028 0,856 1,203 1,224 maior
Coeficiente do Capital de Giro Líquido 0,129 0,153 0,105 0,123 0,148 maior
CCG

Coeficiente do Capital de Giro Próprio -0,329 -0,365 -0,378 -0,035 -0,030 maior

Situação
Indicadores 2006 2007 2008 2009 2010
Mais

88
Favorável
Capitalização Ajustada 0,702 0,548 0,437 0,435 0,335 maior
Capitalização Seca 0,538 0,518 0,412 0,412 0,311 maior
Endividamento Ajustado Total 1,425 1,826 2,286 2,298 2,986 menor
Captação

Endividamento Seco 1,858 1,930 2,425 2,428 3,212 menor


Captação de Curto Prazo 0,434 0,297 0,248 0,230 0,274 menor
Captação de Longo Prazo 0,566 0,703 0,752 0,770 0,726 maior
Exigibilidades Tributárias 0,205 0,113 0,106 0,090 0,094 menor
Comprometimento Bancário 0,018 0,013 0,010 0,005 0,023 menor
Comprometimento com Fornecedores 0,211 0,171 0,133 0,136 0,157 menor
Imobilização Ajustada do Capital Próprio 0,932 1,231 1,350 1,449 1,705 menor
Imobilização de Recursos não Correntes 0,516 0,539 0,496 0,523 0,538 menor
Recursos de Longo Prazo em Giro 0,316 0,155 0,222 0,196 0,177 maior
Aplicação

Recursos Próprios em Giro -0,235 -0,930 -1,115 -1,226 -1,609 maior


Aplicação em Ativos de Crédito 0,276 0,235 0,241 0,181 0,230 maior
Aplicaçao em Estoques 0,246 0,258 0,263 0,194 0,268 menor
Aplicação em Disponibilidades 0,218 0,045 0,076 0,141 0,066 maior
Aplicação em Investimentos 0,096 0,019 0,017 0,016 0,018 menor
Aplicação em Imobilizado 0,418 0,428 0,415 0,442 0,423 menor
Despesa de Overhead -0,038 -0,035 -0,026 -0,056 -0,035 menor
Custo de Produção -0,825 -0,867 -0,830 -1,050 -0,936 menor
Despesa Administrativa -0,038 -0,035 -0,026 -0,056 -0,035 menor
Eficiência

Despesa de Comercialização - - - - - menor


- - - - -
Eficiência Operacional 26,018 28,647 38,006 17,877 28,482 maior
Custo do Endividamento -0,018 -0,015 -0,015 -0,015 -0,017 menor
Despesa Financeira -0,007 -0,009 -0,007 -0,014 -0,011 menor
Despesa Operacional -0,093 -0,067 -0,066 -0,071 -0,069 menor
Provisionamento para IR e contribuições 0,188 0,197 0,284 0,238 -0,252 menor
Margem Bruta 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 maior
Margem da Atividade 0,102 0,073 0,107 -0,079 0,022 maior
Rentabilidades

Constribuição do Resultado Financeiro 0,004 0,006 0,003 0,015 0,016 maior


Margem Operacional 0,090 0,010 0,102 -0,103 0,004 maior
Margem Líquida 0,087 0,052 0,089 -0,127 -0,028 maior
Giro do Ativo Operacional 2,410 1,912 2,506 1,278 1,978 maior
Giro do Ativo Total 1,485 1,079 1,477 0,716 1,132 maior
Rentabilidade da Atividade do PL 0,367 0,223 0,520 -0,186 0,098 maior
Rentabilidade do Ativo Total (ROI) 0,130 0,056 0,131 -0,091 -0,031 maior
Rentabilidade do Ativo Operacional 0,211 0,100 0,223 -0,162 -0,055 maior
Rentabilidade do Patrimônio Líquido 0,315 0,159 0,431 -0,300 -0,125 maior
Solvenc

Liquidez Geral 1,048 0,874 0,847 0,804 0,764 maior


ia

Liquidez Corrente 1,923 1,651 2,063 2,027 1,685 maior

89
Liquidez Seca 1,329 0,892 1,166 1,348 0,938 maior
Coeficiente do Capital de Giro Líquido 0,159 0,116 0,124 0,230 0,124 maior
CCG

Coeficiente do Capital de Giro Próprio 0,054 -0,093 -0,148 -0,325 -0,259 maior

Indicadores 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001
Capitalização Ajustada 2 2 3 4 5 3 4 1 3 3
Capitalização Seca 1 3 3 3 3 2 3 1 2 2
Endividamento Ajustado
7 2 3 3 5 3 4 1 2 3
Total
Captação

Endividamento Seco 8 2 2 3 3 2 2 0 1 1
Captação de Curto Prazo 2 7 8 8 6 6 7 8 8 8
Captação de Longo Prazo 6 2 1 2 4 3 2 2 2 1
Exigibilidades Tributárias 8 1 1 1 0 0 1 0 2 1
Comprometimento
2 9 8 8 8 8 9 9 9 9
Bancário
Comprometimento com
4 4 4 3 2 2 2 3 3 4
Fornecedores
Imobilização Ajustada do
8 1 1 2 4 2 4 1 2 3
Capital Próprio
Aplicação

Imobilização de Recursos
8 2 3 2 2 2 5 2 5 5
não Correntes
Recursos de Longo Prazo
2 3 3 3 4 5 3 4 4 3
em Giro
Recursos Próprios em Giro 1 2 3 2 4 4 3 1 2 2
Aplicação em Ativos de
7 6 7 7 7 7 6 8 6 4
Crédito

90
Aplicaçao em Estoques 7 3 2 1 2 2 6 1 3 6
Aplicação em
2 3 3 2 6 7 4 4 2 2
Disponibilidades
Aplicação em
6 2 3 3 1 1 1 1 1 2
Investimentos
Aplicação em Imobilizado 6 3 3 2 2 3 4 3 4 4
Despesa de Overhead 3 6 5 5 5 5 5 6 5 5
Custo de Produção 0 9 9 9 9 9 9 9 9 9
Despesa Administrativa 1 7 6 6 6 7 7 9 7 6
Eficiência

Despesa de
9 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Comercialização
Eficiência Operacional 4 0 0 0 0 1 0 0 0 0
Custo do Endividamento 3 6 5 6 6 6 6 6 5 5
Despesa Financeira 1 7 5 6 6 5 6 7 6 6
Despesa Operacional 4 6 5 5 5 5 5 6 5 4
Provisionamento para IR e
3 3 1 4 3 3 3 0 9 1
contribuições
Margem Bruta 7 6 6 7 6 6 6 6 6 7
Margem da Atividade 1 0 5 3 4 4 4 1 2 1
Constribuição do
7 6 7 6 7 7 7 6 6 7
Resultado Financeiro
Rentabilidades

Margem Operacional 0 0 6 0 5 5 5 0 3 0
Margem Líquida 0 0 6 4 5 4 4 0 2 0
Giro do Ativo Operacional 6 5 8 8 8 7 6 7 5 3
Giro do Ativo Total 4 5 6 5 6 6 6 5 4 3
Rentabilidade da
2 1 8 6 7 7 6 2 4 2
Atividade do PL
Rentabilidade do Ativo
0 0 7 4 7 5 5 0 2 0
Total (ROI)
Rentabilidade do Ativo
0 0 8 4 8 5 5 0 3 1
Operacional
Rentabilidade do
0 0 8 4 6 5 6 0 2 1
Patrimônio Líquido
Liquidez Geral 2 1 2 1 4 3 5 1 4 4
Solvencia

Liquidez Corrente 3 5 6 4 6 6 6 5 7 6
Liquidez Seca 3 5 4 2 6 6 6 4 6 5
Coeficiente do Capital de
4 4 4 3 3 4 3 4 5 5
Giro Líquido
CCG

Coeficiente do Capital de
2 3 4 5 6 6 6 3 3 4
Giro Próprio

91
7.5 ANEXO 4 – EMPRESAS UTILIZADAS PARA GERAÇÃO DA PONTUAÇÃO
DOS INDICADORES

As empresas participantes nacionais foram: BRF - Brasil Foods SA; Fibria Celulose
S.A.; Cyrela construtora; Ambev; Klabin; Cia Hering; Saraiva; Natura; Marfrig; Net
Serviços de comunicação S.A; CAMBUCI S.A.; USIMINAS; Vale; Rio Grande
Energia; Souza Cruz S/A; Drogasil; Cia Siderurgica Nacional; Globex Utilidades S.A.;
Aços Villares S.A; Suzano Papel e Celulose S.A.; Vulcabras S.A; Brasil Telecom S/A;
Vale Fertilizantes; Petrobras; Itautec; Clarion S/A; Baumer; Grupo Pão de Açúcar; Confab;
Gerdau S/A; TAM; Bombril; Whirlpool; Gafisa S/A; Marcopolo S.A.
As empresas participantes internacionais foram: Tyson Foods; Wausau Paper;
Beazer Homes; Pepsi; Rock Tenn; Abercrombie; Amazon; Avon; Tyson Foods; Comcast
Corp; Nike; U.S. Steel; FCX; Hilton Hoteis; Calpine Corp.; Philip Morris; Walgreen;
Allegheny Technologies; Best Buy; Nippon Steel; International Paper; Timberland;
VERIZON; Syngenta;Exxon Mobil; Dell; Archer Daniels Company; Exxon Mobil;
Intuitive Surgical; Wal Mart; Northwest; American Air Lines; The Clorox Company; GE;
China Railway; Thor Industries.

92