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ESCRITÓRIO DAS NAÇÕES UNIDAS

CONTRA DROGAS E CRIME

Modelo de Política de Repressão às Drogas &


Materiais de Treinamento Propostos

EXAME DA CENA DO CRIME E


MANUSEIO DE EVIDÊNCIAS

Este não é um Documento Oficial. Somente para informação.


As opiniões expressas neste documento não refletem necessariamente
os pontos de vista das Nações Unidas.
PREFÁCIO

Este volume é parte de uma série de manuais sobre o gerenciamento da repressão ao


tráfico de drogas elaborado pelo Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e
Crime, em seu Centro Regional, em Bangkok. Os tópicos tratados são provenientes de
projetos específicos do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime para
aprimorar as habilidades de repressão ao crime e aperfeiçoar a coleta, o
processamento e o compartilhamento de informações.

Cada volume traz um pacote que contém um modelo de declaração de políticas e


lições propostas para o treinamento. O material representa a melhor prática da área
oriunda dos principais formuladores de políticas e profissionais mais respeitados e
confiáveis.

Sabemos que nem todas as informações serão aplicáveis a todos os países. Nosso
propósito é que cada país que deseje utilizar este trabalho selecione as partes
adequadas e as traduza para sua língua.

É IMPORTANTE que todos os treinamentos sejam ministrados por instrutores


qualificados.

O Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime gostaria de agradecer a todos
os que contribuíram com o trabalho e terá o prazer de receber quaisquer comentários
sobre o material.

Este não é um documento oficial das Nações Unidas. As designações


empregadas neste documento, bem como a apresentação do material, não expressam a
opinião da Secretaria do Escritório das Nações Unidas Contra Drogas e Crime, no que
diz respeito ao status jurídico de qualquer país, território, cidade ou área de suas
autoridades, ou no que diz respeito às delimitações de suas fronteiras e limites.

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ÍNDICE

Prefácio 1.

Sumário 3.

Capítulo 1 Justificativa para o Treinamento em Repressão ao Crime 5.

Capítulo 2 Política e Diretrizes para o Exame da Cena do Crime e Manuseio de


Evidências 17.

Apêndice A 61.

Apêndice B 77.

Apêndice C 97.

Apêndice D 109.

Apêndice E 119.

Capítulo 3 Guia das Sessões de Treinamento 129.

3
UNODC

Justificativa para o Treinamento em Repressão ao Crime


JUSTIFICATIVA PARA TREINAMENTO DO UNODC
EM REPRESSÃO AO CRIME

Introdução

Diversos projetos do UNODC (Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime)
prevêem a realização de treinamentos em repressão ao crime para a polícia e outros
órgãos. A menos que haja coordenação e controle eficientes nesse tipo de assistência,
existe a clara possibilidade da repetição e/ou desperdício em decorrência do ensino
não estruturado, desconexo, inapropriado ou inadequado. Portanto, considera-se
desejável a especificação dos níveis de treinamento contemplados no âmbito dos
documentos do projeto UNODC e a imposição de padrões a serem observados dentro
de determinados assuntos. Em termos gerais, isso pode ser alcançado pela prescrição
de pacotes de treinamento modelo em tópicos ou agrupamentos de assuntos
específicos.

Conceito Geral

A repressão ao crime eficiente e profissional depende do conhecimento, aptidões e


iniciativa dos agentes envolvidos. O conhecimento e as aptidões são transmitidos em
grande parte por meio de treinamento.

Os agentes mobilizados na repressão às drogas devem receber preparo adequado para


o trabalho e treinamento apropriado para desempenhar suas funções. Eles devem se
atualizar regularmente em questões de repressão e ser instruídos de forma adequada
em relação a determinadas operações. Uma análise de necessidades de treinamento
deve ser realizada para determinar as necessidades exatas de treinamento do pessoal
destacado para determinadas áreas da repressão ao crime. Essa análise deve se basear
em uma avaliação das aptidões e habilidades necessárias nessas divisões de trabalho e
a elaboração de currículos de treinamento no âmbito dos departamentos de repressão
ao crime serão determinados em grande parte pela função do departamento na
estrutura nacional de repressão às drogas. A elaboração de currículos é uma disciplina
especializada e o UNODC pode oferecer assistência ao pessoal encarregado de tais
tarefas.

Níveis de Treinamento

O treinamento do UNODC em repressão às drogas se concentrará em quatro níveis:

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Treinamento Básico
Treinamento de Supervisores
Treinamento de Gerência e Comando
Treinamento de Especialistas

Treinamento Básico

O treinamento básico em repressão às drogas normalmente pode ser ministrado no


âmbito dos órgãos, mas é recomendável que haja um conteúdo programático padrão
das disciplinas baseado no conhecimento e aptidões necessárias aos agentes de cada
departamento em particular. Com maior ou menor ênfase de acordo com o papel
desempenhado pelo departamento do agente, há um consenso geral de que um
investigador da divisão de entorpecentes de nível básico deve:

• Possuir bom conhecimento prático das leis relativas a drogas em seu


país

• Conhecer a natureza das evidências e compreender o que pode


constituir evidência em casos que envolvam drogas

• Conhecer a natureza das drogas e ser capaz de reconhecer as drogas


em diversas formas

• Conhecer a natureza das substâncias químicas precursoras e ser capaz


de reconhecê-las

• Saber quando encaminhar um assunto a um agente mais preparado


para lidar com a situação

• Ser capaz de reconhecer comportamento irregular ou suspeito e, nos


casos pertinentes, investigar

• Ser capaz de reconhecer documentos, forjados, falsificados e outros


documentos suspeitos

• Ser capaz de conduzir uma entrevista completa e apropriada de


testemunha ou pessoa que detenha informações

• Ser capaz de conduzir uma entrevista completa e apropriada de um


suspeito

• Ser capaz de ler a linguagem corporal de pessoas sob questionamento


ou observação

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• Ser capaz de requerer mandados de busca e apreensão ou outro
instrumento legal para buscar e/ou apreender, nos casos pertinentes

• Ser capaz de realizar uma revista competente de pessoas, bagagens,


carga, instalações, embarcações e aeronaves

• Ser capaz de usar kits de teste de drogas in loco

• Ser capaz de operar equipamentos usados por seu órgão para a


detecção de drogas

• Ser capaz de manusear provas materiais adequada e competentemente

• Ser capaz de cultivar fontes de informações e desempenhar funções


básicas de coleta de informações

• Ser capaz de relatar observações e eventos com precisão

• Ser capaz de conduzir um exame básico da cena do crime

• Ser capaz de colher impressões dos dedos das mãos e dos pés de
investigados

• Ser capaz de compilar um dossiê de documentos a serem


encaminhados ao promotor

• Ser capaz de depor em juízo com conhecimento de causa

• Ser capaz de trabalhar com grupos de cidadãos, ONGs e funcionários


de outras unidades ou departamentos

• Ser capaz de exercer, com sensatez, os poderes e autoridades a ele


confiados.

Treinamento de Supervisores

O treinamento de supervisores em geral também pode ser ministrado no âmbito dos


órgãos de acordo com um conteúdo programático baseado no conhecimento e aptidões
necessárias aos agentes daquele departamento em particular.

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Assim como no treinamento básico e, novamente, com maior ou menor ênfase de
acordo com as funções de repressão às drogas do departamento do agente, é possível
identificar, em termos gerais, as aptidões e conhecimento necessários a um supervisor
de repressão às drogas. O agente deve ser capaz de:

• Desenvolver todas as atividades típicas de subordinados

• Planejar, organizar, dirigir e liderar atividades da equipe ou em grupo

• Verificar documentos remetidos para encaminhamento à promotoria a


fim de assegurar que todos os papéis necessários sejam apresentados
ou justificados

• Coordenar as funções de funcionários de diferentes unidades ou


departamentos

• Demonstrar sempre boas qualidades de liderança e gestão de pessoal

• Reconhecer situações em que uma entrega controlada pode ser


empregada para o melhor proveito e ser capaz de propor um caso para
a apreciação de um escalão superior

• Assumir o comando da cena de um crime e delegar funções


investigativas à equipe

• Solucionar problemas

• Compor avaliações de risco bem arrazoadas

• Tomar decisões acertadas

• Expressar-se com eloqüência, oralmente e por escrito

• Debater questões de forma lógica, inclusive em reuniões públicas

• Motivar subordinados, grupos de cidadãos e outros

• Preparar perfis precisos de traficantes de drogas e “mulas”

• Avaliar o peso das evidências em certos casos

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• Em circunstâncias apropriadas, autorizar ou obter autorização para
revistar pessoas e/ou locais em busca de evidências de crimes

• Adotar ou aprovar a adoção de estratégias de investigação, táticas


operacionais e atividades de supressão apropriadas às circunstâncias

• Preparar encaminhamentos a autoridades superiores acerca de assuntos


relativos à repressão às drogas, administração financeira e alocação de
recursos

• Responder, com propriedade, a perguntas da mídia sobre as atividades


de repressão ao crime.

Treinamento de Gerência e Comando

Dependendo das capacidades e recursos dos órgãos nacionais envolvidos, esse


treinamento pode ser realizado no âmbito do departamento, ou agentes selecionados
podem ser enviados a cursos de treinamento externos ou outras formas de capacitação.
As aptidões necessárias se baseiam em idéias [sugeridas em oficinas e seminários
regionais] de que os agentes do alto escalão e com responsabilidades gerenciais na
repressão às drogas devem ser capazes de:

• Gerenciar e administrar com eficácia e eficiência os recursos sob seu controle

• Conhecer a capacidade de subordinados e aproveitar ao máximo suas aptidões

• Ter consciência da existência e desenvolvimento de técnicas especializadas


prontas para serem usadas

• Formular estratégias e táticas de repressão ao crime apropriadas para


determinadas situações

• Planejar e dirigir atividades de combate às drogas em nível de comando

• Compreender os conceitos de assistência mútua em matéria de repressão ao


crime e conhecer os procedimentos de solicitação e fornecimento de assistência
a outras alçadas em certas circunstâncias.

• Aprovar, providenciar e coordenar a entrega controlada de drogas ou outra


mercadoria

• Organizar meios e recursos visando seu máximo aproveitamento

• Liderar pessoalmente operações importantes

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• Articular-se com outros departamentos em nível superior

• Exercer controles financeiros apropriados

• Criar métodos para a identificação, eliminação e minimização das


oportunidades de corrupção interna e/ou outras condutas antiéticas

• Demonstrar bom discernimento para tudo e apresentar uma imagem condizente


na mídia

• Exercer, com a devida prudência, quaisquer poderes especiais a ele delegados


para a supressão e/ou investigação do crime.

Treinamento de Especialistas

O treinamento de especialistas pode ser ministrado dentro ou fora dos departamentos


nacionais de repressão ao crime. A assistência do UNODC nesse sentido somente
deve ser oferecida nas áreas de especialidade aceitáveis no âmbito das jurisdições em
questão. Não é sua intenção oferecer treinamento em atividades que não tenham
aprovação legal no país em questão [como o grampo telefônico e o uso de aparelhos
de escuta ocultos.] Os tópicos dessa categoria são os seguintes:

• Vigilância [inclusive o uso de dispositivos eletrônicos]

• Técnicas modernas de investigação

• Interceptação de comunicações

• Outras atividades de apoio técnico

• Análise avançada de coleta de informações

• Rastreamento e apreensão de bens

• Lavagem de dinheiro

• Atividades de infiltração

• Entregas controladas

• Gerenciamento de informantes

• Esquemas de proteção de testemunhas

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Elaboração do Currículo

Uma vez identificados os níveis de conhecimento e aptidão necessários nos


respectivos órgãos, pode ter início o processo de elaboração dos currículos do
treinamento.

Conforme foi mencionado antes, a formulação do currículo é uma disciplina


especializada, de modo que é necessário considerar com cuidado o meio de aplicação
mais apropriado ao posto dos participantes do curso. A quantidade de tempo
dedicada a qualquer tópico em particular será determinada por sua relevância para as
funções do agente.

Além de cursos em funções relativas às responsabilidades do departamento do agente,


o treinamento moderno em repressão ao crime também deve incluir disciplinas sobre
direitos humanos, valores da organização, relações interpessoais, dignidade humana e
prestação de contas. É também recomendável que o curso aborde formas de se evitar
preconceitos, hipocrisia, estereótipos, paroquialismo impertinente e outras más
práticas. Deve-se incluir, também, o ensino do adequado exercício dos poderes de
repressão ao crime, inclusive o uso da força. Tempo suficiente deve ser reservado para
a discussão aprofundada sobre o alcance de considerações éticas contidas no Código
de Conduta das Nações Unidas para Policiais.

Ministração do Treinamento

O treinamento pode ser ministrados por meio de:

• Cursos de formação presenciais

• Treinamento no local de trabalho

• Oficinas, seminários e sessões de treinamento

• “Coaching” e mentoria

• Treinamento interativo via CD-Rom

• Patrocínio de estudo em instituições educacionais regionais

• Viagens de estudo

• Custeio de participação em cursos no exterior selecionados.

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Treinamento Progressivo em Repressão em Drogas

Segundo o conceito de treinamento progressivo, o curso é ministrado de forma seriada


e em ritmo condizente com o emprego dos policiais no trabalho de repressão às
drogas. Nos departamentos de repressão ao crime, os policiais recém-transferidos
para um cargo com funções de repressão às drogas normalmente receberiam o
treinamento básico para obter os fundamentos necessários para suas novas atribuições.
Os policiais em processo de promoção em termos de patente, posto ou experiência
podem receber treinamento para supervisão, ministrado no formato mais adequado a
seus casos.

Os policiais que estejam assumindo responsabilidades gerenciais ou de


comando em nível intermediário devem ser treinados em nível gerencial, com o
treinamento também ministrado da forma mais adequada às suas circunstâncias.

Treinamento em Repressão ao Crime Organizado por Representações no País

Quando houver representações no país com projetos que envolvam o treinamento para
equipes de repressão ao crime no âmbito do país em questão, esse treinamento deve se
enquadrar no plano e política de treinamento em repressão ao crime regional geral do
UNODC aqui descritos. É essencial que todo treinamento seja apropriado ao nível
dos participantes, condizente com a situação nacional, respeite as leis da alçada
envolvida, reconheça os direitos humanos e os princípios da ONU, faça parte de uma
iniciativa de treinamento expansiva e seja ministrado por pessoas competentes.

A fim de assegurar a uniformidade e uma abordagem organizacional coordenada, é


desejável que as representações dos países que planejem organizar treinamentos em
repressão ao crime consultem o banco de dados de treinamento mantido na sede e, em
termos ideais, apresentem propostas à Seção de Combate ao Tráfico, em Viena, para
que sejam apreciadas pelos profissionais de repressão ao crime lotados naquela
entidade.

Pacotes de Treinamento Modelo

Os pacotes de treinamento a serem produzidos na presente série são os


seguintes:

I. Coleta de Informações Básica


II. Entrega Controlada
III. Trabalho de Infiltração
IV. Vigilância

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V. Assistência Mútua
VI. Apreensão de Bens
VII. Coleta e Apresentação de Evidências
VIII. Comando e Liderança
IX. Análise Avançada de Coleta de Informações

Em cada caso, as anotações de treinamento serão baseadas em um documento modelo


de Política e Diretrizes cuja adoção foi sugerida a cada um dos países [com
modificações adequadas para fins de enquadramento nas estruturas legais e
organizacionais] para seus departamentos de repressão ao crime.

O custeio futuro pode permitir o desenvolvimento de mais pacotes que cubram um


leque mais amplo de tópicos, mas a presente série se restringirá aos tópicos listados
acima.

Sigilo

Tendo em vista que o material contido nas anotações de treinamento contém detalhes
de procedimentos operacionais da repressão ao crime, é necessário restringir sua
distribuição aos departamentos de repressão ao crime somente.

Cooperação e Assistência

As funções da repressão às drogas são praticamente as mesmas em todo o mundo e os


problemas com que se confronta uma jurisdição são invariavelmente semelhantes aos
problemas enfrentados em outros lugares. Todos os fatores a seguir podem contribuir
para a consolidação de uma ofensiva global contra um problema comum:
compartilhamento de informações, fornecimento de detalhes sobre estratégias de
sucesso, recebimento de estudantes de outras jurisdições para treinamento, adoção de
praticamente os mesmos procedimentos, concessão de assistência mútua e oferta de
outras cooperações operacionais. Há muito são feitos apelos às comunidades e países
para que unam esforços contra as drogas. Ênfase semelhante deve ser dada à união de
esforços dos departamentos de repressão ao crime contra aqueles que lucram com a
produção e distribuição dessas substâncias ilícitas. Nesse sentido, o UNODC está
disposto a cooperar com qualquer órgão que deseje aperfeiçoar seu treinamento na luta
contra a ameaça das drogas e terá satisfação em compartilhar sua experiência com tais
órgãos.

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Envio de Comentários

Será um prazer para a Seção de Combate ao Tráfico do UNODC receber comentários


sobre formas de aperfeiçoar os pacotes de treinamento. Esses comentários devem ser
encaminhados ao Chefe da seção: Anti-Trafficking Section, PO Box 500, Vienna
A1400, Austria.

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UNODC

Política e Diretrizes para Exame da Cena do Crime e Manuseio


de Evidências
ESCRITÓRIO DAS NAÇÕES UNIDAS CONTRA DROGAS E CRIME
POLÍTICA E DIRETRIZES PARA O EXAME DA CENA DO CRIME E
MANUSEIO/APRESENTAÇÃO DE EVIDÊNCIAS

INTRODUÇÃO

A investigação bem-sucedida de qualquer alegação criminal depende de uma série de


variáveis, nenhuma das quais sendo a interpretação exata e exame confiável da cena
do crime forense, em todos os seus aspectos. Em anos recentes, um número imenso
de casos processuais foram alvo de críticas repetidas vezes sob o argumento de
contaminação de provas materiais da cena do crime no decorrer de uma investigação
criminal. Lições importantes, por vezes dolorosas, foram aprendidas com culpados
saindo em liberdade.

O exame da cena do crime é um assunto complexo que envolve não só as aptidões


citadas acima, mas também o registro controlado e detalhado e a recuperação de
evidências físicas, bem como a obtenção de qualquer informação criminal existente na
cena do crime.

Para possibilitar que essa tarefa muitas vezes difícil seja bem empreendida,
informações de grande exatidão são necessárias. Portanto, o objetivo é acumular a
maior quantidade possível de informações corretas no período de tempo mais curto e
repassá-las a outras divisões de investigação a fim de que as linhas de investigação
corretas sejam identificadas e mantidas.

FINALIDADE

A finalidade dessas diretrizes é oferecer políticas, procedimentos, considerações


legais e definições pertencentes ao planejamento e execução das melhores práticas em
Exame da Cena do Crime e Manuseio/Apresentação de Evidências para os
departamentos de repressão ao crime. As técnicas discutidas neste documento de
políticas são essenciais para o investigador criminal do século XXI. A observância
das recomendações feitas será uma tentativa de impedir quaisquer perdas de
evidências ou fracassos da justiça e revelar melhores práticas reconhecidas
mundialmente.

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OBJETIVO GERAL

Aumentar a eficiência das evidências técnicas e científicas por meio do


aperfeiçoamento do gerenciamento da cena do crime e encaminhamentos
laboratoriais, melhorando assim o manuseio e a apresentação em juízo

OBJETIVOS DO EXAME DA CENA DO CRIME

• Identificar evidências físicas – evidências forenses; impressões digitais, etc.

• Localizar bens relativos ao crime ou abandonados pelos suspeitos

• Obter evidências para estabelecer rotas de fuga, como pegadas e marcas de pneus

• Identificar testemunhas

• Localizar locais de ocultação ou de armazenamento

• Localizar outras cenas

• Obter informações

A investigação bem-sucedida de qualquer alegação criminal depende de uma série de


variáveis, nenhuma das quais sendo a interpretação exata e exame ou revista confiável
da cena do crime em todos os seus aspectos, preferencialmente por examinadores de
cena do crime experientes.

Considere a expressão “Cena do Crime”, usada no dia-a-dia, mas que cria problemas
peculiares.

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A interpretação dessa expressão varia consideravelmente porque o treinamento e a
conscientização consistentes relativos à identificação de cenas do crime não são
realizados por órgãos de polícia, aduana ou outras entidades de repressão ao crime de
forma constante do início ao fim de suas carreiras.

É lamentável, pois os funcionários menos experientes em geral são os primeiros


policiais a comparecer na cena de um crime e suas ações podem determinar ou
desfazer o exame resultante. O treinamento e a atualização da conscientização
forense regulares reforçariam seu conhecimento e aumentariam a eficiência e a
eficácia, inclusive a relação custo-benefício.

Então, o que é a Cena do Crime?

Trata-se de qualquer cena física, em qualquer lugar, que possa fornecer evidências
em potencial ao investigador. Tais evidências podem ser o corpo de uma vítima ou de
um suspeito, mas normalmente é um local, um lugar como um campo ou clareira a
céu aberto, um veículo, uma embarcação ou aeronave, que ofereçam evidências
significativas, como drogas, armas ou bens que tenham sido descartados ou ocultados
pelos suspeitos.

Os princípios desse resumo podem ser aplicados à maioria das cenas de crimes, muito
embora nem todas as fases podem estar presentes. Entretanto, todas devem ser
consideradas e um exame forense detalhado deve ser realizado a fim de se obter a
melhor evidência em potencial disponível.

PRINCIPAIS FATORES do EXAME DA CENA DO CRIME

Comunicação

Conhecimento Preparação

Trabalho em equipe Gerenciamento

e controle

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Todos os fatores acima se baseiam na aplicação humana e, por conseguinte, podem
ceder a falhas humanas, concepções equivocadas ou falta de atenção a detalhes. A
combinação dos cinco fatores é essencial e todos são interdependentes e de igual valor
para o todo.

PREPARAÇÃO DA CENA DO CRIME

• Nenhuma pessoa sem autorização deve entrar, em hipótese alguma

• Nada é tocado, mexido ou retirado antes da fotografia

• Mapas de “sketch” detalhados devem ser desenhados

• O exame científico é considerado e realizado nos casos pertinentes

• O agente de provas materiais e o coordenador/gerente da cena do crime


supervisionam a obtenção de evidências

Não importa que tenhamos acesso a examinadores da cena do crime e cientistas


forenses experientes e eficientes. Se a cena do crime for mal manuseada, devido à
falta de conhecimento ou consciência dos primeiros policiais que ali chegarem, então
evidências vitais serão perdidas, destruídas ou contaminadas. Isso afeta tanto o
inocente como o culpado no sistema judicial.

Exigências de conhecimento são levantadas à medida que examinadores e cientistas


da cena do crime melhoram suas técnicas e adquirem melhores condições de obtenção
de informações a partir de seus exames forenses. Isso significa que o padrão de
conscientização e preservação da cena do crime precisa ser levantado da mesma
forma, com o intuito de permitir a melhoria da qualidade dos exames a serem
realizados. O conhecimento somente pode ser transmitido com eficácia por meio de
treinamento e atualização regular.

Quantas vezes as pessoas foram acusadas de não cumprir sua função de forma
eficiente podendo, em realidade, nunca ter recebido as informações corretas ou o
treinamento adequado para executar a tarefa?

Essa falta de conhecimento já causou muitos problemas. A tentação de entrar em uma


cena de crime em potencial pisando em superfícies em que as pegadas de sapatos não
podem ser vistas a olho nu, por exemplo, pode destruir essa evidência. Os métodos
modernos de exame científico, como a iluminação e tratamentos químicos sofisticados
podem, não raro, identificar o calçado do culpado em superfícies variadas, como

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linóleo, concreto e até certos tapetes, porém serão perdidas ou danificadas se forem
pisadas.

O manuseio múltiplo de provas materiais não protegidas ou não empacotadas também


pode destruir evidências que podem ser vitais para um processo judicial.

A preparação é efetivamente a aplicação física do conhecimento. Sem


conhecimento, não há disposição de se preparar para algo que não se entende por
complete, o que constitui em si uma falta de comunicação e um reconhecimento da
insuficiência de treinamento de conscientização forense.

O trabalho em equipe coordenado é o aspecto mais importante desses fatores, na


medida em que incorpora o esforço de todo o pessoal de repressão ao crime, peritos,
especialistas em ciência forense envolvidos para alcançar o objetivo comum.

Isso é concretizado pelo controle e gerenciamento da cena do crime, com o emprego


da eficiência do sistema de gerenciamento da cena do crime, com a colaboração com
um agente de provas materiais, sob a direção do Investigador Responsável, e com a
incorporação dos cinco importantes fatores mencionados.

EVIDÊNCIAS

Os meios usados para a comprovação da veracidade ou falsidade de fatos


contestados em qualquer julgamento em juízo ou em órgão que funcione como um
tribunal, e que inclui quaisquer substâncias ou materiais encontrados ou recuperados
que tenham nexo com uma investigação criminal.

Deve ser da alçada do investigador procurar todos os meios disponíveis para provar a
responsabilidade criminal que não, por exemplo, em uma apreensão de drogas, a mera
coleta da droga e seu encaminhamento ao laboratório forense para análise e
quantificação. Deve-se levar em consideração o potencial de vários outros tipos de
evidências físicas atualmente disponíveis, como por exemplo: -

Evidências de impressões digitais, que também abrangem marcas de sapatos e


impressões auriculares. (Recentemente, um assassino que perseguia as pessoas em
Londres foi condenado com base unicamente na sua impressão auricular, que foi
descoberta no lado externo da vidraça da residência da vítima, gravada ali enquanto
ele escutava na janela para ver se ela estava em casa, bem como outras evidências
forenses).

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As evidências de impressões digitais agora podem ser obtidas com vários métodos
altamente especializados, que empregam substâncias químicas e fontes de luz
diferenciadas. Excelentes resultados já foram obtidos não apenas em pacotes de
drogas, mas às vezes nas próprias drogas, e também no meio de transporte, como por
exemplo no interior do compartimento de um caminhão onde as drogas estavam
escondidas.

Vestígios de contato ou fibras, pêlos, etc. – geralmente, o material deixado ou levado


da cena pelo suspeito.

Encaixes físicos ou mecânicos, ou seja, correspondência de marcas de instrumentos


de cenas de crimes de invasão com o objeto encontrado em posse do suspeito, ou
sacos/embrulhos plásticos vazios e embalagens de drogas semelhantes comparados,
com o auxílio de um microscópio, com sacos/embrulhos encontrados no endereço do
suspeito.

Hoje, os materiais de embalagens são encontrados em uma grande variedade de casos,


de drogas a crimes de terrorismo. O exame laboratorial desses materiais se insere em
uma área especializada, mas a posse de conhecimento sobre diversos processos de
fabricação, sobretudo os que criam marcas de estriamento sobre o material, permite
identificar não apenas os processos da mesma fonte de fabricação, mas também os
processos originalmente contíguos ou produzidos imediatamente um após o outro.
Esse é um acréscimo ao exame das marcas físicas de rompimento ou corte causadas
pelas pessoas que efetivamente embalaram as drogas.

Ácido Desoxirribonucléico (DNA) em saliva ou outros fluidos corporais deixados na


cena do crime, inclusive raízes foliculares ou capilares. DNA com baixo número de
cópia pode ser obtido em certas circunstâncias por meio do suor/saliva depositados
nas embalagens ou na própria droga em casos de tráfico, mas a técnica ainda está
dando os primeiros passos e proporciona fracas evidências, principalmente em razão
de complicadas questões de contaminação. Contudo, os procedimentos estão se
aperfeiçoando com rapidez nesse campo e essa forma de evidência deve sempre ser
mantida como opção prioritária do investigador.

O Princípio da Troca de Locard, segundo o qual “SEMPRE QUE DOIS


OBJETOS SE ENCONTRAM, HÁ UMA TROCA DE MATERIAL”, se aplica
nesse caso, e é fundamental para todas as investigações criminais que envolvam
exames da cena do crime. Em outras palavras: -

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TODO CONTATO DEIXA UM VESTÍGIO

Em anos recentes, os processos judiciais foram alvo de críticas e ataques repetidas


vezes sob o argumento de contaminação ou sugestão de contaminação de provas
materiais da cena do crime no decorrer de uma investigação. O resultado é que alguns
sérios julgamentos penais foram desconsiderados e os criminosos se safaram
impunemente. Em decorrência disso, lições importantes foram aprendidas a duras
penas.

É óbvio o perigo da transferência acidental de material da cena do crime para outros


policiais e vice-versa, de vítimas de crime para policiais e vice-versa, e de suspeitos
para policiais e vice-versa. Com muita freqüência, evidências científicas de forte
potencial são rejeitadas por conta da troca acidental de pêlos e fibras por policiais que
por descuido entraram em contato com a vítima e o suspeito, ou o suspeito e a cena do
crime. Só isso já é péssimo, mas às vezes a situação é agravada quando o policial não
informa o examinador forense e o fato posteriormente é revelado em juízo, renegando
a confiabilidade do processo por conta dessa evidência.

EXAME OBJETIVO da CENA DE UM CRIME

O exame forense objetivo da cena de um crime permite o reforço das alegações,


mesmo em casos em que não há nenhum outro relato do evento. Os policiais
precisam reconhecer a fundamental importância da adequada preservação da
cena do crime. Portanto, para chegar a uma interpretação confiável, a cena do crime
precisa ser:

Identificada

• uma atividade prioritária e, ao proceder desse modo, os policiais devem considerar


o que de fato ocorreu no local

• observar além do óbvio, já que os parâmetros da cena do crime podem muito bem
extrapolar o que indicam os passos iniciais

• identificação de rotas tomadas pelos suspeitos e/ou veículos

• ter em mente que pode haver mais de uma cena do crime

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Gerenciada

O gerenciamento da cena do crime deve ficar a cargo de um Gerente de Cena do


Crime competente com preparo e experiência forenses. Nos casos em que houver
mais de uma cena do crime, deve-se considerar a possibilidade de convocação de um
Coordenador de Cena do Crime, por exemplo para decidir qual cena tem prioridade e
fornecer um ponto de vista forense a fim de ajudar o Investigador Responsável a
decidir o melhor caminho possível da investigação.

Esses policiais precisam registrar todos os aspectos de suas interações com a cena do
crime, inclusive antecedentes dos eventos e local propriamente dito desses eventos,
em alguma forma de anotações do caso.

Uma cópia das anotações de caso de um agente da New Scotland Yard (polícia
metropolitana de Londres) aparece no Apêndice A para análise.

A cena de um crime que necessitará exame físico normalmente passa de um estado


dinâmico para estático, ou seja, seguro. Com a maior brevidade possível, a cena do
crime precisa ser gerenciada e controlada e, em seguida, protegida.

Em outras palavras: os primeiros policiais a chegarem, independentemente da


natureza da cena, devem isolar uma área adequada a certa distância da cena com um
cordão. Isso é feito com o intuito de preservá-la e aguardar a presença do
Investigador Responsável, ou seu vice, e quaisquer outras pessoas de apoio científico
que venham a ser necessárias.

Os parâmetros do cordão irão variar de acordo com as circunstâncias, mas devem


criar um ponto de encontro para o pessoal que comparecer e conter a imprensa, o
público e quaisquer pessoas não autorizadas a uma distância adequada do trabalho
forense realizado.

Sempre vale lembrar que, por questões de contaminação mútua, esse procedimento é
de extrema importância e deve ser rigorosamente respeitado.

Controlada/Protegida

Essa etapa deve ser concretizada o mais rápido possível. A interpretação errônea da
cena do crime pode levar à não identificação de áreas relevantes e, conseqüentemente,
à ausência de exame dessas áreas, com a previsível perda de evidências e informações
em potencial, resultando assim em provável incapacidade de prisão e condenação dos
responsáveis.

26
.

Lembre-se que você só tem uma chance de examinar a cena do crime


adequadamente.
Uma vez liberada e, conseqüentemente, contaminada pela circulação de pessoais nela,
o potencial de recuperação de evidências intactas é perdido para sempre.

PRESERVAÇÃO DA CENA DO CRIME

Embora o que vamos fazer seja, principalmente, aplicar nosso raciocínio à cena
física, com base em nossa definição a cena possui diversas partes, que devem ser
gerenciadas de forma eficiente a fim de garantir que as evidências não sejam
danificadas, contaminadas ou alteradas de algum modo. Isso significa que a cena
do crime precisa ser tratada da seguinte maneira com a maior brevidade possível:

Preservada

• com o intuito de preservar as evidências

• minimizar a contaminação

• impedir a entrada não autorizada

• assegurar o uso de trajes de proteção por todos que entrarem na cena do crime

• criar um registro da cena do crime

Fotografada (inclusive filmada quando houver meios)

A fotografia sistemática de cenas de crimes serve a três finalidades principais:

1 Valor para fins de evidência

27
• captura o momento para fins judiciais e instrucionais

• preserva a integridade da cena do crime; um registro essencial inicial de como a


cena foi encontrada, que serve de base para declarações subseqüentes sobre o
manuseio da cena feito pela polícia, como por exemplo a continuidade ou a
alteração de provas materiais

• para fins de evidências e/ou instrucionais

• a fotografia aérea às vezes adiciona uma dimensão positiva para as evidências e


auxilia com a avaliação geográfica, mas deve-se ter cuidado com as correntes de
ar descendentes dos helicópteros já que isso pode perturbar a cena do crime

2 Identificação de Suspeitos/Testemunhas

Os criminosos podem retornar à cena do crime para verificar a atividade da polícia.


Gravações de vídeo de pessoas e veículos presentes podem, mediante exame
posterior, identificar suspeitos e testemunhas

3 Instrução

A gravação de vídeos da cena de um crime constitui uma excelente ferramenta de


instrução. Ela permite que o pessoal fique a par dos detalhes da cena sem precisar
comparecer ao local propriamente dito

Examinada/Revistada

Com métodos de exame científico cada vez mais sofisticados à disposição do cientista
forense e, conseqüentemente, da repressão ao crime, há uma necessidade crescente de
se reduzir a presença da equipe no interior do cordão de isolamento da cena do crime
ao número essencial de pessoas apenas.

Essas pessoas devem estar trajadas de forma condizente, em roupas


anticontaminação, calçados de proteção e luvas cirúrgicas.

As cenas do crime devem ficar:

• sob o controle de pessoal adequadamente treinado

• adequadamente preservada

• adequadamente definida para fins de exame

28
• controladas para que tudo seja adequadamente registrado

• os examinadores da cena do crime precisam compreender o plano de recuperação


acordado com o Investigador Responsável

• adequadamente gerenciada

FUNÇÕES DESIGNADAS

Investigador Responsável (IR)

O IR é o agente encarregado de todos os aspectos da investigação. Normalmente, um


investigador criminal experiente, investido em cargo ou posto elevado no serviço ou
órgão no qual é lotado, é responsável por todas as questões de políticas e mídia, e pela
supervisão geral do inquérito, bem como do bem-estar e gestão do pessoal.

Coordenador de Cena do Crime

Em casos complicados ou com várias cenas, recomenda-se que um coordenador seja


convocado pelo IR para assumir e priorizar a cronologia dos exames da cena do crime
e nomear um gerente de cena do crime para cada cena conforme a necessidade.
Normalmente, o coordenador é um investigador criminal experiente com aptidões
forenses especializadas. Tanto esse cargo como o do gerente de cena do crime
precisam, também, considerar as questões pertinentes de saúde e segurança aplicáveis
à recuperação de evidências do local em particular.

Gerente de Cena do Crime

O policial encarregado da investigação da cena do crime no local é responsável pelo


comparecimento dos especialistas em outras disciplinas, bem como pela colaboração
com o agente de provas materiais a fim de garantir a aplicação das melhores práticas.
Eles assumem um cargo consultivo e de ligação com o IR e/ou coordenador, e com o
laboratório forense nas situações pertinentes. Em termos ideais, um examinador de
cenas do crime ou um policial competente com preparo e experiência forenses deve
preencher esse posto.

29
Agente de Provas Materiais

Em qualquer investigação, a função do agente de provas materiais pode ser complexa


e, por vezes, bastante exigente. A função pede uma abordagem responsável e
metódica por parte do policial nomeado.
A tarefa do agente é o registro preciso e a justificação lógica de toda prova material de
que tome posse, independentemente de tê-la encontrado ou não e, em última instância,
ficar responsável pela circulação e armazenamento dessas provas até que sejam
exigidas em processos judiciais ou que seja determinada sua destruição. Essa função
também é conhecida como a cadeia das evidências (“chain of evidence”).

A decisão de nomeação de um agente de provas materiais não é determinada pela


natureza da investigação, mas pela complexidade do inquérito e pelo provável volume
das provas materiais coletadas no seu decurso. Por exemplo, um agente de provas
materiais pode ser nomeado pelo IR no caso de uma busca de drogas, em que uma
grande quantidade de drogas pode ser encontrada, ou em uma investigação de fraude,
em que é gerado um grande volume de provas documentais.

É necessário ter em mente que a regra geral é que aquele que encontra a prova
material e se apodera dela é a pessoa produzirá e apresentará esse objeto como sua
própria prova material. Em tais casos, a pessoa repassará essa prova para o agente de
provas materiais, que fará o registro preciso de informações detalhadas a respeito do
objeto.

A exceção a isso será quando o agente de provas materiais estiver efetivamente


presente e testemunhar a descoberta de um objeto ao mesmo tempo em que outros
policiais. Nesses casos, o agente de provas materiais poderá registrar a posse desse
objeto em seu nome. Contudo, se ocorrerem quaisquer alterações físicas na coleta de
uma prova material, como por exemplo durante a extração de uma impressão digital
ou marca

de sapato, a prova deverá pertencer ao agente especialista (normalmente um


examinador da cena do crime) que pegá-la. Ele deve produzir suas próprias provas
materiais e registrar suas próprias constatações em uma ficha da cena do crime, que
deve conter um número de série. Na conclusão do exame, o agente deve deixar as
provas materiais, acompanhadas de uma via da ficha, sob a custódia do agente de
provas materiais. Uma via desses documentos deve também ser anexada a quaisquer
encaminhamentos laboratoriais subseqüentes.

30
Dependências com Várias Ocupações

Quando um agente de provas materiais for designado para um caso em que uma
revista ou exame da cena seja realizado em dependências com várias ocupações ou
cômodos, desaconselha-se a tentativa de ir de cômodo em cômodo para registrar as
provas coletadas. Nesses casos, é melhor ficar posicionado em um ponto central para
que quem encontrar as provas possa depositá-las embaladas, e para que todos os
detalhes pertinentes possam ser registrados.

Contaminação

O agente de provas materiais precisa ter em mente que sua função não lhe dá
imunidade ao risco de contaminar as provas ainda não embaladas. Por exemplo, se o
agente foi destacado para o exame forense de uma cena de crime, seria inaceitável que
ele fosse designado de imediato para o processo judicial de um suspeito, ou que
comparecesse a uma cena de crime relacionada, pois assim estaria comprometendo as
evidências do caso.

31
RECUPERAÇÃO CONTROLADA de EVIDÊNCIAS

O gerente de cena do crime e o agente de provas materiais têm a obrigação de


assegurar a correta e rigorosa manutenção da embalagem, rotulagem e registro.

Um policial deve ser designado como “registrador” logo que o cordão de isolamento
for instalado. Esse procedimento visa o registro de informações que podem se revelar
inestimáveis em processos judiciais pela rejeição de alegações de negligência ou
conduta indevida, ou para explicar procedimentos ou razões para decisões da polícia
ou de órgãos tomadas nesse estágio inicial.

A finalidade de um registro da cena do crime é:

• justificar a presença e a circulação de pessoal no âmbito de uma área determinada


da cena do crime
• possibilitar a continuidade das provas materiais
• impedir a contaminação

Não é necessário que o agente aguarde a chegada do IR para iniciar o registro.


Recomenda-se que o registrador detalhe todas as ações anteriores à chegada do
Gerente da Cena do Crime / IR.

A autorização de entrada na cena de um crime deve ser concedida APENAS pelo IR


ou, em sua ausência, pelo Coordenador da Cena do Crime ou pelo Gerente da Cena do
Crime.

O registro deve conter:

• breve descrição das circunstâncias da área isolada


• data e hora do início

• detalhes relativos a quaisquer policiais, médicos ou cientistas presentes


• data e hora da visita
• razão pela visita e entrada na cena do crime

Consulte o Apêndice A para ver uma cópia de um registro de cena do crime

Deve-se ter em mente que um cargo ou posto elevado em si não autorizam a pessoa a
ultrapassar o cordão, embora se trate de uma área de conflito e cause as pessoas de
postos mais baixos vários problemas com a preservação da cena do crime.

32
Quando o registro é mantido por mais de um registrador, então detalhes de
transmissão devem ser mostrados, inclusive hora, data e policiais participantes. O
registrador deve assinar, datar e indicar o horário no registro ao concluir um turno de
trabalho.

Somente o IR determinará quando a cena do crime poderá ser liberada e o registro,


encerrado.

O agente que por último preencher o registro deve repassá-lo ao agente de provas
materiais na conclusão do exame da cena do crime como parte da corrente de
evidências, fornecendo, quando necessário, a declaração de uma produzida como
prova material, com a devida etiqueta de prova material afixada.

Lembre-se: NÓS NÃO TEMOS APENAS QUE PRESERVAR A CENA DO


CRIME.
TEMOS DE SER CAPAZES DE PROVAR QUE A
PRESERVAMOS

EXAME DA CENA DO CRIME

O exame da cena do crime é um assunto complexo que implica a exatidão da


interpretação, registro e recuperação de evidências físicas. Pode também requerer
especialistas forenses de diferentes disciplinas, todos igualmente importantes, que
busquem e recuperem evidências com o uso de modernas e sofisticadas técnicas, cuja
relevância pode não ser óbvia no momento do exame.

A interpretação da cena do crime requer muitos anos de “mão na massa”, é totalmente


associada aos fatos e evidências físicas e tem de ser variável. Em outras palavras: em
geral há mais de uma forma de interpretar um determinado conjunto de fatos. Leva
tempo e, assim como o exame forense, nunca deve ser precipitada.

Para possibilitar que essa difícil tarefa seja bem empreendida, informações precisas
são necessárias. Assim, interpretações equivocadas são evitadas. O fluxo de
informações se baseia em boas aptidões de comunicação e trabalho em equipe desde o
início da investigação. É provável que informações sejam obtidas nos estágios
iniciais com o primeiro pessoal que tenha comparecido ao local, e que mude com a
dinâmica da cena do crime e o ingresso de informações para os investigadores.
Portanto, uma boa dose flexibilidade precisa ser demonstrada para se alcançar os
melhores níveis de interpretação.

33
Identificar Suspeitos
A identificação e prisão antecipada de suspeitos precisam sempre ser uma prioridade
do investigador criminal. Quando isso puder ser conseguido, os policiais que não
tenham comparecido à cena do crime devem ser designados para tanto, evitando assim
a possibilidade de contaminação mútua. Caso isso não seja possível, se um criminoso
for detido na cena do crime ou ao sair dela, por exemplo, o fato de que o policial
tenha estado no local precisa ser declarado aos investigadores o mais rápido possível
e, posteriormente, notificado ao laboratório na eventualidade do exame forense vir a
ser necessário.

No atual universo da repressão ao crime, ênfase crescente é dada às evidências físicas,


visto que muitas leis nacionais e internacionais procuram atenuar a confiabilidade e
credibilidade do depoimento das testemunhas, sobretudo o depoimento de policiais.
Logo, as evidências físicas precisam ser da maior qualidade, e também é necessário
provar que sua recuperação, gravação e manuseio seguem a mesma qualidade.

A INTEGRIDADE DAS EVIDÊNCIAS É DE RESPONSABILIDADE DE


TODOS OS INDIVÍDUOS QUE ENTREM EM CONTATO COM AS
EVIDÊNCIAS FÍSICAS, EM CADA ESTÁGIO PROGRESSIVO DE QUALQUER
INVESTIGAÇÃO

CIÊNCIA FORENSE DA CENA DO CRIME

A ciência forense da cena do crime não se limita simplesmente à busca e recuperação


de provas materiais. Ela possui um sentido holístico muito mais amplo, em particular
por estar ligada à interpretação do material encontrado na cena do crime. Tais
interpretações contribuirão para a avaliação inicial da cena do crime conduzida in loco
pelo Gerente/Coordenador de Cena do Crime e, em última instância, pelo IR.

O exame da cena do crime deve ser pautado por quaisquer informações de inteligência
criminal disponíveis e direcionado proativamente para a solução de problemas de
investigação.

Assim, o objetivo é acumular a maior quantidade de informações possível no espaço


de tempo mais curto, com comunicação constante entre o IR e outros agentes de
investigação, inclusive cientistas forenses quando pertinente, e também repassar essas
informações para que auxiliem a investigação sugerindo as linhas de inquérito
adequadas, impedindo com isso o desperdício de tempo e recursos, ou a perda de
evidências em potencial.

34
Procedendo dessa maneira para acumular, registrar e recuperar todas as evidências
relevantes e para obter um verdadeiro e objetivo registro da cena do crime. A
eficiente identificação, gerenciamento e controle de uma cena de crime não é fácil,
mesmo quando os policiais envolvidos possuem as aptidões e experiência necessárias
e detêm o conhecimento e informações necessários.

A proposta de estrutura investigativa da cena do crime se baseia em um formato pré-


definido, adquirida ao longo de muitos anos de experiência, reconhecida e apreciada
como líder mundial mas, antes de enveredar em mais detalhes, a onipresente questão
da contaminação deve ser tratada aqui.

CONTAMINAÇÃO e MANUSEIO

Contaminação mútua – contaminação acidental ou incidental do objeto suspeito por


material da fonte ou ponto de contato, que não o vestígio de contato

Vestígio de Contato – material deixado ou levado pelo suspeito

Transferência Aleatória – troca acidental ou incidental de material

Amostra de Controle – fonte conhecida ou suspeita da transferência aleatória

Para obter os melhores resultados e manter as melhores práticas, a cena do crime


precisa ser preservada com bastante cuidado a fim de impedir a contaminação mútua,
ou seja, a contaminação acidental ou incidental do objeto suspeito por material da
fonte ou ponto de contato, que não o vestígio de contato.

Com esse fator de extrema importância em mente, o gerente da cena do crime e o


agente de provas materiais precisam fazer esforço concentrado para assegurar que
nem eles e nem ninguém que entre na cena do crime a comprometam dessa forma.
Por exemplo, se nenhum dos dois estiver trabalhando com cenas de crimes
relacionadas, nem tiverem lidado com suspeitos associados a essa cena, então eles
devem evitar entrar no local e delegar a tarefa a outro policial.

A lógica desse raciocínio da problemática da contaminação é para que não ocorra o


seguinte:

35
• perda de material
• obliteração de evidências
• acréscimo de material
• circulação desnecessária de possíveis provas materiais

Não é possível estipular regras fixas e invariáveis sobre o que deve ser coletado como
evidência. Cada cena de crime oferecerá as evidências óbvias, porém poderá ser
necessário empreender exame especializado mais aprofundado quando a cena for mais
complexa, estiver associada a outras cenas ou houver o predomínio de elementos de
evidências ocultas. Tais exames devem ser conduzidos preferencialmente por pessoal
treinado experiente e especializado. Tudo que possa ter uma implicação em termos de
evidências sobre o crime deve ser fotografado in loco, coletado, registrado e
preservado em embalagem adequada.

O valor de quaisquer provas materiais forenses somente pode ser expresso em termos
de seu potencial para propiciar uma contribuição singular para sustentar ou refutar
uma alegação. Somente é possível estimar esse valor por completo quando uma
prova material é perdida, danificada ou desvalorizada em razão de negligência, o que
sem dúvida será expresso em uma reprimenda em juízo, provavelmente resultando em
perda do processo judicial. Portanto, extremo zelo é imprescindível ao registrar e
manusear provas materiais.

As principais áreas que precisam ser consideradas ao lidar com todos os aspectos do
manuseio de provas materiais se enquadram em três categorias: -

Integridade (escrupulosidade e honestidade)

Tratada e vedada de modo a demonstrar que nenhuma interferência, perda ou


acréscimo de material possa concebivelmente ter ocorrido em momento algum,
deliberada ou acidentalmente.

Continuidade

Prova documentada de prestação de contas, em todas as etapas da jornada das provas


materiais, da descoberta até a apresentação final em juízo

36
Embalagem e manuseio

Realizados de modo deliberado e complete a fim de assegurar que a prova material


chegue na bancada do cientista, ou na fase de apresentação em juízo, nas mesmas
condições (ou o mais próximo possível delas) da descoberta na cena do crime.

Cada uma dessas três áreas é cumprida pelo uso do seguinte: -

• selo de assinatura composto de tal maneira a atender aos requisitos de


integridade

O componente de assinatura do selo se aplica a todas as provas materiais e consiste


em uma forma de etiqueta assinada que deve ser aposta na extremidade de abertura
da embalagem pertinente e, em seguida, coberta com algum tipo de fita adesiva
larga.

• etiqueta de continuidade ou prova material criada para fornecer uma indicação


de continuidade pela exibição de assinaturas cronológicas de todas as pessoas que
manusearam a prova.

• etiqueta de prova material que geralmente será anexada fora da embalagem ou


container da prova com fita adesiva nas extremidades laterais (deixando o lado da
frente livre para o acréscimo de novas assinaturas) e deve conter as seguintes
informações, escritas a tinta:

Descrição p. ex.: 40 quilos (aprox.) de suspeita de resina de


cannabis

Fonte ou seja, nome do prisioneiro ou local da cena do crime

Código da Delegacia delegacia de polícia ou alfândega competente para a qual a


prova material será encaminhada e/ou armazenada

37
Data da descoberta

Referência das provas ou seja, iniciais e referência numérica de identificação


da prova

Assinaturas de todas as pessoas que manuseiem a prova, em ordem


cronológica

• é aconselhável uma etiqueta de segurança repetindo os cinco primeiros pontos


acima, escrita no lado externo da embalagem ou container, com vistas a garantir a
identificação na eventualidade de a etiqueta original da prova vir a desprender-se
ou extraviar-se.

• uso de containeres limpos e esterilizados fornecidos especificamente para esse


fim, selecionados e adaptados para o cumprimento dos requisitos acima.

Consulte o Apêndice B para obter amostras de etiquetas e embalagens

MANUSEIO de PROVAS MATERIAIS

• sempre usar luvas protetoras descartáveis ao manusear provas materiais

• levar a embalagem /container até a prova, e não o contrário

• não permitir que o objeto entre em contato com a sua pessoa ou outras áreas

• manusear cada prova separadamente

• agir com extremo zelo e meticulosidade

38
COLETA e MANUSEIO/APRESENTAÇÃO DE EVIDÊNCIAS

No início de qualquer investigação, é essencial que o agente de provas materiais


determine, mediante consulta ao Coordenador/Gerente de Cena do Crime e ao IR,
acomodações adequadas e seguras para as provas, a despeito de um requisito de
conformidade com registros de bens do serviço ou órgão.

O LIVRO DE PROVAS MATERIAIS ou REGISTRO DE BEM DE


INCIDENTES IMPORTANTES

Para fins de continuidade, o termo preferencial “livro de provas materiais” será usado
para descrever o presente documento, embora a capa do exemplo anexo contenha o
segundo título.

O livro de provas materiais possui duas funções principais. Primeiro, oferecer controle
e prestação de contas do objeto específico que tenha sido registrado. O agente de
provas materiais fica responsável por quaisquer provas materiais confiados à sua
custódia. O livro de provas se torna, portanto, um importante documento que deve
permitir-lhes identificar a localização de quaisquer provas materiais, a qualquer
momento. Por isso, controla a movimentação das provas materiais.

Trata-se de um registro original que será consultado em juízo. Assim, NÃO deve
ser adulterado de forma alguma, como por exemplo sobrescrito ou, na verdade,
reescrito.

A segunda função do livro é proporcionar comunicação precisa. Isso significa que as


informações sobre cada objeto precisam ser suficientemente detalhadas de modo a
oferecer uma descrição exata do objeto sem que seja necessário examinar a prova em
si. Isso acontece com freqüência quando o IR requisite informações sobre uma prova
material depois de ela ter sido encaminhada ao laboratório forense. Tais informações
devem incluir detalhes além da continuidade da prova, como cor, modelo, tamanho,
estado, danos, etc.

O livre de provas materiais se divide em doze colunas, cada qual descrita abaixo. As
páginas também são divididas em três seções para abrigar três registros de provas.
Trata-se simplesmente de um guia do número máximo de registros por página.

39
Quando a descrição de uma prova requer mais espaço, então é perfeitamente aceitável
dedicar a página inteira a uma prova.

Consulte o Apêndice C para obter uma amostra do Livro de Provas Materiais

A composição do livro é a seguinte: -

Número do Registro

Cada prova será consecutivamente numerada nesta coluna à medida que forem
entregues ao agente de provas materiais e, assim, refletirão o número total de objetos
apreendidos. Nos casos em que o inquérito exigir o uso de diversos livros, então os
números permanecerão em seqüência de um livro para o seguinte, com os números
pertencentes a cada livro mostrados no lado externo da capa frontal.

Descrição do Bem

São necessárias informações descritivas detalhadas nesta seção. O fator prevalecente


é o da comunicação. A descrição escrita corresponde ao exame físico do objeto?

Se necessário, um croqui deve ser feito para descrever ou incrementar a descrição


escrita.

Uma descrição como “uma camisa masculina” é insuficiente. A descrição precisa


conter a cor, marca, tamanho, estilo, indicar se é de manga curta ou longa, a
presença/ausência de botões, o tipo e tamanho dos botões, distinguir marcas, avarias e
manchas, etc. O valor de tal descrição pode só ser percebido posteriormente, em um
momento em que a prova não está acessível (ou seja, no Laboratório Forense).

OBS: Nenhuma prova deve ser aceita pelo agente de provas materiais se não
estiver corretamente embalada, selada e etiquetada pelo agente competente e se
não contiver descrição suficiente.

Número de Referência da Testemunha

Essa marca de identificação refere-se ao número da prova exibido na etiqueta do


objeto. Cada prova deve adequadamente apresentada e descrita com seu número
exclusive e, em geral, acompanhada das próprias iniciais do agente competente.
Deve-se ter cuidado ao receber provas de agentes com iniciais idênticas. Nesses
casos, é importante fazer uma clara distinção entre os dois usando-se a inicial de um
sobrenome intermediário ou até o nome complete para evitar confusão.

40
Número Processual da Prova

Essa coluna é reservada para o uso em processos judiciais quando, uma vez que a
prova tenha sido apresentada em juízo, receberá um número processual, que será
diferente do número original da prova. Somente nesse momento é que o número
processual deve ser registrado para auxiliar na prestação de contas e controle das
provas restantes.

Local da descoberta

Esse registro deve ser tão explícito quanto “Descrição do Bem”. Não basta mostrar
apenas o endereço encontrado, como por exemplo 123 Acacia Avenue, Londres
N.W.9. Este registro precisa mostrar o local exato em que foi encontrado no imóvel.

Foi no quarto? Em que lugar do quarto? Na penteadeira! Em que lugar da


penteadeira?

A localização de um determinado objeto pode ser tão importante quanto a prova


material em si, principalmente quando um grupo de policiais encontra diferentes
objetos nas mesmas dependências.

Encontrado por

Este precisa ser um registro exato da pessoa que encontrou e manuseou a prova
material em questão. Lembre-se que a continuidade da prova precisa ser assegurada
permanentemente. A perda de continuidade pode significar a perda do valor de
evidência da prova material.

Data e Hora da descoberta

Esta coluna refere-se à data e hora efetivas em que a prova foi encontrada pelo agente,
independentemente de estar sob a custódia do agente de provas materiais. A precisão
é essencial e o agente com a guarda do objeto deve garantir que as informações
prestadas correspondam às suas anotações originais.

41
Entrega

Hora/Data/Agente

Esta coluna refere-se à hora e data em que o objeto foi entregue ao agente de provas
materiais, quem a entregou, sobretudo nos casos em que o receptor não é a pessoa que
encontrou a prova. Isso ocorre porque a continuidade da prova antes da entrega ao
agente de provas materiais precisa ser documentada, e a etiqueta da prova deve ser
assinada e datada por todos que vierem a manuseá-la.

Local de Armazenamento

Conforme descrição acima, o agente de provas materiais precisa providenciar uma


área separada e segura para o armazenamento dos objetos a fim de manter o controle
necessário sobre eles.

Os detalhes do armazenamento incluem objetos armazenados no refrigerador/freezer e


objetos retidos no depósito de bens da delegacia. Nesses casos, o livro de provas
materiais precisa ter uma referência em algum tipo de livro do depósito de bens.

Movimentação do Bem

Hora/Data de Saída/Finalidade/Agente

Sempre que uma prova material sair da posse tácita do agente de provas materiais,
independentemente do motivo, a movimentação do objeto deve ser registrada, e se o
agente que fizer a retirada não for o agente de provas materiais, o objeto somente deve
ser liberado mediante uma assinatura. A finalidade da retirada (ou seja, a identificação
por uma testemunha) também deve ser explicitada.

Sempre que provas materiais forem encaminhadas ao Laboratório Forense, uma via da
Ficha de Entrega ao Laboratório é devolvida ao agente portador de um número de
referência do laboratório. Esta ficha constitui um comprovante da entrega, e o
número de referência precisa ser citado ao laboratório em quaisquer consultas
subseqüentes relativas às provas. Uma via dessa ficha de entrega ao laboratório deve
ser repassada ao gerente de gabinete da consulta e uma via deve ser retida no livro de
provas materiais.

42
Consulte o Apêndice E para obter uma amostra de Ficha de Entrega a Laboratório

Data da Devolução

A devolução de todas as provas ao agente de provas materiais precisa ser registrada e


o estado do objeto deve ser anotado, sobretudo se a prova tiver sido aberta e
reembalada, como por exemplo para fins de identificação.

OBS: QUALQUER OBJETO A SER ENTREGUE AO


LABORATÓRIO FORENSE PARA O EXAME DE VESTÍGIOS DE
CONTATO NÃO DEVE SER ABERTO ANTES DA ENTREGA

Citado por

À medida que o inquérito avançar, ficará claro que uma série de pessoas poderá citar
uma determinada prova material. Nesses casos, esta coluna, referente ao respectivo
registro, deverá ser preenchida de modo a mostrar detalhes sobre as pessoas que a
citaram.

Número de Declaração

Em conjunto com o parágrafo acima, estas informações serão úteis no desenrolar por
meio de um sistema de verificação por referência cruzada.

Restituição do Bem

Cada objeto do Livro de Provas Materiais precisa ser justificado, visto que alguns
deles serão devolvidos a pessoas em prejuízo, vítimas ou suspeitos. Essas restituições
serão tratadas segundo procedimentos normais com o número do comprovante ou
número do documento pertinente (ex.: registro de custódia) exibido nesta coluna.

Como os objetos maculados com fluidos corporais constituem um risco à saúde,


poderão ser restituídos antecipadamente, porém somente com a autorização do IR.
Essa linha de ação deve ser considerada quando não houver razões para fins de
evidências ou de outra natureza para a retenção do bem.

43
Amostras/esfregões de fluidos corporais encaminhados ao laboratório devem ser
destruídos no laboratório, mas somente após a apresentação de informações sobre a
defesa e não haver objeções. Essas informações devem, também, ser confirmadas e
registradas nesta coluna.

Na conclusão do caso ou quando não for possível dar continuidade à investigação, as


provas materiais existentes deverão ser encaminhadas a um Escritório de Bens central
para eliminação ou retenção de acordo com a legislação local.

O livro de provas materiais será anexado ao final dos autos quando da conclusão do
caso.

O ÍNDICE

O livro de provas materiais contém um índice alfabético na parte da frente. Esse


índice deve ser usado no início do registro das provas e seu valor se mostrará
inestimável como uma fácil referência, assegurando assim que não ocorrerá
duplicidade nos números das provas. Isso significa que tanto a prova como os
detalhes do agente em questão devem ser indexados e referências cruzadas devem ser
feitas. Com esse método, números de provas materiais podem ser atribuídos ao agente
referenciado no índice e comparados quando da atribuição.

Exemplo: Detetive Agente S.M. FELLOWS SMF/12


Detetive Sargento R. TURNBULL RT/4

Para facilitar a referência, é imprescindível que o agente de provas materiais use


termos básicos na descrição dos objetos. Outros policiais poderão querer consultar o
livro de provas materiais, por uma série de motivos. Por exemplo, outro agente de
provas materiais pode ser designado durante o inquérito. Portanto, é essencial que todo
o pessoal use uma descrição básica comum seguida de uma descrição de identificação
adicional.

Um exemplo disso serie uma “jaqueta de couro marrom”. Os agentes descreveriam o


objeto de formas diferentes; ou seja: - Jaqueta de couro marrom, Jaqueta de couro –
marrom

44
Jaqueta – couro – marrom etc.

Nota-se que, sem uniformidade, um objeto pode ser indexado nas letras ‘C’, ‘J’ ou
‘M’. Se nos empenharmos em usar terminologia básica, o correto seria o objeto ser
indexado em ‘J’, de jaqueta, para depois passarmos à descrição mais detalhada como
“Jaqueta – couro marrom”, seguida da referência cruzada do agente que apresente o
objeto.

Assim, o registro ficaria: - Jaqueta – couro marrom - JC/1.

Há ocasiões em que pode haver um termo básico para um objeto, mas ser conhecido
universalmente por um título diferente, p. ex. anorak. “Anorak” é um termo básico ou
é uma Jaqueta – tipo Anorak?

Quando ocorrerem situações assim, convém indexar o objeto com os dois nomes e
fazer uma referência cruzada.

Consulte o Apêndice D para obter amostras de registros do Livro de Provas Materiais

RESUMO

Para ser eficiente, o agente de provas materiais precisa demonstrar dedicação a essa
tarefa. Uma abordagem metódica e sistemática é essencial, para que informações
precisas possam ser comunicadas em qualquer nível e em qualquer fase.

Nesse sentido, é necessário considerar cada prova de forma individualizada para que o
agente de provas materiais acumule um conhecimento detalhado de todas as provas
sob seu controle. Isso é importante por dois motivos. Primeiro, porque a relevância de
uma prova material pode só ser percebida posteriormente e, em segundo lugar, o
período de tempo decorrido entre o início do inquérito e qualquer julgamento
subseqüente pode ser excessivamente longo. Por isso, o conhecimento detalhado de
cada prova será de grande utilidade para o agente de provas materiais em qualquer
julgamento futuro.

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FIBRAS

As fontes usuais de fibras são os tecidos de malha usados no vestuário, muito embora
fontes menos comuns devem também ser consideradas, como por exemplo cordas,
fios, artigos de tapeçaria e carpetes.

Coleta de provas materiais fibrosas

• Enviar objetos inteiros sempre que possível.

• Assegurar que cada objeto seja embalado separadamente e selado de forma


efetiva.

• Pequenos fiapos ou tufos de fibras externas aparentes no material devem ser


fixados na posição com fita adesiva. se fiapos ou tufos precisarem ser retirados da
cena de um crime, coloque-os em fita e adesiva e fixe a fita em uma folha de
acetato etiquetada.

• Às vezes, é possível o encaixe físico entre extremidades de corda cortadas ou


rompidas. Se isso for necessário, proteja as extremidades pertinentes cobrindo-as
e protegendo-as para que não sejam danificadas durante o transporte. Se uma
ligadura tiver de ser cortada para ser retirada de, p. ex., um corpo humano,
etiquete esses cortes com clareza. Sempre corte a ligadura distante de quaisquer
nós, para que o nó permaneça intacto. O estilo efetivo do nó, e como ele foi feito,
também possuem um potencial de evidência, contanto que um perito possa ser
encontrado para prestar evidência disso, p. ex., um tipo de nó de pesca, um nó
usado somente por certos profissionais, etc.

Uso de fitas adesivas

Para retirar fibras com facilidade de bancos de carro, áreas da cena do crime e outros
objetos não transportáveis, use fitas adesivas transparentes.

Use pedaços de fita adesiva de 2,5cm de largura e no máximo 25cm de comprimento.

Após retirar as fibras com o lado adesivo da fita, aplique pedaços de fita a um lado de
uma folha de acetato A4 usando um cilindro. Em seguida, anote a descrição, local
efetivo, e data e hora da coleta, com o número de prova material e iniciais do agente
responsável pela coleta.

46
Não sobrecarregue a fita usando uma quantidade excessiva para que ela não grude no
acetato. Use o número de pedaços de fita que for necessário.

Em carros, lembre-se de passar fita nos cintos de segurança e no ângulo entre o


assento e o encosto. Às vezes, passar fita em partes expostas do corpo de uma vítima
de homicídio também pode render numerosas fibras significativas.

Amostras de controle do tecido do assento do carro (não capas de assento soltas)

Passe a fita nos assentos para retirar fibras externas conforme a descrição acima.

Se possível, retire uma amostra-controle de uma área que teria estado em contato com
os passageiros do carro, isto é, a parte central do próprio assento. Faça uma amostra
de todas as cores presentes.

Amostras-controle de tapete doméstico ou de carro

As mesmas regras de assentos de carros se aplicam a tapetes. Retire uma amostra-


controle de uma área que teria estado em contato com as pessoas envolvidas e
certifique-se de que a amostra tenha todas as cores presentes. Se isso não for possível,
retire uma amostra-controle de uma área oculta e uma amostra-controle da área de
contato com a fita.

Valor de evidência das fibras

Esse valor depende do número de fibras encontrado, seu grau de raridade e a


variedade de cores e tipos. O exame laboratorial de fibras requer uma comparação
por microscópio da cor e tipo da fibra, seguida de uma análise mais detalhada da
tintura. Testes adicionais podem ser necessários para a identificação de algumas
fibras artificiais e para a sua divisão em subgrupos. As análises de cor e tintura às
vezes podem detector diferenças entre “lotes de tintura” usados na etapa de
fabricação. Pedaços de pano com a acréscimo de desenhos são até mais úteis e devem
sempre ser fornecidos quando disponíveis.

Problemas de contaminação das fibras

Há uma grande possibilidade de contaminação acidental em casos de fibra do que na


maioria dos outros tipos de vestígio de contato. Entretanto, esse problema precisa ser
levado em consideração ao se manusear todos os tipos de evidências.

47
As precauções a seguir devem ser tomadas de modo especial nos casos de
fibras/pêlos: -

• Evitar situações em que o mesmo policial tome posse de roupas de um suspeito ou


vítima no mesmo caso. Isso elimina a possibilidade de transferência de fibra das
roupas do suspeito para o policial e deste para as roupas da vítima (transferência
secundária).

• O suspeito e a vítima, e suas roupas, precisam ficar fora de contato o tempo todo.
Não se deve permitir que eles entrem em contato com os mesmos objetos. O
suspeito e a vítima de um estupro, por exemplo, não devem ser examinados no
mesmo recinto e nem viajar na mesma viatura da polícia.

• Deve-se tomar cuidado para que o mesmo policial não reviste a cena do crime e
depois lide com outro objeto ou suspeito que possa estar relacionado à cena.

• As provas materiais devem ser embaladas e seladas imediatamente ao serem


coletadas.

QUAISQUER PROBLEMAS LOCAIS RELATIVOS A


CONTAMINAÇÃO DEVEM SER COMUNICADOS AO LABORATÓRIO
FORENSE COM A MAIOR BREVIDADE POSSÍVEL.

Certifique-se também de que amplas precauções são tomadas a fim de evitar a


transferência acidental de fibras no interior do laboratório.

PÊLOS

Obviamente, pêlos podem se originar tanto de seres humanos como de animais. O


cabelo humano é o tipo de pêlo mais comumente encontrado, mas o pêlo do corpo
humano pode ser importante em alguns casos, como o pêlo púbico em crimes sexuais.
Os pêlos de animais muitas vezes vêm de animais domésticos, porém tipos mais raros
podem cair de peles ou escovas. Também pode ser necessário identificar o pêlo de
animais silvestres.

Coleta de provas materiais

• Enviar objetos inteiros quando aplicável

• Se não for possível fornecer peles, amostras-controle podem ser retiradas de cada
tipo

• No caso de animais ou seres humanos vivos, a amostra-controle deve ter o maior


tamanho possível (mínimo de 25 pêlos) e deve representar cada cor presente

• Ao fornecer amostras-controle de pêlo humano, prestar informações referentes a


clareadores, tinturas, permanentes, laquês, etc., se for sabido que alguma dessas
substâncias foi usada

48
• Pêlos com probabilidade de cair de objetos devem ser retirados e embalados
separadamente

Método de amostragem

Amostras-controle de comparações de pêlos devem consistir em uma amostra


penteada (use um pente de plástico simples estéril) e uma amostra separada de pêlos
cortados próximo à pele ou arrancados. Tente obter o maior número possível de pêlos
com o pente e um mínimo de 25 com a amostra cortada/arrancada. Isso assegura a
amostragem de todas as amplitudes de tipos de pêlos.

Não use pinças, pois elas esmagam os pêlos. As amostras-controle de identificação de


DNA devem ser compostas por no mínimo 10 fios de cabelo, que devem ser
arrancados.

Valor de evidência dos pêlos

Um sério problema para os biólogos em ciência forense é o da individualização do


pêlo humano. O valor de evidência do pêlo humano varia consideravelmente, indo de
excelente, no caso de cabelo tingido com novo crescimento na extremidade da raiz,
até péssimo, no caso de cabelo castanho claro sem tintura. Como este é mais
freqüente no caso da Europa, as evidências de pêlos humanos em geral possuem
pouco valor. Isso também pode vir a ser o caso no leste asiático, em que os cabelos
são predominantemente pretos e lisos.

O atual procedimento é a comparação de pêlos suspeitos com uma amostra


representativa de pêlos-controle. Essa comparação é feita em nível macroscópico
(analisando-se o comprimento e grau de ondulação etc. a olho nu) e microscópico,
levando em consideração características como o aspecto da raiz e da ponta, além da
cor como um todo. Caso se cogite que o cabelo foi tratado com clareadores ou
tinturas diversas, então também são realizados testes a esse respeito. Apesar de tudo
isso, o resultado final muitas vezes é apresentado em uma declaração de que os
cabelos “poderiam” ou “não poderiam” ser oriundos de uma determinada pessoa, com
o parecer de que “cabelos desse tipo são comuns”. Em geral, trata-se de uma fraca
evidência, mas que não deve ser descartada já que pode corroborar outras evidências
físicas.

Às vezes, é possível emitir um parecer quanto à possibilidade de um tufo de cabelo


humano ter sido arrancado, dependendo da conformação das raízes. Normalmente, é
possível distinguir cabelos de pêlos do corpo (exceto no caso de afro-caribenhos), mas
freqüentemente é difícil fazer uma distinção entre pêlos púbicos e pêlos de algumas
outras partes do corpo, como p. ex. pêlos axilares. Os pêlos de origem afro-caribenha
geralmente são reconhecíveis por serem muito enroscados ou encaracolados.

49
Identificação de DNA em pêlo humano

As raízes do pêlo humano podem ser usadas para a identificação de DNA quando uma
amostra de sangue for recusada ou não puder ser obtida. Para essa finalidade, é
necessário um mínimo de 10 fios, com raízes carnudas (folículos). A identificação do
DNA em geral não pode ser feita a partir de um único fio, mas um sistema para a
superação desse problema está sendo desenvolvido atualmente e é provável que esteja
disponível para a polícia em um futuro bastante próximo.

Pêlo Animal

O pêlo humano pode ser distinguido do pêlo animal de imediato. Embora muitos
pêlos de animais sejam bastante característicos, alguns são semelhantes entre si, como
por exemplo os pêlos de cães e gatos. Por essa razão, nem sempre é possível
identificar uma espécie animal analisando-se pêlos avulsos em um microscópio. É
difícil, se não impossível, diferenciar animais da mesma raça. Por exemplo,
normalmente não é possível distinguir um pastor alsaciano de outro da mesma raça.

O valor de evidência de pêlos de animais varia enormemente, assim como no caso de


fibras têxteis. Se for encontrada em um suspeito uma variedade de fibras de pele que
corresponda às fibras de diversas peles diferentes roubadas, o valor de evidência é
bastante elevado. Se, no entanto, dois ou três pêlos que correspondam ao de um gato
forem encontrados, o valor de evidência é baixo.

SANGUE

Provavelmente, o sangue oferece a melhor evidência direta de um indivíduo e, por


conseguinte, desempenha um importantíssimo papel se for encontrado na cena de um
crime. Em certas ocasiões, é aconselhável que o cientista forense examine um veículo
ou cena do crime pessoalmente para que a distribuição e tipo de mancha de sangue
possam ser mais bem descritos e interpretados.

Uma vez localizadas as manchas de sangue, elas são testadas para demonstrar se são
de origem humana. Em alguns casos, obviamente, pode ser importante determinar
que o sangue é, por exemplo, de um cão o gato para corroborar as declarações de
testemunhas. Em uma emergência, esses testes podem ser feitos com rapidez para
oferecer uma resposta provisória. Esse teste pode ser aplicado a pedaços de carne e
manchas de tecido. Somente se o sangue for humana é que será agrupado no
laboratório.

50
MARCAS DE TECIDO

As marcas causadas por peças de vestuário são outra fonte útil de evidência de
contato. Como essas marcas podem ser bastante apagadas, são ignoradas com
facilidade, e normalmente são causadas pelo contato ou mancha de roupas com uma
superfície empoeirada ou que transmita e retenha outra substância. Já foram
encontradas em diversas superfícies e podem ser causadas de diferentes formas.

Muitas vezes, são apenas marcas na poeira ou sujeira depositada na superfície, ou


podem ser impressas em detalhes na pintura ou componente plástico de um veículo
motorizado caso tenha havido forte impacto, como p. ex. em um acidente
automobilístico fatal. A comparação dessas marcas com a roupa relacionada pode
resultar um excelente evidência de contato entre a peça de vestuário e o veículo.

ENCAIXE MECÂNICO ou FÍSICO

Os termos encaixe mecânico ou físico são usados para descrever a união de duas ou
mais peças para mostrar que uma vez formaram um único objeto. O valor de
evidência desse tipo de encaixe é inquestionável e capaz de ser visto e compreendido
por pessoas com pouca ou nenhuma formação científica.

Qualquer coisa que tenha sido quebrada, rachada, fraturada ou rasgada pode formar
um encaixe mecânico. O encaixe efetivo pode ser de natureza microscópica ou pode
envolver partes maiores que podem ser montadas novamente a olho nu.

Se um exame laboratorial de encaixe mecânico se fizer necessário, todo o material da


cena do crime precisará ser fornecido. Não basta selecionar as partes maiores, porque
pode ser que a parte menor e de aparência menos importante do fragmento ou
evidência proporcionará o elo.

MARCAS DE PNEUS

Um pneu pode deixar uma marca distintiva ao entrar em contato com materiais moles,
e também com uma superfície dura. Se o padrão ficar claro, é possível identificar o
tipo e, talvez, o fabricante do pneu. A borracha se desgasta de forma peculiar com o
uso e iso pode ser usado na identificação de um determinado pneu como responsável
por marcas deixadas em algum lugar.

Marcas de pneus devem ser fotografadas in loco e, em seguida, placas de gesso dessas
marcas, ou dos materiais onde as marcas foram deixadas, devem ser encaminhadas ao
laboratório para fins de comparação com o pneu suspeito.

51
IMPRESSÕES DIGITAIS

Revelação de marcas de impressões digitais em cenas de crimes

A maioria das impressões (marcas) ocultas de dedos e da palma deixadas


inadvertidamente em objetos e instalações examinados em cenas de crimes são meras
marcas de suor reveladas com o auxílio de pó de alumínio aplicado com uma escova.
Essas marcas, que em geral são deixadas em superfícies macias e não absorventes, são
preservadas após a revelação com pó por meio de um processo de “retirada” das
marcas com uma fita adesiva transparente adequada, que depois é afixada em um
pedaço de acetato plástico transparente. Assim, um registro permanente da marca é
criado.

Contudo, esse método não é capaz de revelar marcas de todos os tipos de materiais
que proporcionam impressões identificáveis. Quando um acúmulo de suor é deixado
em superfícies porosas, como papel opaco, madeira mole sem cobertura, cartolina,
tinta em emulsão, etc., o suor é, até certo ponto, absorvido pelo material em vez de
permanecer na superfície como ocorreria em uma superfície impenetrável.

Para revelar marcas deixadas em tais materiais, em especial o papel, diversos


reagentes químicos para a detecção dos constituintes do suor foram criados para
tornar as marcas visíveis ou para intensificar marcas fracas.

Programas de pesquisa foram instituídos e estão dando continuidade à descoberta das


melhores formas de tratar superfícies problemáticas, como p. ex. o politeno e plásticos
em que impressões ocultas freqüentemente deixam apenas uma “aderência” bastante
frágil. Em decorrência disso, métodos e equipamentos altamente sofisticados foram
desenvolvidos para atender às diversas necessidades criadas por circunstâncias
específicas.

Como esses métodos são de caráter altamente especializados, não precisam ser
explicados em detalhes neste momento para um público geral. Eles são citados aqui
com o intuito de que os policiais fiquem cientes de que o menor distúrbio possível na
cena de um crime melhorará a descoberta de tal evidência e, portanto, aumentará
significativamente as chances de detenção dos culpados.

52
Evidências-Controle

Como parte de suas responsabilidades de rotina, evidências que variam bastante em


termos de natureza, valor e situação chegam às mãos de policiais. Esses objetos
podem incluir qualquer coisa desde jóias de valor inestimável até a roupa manchada
de sangue da vítima de um homicídio, e podem ser imprestáveis como o jornal de
ontem ou valiosos como um tesouro artístico. Essas evidências materiais usualmente
são mantidas pelo serviço ou órgão sujeito a rigorosas limitações legais e ficam, em
geral, sob o controle e salvaguarda do agente de provas materiais sob o gerenciamento
e controle do IR, da descoberta inicial até a destinação final.

O armazenamento, salvaguarda e gerenciamento de evidências são responsabilidades


importantes não apenas para o agente de provas materiais, mas também para o serviço
ou órgão em geral, e para todos aqueles que entrarem em contato com o material,
mesmo que temporariamente.

Quando o serviço ou órgão deixa de estabelecer sistemas eficazes e eficientes para


gerenciar e proteger evidências, é possível que ocorram, como já ocorreram,
acusações civis e penais contra policiais, além da incapacidade de o sistema de justiça
penal obter êxito ao processar criminosos.

O sistema de armazenamento de evidências precisa permitir a recuperação de tais


objetos para apresentação em processos judiciais penais ou para outros fins jurídicos,
além de permitir a documentação da custódia da cadeia de evidências.

Artigos de contrabando cujo armazenamento deixou de ser compulsório precisam ser


destruídos de forma condizente com os requisitos legais e sob rigorosa supervisão.

Em virtude da própria natureza da tarefa, os agentes de provas materiais detêm um


claro conhecimento das práticas atuais nesse campo. Eles precisam, também, ser
capazes de lidar eficientemente com outros profissionais de repressão ao crime e com
o público, assim como promotores, advogados de defesa, varas penais e cíveis, outros
órgãos governamentais, instituições financeiras e estabelecimentos comerciais, entre
outros.

O volume e valor das evidências acumuladas atualmente requerem políticas e práticas


de gerenciamento profissional que garantam sua integridade nos processos judiciais e
sua segurança no âmbito do serviço ou órgão competente. Incorporado a isso precisa
estar a supervisão e inspeção regular das instalações de armazenamento e dos
registros de armazenamento ou custódia. De modo semelhante, instruções de
destinação final de material de evidências devem ser elaboradas e observadas.

53
Evidência perigosa

Evidências de natureza perigosa deverão ser adequadamente embaladas,


etiquetadas como “perigosas” de forma ostensiva e armazenadas de acordo com
a política vigente do órgão e requisitos jurídicos nacionais.

Tais substâncias incluem, porém sem limitação, artigos que possam ficar
expostos a ou contaminados por doenças contagiosas, substâncias perigosas ou
resíduos, explosivos ou produtos altamente combustíveis. Quando conveniente, o
agente tomará providências e assumirá responsabilidade pelo armazenamento e
controle dessas substâncias fora das instalações normais de armazenamento de
evidências.

Saúde e Segurança

Deve-se ter em mente significativas considerações sobre saúde e segurança ao se


empreender o exame forense de cenas de crimes. Obviamente, substâncias
químicas perigosas logo vêm à mente quando pensamos em fábricas ilícitas de
drogas ou grandes apreensões de
drogas, mas há muitos outros fatores que podem precisar ser abordados. Isso
deve ficar na alçada do coordenador/gerente de cena do crime e deve ser
aplicado com rigor no que tange à obediência à legislação local e nacional. A
atualização regular do pessoal em relação a tal legislação é necessária.

54
Uma das doenças mais prevalentes e perigosas que pode ser encontrada durante o
exame da cena de um crime, principalmente em locais próximos a calhas ou
esgotos, drenos, valas, poças e rios, é a leptospirose, mais comumente chamada de
Doença de Weils. Essa é uma infecção bacteriana bastante séria e, por vezes, fatal.
É transmitida principalmente aos seres humanos por animais, como o rato. Ela
causa febre, dor-de-cabeça e sintomas semelhantes aos da gripe e, em casos graves,
icterícia e em seguida falência dos rins e do coração. As bactérias encontradas na
urina animal e na água contaminada com urina infectada podem entrar no corpo
humana através de cortes, arranhões e mucosas, como os olhos e a boca.

Outras principais áreas de preocupação em saúde são, predominantemente,


HIV/AIDS, Hepatites A, B e C, porém há outras enfermidades de mesma gravidade
que serão prevalentes em algumas áreas e não em outras.

A saúde e segurança do pessoal envolvido nessa linha de trabalho é de suma


importância e ninguém deve ter sua saúde colocada em risco ou comprometida de
alguma forma.

Simples precauções, como sempre usar luvas cirúrgicas descartáveis, cobrir arranhões
ou cortes com um curativo e lavar de imediato quaisquer partes da pele desprotegidas
que venham a entrar em contato com água que possa estar contaminada, etc.,
reduzirão drasticamente o risco de infecção.

Questões de Direitos Humanos

Questões que cada vez mais se enquadram em áreas de responsabilidade de policiais


são as questões relativas a direitos humanos. Trata-se de um assunto bastante amplo,
mas determinados aspectos podem (o que de fato ocorre) estar ligados ao exame da
cena do crime às vezes.

55
Quando há um corpo em uma cena do crime, por exemplo, medidas precisam ser
tomadas a fim de assegurar total dignidade e respeito para com a vítima e, se isso
significar aumentar o cordão de isolamento para impedir efetivamente que a imprensa
fotografe o corpo, então essa medida deve ser tomada.

Certas fotos, como a do corpo desmembrado do corpo de uma mulher, conforme foi
visto recentemente em uma edição do Bangkok Post, devem ser enfaticamente
desestimuladas. Tais fotos não possuem valor de evidência algum. O público não
precisa receber informações visuais sobre as condições em que a vítima foi
encontrada. Isso dá a mera impressão de se tratar de uma abordagem voyeurística e
antiprofissional da preservação da cena do crime, além de proporcionar aos
advogados de defesa uma oportunidade de introduzir a questão da possibilidade de
contaminação ou de conduta indevida da polícia em algum julgamento posterior.

Ademais, essa atitude demonstra uma clara falta de preocupação e dignidade, não
apenas em relação ao falecido, mas também aos parentes e amigos.

Os agentes do alto escalão devem garantir que essa prática seja reprimida e se
esforçar no sentido de melhorar a qualidade nesse campo em particular por meio
da conscientização de todo o pessoal em relação aos direitos humanos.

Conferência da Cena do Crime

Uma prioridade inicial deve ser a realização de reuniões de instrução e avaliação com
todos os policiais ou funcionários do órgão que tenham comparecido à cena do crime.
Normalmente, isso faria parte da estratégia forense do IR e deveria ocorrer
diariamente no início de um inquérito complicado, ficando a freqüência a partir daí
determinada pelo IR. Recomenda-se que os seguintes funcionários participem:

• IR
• Coordenar e/ou Gerente de Cena do Crime
• Agente de Provas Materiais
• Quaisquer outros peritos pertinentes

56
Plano de Recuperação do IR

O plano de recuperação, nos casos pertinentes, ficará condicionado às circunstâncias


de cada caso. Como regra geral, a recuperação de material forense com o uso de
técnicas destrutivas que possam inutilizar evidências deve sempre ser deixada para o
fim, permitindo que os métodos mais convencionais e não intrusivos sejam tentados
primeiro. O plano deve ser estruturado da seguinte maneira:

• Registro sistemático da cena do crime


• Avaliação da cena do crime
• Consideração da possibilidade de convocação de peritos ou cientistas
• Exame de impressões digitais, possivelmente incluindo técnicas químicas, porém
priorizando a ordem de possibilidades devido ao valor destrutivo mencionado
acima
• Recuperação de evidências de vestígios
• Recuperação de evidências físicas
• Busca não forense de documentação, identificação, mapas e planos, etc., com o
intuito de acumular informações criminais

Recomendações

Embora essas diretrizes sejam criadas para informar todos os policiais ligados de
alguma forma a cenas do crime, considera-se que a seleção de equipes designadas
receba preferência. Tais equipes devem receber treinamento específico em
conscientização forense e preservação da cena do crime, inclusive todos os aspectos
do manejo de evidências a fim de incrementar a competência forense do órgão.

Esse treinamento, partindo do IR para os escalões abaixo dele, e na formação de


equipe algumas vezes, seria extremamente vantajoso visto que a experiência mostra
que, durante um dado período de tempo, que varia de acordo com os recursos e
aspectos de carreira, o pessoal mantido nessas funções especializadas geralmente
apresenta um trabalho de qualidade bem mais elevada. Exercícios práticos em sala de
aula, bem como aulas expositivas tradicionais e apresentações de discussões são
elementos que ajudam na conquista de padrões de melhores práticas.

57
A maior parte do conteúdo deste documento foi extraída de um aide-mémoire
produzido pela Associação de Chefes de Polícia da Inglaterra, País de Gales e Irlanda
do Norte para Investigadores Responsáveis, com data de abril de 2000, obtido do
Serviço de Polícia Metropolitana, a New Scotland Yard, de Londres.

Outros materiais e informações foram extraídos de manuais recentes publicados pela


Polícia Federal Australiana e diversos órgãos selecionados de repressão ao crime dos
Estados Unidos da América, a fim de se produzir um módulo balanceado e moderno
que englobasse o que se considera como requisitos de treinamento para postos
básicos, de supervisão e de comando.

58
APÊNDICES

Apêndice “A” - Amostra de Anotações de Caso do Coordenador de Cena


do Crime

Apêndice “B” - Amostra de etiquetagem e embalamento recomendados


para provas materiais

Apêndice “C” - Amostra de Livro de Provas Materiais

Apêndice “D” - Amostras de registros do Livro de Provas Materiais

Apêndice “E” - Amostra de Ficha de Entrega a Laboratório

Apêndice “F” - Cópia de relatório do Grupo de Pesquisa Policial do Reino


Unido sobre
Investigação de Crimes Forense e Científica

59
UNODC

Apêndice A
Nº:
Marque as caixas nos casos aplicáveis

S.O.11
ANOTAÇÕES DE CASO DO
COORDENADOR DE CENA DO CRIME
001 Coordenador
……………………………………. S.I.U.
Aplicável Pro forma
CLASSIFICAÇÃO
Dia …………… Cód. deleg.
……….
‰ HOMICÍDIO ‰ SUICÍDIO Data
‰ TENTATIVA ‰ REF. DROGAS …………………………………
HOMIC. ‰ CRIME .
‰ MORTE SUS. SEXUAL
‰ CRIME C/ ‰ ORDEM Hora do incidente
ARMA DE PÚBLICA …………………….
FOGO ‰ DESASTRE
‰ INCÊNDIO EM MASSA Hora da Hora da
FATAL ‰ OUTRO chamada ……….. chegada
‰ MORTE CUS. …………

Nº C.B.
……………………………...

Nome da Ref. do Lab.


Vítima
Local Sala do
Incidente

Fones
DESCRIÇÃO
(ex. Residê
ncia à rua, etc.)

63
IR: Vice-IR:
Gerente do Escritório: Agente de
Provas
Materiais
Lotado em:
Patologista: Fotógrafo:
………………………………………
Necrotério
………………………………………… Nº S/C

Compareceu à cena: Sim Não


Sala do Médico Legista Pessoal do
F.S.S.U/SSCU
Outro

1. DETALHES SOBRE A VÍTIMA


Nome completo
Endereço completo

Sexo Mas Fem Data de nasc. e idade


c
Cor Aparência étnica CRO (Se houver):
Profissão Homosse Prostitut
xual a

64
2. DESCRIÇÃO DO CRIME
‰ Corpo manipulado ‰ Evidências ‰ Relativo a sexo *
‰ Corpo queimado
‰ Corpo desfigurado
destruídas ‰ Relativo a gangue *
‰ Corpo desmembrado ‰ Vários homicídios ‰ Ataque de local
‰ Corpo ocultado ‰ Ataque pelas escondido
‰ Vítima vendada costas ‰ Corpo mexido
‰ Uso de veículo ‰ Remoção das
(Detalhes no verso)
‰ Uso de tortura
roupas
‰ Amarrado/Amordaçado ‰ Arma/Descrição

‰ Outro
Detalhes

• Se necessário, preencher Seção 3

3. ATAQUE SEXUAL

‰ Estupro/Tent ‰ Marcas de Detalhes


ativa mordida
‰ Sodomia ‰ Uso de objeto
‰ Cunilíngua ‰ Outro
‰ Felação

65
4. SUSPEITOS
Sexo Masc Fem Desconhe Idade Altura
cido
Cor Aparência étnica Compleição
Sotaque Cor do cabelo Há pêlos faciais? Especificar
Relação com a vítima
Endereço atual
Outros detalhes, se houver
inclusive peculiaridades
tatuagens, cicatrizes, vestimenta usada, etc….

Sexo Masc Fem Desconhe Idade Altura


cido
Cor Aparência étnica Compleição
Sotaque Cor do cabelo Há pêlos faciais? Especificar
Relação com a vítima
Endereço atual
Outros detalhes, se houver
inclusive peculiaridades
tatuagens, cicatrizes, vestimenta usada, etc….

5. DETIDO
Nome completo
(Codinome,
etc.)
Endereço
completo
Lugares
freqüentados
regularmente
RO: Data de nasc. Local de nasc.
Aparência Cor Altura
étnica
Sexo Masc Fem Compleição Cor do cabelo
Pêlo facial Relação com a vítima

6. VEÍCULO USADO
Nº do índice Marca Modelo
Cor Outros detalhes, se houver

66
7. INFORMAÇÕES ADICIONAIS
A incluir resultado do P.M. etc.

SO11 Coordenador que fez o preenchimento


………………………………………………………...

Fone para contato. ………………………………….

67
LABORATÓRIO DE CIÊNCIA FORENSE
REGISTRO DA CENA DO CRIME

Cód. deleg. …………………..


Data …………………….. Hora que a polícia foi chamada ……………...………. Hora que chegou
…………………….
Endereço ………………………………………. Hora do registro da cena
……………………………………
…………………………………………………. Início ………………………..……………..
…………………………………………………
………………………………………………… Registro da hora
………………………………………………… Término …………………………………………….

NÃO SERÁ PERMITIDA A ENTRADA DE


PESSOAS NÃO AUTORIZADAS
[Autorização somente pode ser concedida pelo Investigador Responsável,
Vice ou Coordenador da Cena (Sargento do Lab.)]

AGENTE RESPONS. PESSOA QUE DATA/HORA MOTIVO DA


PELO REGISTRO ENTRA OU SAI ENTRADA
DATA HORAS (VER ACIMA)

DEVOLVER PARA A SALA DE INCIDENTE APÓS O PREENCHIMENTO

68
AGENTE RESPONS. PESSOA QUE DATA/HORA MOTIVO DA
PELO REGISTRO ENTRA OU SAI ENTRADA
DATA HORAS (VER ACIMA)

DEVOLVER PARA A SALA DE INCIDENTE APÓS O PREENCHIMENTO

69
EXAME LABORATORIAL DA CENA – FICHA DE INFORMAÇÕES
A SER PREENCHIDA PELO INVESTIGADOR RESPONSÁVEL NA CENA
E ENTREGUE AO COORDENADOR DA CENA IMEDIATAMENTE APÓS

Endereço ……………………………………………………..… Data:


…..……….…..…………...
………………………………………………………………… Compilado por:
………….….…….
………………………………………………………………… Lotado em:
……………..……..
…………………………………………………………………
…………………………………...

Detalhes dos primeiros agentes e outras pessoas que entraram na cena e todas as ações
anteriores à ação do coordenador da cena S07
(ex.: Observações, primeiros socorros, danos causados em portas, janelas arrombadas,
detalhes de todas as partes da cena)

………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
……………………………………………………………………………………………………………..
………………………………………………………………………………………………………….….
………………………………………………………………………………………………...................

SE NECESSÁRIO, CONTINUAR EM FOLHA SEPARADA COM PLANO DE CROQUI


OBS: O EXAME DA CENA SOMENTE É CONCLUÍDO
MEDIANTE A DISPONIBILIZAÇÃO DESSAS INFORMAÇÕES

70
ANOTAÇÕES DO EXAME DA CENA
Data(s): ………………….. Hora(s) do exame:
…………………………………………..………...
……………………………
………………………………………………………………….………
……………………………
………………………………………………………………….………
……………………………
…………………………………………………………………….……

Endereço
……………………………………………………………………………………………….…
…………………………………………………………………………………………………………..…
..
…………………………………………………………………………………………………………..…
..

OBSERVAÇÕES DO COORDENADOR DA CENA


(Não incluir provas materiais. Consultar o registro de bem de incidentes importantes)
(Continuar em outra folha se necessário)

…………………………………………………………………………………………………………..…
...
…………………………………………………………………………………………
…………………...……………………………………………………………………
………………………………………...………………………………………………
……………………………………………………………...…………………………
…………………………………………………………………………………...……
…………………………………………………………………………………………
……………...…………………………………………………………………………
…………………………………...……………………………………………………
………………………………………………………...………………………………
……………………………………………………………………………...…………
…………………………………………………………………………………………
………...………………………………………………………………………………
……………………………...…………………………………………………………
…………………………………………………...……………………………………
………………………………………………………………………...………………
…………………………………………………………………………………………
…...……………………………………………………………………………………
………………………...………………………………………………………………
……………………………………………...…………………………………………
…………………………………………………………………...……………………
………………………………………………………………………………………...
…………………………………………………………………...................................
Assinatura
……………………….

71
OBSERVAÇÕES DO COORDENADOR DA CENA
Continuação
……………………………………………………………………………………………………………..
.…………………………………………………………………………………………………………….
..……………………………………………………………………………………………………………
...…………………………………………………………………………………………………………
…...………………………………………………………………………………………………………
……...……………………………………………………………………………………………………
………...…………………………………………………………………………………………………
…………...………………………………………………………………………………………………
……………...……………………………………………………………………………………………
………………...…………………………………………………………………………………………
…………………...………………………………………………………………………………………
……………………...……………………………………………………………………………………
………………………...…………………………………………………………………………………
…………………………...………………………………………………………………………………
……………………………...……………………………………………………………………………
………………………………...…………………………………………………………………………
…………………………………...………………………………………………………………………
……………………………………...……………………………………………………………………
………………………………………...…………………………………………………………………
…………………………………………...………………………………………………………………
……………………………………………...……………………………………………………………
………………………………………………...…………………………………………………………
…………………………………………………...………………………………………………………
……………………………………………………...……………………………………………………
………………………………………………………...…………………………………………………
…………………………………………………………...………………………………………………
……………………………………………………………...……………………………………………
………………………………………………………………...…………………………………………
…………………………………………………………………...………………………………………
……………………………………………………………………...……………………………………
………………………………………………………………………...…………………………………
…………………………………………………………………………...………………………………
……………………………………………………………………………...……………………………
………………………………………………………………………………...…………………………
…………………………………………………………………………………...………………………
……………………………………………………………………………………...……………………
………………………………………………………………………………………...…………………
…………………………………………………………………………………………...………………
……………………………………………………………………………………………...……………
………………………………………………………………………………………………...…………
………………………………………………………………………………………...…………………
………………………………………………………………………………………...…………………
………………………………………………………………………………………...…………………
………………………………………………………………………………………...…………………
………………………………………………………………………………………...…………………
………………………………………………………………………………………...…………………
………………………………………………………………………………………...…………………
……………………………………………………………………………………...……………………..
..........................................……………………………………………...…………………….………..
Assinatura
……………………….

72
PROVAS MATERIAIS DA AUTÓPSIA
(VIA DOS PATOLOGISTAS)

Nome da Vítima: ………………………………………… Patologista:


………………………………
P.M. em
(Local) …………………………………………………. Fotógrafo: …………………………...
…………………………………………………………... IR ……………………………………..
…………………………………………………………... Na data/hora
……………………………

Coordenador da Cena……………………………………. Agente


Sargento do Lab. de Provas Mat.
…………………………
…………………………………………………………..
…………………………………………….

Nº da prova Prova material

73
Nº da prova Prova material

74
POLARÓIDES DA CENA

75
UNODC

Apêndice B
ETIQUETAGEM DE PROVAS MATERIAIS

ETIQUETA DA PROVA MATERIAL

Texto à esquerda

A DESCRIÇÃO DA PROVA DEVE SER SUCINTA

79
INICIAIS DO PORTADOR DA PROVA, SEGUIDAS PELO NÚMERO DA
PROVA

ASSINATURA DA PESSOA QUE GEROU A PROVA

Texto central (interior do quadro)

Polícia Metropolitana

Descrição da Prova Material

AMOSTRA DE SALIVA

Em: 25/07/90

Do local/pessoa ANN OTHER

Identifico este objeto com o Número de Identidade de Prova Material

JF/1

Assinatura(s)

J. Flynn

Ref. Laboratorial:

Código da Delegacia: T-5 Nº de Custódia: 1076

Nº Processual da Prova:

M.P.89 Ficha 4208

Texto à direita

DATA DA COLETA DA PROVA

PROCEDÊNCIA DA PROVA

Parágrafo abaixo do quadro

Esta seção deve conter também a assinatura do policial que selar a prova material
(caso não seja o portador da prova) e a assinatura dos policiais ou testemunhas a quem
a prova material venha a ser entregue.

80
81
SELO DA ASSINATURA

J. Flynn

Etiqueta auto-adesiva assinada colocada ao longo da abertura da embalagem para


assegurar a integridade da prova material.

ETIQUETA DE SEGURANÇA

Texto à esquerda

Nº DA PROVA

DESCRIÇÃO DA PROVA

CÓDIGO DA DELEGACIA

Texto central (interior do quadro)

JF/1 25%

AMOSTRA DE SALIVA

ANN OTHER

T.S.

Texto à direita

DATA

PROCEDÊNCIA DA PROVA

Parágrafo abaixo do quadro

A etiqueta de segurança, que contém as informações acima, deve ser afixada com fita
adesiva ao lado externo da embalagem (ou, no caso de sacolas de papel, escrita
diretamente na embalagem) para auxiliar na identificação na eventualidade de a
etiqueta da prova vir a desprender-se.

82
83
Primeira figura

FRASCOS E POTES

Texto à esquerda

SELO DA ASSINATURA (DA PESSOA QUE SELAR O FRASCO)

ETIQUETA DE SEGURANÇA

Texto à direita

1ª FITA ADESIVA TRANSPARENTE

ETIQUETA DA PROVA

Segunda figura

ESFREGÕES

Texto à esquerda

SELO DA ASSINATURA (DA PESSOA QUE SELAR O CONTAINER DO


ESFREGÃO)

FITA DO FREEZER

Texto à direita

ETIQUETA DA PROVA

ETIQUETA DE SEGURANÇA

Parágrafo abaixo da figura

PARA VER AMOSTRAS EXTRAÍDAS DE SUSPEITOS OU VÍTIMAS,


CONSULTE O TEXTO ACERCA DE AMOSTRAS CORPORAIS BIOLÓGICAS.

84
SACOLAS DE PAPEL
Primeira figura

Texto à direita

DOBRE CERCA DE 2.5cm DAS EXTREMIDADES SUPERIOR E INFERIOR DA


SACOLA

85
Texto à esquerda

DETALHES DE SEGURANÇA IMPRESSOS DIRETAMENTE NA EMBALAGEM

Segunda figura

Texto à direita

SELE USANDO 5cm DE FITA ADESIVA NAS EXTREMIDADES SUPERIOR E


INFERIOR.

ETIQUETA DA PROVA

Texto à esquerda

POSIÇÃO DOS SELOS DE ASSINATURA (DA PESSOA QUE SELAR A


PROVA)

86
87
SACOLAS DIVERSAS

SELO DA ASSINATURA

Texto à esquerda

1ª FITA ADESIVA TRANSPARENTE

ETIQUETA DA PROVA

Texto à direita

DOBRE NA PARTE SUPERIOR DA SACOLA (1,3cm)

ETIQUETA DE SEGURANÇA GRUDADA NA POSIÇÃO

88
89
SELAGEM EM “PESCOÇO DE CISNE” DE UMA SACOLA DE NYLON

Figura superior esquerda

SACOLA DE NYLON

Figura superior direita

COLOQUE O OBJETO DENTRO


RETIRE O AR DA SACOLA, TORÇA A PARTE DE CIMA DA SACOLA
E ENROLE COM FITA ADESIVA TRANSPARENTE

1ª FITA ADESIVA TRANSPARENTE

Figura inferior esquerda

FLEXIONE A PARTE DE CIMA DA SACOLA


E AFIXE O SELO DA ASSINATURA NA PARTE COM A FITA ADESIVA
TRANSPARENTE.
EM SEGUIDA, FITA TRANSPARENTE AO REDOR DAS DUAS PARTES
TORCIDAS.

Texto entre Figuras 3 e 4

SELO DA ASSINATURA (DA PESSOA QUE SELAR O SACO)

SELO DA ASSINATURA

1ª FITA ADESIVA TRANSPARENTE

ETIQUETA DE SEGURANÇA

90
For major crimes always remember to
preserve the scene and seek specialist
advice immediately. For other crime
scenes and when dealing with suspects
you should observe the following:

Clothing – routine packaging

• Package clothing in polythene


bags

Clothing – for volatile


material such as petrol or
tear gas:

• Package in paper sacks or


polythene bags

91
Texto em destaque na tarja escura no canto superior

Provas Documentais Forenses – Prepara-se!

Texto da coluna à esquerda

Para preservar a integridade e continuidade de suas evidências forenses, os objetos


coletados para exame laboratorial precisam estar:

Empacotados
Selados Imediatamente após a apreensão
Etiquetados
Documentados

Para proteger a si próprio, terceiros e suas evidências, é necessário cuidado para a


seleção do mais apropriado tipo de embalagem. As bolsas para provas materiais com
auto-selo são apropriadas para muitas provas materiais, entretanto...

Facas e ferramentas:

ACONSELHA-SE

• Proteger as lâminas afiadas de facas e pontas de ferramentas, antes da


embalagem

Texto da coluna à direita

No caso de crimes mais graves, sempre se lembre de preservar a cena e procurar a


ajuda de um especialista imediatamente. Para outras cenas de crime e ao lidar com
suspeitos, você de observar o seguinte:

Embalagem, integridade, continuidade

Vestuário – embalagem de rotina

ACONSELHA-SE

• Pacote em sacolas plásticas marrons

DESACONSHELHA-SE.

Embalar roupas em bolsas de politeno

92
Vestuário – para materiais voláteis como a gasolina ou gás lacrimogêneo:

ACONSELHA-SE

Empacotar em sacolas de nylon

DESACONSELHA-SE

Embalagem em sacolas de papel ou sacolas de politeno

93
94
Coluna da esquerda

Armas ofensivas que contêm ácidos, amônia, alvejante, etc:

ACONSELHA-SE

• Assegurar-se de que o container não está vazando antes da embalagem - ver


abaixo

DESACONSELHA-SE

• Decantar o líquido do container

As latas de gás lacrimogêneo devem ser embaladas conforme mostrado acima

Coluna da direita

Contaminação

Evite contaminar provas materiais ao lidar com suspeitos:

ACONSELHA-SE

• Use viaturas separadas ao transportar mais de um suspeito

DESACONSELHA-SE

• Visitar uma cena diretamente antes de interagir com um suspeito


• Levar o suspeito de volta à cena
• Lidar tanto com o suspeito como com a vítima ou mais de um suspeito por
crime

Evite contaminar a si próprio ao manusear com roupas ainda molhadas de


sangue/fluidos corporais:

ACONSELHA-SE

• Procurar orientação de um especialista


• Usar luvas descartáveis
• Lavar bem as mãos após o contato
• Desinfetar superfícies que tenham entrado em contato com as roupas

95
Se você não tem certeza ou precisa de amostras-controle, procure a orientação de um
especialista

Quadro inferior

Durante o horário de expediente:

Examinador da Cena Local

Divisão Investigativa Criminal Local:

Em caso de indisponibilidade (à noite)

Nº Central:

Caixa de embalagem de emergência:

Local:

96
UNODC

Apêndice C
INCIDENTE GRAVE
REGISTRO DE BENS

De _____________________ Para _____________________

99
A B

C D

MIR/21

100
E F

G H

MIR/21

101
I J

K L

MIR/21

102
M N

O PQ

MIR/21

103
R S

T U

MIR/21

104
V W

XY Z

MIR/21

105
Número de Número Proces. Hora e data da
Entry Number Descrição do Bem
Ref. Testem. da Prova Local da descoberta Encontrado por descoberta

106
Time, Date, Officer Local armaz. Hora/Data saída Finalidade Agente Data Devolução Encaminhado por: Número da Restituição do Bem
declaração

107
UNODC

Apêndice D
Número Descrição do Bem Número Data da
do de Ref. Descoberta
Registro da
Testemu
nha
1 Jaqueta. Jaqueta masculina AB/1 Retirada Arthur 10h
em tom marrom escuro e da pessoa Brown 01/07/88
listas finas em marrom claro. de Charles DC ‘S’
Etiqueta com os dizeres: Dean na
“Harodac Clothes – Lincroft Delegacia
London – Worsted & Mohair, de West
fabricada em Yorkshire, Hendon.
Inglaterra”.
Abotoadura central com
botões pretos de 27mm de
diâmetro; três partidos ao
meio.
Botão central da manga; três
botões pretos de 12mm de
diâmetro, estando o da manga
direita partido. Pequeno corte
na lateral da manga esquerda,
de 100mm, na altura da axila,
e 50mm na costura central da
manga.

2 Pulôver. Gola alta verde, com AB/2 Arthur 10h


a etiqueta “St. Michael". Brown 01/07/88
100% em poliéster. Número DC ‘S’
44; medida do peito: 112cm.
Mancha vermelha K.M. e
desgaste na manga direita.
Manchas brancas ressecadas
em toda a peça e fiapos
salientes.

3 Calças. Calças masculinas AB/3 Arthur 10h


leves com fecho éclair cinza. Brown 01/07/88
Forro rasgado no bolso DC ‘S’
esquerdo. Buraco de
queimadura na coxa direita.
Marcas brancas ressecadas e
fiapos salientes em toda a
peça.

111
Número Descrição do Bem Número de Data da
do Ref. da Descoberta
Registro Testemunha
4 Sapato de treinamento. AB/4 Retirada Arthur 10h
Lado esquerdo tamanho 11. da pessoa Brown 01/07/88
Preto com faixa cinza de DC ‘S’
dupla. Mancha vermelha no Charles
lado externo, no topo do Dean na
bico. Mancha branca Delegacia
ressecada na parte de cima. de West
Tipo de sola. Linhas Hendon.
onduladas de 4mm com
bico e calcanhar planos.
5 Sapato de treinamento. AB/5 Retirada Arthur 10h
Lado direito, descrição da pessoa Brown 01/07/88
geral conforme a descrição de DC ‘S’
acima. Marca branca Charles
ressecada no bico. Dean na
Delegacia
de West
Hendon.

6 Chave de fenda. Ponta de AB/6 Retirada Arthur 10h


9mm e 16” de cumprimento da pessoa Brown 01/07/88
total. Cabo plástico de DC ‘S’
amarelo. Extraída do bolso Charles
traseiro das calças descritas Dean na
em A.B.3. Delegacia
de West
Hendon.

112
Número Descrição Número de Número Local da Encontrado Data da
do do Bem Ref. da Processual Descoberta por Descoberta
Registro Testemunha da Prova
7 Pacote de AB/7 Retirada da Arthur 10h
pastilhas pessoa de Brown 01/07/88
marca Charles DC ‘S’
Trebor. Dean na
Parcialmente Delegacia
consumida, de West
com Hendon.
embalagem
externa
rompida.
8 Maço de AB/8 Retirada da Arthur 10h
cigarros. pessoa de Brown 01/07/88
Azul e Charles DC ‘S’
branco, Dean na
“Victoria Delegacia
Wine King de West
Size”, Hendon.
contendo
dois cigarros
Benson &
Hedges.
Parcialmente
consumido.
9 Folha de AB/9 Retirada da Arthur 10h
papel para pessoa de Brown 01/07/88
recado. Charles DC ‘S’
Papel liso – Dean na
8” x 11”, Delegacia
com os de West
dizeres: Hendon.
“P.O. terça
pela manhã.
Falar com
Sam sobre o
carro e com
Fred sobre a
artilharia.”

113
Número Descrição do Número de Número Local da Encontrado Data da
do Bem Ref. da Processual Descoberta por Descoberta
Registro Testemunha da Prova
10 Cigarro. AB/10 Retirada da Arthur 10h
“Marlboro”, pessoa de Brown 01/07/88
parcialmente Charles DC ‘S’
consumido Dean na
pelo suspeito Delegacia
Charles Dean. de West
Fornecido Hendon.
pela polícia e
recuperado da
pessoa dele.
11 Fios de AB/11 Retirada da Arthur 10h
cabelo. pessoa de Brown 01/07/88
Acompanhado Charles DC ‘S’
de um pente e Dean na
folha de papel Delegacia
para de West
recuperação. Hendon.
12 Folha de AB/12 Retirada da Arthur 10h
papel para pessoa de Brown 01/07/88
recuperação. Charles DC ‘S’
Do piso da Dean na
sala de Delegacia
promotoria de West
em que estava Hendon.
o suspeito.

114
Núm Descrição do Número de Número Local da Encontrado Data da
ero Bem Ref. da Processual Descoberta por Descoberta
do Testemunha da Prova
Regis
tro
1 Vidro. Cacos EF/1 1 Basing Edward Fox 8h
de vidro St. DS ‘D’ 01/07/88
recuperados W.1.
da calçada no
lado externo
da porta da
frente, a um pé
da porta.
2 Controle de EF/2 1 Basing Edward Fox 8h
Vidro. De St. DS ‘D’ 01/07/88
parte da porta W.1.
suspensa
esquerda
vitrificada
(lado externo),
6’9” por 2’8”
com 5” de
diâmetro.
Brecha de 3”
acima da
fechadura no
painel de
vidro. A 3’6”
do canto
inferior e 4”
da
extremidade
de fecho, com
uma mancha
vermelha.
3 Vidro. Cacos EF/2 1 Basing Edward Fox 8h
de vidro do St. DS ‘D’ 01/07/88
retirados do W.1.
tapete na sala.
Do umbral da
porta e
estendendo-se
três pés porta
adentro.

115
Número Descrição do Número de Número Local da Encontrado Data da
do Bem Ref. da Processual Descoberta por Descoberta
Registro Testemunha da Prova
4 Marca de EF/3 1 Basing St. Edward Fox 8h
sapato. Da W.1. DS ‘D’ 01/07/88
superfície
externa da
porta da
frente. A 2’6”
do canto
inferior e 1’8”
da
extremidade
de fecho.
Apontando
para cima
5 Marca de EF/4 1 Basing St. Edward Fox 8h
ferramenta. W.1. DS ‘D’ 01/07/88
Da
extremidade
de fecho da
porta da
frente.
Começando
da
extremidade
externa e
apontando
para dentro,
no nível
horizontal.
+/- 9mm
Perfil da
ponta
Borrado
6 EF/5 E

116
Número Descrição Número de Número Local da Encontrado Data da
do do Bem Ref. da Processual Descoberta por Descoberta
Registro Testemunha da Prova
7 Ponta de EF/6 1 Basing Edward Fox 8h
cigarro. St. DS ‘D’ 01/07/88
Victoria W.1.
Wine King
Size.
Encontrada
a 1’6” do
pé da cama
e a 12 pés
da parede
esquerda
da entrada.
8 Bloco de EF/7 1 Basing Edward Fox 8h
papel. 8” St. DS ‘D’ 01/07/88
por 11”, W.1.
com
denteações.
Encontrado
na
superfície
do
gabinete, à
direita da
cama.
9 Bala EF/8 1 Basing Edward Fox 8h
esmagada. St. DS ‘D’ 01/07/88
Com W.1.
desenho de
ondulação,
encontrada
no lado
esquerdo
da cama,
na entrada.

117
UNODC

Apêndice E
APRESENTAÇÃO DE CASO PARA EXAME CIENTÍFICO
(PREENCHER EM TRÊS VIAS)

Nº Ref.:

Nº REF. DE OCORRÊNCIA Nº REFERÊNCIA


POLICIAL: LABORATORIAL:

Endereço da Força Policial Divisão/Área. ….. Código


Metropolitana Escritório Competente.
……………………………………. Telefone.
………………………………………… Fax.
…………...
…………………………………………
…………...
CONTATO DIÁRIO CASO SEJA DIFERENTE
DO AGENTE ENCARREGADO DO CASO: - Agente: Delegacia:
AGENTE DESIGNADO P/ RECEBER A
DECLARAÇÃO: Agente: Delegacia:
Telefone Fax
Data de entrega p/ recebimento da Proposta de Acusação de
declaração Crime………..……….
………………………………………… ……………………………………………
…………... ……….
Esse caso foi discutido com um SOMENTE ENTREGAS URGENTES
representante do Serviço Forense? Em E CRÍTICAS
caso afirmativo, especificar motivo, (Preencher esta seção além do restante do formulário)

pessoa e data: Informar o laboratório se houver


………………………………………… mudança na situação
…………... Marcar a seção que se aplique. Esse
………………………………………… entrega DEVE ser autorizada pelo Inspetor
…………... ou oficial superior
………………………………………… Assinatura de Autorização
…………... Nome em letras de forma
…………………………………………
…………...
Já foi feita alguma entrega? Em caso Delinqüente Juvenil
afirmativo: Adulto sob Custódia
Ref. do Laboratório
Cust. / 66 Ref. Requisito PACE (Lei de Evidências
Policiais e Criminais)
Perfil de DNA do suspeito a ser Vítimas Infantis de Abuso/
registrado no Banco de Dados de Violência Sexual
DNA
Número Phoenix A / S, se for conhecido: Testemunha Infantil
………………………………………… Outro, mediante solicitação da CPS
…………...

121
Fornecer as informações a seguir nos casos pertinentes E indicar com uma
marca de “V” no quadrado.
‰ Formulário de Vidro/Fibra ‰ Declaração da Vítima
‰ Formulário de Crimes Sexuais ‰ Declaração Voluntária
‰ Formulário de Segurança de Armas de ‰ Fotografias
Fogo ‰ Relatório dos Examinadores da Cena
‰ Formulário de Toxicologia ‰ Outro (Especificar)
‰ Planos …………………………………………………
Autorização de Entrega Recebimento no Laboratório

Nome …………………………. Carimbo da Data


Forma de entrega ao Laboratório – Pessoalmente/ Carta Registrada/ Entrega Registrada/ Courier/Nº dos Selos de
Segurança …….
Pessoa fazendo a entrega dos objetos. Examinador da Cena:
Nome (letras de forma) Posto
Assinatura: Data:

PARTES ENVOLVIDAS

Sobrenome ……………………………………….. Primeiro(s) nome(s):


…………………………………………
Data Nasc. …………………. * Cód. Etnia ……………………… Profissão
……………………………….
Falecido/ Vítima/Suspeito/Sujeito a Eliminação Data e Hora da Detenção ………………………….
Sobrenome ……………………………………….. Primeiro nome(s):
…………………………………………
Data Nasc. …………………. * Cód. Etnia ……………………… Profissão
……………………………….
Falecido/ Vítima/Suspeito/Sujeito a Eliminação Data e Hora da Detenção ………………………….
Sobrenome ……………………………………….. Primeiro nome(s):
…………………………………………
Data Nasc. …………………. * Cód. Etnia ……………………… Profissão
……………………………….
Falecido/ Vítima/Suspeito/Sujeito a Eliminação Data e Hora da Detenção ………………………….
Códigos de Etnia: 1. Branco 2. Moreno 3. Negro 4. Paquistanês 5. Chinês 6. Árabe 7.
Outra etnia
Europeu Europeu Caribenho Indiano Japonês Egípcio
Bangladeshiano

CIRCUNSTÂNCIAS DO INCIDENTE
Data ……………………………… Hora ……………. Local ……………...…………………………….

…………..………………………………………………………………….. Continuar em outra folha se necessário

O QUE DEVE SER ESTABELECIDO?


Prioridade de Estado – 1. URGENTE - 2. CRÍTICO - 3. NORMAL Prioridade de Exame
…………………………………………………………………………………….. 1 2 3
…………………………………………………………………………………….. ……………………
…………………………………………………………………………………….. ……………………
……………………
………………………………………………….. Continuar em outra folha se necessário

122
OBJETOS PARA EXAME CIENTÍFICO

TODOS OS OBJETOS DEVEM SER EMBALADOS E ETIQUETADOS


ADEQUADADAMENTE
PARA QUE SE PRESERVE A INTEGRIDADE DAS EVIDÊNCIAS
O Número e descrição da Prova Material apresentados abaixo devem
corresponder à etiqueta da prova

Nº do Nº da Nº da DESCRIÇ O objeto Data e Nome da


OBJETO PROVA SACOLA ÃO DO(S) está horário da pessoa que
MATERIA DA OBJETO( relacionado descoberta/ apreendeu
L PROVA S) a (pessoa coleta o objeto
ou local de
onde foi
obtido)

Continuar no verso se necessário

ESPECIFICAR RISCOS RELATIVOS À SAÚDE CONHECIDOS, ex., AIDAS,


HEPATITE, SARNA, ETC.

OBS: Quaisquer objetos contundentes/perigosos. Os objetos devem ser embalados e


etiquetados adequadamente. Para obter orientações, entrar em contato com um
cientista.

O LABORATÓRIO DEVE SER NOTIFICADO IMEDIATAMENTE ACERCA


DE QUAISQUER ALTERAÇÕES NA SITUAÇÃO DO CASO

Quadro no canto inferior esquerdo

Recebimento no Laboratório

Nome....................... Selo de Data


Nº do Nº da Nº da DESCRIÇ O objeto Data e Nome da
OBJETO PROVA SACOLA ÃO DO(S) está horário da pessoa que
MATERI DA OBJETO( relacionado descoberta/ apreendeu
AL PROVA S) a (pessoa coleta o objeto
ou local de
onde foi
obtido)

123
Quadro no canto inferior esquerdo

Recebimento no Laboratório

Nome....................... Selo de Data

FORMA DE DEVOLUÇÃO DOS OBJETOS

Pessoalmente/ Carta DATA DA Funcionário do DATA DA


Registrada/ Entrega
Registrada/ Courier (Apagar DEVOLUÇÃO Laboratório DEVOLUÇÃO
conforme a necessidade) encarregado da
devolução do objeto
Recipiente – Nome:
Assinatura:

Nome em letra de Assinatura:


forma e Posto:

124
NOTAS DE ORIENTAÇÃO PARA O PREENCHIMENTO DO
FORMULÁRIO
“APRESENTAÇÃO DE CASO PARA EXAME CIENTÍFICO”

O objetivo das observações a seguir é auxiliar no preenchimento desse formulário


revisado de apresentação a Laboratório. Para permitir que o Serviço Forense
processe seu caso da forma mais eficiente, é importante que todas as seções
pertinentes do formulário sejam preenchidas. O formulário deve ser preenchido em
três vias e todas elas devem acompanhar a entrega ao laboratório.

Número de contato diário.


Assegure-se de que a pessoa designada está totalmente instruída e capaz de prestar
orientação sobre todos os aspectos do caso. A pessoa somente será contatada naquelas
situações em que o Agente do Caso não estiver disponível.

Data de entrega p/ recebimento da declaração


O representante do Serviço Forense deve preencher esse quadrado após discussão e
consenso com o agente do caso, ou com o agente de provas materiais. Exemplos dos
tipos de serviços que se enquadram nas categorias urgente e crítica serão apresentados
mais adiante nestas notas de orientação.
Se o agente do caso/agente de provas materiais conhecer o limite de tempo de
custódia ou instituído, a data de entrega para recebimento deve sempre ser uma data
antecipada acordada de modo a permitir tempo para que a evidência seja processada e
distribuída para a defesa e o Tribunal dentro do limite de tempo aplicável. Em termos
ideais, deve-se objetivar um período de duas semanas antes do vencimento do limite
de tempo. Se o agente do caso/agente de provas materiais não souber qual é o limite
de tempo de custódia/instituído aplicável ao caso, o representante do Serviço Forense
deverá inserir a data final do Serviço Forense no quadrado. Uma vez que o agente do
caso conheça o limite de tempo de custódia/instituído, ele deverá informar ao
representante do Serviço Forense, juntamente com a data de entrega obrigatória,
visando, mais uma vez, a entrega duas semanas antes do vencimento da data limite.
Níveis de Serviço. Para a priorizar o trabalho e assegurar que os casos, em particular
aqueles com limites de tempo de custódia/instituído na legislação aplicável sejam
concluídos no tempo certo, foram definidos os três níveis de serviço a seguir. Nos
casos encerrados, o trabalho deve ser priorizado de tal modo que os exames mais
relevantes sejam realizados primeiro.

Definições
“Serviço”
Um serviço pode ser considerado com um determinado trabalho necessário para se
responder a uma pergunta específica, e que possui um requisito de cronograma
específico. Os serviços devem ser expressos na formulação da seção “O que deve ser
estabelecido” do formulário.

125
TODAS AS ENTREGAS URGENTES E CRÍTICAS DEVEM SER
AUTORIZADAS POR UM INSPETOR PESSOA DE POSTO SUPERIOR.
ESSA EXIGÊNCIA É ACRESCIDA À AUTORIZAÇÃO NECESSÁRIA AO
PAGAMENTO QUE DEVE ADEQUAR-SE AO PROTOCOLO DE FORÇA
(Ver abaixo)

Urgente (serviços com requisito de rapidez acordado e com entrega 100% garantida)
Exemplos dos tipos de serviços considerados urgentes:
• Requisitos PACE (Lei de Evidências Policiais e Criminais), em que a detenção
de pessoas sem uma acusação suscita problemas. PACE s. 41-44
• Pacotes de trabalho no âmbito de um caso em que os resultados do exame
científico são essenciais para instruir o curso sobre aquisições de testes de
drogas
Identificação de padrões de sola de sapato deixados na cena do crime para
identificar a marca do sapato
Amostras de DNA da vítima, como esfregões extraídos de vítimas em casos de
estupro, ou manchas de sangue externas na roupa de vítimas.
Solicitações de visitas à cena, quando esta ainda está “ativa”
Acidentes rodoviários fatais, inclusive visitas à cena e a identificação de
veículos da cena em que o suspeito não parou.
• Os serviços urgentes também deverão ser identificados de acordo com o caso e
deverá haver consenso entre os representantes de ligação designados da
Polícia e do Serviço Forense.

Crítico (casos essenciais com entrega 100% garantida em data determinada)


Exemplos:
• Delinqüente juvenil
• Adultos em custódia
• Casos que envolvam abuso sexual ou violência contra crianças, ou que
envolvam crianças como testemunhas
• Outros casos específicos poderão ser classificados como críticos mediante
solicitação do CPS.

Normal
A classificação normal consiste em todos os serviços sem caráter de urgência. O
resultado desses exames será fornecido com base em uma data de entrega pré-
determinada que reflita os prazos atuais do Serviço Forense. A entrega nessas datas
não será garantida da mesma forma que em casos urgentes e críticos, mas se
enquadraria na natureza de “todos os esforços possíveis”.

O LABORATÓRIO DEVE SER NOTIFICADO IMEDIATAMENTE ACERCA


DE QUAISQUER ALTERAÇÕES NA SITUAÇÃO DO CASO.
Inclusão do perfil do suspeito no Banco de Dados Nacional de DNA
Caso deseje que o perfil do suspeito seja incluído no banco de dados de DNA, marque
esse quadrado. O suspeito deverá ser informado de que a amostra será usada em uma
busca especulativa antes da acusação. Se houver um número Phoenix do suspeito,
esse número deverá ser incluído.

126
Contato anterior com o Serviço Forense
Se você já contatou o Serviço Forense por quaisquer das razões a seguir, marque o
respectivo campo do formulário de entrega ao laboratório:
• Houve entregas anteriores relativas a esse crime. Incluir números de referência
de casos do Serviço Forense anteriores e o número de referência da polícia.
• Considera-se que esse caso tenha ligação com casos já apresentados, ou seja,
que faz parte de uma série. Incluir todos os números de referência de casos do
Serviço Forense anteriores e o nome da Operação, se pertinente.
• Você contatou o Serviço Forense para fins de aconselhamento antes da
entrega. Incluir nome de contato e quaisquer números de referência que você
tenha recebido.
• Um cientista compareceu a uma cena antes da entrega dos objetos. Incluir o
nome do cientista e quaisquer números de referência que você tenha recebido.

Autorização de entrega/pagamento
Além da autorização de entregas urgentes e críticas, assegure-se de que a entrega
possui a devida autorização exigida pelo Protocolo da Força. Entregas não autorizadas
não podem ser aceitas pelo Serviço Forense.

Informações adicionais
Certos tipos de exame exigem informações complementares para que o cientista faça
uma interpretação completa de suas constatações. Assegure-se de que o(s)
formulário(s) adicional(is) do Serviço Forense pertinente(s) (o formulário de crimes
sexuais, p. ex.) seja(m) preenchido(s) e anexados no ato da entrega. A não inclusão de
todas as informações relevantes pode retardar o processamento do seu caso.

Partes envolvidas
É importante notar se a parte envolvida é vítima, suspeito ou testemunha do caso. É
igualmente importante registrar a data e hora da detenção e o código de etnia
pertinente.

Circunstâncias do incidente
Tais circunstâncias devem ser o mais completas possível e incluir todos os detalhes
relevantes do caso, inclusive a data e hora em que o crime foi cometido e todas as
informações que auxiliarão o cientista na interpretação das suas constatações. Se o
espaço não for suficiente, continue em uma folha adicional.

O que deve ser estabelecido


Essa seção deve ser elaborada de modo a refletir os problemas/incertezas e questões
em conflito que você gostaria que o cientista tratasse. Por exemplo, em casos de
drogas, é aconselhável considerar se você precisa apenas da identificação da droga ou
da identificação mais a determinação da pureza. Haverá situações também em que um
imperativo será determinar se há uma ligação entre objetos.
Outro exemplo de crime grave seria se uma determinada arma foi usada para causar
lesões, etc.
Você deve definir a prioridade do exame de cada etapa de trabalho e marcar a coluna
de prioridade de exame corretamente. Se necessário, continue em uma outra folha.

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Objetos para exame forense
Os números de provas materiais registrados precisam corresponder aos números
contidos na etiqueta da prova. É importante registrar detalhes completos, inclusive a
data e hora de coleta desses detalhes, juntamente com quaisquer números de
identificação nos materiais de embalagem, como sacos de drogas ou números de
sacola de provas materiais. Os objetos devem ser embalados de acordo com padrões
nacionais de embalagem a fim de se garantir a preservação da integridade das
evidências. Informações adicionais podem ser obtidas na sua seção de cenas do crime
ou no Manual de Cenas do Crime do Serviço Forense.

Os objetos contundentes e perigosos deverão ser embalados para proteger quem


os manusear e deverão receber a devida etiqueta de perigo, como p. ex., etiquetas
de perigo biológico.

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