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Comunica ç ã o de Dados

Hist ó rico

Formas de Envio de mensagens

Na Gr é cia Antiga: maratonas, sinal de fuma ç a usando o

c ó digo alfabetico de Polybius (204 a.C at é 122 a.C)

Mensageiros a cavalo

Á rvores ocas servindo de tambor

Espelhos refletindo a luz

Bandeiras (Marinha Mercante)

Comunica ç ã o de Dados

Arma secreta de Napoleã o era tel é grafo ó ptico

Descorbeta do magnetismo propiciou a cria çã o do c ó digo Morse

Sistemas el étricos vem sendo utilizados para permitir a transfer ê ncia de informaçõ es

A comunicaç ão se torna corriqueira

Dentro as comunicaçõ es el étricas a que mais vem se desenvolvendo é a Comunicaçã o de Dados

Comunica ç ã o de Dados

Modelo de um Sistema de Comunica ç ã o

Modelo simples:

de um Sistema de Comunica ç ã o – Modelo simples: – Fonte: produz a informa

Fonte: produz a informaç ão

Elemento: Componente mais simples na representa çã o da informa çã o

S ímbolo: Conjunto ordenado de elementos

Comunica ç ã o de Dados

Exemplos:

Elementos: A, B e C

S ímbolos: A, B, C, AA, AB, AC, ABC, AAA,

Elementos: 0 e 1

S ímbolos: 0, 1, 00, 11, 0101, 11100,

Mensagem: Conjunto ordenado de s í mbolos que a fonte seleciona para compor uma informaç ão

Informaçã o: Conjunto ordenado de mensagens com o objetivo de produzir um resultado.

Comunica ç ã o de Dados

Estrutura T í pica de uma Mensagem

Comunica ç ã o de Dados ● Estrutura T í pica de uma Mensagem

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Componentes de um Sistema de Comunica ç ã o de Dados

A fonte: geralmente n ã o disp õ e de pot ê ncia suficiente para cobrir as perdas da propagaç ã o do sinal

O Emissor: é o ente que acionado pela fonte, entrega um sinal de energia adequada à transmissã o pelo canal

O canal (meio): é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor at é o receptor

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O receptor: é o ente que retira a energia do meio e recupera os s í mbolos, de forma t ã o precisa quanto poss í vel, de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino

O destino: para onde se dirige a informaçã o

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Comunica ç ã o de Dados

Comunica ç ã o de Dados

Emissor e receptor desempenham fun ç õ es inversas e complementares

Meio interliga o emissor e o receptor

Fluxo de sinal e entre o emissor e o receptor

O sinal cont é m os s í mbolos portadores da informa ç ã o

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Esquema real:

Comunica ç ã o de Dados ● Esquema real:

Comunica ç ã o de Dados

Limitaç õ es f í sicas e outros fatores alteram as caracter í sticas do sinal que se propaga, produzindo o que se chama de distor ç ã o

Aparecem no canal sinais esp ú rios de natureza aleat ó ria que somados ao sinal produzem o ru í do

Problema consiste em manter tanto a distor ç ã o como o ru í do em n í veis aceitav é is

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Sinais Anal ó gicos x Sinais Digitais

Em uma comunicaç ão o que se transmite sã o sinais e

n ã o mensagens

Até o s é culo 19: voz (sinal sonoro), escrita (sinal

gr á fico), fumaç a, etc sentidos humanos

Todos limitados pelos

Tel égrafo e o telefone aumentaram a velocidade e o alcance

Informa çã o é convertida em sinais el é tricos

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Sinais podem ser vistos como formas de “ondas”

Os sinais podem ser classificados em:

Sinais anal ógicos: valores continuos

Sinais digitais: valores discretos

sinais podem ser classificados em: ● Sinais anal ó gicos: valores continuos ● Sinais digitais: valores

Comunica ç ã o de Dados

As informaç õ es podem ter natureza analogica ou digital

Qualquer tipo de informaçã o pode ser transmitida atrav és de um sinal anal ó gico ou digital

De anal ó gico para digital usa­se amostragens

De digital para anal ó gico usa­se t é cnicas de modulaç ão

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Bits x Bauds

A fonte de informaçã o transmite a uma determindada taxa de transfer ê ncia de informaç ão, medida em bps

O transmissor codifica estas mensagens em s í mbolos

A taxa de sinalizaç ão (n ú mero de s í mbolos por segundos que ocorre no canal) é medida em bauds

Se o sinal representa a presen ç a ou aus ê ncia de um bit, ent ã o taxa em bauds = taxa em bits

O n í vel de um sinal n ã o precisa se restringir a dois

Uso de mais um bit a cada n ível de amplitude

– O n í vel de um sinal n ã o precisa se restringir a dois

Comunica ç ã o de Dados

Outro exemplo: navio com sinais de luzes coloridas

Esse tipo de codificaçã o reduz a largura de banda necess á ria

Esses esquemas s ão chamados dibit, tribit, tetrabit, etc

Para se codificar n bits em um n ível de amplitude s ão necess á rios 2 n n í veis diferentes

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Largura da Banda e Capacidade de Canal

Diferentes tipos de sinais necessitam de diferentes capacidades de canal

A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal

Largura de banda de um canal de comunicaç ão constitui uma medida da m áxima taxa de informaçã o que pode ser transmitida pelo canal

Comunica ç ã o de Dados

Largura de banda indica apenas a diferen ç a entre os limites inferiores e superiores das frequ ê ncias que s ã o suportadas pelo canal

Exemplos

O canal de 1500Hz at é 5000Hz tem 3500Hz de largura de banda

O canal de 18000Hz at é 21500Hz tamb é m tem 3500Hz de largura de banda

Comunica ç ã o de Dados

A m é dia de frequ ê ncia de 300Hz at é 4000Hz é satisfat ó ria para a voz humana, mas n ã o para a

m ú sica

Instrumentos de percuss ã o tem frequ ê ncias baixas 60Hz e 30Hz

Tons mais altos a frequ ê ncia vai entre 15000Hz e

18000Hz

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Rádio AM tem largura de banda de 5000Hz

Pode reproduzir a voz humana

Pode reproduzir m úsica sem alta fidelidade

Rádio FM tem largura de banda de 18000Hz

Pode transmitir frequ ê ncias que representem desde um tambor at é um violino

Conhecendo­se a largura de banda de um canal de comunicaç ão pode­se estabelecer a m áxima taxa de sinalizaç ão (em bauds) sem erros, normalmente 1Hz = 1 baud

Comunica ç ã o de Dados

Exemplo

Canal telef ônico tem largura de banda 3100Hz

Na pr á tica se transfere até 2400 bauds

Como transferir a 4800 bps?

Como transferir a 7200 bps?

Quantos estados de sinalizaç ão pode conter um sistema de comunicaç ão de dados?

Ruídos, distor ç õ es, flutua çõ es de atenuaç ã o do sinal, limite de pot ê ncia

Comunica ç ã o de Dados

Quando um sinal n ã o é adequado ao canal o que fazer?

Utilizar componentes que transformem os sinais entregues pela fonte em sinais convenientes para o meio de transmiss ã o

No outro lado (recptor) deve ter um componente que permite a extra ç ão do sinal e a sua convers ã o no sinal original

Modulador e demodulador

Comunica ç ã o de Dados

Apesar da troca no tipo do sinal a informaçã o é mantida intacta

Comunica ç ã o de Dados – Apesar da troca no tipo do sinal a informa

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T é cnicas de Modulaç ã o

Amplitude (QAM)

Sens í vel a ru ídos e interfer ê ncias, custo alto

Frequ ê ncia (FSK)

Equipamentos simples e pouca sensibilidade a dist ú rbios

Fase (PSK)

Possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ru ídos

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T é cnicas de Multiplexa ç ã o

Processos que permitem que v á rios sinais possam ser enviados ao mesmo tempo em um mesmo canal

Existem diversas t écnicas de multiplexaç ã o

Multiplexaç ã o por Divis ã o de Frequ ê ncia (FDM)

Multiplexaç ã o por Divis ã o de Comprimento de Onda (WDM)

Multiplexaç ã o por Divis ã o de Tempo (TDM)

Multiplexaç ã o por Divis ã o de C ó digos (CDM)

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Multiplexaç ã o por Divis ã o de Frequ ê ncia

A largura de banda é dividida em diversas larguras de banda menores, cada uma com a sua pr ó pria frequê ncia

Cada uma das frequê ncias pode ser utilizada individualmente

Terminais n ã o precisam estar geograficamente pr ó ximos

Desvantagem

Dificuldade de expans ã o

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Multiplexaç ã o por Divis ã o de Comprimento de Onda

Varia çã o da FDM para canais de fibra ó ptica

Cada fibra com sua energia corresponde a uma faixa diferente

Passam atrav é s de um prisma ou grade de difraç ã o e sã o combinados em uma ú nica fibra compartilhada

Grade passiva e altamente confi á vel

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Multiplexaç ã o por Divis ã o de Tempo

O tempo disponí vel é dividido entre os terminais

Os usuá rio fazem rod ízio, cada um recebendo uma faixa de tempo periodicamente por um pequeno intervalo de tempo

Desvantagem

Desperd í cio de tempo

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STDM (Synchronous TD Multiplexers)

Os intervalos de tempo s ã o determinados a partir de um sinal de sincronismo que está presente periodicamente no meio de transmiss ã o

ATDM (Asynchronous TD Multiplexers)

A alocaçã o do canal só ocorre quando algum dado encontra­se na fila (buffer) do multiplexador

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Multiplexaç ã o por Divis ã o de Có digo

Ofereç e a mesma largura de banda para todos os usu á rios do canal

Cada usuá rio é identificado por um c ó digo no canal

No lado transmissor, a mensagem é codificada e é enviada atrav é s do espectro de frequ ê ncia

No lado receptor, o mesmo c ódigo é usado para extrair a mensagem

Desvantagem

Implementaçã o é mais complexa

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Caracter í sticas de uma transmiss ã o

Quanto ao sentido de transmiss ã o no Canal

Simplex: Quando a transmiss ã o é feita em um ú nico sentido.

Half­Duplex: Quando a transmiss ã o é feita nos dois sentidos mas nã o ao mesmo tempo

Full­Duplex: Quando a transmiss ã o é feita nos dois sentidos simultaneamente

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Quanto ao n ú mero de canais utilizados

Transmiss ã o paralela: Os bits que comp õ em um caracter

s ã o transportados de forma simult â nea, cada um possuindo o seu pr óprio canal

Transmiss ã o serial: Os bits que comp õem um caracter s ã o transportados um ap ó s o outro, utilizando apenas um canal

Como os bits chegam um de cada vez o receptor deve saber qual deles é o primeiro do caracter, isso é um problema de sincronizaç ã o

Comunica ç ã o de Dados

Quanto a sincronizaçã o

M é todo do transmissor fazer a separa çã o dos caracteres ou das mensagens para o recptor

A camada f ísica trata da sincroniza çã o na transmiss ã o de bits entre o transmissor e o receptor

A camada de enlace de dados opera ap ó s os bits terem sido montados para formar caracteres, frames ou grupos de dados

Transmiss ã o de frames també m precisam ser sincronizadas

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Transmiss ã o assincrona:

N ã o utiliza um mecanismo de reló gio para manter o transmissor e recptor sincronizados

Sincroniza ç ã o de bits é utilizada é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame transmitido

Cada começ a com um bit de in í cio que permite ao receptor ajustar­ se ao transmissor

Mensagens s ã o breves para que o emissor e receptor n ã o percam o sincronismo

Mais utilizada para transmitir dados de caracteres sendo ideal quando o ambiente transmite caracteres a intervalos irregulares

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Comunica ç ã o de Dados ● O frame apresenta quatro componentes: – Bit de in

O frame apresenta quatro componentes:

Bit de in í cio: Sinaliza que um frame está come ç ando

Bits de dados: Consiste dos bits do caractere transmitido mais o bit de paridade

Um ou mais bit de fim: Sinalizam o fim dro frame de dados

Transmiss ã o assincrona é uma tecnologia barata e simples adequada para transmiss ã o de pequenos frames em intervalos irregulares

Quanto maior a quantidade de dados pior fica o desempenho

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Transmiss ã o s í ncrona

A comunica çã o pode ser mais eficiente se forem usados rel ó gios sincronizados entre o transmissor e o receptor

Pode ser realizada de duas formas:

Transmitindo­se sinais de sincroniza ç ã o junto com os dados

Utilizando um canal separado para transportar sinais de clock

Comunica ç ã o de Dados

Comunica ç ã o de Dados ● A transmiss ã o come ç a com um

A transmiss ã o come ç a com um sinal de sincroniza çã o utilizando um padr ã o de bits que n ã o podem aparecer durante a mensagem

Permite a utiliza çã o de frames grandes pois o recptor e o transmissor permanecem sincronizados

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Paridade n ã o é bom para grandes quantidades de bits, substitu í da pelo CRC

Padr ã o de bit de fim també m n ã o podem aparecer no meio da mensagem

Enquanto est ã o inativos transmitem bits de preenchimento para manter o receptor e transmissor sincronizados

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Vantagens em relaçã o a s í ncrona

Os bits de overhead (sincronizaç ã o, CRC e fim) sã o em propor ç ã o menor do que os dados

Permite o uso de velocidades mais altas e melhora a detecç ã o e corre çã o de erros

Desvantagens em relaçã o a s í ncrona

Custo mais elevado

Complexidade mais alta

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Transmiss ã o is ó crona

Usa um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede

S ã o usados slots de tempo

Dispositivos com dados a serem transmitidos transferem nos slots de tempo alocados a eles

Um slot de tempo pode ser preenchido com mais de um frame at é atingir a sua capacidade

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Vantagens

Garante taxas de transmiss ã o

Determinista

Baixo overhead

Desvantagem

Ponto ú nico de falha: dispositivo de clock deve ser tolerante a falhas

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Exercic í os

Qual dos dois canais possui maior largura de banda?

Um canal que suporta frequ ê ncias de 1 a 1,12Mhz

Um canal que suporta frequ ê nciad de 127 a 250Khz

Qual é a alternativa correta?

Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicaç ã o

Largura de banda n ã o tem nada a ver com velocidade de transmiss ã o

Comunica ç ã o de Dados

Qual a op ç ão correta?

A capacidade de transmiss ã o de um canal é infinito

A capacidade de transmiss ã o de um canal é finito

Qual a op ç ão correta?

O n í vel de ruído est á diretamente ligado a capacidade de um canal

O n í vel de ruído de um canal n ã o influencia na sua capacidade

Comunica ç ã o de Dados

Qual a op ç ão correta?

A atenuaç ã o de um sinal acontece em qualquer meio f ísico de transmiss ã o

Existem meios f í sicos de transmiss ã o onde o sinal transmitido nã o sofre atenuaç ã o

Qual a op ç ão correta?

Baud corresponde à velocidade de sinaliza ç ã o de um canal

Baud é uma medida da taxa de transfer ê ncia de informa ç ã o, e é igual a ao n ú mero de bits transmitidos por segundo

Comunica ç ã o de Dados

Qual a op ç ão correta?

O telefone é um exemplo de uma comunica çã o full duplex

O r á dio de taxis é exemplo de uma comunica çã o full duplex

Qual a op ç ão correta?

A fun çã o do bit start é sincronizar a fonte com o destino

A fun çã o do bit start n ã o é sincronizar a fonte com o destino

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Qual a op ç ão correta?

Na transmiss ã o sincrona utiliza­se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o in ício do bloco de dados

A transmiss ã o sincrona nã o utiliza caracteres ou bytes de sincronismo

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T é cnicas de Detec ç ã o e Corre ç ã o de Erro

Um sinal sofre modificaçõ es quando é transmitido em um canal

Essas alteraç õ es resultam de imperfei ç õ es na propagaçã o do sinal, ao longo do suporte de transmiss ã o (atenuaçã o e retardo) e de pertuba çõ es (ru í dos) que atuam n ã o s ó nos suporte de transmissã o como tamb é m nos est á gios de processamento do sinal

Comunica ç ã o de Dados

Quando a altera çã o é muito grande, pode ocorrer detecçã o trocada de informaçã o (1­­>0, 0 ­­>1)

Essas detecç õ es trocadas caracterizam os chamados erros de transmiss ã o

A taxa de erros de um sistema de transmiss ã o representa a probabilidade de ocorr ê ncia de erros de transmiss ã o

CCITT recomenda uma taxa de erros n ã o superior a

10 ­5 , em redes locais a taxa t ípica é de 10 ­9 a 10 ­12 .

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Necess á rio portanto mé todos de detecçã o de erros

Bit de Paridade

Té cnica mais simples

Consiste em acrescentar um bit à s palavras do có digo

O bit de paridade é checado no receptor

O m é todo permite apenas a detec çã o de um n ú mero impar de erros no caractere

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Paridade Longitudinal

Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC), que representa uma opera çã o l ó gica sobre os bits dos diversos caracteres que compõ e a mensagem

(BCC), que representa uma opera çã o l ó gica sobre os bits dos diversos caracteres

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Neste m é todo s ã o detectados erros que consistem na inversã o de apenas 1 bit e tamb é m erros do tipo rajada com comprimento igual ou menor que o n úmero de linhas da matriz

Rajadas menores podem passar despecebidas

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Redund â ncia Ciclica – CRC

Dividi­se a mensagem usando m ó dulo 2 por um n úmero pr é ­definido

Soma­se o resto da divis ã o a mensagem

O recptor faz a divis ã o novamente quando recebe a mensagem e caso o resto seja zero nã o houve erros

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CRCs padr õ es:

CRC­12 : 1100000001111

Detecta até 12 erros por bloco de mensagens

CRC­16 : 11000000000000101

Detecta até 16 erros por bloco de mensagens

Exemplo: qual o bits que ser ã o adicionados a mensagem 10111011 para o CRC 1110

Comunica ç ã o de Dados

Exercicí o:

Um recptor recebeu as seguintes mensagens:

11001110000

10111011110

Sendo o CRC = 1110, qual mensagem deve ser retransmitida?

Comunica ç ã o de Dados

Protocolos de Comunica ç ã o

Problemas de comunicaç ão s ã o tratados atrav é s de protocolos

Protocolo é um conjunto de regras sobre o modo como se dar á a comunicaç ã o entre as partes envolvidas

Defini çã o dos quadros de dados, tipos de controle sobre a transfer ê ncia e procedimentos a serem adotados na transmiss ã o e recepç ã o dos dados

Comunica ç ã o de Dados

A transfer ê ncia de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e conven ç ões denominado “Protocolo de Comunicaç ã o”

Qualquer sistema de comunicaç ão deve ter mensagens de controle da comunicaçã o al ém dos dados que efetivamente v ã o ser enviados

Exemplo: sistema de correio

Gera um overhead

Comunica ç ã o de Dados

Exemplo de comunicaç ã o

Comunica ç ã o de Dados – Exemplo de comunica ç ã o

Comunica ç ã o de Dados

Protocolos devem:

Atender a todas as fun çõ es necess á rias

As duas entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas

Responde sempre da mesma forma para à s mesmas mensagens

O exemplo mostra que para a transfer ê ncia de

informaçõ es se efetive é necess á ria a troca de uma

s é rie de mensagens que n ã o carregam dados, mas sim comandos de comunicaç ão com informaç õ es de controle

Comunica ç ã o de Dados

Os comandos portanto geram um tr á fego chamado taxa de sinalizaç ão

Overhead é portanto a relaç ão entre a taxa de sinalizaç ão e a capacidade do canal

Diferentes protolocos geram diferentes overheads

O que sobra na transmiss ã o retirando­se o overhead é chamado de velocidade efetiva

Quando a mensagem é muito grande é comum dividi­ la em v á rios pacotes e transmitir os pacotes individualemente

Comunica ç ã o de Dados

Cada pacote carrega al é m dos dados, um cabeç alho contendo a sua pr ó pria informaç ão de sincronismo, endere ç os de fonte e destino, n ú mero de de sequ ê ncia, al ém de uma cauda ou “trailer” que s ã o os bits de redund ância para a detecç ã o de erros

Toda informaçã o dos cabeç alhos e caudas servem para o controle da comunicaçã o portanto constituem­ se em overhead.

Essas unidades de informaç õ es tem v á rios nomes:

pacotes, quadros, frames, blocos ou mensagens. O modelo OSI os nomea de PDU (Protocol Data Unit)

Comunica ç ã o de Dados

PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B

no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B – Esta t é cnica

Esta t é cnica permite o transporte de um protocolo entre redes intermedi á rias com protocolos distintos

Aumenta a modularidade da rede

Aumenta o overhead no meio de transmissã o

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Protocolos de Enlace de Dados

Um software de comunica çã o deve prever diversos aspectos referentes aos servi ç os que o sistema ofere ç e

Para diminuir a complexidade o software de comunica çã o é dividido em camadas, cada uma com um conjunto definido de fun çõ es

A camada mais pr ó xima da transmiss ã o f í sica é a Camada de Enlace que tem como funç õ es:

Controle do fluxo

Controle de erros

Controle de acesso ao meio de transmiss ã o

Comunica ç ã o de Dados

Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram, em sua maioria, orientados a caracteres, isto é , o bloco a ser orientado consistia de um grupo de caracteres de algum có digo (ASCII, EBCDIC)

O desenvolvimento das redes de computadores colocou em evidencia os problemas dos protocolos orientados a caracteres

Na d é cada de 70 a IBM desenvolveu o SDLC

A ANSI desenvolveu o ADCCP e a ISO desenvolveu o HDLC, ambos no SDLC da IBM

Comunica ç ã o de Dados

Protocolos Orientados a Caracter

Um quadro é composto de um nú mero inteiro de caracteres de um determinado có digo

O c ó digo mais comum usado é o ASCII

Sete bits s ã o necess á rios para representar um c ódigo ASCII, por é m s ã o transmitidos oito bits para cada có digo

O ú ltimo bit é o bit de “paridade impar”

Um protocolo conhecido é o BSC (Binary Synchronous Communications)

Comunica ç ã o de Dados

Protocolo BSC

Estrutura e caracteres de controle

Comunica ç ã o de Dados ● Protocolo BSC – Estrutura e caracteres de controle
Comunica ç ã o de Dados ● Protocolo BSC – Estrutura e caracteres de controle

Comunica ç ã o de Dados

A esta ç ã o que deseja iniciar envia a sequ ê ncia ENQ

A resposta pode ser um ACK, NAK ou WACK

Uma das esta çõ es é definida como prim á ria e a outra como secund á ria

Esta ç ã o prim á ria permanece enviando ENQs at é receber um ACK0 ou esgotar o limite m á ximo de tentativas

Caso a estaç ã o prim á ria recebe um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissã o, ela responde com ACK, NAK ou WACK

Esta ç ã o secund á ria s ó transmite quando a prim á ria n ã o estiver utilizando o meio

Ao terminar a transmiss ã o de uma mensagem, a estaçã o que estava transmitindo envia um ETD e n ã o tenta utilizar o canal por um certo intervalo de tempo

Comunica ç ã o de Dados

Comunica ç ã o de Dados

Comunica ç ã o de Dados

Protocolos Orientados a Bit

Nos protocolos orientados a bit, a camada de enlace trata conjunto de bits cujos significados lhe s ã o irrelevantes

Os bits s ã o agrupados em grupos que ser ã o entregues individualmente

Cada grupo pode ser confirmado individualmente

s ã o agrupados em grupos que ser ã o entregues individualmente – Cada grupo pode

Comunica ç ã o de Dados

Protocolo de Enlace HDLC (High level Data Link Control)

Tr ê s tipos de esta çã o

Esta ç ã o prim á ria: controla a opera ç ã o do enlace. Os quadros emitidos por esta esta çã o s ã o chamados “comandos”

Esta ç ã o secund á ria: opera sobre a supervis ã o da esta ç ã o prim á ria. Os quadros emitidos por esta esta çã o s ã o chamados “respostas”. A esta ç ã o primá ria manté m um enlace ló gico separado com cada esta ç ã o secund á ria no meio

Esta ç ã o Combinada: combina as caracter í sticas das estaçõ es prim á ria e secund á ria. Pode enviar comandos e respostas.

Comunica ç ã o de Dados

Duas configura çõ es de Enlace

N ã o Balanceada: Consiste de uma esta ç ã o prim á ria e uma ou mais esta ç õ es secund á rias

Balanceada: Consiste de duas esta ç õ es combinadas

Ambas suportam transmiss ã o half­duplex e full­duplex

Tr ê s modos de opera ç ã o de transfer ê ncia de dados:

Modo de resposta Normal (NRM): Usado em configura çõ es n ã o balanceadas. A esta ç ã o prim á ria pode iniciar a transfer ê ncia de dados para uma secund á ria mas a secund á ria só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da prim á ria.

Modo balanceado ass íncrono (ABM): Usado em configura ç õ es balanceadas. Qualquer uma das esta ç õ es combinadas pode iniciar a transmiss ã o sem receber permiss ã o da outra estaç ã o combinada.

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Modo de resposta ass í ncrona (ARM): Usado em configuraçõ es n ã o balanceadas. A esta ç ã o secund á ria pode iniciar a transmiss ã o sem permiss ã o explí cita da prim á ria. O controle do meio fica sob a responsabilidade da estaçã o prim á ria (inicializa ç ã o, recupera çã o de erros, e desconex ã o ló gica)

Estrutura do Quadro

HDLC usa transmiss ã o s í ncrona

Ú nico formato de bloco para todas as trocas de dados e de controle

– HDLC usa transmiss ã o s í ncrona – Ú nico formato de bloco para

Comunica ç ã o de Dados

FLAG: Delimita o quadro em ambas extremidades com uma configura ç ã o ú nica de bits dada por 01111110.

Um ú nico campo FLAG pode ser usado como fim e in ício de outro quadro

As esta çõ es ficam continuamente esperando por uma sequ ê ncia de FLAG para sincronizarem o in ício do quadro

Enquanto esta recebendo o quadro a esta çã o continua procurando a sequ ê ncia de FLAG para determinar o final do quadro

Quadros HDLC permitem qualquer configura ç ã o de bits portanto n ã o garante que a sequ ê ncia de bits do FLAG aparecem no meio dos dados

Usa­se a t é cnica de bit­stuffing

Comunica ç ã o de Dados

Campo de Endere ç o: Usado para identificar a estaçã o secund á ria que transmite ou recebe o quadro

Tamanho de 8 bits. Pode ser estendido usando­se multiplos de 7 bits, sendo o oitavo bit 1 ou 0 para indicar se é o ú ltimo octeto do endereç o

11111111 é considerado endere ç o de difus ã o

Campo de Controle: HDLC define 3 tipos de quadros: quadros de informa çã o (I) que transportam os dados do usu á rio, quadros de supervisã o (S) e quadros n ã o n ú merados (U)

Campo de Dados: Somente existe nos quadros tipos I e em alguns quadros tipo U. Seu tamanho n ã o é definido no padr ã o mas é limitado em um tamanho má ximo durante a implementa ç ã o

Campo FCS (Frame Check Sequence): Aplicado sobre todos os bits do quadro com exce ç ã o dos campos FLAG. Normalmente usa­ se um CRC­16 porem podem ser usados CRC­32 dependendo do tamanho do Campo de Dados

Comunica ç ã o de Dados

Campo de Controle

Comunica ç ã o de Dados Campo de Controle

Comunica ç ã o de Dados

Comunica ç ã o de Dados

Comunica ç ã o de Dados

Comandos e Respostas do HDLC

I: Indica um quadro sequenciado de informaç ã o. Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciaç ã o do quadro que esta sendo enviado, bem como do quadro que se espera receber em seguida

RR: Quadro de supervis ã o que indica “recep ç ã o conclu í da” é usado por uma esta çã o para indicar que est á pronta para receber um quadro de informa çõ es

REJ: Quadro de supervis ã o usado por uma esta çã o para solicitar a retransmiss ã o de quadros de informa ç ã o iniciando com o n ú mero de Nr

RNR: Quadro de supervis ã o usado por uma esta ç ã o para indicar impossibilidade tempor á ria de aceitar outros quadros de informa çã o

Comunica ç ã o de Dados

SREJ: Usado para solicitar a retransmissã o de um ú nico quadro de informa çã o: o de n ú mero Nr.

UI ou NSI: Usado para transferir campos de informa çã o n ã o sequenciados atrav é s de um enlace. N ã o h á resposta exigida para o UI

SNRM: Comando usado para colocar em “Normal Response Mode” (NRM) a esta çã o endere ç ada

DISC: Comando usado para realizar uma desconex ã o l ó gica.

UP: O Poll n ã o numerado é usado para solicitar quadros de respostas a partir de uma ú nica esta çã o secund á ria

UA: Resposta de “confirma çã o n ã o sequenciada” usada para o recebimento e aceita çã o dos seguintes comandos n ã o numerados:

SNRM, SARM, SABM, SNRME, SARME, SABME, SIM, DISC e RSPR

SIM: Usado para ativar procedimentos de inicializa çã o do link na esta çã o receptora

Comunica ç ã o de Dados

RIM: Transmitido por uma esta ç ã o para notificar a estaç ã o prim á ria da necessidade de um comando SIM

CMDR: Comando transmitido quando uma esta çã o secund á ria recebe um comando n ã o v á lido

SARM: Usado para colocar a esta çã o secund á ria em modo de resposta ass í ncrona (ARM)

SABM: Usado para colocar a esta çã o endere ç ada no Modo de Resposta Balanceado (MRB)

XID: Comando de troca de identifica ç ã o, usado para reportar a identifica ç ã o da esta ç ã o

DM: Resposta usada para relatar status n ã o operacional de uma esta ç ã o que est á logicamente desconectada do enlace e n ã o pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN e MRA)

RD: Usado para indicar a solicita çã o de uma desconex ã o

Comunica ç ã o de Dados

Controle de Fluxo e Sequenciamento

Usa­se o Mecanismo da Janela Deslizante

Permite o envio de mais de um quadro sem esperar a confirma ç ã o do receptor

Transmissor conserva o n ú mero de sequ ê ncia do pr ó ximo quadro a ser enviado e os valores que delimitam a janela de transmiss ã o

Receptor conserva o n ú mero de sequ ê ncia do pr ó ximo quadro a ser recebido e o valor do tamanho da janela de recep ç ã o

Transmissor guarda uma có pia de cada quadro transmitido at é receber uma confirma çã o de que foi entregue

Todos os quadros cont é m um n ú mero de sequ ê ncia que varia de 1 at é um valor má ximo. Este valor é determinado pelo tamanho do campo de sequ ê ncia

Comunica ç ã o de Dados

O controle de fluxo é uma té cnica que assegura que uma esta ç ã o transmissora n ã o sobrecarrega uma esta ç ã o receptora

A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como “stop and wait”

Comunica ç ã o de Dados

Modelo OSI

Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstra çã o se faç a necess á rio

Cada camada deve executar uma fun çã o bem definida

A fun ç ã o de cada camada deve ser escolhida observando­se a defini ç ã o de protocolos padronizados internacionalmente

Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informa çõ es entre as interfaces

O n ú mero de camadas n ã o dever ser nem muito grande nem muito pequeno, de forma a evitar a repeti ç ã o de fun ç ões e n ã o tornar a arquitetura dificil de controlar

Comunica ç ã o de Dados

Comunica ç ã o de Dados

Comunica ç ã o de Dados

Camada F í sica

Trata da transmiss ã o de bits brutos atrav é s de um canal de comunica çã o

Quest õ es comuns

Quantidade de volts para representar um bit 1 e um bit 0

Quantidade de microssegundos que um bit deve durar

O fato de a transmiss ã o poder ou n ã o ser realizada nos dois sentidos

A forma como a conex ã o inicial ser á estabelecida e de que maneira ela ser á encerrada

Quantidade de pinos que o conector da rede precisar á e de que maneira eles ser ã o utilizados

Comunica ç ã o de Dados

Camada de Enlace de Dados

Transforma um canal de transmiss ã o bruta de dados em uma linha que pare ç a livre dos erros de transmiss ã o n ã o detectados na camada da rede.

Emissor divide os dados de entrada em quadros de dados e transmita­os sequencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor

Transmite os bits sem qualquer preocupaç ã o em rela çã o ao significado ou estrutura

Cria e reconhece os limites do quadro

Usa controle de fluxo na transmiss ã o

Controle do canal compartilhado

Comunica ç ã o de Dados

Camada de Rede

Roteamento dos pacotes

Controle de congestionamentos

Contabiliza ç ã o de pacotes

Interliga ç ã o de redes heterog ê neas

Comunica ç ã o de Dados

Camada de Transporte

Aceita os dados da camada de sess ã o, divide­os se necess á rio, e repassa­los para a camada de rede garantindo que eles cheguem corretamente à outra extremidade

Cria uma conex ã o de rede diferente para cada conex ã o requisitada pela camada de sess ã o

Pode multiplexar uma conex ã o da camada de sess ã o para garantir um maior throughput

Determina o tipo de servi ç o que ser á oferecido a camada de sess ã o

Estabelece e encerra conex ões l ó gicas

Usa controle de fluxo

Comunica ç ã o de Dados

Camada de Sess ã o

Permite que usuá rios de diferentes m á quinas estabele ç am sess õ es entre elas

Gerencia o controle de tr á fego

Gerenciamento do token

Ofereç e o servi ç o de sincronizaç ã o de dados

Comunica ç ã o de Dados

Camada de Apresentaç ão

Se preocupa com a sintaxe e a sem â ntica das informa çõ es transmitidas

Gerencia as estruturas abstratas e converte a representa çã o utilizada dentro do computador na representa ç ã o padr ã o da rede

Comunica ç ã o de Dados

Camada de Aplicaçã o

Ficam as aplica çõ es propriamente ditas

Definir um terminal virtual

Transferê ncia de arquivos

Comunica ç ã o de Dados

Exercí cios

Para que server controle de fluxo em uma rede?

O que é overhead de protocolo?

O que é encapsulamento de dados?

O que é trailer ou cauda nas PDU's? Para que serve?

Por que um protocolo orientado a caracteres n ã o é indicado para utilizaç ã o atualmente?

Quais os tr ê s tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC?

Comunica ç ã o de Dados

Qual camada é respons á vel por:

Definir a voltagem para os bits 1 e 0

Criptografar a mensagem

Garantir o envio da mensagem

Roda as aplicaç õ es do usu á rio

Roteamento de pacotes

Acrescentar trailer aos dados

Quanto deve ser a duraç ã o de bit

Detec çã o de erros nos quadros de dados

Gerenciar o TOKEN

Dividir os pacotes muito grandes

Cria e reconhece os limites de um quadro

Suporte aos softwares usados no sistema