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QUÍMICA GERAL

Introdução: matéria &


Introdução:
medida

Diego Rabelo
O estudo da química

A perspectiva molecular da química


• A matéria é o material físico do universo.
• A matéria é constituída de relativamente poucos elementos.
• No nível microscópico, a matéria consiste de átomos e
moléculas.
• Os átomos se combinam para formar moléculas.
• Como vemos, as moléculas podem consistir do mesmo tipo
de átomos ou de diferentes tipos de átomos.
O estudo da química

A perspectiva molecular da química


Classificações da matéria

Substâncias puras e misturas


• Os átomos consistem de apenas um tipo de elemento.
• As moléculas podem consistir de mais de um tipo de elemento.
– As moléculas podem ter apenas um tipo de átomo (um
elemento).
– As moléculas podem ter mais de um tipo de átomo (um
composto).
• Se mais de um átomo, elemento ou composto são encontrados
juntos, então a substância é uma mistura.
Classificações da matéria

Substâncias puras e misturas


Classificações da matéria

Substâncias puras e misturas


• Se a matéria não é totalmente uniforme, então ela é uma
mistura heterogênea.
• Se a matéria é totalmente uniforme, ela é homogênea.
• Se a matéria homogênea pode ser separada por meios
físicos, então ela é uma mistura.
• Se a matéria homogênea não pode ser separada por meios
físicos, então ela é uma substância pura.
• Se uma substância pura pode ser decomposta em algo mais,
então ela é um composto.
Classificações da matéria

Elementos
• Se uma substância pura não pode ser decomposta em algo
mais, então ela é um elemento.
• Existem 118 elementos conhecidos.
• A cada elemento é dado um único símbolo químico (uma
ou duas letras).
• Os elementos são a base de constituição da matéria.
• A crosta terrestre consiste de 5 elementos principais.
• O corpo humano consiste basicamente de 3 elementos
principais.
Classificações da matéria

Elementos
Classificações da matéria

Elementos
• Os símbolos químicos com uma letra têm aquela letra
maiúscula (por exemplo, H, B, C, N, etc.)
• Os símbolos químicos com duas letras têm apenas a
primeira letra maiúscula (por exemplo, He, Be).
Classificações da matéria

Misturas
• As misturas heterogêneas não são totalmente uniformes.
• As misturas homogêneas são totalmente uniformes.
• As misturas homogêneas são chamadas de soluções.
Propriedades da matéria

Mudanças físicas e químicas


• Quando uma substância sofre uma mudança física, sua aparência
física muda.
– O derretimento do gelo: um sólido é convertido em um líquido.
• As mudanças físicas não resultam em uma mudança de
composição.

• Quando uma substância muda sua composição, ela sofre uma


alteração química:
– Quando o hidrogênio puro e o oxigênio puro reagem
completamente, eles formam água pura.
Propriedades da matéria

Mudanças físicas e químicas


Propriedades da matéria

Alterações físicas e químicas

• As propriedades físicas intensivas não dependem da


quantidade de substância presente.
– Exemplos: densidade, temperature e ponto de fusão.
• As propriedades físicas extensivas dependem da
quantidade de substância presente.
– Exemplos: massa, volume e pressão.
Propriedades da matéria

Separação de misturas
• As misturas podem ser separadas se suas propriedades
físicas são diferentes.
• Os sólidos podem ser separados dos líquidos através de
filtração.
• O sólido é coletado em papel de filtro, e a solução, chamada
de filtrado, passa pelo papel de filtro e é coletada em um
frasco.
Propriedades da matéria

Separação de misturas
• As misturas homogêneas de líquidos podem ser separadas
através de destilação.
• A destilação necessita que os diferentes líquidos tenham
pontos de ebulição diferentes.
• Basicamente, cada componente da mistura é fervido e
coletado.
• A fração com ponto de ebulição mais baixo é coletada
primeiro.
Separação de misturas
Propriedades da matéria

Separação de misturas
• A cromatografia pode ser utilizada para separar misturas que têm
diferentes habilidades para aderirem a superfícies sólidas.
• Quanto maior a atração do componente pela superfície (papel), mais
lentamente ele se move.
• Quanto maior a atração do componente pelo líquido, mais rapidamente
ele se move.
• A cromatografia pode ser utilizada para separar as diferentes cores de
tinta de uma caneta.
QUÍMICA GERAL

Átomos,, moléculas e íons


Átomos

Diego Rabelo
A tabela periódica

• A tabela periódica é utilizada para organizar os 118 elementos de


modo significativo.
• Como consequência dessa organização, existem propriedades
periódicas associadas à tabela periódica.
A tabela periódica

• As colunas na tabela periódica chamam-se grupos (numeradas de


1A a 8A ou de 1 a 18).

• As linhas na tabela periódica chamam-se períodos.

• Os metais estão localizados no lado esquerdo da tabela periódica (a


maioria dos elementos são metais).

• Os não-metais estão localizados na parte superior do lado direito da


tabela periódica.
A tabela periódica

• Alguns dos grupos na tabela periódica recebem nomes especiais.


• Estes nomes indicam as similaridades entre os membros de um
grupo:
Grupo 1: Metais alcalinos
Grupo 2: Metais alcalinos terrosos
Grupo 16: Calcogênios
Grupo 17: Halogênios
Grupo 18: Gases nobres
A tabela periódica
A tabela periódica

Família (ou grupo)

1º período (ou série)

2º período (ou série)

3º período (ou série)

4º período (ou série)

5º período (ou série)

6º período (ou série)

7º período (ou série)

Série dos
Lantanídeos

Série dos Actinídeos


A tabela periódica

s p
d
f
QUÍMICA GERAL

Conceitos básicos de ligação


química

Diego Rabelo
Ligações químicas, símbolos
de Lewis e a regra do octeto

• Ligação química: é a força atrativa que mantém dois ou mais


átomos unidos.

• Ligação covalente: resulta do compartilhamento de elétrons entre


dois átomos. Normalmente encontrada entre elementos não-
metálicos.

• Ligação iônica: resulta da transferência de elétrons de um metal


para um não-metal.
Ligações químicas, símbolos
de Lewis e a regra do octeto

Símbolos de Lewis
• Para um entendimento através de figuras sobre a localização dos
elétrons em um átomo, representamos os elétrons como pontos ao
redor do símbolo do elemento.

• O número de elétrons disponíveis para a ligação é indicado por


pontos desemparelhados.

• Esses símbolos são chamados símbolos de Lewis.


Ligações químicas, símbolos
de Lewis e a regra do octeto

Símbolos de Lewis
Ligações químicas, símbolos
de Lewis e a regra do octeto

A regra do octeto
• Todos os gases nobres, com exceção do He, têm uma configuração
s2 p6 .
• A regra do octeto: os átomos tendem a ganhar, perder ou
compartilhar elétrons até que eles estejam rodeados por 8 elétrons
de valência (4 pares de elétrons).
• Cuidado: existem várias exceções à regra do octeto.
Ligação iônica
Considere a reação entre o sódio e o cloro:
Na(s) + ½Cl2(g)  NaCl(s) DHºf = -410,9 kJ
Ligação iônica

• A reação é violentamente exotérmica.


• Inferimos que o NaCl é mais estável do que os elementos que o
constituem. Por quê?
• O Na perdeu um elétron para se transformar em Na+ e o cloro
ganhou o elétron para se transformar em Cl-.

• Isto é, tanto o Na+ como o Cl- têm um


octeto de elétrons circundando o íon central.
Ligação iônica
Ligação iônica
Configurações eletrônicas de
íons dos elementos representativos
• Esses são derivados da configuração eletrônica dos elementos com
o número necessário de elétrons adicionados ou removidos do
orbital mais acessível.
• As configurações eletrônicas podem prever a formação de íon
estável:
• Mg: [Ne]3s2
• Mg+: [Ne]3s1 não estável
• Mg2+: [Ne] estável
• Cl: [Ne]3s23p5
• Cl-: [Ne]3s23p6 = [Ar] estável
Ligação covalente

• Quando dois átomos similares se ligam, nenhum deles quer perder


ou ganhar um elétron para formar um octeto.
• Quando átomos similares se ligam, eles compartilham pares de
elétrons para que cada um atinja o octeto.
• Cada par de elétrons compartilhado constitui uma ligação química.
• Por exemplo: H + H  H2 tem elétrons em uma linha conectando
os dois núcleos de H.
Ligação covalente
Ligação covalente

Estruturas de Lewis
• As ligações covalentes podem ser representadas pelos símbolos de
Lewis dos elementos:

Cl + Cl Cl Cl
• Nas estruturas de Lewis, cada par de elétrons em uma ligação é
representado por uma única linha:
H
H O H N H
Cl Cl H F H C H
H H
H
Ligação covalente

Ligações múltiplas
• É possível que mais de um par de elétrons seja compartilhado entre
dois átomos (ligações múltiplas):
• Um par de elétrons compartilhado = ligação simples (H2);
• Dois pares de elétrons compartilhados = ligação dupla (O2);
• Três pares de elétrons compartilhados = ligação tripla (N2).

H H O O N N
• Em geral, a distância entre os átomos ligados diminui à medida que
o número de pares de elétrons compartilhados aumenta.
Polaridade da ligação e
eletronegatividade

• Em uma ligação covalente, os elétrons estão compartilhados.

• O compartilhamento de elétrons para formar uma ligação covalente


não significa compartilhamento igual daqueles elétrons.

• Existem algumas ligações covalentes nas quais os elétrons estão


localizados mais próximos a um átomo do que a outro.

• O compartilhamento desigual de elétrons resulta em ligações


polares.
Polaridade da ligação e
eletronegatividade
Eletronegatividade
• Eletronegatividade: é a habilidade de um átomo de atrair elétrons
para si em certa molécula .
• Pauling estabeleceu as eletronegatividades em uma escala de 0,7
(Cs) a 4,0 (F).
• A eletronegatividade aumenta:
• ao logo de um período e
• ao descermos em um grupo.
Polaridade da ligação e
eletronegatividade
Eletronegatividade
Polaridade da ligação e
eletronegatividade
Eletronegatividade e
polaridade de ligação
• A diferença na eletronegatividade entre dois átomos é uma medida
da polaridade de ligação:
• as diferenças de eletronegatividade próximas a 0 resultam em
ligações covalentes apolares (compartilhamento de elétrons
igual ou quase igual);
• as diferenças de eletronegatividade próximas a 2 resultam em
ligações covalentes polares (compartilhamento de elétrons
desigual);
• as diferenças de eletronegatividade próximas a 3 resultam em
ligações iônicas (transferência de elétrons).
Polaridade da ligação e
eletronegatividade
Eletronegatividade e
polaridade de ligação
• Não há distinção acentuada entre os tipos de ligação.
• A extremidade positiva (ou polo) em uma ligação polar é
representada por + e o polo negativo por -.
Desenhando as estruturas
de Lewis
Carga formal
• É possível desenhar mais de uma estrutura de Lewis obedecendo-
se a regra do octeto para todos os átomos.
• Para determinar qual estrutura é mais razoável, usamos a carga
formal.
• A carga formal é a carga que um átomo teria em uma molécula se
todos os outros átomos tivessem a mesma eletronegatividade.
Desenhando as estruturas
de Lewis
Carga formal
• Para calcular a carga formal:
• Todos os elétrons não compartilhados (não-ligantes) são
atribuídos ao átomo no qual estão localizados.
• Metade dos elétrons ligantes é atribuída a cada átomo em uma
ligação.
• A carga formal é:
os elétrons de valência – o número de ligações – os elétrons de um
único par
Desenhando as estruturas
de Lewis
Carga formal
• Considere:
C N
• Para o C:
• Existem 4 elétrons de valência (pela tabela periódica).
• Na estrutura de Lewis, existem 2 elétrons não-ligantes e 3 da
ligação tripla. Há 5 elétrons pela estrutura de Lewis.
• Carga formal: 4 - 5 = -1.
Desenhando as estruturas
de Lewis
Carga formal
• Considere:

C N
• Para o N:
• Existem 5 elétrons de valência.
• Na estrutura de Lewis, existem 2 elétrons não-ligantes e 3 da ligação tripla.
Há 5 elétrons pela estrutura de Lewis.
• Carga formal = 5 - 5 = 0.

• Escrevemos:

C N
Desenhando as estruturas
de Lewis
Carga formal
• A estrutura mais estável tem:
• a carga formal mais baixa em cada átomo,
• a carga formal mais negativa nos átomos mais eletronegativos.

Estruturas de ressonância
• Algumas moléculas não são bem representadas pelas estruturas de
Lewis.
• Normalmente, as estruturas com ligações múltiplas podem ter
estruturas similares às ligações múltiplas entre diferentes pares de
átomos.
Desenhando as estruturas
de Lewis
Estruturas de ressonância
• Exemplo: no ozônio, as possibilidades extremas têm uma ligação
dupla e uma simples. A estrutura de ressonância tem duas ligações
idênticas de caráter intermediário.
O O
O O
O O
• Exemplos comuns: O3, NO3-, SO42-, NO2 e benzeno.
Desenhando as estruturas
de Lewis
Ressonância no benzeno
• O benzeno consiste de seis átomos de carbono em um anel
hexagonal. Cada átomo de C está ligado a dois outros átomos de
C e um átomo de hidrogênio.
• Existem ligações simples e duplas alternadas entre os átomos de
C.

• A estrutura experimental do benzeno mostra que todas as ligações


C-C têm o mesmo comprimento.
• Da mesma forma, sua estrutura mostra que o benzeno é plano.
Exceções à regra do octeto

Deficiência em elétrons
• Relativamente raro.
• As moléculas com menos de um octeto são típicas para compostos
dos Grupos 1A, 2A, e 3A.
• O exemplo mais típico é o BF3.
• As estruturas de Lewis nas quais existe uma ligação dupla B—F
são menos importantes que aquela na qual existe deficiência de
elétrons.
Exceções à regra do octeto

Expansão do octeto
• Esta é a maior classe de exceções.
• Os átomos do 3º período em diante podem acomodar mais de um
octeto.
• Além do terceiro período, os orbitais d são baixos o suficiente em
energia para participarem de ligações e receberem a densidade
eletrônica extra.
Nomenclatura de Compostos
Inorgânicos
Nomeclatura de composto
inorgânicos

• A nomenclatura de compostos é dividida em compostos orgânicos


(aqueles que contêm C) e compostos inorgânicos (o resto da tabela
periódica).
• Os cátions formados a partir de um metal têm o mesmo nome do
metal.
Exemplo: Na+ = íon de sódio.
Nomeclatura de composto
inorgânicos
• Se o metal puder formar mais de um cátion, a carga é indicada
entre parêntese no nome.
Exemplos: Cu+ = cobre(I); Cu2+ = cobre(II).

• Os cátions formados de não-metais têm a terminação -


io.
Exemplo: NH4+ íon amônio.
Nomeclatura de composto
inorgânicos
Nomeclatura de composto inorgânicos

• Os ânions monoatômicos (com apenas um átomo) são chamados


-eto.
Exemplo: Cl- é o íon cloreto.

Exceções: hidróxido (OH-), cianeto (CN-), peróxido (O22-).

• Os ânions poliatômicos (com muitos átomos) que contêm oxigênio


têm a terminação -ato ou -ito. (Aquele com mais oxigênio é
chamado -ato.)

Exemplos: NO3- é o nitrato, NO2- é o nitrito.


Nomeclatura de composto inorgânicos

• Os ânions poliatômicos contendo oxigênio com mais de dois


membros na série são denominados como se segue (em ordem
decrescente de oxigênio):

per-….-ato
-ato
-ito
hypo-….-ito
Nomeclatura de composto inorgânicos
Nomeclatura de composto inorgânicos

• Os ânions poliatômicos que contêm oxigênio com hidrogênios


adicionais recebem o nome adicionando-se hidrogeno ou bi- (um
H), dihidrogeno (dois H), etc., ao nome, como se segue:

CO32- é o ânion carbonato


HCO3- é o ânion hidrogenocarbonato (ou bicarbonato).
H2PO4- é o ânion dihidrogenofosfato.
Nomeclatura de composto
inorgânicos

• Para o composto iônico dá-se o nome para o ânion seguido do


prefixo ―de‖ e do nome do cátion.

Exemplo: BaBr2 = brometo de bário.


Nomeclatura de composto
inorgânicos
Nomeclatura de composto
inorgânicos
Nomes e fórmulas dos ácidos
• Os nomes dos ácidos estão relacionados com os nomes dos ânions:
-eto transforma-se em ácido ….-ídrico;
-ato transforma-se em ácido -ico;
-eto transforma-se em ácido -oso.
Oxidação e redução
Reações oxirredução

Oxidação e redução
• Quando um metal sofre corrosão, ele perde elétrons e forma
cátions:
Ca(s) +2H+(aq)  Ca2+(aq) + H2(g)
• Oxidado: o átomo, a molécula ou o íon torna-se mais carregado
positivamente.
– A oxidação é a perda de elétrons.
• Reduzido: o átomo, a molécula ou o íon torna-se menos carregado
positivamente.
– Redução é o ganho de elétrons.
Reações oxirredução

Oxidação e redução
Reações oxirredução

Oxidação e redução

© 2005 by Pearson Education Capítulo 03


Reações oxirredução

Números de oxidação

• O número de oxidação para um íon: é a carga no íon.


• O número de oxidação para um átomo: é a carga hipotética que
um átomo teria se fosse um íon.
• Os números de oxidação são determinados por uma série de
regras:
1. Se o átomo estiver em sua forma elementar, o número de
oxidação é zero. Por exemplo, Cl2, H2, P4.
2. Para um íon monoatômico, a carga no íon é o estado de
oxidação.
Reações oxirredução

Números de oxidação
1. Os não-metais normalmente têm números de oxidação
negativos:
a) O número de oxidação do O geralmente é –2. O íon
peróxido, O22-, tem oxigênio com um número de oxidação
de –1.
b) O número de oxidação do H é +1 quando ligado a não-
metais e –1 quando ligado a metais.
c) O número de oxidação do F é –1.
2. A soma dos números de oxidação para o átomo é a carga na
molécula (zero para uma molécula neutra).
Reações oxirredução

Oxidação de metais por ácidos e sais


• Os metais são oxidados por ácidos para formarem sais:
Mg(s) +2HCl(aq)  MgCl2(aq) + H2(g)

• Durante a reação, 2H+(aq) é reduzido para H2(g).

• Os metais também podem ser oxidados por outros sais:


Fe(s) +Ni2+(aq)  Fe2+(aq) + Ni(s)

• Observe que o Fe é oxidado para Fe2+ e o Ni2+ é reduzido para Ni.


Reações oxirredução

Série de atividade
• Alguns metais são facilmente oxidados; outros, não.
• Série de atividade: é uma lista de metais organizados em ordem
decrescente pela facilidade de oxidação.
• Quanto mais no topo da tabela estiver o metal, mais ativo ele é.
• Qualquer metal pode ser oxidado pelos íons dos elementos abaixo
dele.
FÍSICO QUÍMICA

Propriedades das soluções

Diego Rabelo
O processo de dissolução

• Uma solução é uma mistura homogênea de soluto (presente em


menor quantidade) e solvente (presente em maior quantidade).
• Os solutos e solvente são componentes da solução.
• No processo da preparação de soluções com fases condensadas, as
forças intermoleculares se tornam reordenadas.
O processo de dissolução
O processo de dissolução

• Considere o NaCl (soluto) dissolvendo-se em água (solvente):


– as ligações de H da água têm que ser quebradas,
– o NaCl se dissocia em Na+ e Cl-,
– formam-se forças íon-dipolo: Na+ … -OH2 e Cl- … +H2O.
– Dizemos que os íons são solvatados pela água.
– Se água é o solvente, dizemos que os íons são hidratados.
O processo de dissolução
O processo de dissolução
Soluções saturadas
e solubilidade

• Dissolva: soluto + solvente  solução.


• Cristalização: solução  soluto + solvente.
• Saturação: a cristalização e a dissolução estão em equilíbrio.
• Solubilidade: é a quantidade de soluto necessária para formar uma
solução saturada.
• Supersaturada: é uma solução formada quando dissolve-se mais
soluto do que em uma solução saturada.
Soluções saturadas
e solubilidade
Fatores que afetam
a solubilidade

Interações soluto-solvente
• Os líquidos polares tendem a se disssolver em solventes polares.
• Líquidos miscíveis: misturam-se em quaisquer proporções.
• Líquidos imiscíveis: não se misturam.
• As forças intermoleculares são importantes: água e etanol são
miscíveis porque as ligações de hidrogênio quebradas em ambos
os líquidos puros são reestabelecidas na mistura.
• O número de átomos de carbono em uma cadeia afeta a
solubilidade: quanto mais átomos de C, menos solúvel em água.
Fatores que afetam
a solubilidade

Interações soluto-solvente
• O número de grupos -OH dentro de uma molécula aumenta a
solubilidade em água.
• Generalização: ―semelhante dissolve semelhante‖.
• Quanto mais ligações polares na molécula, mais facilmente ela se
dissolve em um solvente polar.
• Quanto menos polar for a molécula, mais dificilmente ela se
dissolve em um solvente polar e melhor ela se dissolve em um
solvente apolar.
Fatores que afetam
a solubilidade

Interações soluto-solvente
Fatores que afetam
a solubilidade

Interações soluto-solvente
• As redes sólidas não se dissolvem porque as forças
intermoleculares fortes no sólido não são reestabelecidas em
nenhuma solução.
Efeitos da pressão
• A solubilidade de um gás em um líquido é uma função da pressão
do gás.
Fatores que afetam
a solubilidade

Efeitos da pressão
Fatores que afetam
a solubilidade

Efeitos da pressão
• Quanto maior a pressão, mais próximas as moléculas de gás
estarão do solvente e maior a chance da molécula de gás atingir a
superfície e entrar na solução.
– Conseqüentemente, quanto maior for a pressão, maior a
solubilidade.
– Quanto menor a pressão, menor a quantidade de moléculas de
gás próximas ao solvente e menor a solubilidade.
• Se Sg é a solubilidade de um gás, k é uma constante e Pg é a
pressão parcial de um gás, então, a Lei de Henry nos fornece:
S g  kPg
Fatores que afetam
a solubilidade

Efeitos de temperatura
• A experiência nos mostra que o açúcar se dissolve melhor em água
quente do que em água fria.
• Geralmente, à medida que a temperatura aumenta, a solubilidade
dos sólidos aumenta.
• Algumas vezes, a solubilidade diminui quando a temperatura
aumenta (por exemplo Ce2(SO4)3).
Fatores que afetam
a solubilidade
Fatores que afetam
a solubilidade

Efeitos de temperatura
• A experiência nos mostra que as bebidas carbonadas ficam
insípidas ao serem aquecidas.
• Conseqüentemente, os gases se tornam menos solúveis à medida
que a temperatura aumenta.
• A poluição térmica: se os lagos se aquecem muito, o CO2 e o O2
tornam-se menos solúveis e ficam indisponíveis para as plantas ou
animais.
Fatores que afetam
a solubilidade
Reações Químicas

Equações

• Equação molecular: todas as espécies listadas como moléculas:

HCl(aq) + NaOH(aq)  H2O(l) + NaCl(aq)

• Equação iônica simplificada: lista somente íons únicos:

H+(aq) + OH-(aq)  H2O(l)


O diagrama abaixo representa uma solução de um dos seguintes
compostos:

MgC12, KCl ou K2SO4. Qual solução e mais bem representada


pelo diagrama?
(a) Escreva uma equação química completa e balanceada para a
reação entre soluções aquosas de ácido acético (HC2H2O2) e
hidróxido de bário (Ba(OH)2

(a) Escreva uma equação balanceada para a reação de ácido


carbônico (H2CO3) e hidróxido de potássio (KOH).
Unidades de medida

Unidades SI
• Existem dois tipos de unidades:
– Unidades fundamentais (ou básicas);
– Unidades derivadas.
• Existem 7 unidades básicas no sistema SI.
Unidades de medida

Unidades SI

• As potências de dez são utilizadas por conveniência com menores ou maiores unidades no sistema SI.
Unidades de medida

Unidades SI
Unidades de medida

Unidades SI
• Observe que a unidade SI para comprimento é o metro (m), enquanto a
unidade SI para massa é o quilograma (kg).
– 1 kg tem 2,2046 lb.

Temperatura
Existem três escalas de temperatura:
• Escala Kelvin
– Usada em ciência.
– Mesmo incremento de temperatura como escala Celsius.
– A menor temperatura possível (zero absoluto) é o zero Kelvin.
– Zero absoluto: 0 K = 273,15 oC.
Unidades de medida

Temperatura
• Escala Celsius
– Também utilizada em ciência.
– A água congela a 0 oC e entra em ebulição a 100 oC.
– Para converter: K = oC + 273,15.

• Escala Fahrenheit
– Geralmente não é utilizada em ciência.
– A água congela a 32 oF e entra em ebulição a 212 oF.
– Para converter:

5 9
C   F - 32  F  C   32
9 5
Unidades de medida
Temperatura
Unidades de medida
Volume
• As unidades de volume são
dadas por (unidades de
comprimento)3.
– A unidade SI de volume
é o 1 m3.
• Normalmente usamos
1 mL = 1 cm3.
• Outras unidades de volume:
– 1 L = 1 dm3 = 1000 cm3 =
1000 mL.
Unidades de medida

Volume
Unidades de medida

Densidade
• Usada para caracterizar as substâncias.
• Definida como massa dividida por volume:

• Unidades: g/cm3.
• Originalmente baseada em massa (a densidade era definida
como a massa de 1,00 g de água pura).
A incerteza na medida

A incerteza na medida
• Todas as medidas científicas estão sujeitas a erro.
• Esses erros são refletidos no número de algarismos informados para a
medida.
• Esses erros também são refletidos na observação de que duas medidas
sucessivas da mesma quantidade são diferentes.

Precisão e exatidão
• As medidas que estão próximas do valor “correto” são exatas.
• As medidas que estão próximas entre si são precisas.
A incerteza na medida

Precisão e exatidão
A incerteza na medida

Algarismos significativos
• O número de dígitos informado em uma medida reflete a exatidão da
medida e a precisão do aparelho de medição.
• Todos os algarismos conhecidos com certeza mais um algarismo extra
são chamados de algarismos significativos.
• Em qualquer cálculo, os resultados são informados com o menor número
de algarismos significativos (para multiplicação e divisão) ou com o
menor número de casas decimais (adição e subtração).
A incerteza na medida

Algarismos significativos
• Números diferentes de zero são sempre significativos.
• Zeros entre números diferentes de zero são sempre significativos.
• Zeros antes do primeiro dígito diferente de zero não são significativos.
(Exemplo: 0,0003 tem um algarismo significativo.)
• Zeros no final do número depois de uma casa decimal são significativos.
• Zeros no final de um um número antes de uma casa decimal são
ambíguos (por exemplo, 10,300 g).
Análise dimensional

Utilizando dois ou mais fatores


de conversão
• Em análise dimensional, sempre faça três perguntas:
– Quais dados nos são fornecidos?
– Qual a quantidade que precisamos?
– Quais fatores de conversão estão disponíveis para nos levar a partir
do que nos é fornecido ao que precisamos?
Formas de expressar
a concentração

Porcentagem de massa, ppm e ppb


• Todos os métodos envolvem medir a quantidade de soluto em
função da quantidade de solvente (ou da solução).
• Geralmente, as quantidades ou medidas são massas, quantidade de
matéria ou litros.
• Qualitativamente, as soluções são dilutas ou concentradas.
• Definições:
Formas de expressar
a concentração

Porcentagem de massa, ppm e ppb

• Partes por milhão (ppm) podem ser expressas como 1 mg de soluto


por quilograma de solução.
– Se a densidade da solução é 1g mL-1, então 1 ppm = 1 mg de
soluto por litro de solução.
• Partes por bilhão (ppb) são 1 g de soluto por quilograma de
solução.
Formas de expressar
a concentração
Formas de expressar
a concentração
Fração em quantidade de matéria, concentração em quantidade
de matéria e molalidade
• Lembre-se que a massa pode ser convertida em quantidade
de matéria usando a massa molar.
Formas de expressar
a concentração

Fração em quantidade de matéria, concentração


em quantidade de matéria e molalidade

A conversão entre concentração em quantidade de matéria (c) e


molalidade (m) necessita da densidade.
Formas de expressar
a concentração
Massa molecular

Massa molecular e peso fórmula


• A massa molecular (MM): é a soma de MA para os átomos
na fórmula.
MM (H2SO4) = 2(MA do H) + (MA do S) + 4(MA do O)
= 2(1,0 u) + (32,1 u) + 4(16,0 u)
= 98,1 u

• A massa molecular (MM) é a massa da fórmula molecular.


MM de C6H12O6) = 6(12,0 u) + 12(1,0 u) + 6(16,0 u) = 180,0 u
O mol

Mol: medida conveniente de quantidades químicas.


• 1 mol de algo = 6,0221421  1023 daquele algo.
• Experimentalmente, 1 mol de 12C tem uma massa de 12 g.

Massa molar
• Massa molar: é a massa em gramas de 1 mol de substância
(unidades g/mol, g.mol-1).
• A massa de 1 mol de 12C = 12 g.
O mol
O mol
O mol

Esta fotografia mostra um mol de


sólido (NaCl), um mol de líquido
(H2O) e um mol de gás (O2).
O mol

Conversões entre massas, mols


e número de partículas

• Massa molar: é a soma das massas molares dos átomos:


massa molar de N2 = 2  (a massa molar de N).
• As massas molares para os elementos são encontradas na tabela
periódica.
• As massas moleculares são numericamente iguais às massas
molares.
Concentrações de soluções

Molaridade
• Altera-se a concentração utilizando-se diferentes quantidades de
soluto e solvente.
Concentração em quantidade de matéria: Mols de soluto por litro de
solução.
• Se soubermos a concentração em quantidade de matéria e o
volume de solução, podemos calcular a quantidade de matéria (e a
massa) do soluto.
Concentrações de soluções

Concentração em quantidade de matéria


Estequiometria de soluções e
análise química

• Existem dois tipos diferentes de unidades:


– unidades de laboratório (unidades macroscópicas: medida em
laboratório);
– unidades químicas (unidades microscópicas: referem-se a
mols).
• Sempre converta inicialmente as unidades de laboratório em
unidades químicas.
– Gramas são convertidos em mols utilizando-se a massa molar.
– O volume ou a quantidade de matéria é convertido em mols
utilizando-se c = mol/L.
• Utilize os coeficientes estequiométricos para mover entre
reagentes e produto.
Estequiometria de soluções e
análise química