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Pequeno Manual

Para Mames de
Primeira Viagem
O que levar para a Maternidade
Preparar a mala da maternidade com capricho é uma forma de já ir curtindo a vinda
do bebê. Sugerimos que você já deixe a mala preparada desde o 7º mês de gestação,
porque afinal de contas surpresas acontecem.

Você deverá preparar 2 malas, a sua e a do bebê.

Na mala da mamãe é imprescindível:


- 3 camisolas;
- 1 robby;
- 1 par de chinelos confortáveis;
- 3 sutiãs de amamentação;
- 4 calcinhas grandes;
- 1 roupa para quando você sair do hospital e um sapatinho ou sandalinha confortável;
- Necessaire com itens básicos de higiene (sabonete, xampu, pente, escova de dente,
etc);
- 1 batonzinho (por favor);
- absorventes (alguns hospitais fornecem, mas procure saber antes);
- cinta elástica;
- absorventes para os seios;
- um tira-leite.

Na malinha do bebê você deve levar:


- 3 conjuntinhos “pagão”;
- 3 macacões de algodão;
- 3 pares de meias;
- 3 casaquinhos de algodão;
- 2 mantinhas;
- escovinha para cabelo;
- 2 pares de luvas de lã;
- 2 gorrinhos;
- 1 saída de maternidade;
- 6 fraldinhas de boca
- fraldas descartáveis
- pomada para assadura
- sabonete
- lenços umedecidos
- toalha fralda
- se for menina, os brinquinhos, caso queira furar a orelha.

Uma sacola com itens que também não poderão faltar ou na sua própria bolsa:
- máquina fotográfica
- lembrancinhas (calcule mais ou menos o número de pessoas que farão visita na
maternidade);
- enfeite de porta;
- seus documentos e do acompanhante;
- carteira de convênio médico;
- caso você queira levar um chocolatinho para as visitas, também é bem legal.

Observações:
· Procure levar camisolas que tenham abertura na frente para facilitar a
amamentação;
· Alguns hospitais fornecem produtos descartáveis como absorventes higiênicos,
fraldas descartáveis, etc. Procure saber com antecedência o que o hospital fornece,
para que você não precise levar;

20 Dicas Para Seu Leite Aumentar


A princípio, toda mãe tem capacidade de amamentar. Porém, o corpo de algumas
mulheres fabrica menos leite, problema que pode ser resolvido com tranqüilidade.

Afinal, o leitinho da mamãe contém todos os ingredientes necessários para o


crescimento infantil, estimula o sistema imunológico da criança e ainda facilita o
desenvolvimento ósseo e muscular da face, preparando-a para a mastigação. Sem
contar que o ato reforça o vínculo afetivo entre mãe e filho. Há mulheres, no
entanto, que podem apresentar certas dificuldades nesse momento. Apenas 1% delas
possui disfunções orgânicas que impedem a amamentação. Entre os outros
obstáculos, podemos citar ansiedade e falta de experiência como os principais.
Segundo pesquisa recente, cerca de 40% das mães simplesmente não sabem como
amamentar seus bebês. A quantidade de leite também é outro problema a ser
vencido.

''Aleitar envolve dois seres apaixonados um pelo outro. Entretanto, um deles ou


até mesmo ambos podem atrapalhar-se na hora e não conseguir concluir o ato''.

Veja como lidar com o desafio de aumentar a produção de leite:

1.Não se estresse

Ninguém é de ferro. Mais do que nunca, a mamãe que amamenta precisa relaxar.
Após o nascimento, o colostro começa a ser substituído pelo leite. Essa transição
ocorre em cerca de 48 horas e depende da prolactina e da ocitocina, hormônios
produzidos pela hipófise (glândula do sistema nervoso central). A liberação depende
dos estímulos físicos sofridos pela mãe, como o ato de sucção do mamilo pelo bebê, e
emocionais. Portanto, eventos estressantes podem diminuir ou até mesmo inibir a
produção láctea.
2.Durma bem

Com tanto gasto de energia, que começou lá na gravidez, a mãe precisa de horas de
repouso para repor as baterias. O descanso é primordial, uma vez que o gasto físico
é grande. A dica é pedir ajuda ao papai para cuidar do pimpolho, socorro que faz
parte da interação familiar.

3.Alimente-se adequadamente

A mamãe deve dar preferência aos alimentos ricos em minerais, especialmente cálcio
e fósforo. A principal fonte desses nutrientes é o leite e seus derivados, como
iogurtes e queijos brancos. No entanto, eles também podem ser encontrados nos
cereais integrais. Apesar de consumido por nós em pequena quantidade, o gergelim
possui dez vezes mais cálcio e seis vezes mais fósforo que o leite.

Incluir na alimentação peixes como tilápia, carpa e badejo, bem como frutas e
verduras verde-escuras, auxilia na fixação do cálcio nos ossos. Em caso de cólicas do
bebê, não é necessário deixar de comer couve-manteiga nem feijão (basta deixá-lo
de molho por duas horas antes do cozimento).

4.Pratique exercícios com prazer

A malhação costuma ser liberada para mães habituadas à prática que tiveram parto
e pós-parto tranqüilos, pois se trata de uma boa maneira de recarregar as baterias e
relaxar. Já mamães que não estão habituadas ou que ainda estão em recuperação
devem esperar um pouquinho mais para resgatar a forma perdida quando já
estiverem descansadas.

5.Observe os intervalos entre as mamadas

É importante ter constância do local e da hora para aleitar. As crianças são


metódicas e se sentem mais seguras quando a programação é mantida. Os pequenos
costumam mamar a cada 3 horas, ficando em média 15 minutos em cada peito.
Procure estimular a duração, caso contrário o pequenino pode não sugar o
suficiente e adormecer de barriga vazia. Vale a pena manter descobertos os pés dos
mais sonolentos e chamá-los com freqüência pelo nome para que fiquem acordados. A
prática estimula a lactação e ajuda a criança a criar seu ritmo.

6.Ensine a “pega” certa à criança

A sucção estimula a produção de prolactina e ocitocina, hormônios responsáveis


respectivamente pela produção e ejeção do leite materno. A boa pega ocorre quando
a criança abocanha toda a aréola mamária (2 cm além do mamilo). Esse ato cria um
bolsão de ar na boca infantil, que exerce pressão para o interior da faringe, fazendo
com que o bico seja estendido para o interior da boca. Os movimentos de língua e
mandíbula possibilitam que o leite esguiche diretamente para a garganta. A partir
daí, a única tarefa do bebê será engolir seu gostoso leitinho. O alongamento do
mamilo, que pode até triplicar de tamanho, é um sinal de que a pega foi bem-feita.

7.Tenha calma nessa hora

Cada bebê tem seu tempo certo. Procure amamentar o seu com paciência, amor e
serenidade. Esse cuidado é muito importante, sobretudo no início, quando você e ele
estarão se conhecendo. As crianças são totalmente capazes de sentir o que
sentimos. Mamãe tranqüila, filhote em paz.

8.Previna rachaduras

As fissuras ocorrem quando o nenê não faz a pega correta. Ao sugar apenas o bico
do seio, a boca infantil exerce pressão sobre a pele do mamilo, que é mais sensível
que a do restante da mama e com o tempo sofre escoriações. Além disso, a saliva do
bebê contém enzimas digestivas que se depositam no bico do seio, podendo causar
feridas. Para evitar esses problemas, sempre que for amamentar,higienize as
mamas com água filtrada e, em seguida, umedeça o bico com o próprio leite. Ao final,
repita a limpeza com água.

9.Tome chás

Os chás para lactação podem ajudar você a produzir mais leite. O mais conhecido
deles é o Chá da Mamãe, da Weleda. Além da água utilizada na sua preparação, que
ajuda por si só, o produto é composto por quatro plantas com ações que estimulam a
secreção láctea nos ductos mamários sem interferir no sistema hormonal. Portanto,
seu efeito ocorre apenas no momento da ingestão.

10.Beba bastante líquido

Toda mãe que amamenta sente sede. O desejo precisa ser atendido. A água deve ser
o líquido preferido, uma vez que ao ser ingerida poderá se transformar no alimento
do bebê sem grandes processos orgânicos. Para aumentar a produção, então, a mãe
deve beber água não só durante o dia mas principalmente também na hora em que
estiver amamentando.

11.Use roupas apropriadas

Vestimentas apertadas devem ser evitadas, dando-se preferência aos sutiãs que
sustentam com conforto. É que durante a gestação os níveis de estrógeno e
progesterona fazem crescer de forma significativa o tamanho dos seios, o que é
causado pela gordura depositada e pelo aumento dos ductos lactíferos
12.Ache a melhor posição

A mãe deve procurar a postura mais confortável possível para amamentar, seja
recostada na cadeira para amamentação, seja num sofá. Da mesma forma, o bebê
tem de estar numa posição em que se sinta bastante tranqüilo. Há crianças que
preferem permanecer deitadas, outras encostadas e ainda aquelas que gostam de
ficar quase sentadas nas pernas da mamãe, de frente para o peito materno. Aliás,
essa é uma boa posição, pois o pequeno mantém a garganta alinhada e de frente para
a mama, o que facilita muito a deglutição. O bebê bem posicionado e com boa pega
inclina levemente o pescocinho para trás, empurra o queixo contra o peito e mantém
suas narinas livres para respirar tranqüilamente.

13.Entenda que nem tudo depende de você

O pequenino precisa participar ativamente do ato de amamentar. Afinal de contas, é


a sucção correta que estimula os hormônios femininos a atuar sobre a musculatura
lisa que reveste os ductos mamários, favorecendo a saída do leite materno.

14.Divirta-se com a criança

O simples fato de a mãe brincar com o seu bebê já favorece a produção e a


conseqüente ejeção do leite. É o famoso cheirinho de mãe. A criança sente e
reconhece sua progenitora. O corpo materno idem: percebe e reconhece a
necessidade de alimentar sua cria.

15.Não deixe o bebê “chupetar” o bico

O hábito de chupetar o bico do seio deve ser evitado a todo custo, pois favorece o
aparecimento de rachaduras. Para prevenir que seu filho faça isso, coloque-o em uma
posição confortável e estimule-o a esvaziar um peito totalmente antes de oferecer o
outro. Dessa forma, a lactação pode se manter por vários meses ainda.

16.Esgote uma mama antes de dar a outra

Se o bebê se cansa com facilidade, chame-o pelo nome e faça intervalos entre a
mamada de cada peito. Ao sugar 15 minutos, ele poderá ser colocado no ombro para
descansar e arrotar - nem todos o fazem. Procure, então, começar a mamada sempre
pelo último peito ofertado na mamada anterior, pois este ficará com uma sobra de
leite que sairá com mais facilidade quando o bebê sugar.

17.Não confunda os bicos

Sugar é instintivo, acalma e dá prazer ao pequeno. No entanto, crianças com


necessidades orais satisfeitas dificilmente aceitam a chupeta. O apetrecho,
portanto, deve ser evitado, pois com o crescimento pode evoluir para formas
desagradáveis de deglutição não nutritiva, como roer unhas, morder a extremidade
do lápis, sugar o lábio ou a língua. O mesmo vale para a mamadeira. Além disso, o
mecanismo de sucção desses bicos artificiais é bem diferente da técnica da
ordenha, que promove o crescimento e o posicionamento correto da mandíbula, do
palato, da língua e da musculatura da face, possibilitando boa deglutição e respiração
e preparando a criança para a mastigação no futuro. Se quiser dar a chupeta, não
deixe que a criança fique usando por um período longo, crie uma rotina, por exemplo,
dê a chupeta antes da criança dormir, depois retire-a.

18.Sempre que possível, dê o peito

Durante os primeiros seis meses, o bebê recebe tudo o que precisa do leite materno.
Quanto mais você oferecer o peito, mais leite produzirá.

19.Tome remédio somente com orientação médica

Nada de automedicação. É verdade que há medicamentos que podem estimular a


lactação. Mas os bons profissionais sugerem à mamãe adotar primeiramente outros
recursos, como descansar, ficar tranqüila e aumentar a ingestão de líquidos antes de
prescrever drogas. A precaução se justifica pelos possíveis efeitos colaterais para
mamãe e bebê.

20.Apronte o bico

A preparação deve ser feita durante a gestação, sobretudo se a mulher tiver


mamilos invertidos ou planos, que dificultam a pega do bebê. Para deixar o mamilo
mais resistente, uma boa dica é esfregar uma bucha ou a toalha suavemente nele.
Isso faz com que a pele fique mais grossa, prevenindo, assim, futuras rachaduras.
Após o nascimento, durante o banho, a mãe pode massagear o bico com óleo (o de
gérmen de trigo é ótimo), buscando dar-lhe forma e alongá-lo.
Primeiros Socorros  Por Dra. Raquel Guerra
Febre

Se você achar que a criança está quentinha, meça sempre a temperatura com o
termômetro antes de qualquer coisa (se você a levar ao médico dizendo que ela teve
febre sem saber de quantos graus foram, ele não vai acreditar).

Conceito básico: FEBRE é temperatura acima de 37,8 º C. Menos que isso é


estado febril e é normal. Até dente nascendo pode dar febre.

Se a criança está com febre, antes de qualquer coisa dê algo para ela baixar:
dipirona ou paracetamol (Tylenol), sendo 1 gota por peso.

Banho morno para frio também ajuda.

- Criança com febre com MENOS DE UM MÊS - Pronto Socorro AGORA!

- Prostrada, molinha, sonolenta – PS agora!

- Com manchinhas vermelhas pelo corpo – PS agora!

Não estranhe se o médico disser que os exames não apontam problema algum e pedir
para você voltar para a casa e observar a criança (isso é claro, se ela estiver mais ou
menos bem) Um bebê pode ficar até 3 dias com febre antes da causa aparecer.

Resfriado e Pneumonia

Bebê com nariz entupido tem uma baita falta de ar, pois eles respiram basicamente
pelo nariz. É só pingar com o conta-gotas, algumas gotinhas de Rinosoro, Sorine ou
Soro Fisiológico, principalmente na hora de dormir que melhora.

- Tosse seca, nariz escorrendo clarinho, febre baixa (até 38,5) é RESFRIADO,
relaxa que passa sozinho.

- Tosse com catarro geralmente melhora com INALAÇÃO com 5 ml de soro


fisiológico e também não precisa se alarmar, passa.

- Tosse com catarro amarelo ou verde, nariz escorrendo amarelo ou verde, febre
alta e falta de ar (esta, principalmente) já podem ser sintomas de INFECÇÃO
PULMONAR e vale a pena levar ao hospital.

- Chiado ou falta de ar (em qualquer grau) vale sempre ser visto por um médico (no
consultório, mas se a criança estiver cansada demais, leve ao PS).
Vômitos

Depois que a criança mama é normal voltar sempre um pouquinho, Vale o clássico
mantê-la em pé até arrotar.

Se após toda mamada voltar MUITO ou TUDO, leve ao médico.

Diarréia

Conceito básico: cocô normal de criança pequenininha é mole, amarelo (até meio
verde) e fedido mesmo.

Diarréia é caracterizada pelo cocô mole como ÁGUA.

- Se nas fezes aparecerem sangue ou muco, leve ao médico

- Criança com infecção intestinal (vulgo virose) não come muito bem, vomita, tem
bastante diarréia e pode ficar meio caidinha, com febre baixa.

O importante é não deixá-la desidratada: ofereça líquidos (soro caseiro, água,


suco, chá, leite – vale o que ela aceitar. Se for bebê menor de 6 meses, ofereça só o
peito) à vontade, em pequenas quantidades (se der muito de uma vez, é capaz de ela
vomitar), o tempo todo, principalmente após a evacuação.

- Sinais clássicos de desidratação: choro sem lágrimas, olho fundo, saliva grossa,
boca seca (puxa a chupeta e não faz fio de baba), ficar sem fazer xixi por mais de 4
horas.

- Se aparecer algum desses sintomas e a criança estiver vomitando muito ou


aceitando pouco ou nada de água, vá ao PS. Senão, tenha paciência que em menos de
1 semana a virose passa sozinha.

Se a criança vomitar 1 ou 2 vezes e estiver aceitando mal a comida ou água é porque


ela está enjoada mesmo. Vale dar Dramin gotas (uma gota por kg do bebê) de 6/6
hs, máximo de 75 gotas por dia) para melhorar.

Mas não insista se não melhorar nada depois de um dia com Dramin, nem dê se ela
não estiver vomitando, senão ela vai dormir o dia inteiro.

Cólicas

As cólicas são resultado do movimento que o intestino faz para eliminar as fezes. O
que antes não acontecia, porque dentro da barriga da mamãe o bebê não se
alimentava via oral e não fazia suas necessidades.
É provável que elas permaneçam ocasionalmente à noite até o quarto mês, quando se
tem o amadurecimento intestinal. Como de noite o bebê fica deitado durante um
maior período ele pode acumular gases.

Bebê chorando e se contorcendo provavelmente é cólica.

Massagem na barriga (sentido horário) e bolsa de água quente (cuidado para não
queimar!) ajudam.

- Também pode dar chá de erva doce (a não ser que esteja só no peito) ou
dimeticona – Luftal -, 2 a 6 gotas, 3 vezes ao dia.

- Deitar o bebê de barriga para cima e empurrar suas perninhas (joelhos dobrados)
em direção à barriga também ajuda a expelir gases e pode melhorar.

- Se nada melhorar, tenha paciência. Criança tem cólica mesmo, acredite, vai passar.

Engasgamento

Se a criança engasgar, deite-a de bruços (sobre sua perna ou braços) e dê


“pancadinhas” no meio de suas costas. Se ele engasga sempre, leve-o médico.

Pele

Tire sempre toda a pomada e reaplique novamente a cada troca de fraldas. A


pomada genérica do Hipoglós é a que contém óxido de zinco e é mais barata.

- Se aparecer uma assadura diferente, com bolinhas vermelhas, pode ser infecção
por fungos: coisa boba, é só levar ao pediatra e passar a pomada certa (nesse caso,
nistatina).

- Uma picada de mosquito pode dar alergia e espalhar várias bolinhas vermelhas pelo
corpo (como várias picadas). Coça para caramba, então não se esqueça de cortar as
unhas do bebê. Se mesmo assim ele insistir e chegar a se machucar, ponha luvas.

- Se estiver se coçando muito a ponto da criança chegar a chorar, você pode tentar
xarope de loratadina (para bebês cima de 6 meses) 5 ml 1 vez ao dia, mas atenção,
dá um pouco de sono.

- Bolhinhas de água no rosto e no corpo do bebê são por causa do calor, é normal e
passa sozinho. Tente usar sabonete neutro, sempre.

- Infecção de pele parece picada, mas aumenta rapidamente. Se tiver pus e dar
febre: leve ao médico.

-Qualquer outro sinal: manchas, ardências etc, fora do comum: leve ao


dermatologista.
Outras Dicas
Higiene

- Limpe o umbigo com álcool e cotonete até ele cair. Mas limpe bem, inclusive por
dentro (entre o umbigo e a pele), Não tenha aflição, não dói nada, pois a pele está
morta.

- Para limpar o ouvido você pode usar cotonete na orelha e por fora do canal, mas
NUNCA enfie o cotonete no ouvido da criança (isso vale para pais também) cotonete
só serve para empurrar a cera para dentro.

Alimentação

O leite pode demorar até 3 dias para descer, depois que o bebê nasce. O melhor
estímulo é colocar o neném para mamar: quanto mais ele sugar, mais leite
descerá.

Tente deixar o aleitamento materno exclusivo o máximo possível, o mínimo é até


os 6 meses.

Nesse período não dê mais nada, nem água nem chá. E bebês mamam muito mesmo
(normal de 2 em 2 horas) mas só porque o leite é de fácil digestão: não existe leite
materno fraco. O bebê só dorme bastante depois de leite de vaca ou artificial
simplesmente porque está estufado, como um adulto após uma feijoada, mas não
quer dizer que esteja satisfeito.

Se o bico de seu seio rachar, evite lavar o peito com sabonete, exponha-o ao sol e
pode molhá-lo com um pouquinho de leite após a amamentação (ajuda a cicatrizar).
Dói, mas pode amamentar.

Existe uma pomada milagrosa que cicatriza o bico do seio de uma hora para outra e
ainda não precisa ser retirada para o bebê mamar. Se chama LANSINOH é
importada e só vendido através do televendas:

Euromarket

(11) 5183-9210 begin_of_the_skype_highlighting

(11) 5183-9210 end_of_the_skype_highlighting

Ela é carinha: 56 gramas custam 67 reais. Mas, se você está sofrendo para
amamentar, vale à pena, pois ela dura bastante.)

- Se seu seio ficar muito cheio pode infeccionar (mastite) ou empedrar e dói
MUITO. Portanto, se mantiver muito cheio, tire o leite. Você pode guardá-lo ou
doar para um banco de leite. É possível continuar amamentando com mastite, mas
procure seu obstetra.

Não é aconselhável que o bebê coma clara de ovos nem peixe (e frutos do mar) antes
dos 10 meses.

Ofur − Banho de Balde


O nascimento e a transição do bebê para o mundo extra-uterino são muito intensos
para os bebês, que permaneciam contidos, aquecidos e em meio aquático na barriga
das mães por muitas semanas antes de chegar a nosso meio.

A posição fetal (com braços e pernas encolhidas), a compressão do útero, o


aquecimento e tato da água ofereciam estímulos sensorio-motores únicos aos bebês,
que precisam, após o nascimento, se adaptar a novas posturas, gravidade, mudança
de temperatura, sons.

A adaptação a esse novo mundo pode causar estresse ao recém-nascido,


prolongando-se por meses de sono perturbado, irritabilidade, cólicas.

O banho em banheira convencional também pode ser estressante ou traumático para


o bebê, especialmente quando ele é mantido com a barriga para cima, posição em que
se sente desprotegido.

Já o banho na banheira Tummy Tub (que pode ser substituída por um balde de 15ls
da SanRemo, por exemplo) traz de volta a segurança e os estímulos vivenciados no
útero materno - posição fetal, compressão da água.

O banho no balde com água na temperatura de 37º C tem efeito relaxante,


analgésico e também transmite limites ao corpo do bebê, o que é organizador
sensoriamente.
Há mães que dão o banho na maternidade em seus bebês no balde e o vêem
adormecer e acalmar instantaneamente, sem uso de sabonetes ou shampoos,
desnecessários.
A água nesse banho demora menos tempo também a esfriar, devido a menor
superfície de contato com o ar, além de ser leve e fácil de manusear e transportar.

Para segurar seu bebe, nos primeiros dias, pode ser utilizada uma mão abaixo de seu
bumbum, ou então com apoio das duas mãos na região das costas e ou cervical. O
bebe flutua e precisa apenas de um apoio.

A banheira pode ser usada até os 6 meses, aproximadamente, dependendo do


tamanho e movimentação do bebê, que permanece com postura confortável com
necessidade de pouco apoio dado pelos pais.
Outra forma de dar banho em seu bebê é no banheiro junto de você, em seu colo. O
barulho do chuveiro e a sensação de proteção fazem o bebê também acalmar.

Lembre-se de que o momento do banho deve ser relaxante e prazeroso para o bebe.
Nos primeiros dias e meses, não há necessidade de excessiva manipulação para
limpeza, mas sim a imersão e o conforto.

A mãe coloca o bebê de frente para ela, e aos poucos imerge o corpinho na
água, até a altura do pescoço. A água pode chegar aos ouvidos do bebê sem
problemas, desde que ele não tenha doenças do canal auditivo.

Note a água cobrindo as orelhinhas, o som abafado é semelhante aos sons que
ele ouvia no útero. A maioria dos bebês dorme profundamente durante o
banho de ofurô.
Shantala: Massagem para beb&s
“Para um bebê, ser-se massageado é como alimento – alimento tão necessário como
os minerais, as vitaminas e as proteínas.” Frederick Leboyer (1985)

Shantala é uma tradição milenar originalmente da Índia, local em que as mães


praticam essa massagem cotidianamente e passam de mãe para filha, quando
gestante. Dr. Frederick Leboyer, um obstetra francês, observou nesse país uma mãe
paralítica, chamada Shantala, numa associação de caridade de uma favela em
Calcutá, que mesmo com suas dificuldades, massageava o seu bebê. O médico pediu,
então, para fotografá-la e por dias a acompanhou, tentando observar como aquela
mãe transmitia tanto amor através dos movimentos.

Laboyer batizou o ritual com o nome da mãe, Shantala, escreveu um livro publicado
com fotos desses momentos especiais vivenciados e trouxe para o Ocidente. A
massagem Shantala implica uma seqüência de toques efetuados com carinho, com
seqüência e técnica específica em movimentos lentos e harmoniosos, suaves
compressões e alongamentos passivos por todo o corpo do bebê. Mas pode e deve
ser definida como um ritual, uma intensa e sentida transferência de amor
transmitida de mãe ou pai para filho.

Benefícios

Para o bebê:

- Acalma, relaxa e tranqüiliza, facilitando o sono,

- Fortalece o vínculo entre pais e filhos,

- Ajuda a acalmar cólicas e a digestão, facilitando a evacuação e eliminação de gases,

- Alonga, estimula e elimina tensões,


- Favorece fluxo de energia,

- Estimula a consciência do próprio corpo.

- Favorece o desenvolvimento mental: diminui ansiedade ou insegurança, ajuda no


crescimento e relacionamentos emocionalmente saudáveis,

- Favorece o desenvolvimento físico: melhora circulação sanguínea, linfática e


tonifica músculos, fortalece o sistema imunológico e respiratório, ajudando o
organismo a expelir toxinas e colabora no ganho de peso.

Para a mãe/pai:

- Fortalece do vínculo afetivo;

- A mãe/pai aprende a ler as expressões corporais do bebê identificando qualquer


alteração cotidiana;

- Por ser um momento de envolvimento com o bebê a mãe/pai também relaxa


mentalmente e corporalmente.

- Ensina aos pais o prazer do toque, favorecendo o auto-cuidado e atenção a dois.

Precauções e contra-indicações

- Iniciar a massagem após 40 minutos de uma refeição, ou seja, o bebê não deve
estar nem com fome, nem com a barriga muito cheia,

- Utilizar a técnica apenas após o primeiro mês de vida do bebê,

- Não deve ser realizada caso o bebê esteja com febre, resfriado, diarréias,
infecções, irritações na pele que impeçam o toque, frio, fome ou dormindo.

Dicas antes de começar

- Estabeleça diálogo verbal e não verbal com o bebê,

- Pode ser utilizada música de fundo, o mais suave e calma possível,

- Utilize preferencialmente óleos vegetais, pois óleos minerais (como Johnson &
Johnson) podem causar alergia. Bons exemplos de óleos vegetais são de amêndoas e
camomila para o inverno e de coco para o verão. Boas marcas recomendadas são
Weleda e Dersani (encontrados em farmácias).

- O melhor horário para realizar a massagem é ao final do dia, favorecendo o horário


de dormir. Uma boa dica, dada por algumas mães é massagear ao final do dia, dar
banho, alimentar e o bebê dormirá mesmo como um anjinho. Encontre você o melhor
horário.

- Procure realizar a massagem sempre no mesmo horário, respeitando a vontade do


bebê. Se ele chorar, brinque e tente novamente; se não for possível, tente outra
hora ou outro dia.

- Faça sempre a mesma seqüência e caso interrompa, retome em outro horário ou dia
sempre do começo, e nunca de onde parou da vez anterior (assim, o bebê se
organizará como um todo).

- Encontre a intensidade da massagem, levando em conta seu objetivo e a resposta


da criança.

- Não se preocupe com o tempo de duração da massagem, com o tempo, aumentará


de 15, pra 20 e 30 minutos: o importante é o tempo da criança, o quanto ela está
sentindo prazer.

- Não há como errar ou prejudicar o bebê, não tenha medo: Concentre pensamentos
positivos e sadios e desfrute desses momentos, com carinho!

Materiais:
- óleos vegetais puros e naturais, que podem ser aquecidos.

- toalhas

- almofadas

- Brinquedos que a criança goste (quando maiores, para acalmar).

Vamos praticar?

1- Fique em uma posição confortável; preferencialmente, sente com as pernas


unidas e esticadas, as costas eretas e com a criança na sua frente, apoiada no vão de
suas pernas. Com crianças maiores, outra opção é sentar na mesma posição, porém,
com as pernas abertas e a criança deitada. Escolha a melhor posição, sempre levando
em conta seu conforto e o contato com o bebê. Importante usar a toalha entre você
e o bebê, para o caso de evacuação.

2- Com a criança de frente, massageie seu rosto. Sem pressa e com calma, deslize
as mãos por todo o corpo do bebê, da cabeça aos pés. Deixe um brinquedo disponível,
caso seja necessário. Converse com o bebê, deixe-o calmo, explicando o que está
fazendo e o que fará.

3- Agora utilize um pouco de óleo nas mãos *sempre ponha o óleo primeiro na mão,
aquecendo-o. Inicie a massagem no peito do bebê, com as mãos posicionadas nos
ombros, formando um V com os braços cruzados no movimento de um ''x'' e
cruzando o corpo. Faça movimento circulares, sempre de dentro pra fora e por fim,
faça movimentos de um lado para o outro, entre os ombros, terminando suavemente
no pescoço.

4- Agora utilize uma mão após a outra, seguindo o movimento, como sombra. Passe
óleo na barriga com as mãos espalmadas e uma leve pressão, de cima para baixo.
Também realize movimentos circulares, sempre no sentido horário.

5- Para massagear os braços, o bebê pode ficar deitado lateralmente, para que não
canse da posição inicial. Nos braços do bebê, movimente suas mãos, primeiro em
concha com leves apertões, nos dois sentidos e depois em um movimento espiral,
primeiro do lado esquerdo, por todo o braço até a mão. Massageie os dedos com a
mão aberta, utilize seus dedos e faça movimentos passivos para aumentar a
circulação na região.

6- Massageie as pernas com o mesmo movimento para os braços e logo depois a


planta do pé, com os polegares e com a palma da mão. Essa última região é muito
importante, já que reflete atividade em todo o corpo (reflexologia).

7- Vire o bebê de bruços, perpendicularmente a você ou se a criança for maior,


sentada de costas para você. Comece a massagear as costas com as duas mãos, do
pescoço ao bumbum, uma seguida da outra, num movimento de vai e vem *como
ondas, por pequenas partes. Inicie pelo lado esquerdo do corpo e depois pelo direito,
com direção de dentro pra fora. Com movimento lento, faça movimentos mais amplos
por toda a coluna, passando pelas nádegas, onde pode-se fazer o movimento de
oposição.

8- Com uma das mãos apóie o bumbum do bebê e com a outra percorra as costas,
descendo da nuca às nádegas, como uma onda e depois, da nuca até os pés. Esse
movimento, novamente, integra todo o corpo do bebê, unindo a parte ao todo.

9- Deslize os dedos na testa, sempre de dentro pra fora, várias vezes, aumentando
o percurso para as têmporas, contornando as sobrancelhas. Com movimentos
circulares em volta dos olhos e da boca, desça até o queixo. Não é necessário óleo.
*em algumas literaturas ou sites você encontrará o rosto por último na massagem.

Você pode usar todas as partes de sua mão. Acaricie toda a cabeça e nuca,
totalizando a cabeça.

10- Faça nos braços e nas pernas movimentos cruzados de abrir e fechar. Esses
movimentos integram toda a massagem, assim como passar a mão por todo o corpo.
Finalize com um banhinho relaxante.
Procure sempre conversar, manter contato olho a olho e transmitir carinho e
segurança no toque.

Como ajudar o beb& a dormir bem


Quando um bebê nasce, os pais passam semanas sem conseguir ter uma boa noite de
sono. É um período complicado. Passar noites seguidas sem dormir é algo comum e
que afeta a muitos casais.

Um bebê recém-nascido dorme normalmente mais de 16 horas por dia. No entanto,


este sono é interrompido de duas em duas horas. Com o desenvolvimento do sistema
nervoso, o sono torna-se mais consistente e o bebê consegue dormir mais tempo
entre as “refeições”. Quando o bebê atinge os três meses de idade já deve dormir
cerca de cinco horas seguidas à noite. Aos seis meses, esse período aumenta para as
12 horas.

Estes são alguns dos conselhos para que o bebê se torne um bom
“dorminhoco”:
- Os dias devem ser bastante ativos: sempre que o bebê estiver acordado,
mantenha-o ocupado falando, cantando ou brincando. Estes estímulos durante o dia
poderão ajudá-lo a dormir melhor.

- Controle os cochilos: não deixe-o dormir durante longos períodos de tempo de


forma a evitar que ele se mantenha acordado durante a noite.

- Estabeleça uma rotina perto da hora de dormir. Por exemplo, se lhe der banho ou
lhe contar uma estória antes de o deitar, ele irá rapidamente associar essas
atividades ao sono.

- Deite o seu bebê no berço quando tiver sono, mas ainda estiver acordado. Esta
técnica o ajudará a associar a cama com o processo de adormecer.

- Dê-lhe tempo para se acalmar: se ele “protestar” quando o deitar, deixe-o


encontrar uma posição confortável para adormecer. Se o choro não parar dentro de
alguns minutos, experimente falar calmamente com ele de forma a que sinta a sua
presença.

- Não se preocupe se ouvir ruídos durante a noite. Alguns bebês são mais
barulhentos que outros. A não ser que suspeite que ele possa estar com fome ou
precisando mudar a fralda, espere alguns minutos para ir ver se está tudo bem. Na
maioria dos casos, não há sinal para preocupações.

- Durante a noite mantenha a luz fraca. Fale e mova-se devagar. Isto vai ensinar o
bebê que é hora de dormir e não de brincar.

Alguns bebês dormem toda a noite no primeiro dia que chegam em casa, mas nem
todos são assim. Respeite as “preferências” do seu filho. Tente perceber o horário e
a forma como ele tenta se comunicar. Mais cedo ou mais tarde ele vai acabar
dormindo durante toda a noite. Se por volta dos seis meses de idade ele ainda tiver
dificuldades, peça alguns conselhos ao pediatra.
(ndice
ndice
O Que Levar Para a Maternidade.......................... 1

20 Dicas Para Seu Leite Aumentar........................ 2

Primeiros Socorros........................................... 7

Ôfuro - Banho de Balde................................... 11

Shantala: Massagem para bebês.......................... 13

Como ajudar o bebê a dormir bem........................ 17