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Bloco G – EFD (ICMS/IPI)

Apropriação de Crédito na
Aquisição de Ativo Imobilizado
Instrutor
Fabiana Marastoni
Advogada, especializada em Impostos Indiretos (ICMS/
IPI/ISS), pós-graduada em Direito Empresarial, consultora
e redatora da IOB-Sage há 20 anos.
Ministra cursos e palestras pela mesma entidade auxi-
liando na capacitação e aperfeiçoamento de inúmeros
profissionais.
Escritora e co-escritora de livros como “Manual Prático
de Preenchimento da EFD” e “Introdução ao Estudo do
ICMS”.

O material deste curso é composto por: 1 eBook e 1 Caderno de Exercícios, separadamente.

Não esqueça de imprimir o material, tanto este caderno como o Caderno de Exercícios,
para facilitar o aprendizado.

Bons Estudos!
Bloco G

Índice
BLOCO 1 - Princípio da Não Cumulatividade & Crédito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

BLOCO 2 - Ativo Permanente Conceito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

BLOCO 3 - Ativo Permanente & Possibilidade de Crédito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

BLOCO 4 - Ativo Permanente & Possibilidade de Crédito – 2º parte . . . . . . . . . 11

BLOCO 5 – Parte 1: Cálculo para Apropriação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

BLOCO 5 – Parte 2: Cálculo para Apropriação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

BLOCO 6 - Interrupção do Crédito e Situações Especiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19

BLOCO 7 - Questões Adicionais sobre o Crédito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21

BLOCO 8 - EFD ICMS/IPI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

BLOCO 9 - Bloco 0 da EFD ICMS/IPI – Parte I. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27

BLOCO 10 - Codificação de Mercadorias (Registro 0200). . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34

BLOCO 11 – Parte 1: Bloco 0 da EFD ICMS/IPI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38

BLOCO 11 – Parte 2: Bloco 0 da EFD ICMS/IPI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41

BLOCO 12 - Aspectos Relevantes do Bloco C da EFD ICMS/IPI . . . . . . . . . . . 48

BLOCO 13 - Bloco C – Registros Secundários (Filhos). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53

BLOCO 14 – Parte 1: Bloco G – Registros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55

BLOCO 14 – Parte 2: Bloco G – Registros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58

BLOCO 14 – Parte 3: Bloco G – Registros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59

BLOCO 14 – Parte 4: Bloco G – Registros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61

BLOCO 14 – Parte 5: Bloco G – Registros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63

BLOCO 15 - Estrutura e Requisitos da EFD (ICMS/IPI). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66

BLOCO 16 - Retificação da EFD ICMS/IPI. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69


Índice
BLOCO 17 – Parte 1: SIMULAÇÃO 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71

BLOCO 17 – Parte 2: SIMULAÇÃO 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76

BLOCO 17 – Parte 3: SIMULAÇÃO 1 – Parcela 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82

BLOCO 17 – Parte 4: SIMULAÇÃO 1 – Parcela 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85

BLOCO 18 – Parte 1: SIMULAÇÃO 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89

BLOCO 18 – Parte 2: SIMULAÇÃO 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97

BLOCO 19 - Simulação 3 – Componentes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101

BLOCO 20 – Parte 1: Questões Polêmicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105

BLOCO 20 – Parte 2: Questões Polêmicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108

BLOCO 21 - Aproveitamento Integral do Crédito – SP. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110

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Bloco G

BLOCO 1
Princípio da Não Cumulatividade
& Crédito

Constituição Federal
Art. 155.

[...]
II. operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e
as prestações se iniciem no exterior;

[...]

§ 2º - O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:


I. será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à
circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas ante-
riores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal;

5
INCIDÊNCIA CUMULATIVA
Incidência Alíquota Preço de Venda Imposto Devido
Incidência 1 18% R$ 100,00 R$ 18,00
Incidência 2 18% R$ 200,00 R$ 36,00
Incidência 3 18% R$ 300,00 R$ 54,00
TOTAL R$ 108,00

INCIDÊNCIA NÃO CUMULATIVA


Incidência Alíquota Preço de Venda Imposto Devido
Incidência 1 18% R$ 100,00 R$ 18,00
36,00 - 18,00 =
Incidência 2 18% R$ 200,00
R$ 18,00
54,00 - 36,00 =
Incidência 3 18% R$ 300,00
R$ 18,00
TOTAL R$ 54,00

Regras Gerais - Crédito de ICMS


Observância “sempre” ao Princípio da Não Cumulatividade.

99 Aquisição de insumos (matérias primas, produtos intermediários e materiais de embalagem);


99 Mercadorias destinadas à revenda;
99 Importação;
99 Manutenção de crédito na exportação de mercadorias;
99 Material de uso e consumo, a partir de 1º de Janeiro de 2020 (salvo prorrogação posterior);
99 Serviço de Transporte;
99 Energia elétrica;
99 Serviço de Comunicação;
99 Permissão de crédito por empresas do Simples Nacional quando o adquirente for industria-
lizar ou comercializar;
99 Devoluções ou retornos;
99 Ativo imobilizado que participe na atividade de industrialização ou comercialização do
estabelecimento.

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Bloco G

BLOCO 2
Ativo Permanente Conceito

Comitê de Pronunciamentos Contábeis


Fiscalmente não há definição de ativo desta forma vamos utilizar a definição trazida
pelo CPC 27:

Ativo imobilizado é o item tangível (pode tocar) que:

a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para


aluguel a outros, ou para fins administrativos; e

b) se espera utilizar por mais de um período.

Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção
das atividades da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de
operações que transfiram a ela os benefícios, os riscos e o controle desses bens.

Vida útil é:

a) o período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar o ativo; ou

b) o número de unidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera


obter pela utilização do ativo.

Ex: Máquina do setor produtivo com expectativa de produzir no total 100.000 unidades
de chapa.

No Bloco G temos apenas a 1º hipótese.

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Respaldo do Crédito de Ativo
A possibilidade de apropriação de crédito oriundo da compra de ativo imobilizado encontra
respaldo no art. 20 da Lei Complementar nº 87/1996.

Apenas ensejará direito a crédito do valor do ICMS bens relacionados à produção e/ou
comercialização de mercadorias ou à prestação de serviços tributadas pelo ICMS, ou
seja, quando se tratar dos chamados bens instrumentais, vale dizer, bens que participem,
no estabelecimento, do processo de industrialização e/ou comercialização de mercadorias
ou da prestação de serviços.

Ativo imobilizado & Crédito & Conceito


Cada Unidade da Federação tem seu próprio posicionamento quanto ao que se deva
considerar como atividade fim/produtiva da empresa. O Estado de São Paulo, por exemplo,
divulgou pela Decisão Normativa CAT nº 02/2000 o posicionamento da Consultoria
Tributária Paulista.

Outras Unidades da Federação cuidam ainda de detalhar seu posicionamento referente ao


ativo imobilizado no próprio regulamento de ICMS como ocorre com Minas Gerais.

Os contribuintes em dúvida podem ainda valer-se de consulta tributária para obter melhor
esclarecimento do Fisco do seu Estado e agir preventivamente.

Consulta Tributária: é um instituto jurídico que tem por finalidade esclarecer ao


interessado a correta interpretação e aplicação da legislação tributária.

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Bloco G

BLOCO 3
Ativo Permanente &
Possibilidade de Crédito

Crédito de Ativo
O imposto é não-cumulativo compensando-se o que for devido em cada operação relativa
à circulação de mercadorias ou prestação de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação com o montante cobrado nas operações anteriores pelo
mesmo ou por outro Estado.

Para a esta compensação, é assegurado ao sujeito passivo o direito de creditar-se do


imposto anteriormente cobrado em operações de que tenha resultado a entrada de
mercadoria, real ou simbólica, no estabelecimento, inclusive a destinada ao seu uso ou
consumo ou ao Ativo Permanente, ou recebimento de serviços de transporte interestadual
e intermunicipal ou de comunicação.

Crédito de Ativo – Bens Imóveis


Na Carta Magna temos, no que tange à tributação de competência dos Estados,
mercadorias, serviços e imóveis, os quais possuem tributações específicas e com regras
também próprias.

Contudo as operações envolvendo imóveis sofrem incidência do ITCMD (Estadual) ou do


ITBI (municipal) nunca do ICMS.

A mesma assertiva vale também para os bens imóveis construídos por meio de pré-moldados.
Sempre serão bens imóveis qualquer que seja a forma de construí-los (por administração,
por empreitada ou subempreitada, por incorporação, por empreitada mista, etc.)

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O princípio da não cumulatividade não deve ser interpretado de forma global envolvendo
diversos tributos, mas sim, e tão-somente, no âmbito das operações sujeitas ao Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Não há dúvidas de que a construção de uma unidade industrial (galpão industrial) diz
respeito a um Bem Imóvel, pois assim estabelece o artigo 79 do Código Civil:

Art. 79. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente.

Nesse sentido, vale ressaltar as palavras de Maria Helena Diniz ao comentar o citado artigo
do Código Civil (“in” Código Civil Anotado - Editora Saraiva - 1995 - pág. 58):

“II - Bens Imóveis. Os bens imóveis são aqueles que não se podem transportar, sem
destruição, de um lugar para outro, ou seja, são os que não podem ser removidos sem
alteração de sua substância.

Portanto, ao se construir determinado Bem Imóvel este sempre será tido como uma
não-mercadoria.

E o termo “mercadorias” utilizado em várias passagens pela LC nº 87/96, para fins de


lançamento na escrita fiscal do valor do crédito a que tem direito o contribuinte quando de
sua aquisição ou entrada, diz respeito à circulação daquelas mercadorias que redundam
em operações sujeitas ao tributo de competência dos Estados (ICMS), como nos ensinam
os mestres do Direito Tributário, os comercialistas e o Supremo Tribunal Federal em seus
julgados, quando declinam seus entendimentos a respeito do fato gerador do imposto:

“... série de operações que levam as mercadorias da fonte de produção até o consumo final, de
acordo com a sua natureza e finalidades.” (“in” ICM na Constituição e na Lei Complementar -
Professor Alcides Jorge Costa - São Paulo, 1978, Edição Resenha Tributária, págs. 86, 87 e 94.)

Bem Imóvel é uma não-mercadoria, não obstante fazer parte do Ativo Permanente.

Bem Imóvel - Não gera crédito – Não enseja – CIAP modelo EFD

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Bloco G

BLOCO 4
Ativo Permanente &
Possibilidade de Crédito – 2º parte

Crédito de Ativo – Seção Administrativa


Não propiciam direito ao crédito, os Ativos Permanentes ligados aos departamentos,
setores ou seções do estabelecimento onde não se realizam os processos de
industrialização ou de comercialização.

Computadores;
Mesas de trabalho;
Máquina de Xerox; etc

Bem vinculados a esfera administrativa - Não gera crédito – Não enseja – CIAP modelo EFD

Crédito de Ativo – Outras vedações

• Entradas de mercadorias ou utilização de serviços alheios à atividade do estabelecimento;


Exemplos: veículo de transporte pessoal (carro utilizado por pessoal administrativo)

• O bem ser utilizado exclusivamente com mercadorias ou bem não tributadas ou isentas
exceto se houver previsão expressa de manutenção do crédito;

• Bem deixar de ser utilizado para a atividade que se destinava, antes de decorrido o prazo
de 4 anos, a partir da data da ocorrência do fato, em relação ao crédito remanescente.

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Crédito de Ativo – Critério Mineiro
Para fins de aproveitamento de crédito, o bem destinado ao ativo imobilizado deve satisfazer,
de forma cumulativa, os seguintes requisitos:

a) ser de propriedade do contribuinte;

b) ser utilizado nas atividades operacionais do contribuinte;

c) ter vida útil superior a 12 (doze) meses;

d) a limitação de sua vida útil decorrer apenas de causas físicas, tais como o uso, o des-
gaste natural ou a ação dos elementos da natureza, ou de causas funcionais, como a
inadequação ou o obsoletismo;

e) não integrar o produto final, exceto se de forma residual.

f) ser contabilizado como ativo imobilizado.

Crédito de Ativo – Parte e Peças Empregadas


Será admitido o crédito relativo à aquisição de partes e peças empregadas nos bens
destinados ao ativo permanente desde que:

• a substituição das partes e peças resulte aumento da vida útil prevista no ato da aquisi-
ção ou do recebimento do respectivo bem por prazo superior a 12 (doze) meses; e

• as partes e peças sejam contabilizadas como ativo imobilizado.

O crédito será admitido, também, em relação às partes e peças empregadas em bem de


propriedade de terceiro e que se encontre na posse do contribuinte, desde que:

a) o bem satisfaça os seguintes requisitos:

a.1) ser utilizado nas atividades operacionais do contribuinte;

a.2) ter vida útil superior a 12 (doze)  meses;

a.3) a limitação de sua vida útil decorrer apenas de causas físicas, tais como o uso, o
desgaste natural ou a ação dos elementos da natureza, ou de causas funcionais, como
a inadequação ou o obsoletismo;

a.4) não integrar o produto final, exceto se de forma residual.

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Bloco G

b) as partes e peças atendam ainda as seguintes condições:

b.1) a substituição das partes e peças resulte aumento da vida útil prevista no ato da aquisição
ou do recebimento do respectivo bem por prazo superior a 12 (doze) meses; e

b.2) as partes e peças sejam contabilizadas como ativo imobilizado.

Crédito de Ativo – Demais considerações

Incluem-se, também, no conceito de bem do ativo imobilizado, observadas as condições


estabelecidas anteriormente:

a) o bem fabricado no próprio estabelecimento do contribuinte;

b) a parte de bem imobilizado em partes;

c) a parte de bem principal a ser utilizada exclusivamente como sobressalente, desde que
a parte tenha sido imobilizada individualmente;

d) a parte de um bem principal que será agregada a este, desde que essa parte melhore as
condições e amplie a vida útil econômica originalmente estimada para o bem principal;

e) a mercadoria originária do estoque do ativo circulante que for imobilizada para utilização
nas atividades operacionais do contribuinte.

f) o componente do bem, assim considerada a mercadoria utilizada na fabricação de bem


do ativo imobilizado no próprio estabelecimento do contribuinte.

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BLOCO 5 – Parte I
Cálculo para Apropriação

Crédito de Ativo - Início da Apropriação


• a apropriação será feita à razão de 1/48 por mês:

A primeira fração ser apropriada no mês em que ocorrer a entrada do bem no


estabelecimento, independentemente do início de sua utilização na atividade
operacional do contribuinte (Exemplo Minas Gerais).

Algumas Unidades da Federação trazem como exigência que o bem já esteja em


funcionamento.

Forma do crédito - Ativo

Crédito

Para o aproveitamento deve-se dividir o ICMS constante na nota de aquisição pelo fator
igual a base 1/48 da relação entre o valor das operações de saídas e prestações tributadas
e o total das operações de saídas e prestações do período.

• Saída tributada é aquela em que mesmo amparada por qualquer benefício fiscal a legis-
lação prevê a manutenção do crédito do ICMS;

• Saídas totais são aquelas em que a titularidade da propriedade é transferida.

Mensalmente o contribuinte fará o cálculo para identificar a parcela


do ICMS a ser apropriada e, o excedente será perdido.

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Bloco G

Exemplo de cálculo
Valor do bem: R$ 400.000,00

ICMS destacado na NF: R$ 48.000,00

Diferencial de alíquotas (6%) R$ 24.000,00

Parcela mensal: R$ 1.500,00

(R$ 48.000,00 + R$ 24.000,00 = R$ 72.000,00 ÷ 48 = R$ 1.500,00)

Proporção mensal:

1º mês: 100% saídas tributadas ICMS = R$ 1.500,00

2º mês: 80% saídas tributadas ICMS = R$ 1.200,00

(perde a diferença R$ 300,00)

3º mês: 88% das saídas tributadas ICMS = R$ 1.320,00

Cálculo da proporção do 3º mês

Operações tributadas (mercado interno) R$ 150.000,00

Exportação R$ 70.000,00

Operações não tributadas R$ 30.000,00

Cálculo:

R$ 220.000,00 (total das saídas tributadas)


= 0,88
R$ 250.000,00 (total de saídas do mês)

R$ 1.500,00 X 0.88 = R$ 1.320,00

Observe-se que o valor a ser apropriado como crédito (R$ 1.320,00) representa 88% de uma
parcela (1/48) do crédito, pois, neste mês, as saídas tributadas + exportação (R$ 220.000,00)
representam 88% das saídas totais (R$ 250.000,00 ÷ R$ 220.000,00 = 0,88).

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BLOCO 5 – Parte II
Cálculo para Apropriação

Crédito Pro Rata Die - Exemplo


A Lei Complementar nº 87/1996, art. 20, § 3º, IV, estabelece que o quociente de 1/48 será
proporcionalmente aumentado ou diminuído, pro rata die, caso o período de apuração seja
superior ou inferior a um mês.

Ocorre que como regra atualmente no Brasil as 27 Unidades da Federação utilizam


o critério de apuração mensal, mas a norma já se antevê a uma possível alteração ou
mesmo regime especial:

Assim para apuração mensal utiliza-se o quociente de apuração – 1/48;

Para apuração quinzenal utiliza-se o quociente de apuração – 1/96;

Para apuração decendial utiliza-se o quociente de apuração – 1/144.

Exemplo:

Contribuinte cuja apuração do ICMS é quinzenal adquire máquina na primeira quinzena de


outubro (1º.10.2018), com ICMS de R$ 48.000,00.

Neste caso o contribuinte dividirá o valor da parcela pela quantidade de dias (30 dias).

Data da entrada: 1º.10.2018

Valor total do ICMS destacado na NF R$ 48.000,00

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Bloco G

Valor a ser efetivamente creditado:

C = valor da parcela Quantidade de dias


X
do período de apuração
total de dias do mês

C = (R$ 1.000,00 / 30) X 15


C = R$ 33,33 X 15
C = R$ 500,00 (parcela a ser apropriada)

Valor a ser efetivamente creditado:

Exemplo 2:

1/96 = 0,0104166

R$48.000,00 (valor total da NF-e) X 0,0104166

R$500,00 (por arredondamento)

Nota Fiscal de Apropriação do Crédito


Há Unidades da Federação que instituíram a exigência de emissão da Nota Fiscal com o
CFOP 1.604 (lançamento do crédito relativo à compra de bem para Ativo Imobilizado), ao
final do período de apuração, a qual deve ser lançada na Escrituração Fiscal do contribuinte
para fins de apropriação do crédito relativo a aquisição de ativo.

O CFOP 1604 foi instituído pelo Ajuste Sinief nº 5/2002 coma finalidade de facilitar o
respectivo aproveitamento, tendo em vista o lançamento global do total dos créditos do
período. Exemplo São Paulo.

Disposições da Portaria CAT nº 41/2003:

Para efeito de lançamento do crédito, o contribuinte deverá, em cada período de apuração:

a) emitir, em seu próprio nome, uma única nota fiscal, englobando todos os valores apropriados
mensalmente como crédito, a qual deverá conter, além dos demais requisitos:

a.1) a natureza da operação": "Lançamento de Crédito - Ativo Permanente";

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a.2) o Código Fiscal de Operações ou Prestações (CFOP): 1.604;

a.3) o valor da parcela do ICMS a ser creditado; e

b) lançar a nota fiscal no registro próprio destinado à escrituração de documentos fiscais


na EFD

É no último dia do período de apuração a data para emissão e escrituração da Nota Fiscal
CFOP 1.604 de apropriação do crédito referente ao ativo imobilizado.

RECEBEMOS DE Empresa X Ltda OS PRODUTOS/SERVIÇOS CONSTANTES DA NOTA FISCAL INDICADA AO LADO NF-e

DATA DE RECEBIMENTO IDENTIFICAÇÃO E ASSINATURA DO RECEBEDOR

CONTROLE DO FISCO

CHAVE DE ACESSO

NATUREZA DA OPERAÇÃO

INSCRIÇÃO ESTADUAL INSCRIÇÃO ESTADUAL DO SUBST. TRIB. CNPJ

NOME/RAZÃO SOCIAL CNPJ/CPF DATA DA EMISSÃO

ENDEREÇO BAIRRO/DISTRITO CEP DATA DE ENTRADA/SAÍDA

MUNICÍPIO FONE/FAX UF INSCRIÇÃO ESTADUAL HORA DE ENTRADA/SAÍDA

BASE DE CÁLCULO DO ICMS VALOR DO ICMS BASE DE CÁLCULO DO ICMS ST VALOR DO ICMS ST VALOR TOTAL DOS PRODUTOS

VALOR DO FRETE VALOR DO SEGURO DESCONTO OUTRAS DESPESAS ACESSÓRIAS VALOR DO IPI VALOR TOTAL DA NOTA

RAZÃO SOCIAL FRETE POR CONTA CÓDIGO ANTT PLACA DO VEÍCULO UF CNPJ/CPF
9 - Sem Frete
ENDEREÇO MUNICÍPIO UF INSCRIÇÃO ESTADUAL

QUANTIDADE ESPÉCIE MARCA NUMERAÇÃO PESO BRUTO PESO LÍQUIDO

ALÍQ. ALÍQ.
CÓDIGO DESCRIÇÃO DO PRODUTO/SERVIÇO NCM/SH CST CFOP UNID. QTD. VLR UNIT. VLR TOTAL BC ICMS VLR ICMS VLR IPI
ICMS IPI

258 Crédito de ICMS - Ativo Imobilizado - Mês 11/2014 00 090 1604 UN 0,0000 0,0000 0,00 0,00 500,00 0,00

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Bloco G

BLOCO 6
Interrupção do Crédito e
Situações Especiais

Interrupção do crédito
O Crédito deverá ser interrompido quando perder as característica da definição Ativo
Imobilizado:

99 Baixa - Sucata;
99 Venda;
99 Transferência;
99 Obsolescência

Saídas do Ativo do Estabelecimento


99 Nas remessas de bens de uso do contribuinte para conserto, empréstimo, locação,
comodato, entre outros – não incidência do ICMS (RICMS-SP/2000, art. 7º, IX);

99 Saída de bens pertencentes ao ativo – não incidência (RICMS-SP/200, art. 7º, XIV);
• Observar que as Unidades da Federação dispõem de forma diversa do Estado de
São Paulo podendo exigir ICMS nesta operação.

99 Transferência de bem do ativo:


• Entre estabelecimentos do mesmo titular;
• Saldo remanescente: o fisco paulista permite a transferência do saldo credor rema-
nescente (RICMS-SP/2000, art. 61, § 11)

19
99 Transferência de bem do ativo:
Exemplo:

Matriz creditou 12 parcelas ao transferir o bem do ativo para a filial. Assim, poderá
transferir o valor do ICMS correspondente às parcelas remanescentes (36) indicando
esta informação no campo “Dados Adicionais” da Nota Fiscal.

Idoneidade e Atualização do valor


99 Documento fiscal: idôneo e hábil
• aquele atenda a todas as exigências da legislação pertinente, seja emitido por contri-
buinte em situação regular perante o Fisco e esteja acompanhado, quando exigido, de
comprovante do recolhimento do imposto.

99 Valor do crédito
• o crédito do ICMS será apropriado pelo seu valor nominal não comportando qualquer
atualização.

20
Bloco G

BLOCO 7
Questões Adicionais
sobre o Crédito

Bens em construção

99 Aquisição de insumos para construção de bem do Ativo

• insumos (partes e peças)


• crédito admitido somente quando o bem estiver finalizado.

Observar as disposições específicas de cada Unidade da Federação

Os bens em construção também serão informados no Registro 0300

Apropriação do crédito - Considerações

99 Serviço de transporte

• O crédito será realizado em conjunto com o crédito do bem. Assim, será somado ao
valor do imposto destacado no documento fiscal para cálculo do valor de cada parcela
a ser apropriada mensalmente.

• Crédito em 48 parcelas

(Lei Complementar nº 87/1996, art. 20)

21
99 Diferencial de alíquotas

• Não há previsão expressa na LC nº 87/1996

• Legislação paulista:

-- Decisão Normativa CAT nº 01/2001, item 3.3


-- Resposta à Consulta nº 352/1997
-- RICMS-SP/2000, art. 2º, VI e XIV e § 5º

• Devido nas situações em que a alíquota interna é superior àquela praticada na


operação interestadual.

99 Diferencial de alíquotas – Exemplo:

Nota Fiscal de aquisição:

valor da operação R$ 100.000,00

alíquota interestadual 12%

ICMS destacado R$ 12.000,00

Alíquota interna do produto em SP 18%

Diferença de alíquota (18% - 12%) 6%

Diferencial de alíquotas: R$ 100.000,00 X 6% = R$ 6.000,00

22
Bloco G

BLOCO 8
EFD ICMS/IPI

Introdução
O Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), instituído pelo Decreto nº 6.022/2007,
faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (PAC 2007-
2010) e constitui-se em mais um avanço na informatização da relação entre o Fisco e os
contribuintes.

O Sped consiste, de modo geral, na modernização da sistemática do cumprimento das


obrigações acessórias, transmitidas pelos contribuintes às administrações tributárias e
aos órgãos fiscalizadores.

Nele, se utiliza a certificação digital para fins de assinatura dos documentos eletrônicos, de
modo a garantir-lhes a validade jurídica apenas em sua forma digital.

Subprojetos Sped
• O Sped é composto:

23
Composição
A EFD, utilizada pelos contribuintes do ICMS e/ou IPI, compõe-se da totalidade das
informações, em meio digital, necessárias à apuração dos impostos referentes às
operações e prestações praticadas pelo contribuinte, bem como de outras de interesse das
administrações tributárias das Unidades da Federação e da Secretaria da Receita Federal
do Brasil (RFB).

O contribuinte deverá utilizar a EFD para efetuar a escrituração do:

a) livro Registro de Entradas;


b) livro Registro de Saídas;
c) livro Registro de Inventário;
d) livro Registro de Apuração do IPI;
e) livro Registro de Apuração do ICMS;
f) documento Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente (Ciap); e
g) livro Registro de Controle da Produção e do Estoque.

O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, que corresponde ao Bloco K


do Guia Prático da Escrituração Fiscal Digital - EFD-ICMS/IPI, previsto no inciso VII do §
3º da cláusula primeira do Ajuste Sinief nº 2/2009, cujo ato instituiu a EFD, está sendo
exigido desde dezembro/2016 conforme escalonamento.

Modelo CIAP
O Ajuste Sinief nº 8/1997 instituiu o documento destinado ao controle de crédito de ICMS
do Ativo Permanente, denominado “CIAP”.

Segundo a cláusula primeira do mencionado Ajuste Sinief, fica instituído, para o contribuinte
que adquirir bem para compor o Ativo Permanente, o documento CIAP, que deve ser
utilizado nos modelos a seguir indicados, conforme a data de aquisição do bem:

a) modelos A e B, destinados à apuração do valor da base do estorno, bem como do total


do estorno mensal do crédito, relativamente ao crédito apropriado nos termos do art.
20, § 5º, da Lei Complementar nº 87/1996, em sua redação original;

24
Bloco G

b) modelos C e D anexos, destinados à apuração do valor do crédito a ser mensalmente


apropriado, nos termos do art. 20, § 5º, da Lei Complementar nº 87/1996, na redação da
Lei Complementar nº 102/2000; e

c) modelo previsto pela EFD, instituído por meio do Ajuste Sinief nº 2/2009, destinado à
apuração do valor do crédito a ser mensalmente apropriado, nos termos do art. 20, § 5º,
da Lei Complementar nº 87/1996, na redação da Lei Complementar nº 102/2000.

O documento fiscal relativo à aquisição de bem do Ativo Permanente será escriturado não
só nos livros próprios (Registros Próprios), mas, também, no Ciap.

A adoção dos modelos A ou B e C ou D será feita de acordo com o disposto na legislação de


cada Unidade da Federação.

Blocos e Registros
Entre o registro inicial (0000) e o final (9999), o arquivo é constituído de blocos, cada um
com um registro de abertura, com registros de dados e com um registro de encerramento,
referindo-se cada um deles a um agrupamento de documentos e de outras informações
econômico-fiscais.

A apresentação de todos os blocos em sequência, conforme Tabela de Blocos a seguir


reproduzida, é obrigatória, sendo que o registro de abertura indicará se haverá ou não
informação.

A contar de janeiro de 2019 teremos a inclusão do Bloco B para utilização dos


contribuintes do Distrito Federal exclusivamente. Conforme cronograma ainda a ser
divulgado em 2009 passam a integrar o rol das Unidades da Federação signatários da
EFD ICMS/IPI – DF e Pernambuco - por consequência do Bloco B

25
• Os registros são compostos de campos que devem ser apresentados de forma sequen-
cial e conforme estabelecido no leiaute do respectivo registro com todos os campos
previstos independentemente de haver ou não informação a ser prestada naquele
campo (a exclusão de campos ocasiona erro na estrutura do registro).

• Dentro da hierarquia, a ordem de apresentação dos registros é sequencial e ascendente.

• Todos os registros com a observação de “registro obrigatório” devem constar do arquivo.

Leiaute atual Guia Prático da EFD versão 3.01

Leiaute
O Ato Cotepe/ICMS nº 44/2018 instituiu o Manual de Orientação do Leiaute da Escrituração
Fiscal Digital - EFD ICMS IPI, conforme alterações introduzidas pela Nota Técnica EFD
ICMS IPI nº 1/2018, publicada no Portal Nacional do Sistema Público de Escrituração Digital
(Sped) e disponibilizada no site do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), www.
confaz. fazenda. gov. br. O Ato Cotepe/ICMS em referência somente produzirá efeitos a
partir de 1º.01.2019, ficando revogado, a partir de então, o Ato Cotepe/ICMS nº 9/2008.

26
Bloco G

BLOCO 9
Bloco 0 da EFD ICMS/IPI – Parte I

BLOCO 0
Este bloco é composto de informações de identificação do estabelecimento, do responsável,
do contabilista e de cadastros gerais.

REGISTRO DESCRIÇÃO
0000 ABERTURA DO ARQUIVO DIGITAL E IDENTIFICAÇÃO DA ENTIDADE

0001 ABERTURA DO BLOCO 0

0005 DADOS COMPLEMENTARES DA ENTIDADE

0015 DADOS DO CONTRIBUINTE SUBSTITUTO

0100 DADOS DO CONTABILISTA

0150 TABELA DE CADASTRO DO PARTICIPANTE

0175 ALTERAÇÃO DA TABELA DE CADASTRO DO PARTICIPANTE

0190 IDENTIFICAÇÃO DAS UNIDADES DE MEDIDA

0200 TABELA IDENTIFICAÇÃO DO ITEM (PRODUTO E SERVIÇO)

0205 ALTERAÇÃO DO ITEM

0206 CÓDIGO PRODUTO TABELA PUBLICADA PELA ANP (COMBUSTÍVEL)

0210 CONSUMO ESPECÍFICO

0220 FATORES DE CONVERSÃO DE UNIDADES

0300 CADASTRO DE BENS OU COMPONENTES DO ATIVO IMOBILIZADO

0305 INFORMAÇÃO SOBRE A UTILIZAÇÃO DO BEM

0400 TABELA NATUREZA OPERAÇÃO / PRESTAÇÃO

0450 TABELA INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR DO DOCUMENTO FISCAL

0460 TABELA INFORMAÇÕES DO LANÇAMENTO FISCAL

0500 PLANO DE CONTAS CONTÁBEIS

0600 CENTRO DE CUSTOS

0990 ENCERRAMENTO DO BLOCO 0

27
28
Bloco G

BLOCO 0 - REGISTROS
Registro 0001: (Abertura do bloco 0)
• Refere-se a um registro de abertura de informações.
• Será sempre obrigatório.
• Serve para indicar se este bloco possui (ou não) informações.

Registro 0005: (Dados complementares da entidade)


• Nome Fantasia, CEP, endereço, bairro, telefone, e-mail

Registro 0015: (Dados do contribuinte substituto ou responsável pelo ICMS destino)


• Sigla da unidade federação contribuinte substituto
• IE contribuinte substituto na unidade da federação contribuinte substituído

Registro 0100: (Dados do contabilista)


• Nome, CPF, CRC, CNPJ e outros.

Escrituração criada com sucesso

29
Deve ser gerado um registro para cada uma das inscrições estaduais cadastradas nas unidades
federadas dos contribuintes substituídos, ainda que não tenha tido movimentação no período,
ficando obrigado à apresentação dos registros E200, E300 e respectivos filhos.

Registro utilizado para identificação do contabilista responsável pela escrituração fiscal do


estabelecimento, mesmo que o contabilista seja funcionário da empresa ou prestador de
serviço.

30
Bloco G

BLOCO 0 - REGISTROS
Registro 0150: (Tabela de Cadastro do Participante)
• Registro utilizado para informações cadastrais das pessoas físicas ou jurídicas envolvi-
das nas transações comerciais com o estabelecimento, no período.

Participantes sem movimentação no período não devem ser informados neste registro.
• Não devem ser informados como participantes os CNPJ e CPF apenas citados nos
registros C350 e C460.
• Necessário a criação desta tabela para seu respectivo registro.

Deve ser informado:


• Código de identificação do participante (até 60 caracteres)
• Nome pessoal ou empresarial do participante (até 100 caracteres)
• Outras identificações: CNPJ, CPF, IE, SUFRAMA

C350 – Nota Fiscal de Venda a


C460 – Documento Fiscal Emitido por ECF
Consumidor Final

Registro 0150 – Declarando Pessoa Física


• Para o caso de participante pessoa física com mais de um endereço, podem ser forne-
cidos mais de um registro, com o mesmo NOME e CPF.
• Neste caso, deve ser usado um COD_PART para cada registro, alterando os demais dados.

31
As informações deste registro representam os dados atualizados no último evento fiscal
(emissão/recebimento de documento fiscal) da EFD-ICMS/IPI.

Registro 0175: (Alteração Tabela de Participante)


• Este registro é de preenchimento obrigatório quando houver, dentro do período,
alteração nos dados informados no registro 0150

Deve ser informado:


• Data alteração do cadastro
• Número campo alterado
• Conteúdo anterior do campo

Quando houver mudança de INSCRIÇÃO ESTADUAL, deve ser criado novo participante
e este registro não deve ser informado.
Para mudança de endereço, este registro só deve ser informado quando houver
emissão ou recebimento, no mesmo mês, de duas ou mais Notas Fiscais para
endereços diferentes do mesmo participante.
Se a mudança de endereço implicar alteração de inscrição estadual, deverá ser
informado um registro 0150 para este novo participante e, portanto, não deve ser
informado o registro 0175.

32
Bloco G

Os dados informados neste registro serão considerados até às 24:00 horas do dia anterior
à data de alteração.

Quando houver mudança de INSCRIÇÃO ESTADUAL, deve ser criado novo participante e
este registro não deve ser informado.

Para mudança de endereço, este registro só deve ser informado quando houver

! emissão ou recebimento, no mesmo mês, de duas ou mais Notas Fiscais para


endereços diferentes do mesmo participante.

Se a mudança de endereço implicar alteração de inscrição estadual, deverá ser


informado um registro 0150 para este novo participante e, portanto, não deve
ser informado o registro 0175.

Registro 0190: (Identificação das Unidades de Medida)

Deve ser informado:


Código de unidade de medida (até 6 caracteres)
Descrição da unidade de medida (até 255 caracteres)
Somente devem constar as unidades de medidas informadas em qualquer outro registro.

33
BLOCO 10
Codificação de Mercadorias
(Registro 0200)

BLOCO 0 - REGISTROS
Registro 0200: (Tabela de Identificação do Item – Produtos e Serviços)

• Este registro tem por objetivo informar mercadorias, serviços, produtos ou quaisquer
outros itens concernentes às transações fiscais e aos movimentos de estoques em
processos produtivos, bem como os insumos.

• Só devem ser apresentados itens referenciados nos demais blocos, exceto se for apre-
sentado o fator de conversão no registro 0220.

• A identificação do item (produto ou serviço) deverá receber o código próprio do infor-


mante do arquivo em qualquer documento, lançamento efetuado ou arquivo informado
(significa que o código de produto deve ser o mesmo na emissão dos documentos
fiscais, na entrada das mercadorias ou em qualquer outra informação prestada ao fisco)

Requisitos:

a) O código utilizado não pode ser duplicado ou atribuído a itens (produto ou serviço)
diferentes. Os produtos e serviços que sofrerem alterações em suas características
básicas deverão ser identificados com códigos diferentes.

b) Em caso de alteração de codificação, deverão ser informados o código e a descrição


anteriores e as datas de validade inicial e final no registro 0205;

34
Bloco G

c) Não é permitida a reutilização de código que tenha sido atribuído para qualquer
produto anteriormente.

d) O código de item/produto a ser informado no Inventário deverá ser aquele utilizado no


mês inventariado.

e) A discriminação do item deve indicar precisamente o mesmo, sendo vedadas discri-


minações diferentes para o mesmo item ou discriminações genéricas (a exemplo de
"diversas entradas", "diversas saídas", “mercadorias para revenda”.

Exceções:
• Operações não destinadas a posterior saída ou industrialização:
• Material de “uso ou consumo sem crédito fiscal;
• Operações que discriminem com gênero aquisições para Ativo Fixo;

Operações que contenham registros consolidados relativos aos contribuintes com


atividade econômica de fornecimento de energia elétrica, de fornecimento de água
canalizada, de fornecimento de gás canalizado, e de prestação de serviços de comunicação
e telecomunicação, que poderão, a critério do Fisco, utilizar registros consolidados por
classe de consumo para representar suas saídas ou prestações.

Codificando um Produto
f) O campo COD_NCM é obrigatório:

f.1) para empresas industriais e equiparadas a industrial, referente aos itens correspon-
dentes à atividade fim, ou quando gerarem créditos e débitos de IPI;

f.2) para contribuintes de ICMS que sejam substitutos tributários;

f.3) para empresas que realizarem operações de exportação ou importação.”

g) O campo COD_GEN é obrigatório a todos os contribuintes somente na aquisição de


produtos primários.

h) O código de item/produto a ser informado no Inventário deverá ser aquele utilizado no


mês inventariado.

35
CEST
CEST – Código de Especificador em substituição tributária.

Este código foi elaborado pela Secretaria da Fazenda, para uniformizar a identificação dos
produtos que estão sujeitos a Substituição Tributária.

O convênio ICMS 92/2015, institui o Código CEST. Inicialmente a previsão de obrigatoriedade


era para 01.01.2016.

Após sucessivas postergações o CEST entrou em vigor a partir de 1º.07.2017.

Na EFD (ICMS/IPI) foi acrescido o “Campo 13” ao Registro 0200, com validade a contar
desde 01.01.2017.

Codificando um Produto
Tipo do item – Atividades Industriais, Comerciais e Serviços:

00 – Mercadoria para Revenda;


01 – Matéria-Prima;
02 – Embalagem;
03 – Produto em Processo;
04 – Produto Acabado;
05 – Subproduto;

36
Bloco G

06 – Produto Intermediário;
07 – Material de Uso e Consumo;
08 – Ativo Imobilizado;
09 – Serviços;
10 – Outros insumos;
99 – Outras

Registro 0200
Empresa varejista que adquire o mesmo item de diversos fornecedores, cada um deles
adota uma unidade de medida diferente na emissão dos documentos. Na venda, a
empresa, por sua vez, pode utilizar mais de uma unidade de medida, dependendo da
quantidade. No registro 0200, é possível ter mais um código para o mesmo produto com
unidades diferentes?

R: Só deve haver um registro 0200 por produto, com a unidade de medida utilizada
na quantificação do estoque. No caso de comercialização ou aquisição com unidade
diferente da constante no registro 0200, deve ser informado um registro 0220 com
o fator de conversão entre a unidade de medida informada no item e a unidade de
inventário do 0200.

BLOCO 0
Registro 0205: Alteração do Item

Este registro tem por objetivo informar alterações ocorridas na descrição do produto,
desde que não o descaracterize ou haja modificação que o identifique como sendo novo
produto, caso não tenha ocorrido movimentação no período da alteração do item, deverá
ser informada no primeiro período em que houver movimentação do item.

Registro 0206: Código de Produto conforme tabela publicada pela ANP


(Combustíveis)

Este registro tem por objetivo informar o código correspondente ao produto constante na
Tabela da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para os produtos denominados “Combustíveis”.

Deve ser apresentado apenas pelos contribuintes produtores, importadores e distribuidores


de combustíveise e a contar de 1º/10/2012 pelos Postos de Combustíveis.

37
BLOCO 11 – Parte 1
Bloco 0 da EFD ICMS/IPI

BLOCO 0
Registro 0210: Consumo Específico Padronizado

Este registro deve ser apresentado pelos estabelecimentos industriais ou a eles equiparados
pela legislação federal.

Atacadistas obrigados à apresentação do bloco K não estão obrigados à apresentação


deste registro.

Deve ser informado o consumo específico padronizado e a perda normal percentual de


um insumo/componente para se produzir uma unidade de produto resultante, segundo as
técnicas de produção de sua atividade, referentes aos produtos que foram fabricados pelo
próprio estabelecimento ou por terceiro.

Este registro somente deve existir quando o conteúdo do campo 7 - TIPO_ITEM do Registro
0200 for igual a 03 (produto em processo) ou 04 (produto acabado).

Se existirem insumos interdependentes (insumos em que o aumento da participação de um


resulta em diminuição da participação de outro ou outros) deverá ser eleito um insumo de cada
grupamento interdependente para informação do total de consumo específico padrão ou perda
normal percentual do conjunto de insumos que representa (na unidade do insumo eleito).

Os demais insumos do grupamento interdependente serão considerados substitutos e deverão


ser informados somente nos Registros K235 ou K255 com a informação do insumo substituído.

A unidade de medida é, obrigatoriamente, a de controle de estoque constante no registro


0200 – campo UNID_INV.

Não podem ser informados dois ou mais registros com o mesmo campo COD_ITEM do
Registro 0200 e o mesmo campo COD_ITEM_COMP.

38
Bloco G

Registro 0210

REGISTRO 0210: Questões Importante


16.2.1.17 – A apresentação da relação insumo-produto ou lista técnica não fere segredos
industriais?

Do ponto de vista técnico, o consumo específico padronizado (Registro 0210), bem como
o consumo efetivo (Registros K235/K255) não ferem o segredo industrial, pois trata-se
de uma composição física, e não uma composição química. Segredo industrial se refere
a conhecimentos técnicos, experiências, fórmulas, processos e métodos de fabricação.
Fórmula se refere a composição química;

Do ponto de vista legal:

a) não têm aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito do


Fisco de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais
ou fiscais, dos comerciantes, industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibi-los,
nos termos do art. 195 do CTN –Lei 5.172/66;

b) Do ponto de vista Fiscal

As informações existentes na escrituração fiscal digital – EFD ICMS/IPI estão protegidas


pelo sigilo fiscal, nos termos do art 198 do CTN – Lei 5.172/66.

Entretanto, se ainda assim o contribuinte entender que a composição física poderá estar
ferindo o segredo industrial, o mesmo poderá cifrar a descrição dos insumos/componentes.
Em uma eventual auditoria fiscal, formalizada nos termos da legislação vigente, essa
descrição poderia ser decifrada mediante intimação do Auditor Fiscal. Dessa forma, apenas o
Auditor Fiscal que está efetuando a auditoria fiscal conhecerá os insumos/componentes da
composição dos produtos.

Fonte: http://www1.receita.fazenda.gov.br/faq/default.htm

39
Até dezembro de 2017, este registro deve ser apresentado, caso exista produção e/ou consumo
nos Registros K230/K235 e K250/K255. A partir de janeiro de 2018, a obrigatoriedade da
apresentação deste registro ficará a critério de cada UF, caso exista produção e consumo nos
Registros K230/K235 e K250/K255. Exemplos:

O Estado de Minas Gerais continuará exigindo o preenchimento deste registro nos


termos do Resolução nº 5.071, de 21 de dezembro de 2017.

O Estado de São Paulo decidiu dispensar o preenchimento do Registro 0210 com a


publicação da Portaria CAT 7/2018 de 7.02.2018.

40
Bloco G

BLOCO 11 – Parte 2
Bloco 0 da EFD ICMS/IPI

BLOCO 0
Registro 0220: Fatores de Conversão de Unidades

Este registro tem por objetivo informar os fatores de conversão dos itens discriminados na
Tabela de Identificação do Item (Produtos e Serviços) entre a unidade informada no registro
0200 e as unidades informadas nos registros dos documentos fiscais ou nos registros do
controle da produção e do estoque, Bloco K.

Nos documentos eletrônicos de emissão própria, quando a unidade comercial for diferente
da unidade do inventário, este registro deverá ser informado.

Quando for utilizada unidade de inventário (bloco H) ou unidade de medida de controle


de estoque (bloco K) diferente da unidade comercial do produto é necessário informar o
registro 0220 para informar os fatores de conversão entre as unidades.

Esclarecimento Adicionais Registro 0220

Por ocasião da entrada da mercadoria a informação a ser prestada no Registro C170


“Entradas” obedecerá o critério do emitente do documento fiscal.

Contudo toda vez que a unidade informada no documento de entrada for diferente daquela
que será utilizada para o inventário, deve ser informado, além do Registro 0190 com a
unidade de medida, o Registro 0220 com o fator de conversão.

41
Registro 0400: Tabela de Natureza da Operação/Prestação

Este registro tem por objetivo codificar os textos das diferentes naturezas da operação/
prestação discriminadas nos documentos fiscais. Esta codificação e suas descrições são
livremente criadas e mantidas pelo contribuinte.

Este registro não se refere a CFOP. Algumas empresas utilizam outra classificação além das
apresentados nos CFOP. Esta codificação permite informar estes agrupamentos próprios.

Não podem ser informados dois ou mais registros com o mesmo conteúdo no campo
COD_NAT

Exemplo:

|0400|AB030|Troca em virtude de Defeito de Fabricação|

Registro 0450: Tabela de Informação Complementar do Documento Fiscal

Este registro tem por objetivo codificar todas as informações complementares dos
documentos fiscais, exigidas pela legislação fiscal. Estas informações constam no campo
“Dados Adicionais” dos documentos fiscais.

Esta codificação e suas descrições são livremente criadas e mantidas pelo contribuinte
e não podem ser informados dois ou mais registros com o mesmo conteúdo no campo
COD_INF.

Deverão constar todas as informações complementares de interesse do fisco existentes


nos documentos fiscais.

Exemplo 2: nos casos de documentos fiscais de entradas, informar as referências a um


outro documento fiscal.

Exemplo 2:art. 471 do RICMS/SP (Será emitida uma Nota Fiscal para efeito de faturamento
englobando todas as remessas das mercadorias remetidas em consignação industrial.

Texto livre da informação complementar existente no documento fiscal, inclusive


espécie de normas legais, poder normativo, número, capitulação, data e demais
referências pertinentes com indicação referentes ao tributo.

42
Bloco G

Registro 0460: Tabela de Observações do Lançamento Fiscal

Este registro é utilizado para informar anotações de escrituração determinadas pela legislação
pertinente aos lançamentos fiscais, tais como: ajustes efetuados por diferimento parcial de
imposto, antecipações, diferencial de alíquota e Outros.

Esta codificação e suas descrições são de atribuição do contribuinte e não podem ser
informados dois ou mais registros com o mesmo conteúdo no campo COD_OBS.

Vincula-se com o Registro C195 – Observação de Lançamento Fiscal.

No Campo 3 deste registro serão lançadas informações que constam por obrigação legal
no campo de “Observações” dos Livros Registros de Entrada, Saída e Apuração.

Registro 0500: Plano de Contas Contábeis

Este registro tem o objetivo de identificar as contas contábeis utilizadas pelo contribuinte
informante em sua Contabilidade Geral, no que se refere às contas referenciadas no registro
0300.

Não podem ser informados dois ou mais registros com a mesma combinação de conteúdo
nos campos DT_ALT e COD_CTA.

Validação: A data não pode ser maior que a constante no campo DT_FIN (data final das
informações contidas no arquivo - último dia do período que está sendo informado) do
Registro 0000 – Abertura do Arquivo.

Similar ao registro 1050 da ECD

Registro 0600: Centro de Custos

Este registro tem o objetivo de identificar os centros de custos referenciados no registro 0305.

Não podem ser informados dois ou mais registros com a mesma combinação de conteúdo
nos campos DT_ALT e COD_CCUS.

43
Registro 0990: Encerramento do BLOCO 0

Este registro tem por objetivo identificar o encerramento do bloco 0 e informar a quantidade
de linhas (registros) existentes no bloco.

A quantidade de linhas (registros) a ser informada deve considerar também os próprios


registros de abertura e encerramento do bloco. Para este cálculo, o registro 0000,
mesmo não pertencendo ao bloco 0, deve ser somado.

Registro 0300 - Cadastro de bens ou componentes do Ativo Imobilizado


Este registro tem o objetivo de identificar e caracterizar todos os bens ou componentes
arrolados no registro G125 do bloco G e os bens em construção.

O bem ou componente deverá ter código individualizado, atribuído pelo contribuinte em


seu controle patrimonial do Ativo Imobilizado, sem que haja reutilização, duplicação ou
atribuição de código a bens ou componentes diferentes.

A discriminação do bem ou componente deverá indicá-lo precisamente, vedadas


discriminações diferentes para o mesmo bem ou componente, no mesmo período, ou
discriminações genéricas.

As informações nos campos “IDENT_MERC”, “DESCR_ITEM”, “COD_PRNC” e “COD_CTA”


devem se referir às características atuais do bem ou componente.

Deve-se também apresentar registro que identifique e caracterize o bem que está sendo
construído no estabelecimento do contribuinte, a partir do período de apuração em que se
adquirir o primeiro componente.

Visualizando Exemplo do Registro

44
Bloco G

Leiaute

Preenchimento dos campos

45
Registro 0305 - Informação sobre a utilização do bem
Este registro tem o objetivo de prestar informações sobre a utilização do bem, tornando-se
obrigatório quando o conteúdo do campo “IDENT_MERC” do registro 0300 for igual a “1”.

Leiaute

Preenchimento dos campos:

46
Bloco G

Exemplo de Conta de Ativo a ser utilizado nos registros a seguir:

47
BLOCO 12
Aspectos Relevantes do Bloco C
da EFD ICMS/IPI

BLOCO C
Este bloco destina-se a informar Documentos Fiscais que envolvam
Movimentação de Mercadoria.

Registro C001: Abertura do Bloco C

Este registro tem por objetivo identificar a abertura do bloco C, indicando se há informações
sobre documentos fiscais.

Uma vez informado o código “1” somente poderão ser informados os registros de abertura
e encerramento, informando o código “0”, deverá ser informado pelo menos um registro ,
além do registro de abertura e encerramento do BLOCO C.

Registro C100: Nota Fiscal (Código 01), Nota Fiscal avulsa (Código 1B), Nota Fiscal de
Produtor (Código 04), NF-e (Código 55) E NFC- e (Código 65).

Este registro deve ser gerado para cada documento fiscal código 01, 1B, 04, 55 e 65,
conforme item 4.1.1 do Ato COTEPE/ICMS nº 09, de 18 de abril de 2008, registrando a entrada
ou saída de produtos ou outras situações que envolvam a emissão dos documentos fiscais
mencionados.

BLOCO C - PARTICULARIDADES
Notas Fiscais Eletrônicas - NF-e de emissão própria: regra geral, devem ser apresentados
somente os registros C100 e C190, e, se existirem ajustes de documento fiscais determinados
por legislação estadual (tabela 5.3 do Ato COTEPE ICMS 09/08), devem ser apresentados
também os registros C195 e C197;

48
Bloco G

Somente será admitida a informação do registro C170 quando também houver sido
informado o registro C176, hipótese de emissão de documento fiscal quando houver direito
a Ressarcimento de ICMS em Operações com Substituição Tributária; permitindo ainda a
partir de julho de 2012, a apresentação dos registros C110 e C120;

Informação Complementar Operações de Importação

Notas Fiscais Complementares e Notas Fiscais Complementares Extemporâneas:

Nesta situação, somente os campos REG, IND_EMIT, COD_PART, COD_MOD, COD_SIT,


NUM_DOC e DT_DOC são de preenchimento obrigatório, devendo ser preenchida a data
de efetiva saída, para os contribuintes das UFs que utilizam a data de saída para a apuração.
Os demais campos são facultativos (se forem preenchidos inclusive com valores iguais a
zero, serão validados e aplicadas as regras de campos existentes).

O registro C190 é sempre obrigatório e deve ser totalmente preenchido. Os demais campos
e registros filhos do registro C100 serão informados, quando houver informação a ser
prestada. Se for informado o registro C170 o campo NR_ITEM deve ser preenchido.

Notas Fiscais emitidas por regime especial ou norma específica (campo


COD_SIT igual a “08”).

Para documentos fiscais emitidos com base em regime especial ou norma específica,
deverão ser apresentados os registros C100 e C190, obrigatoriamente, e os demais
registros “filhos”, se estes forem exigidos pela legislação fiscal. Nesta situação, somente os
campos REG, IND_EMIT, COD_PART, COD_MOD, COD_SIT, NUM_DOC e DT_DOC são de
preenchimento obrigatório.

Os demais campos, com exceção do campo NR_ITEM do registro C170, são facultativos (se
forem preenchidos inclusive com valores iguais a Zero, serão validados e aplicadas as regras
de campos existentes) e deverão ser preenchidos, quando houver informação a ser prestada.

Exemplo: Nota fiscal englobada CFOP 1.604

49
Lançamentos de documentos em Regime Especiais:

Para os documentos fiscais emitidos de acordo com o estabelecido em regimes especiais


ou normas específicas, devidamente autorizados pelo fisco (campo COD_SIT igual a “08”),
será permitida a informação de data de emissão de documento maior que a data de
entrada ou saída.

Ex. aquisição de cana de açúcar, venda de derivados de petróleo, etc. Será emitida
Advertência pelo PVA-EFD.

Cuidado, desde janeiro de 2012, para todos os documentos diferentes de NF-e e com
COD_SIT igual a “08” (documento fiscal emitido com base em regime especial ou norma
específica), deverá ser informada no registro C110 (informação complementar da nota fiscal)
a norma legal que autoriza o preenchimento do documento fiscal nessa situação.

BLOCO C – REGISTRO C100

Registro C170: (Complemento do Documento – Itens do Documento)

Este registro é dependente do Registro C100.

Registro obrigatório para discriminar os itens da nota fiscal (mercadorias e/ou serviços
constantes em notas conjugadas), inclusive em operações de entrada de mercadorias
acompanhada de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) de emissão de terceiros.

50
Bloco G

Termo "item" é aplicado às operações fiscais que envolvam mercadorias, serviços, produtos
ou quaisquer outros itens concernentes às transações fiscais suportadas pelo documento,
como por exemplo nota fiscal complementar, nota fiscal de ressarcimento, transferências
de créditos e outros casos.

Para documentos de entrada, os campos de valor de imposto/contribuição, base de


cálculo e alíquota só devem ser informados se o adquirente tiver direito à apropriação
do crédito pelo enfoque do declarante.

BLOCO C - REGISTROS
Registro C170: (ainda sobre este registro)

Deve ser informado:


• Informar o número seqüencial da nota fiscal.
• Informar o código do item (Bloco 0 Registro 0200)
• Descrição do item como adotado no documento fiscal.
• Informar quantidade do item assim como sua unidade registrada no 0190.
• Valor total do item (mercadoria ou serviço).
• Informar sobre ICMS (lembrando ser o mesmo arquivo do EFD (ICMS e IPI)): CST ICMS,
BC, Alíquota, Valor do ICMS, BC ICMS ST, Alíquota ICMS ST, ICMS ST
• Informar CFOP e natureza da operação (Campo 2 registro 0400)
• Informar sobre IPI (lembrando ser o mesmo arquivo do EFD (ICMS e IPI)): período de
apuração (mensal ou decendial), CST IPI, BC, alíquota e valor IPI.
• Informar sobre PIS e COFINS: CST, BC, alíquota e valor. (se for Monofásico, possui linha
própria para indicar BC e alíquota)
• Informar conta analítica contábil (debitada ou creditada) Registro 0500

Registro C170 - Campo 10 Importante:


Nos documentos fiscais de emissão própria o campo deverá ser preenchido com o código da
Situação Tributária sob o enfoque do declarante. Nas operações de entradas (documentos
de terceiros), poderá ser informado o CST que constar no documento fiscal de aquisição
dos produtos.

Nas operações de aquisição de produtos de empresas do Simples Nacional, deverá ser


indicado o CST definido pelo Convênio S/N de 1970.

51
Nas operações de entradas (documentos de terceiros), poderá ser informado o CST que
constar no documento fiscal de aquisição dos produtos.

A partir julho de 2012, nas operações de aquisições de mercadorias o CST_ICMS deverá ser
informado sob o enfoque do declarante. Ex.1 - Aquisição de mercadorias tributadas para uso
e consumo informar código “90” da tabela B.

Ex. 2 - Aquisição de mercadorias para comercialização com ICMS retido por ST informar
código “60” da tabela B.

Validação do Campo 10 Código de Situação Tributária ICMS

CST VL_BC_ICMS, ALIQ_ICMS e VL_ICMS

30, 40, 41, 50, ou 60 Campos com valores zerados (0)


Diferentes de 30, 40, 41, 50, e 60 Campos com valores superiores a zero (0)
20, 51 ou 90 Campos com valores superiores ou iguais a zero (0)

CST VL_BC_ST, ALIQ_ST e VL_ICMS_ST

10, 30 ou 70 Deverão ser maiores ou iguais a “0” (zero).


Diferente de 10, 30 ou 70 Deverão ser iguais a “0” (zero).

52
Bloco G

BLOCO 13
Bloco C – Registros Secundários
(Filhos)

REGISTRO C120: COMPLEMENTO DE DOCUMENTO


Para modelo de NF 1 e 1-A e NF-e

OPERAÇÕES DE IMPORTAÇÃO - registro tem por objetivo informar detalhes das operações
de importação, que estejam sendo documentadas pela nota fiscal escriturada no registro
C100, quando o campo IND_OPER for igual a “0” (zero), indicando operação de entrada.

Validação do Registro: Não podem ser informados para um mesmo documento fiscal, dois
ou mais registros com o mesmo conteúdo no campo NUM_DOC__IMP e NUM_ACDRAW.

BLOCO C - REGISTROS
Registro C190: (Registro Analítico do Documento (Código 01, 1B, 04, 55 e 65)
Este registro tem por objetivo representar a escrituração dos documentos fiscais totalizados
por CST, CFOP e Alíquota de ICMS.

Deve ser informado:


• Código ST Tabela 4.3.1 e CFOP agrupamento de itens e Alíquota ICMS
• Valor da operação na combinação de CST ICMS
• "Valor da base de cálculo do ICMS" referente à combinação de CST_ICMS, CFOP e
alíquota do ICMS
• "Valor do ICMS“ referente à combinação de CST_ICMS, CFOP e alíquota do ICMS.
• "Valor da base de cálculo do ICMS" da substituição tributária referente à combinação de
CST_ICMS, CFOP e alíquota do ICMS.
• Valor creditado/debitado do ICMS da substituição tributária, referente à combinação de
CST_ICMS, CFOP, e alíquota do ICMS.

53
• Valor não tributado em função da redução da base de cálculo do ICMS, referente à
combinação de CST_ICMS, CFOP e alíquota do ICMS.

BLOCO C – Registro 190

Registro C195: (Observaçoes do Lançamento Fiscal (Código 01, 1B e 55)


Este registro deve ser informado quando, em decorrência da legislação estadual, houver
ajustes nos documentos fiscais, informações sobre diferencial de alíquota, antecipação de
imposto e outras situações.
Estas informações equivalem às observações que são lançadas na coluna “Observações” dos
Livros Fiscais previstos no Convênio SN/70 – SINIEF, art. 63, I a IV.
Sempre que ocorrer um ajuste (lançamentos referentes aos impostos que têm o cálculo
detalhado em Informações Complementares da NF; ou aos impostos que estão definidos
na legislação e não constam na NF; ou aos recolhimentos antecipados dos impostos), deve,
conforme dispuser a legislação estadual, ocorrer uma observação.

Registro C197: (Outras Obrigações Tributárias, Ajustes e Informações de Valores


Provenientes de Documento Fiscal)
Este registro tem por objetivo detalhar outras obrigações tributárias, ajustes e informações
de valores do documento fiscal do registro C195, que podem ou não alterar o cálculo do
valor do imposto.
O Registro C197 passa a ser exigido no Estado de São Paulo a contar de 1.01.2016. Tendo
sido estabelecida a tabela 5.3 que poderá ser consultada na Portaria CAT 147/2009 ou no
Portal do Sped.

54
Bloco G

BLOCO 14 – Parte 1
Bloco G – Registros

Registro G001: Abertura do Bloco G


Este registro deve ser gerado para abertura do bloco G, indicando-se quanto à existência ou
não de registros de informações no bloco.

Registro G110 - ICMS - Ativo Permanente - CIAP


Este registro tem o objetivo de prestar informações, sobre o Ciap, sobre:

a) saldo de ICMS do CIAP, composto pelo valor do ICMS de bens ou componentes (somen-
te componentes cujo crédito de ICMS já foi apropriado) que entraram anteriormente
ao período de apuração (campo 4);

b) o somatório das parcelas de ICMS passíveis de apropriação de cada bem ou com-


ponente, inclusive aqueles que foram escriturados no CIAP em período anterior
(campo 5);

c) o valor do índice de participação do somatório do valor das saídas tributadas e saídas


para exportação no valor total das saídas, o valor é sempre igual ou menor que 1
(campo 8);

55
d) o valor de ICMS a ser apropriado como crédito. Esse valor (campo 9) será apropriado
diretamente no Registro de Apuração do ICMS, como ajuste de apuração, salvo se a
legislação obrigar a emissão de documento fiscal;

e) o valor de outras parcelas de ICMS a ser apropriado. Esse valor (campo 10) será apro-
priado diretamente no Registro de Apuração do ICMS, como ajuste de apuração, salvo
se a legislação obrigar a emissão de documento fiscal.

Não podem ser informados dois ou mais registros com a mesma combinação de conteúdo
nos campos “DT_INI” e “DT_FIN” e tal combinação deve ser igual àquela informada em um
registro E100.

Veja mais informações no procedimento: ICMS - Sped - Escrituração Fiscal Digital (EFD) -
Registro G110 (Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente - CIAP)

56
Bloco G

57
BLOCO 14 – Parte 2
Bloco G – Registro

Registro G125 - Movimentação de bem ou componente do Ativo Imobilizado


Este registro tem o objetivo de informar as movimentações de bens ou componentes no Ciap
e a apropriação de parcelas de créditos de ICMS do Ativo Imobilizado.

Cabe observar que incluem-se no conceito de movimentação:

a) entrada de bem ou componente no Ciap;


b) saída de bem ou componente do Ciap;
c) baixa de bem ou componente do Ciap;
d) entrada no CIAP pela conclusão de bem que estava sendo construído pelo contribuinte
(exceto quando o bem ou componente gerar créditos a partir do momento de sua entrada).

Cabe observar que não podem ser informados dois ou mais registros com a mesma
combinação de conteúdo nos campos “COD_IND_BEM” e “TIPO_MOV”.

Observações:
Os preenchimentos
dos campos 09 e 10
indicarão sempre
a escrituração e
aproveitamento do
crédito de ICMS
no período.

58
Bloco G

BLOCO 14 – Parte 3
Bloco G – Registro

Registro G125 - Movimentação de bem ou componente do Ativo Imobilizado


Campo 03 – DT_MOV: Preenchimento: informar a data no formato “ddmmaaaa”.

Validações:

a) quando o valor no campo TIPO_MOV for igual a “SI”, a data deve ser igual à data inicial
constante do campo DT_INI do registro G110;

b) quando o valor no campo TIPO_MOV for igual a “IA”, “IM”, “CI”, “MC”, “BA”, “AT”, “PE” ou “OT”, a
data deve ser igual ou menor à data final constante do campo DT_FIN do registro G110.

Campo 04 (TIPO_MOV): Valores Válidos: [SI, IM, IA, CI, MC, BA, AT, PE, OT];

Preenchimento:

1) regras comuns a bem e a componente cujo crédito seja apropriado a partir do período que
ocorrer a sua entrada ou consumo no estabelecimento:

1.1) o bem ou componente que ainda possui parcela a ser apropriada e que foi escriturado em
período anterior ao período de apuração deve ser informado com o tipo de movimentação “SI”.
A data de movimentação deve ser igual à data inicial do período da apuração;

1.2) o bem que entrar no estabelecimento no período de apuração deve ser informado com
o tipo de movimentação “IM”;

1.3) o componente será informado com tipo de movimentação “IA” no mês da aquisição,
devendo ser informados os campos NUM_PARC e VL_PARC_PASS. Nos períodos seguintes
deve ser informado com o tipo de movimentação “SI” e a apropriação das parcelas deverá
ser controlada pelo código individual desse componente até a sua respectiva baixa. Quando
da conclusão da construção do bem, não deverá ser apresentado o registro com tipo de
movimentação igual a “CI”;

59
1.4) a entrada de bem ou componente no CIAP oriunda de estoque do Ativo Circulante
deverá ser informada com o tipo de movimentação “MC”;

Como o próprio nome já nos dá uma noção, ativos circulantes são o contrário dos ativos fixos.
Um ativo circulante possui alta liquidez e constará nas contas de uma empresa que estarão
sempre em constante movimento, sofrendo diversas alterações enquanto esta empresa realiza
sua atividade comercial principal.

Como exemplos de ativos circulantes temos a conta bancária de uma empresa, duplicatas
a receber de clientes ainda neste exercício contábil, estoques de material para venda,
despesas antecipadas, adiantamentos a fornecedores, resgate de aplicações financeiras ou
investimentos de curto prazo. Nessa lista entram até mesmo impostos a serem recuperados,
como PIS, ICMS ou COFINS — dependendo do regime de tributação escolhido pela empresa.

Exemplo de ativo circulante que poderá se tornar um ativo permanente:

Máquina de revenda

Passa a fazer uso no próprio setor industrial da empresa

1.5) a baixa de bem ou componente pelo fim de apropriação de crédito deverá ocorrer no
período de apropriação da última parcela e, neste caso, deverão ser apresentados dois
registros: um registro com tipo de movimentação “SI”, com os campos NUM_PARC e VL_
PARC_PASS preenchidos, representando a apropriação da última parcela, e o segundo
registro com o tipo de movimentação “BA”, representando a saída do CIAP.

Esse 2º registro não poderá ter os campos: VL_IMOB_ICMS_OP, VL_IMOB_ICMS_ST, VL_


IMOB_ICMS_FRT, VL_IMOB_ICMS_DIF, NUM_PARC e VL_PARC_PASS preenchidos;

1.6) a saída de um bem ou componente deve ser informada no período de ocorrência do


fato. Deverão ser apresentados 02 registros: um registro com tipo de movimentação “SI” e
um segundo registro com tipo de movimentação igual a “AT”, “PE” ou “OT”, conforme o caso,
representando a saída do CIAP. Nesse 2º registro os campos VL_IMOB_ICMS_OP, VL_IMOB_
ICMS_ST, VL_IMOB_ICMS_FRT, VL_IMOB_ICMS_DIF, NUM_PARC e VL_PARC_PASS não
podem ser informados.

Os campos NUM_PARC e VL_PARC_PASS do 1º registro com tipo de movimentação SI podem


ser preenchidos, representando a apropriação da parcela, desde que a legislação da unidade
federada interprete pela possibilidade de apropriação da parcela referente ao período de
apuração em que ocorreu o fato (inciso V do § 5º do art. 20 da Lei Complementar nº 87/1996),

60
Bloco G

BLOCO 14 – Parte 4
Bloco G – Registro

Registro G125 - Movimentação de bem ou componente do Ativo Imobilizado


1.7) quando o tipo de movimentação for igual a “SI”, “IM”, “IA” ou “MC” devem ser
informados os campos NUM_PARC e VL_PARC_PASS.

2) regras específicas para contribuinte localizado em UF que considere que o componente não
atende as condições para se ter direito ao crédito de ICMS, mas sim o bem móvel resultante
que está sendo construído no estabelecimento do contribuinte:

2.1) a entrada ou consumo de componente de um bem que está sendo construído no


estabelecimento do contribuinte deverá ser informado com o tipo de movimentação “IA”,
no período de ocorrência do fato. Os campos NUM_PARC e VL_PARC_PASS não podem
ser informados;

2.2) a escrituração no CIAP do bem que foi construído no estabelecimento do contribuinte


será informada com tipo de movimentação igual a “CI” no período da sua conclusão.

2.3) no período de apuração em que se iniciar a obrigação de escrituração fiscal digital do


CIAP ou quando isso ocorrer de forma espontânea, os componentes que entraram ou foram
consumidos antes desse período e cuja construção do bem vinculado ainda não tenha sido
concluída ou cujo bem vinculado ainda tenha parcela a ser apropriada devem ser informados
com o tipo de movimentação “IA”. Nos períodos de apuração posteriores, essa informação
não deve mais ser prestada.

2.4) a saída de um componente, cuja entrada ocorreu em mês anterior ao período da


escrituração, deve ser informada no período de ocorrência do fato, com a apresentação de
02 registros:

a) um registro com tipo de movimentação “SI”, representando a existência de componente que


entrou em período anterior, com os campos (VL_IMOB_ICMS_OP, VL_IMOB_ICMS_ST, VL_
IMOB_ICMS_FRT, VL_IMOB_ICMS_DIF) devidamente preenchidos e os campos NUM_PARC
e VL_PARC_PASS não preenchidos (recuperação da informação referente ao componente); e

61
b) outro registro com tipo de movimentação igual a “AT”, “PE” ou “OT”, conforme o caso,
representando a saída do CIAP. Nesse 2º registro os campos VL_IMOB_ICMS_OP, VL_IMOB_
ICMS_ST, VL_IMOB_ICMS_FRT, VL_IMOB_ICMS_DIF, NUM_PARC e VL_PARC_PASS não
podem ser informados.

Campo 05 (VL_IMOB_ICMS_OP), 06 (VL_IMOB_ICMS_ST), 07 (VL_IMOB_ICMS_FRT) e 08 (VL_


IMOB_ICMS_DIF):

Preenchimento:

1) quando o tipo de movimentação for referente a uma entrada dos tipos “SI”, “IM”, “IA” e “MC”,
considerar-se-á o valor do ICMS originado do documento fiscal inclusive de ICMS originado
de documento fiscal complementar;

2) quando o tipo de movimentação for referente a uma entrada do tipo “CI”, considerar-se-á
o valor do ICMS como o somatório do valor do ICMS dos seus respectivos componentes,
cujas imobilizações ocorreram com o tipo de movimentação “IA”;

3) para os tipos de movimentação igual a “SI”, “IM”, “IA”, “CI” ou “MC”, pelo menos um desses
campos deve ser maior que zero;

4) quando o tipo de movimentação for igual a “BA”, “AT”, “PE” ou “OT”, esses campos não devem
ser informados.

Campo 09 (NUM_PARC):

Preenchimento: informe o número da parcela que está sendo escriturada.

Validações: informação obrigatória quando o conteúdo do campo 10 - VL_PARC_PASS for maior


que zero. (Erro)

Campo 10 (VL_PARC_PASS):

Preenchimento: informe o valor passível de apropriação do crédito (total de créditos de ICMS


do bem ou componente dividido pela quantidade de parcelas) antes da aplicação do índice
de participação do valor das saídas tributadas/exportação no valor total das saídas (campo 08
- IND_PER_SAI do reg. G110). O valor informado neste campo, quando maior que zero, indica
a escrituração e apropriação de valor de crédito de ICMS no período, independentemente da
informação constante no campo 04 - TIPO_MOV (tipo de movimentação).

Validações:

a) o valor informado deve ser igual ou menor que o somatório dos campos VL_IMOB_ICMS_
OP, VL_IMOB_ICMS_ST, VL_IMOB_ICMS_FRT, VL_IMOB_ICMS_DIF, dividido pelo valor
informado no campo NR_PARC do registro 0300;

b) informação obrigatória quando o conteúdo do campo 09 – NUM_PARC for maior que zero.

62
Bloco G

BLOCO 14 – Parte 5
Bloco G – Registro

Registro G126 - Outros Créditos CIAP


Este registro tem por objetivo discriminar os demais valores a serem apropriados como
créditos de ICMS de Ativo Imobilizado que não foram escriturados nos períodos anteriores,
quando a legislação permitir.

No Campo Descrição Tipo Tam. Dec. Obrig.


01 REG Texto fixo contendo "G126" C 004 - O
02 DT_INI Data inicial do período de apuração N 008 - O
03 DT_FIM Data final do período de apuração N 008 - O
04 NUM_PARC Número da parcela do ICMS N 003 - O
Valor da parcela de ICMS passível de apropriação - antes
05 VL_PARC_PASS da aplicação da participação percentual do valor das N - 02 O
saídas tributadas/exportação sobre as saídas totais.
Valor do somatório das saídas tributadas e saídas para
06 VL_TRIB_OC N - 02 O
exportação no período indicado neste Registro.
07 VL_TOTAL Valor total de saídas no período indicado neste registro. N - 02 O
Índice de participação do valor do somatório das saídas
08 IND_PER_SAI tributadas e saídas para exportação no valor total de N - 08 O
saídas (Campo 06 dividido pelo campo 07)
Valor de outros créditos de ICMS a ser apropriado na
09 VL_PARC_APROP N - 02 O
apuração (Campo 05 vezes o Campo 08).

Campos do Registro
Campo 01 (REG) – Valor Válido: [G126]
Campo 02 (DT_INI) – Preenchimento: informar a data inicial do período de apuração a que
se refere a apropriação no formato “ddmmaaaa”;
Campo 03 (DT_FIN) – Preenchimento: informar a data final do período de apuração a que se
refere a apropriação no formato “ddmmaaaa”;
Campo 04 (NUM_PARC) – Preenchimento: informar o número da parcela que está sendo
apropriada;

63
Campo 05 (VL_PARC_PASS) – Preenchimento: informar o valor do crédito de ICMS passível
de apropriação.

Campo 06 (VL_TRIB_OC) – Preenchimento: informar o valor das saídas tributadas e para a


exportação do período referido neste registro.

Campo 07 (VL_TOTAL) – Preenchimento: informar o valor total das saídas do período referido
neste registro, conforme a legislação da UF.

Campo 08 (IND_PER_SAI) – Preenchimento: informar o valor do índice de participação


correspondente ao resultado da divisão do campo VL_TRIB_EXP pelo campo VL_TOTAL.

Campo 09 (VL-PARC_APROP) – Preenchimento: informar o valor do crédito de ICMS a ser


apropriado na apuração do imposto.

Validação: O valor informado neste campo deve ser menor ou igual ao resultado da
multiplicação do valor constante no campo 05 (VL_PARC_PASS) pelo índice de participação
calculado no campo 08 (IND_PER_SAI).

Registro G130 - Identificação do documento fiscal


Este registro tem o objetivo de identificar o documento fiscal que acobertou a entrada ou a
saída do bem ou componente do CIAP.

Quando o tipo de movimentação - TIPO_MOV do registro G125 - for igual a "MC", "IM", "IA"
ou "AT", este registro é obrigatório.

Entretanto, caso exista previsão legal de emissão de documento fiscal para os demais tipos
de movimentação - TIPO_MOV do registro G125 - esse registro deverá ser informado.

No período em que se iniciar a obrigação de escrituração fiscal digital do CIAP ou quando


isso ocorrer de forma espontânea, este registro é obrigatório nas seguintes situações:

a) quando o tipo de movimentação - TIPO_MOV do registro G125 - for igual a “SI” e esse “SI”
for originado dos tipos de movimentação “IM”, “IA” ou “MC”;

b) quando o tipo de movimentação - TIPO_MOV do registro G125 - for igual a “SI” e esse
“SI” for originado do tipo de movimentação “CI”, devem ser informados os documentos
fiscais relativos ao tipo de movimentação “IA” dos seus componentes que entraram
antes desse período;

c) quando o tipo de movimentação - TIPO_MOV do registro G125 - for igual a “CI”, devem
ser informados os documentos fiscais relativos ao tipo de movimentação “IA” dos seus
componentes que entraram antes desse período.

Independentemente das situações referidas, esse registro será informado uma única vez.

64
Bloco G

Não podem ser informados dois ou mais registros com a mesma combinação de conteúdo
nos campos IND_EMIT, COD_PART, COD_MOD, SERIE, NUM_DOC, CHV_NFE_CTE para o
mesmo bem ou componente.

Na tabela a seguir, demonstramos a forma de preenchimento dos campos do registro G130.

Registro G140 - Identificação do item do documento fiscal


Este registro tem por objetivo identificar o item do documento fiscal informado no registro
G130.

Cabe observar que não podem ser informados dois ou mais registros com o mesmo valor
nos campos “NUM_ITEM” + “COD_ITEM”.

65
BLOCO 15
Estrutura e Requisitos da EFD
(ICMS/IPI)

Conteúdo da EFD
O arquivo da EFD é constituído de Blocos, os quais são organizados em Registros, que por
sua vez, são conjuntos de campos específicos para cada informação.

Os Blocos e registros devem sempre observar a sequência apresentada


pelo Manual da EFD sendo esta rígida.

Tabelas de Blocos

Bloco Descrição

0 Refere-se a abertura, Identificação e Referências

C Documentos Fiscais I – informações sobre mercadorias (ICMS/IPI)

D Documentos Fiscais II – Serviços (ICMS)

E Apuração do ICMS e do PI

G Controle do Crédito de ICMS do Ativo Permanente (CIAP)

K Controle de Produção e Estoque

H Inventário Físico

1 Outras informações

9 Controle e Encerramento do Arquivo

66
Bloco G

Estrutura
O leiaute deve obedecer a estrutura hierárquica definida no “Guia Prático” da EFD, não
podendo haver inversão de blocos e registros.

Com exceção ao registro 0000, que contém informações do declarante, todo bloco terá um
registro de abertura que identifica se há movimento a ser declarado ou não, e um registro
final, indicando o total de linhas referentes ao bloco.

Ao final do arquivo temos um último bloco “9”, que controla e totaliza os demais blocos e
registros.

Periodicidade
Os arquivos da EFD têm periodicidade mensal e devem apresentar informações relativas a
um mês civil ou fração, ainda que as apurações dos impostos (ICMS e IPI) sejam efetuadas
em períodos inferiores a um mês, segundo a legislação de cada imposto.

A cláusula décima segunda do Ajuste Sinief 02/09 prevê que o prazo de envio da EFD será
até o 5º (quinto dia) do mês subsequente ao encerramento do mês podendo cada Unidade
da Federação estabelecer seu próprio prazo. Exemplos:

No Estado de São Paulo a EFD deverá ser enviada até o dia 20 do mês subsequente ao
período de referencia. (Portaria CAT 147/2009, art. 10 e 15, § § 2º e 3º alterada pela Portaria
CAT nº 22/2016)

No Estado de Minas Gerais a EFD deverá ser enviada até o dia 25 do mês subsequente.

Requisitos de Transmissão
Após a gravação, a EFD deverá ser transmitida via Internet.

Para tanto, o declarante deve buscar, no endereço eletrônico das Administrações Tributárias,
a versão atualizada do programa Receitanet (download) e instalá-la em seu computador
(conforme Manual de Ajuda da EFD)

Envio da EFD
O contribuinte deverá, relativamente a cada estabelecimento localizado no Estado, gerar
um único arquivo digital da EFD e enviá-lo uma única vez à Secretaria da Fazenda, salvo na
hipótese de retificação, se for o caso.

Exceção: Empresa com vários estabelecimentos mas com Inscrição Única no Estado.

67
As informações deverão ser gravadas em arquivo digital da EFD de acordo com leiaute
correspondente ao perfil de apresentação definido em ato Cotepe e atribuído ao contribuinte
por meio de Protocolo ICMS ou em ato administrativo expedido pela autoridade competente.

Na hipótese de não ter sido atribuído nenhum perfil de apresentação ao contribuinte, este
deverá gerar o arquivo digital da EFD com base no leiaute correspondente ao perfil de
apresentação mais detalhado dentre aqueles definidos em Ato Cotepe/ICMS.

O perfil de apresentação poderá ser:


A – (Os registros são apresentados com informações mais detalhadas)
B – (Os registros são apresentados com informações mais sintéticas
C – Perfil C – Registro mais sintético que o perfil B

Verificação e Processamento

68
Bloco G

BLOCO 16
Retificação da EFD ICMS/IPI

Retificação

O contribuinte poderá retificar a EFD relativa ao período de referência para o


qual a Secretaria da Fazenda já tenha recepcionado regularmente o respectivo
arquivo digital, devendo, para tanto:

Gerar um novo arquivo digital que contenha todas as informações relativas à


EFD para o mesmo período de referência, incluindo aquelas objeto de retificação,
bem como o respectivo código da finalidade do arquivo; e

Enviar à Secretaria da Fazenda o arquivo digital referido acima em substituição


ao último arquivo digital da EFD por ela regularmente recepcionado.

Retificação: Ajuste Sinief 2/2009


1. até o prazo original de envio independentemente de autorização da administração
tributária;

2. até o último dia do terceiro mês subsequente ao encerramento do mês da apuração,


também independentemente de autorização da Secretaria da Fazenda;

3. Exemplo: Apuração Fevereiro de 2017, possibilidade de retificação até 30/05/2017.

Observação: Apesar de ser possível a retificação após o prazo convencional de envio o


contribuinte poderá ficar suscetível de fiscalização e autuação.

69
Retificação
2. encerrado o prazo anterior e nas hipóteses em que o erro relacionado ao ICMS não puder ser
saneado por meio de lançamentos corretivos, somente mediante autorização da Secretaria
da Fazenda ou pela RFB quando se tratar de IPI, nos casos em que houver prova inequívoca
da ocorrência de erro de fato no preenchimento da escrituração, quando evidenciada a im-
possibilidade ou a inconveniência de saneá-la por meio de lançamentos corretivos.

Exceção: apresentação da EFD retificadora for decorrente de notificação do fisco.

Retificação SP
Havendo Necessidade de Autorização observar a disciplina de cada Unidade da Federação.
Exemplo SP:

1. gerar a EFD retificadora, nos termos do item 1 do §1º da Portaria CAT 147/2009;

2. solicitar autorização para retificação da EFD no endereço eletrônico www.fazenda.sp.gov.br/


sped, opção “Retificação”, mediante os seguintes procedimentos:

a) utilizar certificado digital emitido por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Pú-
blicas Brasileira - ICP-Brasil, que contenha a indicação do número de inscrição no Cadastro
Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ de qualquer dos seus estabelecimentos;

b) descrever, em campo próprio, o resumo das alterações a serem efetuadas;

c) informar, em campo próprio, o hash code da EFD retificadora com assinatura, gerado pelo
Programa Validador da EFD (PVA).

Importante: Concluído o procedimento descrito acima será informado o prazo para que o
contribuinte envie o arquivo digital da EFD retificadora ao ambiente nacional do SPED, nos termos
do artigo 9º da Portaria CAT 147/09.

RETIFICAÇÃO
Não produzirá efeitos a retificação da EFD

1. de período de apuração que tenha sido submetido ou esteja sob ação fiscal;
2. cujo débito constante da EFD objeto da retificação tenha sido enviado para inscrição em
Dívida Ativa, nos casos em que importe alteração desse débito;

O Ajuste Sinief nº 6/2016 estabeleceu que a critério e conforme dispuser a


administração tributária poderá ser autorizada a retificação da EFD mesmo nos
casos de ação fiscal ou débito inscrito em dívida ativa.

70
Bloco G

BLOCO 17 – Parte 1
SIMULAÇÃO 1

Cadastrar Contribuinte - Declarante

71
Período de Apuração

Complemento de Informações

72
Bloco G

Contabilista

Cadastro da máquina – Tear Linear

73
Registro 0500

Registro 0600

Registro 0300

74
Bloco G

Antes da implantação do Bloco G, as informações exigidas neste Registro eram controladas


apenas pelo Departamento Contábil, não havendo informações compatíveis nos modelos
CIAP’s ainda que na forma mais detalhada.

Com o leiaute adotado o Departamento Fiscal também deverá acompanhar estas


informações, pois passam a ser relevantes para o preenchimento.

Utilização do Bem – Registro 0305

75
BLOCO 17 – Parte 2
SIMULAÇÃO 1

Exemplo de cálculo
Valor do bem: R$ 400.000,00
ICMS destacado na NF: R$ 48.000,00
Diferencial de alíquotas (6%) R$ 24.000,00
Parcela mensal: R$ 1.500,00
(R$ 48.000,00 + R$ 24.000,00 = R$ 72.000,00 ÷ 48 = R$ 1.500,00)

Proporção mensal:
1º mês: 100% saídas tributadas ICMS = R$ 1.500,00
2º mês: 80% saídas tributadas ICMS = R$ 1.200,00
(perde a diferença R$ 300,00)
3º mês: 88% das saídas tributadas ICMS = R$ 1.320,00

Registro 0500

76
Bloco G

Registro 0600

Registro 0300

Registro G110

77
Registro G110 e G125

Registro G125

78
Bloco G

Visualização dos Registros Filhos

Registro G126 – Outros Créditos

Todas as informações referem-se a períodos anteriores em que o crédito deveria


ter sido apropriado.

79
Participante – Fornecedor do Ativo

Dados do documento

Registro G130

80
Bloco G

Registro G140

Registro 0200

81
BLOCO 17 – Parte 3
SIMULAÇÃO 1 – Parcela 2

Exemplo de cálculo
Valor do bem: R$ 400.000,00
ICMS destacado na NF: R$ 48.000,00
Diferencial de alíquotas (6%) R$ 24.000,00
Parcela mensal: R$ 1.500,00
(R$ 48.000,00 + R$ 24.000,00 = R$ 72.000,00 ÷ 48 = R$ 1.500,00)

Proporção mensal:
1º mês: 100% saídas tributadas ICMS = R$ 1.500,00
2º mês: 80% saídas tributadas ICMS = R$ 1.200,00
(perde a diferença R$ 300,00)
3º mês: 88% das saídas tributadas ICMS = R$ 1.320,00

Registro 0500

82
Bloco G

Registro 0600

Registro 0300

G110 – Parcela 2

83
G125 – Parcela 2

Bloco G – Parcela 2

84
Bloco G

BLOCO 17 – Parte 4
SIMULAÇÃO 1 – Parcela 3

Exemplo de cálculo
Valor do bem: R$ 400.000,00
ICMS destacado na NF: R$ 48.000,00
Diferencial de alíquotas (6%) R$ 24.000,00
Parcela mensal: R$ 1.500,00
(R$ 48.000,00 + R$ 24.000,00 = R$ 72.000,00 ÷ 48 = R$ 1.500,00)

Proporção mensal:
1º mês: 100% saídas tributadas ICMS = R$ 1.500,00
2º mês: 80% saídas tributadas ICMS = R$ 1.200,00
(perde a diferença R$ 300,00)
3º mês: 88% das saídas tributadas ICMS = R$ 1.320,00
Perde a diferença de R$180,00

85
86
Bloco G

87
88
Bloco G

BLOCO 18 – Parte 1
SIMULAÇÃO 2

Movimentação de bem ou componente do ativo Imobilização


A partir de agora vamos trabalhar mais algumas simulações para melhor compreensão
sobre como preencher o Bloco G.

Aquisição de Ativos e respectivos lançamentos


Uma indústria de calçado está tomando crédito de ICMS referente a aquisição
duas máquinas.
A máquina 1 com NCM 8453.20.00 – No valor total de R$353.000,00, adquirida de fora do
Estado. Na NF-e houve um valor de destaque de R$24.710,00 e a empresa ainda pagou
diferencial de alíquotas no valor de R$35.300,00. Somando-se os dois apuraremos um total
de R$60.010,00 – dividido em 48 parcelas. Assim temos:

89
A máquina 2 com NCM 84522924 – No valor total de R$112.000,00, adquirida em operação
interna. Na NF-e houve um valor de destaque de R$20.160,00 e a empresa ainda terá direito
a creditamento da parcela de imposto incidente sobre o frete contratado no valor de
R$1500,00 (R$1500,00 X 12% = R$180,00). Somando-se os dois apuraremos um total de
R$20.340,00 – dividido em 48 parcelas. Assim temos:

Baixa do Bem – Fim do período de apuração


No mesmo período de apuração a empresa em questão promoveu o aproveitamento da
última parcela referente a uma máquina adquirida há 48 meses.

Valores informados na NF-e de aquisição:

Cálculo referente ao mês de apuração

90
Bloco G

Total das operações = R$900.000,00


Saídas Tributadas = R$550.000,00 + R$250.000,00 + R$60.000,00
R$860.000,00

R$860.000,00 : R$900.000,00 = 0,95555555

Preenchimento da EFD
Diante dos valores apresentados, bem como das informações previamente cadastradas no
Bloco 0 simulares o Bloco G relativo a competência 11/2018.

91
92
Bloco G

93
94
Bloco G

95
Informando os Registros do Bloco G
Como visto a empresa em questão fará três lançamentos diferentes.

Informaremos:

96
Bloco G

BLOCO 18 – Parte 2
SIMULAÇÃO 2

G001
Registro G001: Abertura do BLOCO G

Este registro deve ser gerado para abertura do bloco G, indicando se há registros de
informações no bloco.

No PVA gratuito não precisamos preenche-lo é automático

G110 – Ativo Permanente - Ciap

97
G125 – Movimentação do BEM – Máquina 01

Justificativa de preenchimento:
Campo 03 – DT_MOV

Utilizamos 01.11.2018, pois quando informarmos o tipo de movimentação “SI” - Saldo Inicial
de Bens Imobilizados - a data de movimentação a ser informada neste registro deverá ser a
data inicial do período de apuração.

Quando o valor no campo TIPO_MOV for igual a “IA”, “IM”, “CI”, “MC”, “BA”, “AT”, “PE” ou “OT”,
a data deve ser igual ou menor à data final constante do campo DT_FIN do registro G110

G125 – Movimentação do BEM – Máquina 02

98
Bloco G

G125 – Movimentação do BEM – Máquina para pesponto

Justificativa de preenchimento:
Campo 03 – DT_MOV

Utilizamos 01.11.2018, pois quando informarmos o tipo de movimentação “SI” a data deverá
ser igual à data inicial constante do campo DT_IN do registro G110.

Haverá 2 Registros G125 em face de se tratar da última parcela de aproveitamento.

A baixa de bem ou componente pelo fim de apropriação de crédito deverá ocorrer no período
de apropriação da última parcela e, neste caso, deverão ser apresentados dois registros: um
registro com tipo de movimentação.

“SI”, com os campos NUM_PARC e VL_PARC_PASS preenchidos, representando a


apropriação da última parcela, e o segundo registro com o tipo de movimentação “BA”,
representando a saída do CIAP.

Esse 2º registro não poderá ter os campos: VL_IMOB_ICMS_OP, VL_IMOB_ICMS_ST, VL_


IMOB_ICMS_FRT,

VL_IMOB_ICMS_DIF, NUM_PARC e VL_PARC_PASS preenchidos;

99
G125 – Movimentação do BEM – Máquina para pesponto Registro
de Baixa

Visualização dos registros

100
Bloco G

BLOCO 19
Simulação 3 – Componentes

Particularidades referentes ao lançamento de componentes


Faremos agora a simulação do lançamento de componentes. O nosso contribuinte encontra-
se em São Paulo uma UF que considera que o componente não atende as condições para se
ter direito ao crédito de ICMS, mas sim o bem móvel resultante que está sendo construído
no estabelecimento do contribuinte:

Para seu lançamento considere que o estabelecimento vem efetuando o lançamento de


componentes ao longo de 5 meses e que em setembro de 2018, o bem é finalizado.

Em maio de 2018 as partes e peças que comporão em setembro de 2018 um bem principal
teve sua entrada e nesta ocasião o contribuinte fez o seu cadastramento nos registros
0500/0600/0300 e G110 e G125, sendo que neste último foi utilizado com o tipo de
movimentação “IA”, no período de ocorrência do fato sem informação do número de parcelas
e valor da parcela, pois o crédito ainda não será apropriado.

101
No tocante ao Registro 0300 para lançamento de componente o PVA vai exigir o cadastro
prévio do bem principal, também no 0300.

102
Bloco G

Quando for cadastrado como componente o Registro 0305 não será obrigatório.

103
A escrituração no CIAP do bem que foi construído no estabelecimento do contribuinte será
informada com tipo de movimentação igual a “CI” no período da sua conclusão.

Com relação aos campos de valores do G125:

Sobre o tipo de movimentação


1) quando o tipo de movimentação for referente a uma entrada dos tipos “SI”- Saldo
Inicial de bens imobilizados, “IM” Imobilização de bem individual, “IA” - Imobilização em
andamento e “MC”- Imobilização oriunda do Ativo Circulante, considerar-se-á o valor do
ICMS originado do documento fiscal inclusive de ICMS originado de documento fiscal
complementar;

2) quando o tipo de movimentação for referente a uma entrada do tipo “CI” - conclusão de
Imobilização em Andamento - Bem Resultante, considerar-se-á o valor do ICMS como
o somatório do valor do ICMS dos seus respectivos componentes, cujas imobilizações
ocorreram com o tipo de movimentação “IA”.

G130
Importante:

Quando o tipo de movimentação - TIPO_MOV do registro G125 - for igual a “SI” e esse “SI” for
originado do tipo de movimentação “CI”, devem ser informados os documentos fiscais relativos
ao tipo de movimentação “IA” dos seus componentes que entraram antes desse período;

104
Bloco G

BLOCO 20 – Parte 1
Questões Polêmicas

Questões Polêmicas – Sobre Crédito de Ativo

Substituição Tributária

Bens adquiridos com o ICMS pago através do regime da Substituição Tributária - Como
calcular o crédito do ICMS

De acordo com o princípio da não cumulatividade do imposto (Arts. 59 e 272 do RICMS/SP),


é permitido tomar crédito de ICMS sobre a aquisição de ativo que tenha sido tributado com
base nas regras da substituição tributária.

O valor do crédito

O crédito do ICMS será calculado sobre o valor da base de cálculo que seria devida pelo
fornecedor, caso a mercadoria estivesse submetida ao regime comum de tributação,
conforme artigo 272 do RICMS/SP.

Artigo 272 - O contribuinte que receber, com imposto retido, mercadoria não destinada a
comercialização subsequente, aproveitará o crédito fiscal, quando admitido, calculando-o
mediante aplicação da alíquota interna sobre a base de cálculo que seria atribuída à
operação própria do remetente, caso estivesse submetida ao regime comum de tributação
(Lei 6.374/89, art. 36, com alteração da Lei 9.359/96, art. 2º, I).

105
Momento da apropriação do Crédito

A SEFAZ-SP, se manifestou sobre o tema, através de Resposta à Consulta Tributária


9135/2016.

Para o fisco paulista, o crédito do valor do ICMS referente à entrada de bens destinados
a integrar o ativo imobilizado deve ter sua primeira fração lançada a partir do momento
em que os bens entrarem em operação e iniciarem a produção de mercadorias, conforme
Ementa.

Ementa – 9135/2016

ICMS - Crédito - Ativo imobilizado - Momento da apropriação.

I. O crédito do valor do ICMS referente à entrada de bens destinados a integrar o ativo


imobilizado deve ter sua primeira fração lançada a partir do momento em que os bens
entrarem em operação e iniciarem a produção de mercadorias.

II. O lançamento do crédito deve ser realizado durante 48 (quarenta e oito) meses
consecutivos.

Empresa de Transporte – crédito

Através de Resposta à Consulta Tributária 8985/2016, a SEFAZ-SP se manifestou sobre o


crédito na empresa prestadora de serviço de transporte rodoviário quando da opção pelo
crédito outorgado, conforme Ementa.

Ementa – 8985/2016

ICMS – Empresa prestadora de serviço de transporte rodoviário - Opção pelo crédito


outorgado (artigo 11 do Anexo III do RICMS-SP/2000) – Bens do ativo imobilizado -
Aproveitamento do crédito referente a parcelas com lançamento em andamento no
Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente (CIAP).

I. A partir da data de opção pelo crédito outorgado estabelecido no artigo 11 do Anexo


III do RICMS-SP/2000, fica vedado o aproveitamento de quaisquer outros créditos,
inclusive os referentes à aquisição de bens de ativo imobilizado (caminhão), mesmo os
créditos relativos a bens adquiridos anteriormente à data de opção pelo benefício.

II. O contribuinte também deverá cessar a apropriação das frações ainda não apropriadas
de créditos referentes a esse tipo de bens adquiridos anteriormente à data da opção.

106
Bloco G

O Fisco Responde
11.1.9 - Crédito de ICMS - s/ Ativo Imobilizado

11.1.9.1 - Na aquisição de bem do ativo imobilizado, objeto de uma NF, modelo 1/1A ou 55,
como deve ser lançado o crédito de ICMS (1/48) apropriado mensalmente?

• Nos registros C100, C170 e C190 não informe o valor de ICMS. O cálculo das parcelas de
crédito do ICMS a ser apropriado na apuração referente ao Ativo Imobilizado deve ser
efetuado no bloco G. O valor a ser apropriado deve constar de ajuste de documento,
ajuste da apuração, ou emissão de documento fiscal, conforme legislação estadual.

16.5.1.09 – Caso um industrializador adquira componentes para montar uma máquina


para utilizar em seu processo produtivo, como ficaria o preenchimento do bloco K? O que
informar no K230 (ITENS PRODUZIDOS)?

• A aquisição de componentes para a construção de ativo imobilizado no próprio estabe-


lecimento do contribuinte e que gerará direito ao crédito de ICMS no momento da sua
entrada ou no momento da conclusão da construção do ativo imobilizado, conforme a
legislação de cada UF, deve ser informado no Bloco G (e consequentemente no Registro
0300 – tipo 2) com o tipo de movimentação IA – Registro G125.

• Portanto, essa aquisição de componentes não tem nenhuma relação com o Bloco K.

Crédito Extemporâneo:

Análise feita da Consulta Tributária nº 14.425/2016

107
BLOCO 20 – Parte 2
Questões Polêmicas

Resposta à Consulta Nº 14425/2016 DE 09/01/2017


Publicado no DOE - SP em 18 jan 2017

ICMS – Crédito extemporâneo de bem do ativo imobilizado. I. O lançamento do crédito


das aquisições de bens pertencentes ao ativo imobilizado deve ser controlado por meio
do Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente (CIAP), nos termos da Portaria CAT
- 25/2001. II. O crédito lançado extemporaneamente deve ser escriturado pelo seu valor
nominal, com indicação das causas determinantes da escrituração extemporânea. III.

O montante referente aos créditos extemporâneos, desde que apurados dentro do prazo
de prescrição quinquenal, poderá ser lançado englobadamente, de uma única vez, no
campo "Outros Créditos" do livro Registro de Apuração do ICMS (Modelo 9), devendo ser
informado na Ficha de Apuração do ICMS da GIA (Guia de Informação e Apuração do ICMS),
detalhando-se a origem do crédito (item 8 da Decisão Normativa CAT – 1/2001).

ICMS – Crédito extemporâneo de bem do ativo imobilizado.


I. O lançamento do crédito das aquisições de bens pertencentes ao ativo imobilizado deve ser
controlado por meio do Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente (CIAP), nos termos da
Portaria CAT - 25/2001.

II. O crédito lançado extemporaneamente deve ser escriturado pelo seu valor nominal, com indicação
das causas determinantes da escrituração extemporânea.

III. O montante referente aos créditos extemporâneos, desde que apurados dentro do prazo de
prescrição quinquenal, poderá ser lançado englobadamente, de uma única vez, no campo "Outros
Créditos" do livro Registro de Apuração do ICMS (Modelo 9), devendo ser informado na Ficha de
Apuração do ICMS da GIA (Guia de Informação e Apuração do ICMS), detalhando-se a origem do
crédito (item 8 da Decisão Normativa CAT – 1/2001).

108
Bloco G

Relato
1. A Consulente, cuja atividade principal, segundo a Classificação Nacional de Atividades
Econômicas – CNAE, é a de “Fabricação de artefatos diversos de madeira, exceto móveis (16.29-
3/01)”, relata que deixou de se creditar do ICMS incidente sobre a compra de imobilizados e que
pretende passar a fazê-lo em 48 parcelas nas próximas compras de ativos.
2. Indaga se pode se creditar extemporaneamente do imposto pago na aquisição de ativo imobilizado
dos últimos 5 anos tendo em vista não ter aproveitado esse crédito anteriormente, e em caso
afirmativo, questiona se deve ter autorização do Posto Fiscal, ou se basta emitir uma nota fiscal
com o crédito total não tomado nos meses anteriores.

Interpretação
3. Primeiramente, informamos que se trata de questão formulada em tese, uma vez que a Consulente
não informa quais bens foram adquiridos para compor o ativo imobilizado nem descreve sua
utilização. Pela falta de dados para análise, a presente resposta não assegura direito a crédito.
4. Desse modo, a presente resposta se restringe à questão relativa a crédito extemporâneo do
bem destinado ao ativo permanente, genericamente, utilizado em processos produtivos dos
quais resultarão a saída de mercadorias tributadas.
5. Tratando-se de crédito de bem destinado ao ativo imobilizado e utilizado em processo produtivo
do qual resultará a saída de mercadoria tributada (ou, não sendo tributada, haja expressa previsão
de manutenção desse crédito), a matéria em questão já foi analisada por esta Consultoria
Tributária na Resposta à Consulta Tributária Eletrônica - nº 4016/2014, publicada no sítio desta
Secretaria da Fazenda (www.fazenda.sp.gov.br), módulo “Legislação”/”Tributária”/”Respostas
Publicadas” (pesquisa em 22/11/2016).
6. Sendo assim, para evitar repetições e a fim de que a Consulente tome conhecimento dos argumentos
e fundamentos jurídicos que embasaram a citada resposta, permitimo-nos transcrevê-la abaixo,
para integrar a presente resposta e produzir, em relação à Consulente, todos os efeitos de direito
relativos ao instituto da consulta tributária previstos no RICMS/2000:
“3. Isso posto, observamos que, para o aproveitamento do crédito do ICMS relativo à aquisição
de bens destinados à integração no ativo imobilizado, utilizados na produção/comercialização de
mercadorias ou na prestação de serviços cujas operações ou prestações são tributadas ou, não
o sendo, haja expressa autorização para o crédito ser mantido, deve ser observado o disposto
no artigo 61 e seguintes do RICMS/2000, as disciplinas contidas nas Portarias CAT-25/2001 e
41/2003 (que tratam da apropriação e do lançamento do crédito do imposto relativo à aquisição
de bens destinados ao ativo permanente) e o entendimento exposto na Decisão Normativa CAT-
01/2001, que trata das condições, limites, procedimentos, e até mesmo certas cautelas, a serem
observados pelo contribuinte quando da apropriação, como crédito, do valor do ICMS incidente
sobre a entrada ou aquisição de, entre outros, bens destinados ao ativo imobilizado

Portaria CAT 147/2009 – Arquivos Dispensados


O Anexo 1 dispões sobre os registros dispensados, dentre os quais não se encontra o G126.

109
BLOCO 21
Aproveitamento Integral do
Crédito – SP

Apropriação de Crédito Integral (SP)


“Artigo 29 (DDTT) - Nas operações com bens destinados à integração ao ativo imobilizado:

o lançamento do imposto incidente no desembaraço aduaneiro desses bens, sem similar


produzido no País, importados do exterior por estabelecimento industrial paulista, fica
suspenso para o momento em que ocorrer a sua entrada no estabelecimento do importador;

II - o estabelecimento industrial que os adquirir diretamente de seu fabricante localizado


neste Estado poderá apropriar-se, integralmente e de uma só vez, do montante
correspondente ao crédito do imposto relativo a essa aquisição.

§ 1º - O disposto neste artigo fica condicionado:

1 - a que o contribuinte importador ou adquirente do bem destinado à integração ao ativo


imobilizado esteja em situação regular perante o fisco, observe a disciplina estabelecida
pela Secretaria da Fazenda e não possua, ainda que com a exigibilidade suspensa:

a) débitos fiscais inscritos na dívida ativa deste Estado;

b) débitos do imposto declarados e não pagos;

c) Auto de Infração e Imposição de Multa - AIIM relativo a crédito indevido do imposto;

d) Autos de Infração e Imposição de Multa - AIIMs cuja somatória dos valores exigidos
seja superior a 100.000 (cem mil) UFESPs;

3 - na hipótese do inciso II, a que o bem tenha sido produzido em estabelecimento localizado
neste Estado.

110
Bloco G

Resposta à Consulta Nº 15055 DE 11/07/2017

Publicado no DOE - SP em 27 jul 2017

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ICMS – Crédito – Ativo Imobilizado – Artigo 29 das DDTT do RICMS/2000 – CIAP. I. A


especificidade da disciplina do artigo 29 das DDTT do RICMS/2000 e o seu direcionamento
às atividades exclusivamente industriais, tributadas pelo ICMS, levam ao afastamento
da regra geral de crédito do imposto de bem destinado ao ativo imobilizado, pela qual é
necessária a observância da disciplina contida no § 10 do artigo 61 do RICMS/2000 e nas
Portarias CAT-25/2001 e 41/2003, e a verificação mensal da proporção entre saídas tributadas
e isentas ou não tributadas para a aferição do crédito.

111

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