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RAZÕES PARA O ESTRESSE PASTORAL

I. ECONÔMICA

A. Pastores mal remunerados


1. Ganham pouco
a. Igrejas que não podem pagar mais
b. Igrejas que não reconhecem o real valor do pastor
2. Recebem parcelado
3. Salários atrasam
4. Não podem comprar bons livros, participar de eventos como seminários, simpósios, etc.
5. Recebem muitas visitas o que implica sempre em gastos extras
B. Pressão financeira por parte da família
1. Filhos nem sempre podem ter o que precisam ou desejam
2. Dificilmente pode pagar um curso universitário
3. Nem sempre podem participar dos eventos denominacionais
4. Normalmente dependem da bondade ou da caridade dos irmãos
5. Raramente tiram férias e nem sempre podem viajar
C. Finanças da própria igreja
1. Contas, dívidas, salários
2. Missões, programa denominacional, construção, carro, equipamentos, etc.
3. Se prega sobre dinheiro é criticado, se não prega, entra pouco

II. EMOCIONAL

A. Seus próprios dilemas


1. Conflitos interpessoais
2. Tentações
a. Dinheiro
b. Fama
c. Sexo
3. Lutas espirituais que afetam o emocional
a. Vontade de deixar o ministério, de largar tudo
b. Sensação de abandono
c. Depressão
B. O pastor carrega ainda um imenso fardo emocional – dos outros
1. Todos os conflitos e problemas de membros da igreja precisam ser resolvidos por ele
a. Problemas conjugais
b. Marido não crente, alcoólatra.
c. Filho rebelde
d. Gravidez da filha
e. Problemas no trabalho
f. Brigas entre membros da igreja
g. Etc.
2. O pastor precisa ser solidário, empático, com todos, estar junto, sofrer junto.
C. O pastor é um ser solitário
1. Não tem com quem dividir sua carga emocional
2. Precisa manter um perfil de super homem, de inabalável.
a. Ninguém quer um pastor frágil, vulnerável.
b. Mesmo emocionalmente abalado precisa mostrar forças e continua sendo cobrado
D. Essas situações geram um stress emocional imenso.
III. FAMILIAR

A. Esposa
1. Não tem nome – isso acaba machucando
2. É muito cobrada – mas não recebe salário
3. Tem que estar sempre presente, disponível e sorridente.
4. Precisa assumir muitos cargos, muitas funções na igreja e denominação.
5. Quando “explode” é sempre em cima do marido
B. Filhos
1. São cobrados de uma forma cruel e desumana
a. Não têm o direito de ser crianças
b. Precisam se portar como se fossem pastorzinhos
c. Eles não são responsáveis pelo ministério do pai e não tem culpa disso; não devem
sofrer as conseqüências desse ministério.
2. Vêem o pai se desdobrar pelos outros e por seus filhos, enquanto muitas vezes se sentem
sozinhos e abandonados com seus problemas.
3. Recebem toda sorte de informações e problemas dos outros através dos pais
a. O pastor jamais deve compartilhar com os filhos, principalmente pequenos, os
problemas da igreja ou de seus membros.
b. Não conversar assuntos eclesiásticos à hora das refeições
4. Não imponha cargos ou ministério a seus filhos, nem deixe a igreja fazê-lo, é Deus que
chama.
C. Mudanças constantes
1. Não consegue criar raízes
2. Sempre enfrenta o stress de uma mudança e da adaptação
a. Às vezes é bom recomeçar, ter uma nova oportunidade, mas não se pode passar a
vida recomeçando.
b. Leva tempo até conquistar a confiança da igreja, estabelecer mudanças e colher
frutos e, por isso mesmo, o pastor dificilmente colhe frutos de sua visão ministerial.
c. Isso gera desânimo, perde-se a visão, passa-se a fazer as coisas mecanicamente

IV. IDENTIDADE

A. O pastor sempre tem que representar o papel de pastor


1. Cria-se um perfil no qual se engessa todos os pastores
2. O cargo, a denominação, acabam rotulando, estereotipando, o pastor
a. Pastor da Assembléia de Deus é assim
b. Pastor batista é tudo igual...
c. Pastores presbiterianos são sempre do mesmo jeito
d. Etc.
B. Ele não pode ser ele mesmo
1. Não tem direito à autenticidade
2. Não pode sentimentos e emoções
a. Alegria – isso inclui risos e brincadeiras
b. Tristezas – inclui lágrimas (lágrimas só no púlpito quando Deus está agindo)
c. Ira
d. Etc.
3. O ser humano é sufocado pelo cargo, pelo ministério, pela função pastoral.
a. Ele não é gente, é pastor.
b. Perde-se a identidade, a privacidade, as peculiaridades de ser humano.
ALGUMAS SUGESTÕES PARA AMENIZAR OU EVITAR O STRESS PASTORAL

1. Na área econômica
 Se você tem família só aceite assumir pastorado de uma igreja que atenda suas necessidades
financeiras, a não ser que tenha uma clara direção de Deus
 Procure viver sempre dentro de suas posses. Não tome dinheiro emprestado de membros da
igreja.
 Se o que a igreja lhe oferece não é suficiente e ela não pode fazer mais, trabalhe
secularmente, mas não deixe sua família passar necessidade. Esse trabalho secular será
temporário se você realizar um bom pastorado.

2. Na área emocional
 Reserve um dia da semana para o descanso e ensine a igreja a respeitá-lo. O próprio Deus
descansou depois de realizar seu trabalho na criação.
 Desfrute sempre de suas férias. Não leve celular. Não vá a outras igrejas, não vá para casa de
parentes. Ensine a igreja a não ser dependente de você.
 Não leve os problemas do gabinete pastoral para dentro de casa.
 Para que você seja um pastor realizado só aceite pastorear igrejas que tenha a “sua cara”. Não
assuma igrejas que nada tem a ver com seu jeitão, com seu ministério. Isso seria estressante
demais.
 Procure fazer aliança com outro(s) pastor(es). Uma aliança séria, baseada no amor cristão, na
fidelidade absoluta e na necessidade mútua. Permita-se ser pastoreado.

3. Na área familiar
 Não permita que sua esposa seja cobrada em demasia. Ela também tem o direito de não
querer exercer algum cargo ou função. O pastor da igreja é você. A primeira responsabilidade
é com você. A segunda com seus filhos. Somente depois é que ela deve assumir compromissos
com a igreja.
 Deixe seus filhos ser crianças. Não cobre deles um comportamento diferente por serem filhos
de pastor. Não os induza ao ministério, ensine-os, isso sim, a servir ao Senhor. Ele é o dono da
obra. Ele chama a quem quer, ministério não é hereditário.
 Não leve para casa os problemas da igreja.
 Quando houver necessidade de mudar, converse longa e demoradamente com seus filhos.
Explique para eles as razões e vantagens da mudança. Uma boa medida é pedir ao Senhor a
unanimidade na decisão. Quando não houver, mostre firmeza, mas ternura e seja paciente e
amoroso com os reticentes.

4. Na área de identidade
 Seja você mesmo. Seja autêntico. Deus te fez único. Você não é uma cópia dos demais
pastores da denominação, de seu líder máximo. Deus respeita nossas personalidades e
peculiaridades, ele não nos fez em série.
 Modéstia e bom senso são indispensáveis ao pastor, mas isso não que dizer que ele não pode
rir, brincar, chorar, etc.
 Antes de ser pastor você era gente. Não permita que o título sufoque sua personalidade. Não
faça questão do título, do Pr., pelo contrário, tenha um grupo onde você tenha nome e não
cargo.
 Não se submeta a rótulos ou esteriótipos, seja sempre você mesmo.

Em todas as áreas tenha consciência que foi Deus quem lhe chamou e é a ele que você deve
agradar.

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