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CRISES DO MINISTÉRIO PASTORAL

II Coríntios 6.4-10

O ministério é feito de crises. Existem momentos de descanso, de refrigério, mas, por


sua própria natureza, o ministério pastoral é uma carreira de crises.
As crises são muitas e constantes. As principais são:

I. PERDA DE AUTO ESTIMA – I Coríntios 4.9-13

A. Muito trabalho
1. Apesar de não precisar cumprir um horário definido o pastor trabalha muito
2. Todos os dias precisa fazer alguma coisa
a. Visitas
b. Aconselhamento
c. Oração por enfermos
d. Serviços administrativos
e. Direção de cultos
f. Pregações e estudos
g. Etc.
B. Pouco reconhecimento
1. Poucas palavras de gratidão
2. Pouca solidariedade e mínima ajuda
3. Poucas pessoas vêem as atividades ministeriais como trabalho
4. A maioria dos crentes acham que os pastores ganham muito e fazem pouco
5. Há uma cobrança demasiada por mais resultados enquanto poucos estão
dispostos a cooperar
C. Normalmente o pastor se esforço ao máximo para atender as expectativas da
igreja
1. Quando não consegue sente-se frustrado
2. Sua auto estima diminui
3. Fica se cobrando e se culpando por não atender ao ministério como acha que
devia

II. DEPRESSÃO – I Reis 19.3-4

A. As pressões e crises do ministério cobram um alto tributo


1. Se não tiver muito equilíbrio emocional o pastor pode sucumbir
2. As cobranças a baixa auto estima, o medo de fracassar, aliadas ao desgaste
físico, podem causar depressão
B. Depressão não é pecado, não é possessão demoníaca, e também atinge pastores
C. O pastor exerce uma atividade de perplexidade:
1. Casamento e culto fúnebre
2. Apresentação de criança e aconselhamento com casal a beira do divórcio
3. Um culto abençoado e festivo, uma reunião administrativa tensa e cheia de
problemas
4. A conversão de uma pessoa, o chamado para expulsar um demônio
5. A alegria com o membro que foi promovido e a tristeza como que foi demitido
6. Seu ministério é cheio de altos e baixos emocionais
7. O pastor nunca sabe o que irá acontecer ou ter que encontrar no momento
seguinte
III. PERDA DE IDENTIDADE –Amós 7.12-16

A. Deixa de ser uma pessoa para tornar-se um título


1. Precisa sempre representar o papel de pastor
2. Não pode mais ser gente, ser chamado pelo primeiro nome
3. É sempre o centro das atenções e tem que reprimir-se
B. No exercício do ministério precisa exercer muitos papéis
1. Pastor e psicólogo
2. Ministro e advogado
3. Pregador e pedagogo
4. Zelador
5. Serviços gerais
6. Pedreiro, carpinteiro, pintor
7. Motorista particular
8. Assistente social
9. Pai
C. O pastor muitas vezes sente saudades de quando era um crente comum, mas
sabia exatamente quem era

IV. AUSÊNCIA DE UMA TEOLOGIA PASTORAL – II Timóteo 3.10

A. Qual é nosso modelo? Qual nosso paradigma, nosso referencial?


1. Tele-pregadores
2. Bispos, apóstolos
B. Há pastores querendo (e construindo) impérios
1. Igrejas grandes
2. Salários altíssimos
3. Carro de luxo e do ano
4. Escritório luxuoso
5. Cercado de auxiliares, assessores e obreiros
6. Quase inacessível
C. Pastores Estrelas
1. Pastores cantores
2. Pastores políticos
3. Pastores e, busca de fama, de reconhecimento
4. Pastores de congressos, de eventos de multidões – nem todo bom pregador é
um bom pastor
D. Falta uma Teologia Pastoral séria
1. Bíblica
2. Equilibrada
3. Verdadeiramente pastoral

V. BASES MINISTERIAIS SECULARES – Colossenses 2.8

A. As qualificações sociológicas, psicológicas e acadêmicas reduzem o ministério


pastoral a uma questão de capacidade humana
1. O Diploma – a instituição de ensino conta muito – vale mais do que a
experiência
2. As habilidades, os dons naturais pesam na hora da escolha ou da
permanência
3. Uma pós-graduação ou um Mestrado tornam-se motivo de orgulho pessoal e
do rebanho
B. As faculdades estão formando teólogos, mas as igrejas precisam de pastores
1. Há uma carência de verdadeiros pastores
2. A preocupação com a excelência acadêmica sufoca a vocação e a
espiritualidade
3. Professores de excelente nível acadêmico, mas que não servem de referencial
por seu cristianismo raso, superficial ou profissional
4. Ausência da prática ministerial ou de estágios verdadeiros
5. Disciplinas que exigem intelectualmente mas que pouco acrescentam ao
ministério
C. Muitas vezes a excelência acadêmica sufoca o fervor espiritual e a unção na vida
do pastor
1. Todos os livros possíveis não substituem a Bíblia
2. O conhecimento não supera a vida de oração
3. A erudição não substitui a comunhão com Deus
4. Diplomas não substituem o coração de pastor
5. Ministério é instituição divina e é exercido espiritualmente

As crises virão. O que fazer? Fugir é impossível. Precisamos enfrentá-las e crescer


através delas.

Perda de auto estima:


 Saiba que não é possível agradar a todos, nem Jesus conseguiu
 Procure agradar a Deus desempenhando o ministério com fidelidade
 Saiba que mesmo que todos se voltarem contra você, o Senhor continua te
amando e jamais te desamparará (Sl 27.10)

Depressão:
 Procure ter uma vida regrada em termos de alimentação e repouso
 Não sacrifique sua folga semanal e muito menos suas férias
 Pratique alguma atividade física regularmente
 Procure desenvolver algum tipo de interesse que nada tenha a ver com
ministério – criação de algum animal, jardinagem, horticultura, coleções
diversas, etc.

Perda de identidade:
 Seja você mesmo, cultive a autenticidade
 Você não é, nem precisa ser, pau-prá-toda-obra, delegue responsabilidades
 Se você tiver pessoas capacitadas, reconheça-as e use-as no ministério
 Especialize-se em ser um bom pastor
 Jamais esqueça que antes de ser um título você é um ser humano
 Tenha amigos com os quais você possa ser você mesmo e que te chamem pelo
nome

Ausência de uma Teologia Pastoral:


 Exerça o ministério pastoral de acordo com o padrão bíblico
 Estude, medite, pratique os princípios bíblicos para o ministério
 Procure algum homem de Deus, sério, equilibrado, maduro para servir de
referencial
 Você não foi chamado para ser estrela, para brilhar, mas para refletir Cristo

Bases ministeriais seculares:


 Você pode e deve estudar, crescer, se aperfeiçoar
 Decida ser um homem da Palavra e de oração
 Peça insistentemente ao senhor que lhe conceda um coração de pastor
 Busque a unção e a santidade acima da capacitação acadêmica – isso só
acontece com uma vida aos pés do Sumo Pastor

Não fuja da crise, cresça através dela! Use as crises ministeriais como aliadas no
crescimento, no amadurecimento e não as trate como adversárias ou ataques
diabólicos.

As crises são inevitáveis, mas você pode usá-las como degraus ao invés de mortalhas.

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