Você está na página 1de 20

Anatomia da mama

Externo:

 Mamilo
 Aréola
o Glândulas de Montgomery: segrega um líquido que protege a pele e a própria
aréola contra a sucção do bebé
Interno:

 Ductos: os canais de leite principais na base do mamilo. Abrem-se no mamilo entre 4 a


18 ductos (média 9).
 Tecido glandular: local de produção do leite, constituído por todos os lóbulos
o Alvéolos: unidade singular dos lóbulos
 Células epiteliais secretoras ou lactocitos: revestem os alvéolos,
sintetizam o leite.
 Células mioepiteliais: função contrátil. Musculares. responsáveis pela
contração dos alvéolos para o fluxo de leite.
 Tecido conjuntivo: tecido de sustentação entre os lóbulos.
 Tecido adiposo: Gordura.

Fisiologia da lactação
O ciclo da lactação é composto por 3 fases: a mastogénese, lactogénese e galactopoiese

 Mastogénese:
o desenvolvimento da mama durante o período da gravidez.
o Aumento da glândula mamária.
o No segundo trimestre de gravidez a mama está completamente desenvolvida e
preparada para produzir leite.
 Lactogénese:
o Processo inicial da produção de leite
oInicia-se na última fase da gravidez até logo após o parto com a secreção do
colostro [1º leite].
o Estimulação dos lactocitos pela HLP (hormona lactogenia placentária) e pela
prolactina.
o Depois do parto, o sistema nervoso materno produz duas hormonas – prolactina
e ocitocina – ativadas pela estimulação dos mamilos, sobretudo pela sucção.
 Galactopoise
o Manutenção da produção de leite
o Ocorre a partir do terceiro dia após o nascimento
o O grande interveniente nesta fase é o estimulo da sucção do lactente e pequena
concentração da prolactina.
o Leite com características diferentes – mais maduro –.

Prolactina e oxitocina
Prolactina:

 Produzida no lobo anterior da hipófise (adenohipófise)


 Entra na circulação, pelos impulsos sensoriais do mamilo, depois da mamada para
produzir o leite para a seguinte
 Células-alvo são as células epiteliais secretoras ou lactocitos
 Responsável pela secreção do leite nos alvéolos
 Segreda em maior quantidade durante a noite
 Relaxa a mãe
 Suprime a ovulação [redução da progesterona e estrogénio]
Ocitocina:

 Produzida e armazenada no lobo posterior da hipófise (neurohipófise)


 Também designado por reflexo de ejeção de leite.
 Responsável pelo fluxo de leite.
 Responsável pela contração dos alvéolos.
 Células-alvo são as células mioepiteliais
 Atua antes ou durante a mamada
 Fatores que estimulam:
o Pensar ternamente no bebé
o Tocar, olhar ou ouvir o bebé
o Sentir-se segura de si mesma
 Fatores que bloqueiam:
o Preocupações
o Stress
o Dor
o Insegurança

Composição do leite materno


Tipos de leite:

 Colostro – 1º leite até ao 5º dia


 Leite de transição – até 15 dias
 Leite maduro
Colostro:

 Composição:
o Cor amarelo limão ou transparente
o Proteínas, vitaminas A e E, potássio, zinco e sódio
o Menos lípidos e hidratados de carbono
 Propriedades
o Rico em anticorpos
o Muitos leucócitos
o Laxante
o Fatores de crescimento
o Rico em vitamina A – reduz a gravidade das infeções
 Importância para o bebé
o Protege contra infeções e alergia (macrófagos – meio asséptico e vida
extrauterina)
o Elimina o mecónio
o Ajudar a prevenir icterícia
o Ajuda a maturidade intestinal
o Previne alergias e intolerância
o Reduz a severidade de algumas infeções (sarampo e diarreia)
o Previne doenças dos olhos relacionados com a vitamina A
o Intolerância ao leite de vaca nos primeiros meses de vida
o Alergias – derivadas do consumo de alimentos derivados de leites provenientes
de animais de grande porte (vaca)
Leite de transição

 Aumento de lípidos e lactose


 Diminuição de proteínas e mineirais – crianças sofre perda fisiológica de peso, por isso
a sua alimentação deve ter uma maior quantidade de calorias (maior ingestão de lípidos)
Leite maduro

 Diferente concentração de nutrientes numa mesma mama.


 Proteinas:
o Lactoferrina (atividade imunológica)
o Alfa-lactoalbumina (principal fonte de aminoácido)
o Lisozima (adjuvante do sistema imunitário)
o IgA secretora

Capacidade gástrica
 No primeiro dia, o estômago não dilata, paredes mantêm-se firmes, o leite extra é
frequentemente expelido
 Ter atenção à deglutição de ar, vai ocupar espaço no estômago e dá ao bebé a sensação
de que está cheio
 Importante estimular a eliminação do ar ingerido
 Capacidade:
o 1º dia – 5 a 7 ml
o 3º dia – 22 a 30 ml
o 7º dia – 40 a 60 ml

Vantagens do leite materno


 Nutricionais
o Relação caseína/albumina mais adequada, o que facilita a digestão
o 20% caseína; 80% albumina.
 Imunológicas
o Transmissão de imunidade
o Permite desenvolver as defesas da criança
 Anti-infeciosas
o A sucção promove a higiene traqueobrônquica do RN prevenindo contra
infeções respiratórias/otites
o Devido à presença de macrófagos, lisozima, lactoferrina, linfócitos T e B,
Imunoglobina A secretora no leite.
 Ecológicas
o O leite materno é um produto bio ecológico, natural, renovável e não utiliza
equipamentos nem recipientes.
o Não existe gastos energéticos nem consumo de recursos para a sua produção.
o Não origina desperdícios, libertação de toxinas ou gases poluentes.
 Orofaciais
 A pega correta favorece:
 o normal crescimento e desenvolvimento das estruturas
maxilo-mandibular
 a adequada oclusão dentária [melhor alinhamento de dentição]
 as funções vitais intermediadas pelo sistema estomatognático
[respiração, sucção, deglutição e mastigação]
 desenvolvimento dos músculos que ajudarão na fala
 aprende a respirar corretamente pelo nariz
 preparar para a mastigação
 Pela constituição mais rica em ácidos gordos essenciais [ácido
araquidónico e ácido docosahexanóico]
 Melhoram o desenvolvimento cognitivo
 Acuidade visual
 Melhoram o nível de crescimento
 Psicológicas
o Contacto pele com pele é central para o desenvolvimento psicológico do bebé,
transmite calma e tranquilidade
o Promove a ligação afetiva entre a mãe e o RN
 Têm um contacto físico e emocional estreito
 Apego emocional
 RN chora menos
 Mais afeto

RN amamentados têm menor probabilidade de serem maltratados e
abandonados.
o As competências intelectuais são mais elevadas em RN amamentados.
 Económicas e sociais
o Refeição em qualquer local, a qualquer hora, na temperatura certa
o Não implica biberões
o Menor custo na alimentação
o Menor custo no tratamento dentário
o Menor incidência de alergias e doenças infeciosas, menos infeções hospitalares
o Menor absentismo ao trabalho, por parte dos pais.

A pega correta
Tem de demonstrar pelo menos 4 destes sinais:

 Queixo do bebé toca na mama


 Boca está bem aberta
 Bochechas arredondadas
 Lábio inferior virado para fora
 Visualiza-se mais aréola acima da boca do que abaixo
 Nariz desobstruído
 Mamilo dirigido ao palato
 Lábio inferior bem abaixo do mamilo com a língua abaixo dos ductos mamários.

Posicionamento do RN na amamentação
Respeitar o alinhamento: orelha – queixo – anca – maléolo.

 Deitado
 Rugby
 Sentado (#4)
Reflexos na amamentação
Busca e preensão: quando algo toca nos lábios ou bochechas do RN, ele abre a boca, vira a
cabeça à procura do que lhe tocou e põe a língua para fora e para baixo.
Sucção: quando o mamilo toca na boca do RN e toca no palato ele começa a sugar empurrando
o mamilo contra o palato
Deglutição: quando a boca se enche de leite e ele deglute espontaneamente.

Princípios da amamentação
 Ambiente calmo e seguro
 Bom posicionamento da mãe (sentada)
 Horário livre, intervalo e duração variável
 Dar de mamar sempre que o RN tiver fome
 Esvaziar 1 mama completamente antes de oferecer a outra, alternando na próxima
mamada
 Colocar o RN na vertical após a mamada para favorecer a eructação [arrotar, manobra
de epistein]

Problemas da mama
Tipos de mamilos:
 Normal/ proeminente
 Plano/ raso
 Invertido
Soluções:

 Mamilos gretados:
o Causas:
 Posicionamento
 Falta de sinais de boa pega
o Medidas de solução:
 Não lavar excessivamente os mamilos
 Utilizar sabão suave
 Lubrificar os mamilos e aréola com um pouco de leite após cada
mamada e no banho para facilitar o processo de cicatrização
 Para interromper a mamada, introduzir um dedo suavemente na boca do
bebé para interromper a sucção.
 Iniciar a mamada pelo mamilo que não está gretado ou pelo menos
doloroso.
 Caso não consiga continuar a amamentar, fazer a extração do leite com
a bomba e dar ao bebé.
 Aplicar concha de silicone para evitar contacto direto com a roupa
 No intervalo das mamadas, a mãe deve expor as mamas ao sol ou ao ar
livre.
 Mamilo plano/invertido:
o Logo apos o parto amamentar logo que possível;
o Contacto pele com pele;
o Extrair leite com bomba [primeiros 2min é de estimulação, e os restantes é de
extração]
o Exteriorização do mamilo com bomba ou seringa, apenas para estimulação e
mamilo ficar saliente. [ou seja, quando a máquina passar para extração, desligar
e voltar a ligar]
o Mamilos artificiais
o Pomada “Lanolin”
o Massajar a mama – técnica de:
o Pentear em direção ao mamilo
o Segura a mama em “C” em direção ao mamilo
o Chocalhar a mama em caso de extração com a bomba

Ingurgitamento mamário:

 Ocorrem com a subida do leite


 Características:
o Congestionamento
o Pele brilhante

Soluções para prevenir o ingurgitamento:

 Iniciar a amamentação logo que possível


 Posicionar a criança corretamente
 Sinais de boa pega
 Dar de mamar em horário livre
Intervenções em caso de ingurgitamento:

 Aplicar gelo ou compressas frias porque favorece a vasoconstrição e contração dos


canais e ductos.
 Aplicar calor ou compressas tépidas porque favorece a vasodilatação, relaxamento da
mama e o fluir do leite nos canais e ductos.
 Massajar suavemente as mamas [optar por utilizar óleo de amêndoas doces]
Mamas cheias:
Devido à descida do leite, a mãe vai sentir as mamas mais cheias e pode sentir calor. Nesta fase
deverá esvaziar por completo a mama, oferecer sempre a mama mais cheia, poderá ter febre nas
primeiras 24h, que se reverte. Se não reverter, deslocar-se para as urgências.
 Para esvaziar o quadrante superior externo, pode se utilizar o posicionamento do rugby.
Ducto bloqueado: obstrução de um ou vários ductos.

 Causas: leite espesso, esvaziamento insuficiente, roupa apertada


Intervenções:
o Amamentar o bebé em diferentes posições, de forma a esvaziar todas as zonas
da mama
o Fazer leve pressão com os dedos, no sentido do mamilo [técnica em “C”]
o Utilizar um sutiã que apoie bem a mama, mas que não comprima.

Mastite: inflamação
Causas: ducto bloqueado, ingurgitamento mamário grave,
Sinais e sintomas: nódulo duro, dor forte, grande área ruborizada e mal-estar geral.
Intervenções: repouso, extrair leite manualmente ou com bomba, amamentar do lado não
afetado, medicação prescrita.

Conservação do leite quando volta ao trabalho

o Sacos de plásticos ou biberons esterilizados;


o Validade:
 <25ºC: 6 a 8 horas
 4ºC a 10ºC: 3 a 8 dias
 4ºC: 8 dias
 4ºC a -19ºC (congelador dentro do frigorifico): 2 semanas
 -19ºC: 3 a 6 meses
 -20ºC: 6 a 12 meses
o Descongelamento:
 Dentro do frigorifico: tempo máximo de dar o leite ao RN é de 12 a 24h.
 Fora do frigorifico: dar o leite de imediato.

Exame Físico do Recém-nascido


Índice de Apgar

Sinal 0 1 2
Frequência cardíaca Ausente Lenta (abaixo de Maior que 100bpm
100bpm)
Respiração Ausente Lenta, irregular Boa, chorando
Tónus muscular Flácido Alguma flexão nas Movimento ativo
extremidades
Irritabilidade reflexa Sem resposta Careta Tosse, espiro ou
choro
Cor Azul, pálido Corpo rosado, Completamente
extremidades azuis rosado
Significados das notas obtidas na avaliação de Apgar:
0 – 2: asfixia grave
3 – 4: asfixia moderada
5 – 7: asfixia leve
8 – 10: sem asfixia, boa vitalidade, boa adaptação.

Pele e mucosas

 Coloração: tom rosado; as extremidades podem estar ligeiramente cianóticas; avaliar


presença de icterícia fisiológico ou patológica [pico 48 a 52h após o parto]
 Temperatura
 Hidratação
 Soluções de continuidade [em partos distócicos]
 Mucosas: devem estar permeáveis e hidratadas, e coradas.
Cabeça

 Formato: avaliar forma, tamanho e simetria


 Avaliar as fontanelas: sendo que a primeira a fechar é a anterior e a posterior fecha ao
fim de 3 meses. Verificar se não há sobreposição das suturas.
 Avaliar o couro cabelo: áreas inflamadas, massas, lesões ou descamações.
 Em parto distócico com ventosas, pode formar-se bossas (acumulação de sangue) –
devido à formação de bilirrubina pela deterioração dos eritrócitos, é normal a criança
estar mais ictérica.
Olhos

 Simetria – verificar estrabismo


 Reflexos
 Fenda pálpebra – verificar se o olho abre
 Secreções
Fossas nasais

 Secreções
 Obstrução
 Verificar se tem desvio do septo
Boca

 Coloração
 Verificar lábio leporino e analisar se tem fenda palatina [abertura do céu da boca]
Pavilhão auricular

 Simetria
 Pregas
 Presença de cerume: quantidade e cor
 Implantação do pavilhão
 Malformações
Pescoço

 Avaliar a mobilidade
 Tumefação
 Avaliar pulso carotídeo
 Integridade da pele
Tórax

 Simetria os movimentos respiratórios


 Simetria dos mamilos [nas meninas podem deitar líquidos e nos bebes encontram se
emaciados]
 Observação das clavículas especialmente no caso de distócia de ombros [durante o
nascimento, existe uma dificuldade na passagem do ombro do recém-nascido depois de
a cabeça já ter passado];
o Protocolo de atuação perante uma distócia de ombros:
 HELPERR:
 Help – chamar ajuda
 Evaluate – avaliar a necessidade de efetuar uma episiotomia
 Legs – Manobra de McRoberts
o Efetuada por dois ajudantes
o Cada um segura num membro inferior da mulher, de
modo a proceder à hiperflexão das coxas sobre o
abdómen
o Assim, o diâmetro pélvico mantém-se, mas a
curvatura lombo-sagrada diminui permitindo a
rotação cefálica da sínfise púbica, que por sua vez
desliza do o ombro fetal.
o A força de tração necessária à exteriorização dos
ombros reduz.
 Pressure – pressão suprapúbica/ manobra de Rubin I
o Complemento da manobra de McRoberts
o Efetuada por um dos ajudantes
o Objetivo: diminuir o diâmetro biacromial fetal
atras da rotação do ombro anterior na direção do
tórax fetal
o Deve ser aplicada de forma firme e continua
durante 30 segundos, no sentido infero.lateral.
 Enter maneuvers – manobras de rotação interna
 Remove – extração do ombro posterior
 Roll the patient – manobra de Gaskin

Abdomen
 Avaliar distensão abdominal
 Presença de massas
 Avaliar o coto umbilical, se se encontra bem clampado; 1º estrutura gelatinosa,
2º vias de cicatrização 3º mumificação [7 a 11 dias] . Vigiar sinais de infeção;
fora da fralda ao ar livre; limpeza com soro fisiológico e compressas
esterilizadas
 Avaliar ruidos abdominais
Dorso e coluna
 Alinhamento vertebral
 Presença de massas
Genitais
 Coloração da pele e mucosas
 Alterações: pode apresentar-se um pouco emaciada
 As meninas no início têm um corrimento vaginal, com pequenas quantidades de
sangue.
 Dermatite perineal
 Os meninos – descida dos testículos
o alterações:
 epispadia: abertura da uretra acima do pénis
 hipospadia: buraco da uretra junto ao escroto (para baixo)
 hidrocelo: edema do testículo – acumulação de plasma/liquido
percebida pela palpação
 criptorquidia: ausência de testículos das bolsas escrotais porque
permanecem no canal inguinal, podendo causar esterilidade.
 Varicocelo: varizes que podem levar a situações de esterilidade e
dor numa situação de dilatação das veias
 Fimose: prepúcio aderente à glande pode provocar a acumulação
de substância altamente cancerígena.
 inspecionar glande e prepúcio

Ânus
 Integridade do suco nadegueiro
 Verificar se há perfuração do ânus
Membros inferiores e superiores
 Mobilidade
 Avaliar o número de dedos [polidactilia: mais do que 5 dedos na mão;
sindactilia: fusão entre 2 ou mais dedos]
 3 tipos de pés: normal, plano e cavo.
 Pregas palmares e plantares
 Movimentos de extensão e flexão
Sentidos
 Visão
o Consegue ver a uma distância de 20 a 30 cm
o Prefere tons suaves e avermelhados
 Audição
o Reconhece a voz dos pais, principalmente a mãe
o Som suave e rítmico suscita o interesse e tranquilidade
 Olfato
o Não gosta de cheiros fortes e agressivos
o Prefere cheiros doces [leite materno]
 Paladar
o Distingue o doce, amargo e azedo.
o Prefere o doce.
Forma de comunicação
 Acalma-se a sentir o toque dos pais – contacto pele a pele
Características normais
 Está a ser bem alimentado se apresentar aumento de peso, urinar, libertar
mecónio.
 Cristais de urato:
o urina avermelhada/alaranjada
o O colostro é constituído por proteínas que levam à formação de ácido
úrico que é expelido pela urina sob a forma de cristais de urato.
 Eritema tóxico
o Pápulas rodeadas de áreas inflamatórias de contorno irregular, que se
inicia na face, expandindo-se para o tronco e extremidades.
o As lesões desaparecem ao fim de 7 dias.
 Lanugo
o Revestimento de pelos finos, suaves e abundantes que cobrem o corpo do
feto durante a gravidez
o Na maioria dos bebés não esta presente no nascimento, mas em alguns
pode estar presente nas costas e nos ombros.
o Os pelos tem tendência a cair [aproximadamente 6 semanas – verificar]
 Vernix caseoso
o Solução de continuidade presente na pele do RN
o Não deve ser retirado
o Vai saindo ao longo das lavagens
o Funções:
 Hidratar a pele
 Facilitar a passagem pelo canal vaginal
 Conservar o calor e proteger a pele do ambiente
 Tem um efeito antimicrobacteriano
 Dermatite de contacto
o Devido à humidade da fralda se não for bem limpo e seco pode causar.
 Onfalite
o Infeçao do coto umbilical
o Desinfetar com álcool a 70 com compressa esterilizada

Exame físico da puérpera


Avaliação do estado consciência: avaliar a labilidade emocional [durante o
internamento, avaliar as emoções, sentimentos, transmitidos à puérpera, o interesse ao
recém-nascido, preocupações e medos, motivação e interesse na realização das
atividades, despistar blue pós-parto, psicose pós-parto,]
Pele e mucosas:
 Coloração
 Hidratação
 Temperatura
 Presença de estrias
 Hiperpigmentação
Mamas:
 Avaliar a consistência: no início são moles devido ao colostro. Se necessário,
realizar expressão para confirmar se existe colostro.
 Temperatura
 Cor
 Anomalias: integridade da pele, despistar fissuras ou feridas na região mamilar,
 Dor
Mamilos
 Tipo de mamilo
 Avaliar fissuras e macerações
 Perguntar se já pós o bebé à mama, se sim como correu
Abdómen
 Em caso de cesariana:
o Observar o penso
 Aderente
 Repassado [quando ligeiro, delimitar e avaliar mais tarde]
o Observar a ferida cirúrgica
 Apresenta dor, rubor, tumefação, edema, calor
 Deiscência
o Realizar o penso
o Algaliação
 Verificar se já urinou
 Características da urina
 Verificar e palpar globo vesical
 Palpar o globo de segurança de Pinart.[corresponde a um coagulo de sangue, que
forma-se no útero, logo depois do parto, para ajudar a cicatrizar as pequenas
feridas dos vasos sanguíneos que irrigavam a placenta, servindo de tampão a
uma eventual hemorragia no ponto onde a placenta estava inserida.
Posteriormente, é gradual expulso pelas próprias contrações uterinas na forma de
lóquios]
 Avaliar involução uterina e localização do fundo uterino
o A involução uterina ocorre devido à descida dos níveis de estrogénio e
progesterona, devido à saída da placenta.
o A velocidade depende do tamanho do RN e do número de gravidezes.

Tempo Altura do fundo do útero Lóquios


Após a dequitadura 2cm abaixo da cicatriz
umbilical
Cerca de 12h depois Ao nível da cicatriz
umbilical ou ligeiramente
acima (2cm)
A partir de 24h Inicia a involução para o
local anatómico normal
A partir de 72h (3º dia) 2-3cm abaixo da cicatriz
umbilical
7º dia Imediatamente acima da
sínfise púbica
A partir de 10 dias Atrás da sínfise púbica

 Sinais de alarme:
o Saída de lóquios em grande quantidade [inicialmente em quantidade
moderada e não MUITO elevada]
o Saída de coágulos grandes
o Útero relaxado, distendido e mole
o Útero lateralizado [não vai conseguir contrair devido à bexiga ocupar
espaço]
o Sinal de bexiga cheia
o Cheiro fétido
 Palpação abdominal [antes pedir à mãe para esvaziar a bexiga pois esta quando
preenchida faz subir a altura do útero e modifica os resultados do fundo uterino;
pedir para a mãe juntar os pés, afastar os joelhos e retirar as cuecas.]
Região genital / períneo
 Lábios edemaciados, presença de microlacerações
 Episiorrafia
o Verificar se os bordos estão bem unidos
o Se há presença de hematomas ou sinais inflamatórios
o Mantida a integridade da mucosa vaginal
Nota: caso apresente pontos explicar que estes caiem espontaneamente ao fim de 1-2
semanas ou então são reabsorvíveis.
 Ensinos:
o Troca frequente do penso higiénico
o Aplicação de gelo
o Observação com espelho
o Não utilizar tampões
o Não realizar banhos de imersão
o Não realizar sexo com penetração
o Lavagem com sabão a que está habituada [não há necessidade de mudar
para pH neutro]
o Não pode sentar-se com as pernas à chinês porque aumenta a tensão do
períneo.
 Lacerações:
o 1º e 2 grau: afeta a pele e mucosas
o 3º e 4º grau: comprometimento do esfíncter anal
 Avaliar a presença de hemorróidas [podem surgir pelo esforço exercido]; instruir
para a aplicação de gelo e creme para a diminuição do desconforto;
Membros inferiores
 Avaliar presença de edemas; Sinal de Godet – massagem ascendente, elevar os
membros, repouso. [nota: se um cliente tiver edema e tiver a tomar diuréticos,
para controlar se a dose está a ser adequada podemos pesar o doente, pois o peso
deste é mais elevado devido à retenção de líquidos, que serão expulsos pela ação
dos diuréticos.]
 Aplicar frio para a vasoconstrição
 Derrames e varizes [prescrição de enoxa(?); meias de compressão]
 Sinal de Homan [dor à dorsiflexão do pé] – dor pode ser indicador de um
fenómeno tromboembólico.
Nota: Em todas as avaliações mencionar se tem algum acesso, epidural e coisas do
género. (?)

Administração de medicação por epidural


 Cuidados
o verificar local da punção / penso [Após a punção o penso tem que ser
transparente para ser possível ver-se a região, dor no local do cateter,
desconexão]
o verificar se o penso não se encontra quincado/dobrado
o verificar a permeabilidade
 riscos do cateter epidural
o risco de hematoma epidural
o risco de abcesso epidural
o risco de toxicidade anestésica
o risco de migração do cateter
o risco de danos na medula espinhal ou nervos
Ropivacaina (medicação)
 cefaleia por punção na duramater
 retenção urinária
 bloqueio motor [hematoma epidural ou ação forte?]
Administração do anestésico
1. Avaliar sinais vitais e bloqueio motor
2. Observar local da punção, penso e a fixação do cateter ao longo do trajeto
3. Desinfetar conexão ou filtro
4. Retirar tampa ou desadaptar o prolongamento
5. Conectar seringa com soro e aspirar ligeiramente [se não surgir sangue ou liquor
proceder à administração]
6. Administrar medicamento
7. Caso de toma única deve sentir alguma resistência, seringas nunca mais de 10ml.

Altas
 Labilidade emocional: Valorizar a informação transmitida pela puérpera
 Dor:
 Pele: informar aparecimento de estrias [colocar um creme gordo]
Hiperpigmentação pode ocorrer nas mamas
 Mamas: explicar que o número de mamadas estimula a produção de prolactina
que produz leite. Falar de métodos de estimulação da mama. Incentivar a recolha
de leite. Explicar o transporte e congelação.
 No caso de não deseje amamentar:
o Tomar medicação oral para inibição da lactação
o Proibido estimular a mama
o Tomar contraceção
o Quase tenha alterações nas mamas dirigir se ao médico
 Cesariana
o Penso feito na alta
o Ir à USF retirar os agrafos ao fim de 7 a 10 dias – promove a união dos
bordos e a cicatrização da sutura no 10 dia.
o Evitar levantar pesos, banhos de imersão e atividades físicas que
exerçam demasiada pressão na região abdominal
 Involução uterina e lóquios
o Caso sinta o útero mole e distendido – urgências
o Ensinar a evolução das características dos lóquios
o Sinais de alarme:
 Cheiro fétido
 Grandes quantidades
 Grandes coágulos
 Lóquios hemáticos durante > 5 dias e serohematicos >10 dias
 Períneo
o Medicina de reabilitação lacerações de grau 3 ou 4
o Sinais de alarme
 Desconforto acentuado
 Bordos não unidos
 Edema
 Sinais inflamatórios
 Eliminação vesical e perineal (verificar)
 Membros inferiores
 Métodos contracetivos
o Se amamentar, a menstruação regressa ao fim de 3 a 6 meses
o Se não amamentar, a menstruação regressa ao fim de 6 a 12 semanas
o A pilula de amamentação é gratuita no centro de saúde e pode começar
21 após o parto
 Sinais de alarme gerais
o Febre > 24h
o Vómitos e náuseas persistentes
o Lóquios sangrantes após 5 dias e com cheiro fétido
o Sinais inflamatórios na sutura
o Dores persistentes
 Consulta de revisão de parto – 4 a 6 semanas após o parto
Alta do recém-nascido
 Ensinos:
o Nos primeiros meses de vida, o bebé deve dormir próximo dos pais, no
berço sozinho
o A temperatura média do quarto deve ser entre 18 a 20º graus
o Manter uma luz de presença à noite
 Choro
o Motivos: fome, sono, frio, calor, sujo, molhado, desconfortável, com
dores
o O que fazer: embalar, quiet noise (shhhhh), sucção não nutritiva
(sacarose), pegar ao colo em posição lateral, imobilizar com uma manta
 Cólicas
o Técnicas: massagem abdominal, no sentido dos ponteiros do relógio,
realizar massagens do lado esquerdo do bebé, e fazer a técnica do
babygel
 Alimentação/eructação
o O RN perde 10% do seu peso nos primeiros 10 dias [devido a ter
edemas]
o Promover eructação, posição vertical, dar palmadinhas nas costas,
o Em caso de leite artificial, raspar a colher até ficar raso [em excesso,
problemas gástricos]
o Manobra de desengasgamento:
 1. Apertar o pé do RN, vai fazê-lo chorar e assim ajuda a expelir
o objeto
 2. Colocar o RN de barriga para baixo, sobre o antebraço, com a
cabeça inclinada para baixo, e efetuar 5 pancadas nas costas,
entre as omoplatas com a mão em concha.
o Banho
o Prevenção de acidentes
 Ovo – cinto e no chão. [ouvir]

Indice obstétrico
 Ver as semanas e dias exatos para os trimestres
T – nº de partos termo (a partir da 37ª até à 42ª semana, [pós termo- a partir da 42ª
semana] )
P – nº de partos pré-termo (entre as 28ª e 37ª semanas, peso 1000-2500g)
A – nº de abortos/ gravidez ectópica
V – nº de nados vivos
Eutócico: Por via baixo [6h de repouso]
Distócico – por via alta (cesariana) por via baixa (ventosas, ferros)
Bebé macrossómicos – mais de 4kg
Primípara – mulher que pariu 1x
Nulípara – mulher que nunca pariu um feto com peso superior ou igual a 500g ou com
mais de 24 semanas
Multípara – mulher que pariu mais do que 1x e conta-se a partir do 3º filho

Trabalho de parto
vacinação do recém-nascido
 Vitamina K (perna esquerda)
 Hepatite B (perna direita)
 BCG (subcutânea)

Você também pode gostar