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No ano de 1993 iniciaram-se as atividades na comunidade Konkomba, situada em Koni,


região nordeste de Gana, localizada no noroeste Africano. Comunidade tribal, composta por cerca de
trezentas mil pessoas, subdividida em três etnias.
Os missionário Ronaldo e Rossana Lindório, foram enviados pela Agência Presbiteriana de
Missões Transculturais e Missão de Evangelismo Mundial, para implantarem o trabalho missionário
naquela região marcada pelo animismo, fetichismo e relações totêmicas com os animais, repleta de
rituais e mitos que aprisionava vidas e perpetuava crenças e tradições no meio de um povo ligados
aos velhos hábitos.
O conhecimento da cultura local, tradições, rituais, valores se constituiu como fundamental
para alcance e sucesso das ações destinadas aquele povo. Os missionários além da convicção do seu
chamado e disposição em servir, contavam com o preparo teológico e habilidades que promoveriam
impactos diretos na vida da comunidade.
Ronaldo Lindório e a sua formação antropológica propiciou o conhecimento e estudo da
cultura, além da compreensão de conceitos e estratégias básicas que dizem respeito ao processo de
imersão em uma nova cultura e os processos aculturação e socialização do conhecimento. Além
disso, os seus conhecimentos lingüísticos viabilizaram a pesquisa e constituição do alfabeto do
dialeto daquela comunidade, o Li monkpeln, facilitando as ações que seguiram no decorrer dos oito
anos que permaneceram em meio aos Konkombas.
Rossana Lindório, enfermeira e obstetra contribui para implantação de um clinica que atende
as comunidades próximas aquela região e promovendo uma melhor qualidade de vida aquela
população. Treinando e capacitando auxiliares de enfermagem para que as ações propostas tenham
continuidade, mesmo após a partida dos missionários.
Nos primeiros contatos com a comunidade a postura dos missionários foi motivada por
conhecer o idioma e a cultura local, inseridos no cotidiano do povo Konkomba eles estudaram a
língua por eles falada e se dedicaram a conhecer e fazer parte daquele povo. As atividades de
evangelismo e outras estratégias para alcançar o povo Konkomba iniciaram após o processo de
apropriação da cultura local. Apesar deles também prestarem serviços de assistência médica desde o
principio, este não era o foco principal de atuação deles. O objetivo principal era a conclusão da
pesquisa lingüística a fim de produzirem o Novo Testamento no idioma local.
Ao iniciarem as primeiras atividades evangelísticas, Mebá - um importante feiticeiro da região
- se converteu surpreendendo toda a tribo. E provocando em outras pessoas o desejo de seguirem a
Cristo. O testemunho de Mebá e a sua dedicação ao Senhor é um importante estimulo para os
jovens da tribo conduzindo -os a Cristo.
As atividades dos missionários estavam concentras em diversas áreas:
1.  Plantio de Igrejas - iniciado no ano de 1995, após as primeiras conversões, sentiu-se a
necessidade de expandir o trabalho para outras localidades. Líderes foram treinados
para assumirem os trabalhos, em cinco anos 17 igrejas foram implantadas, contando
com cerca de 3.500 membros, além de cinco evangelistas, trinta presbíteros e
sessenta outros líderes em treinamento.
2.  Tradução do Novo Testamento - Durante sete anos se dedicaram a pesquisa
lingüística que possibilitou o estudo aprofundado do idioma ( dialeto da tribo) e
formulação de um alfabeto, pois se tratava de um grupo ágrafo. No ano de 2001
terminaram a tradução do Novo Testamento para o idioma Limonkpeln.
3.  Clinica em Koni - Rosana estabeleceu uma Clínica Médica na cidade de Koni, que hoje
atende mais de 6.000 pessoas ao ano. Foram treinados dois jovens dar
prosseguimento aos trabalhos da clínica.
4.  Escolas em Koni e Molan - após o estudo da língua, e com a chegada dos primeiros
escritos do novo testamento, foram abertas duas escolas, e treinados professores da
própria tribo. Hoje há mais de 220 alunos e três professores.

Em 2001, após a conclusão da escrita do Novo Testamento em Limonkpeln, os missionários


voltaram para Brasil, para terminar a edição da Bíblia. Antes da saída, porém, a comunidade já
estava preparada para a separação, pois os hospitais já tinham seus novos lideres, assim como as
escolas, e todos os trabalhos iniciados pelos missionários. Somente em 2004 os missionários
retornaram com intuito de entregar os Novos Testamentos impressos.

Os missionários mantiveram contato com o povo alvo depois deste períod o, porém só vieram
a retornar ao local em 2008, para visitar o local e irmãos, verificando assim o andamento da obra e
serviços sociais.

A obra missionária trouxe grande impacto à cultura local. Aquela sociedade tribal vem sendo
transformada nos moldes do evangelho, de forma que os feiticeiros estão sendo acuados, e novas
áreas sendo atingidas pelo evangelho. Além disso, os trabalhos sociais ajudaram a minimizar a
resistência ao evangelho.

Atualmente os trabalhos implantados são auto-sustentáveis e administrados pela igreja local.


As igrejas, as escolas, e o hospital, que agora é reconhecido pelo Governo Local, o que facilita a
aquisição de alguns medicamentos.