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Ações do Pecado e a intervenção Divina

Romanos 6:1-23
Um grande problema da humanidade, é que os seres
humanos não entendem esse grande tratado de perdão que
a Bíblia propõe. A vida que está sendo disposta ao homem,
mas como este homem prefere o pecado. Isto porque
estamos debaixo de uma natureza pecaminosa. Esta
natureza é herança do pecado original, que nos veio de
Adão, e consequentemente, pecamos, por termos sido
concebidos em pecado. Quando eu nasci, minha natureza já
era pecaminosa.
Na carta aos Romanos, Paulo propõe uma bela e plena
visão da restauração que Deus realiza na vida do ser
humano. Paulo fala sobre o pecado e sobre o perdão deste
pecado através de Jesus Cristo. Paulo descreve uma velha
natureza sendo trocada por uma nova natureza, esta última
operada em nossas vidas através do Espírito Santo, que
vem fazer morada em todo aquele que crê e reconhece
Jesus como Senhor e Salvador.
Ainda si, precisamos estar conscientes de que a nossa
natureza pecaminosa permanece em nós, mesmo depois de
aceitarmos a Jesus como nosso Salvador e Senhor. O que
nos torna diferentes é que passamos a ser pecadores
salvos. É importante dizer também que o salvo não passa a
ser espiritualmente um super-homem ou uma super-mulher.
Por isto precisamos levar em conta a recomendação de
Paulo em 1 Coríntios 10:12: “aquele que pensa que está em
pé, cuide para que não venha cair”.
A pessoa que hoje está caída, já esteve na posição em que
de repente, você julga estar hoje.
Por isto que hoje, quero conversar com você e te advertir
para as ações do pecado que podem alcançar qualquer
crente, produzindo resultados desagradáveis que contrariam
a nova natureza que recebemos em Cristo Jesus. Mas quero
também falar que nisto existe uma grande benção, porque o
socorro de Deus está sempre disponível para todos. Assim,
O melhor será sempre deixar que o Espírito Santo que habita
em nós tenha total domínio sobre a nossa vida.
Então quero meditar com você sobre “Ações do pecado e
a intervenção divina”.
Vejamos, à luz do texto lido, que ações do pecado seriam
estas:
AÇÕES DO PECADO
1 – CONTINUAR NO PECADO.
No texto Paulo levanta uma questão: “continuaremos no
pecado ou continuaremos na prática do pecado”?
Nós não podemos nos refugiar na certeza de que somos
alvos da graça de Deus, para ao mesmo tempo continuar na
prática do pecado. É perigoso demais pensar que por
estarmos no abrigo da graça de Deus, podemos praticar
pecados sem que isso afete a nossa vida.
A nossa nova relação com Cristo precisa significar também
que morremos para o pecado. Não deixamos de ser pessoas
que estão sujeitas a pecar, mas não podemos ter prazer em
pecar. A nova vida significa que morremos para pecado, e
este não dá qualquer prazer para aquele que é nova criatura.
Você precisa estar atento, porque sempre haverá tentadoras
opções para continuar pecando, mas essa prática é oposta
a uma nova natureza em Cristo. O pecado se apresenta a
nós com deliciosas recompensas, compensas terrenas e
passageiras, porém, recompensas que podem nos levar à
uma morte eterna.
Então, Paulo faz esta pergunta, que para os cristãos da
época não era nenhuma novidade, afinal, o pensamento
deles estava como muitos de nós, que acredita que posso
pecar, afinal, vivo no período da graça, agora a lei não mais
me afeta. Precisamos ter cuidado, e não continuarmos mais
a andar em pecado. Mas isso, caso você tenha recebido
nova vida em Cristo. Se ist ainda não aconteceu o momento
é hoje, é agora.
Ainda falando de Ações do Pecado
Podemos citar o
2 - CUIDADO COM A VELHA NATUREZA.
O primeiro cuidado que todo salvo deve ter é que a velha
natureza, embora não tenha mais nenhum poder sobre a
nova natureza do salvo, continua conosco. Se a velha
natureza tiver chance, ela fará de tudo para ressurgir.
A nossa velha natureza foi crucificada na cruz, e nesta
condição precisa permanecer.
Sabem aquela conversa de que pau que nasce torto, até
suas cinzas são tortas? Perante o agir de Deus, isso é
mentira. E Satanás está pronto, o tempo todo, para nos fazer
acreditar nesta mentira dos infernos.
Por vezes somos alvos de nossa nova natureza, aquela
vontade de agir como o ser humano que não tem
responsabilidade alguma com o que é eterno. O homem ou
mulher que vive como se hoje fosse o último dia sobre a face
da terra e por isto tem que aproveitar deleitando, tornando
reais seus sonhos e prazeres terrenos.
Mais uma vez te afirmo: A nossa velha natureza foi
crucificada na cruz, e nesta condição precisa
permanecer.
Uma terceira ação do pecado que devemos evitar é
3 - O DOMÍNIO DO PECADO EM NOSSO CORPO
MORTAL”
V.12a, Paulo disse: “Não permita que o pecado domine o
corpo mortal de vocês...” Este é um desafio que está diante
de nós. O inimigo de nossas almas irá procurar sugerir que
aceitemos o domínio do pecado sobre nosso corpo mortal.
Na mesma proporção de preocupações e cuidados é
necessário estar alerta à esta advertência V.13 “não
entreguem nenhuma parte do corpo de vocês ao pecado
para que ele a use a fim de fazer o que é mau”.
Existia naquele tempo, e ainda hoje, a ideia de que a
matéria, ou seja, o corpo era mau, e o espírito bom, por isso
o que fosse feito do corpo não teria importância, afinal, ele
acabaria e voltaria ao pó. No entanto, todo nosso corpo, de
forma integral, é templo do Espírito Santo. Não pertence
mais a nós mesmos, por isso não podemos oferecer
nenhuma parte do nosso corpo para práticas pecaminosas.
Como nosso corpo é uma unidade, contaminar qualquer
parte do corpo significa trazer para todo o corpo os reflexos
do pecado.
4 – ESCRAVIDÃO PELO PECADO.
A quarta ação do pecado, é a escravidão pelo pecado. A
escravidão sempre terá domínio sobe o pecador, mas não
sobre o salvo. A escravidão gera consequências
desagradáveis em algumas situações irresponsáveis. Na
vida espiritual, quando o pecado escraviza uma pessoa,
pode gerar os resultados para os quais o apóstolo Paulo
advertiu ao dizer: ”Vocês podem obedecer ao pecado que
produz a morte. V.16”. Essa é a grave situação que pode
caminhar uma pessoa que se deixa dominar pelo pecado.
A morte física todos nós devemos experimentar, mas uma
pessoa permanentemente sob o domínio do pecado também
pode sofrer a morte espiritual, que representa viver
eternamente longe de Deus, sem qualquer possibilidade de
reverter esta situação na eternidade.
Bem, então vimos que precisamos tomar cuidado com as
ações do pecado, que são continuar no pecado, cuidado
com a velha natureza, domínio do pecado em nosso
corpo mortal e escravidão do pecado.
Porém, quero te mostrar nisto tudo, onde entra o renovo que
Deus nos dá. Estou falando da intervenção divina.
1 – Consequências do morrer com Cristo
A experiência cristã pressupõe o morrer com Cristo. E isso
representa morrer para um mundo ou morrer para uma vida
de pecado. É deixar de existir para as inclinações em direção
ao pecado. A consequência imediata é passar a viver com
Cristo, o que é sempre incomparavelmente melhor.
Quando temos nossa vida mudada por Cristo, começamos
a experimentar a primeira obra da graça, que é o privilégio
de entendermos o sacrifício de Jesus por nós, e nos
entregarmos à Ele. E quando passamos a viver no Espírito,
andando de acordo com a vontade do Espírito Santo, sendo
por ele guiados, começamos a viver a segunda obra da
graça, que é procurar dia após dia a santidade, uma vida
separada, uma realidade que agrada a Deus.
Por isso, precisamos permanentemente nos considerar
mortos para o pecado. Mas este distanciamento de uma vida
de pecado não acontece pelas nossas próprias forças. Na
medida em que nos submetemos ao senhorio de Cristo de
forma completa, vai acontecendo de forma natural o nosso
distanciamento do pecado, o que significa estar morto para
o pecado.
Peste atenção, a felicidade da vida cristã depende de aceitar
as consequências do morrer com Cristo como bênção
permanente para a vida, é o velho e bom PERDER PARA
GANHAR.!
Na segunda intervenção divina encontramos o fato de
sermos
2 – Escravos de Deus
É uma feliz transição ser liberto do pecado para ser escravo
de Deus. nada pode ser melhor do que viver no domínio de
Deus. o pecado sempre traz caminhos que só estão na
direção da imoralidade e de outras formas de mal.
Essas práticas nos induzem a fazer tudo que é errado e
agride a santidade de Deus. Ser escravo de Deus é ter uma
vida completamente para Deus e o resultado final é ter a vida
eterna.
O ser humano diz que quer ter a vida eterna, mas vive como
escravo do pecado. Aqueles que recebem Jesus como
Senhor e Salvador, tem suas vidas mudadas, são
comprados pelo sangue precioso de Jesus, passam da
escravidão do pecado, para a escravidão à Deus. A
diferença de uma para ou outro é que o primeiro leva à morte
eterna e o segundo à vida eterna.
Somos seres orgulhosos, assim, não admitimos o fato de ser
escravo de alguém. No entanto, estamos falando daquele
que deu a vida do Seu único Filho, por nós, dando-nos como
herança o ser escravos de Deus, consequentemente,
ganhamos a vida eterna.
Para caminharmos para o fim, a terceira intervenção divina
que podemos citar é
3 - O PRESENTE GRATUITO DE DEUS
Quando estamos por receber um presente, ou está no
momento de recebermos algo que julgamos merecer, esta
situação alegra o coração de qualquer pessoa.
Deus se propõe nos presentar, sem que nada
merecêssemos ou somamos condições para receber uma
dádiva divina, o que nunca é possível acontecer.
O presente de Deus é gratuito, é fruto do seu grande amor.
Qualquer presente que recebemos no relacionamento
humano, por melhor que seja, os seus efeitos terminam aqui
mesmo. O presente de Deus, além de ser gratuito, os seus
efeitos e consequências se prolongam por toda a eternidade
para aqueles que o recebem. O presente é a vida eterna com
Deus, tudo pelos méritos exclusivos de Jesus Cristo. Tomar
posse desse presente é ser feliz agora e por toda a
eternidade.
O que podemos tira de lição para nós hoje?
- Continuar no pecado não é próprio do salvo;
- Não podemos deixar a velha natureza ressurgir;
- A escravidão do pecado nos conduz ao resultado final de
viver longe de Deus.
- Nossa relação com Deus precisa significar que estamos
mortos para o pecado;
- Ser escravo de Deus é ter uma vida completamente para
Ele;
O presente gratuito de Deus é a vida eterna.
Qual tem sido sua relação mais forte, com a velha natureza
ou com a nova natureza recebida de Deus?
Quem tem se alimentado mais o velho homem ou a nova
criatura?
Hoje é dia de participarmos da ceia do Senhor, que tem um
enorme significado na vida do cristão, e nos liga à Deus, e
só quem pode participar dela é o reconhecidamente escravo
de Deus.
Quais tem sido suas ações diante do pecado, e como a
intervenção divina faz diferença nisto?

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