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LAYS HORANNA SILVA SANTANA

RELATÓRIO DO
ESTÁGIO NA GESTÃO ESCOLAR
LAYS HORANNA SILVA SANTANA

SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO


LICENCIATURA EM GEOGRAFIA

RELATÓRIO DO
ESTÁGIO NA GESTÃO ESCOLAR

Trabalho Interdisciplinar apresentado à Universidade


Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para
a obtenção de média bimestral na disciplina de
Biogeografia, Geoprocessamento e Sensoriamento
Remoto, História do Brasil, Projeto de Ensino em
Geografia, Hidrogeografia, Geografia Política e
Econômica, Recursos Naturais, Meio Ambiente e
Desenvolvimento Climatologia, Seminário da Prática:
Tópicos Especiais, Projeto de Ensino em Geografia
Seminário da Prática IV, Metodologia Científica.

Orientadores:
Prof. Flavia Augusta Cloclet da Silva
Prof.ª Thiago Augusto Domingos
Prof. Bruno José Rodrigues Frank,
Prof. Julho Zamariam
Prof.ª Flavia da Silva Bortoloti
Prof.ª Heloisa Gomes Bezerra
Profª.Tatiana Fernanda Mendes
Profª.Sergio Aparecido Nabarro
Profª.Maria Luzia Silva Mariano

Sumário
Eunápolis - BA
2020
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO............................................................................................................3
1. LEITURAS OBRIGATÓRIAS.................................................................................4
1.1 GESTÃO ESCOLAR E DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA: DESAFIOS E
POSSIBILIDADES DE UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA.......................................4
2. REGIMENTO ESCOLAR/PPP E SUA UTILIDADE NO ÂMBITO DA GESTÃO
ESCOLAR, COM DESTAQUE PARA A ATUAÇÃO DA EQUIPE DIRETIVA
(DIRETOR, COORDENADOR PEDAGÓGICO)..................................................6
3. ATRIBUIÇÃO DA EQUIPE DIRETIVA..................................................................8
4 PLANOS DE AÇÃO..............................................................................................10
6. REFERÊNCIAS..................................................................................................11
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INTRODUÇÃO

O trabalho de estágio adaptado devido o COVID-19, tem como


objetivo, explicar qual é o papel do docente de sociologia no contexto escolar, fazer
uma analise do planejamento anual, Elaborar atividade para a abordagem de temas
contemporâneos transversais da BNCC (meio ambiente, economia, saúde,
cidadania e civismo, multiculturalismo e ciência e tecnologia), Conhecer o processo
de gestão escolar, Conhecer a atuação da equipe pedagógica no acompanhamento
do desenvolvimento das disciplinas, conhecer metodologias ativas com uso de
tecnologias digitais e elaborar dois planos de aula voltados para o ensino médio.
Esses temas são a base de ensino dos alunos, levando em
consideração que os temas transversais apesar de ser interdisciplinar, a sociologia é
a responsável por tratar desse assunto de forma ampla. A aplicação das
metodologias ativas no ensino médio é a ferramenta que trás a atenção dos alunos
para a sala de aula, é um publico que tem total acesso as tecnologias digitais e que
deve ser usada de forma interdisciplinar.
Dentro desse contexto é que os planos de aulas estão inseridos, o
ensino através do uso de ferramentas tecnólogas na abordagem de temas
transversais tem um resultado amplamente significante para o desenvolvimento dos
alunos.
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1. LEITURAS OBRIGATÓRIAS
1.1 GESTÃO ESCOLAR E DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA: DESAFIOS E
POSSIBILIDADES DE UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA

Uma gestão democrática que acontece por meio da escolha dos


diretores é uma pratica trazida desde o ano de 1980 quando se estabeleceu “na
mente da população a escolha democrática de diretores escolares como um valor
positivo e como um direito a ser reivindicado” (PARO, 1996, p. 378). A ansiedade da
chegada das eleição dos diretores pela comunidade escolar e local, pode constata
seu fundamento quando se afirmar, que a escolha de diretores “no sistema escolar
público brasileiro tem sido aquela decorrente do arbítrio do chefe do Poder
Executivo, [...] por se tratar, em grande maioria, de cargos comissionados,
comumente denominados “cargos de confiança” (ROMÃO; PADILHA, 2001, p. 93).
O mundo viveu décadas e até mesmo séculos de muita tensão, onde
as guerras, combates, fogo e destruição eram comuns em se ouvir falar, e essa
situação só veio a diminuir quando a “democracia” passou a ser tema de debate das
autoridades, mas antes disso era Ditadura Militar, ou seja, “eu mando e você
obedece”, e essa prática se estendeu a cultura de milhares de pessoas, aqueles que
tinham autoridade para liderar, gerir algum departamento, seja público ou privado,
integrou essa ditadura. E não poderia ser diferente na educação, os chamados
diretores era apenas administradores, ou ditadores, que não participava a equipe, os
alunos e responsáveis, das tomadas de decisões e muito menos existiam interação
entre eles, o diretor era uma figura de maior autoridade da unidade escolar e não
deveria ser contrariado em seus projetos administrativos.
A ditadura na educação ainda é a realidade de muitas escolas,
mesmo com a gestão democrática sendo um instrumento fundamentado pela
LDBEN nº 9394/96. A pratica da gestão democrática trás uma realidade de
desenvolvimento melhorado dos alunos e profissionais envolvidos, quem adota esse
instrumento e faz dele ferramenta fundamental e indispensável em sua gestão, fica
muito satisfeito, por que existe uma interação entre o grupo de formação dos alunos.
Diretores participam de reuniões de conselho não para ditar ordens, mas para ouvir
as sugestões de planos de ação da equipe pedagógica, de professores e
responsáveis pela educação, é o momento em que a maior liderança sai do seu
“quadrado” administrativo e vai para o meio educativo, inter-relacionando gestores,
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professores e alunos, trazendo para os personagens principais, que são os


educandos a visão que a equipe pedagógica não está no ambiente com a função de
mandar mais de ajudar no desenvolvimento da educação do ensino aprendizagem e
na formação para o futuro promissor.
Tal situação, pode ser interpretada no princípio da gestão
democrática constante na LDBEN nº 9394/96, que trata da “participação dos
profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola” (BRASIL,
1996), com um viés político, porque todo projeto pedagógico também é político
(GADOTTI, 2001), sendo, portanto, o Projeto Político-Pedagógico (PPP), o
responsável para todos os programas e projetos que adentram as unidades
escolares e não vice-versa. Bernardo (2015, p. 80) destaca que
a escola não deve abrir mão de um plano de ação, de um projeto político-
pedagógico (PPP), para que a gestão não ocorra por meio de
improvisações. O projeto é a identidade da escola e deve comtemplar toda a
cultura, os valores e os modos de agir dos atores sociais que o elaboram de
modo participativo. Para o sucesso da gestão democrática e participativa
nas escolas, o gestor deverá buscar inovações e transformação em suas
ações prático-pedagógicas e culturais.

Nota-se que essa é uma ferramenta que dá autonomia e liberdade


onde todos os envolvidos da unidade escolar pode e deve ter acesso, o Projeto é
uma ferramenta democrática que torna o ambiente educativo mais prazeroso de
ensinar e consequentemente de aprender.
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2. REGIMENTO ESCOLAR/PPP E SUA UTILIDADE NO ÂMBITO DA GESTÃO


ESCOLAR, COM DESTAQUE PARA A ATUAÇÃO DA EQUIPE DIRETIVA
(DIRETOR, COORDENADOR PEDAGÓGICO)

1- Qual a função do regimento no ambiente escolar?

Tendo em vista que toda e qualquer instituição sobre qualquer


natureza, necessita de normas que norteiam as suas atividades, independendo do
seu aspecto jurídico a função do regimento escolar é definir normatizações a
organização administrativa, pedagógica, disciplinar e didática das instituições
educacionais, estabelecendo os direitos e deveres de todos envolvidos no ambiente
escolar.
Segundo Alves e Locco (2009), na década de 1960, época da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), n.º 4.024/1961, apenas algumas
instituições de ensino tinham em seus documentos escolares um regimento interno,
onde somente os alunos possuíam direitos e deveres. E mesmo assim as escolas
que apresentavam esse documento, em muitas das vezes, ainda não possuíam a
aprovação do órgão responsável, nessa época, era o Conselho Estadual de
Educação (CEE) que aprovavam os regimes adotados pelos gestores. Já no ano de
1990, com a promulgação da LDBEN n.º 9.394/1996, foi aprovada a autonomia para
as todas as escolas construírem seus Regimentos Escolares mediante a sua própria
organização disciplinar, administrativa e pedagógica.
É através do Regimento Escolar que são estruturadas, definidas e
normatizadas as ações do coletivo escolar. Enquanto no PPP são demonstradas as
ações educativas necessárias ao ensino e aprendizagem, no Regimento Escolar são
definidas as normas, as “regras” que regem tais ações, que tem como papel
descreve a função de cada segmento que compõe as unidades escolares. É
importante dizer que, tanto o PPP quanto o Regimento Escolar são os primeiros
documentos a serem criados e/ou atualizados dentro da unidade escolar.

2- Quais aspectos são contemplados em um regimento escolar?

As características que compõe um regimento escolar são:


 Igualdade de condições para o acesso e permanência na
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escola;
 Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o
pensamento, a arte e o saber;
 Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas (...);
 Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; (...)
 Gestão democrática do ensino público, na forma da lei; VII -
garantia de padrão de qualidade.
Além dos princípios citados a cima, o regimento tem como base:
 A especificidade da natureza pedagógica da instituição escolar e
do seu interesse público;
 A autonomia da escola como unidade coletiva de trabalho;
 A unidade pedagógica e administrativa da escola como
instituição orgânica;
 A representatividade como critério para a gestão da escola.

Todo os princípios e bases citados devem servir como base


norteadora para a elaboração, discursão e aprovação do regimento e
consequentemente garantir a legalidade do trabalho educacional desenvolvido.
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3. ATRIBUIÇÃO DA EQUIPE DIRETIVA

1. Descreva quais são as principais atribuições do(a) diretor(a) da escola.

Para que uma unidade escolar funcione de maneira organizada


depende de vários fatores, um deles é a estrutura física. A escola possui carteiras,
computadores, salas de aula, biblioteca, refeitórios e pátio, onde os alunos de todas
as respectivas idades podem se inteirar nos intervalos. Porém a parte física não
funciona sozinha, a parte mais importante da escola são os alunos, professores,
coordenadores e todos colaboradores que envolve essa unidade educacional.
No entanto o papel do diretor, além de resolver problemas físicos,
como manutenção da escola, organização de arquivos, administração de horários da
instituição a principal atribuição é o contato direto com alunos, professores e equipe
pedagógica. Ainda dentro desse contexto os gestores necessitam gerir com
tecnologia onde dentro das suas funções tem a necessidade de:
 registrar o desempenho acadêmico dos alunos;
 emitir certificados;
 fazer o controle de faltas;
 gerar e enviar boletos com as mensalidades (quando a
instituição for privada);
 preservar o patrimônio escolar
 organizar melhor os horários e muito mais.
Além de todas as funções mencionadas uma função importante é
administrar os recursos financeiros da escola, de forma clara e está sempre
controlando os orçamentos, principalmente quando a escola for publica, pois as
verbas educacionais exigem prestação de conta. A administração da merenda
escolar também é uma responsabilidade da direção, garantir que todos sejam
alimentados de forma igualitária e saudável, fiscalizando de que forma está sendo
feito essas merendas e controlando os excessos.

2- Descreva a atuação desse profissional quanto ao atendimento aos alunos e aos


docentes.
Seria simples administrar uma escola se suas atribuições fossem
somente as citadas acima, é como administrar uma empresa, onde a sua atenção
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está voltada somente para manter os lucros aumentando e reduzindo os gastos.


Porém, com a gestão democrática se expandindo nas instituições, nos dias atuais já
não é tão simples cuidar de um ambiente escolar. O gestor precisa está voltado
completamente para os alunos e docentes, buscando compreender em qual
contexto a escola está inserida e qual é a realidade desse ambiente. É preciso está
na frente das reuniões de classe, das reuniões de pais e principalmente das
reuniões pedagógicas.
A sua presença em todas as atividades não é para intimidar e sim
para contribuir para o ensino aprendizagem dos alunos e orientar a equipe de
docentes da escola a traçar um plano de ação onde, de forma fundamentada possa,
ajudar no desenvolvimento dos educandos, e indo mais além, o gestor consegue na
pratica formar alunos de forma que o mesmo, saia da escola preparado para a vida,
compreendendo os assuntos da transversalidade.
O gestor tem em suas atribuições, identificar os problemas em que o
aluno está passando, que normalmente são notado primeiro pelo professor e
encaminhado a direção, e a mesma, tem a responsabilidade de conversar com esse
educando para apresentar soluções, como por exemplo, encaminhar o educando a
um psicólogo se for necessário, muitas vezes o aluno não está conseguindo se
desenvolver por certos traumas ou dificuldade de interação social, a direção da
escola que é democratizada tem esse papel de conhecer cada aluno e cada docente
com o propósito de orienta-los em seus desenvolvimentos.
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4 PLANOS DE AÇÃO
Aplicação do ensino aprendizagem online
SITUAÇÃO - PROBLEMA
devido o isolamento social pelo COVID-19.
Aplicação de atividades remotas onde os pais
e responsáveis buscam uma vez por semana,
uma pasta de atividades preparadas para os
alunos responderem em casa. E na semana
seguinte devolve-las, para as devidas
PROPOSTA DE SOLUÇÃO correções. As atividades são recolhidas com
segurança, é feito a limpeza com álcool 70 e
guardadas por um período de 15 dias, após
isso, é feita as correções. Professores
aplicaram aulas em vídeo, de forma dinâmica
e objetiva.
O objetivo do plano de ação consiste em não
OBJETIVOS DO PLANO DE deixar de aplicar os conteúdos e manter os
AÇÃO alunos em isolamento sem prejudicar a
educação deles.
Para realização desse plano de ação foi
ABORDAGEM TEÓRICO - necessário trazer para a realidade o uso da
METODOLÓGICA tecnologia digital como fonte de ensino
aprendizagem.
Computadores, celulares, pastas de
RECURSOS arquivamento, álcool em gel, mascará, luvas,
internet, câmeras e vídeos educativos.
Através desse plano de ação os alunos
continuaram o seu desenvolvimento escolar
em casa, sem ficar exposto a contaminação
do COVID-19. Todos esses esforços dos
CONSIDERAÇÕES FINAIS
educadores que se preocupam com seus
alunos em não deixar morrer junto com esse
vírus a maior dadiva da vida que é a
educação.
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5- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O trabalho de Estágio, apesar de não ter sido realizado em campo, foi muito
importante para o desenvolvimento como profissional do ensino em formação, pois,
falar da gestão educacional democrática é trazer pra realidade a importância da
autonomia na educação, é poder fazer um Projeto Político Pedagógico baseado no
regimento escolar de forma clara e com a certeza de que as ideias formuladas serão
aceitas e colocadas em pratica. Descentralizar o gestor de suas funções
administrativas e coloca-lo frente aos projetos pedagógicos enriquece o
conhecimento de todos envolvidos e faz com que o ambiente escolar se torne
prazeroso, tanto para o profissional quanto para os alunos.
Entender que a direção é responsável pela preservação do patrimônio, pelo
orçamento financeiro e pelo acompanhamento de cada aluno, dentro de varias
atribuições que são feitas a esse cargo, nos traz a certeza que para esse trabalho
ser realizado é preciso de toda equipe trabalhando juntas. Assim como a equipe
pedagógica não consegue realizar um projeto sozinhos, a direção também não
realiza nenhum plano de ação sozinho.
A conclusão desse trabalho de estágio foi com um plano ação, tendo como
foco a situação de isolamento social em que a pandemia causada pela
contaminação do COVID – 19 colocou a humanidade. E para que os alunos não
perdessem o contato com professor foi necessário traçar estratégias para que os
educandos não deixassem “morrer” a sua vontade de aprender e ao mesmo tempo
não os colocar em risco. Foi de muita importância resolver todas as questões
apresentadas por esse estágio, onde contribuiu diretamente para o entendimento do
que é um gestor na pratica educativa.
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6. REFERÊNCIAS

ALVES, Paulo Afonso da Cunha; LOCCO, Leila de Almeida de. Legislação


Educacional. Curitiba: IESDE Brasil SA., 2009. Disponível em: . https://
goo.gl/4NVAD1 Acesso em: out. 2020.

BERNADO, Elisangela da Silva. Política de Avaliação do Estado do Rio de Janeiro:


repercussões na gestão escolar e no currículo. Práxis Educativa, Ponta Grossa, p.
80, v. 11, n. 3, set./dez., 2015.

BRASIL. Ministério da Educação. LDB - Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996.


Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União,
Brasília, DF, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.
htm. Acesso em: 02 out. 2020.

PARO, Vitor Henrique. Eleição de Diretores de Escolas Públicas: Avanços e Limites


da Prática. R. Bras. Est. Pedag., Brasília, v.77, n.186, p. 376-395, maio/ago., 1996.

ROMÃO, José Eustáquio.; PADILHA, Paulo Roberto. Diretores Escolares e Gestão


Democrática da Escola. In: GADOTTI, Moacir.; ROMÃO, José Eustáquio. (orgs.).
Autonomia da escola: princípios e propostas. São Paulo: Cortez, 2001. p. 91-102.

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