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Lordelo é obra?

Director: Miguel Correia


Web: pcplordelo.blogspot.com
PROLETÁRIOS DE TODO O MUNDO UNI-VOS!

Boletim político,
social e cultural
editado pela

Organização da
Freguesia de 26 MAIO 2011
Lordelo do PCP Série II, N.º 7

Candidatos da CDU no desfile do 25 de Abril, no Porto


Ferrugenta

Recordar a nossa terra...

Dia 5 de Junho

VOTA CDU! 1957 - O ciclista lordelense Ribeiro da Silva (à esquerda) na companhia do


primeiro homem a ganhar 5 vezes a Volta a França, o famoso Jacques Anquetil
NÃO FALTAM RAZÕES PARA VOTAR CDU!

Afinal, o FMI sempre veio!


6 de Março, Carnaval de Lordelo
2 A FARPA / Maio 2011/ 2.ª Série / N.º 7 A FARPA / Maio 2011/ 2.ª Série / N.º 7 7
EDITORIAL No 90º aniversário do PCP Força Aliados!
Ao longo destas nove décadas de exis- A época que agora findou pode e No entanto, mais do que olhar para
AGORA CDU! tência a luta tem sido de tal forma dura,
a conjuntura de tal forma agressiva, os
deve ser considerada épica. O Alia- o que foi feito, julgo ser mais
dos conseguiu manter-se na segun- importante começar a pensar o
cenários sociais e políticos tão adversos, da divisão – série B superando futuro. Sabemos que os tempos
A campanha da CDU percorre o País
que no exercício da nossa tarefa e acção todas as expectativas, continuando que se avizinham não auguram
de Norte a Sul levando o esclareci-
enquanto comunistas portugueses, nos a ser o clube mais representativo perspectivas risonhas, como tal irão
mento e mensagem que é preciso
esquecemos – na fraqueza humana que do Vale do Sousa. No entanto, tal ser necessários esforços redobra-
para o voto consciente em 5 de
sempre soubemos admitir, compreen- desiderato só foi possível graças ao dos no sentido de tornar possível
Junho. Os candidatos e activistas da
der e interpretar – tão-somente de colocar algumas palavras no sítio certo. Já empenho de todos os que acredita- continuar a levar o nome Aliados
CDU são incansáveis na denúncia das
o nosso camarada José Saramago levantava retoricamente a questão: “quem ram e ajudaram ao longo do ano. bem alto.
medidas injustas levadas a cabo pelo
sabe se o mundo não seria um pouco mais decente se soubéssemos reunir Não vou estar a enumerar todos os Por isso, apelo a todos os lordelen-
PS, PSD e CDS ao longo dos de mais
umas quantas palavras que andam por aí soltas.” Não é preciso inventar que, de forma directa ou indirecta, ses que apoiem a direcção, como
de três décadas, os mesmo que assi-
nenhum novo alfabeto, nem nenhuma nova base de dados terminológica. não deixaram que o nosso clube fizeram na época transacta, pois
naram o acordo com a troika estran-
Não é preciso mudar nem acrescentar ideias àquelas que já temos. Só é pre- acabasse e conseguisse obter os sem o vosso apoio será impossível
geira, que apoiam a submissão de
ciso que se faça um esforço maior para que se coloquem e ordenem as pala- resultados alcançados, pois entendo que todos o fizeram levar a cabo uma missão tão elevada, de dificuldade
Portugal e dos portugueses aos dita-
vras que já “andam por aí soltas” de forma a que melhor possam servir a sem esperar colher qualquer louros, mas tão-somente extrema.
mes do capitalismo mundial. Os mes-
imensa e gloriosa luta na qual todos estamos empenhados. Isso faz-nos falta. contribuir para o engrandecimento do clube. Vítor Leal
mos que aparecem com a hipocrisia
Talvez essa tarefa seja mais fácil que o que possamos pensar. E digo isto per-
do costume, levados ao colo pela
comunicação social controlada pelos
guntando quantas vezes, nós, comunistas portugueses, nos esquecemos de
falar, a título de exemplo paradigmático, do efectivo fim último da nossa
Torre dos Alcoforados será requalificada (?)
grupos económicos, estes que sendo
luta. Não vou falar dos princípios económicos que nos norteiam, das traves Torre dos Mouros ou dos Alcoforados, foi considerada Ora, é na reconstituição do interior da torre e na requali-
os principais responsáveis pelo esta-
mestras da luta social e política que desempenhamos, mas sim daquilo que como Imóvel de Interesse Público, pelo decreto nº ficação das paredes exteriores que assenta o projecto
do a que o País chegou, em nada vão
provavelmente por ser tão simples e tão imediato, nos sai cada vez menos da 45/93, Diário da República nº 280, de 30 de Novembro apresentada na última de sessão da Assembleia de Fre-
contribuir para solucionar os proble-
boca e dos dedos. Todas as nossas convicções, todos os nossos actos, todos de 1993. guesia de Lordelo. Este projecto da Câmara Municipal de
mas estruturais do nosso País. Basta
os nossos esforços, todo o nosso empenho, todos os cartazes, todos os con- Esta construção terá tido mais uma função habitacional Paredes vai mais longe, pois contempla uma estrutura
de serem sempre os mesmos a pagar
teúdos programáticos, todas as estratégias, toda a nossa determinação, todo que militar e insere-se no conjunto das torres senhoriais de apoio, uma espécie de núcleo museológico, bem
a irresponsabilidade e o crime de
este conjunto vastíssimo a que chamamos de ‘luta’, tem como fim último de Entre-Douro e Minho nos finais da Idade Média. A como a requalificação do espaço envolvente.
alguns!
essa coisa tão pouco pronunciada que é a felicidade do ser humano. O que casa em que esta torre se integra, terá pertencido aos As dificuldades em chegar a acordos com os proprietá-
É do lado daqueles que mais preci-
nós queremos não é senão isto. Que cada ser humano seja efectivamente fidalgos Cirnes do Largo do Paço das Patas, hoje Campo rios dos terrenos e habitações, actualmente existentes
sam que estão os militantes do PCP e
feliz. 24 de Agosto (Porto). no local, e as restrições orçamentais obstam a concreti-
da CDU, com propostas alternativas
E falta-nos ainda, sempre nesta toada tão simples quanto verdadeira, que à Também conhecida por Torre Alta, caracteriza-se por zação do projecto a curto prazo.
que não passam pelo corte de salá-
pergunta ‘o que querem os comunistas’, saibamos responder, como há já planta quadrangular com apenas dois pisos, questionan- Convém lembrar que a Câmara Municipal e a Junta de
rios ou das prestações sociais, mas
muitos anos ‘respondeu’ o nosso camarada Álvaro Cunhal nessa obra funda- do-se se teria um terceiro, como parece sugerir a exis- Freguesia prometeram para este mandato outros projec-
por pôr Portugal a produzir, pela
mental intitulada ‘O Partido com Paredes de Vidro’: “queremos a libertação tência de agulheiros no topo do segundo piso, o que tos, tais como: a nova ponte sobre o rio Ferreira, entre
melhoria dos condições laborais,
dos trabalhadores portugueses e o povo português de todas as formas de aponta para a inicial organização de sobrado. A porta os Bombeiros e a rotunda do cemitério, o Centro de
criando incentivos aos pequenos e
exploração e opressão; queremos liberdade de pensar, de escrever, de afir- principal localiza-se do lado ocidental e é de arco de vol- Ciência Viva, ou o Parque Florestas do Mundo, um par-
médios empresários, relançando a
mar, de criar; queremos o direito à verdade; queremos colocar os principais ta perfeita a denunciar posteriores intervenções. Assen- que botânico na zona das Agras, próximo da capela de S.
agricultura, as pescas e a indústria,
meios de produção, não ao serviço do enriquecimento de alguns poucos para ta num afloramento rochoso, no quintal de uma vivenda Roque. Tudo projectos que, muito provavelmente,
sectores que, devido à esta União
a miséria de muitos mas ao serviço do nosso povo e da nossa pátria; quere- de um piso de construção recente, e conserva a estrutu- demorarão muitos anos a materializar, para não dizer
Europeia dos países ricos e da políti-
mos erradicar a fome, a miséria e o desemprego; queremos garantir a todos ra arruinada de quatro paredes em pedra de granito que serão abandonados, como aconteceu com o famige-
ca de direita dos sucessivos governos
o bem-estar material e o acesso à instrução, à educação e à cultura; quere- lavrada em formato rectangular. A torre com quase 9 rado mastro de 100 metros com a bandeira portuguesa,
de Portugal, levaram um rude golpe
mos a expansão da ciência, da técnica e da arte; queremos assegurar à metros de altura, encontra-se desprovida das estruturas prometido para o cruzeiro de Meda.
que agora é preciso pôr de pé mais
mulher a efectiva igualdade de direitos e de condição social; queremos asse- de madeira que constituíam os pisos e os pavimentos. Esperemos que o projecto da Torre dos Alcoforados saia
do que nunca!
gurar à juventude o ensino, a cultura, o trabalho, o desporto, a saúde e a do papel!
É com o PCP e a
alegria; queremos criar uma vida feliz para as crianças e anos tranquilos para
CDU que os tra-
os idosos; queremos afirmar a independência nacional na defesa intransigen-
balhadores
te da integridade territorial, da soberania, da segurança e da paz e no direito
podem contar,
do povo português a decidir do seu destino; queremos a construção em Por-
como sempre
tugal de uma sociedade socialista, uma sociedade de liberdade e de abun-
contaram e que
dância, em que o Estado e a política estejam inteiramente ao serviço do bem
independentemente do resultado de
e da felicidade do ser humano.”
5 de Junho, continuaram a lutar por
É pela felicidade do Homem que lutámos e vamos continuar a lutar. Hoje,
uma sociedade mais justa.
como há 90 anos, a luta por esse derradeiro fim continua e há-de continuar.
Nas próximas eleições a novidade, a
Parabéns ao PCP.
força da mudança, de um novo rumo
Viva o PCP!
é agora, como sempre, a CDU.
Ivo Rafael Silva
6 A FARPA / Maio 2011 / 2.ª Série / N.º 7 A FARPA / Maio 2011/ 2.ª Série / N.º 7 3
Ex-comandante dos Bombeiros de Lordelo não consegue pertencer ao Quadro de Honra AF Lordelo: CDU acusa Mota de tentar asfixiar democracia
São oito décadas de uma vida intensa e, em muitas alturas, dedicadas ao serviço da comunidade. Foi assim em Angola, A sessão da Assembleia de Freguesia de Lordelo, no pas- O presidente da Junta justificou a situação com a falta de
onde ajudou à fundação da corporação de Bombeiros de Nova Lisboa. Foi assim em Lordelo, Paredes, onde foi o primei- sado dia 25 de Abril, ficou marcado pela intervenção do verbas para executar as obras.
ro comandante da corporação fundada em 1970. eleito da CDU, que acusou os membros do Executivo da De seguida, o Executivo apresentou o projecto da Torre
Agora, quase 41 anos depois, Joa- ANPC recusou parecer Junta de tentarem asfixiar a democracia. Miguel Correia dos Alcoforados de autoria da CM Paredes, sem adiantar
quim Serra quer ver o seu papel da direcção dos Bom- justificou a acusação pelo facto de, no último eleitoral, prazos de conclusão da obra.
na história dos bombeiros devida- beiros Joaquim Mota ter deixado de fora os elementos do PCP
mente assinalado com a passa- Estávamos em Maio, e da CDU das mesas eleitorais e mostrou-se insatisfeito
gem ao Quadro de Honra dos mas só em Outubro é com o facto da Junta não promover iniciativas de relevo
Bombeiros Voluntários de Lorde- que foi escolhido um que honrem o dia dos cravos vermelhos. Em tom irónico,
lo, vontade que, no entanto, motorista dos Bombei- disse que “pelo menos o nosso presidente é coerente,
esbarra na interpretação da Auto- ros de Penafiel para pois não pode celebrar 25 quem nunca saiu de 24.”
ridade Nacional da Protecção comandante de Lordelo. Remata a sua intervenção inicial, dizendo que “nós, CDU,
Civil. É que, apesar do parecer "Era o senhor Coelho, não temos vergonha do 25 de Abril mas muito orgulho e
positivo emitido pela actual direc- porque a direcção da não deixaremos de erguer a nossa voz para dizer «25 de
ção da Associação Humanitária altura não me quis. Ain- Abril sempre!» ”
dos Bombeiros de Lordelo, esta da hoje não sei porque é No ponto relativo à aprovação da acta, deu-se algo inédi-
instituição considera que Joaquim que não fiquei como to. Os deputados da oposição pediram a palavra para Apesar de prevista, a recuperação do mercado é uma
Serra não reúne as condições para comandante", interroga- referir que a acta tinha vários erros que desvirtuavam das obras que ficou por realizar!
figurar no Quadro de Honra lorde- se Joaquim Serra. Mas, aquilo que se tinha passado na última sessão da Assem-
lense. dois meses depois, Joa- bleia! O presidente da Assembleia e os secretários acata- Em relação à toponímia, foram aprovados os nomes:
quim Serra foi nomeado ram os pedidos de alteração. A acta foi aprovada com Rampa das Cales (junto à Rua das Cales) e rua do Freixo
Joaquim Serra pertenceu à adjunto de comando e, abstenção do PS e da CDU. (Penhas-Altas).
comissão instaladora da corpora- em Maio de 1972, No ponto relativo ao Documento de Prestação de Contas O presidente da Junta, em resposta a algumas interven-
ção lordelense comandante. "Mas, em da Freguesia de Lordelo – 2010, o deputado comunista ções do público e fazendo jus à sua qualidade de arrua-
Joaquim Serra nasceu na Póvoa 1975 foi nomeado um pediu esclarecimentos sobre várias rubricas relativas ao ceiro, acusou a CDU de ter tido uma atitude intimidatória
do Varzim, terra de onde partiu, novo comandante e eu controlo orçamental e as razões para não terem sido nas últimas mesas eleitorais e, demagogicamente, disse
em 1964, para a, à data, colónia deixei de ser bombeiro", executadas, tal como previsto no Plano Plurianual de ter chamado a GNR. Algo que fez Miguel Correia indignar-
ultramarina de Angola. Ao contrá- frisa. No entanto, a pai- Investimentos, algumas obras, entre as quais: pavimen- se, apelidando Joaquim Mota de mentiroso e acusando-o
rio dos jovens da mesma idade, xão pela farda manteve- tação da rua do Rio Ferreira (15.000 euros); abertura de de ser uma vergonha para Lordelo, lembrando o compor-
Serra não foi destacado como se e, hoje, Joaquim Serra rua entre a rua do Vinhal e a rua da Torre (10.000 euros); tamento deste nas sessões da Assembleia Municipal,
militar, mas sim como um emigrante especializado em quer ver o seu papel na história dos Bombeiros de Lorde- e recuperação de mercado (30.000 euros). onde tem vindo a denegrir a imagem da nossa terra.
construção civil, profissão que abraçou até que um aci- lo reconhecido. "Já falei com várias direcções, mas dizem
dente de trabalho lhe pregou um susto. "Estava em Nova
Lisboa, hoje Huambo, e, depois de ter caído de uma
-me que tenho de ter 15 anos de bombeiro para passar
ao Quadro de Honra. Mas eu fui um dos fundadores da
Troca de insultos entre lordelenses na AM de Paredes
prancha, o Bispo propôs-me pertencer à corporação de corporação e não preciso de ter esses anos de serviço", A sessão da Assembleia Municipal de Paredes, realizada Manuel Luís lembrou que o desvio de dinheiro por parte
bombeiros que se estava a formar. Aceitei e tornei-me, desabafa. A actual direcção, presidida por Manuel Costa, no passado 26 Fevereiro, ficou marcada pela troca de de uma ex-funcionária da Junta ocorreu quando Mota já
em 1957, o bombeiro número três da corporação", aprovou, em 30 de Março do ano passado, um parecer insultos entre os deputados oriundos de Lordelo. era presidente da Junta e afirmou que este recebe uma
recorda Joaquim Serra. Em Nova Lisboa e nos bombeiros favorável à passagem de Joaquim Serra ao Quadro de Joaquim Mota (PSD) tinha aludido em sessões anteriores pensão como deficiente das Forças Armadas sem ter
angolanos, Serra ficou até 1964, ano em que decide vol- Honra. Parecer esse que foi enviado, posteriormente, ao a episódios que terão ocorrido no mandato de Manuel nenhuma deficiência visível!...
tar a Portugal e conhecer Maria da Conceição, a mulher Comando de Operações e Socorro do Distrito do Porto. Luís (PS) à frente dos destinos da Junta de Freguesia, Na contra-resposta, Mota afirmou que Manuel Luís teve e
natural de Lordelo com quem vinha trocando cartas Todavia, a 6 de Julho, a Autoridade Nacional de Protec- acusando o eleito do PS de várias ilegalidades. De recor- tem várias mulheres e filhos de mulheres diferentes, insi-
durante muito tempo. Casou pouco tempo depois e radi- ção Civil (ANPC), que responde directamente ao Ministé- dar, que nas sessões das Assembleias de Freguesia de nuando que o ex-presidente da Junta tem uma conduta
cou-se no concelho de Paredes. "Em 1970, houve uma rio da Administração Interna, recusou a passagem ao Lordelo, Mota tem lançado duras críticas a Manuel Luís, promíscua.
reunião para perceber as principais necessidades da fre- Quadro de Honra, argumentando que Joaquim Serra acusando este de não ter sabido conduzir da melhor Perante as acusações e difamações, sendo particularmen-
guesia. Eu, como vinha com o bichinho de Angola, pro- "não reúne as condições necessárias" para tal. "Da forma os processos da cria- te e de muito baixo
pus a criação de uma corporação de Bombeiros. A suges- minha parte, da direcção e do comando não houve qual- ção da zona industrial de Foto: O Verdadeiro Olhar nível intelectual e
tão foi aceite pelo padre e fez-se logo um peditório para quer entrave. Foi a própria ANPC que decidiu, perante a Lordelo e dos baldios no moral a intervenção
comprar viaturas", afirma Joaquim Serra. A primeira lei, que o senhor Serra não tinha currículo para passar ao lugar de Parteira. de Joaquim Mota, o
ambulância foi doada por uma empresa da terra e o Quadro de Honra", sustentou Manuel Costa. Porém, o ex Tudo isto na ausência do presidente da Assem-
quartel nasceu de um velho armazém. "A comissão insta- -bombeiro e a família insistem que o assunto não pode visado. bleia Municipal Granja
ladora, na qual eu me incluía, contactou os Bombeiros morrer por aqui e pedem que os Bombeiros de Lordelo O socialista aproveitou o da Fonseca manteve
Sapadores do Porto (BSP) e o Inspector de Incêndios do informem a ANPC que Joaquim Serra foi um dos funda- período antes da ordem do uma postura de passi-
Porto para ter as devidas autorizações. Eu, que já tinha dores da corporação, o que, alegam, será suficiente para dia para responder às acu- vidade, revelando não
sido bombeiro em Angola, fui o primeiro a alistar-me. que a passagem ao Quadro de Honra seja finalmente sações e insinuações lança- ter perfil para encabe-
Depois, fiquei a comandar e, com o Chefe Pinto, dos BSP, aprovada. das pelo social-democrata, çar um órgão que
dei a primeira instrução a cerca de 15 homens", garante. O Verdadeiro Olhar, 01 Abril 2011 ex-CDS e ex -independente. merecia mais respeito!
4 A FARPA / Maio 2011 / 2.ª Série / N.º 7 A FARPA / Maio 2011/ 2.ª Série / N.º 7 5

“Não faltam razões para votar CDU!” PCP organiza Festa do Marceneiro
O auditório da Junta Concluiu dizendo O Sector Profissional do A par destas denúncias, com resultados
da Freguesia de Bal- que “não faltam Mobiliário do PCP vai reali- vitoriosos para os trabalhadores, o PCP
tar encheu, no pre- razões para ir à zar no próximo dia 29 de tem contactado directamente com os tra-
térito dia 7 de Maio, manifestação e Maio (domingo, a partir das balhadores do mobiliário às portas das
para acolher uma para votar na CDU 15h) a Festa do Marcenei- empresas, distribuindo documentos e
sessão pública no no próximo dia 5 ro, no Parque do Rio Ferrei- escutando as suas reivindicações.
âmbito da pré- de Junho”. ra, em Rebordosa. As zonas industriais de Lordelo e de
campanha eleitoral Álvaro Pinto, ferro- Esta será a primeira edição Rebordosa e a fábrica do IKEA/Swedwood,
da CDU – Coligação viário e presidente mas, segundo o rebordense sedeada em Paços de Ferreira, foram
Democrática Unitá- da Junta de Fre- Bruno Santos, da JCP – alguns dos locais visitados pelos dirigentes
ria. guesia de Parada Juventude Comunista Por- e activistas do PCP e da CDU.
tuguesa, “é uma iniciativa Jorge Machado e Honório Novo De assinalar também o desfile inédito que
Foi uma sessão mui- de Todeia, na
que pretendemos que haja (entrada da fábrica da Swedwood) Lordelo assistiu no passado Verão contra
to participada e ani- esteira da inter-
mada pelas inter- venção anterior, todos os anos numa freguesia ou concelho ligado ao o PEC, promovido por esta organização comunista.
venções dos orado- lançou duras críti- sector do mobiliário. Por isso, se este ano é Rebordosa, Segundo Paulo Macieira, um dos dirigentes comunistas
res: Cristiano Ribei- cas às políticas de para o ano pode ter lugar em Lordelo ou no concelho de envolvido nestas actividades, “nem sempre é fácil
ro, médico e depu- direita e às medi- Paços de Ferreira”. A Festa do Marceneiro terá uma for- enfrentar os patrões retrógrados e prepotentes que pen-
tado na Assembleia das que vão ser te componente lúdica, mas também uma componente sam que são donos dos trabalhadores, mas tem valido a
Paulo Macieira, Lurdes
Municipal de Pare- impostas pelo política. Será mais uma iniciativa levada a efeito pelos pena, pois não só temos resolvido problemas concretos
Monteiro, Cristiano
des, Paulo Macieira, acordo assinado comunistas que trabalham no sector do mobiliário. dos trabalhadores como é a forma de cada vez mais o
Ribeiro e Álvaro Pinto
activista da CDU e pelo Governo, com Na verdade, esta organização do PCP tem já um percurso Partido fortalecer a ligação àqueles que quer defender –
membro da Comis- o apoio do PSD e assinalável na defesa dos direitos laborais nas fábricas de os trabalhadores.” Para Macieira, é imperioso continuar
são Concelhia de Paredes do PCP, Lurdes Monteiro e CDS, com os organismos internacionais – FMI, BCE e móveis. Foi este sector que denunciou uma série de este trabalho junto dos operários e organizar os militan-
Álvaro Pinto, ambos sindicalistas e candidatos da CDU Comissão Europeia - lembrando que uma parte substan- empresas que cometiam ilegalidades e atentados labo- tes comunistas neste sector. Também a Festa do Marce-
pelo distrito do Porto às próximas Eleições Legislativas. cial do dinheiro emprestado é para o sector financeiro e rais ao ACT – Autoridade para as Condições de Trabalho. neiro é “uma forma de envolver os trabalhadores do
Coube a estes dois últimos as principais intervenções da não para “pôr Portugal a produzir” com consequências Este organismo do Ministério do Trabalho realizou ins- mobiliário, as suas famílias e a população em geral para
noite. muito nefastas para o trabalhador e para os pequenos e pecções e obrigou as empresas a respeitarem a lei. Tam- a necessidade de não se resignarem e lutarem pelos seus
Lurdes Monteiro, auxiliar de acção educativa de Amaran- médios empresários. “Só 6,6% vai para o investimento bém os deputados comunistas à Assembleia da Repúbli- direitos”.
te e membro da Direcção da Organização Regional do na indústria transformadora; o FMI vai financiar sobretu- ca eleitos pelo distrito do Porto, elaboraram requeri- Esta iniciativa contará com a presença do candidato da
Porto do PCP, começou a sua intervenção por enquadrar do a banca”. Por isso, “o PCP fez bem em não aceitar o mentos a exigir o respeito pelos direitos laborais em CDU Jorge Machado, actual deputado à Assembleia da
as medidas impostas pela chamada “troika” encabeçada encontro com a troika porque não pode aceitar a falta dezenas de empresas da região. República.
pelo FMI – Fundo Monetário Internacional como resulta- de respeito pela soberania do país”, afirmando que “nós
do das políticas de direitas levadas a cabo por outra
“troika” composta pelo PS, PSD e CDS ao longo de mais
não nos sentimos culpados por esta situação de crise, os
responsáveis são aqueles que ao longo dos tempos vive-
Mandato Aberto do PCP sobre sector do Mobiliário
de 30 anos. As medidas são “um ataque muito forte ao ram à grande e à francesa à custa do suor dos outros” e No âmbito da acção nacional do PCP “Portugal a Produ- Apesar do sector do Mobiliário assumir uma posição
mundo laboral e vai haver todas as desculpas para des- citou o poeta: “um povo sem memória é um povo sem zir”, os deputados do PCP eleitos pelo distrito do Porto, cada vez mais importante nas exportações nacionais -
pedir”, além do corte de salários, restrições no subsídio história”. É preciso ter memória e reconhecer o trabalho Honório Novo e Jorge Machado, realizaram no dia 28 de 60% da produção é exportada, facto que contribui para
de desemprego e nas indemnizações ao trabalhador, do PCP e da CDU, nomeadamente dos deputados à Fevereiro um conjunto de reuniões e visitas a empresas aumentar a sua capacidade de resistência à crise - neste
entre outras medidas gravosas. Recordou que “houve Assembleia da República. O dirigente sindical afiançou e entidades relacionadas com o sector do mobiliário. momento estão muitas empresas a encerrar, em particu-
uma geração que lutou muito para haver o 25 de Abril e que “nós estamos preparados para ser governo se o O programa deste Mandato Aberto consistiu em reu- lar no sector comercial mas também nas empresas de
que é preciso continuar a luta” e apelou à participação povo quiser” e que “a CDU é única força que pode dar niões com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção produção de menor dimensão.
de todos na manifestação de 19 de Maio da CGTP. esperança a Portugal". e Madeiras de Portugal, com a Associação Empresarial Em consequência, o número de trabalhadores do mobi-
de Paços de Ferreira e em várias visitas a empresas do liário desempregados tem vindo a aumentar.
Honório Novo, actual deputado e cabeça de lista da CDU mobiliário, quer do ramo comercial quer industrial. Várias das medidas apresentadas pelo PCP na Assem-
pelo distrito, em contacto com a população de Paredes As informações recolhidas confirmam que a retracção do bleia da República que visando apoiar as micro, peque-
mercado interno, consequência da diminuição do poder nas e médias empresas, nomeadamente a extinção do
de compra dos portugueses, tem causado dificuldades às Pagamento Especial por Conta, o pagamento do IVA com
empresas, sobretudo às mais dependentes do mercado base nos recibos e não nas facturas, a diminuição da taxa
nacional, e com especial impacto na vertente comercial. de IRC para as pequenas empresas e aumento para os
Outras das queixas apresentadas pelos empresários do grandes grupos económicos, colheram apoio junto dos
sector, têm a ver com a crescente dificuldade em obter empresários com que a delegação do PCP se encontrou.
financiamento na banca, o fim das SCUT’s e a carga fiscal O PCP apresentou uma pergunta ao Governo relativa-
excessiva, nomeadamente o pagamento especial por mente ao papel que a AICEP - Agência para o Investi-
conta e o pagamento do IVA no momento da facturação, mento e Comércio Externo de Portugal pode desempe-
impostos que se afiguram como particularmente prejudi- nhar no lançamento e promoção da indústria do Mobi-
Álvaro Pinto (à direita) é candidato a deputado ciais para empresas com reduzida liquidez. liário nacional no estrangeiro.