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BREVE EXPLANAÇÃO SOBRE OS

MANTRAS DA SUDDHA DHARMA


MANDALAM E O YANTRA DE SRI
BHAGAVAN MITRA DEVA
Atualizado: Abr 22
MANTRAS *

* Gustavo Sérgio Heil - emissário da Suddha Dharma Mandalam e


presidente do Ashram Kalyana

O mantra pode ser compreendido como o ato sagrado que auxilia na


canalização da atenção da consciência para o Átman (Espírito). O
mantra não é uma oração, nem pode ser reduzido a uma simples
repetição de palavras. Nele nada se pede; ao contrário, tudo se dá.
Doa-se a si próprio ao Divino. Não se fala um mantra, entoa-o com
louvor ao Supremo Espírito. O idioma utilizado é o sânscrito devido à
sua grande força vibratória.

Hamsa Yogue menciona, na obra Suddha Raja YOGA, que a entoação


dos mantras e bijassão palavras de poder classificadas como Karma-
YOGA. Sim, como agir representam Karma-YOGA, assim considerado a
prática indelével de ações capazes de nos conectar a Deus.

Não obstante, não se pode olvidar que o ato de praticar mantras


depende de uma atuação sintética. É preciso, em primeiro lugar,
conhecer as palavras e sílabas místicas, saber sobre a pronúncia
correta (Gnana-YOGA). Ao entoar é importante estar completamente
disponível para a realização. Deve-se escolher o melhor momento
para sua prática e não apenas o tempo restante depois da malfadada
chegada do cansaço. Também é preciso envolver a vontade, um
querer fazer pleno, estar inteiro e entregue, realizar com o corpo e
com a Alma, exercitar com puro amor (Bhakti -YOGA).

É possível ter lealdade à disciplina de invocar o mantra durante


determinado período e pela quantidade de repetições sugeridas,
porém se o aspirante o fizer sem uma profunda sinceridade o
resultado não será a contento.

Percebe-se, com isso, a diferença significativa entre repetir palavras


de forma automatizada e entoar um mantra ou bija. Aqui é o momento
em que, de forma consciente, sacraliza-se o ato – o cântico vira
entoação; as palavras viram Verbos Divinos; a consciência desloca-se
do ego para o Espírito –. A entoação do mantra com sabedoria e
devoção enquadra-se como Suddha Raja YOGA.

Numa perspectiva científica e espiritual, sabe-se que a manifestação é


UNA. Todo o Universo é constituído por energia. A individualização
dos micros que formam o Macrocosmo dar-se-ão pela vibração de
cada SER. De acordo com a frequência vibratória, a consciência
individualizada estará estabelecida numa percepção mais unitiva
(Bhávana) ou repleta de separatividade.

Os mantras e bijas purificam e alinham os veículos do SER, preparam


para a comunhão - a união com o Todo sem deixar de Ser -,
promovendo o reconhecimento da real e verdadeira existência.

Nesse sentido, registra-se a relevância de praticar o mantra seja como


ato preparatório da Dhyana (meditação), seja para exercer Sannyasa e
Tyaga (ações desinteressadas dedicadas ao Divino).

O mantra primordial é o OM (AUM). Ele contém em si três elementos


que juntos representam o manifestado e o imanifestado: a Matéria, a
energia e o Espírito. Por meio da energia, o Espírito vivifica a matéria.
Para sacralizar o dia, o aspirante pode entoar mentalmente o OM por
três vezes ao despertar e antes de dormir. Essa sacralização significa
dizer que todas suas ações, pensamentos e palavras são oferecidas à
Brahman.

Um ponto interessante refere-se à entoação mental e verbal de


mantras. A entoação mental é mais poderosa que a verbal. Quando se
está praticando sozinho, a regra é a entoação mental. Nas meditações
coletivas da Suddha Dharma, a informação de como entoar será
esclarecida pelo instrutor.

Tudo flui como ar que se respira e expira. Sinta a Energia Divina por
trás do ar e que se amplifica na entoação do mantra ressoado.
Perceba que a vibração desse som "mantrico" não advém apenas das
cordas vocais, mas do sanctum sanctorum. O coração etérico faz
vibrar numa oitava maior o Verbo Divino encarnado.

Há em cada entoação de um mantra, de uma sílaba de poder, um


universo ainda desconhecido pelo ego, mas de absoluta compreensão
do Átman.

YANTRA DE SRI BHAGAVAN MITRA DEVA


Ao se deparar com o Yantra de Sri Bhagavan Mitra Deva, percebe-se
que se está diante de uma Chave Sagrada. Uma chave
geometricamente perfeita. Perfeita como o mantra nele forjada
formado pelas sílabas iniciais dos 32 grandes Siddhas, além de 5
bijakcharas.

OM NAMASTE NARADEVAYA
HRIM NAMO NARAYANAYA CHA
SHRIM BADARI VANA NATAYA
KLIM YOGINAM PATAYE NAMAH
OM NAMO NARAYANAYA
NAMAH SIDDHA KUMAREBIAHA
NAMO DAKSHINAMURTAYE
HRIM SHRIM KLIM SHRIM AIM SAUH
SAH HAM, AYARO HAM
HAM SAH AMRITO HAM
AIM RAM RAM KLIM GLAUH
KRIM SAUH BAM DUM OM

OM GLÓRIA A NARADEVA
GLÓRIA A NARAYANA
QUE NOS BOSQUES DE BADARI
DOS YOGUIS É O SENHOR
OM GLÓRIA A NARAYANA
GLÓRIA AOS SIDDHAS KUMARAS
GLÓRIA A DAKSHINAMURTI
SEM NASCIMENTO SOU EU
SEM MORTE SOU EU

A chave está pronta e disponível a qualquer aspirante tal qual a


espada de excalibur. Contudo, ela só abrirá o portal que acessa para
dentro de si quando o aspirante estiver verdadeiramente apto. O
tesouro por trás do portal somente pode ser acessado por quem tiver
os atributos e qualidades compatíveis de um homem puro.
A chave é a chave. O Yantra simboliza, o mantra ecoa. Ambos são um
só. Um o arquétipo simbólico; o outro, o sonoro.

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