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Em um mundo onde cada vez mais o senso de fronteiras toma novos

significados e o cidadão passa a ser cidadão do mundo e não de um país, a


aprendizagem de outras línguas, especialmente do inglês, que serão utilizadas
no cotidiano, faz-se algo essencial para a formação de nossos alunos.
Conforme lemos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) o caráter
formativo da língua inglesa nos obriga a rever as relações entre língua, cultura
e território visto que o inglês já não é mais falado apenas nos países onde é
língua oficial. Dessa maneira, a formação de um cidadão preparado para a vida
em sociedade hoje exige mais do que apenas conhecer as estruturas de um
segundo idioma, mas principalmente todos os aspectos que envolvem a
comunicação efetiva.

Sabendo que a cultura e tradições de um país interfere diretamente na


forma como o idioma é utilizado e que o inglês, por ser um idioma usado não
apenas nas interações sociais cotidianas comuns mas também no universo
online, é preciso rever a forma como transmitimos o conhecimento deste
idioma. Assim, não podemos esperar que o aluno alcance um determinado ano
escolar para expô-lo as diferentes culturas e aspectos desse segundo idioma.
Lemos no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI)
que no processo de construção do conhecimento, as crianças se utilizam das
mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem
ideias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar. Por esse
motivo torna-se importante a exposição da criança a diferentes culturas e
línguas sem a necessidade de impor regras gramaticais e estruturais do inglês
ou de outra língua.

Considerando esses aspectos faz-se imprescindível utilizar uma


abordagem comunicativa onde os alunos poderão aprender o inglês a partir de
situações naturais e comuns àqueles que tem o inglês como língua materna.
Porém, precisamos também utilizar materiais que ofereçam essa abordagem
mas também apresentem através dela alternativas para que se possa
apresentar as várias formas do idioma preparando o aluno para utilizá-lo nas
mais diversas situações, sejam elas formais, informais, no contexto online,
entre outras.
Em contrapartida é preciso que os docentes que trabalharão com esse
material tenham a liberdade e a iniciativa para adaptar e modificar atividades e
conteúdos quando necessário para que faça sentido no contexto do aluno.

Além disso, é preciso que se utilize de formas avaliativas diferentes para


que se possa ter uma ideia do desenvolvimento e da capacidades de uso do
inglês para a comunicação efetiva, compreendendo os diversos contextos
sociais e culturais do mundo atual em que esse idioma é utilizado.

Por isso, a sugestão da escolha de um material que tenha uma


abordagem comunicativa mas que permita o uso também de outra abordagens
conforme a realidade da sala de aula onde será utilizado.

Referências Bibliográficas

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível


em:http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 12 dez. 2020.

BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília:


MEC/SEF, 1998. Disponível em:
https://pt.slideshare.net/Mirabenvenuto/referencial-curricular-nacional-para-a-
educao-infantil-vol-1rcnei-vol1. Acesso em 12 dez. 2020.

DUBOC, A. P. M. A questão da avaliação da aprendizagem de língua inglesa


segundo as teorias de letramentos. Dissertação de Mestrado – Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas, São Paulo: Universidade de São Paulo,
2007.

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