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A IMPORTÂNCIA DA PSICOMOTRICIDADE NO

DESENVOLVIMENTO MOTOR DA CRIANÇA NAS AULAS DE


EDUCAÇÃO FÍSICA

RESUMO: Este artigo tem como objetivo desenvolver um maior conhecimento da


psicomotricidade, para assim utiliza-la nas aulas de Educação Física como elemento
facilitador da aprendizagem, contribuindo para minimizar as dificuldades escolares
da criança. Apresentar a psicomotricidade como uma ferramenta pedagógica muito
importante no desenvolvimento da criança nas aulas de Educação Física. A
metodologia utilizada foi revisões bibliográficas, será abordado a funcionalidade da
psicomotricidade e a Educação Física no desenvolvimento motor, psicológico, social
da criança.

PALAVRAS-CHAVE: Psicomotricidade, Educação Física, Desenvolvimento motor.

1 Introdução
A psicomotricidade tem como objetivo incentivar a prática do movimento em
todas as etapas da vida da criança. Ela contribui para a formação e estruturação do
esquema corporal. Com a atividade física as crianças através do divertimento
começam a interpretar e se relacionar com o mundo em que vivem.
A psicomotricidade se preocupa com a criança na relação do corpo com a
mente, sua abordagem vem como uma ferramenta pedagógica auxiliando no
desenvolvimento de cada indivíduo.
De acordo com Jobim e Assis (2008):
[...]A psicomotricidade permite descobrir, redescobrir e
viver melhor o corpo, o mais importante não são os
métodos, as técnicas e os instrumentos, apesar de
indispensáveis, mas sim permitir desabrochar a
evolução positiva do ser tanto na relação consigo
mesmo, como com o mundo externo.
E a Educação Física vem com uma abordagem facilitadora utilizando-se de
jogos e brincadeiras como instrumento para o desenvolvimento das crianças,
trabalhando e desenvolvendo seus aspectos motores, sócio afetivos e cognitivos.
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A Educação Física pode configurar-se como um espaço em que a criança


brinque com a linguagem corporal, com o corpo, com o movimento, alfabetizando-se
nessa linguagem. (AYOUB,2001)
Dentro deste contexto, a abordagem do artigo se desenvolverá na
compreensão da Psicomotricidade e a Educação Física, suas origens e como as
duas ferramentas pedagógicas juntas auxiliará de forma mais concisa no
desenvolvimento da criança como um todo.

Psicomotricidade: Conceitos e Práticas

Dupré, neurologista francês que, em 1907, a partir de seus estudos clínicos,


define a síndrome da debilidade motora, composta de sincinesias (movimentos
involuntários que acompanham uma ação), paratomias (incapacidade para relaxar
voluntariamente uma musculatura) e inabilidades, sem que lhes sejam atribuídos
danos ou lesão extrapiramidal. Ele rompeu com os pressupostos da
correspondência biunívoca entre a localização neurológica e perturbações motoras
da infância e formulou a noção de psicomotricidade através de uma linha filosófica
neurológica, evidenciando o paralelismo psicomotor, ou seja, a associação estreita
entre o desenvolvimento da psicomotricidade, inteligência e afetividade. A patologia
cortical, a neurofisiologia e a neuropsiquiatria são conhecidas como as três vias de
acesso do conceito de psicomotricidade. (LEVIN, 2003, p. 24 apud FALCÃO e
BARRETO, 2009).
Com isso a abordagem Psicomotora começou a ser estudada a mais de
séculos, ganhando conceitos e definições através de outros autores pós Dupré,
como descreve os autores Jobim e Assis (2008): Henry Wallon 1925, médico
psicólogo, é provavelmente o grande pioneiro da psicomotricidade, pois ocupa-se do
movimento humano dando-lhe uma categoria fundante como instrumento na
construção do psiquismo. Esta diferença permite a Wallon relacionar o movimento
ao afeto, à emoção, ao meio ambiente e aos hábitos do indivíduo. Para ele, o
movimento é a única expressão, e o primeiro instrumento do psiquismo, e que o
desenvolvimento psicológico da criança é o resultado da oposição e substituição de
atividades que precedem uma as outras.
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Em 1935, Eduard Guilmain, neurologista, a vê como campo científico e


impulsiona as primeiras tentativas de estudo da reeducação psicomotora, onde se
sobressai e desenvolve um exame psicomotor para fins de diagnóstico, de indicação
da terapêutica e de prognóstico. (JOBIM E ASSIS, 2008)
Jobim e Assis, 2008 relata também que Julian de Ajuriaguerra, 1947,
psiquiatra, líder da escola de psicomotricidade, delimita com clareza os transtornos
psicomotores que oscilam entre o neurológico e o psiquiátrico. Com estas novas
contribuições, a psicomotricidade diferencia-se de outras disciplinas, adquirindo sua
própria especificidade e autonomia, desenvolvendo intensa atividade científica,
prosseguindo e continuando a obra de Wallon vai consolidando os princípios e as
bases da psicomotricidade.
Em meados dos anos 90 a Sociedade Brasileira de Psicomotricidade (SBP)
procurando especificar a abrangência da Psicomotricidade no país, elaborou um
primeiro conceito geral desta área do conhecimento: Psicomotricidade é: “uma
ciência que tem por objetivo o estudo do Homem, através de seu corpo em
movimento, nas relações com seu mundo interno e externo” (SBP,1995).
Silva (2002), afirma também que Psicomotricidade, numa perspectiva de
totalidade, define-se como: Uma área do conhecimento que tem por objetivo o corpo
e o movimento humano em suas relações sociais e de produção.
O conceito da psicomotricidade ganhou assim uma expressão significativa,
uma vez que traduz a solidariedade profunda e original entre a atividade psíquica e a
atividade motora. O movimento é equacionado como parte integrante do
comportamento. A psicomotricidade, produto de uma relação inteligível entre a
criança e o meio, instrumento privilegiado através do qual a consciência se forma e
materializa-se. (JOBIM E ASSIS, 2008).
Conforme autores citados, a psicomotricidade se tornou uma ciência
abrangente, com o objetivo principal de melhor atender o desenvolvimento
psicomotor do ser humano.
A psicomotricidade como ciência, busca em muitos campos de pesquisa,
dados, argumentos e teorias. E duas são as áreas de grande envolvimento com a
evolução destas pesquisas. A educação física e a Psicologia buscam a cada dia um
número maior de resultados em pesquisa para que seus profissionais façam de sua
atuação algo cada vez mais competente e sólido no desenvolvimento do homem.
(JOBIM E ASSIS, 2008).
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Pereira e Rodrigues diz que: A Psicomotricidade, portanto, é um termo


empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função
das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade,
sua linguagem e sua socialização.
Entendemos assim que o procedimento de aprendizagem é um processo
complexo que abrange preceitos e capacidades diversas, inclusive motoras. É de
suma importância que a criança adquira determinas habilidades durante a fase pré-
escolar, permitindo e facilitando sua aprendizagem. Essas habilidades são
condições básicas e necessárias para uma boa aprendizagem, e constituem a
estrutura da educação psicomotora. (SOUSA e SILVA, 2013).
De acordo com Brasil 1998 a. p. 83 apud Almeida e Tavares:
É necessário que a criança consiga atuar de forma cada
vez mais independente, com confiança em suas
capacidades e percepções de suas limitações,
conhecendo progressivamente seu próprio corpo,
brincando, expressando emoções, sentimentos,
pensamentos, desejos e necessidades.

Mesmo em meio a tantos conceitos, pode-se dizer que existe uma coerência
na ciência. No momento em que a psicomotricidade educa o movimento, ela ao
mesmo tempo coloca em jogo as funções da inteligência. A partir dessa posição,
observa-se a relação profunda das funções motoras cognitivas e que, também pela
afetividade, encaminha o movimento. (MOLINAR e SENS, 2003)
Conforme Sousa e Silva (2013), O desenvolvimento psicomotor demanda
subsídio constante do docente pelo meio da estimulação, assim sendo não é uma
tarefa específica do professor de Educação Física, e sim de todos profissionais
envolvidos no processo ensino-aprendizagem.
Com isso podemos entender conforme Jobim e Assis (2008) que a expressão
educar o físico tem uma dimensão bem mais ampla do que simplesmente ensinar
uma modalidade esportiva, mas também, leva-la a dominar o corpo em toda a sua
dimensão, seja executando os movimentos mais precisos, sejam os mais amplos,
evidenciando controle neuromuscular.

Educação Física: Âmbito Escolar


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Entende-se que a educação física sempre está à busca pela sua superação e
valorização, através da concepção que a remete a diferentes dimensões como: a
cultural, o social, a política e a afetividade, porque acima de tudo, ela trabalha com
seres humanos que durante todo seu ciclo se movimentam e agem como sujeitos e
cidadãos, interagindo e modificando o contexto social ao qual estão inseridos.
O Corpo e o movimento são elementos relevantes para a socialização e a
aprendizagem das crianças. O desenvolvimento motor infantil está vinculado ao
corpo, ao movimento e ao desenvolvimento integral do homem.
Um campo de estudo que lida com o corpo e a corporeidade, como a
Educação Física, reflete fielmente as percepções e representações sociais a
respeito da importância do desenvolvimento da imagem corporal, da preocupação
com a saúde e com a estética da forma. Seu ensino a crianças e adolescentes nas
escolas brasileiras foi moldado a partir de semelhantes padrões e já apresenta um
histórico de muitas fases e reformulações. (FREIRE, 1992)
De acordo com Faber et.al. (2010):
Ao considerar-se a criança como um ser único e global, os
professores das escolas de Educação Infantil podem estimular
o desenvolvimento das percepções diversas como olfato, tato,
visão, paladar e audição, dando ao corpo a noção exata de
como viver no ambiente coletivo, aprendendo a usar seu corpo
através dos movimentos explorando cada detalhe, cada lugar
do espaço, aprenderem a utilizar o tempo e tudo em volta com
seus objetos.

Assim entendemos o desenvolvimento motor como um processo dinâmico


que se concretiza ao longo da vida.
Segundo Faber et. al. (2010) a escala de desenvolvimento motor (EDM)
compreende avaliar a crianças entre 2 a 11 anos de idade. Mediante as provas de
habilidade formada pela motricidade fina e global, equilíbrio, esquema corporal,
organização espacial e temporal, bem como a lateralidade.
O Autor Oliveira (2002) faz a descrição de todos os componentes da escala
de desenvolvimento motor, da seguinte forma:

Conhecimento Corporal: Conhecimento intelectual que se tem do próprio corpo.

Coordenação Motora Fina: Coordenação fina diz respeito à habilidade e destreza


manual e constitui um aspecto particular da coordenação global.
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Bretãs et al. (2005) ressalta que a coordenação motora fina é uma das funções mais
importantes a serem desenvolvidas porque é a função que mais contribui para
aquisição da qualidade do autocuidado, porque ela é requerida nas tarefas diárias,
como amarrar o cadarço, vestir-se, corta com tesoura e segurar a colher ou garfo
para alimentar além de muitas outras tarefas do dia-a-dia e quando não tem essa
função logo aparecem as consequências sociais e psicológicas.

Coordenação Motora Global: A coordenação global diz respeito à atividade dos


grandes músculos e depende da capacidade de equilíbrio postural do indivíduo.
Essa coordenação global ajuda diretamente no equilíbrio postural, dissociação dos
movimentos e na realização de movimentos combinados como amarelinha, acertar a
cesta de lixo com uma bola de papel, jogar boliche e muitos outros que precisam de
grandes grupos musculares para executar essas atividades (NOGUEIRA;
CARVALHO e PESSANHA, 2007)

Equilíbrio: Uma tensão fisiológica dos músculos que se denomina tônus é quem
garante o estado de equilíbrio, tanto estático como dinâmico, sendo responsável
também por coordenar a postura dependente da posição que o indivíduo adota para
o seu corpo parado ou movimentando. (PIMENTEL, 2015).

Estruturação Corporal: Relacionamento do indivíduo com o mundo exterior,


conhecimento e controle do próprio corpo e de suas partes, adaptação do mesmo
ambiente. A estruturação temporal é a junção das noções que o corpo tem de
espaço e tempo, que ajudará a criança a se localizar em situações que já passaram
ou a se projetar no futuro, por esses fatos essa noção é tão importante porque ajuda
a mesma a dominar as noções sócias de tempo como horas, mês e estações além
de ser muito importante na vida dela, pois proporciona a aprendizagem da leitura,
domina o ritmo e o tempo certo dos sons, além de ter uma memória diferenciada de
vários tipos de sons. (SILVA E BORGES, 2008)

Estruturação Espacial: A tomada de consciência da situação de seu próprio corpo


em um meio ambiente, isto é, do lugar e da orientação que pode ter em relação às
pessoas e coisas. A tomada de consciência da situação das coisas entre si. A
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possibilidade, para o sujeito, de organizar-se perante o mundo que o cerca, de


organizar as coisas entre si, de colocá-las em um lugar, de movimentá-las.

Estruturação Temporal: É a orientação temporal que lhe garantirá uma experiência


de localização dos acontecimentos passados, e uma capacidade de projetar-se para
o futuro, fazendo planos e decidindo sobre sua vida.
Essa estruturação é uma importante habilidade psicomotora, porque serve para
vários trabalhos que são realizados na sala de aula, entre eles a escrita, porque o
indivíduo observa, compara e estabelece relações com as coisas que existe no
espaço. (PIMENTEL, 2015)

Esquema Corporal: Resulta das experiências que possuímos provenientes do


corpo e das sensações que experimentamos. Não é um conceito aprendido e que
depende de treinamento. Ele se organiza pela experiênciação do corpo da criança. É
uma construção mental que a criança realiza gradualmente, de acordo com o uso
que faz de seu corpo.
Já para Pinto (2010) o esquema corporal é visto como uma estrutura cerebral
neuro-sensorial que o indivíduo apropria do conhecimento por etapas das partes e
funções que é determinado pelo corpo a partir de uma maturação neurocortical da
relação do indivíduo com o mundo, portanto o esquema corporal está relacionado à
localização das sensações ligadas ao campo sensório perceptivo que é o processo
neurológico de recepção de estímulos ou informações sobre um lugar, sensação,
noções da totalidade que possibilitam o indivíduo relacionar com o espaço e objeto
que encontra ao seu lado.

Imagem Corporal: A experiência do indivíduo em relação ao próprio corpo sujeito,


impressão subjetiva. O conceito que melhor define esse componente é que a
imagem corporal se estende por vários processos que passam pelos fisiológicos e
psicológicos em um intercâmbio continuam entre eles, sendo uma experiência que o
indivíduo vive em cada momento da sua vida que é transformado pelas relações
externas do mundo. Considera sua mais profunda intimidade expondo assim sua
face. (PIMENTEL, 2015)
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Lateralidade: É a propensão que o ser humano possui de utilizar preferencialmente


mais um lado do corpo que o outro em três níveis: mão, olho e pé. Isto significa que
existe um predomínio motor, ou melhor, uma dominância de um dos lados.
Através dessas descrições de Oliveira e outros autores, podemos entender a
escala do desenvolvimento, e assim trabalhar de forma específica cada fase,
auxiliando da melhor forma a criança que está sempre em evolução.
Na educação infantil devemos nos preocupar em colaborar com o
desenvolvimento de todas as fases motoras fundamentais.
A Educação Física e a Psicomotricidade têm o objetivo de desenvolver na sua
totalidade as relações entre corpo e psiquismo. No trabalho com as crianças na
Educação Infantil, o movimento desempenha um papel muito importante no
desenvolvimento psicológico, representa a expressão das relações entre o ser e o
meio. Sendo assim é de suma importância o trabalho de interação da atividade
motora e do psiquismo com a finalidade de melhorar o desenvolvimento dos
educandos (Ferreira, 2001, apud. FERRARI, 2009).
Lapierre (1988) apud, Ferrari (2009) coloca que a educação psicomotora “é
uma ação psicopedagógica que utiliza os meios da educação física, com a finalidade
de normalizar ou melhorar o comportamento do indivíduo”.
Na infância o desenvolvimento motor se caracteriza pela conquista de uma
ampla aquisição de habilidades motoras, que possibilita a criança a ter um domínio
do seu corpo em diferentes posturas, se locomover no ambiente de várias formas e
também mexer em objetos de várias formas (FABER, 2010).
Conforme vemos através dos autores citados acima, entender a importância
do movimento é ter consciência dos problemas causados pela negação ou
incapacidade motora.
As atividades físicas e desportivas sistemáticas são de grande importância
para desenvolver as relações do homem com o seu corpo.

Educação Física e a Psicomotricidade

O ser humano desde o nascimento realiza movimentos. São comportamentos


individuais com manifestações da psicomotricidade. Assim que domina o corpo, o
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ser humano, logo descobre o lúdico. Este, sob a forma de jogos ou brinquedos,
pressupõe a companhia ou presença de parceiros (OLIVEIRA, 2001).
Na criança a formação de sua personalidade e a afetividade, estão ligadas à
psicomotricidade, algumas atividades proporcionam a criação e a interpretação do
mundo em que vivem, por isso o ensino deve ser feito por meio de atividades
lúdicas, jogos e tarefas que trabalhem o desenvolvimento motor e exerçam uma
aprendizagem dinâmica e eficiente (ARAÚJO E VALADARES,1999).

Gallahue (2001) enxerga a educação física como facilitadora do processo


ensino-aprendizagem dentro do contexto escolar:
"A escola é o único lugar em que nós podemos garantir que
todas as crianças terão um tempo dedicado à instrução. E as
aulas de educação física na escola são diferentes do simples ato
de brincar no quintal de casa, pois são instrutivas. Ensinam
como as crianças podem mover o corpo. É o único lugar onde
elas são instruídas o tempo inteiro. O ideal seria que os alunos
tivessem mais do que apenas uma ou duas aulas de educação
física na escola por semana. Isso faria com que eles se
mexessem mais e o exercício físico se tornaria parte da vida
deles. O professor de educação física é uma pessoa
extremamente importante na comunidade escolar".

A fase pré-escolar é um importante período para a educação física, pois é


nesta época que o corpo se torna capacitado estruturalmente para o exercício que
envolva atividades psicológicas mais complexas, tomando como exemplo o uso da
linguagem articulada, e de movimentos mais difíceis. (SANTOS, 2007).
A Psicomotricidade envolve-se nessa área com um auxílio de modo
significativo na formação e elaboração do esquema corporal e possui o objetivo
principal de incentivar a prática do movimento em todas as etapas de vida da
criança. É por meio de atividades que as crianças se divertem, interpretam e
relacionam-se com o mundo em que vivem.
E a Educação Física nesse contexto deve ter o objetivo de estimular o
desenvolvimento psicomotor, e como razão fundamental, o de aumentar e melhorar
a criatividade dos profissionais para que haja uma contribuição maior para a
formação integral do educando, assegurando o desenvolvimento funcional e o
auxílio na expansão e equilíbrio de sua afetividade através da interação com o
ambiente (FREIRE,1991).
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Podemos entender que os professores de Educação Física são mediadores


do processo ensino - aprendizagem, eles deverão ser sempre cautelosos durante as
etapas do desenvolvimento de seu aluno e colaborar de maneira positiva para seu
êxito, apoiando-lhe e estimulando. Assim como a psicomotricidade tem uma
importância imensa na vida do indivíduo, alguns dos seus inúmeros objetivos são
motivar a percepção através de atividades, a integração dos movimentos corporais.
Para o professor de Educação Física trabalhar com a psicomotricidade é
perceber o quanto o corpo comunica sua necessidade de mudança, que asseguram
o bem-estar e a sobrevivência.
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